PIB do RN deve crescer abaixo da média nacional em 2025 e 2026

PIB do RN deve crescer abaixo da média nacional em 2025 e 2026

Estimativa do PIB do RN aponta crescimento de 1% em 2025 e 1,6% em 2026, com desempenho abaixo das médias nacional e do Nordeste

O Produto Interno Bruto do Rio Grande do Norte deve registrar crescimento de 1% em 2025 e de 1,6% em 2026, conforme estimativas do Banco do Brasil reunidas em levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte. Em ambos os anos, os resultados projetados ficam abaixo das médias nacional e regional.

A projeção indica aumento na geração de riquezas, ainda que em ritmo inferior ao observado em outras unidades da federação. Para 2025, o estado deve ocupar a nona posição entre os menores crescimentos do país e a sexta colocação no Nordeste. As médias previstas são de 2,3% no cenário nacional e de 1,4% na região. Em 2026, o estado mantém a mesma posição no ranking nacional e passa a ocupar a segunda menor projeção no Nordeste, onde a média estimada é de 2,4%, enquanto a média nacional é de 2,0%.

A análise setorial apresenta variações entre os segmentos econômicos. Para 2025, a indústria no estado deve apresentar retração de 7,9%, com redução mais moderada prevista para 2026, estimada em 1,0% negativa. Já a agropecuária deve crescer 5,4% em 2025, mas com projeção de queda de 9,7% no ano seguinte. O setor de comércio e serviços apresenta crescimento nos dois períodos, com variação de 2,3% em 2025 e 2,6% em 2026.

O cálculo do PIB considera a soma dos bens e serviços produzidos em determinado período, sendo composto por diferentes setores com pesos distintos. Em 2023, a estrutura do PIB do estado foi formada majoritariamente pelo setor de serviços, responsável por 72,4%, seguido pela indústria, com 23,4%, e pela agropecuária, com 4,2%.

O levantamento também aponta dados sobre o mercado de trabalho no estado. Desde o período da pandemia, o saldo de empregos tem se mantido positivo. Em 2020, houve saldo negativo de 3.146 postos, seguido por recuperação em 2021, com geração de 32.692 vagas. No acumulado entre 2021 e 2025, foram criados 123,1 mil empregos formais, conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

Em 2025, o saldo foi positivo em 15.705 vagas, número inferior ao registrado em 2024, quando houve criação de 34.156 postos de trabalho. No comparativo regional, o resultado do estado ficou acima apenas do registrado em Sergipe. Já no acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, o saldo é negativo, com redução de 940 postos, movimento associado à sazonalidade de atividades econômicas.

No setor industrial, os dados indicam retração acumulada de 12,1% em 2025, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo um dos resultados mais baixos entre os estados. No mesmo período, a produção industrial nacional registrou crescimento de 0,6%.

Apesar do desempenho agregado da indústria, o levantamento aponta crescimento em segmentos específicos, como alimentos, confecções e extração mineral. O setor também apresentou geração de empregos em 2025, com saldo de 5.025 vagas, mas iniciou 2026 com resultado negativo de 801 postos até fevereiro.

No segmento de comércio e serviços, a projeção indica manutenção do crescimento e contribuição relevante para o resultado do PIB. O levantamento registra aumento na movimentação de passageiros no Aeroporto Internacional de Natal, com alta de 14,1% no primeiro bimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. Também foi registrado volume de 100,5 mil passageiros em voos internacionais ao longo de 2025.

Na agropecuária, a projeção para 2026 indica retração após crescimento em 2025. Dados apontam variações nas principais culturas do estado, com expectativa de queda em produtos que tiveram desempenho positivo no ano anterior. A dinâmica do setor é influenciada por fatores produtivos e climáticos, com previsão de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, o que pode impactar o regime de chuvas no Nordeste.

A série histórica do mercado de trabalho indica manutenção da tendência de saldo positivo de empregos no estado ao longo de 2026, com impacto direto na renda e no consumo. A taxa de desemprego no quarto trimestre de 2025 foi de 6,7%, enquanto a taxa anual atingiu 8,1%, conforme dados do IBGE. A taxa de informalidade no estado foi de 42,1%, abaixo da média regional, mas acima da média nacional.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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