mobilidade urbana RN

Governo do RN autoriza reajuste de tarifas do transporte intermunicipal

Novos valores entram em vigor a partir de 15 de abril e atingem linhas rodoviárias e semiurbanas da Grande Natal

O Governo do Rio Grande do Norte autorizou o reajuste das tarifas do transporte coletivo rodoviário intermunicipal de passageiros. A medida foi oficializada por meio da Portaria nº 015/2026-DG, publicada no Diário Oficial do Estado, e passa a valer a partir desta terça-feira (15).

De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem do RN (DER/RN), o aumento médio aplicado às linhas de característica rodoviária será de 4,26%, incidindo sobre o coeficiente tarifário vigente.

Reajuste busca equilíbrio entre custos e capacidade do usuário

Segundo o órgão gestor, o reajuste tem como objetivo atualizar os valores diante dos custos operacionais do sistema, levando em consideração índices econômicos e acordos coletivos do setor.

A portaria também destaca a preocupação com o impacto no bolso da população, apontando que a realidade socioeconômica dos usuários foi considerada na definição dos novos valores.

Tarifas na Região Metropolitana de Natal são mantidas por níveis

Para as linhas de característica semiurbana da Região Metropolitana de Natal (RMN), organizadas no chamado Anel II, foi mantido o modelo de tarifas por níveis de quilometragem. Os novos valores definidos são:

• Nível 1 (11,55 km a 20,37 km): R$ 5,75

• Nível 2 (20,38 km a 29,77 km): R$ 6,00

• Nível 3 (29,78 km a 38,02 km): R$ 8,00

• Nível 4 (38,03 km a 44,50 km): R$ 10,00

Além disso, algumas linhas específicas tiveram tarifas definidas individualmente. É o caso da linha Natal – São José de Mipibu (via túnel da UFRN), que passa a custar R$ 8,80, e da linha Natal – Barra do Rio (via Contendas), com tarifa de R$ 7,30.

Tarifa urbana de Natal segue como referência

A portaria mantém a integração entre o sistema intermunicipal e o transporte urbano da capital. A tarifa do Anel I continuará vinculada à tarifa técnica do transporte público de Natal.

Também foi estabelecido que, caso haja reajuste no sistema urbano da capital, o DER deverá ajustar automaticamente a tarifa do Anel II (nível 1), garantindo uma diferença mínima de 5% entre os valores.

Novo coeficiente tarifário é definido

O documento também ratifica o coeficiente quilométrico para o cálculo das tarifas no estado. Para vias asfaltadas, o valor definido é de R$ 0,2758210 por quilômetro nos serviços convencionais.

Esse coeficiente serve de base para calcular os preços das passagens em linhas de maior extensão, especialmente nas áreas classificadas como Anel III.

Regras valem também para transporte opcional

As tarifas do transporte opcional regular deverão seguir os mesmos valores aplicados ao transporte convencional, desde que haja equivalência de origem, destino e itinerário.

Vigência

A Portaria nº 015/2026-DG entrou em vigor oficialmente em 15 de abril de 2026, revogando disposições anteriores.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Empresa denuncia ao DER/RN suposta irregularidade em linha de transporte alternativo

Empresa denuncia ao DER/RN suposta irregularidade em linha de transporte alternativo

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A tentativa de implantação de uma nova linha de transporte alternativo entre Afonso Bezerra, Angicos e Natal tem provocado um impasse que envolve empresas do setor e a própria população. O caso ganhou novos desdobramentos após a empresa Expresso Cabral formalizar uma denúncia questionando a operação do serviço.

A situação, que já vinha sendo alvo de reclamações por parte de moradores, agora passa a ter também um componente empresarial e regulatório, ampliando o debate sobre mobilidade intermunicipal no interior do Rio Grande do Norte.

Denúncia da empresa acirra disputa

De acordo com informações apuradas, a Expresso Cabral apresentou questionamentos formais sobre a nova linha alternativa que pretende operar o trajeto Afonso Bezerra / Angicos / Natal (ida e volta).

A empresa, que já atua na região, teria recorrido a meios administrativos para contestar a circulação do novo transporte, levantando dúvidas sobre a regularidade da operação e o cumprimento das normas do sistema intermunicipal.

População denuncia tentativa de barrar nova opção

Antes mesmo da manifestação da empresa, moradores já vinham relatando preocupação com possíveis tentativas de impedir o funcionamento da nova linha.

Segundo relatos publicados em páginas do Instagram da localidade, a nova alternativa de transporte surge como uma opção mais acessível, com preços considerados mais baixos e horários mais flexíveis, além de oferecer uma ligação direta com o município de Angicos — demanda antiga da população.

“Está sendo tirado da população o direito de escolher qual transporte quer usar”, afirmou uma pessoa nos comentários.

Queixas sobre serviço atual aumentam pressão

O debate ganhou força também por causa de críticas ao serviço atualmente ofertado. Entre os principais pontos relatados por usuários estão:

Tarifas elevadas, com passagens que podem chegar a R$ 80;
Falta de conforto, incluindo transporte em condições improvisadas;
Demora nas viagens, com paradas para outros serviços antes do deslocamento até Natal.

Disputa se arrasta há quase dois anos

De acordo com os relatos, o processo para viabilizar a nova linha já dura cerca de dois anos. A expectativa dos usuários era de que o serviço começasse a operar como uma solução para as dificuldades enfrentadas diariamente.

No entanto, a possibilidade de impedimento por meio de medidas administrativas reacendeu o conflito e trouxe incertezas sobre a liberação definitiva da linha.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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Paulinho Freire critica Governo do RN ao anunciar gratuidade para estudantes da rede estadual no transporte público

Paulinho Freire critica Governo do RN ao anunciar gratuidade para estudantes da rede estadual no transporte público

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

“Os estudantes do estado, que deveriam ser bancados pelo Estado, nós vamos bancar”, disse Paulinho Freire

A coletiva que anunciou o reajuste da tarifa de ônibus em Natal também foi marcada por uma declaração direta do prefeito Paulinho Freire sobre o financiamento do transporte público. Ao detalhar o pacote de gratuidades, o gestor destacou que a Prefeitura assumirá um custo que, segundo ele, deveria ser do Governo do Estado.

