tarifas comerciais

Trump assina ordem executiva que institui tarifa global de 10% sobre todos os países

Trump assina ordem executiva que institui tarifa global de 10% sobre todos os países

Nova tarifa global de 10% terá vigência de cinco meses, segundo presidente

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (20) a assinatura de uma ordem executiva que implementa uma tarifa global de 10% sobre produtos de todos os países. O anúncio foi feito pelo republicano em sua rede social, Truth, após a Suprema Corte derrubar medidas tarifárias anteriores adotadas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).

De acordo com Trump, a nova tarifa entrará em vigor em três dias e deverá permanecer válida por aproximadamente cinco meses. O presidente afirmou que a medida terá como base legal a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que autoriza o Executivo a impor tarifas de até 15% por até 150 dias para enfrentar desequilíbrios no balanço de pagamentos, sem necessidade de investigação prévia.

Trump esclareceu que a tarifa global de 10% será aplicada “além das tarifas normais já cobradas”, indicando que a nova taxa terá caráter cumulativo, não substitutivo, em relação às tarifas já em vigor.

Base legal da medida e dispositivos disponíveis ao Executivo

Além da Seção 122, Trump mencionou outros dispositivos legais que poderão ser utilizados para ampliar tarifas no futuro. Entre eles estão a Seção 201, que autoriza salvaguardas temporárias como tarifas ou cotas; a Seção 301, que permite retaliação contra práticas comerciais consideradas desleais após investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR); a Seção 232, da Lei de Expansão Comercial de 1962, que possibilita tarifas por razões de segurança nacional; e a Seção 338, da Lei Tarifária de 1930, que autoriza tarifas de até 50% contra países que discriminem produtos americanos.

Trump afirmou que a decisão da Suprema Corte “não anulou tarifas, apenas anulou um de seus formatos de aplicação” e que o tribunal “consolidou” seus poderes tarifários ao indicar outros caminhos legais. “Agora estou indo em uma direção diferente. Provavelmente a direção que eu deveria ter ido desde o início. Uma direção mais forte”, declarou.

Decisão da Suprema Corte limita uso de lei de emergência

Por 6 votos a 3, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), de 1977, não autoriza o presidente a impor tarifas de valor e duração ilimitados. O voto majoritário, redigido pelo presidente da Corte, John Roberts, destacou que a Constituição atribui ao Congresso o poder de instituir e arrecadar tributos, e que a IEEPA não confere autorização clara para medidas tarifárias amplas.

Trump reagiu à decisão com críticas ao tribunal, afirmando que a Corte foi “influenciada por interesses estrangeiros” e age como “tola e subserviente”. O presidente disse ainda que “países estrangeiros estão dançando nas ruas após a decisão, mas não por muito tempo”.

Fotos: RS/Fotos Públicas

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Trump assina ordem executiva que institui tarifa global de 10% sobre todos os países Read More »

Lula diz que solução definitiva entre EUA e Brasil será anunciada em poucos dias

Lula diz que solução definitiva entre EUA e Brasil será anunciada em poucos dias

Presidente afirma que acordo sobre tarifas comerciais com os Estados Unidos está próximo de ser concluído

Lula diz que solução definitiva entre EUA e Brasil será anunciada em poucos dias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (27) que o Brasil e os Estados Unidos estão próximos de alcançar uma solução definitiva para a suspensão das tarifas comerciais impostas ao país norte-americano. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa em Kuala Lumpur, na Malásia, às 11h no horário local (meia-noite no horário de Brasília).

Segundo Lula, a reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi positiva e indicou que um acordo poderá ser firmado em breve. O presidente brasileiro destacou que os Estados Unidos mantêm superávit na balança comercial com o Brasil, o que, segundo ele, não justificaria a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros.

Durante o encontro, Lula entregou um documento com os temas que pretende abordar nas negociações bilaterais. A proposta brasileira é baseada na argumentação de que não há déficit comercial dos Estados Unidos com o Brasil, o que, segundo o governo, contraria a justificativa anteriormente usada para a aplicação das tarifas.

