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Mulheres conquistam espaço em startups e impulsionam inovação no RN

Mulheres conquistam espaço em startups e impulsionam inovação no RN

Liderança feminina impulsiona o setor de tecnologia no RN

Nos últimos anos, a participação feminina no setor de Inovação e Tecnologia no Brasil tem ganhado destaque, com avanços significativos em um ambiente tradicionalmente dominado por homens. Segundo dados da Brasscom, Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais, as mulheres representam 51,5% da população brasileira, mas ocupam apenas 39% dos empregos no setor de TIC. Apesar disso, a evolução da presença feminina nos últimos três anos superou em 1,5 pontos percentuais o crescimento da participação masculina, indicando uma mudança positiva no cenário.

No Rio Grande do Norte, esse movimento é ainda mais evidente. No Parque Tecnológico Metrópole Digital, localizado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), um terço das startups associadas têm mulheres como fundadoras ou sócias. Esse cenário reflete uma transformação no ecossistema empreendedor local, onde as mulheres não apenas participam, mas assumem papéis de liderança em empresas inovadoras.

Exemplos de startups lideradas por mulheres

Dentre as startups potiguares que se destacam, a Microciclo é um exemplo de sucesso. Fundada por Lucymara Lima, Marbella da Fonsêca, Carolina Minnicelli, Rita Silva-Portela e Kamilla Barbalho, a empresa é uma spin-off acadêmica de base biotecnológica que desenvolve soluções para o tratamento de efluentes oleosos industriais. A Microciclo adota um modelo de gestão baseado no compartilhamento de liderança, valorizando o diálogo e a colaboração.

Carolina Minnicelli, uma das fundadoras, ressalta a importância de redes de apoio profissionais e pessoais para fortalecer a atuação feminina no setor. “No lado profissional, contamos com parceiros como a Finep, o Sebrae e o Metrópole Parque, que oferecem financiamento, consultorias e insights valiosos. No pessoal, a rede de apoio inclui familiares e instituições que ajudam a dividir responsabilidades, como o cuidado da casa e dos filhos,” explica.

Outro exemplo é a Blindog, startup especializada em tecnologias para cães cegos, liderada exclusivamente por mulheres. Luana Wandecy, CEO da empresa, destaca que o setor de tecnologia ainda é predominantemente masculino, mas acredita que a diversidade na liderança traz perspectivas mais amplas para a inovação. “Na Blindog, a diversidade reflete diretamente na forma como desenvolvemos produtos, nos processos internos e na relação com clientes e parceiros. Isso cria uma cultura mais inclusiva e colaborativa, impactando positivamente a retenção de talentos e o crescimento sustentável do negócio,” afirma.

Iniciativas de apoio e reconhecimento

A Blindog tem se beneficiado de programas de apoio, como mentorias e redes de empreendedoras. Em 2024, a startup foi a única do Rio Grande do Norte aprovada no programa Finep Mulheres Inovadoras, uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) para impulsionar negócios liderados por mulheres. Além disso, a empresa foi selecionada para a lista 100 Startups to Watch 2024, organizada pelas revistas Pequenas Empresas & Grandes Negócios e Época NEGÓCIOS.

O papel do ecossistema de inovação

Para Iris Pimenta, diretora adjunta do Metrópole Parque, ambientes colaborativos são essenciais para fortalecer a atuação feminina no setor. “No Metrópole Parque, mulheres empreendedoras encontram um ambiente que inspira, conecta e impulsiona negócios para o futuro. Acreditamos no poder da colaboração e da inovação para transformar realidades,” afirma.

A presença feminina no setor de tecnologia no Brasil, especialmente no Rio Grande do Norte, demonstra um avanço significativo. Com iniciativas de apoio, redes de colaboração e exemplos de sucesso, as mulheres estão rompendo barreiras e assumindo papéis de destaque em um setor que se renova constantemente.

