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Governo Trump prepara medidas contra o Brasil

Governo Trump prepara medidas contra o Brasil

Banco do Brasil e importações da Rússia estão entre os alvos; tarifa de 50% será debatida em audiência nos EUA

Governo Trump prepara medidas contra o Brasil

O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, prepara novas medidas contra o Brasil. Entre os principais alvos estão o Banco do Brasil e as importações de produtos russos. As ações incluem sanções econômicas e contestação dos argumentos brasileiros sobre a tarifa de 50% aplicada a determinados produtos .

A situação é considerada instável e depende diretamente das decisões do presidente Trump. A sanção mais iminente, segundo fontes em Washington, é contra o Banco do Brasil, no contexto do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em 30 de julho, o Departamento do Tesouro dos EUA aplicou a Lei Magnitsky, que permite sanções econômicas a instituições que prestem serviços a indivíduos sancionados. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, é um dos nomes envolvidos. Em 21 de agosto, uma instituição financeira cancelou o cartão Mastercard do ministro, e o Banco do Brasil teria oferecido um cartão da bandeira Elo, o que motivou a possível sanção ao banco estatal .

O Banco do Brasil declarou que atua em conformidade com a legislação brasileira e internacional, e está preparado para lidar com regulamentações globais. No Brasil, o ministro Flavio Dino afirmou que decisões de outros países não têm validade sem homologação judicial ou aprovação conforme a Constituição brasileira .

Casos anteriores de sanções incluem o banco francês BNP Paribas, multado em US$ 9 bilhões por transações com entidades sancionadas, e o britânico Standard Chartered, multado em três ocasiões por negócios com países como Irã, Sudão e Mianmar .

Tarifa de 50% e comércio internacional

A tarifa de 50% aplicada aos produtos brasileiros será debatida em audiência no Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). Empresas americanas dos setores de celulose, pecuária, madeira e soja alegam que o Brasil obtém vantagens competitivas por meio de desmatamento ilegal e trabalho forçado. Essas empresas pedem a manutenção da tarifa e sugerem acordos com a China para favorecer produtos americanos .

No setor digital, associações americanas criticam a regulação brasileira sobre inteligência artificial, data centers, plataformas de streaming e a tributação mínima de 15% para serviços digitais. Instituições financeiras dos EUA também acusam o Banco Central brasileiro de atuar como competidor, citando o Pix como rival de sistemas de transferência americanos .

Importações da Rússia

Outra frente de medidas envolve as importações brasileiras de óleo diesel da Rússia. O governo Trump avalia aplicar ao Brasil a mesma tarifa de 50% já imposta à Índia. Em 2024, o Brasil importou cerca de US$ 12,5 bilhões em produtos russos, principalmente diesel e fertilizantes. A sanção pode ser anunciada em até dez dias, segundo fontes em Washington.

Foto: Fotos Públicas

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Trump sanciona Moraes

Trump sanciona Moraes e STF reage com decisão sobre leis estrangeiras

Ministro Flávio Dino barra efeitos automáticos de normas internacionais no Brasil após sanções dos EUA a Alexandre de Moraes

Trump sanciona Moraes com base na Lei Magnitsky, e o Supremo Tribunal Federal (STF) respondeu com uma decisão que limita os efeitos de normas estrangeiras no Brasil. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, acusando-o de abusos de direitos humanos e censura a cidadãos e empresas norte-americanas.

As sanções incluem o bloqueio de bens nos EUA, proibição de transações com cidadãos e empresas americanas e inclusão de Moraes na lista de pessoas sancionadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC). A medida foi tomada com base na ordem executiva 13818, que implementa a Lei Global Magnitsky.

Em resposta, o ministro Flávio Dino, do STF, decidiu que leis, decisões judiciais e ordens executivas estrangeiras não podem produzir efeitos automáticos no Brasil. Segundo a decisão, qualquer norma internacional só terá validade após análise e homologação por autoridade judicial brasileira competente.

A decisão foi tomada no âmbito de uma ação do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que questionava a atuação de municípios brasileiros em processos judiciais no Reino Unido. Dino afirmou que a aplicação direta de normas estrangeiras sem chancela nacional viola a soberania, a ordem pública e os bons costumes.

O ministro também determinou que transações, bloqueios de ativos, cancelamentos de contratos e transferências internacionais por ordem de Estado estrangeiro devem ser autorizadas pelo STF. A decisão foi comunicada ao Banco Central, Febraban, CNF e CNseg .

Enquanto Trump sanciona Moraes, o ministro do STF concedeu entrevista ao jornal norte-americano The Washington Post, na qual afirmou que não recuará em suas decisões. Moraes declarou que continuará conduzindo os processos conforme a legislação brasileira e que as sanções não influenciarão o julgamento de casos como o do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O julgamento do núcleo central da suposta trama golpista envolvendo Bolsonaro está marcado para ocorrer entre os dias 2 e 12 de setembro. Moraes é o relator do caso no STF.

A decisão de Dino e a entrevista de Moraes ocorrem em meio a um aumento nas tensões diplomáticas entre os dois países. O governo Trump também impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e revogou os vistos de Moraes e seus familiares.