“Os estudantes do estado, que deveriam ser bancados pelo Estado, nós vamos bancar”, afirmou o prefeito, ao confirmar a ampliação da gratuidade para alunos da rede estadual que estudam na capital.

Município amplia benefícios e assume custo

A medida integra um conjunto de ações anunciadas pela Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal para ampliar o acesso ao transporte coletivo e estimular a demanda.

Além da gratuidade para estudantes da rede estadual, o pacote inclui:

  • tarifa zero aos domingos;
  • gratuidade em um sábado por mês para estimular o comércio em regiões como Alecrim e Cidade Alta;
  • benefícios para pessoas com doenças crônicas.

Segundo a Prefeitura, o investimento mensal nas gratuidades deve girar em torno de R$ 3 milhões, valor que será custeado com recursos do próprio município.

Declaração expõe ausência do Estado no financiamento

A fala de Paulinho Freire evidencia uma crítica recorrente no setor: a ausência de participação direta do Governo do Estado no financiamento do transporte público urbano e intermunicipal.

Enquanto capitais brasileiras avançam em modelos de subsídio compartilhado entre diferentes esferas de governo, no Rio Grande do Norte o custeio do sistema segue concentrado na tarifa paga pelos usuários.

DER/RN não subsidia transporte intermunicipal

No caso do transporte intermunicipal, a responsabilidade regulatória é do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN). No entanto, diferentemente do que ocorre em outras regiões do país, não há política estruturada de subsídio direto para o setor no estado.

A ausência de financiamento público tem impactos diretos:

  • tarifas mais elevadas para os usuários;
  • dificuldade de renovação da frota;
  • fragilidade econômica dos operadores;
  • aumento de irregularidades no sistema alternativo.

Além disso, o cenário se agrava diante de críticas à atuação do próprio DER/RN, frequentemente apontado por falhas na fiscalização e na organização do transporte intermunicipal.

Debate sobre divisão de responsabilidades ganha força

A decisão da Prefeitura de Natal de bancar a gratuidade para estudantes da rede estadual reacende o debate sobre a divisão de responsabilidades no financiamento da mobilidade urbana.

O transporte público deve ser tratado como política pública essencial, com participação mais ativa de estados e da União, especialmente em regiões metropolitanas, onde os deslocamentos ultrapassam limites municipais.

Pressão por um modelo mais sustentável

A declaração do prefeito ocorre em um momento de mudanças no sistema, que incluem o reajuste da tarifa para R$ 5,20 e a promessa de lançamento do edital de licitação do transporte público nas próximas semanas.

Diante desse cenário, cresce a pressão por um modelo mais equilibrado, que distribua os custos entre poder público e usuários, ao mesmo tempo em que garanta melhorias efetivas na qualidade do serviço.

Por enquanto, a Prefeitura de Natal assume protagonismo no financiamento das gratuidades — mas a fala de Paulinho Freire deixa claro que o debate sobre o papel do Estado está longe de terminar.

Foto: Arquivo

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Nova denúncia aponta mais um caso irregular de “fretamento contínuo” no transporte intermunicipal do RN

Nova denúncia aponta mais um caso irregular de “fretamento contínuo” no transporte intermunicipal do RN

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A crise no transporte alternativo intermunicipal do Rio Grande do Norte ganhou mais um capítulo. A Coluna MOBILIDADE EM PAUTA recebeu mais uma denúncia envolvendo outro veículo operando de forma irregular, novamente utilizando o cadastro de “fretamento contínuo” para realizar viagens em rotas fixas — prática proibida pela regulamentação estadual.

A prática parece já ter se tornado comum. A própria coluna MOBILIDADE EM PAUTA já relatou inúmeros casos nos últimos meses

O caso reforça um padrão já identificado em denúncias anteriores: permissionários estariam migrando seus veículos para categorias que não permitem operação regular, mas continuam transportando passageiros diariamente como se integrassem o sistema autorizado.

Desta vez, um veículo do modelo Volare, de placas NNV 2071, segue em operação diária na rota entre Natal e São Tomé, na região Potengi do Rio Grande do Norte.

“Fretamento contínuo” usado como fachada

De acordo com as informações recebidas, o veículo denunciado foi retirado do cadastro do transporte intermunicipal convencional e reclassificado como fretamento contínuo junto ao Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN), órgão gestor do transporte no Estado.

Na teoria, essa modalidade deveria atender contratos específicos, com itinerários previamente definidos e sem captação livre de passageiros. Na prática, porém, o veículo estaria circulando em horários e trajetos regulares, realizando embarque e desembarque ao longo do percurso — o que caracteriza operação irregular.

A situação é considerada ainda mais grave porque o uso indevido dessa categoria permite driblar exigências legais, como limites de idade da frota e obrigações de vistoria periódica.

Repetição de irregularidades expõe fragilidade do sistema

A recorrência de denúncias semelhantes evidencia que o problema deixou de ser pontual e passou a representar uma falha estrutural no sistema de transporte intermunicipal.

Assim como nos casos anteriores envolvendo o chamado “fretamento eventual”, o uso do “fretamento contínuo” como brecha regulatória tem permitido a permanência de veículos fora dos padrões exigidos em circulação.

Muitos desses automóveis operam sem identificação visual do sistema, frequentemente descaracterizados, dificultando a fiscalização e confundindo os usuários.

Falta de fiscalização do DER/RN é alvo de críticas

Apesar do acúmulo de denúncias, o DER/RN segue sendo alvo de críticas pela ausência de ações efetivas de fiscalização.

Até o momento, não há registro de operações contínuas para coibir esse tipo de irregularidade, nem de medidas mais rígidas, como apreensão sistemática de veículos ou revisão dos cadastros concedidos.

A falta de fiscalização acaba incentivando a prática, criando um ambiente de permissividade que compromete a organização do sistema e a segurança dos passageiros.

