Homologação foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (26); Obra será financiada com recursos do Novo PAC e terá 350 leitos em Parnamirim
O Governo do Rio Grande do Norte homologou, nesta sexta-feira (26), a Construtora Ramalho Moreira Ltda. como vencedora da licitação para a construção do Hospital Metropolitano do Estado, que será instalado no município de Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal. O aviso de homologação foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).
A proposta apresentada pela empresa vencedora foi no valor de R$ 200.777.000,00. A homologação ocorre após quatro meses de suspensão do processo licitatório e posterior reanálise determinada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

O ato administrativo é assinado pelo secretário de Estado da Infraestrutura, Gustavo Fernandes Rosado Coêlho, que declarou ter constatado a regularidade dos atos procedimentais e o encerramento dos prazos para interposição de recursos administrativos. Com isso, o Governo do Estado confirmou oficialmente o resultado final do certame.
De acordo com o projeto, o Hospital Metropolitano será construído na Avenida Rio Jordão, no bairro de Emaús, em Parnamirim. Apesar da homologação da licitação, o início das obras ainda depende da assinatura da ordem de serviço, etapa que antecede a execução do contrato.
O cronograma apresentado pelo governo estadual prevê um prazo de dois anos para a conclusão do empreendimento, contado a partir da emissão da ordem de serviço. O financiamento da obra será realizado com recursos federais do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
O projeto do Hospital Metropolitano do Rio Grande do Norte prevê a construção de uma unidade com 350 leitos, dos quais 40 serão destinados à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A estrutura também contará com 14 salas cirúrgicas, centro de diagnóstico por imagem, heliponto e sistemas voltados à sustentabilidade, conforme especificações divulgadas pelo governo estadual.
Suspensão e reanálise do certame
A homologação da licitação ocorre pouco mais de um mês após o Governo do Estado anunciar a retomada do certame, em novembro, depois de o processo ter sido suspenso pelo TCU em junho deste ano. À época, a Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN) anulou o contrato que havia sido firmado com o consórcio inicialmente vencedor.
Com a suspensão, o governo determinou a reabertura da fase de julgamento das propostas, sob acompanhamento da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da Controladoria-Geral do Estado (CGE), conforme informado oficialmente.

O processo de reanálise envolveu todas as empresas participantes da licitação, sem a possibilidade de apresentação de documentos novos. Segundo o governo, foram admitidas apenas diligências destinadas a esclarecer ou corrigir erros materiais em documentos já existentes no momento original da disputa.
O Tribunal de Contas da União havia apontado possíveis irregularidades na fase de habilitação do certame. Entre os pontos destacados estavam a inabilitação de uma empresa sob alegação de ilegibilidade de documentos e a exigência de atestado técnico específico relacionado à instalação de elevadores com “seis paradas”.
De acordo com o entendimento do TCU, essa exigência foi considerada um formalismo excessivo, que teria restringido a competitividade do certame. A Corte de Contas avaliou que a manutenção desse critério poderia ter resultado em uma proposta R$ 3,29 milhões mais cara para a administração pública.
Após a reavaliação do processo licitatório, o Governo do Rio Grande do Norte concluiu o julgamento das propostas e formalizou a homologação, encerrando a etapa administrativa da licitação. A próxima fase dependerá da formalização contratual e da autorização para o início da execução da obra.
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração
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