Processo judicial de 2003 ainda não resolveu pendências da privatização da empresa
Aposentados da Cosern se reuniram no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Natal nesta terça-feira (28.jan.2025) para protestar contra o não cumprimento de acordos feitos durante a privatização da empresa. O processo, que envolve 598 ex-funcionários, está em aberto desde 2003.

Os manifestantes reivindicam o pagamento de benefícios e reajustes salariais prometidos durante a privatização da Cosern. Segundo eles, a empresa não cumpriu os acordos, gerando dívidas que persistem há quase duas décadas.
- Benefícios não pagos: Reajustes e compensações financeiras.
- Impacto: Atrasos afetam aposentados e suas famílias.
Relatos dos manifestantes
Joaquim Edilson, um dos líderes do protesto, afirmou em entrevista ao portal g1 rn que a empresa tem adiado o pagamento das pendências. Ele destacou que muitos aposentados enfrentam problemas de saúde e dependem dos valores para sobreviver.
- Saúde debilitada: Diversos ex-funcionários estão em situação crítica.
- Famílias prejudicadas: Muitos dependem dos benefícios para cobrir despesas básicas.
Nilson Moura, outro participante do protesto, criticou a lentidão do processo e a falta de apoio do sindicato. Ele ressaltou que muitos colegas já faleceram sem receber o que era devido.
- Falecimentos: Vários ex-funcionários morreram aguardando a resolução.
- Apelo à justiça: Os manifestantes pedem agilidade no julgamento.
Histórico da privatização
A Cosern foi privatizada com a promessa de benefícios para funcionários ativos e aposentados. No entanto, os ex-funcionários alegam que a empresa, agora controlada pelo grupo Iberdrola, não cumpriu os acordos.
Acordos coletivos: Promessas de reajustes e compensações.
Pendências: Valores ainda não foram pagos após quase 20 anos.
Posição da Neoenergia Cosern
A Neoenergia Cosern, em nota, informou que não comenta demandas judiciais em andamento. A empresa afirmou que as manifestações serão realizadas nos autos do processo.
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Sérgio Henrique Santos/g1 RN
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