Sistema segue desorganizado e usuários expostos

O avanço desse tipo de irregularidade reforça a percepção de que o transporte alternativo intermunicipal no estado opera sem controle efetivo.

Sem padronização, transparência e fiscalização rigorosa, o sistema se torna vulnerável a distorções que prejudicam tanto os operadores regulares quanto os usuários, que seguem sendo transportados em veículos sem garantias mínimas de segurança e qualidade.

Diante do novo caso, a cobrança por uma atuação mais firme do poder público se intensifica. Especialistas apontam que, sem fiscalização efetiva e revisão das brechas regulatórias, a tendência é de continuidade — e até ampliação — das irregularidades no setor.

Fotos: Divulgação

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'Fretamento eventual': Nova denúncia aponta mais um veículo irregular operando como linha fixa no RN

‘Fretamento eventual’: Nova denúncia aponta mais um veículo irregular operando como linha fixa no RN

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Uma nova denúncia recebida pela Coluna MOBILIDADE EM PAUTA revela o agravamento da crise no transporte alternativo intermunicipal no Rio Grande do Norte. Desta vez, o relato aponta a identificação de mais um veículo operando de forma irregular, mesmo cadastrado como “fretamento eventual” junto ao Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte – DER/RN, órgão gestor do transporte no Estado.

O novo caso reforça o padrão já denunciado anteriormente: permissionários estariam utilizando brechas administrativas para manter veículos fora das exigências legais em circulação diária, realizando transporte de passageiros em rotas fixas — o que é proibido nesse tipo de cadastro.

Novo flagrante reforça prática irregular

De acordo com as informações apuradas, o veículo recentemente denunciado segue operando como se fosse parte do sistema regular, atuando na linha Natal/Jaçanã, apesar de estar formalmente registrado em uma categoria que permite apenas viagens sob demanda, sem itinerário fixo.

Na prática, isso significa que o transporte ocorre de forma contínua e previsível, com embarque e desembarque de passageiros ao longo de trajetos já conhecidos – o que caracteriza operação irregular.

A recorrência dos casos indica que a prática não é isolada, mas sim parte de um modelo que vem sendo utilizado para contornar as normas estabelecidas pelo próprio órgão regulador.

Veículos fora do padrão continuam nas ruas

Um dos principais fatores que impulsionam esse tipo de irregularidade é o envelhecimento da frota. O regulamento do sistema intermunicipal estabelece limite de até 15 anos de fabricação para veículos em operação regular. No entanto, há registros de carros com mais de 20 anos ainda circulando.

Ao migrar o cadastro para “fretamento eventual”, esses veículos deixam de estar sujeitos às mesmas exigências operacionais, mas continuam atuando como transporte coletivo, sem a devida fiscalização.

Além disso, muitos desses automóveis circulam sem identificação visual do sistema, o que dificulta a fiscalização e aumenta a sensação de desorganização do serviço.

Inércia do DER/RN amplia crise no sistema

Apesar das denúncias recorrentes, o Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte ainda não apresentou ações efetivas para coibir a prática. Não há registros recentes de operações sistemáticas de fiscalização, aplicação de multas ou apreensão dos veículos irregulares.

As Ordens de Serviço emitidas pelo órgão, que deveriam organizar linhas, itinerários e autorizações, seguem sendo descumpridas sem consequências práticas – o que enfraquece a autoridade regulatória e incentiva a continuidade das irregularidades.

Sistema à deriva e passageiros expostos

O novo caso evidencia um cenário de descontrole no transporte alternativo intermunicipal. Sem padronização, fiscalização efetiva ou transparência, o sistema opera de forma fragmentada e vulnerável.

Para os usuários, o impacto é direto: viagens em veículos sem garantia de segurança, manutenção ou regularidade. Embora formalmente cadastrados em uma modalidade permitida, esses automóveis atuam, na prática, como transporte clandestino.

A sequência de denúncias reforça a necessidade de uma resposta urgente do poder público para reorganizar o setor e garantir condições mínimas de segurança e legalidade no transporte de passageiros no estado.

Foto: Divulgação

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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Em Parnamirim, transporte para o Carnaval também foi deixado de lado

Em Parnamirim, transporte para o Carnaval também foi deixado de lado

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A prefeita de Parnamirim, Professora Nilda (Solidariedade) e a governadora do RN, Fátima Bezerra (PT), são próximas politicamente. Talvez Nilda veja em Fátima uma inspiração política – ambas são professoras, fizeram suas campanhas em cima de muito carisma, e gostam de propagar ações que divergem da realidade em suas gestões, entre tantos outros pontos… O comparativo é importante para chegarmos ao fato de que isso deve explicar que ambas não se importem com o transporte que elas gerenciam.

Em relação ao Estado, já abordamos aqui na coluna a falta de planejamento, de ações, de proposições em prol do transporte e da mobilidade urbana com o Carnaval 2026 – o que é um detalhe, é a cereja do bolo em meio ao caos que o Setor de Transporte local vive atualmente. E o mesmo ocorre com Parnamirim, terceira maior cidade do RN.

Recentemente, a Prefeitura de Parnamirim abriu oficialmente o Carnaval 2026 com seis dias de programação gratuita na Praia de Pirangi, reunindo grandes atrações nacionais, artistas locais, trios elétricos, pranchões e blocos tradicionais.

A cidade realiza um dos carnavais mais estruturados e consolidados do estado. A programação inclui nomes como Grafith, Márcia Felipe, Jonas Esticado, Tarcísio do Acordeon e Cavaleiros do Forró, distribuídos entre palco, trio e estruturas itinerantes ao longo de seis dias.

Mas, enquanto o palco está montado, o transporte público permanece desmontado.

Semelhante ao Estado, nenhuma operação especial anunciada

Apesar da magnitude do evento:

  • Não houve anúncio de reforço municipal no transporte urbano;
  • Não houve pedido formal de apoio metropolitano;
  • Não houve articulação com o Governo do Estado;
  • Não houve política de incentivo tarifário ou linhas especiais.

