Poda do maior cajueiro do mundo é adiada para fevereiro

poda do maior cajueiro do mundo

Idema confirma adiamento por causa da floração e frutificação da árvore localizada em Pirangi

poda do maior cajueiro do mundo, localizado em Pirangi do Norte, no município de Parnamirim, foi oficialmente adiada para fevereiro de 2026. A decisão foi anunciada pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), que justificou o adiamento pelo início do período de floração da árvore.

Floração e frutificação impedem intervenção

Segundo o Idema, o cajueiro entrou em fase de floração, que se estende até novembro. Em seguida, entre dezembro e janeiro, ocorre o período de frutificação. Por esse motivo, não será possível realizar a poda sem comprometer a saúde da planta.

Poda foi determinada pela Justiça

A intervenção foi determinada pela Justiça em maio de 2024, em uma ação que tramita há mais de uma década. O processo judicial foi motivado por reclamações de moradores sobre o avanço da árvore para fora da área delimitada, afetando ruas e propriedades próximas.

Cajueiro ocupa cerca de 10 mil m²

O cajueiro de Pirangi é reconhecido desde 1994 pelo Guiness Book como o maior do mundo, com aproximadamente 10 mil metros quadrados de extensão. A árvore é um dos principais pontos turísticos do litoral potiguar e recebe milhares de visitantes anualmente.

Investimento previsto para a poda

O Idema prevê investimento de R$ 200 mil para realizar a poda, que poderá durar até seis meses. Durante o período de floração e frutificação, o órgão realizará manejo fitossanitário para combater pragas como cupins.

Cronograma foi afetado por exigências judiciais

O adiamento também ocorreu devido à necessidade de apresentar uma agenda de atividades a diversas instituições, como a Câmara de Vereadores de Parnamirim, o Ministério Público, representantes do trade turístico e comerciantes locais. Essa etapa prolongou o cronograma inicial.

Debate público sobre a poda

A possível poda gerou debates entre autoridades, ambientalistas e moradores. Audiências públicas foram realizadas em junho para discutir os impactos da intervenção. Parte dos participantes defende a poda como medida preventiva, enquanto outros alertam para riscos à longevidade da árvore.

Técnicos defendem manejo fitossanitário

O Idema afirma que a poda será realizada com técnicas adequadas para preservar a estrutura da árvore. O manejo fitossanitário é considerado necessário para garantir o desenvolvimento saudável da planta e evitar acidentes com galhos que avançam sobre vias públicas.

Foto: Caroline Macedo/Idema

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