Peculato

Operação Ventania investiga contratos da Prefeitura de Caiçara do Rio do Vento

Operação Ventania investiga contratos da Prefeitura de Caiçara do Rio do Vento

Ministério Público apura indícios de contratação direta ilegal, peculato e lavagem de dinheiro

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou, nesta terça-feira (16), a Operação Ventania, com o objetivo de investigar um suposto esquema criminoso envolvendo contratos administrativos da Prefeitura de Caiçara do Rio do Vento, município localizado no interior do Estado. A apuração aponta indícios da prática de crimes como contratação direta ilegal, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A investigação é conduzida no âmbito da Procuradoria-Geral de Justiça e identificou movimentações financeiras consideradas atípicas e de alto valor entre pessoas físicas investigadas e empresas vinculadas a elas. Segundo o MPRN, os indícios indicam a atuação de um grupo familiar e empresarial interligado, que teria utilizado diversas pessoas jurídicas para movimentar recursos públicos oriundos de contratos administrativos.

No centro da apuração estão contratações diretas realizadas pela Prefeitura de Caiçara do Rio do Vento, por meio de procedimentos de inexigibilidade e dispensa de licitação. De acordo com o Ministério Público, essas contratações são analisadas para verificar a legalidade dos atos administrativos e a destinação dos recursos envolvidos.

Como parte da Operação Ventania, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da Prefeitura de Caiçara do Rio do Vento, na Câmara Municipal de Bento Fernandes, além de residências e empresas localizadas nos municípios de Natal, Parnamirim, Caiçara do Rio do Vento, Bento Fernandes, Galinhos e João Pessoa, capital da Paraíba.

A ação contou com a participação de 10 promotores de Justiça, 37 servidores do MPRN e 40 policiais militares. A operação também teve o apoio do Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo informações divulgadas pelo Ministério Público, a análise bancária realizada durante a investigação revelou uma movimentação considerada circular de recursos financeiros. Um dos exemplos citados é o saque de R$ 730 mil da conta bancária de uma empresa de contabilidade apontada como principal no esquema, com depósito simultâneo em uma empresa recém-criada. Essa empresa é investigada por possível utilização como instrumento para dissimular a origem e o destino de recursos públicos.

As investigações indicam que algumas das empresas utilizadas no esquema seriam consideradas de fachada, criadas com a finalidade de movimentar e ocultar valores oriundos de contratos administrativos firmados com o poder público municipal. O material apreendido durante o cumprimento dos mandados será analisado para aprofundar a apuração e verificar a possível participação de outras pessoas, além da existência de novos crimes relacionados aos fatos investigados.

Posicionamento da Prefeitura

Após a deflagração da Operação Ventania, a Prefeitura de Caiçara do Rio do Vento divulgou nota oficial informando que tomou conhecimento das diligências realizadas pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte. No comunicado, a gestão municipal destacou que os contratos administrativos objeto da investigação se referem a gestões anteriores.

A Prefeitura informou ainda que mantém compromisso com a transparência, a legalidade e a correta aplicação dos recursos públicos. Segundo a nota, a administração municipal está colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação.

De acordo com o posicionamento oficial, todos os documentos, processos e informações solicitados pelos órgãos de controle serão disponibilizados. A Prefeitura afirmou que a colaboração ocorre com o objetivo de contribuir para os esclarecimentos necessários, respeitando o interesse público e as instituições envolvidas.

A gestão municipal também ressaltou que atua em conformidade com a legislação vigente e que eventuais detalhes sobre os fatos apurados devem ser esclarecidos exclusivamente pelos órgãos responsáveis pela condução da investigação. A nota não detalha contratos específicos nem comenta os valores mencionados pelo Ministério Público.

O MPRN informou que a Operação Ventania segue em andamento e que as análises do material apreendido devem subsidiar novas etapas da investigação. A apuração busca esclarecer a dinâmica das contratações, a origem dos recursos movimentados e a eventual responsabilização dos envolvidos, conforme os elementos que venham a ser confirmados no curso do procedimento investigativo.

Foto: Divulgação/MPRN

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Ex-vereador de Natal é condenado a 18 anos por desvio de verba pública

Ex-vereador de Natal é condenado a 18 anos por desvio de verba pública

Justiça condena mais cinco envolvidos em esquema de fraude na Câmara Municipal; prejuízo supera R$ 250 mil

A 7ª Vara Criminal de Natal condenou o ex-vereador Adenúbio de Melo Gonzaga a 18 anos de prisão em regime fechado por crimes de peculato e uso de documentos falsos. A decisão, baseada em denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), também penalizou mais cinco pessoas envolvidas no esquema de desvio de recursos da Câmara Municipal de Natal.

