Deputado denuncia tentativa de venda irregular de terrenos estatais na Via Costeira em Natal

Deputado denuncia tentativa de venda irregular de terrenos estatais na Via Costeira em Natal

Ubaldo Fernandes (PSDB) classificou como “estarrecedor” o que vem sendo revelado sobre as áreas da Via Costeira. Tribunal de Contas do Estado adotou medida cautelar para suspender os atos de venda

A defesa do patrimônio público potiguar ganhou destaque na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, nesta quarta-feira (25), com a fala do deputado Ubaldo Fernandes (PSDB) que denunciou a tentativa de venda irregular de terrenos estatais na Via Costeira, área de alto valor turístico e econômico na capital do Estado.

Em seu pronunciamento, o parlamentar classificou como “estarrecedor” o que vem sendo revelado sobre as áreas da Via Costeira, um dos maiores patrimônios do Rio Grande do Norte. Segundo Fernandes, trata-se de uma região estratégica com enorme potencial turístico, econômico e social, acrescentando que os terrenos públicos foram cedidos há décadas, ainda durante o governo Lavoisier Maia.

O ponto central da denúncia reside na tentativa de comercialização de uma dessas áreas. “O que vemos são terrenos públicos cedidos há décadas, sem a devida contrapartida, prazos que foram sendo prorrogados sucessivamente, enquanto obras não saíram simplesmente do papel. E agora, para agravar ainda mais, nos deparamos com o fato classificado pelo próprio Tribunal de Contas do Estado (TCE) como um achado de extrema gravidade”, afirmou Ubaldo Fernandes, referindo-se a um anúncio de venda de um terreno na Via Costeira por R$ 30 milhões, que, na verdade, pertence ao Estado.

O deputado ressaltou a importância da atuação do órgão, que adotou uma medida cautelar para suspender os atos de venda. Para o representante, a ação do TCE demonstra “responsabilidade e compromisso com o interesse público”, ao exigir uma reavaliação completa dessas concessões. “O povo do Rio Grande do Norte quer e merece transparência nesse processo. Não podemos admitir que áreas públicas sejam tratadas como ativo privado, como reserva de valor ou objeto de especulação imobiliária”, declarou.

Ubaldo argumentou que a finalidade original dessas concessões sempre foi fomentar o desenvolvimento turístico, gerar empregos, renda e oportunidades, com a construção de hotéis e restaurantes. Contudo, a ausência de edificações e a ociosidade dos espaços desvirtuaram esse propósito. O parlamentar defendeu que o processo seja conduzido com total transparência, rigor técnico e respeito absoluto ao interesse público.

“Que haja sim, uma nova modelagem com licitações claras, abertas e competitivas, garantindo que essas áreas cumpram a sua verdadeira função social e econômica, pois é um bem do povo do Rio Grande do Norte. O patrimônio do povo não pode ser negociado à margem da lei”, concluiu Ubaldo Fernandes, garantindo que a Assembleia Legislativa seguirá acompanhando de perto a situação, cobrando respostas e defendendo o patrimônio potiguar.

Foto: Eduardo Maia/ALRN

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