Em um evento que movimenta milhares de pessoas por noite, simplesmente não existe operação extraordinária de mobilidade.

E isso ocorre em um município integrado à região metropolitana e com forte fluxo entre bairros, praias e municípios vizinhos.

Interbairros: frota permanece velha e sem acessibilidade

A rede dos chamados “Interbairros”, responsável pelo transporte urbano municipal, já enfrenta problemas estruturais conhecidos:

  • Frota envelhecida;
  • Veículos sem acessibilidade plena;
  • Falhas recorrentes de manutenção;
  • Baixa renovação.

Em um período de pico como o Carnaval, a fragilidade se torna ainda mais evidente.

Sem reforço, sem ampliação de horários e sem integração metropolitana, a população depende da malha regular — que já opera com limitações no dia a dia.

Ano passado houve iniciativa privada. Este ano, silêncio

No Carnaval anterior, a empresa Trampolim da Vitória colocou em circulação uma linha especial para atender à demanda festiva.

A iniciativa partiu a partir de uma articulação da vice-prefeita, Kátia Pires, junto à Secretaria de Trânsito e Transporte de Parnamirim.

Em 2026, no entanto, a linha não foi reeditada. Kátia e Nilda estão rompidas desde o ano passado – o que não impediria a prefeitura, que segue sob o comando de Nilda, de querer (e poder) protagonizar uma importante ação em prol do transporte de Parnamirim

No entanto, neste ano, o que aconteceu foi a ausência de apoio institucional ou incentivo da prefeitura municipal para viabilizar a operação.

Ou seja, quando depende exclusivamente do poder público – em específico a gestão de Nilda – o transporte simplesmente não acontece.

Carnaval forte, mobilidade frágil

Parnamirim promove um evento gratuito, com programação estruturada, valorização cultural, atrações nacionais, organização logística de palco e segurança.

Mas ignora um dos pilares centrais de qualquer grande evento: o deslocamento seguro e acessível da população.

Transporte não é detalhe operacional.
É infraestrutura básica.

Sem ele, a mobilidade fica concentrada em veículos particulares, o trânsito se sobrecarrega, a desigualdade de acesso aumenta e o evento perde alcance social.

Uma oportunidade desperdiçada

Seria possível, de cara:

Criar linhas municipais especiais para Pirangi;
Integrar Interbairros a polos festivos;
Firmar parceria com o sistema metropolitano;
Estimular tarifa social temporária

Nada disso foi implementado.

O contraste é evidente: enquanto Natal organiza operação robusta e gratuita, Parnamirim realiza um dos maiores carnavais do RN sem qualquer estratégia pública de transporte.

A ausência de planejamento municipal, somada à inércia estadual, reforça um problema já recorrente: o transporte público não é tratado como prioridade estratégica em Parnamirim – e igualmente no Rio Grande do Norte.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

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Prefeitura de Natal cogita diminuir valor da tarifa após a licitação

Prefeitura de Natal cogita diminuir valor da tarifa após a licitação

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Nova lei autoriza subsídio de até 40% no custo do transporte público, o que pode reduzir o valor da passagem após a licitação do sistema

A cidade do Natal pode ter redução no valor da tarifa de ônibus após a nova licitação do transporte público. A possibilidade surge a partir da lei recentemente aprovada, que autoriza o Poder Executivo Municipal a conceder subsídio de até 40% no custo do sistema, com o objetivo de equilibrar financeiramente o setor e melhorar o serviço prestado aos usuários. As informações são da edição de hoje (5) do jornal Tribuna do Norte.

Atualmente, a tarifa pública paga pelos passageiros é de R$ 4,90, enquanto a tarifa técnica — que representa o custo real do serviço — é de R$ 5,14. Essa diferença é coberta por um subsídio municipal realizado por meio de compensações financeiras entre a Prefeitura e as empresas operadoras, utilizando débitos tributários das companhias.

Com a nova lei, essa compensação será substituída por um subsídio direto, que será pago efetivamente às empresas de transporte, e não mais usado apenas para quitar dívidas. A mudança busca garantir maior transparência e estabilidade financeira ao sistema.

Possibilidade de redução da passagem

A expectativa é que o novo modelo de financiamento possa impactar o valor da tarifa, já que o subsídio poderá representar até 40% dos custos operacionais. No entanto, técnicos da Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) ressaltam que a redução da tarifa pública dependerá de diversos fatores — entre eles, o cálculo da tarifa técnica, o volume de passageiros e o custo total de operação.

Mesmo com a nova lei, ainda não há definição sobre quanto do subsídio será repassado diretamente aos usuários. A decisão dependerá dos cálculos que estão sendo finalizados pela Instituição Técnica de Planejamento e Transporte (INTP) e analisados pela Procuradoria Geral do Município (PGM).

Licitação trará novos parâmetros

A licitação do transporte público de Natal, que está em fase final de preparação, deve estabelecer as novas regras de operação, exigindo frota mais nova e intervalos menores entre viagens. A previsão é que a idade média dos ônibus seja reduzida de 11 para 6 anos, e que o tempo de espera entre os veículos caia para cerca de 12 minutos nos horários regulares.

Com contratos formalizados, a Prefeitura poderá fiscalizar com mais rigor e cobrar resultados das operadoras, o que hoje é dificultado pela ausência de contratos de concessão válidos. O atual sistema opera sem contrato formal há décadas, o que gera insegurança jurídica e falta de controle sobre os serviços.

Desafio do financiamento

Apesar da medida, a Prefeitura reconhece que o financiamento do transporte público continua sendo um desafio. Sem repasses do governo federal, os municípios arcam com a maior parte dos custos para manter o sistema funcionando. A expectativa é que o subsídio local ajude a estabilizar o setor e permita, no médio prazo, melhorias na frota e na regularidade das viagens.

Os valores finais da tarifa e do subsídio serão definidos apenas após a publicação da comissão de licitação e a conclusão dos estudos técnicos e jurídicos que estão em andamento.

