Ex-presidente foi transferido para quarto em Brasília e segue tratamento com antibióticos; procurador-geral defendeu medida para garantir acompanhamento médico
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no início da noite desta segunda-feira (23) e foi transferido para um quarto do Hospital DF Star, em Brasília. Segundo informações da equipe médica, ele seguirá internado para continuar o tratamento com antibióticos até pelo menos quarta-feira (25).
De acordo com boletim médico, o ex-presidente apresenta quadro estável e sem complicações. O hospital segue acompanhando a evolução do tratamento e monitorando sinais vitais. A expectativa é de que Bolsonaro permaneça no quarto hospitalar até o término do ciclo de antibióticos, conforme orientação médica, mantendo repouso e acompanhamento clínico diário.
A transferência ocorre no mesmo dia em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) favorável à prisão domiciliar de Bolsonaro. O procurador-geral Paulo Gonet apontou a necessidade da medida para garantir acompanhamento médico contínuo, diante do risco de agravamento do quadro de saúde.
Aliados do ex-mandatário aguardam que o ministro do STF Alexandre de Moraes analise o pedido e autorize a prisão domiciliar ainda nesta semana.
Michelle Bolsonaro se reúne com Alexandre de Moraes no STF
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se reuniu nesta segunda-feira (23) com o ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal. O encontro ocorreu após a Procuradoria-Geral da República se manifestar, pela primeira vez, a favor da prisão domiciliar do ex-presidente.

A reunião aconteceu em meio às articulações da defesa de Bolsonaro para que o ministro autorize a transferência do ex-presidente para o regime domiciliar. A medida foi solicitada com base no estado de saúde de Bolsonaro, que está internado desde 13 de março.
Internação ocorreu após mal-estar na prisão no Papudinha
Bolsonaro está internado desde 13 de março na UTI em um hospital de Brasília, após passar mal na prisão, onde cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha. O episódio motivou a defesa a solicitar a prisão domiciliar como forma de garantir o acompanhamento médico adequado.
O parecer da PGR, assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, representou uma mudança na posição do órgão em relação ao caso. Gonet argumentou que a continuidade do tratamento de saúde e o risco de complicações justificam a adoção da prisão domiciliar como medida cautelar.
Decisão sobre prisão domiciliar pode sair ainda nesta semana
Aliados do ex-presidente demonstraram expectativa de que o ministro Alexandre de Moraes decida sobre o pedido de prisão domiciliar nos próximos dias. A avaliação entre apoiadores e integrantes da defesa é de que o parecer da PGR fortalece a argumentação para a concessão do benefício.
Caso a prisão domiciliar seja autorizada, Bolsonaro poderá cumprir o restante da pena em sua residência, com uso de tornozeleira eletrônica e demais medidas cautelares que venham a ser estabelecidas pela Justiça.
O quadro de saúde do ex-presidente segue sendo monitorado pela equipe médica do Hospital DF Star. A expectativa é que, após a conclusão do tratamento com antibióticos, seja avaliada a possibilidade de alta hospitalar, que poderá ser seguida pela definição sobre o regime de cumprimento da pena.
Cenário político acompanha desdobramentos judiciais e de saúde
Os desdobramentos envolvendo o ex-presidente têm mobilizado aliados e opositores. A reunião de Michelle Bolsonaro com o ministro Alexandre de Moraes ocorreu em meio à tramitação do pedido de prisão domiciliar e foi acompanhada de perto por lideranças políticas.
A manifestação da PGR favorável à medida foi interpretada por defensores de Bolsonaro como um sinal de que as condições de saúde do ex-presidente são um fator determinante para a decisão judicial. A expectativa agora se concentra na análise do ministro Alexandre de Moraes, que deve definir o futuro do regime de cumprimento da pena do ex-mandatário.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Victor Chagas/Bruno Koressawa/PL
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