Penas para os envolvidos

Além de Adenúbio Melo, os seguintes réus foram condenados:

  • André Fellipe Cesário de Araújo (ex-assessor parlamentar) – 18 anos de reclusão
  • Adriano Silva Freire (ex-assessor parlamentar) – 12 anos e 11 meses de prisão
  • Aurenísia Celestino Figueiredo Brandão (contadora) – 14 anos e 7 meses de reclusão
  • Cid Celestino Figueiredo Souza (advogado) – 14 anos e 7 meses de prisão
  • Sidney Rodrigues dos Santos (empresário) – 12 anos e 11 meses de reclusão

Todos os condenados terão direitos políticos suspensos após o trânsito em julgado da sentença e poderão recorrer em liberdade.

Como funcionava o esquema

As investigações apontaram que o grupo desviou R$ 250 mil dos cofres públicos entre 2010 e 2011. O esquema consistia em:

  • Contratação de empresas fantasmas para serviços não realizados
  • Emissão de notas fiscais fraudulentas para justificar gastos
  • Adulteração de cheques para saque ilegal de verbas
  • Uso de recibos falsos para ocultar beneficiários reais

Os recursos desviados eram provenientes da verba de gabinete do então vereador Adenúbio Melo, que coordenava a operação com auxílio de assessores e da contadora Aurenísia Celestino.

Restituição e perda de cargos

A Justiça determinou que os condenados devolvam integralmente os R$ 250 mil aos cofres públicos. Além disso, Adenúbio Melo, André Fellipe e Adriano Freire perderam os cargos públicos que ocupavam na época dos crimes.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Ex-prefeita de Santana do Matos é condenada a 12 anos por desvio de recursos públicos

Ex-prefeita de Santana do Matos é condenada a 12 anos por desvio de recursos públicos

Lardjane Ciríaco e grupo são condenados por desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro

A ex-prefeita de Santana do Matos, Lardjane Ciríaco, foi sentenciada a 12 anos e 4 meses de prisão em regime fechado por crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. A decisão judicial também atingiu outros envolvidos, incluindo servidores municipais e o proprietário de uma empresa de reparos automotivos.

Durante seu mandato, entre 2013 e 2016, Lardjane foi acusada de liderar um esquema que desviava recursos da prefeitura. Investigações revelaram que veículos da frota municipal eram enviados para uma empresa que cobrava valores até 40% acima do mercado. Parte desse montante era repassada aos participantes do esquema.

Além da ex-prefeita, o dono da empresa, sua esposa e servidores públicos, como a ex-secretária de Planejamento e o ex-coordenador de Transportes, receberam a mesma pena. Outros três envolvidos foram condenados a 5 anos de prisão em regime semiaberto. A sentença também determinou a suspensão dos direitos políticos dos réus.

A ex-prefeita ainda não se manifestou sobre a condenação.

Operação Recovery: Desvios milionários em Santana do Matos

As condenações são resultado da Operação Recovery, deflagrada em abril de 2017 pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte. A operação investigou desvios de recursos públicos na execução de contratos de recuperação de automóveis e fornecimento de peças automotivas em Santana do Matos.

As investigações apontaram que, entre dezembro de 2013 e dezembro de 2016, a prefeitura de Santana do Matos efetuou pagamentos no valor de R$ 186.227,16 para uma empresa automotiva sediada em Caicó. No entanto, os serviços pagos não foram realizados.

A Operação Recovery teve início após o compartilhamento de provas da Operação Infarto, que investigou um esquema de desvio de cerca de R$ 2 milhões do município de Santana do Matos por meio de fraudes na contratação de locadoras de veículos e na execução dos contratos.

Foto: Reprodução

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André Janones fecha acordo com PGR e devolve R$ 131 mil após caso de rachadinha

André Janones fecha acordo com PGR e devolve R$ 131 mil após caso de rachadinha

Deputado admite uso de cartão de assessor para despesas pessoais e pagará multa de R$ 26,3 mil

O deputado federal André Janones (Avante-MG) firmou um acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e se comprometeu a devolver R$ 131,5 mil após investigação sobre prática de rachadinha em seu gabinete. Além da restituição, Janones terá que pagar uma multa adicional de 26,3 mil, equivalente a 20% do valor do dano causado ao erário.