Foto: Arquivo

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Alternativo da Coophab é flagrado operando fora da rota e em situação crítica na Grande Natal

Alternativo da Coophab é flagrado operando fora da rota e em situação crítica na Grande Natal

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A Coluna MOBILIDADE EM PAUTA recebeu novas denúncias sobre um transporte alternativo que atende a Coophab, na Grande Natal. Trata-se do veículo E2.28, que se tornou símbolo do caos e do abandono no transporte intermunicipal da Região Metropolitana de Natal. Além de operar em condições precárias, o alternativo foi flagrado circulando fora da rota original, transportando passageiros para o Centro de Natal, embora esteja registrado para operar na linha liga a Coophab à Rodoviária.

O flagrante reforça o cenário de desorganização e falta de fiscalização no sistema gerido pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN), permitindo que veículos irregulares não apenas circulem sem vistoria, mas também desrespeitem as próprias linhas às quais estão vinculados.

Um retrato da precariedade

Segundo relatos de passageiros e permissionários, o E2.28 apresenta uma lista alarmante de problemas: ausência de limpador de para-brisa, bancos soltos ou ausentes, buracos na parede interna, infiltrações, além de parte do para-choque frontal faltando.

Um dos aspectos mais graves é o elevador de acessibilidade bloqueado pela roleta, impedindo o embarque de cadeirantes. A situação configura uma violação direta das normas de acessibilidade e compromete a segurança dos usuários.

Irregular e fora da lei

O E2.28, fabricado em 2010, está fora do prazo de validade legal para operação no transporte intermunicipal. De acordo com o Decreto nº 27.045/2017, que regulamenta o Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros (STIP/RN):

  • Veículos com mais de 25 lugares têm vida útil de até 13 anos;
  • Os menores devem ser retirados após 10 anos de uso;
  • Em caráter excepcional, até 30% da frota pode ultrapassar o limite, mas nunca com mais de 18 anos de fabricação.

No caso do transporte opcional intermunicipal, cada permissão corresponde a uma microempresa individual — ou seja, a regra dos 30% não se aplica. Isso significa que qualquer veículo com mais de 13 anos em circulação está automaticamente em situação clandestina, especialmente se não passou por vistoria nem possui ordem de serviço válida emitida pelo DER/RN.

Portanto, o E2.28 opera de forma irregular sob todos os aspectos: ultrapassou o limite legal de uso, não possui vistoria válida, e ainda circula fora da rota original.

Fiscalização inexistente

A ausência de fiscalização efetiva do DER/RN é apontada como o principal fator que permite esse tipo de irregularidade. Enquanto o órgão mantém silêncio sobre o tema, veículos em péssimo estado continuam rodando sem qualquer controle técnico ou documental.

Em edições anteriores, a Coluna MOBILIDADE EM PAUTA já mostrou que as linhas L1 e L2, ambas partindo da Coophab, figuram entre as mais problemáticas da Grande Natal, com grande número de veículos sem vistoria, fora do prazo de vida útil e em situação de risco para motoristas e passageiros.

Mesmo com denúncias recorrentes, nenhuma ação concreta foi adotada pelo órgão gestor para fiscalizar ou recolher os veículos irregulares. O resultado é um sistema em colapso, dominado pela clandestinidade e pelo improviso, onde cada permissionário atua sem controle e sem punição.

Risco constante aos passageiros

Os relatos de passageiros descrevem uma rotina marcada por insegurança e desconforto. Além de veículos com janelas travadas ou inexistentes, há registros de tampões improvisados no lugar dos vidros da porta dianteira, o que compromete a visibilidade do motorista e coloca em risco a vida dos passageiros e pedestres.

O retrato do descontrole

O caso do E2.28 é apenas um exemplo visível de uma crise mais ampla: a falência do modelo de fiscalização do transporte alternativo intermunicipal no RN. A circulação de veículos em estado crítico, com idade avançada e até fora da rota registrada, demonstra a completa ausência de comando e de responsabilidade pública sobre o sistema.

Fotos: Denúncias

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Greve no transporte intermunicipal é anunciada no RN a partir de terça-feira (15)

Greve no transporte intermunicipal é anunciada no RN a partir de terça-feira (15)

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

O transporte intermunicipal de passageiros no Rio Grande do Norte deverá operar com frota reduzida de 30% a partir da próxima terça-feira, 15 de julho. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do RN (SINTRO/RN) publicou neste sábado (12) um edital informando a deflagração de greve por tempo indeterminado, após o prazo legal de 72 horas previsto pela Lei nº 7.783, de 29 de junho de 1989.

A decisão foi tomada em assembleia geral da categoria. No comunicado, o SINTRO/RN informa que a paralisação decorre do impasse nas negociações com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SETRANS) e com a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (FETRONOR). Segundo o sindicato, não houve aceitação das reivindicações relativas ao dissídio econômico e às cláusulas sociais da data-base 2025/2026.

A greve no transporte intermunicipal acontece cerca de um mês após paralisação semelhante realizada pelos motoristas do transporte urbano de Natal. Na ocasião, o movimento paralisou linhas da capital potiguar por um dia, afetando milhares de passageiros que dependem dos ônibus para deslocamentos diários. Após a paralisação, um acordo foi firmado após conciliação na Justiça do Trabalho.

Diferentemente da greve ocorrida em junho, que teve impacto restrito ao sistema urbano de Natal, a paralisação anunciada agora atinge linhas intermunicipais e inclui linhas como Nova Parnamirim, Eucaliptos, Golandim, Jardim Petrópolis, entre outras. São rotas que conectam Natal a municípios da Região Metropolitana e de outras regiões do estado.

O edital divulgado pelo SINTRO/RN detalha que a paralisação abrange motoristas e demais trabalhadores dos serviços regulares intermunicipais e de fretamento, afetando linhas operadas por diferentes empresas autorizadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER/RN).

Segundo o sindicato, a proposta patronal não contemplou as demandas salariais e sociais apresentadas pela categoria para o período da nova data-base. O impasse levou à decisão de greve por tempo indeterminado, caso não haja reabertura de negociações antes do prazo final.

