Falha no freio de veículo atingiu carros da equipe; cantor foi atendido em hospital e liberado
O cantor Roberto Carlos sofreu um acidente durante as gravações do clipe de abertura do especial de fim de ano da TV Globo, realizadas na cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul. A informação foi confirmada pela emissora por meio de nota divulgada neste domingo (14).
De acordo com o comunicado oficial, o acidente ocorreu durante a madrugada, no momento em que eram realizadas as gravações do material que integra a programação especial de fim de ano da emissora. Durante a ação, houve uma falha no sistema de freio do veículo conduzido pelo artista.
Segundo a TV Globo, o automóvel envolvido no acidente era um Cadillac, dirigido pelo próprio Roberto Carlos no momento da gravação. Em razão da falha mecânica, o veículo acabou atingindo três carros que pertenciam à equipe do cantor e que estavam posicionados no local da produção.
A emissora informou que, após o ocorrido, Roberto Carlos e outras três pessoas que integravam sua equipe foram encaminhados ao Hospital Arcanjo São Miguel, localizado em Gramado. Todos passaram por atendimento médico e realizaram exames de avaliação.
Ainda conforme a nota divulgada pela TV Globo, após a realização dos procedimentos médicos necessários, Roberto Carlos e os demais envolvidos foram liberados pela unidade hospitalar. A emissora não informou detalhes adicionais sobre o estado de saúde dos atendidos, limitando-se a confirmar que todos foram avaliados e dispensados.
O acidente aconteceu durante a produção de um dos conteúdos tradicionais da programação anual da emissora, que costuma contar com a participação do cantor em um especial exibido no período de fim de ano. As gravações estavam sendo realizadas em ambiente externo, com veículos utilizados como parte da encenação do clipe.
A TV Globo também não detalhou se houve danos estruturais significativos aos veículos atingidos nem informou se a gravação foi interrompida ou reagendada após o incidente. O comunicado limitou-se a esclarecer a causa do acidente, os veículos envolvidos e o atendimento prestado aos ocupantes.
O Hospital Arcanjo São Miguel é referência no atendimento médico da região e foi a unidade escolhida para a avaliação dos envolvidos no acidente. A emissora não divulgou o tempo de permanência do cantor e da equipe no hospital nem se houve necessidade de observação prolongada.
A nota divulgada pela TV Globo foi a única manifestação oficial até o momento sobre o ocorrido. Não houve pronunciamento direto do cantor nem de representantes de sua equipe fora do comunicado institucional da emissora.
As gravações do especial de fim de ano da TV Globo costumam ocorrer em diferentes cidades do país e envolvem equipes técnicas, artísticas e de produção. Em Gramado, as imagens estavam sendo captadas como parte da abertura do programa, que integra a grade especial da emissora no período natalino.
Até a divulgação da nota, não foram informadas alterações na programação do especial nem cancelamento das gravações relacionadas ao projeto. A emissora também não comunicou se haverá investigação técnica sobre a falha mecânica mencionada no acidente.
O caso segue restrito às informações oficiais divulgadas pela TV Globo, que confirmou o atendimento médico e a liberação dos envolvidos após exames realizados no hospital local.
Queda de avião em Gramado resulta em 10 mortes e causa destruição
Equipes de resgate iniciaram a remoção dos corpos das vítimas do acidente aéreo ocorrido em Gramado, na Serra do Rio Grande do Sul, neste domingo (22.dez.2024). A aeronave, que partiu de Canela, caiu minutos após a decolagem, atingindo uma chaminé, uma casa, uma pousada e uma loja de móveis.
A tragédia resultou na morte de 10 pessoas que estavam a bordo do avião. Outras 17 pessoas em solo ficaram feridas e foram encaminhadas para atendimento médico. Entre as vítimas fatais está o empresário Luiz Cláudio Salgueiro Galeazzi, de 61 anos, além de nove familiares. A lista inclui sua esposa, três filhas, a sogra, a irmã, o cunhado e duas crianças.
A empresa Galeazzi & Associados confirmou, por meio de nota, que Bruno Cardoso Munhoz Guimarães, diretor da companhia, também estava entre as vítimas. Não há confirmação se Bruno era cunhado de Luiz Cláudio.
