Diabetes

RN é o 2º estado do Brasil com mais adultos obesos, aponta Ministério da Saúde

RN é o 2º estado do Brasil com mais adultos obesos, aponta Ministério da Saúde

Taxa de obesidade no RN supera média nacional em 11 pontos percentuais; Mudança de hábitos como estratégia de controle de peso

O Rio Grande do Norte ocupa a segunda posição no ranking nacional de obesidade entre adultos, de acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, do Ministério da Saúde. O levantamento, realizado com base em atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025, aponta que 42% dos potiguares adultos atendidos apresentam algum grau de obesidade.

Os dados do Ministério da Saúde indicam que a taxa de obesidade entre adultos no Rio Grande do Norte é significativamente superior à média brasileira. Enquanto no país 31% da população adulta atendida pelo SUS tem obesidade, no estado potiguar o percentual chega a 42%.

O Rio Grande do Norte fica atrás apenas do Rio Grande do Sul no ranking de estados com maior incidência de obesidade entre adultos. O levantamento também revela que quase 60% da população adulta do estado está acima do peso, condição que antecede a obesidade e já representa um fator de risco para outras doenças.

Doenças associadas à obesidade e impacto na saúde pública

Especialistas apontam que a obesidade está diretamente relacionada ao desenvolvimento de outras condições crônicas de saúde. Entre as principais doenças associadas ao excesso de peso estão diabetes tipo 2, hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico e apneia do sono.

Publicações científicas na área da saúde catalogam mais de 200 condições clínicas associadas à obesidade. A presença de múltiplas comorbidades em pacientes com obesidade aumenta a complexidade do tratamento e a demanda por serviços de saúde, impactando diretamente o sistema público.

Tratamento da obesidade no SUS e limitações na oferta de medicamentos

Embora o Ministério da Saúde classifique a obesidade como doença crônica, especialistas apontam uma lacuna na oferta de tratamentos medicamentosos pelo SUS. Atualmente, não há medicamentos específicos para o tratamento da obesidade disponibilizados pela rede pública, apesar de a condição ser reconhecida como doença crônica que, em tese, daria direito a esse tipo de intervenção.

A ausência de medicamentos no SUS para o tratamento da obesidade contrasta com a política de fornecimento de fármacos para outras doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Especialistas consideram que a falta de acesso a medicamentos para obesidade limita as opções terapêuticas disponíveis para pacientes que necessitam desse tipo de intervenção.

Mudança de hábitos como estratégia de controle de peso

Diante das limitações no acesso a tratamentos medicamentosos, a mudança de hábitos tem sido a principal estratégia adotada por pacientes para controle de peso e redução de riscos à saúde. O acompanhamento médico aliado à reeducação alimentar e à prática de atividades físicas tem apresentado resultados positivos.

Pacientes que buscaram orientação médica e modificaram seus hábitos alimentares e comportamentais conseguiram reduções significativas de peso. Casos registrados mostram perdas de 16 quilos a 40 quilos a partir da adoção de novos padrões alimentares e da incorporação de exercícios físicos à rotina.

O controle de doenças associadas à obesidade, como diabetes, também é beneficiado pela mudança de hábitos. Pacientes que reduziram o peso relatam melhora nos índices glicêmicos e menor necessidade de intervenções medicamentosas para controle de condições associadas.

Acompanhamento médico e construção de novos hábitos

Especialistas destacam que a construção de novos padrões alimentares e comportamentais é fundamental para a obtenção de resultados duradouros no combate à obesidade. O acompanhamento profissional permite que as mudanças sejam implementadas de forma gradual e sustentável, aumentando as chances de manutenção do peso saudável a longo prazo.

A abordagem multidisciplinar, envolvendo médicos, nutricionistas e profissionais de educação física, é apontada como a mais eficaz para o tratamento da obesidade. A combinação de orientação médica, reeducação alimentar e atividade física regular contribui não apenas para a redução de peso, mas também para a prevenção de doenças associadas e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.

