Sistema de pagamentos deve incluir Pix cobrança obrigatório, divisão automática de valores e novas funcionalidades em estudo
O Banco Central do Brasil trabalha em uma série de mudanças no sistema de pagamentos instantâneos Pix. A ferramenta, utilizada em larga escala no país, deve receber novas funcionalidades ainda este ano.
Desde a sua implementação, o Pix passou a integrar a rotina de pagamentos no Brasil, sendo utilizado em transações do dia a dia e operações comerciais. Em cinco anos, o sistema alcançou volume significativo de movimentações financeiras, chegando a R$ 35 trilhões no último ano.
Sistema é alvo de debate internacional
O crescimento do Pix também passou a ser tema de debate entre governos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o modelo brasileiro impacta empresas do setor de cartões.
Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil manterá o sistema sem alterações motivadas por pressões externas.
A discussão ocorre no contexto do avanço de soluções digitais de pagamento e da concorrência com meios tradicionais, como cartões de crédito e débito.
Pix cobrança será obrigatório ainda este ano
Entre as mudanças previstas, o Banco Central deve tornar obrigatório o chamado “Pix cobrança”. A funcionalidade integra o uso de QR Code com características semelhantes às de boletos bancários, permitindo pagamentos com mais flexibilidade de prazos.
A medida tem como objetivo ampliar as possibilidades de uso do sistema, especialmente em transações comerciais e cobranças formais.
Duplicata e divisão automática de valores estão entre as novidades
Outra funcionalidade prevista é a chamada “duplicata”, que permitirá a empresários antecipar valores a receber com custos reduzidos. A ferramenta deve facilitar o acesso ao crédito e melhorar o fluxo de caixa de empresas.
Além disso, o Banco Central trabalha na implementação do “split”, recurso que divide automaticamente valores pagos, incluindo impostos, no momento da transação. A funcionalidade busca simplificar operações comerciais e reduzir etapas no processo de pagamento.
Outras funções seguem em estudo no Banco Central
O Banco Central também avalia outras possibilidades para o Pix. Entre elas estão o Pix internacional, pagamentos por aproximação, uso do sistema sem conexão com a internet, utilização como garantia em operações financeiras e opções de parcelamento.
As iniciativas têm como foco ampliar a concorrência no sistema financeiro e oferecer alternativas aos meios de pagamento já existentes.
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
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