Caducidade da Alves pode marcar o início da reestruturação do transporte intermunicipal no RN

Caducidade da Alves pode marcar o início da reestruturação do transporte intermunicipal no RN

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A decisão do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN) de decretar a caducidade das linhas operadas pela Empresa Alves pode representar mais do que o fim de uma concessão — pode ser o começo de uma necessária reconstrução do transporte intermunicipal rodoviário potiguar.

O sistema vive há anos uma crise profunda, marcada por frota antiga, horários reduzidos e cidades inteiras sem atendimento regular.

A oportunidade de recomeçar

A caducidade não deve ser vista como punição, mas como uma oportunidade concreta para reorganizar o sistema, atraindo novas empresas, modernizando a frota e restabelecendo o direito da população a um transporte digno.

Um exemplo prático vem da Região Metropolitana de Natal. Quando o DER declarou a caducidade da empresa Parnamirim Field, que atendia as regiões de Parque Industrial e Emaús, o cenário mudou. O espaço foi ocupado por outra operadora, resultando em melhoria perceptível na qualidade do serviço, com ônibus mais novos, horários mais regulares e maior confiabilidade por parte dos passageiros.

Esse caso mostra que, quando o órgão gestor atua com firmeza, é possível corrigir distorções e promover avanços reais no transporte público.

Hora de o DER agir de forma estruturada

A caducidade da Alves deve ser um ponto de virada na política de mobilidade estadual, acompanhada de planejamento, transparência e fiscalização efetiva. É preciso avaliar tecnicamente cada linha, atualizar as permissões, realizar novas licitações e garantir frotas com idade compatível com as normas de segurança e conforto.

O transporte intermunicipal é essencial para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Reestruturar o sistema significa garantir acesso, mobilidade e cidadania para milhares de potiguares que dependem diariamente desses serviços.

A caducidade da Alves, se conduzida com responsabilidade e visão de futuro, pode ser o início de um novo ciclo — mais moderno, eficiente e justo para todos.

Foto: Andreivny Ferreira/Portal UNIBUS/Ilustração

thiago martins

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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