Fotos: Alexander Grey/Pexels / Joel Rodrigues / Agência Brasília / Toninho Tavares/Agência Brasília

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21 municípios do RN abrem vagas para credenciamento no Farmácia Popular

21 municípios do RN abrem vagas para credenciamento no Farmácia Popular

Programa amplia rede de atendimento e facilita acesso a medicamentos gratuitos

O programa Farmácia Popular registrou, em 2024, o maior número de atendimentos desde sua criação em 2004. Ao todo, quase 25 milhões de brasileiros foram beneficiados, contando com mais de 31 mil estabelecimentos credenciados em todo o país. Para ampliar ainda mais o alcance, o Ministério da Saúde abriu inscrições para novos credenciamentos em mais de 750 municípios que ainda não possuem farmácias participantes.

21 municípios do Rio Grande do Norte com vagas abertas

No Rio Grande do Norte, 21 municípios estão com vagas abertas para credenciamento no programa. Cada um deles terá direito a duas farmácias credenciadas, totalizando 42 novas oportunidades. O processo de seleção já está aberto e pode ser acessado pelo site do Ministério da Saúde. A classificação será feita por ordem de inscrição.

Os estabelecimentos interessados devem atender a uma série de requisitos legais e regulatórios, incluindo regularização junto à Receita Federal, Junta Comercial, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Previdência Social e demais órgãos fiscalizadores. Além disso, é necessário dispor de sistemas eletrônicos compatíveis e contar com um farmacêutico responsável técnico com Certificado de Regularidade Técnica (CRT) válido e emitido pelo Conselho Regional de Farmácia (CRF).

Documentação necessária para o credenciamento

Para efetivar a inscrição, os interessados devem preencher o formulário de cadastro e apresentar a seguinte documentação, autenticada por firma reconhecida, validação eletrônica ou certificado digital:

  • Comprovante de CNPJ com CNAE específico (4771701 e 4771702);
  • Registro na Junta Comercial ou certificação digital;
  • Licença sanitária estadual ou municipal;
  • Autorização de funcionamento emitida pela Anvisa;
  • Certidão de regularidade fiscal junto à Receita Federal;
  • Certificado de regularidade técnica emitido pelo Conselho Regional de Farmácia;
  • Documentação do representante legal e do farmacêutico responsável;
  • Comprovante de conta bancária da empresa.

Expansão do Farmácia Popular

Suspenso desde 2014, o credenciamento de novos estabelecimentos foi retomado em 2023, garantindo a ampliação da rede de atendimento. Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo é facilitar o acesso da população a medicamentos essenciais. Atualmente, o programa está presente em 4.812 municípios, cobrindo cerca de 97% da população brasileira.

O estado do Piauí lidera o ranking de novas vagas, com 78 cidades selecionadas e um total de 156 oportunidades de credenciamento.

Medicamentos gratuitos para toda a população

No último dia 13, o Ministério da Saúde anunciou a gratuidade total dos medicamentos do Farmácia Popular para toda a população. Agora, os 41 itens do programa, incluindo medicamentos e insumos de saúde, podem ser retirados sem custo nos estabelecimentos credenciados.

Entre os benefícios, o fornecimento gratuito de fraldas geriátricas e do medicamento dapagliflozina, indicado para diabetes mellitus associada à doença cardiovascular, foi ampliado para os públicos elegíveis.

O orçamento do programa também foi expandido, passando de R$ 2,5 bilhões em 2022 para R$ 3,1 bilhões em 2023 e R$ 3,6 bilhões em 2024. Para 2025, está previsto um investimento de R$ 4,2 bilhões.

Avanços no programa Dignidade Menstrual

Outra iniciativa ligada ao Farmácia Popular é o programa Dignidade Menstrual, que garante o acesso gratuito a absorventes higiênicos para pessoas em situação de vulnerabilidade. Em seu primeiro ano, beneficiou 2,1 milhões de pessoas e distribuiu mais de 240 milhões de absorventes, com investimento de R$ 119,7 milhões.

A ampliação do Farmácia Popular e seus programas associados reforça o compromisso do governo com a promoção do acesso a medicamentos e insumos essenciais para a população brasileira.

