mobilidade reduzida

Transporte alternativo na Grande Natal enfrenta desafios de acessibilidade

Transporte alternativo na Grande Natal enfrenta desafios de acessibilidade

Legislação de acessibilidade não é plenamente cumprida no transporte público

A acessibilidade no transporte alternativo da Grande Natal tem sido alvo de críticas constantes por parte dos usuários. Recentemente, foram registradas reclamações sobre a impossibilidade de utilização dos elevadores em micro-ônibus que operam na linha B1 (Parnamirim / Natal – Via Alecrim). Os dispositivos são essenciais para passageiros com deficiência ou mobilidade reduzida.

Segundo publicação no Portal Unibus, que atua como mídia especializada em transporte, pelo menos três veículos dessa linha apresentam problemas semelhantes. Os micro-ônibus de matrículas 1.E2.27, 1.E2.15 e 1.E2.20 possuem configurações internas que impedem o uso dos elevadores.

A instalação de roletas logo na entrada, acompanhadas de barras de ferro, bloqueia o acesso ao equipamento de elevação. Essa disposição interna compromete a funcionalidade dos elevadores, tornando-os inoperantes para os passageiros que necessitam desse recurso.

O caso de um dos veículos foi mostrado no POR DENTRO DO RN. Na ocasião, o vereador Tércio Tinoco (União Brasil), que é cadeirante, destacou a necessidade de ações concretas para garantir um sistema de transporte público inclusivo.

Legislação de acessibilidade não é plenamente cumprida no transporte público

A legislação brasileira estabelece que todos os veículos de transporte público devem ser equipados para garantir a acessibilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Leis como a 10.048 e 10.098, ambas de 2000, e o Decreto-Lei 5.296/2004, determinam as obrigações dos agentes públicos e privados na concepção, construção, operação e manutenção dos sistemas de transporte público. Essas normas visam assegurar que não apenas os veículos, mas também a infraestrutura urbana relacionada, sejam plenamente acessíveis.

Contudo, na prática, essas diretrizes nem sempre são seguidas. No caso dos micro-ônibus mencionados, a instalação de roletas e validadores em locais inadequados compromete diretamente o uso dos elevadores. Essa prática contraria as normas vigentes e dificulta o embarque de passageiros que necessitam de suporte especial.

Impactos da falta de acessibilidade para passageiros com mobilidade reduzida

Para quem depende do transporte público, a falta de acessibilidade representa um desafio diário. Pessoas com deficiência, idosos e gestantes são os mais afetados, mas a precariedade dos veículos coloca em risco todos os passageiros. A ausência de equipamentos funcionais e a inadequação da infraestrutura urbana limitam o direito de ir e vir desses cidadãos, comprometendo sua inclusão social e qualidade de vida.

A falta de manutenção adequada dos veículos e a ausência de fiscalização rigorosa contribuem para a perpetuação desse problema. O DER/RN (Departamento de Estradas e Rodagens), órgão vinculado à Secretaria de Infraestrutura do RN, que atua como órgão gestor de transportes do Estado, ainda não se pronunciou sobre o caso.

Foto: Reprodução

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Vereador cobra acessibilidade no transporte alternativo da Grande Natal

Vereador cobra acessibilidade no transporte alternativo da Grande Natal

Parlamentar destaca falhas no sistema e pede cumprimento da legislação

A falta de acessibilidade no transporte alternativo da Grande Natal tem gerado dificuldades para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Problemas como elevadores bloqueados e ausência de adaptações adequadas comprometem o direito de ir e vir dessa parcela da população. Em entrevista, o vereador Tércio Tinoco (União Brasil), que é cadeirante, destaca a necessidade de ações concretas para garantir um sistema de transporte público inclusivo.

No último sábado (15.mar.2025), o Blog do Bispo destacou a reclamação de um usuário sobre o tema. Segundo a publicação, um dos micro-ônibus que opera a linha B1, que liga Parnamirim a Natal, teve a roleta instalada de forma a impedir o funcionamento do elevador.