O acordo foi formalizado por meio de um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), no qual o parlamentar admitiu ter utilizado um cartão de crédito emitido por um de seus assessores para cobrir despesas pessoais entre 2019 e 2020. Segundo a PGR, as faturas do cartão eram pagas pelo assessor, sem que Janones tivesse realizado o reembolso até o momento.

A investigação apontou que, no início de 2019, Janones estava com o nome negativado em serviços de proteção ao crédito, como SPC e Serasa. Por isso, ele solicitou ao assessor parlamentar Mário Celestino da Silva Junior que providenciasse um cartão de crédito adicional. O instrumento foi utilizado pelo deputado para pagamentos pessoais, e as faturas foram quitadas pelo assessor durante todo o período.

Esquema de rachadinha e indiciamento pela Polícia Federal

Em setembro de 2024, a Polícia Federal (PF) indiciou André Janones por suspeita de envolvimento em um esquema de rachadinha em seu gabinete. O parlamentar foi acusado dos crimes de corrupção passiva, peculato e associação criminosa. Dois assessores, incluindo Mário Celestino, também foram indiciados por corrupção passiva e associação criminosa.

De acordo com a PF, Janones era o “eixo central” do esquema, e a investigação revelou a “ilicitude de seus atos em todas as etapas”. O caso ganhou destaque após a divulgação de um áudio pelo portal Metrópoles, no qual o deputado pedia que funcionários do gabinete fizessem doações mensais de parte de seus salários para cobrir gastos de campanha.

A gravação foi considerada autêntica por laudos periciais e testemunhas, corroborando a prática de rachadinha. A PF destacou que o áudio mostrava “o parlamentar solicitando a devolução de parte da remuneração dos seus assessores”, conduta enquadrada no artigo 317 do Código Penal, que trata de corrupção passiva.

Acordo de Não Persecução Penal evita processo judicial

Após o indiciamento, em outubro de 2024, a PGR optou por propor um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) em vez de levar o caso a julgamento. O acordo permitiu que Janones e os demais envolvidos evitassem um processo criminal, desde que cumprissem as condições estabelecidas, como a devolução dos valores e o pagamento da multa.

A PGR ressaltou que o acordo foi uma forma de responsabilizar o deputado sem a necessidade de um longo processo judicial, garantindo a restituição dos recursos públicos desviados.

Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados / Gilmar Félix/Câmara dos Deputados / Billy Boss/Câmara dos Deputados

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Carlos Eduardo e Raniere Barbosa são denunciados por superfaturamento de R$ 3,6 milhões

Carlos Eduardo e Raniere Barbosa são denunciados por superfaturamento de R$ 3,6 milhões

Ministério Público aponta irregularidades em contratos de iluminação pública entre 2013 e 2017; MP denuncia ex-prefeito e ex-vereador e secretário

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) apresentou denúncia contra o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, e o ex-secretário de Serviços Urbanos (Semsur), Raniere Barbosa. A acusação envolve superfaturamento em contratos de iluminação pública realizados entre 2013 e 2017. A denúncia foi divulgada nesta quarta-feira (22.jan.2025) pelo portal g1 RN.

Além dos dois políticos, empresários e servidores municipais também foram implicados, totalizando 15 denunciados. Segundo o MP, o prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 3,6 milhões, correspondente a cerca de 5% do valor pago às empresas contratadas, que somou R$ 73 milhões.

Detalhes das acusações

A denúncia, que faz parte da “Operação Cidade Luz”, detalha que os acusados teriam recebido vantagens indevidas através do superfaturamento de contratos públicos. De acordo com o MP, os recursos desviados foram utilizados para o pagamento de propinas, comprometendo a integridade da administração pública.

Os contratos investigados incluem serviços de manutenção da iluminação pública, instalação de iluminação LED e decorações específicas, como a da Árvore de Natal de Mirassol e eventos como a Copa de 2014.

Esquema de monopólio e formação de cartel

O MP também identificou a formação de um cartel por parte das empresas envolvidas, que monopolizaram os contratos da Semsur desde 2013. Fraudes em licitações, contratações diretas, corrupção de agentes públicos, peculato e lavagem de capitais foram apontados como parte das irregularidades.

Interceptações telefônicas, quebras de sigilo bancário e fiscal, além de apreensões, serviram de base para a investigação. O esquema contava com núcleos organizados, como o de lavagem de capitais, empresarial e administrativo, envolvendo servidores públicos para facilitar as fraudes.