Foto: Marcelo Camargo/ Renato Araújo/Agência Brasília

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Alexandre de Moraes sanções EUA

Alexandre de Moraes sancionado pelos EUA reafirma que não vai recuar

Ministro do STF reafirma continuidade das investigações contra Bolsonaro mesmo após sanções impostas pelo gove

Alexandre de Moraes sancionado pelos EUA afirma que não vai recuar

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, declarou em entrevista ao jornal norte-americano The Washington Post que não pretende recuar em suas decisões judiciais, mesmo após as sanções impostas pelos Estados Unidos. A entrevista foi publicada nesta segunda-feira (18) e aborda o impacto das medidas aplicadas pelo governo de Donald Trump.

Sanções contra Alexandre de Moraes foram aplicadas pela Lei Magnitsky

As sanções foram baseadas na Lei Magnitsky, utilizada pelo governo norte-americano para punir estrangeiros acusados de violar direitos humanos. Com isso, Moraes teve bens bloqueados nos EUA, ficou proibido de realizar transações com empresas e cidadãos americanos, e não pode utilizar cartões de crédito de bandeiras norte-americanas

Moraes mantém investigações contra Bolsonaro e aliados

Na entrevista, Moraes afirmou que continuará conduzindo os processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados, sem qualquer tipo de recuo. Ele declarou que “não existe a menor possibilidade de recuar nem um milímetro sequer” 

O ministro também destacou que as ações judiciais seguem os trâmites legais e que as decisões serão tomadas com base nas provas apresentadas.

Washington Post destaca atuação de Moraes como “xerife da democracia”

Washington Post descreveu Moraes como uma figura central na defesa da democracia brasileira, chamando-o de “xerife da democracia”. A reportagem mencionou sua atuação em casos como o bloqueio de redes sociais, a prisão de parlamentares e o afastamento de autoridades após os atos de 8 de janeiro de 2023.

O ministro atribuiu parte das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos à disseminação de narrativas falsas nas redes sociais, especialmente por aliados de Bolsonaro. Segundo Moraes, essas ações prejudicam o relacionamento histórico entre os dois países 

A Primeira Turma do STF marcou para setembro o julgamento do núcleo central da suposta trama golpista envolvendo Bolsonaro. O ex-presidente está em prisão domiciliar desde 4 de agosto e será julgado entre os dias 2 e 12 de setembro

Na entrevista, Moraes comparou os contextos históricos do Brasil e dos EUA, destacando que o Brasil enfrentou ditaduras e tentativas de golpe, o que exige uma atuação firme para proteger a democracia. Ele afirmou que “quando você é mais atacado por uma doença, forma anticorpos mais fortes e busca uma vacina preventiva”.

Moraes critica desinformação e tensões diplomáticas

O ministro atribuiu parte das tensões entre Brasil e Estados Unidos à disseminação de narrativas falsas nas redes sociais, especialmente por aliados do ex-presidente. Segundo Moraes, essas ações prejudicam o relacionamento entre os dois países, que historicamente mantêm alianças estratégicas em diversas áreas, como comércio, defesa e meio ambiente.

Ele também apontou que a desinformação tem sido usada como ferramenta política para deslegitimar decisões judiciais e enfraquecer instituições democráticas. Moraes defendeu que o combate à desinformação deve ser feito com base na legislação vigente e no respeito aos direitos fundamentais.

STF julgará tentativa de golpe em setembro

A Primeira Turma do STF marcou para setembro o julgamento do núcleo da suposta tentativa de golpe. Bolsonaro será julgado junto com outros envolvidos, incluindo ex-ministros e militares. O processo inclui depoimentos, documentos e registros de comunicações que indicam articulações para interferir no resultado das eleições e na posse do presidente eleito.

Moraes afirmou que o processo seguirá conforme o devido processo legal, com base em provas e testemunhos já coletados. Ele também reforçou que o Judiciário brasileiro atua com independência e que não aceitará pressões externas para alterar o curso das investigações.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Lula critica governo Trump por ameaças a Alexandre de Moraes e defende STF durante o congresso do PSB

Lula critica governo Trump por ameaças a Alexandre de Moraes e defende STF durante o congresso do PSB

Presidente reage a declarações de autoridades americanas e pede mobilização da esquerda nas redes contra ofensivas bolsonaristas ao Supremo

Durante discurso no 16º congresso nacional do PSB, realizado neste domingo (1º.jun.2025), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou publicamente o governo do ex-presidente norte-americano Donald Trump após o Departamento de Estado dos Estados Unidos sugerir a aplicação de sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Lula condenou a tentativa de interferência estrangeira em decisões do Judiciário brasileiro, ao reagir às declarações recentes do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que indicou haver “grande possibilidade” de sanções contra Moraes. As críticas se referem a decisões do magistrado que impactaram plataformas digitais sediadas nos EUA e figuras ligadas à Casa Branca, como Elon Musk, dono do X (ex-Twitter).

