direita

Bolsonaro envia carta da prisão e pede união da direita em defesa de Michelle

Bolsonaro envia carta da prisão e pede união da direita em defesa de Michelle

Ex-presidente faz pedido para que Michelle adie articulações eleitorais e faz apelo por diálogo e convencimento entre aliados

O ex-presidente Jair Bolsonaro escreveu uma carta manuscrita na prisão e enviou ao jornalista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, na qual faz um apelo público por união no campo conservador. No texto, Bolsonaro saiu em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e lamentou críticas que, segundo ele, partem de setores da própria direita contra aliados.

Na carta, Bolsonaro afirmou que tem acompanhado manifestações contra Michelle Bolsonaro e outros integrantes do grupo político. Sem citar nomes específicos, o ex-presidente escreveu: “Lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa”. Ele reforçou ainda valores que costuma destacar publicamente, como “Deus, pátria, família e liberdade”.

O teor da mensagem ocorre em meio a um cenário de tensões nos bastidores envolvendo lideranças do Partido Liberal (PL). Nos últimos dias, Eduardo Bolsonaro fez críticas públicas a Michelle e ao deputado Nikolas Ferreira, alegando falta de empenho em torno de uma eventual candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Também houve troca de declarações entre Michelle e o comunicador Allan dos Santos, que insinuou apoio dela a uma possível candidatura de Tarcísio de Freitas ao Planalto em 2026.

Pedido para que Michelle adie articulações eleitorais

Na carta, Bolsonaro informou ter pedido que Michelle Bolsonaro adie qualquer envolvimento mais direto em articulações eleitorais até depois de março de 2026. Segundo o ex-presidente, a prioridade da ex-primeira-dama tem sido a família, especialmente os cuidados com a filha Laura, que passou por uma cirurgia recentemente, além da própria assistência a ele na prisão.

O pedido de Bolsonaro reflete a preocupação com a exposição da esposa em um momento que considera delicado para o núcleo familiar. A carta sugere que Michelle deve manter o foco nas questões pessoais antes de retomar atividades políticas mais ostensivas.

Apelo por diálogo e convencimento entre aliados

Encerrando a mensagem, o ex-presidente defendeu que disputas majoritárias e alianças para o Senado sejam construídas “pelo diálogo e convencimento”, e não por “pressões ou ataques entre aliados”. Bolsonaro concluiu com um apelo à união do grupo político, afirmando que o futuro do país dependeria da coesão entre os conservadores.

O tom conciliatório da carta contrasta com as recentes trocas de farpas públicas entre integrantes do campo bolsonarista. As declarações de Eduardo Bolsonaro contra Michelle e Nikolas Ferreira, bem como as insinuações de Allan dos Santos sobre uma possível aproximação de Michelle com Tarcísio de Freitas, geraram ruído interno na base aliada.

A manifestação de Bolsonaro busca conter o desgaste interno e alinhar o discurso do grupo em um momento de indefinições sobre os rumos da oposição e as estratégias para as eleições de 2026. O ex-presidente, mesmo preso, mantém influência sobre as decisões políticas de seus aliados e tenta mediar os conflitos que emergiram publicamente nas últimas semanas.

Fotos: Victor Chagas/Bruno Koressawa/PL/Ilustração

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Bolsonaro envia carta da prisão e pede união da direita em defesa de Michelle Read More »

Valdemar Costa Neto nega racha no PL após troca de farpas entre Michelle, Eduardo e Nikolas

Valdemar Costa Neto nega racha no PL após troca de farpas entre Michelle, Eduardo e Nikolas

Presidente do partido minimizou divergências públicas entre a ex-primeira-dama e os deputados federais. Segundo Valdemar, todos estarão no palanque para apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (23) que não há divisão interna na legenda. A declaração foi dada em resposta à troca de indiretas nas redes sociais envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Segundo Valdemar, o partido está unido e todos os seus principais quadros estarão no palanque para apoiar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República nas eleições de 2026.

“Não, nunca existiu um racha. Porque existe o seguinte: a Michelle Bolsonaro não tem tempo de fazer nada. Ela faz a comida para o Bolsonaro de manhã e vai levar na hora do almoço. Ninguém quer ver o marido nem o pai na situação que o Bolsonaro está. Esse é o grande problema”, afirmou o presidente do PL em entrevista a jornalistas após participar de evento do Grupo Esfera, em São Paulo.

