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Espetáculo "Fábulas de nossas fúrias" de Atores à Deriva estreia no TAM

Espetáculo “Fábulas de nossas fúrias” de Atores à Deriva estreia no TAM

Na peça, quatro pessoas esgotam seus instintos e fabulam raivas

O Coletivo Artístico Atores à Deriva celebra 15 anos de existência com um novo espetáculo. “Fábulas de nossas fúrias” estreia nos dias 20 e 21 de julho às 20h no Teatro Alberto Maranhão (TAM) com ingressos a preços populares.

Em “Fábulas de nossas fúrias” quatro pessoas esgotam seus instintos e fabulam raivas, animalizando a própria existência em um jogo que descreve a crueldade de ser gente num diálogo direto com a ideia de Justa Raiva, defendida por Paulo Freire.

Com direção de Alex Cordeiro e dramaturgia de Alex Cordeiro em colaboração com o ator e dramaturgo pernambucano, Giordano Castro, o novo trabalho do coletivo artístico potiguar traz no elenco: Álvaro Dantas, Doc Câmara, Matheus Corpo e Thuyza Fagundes.

“Comemorar tantos anos de atividades artísticas continuadas em Natal já é, em si, motivo de festa, mas celebrar estreando um novo trabalho é pra deixar a boca sorrindo de alegria. Estamos em êxtase”, comenta Alex Cordeiro, diretor e dramaturgo.

“Esse trabalho é a reafirmação das escolhas que fiz para minha vida. Sou um ator, desejo viver deste ofício e mesmo com toda instabilidade da carreira e as dificuldades que encontramos pelo caminho, esta é a minha forma de estar no mundo e me conectar com as pessoas. O Coletivo Atores à Deriva é o meu espaço de criação, de expressão das ideias e da minha formação enquanto artista”, analisa o ator e co-fundador de Atores à Deriva, Doc Câmara.

Fábulas de nossas fúrias

Em “Fábulas de nossas fúrias” quatro pessoas esgotam seus instintos e fabulam raivas, animalizando a própria existência em um jogo que descreve a crueldade de ser gente num diálogo direto com a ideia de Justa Raiva, defendida por Paulo Freire.

“Com “Fábulas de nossas fúrias” reverberamos as potências de toda a equipe em um manifesto pelo direito de sentir raiva, tendo a palavra fábula como metáfora para narrativas contemporâneas de opressão” afirma o diretor e dramaturgo Alex Cordeiro.

Para o ator Doc Câmara, o trabalho mostra o Coletivo Atores à Deriva de forma mais madura.”Este projeto propõe uma discussão sincera de vários pontos sensíveis à sociedade e mostra um Atores à Deriva mais consciente no seu fazer artístico, com elenco renovado. Fábulas de Nossas Fúrias é uma conversa com o público sobre o que nós temos de mais humano, sobre a forma como enxergamos o outro, como julgamos e somos julgados, sobre os locais que nos são reservados e que nos permitem existir. E um espetáculo que vai tocar as pessoas de várias formas, seja no âmbito pessoal, seja no social”, avalia Doc.

Os ingressos estão sendo vendidos por R$ 30 (inteira) e R$ 15(meia) via plataforma Outgo (https://outgo.com.br/fabulas-de-nossas-furias). Classificação indicativa: 14 anos. A estreia é uma realização do Coletivo Atores à Deriva, e conta com o apoio do Tecesol, Fundação José Augusto e Governo do Estado do Río Grande do Norte. Acompanhe o Coletivo Artístico Atores à Deriva no Instagram em: @atoresaderivaa.

Sobre o Coletivo Artístico Atores à Deriva

O Atores à Deriva é um coletivo de artistas cênicos que desenvolve ações de pesquisa, formação, criação e difusão das artes do corpo na cidade de Natal, estado do Rio Grande do Norte. Fundado em 2008, mantém atividades continuadas com ênfase no teatro autoral. Dialogando com setores produtivos da cadeia de cultura, aprovou projetos de relevância nacional em parceria com instituições públicas de nível privado e público, destacando-se o Banco do Nordeste, Ministério da Cultura, SESC, dentre outras.

