Denúncia protocolada por Subtenente Eliabe e nota do SINDJORN ampliam repercussão do episódio
A vereadora Brisa Bracchi (PT) negou a acusação de suposta agressão física divulgada pelo vereador Subtenente Eliabe (PL) e anunciou que irá ingressar com ação criminal por calúnia e difamação contra os responsáveis pela disseminação da denúncia. A manifestação ocorreu por meio de nota oficial e também durante discurso no plenário da Câmara Municipal de Natal (CMN), na sessão desta quarta-feira (17).
Segundo a parlamentar, a acusação é falsa e não corresponde aos fatos. Brisa Bracchi afirmou que, na data mencionada na denúncia, sexta-feira (5), estava em Natal, cumprindo compromissos institucionais. De acordo com a assessoria de comunicação da vereadora, há registros públicos, imagens, vídeos e testemunhas que comprovam sua presença na capital potiguar ao longo do dia, o que, segundo ela, inviabilizaria qualquer envolvimento em fatos ocorridos em outro município.
Durante o pronunciamento no plenário da Câmara, a vereadora afirmou que a acusação extrapola o debate político e afeta sua vida pessoal e familiar. Brisa declarou que as afirmações feitas pelo vereador Subtenente Eliabe configuram crime e que tomará as providências judiciais cabíveis.

A parlamentar também declarou que, no horário apontado na denúncia, encontrava-se nas dependências da Câmara Municipal de Natal, onde recebeu formalmente a notificação referente ao segundo processo de cassação em andamento contra seu mandato. Após isso, segundo relatou, participou de reunião com o secretário municipal de Turismo.
Ainda durante o discurso, Brisa Bracchi afirmou que possui provas que sustentam sua versão dos fatos e reiterou que acionará a Justiça. A vereadora também questionou o boletim de ocorrência registrado em Tibau do Sul, relacionado à denúncia apresentada, afirmando que o registro não condiz com a realidade dos fatos narrados.
Em nota divulgada pela assessoria, a parlamentar reforçou que não esteve no local citado na denúncia, que não participou de qualquer conflito ou agressão e que as informações divulgadas são inverídicas. O comunicado informa ainda que, diante da divulgação da denúncia no plenário da Câmara Municipal, serão adotadas medidas judiciais contra todos os envolvidos na propagação do conteúdo.
Denúncia por quebra de decoro parlamentar
Antes da manifestação da vereadora, o vereador Subtenente Eliabe (PL) protocolou uma denúncia por quebra de decoro parlamentar contra Brisa Bracchi. O pedido foi apresentado durante a sessão da Câmara Municipal de Natal e encaminhado à Presidência da Casa para análise e providências regimentais.

De acordo com o vereador, a denúncia tem como base um suposto episódio de agressão ocorrido em 5 de dezembro de 2025, por volta das 15h, no município de Tibau do Sul. Segundo ele, o caso teria sido registrado em boletim de ocorrência, no qual consta como vítima Raquel de Carvalho Silva.
A denúncia apresentada por Subtenente Eliabe foi formalmente encaminhada para os trâmites internos da Câmara Municipal de Natal, que incluem análise inicial e possível envio ao Conselho de Ética da Casa, conforme o regimento interno.
Manifestação do Sindicato dos Jornalistas
Diante da repercussão do caso, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte (SINDJORN) divulgou nota pública informando que acompanha os desdobramentos da denúncia apresentada ao Conselho de Ética da Câmara Municipal de Natal envolvendo a vereadora Brisa Bracchi.
Na nota, o sindicato reconhece que a parlamentar nega a acusação de agressão física e afirma que pretende provar sua inocência. A entidade também registra que situações com ampla repercussão pública costumam gerar reações emocionais intensas por parte dos envolvidos.
O SINDJORN manifestou preocupação com a declaração da vereadora sobre processar quem divulgasse a denúncia. Segundo o sindicato, a afirmação pode ser interpretada como uma ameaça ao exercício do jornalismo, independentemente do contexto em que foi feita.
A entidade destacou que a divulgação de denúncias de interesse público não configura crime, desde que observados princípios como apuração responsável, veracidade das informações e garantia do direito ao contraditório. O sindicato afirmou ainda que a vereadora tem o direito de se defender e de apresentar sua versão dos fatos.
Ao final da nota, o SINDJORN solicitou que a parlamentar reavalie a declaração e reafirmou o entendimento de que liberdade de imprensa e direito à defesa são garantias fundamentais no ambiente democrático.
Foto: Francisco de Assis/Câmara de Natal
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