O presidente brasileiro afirmou que não busca concessões indevidas, mas sim um tratamento justo nas relações comerciais entre os dois países. Ele também destacou que o compromisso assumido pelo presidente norte-americano é de buscar um acordo de qualidade com o Brasil.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou que as equipes técnicas dos dois países realizarão reuniões nas próximas semanas para avançar nas negociações. O objetivo é construir um acordo que contemple os setores mais afetados pelas tarifas.

O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, afirmou que as conversas com os Estados Unidos estão em estágio avançado. Segundo ele, os aspectos políticos que poderiam dificultar o diálogo foram superados, permitindo que as tratativas se concentrem exclusivamente em questões comerciais.

Lula diz que solução definitiva entre EUA e Brasil
Lula diz que solução definitiva entre EUA e Brasil

Apoio à Venezuela e convite para a COP30

Durante a mesma coletiva, Lula também mencionou que o Brasil está disposto a colaborar com os Estados Unidos nas negociações envolvendo a Venezuela. O presidente reiterou que o país não tem interesse em conflitos na América do Sul e que a prioridade do governo brasileiro é o combate à pobreza e à fome.

Lula reforçou ainda o convite para que o presidente dos Estados Unidos participe da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em novembro de 2025, em Belém. O evento é considerado estratégico para o debate global sobre o enfrentamento das mudanças climáticas e a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Expansão de relações com o Sudeste Asiático

A comitiva brasileira também destacou a importância das visitas oficiais à Indonésia e à Malásia. Segundo o ministro Mauro Vieira, o Sudeste Asiático é uma região estratégica para a política externa brasileira, por ser um polo de crescimento econômico e inovação tecnológica.

Durante a visita à Malásia, o presidente Lula manifestou apoio à entrada do país como membro pleno do Brics. Atualmente, a Malásia é considerada parceira do grupo, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Foto:  Ricardo Stuckert/PR

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Lula diz que solução definitiva entre EUA e Brasil será anunciada em poucos dias Read More »

Dólar cai para R$ 5,86 e fecha no menor nível em dois meses

Dólar cai para R$ 5,86 e fecha no menor nível em dois meses

Bolsa cai 0,65%, puxada por ações de mineradoras

Em mais um dia de alívio no mercado financeiro, o dólar caiu para abaixo de R$ 5,90 e fechou no menor nível em dois meses. A bolsa de valores chegou a abrir estável, mas caiu puxada por mineradoras e por investidores que venderam papéis para embolsar lucros recentes.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (28) vendido a R$ 5,869, com queda de R$ 0,043 (-0,73%). A cotação iniciou o dia em torno de R$ 5,91, mas caiu após a abertura dos mercados norte-americanos. Na mínima do dia, por volta das 14h15, chegou a R$ 5,85.

A cotação está no menor valor desde 26 de novembro. Em 2025, a divisa acumula queda de 5,02%.

O mercado de ações teve um dia mais tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 124.055, com queda de 0,65%. O indicador caiu por dois motivos. O primeiro é o baixo preço do minério de ferro, que fez cair ações de mineradoras. O segundo foi a realização de lucros, com investidores vendendo papéis que se valorizaram ontem (27), quando a bolsa tinha fechado no maior nível em 45 dias.

Em relação ao câmbio, tanto fatores internos como externos contribuíram para a queda do dólar. No cenário externo, o atraso na adoção de medidas de elevação de tarifas comerciais pelo governo do novo presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a contribuir para o sétimo dia seguido de recuo do dólar.

No cenário interno, a divulgação de que a arrecadação federal em 2024 bateu recorde ajudou a aliviar os investidores. No ano passado, o governo federal arrecadou R$ 2,65 trilhões, com alta de 9,6% acima da inflação em relação a 2023.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Da Agência Brasil

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Dólar cai para R$ 5,86 e fecha no menor nível em dois meses Read More »

Trump pode diminuir influência dos EUA no mundo, avaliam especialistas

Trump pode diminuir influência dos EUA no mundo, avaliam especialistas

Brasil pode ser impactado por deportações brasileiros

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou seu discurso de posse no Capitólio, em Washington, nesta segunda-feira (20) afirmando que o futuro pertence aos norte-americanos e que uma “era de ouro acaba de começar.”