A troca de declarações públicas

O mal-estar entre os membros do partido veio a público no último sábado (21), quando Michelle Bolsonaro publicou em suas redes sociais uma foto preparando o almoço do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na Papudinha, em Brasília, cumprindo pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Na imagem, a ex-primeira-dama aparecia fritando rodelas de banana. “Ele ama banana frita”, escreveu na legenda.

A publicação foi interpretada como uma resposta indireta a Eduardo Bolsonaro, que é apelidado pejorativamente de “bananinha” por adversários políticos.

A controvérsia teve início após Eduardo Bolsonaro criticar publicamente Michelle e Nikolas Ferreira. Em declarações anteriores, o ex-deputado afirmou que ambos estariam “jogando o mesmo jogo” e sofrendo de “amnésia” em relação ao apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.

“Você vê que um, lado a lado, compartilha o outro e se apoia nas redes sociais. Só estão com ‘amnésia’, não sei por qual motivo”, declarou Eduardo. “Não vi nenhum post da Michelle a favor do Flávio. Ela compartilha o Nikolas toda hora. Não sei o que está faltando. Isso é uma pergunta a ser feita para ela. Eu acho que o apoio está aquém do desejável”, acrescentou.

Eduardo também disse ter estranhado declarações de Nikolas Ferreira em que o deputado defende um “projeto da direita”, em vez de um projeto específico ligado a Flávio Bolsonaro. “Não consegui compreender”, afirmou.

Respostas de Nikolas Ferreira e a publicação de Michelle

Em resposta às críticas, Nikolas Ferreira disse que Eduardo “não está bem” e negou qualquer “amnésia” por parte dele ou de Michelle Bolsonaro, mas reafirmou apoio à candidatura de Flávio.

“Bater em mim eu já estou acostumado. Já tem mais de três anos que eles estão aí nessa saga. Mas, sabe, deixa a Michelle viver o calvário dela”, afirmou o deputado. “Então, eu acho que o Eduardo não está bem. E eu realmente faço questão de não perder meu tempo com essas divergências, porque eu acredito que a gente tem um Brasil pra salvar.”

Michelle Bolsonaro não respondeu diretamente às declarações de Eduardo. No entanto, a publicação fritando bananas para o almoço de Jair Bolsonaro foi amplamente interpretada nos círculos políticos como uma indireta ao ex-deputado.

Eduardo pareceu interpretar a postagem como provocação. Ele republicou em suas redes sociais um tuíte de um seguidor que dizia: “Continuem fritando banana enquanto o Flávio e o Eduardo estão trabalhando duro para resgatar o país”.

Apesar do mal-estar público, Valdemar Costa Neto minimizou o episódio e reiterou a unidade do partido em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro para 2026.

Fotos: Beto Barata/PL

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Valdemar Costa Neto nega racha no PL após troca de farpas entre Michelle, Eduardo e Nikolas Read More »

Flávio Bolsonaro publica foto com Tarcísio e defende união da direita para 2026

Flávio Bolsonaro publica foto com Tarcísio e defende união da direita para 2026

Publicação ocorre em meio à disputa interna sobre quem liderará a candidatura bolsonarista em 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou uma foto ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em meio às discussões internas sobre qual nome representará o grupo bolsonarista na disputa contra o PT nas eleições presidenciais de 2026. A imagem foi divulgada nas redes sociais e acompanhada de uma mensagem na qual o senador defende a união da direita.

Na publicação, Flávio afirma que estará ao lado de Tarcísio e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em qualquer cenário eleitoral. Segundo ele, o alinhamento entre Rio de Janeiro e São Paulo será mantido independentemente das definições partidárias ou das composições para a disputa presidencial. O senador escreveu que sua única certeza é que Lula não seguirá na Presidência a partir de 2027, sem detalhar quais cargos pretende disputar.

O debate ocorre em um momento em que Flávio e Tarcísio são apontados como possíveis herdeiros políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e está prestes a ser encaminhado ao cumprimento da pena. Com o ex-presidente impedido de concorrer, aliados do campo político buscam alternativas dentro do próprio grupo.

