Reajuste nacional aprovado pelo Confaz entra em vigor e impacta preços nos postos e no botijão de gás no Rio Grande do Norte
Os potiguares iniciam o ano de 2026 com aumento nos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha em todo o Rio Grande do Norte. A elevação ocorre em razão do reajuste nacional do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que passa a vigorar em todos os estados do país a partir desta quinta-feira (1º).
Com a mudança, entram em vigor novas alíquotas fixas de ICMS, que passam a ser cobradas diretamente sobre o litro ou quilo dos combustíveis, substituindo o modelo anterior. O reajuste tem aplicação nacional e afeta tanto a gasolina quanto o diesel, o biodiesel e o gás liquefeito de petróleo (GLP).

No Rio Grande do Norte, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do RN (Sindipostos/RN) divulgou os valores do impacto do reajuste para os revendedores. De acordo com a entidade, a alíquota do ICMS da gasolina passa de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro, o que representa um aumento de R$ 0,10 no imposto.
Já no caso do diesel e do biodiesel, o ICMS sofre elevação de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro, resultando em um acréscimo de R$ 0,05. O reajuste também atinge o gás de cozinha (GLP), com aumento aproximado de R$ 0,08 por quilo, o que equivale a cerca de R$ 1,05 a mais no botijão de 13 quilos, utilizado pela maioria das famílias.
O Sindipostos/RN informou que os novos valores devem ser observados pelos revendedores desde o início da vigência do reajuste. A entidade alertou o setor para a necessidade de adequação imediata às novas alíquotas já na virada do ano, em função da aplicação obrigatória do imposto.

Embora o reajuste incida diretamente sobre o tributo, a expectativa do setor é de que o aumento seja repassado integralmente ao consumidor final, tanto nos postos de combustíveis localizados em Natal quanto nos municípios do interior do estado. O repasse ocorre em razão da cobrança fixa do imposto por unidade de medida.
Especialistas apontam que o reajuste do ICMS pode gerar impactos indiretos na inflação, principalmente em função do aumento do diesel, combustível utilizado no transporte de cargas. O custo mais elevado do diesel tende a influenciar os preços de alimentos, produtos essenciais e serviços, devido à elevação das despesas logísticas.
O gás de cozinha também figura entre os itens diretamente afetados pela mudança tributária. O aumento no valor do botijão de 13 quilos representa impacto no orçamento doméstico, especialmente para famílias que utilizam o GLP como principal fonte de energia para preparo de alimentos.
O reajuste aprovado pelo Confaz é resultado de decisão conjunta entre os estados e segue um modelo de tributação uniforme, com alíquotas específicas aplicadas nacionalmente. Com isso, os preços dos combustíveis passam a refletir de forma direta a nova cobrança do ICMS.
A aplicação das novas alíquotas ocorre de maneira automática, sem necessidade de regulamentação adicional nos estados, incluindo o Rio Grande do Norte. O início de 2026, portanto, passa a registrar valores mais elevados nas bombas de combustíveis e no botijão de gás em todo o território potiguar.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Marcello Casal jr/Agência Brasil
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