Operação de resgate e investigações
Para acessar os destroços e retirar os corpos, uma retroescavadeira foi utilizada para demolir parte da estrutura da loja atingida. Até o momento, três corpos foram resgatados e encaminhados ao Instituto Geral de Perícias (IGP) para identificação.
As autoridades continuam atuando no local para concluir o resgate e iniciar as investigações sobre as causas do acidente.
Acidente em Gramado deixa 10 mortos da mesma família, incluindo o piloto e proprietário da aeronave
O empresário Luiz Claudio Galeazzi, sua esposa, três filhas e outros familiares morreram neste domingo (22.dez.2024) em um acidente aéreo em Gramado, no Rio Grande do Sul. A aeronave, um turboélice de pequeno porte, caiu por volta das 9h no centro da cidade turística. Não houve sobreviventes.
Detalhes do acidente
Segundo a polícia civil, o avião transportava 10 pessoas da mesma família, incluindo o piloto, sua esposa, três filhas, a sogra, outro casal e duas crianças. A aeronave havia decolado do aeroporto de Canela com destino a Jundiaí, interior de São Paulo.
O acidente ocorreu na região da Avenida das Hortênsias, um local movimentado em Gramado. Testemunhas relataram a queda abrupta do avião, que pegou fogo após o impacto.
Histórico da família Galeazzi
Luiz Claudio era filho de Claudio Galeazzi, renomado consultor de varejo e ex-diretor do Pão de Açúcar, falecido em 2023. Claudio foi conhecido por conduzir reestruturações de grandes empresas, como Pão de Açúcar, BRF e Americanas. Luiz Claudio assumiu a liderança da Galeazzi & Associados, fundada pelo pai, e destacou-se como especialista em recuperação de empresas.
Em 2010, um acidente semelhante ocorreu envolvendo a família. Um bimotor de Luiz Claudio caiu em Iperó, interior de São Paulo, vitimando sua mãe, Maria Leonor Galeazzi, e o piloto da aeronave.
Impactos e declarações
A Galeazzi & Associados informou que divulgará uma nota oficial sobre a tragédia. A empresa é conhecida por ajudar negócios a gerarem valor e resultados.
Luiz Claudio era amplamente respeitado no setor empresarial, sendo considerado um especialista tão habilidoso quanto seu pai. Ele era formado em administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Água da enchente baixou, mas rastro de destruição ainda é obstáculo
A catástrofe climática no Rio Grande do Sul ainda está longe de terminar para o povo gaúcho, que vive agora os efeitos prolongados da devastação causada pelas enchentes e inundações. No dia em que o decreto que reconheceu a calamidade pública completa um mês, ainda há 37,8 mil pessoas em abrigos e mais de 580 mil fora de casa. Quem conseguiu voltar para casa encontrou um cenário de absoluta destruição e perdas inestimáveis.
A catadora de material reciclável Claudia Rodrigues, 52 anos, que mora na região da Vila Farrapos, zona norte de Porto Alegre, voltou há menos de dois dias para casa. Antes, ela passou quase quatro semanas acampada à beira da rodovia Freeway, que corta a cidade pela zona norte, em uma cena que se tornou comum na região metropolitana. A rua ainda está alagada na altura dos calcanhares, mas dentro de casa a água baixou completamente, revelando um ambiente repleto de lama, ratos mortos, móveis revirados, eletrodomésticos perdidos.
“A dor que eu estou sentindo não tem como explicar, uma mágoa. Olhar para o teu próprio lar e ver um nada. A gente se vê na escuridão. Mas eu creio que vai dar certo e que isso é passageiro, só que até as coisas se ajeitaram é complicado”, desabafa.
Ela só conseguiu voltar para casa porque o terreno tem um desnível e a parte do quarto, que fica acima, não foi alcançada pela água, preservando apenas a cama e o guarda-roupas. Com tanta sujeita e camadas de lama e entulho acumulada, a limpeza deve levar vários dias. Outro problema é o comprometimento da estrutura do imóvel. Claudia notou que as paredes estão com rachaduras e a laje está se soltando. Sem o fogão, destruído pela inundação, ela está dependendo da doação de quentinhas para se alimentar. A energia no bairro só foi religada na manhã deste sábado (1º).
