Rio Grande do Norte produziu 31,6 milhões de quilos de camarão e respondeu por 21,5% da produção brasileira
Produção de camarão cresce 27,8% no RN em 2024 e Estado mantém liderança nacional
A produção de camarão no Rio Grande do Norte alcançou 31,6 milhões de quilos em 2024, representando um crescimento de 27,83% em relação ao ano anterior. Apesar do aumento expressivo no volume, o valor total pago pelo produto teve alta nominal de apenas 2,61%, totalizando R$ 701,39 milhões.
O preço médio do quilo do camarão foi de R$ 22,18, inferior ao registrado no ano anterior. A queda no valor unitário impediu que o crescimento da produção se refletisse proporcionalmente no faturamento. Ainda assim, o camarão permanece como o principal produto da aquicultura potiguar, representando 78,93% do valor total do setor.
No cenário nacional, a produção brasileira de camarão atingiu 146,8 mil toneladas em 2024, com crescimento de 15,17%. O valor de produção nacional foi de R$ 3,1 bilhões, com aumento nominal de 16,34%.
O Rio Grande do Norte respondeu por 21,5% da produção nacional, mantendo-se como o segundo maior produtor do país, atrás apenas do Ceará. Juntos, os dois estados foram responsáveis por cerca de 99,7% da produção nordestina.
O município de Pendências, no Oeste potiguar, destacou-se como o terceiro maior produtor de camarão do Brasil, com 9,6 milhões de quilos em 2024, um crescimento de 45,71%. O município foi responsável por 30,4% da produção estadual.

Arês ocupou o segundo lugar no ranking estadual, com 3,5 milhões de quilos produzidos, seguido por Canguaretama, com 3,2 milhões de quilos. Senador Georgino Avelino e Guamaré completam a lista dos cinco maiores produtores do RN, com 2,8 milhões e 2,299 milhões de quilos, respectivamente.
O setor da aquicultura potiguar acumulou R$ 888,66 milhões em valor de produção em 2024, com variação nominal positiva de 2,15%. A carcinicultura respondeu por 95,88% desse total, sendo 78,93% da produção de camarão e 16,95% da produção de larvas e pós-larvas.
A tilápia manteve-se como o terceiro produto com maior participação no valor de produção da aquicultura potiguar, com 3,36%. Foram produzidos 2,297 milhões de quilos, gerando R$ 29,87 milhões em faturamento. Nísia Floresta liderou a produção de tilápia no estado, com 34,81% do total.
A malacocultura, que inclui ostras, vieiras e mexilhões, registrou crescimento de 25%, com produção de 125 mil quilos e faturamento de R$ 2,5 milhões.
Além da aquicultura, o Rio Grande do Norte também bateu recorde na produção de mel de abelha em 2024, com 1.190.489 quilos. O volume superou as marcas históricas de 2008 e 2009, consolidando o estado como o 11º maior produtor do país.
O crescimento foi de 30,9% em relação a 2023, sendo o quarto maior aumento nacional. O valor de produção do mel potiguar chegou a R$ 21,4 milhões, com destaque para os municípios de Apodi (250 mil kg), Macaíba (100 mil kg), Serra do Mel (50 mil kg), São Miguel (42 mil kg) e Caraúbas (39 mil kg).
Foto: Elia Elsie/Divulgação/Agência Brasil
Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.







