Suspeito teria atuado como intermediário, segundo a Polícia Federal
Um contador está preso há mais de uma semana no Rio de Janeiro sob suspeita de envolvimento no vazamento de dados fiscais de familiares do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão, que tramita sob sigilo, foi determinada pelo próprio ministro no âmbito do inquérito que investiga acessos irregulares a informações da Receita Federal.
De acordo com informações da Folha, o contador admitiu à Polícia Federal ter obtido os dados de forma ilegal. Segundo a investigação, ele atuou como intermediário entre um interessado nas informações e uma pessoa que dizia ter acesso aos dados sigilosos. Os nomes citados na transação permanecem sob sigilo.
Esta é a primeira prisão registrada no âmbito da investigação sobre o vazamento de dados de integrantes do STF. Até então, as medidas adotadas incluíam buscas e o uso de tornozeleira eletrônica.
Defesa alega não ter tido acesso à decisão que decretou a prisão
A defesa do contador afirma que ainda não teve acesso à decisão que decretou a prisão nem a outros documentos do processo. O advogado Eric Cwajgenbaum criticou a falta de resposta aos pedidos feitos ao gabinete do ministro.
Entre os dados acessados ilegalmente estão informações fiscais da advogada Viviane de Moraes, esposa do ministro. A investigação teve início após determinação de Moraes para que a Receita Federal rastreasse possíveis quebras de sigilo envolvendo cerca de cem pessoas.
Em janeiro, Moraes abriu de ofício uma investigação para apurar se a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) quebraram de forma irregular o sigilo fiscal de integrantes do Tribunal. Essa investigação é um anexo do inquérito das fake news.
Fotos: Joédson Alves/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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