tarifas de importação

Exportações do Brasil para EUA caem 18,5% após tarifa de 50%

Exportações do Brasil para EUA caem 18,5% após tarifa de 50%

Medida imposta pelo governo dos Estados Unidos afeta diretamente produtos brasileiros e gera déficit comercial

Exportações do Brasil para EUA caem 18,5%

As exportações do Brasil para os Estados Unidos registraram queda de 18,5% em agosto, primeiro mês de vigência da tarifa de 50% imposta pelo governo americano sobre produtos brasileiros. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira.

A redução representa uma perda de aproximadamente US$ 600 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior. Em contrapartida, as importações de produtos americanos pelo Brasil aumentaram 4,6%, totalizando um acréscimo de US$ 200 milhões.

Com esse cenário, o Brasil acumulou déficit comercial com os Estados Unidos pelo oitavo mês consecutivo em 2025. O saldo negativo em agosto foi de US$ 1,23 bilhão, resultado da diferença entre o volume de importações e exportações entre os dois países.

Apesar da queda nas exportações para os EUA, o Brasil apresentou crescimento de 3,9% nas exportações totais em agosto. O país fechou o mês com superávit de US$ 6,13 bilhões, resultado de US$ 29,86 bilhões em exportações e US$ 23,73 bilhões em importações. Esse desempenho representa um aumento de 35,8% em relação ao mesmo mês de 2024.

Os setores de agropecuária e indústria extrativa foram os principais responsáveis pelo crescimento das exportações brasileiras, com altas de 8,3% e 11,3%, respectivamente. As vendas para países como China, Argentina e México também contribuíram para o resultado positivo. A China registrou aumento de 31%, a Argentina 40,37% e o México 43,82% nas compras de produtos brasileiros.

Segundo o MDIC, o crescimento das exportações para a China foi impulsionado por produtos como óleos e derivados de petróleo (+75%), soja (28,45%), carne bovina (+84%), minério de ferro (+4,9%) e açúcar (20%).

A tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos é composta por uma taxa adicional de 40%, somada aos 10% já anunciados em abril como parte de uma política de “tarifas recíprocas”. A justificativa para a nova tarifa inclui fatores políticos e suspeitas de práticas comerciais desleais.

De acordo com cálculos do governo brasileiro, a medida afeta diretamente 35,9% das exportações do Brasil para os Estados Unidos. Em 2024, esses produtos representaram US$ 14,5 bilhões em vendas. Com o aumento do imposto de importação, os produtos brasileiros se tornam menos competitivos no mercado americano, o que reduz a demanda.

Entre os cerca de 4 mil itens exportados pelo Brasil para os EUA, quase 700 foram listados como exceções à tarifa adicional de 40%. No entanto, mesmo os produtos isentos da sobretaxa apresentaram queda nas exportações. Itens como aeronaves, óleos e combustíveis, minério de ferro e celulose registraram redução nas vendas para o mercado americano.

A insegurança gerada pela nova política tarifária contribuiu para a retração nas encomendas, mesmo entre os produtos não diretamente afetados pela medida. O impacto da tarifa sobre o comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos segue sendo monitorado por autoridades brasileiras.

Foto: Adriano Abreu/José Paulo Lacerda/Reprodução

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Imposto de importação de veículos elétricos no Brasil sobe nesta segunda-feira (1°)

Imposto de importação de veículos elétricos no Brasil sobe nesta segunda-feira (1°)

Novas taxas entram em vigor nesta segunda-feira, impactando importações de carros elétricos e híbridos

A partir desta segunda-feira (1°.jul.2024) o custo de importação de veículos elétricos no Brasil sofreu um aumento. A alíquota, que atualmente é de 10%, subirá para 18%, conforme o cronograma estabelecido pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Esse aumento, porém, não deve refletir imediatamente nos preços nas concessionárias, já que muitas marcas anteciparam suas importações para manter os estoques e garantir a continuidade das vendas.

O aumento da alíquota de importação também afetará veículos híbridos, plug-in e caminhões elétricos, com variações específicas para cada categoria. A tributação sobre veículos eletrificados está programada para subir progressivamente até julho de 2026.