Em Eldorado do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre, a autônoma Andressa Pires, 31 anos, mãe solo de três filhos, ainda não conseguiu voltar para casa. Ela vive com os filhos, os irmãos, uma cunhada e os pais em um terreno grande com três casas, no centro da cidade. Eldorado do Sul teve praticamente 100% da área urbana inundada.
“Tá tudo muito úmido em casa, o pátio ainda está sujo e com muita lama para conseguir levar meus pais e as crianças de volta ao lar”, conta. A reportagem da Agência Brasil esteve com Andressa no dia 22 de maio, quando ela estava já no quarto dia de limpeza da casa. Outro problema, segundo ela, é que nem todo o comércio da cidade voltou ao normal, então não há padarias, farmácias nem mercados próximos. Andressa e os familiares fazem parte da estatística das pessoas desalojadas. Eles estão na casa de parentes em Charqueadas, município vizinho.
Vale do Taquari
No Vale do Taquari, que sobreviveu a três enchentes, sendo a do mês passado a pior de todas, o momento ainda é de recuperação do básico. Um dos epicentros da tragédia foi o pequeno município de Muçum, com seus 4,8 mil habitantes. Cerca de 80% da área urbana foi inundada. A prefeitura calcula que vai precisar realocar cerca de 40% dessa área para outros locais seguros contra enchentes e deslizamentos, que também causaram danos e bloqueios de estradas.
“O município de Muçum está no momento ainda de limpeza urbana, de desobstrução de vias e de condições de trafegabilidade, principalmente para o pessoal do interior [zona rural]. A gente destaca que algumas propriedades do interior do município ainda não têm energia elétrica e que o trabalho é intenso para poder devolver essa condição para esses moradores, que é o mínimo que eles podem ter para conseguir restabelecer sua produção. [Aqui] tem muitos produtores de leite que estão, infelizmente, tendo que jogar fora sua produção por falta de condições e também de acesso. E isso tem sido o foco principal do nosso trabalho”, explica o prefeito do município, Mateus Trojan (MDB), em entrevista à Agência Brasil.
Segundo Trojan, a continuidade das chuvas, mesmo após a baixa do Rio Taquari, que chegou a subir mais de 25 metros, acabou prejudicando os esforços de recuperação da infraestrutura.
O Vale do Taquari compreende dezenas de municípios na região central do Rio Grande do Sul, com forte presença da agricultura familiar e uma agroindústria pujante. Um dos desafios é conseguir reter empresas e empregos na região, que começa a sentir os efeitos da devastação. “O processo, agora, é gradativo pela recuperação das empresas, do comércio, do setor primário como um todo. As lavouras foram muito prejudicadas sem os acessos, gerando custos maiores de produção, mas são coisas que também ao longo das semanas a gente vai buscando amenizar os impactos, buscando alternativas de linhas de crédito e de incentivos para que a gente possa reverter essa situação e recuperar todo o nosso setor produtivo”, acrescentou Trojan.
Região Sul
Enquanto a água das inundações no Vale do Taquari e na região metropolitana de Porto Alegre baixaram, na Região Sul do estado os alagamentos ainda persistem. Em Pelotas, por exemplo, cerca de 4 mil moradores da Colônia Z3, uma comunidade de pescadores artesanais às margens da Lagoa dos Patos, estão com as casas inundadas.
“A água estabilizou, não encheu mais, o que é um bom sinal. E começa a baixar. As coisas vão se normalizar, mas vai levar um tempo. Tem muita gente em abrigo, na casa de parentes, cerca de 70% dos moradores desalojados”, estima o presidente do Sindicato dos Pescadores da Colônia Z3, Nilmar Conceição. A preocupação segue sendo uma crise econômica prolongada para o setor pesqueiro de toda a região sul do estado, que abrange municípios como Pelotas, Rio Grande, São José do Norte e São Lourenço, já que a perspectiva dos pescadores artesanais é que a lagoa não renda mais pesca este ano, mesmo após o período do seguro-defeso.