Foto: Rodrigo Nunes/MS

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Farmácia Popular beneficiou quase 600 mil pessoas no RN em 2024

Farmácia Popular beneficiou quase 600 mil pessoas no RN em 2024

Programa amplia acesso a remédios e insumos em 146 municípios potiguares, com 559 farmácias credenciadas

O programa Farmácia Popular, uma das principais iniciativas de acesso a medicamentos no Brasil, alcançou um marco histórico no Rio Grande do Norte em 2024. Com a gratuidade total dos 41 itens do catálogo, incluindo medicamentos e insumos de saúde, o estado registrou 597,6 mil beneficiários, superando os 433,5 mil atendidos em 2022. Atualmente, o RN conta com 559 farmácias credenciadas, distribuídas em 146 municípios, garantindo acesso à saúde para milhares de potiguares.

A ampliação do programa foi anunciada pela ministra Nísia Trindade durante o Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília, na última quinta-feira (13.fev.2025). A medida garante acesso gratuito a medicamentos para doenças como asma, diabetes, hipertensão, osteoporose, parkinson, glaucoma e anticoncepcionais, além de fraldas geriátricas para idosos e pessoas com deficiência.

Impacto no Rio Grande do Norte

No Rio Grande do Norte, o Farmácia Popular se tornou uma ferramenta essencial para a população, especialmente em regiões com maior vulnerabilidade social. Com 559 farmácias credenciadas, o programa está presente em 146 dos 167 municípios do estado, garantindo cobertura ampla e descentralizada.

A gratuidade dos insumos representa uma economia significativa para as famílias potiguares. As fraldas geriátricas, por exemplo, que antes exigiam coparticipação financeira, agora garantem uma economia de até R$ 270 mensais para idosos e pessoas com deficiência. Outro destaque é a inclusão da Dapagliflozina, medicamento utilizado no tratamento da diabetes associada à doença cardiovascular, que pode gerar uma economia de cerca de R$ 190 por mês.

Benefícios para idosos e pessoas com deficiência

A medida beneficia diretamente pelo menos 1 milhão de pessoas em todo o país, principalmente idosos, que antes pagavam coparticipação em alguns insumos. No Rio Grande do Norte, a gratuidade total dos medicamentos e insumos impacta positivamente milhares de famílias, garantindo mais dignidade e qualidade de vida.

A ministra Nísia Trindade destacou a importância da medida para o envelhecimento da população e as demandas crescentes por cuidados continuados. “As fraldas geriátricas, por exemplo, que agora são fornecidas gratuitamente, garantem uma economia significativa para idosos e pessoas com deficiência. Isso significa mais dignidade para quem mais precisa”, afirmou.

Como funciona o Farmácia Popular no RN

Para retirar os medicamentos gratuitamente no Rio Grande do Norte, os usuários precisam apresentar um documento de identificação com foto, CPF e receita médica válida, emitida por profissionais do SUS ou da rede privada. A lista completa dos 41 medicamentos e insumos disponíveis pode ser consultada no site oficial do programa ou nas farmácias credenciadas.

Entre os itens oferecidos estão medicamentos para controle de doenças crônicas, anticoncepcionais e insumos como fraldas geriátricas. A ampliação do programa reforça o compromisso do governo federal com o acesso universal à saúde, especialmente em estados como o Rio Grande do Norte, onde a demanda por medicamentos gratuitos é alta.

Fortalecimento do SUS no RN

A ampliação do Farmácia Popular é vista como um símbolo do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte. “O SUS é patrimônio do povo brasileiro. Expandir o Farmácia Popular é assegurar que a saúde chegue a todos, sem barreiras financeiras”, afirmou a ministra Nísia Trindade.

A iniciativa também reflete um esforço coletivo entre o governo federal, estados e municípios, com o objetivo de atender às demandas crescentes por cuidados continuados, especialmente diante do envelhecimento da população.

Desafios e perspectivas futuras

Apesar dos avanços, o programa ainda enfrenta desafios no Rio Grande do Norte, como a necessidade de ampliar a rede de farmácias credenciadas em regiões remotas e garantir o abastecimento contínuo de medicamentos. A ministra Nísia Trindade reforçou o compromisso do governo em superar essas barreiras e expandir o acesso à saúde para todos os potiguares.