Em 2024, as vendas de veículos 100% elétricos têm mostrado um crescimento significativo no mercado brasileiro. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), cerca de 26 mil unidades de automóveis totalmente elétricos foram emplacadas nos primeiros cinco meses do ano, um aumento de 34% em relação ao total de 2023.

O crescimento reflete uma mudança histórica no setor automotivo brasileiro, com veículos elétricos superando pela primeira vez 1% de todas as vendas de automóveis no país. De janeiro a maio de 2024, os veículos elétricos representaram 3% do mercado de vendas no Brasil.

A previsão de crescimento contínuo na participação de veículos elétricos importados, especialmente da China, no mercado brasileiro, levou a Anfavea a solicitar ao governo uma antecipação da alíquota de 35%, prevista para 2026, para ser implementada o quanto antes. Esta medida visa regular o mercado e apoiar a indústria automotiva nacional em meio ao aumento das importações.

O ajuste na alíquota de importação é parte de uma estratégia mais ampla do governo para equilibrar o mercado interno e promover a sustentabilidade no setor automotivo, incentivando a produção e o consumo de veículos mais ecológicos. As mudanças nas taxas de importação são vistas como um passo crucial para moldar o futuro do transporte sustentável no Brasil.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Governo Federal marca leilão de compra de arroz importado para 6 de junho

Governo Federal marca leilão de compra de arroz importado para 6 de junho

Previsão é que o produto chegue ao consumidor em setembro

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai realizar no dia 6 de junho o primeiro leilão para compra de até 300 mil toneladas de arroz importado, como informou nesta quarta-feira (29) o presidente da Conab, Edegar Pretto.

A medida foi adotada pelo governo federal para reduzir o preço do produto, que chegou a aumentar em até 40% por causa das enchentes no Rio Grande do Sul. O estado é responsável por 70% da produção nacional.

De acordo com a Conab, depois do leilão, o cereal deve ser entregue até o dia 8 de setembro. O edital com as regras do leilão foi publicada hoje.

No último dia 20, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) zerou as tarifas de importação para três tipos de arroz. Atualmente, a maior parte das importações de arroz no Brasil vem do próprio Mercosul, sem pagar a taxa. Com isenção definida pela Camex, destacou Edegar Pretto, outros países produtores de arroz poderão participar do leilão nas mesmas condições dos fornecedores do Mercosul.

O presidente da Conab afirmou que, depois do primeiro leilão, o governo irá avaliar se serão necessárias outras rodadas de compra para garantir equilíbrio do preço do alimento no mercado.

“Não queremos que essa compra importada venha competir com nossa produção nacional. Estamos comprando as primeiras 300 mil toneladas. Vamos avaliar como será o comportamento do mercado. Se nós percebermos que essa medida já equilibrou os preços, o governo vai avaliar se há necessidade ou não de fazer um novo leilão”, disse em entrevista à imprensa.

Um medida provisória autoriza a compra de até 1 milhão de toneladas de arroz. Os custos para aquisição são limitados a R$ 1,7 bilhão, previsto em portaria interministerial.

Preço

O produto importado será vendido em uma embalagem específica e a R$ 4 o quilo. Desta forma, o consumidor final pagará, no máximo, R$ 20 pelo pacote de 5kg.

O arroz importado vai ser destinado a pequenos varejistas, mercados de vizinhança, supermercados, hipermercados, atacarejos e estabelecimentos comerciais em regiões metropolitanas, com base em indicadores de insegurança alimentar.

Segundo a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul, não há risco de desabastecimento no país. Os produtores alertam para a qualidade do arroz estrangeiro e a manutenção das condições para consumo.

“Quando eu tenho um produto importado branco, pronto para o consumo, exige um cuidado muito grande com a sanidade”, disse o presidente da Fedearroz, Alexandre Velho, à TV Brasil.

O edital prevê que o produto importado deve ter cor, odor e sabor característico de arroz beneficiado polido longo fino tipo1 e proíbe a aquisição de arroz aromático.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado/Ilustração

Da Agência Brasil

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