A greve intermunicipal poderá, inclusive, repetir o cenário observado em junho, com a paralisação total do sistema de transporte, mesmo havendo determinação da operação de 30% conforme a lei de greve. Diferentemente do transporte urbano, cuja regulação é municipal, o transporte intermunicipal envolve linhas sob regulação do DER/RN, que ainda não se manifestou sobre a paralisação.

Além do impacto para usuários que se deslocam diariamente entre Natal e municípios da Grande Natal, como Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Macaíba, a paralisação deverá afetar ligações com cidades de outras regiões, incluindo linhas para o interior do estado.

O edital de greve divulgado pelo SINTRO/RN é assinado por Antônio Júnior da Silva, presidente da entidade.

Com o prazo legal de 72 horas contado a partir de sábado (12), a paralisação está prevista para ter início na terça-feira (15), caso não haja acordo entre as partes até lá.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN

Sobre Thiago Martins, colunista do Por Dentro do RN

Thiago Martins é jornalista formado pela UFRN e há 15 anos dedica-se ao estudo e à cobertura do setor de mobilidade urbana. Escreve sobre o tema desde o início da carreira, colaborando com portais de notícias especializados e acompanhando de perto as transformações na mobilidade ativa, no setor de transportes e na infraestrutura urbana. É proibida a reprodução total ou parcial deste texto sem autorização do autor e sem a inserção dos créditos, de acordo com a Lei nº 9610/98.

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População propõe participação do MPRN em fórum sobre transporte intermunicipal do RN

População propõe participação do Ministério Público em fórum sobre transporte intermunicipal do RN

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A realização do 2° Fórum de Relacionamento com Clientes promovido pela empresa Trampolim da Vitória em Natal no último sábado (5) serviu como espaço para discutir demandas e propor encaminhamentos para o transporte público intermunicipal no Rio Grande do Norte. Um dos resultados do encontro foi a sugestão apresentada por representantes comunitários para organizar a próxima edição do fórum com participação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e de gestores públicos municipais e estaduais.

O evento ocorreu no SEST SENAT Natal, reunindo lideranças comunitárias das regiões atendidas pela empresa. Durante o fórum, os participantes relataram demandas específicas sobre o serviço, destacaram necessidades de ajustes em horários e linhas, e apresentaram sugestões para melhoria da comunicação com a operadora.

A proposta de incluir o MPRN e gestores públicos nos próximos encontros foi levantada com o objetivo de ampliar o diálogo sobre o transporte intermunicipal, criando um ambiente que permita não apenas ouvir usuários e empresa, mas também envolver representantes do poder público com responsabilidade sobre o planejamento, regulação e fiscalização do serviço.

Na prática, a ideia é realizar uma edição ampliada do fórum, com a participação de promotores do Ministério Público – através das promotorias de Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Macaíba – e secretarias responsáveis pela mobilidade e transporte nos municípios diretamente atendidos pelas linhas da Trampolim da Vitória.

Os participantes sugeriram convidar representantes de órgãos municipais de transporte de Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante, além de integrantes do Departamento de Estradas e Rodagens (DER/RN) – órgão que integra a Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN) – que coordena o transporte intermunicipal no âmbito estadual.

A justificativa apresentada por líderes comunitários é que o transporte público intermunicipal envolve múltiplos atores e instâncias de decisão, o que exige coordenação entre empresa operadora, prefeituras e Governo do Estado. Eles ressaltaram que problemas como horários insuficientes, sobrecarga de linhas, infraestrutura de paradas e integração tarifária não podem ser solucionados apenas com o diálogo bilateral entre empresa e usuários.

O fórum da Trampolim da Vitória tem caráter periódico e faz parte de um programa de escuta ativa implementado pela empresa para manter canal aberto com usuários. A direção da empresa destacou que esses encontros permitem mapear problemas e discutir soluções de forma direta com quem utiliza o serviço diariamente. A abertura para sugestões foi um dos pontos enfatizados.

Sobre a demanda de realizar um fórum com participação do MPRN e gestores públicos, os participantes defenderam que, com a presença do Ministério Público, o fórum ganharia caráter mais amplo de articulação social, permitindo que as demandas dos usuários cheguem formalmente às instâncias responsáveis por definir políticas de transporte, planejamento urbano e fiscalização do serviço.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN

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Escuridão na Av. Omar O’Grady acentua insegurança; prefeitura promete resolução em 45 dias

Escuridão na Av. Omar O’Grady acentua insegurança; prefeitura promete resolução em 45 dias

Por Thiago Martins – thiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

A Avenida Omar O’Grady, popularmente conhecida como prolongamento da Prudente de Morais, enfrenta há meses um problema persistente de falta de iluminação pública em seu canteiro central. A situação se estende por um trecho importante da via, entre a Avenida da Integração e a Avenida dos Xavantes – se acentuando entre o trechos que vai do Parque da Cidade à rotatória com a Av. dos Xavantes. A ausência de luz nos postes centrais transforma a avenida em um ponto de preocupação constante para quem precisa trafegar por ali diariamente.

A via é um dos principais corredores de ligação da Zona Sul de Natal, conectando diversos bairros e municípios vizinhos. Além disso, abriga o Hospital Municipal de Natal, cuja estrutura física foi inaugurada em dezembro de 2024, mas permanece sem atendimento efetivo. Em meio à promessa de melhoria na infraestrutura urbana e de saúde, a avenida segue às escuras, dificultando a mobilidade e aumentando a sensação de insegurança entre motoristas, ciclistas, pedestres e passageiros do transporte público.

Quem transita pela via relata preocupação com assaltos e crimes patrimoniais no período noturno. Em entrevista à coluna MOBILIDADE EM PAUTA, o vendedor ambulante Carlos Henrique, 42 anos, relatou o receio que sente ao percorrer o trecho: “Eu passo por aqui todo dia depois das 19h, voltando do trabalho. É tudo escuro”. Ele, que trafega na via de bicicleta, afirmou também que evita transitar sozinho e tenta sempre se juntar a outros ciclistas para reduzir os riscos.