Foto: Rodrigo Nunes/MS

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Pacientes de Natal estão há quatro meses sem receber insulina

Pacientes de Natal estão há quatro meses sem receber insulina

Diabéticos enfrentam quatro meses sem insulina gratuita; prefeitura promete solução emergencial

Em Natal, usuários do ProSUS, um serviço da Secretaria Municipal de Saúde (SMS Natal) que distribui fraldas, insulina e outros medicamentos gratuitamente para pacientes da rede pública de saúde, enfrentam uma situação alarmante: estão sem receber insulina há cerca de quatro meses.

A denúncia foi feita pelo vereador Luciano Nascimento (PSD) ao jornal Agora RN na última terça-feira (21.mai.2024). A diretoria do Centro Clínico Zeca Passos, onde funciona o ProSUS Natal, também confirmou a ausência do medicamento desde fevereiro deste ano.

Segundo o vereador Luciano Nascimento, a última remessa de insulina chegou no dia 9 de fevereiro, durante o Carnaval, mas se esgotou no mesmo dia. “São quatro meses sem insulina. Chegou uma vez na sexta de Carnaval e foram apenas 2.500 doses. A alternativa para quem não consegue adquirir é comprar, se tiver condições”, afirmou.

Pronunciamento da SMS

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal informou, por meio de nota, que a aquisição das insulinas é realizada por meio de licitação com registro de preço válido por um ano, considerando a quantidade de usuários cadastrados no ano anterior. A licitação para a compra de insulinas Degludeca foi concluída, e a secretaria aguarda os insumos do fornecedor, que tem 30 dias para realizar os envios.

Além disso, a SMS abriu um processo emergencial para adquirir insulina Glargina, Lispro e Aspártica, enquanto a licitação para 2024 está em tramitação. A secretaria afirmou que realizará um novo cadastramento para os usuários, visando regularizar a quantidade de pessoas aptas a receber os insumos e evitar desabastecimento.

Atualmente, 1.943 pacientes estão cadastrados para receber insulina de ação longa e curta em Natal.

Foto: Carlos Costa/Ilustração

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Embraer anuncia investimentos de R$ 2 bilhões durante visita de Lula

Embraer anuncia investimentos de R$ 2 bilhões durante visita de Lula

Presidente acompanhou entrega de avião comercial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou nesta sexta-feira (26) o hangar da fábrica da Embraer, em São José dos Campos, no interior de São Paulo, onde acompanhou a entrega de um jato comercial modelo 195-E2, produzido pela companhia, para a Azul Linhas Aéreas. A agenda também incluiu uma visita às instalações do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), principal centro de formação aeroespacial do país, na mesma cidade.

“Estamos investindo cerca de R$ 2 bilhões neste ano, e gerando mais de 900 empregos diretos em nossas fábricas no Brasil”, anunciou o presidente da empresa, Francisco Gomes Neto.

A Embraer é a terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo, líder no segmento de aeronaves com até 130 lugares e jatos executivos. Tem cerca de 19 mil empregados, com presença em todos os continentes. Neto ainda destacou que a empresa contratou 1,5 mil novos funcionários em pouco mais de um ano, retomando a força de trabalho que tinha antes da pandemia de covid-19.

O presidente Lula destacou a trajetória bem-sucedida da Embraer. “Eu estou numa empresa que sempre foi motivo de orgulho para esse país”, afirmou. “É preciso sonhar grande. Se o Ozíres [Silva, fundador da Embraer] não tivesse pensando grande, a gente não tinha a Embraer. Sem o brigadeiro Montenegro [fundador do ITA], a gente não tinha o ITA. As coisas grandes são resultado de muita coragem, não é com covardia. Quero que vocês saibam que esse momento para mim é muito histórico”, acrescentou.

Criada pelo Estado brasileiro em 1969, a Embraer já fabricou e vendeu mais de 8 mil aviões, que transportam cerca de 145 milhões de passageiros por ano em todo o mundo. Apesar de privatizada desde 1994, o governo detém poder final em decisões estratégicas da companhia. Além de fabricar aviões comerciais e de uso privado, a empresa fabrica aeronaves militares, como cargueiro KC-390 e o Super Tucano, além de aviões agrícolas.