“Você veja, os Estados Unidos querem processar o Alexandre de Moraes porque ele está querendo prender um cara brasileiro que está lá nos Estados Unidos fazendo coisa contra o Brasil o dia inteiro. Ora, que história é essa de os Estados Unidos quererem criticar alguma coisa da Justiça brasileira? Nunca critiquei a Justiça deles”, afirmou Lula.

O pronunciamento de Lula ocorreu no evento do PSB que marcou a eleição do prefeito do Recife, João Campos, para a presidência do partido, em substituição a Carlos Siqueira. A legenda é a mesma do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

A reação do presidente brasileiro se soma à crescente tensão política entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e o STF. Lula fez referência à atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos e articula apoio ao governo Trump para pressionar por sanções ao Supremo. No Congresso norte-americano, Eduardo vem contando com apoio de parlamentares considerados parte de uma “bancada anti-Moraes”.

Na última quinta-feira (29.mai), o Bureau of Western Hemisphere Affairs (WHA), órgão vinculado ao Departamento de Estado dos EUA, publicou uma mensagem em português no X afirmando que “nenhum inimigo da liberdade de expressão dos americanos será perdoado”, dias após Rubio citar as sanções ao ministro do STF.

Além da crítica direta ao governo Trump, Lula alertou sobre as estratégias políticas do bolsonarismo para as eleições de 2026, especialmente para o Senado. Segundo ele, a intenção é formar uma “superbancada” para confrontar o Supremo e tentar aprovar pedidos de impeachment de ministros da Corte, com foco em Moraes.

“Não que a Suprema Corte seja uma maçã doce. Não, é porque precisamos preservar as instituições que garantam a democracia deste País. Se a gente for destruir o que não gosta, não vai sobrar nada”, disse.

Lula também convocou os militantes da esquerda a disputarem espaço nas redes sociais com maior intensidade. O presidente destacou que a extrema direita tem tido protagonismo digital e que é preciso fazer frente a isso com engajamento.

“Muitas vezes a extrema direita faz a gente recuar. Vamos fazer uma revolução na rede digital. Temos que rebater na hora. Cada um de vocês tem que virar um influencer na internet. Atacou o PSB? Pau em quem atacou o PSB”, declarou Lula, em referência à necessidade de reação imediata no ambiente digital.

Durante o congresso do PSB, o presidente também comentou sobre a possibilidade de disputar a reeleição em 2026. “Para ser candidato, eu preciso estar 100% de saúde como estou hoje”, afirmou.

Crise do IOF e articulação com o Congresso

Ainda durante o evento, Lula se referiu à recente crise provocada pelo aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que gerou reações negativas no Congresso Nacional e no mercado financeiro. O presidente defendeu o diálogo entre Executivo e Legislativo para garantir governabilidade e aprovação de pautas.

Lula citou diretamente o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), como parceiros no processo de articulação política. Segundo o presidente, decisões devem ser compartilhadas com os líderes partidários antes de serem anunciadas pelo governo.

“O correto não é tomar a decisão e depois comunicar. É chamar as pessoas para decidir junto com a gente. Quando chega no Congresso, já está mais alinhado. Se o Congresso não concordar, ninguém tem obrigação de aprovar. Nosso papel é convencer da importância”, disse Lula.

Foto: Ricardo Stuckert/PR / Sérgio Dutti/PSB

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Partido Republicano assume controle do Senado nos EUA e garante maioria para apoiar governo Trump

Partido Republicano assume controle do Senado nos EUA e garante maioria para apoiar governo Trump

Vitórias estratégicas nos estados da Virgínia Ocidental e Ohio consolidam o domínio republicano no Senado e reforçam influência conservadora

Nas eleições desta terça-feira (5.nov.2024), o Partido Republicano garantiu o controle do Senado dos Estados Unidos, assegurando uma maioria mínima de 51 a 49, com vitórias decisivas em estados chave, como Virgínia Ocidental e Ohio. A conquista da maioria permitirá ao partido de Donald Trump apoiar decisões cruciais do governo, caso sua vitória na presidência seja confirmada.

A eleição de Jim Justice na Virgínia Ocidental e de Bernie Moreno em Ohio representa a substituição de dois importantes cargos antes ocupados por democratas. Com a vitória, os republicanos terão maior autonomia para apoiar indicações de juízes conservadores e aprovar pautas de interesse do partido. Para especialistas, essa composição legislativa é significativa, especialmente no contexto de um possível segundo mandato de Trump, no qual o Senado será peça-chave na implementação de suas políticas.

Com os resultados ainda em contagem em algumas regiões, a maioria republicana na Câmara dos Deputados também pode ser ampliada, consolidando o domínio conservador no Congresso. Análises preliminares indicam que, ao menos, 220 cadeiras estarão garantidas para o partido, mas o número exato só será conhecido nos próximos dias, dada a competitividade em certos distritos.

Para o Partido Republicano, a vitória no Senado é um trunfo estratégico para os próximos anos, onde poderão atuar para promover suas políticas de segurança, economia e imigração com mais facilidade. Especialistas indicam que, embora a maioria seja apertada, ela será decisiva para as articulações políticas e legislativas de Trump no Congresso.

Foto: Fotos Públicas

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