Flávio Bolsonaro foi eleito senador em 2018 e terá que disputar a reeleição em 2026 caso queira permanecer no Senado. Se optar por concorrer à Presidência da República e não vencer, ficará sem mandato. A possibilidade de disputar o Palácio do Planalto é analisada por aliados, que avaliam o impacto de sua ligação direta com a família Bolsonaro e o peso eleitoral que o sobrenome carrega entre os apoiadores do grupo.

No caso de Tarcísio de Freitas, eleito governador de São Paulo em 2022, o cenário também envolve decisões estratégicas. O governador possui a alternativa de buscar a reeleição no comando do estado, posição considerada menos arriscada devido à sua boa avaliação em pesquisas e à ausência de adversários competitivos à vista. Concorrer à Presidência significaria abrir mão dessa segurança.

A divisão entre aliados do ex-presidente se intensifica à medida que o grupo busca definir uma linha sucessória. Parte dos apoiadores considera que Flávio tem vantagem inicial por carregar o sobrenome Bolsonaro, o que pode fortalecer sua posição entre os eleitores mais próximos ao ex-presidente. Esses aliados também destacam que o senador teria maior capacidade de evitar disputas internas com outros membros da família, especialmente seus irmãos Eduardo e Carlos, que também exercem protagonismo no campo político.

Por outro lado, há grupos que defendem Tarcísio como alternativa mais viável para ampliar o alcance do bolsonarismo e dialogar com setores do centro político. O governador é visto como figura com trânsito em áreas estratégicas, como o setor econômico paulista. Sua relação com a Faria Lima e sua experiência como gestor são mencionadas por aliados que o consideram capaz de atrair apoio de segmentos menos alinhados à ala mais ideológica do grupo.

A publicação de Flávio Bolsonaro ocorre em um contexto em que ambas as lideranças tentam consolidar suas posições internas. A mensagem enfatiza a manutenção da unidade entre Rio de Janeiro, São Paulo e o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas não esclarece quais decisões já foram tomadas nem quais deverão ser definidas ao longo de 2025 e 2026.

Enquanto os dois nomes seguem cotados para liderar a candidatura bolsonarista, aliados continuam avaliando qual estratégia terá maior potencial eleitoral. Tanto Flávio quanto Tarcísio evitam declarações diretas sobre uma eventual disputa interna, mantendo o discurso de alinhamento e apoio ao ex-presidente.

Foto: Reprodução / João Valério / Governo do Estado de SP

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Flávio Bolsonaro publica foto com Tarcísio e defende união da direita para 2026 Read More »

Em ato no Rio de Janeiro, Bolsonaro afirma que não fugirá do país

Em ato no Rio de Janeiro, Bolsonaro afirma que não fugirá do país

Ex-presidente é investigado por tentativa de golpe de Estado

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu apoiadores na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (16), para defender anistia aos condenados por invadir e destruir os prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF) em 8 de janeiro de 2023. Ele próprio corre risco de ser condenado por tentativa de golpe de Estado.

Em seu discurso, Bolsonaro afirmou que não fugirá do Brasil para evitar uma eventual prisão ordenada pelo STF. “O que eles querem é uma condenação. Se é 17 anos para as pessoas humildes, é para justificar 28 anos para mim. Não vou sair do Brasil”, disse. Bolsonaro, que atualmente está inelegível, afirmou que não tem “obsessão pelo poder”, mas tem “paixão pelo Brasil”.

Diante do apoio manifesto, mas considerando os desdobramentos do processo de que é alvo no STF, ele admitiu a possibilidade de não participar da próxima eleição presidencial. “Estamos deixando muitas pessoas capazes de me substituir”.

Ele ainda se esquivou da acusação de tentativa de golpe atribuída a ele. Afirmou que, por estar nos Estados Unidos na ocasião, não poderia ter participado de uma trama para impedir que Lula, que o derrotou nas eleições de 2022, assumisse a Presidência. Bolsonaro é acusado pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado agravado pelo emprego de violência e deterioração de patrimônio tombado da União.

Os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro ocuparam cerca de 300 metros da Avenida Atlântica, na Praia de Copacabana, na altura do Posto 4. O Monitor do Debate Político do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e a Organização Não Governamental (ONG) More in Common calcularam a presença de 18 mil pessoas no ato deste domingo. Um software de inteligência artificial fez os cálculos a partir de fotos aéreas do público no horário de pico do ato, ao meio-dia.

