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Mulher trans é morta a tiros em Grossos, no litoral do RN

Mulher trans é morta a tiros em Grossos, no litoral do RN

Polícia investiga morte de mulher trans a tiros em Grossos; Suspeitos chegaram ao local usando capacetes

Uma mulher trans de 37 anos foi morta a tiros na noite deste domingo (26) na cidade de Grossos, localizada no litoral da Costa Branca do Rio Grande do Norte. A vítima foi identificada como Flávia Mendonça.

De acordo com informações repassadas pela Polícia Militar, o crime ocorreu em um bar situado em uma localidade conhecida como Prainha.

Suspeitos chegaram ao local usando capacetes

Segundo a Polícia Militar, Flávia Mendonça estava no estabelecimento quando dois suspeitos chegaram ao local utilizando capacetes. Os indivíduos se dirigiram diretamente à vítima.

Ao perceber a aproximação dos suspeitos, a mulher tentou correr, mas foi alcançada. Conforme a PM, ela foi atingida por disparos e morreu ainda no local.

Motivação do crime não foi informada pela polícia

Até o momento, a motivação do crime é desconhecida pelas autoridades. Após o ocorrido, os suspeitos fugiram e não foram localizados.

Até a manhã desta segunda-feira (26), nenhum suspeito havia sido detido, segundo informações da Polícia Militar.

Polícia Civil assume investigação do homicídio

O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, que ficará responsável por apurar as circunstâncias do crime, identificar os autores e esclarecer a motivação do homicídio.

As diligências incluem coleta de informações, análise de imagens e oitiva de possíveis testemunhas.

Dossiê da Antra aponta mortes de pessoas trans no Brasil

Um dossiê divulgado nesta segunda-feira (26) pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) aponta que pelo menos 80 pessoas trans e travestis foram assassinadas no Brasil em 2025.

De acordo com o levantamento, o número representa uma redução de 34,4% em relação ao total de 122 mortes registradas em 2024.

Brasil segue liderando ranking mundial, segundo entidade

Apesar da redução no número de casos, o estudo da Antra mantém o Brasil, pelo 17º ano consecutivo, como o país com maior número de mortes de pessoas trans no mundo.

Segundo a associação, o perfil das vítimas é composto majoritariamente por jovens trans negras, empobrecidas, nordestinas e assassinadas em espaços públicos.

Estados com maior número de registros em 2025

Ainda conforme o dossiê, os estados do Ceará e de Minas Gerais registraram o maior número de mortes de pessoas trans em 2025, com oito casos contabilizados em cada estado.

Os dados fazem parte do monitoramento nacional realizado pela entidade com base em informações públicas e registros de ocorrências.

Foto: Reprodução / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Marinha afasta mulher trans por utilizar uniforme e corte de cabelo femininos; Alice Costa já tinha o direito garantido

Marinha afasta mulher trans por utilizar uniforme e corte de cabelo femininos; Alice Costa já tinha o direito garantido

Após afastar de seus quadros a sargento Alice Costa, que serve no Hospital Naval de Ladário, na região pantaneira de Mato Grosso do Sul, a Marinha tem cinco dias para explicar os motivos para o afastamento da militar. A decisão é do juiz federal Daniel Chiaretti, substituto da 1ª Vara Federal de Corumbá.

A sargento Alice Costa, que é uma mulher trans, havia sido autorizada, no mês de julho, a utilizar uniformes e corte de cabelo femininos enquanto estivesse em serviço. A decisão inédita foi do próprio juiz Chiaretti, que agora quer uma justificativa para a licença para tratamento de saúde que a militar recebeu, sem motivo aparente, em 10 de agosto.

Marinha afasta mulher trans por utilizar uniforme e corte de cabelo femininos; Alice Costa já tinha o direito garantido
Foto: Reprodução/Facebook

Segundo petição da advogada Bianca Figueira, que representa a militar, a oficial foi submetida a uma inspeção de saúde não programada. Logo em seguida, recebeu recomendação para deixar suas funções por pelo menos 90 dias, sem um motivo oficial.

O juiz considera que, a depender da justificativa, a Marinha poderá ter descumprido a ordem judicial que adequou o cotidiano de trabalho à identidade de gênero de Alice Costa. No início do mês, o Tribunal Regional Federal da 3ª região (TRF-3) indeferiu um recurso onde a União tentava suspender os efeitos da medida estabelecida pelo magistrado.

Foto: Reprodução/Facebook

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