Ficha técnica “Fábulas de Nossas Fúrias”

Criação e Realização: Atores À Deriva
Direção e Dramaturgia: Alex Cordeiro
Elenco: Álvaro Dantas, Doc Câmara, Matheus Corpo e Thuyza Fagundes
Colaboração em dramaturgia: Giordano Castro.
Direção de Arte: Daniel Torres
Direção de Movimento e Preparação Corporal: Dudu Galvão
Iluminação: Cleo Morais
Designer Gráfico: FilipeAnjo
Fotografia: Brunno Martins
Assessoria de Comunicação: Cecília Oliveira – Comunica Ceci

SERVIÇO:

COLETIVO ARTÍSTICO ATORES À DERIVA APRESENTA FÁBULAS DE NOSSAS FÚRIAS
Dias da semana: quinta e sexta-feira
Horário: 20h
Local: Teatro Alberto Maranhão
Endereço: Praça Augusto Severo, s/n – Ribeira
Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 estudante e via plataforma Outgo (https://outgo.com.br/fabulas-de-nossas-furias).
Informações: https://www.instagram.com/atoresaderivaa/
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 45 minutos.
Lotação: 582
Gênero: Teatro

Foto: Brunno Martins

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Novo espetáculo do Coletivo CIDA segue em cartaz no TAM até domingo

Novo espetáculo do Coletivo CIDA segue em cartaz no TAM até domingo

Insanos e Beija-Flores a Dois Metros do Chão faz parte de uma trilogia que vem sendo pensada desde 2019

O Coletivo CIDA (RN) apresenta seu novo espetáculo Insanos e Beija-Flores a Dois Metros do Chão até domingo (9) no Teatro Alberto Maranhão de forma gratuita com tradução para Língua Brasileira de Sinais e Audiodescrição.

Insanos e Beija-flores a Dois Metros do Chão faz parte de uma criação cênica sequenciada assinada pelo coreógrafo René Loui, que conta com interlocução dramatúrgica de Jussara Belchior (SC), pesquisadora da dança. O projeto traz no elenco nomes que são referências para as artes cênicas norte-rio-grandense: Ana Cláudia Viana, Jânia Santos, Marconi Araújo, Pablo Vieira, René Loui e Rozeane Oliveira.

As questões abordadas em ‘Insanos e Beija-Flores’ colocam em debate o pensamento eugênico, o preconceito, os limites entre a insanidade e arte na sociedade. Falamos também sobre o silêncio instaurado sem qualquer humanidade que inviabiliza, violenta e extermina a vida de diferentes indivíduos”, declaram Arthur Moura (produtor do CIDA) e René Loui (coreógrafo e intérprete).

Trilogia

Insanos e Beija-Flores a Dois Metros do Chão faz parte de uma trilogia que vem sendo pensada desde 2019. A primeira obra intitulada Corpos Turvos é um grito de socorro para que corpos pretos, pobres, periféricos, soropositivos, corpos pertencentes da ampla comunidade LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência deixem de ser números.

Na segunda parte nomeada Reino dos Bichos e dos Animais, Esse é Meu Nome, o CIDA continua abordando coreograficamente sobre as individualidades, vivências e identidades de cada um dos intérpretes, mas agora com a presença de Stella do Patrocínio, mulher preta que viveu por quase 30 anos em ambiente manicomial.

O ato final é livremente inspirado na vida e obra de Arthur Bispo do Rosário, mais conhecido como Bispo do Rosário, o espetáculo conta as perspectivas desses seis diferentes indivíduos que convivem num porão e há anos reinventam todas as coisas da Terra. Cada um deles, uma história.

Nascido em Japaratuba, no estado de Sergipe, em 1909, Bispo do Rosário carregava todos os estigmas de marginalização social, ainda vigentes em nossa sociedade. Homem negro, pobre, louco para uns, viveu asilado em um manicômio por 50 anos. Sua obra propunha a ressignificação do universo para ser apresentado no dia do juízo final, e não era visto por ele como arte, era missão.

As três obras complementam-se, mas podem ser vistas, ouvidas e sentidas de modo independente ou em qualquer ordem.

Aceitação do público

Desde o início da temporada, mais de 950 pessoas já assistiram ao novo trabalho do grupo artístico radicado em Natal. A obra tem recebido muitos feedbacks positivos.

Para a publicitária Alana Cascudo, a obra propõe uma importante reflexão. “Um espetáculo que lança luz sobre os ‘loucos’ e excluídos, acertando na dose de incômodo e na reflexão sobre como tratamos os que não se encaixam em um padrão de ‘normalidade’ estabelecido pela sociedade. Vale pontuar a acessibilidade como um dos personagens principais, com audiodescrição e tradução para libras”, comentou Alana.

