direito de ir e vir

Operação da PM na Cidade de Deus deixa seis mortos

Operação da PM na Cidade de Deus deixa seis mortos

Comando do 18° BPM vai apurar circunstâncias da ação

Uma operação da Polícia Militar deixou seis mortos na Cidade de Deus, na zona norte do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (3). Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a direção do Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, informou que seis pessoas, sem identificação, vítimas de ferimento por arma de fogo, deram entrada já em óbito na unidade.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que a ação teve o objetivo de reprimir roubos de veículos e coibir as tentativas de expansão do domínio territorial da facção que promove a maior parte dos conflitos armados na capital e no interior do estado do Rio de Janeiro.

Os agentes também atuaram na retirada de barricadas, para garantir o direito de ir e vir da população local, bem como a entrada das concessionárias prestadoras de serviços públicos. Durante buscas na área de mata da localidade conhecida como Curral, os policiais foram recebidos a tiros por um grupo de homens armados.

Na ação, os policiais apreenderam dois fuzis, quatro pistolas, três radiotransmissores e uma grande quantidade de material entorpecente.

Agentes do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) e do Batalhão Especial de Rondas e Controle de Multidão (RECOM) atuam nos acessos à comunidade.

O comando do 18° BPM (Jacarepaguá) vai instaurar um procedimento para apurar as circunstâncias da ação. As câmeras corporais utilizadas pela guarnição estão à disposição do procedimento investigativo.

A Secretaria Municipal de Educação informou que 12 unidades escolares foram impactadas pela operação policial. A Secretaria Estadual de Educação disse que não houve impacto nas escolas estaduais porque as unidades escolares funcionam no horário noturno.

Outra operação

Outra operação na manhã desta quarta-feira resultou na morte de um policial militar. Agentes do 3°BPM (Méier) realizaram uma operação nas comunidades do Morro do Urubu, Morro do 18, Morro do Engenho, Comunidade da Galinha, Rato molhado, J.J e Morar Carioca, todas localizadas na chamada região do Grande Méier, na zona norte do Rio, segundo informações da Polícia Militar.

De acordo com o comando da unidade, a ação teve o objetivo de reprimir roubos de veículos e de cargas, além de coibir as tentativas de expansão do domínio territorial da facção que promove a maior parte dos conflitos armados na capital. Na ação, os policiais militares do 3° BPM (Méier) realizavam patrulhamento em busca de lideranças do grupo criminoso que atua na localidade do Morro do Urubu, quando foram atacados por homens armados que fizeram diversos disparos contra a guarnição. Um policial militar identificado como capitão Rafael Galvão da Costa foi ferido e precisou ser socorrido no Hospital Municipal Salgado Filho, na mesma região. O agente não resistiu aos ferimentos. O militar ingressou na corporação em 2009.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Vigilante que sacou arma em ato no Alecrim faz BO; Betuel Chagas alega 'infração ao direito de ir e vir'

Vigilante que sacou arma em ato no Alecrim faz BO contra mulheres; Betuel Chagas alega ‘infração ao direito de ir e vir’

Betuel Chagas, que seria funcionário da empresa de vigilância Proteg, diz ter feito um Boletim de Ocorrência na delegacia.

Após ser flagrado sacando arma durante manifestação pelo fim da violência contra a mulher e em alusão ao Agosto Lilás, o vigilante Betuel Chagas, que seria funcionário da empresa de vigilância Proteg, diz ter feito um Boletim de Ocorrência na delegacia.

Na ocasião, as mulheres cobravam ações contra o assassinato da jovem Joice Cilene, que foi morta pelo ex-companheiro na área na qual o ato ocorria pacificamente. De acordo com Betuel Chagas, porém, a manifestação das mulheres teria “infringido o seu direito de ir e vir” e, por essa razão, ele sacou a arma contra as manifestantes.

De acordo com testemunhas, o vigilante Betuel Chagas teria forçado a passagem entre as mulheres e, ao não conseguir avançar, sacou a arma. Após o ato de violência desproporcional, o vigilante foi filmado e exposto nas redes sociais.

A organizadora do Movimento de Mulheres Olga Benário, Samara Martins, diz que teve dificuldade de registrar um Boletim de Ocorrência contra Betuel. De acordo com a mulher, “quando chegamos à delegacia, ele já havia prestado queixa contra nós”, disse. Além disso, a mulher também diz que “algumas pessoas que estavam no ato conheciam o Betuel e tentaram conversar com ele pra seguir pela outra rua”, continua Samara.

“Isso só causa mais indignação e comprova como as mulheres estão susceptíveis `a violência. Já fizemos outros atos no Alecrim e não aconteceu nada disso. Talvez, por ver que eram mulheres na manifestação, ele tenha se sentido confortável para intimidar as meninas. Foi algo muito revoltante, justamente, porque estávamos ali para denunciar o feminicídio”, conclui.

Entenda o caso em que o vigilante Betuel Chagas aparece sacando arma contra mulheres

O caso ocorreu na Praça Gentil Ferreira, uma das principais áreas do maior centro comercial de Natal, na tarde desta quarta-feira, 26. Nas imagens abaixo, é possível observar o exato momento no qual o vigilante Betuel Chagas saca arma e aponta contra as mulheres, após descer da motocicleta, ainda de capacete. As pessoas ao redor se afastam rapidamente e gritam pedindo calma ao motociclista, que aparenta estar transtornado. 

Vigilante é filiado ao PSOL e partido pede expulsão:

Foto: Reprodução/Facebook

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