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MPF exige consulta a comunidade tradicional sobre obras no Complexo Turístico da Redinha

MPF exige consulta a comunidade tradicional sobre obras no Complexo Turístico da Redinha

Mercado da Redinha pode ser concedido à iniciativa privada sem ouvir pescadores, marisqueiras e comerciantes da área, segundo ação do Ministério Público Federal

O Ministério Público Federal (MPF) reforçou a necessidade de garantir a consulta prévia, livre e informada (CPLI) à comunidade tradicional da Redinha, em Natal, antes de qualquer decisão relacionada às obras e à gestão do Complexo Turístico da região. A medida visa assegurar os direitos de ribeirinhos, pescadores artesanais, marisqueiras, barraqueiros e pequenos comerciantes, historicamente vinculados ao território e à economia local.

Em uma ação civil pública em andamento, o MPF solicita à Justiça Federal que proíba o Município de Natal de adotar novas medidas administrativas ou legislativas relacionadas ao Complexo sem a participação ativa da comunidade afetada. A urgência do pedido se dá pelo risco iminente de concessão do Mercado da Redinha à iniciativa privada, o que pode ocorrer em até 60 dias, caso não haja uma intervenção judicial.

Segundo o MPF, a própria União reconheceu a comunidade da Redinha como tradicional ao firmar dois Termos de Autorização de Uso Sustentável (TAUS) com a Colônia de Pescadores Z-04 de Pesca e Aquicultura José Bonifácio. O TAUS é um instrumento jurídico voltado à proteção de populações tradicionais, o que, segundo o MPF, obriga o poder público a realizar a CPLI prevista na Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário.

O procurador da República Camões Boaventura afirmou que “a ausência de consulta, de participação efetiva e de medidas de reparação agrava, a cada dia, o risco de desarticulação e destruição desse modo de vida tradicional, ameaçando de forma irreparável a continuidade histórica, cultural e social das comunidades pesqueiras e ribeirinhas que há gerações habitam e dependem daquele espaço”.

As obras do Complexo Turístico da Redinha envolvem o mercado público, os quiosques da praia e a estrutura de apoio às embarcações. Apesar de já terem consumido mais de R$ 30 milhões em recursos públicos, o espaço permanece fechado há mais de dois anos e meio, sem utilidade prática ou retorno para a população local.

Atualmente, o processo de concessão do Complexo encontra-se na etapa de avaliação de propostas técnicas e econômicas. Duas empresas apresentaram estudos preliminares, que serão analisados pela Prefeitura de Natal. A vencedora terá até 60 dias para finalizar o estudo de viabilidade que subsidiará a elaboração do edital de licitação.

A CPLI é um direito garantido internacionalmente às comunidades tradicionais e tribais. A Convenção nº 169 da OIT estabelece que essas populações devem ser consultadas de forma livre, prévia e informada sobre qualquer medida que possa afetar seus territórios ou modos de vida. O objetivo é assegurar que as decisões públicas levem em conta as realidades sociais e econômicas das comunidades afetadas.

A ação civil pública que trata do caso está registrada sob o número 0801942-04.2025.4.05.8400 e tramita na Justiça Federal do Rio Grande do Norte.

Foto: Magnus Nascimento/Prefeitura de Natal/Divulgação

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Acordo na Justiça permite início das obras da engorda de Ponta Negra

Acordo na Justiça permite início das obras da engorda de Ponta Negra

Projeto enfrenta desafios e condicionantes, mas visa combater erosão costeira e preservar o Morro do Careca

Um acordo firmado entre o Ministério Público Federal (MPF), o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) e a Prefeitura de Natal, nesta segunda-feira (29.jul.2024) autorizou o início das obras de engorda da praia de Ponta Negra sem a necessidade de uma consulta prévia, livre e informada aos pescadores, conforme a convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A decisão judicial atende a uma ação do MPF que pedia a cassação das licenças ambientais obtidas pela Prefeitura.

O acordo estipula que os pescadores afetados pela obra serão indenizados com um valor de um salário-mínimo durante o período de execução do projeto. A Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec) está encarregada de identificar quantas famílias serão impactadas, devendo apresentar um relatório até o próximo dia 20.

O secretário de Meio Ambiente e Urbanismo, Thiago Mesquita, explicou que, embora a obra possa começar antes da conclusão do levantamento, ainda existem 22 condicionantes, das 83 emitidas pelo Idema, que precisam ser atendidas antes do início dos trabalhos. A Prefeitura trabalha para resolver essas questões nos próximos dias, mantendo a expectativa de começar as obras ainda em 2024.

O projeto de engorda de Ponta Negra, discutido há mais de uma década, visa combater a erosão costeira que afeta a praia e o Morro do Careca, um dos principais cartões postais de Natal. A solução proposta envolve um aterro hidráulico, que ampliará a faixa de areia em até 100 metros na maré baixa e 50 metros na maré alta, utilizando areia submersa de uma jazida em Areia Preta.

O projeto já passou por várias fases de estudo, licenciamento e discussões públicas, sendo considerado essencial para preservar a integridade da praia e proporcionar um ambiente mais seguro e agradável para moradores e turistas.

Foto: Rosanetur/Visualhunt/Ilustração

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Juiz determina emissão imediata de licença para obra da engorda de Ponta Negra

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Decisão judicial exige que Idema conceda Licença de Instalação e Operação para projeto de engorda da praia em Natal

O juiz Geraldo Antonio da Mota ordenou que o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) emita a Licença de Instalação e Operação para a obra de engorda da Praia de Ponta Negra, em Natal. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (19.jul.2024) e deve ser cumprida em até 10 dias após a notificação do órgão ambiental.