A insegurança atinge também quem utiliza o transporte público. A estudante universitária Maria Eduarda Silva depende das únicas duas linhas de ônibus que circulam pela avenida, 24 e 33A. Para ela, a espera nos pontos sem iluminação gera medo constante: “A gente fica vulnerável. Não tem como saber se tem alguém escondido perto do ponto. Já ouvi histórias de colegas que foram assaltadas aqui. Não tem segurança nenhuma”.

Além da escuridão, motoristas apontam a dificuldade de visualizar pedestres, ciclistas e obstáculos na pista à noite, o que amplia os riscos de acidentes.

Prefeitura promete resolução em até 45 dias

A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) informou, por meio de nota oficial, que está em andamento um trabalho de reforço na iluminação pública da avenida. Segundo a pasta, foram instalados novos postes circulares e será feita a escavação dos dutos para a passagem da fiação elétrica. A previsão divulgada pela secretaria é que o serviço seja finalizado em até 45 dias, normalizando o funcionamento dos pontos de luz.

A importância da Avenida Omar O’Grady para a mobilidade urbana de Natal está evidenciada em seu uso diário por milhares de motoristas e usuários do transporte público. A via integra rotas metropolitanas que ligam a capital a municípios vizinhos, além de concentrar condomínios residenciais, áreas comerciais e instituições de saúde. Em razão disso, a iluminação pública é considerada fundamental para garantir não apenas a fluidez do tráfego, mas também a segurança dos cidadãos.

Buracos também afetam a via

Paralelamente ao problema da iluminação, a avenida também sofre com deficiências em seu pavimento. Trechos com buracos e rachaduras são apontados por motoristas como outro fator de risco à segurança viária. A manutenção do asfalto é de responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN), órgão do governo estadual. Usuários da via reclamam que não há sinalização efetiva para alertar sobre as condições da pista, exigindo manobras bruscas e redução excessiva de velocidade.

Moradores e trabalhadores da região cobram soluções efetivas e integradas do poder público para os problemas enfrentados. O quadro atual de escuridão, somado à condição do asfalto, compromete a mobilidade e aumenta o temor de quem depende diariamente da Avenida Omar O’Grady.

Não conseguimos contato com o DER/RN para abordar o tema. O espaço segue aberto para resposta pelo órgão.

Fotos: Reprodução/MOBILIDADE EM PAUTA

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Desvio da BR-304 mantém congestionamentos e atrasos chegam a quase 1 hora

Desvio da BR-304 mantém congestionamentos e atrasos chegam a quase 1 hora

Por Thiago Martinsthiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

Os congestionamentos no desvio da BR-304, entre os municípios de Macaíba e Parnamirim, seguem causando transtornos à mobilidade urbana e ao setor de transporte de passageiros na Grande Natal. Implantada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) como solução temporária durante a construção de um viaduto em frente à Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), a via alternativa continua prejudicando a fluidez do tráfego em ambos os sentidos.

Os problemas no desvio, agravados pelas chuvas recentes, já haviam sido apontados por usuários da rodovia e representantes do setor produtivo. No entanto, novos relatos indicam que a situação se estendeu e se intensificou. De acordo com operadores de transporte de passageiros que utilizam o trecho diariamente, o atraso está sendo de 50 minutos a 1 hora, podendo ultrapassar nos horários de maiores demandas de locomoção.

Motoristas relatam que o deslocamento pelo desvio exige lentidão extrema e atenção constante, em razão dos buracos profundos e da instabilidade do pavimento. A velocidade média registrada por sistemas de GPS no local permanece em torno de 10 km/h. As filas de veículos se estendem nos dois sentidos, tanto para quem se dirige à capital quanto para quem sai de Natal em direção ao interior.

A condição do asfalto segue sem melhorias estruturais. Da quinta para a sexta-feira da semana passada, quando surgiram as primeiras reclamações, o DNIT teria tampado os buracos de forma superficial, com pedras. Após as chuvas do final de semana, a buraqueira voltou – e os problemas de engarrafamento também voltaram a persistir.

Empresários da região que atuam no setor de cargas também relatam prejuízos devido a atrasos na distribuição de produtos e dificuldade de circulação de caminhões e veículos de pequeno porte.

Quem utiliza a localidade reforça que solução atual realizada pelo DNIT não tem sido suficiente para suportar o fluxo intenso de veículos pesados, o que contribui para a reincidência dos danos.

O órgão federal informou por nota que está realizando um serviço de “adequação de capacidade da via”, mas ainda não apresentou um cronograma de execução ou prazos para conclusão das obras. O DNIT também mencionou que os trabalhos seguem conforme o contrato de manutenção rodoviária vigente, sem detalhar se haverá mudanças no tipo de material aplicado ou no escopo do projeto.

A persistência dos congestionamentos nos dois sentidos da BR-304 afeta diretamente o transporte público intermunicipal, o deslocamento de trabalhadores da Região Metropolitana de Natal e a logística de distribuição entre os polos industriais da zona oeste.

Passageiros que utilizam o transporte também relatam atrasos recorrentes, veículos retidos por longos períodos e instabilidade nos horários das linhas regulares.

A obra do viaduto que motivou a criação do desvio ainda está em andamento. Sem alternativas de rota viável, o desvio permanece como única opção para quem transita na rodovia federal. Usuários apontam a necessidade de um planejamento mais eficaz por parte do DNIT para evitar que as intervenções temporárias se tornem gargalos permanentes na mobilidade da região.

O trecho impactado é estratégico para o escoamento da produção e para o transporte de passageiros entre municípios da Grande Natal. Enquanto não há uma solução definitiva, o impacto da precariedade do desvio segue acumulando prejuízos e dificultando a rotina de motoristas e usuários do sistema viário da BR-304.