Foto: Metrópole Parque

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Empresa recém incubada no Metrópole Parque auxilia UFRN na conquista de 12 milhões de reais

Empresa recém incubada no Metrópole Parque auxilia UFRN na conquista de 12 milhões de reais

Especializada em automação e Inteligência Artificial, a Capte.AI trabalha com inovações direcionadas para a simplificação e otimização de processos na captação de recursos

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) obteve esta semana a aprovação de oito projetos na Chamada Pública MCTI/Finep/FNDCT/Identidade Brasil – Recuperação e Preservação de Acervos 2024, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Com o apoio da startup Capte.AI, recém-incubada no Parque Tecnológico Metrópole Digital (Metrópole Parque), a instituição receberá mais de 12 milhões de reais para o apoio a projetos voltados à infraestrutura e aos serviços de preservação e restauração de acervos científicos e histórico-culturais.

Especializada em automação e Inteligência Artificial, a Capte.AI trabalha com inovações direcionadas para a simplificação e otimização de processos na captação de recursos. A empresa deu suporte na elaboração das propostas de professores e pesquisadores da universidade vinculados à Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq), através da Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec).

O edital, que tem como foco a preservação e restauração de acervos, visando à manutenção da memória e da identidade do país, teve o resultado disponibilizado na terça-feira, 11. Para o braço Acervos Científicos e Tecnológicos, a UFRN garantiu recursos para três projetos. E outros cinco foram aprovados na linha de Acervos Históricos e Culturais, com um total de R$ 12.450.342,86 em recursos. O Repositório Institucional, o Museu Câmara Cascudo, o Museu de Ciências Morfológicas da UFRN e a Biblioteca Central da UFRN são algumas das unidades que serão beneficiadas.

O diretor-executivo da Capte.AI, Gileno Negreiros, comemorou o resultado. “Ficamos muito felizes em trazer recursos tão significativos para o Rio Grande do Norte que vão ajudar na preservação do nosso patrimônio e da nossa história. Esse edital nos leva também a outro patamar como empresa, e nos abre novas portas com a possibilidade de formatar projetos de sucesso para fundações de pesquisa e universidades”, afirmou Gileno.

Capte.AI

Fundada por especialistas com mais de 15 anos de experiência na área de captação, a consultoria tradicional passou a utilizar tecnologia para escalar o serviço há sete meses. No final de janeiro, a empresa foi uma das novas startups a ingressarem no programa de incubação do Metrópole Parque.

A solução desenvolvida pela Capte.AI utiliza inteligência artificial para elaborar projetos de captação de recursos de forma mais precisa e eficiente. A ideia é facilitar a criação de propostas de subvenção econômica, atendendo especialmente às necessidades de empresas, desde startups até grandes corporações.

Foto: Divulgação

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Convênio para implantação do Centro Nacional de Vacinas é assinado em Minas Gerais

Convênio para implantação do Centro Nacional de Vacinas é assinado em Minas Gerais

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) assinou ontem (8.dez.2021) um convênio para implantação do Centro Nacional de Vacinas, que funcionará em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o governo do estado de Minas Gerais. O convênio coloca em prática o protocolo de intenções assinado em setembro deste ano.

No Centro Nacional de Vacinas, será possível realizar os testes de vacinas contra a covid-19 produzidas com tecnologia nacional e desenvolvidas por pesquisadores de universidades públicas. A estrutura possibilitará ainda o contato contínuo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em busca do cumprimento das etapas do processo de pesquisa e o alinhamento com os procedimentos de produção de mercado.

De acordo com o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, o Brasil não pode ser totalmente dependente de países estrangeiros nas áreas de tecnologia e saúde. Segundo Pontes, o Centro Nacional de Vacinas será capaz de colocar em prática os trabalhos científicos e ser a ligação entre o ambiente acadêmico e o mercado.

“É um ponto de inflexão na história do nosso país. É o que vai transformar o Brasil em independência com relação à vacina. Nenhum país pode querer vender para a gente, mas a gente vai conseguir fazer aqui e vender para os outros, alimentar os países no nosso continente e outros continentes. A gente tem o conhecimento, mas levar esse conhecimento a se transformar em um produto, numa vacina, é um caminho longo, e o nosso ministério tem feito essa conexão”, disse.

A assinatura do convênio ocorre durante a 18ª Semana Nacional de Tecnologia, que está sendo realizada em Brasília até o dia 10 de dezembro.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Fernando Brito/MS

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