IFRN afasta professor preventivamente para apurar denúncia de assédio sexual

IFRN afasta professor preventivamente para apurar denúncia de assédio sexual

Docente atua no Campus Central, em Natal; Instituto instaurou Processo Administrativo Disciplinar

O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) afastou preventivamente um professor por 60 dias para apurar denúncias de suposto assédio sexual. A medida foi publicada em portaria nesta semana e vale a partir de março, mês que marca o início do primeiro semestre letivo de 2026 na instituição.

O docente, que não teve o nome divulgado oficialmente, atua no Campus Central do IFRN, localizado em Natal. Para investigar o caso, o instituto instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que correrá em sigilo durante o período de afastamento.

O conteúdo e a quantidade de denúncias feitas contra o professor não foram detalhados pelo IFRN até o momento.

Nota oficial do IFRN sobre o caso

Em nota, o IFRN informou que acompanha a situação com base na Política de Enfrentamento ao Assédio e outras Violências, contando com profissionais de diferentes áreas para dar suporte ao caso.

“Além disso, reforça que todas as denúncias são tratadas com seriedade, responsabilidade e atenção ao cuidado com a comunidade acadêmica, sempre em observância ao devido processo legal”, citou o instituto em comunicado oficial.

O IFRN também reafirmou, na mesma nota, o “compromisso com a oferta de educação pública, de qualidade e socialmente referenciada”.

Processo Administrativo Disciplinar em andamento

O afastamento preventivo é uma medida cautelar adotada pela administração pública em casos nos quais a presença do servidor pode atrapalhar as investigações ou representar risco à comunidade acadêmica. Durante os 60 dias, o professor não exerce suas funções nem tem acesso ao campus, mas continua recebendo remuneração.

O Processo Administrativo Disciplinar instaurado pelo IFRN seguirá os trâmites legais para apurar a veracidade das denúncias. Ao final da investigação, a instituição poderá arquivar o caso ou aplicar penalidades que vão desde advertência até a demissão do servidor, dependendo da gravidade das provas encontradas.

Política de enfrentamento ao assédio

O IFRN possui uma Política de Enfrentamento ao Assédio e outras Violências, criada para orientar a comunidade acadêmica sobre como proceder em situações desse tipo. A política estabelece canais de denúncia e mecanismos de acolhimento para vítimas, além de determinar a abertura de procedimentos administrativos para investigar os casos.

A existência dessa política visa garantir que todas as denúncias sejam tratadas com seriedade e que a instituição atue de forma preventiva e punitiva quando necessário, assegurando um ambiente seguro para estudantes, professores e servidores.

Início do semestre letivo

O afastamento do docente passa a valer a partir de março, coincidindo com o início do primeiro semestre de 2026 no IFRN. A instituição ainda não informou como será feita a substituição do professor afastado nem se haverá impacto nas disciplinas ministradas por ele no Campus Central.

A comunidade acadêmica aguarda o desenrolar das investigações, enquanto o IFRN mantém sigilo sobre os detalhes do processo para preservar a integridade das partes envolvidas e garantir o cumprimento do devido processo legal.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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