Na sentença, o juiz determinou a imediata expedição da licença, destacando a longa demora no processo. “Defiro o pedido de medida liminar para que a autoridade coatora proceda com a imediata expedição da licença de instalação e operação da obra da engorda da praia de Ponta Negra referenciada pela Licença Prévia nº 2017-114769/TEC/LP-0141, dado o longo prazo transcorrido para resposta ou, fundamentadamente, indique as razões de não a conceder, pena de aplicação de medidas legais e análise, pelo órgão competente, acerca da probidade, ou não, na demora de se atuar, como dever institucional”, afirma o documento.

Após o cumprimento da medida, a autoridade coatora deve prestar informações detalhadas dentro do prazo estipulado de 10 dias. O magistrado também destacou que a Licença Prévia não menciona a necessidade de uma consulta livre, prévia e informada às comunidades afetadas pela obra, conforme exigido pelo Idema.

Foto: Joana Lima/Ilustração

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Após respostas 'satisfatórias' da prefeitura, Idema deverá autorizar licença para obra em Ponta Negra

Após respostas ‘satisfatórias’ da prefeitura, Idema deverá autorizar licença para obra em Ponta Negra

Órgão ambiental avalia exigências para emissão de licença de instalação e operação para projeto de aterro hidráulico

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) está analisando o pedido de licença de instalação e operação (LIO) solicitado pela Prefeitura de Natal para a obra de aterro hidráulico na Praia de Ponta Negra. Em nota divulgada na tarde desta sexta-feira (19.jul.2024), o Idema informou que as respostas aos oito pontos pendentes são satisfatórias e que a análise deve ser concluída na próxima semana.

Foto: Governo do Estado

No entanto, a emissão da licença depende de uma decisão sobre a recomendação do Ministério Público Federal (MPF), que exige uma consulta livre, prévia e informada (CLPI) às comunidades tradicionais afetadas, como pescadores artesanais e rendeiras de bilro. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) orientou o Idema a responder ao MPF o mais rápido possível.

O Idema reafirmou seu compromisso em seguir todos os procedimentos legais e técnicos para garantir um processo transparente e responsável. A recomendação do MPF, emitida na quinta-feira (18), enfatiza a importância da consulta prévia para garantir a participação das comunidades afetadas antes da emissão de qualquer licença ambiental. O Idema tem um prazo de dez dias para responder ao MPF sobre o acatamento ou não da recomendação.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN/Ilustração

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MPF recomenda consulta às comunidades tradicionais antes de licença ambiental para engorda de Ponta Negra

MPF recomenda consulta às comunidades tradicionais antes de licença ambiental para engorda de Ponta Negra

Órgão exige que Idema realize consulta livre, prévia e informada a pescadores e rendeiras antes de liberar obras na praia de Natal

O Ministério Público Federal (MPF) emitiu, nesta quinta-feira (18.jul.2024), uma recomendação ao Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), solicitando que o órgão só conceda licenças ambientais para a obra de aterro hidráulico (engorda) da praia de Ponta Negra, em Natal, após a realização de uma consulta livre, prévia e informada (CLPI) às comunidades tradicionais afetadas, como pescadores artesanais e rendeiras de bilro.

Foto: Marinelson Almeida Silva/VisualHunt

De acordo com o MPF, a CLPI é uma exigência da Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que determina que qualquer ação administrativa ou legislação que possa impactar os direitos dessas comunidades deve passar por essa consulta. Esta é uma medida essencial para garantir a participação efetiva dos povos tradicionais em decisões que afetam suas vidas.

O órgão destacou que a consulta é especialmente necessária antes da emissão de cada licença ambiental, para assegurar que as vozes das comunidades impactadas sejam ouvidas e consideradas. Segundo o MPF, tanto o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) quanto o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) da obra indicam que há mais de um ano o Município de Natal e o Idema estão cientes da presença dessas comunidades na área afetada pela engorda da praia de Ponta Negra.

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Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Federação dos Pescadores solicita mais estudos para evitar que engorda de Ponta Negra prejudique atividades

Federação dos Pescadores solicita mais estudos para evitar que engorda de Ponta Negra prejudique atividades

Pescadores afirmam estar preocupados com impactos da obra na atividade pesqueira

A Federação dos Pescadores Artesanais do Rio Grande do Norte (Fepern) solicitou ao Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) acesso aos autos do processo da engorda da praia de Ponta Negra. A entidade busca compreender os possíveis impactos da obra na atividade pesqueira local. As informações foram publicadas nesta segunda-feira (17.jul.2024) pelo portal 98 FM.

De acordo com o site, José Francisco dos Santos, presidente da Fepern, destacou a preocupação dos pescadores da Vila de Ponta Negra, que não foram consultados sobre o projeto. A federação alerta para a necessidade de estudos socioeconômicos e de uma Consulta Livre Prévia e Informada (CLPI) antes do licenciamento ambiental.

A matéria afirma ainda que Rosângela Silva do Nascimento, presidente da Colônia de Pescadores de Natal e vice-presidente da Federação, enfatizou que cerca de 135 famílias dependem diretamente da pesca em Ponta Negra. A entidade não é contra o desenvolvimento, mas defende que os pescadores não sejam prejudicados.

Foto: Marinelson Almeida Silva/Visualhunt

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