Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta
A situação dos alternativos que atendem as linhas da Coophab é motivo de preocupação e indignação entre os passageiros. A coluna MOBILIDADE EM PAUTA recebeu diversas denúncias relatando as condições precárias da frota que atende as linhas L1 e L2, que figuram entre as que mais apresentam veículos irregulares.
Entre os relatos, destacam-se casos de veículos circulando com acessibilidade bloqueada, sem janelas ou com janelas travadas, sem bancos e até mesmo com tampões no lugar do vidro da porta dianteira – o que compromete a visão do motorista ao realizar conversões e coloca em risco a segurança dos passageiros e pedestres.
Além de matérias já publicadas em portais de notícias, a coluna reuniu novos registros que mostram os problemas da frota. A seguir, confira o caso de cada veículo registrado:
Veículos irregulares da linha L1 – Coophab/Rodoviária
1.E2.1.1


Além de ter a acessibilidade bloqueada pela roleta – com uma adequação que não segue diretrizes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), onde o espaço do cadeirante foi colocado para a parte traseira do veículo, enquanto o elevador permanece na porta frontal – o micro-ônibus também foi fabricado em 2011, o que o impediria de circular.
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Apesar de não estar irregular para suas operações, o veículo está com a acessibilidade comprometida, uma vez que teve a roleta posicionada impedindo o uso do elevador para cadeirantes.
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O veículo oferta uma das piores condições de infraestrutura. Falta de limpador de para-brisa, ausência de bancos, buracos na parede interna e o elevador bloqueado pela roleta, impedindo o acesso de cadeirantes. Além disso, por ter sido fabricado em 2010, também opera de forma irregular.
Veículos irregulares da linha L2 – Coophab/Centro
1.E2.1.2


No caso deste veículo, além de ter sido fabricado em 2010, o que também o torna irregular em suas operações, o veículo está com tampões brancos no lugar do vidro da porta dianteira, impedindo que o motorista consiga visualizar com precisão ao fazer manobras. A situação expõe os usuários a um alto risco de acidentes.
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Já em relação a este veículo, fabricado em 2011, que opera de forma irregular, há falta de identificação no padrão visual do sistema opcional, uma vez que ele circula sem as cores azul e amarelo. Os problemas se agravam: além da roleta impedir o elevador e o espaço do cadeirante ter sido retirado, afetando sua acessibilidade, o veículo passou por uma adaptação e recebeu bancos de ônibus rodoviários – porém, o que deveria aumentar o conforto para os usuários, gera um corredor estreito, resultando em um aperto significativo, especialmente nos horários em que o veículo circula com maior lotação. As denúncias recebidas pela coluna apontam que os usuários não conseguem transitar devido ao pouco espaço do corredor. E não para por ai: em uma das fotos recebidas, é possível ver que uma janela do ônibus está quebrada, com um papel informando aos usuários que não a abram, aumentando o calor internamente. Segundo os usuários, o veículo circula com a falha há meses.
1.E2.30

O veículo opera de forma irregular, por ser do ano de 2011. Além disso, usuários reclamam da falta de cadeiras próximo à porta traseira, tornando a operação insegura.
1.E2.33

No caso deste veículo, as falhas são, além de sua irregularidade – por ter sido fabricado em 2011 – a ausência de uma janela do lado direito – segundo os usuários que procuraram a coluna para fazer a denúncia, o veículo opera nessas condições há meses, e em dias de chuva, a situação se complica. Ele também teve a acessibilidade bloqueada, uma vez que a roleta foi posicionada junto ao elevador para deficientes, impedindo seu uso.
1.E2.34


O veículo, apesar de não estar irregular para suas operações referente ao ano de fabricação, teve a roleta posicionada impedindo o uso do elevador, o bloqueando.
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Por último, este veículo, além de operar de forma irregular, por ter sido fabricado em 2011, falta bancos e tem janelas travadas – aumentando o calor interno. Também foi observada a ausência de um pedaço do acabamento do teto interno, o que aumenta o risco de insegurança.
Superlotação e horários
Além disso, passageiros relatam que a superlotação é frequente, e que os operadores costumam não respeitar os horários, circulando sempre frente aos ônibus que atendem a região, no propósito de embarcar os passageiros anteriormente. Também há relatos de direção perigosa frequente.
O resultado é um ambiente insalubre e perigoso, que compromete a integridade física de quem precisa utilizar o transporte alternativo diariamente.
Diante desse cenário, é urgente que os órgãos competentes adotem providências para fiscalizar e coibir a circulação desses veículos em condições tão degradantes. A permanência de uma frota nessas condições não apenas desrespeita o direito do usuário a um transporte de qualidade, mas também representa risco iminente de acidentes e tragédias.
Fotos: Reprodução / Denúncias

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN
Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.
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