Papel de Raniere Barbosa no esquema

Mesmo após assumir o cargo de vereador em 2015, Raniere Barbosa continuou exercendo controle sobre a Semsur, mantendo sua equipe de confiança na secretaria. Segundo a denúncia, a atuação dos servidores incluía:

  • Compartilhamento de informações sigilosas;
  • Direcionamento de certames para empresas do cartel;
  • Realização de contratações diretas sem justificativa;
  • Aprovação de aditivos em favor das empresas envolvidas.

Impactos e requerimentos do MP

O MP busca o ressarcimento integral do valor desviado, enfatizando que o esquema comprometeu recursos que poderiam ter sido aplicados em benefícios à sociedade. A denúncia é parte de uma ação civil pública que visa combater a corrupção na gestão pública.

Outro lado

Os acusados ainda não se manifestaram sobre o caso. O POR DENTRO DO RN segue à disposição para inclusão das falas do ex-prefeito Carlos Eduardo e do ex-vereador Raniere Barbosa.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Arquivo/Redes Sociais / Francisco de Assis/Câmara de Natal

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Operação da Polícia Civil do RN prende suspeitos de peculato e desvios na Secretaria de Saúde de Parnamirim

Operação da Polícia Civil do RN prende suspeitos de peculato e desvios na Secretaria de Saúde de Parnamirim

Funcionários públicos são acusados de desviar equipamentos médicos valiosos; Polícia Civil cumpriu mandados em bairros estratégicos

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, por meio da 17ª Delegacia de Polícia (DP) de Parnamirim, deflagrou nesta terça-feira (12.nov.2024) a “Operação Prodótis”, destinada a combater crimes de peculato contra a administração pública. O nome da operação faz alusão ao termo grego “traidor”, em referência ao comportamento dos acusados.

Os alvos da operação eram dois homens, funcionários públicos de Parnamirim, acusados de furtar equipamentos de alto valor da Secretaria Municipal de Saúde. Entre os itens desviados estavam aparelhos de ultrassom, monitores de computador e equipamentos de raio-X odontológico. As investigações apontaram que os suspeitos aproveitaram suas posições para realizar os desvios.

Mandados de busca e apreensão foram executados nos bairros Cohabinal, Nova Parnamirim, Monte Castelo e Rosa dos Ventos. A operação resultou na prisão preventiva dos suspeitos e na apreensão de celulares, que serão analisados para buscar mais provas. Após a captura, os homens foram encaminhados à delegacia para procedimentos legais e, posteriormente, ao sistema prisional.

A Polícia Civil destacou a importância da colaboração da população e reforçou que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.

Foto: Reprodução/Polícia Civil/Ilustração

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Policial civil do RN é preso em flagrante por peculato e tráfico de drogas

Policial civil do RN é preso em flagrante por peculato e tráfico de drogas

Ação da DECCOR-LD revela uso irregular de viatura e apreensão de drogas; prejuízos chegam a R$ 6.500,00 aos cofres públicos

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, por meio do Departamento de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DECCOR-LD), deflagrou, na noite da última quarta-feira (6.nov.2024), a “Operação Navalha”. A operação resultou na prisão em flagrante de um policial civil de 52 anos, suspeito de peculato e tráfico de drogas. A ação se desenrolou após uma série de investigações que apontaram o uso indevido de uma viatura oficial para atividades privadas de segurança, configurando graves desvios de conduta.

O flagrante ocorreu no bairro Vale do Sol, em Parnamirim, na Grande Natal. Segundo as autoridades, a viatura em questão, pertencente à 8ª Delegacia de Polícia de Natal, estava sendo usada para segurança privada em um condomínio. O DECCOR-LD, que vinha monitorando a viatura, constatou que ela era utilizada de forma irregular, o que resultava em um gasto excessivo de combustível. As investigações revelaram que o consumo de combustível da viatura era cerca de três vezes maior que o das outras delegacias, gerando um prejuízo de R$ 6.500,00 ao erário.

Durante a abordagem, os agentes surpreenderam o policial saindo do condomínio com a viatura. Ao revistar seus pertences, encontraram 39 pedras de uma substância semelhante a crack, além de sete porções de uma substância aparentando ser maconha, papéis de seda e sacos plásticos. O policial foi imediatamente autuado por tráfico de drogas e encaminhado ao DECCOR-LD.