Aviação regional

Durante o evento, o CEO da companhia Azul Linhas Aéreas, John Rodgerson, anunciou a compra de 13 novos jatos da Embraer este ano, que vão se somar à frota de 60 aviões comerciais nacionais, especialmente para emprego na aviação regional, onde a companhia é líder. Ao todo, os investimentos somam R$ 3 bilhões.

“Quando a Azul foi fundada, em 2008, foram 50 milhões de passageiros transportados por todas as empresas no Brasil. Só este ano, a Azul vai transportar 35 milhões”, comparou o empresário. A companhia aérea é a principal cliente da Embraer na aviação brasileira, concentrando quase a totalidade das compras no setor.

Segundo a Azul, o E2 da Embraer tem capacidade para 136 passageiros, e é a maior e mais moderna aeronave fabricada no Brasil. “O equipamento é o modelo de corredor único mais eficiente atualmente no mercado, oferecendo uma economia de até 25% de emissões de CO2. A Azul já opera atualmente 20 aeronaves do mesmo modelo.

Expansão

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, defendeu a necessidade de expandir o mercado nacional de fabricação de aviões para outras companhias aéreas.

“Dos 100% da aviação dos EUA, 50% são com aviões da Boeing [empresa norte-americana]. Na França, dos 100% da aviação, 41% são de aviões da Airbus [empresa francesa]. E, no Brasil, dos 100% da aviação brasileira, apenas 12% são de aviões da Embraer”, afirmou. Segundo ele, em pouco mais de um ano, o Brasil aumentou em 15% o número de passageiros transportados e prevê que, nos próximos anos, o país possa chegar a 140 milhões de passageiros transportados por ano.

Ao comentar o potencial do setor, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, falou sobre os estímulos da reforma tributária para a aviação comercial regional. “A reforma tributária prevê um fortíssimo estímulo para a aviação regional. Temos um país continental e a gente precisa compreender que o Brasil precisa de mais serviços aéreos”, comentou.

Agenda

Antes do evento na fábrica da Embraer, Lula visitou um laboratório de pesquisa e desenvolvimento aeroespacial do ITA e esteve com estudantes do instituto, mantido pela Aeronáutica, na inauguração de um alojamento estudantil com capacidade para 80 alunos.

Pela manhã, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, Lula participou da inauguração da fábrica de insulina da empresa Biomm. A unidade terá capacidade de produção do para suprir a demanda nacional do hormônio no país, utilizado no tratamento de diabetes. De São José dos Campos, Lula seguiu para a capital paulista, onde passa o fim de semana. A previsão é que retorne no domingo para Brasília.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Da Agência Brasil

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Idosa de 81 anos espera há quase uma semana por UTI no RN

Idosa de 81 anos espera há quase uma semana por UTI no RN

Justiça determina transferência, mas paciente ainda aguarda vaga

Uma idosa de 81 anos, Damiana Ferreira da Silva, está internada na Unidade Mista de Saúde de Arez (RN) desde domingo (17.mar.2024) e aguarda há quase uma semana por transferência para uma UTI da rede pública de saúde do Rio Grande do Norte.

O estado de saúde de Damiana é considerado delicado. Ela tem diabetes, doenças cardíacas e apresentou um edema pulmonar durante a internação. A família relata que a idosa tem passado por instabilidades, como picos hipertensivos e hipotensivos, além de taquicardia.

Diante da demora na transferência, a família acionou a Justiça. Uma liminar expedida pela juíza Karyne Chagas Brandão determinou que o estado “promova a transferência da autora para leito de UTI de hospital público ou da rede privada conveniado ao SUS, via regulação”. A decisão é de segunda-feira (18.mar).

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou que a Central de Regulação monitora a situação e que a idosa está na fila para entrar na UTI. No entanto, a Sesap alega que, antes da transferência, Damiana precisa fazer uma cirurgia cardíaca no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL).