Foto: Reprodução

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MPRN recomenda readequação da linha P e exige fiscalização do DER/RN

MPRN recomenda readequação da linha P e exige fiscalização do DER/RN

Por Thiago Martinsthiagolmmartins@gmail.com
Mobilidade em Pauta

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou ao Departamento de Estradas de Rodagem do RN (DER/RN) e às empresas Trampolim da Vitória, CAF Transportes e AEV Transporte – ambas responsáveis pelo transporte alternativo intermunicipal – o aprimoramento do serviço prestado pela linha conhecida como “linha P”, que liga o município de Parnamirim a Ponta Negra, em Natal. A medida é resultado de um inquérito civil que investiga possíveis irregularidades no funcionamento da linha e visa a melhoria da oferta de transporte coletivo na região.

Segundo a recomendação, o DER/RN, órgão gestor do transporte no Estado, deve intensificar a fiscalização sobre o cumprimento das Ordens de Serviço Operacional (OSO) referentes às linhas LDI-185-094, 1.E2.24 e 1.E2.25.1, que formam o serviço da linha P. Essa fiscalização deverá incluir vistorias presenciais em dias úteis e também aos finais de semana, com análise minuciosa da operação. A recomendação também orienta que o DER revise os horários estabelecidos nas OSO, com o objetivo de evitar sobreposição de partidas e longos intervalos entre as viagens.

Atualmente, a linha P opera com apenas quatro veículos, número mantido há mais de duas décadas, apesar do crescimento populacional e do aumento da demanda por transporte público em Parnamirim. Em 2024, foi acrescido um veículo em horários de pico, além de duas viagens adicionais, mas os relatos de usuários indicam que as medidas não foram suficientes para atender à demanda. De acordo com reclamações encaminhadas ao MPRN, os passageiros enfrentam esperas de até 40 minutos entre 6h e 8h da manhã, e atrasos recorrentes também foram identificados entre 15h e 18h, além de finais de semana.

Apesar das reclamações, a análise técnica das OSO demonstra que, nos dias úteis, a programação não prevê intervalos superiores a 25 minutos entre as 5h50 e 8h30. No período da tarde, há 13 viagens programadas entre 14h55 e 18h25, com média de quatro viagens por hora. Aos sábados, estão previstas 36 viagens, e aos domingos, 35. Ocorre que, mesmo com essa estrutura prevista, a prática operacional pode estar sendo prejudicada pela inobservância dos horários por parte das operadoras.

A irregularidade na distribuição dos horários é outro ponto destacado na recomendação. Há registros de saídas simultâneas ou com poucos minutos de diferença, seguidas de longos intervalos, que em alguns casos ultrapassam 45 minutos. A falta de redistribuição adequada dos horários pode gerar sobrecarga em determinados períodos e ociosidade em outros, contribuindo para a insatisfação dos usuários.

O MPRN recomendou também que as empresas operadoras cumpram integralmente as OSO e solicitem, se necessário, alterações nos seus itinerários e horários ao DER/RN. Além disso, as empresas devem divulgar, de forma acessível, os horários das viagens em seus veículos e, se possível, por meio de aplicativos de transporte.

A recomendação tem prazo de 30 dias para resposta por parte dos responsáveis, que devem apresentar comprovação das providências adotadas. Em caso de descumprimento, o Ministério Público poderá adotar medidas legais, inclusive judiciais.

A linha P atende a um dos principais corredores intermunicipais da Região Metropolitana de Natal, e sua limitação operacional tem impacto direto na mobilidade dos trabalhadores, estudantes e usuários do transporte coletivo em Parnamirim.

Foto: Reprodução

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São João de Natal retoma shows no polo Zona Oeste nesta segunda (23)

São João de Natal retoma shows no polo Zona Oeste nesta segunda (23)

Apresentações canceladas por causa da chuva serão realizadas na Avenida Rio Grande do Sul, em Cidade da Esperança

A Prefeitura do Natal confirmou a realização de mais uma noite de shows no polo Zona Oeste do São João da capital. As apresentações acontecerão nesta segunda-feira (23.jun.2025), a partir das 18h, na Avenida Rio Grande do Sul, localizada no bairro Cidade da Esperança.

Segundo a gestão municipal, a decisão atende a pedidos de moradores e comerciantes da região, após a suspensão dos shows previstos para sexta-feira (21.jun) e sábado (22.jun), em decorrência das chuvas que atingiram a cidade. A recomendação para a suspensão partiu da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, que avaliaram as condições climáticas como inadequadas para garantir a segurança do público e dos trabalhadores do evento.

A programação da noite desta segunda inclui os artistas que não conseguiram se apresentar nos dias anteriores. Estão confirmados para o palco do polo Zona Oeste: JN Explode, Zé Hilton do Acordeon, Edyr Vaqueiro e Lucianno Brilhante. A estrutura de palco, som, iluminação, segurança, acessibilidade e apoio logístico permanece mantida.

O polo Zona Oeste retomou suas atividades no domingo (22), com shows de Sâmya Maia, Arnaldinho, Raynel Guedes, Circuito Musical, Yasmin Santos e Thiago Freitas. De acordo com a organização, cerca de 16 mil pessoas compareceram ao local no domingo.

A segurança do evento segue sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semdes), com atuação de mais de 200 agentes por noite. Estão mobilizados integrantes da Guarda Municipal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e equipes de segurança privada. Até o momento, não foram registradas ocorrências graves nos dias de evento realizados no local.

A estrutura montada no polo inclui uma área reservada para Pessoas com Deficiência (PCD), com acessibilidade garantida e suporte para acompanhantes, conforme informou a organização.

O evento permanece gratuito e aberto ao público. Além do entretenimento, a programação também contempla uma ação de arrecadação de alimentos. As doações recebidas durante o São João de Natal são destinadas ao Banco de Alimentos de Natal, com o objetivo de beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social, incluindo aquelas afetadas pelas recentes chuvas.

A campanha de arrecadação segue ativa em todos os polos do evento espalhados pela cidade. As entregas dos itens arrecadados estão sendo coordenadas pela Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas).

A Prefeitura de Natal informou que novas atualizações sobre a programação do São João serão divulgadas por meio dos canais oficiais do município.

Foto: Demis Roussos

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