A Polícia Civil reforçou seu compromisso com a integridade e afirmou que não tolera atos criminosos, mesmo quando praticados por seus próprios agentes. A Corregedoria-Geral da Polícia Civil (Cogepol), instituída recentemente pelo Decreto Nº 34.089, terá papel fundamental na apuração do caso. A criação da Cogepol visa intensificar a fiscalização interna e prevenir desvios de conduta, atuando tanto de forma repressiva quanto preventiva.

O nome “Operação Navalha” simboliza a necessidade de cortar na própria carne, afastando servidores que abusam de suas funções públicas para cometer crimes.

Foto: Arquivo/Polícia Civil/Ilustração

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Polícia Federal prende ex-servidora pública condenada por peculato em Parnamirim

Polícia Federal prende ex-servidora pública condenada por peculato em Parnamirim

Condenada a mais de cinco anos de prisão, mulher envolvida em esquema de diárias fraudulentas na SESAP é capturada pela PF

A Polícia Federal prendeu uma ex-servidora pública, de 57 anos, em Parnamirim, Região Metropolitana de Natal, na última terça-feira (15.out.2024). A mulher foi condenada a 5 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão por peculato, após ter participado de um esquema de concessão indevida de diárias na Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESAP) em 2008.

O mandado foi expedido pela 2ª Vara Regional de Execução Penal do Tribunal de Justiça do RN, que determinou a execução da pena em regime semiaberto. A ex-servidora, que perdeu seu cargo na época, inseria dados falsos em sistemas para desviar recursos, dividindo o montante com outros envolvidos.

Após a prisão, a mulher foi submetida a exame de corpo de delito e está à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia. O caso expõe mais um episódio de corrupção envolvendo servidores públicos no estado.

Foto: Divulgação/PF/Ilustração

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Morre ex-desembargador do TJRN Rafael Godeiro aos 81 anos

Morre ex-desembargador do TJRN Rafael Godeiro aos 81 anos

A causa da morte foi um choque cardiogênico

O ex-desembargador Rafael Godeiro, de 81 anos, morreu nesta quarta-feira (2.out.2024), conforme comunicado oficial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). A causa da morte foi um choque cardiogênico. Godeiro, que ocupou posições de destaque na justiça estadual, deixa um legado repleto de contribuições ao poder judiciário, mas também marcado por controvérsias que abalaram sua trajetória.

Durante a sessão plenária do TJRN, o desembargador Cláudio Santos propôs um minuto de silêncio em homenagem ao ex-colega, prontamente aceito por todos os presentes. “Recebo a notícia com profundo pesar. É justo que interrompamos os trabalhos por um minuto para refletirmos sobre a perda de nosso querido colega”, disse Santos, emocionado. A proposta foi acompanhada por um voto de pesar à família de Godeiro, apresentado pelo desembargador Glauber Rego e aprovado pelos magistrados.

O velório foi marcado para esta quarta-feira no Morada da Paz, em Emaús, com o sepultamento previsto para 20h.

Trajetória profissional

Rafael Godeiro teve uma carreira extensa no sistema judiciário. Antes de ingressar na magistratura, desempenhou funções importantes como adjunto de promotor e chefe de gabinete na Câmara Municipal de Natal. Em 1969, assumiu o cargo de juiz de Direito na Comarca de São Bento do Norte, passando por outras comarcas do Rio Grande do Norte até ser promovido a desembargador em 1997.

Durante sua carreira, foi vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral do RN (TRE/RN) e presidente do TJRN. Chegou ao cargo mais alto da Corte após 40 anos de dedicação ao judiciário.

Condenações e polêmicas

Apesar de seu prestígio, Godeiro também foi protagonista de sérias acusações. Em 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou sua aposentadoria compulsória, após suspeitas de envolvimento no desvio de R$ 18 milhões em precatórios, juntamente com o desembargador Osvaldo Soares. As investigações revelaram um esquema de desvio de recursos, que culminou na condenação de Godeiro a sete anos e meio de prisão por peculato em 2018.

O caso dos precatórios envolveu a criação de processos administrativos falsos e o desvio de valores que deveriam ser destinados ao pagamento de dívidas públicas. Em 2021, Godeiro foi condenado a devolver R$ 14,1 milhões aos cofres públicos, além de uma multa estabelecida pelo Tribunal de Contas do Estado.

Em 2022, o ex-desembargador também foi condenado por sonegação de impostos, após investigações apontarem a prática de “rachadinha”, em que parte do salário de um assessor era repassada diretamente para Godeiro.