Legislação e fiscalização

Segundo o vereador, a legislação já prevê direitos básicos de acessibilidade, mas a aplicação ainda é falha. “As prefeituras e o Governo do Estado precisam fazer valer uma lei fundamental que já existe, a Lei Brasileira da Inclusão. Em seu artigo 46, ela diz que ‘o direito ao transporte e à mobilidade da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida será assegurado em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, por meio de identificação e de eliminação de todos os obstáculos e barreiras ao seu acesso’. É preciso que poder público e sociedade fiscalizem o que as empresas de transporte oferecem e, quando não oferecem, que sejam cobradas”, afirma Tinoco.

O parlamentar defende que a primeira providência é a adequação das frotas para garantir o acesso das pessoas com deficiência. Além disso, destaca a necessidade de capacitação de motoristas e cobradores. “No fim das contas, é preciso que as autoridades e empresas de transporte assumam o compromisso de garantir às pessoas com deficiência um sistema de transporte público acessível, digno e respeitoso”, reforça.

Impactos da falta de acessibilidade

Além dos problemas estruturais, passageiros enfrentam dificuldades como superlotação e veículos em más condições. Para Tinoco, isso afeta diretamente a inclusão social e a independência das pessoas com deficiência. “As pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida já precisam lidar com as dificuldades impostas por sua própria condição física, e quando não há acessibilidade no transporte público essas dificuldades são potencializadas. Isso faz com que muitas dessas pessoas cheguem a desistir de sair de casa, com medo do que sabem que vão encontrar, os constrangimentos que podem enfrentar”, explica o vereador.

Segundo ele, a acessibilidade no transporte é um fator essencial para garantir a autonomia das pessoas com deficiência. “Mesmo com as limitações, muitas pessoas com deficiência têm uma certa autonomia, mas precisam das condições necessárias para isso. A gente não precisa depender dos outros pra subir num ônibus, por exemplo, se a plataforma estiver funcionando. Acessibilidade resulta, diretamente, em inclusão e independência. Já a falta dela tem o efeito contrário, e impacta muito negativamente na vida de uma PCD”, conclui.

Foto: Reprodução

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Mães de crianças com necessidades especiais protestam contra suspensão do Prae em Natal

Mães de crianças com necessidades especiais protestam contra suspensão do Prae em Natal

Programa de transporte essencial para o tratamento de pacientes com necessidades especiais foi suspenso de forma inesperada

Mães de crianças com necessidades especiais realizaram um protesto em Natal na manhã desta terça-feira (5.nov.2024), para reivindicar a continuidade do Programa de Acessibilidade Especial Porta a Porta (Prae). O serviço, que oferece transporte para que pacientes possam comparecer a consultas e tratamentos essenciais, foi suspenso sem aviso prévio, deixando diversas famílias em situação de vulnerabilidade e com dificuldades para garantir a continuidade dos atendimentos de seus filhos.

As famílias foram informadas da suspensão na segunda-feira (4), quando motoristas do programa comunicaram que o atendimento não estaria mais disponível. A notícia pegou todos de surpresa, especialmente as mães e os cuidadores que dependem do Prae para o transporte dos pacientes até clínicas, hospitais e centros de reabilitação em Natal. Com o fim repentino do serviço, muitos ficaram sem alternativa para transportar as crianças e adultos assistidos pelo programa, o que gerou revolta e indignação.

Em resposta ao protesto, a Secretaria de Saúde Pública de Natal informou que estava realizando reuniões internas para discutir a situação do Prae e estudar alternativas para sua reativação.

Prae

O Prae é essencial para muitas famílias que não possuem recursos para um transporte particular adaptado. O programa oferece veículos equipados para transportar pessoas com deficiência e necessidades especiais, permitindo que essas famílias realizem deslocamentos com segurança e dignidade.

Pais e cuidadores ressaltaram que, além da questão do transporte, a suspensão do programa fere o direito de acesso à saúde, uma vez que o atendimento contínuo é fundamental para o desenvolvimento e para a qualidade de vida dessas crianças. Em muitos casos, o Prae é a única forma de locomoção para pacientes que precisam de cuidados intensivos ou que têm mobilidade reduzida.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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