Jovem morto em abordagem policial é sepultado sob comoção no Alto Oeste potiguar
O velório e o sepultamento do jovem Douglas Rebouças da Silva Cavalcante, de 20 anos, servidor da Câmara Municipal de Almino Afonso, foram marcados por forte mobilização popular, manifestações de luto e pedidos de esclarecimento sobre as circunstâncias de sua morte. A despedida ocorreu na manhã deste domingo (11), no município de Almino Afonso, no Alto Oeste potiguar.
Familiares, amigos e moradores da região compareceram em grande número para acompanhar o velório e o sepultamento. Durante a cerimônia, o clima foi de dor e indignação, diante da morte do jovem registrada após uma abordagem policial ocorrida na madrugada do sábado (10).

Douglas morreu após ser atingido por um disparo de arma de fogo nas costas, durante uma ação policial no trevo que dá acesso aos municípios de Lucrécia, Frutuoso Gomes e Almino Afonso. O local fica em uma área de circulação entre as três cidades, no interior do Rio Grande do Norte.
Familiares e amigos cobram esclarecimentos durante despedida
Durante o velório, familiares e pessoas próximas destacaram a conduta de Douglas, afirmando que ele era conhecido como um jovem trabalhador, sem histórico de envolvimento em ocorrências policiais. O jovem atuava como servidor da Câmara Municipal de Almino Afonso e era conhecido também em Lucrécia e Frutuoso Gomes.
Relatos feitos por familiares e amigos reforçaram que Douglas mantinha uma rotina de trabalho e convivência social regular. As manifestações durante o sepultamento incluíram pedidos públicos por justiça e esclarecimento dos fatos.
Vídeos e imagens divulgados nas redes sociais registraram momentos de emoção e protesto durante a despedida. Em alguns registros, familiares aparecem cobrando respostas das autoridades e afirmando que a morte ocorreu em uma ação policial que, segundo eles, precisa ser esclarecida.
Versões divergentes sobre a abordagem policial
As circunstâncias da morte de Douglas Rebouças seguem cercadas por versões diferentes. De um lado, relatos de testemunhas e familiares questionam a dinâmica da abordagem policial que resultou no disparo fatal. Do outro, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte divulgou uma nota oficial com sua versão sobre o ocorrido.

De acordo com a Polícia Civil, o jovem teria avançado contra uma barreira policial e efetuado disparos contra os agentes, o que teria motivado a reação policial. Essa versão é contestada por familiares e pessoas próximas à vítima, que afirmam haver inconsistências no relato apresentado.
As informações sobre a ocorrência seguem sob análise das autoridades competentes, e o caso permanece em investigação.
Investigação fica sob responsabilidade da Delegacia de Crimes Funcionais
A apuração do caso está sob responsabilidade da Delegacia de Crimes Funcionais, unidade especializada em investigar ocorrências envolvendo a atuação de agentes de segurança pública.
A delegacia é responsável por analisar todos os elementos relacionados à abordagem, incluindo relatos, imagens, perícias e demais provas que possam contribuir para o esclarecimento do episódio ocorrido no Alto Oeste potiguar.
Até o momento, não foram divulgadas conclusões oficiais sobre a investigação.
SINPOL-RN pede apuração responsável e defende policiais civis envolvidos
O Sindicato dos Policiais Civis do Rio Grande do Norte (SINPOL-RN) divulgou uma nota pública se posicionando sobre a atuação da Polícia Civil na ocorrência que resultou na morte de Douglas Rebouças.
No comunicado, a entidade afirmou que os policiais civis atuam dentro dos parâmetros legais e com foco na preservação da vida. O sindicato destacou a necessidade de uma apuração responsável, com cautela e respeito ao devido processo legal, sem formação de juízo antecipado sobre os fatos.

O SINPOL-RN também mencionou que os policiais civis frequentemente atuam em condições consideradas distantes do ideal, incluindo efetivo reduzido, mas afirmou que a categoria mantém o compromisso com a prestação de serviço à sociedade potiguar.
Na nota, o sindicato manifestou solidariedade aos familiares do jovem e reafirmou a defesa dos policiais civis envolvidos, sustentando que os fatos serão devidamente esclarecidos ao longo da investigação conduzida pelos órgãos competentes.
Foto: Reprodução
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