Projeto no Congresso

A manifestação que reuniu lideranças de direita na orla na Zona sul teve o objetivo de pressionar o Congresso Nacional a aprovar o projeto de lei que anistia os condenados do 08/01. Diretamente interessado nessa anistia, Bolsonaro afirmou que as pessoas que destruíram os prédios dos Três Poderes são inocentes.

“Eu jamais esperava um dia estar lutando por anistia de pessoas de bem, de pessoas que não cometeram nenhum ato de maldade, que não tinham a intenção e nem poder para fazer aquilo que estão sendo acusadas”.

Em 8 de Janeiro de 2023, milhares de apoiadores de Jair Bolsonaro romperam o cordão de isolamento na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, quebraram janelas, destruíram cadeiras, computadores e obras de arte nos três prédios. Também tentaram incendiar o interior do STF. Só deixaram os locais após a chegada de tropas da Polícia Militar e do Exército.

Governadores

O ato contou com a participação de quatro governadores. Cláudio Castro (RJ), Jorginho Mello (SC), Mauro Mendes (MT) e Tarcísio de Freitas (SP). Tarcísio também defendeu a anistia. Ele disse que é correto que o projeto seja pautado e aprovado no Congresso Nacional para garantir a anistia às pessoas. “Pode ter certeza que nós vamos conseguir os votos”.

Para Tarcísio, é preciso avançar para partir para outras discussões. “Para que a gente possa se dedicar aos temas nacionais, para que a gente possa discutir a longevidade, o envelhecimento da população, o financiamento do SUS. Tarcísio, ainda apontou que o grande problema do país é a inflação.

Movimentação

As pessoas mobilizadas para o evento organizado pelo pastor Silas Malafaia exibiam camisas e adesivos saudosos do governo do ex-presidente.

Entre os dizeres havia: “a direita está viva”; “com saudades do meu ex”; “anistia para os patriotas”; “o Brasil é meu partido”. Havia ainda dizeres críticos ao atual governo e elogios ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Pouco depois do meio-dia, após a fala de Bolsonaro, os manifestantes começaram a se dispersar.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Em ato no Rio de Janeiro, Bolsonaro afirma que não fugirá do país Read More »

Fátima Bezerra destaca desafios para Lula no Nordeste em 2026

Fátima Bezerra destaca desafios para Lula no Nordeste em 2026

Governadora do RN reforça necessidade de ampliação da presença do governo federal na região

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa intensificar sua atuação no Nordeste caso dispute a reeleição em 2026. Em entrevista ao jornal “O Globo” nesta terça-feira (28.jan.2025), a governadora declarou que o apoio dos nordestinos ao presidente não está garantido e que é necessário fortalecer a presença do governo federal na região ao longo deste ano.

Segundo a governadora, a estratégia para consolidar esse apoio envolve a entrega de obras e investimentos planejados para o Nordeste. Entre as prioridades, Fátima Bezerra citou a conclusão do projeto de transposição das águas do Rio São Francisco nos estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará e Paraíba. A expectativa é que a totalidade do projeto seja finalizada até o início do primeiro semestre de 2026.

Alianças políticas e estratégia eleitoral

Fátima Bezerra afastou a possibilidade de uma chapa presidencial exclusivamente petista para 2026, reforçando a necessidade de alianças políticas. Segundo a governadora, a colaboração entre partidos é essencial para a defesa da democracia e para evitar retrocessos políticos. No Rio Grande do Norte, a gestão estadual busca consolidar um grupo partidário alinhado às diretrizes nacionais do governo federal.

Ela também destacou a importância de o Partido dos Trabalhadores (PT) começar a construir alternativas para o período pós-2030, sem deixar de lado a união da esquerda em torno da liderança de Lula. A governadora defendeu que a ampla coalizão formada em torno do governo deve continuar a ser fortalecida.

Impacto da queda na aprovação

A declaração de Fátima Bezerra ocorreu antes da divulgação da pesquisa Quaest, que apontou uma taxa de desaprovação do governo federal de 49%, superando a aprovação pela primeira vez. O levantamento indicou uma queda de 8% na aprovação do governo Lula no Nordeste, região considerada estratégica para sua base eleitoral.

Crescimento da direita e desafios do PT

Sobre o desempenho da esquerda nas eleições municipais, Fátima Bezerra apontou o financiamento de partidos de direita como um fator determinante para seu crescimento. Ela também mencionou que siglas da base do governo federal frequentemente se alinham a adversários do PT nos estados, beneficiando-se de emendas parlamentares e da estrutura de uma coalizão que vai além do presidencialismo tradicional.