A Lagoa dos Patos recebe as águas que vêm do Lago Guaíba, em Porto Alegre, e de outros afluentes. No último dia 29 de maio, o nível da água estava 2,20 metros, mais baixo do que medições anteriores. Já o canal São Gonçalo, um canal natural de 76 quilômetros (km) que liga a Lagoa dos Patos à Lagoa Mirim, passando pela área urbana de Pelotas, estava com inundação de 2,86 metros, bem abaixo dos 3,13 metros que havia chegado na semana passada, o maior volume da história. O canal é fonte de preocupação porque há um dique de 3 metros protegendo cerca de cinco bairros com mais de 40 mil pessoas.
Serra Gaúcha
Outra região do estado atingida pelas enchentes também tenta se recuperar após um mês da tragédia. Gramado, na Serra Gaúcha, que registrou deslizamentos de terra, bloqueio de estradas e mais de 1 mil desabrigados, retomou a atividade turística. A cidade é o principal destino turístico do Rio Grande do Sul.
“Todos os atrativos reabertos. Muitos hotéis com boa ocupação. Ainda não é o normal, estamos um pouco longe disso, mas é um respiro em meio a isso tudo”, disse à Agência Brasil o secretário de Turismo do município, Ricardo Bertolucci Reginato.
Ações de reconstrução
No dia 17 de maio, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou a criação do Plano Rio Grande, iniciativa estadual destinada a reparar os danos causados pelas enchentes.
O plano prevê ações em três frentes. A primeira, com ações focadas no curto prazo, prioriza a assistência social; a segunda envolve ações de médio prazo, como empreendimentos habitacionais e obras de infraestrutura; e a terceira prevê ações de longo prazo, como um plano de desenvolvimento econômico mais amplo.
Já o governo federal, entre liberação de recursos, antecipação de benefícios e outras ações destinou até o momento R$ 62,5 bilhões. Entre outras medidas para prestar assistência às famílias, foi criado o Auxílio Reconstrução, que pagará R$ 5,1 mil a cada família em parcela única. Também foi anunciado o adiantamento do Bolsa Família para os beneficiários, a liberação do FGTS para 228,5 mil trabalhadores em 368 municípios, além da restituição antecipada do imposto de renda para 900 mil pessoas.
Foto: Gustavo Mansur e Mauricio Tonetto/Palácio Piratini
“Sempre quisemos fazer algo especial para as crianças e após a recente reabertura do Arena Tour”, disse Ítalo Mitre, diretor-presidente da Arena das Dunas.
O clima na Arena das Dunas vai ser de alegria e muita brincadeira na próxima terça-feira, 11 de outubro. Em comemoração ao Dia da Criança, a Arena realizará tours completos em sua estrutura para até 280 crianças de oito a 12 anos de instituições sociais da Grande Natal. Na visita, os pequenos terão a oportunidade de conhecer de perto a história de um dos palcos da Copa do Mundo Fifa de 2014.
Ao todo serão oito tours guiados com duas turmas por horário, sendo duas no turno da manhã – às 8h e às10h -, e duas à tarde – às 14h e às 16h -, com cerca de 45 minutos cada, onde os participantes conhecerão áreas exclusivas do estádio. A ação contemplará oito instituições infantis e até 280 crianças no total. O roteiro da Arena Tour começa no Lounge Mídia, segue para a Tribuna de Imprensa, Camarotes e Área Vip, passando pelo setor de Hospitalidade, Zona Mista, Vestiários, Gramado, Banco de Reservas e Sala de Conferência.
“Sempre quisemos fazer algo especial para as crianças e após a recente reabertura do Arena Tour, percebemos que esta seria a oportunidade ideal de oferecer um momento único para elas. É uma forma de aproximá-las da grande paixão dos brasileiros através dos bastidores do futebol, com pouco de inclusão social através do esporte”, afirma Ítalo Mitre, diretor-presidente da Arena das Dunas.
A visitação ocorrerá a partir das 8h da manhã, com acompanhamento de guias que levarão os visitantes aos principais setores do estádio, incluindo o setor de aquecimento dos atletas, onde as crianças poderão treinar ainda chutes a gol.