Entidades do setor de combustíveis cobram medidas após reajuste da Petrobras
Entidades que representam o setor de combustíveis no Brasil emitiram um alerta direto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (20). Em nota conjunta, as organizações apontaram o risco de desabastecimento no país diante dos impactos da crise internacional do petróleo e cobraram medidas imediatas.
O documento foi assinado por organizações como a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) e o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom). De acordo com o texto, as ações já implementadas pelo governo federal, como a redução de tributos sobre o diesel, não têm sido suficientes para conter a pressão nos preços ao consumidor final.

Segundo as entidades, o problema está relacionado à composição do diesel vendido nos postos. Enquanto as medidas de desoneração incidem sobre o diesel A, o produto comercializado nos postos é o diesel B, que consiste em uma mistura com biodiesel. Essa diferença, conforme o setor, dificulta o repasse integral dos benefícios e mantém o custo elevado para o consumidor.
Reajuste da Petrobras e leilões pressionam mercado
As entidades também destacaram o recente reajuste promovido pela Petrobras, que elevou o preço do diesel puro em R$ 0,38 por litro. O aumento impacta diretamente o valor final nas bombas, segundo o setor.
Além disso, o documento aponta que leilões realizados pela própria estatal têm registrado preços ainda mais altos, o que contribui para pressionar o mercado de combustíveis.
Cenário exige resposta rápida do governo federal
Diante do quadro atual, as entidades reforçaram que a combinação de fatores internacionais, custos internos e a política de preços pode agravar a situação. O setor alertou que esse cenário aumenta o risco de falta de combustível e exige uma resposta rápida do governo federal para evitar o desabastecimento.
Fotos: Pedro Ventura/Agência Brasília / Gabriel Jabur/Agência Brasília
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