Foi possível ver a real representação de transtornos mentais como depressão, esquizofrenia, depressão pós-parto, muito atual e necessário. Ver pessoas com deficiência em cena, mostrando suas potências, mexeu muito comigo. Muito bem elaborado, muito bem produzido. As luzes incríveis, é outro patamar. Fazia muito tempo que eu não via um trabalho tão bom. Que outras pessoas possam ver e refletir sobre a saúde mental”, declarou o expert de atendimento bilíngue Brayan Rendon.

Temporada continua

A temporada segue até o dia 9 de abril, sempre às 10h da manhã, no Teatro Alberto Maranhão para escolas e instituições cadastradas.

Público geral pode assistir o espetáculo mediante retirada do ingresso no local 1 hora antes das apresentações, que acontecem às 20h.

Prêmio Funarte de Estímulo ao Teatro

Esta obra é uma iniciativa do Coletivo CIDA contemplada pelo Prêmio Funarte de Estímulo ao Teatro – 2022 que conta com recursos do Ministério da Cultura e Governo do Brasil.

Criado com o objetivo de fomentar a criação artística de montagens inéditas no campo do teatro, o prêmio tem investimento de um milhão quatrocentos e trinta mil reais. Foram selecionados 10 projetos, entre eles o novo trabalho do Coletivo CIDA com nota máxima na Região Nordeste.

Sobre o CIDA

O Coletivo Independente Dependente de Artistas (CIDA ) é um núcleo artístico de dança contemporânea e performance, fundado no ano de 2016 por artistas emergentes, pluriétnicos, com e sem deficiências, oriundos das mais diversas regiões do Brasil e radicados na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte.

Todas as informações sobre o CIDA podem ser acompanhadas através dos canais de comunicação do coletivo. Acesse: www.coletivocida.com.br ou acompanhe o Coletivo no Instagram em: @coletivocida.

SERVIÇO

Coletivo CIDA apresenta Insanos e Beija-Flores a Dois Metros do Chão
Local: Teatro Alberto Maranhão (TAM)
Dias: 6 a 9 de abril
Horário: 10h para escolas e instituições cadastradas / 20h para o público em geral
Acessibilidade: Tradução para Língua Brasileira de Sinais e Audiodescrição
Duração aproximada: 60 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
Quantidade de ingressos: 582

Foto: Brunno Martins

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Última sessão do ano do espetáculo 'REMIX' acontece nesta quarta (16) no TAM

Última sessão do ano do espetáculo ‘REMIX’ acontece nesta quarta (16) no TAM

Os potiguares terão mais uma chance de apreciar a arte da dança contemporânea e ainda refletir sobre inclusão. Os ingressos podem ser comprados no site do Sympla, a partir de R$ 13,75.

Após o sucesso de cinco apresentações, e com a indicação de “Espetáculo do Ano” pelo Troféu Cultura, o grupo Movidos Dança em parceria com a Mapa Realizações Culturais resolveu realizar mais uma apresentação do espetáculo REMIX, com a proposta de levar mais arte para o dia a dia as pessoas.

REMIX tem direção coreográfica de Denise Stutz (BH/RJ), direção artística de Anderson Leão (Natal/RN) e elenco formado por: Rodolpho Santos, Ariadna Medeiros, Daniel Silva, Jamaica Macedo e Michael Skimó. Um grupo diverso, com bailarinos com e sem deficiência.

“Assistir ao Remix é uma oportunidade para exercitar o se encontrar e a liberdade de refletir com alegria, são lembranças que tocam como trilhas sonoras que movimentam as nossas nostalgias e a construção de novas memórias. É a diversidade de fazer dançar para aflorar a eterna juventude que sempre existirá dentro de nós”, explica o diretor artístico Anderson Leão.

O espetáculo REMIX nasceu através do projeto ‘Movidos à Dança’, tem 50 minutos de duração, classificação livre e tradução simultanea em libras.

Movidos à Dança tem patrocínio do Instituto Neoenergia, Neoenergia Cosern, Fundação José Augusto e Governo do Estado do Rio Grande do Norte através da Lei Câmara Cascudo.

Esta apresentação será uma produção independente e conta com expressiva participação do público pagante para garantir os recursos necessários.

Serviço
Movidos à Dança, espetáculo Remix
Quando? 16 de novembro, 19h30
Onde? Teatro Alberto Maranhão (TAM)
Ingressos? R$ 25,00 inteira ou R$ 13,75 meia entrada. Os ingressos podem ser comprados através do site Sympla ou no dia do espetáculo direto na bilheteria do Teatro Alberto Maranhão.

