Vítima de acidente na Indonésia será examinada no país após traslado para São Paulo
O corpo da brasileira Juliana Marins chegou ao Brasil na tarde desta terça-feira (1º.jul.2025). A informação foi confirmada pela companhia aérea Emirates, que transportou o corpo em voo com pouso previsto para as 17h15 no Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
Após a chegada, o corpo será levado ao Rio de Janeiro. A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que será realizada uma nova autópsia em até seis horas após o desembarque. O objetivo é garantir a preservação de evidências sobre as causas do óbito.

A Emirates informou que os novos preparativos para o traslado foram feitos em coordenação com a família de Juliana Marins. Inicialmente, o plano era de que o corpo chegasse diretamente ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão) na tarde de quarta-feira (2.jul), mas houve ajuste no itinerário.
A companhia aérea divulgou nota na qual expressou condolências à família. A alteração no cronograma ocorreu após negociações para viabilizar o transporte de forma mais ágil. Antes da definição do novo plano, familiares de Juliana haviam criticado a demora em obter informações sobre o transporte a partir de Bali, na Indonésia.
Juliana Marins morreu após sofrer um acidente no Monte Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia. O acidente ocorreu na manhã de sábado (21), quando a brasileira caiu na cratera do vulcão.

As equipes de resgate indonésias localizaram Juliana na segunda-feira (23.jun) utilizando um drone com câmera térmica. Os sinais captados indicaram que ela estava viva até aquele momento ou por algumas horas adicionais. Um socorrista conseguiu chegar ao local somente no dia seguinte, terça-feira (24), quando constatou o óbito.
O resgate do corpo foi concluído na quarta-feira (25.jun). Após o resgate, foi realizada uma autópsia na Indonésia. O laudo local apontou que Juliana morreu entre 12 e 24 horas antes de dar entrada no hospital, em razão de hemorragia causada por trauma contundente. Segundo os legistas indonésios, após o início da hemorragia, Juliana permaneceu viva por cerca de 20 minutos.
A nova autópsia no Brasil foi solicitada pela família de Juliana Marins, com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU). A Advocacia-Geral da União coordena o procedimento para garantir o cumprimento de prazos e a preservação de vestígios.

Após a chegada a São Paulo, o corpo seguirá para o Rio de Janeiro, onde deverá ocorrer o sepultamento. As autoridades brasileiras informaram que acompanham o processo para oferecer suporte à família.
A Emirates realiza voos de Bali para o Brasil com conexão em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O traslado do corpo foi coordenado entre a companhia aérea, a família de Juliana e autoridades diplomáticas brasileiras.
As autoridades brasileiras também monitoraram as etapas de liberação do corpo na Indonésia, incluindo os procedimentos para transporte internacional de restos mortais. A operação exigiu a emissão de documentos sanitários e autorizações legais para viabilizar o traslado aéreo.
A Defensoria Pública da União destacou a importância da nova autópsia para esclarecer detalhes sobre as circunstâncias da morte. A Advocacia-Geral da União informou que todo o procedimento está sendo acompanhado de perto para garantir segurança jurídica e respeito aos direitos da família.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.







