Lei Municipal transforma Os Cão da Redinha em patrimônio imaterial cultural de Natal

Lei Municipal transforma Os Cão da Redinha em patrimônio imaterial e cultural de Natal

O tradicional bloco carnavalesco Os Cão da Redinha agora é patrimônio imaterial e cultural de Natal. A Lei n° 7.192/2021, aprovada pela Câmara Municipal do Natal (CMN) e sancionada pelo prefeito Álvaro Dias, foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM), na edição de 04 de outubro deste ano. 

Para que um bem seja considerado patrimônio imaterial, é necessário, primeiramente, que a população conheça e se envolva diretamente com a prática popular-cultural, e além disso reconheça que tal manifestação é um fragmento da memória do seu povo. De acordo com Lima Júnior e Maia (2006), patrimônio imaterial “é tudo aquilo que se refere à memória e tradição de um povo, que se mantém vivas por meio dos seus modos de saber e ofício, manifestações populares e formas de expressão”.

Há duas versões para o surgimento d’Os Cão da Redinha. A mais plausível contada pelos brincantes do bloco é que os fundadores são Francisco Ribamar de Brito (Dodô), seu irmão Armando Ferreira de Brito (o Gago), Francisco Clemente da Silva (Chico Baé), Francisco Valdécio (Chico do Cabo) e Djalma de Andrade (Uá), além de José Gabriel de Góes (Zé Lambreta). O ano era 1962.

Em um momento de bebedeira, o grupo teve a ideia de se “vestir” de lama e sair pelas principais ruas da praia da Redinha. O entrudo foi batizado pelas próprias pessoas do bairro, que ao verem Zé Lambreta, Dodô e seus amigos lambuzados de lama no meio da rua, gritavam “olha os cão!”.

O tempo passou e o bloco Os Cão da Redinha tomou uma grande dimensão nos carnavais contemporâneos, dando o ar da graça na terça-feira gorda, com milhares de seguidores que se lambuzam de lama no manguezal próximo à ponte Newton Navarro para sair brincando pelas ruas da praia da Redinha e Redinha Nova, ao som de marchinhas de carnaval, orquestra de frevo e percussão de pau e lata. Com o passar do tempo, novos acessórios foram acrescentados às “fantasias”, como chifres, rabos, colares, e outros badulaques.

Foto: Reprodução/Adriano Abreu

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