Foto: Divulgação

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Azul mira compra da Latam Airlines e visa à criação de gigante sul-americana

Azul mira compra da Latam Airlines e visa à criação de gigante sul-americana

Terceira maior empresa aérea da América do Sul, a Azul tem como objetivo comprar a maior companhia do continente, a Latam Airlines Group, que já é a união da brasileira TAM com a chilena LAN.

Em entrevista ao diário chileno Diario Financiero, o CEO da Azul Linhas Aéreas, John Rodgerson, disse que a companhia aérea elaborou uma proposta para adquirir toda a Latam, não apenas a sua unidade brasileira, como já havia dito publicamente. Com o apoio de alguns credores da Latam, que ainda não foram identificados, a Azul planeja apresentar a sua proposta ao tribunal de falências dos EUA, que supervisiona o pedido de recuperação judicial realizado pela Latam em território americano.

“A América Latina agrupada tem muito valor e mantê-la unida é culturalmente importante e é a melhor opção”, disse Rodgerson. “Acredito que dividir não é do nosso interesse”, conclui. Um porta-voz da Latam se recusou a comentar sobre o plano da Azul de fazer uma oferta pública arrojada e considerada hostil. Além disso, sabe-se que executivos da companhia se manifestaram contra qualquer combinação com a Azul.

A fusão entre as gigantes Azul e Latam tem o potencial de causar grandes impactos à aviação latino-americana. A Latam transportou mais de quatro vezes o tráfego de passageiros da Azul em todo o ano de 2019, o último ano considerado normal antes de a pandemia da covid-19 afetar as viagens aéreas em todo o mundo.

A união entre as companhias aéreas criaria um gigante da indústria controlando metade de toda a capacidade sul-americana – e quase 58% do principal mercado brasileiro – com base nos números de 2019, de acordo com a Cirium, empresa que analisa os dados da aviação global.

A operadora teria unidades operacionais no Brasil, Chile, Colômbia, Equador e Peru, e uma rede internacional que se estende da Austrália à Europa, EUA e África do Sul. E iria operar pelo menos 464 aeronaves, que vão desde turboélices ATR a Embraer E-Jet-E2s, Airbus A320neos e Boeing 787s.

A América do Sul está repleta de conversas sobre fusão de companhias aéreas. Há uma discussão sobre uma possível combinação entre a Avianca, que aguarda a decisão dos EUA sobre o plano de reestruturação da empresa; com a low cost chilena Sky Airline, conduzida por dois dos credores da Avianca.

A American Airlines, a maior transportadora internacional para a América do Sul em 2019, está expandindo o seu alcance no continente sul-americano com investimentos na Gol, no Brasil, e na JetSmart, que opera no Chile e Argentina. Em menor escala, a Gol Linhas Aéreas está em processo de aquisição da transportadora regional brasileira Map Transportes Aéreos.

Caso a fusão entre Azul e Latam avance, também haverá grandes implicações para os seus respectivos parceiros internacionais. Enquanto a Azul está alinhada com a United Airlines, que possui uma participação de 8 por cento na companhia brasileira, e com a TAP, de Portugal, a Latam tem parcerias estratégicas com a Delta Air Lines e a Qatar Airways, que detinham participações de 20% e 10%, respectivamente, no grupo chileno antes de sua falência nos Estados Unidos.

Mesmo sem um acordo com a Azul Linhas Aéreas, a Delta e o Qatar enfrentam o risco de seus investimentos serem perdidos pelo processo proveniente do pedido de recuperação judicial da Latam em território americano.

As fusões de companhias aéreas em decorrência da falência mostram-se vitoriosas. Há uma década, o então CEO da US Airways, Doug Parker, estava vendendo os benefícios de uma fusão com a American Airlines, que na época estava se reorganizando após pedir recuperação judicial, apesar da oposição da grande operadora.

A American Airlines então cresceu quase o dobro do tráfego de passageiros da US Airways em sua rede global. Mas todos nós sabemos como isso terminou: a American Airlines e a US Airways anunciaram sua fusão no Dia dos Namorados de 2013, e Parker lidera aquela que é a maior companhia aérea do mundo até hoje.

Na entrevista, Rodgerson falou positivamente sobre a consolidação da indústria e afirmou que a proposta da Azul poderia criar mais valor para os credores da América Latina – que são a chave para o sucesso de qualquer reestruturação de falência – do que o que a Latam propôs até agora.

O texto foi originalmente extraído do site Airline Weelky e traduzido por este portal.

Foto: Williamviper / Ilustração / Visual Hunt

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