Presidente da Venezuela expulsa equipe da ONU do país

Presidente da Venezuela expulsa equipe da ONU do país

Governo venezuelano alega “revisão dos termos de cooperação técnica” e critica atuação do escritório de direitos humanos da ONU

Em decisão abrupta, o governo da Venezuela ordenou a expulsão de todos os funcionários do gabinete de direitos humanos da ONU do país, concedendo apenas 72 horas para a saída. A medida, anunciada na quinta-feira (15.fev.2024), foi justificada por uma “revisão dos termos de cooperação técnica” entre o governo venezuelano e a organização internacional.

A revisão, segundo o comunicado oficial, terá duração de 30 dias. Durante esse período, todos os funcionários da ONU associados ao escritório de direitos humanos em Caracas deverão deixar o país. A decisão gerou críticas internacionais e preocupações com a situação dos direitos humanos na Venezuela.

Críticas a relator da ONU sobre alimentação motivaram expulsão

A expulsão da equipe da ONU ocorre após duras críticas da televisão estatal venezuelana aos comentários do relator especial da ONU sobre o direito à alimentação, Michael Fakhri, que visitou o país recentemente. Fakhri afirmou que o programa de alimentação do governo não combate as causas estruturais da fome e é passível de influência política.

O governo venezuelano, em seu comunicado, acusou o escritório da ONU de ter uma atitude “colonialista, abusiva e violadora” e de “interferir nos assuntos internos” do país. A medida representa um novo capítulo na complexa relação entre a Venezuela e a ONU, e aumenta o clima de tensão em torno da situação dos direitos humanos no país.

Porta-voz da ONU se pronuncia

O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, disse durante uma entrevista que tomou conhecimento da decisão da Venezuela e que a organização se pronunciará posteriormente sobre o assunto. A comunidade internacional acompanha com atenção os desdobramentos da crise venezuelana e as implicações da expulsão da equipe da ONU para o futuro dos direitos humanos no país.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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