O HUOL, por sua vez, disse que recebeu a solicitação da Central nesta sexta-feira (22.mar) e que repassou para a equipe de cardiologia. A unidade informou que sua UTI está com a capacidade máxima ocupada e que está em constante comunicação com o órgão regulador.

A neta de Damiana, Roberta Souza, teme que a avó venha a falecer por instabilidade no quadro. “A médica disse que tentava estabilizar o quadro, mas que ela necessitava de uma UTI urgente, que ela poderia simplesmente evoluir para um quadro mais grave”, contou ao portal g1 RN.

Foto: Divulgação

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Diabetes é responsável por mais de 28 amputações por dia no Brasil

Diabetes é responsável por mais de 28 amputações por dia no Brasil

Especialistas fazem alerta no Dia Mundial do Diabetes

O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou, entre janeiro e agosto deste ano, 6.982 amputações de membros inferiores (pernas e pés) causadas por diabetes, o que equivale à média de mais de 28 ocorrências por dia.

Os casos vêm crescendo ano a ano, conforme mostram os dados do Ministério da Saúde. O número de amputações em 2022 (10.168) foi 3,9% superior ao total de 2021 (9.781), o que representou média de 27,85 cirurgias por dia, no ano passado, em unidades públicas.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a doença já figura como a principal causa de amputação não traumática em membros inferiores, no país. As amputações traumáticas são as que ocorrem, por exemplo, em acidentes de trânsito ou de trabalho.

“Hoje, nós temos um número de grande de amputações sem ser por acidente. E a principal causa é justamente o diabetes, além do cigarro. Então, a gente tem que combater esses males”, reforça o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Levimar Araújo, portador de diabetes tipo 1.

A SBD aponta também que 13 milhões pessoas com diabetes têm úlceras nos pés, os chamados pés diabéticos, que podem resultar nestas amputações.

Preocupada com o cenário, a Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé) alerta para essa complicação que pode atingir tanto pacientes com diabetes mellitus do tipo 1, como do 2. O presidente da ABTPé Luiz Carlos Ribeiro Lara, dimensiona a situação.

“Entre todas as suas complicações, o pé diabético é considerado um problema grave e com consequências, muitas vezes, devastadoras em razão das úlceras, que podem implicar em amputação de dedos, pés ou pernas.”

O alerta sobre as complicações que afetam as pessoas com a doença ocorre no Dia Mundial do Diabetes, celebrado neste 14 de novembro. Em 2023, a Organização Mundial de Saúde (OMS) escolheu como tema da campanha: Educação para Proteger o Futuro. O objetivo é destacar a necessidade de melhorar o acesso à educação de qualidade sobre a doença a profissionais de saúde e pessoas com a doença.

Pé diabético

A neuropatia periférica provocada pelo diabetes causa a perda das funções dos nervos do pé. Com isso, ficam prejudicados o tato e a sensibilidade para a dor. Essa redução da sensibilidade relacionada ao diabetes dificulta a percepção do paciente em notar lesões ou feridas.

Em entrevista à Agência Brasil, a diretora da ABTPé, a endocrinologista Jordanna Maria Pereira Bergamasco, relaciona a sensibilidade dos pés com um fator de proteção à pessoa com diabetes.

“Esse pé não tem a sensibilidade protetora, então, sem perceber ocorrem feridas e infeccionam. O paciente não consegue resolver e estas acabam em amputações menores ou maiores, ou seja, desde uma pontinha de dedo até uma perna. Tudo por causa das feridas. E o número de ocorrências é grande.”

Jordanna confirma também ser inevitável que, em até dez anos após o desenvolvimento do diabetes, comecem a surgir os sintomas da neuropatia periférica, mesmo com a doença controlada, esses pacientes vão ter algum grau de neuropatia. Porém, segundo ela, a saída é o controle da glicose no sangue, que pode adiar as alterações neurológicas, principalmente, dos membros inferiores, e consequentemente, evitar mutilações.

“A doença leva à neuropatia, a gente não consegue evitar. O único jeito de conseguir postergar isso é com controle glicêmico. E para evitar as amputações é com cuidado”, conta a endócrino.