A governadora também ressaltou que, apesar das dificuldades eleitorais, houve avanços políticos para o PT em algumas cidades. Em Natal, por exemplo, a candidatura do partido chegou ao segundo turno após 28 anos, o que foi considerado um avanço dentro da estratégia de renovação da legenda.

Fundo da Caatinga e desafios ambientais

Fátima Bezerra também abordou o atraso na execução de projetos vinculados ao Fundo da Caatinga, destinado ao financiamento de iniciativas ambientais na região. Segundo a governadora, a urgência na liberação dos recursos se deve à gravidade do processo de desertificação no Nordeste.

Ela informou que um acordo foi firmado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para estruturar e coordenar o fundo. O objetivo é utilizar os recursos para avançar nos estudos científicos sobre a Caatinga e implementar medidas de combate à desertificação na região.

Foto: Ricardo Stuckert

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Fátima Bezerra destaca desafios para Lula no Nordeste em 2026 Read More »

Nunes e Boulos seguem para 2º turno em São Paulo

Nunes e Boulos seguem para 2º turno em São Paulo

Disputa na capital paulista foi uma das mais acirradas do país

Os candidatos Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL) vão disputar o segundo turno das eleições em São Paulo. Nunes teve 29,49% dos votos válidos e Boulos, teve 29,06%. O terceiro colocado, Pablo Marçal (PRTB), alcançou 28,14% dos votos.

Até agora, foram apurados 99,52% das urnas.

Ricardo Nunes

Assumiu o protagonismo político na cidade de São Paulo ao ocupar a cadeira de prefeito após a morte de Bruno Covas (PSDB), que faleceu em 2021, vítima de câncer. O candidato do MDB, antes de ser prefeito, foi vereador entre 2013 e 2020, tendo sido apadrinhado nesta campanha pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e, de modo mais discreto, pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Empresário, tornou-se bem sucedido no ramo de controle de pragas, com uma empresa especializada no ramo da desinfecção de navios nos portos do país. Foi fundador da Associação Brasileira das Empresas de Tratamento Fitossanitário (Abrafit) e diretor da Associação Empresarial da Região Sul de São Paulo (AESUL). Também foi presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Paulo.

Como político na Câmara Municipal, se notabilizou ao presidir a comissão parlamentar de inquérito sobre sonegação de impostos, a CPI da Sonegação Tributária.

Também ficou conhecido por defender a anistia a templos religiosos e defender pautas conservadoras. É filiado ao MDB desde os 18 anos. Foi alçado a vice de Bruno de Covas quando o adversário, e derrotado, destas eleições José Luiz Datena desistiu do pleito.

Nunes tem sua base eleitoral na zona sul, na região do Grajaú. Seu vice é o ex-coronel da reserva da polícia militar e ex-presidente da Ceagesp, Ricardo de Mello Araújo, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Com 56 anos, é casado e tem três filhos. Na campanha de 2020 e nesta também teve que defender-se das acusações de ter violência doméstica contra a companheira Regina Carnovale, em 2011. A esposa teria feito um boletim de ocorrência sobre ameaças e injúria. Nunes chegou a alegar que o documento era falso, mas a Secretaria de Segurança Pública confirmou a veracidade do documento.

Também esteve envolvido em acusações de favorecimento em contratos da prefeitura a amigos, teve que lidar com denúncias de participação do PCC em contratos de transporte público e de superfaturamento em licitações.

Guilherme Boulos

Pela segunda vez, Guilherme Boulos, do PSOL, participa de um segundo turno na disputa pela cadeira de prefeito de São Paulo. O atual deputado federal liderou a maioria das pesquisas de sondagem de voto durante toda a campanha, mas sempre com margens apertadas para os demais candidatos, principalmente Ricardo Nunes (MDB) e Pablo Marçal (PRTB).

Professor, psicanalista, escritor e ativista dos direitos à moradia, Boulos é a esperança da esquerda retomar o comando da principal cidade do país, considerada estratégica para as próximas eleições presidenciais em 2026.