Antes disso, ele disse que “a América, mais uma vez, vai tomar o lugar de a nação mais respeitada e poderosa da Terra.” Confiante, também garantiu que “nos Estados Unidos, o impossível é o que fazemos de melhor.”

Para o cientista político e sócio da Consultoria Tendências Rafael Cortez, a fala do novo presidente pode ser classificada como o velho “estilo verborrágico, sempre muito exagerado sobre os seus feitos e sobre o que ele significa na história americana.”

“O imaginário de liderança que o Trump personifica é um imaginário de vencedor. Ele precisa ser percebido como um líder que vence as disputas”, avalia Cortez.

A empolgação da fala de Donald Trump, no entanto, contrasta com análises que percebem a diminuição da importância econômica, cultural e militar dos norte-americanos nos últimos anos.

Para esses analistas, “os Estados Unidos não conseguem mais sozinhos resolver o problema do Oriente Médio, por isso que eles querem sair. Não estão mais na estratégia de derrubar regimes diretamente, porque isso se mostrou fracassado. Por isso que o Trump vai tentar um plano B para saída na Ucrânia”, descreve Cortez.

Fim da liderança

Nesse sentido, a verborragia de Trump poderá causar frustrações. Para o professor Antonio Jorge Rocha, do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), as promessas de apogeu de Trump não serão cumpridas.

Ao contrário, haverá uma “aceleração do fim da liderança americana”. Na visão do acadêmico, “os Estados Unidos sairão desses quatro anos menos poderosos do que estão hoje.”

“Ele tem um pensamento do século 19”, acrescenta Rocha se referindo à política de impor mais tarifas a mercadorias e bens importados.

“As tarifas incidem sobre produtos, que hoje não são a parte mais valiosa das transações internacionais. Há muito mais dinheiro sendo transacionado em serviços, principalmente em finanças. Então o impacto de tarifas sobre essa relação é menor do que foi no passado.”

O professor ainda assinala que “o mundo não é mais o do mercantilismo, a economia não é mais a industrial. Nós estamos falando da economia da informação, onde serviços prevalecem. Como é que essa visão de mundo anacrônica vai produzir resultados nesse novo mundo é o grande mistério.”

Outro sinal de anacronismo no discurso de Trump estaria na intenção de “acabar com a ideia mandatória dos carros elétricos” – tecnologia mais sustentável do que o combustível fóssil e dominada pela China – e na promessa de perfurar poços de petróleo, dentro e fora dos EUA, para “a maior quantidade de petróleo e gás do que qualquer país na Terra.”

De acordo com Rafael Cortez, o estímulo à indústria petroleira, com desregulamentação ambiental, é aumentar a produção de energia que pressiona a inflação.

“Me parece que o que o Trump quer fazer é buscar reduzir o componente da energia dentro da inflação para, de alguma maneira, compensar os efeitos possíveis inflacionários do protecionismo comercial.”

Na opinião de Antonio Jorge Rocha, a demanda por mais combustível poderá ter um aspecto positivo. “Talvez favoreça, por exemplo, a redução das tensões aqui com a Venezuela. [A multinacional] Chevron [de capital norte-americano] já está de corpo e alma na Guiana e já na Venezuela também. Eu aposto que vai prevalecer o interesse econômico nesse caso.”

Rafael Cortez acrescenta que além da atuação americana na Venezuela, o Brasil poderá ser impacto com a política de deportações de imigrantes brasileiros que estejam irregulares e também com aumento de juros nos Estados Unidos para conter a inflação, o que pode resultar no crescimento das taxas de juros cobradas nos países emergentes como o Brasil e consequentemente pressionar o câmbio.

Foto: GPO/Fotos Públicas

Da Agência Brasil

Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.

Trump pode diminuir influência dos EUA no mundo, avaliam especialistas Read More »

GPA, dono do Pão de Açúcar e Extra, pede recuperação extrajudicial de R$ 4,5 bi RN confirma 2º caso de superfungo Candida auris e investiga falha em limpeza hospitalar Caso Vorcaro: As mensagens secretas com Moraes e a transferência para presídio federal Influenciadora Simone Maniçoba morre após procedimento estético Enem 2025: inscrições começam em 26 de maio e provas serão aplicadas em novembro Prefeitura divulga programação do São João de Natal 2025 com shows em toda a cidade