O novo protagonismo sênior: como a economia prateada está ressignificando o fim da vida 

O novo protagonismo sênior: como a economia prateada está ressignificando o fim da vida

Com população cada vez mais longeva, público 60+ assume protagonismo no planejamento do futuro e impulsiona inovação, cuidado e personalização no mercado de serviços 

O novo protagonismo sênior: como a economia prateada está ressignificando o fim da vida 

Eles planejam, escolhem e querem decidir como serão lembrados. Cada vez mais longevos e conscientes, os brasileiros 60+ estão mudando não só o jeito de viver, mas também o de partir. Esse novo protagonismo tem nome: economia prateada. 

O envelhecimento da população brasileira já deixou de ser uma projeção para se tornar uma realidade concreta. De acordo com o IBGE, o Brasil ultrapassou a marca de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, número que deve dobrar até 2050, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU). No Rio Grande do Norte, o movimento acompanha essa tendência nacional, com crescimento acelerado da população idosa e aumento da expectativa de vida. 

Esse cenário fortalece o conceito de economia prateada – conjunto de atividades econômicas voltadas ao público sênior – e provoca mudanças estruturais em diversos setores. No mercado de serviços, o consumidor 60+ se mostra cada vez mais ativo, informado e exigente. 

“Estamos diante de uma geração que vive mais, consome mais e busca qualidade em todas as etapas da vida. No setor funerário, esse impacto é ainda mais significativo, porque o público sênior exige clareza, acolhimento, transparência e soluções que respeitem sua autonomia e seu estilo de vida”, afirma Eliza Fonseca, gerente de Marketing do Grupo Morada. 

Planejamento antecipado deixa de ser tabu 

Um dos reflexos mais evidentes dessa transformação é a mudança na forma como a geração 60+ se relaciona com o planejamento pós-vida. Antes evitado, o tema passa a ser compreendido como parte de uma vida organizada e consciente. 

“Hoje, vemos pessoas que desejam ter voz ativa sobre suas preferências em relação aos ritos de despedida, suas escolhas e a forma como querem ser lembradas. Planejar com antecedência é um gesto de cuidado com a família, que reduz impactos emocionais e financeiros em um momento delicado”, afirma Eliza. 

Dados do Sebrae, em parceria com estudos da Fundação Getulio Vargas (FGV), apontam que consumidores maduros valorizam mais a previsibilidade financeira, relacionamento de confiança e serviços personalizados – pilares que dialogam diretamente com o planejamento funerário em vida. 

Benefícios emocionais, financeiros e práticos 

Além de permitir que desejos pessoais sejam respeitados, o planejamento antecipado reduz a necessidade de decisões imediatas em momentos de luto e garante condições financeiras mais acessíveis do que em comparação à contratação emergencial. 

“Na prática, tudo fica organizado previamente. Isso permite que a família viva o luto com mais leveza, sabendo que cada detalhe foi pensado com cuidado e respeito”, explica Eliza. 

A adaptação ao público 60+ também exige mudanças na forma de comunicar e atender. No Grupo Morada, o foco está em escuta ativa, ambientes acolhedores e relacionamentos pautados pelo respeito. “No atendimento presencial, olhamos nos olhos, respeitamos o tempo de cada pessoa e mantemos uma conversa verdadeira. No digital, priorizamos clareza, simplicidade e proximidade. Cada contato precisa transmitir segurança”, reforça a gerente. 

Oportunidade de inovação no setor funerário 

Com o avanço da economia prateada, o setor funerário encontra espaço para evoluir em serviços preventivos, produtos personalizados, tecnologias de apoio e experiências mais humanizadas. 

“A longevidade abre uma oportunidade clara de inovação. Essa geração valoriza significado, dignidade e relações de confiança. Para nós, é uma chance de ampliar soluções que acompanham as pessoas de forma preventiva e honram seu protagonismo em todas as decisões”, afirma Eliza. 

Mais do que investir em infraestrutura, o Grupo Morada aposta na construção de uma cultura de cuidado alinhada à nova realidade demográfica do país. 

“Um Brasil mais longevo exige uma mudança profunda de mentalidade. Isso significa investir não apenas em espaços acessíveis, equipes capacitadas e processos mais fluidos, mas, acima de tudo, cultivar uma cultura que respeite o tempo, a história e a sensibilidade dessa geração. Preparar-se para esse futuro é honrar quem já construiu tanto. O Grupo Morada acredita que valorizar o tempo e as escolhas de quem vive mais é o primeiro passo para construir um amanhã mais sensível, humano e alinhado à longevidade”, conclui. 

Foto: Divulgação

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