Tem a ex-prefeita de São Paulo, ex-deputada e ex-ministra Marta Suplicy como vice e o apoio do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Com 42 anos, o candidato socialista iniciou sua trajetória política como militante do movimento por moradia, sendo um dos principais dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). Foi preso em função de seu ativismo, processado várias vezes, mas nunca chegou a ser condenado.

Chegou a candidatar-se a presidente do país em 2018 pelo PSOL, numa coligação com o PCB e o movimento indígena. Na época, sua vice foi a atual ministra Sonia Guajajara, atual ministra dos Povos Indígenas. A chapa teve 617.122 votos, ficando em no modesto décimo lugar no primeiro turno.

Em 2020 chegou a disputar o segundo turno das eleições, mas foi derrotado pelo então prefeito Bruno Covas, que faleceu em 2021. À época, o vice Ricardo Nunes assumiu o comando da prefeitura da capital.

Em 2022, o candidato do PSOL foi o primeiro mais votado em São Paulo e segundo mais votado do país na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados, com cerca de 1.001.453 votos.

Na véspera da eleição denunciou a publicação de um falso laudo médico por parte da campanha de Pablo Marçal, acusando-o de depressão pelo uso de drogas. Por causa disso, Marçal teve suas redes sociais suspensas pelo Tribunal Regional Eleitoral.

Casado com Natalia Szermeta, tem duas filhas. É filho de um casal de médicos e neto de libaneses.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Da Agência Brasil

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Nunes e Boulos seguem para 2º turno em São Paulo Read More »

General Girão anuncia desistência da pré-candidatura para a Prefeitura de Natal em 2024

General Girão anuncia desistência da pré-candidatura para a Prefeitura de Natal em 2024

Deputado federal declara apoio a Paulinho Freire, retirando sua pré-candidatura para unir forças em Natal

Em uma coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (20.mai.2024), o deputado federal General Girão (PL) anunciou oficialmente seu apoio a Paulinho Freire (União Brasil) na corrida pela Prefeitura de Natal, prevista para outubro de 2024. O evento ocorreu no gabinete do General Girão na capital potiguar, onde ele retirou sua pré-candidatura ao cargo de prefeito.

Estiveram presentes no anúncio, além de Girão e Paulinho, o presidente estadual do União Brasil, José Agripino Maia; o prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos); e a pré-candidata a vice-prefeita, Joanna Guerra (Republicanos), além de outros políticos dos partidos União Brasil e PL.

Durante a coletiva, General Girão explicou suas razões para a decisão. “Fazemos política sempre procurando unir forças. Identificamos que seria interessante que quem estivesse melhor nas pesquisas recebesse o apoio do outro. Tenho tranquilidade em dizer que, autorizado pelo senador Rogério Marinho, estamos retirando nossa pré-candidatura”, afirmou Girão.

Paulinho Freire agradeceu o apoio de Girão e destacou a importância da união. “O apoio do General Girão é de suma importância. Tínhamos conversado antes que um apoiaria o outro. Eu teria um prazer muito grande em apoiá-lo, por sua história e por defender princípios e valores que também defendo. Este apoio chega para somar”, enfatizou Paulinho.

O presidente do União Brasil no Rio Grande do Norte, José Agripino, reforçou a relevância do apoio de Girão. “Girão traz voluntariamente e corajosamente esse apoio no início de uma campanha. A pré-candidatura de Paulinho representa a garantia da continuidade no desenvolvimento. A participação da direita nesse projeto é valorizada ao máximo pelo União Brasil”, pontuou Agripino.

O prefeito Álvaro Dias, que já havia declarado apoio a Paulinho Freire, afirmou que a adesão de General Girão representa um importante segmento da sociedade natalense. “Girão sempre teve votações expressivas em Natal, e seu apoio é fundamental para fortalecer nosso projeto”, disse Dias.

Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

General Girão anuncia desistência da pré-candidatura para a Prefeitura de Natal em 2024 Read More »

GPA, dono do Pão de Açúcar e Extra, pede recuperação extrajudicial de R$ 4,5 bi RN confirma 2º caso de superfungo Candida auris e investiga falha em limpeza hospitalar Caso Vorcaro: As mensagens secretas com Moraes e a transferência para presídio federal Influenciadora Simone Maniçoba morre após procedimento estético Enem 2025: inscrições começam em 26 de maio e provas serão aplicadas em novembro Prefeitura divulga programação do São João de Natal 2025 com shows em toda a cidade