Na família

A professora de uma escola pública do ensino fundamental do Distrito Federal, Amanda Pereira, conhece bem várias das rotinas de prevenção às complicações do diabetes. Em dezembro de 2021, ela perdeu a mãe Marilena Pereira, aos 64 anos, devido a uma infecção generalizada que começou com uma ferida no pé e chegou a atingir o osso.

Amanda contou à Agência Brasil que a mãe ficou diabética em 2007, aos 40 anos, e se revoltou com as restrições na alimentação impostas pela doença. Marilena seguiu fazendo uso de bebidas alcoólicas, cigarros e refrigerantes. Continuou a ingerir doces desregradamente e se recursou a fazer atividades físicas.

Até que, em 2015, a doença não perdoou as extravagâncias de Marilena que perdeu a visão do lado esquerdo e parte do lado direito. A consequência contribuiu para que a mãe de Amanda desenvolvesse depressão e não quisesse mais ir às consultas médicas.

Em 2019, após fraturar o fêmur, em uma queda no banheiro, Marilena ainda perdeu a autonomia para se deslocar e, na sequência, teve uma trombose. “Tenho a impressão que minha mãe envelheceu 30 anos em seis. Ela desistiu de viver,” lamentou Amanda.

Apesar dos cuidados dos familiares, o simples atrito dos pés da mãe no lençol da cama rendeu à Marilena a ferida derradeira no pé, que não cicatrizou e a levou a óbito. Hoje, aos 44 anos, Amanda voltou a sentir os assombros das consequências do diabetes: ela convive com o sogro e um aluno com acometidos pela doença. O sogro já está, gradativamente, perdendo a visão.

As experiências negativas, no entanto, também lhe ensinaram sobre a doença. “O importante do diabetes é estar se cuidando, porque, com o tempo, vai consumindo o organismo da pessoa. A doença é silenciosa. Ela não avisa. Quando chega, já vem estragando tudo. Mas, se a pessoa vai cuidando, é mais difícil de acontecer algo, principalmente se ela é acompanhada por médicos, se tem uma alimentação saudável e pratica uma atividade física regular. A diabetes, para mim, é uma doença terrível”, conclui a professora.

Cuidados

Jordanna explica que os pés de pessoas com diabetes exigem cuidados especiais:

  • Exame visual periódico dos pés pela própria pessoa, familiar ou profissional de saúde;
  • vestir meias brancas ou de cor clara, principalmente de algodão, para observar possíveis manchas de sangue no tecido;
  • em situações de baixa mobilidade ou sobrepeso, usar um espelho para verificar a sola dos pés;
  • evitar calçados apertados, duros, de plástico, de couro sintético, com bicos finos, saltos altos e sandálias que deixam os pés desprotegidos;
  • escolher sapatos confortáveis;
  • não usar calçados novos, por mais de uma hora por dia, até que estejam macios;
  • evitar andar descalço para não se machucar em batidas e topadas;
  • cortar as unhas dos pés com um profissional e não retirar calos ou cutículas;
  • manter os pés sempre aquecidos;
  • verificar a temperatura da água com o cotovelo antes de colocar os pés;
  • não usar bolsas de água quente;
  • hidratar os pés para evitar rachaduras que podem servir de acesso a infecções oportunista;
  • enxugar a umidade entre os dedos para evitar frieiras;
  • não andar descalço no chão quente para evitar queimaduras; e
  • em caso de lesões, procurar um médico.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou à Agência Brasil que desenvolve estratégias para promover a saúde e prevenir as condições crônicas que decorrem do diabetes. Entre as ações listadas estão o acompanhamento nutricional e alimentar, estímulo à adoção de hábitos saudáveis, além dos guias alimentares para a população brasileira:

“A pasta também credenciou novos polos da Academia da Saúde, espaços próprios para a prática de atividade física, essencial para um estilo de vida mais saudável”

O Ministério da Saúde informou ainda que, em 2023, investiu mais de R$ 870 milhões no custeio de equipes multiprofissionais, compostas por especialistas de diferentes áreas da saúde – entre elas nutrição e educação física, para atuar na Atenção Primária à Saúde, considerada a porta de entrada da saúde pública no Brasil.

Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Da Agência Brasil

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