Dois terremotos acima de 6 graus abalam Oceano Atlântico perto do litoral potiguar

Dois terremotos acima de 6 graus abalam Oceano Atlântico perto do litoral potiguar

Tremores ocorreram perto do Arquipélago São Pedro e São Paulo, mas não representam risco de tsunami

Dois terremotos de magnitude superior a 6 na escala Richter foram detectados no Oceano Atlântico, a menos de 1.000 km do litoral potiguar, nos dias 27 e 28 de junho. Os dados foram registrados pelo Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Os abalos ocorreram na dorsal meso-oceânica, uma região de separação entre placas tectônicas, e não oferecem risco de tsunamis ou ondas elevadas no litoral brasileiro.

Detalhes dos tremores

O primeiro tremor, com magnitude 6.1, ocorreu às 21h34 da quinta-feira (27), a aproximadamente 42 km do arquipélago de São Pedro e São Paulo e a 952 km de Natal. O segundo abalo sísmico, de intensidade similar, foi registrado na sexta-feira (28), por volta das 14h17, a menos de 3 km do epicentro do primeiro evento.

Devido à distância do continente, os tremores não foram percebidos no litoral potiguar, mas é possível que tenham sido sentidos no arquipélago.

Causa dos abalos sísmicos

Os terremotos ocorreram em uma zona de afastamento entre as placas tectônicas sul-americana e africana, onde o movimento natural gera tensão e libera energia na forma de abalos. Esse tipo de atividade sísmica é comum na região e não provoca tsunamis, já que o deslocamento das placas é predominantemente horizontal.

Evento simultâneo na Ásia

No mesmo dia do primeiro tremor no Atlântico, um terremoto de magnitude 7.7 atingiu Mianmar, na Ásia, causando mais de 2 mil mortes. Os dois fenômenos, no entanto, não estão relacionados, pois ocorrem em sistemas tectônicos distintos.

Monitoramento e riscos para o Brasil

Apesar da ocorrência de tremores no Oceano Atlântico, especialistas afirmam que a região Nordeste do Brasil não corre perigo imediato. A atividade sísmica na área é monitorada constantemente, e eventos de grande magnitude próximos ao litoral brasileiro são considerados pouco prováveis.

Foto: USP Imagens/Ilustração

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