Foto: Reprodução

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PF e CGU investigam desvio de recursos da Lei de Incentivo ao Esporte

PF e CGU investigam desvio de recursos da Lei de Incentivo ao Esporte

Organização é liderada por ex-servidor do Ministério do Esporte

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta segunda feira (30), a Operação Fair Play, com o objetivo de desarticular organização criminosa que desviou recursos da Lei de Incentivo ao Esporte (LIE).

Ao todo, 13 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Criminal da Justiça Federal em Belo Horizonte estão sendo cumpridos em empresas e residências localizadas em Belo Horizonte e São Paulo.

Cerca de R$ 180 milhões em ativos financeiros ligados a suspeitos foram bloqueados. Foi determinada também a proibição de autorizações das entidades investigadas para participar da execução de projetos esportivos.

Segundo os investigadores, a organização criminosa é liderada por um ex-servidor exonerado do Ministério do Esporte. Ele teria viabilizado o uso indevido de verbas oriundas de renúncia fiscal federal.

A PF analisa documentos e informações relacionadas a projetos executados entre 2019 e 2022, por cinco entidades sem fins lucrativos. Quatro delas são sediadas em Belo Horizonte e uma em São Paulo.

“Entre os anos de 2019 e 2023 as associações obtiveram autorização para captar recursos junto a empresas e pessoas físicas, em projetos incentivados com base na Lei de Incentivo ao Esporte, que somam mais R$190 milhões”, informou a PF.

A investigação obteve indícios de que associações e empresas com sócios ou vínculos em comum teriam sido criadas com o propósito de desviar recursos, “burlando o limite ao número de projetos que podem ser apresentados por uma mesma associação”.

Foi também descoberto o direcionamento de contratações para prestadores de serviço e fornecedores ligados aos dirigentes das entidades investigadas, além da criação de empresas em nome de funcionários, sócios e dirigentes das associações, para emitir notas fiscais com vistas a simular a realização de gastos com os valores arrecadados por meio da LIE.

“Assim, o grupo se apropriava indevidamente de parte dos recursos por meio dessas empresas vinculadas ou de intermediários. Além disso, foram identificadas movimentações financeiras que apontam para a prática de lavagem de dinheiro”, informou a PF.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Justiça aceita denúncia contra José Agripino por supostos crimes de peculato e associação criminosa

Justiça aceita denúncia contra José Agripino por supostos crimes de peculato e associação criminosa

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte (JFRN) aceitou, na tarde desta sexta-feira (17.dez.2021), a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-senador José Agripino (DEM-RN) pela suposta prática de crimes de peculato e associação criminosa. A denúncia aponta um funcionário fantasma de nome Victor Neves Wanderley, trabalhando gabinete do então senador José Agripino, na mesma época em que Victor trabalhava em uma farmácia em Natal.

De acordo com o MPF, o ato de peculato foi praticado supostamente por 84 vezes. A denúncia foi aceita pelo juiz federal Francisco Eduardo Guimarães Farias, titular da 14ª Vara. O magistrado afastou as preliminares de nulidade de provas e inépcia da denúncia suscitadas pela defesa e determinou a citação dos réus para apresentarem resposta à acusação.

O ex-senador ainda não se manifestou sobre a aceitação da denúncia.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

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CPI da Covid do RN solicita cópia de inquérito da Operação Lectus à Polícia Federal

CPI da Covid do RN solicita cópia de inquérito da Operação Lectus à Polícia Federal

A CPI da Covid aprovou requerimento que solicita à Polícia Federal e à Controladoria Geral da União a cópia do inquérito da Operação Lectus.

A Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, que ocorre na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), aprovou requerimento solicitando que a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União (CGU) encaminhem cópia do inquérito da Operação Lectus.

A ação foi deflagrada nesta quarta-feira (25) e tem o objetivo de apurar irregularidades em dispensas de licitações, peculato, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro, todas relacionadas à contratação de empresa para a implantação de leitos de UTI no Hospital Central Coronel Pedro Germano, da Polícia Militar; e no Hospital Dr. João Machado, ambos em Natal (RN).

“A operação foca em um dos contratos investigados por esta CPI, mas ainda não chegamos nesse contrato. Por isso, aprovamos requerimento, solicitando cópia da operação, inclusive dos documentos de caráter sigiloso”, declarou o presidente da comissão, o deputado Kelps Lima (SDD).

Foto: Eduardo Maia/Reprodução

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