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Indústria do Corote expande a sua atuação no Brasil com novo Centro de Distribuição

Indústria do Corote expande a sua atuação no Brasil com novo Centro de Distribuição

A filial da indústria brasileira reforça a logística no Amazonas e expande a distribuição de bebidas consolidadas da empresa, como o Skarloff, Corote, e o lançamento Jiraya

A Missiato Indústria e Comércio Ltda., com sede em Santa Rita do Passa Quatro (SP), inaugura seu primeiro Centro de Distribuição em Manaus (AM), tornando-se a primeira indústria de bebidas quentes a contar com uma filial no estado. A nova unidade da empresa nacional atenderá os 62 municípios do Amazonas. Com estrutura de 900m² e capacidade para armazenar uma média de 100 mil caixas de produtos, o empreendimento também deve gerar cerca de 80 empregos diretos e indiretos na região. O portfólio da Missiato que estará presente no Centro de Distribuição inclui bebidas reconhecidas no mercado, como Skarloff Vodka, Skarloff Ice, Skarloff Flavors, Cachaça 61, Corote Sabores, Cachaça Corote, Conhaque Seresteiro e o seu mais recente lançamento, o Jiraya.

A inauguração da filial reforça o impacto social positivo na região. Com a geração de cerca de 80 empregos diretos e indiretos, a nova unidade deve contribuir para a movimentação do mercado de trabalho local. Segundo Eduardo Alexandre Rezende Marques, consultor comercial da Missiato no Amazonas, a Skarloff já é um sucesso consolidado na região Norte. “A Skarloff, uma das marcas mais populares do portfólio da Missiato, tem grande aceitação da linha Ice na região, tendo o sabor limão como favorito. Na linha Flavors, o destaque é o sabor blueberry, além da vodka tradicional”, afirma o representante comercial.

“Percebemos que os consumidores têm buscado cada vez mais praticidade sem abrir mão da qualidade. As bebidas do Jiraya chegam como uma excelente alternativa nesse cenário, pois são bebidas alcoólicas gaseificadas e prontas para o consumo, permitindo que o público desfrute de um drink que já vem pronto, sem a necessidade de misturar ingredientes. Acreditamos que essa proposta tem tudo para conquistar o mercado da região”, destaca Eduardo Marques.

Tendência em todo o mundo, a categoria de bebidas RTD (“ready to drink” ou “pronto para beber”) está crescendo cada vez mais e ganhando novos sabores. Com o slogan “Virou no Jiraya, é festa!”, a marca conta com três opções, Combo Whisky, Combo Vodka e Gin Melancia, investindo em combinações marcantes para atender diferentes paladares e momentos.

Com 66 anos de experiência no mercado de bebidas alcoólicas, a Missiato se destaca pela produção e comercialização de produtos de qualidade, atendendo tanto o mercado brasileiro quanto internacional. A chegada da nova unidade em Manaus (AM) reforça o compromisso da empresa com a expansão e inovação no setor.

Para o consultor comercial da Missiato no Amazonas, a abertura da unidade representa um grande avanço logístico. “Ter um Centro de Distribuição em Manaus permite que nossos produtos cheguem de forma mais rápida e eficiente ao consumidor final. Isso nos possibilita atender melhor nossos parceiros comerciais, reduzindo prazos e custos logísticos, além de ampliar nossa participação no mercado local”, afirma Eduardo Marques.

Sobre a Missiato Indústria e Comércio Ltda.

Fundada no final da década 50 e com 66 anos de experiência, a Missiato Indústria e Comércio Ltda é uma das principais referências na produção e comercialização de bebidas alcoólicas no Brasil e no exterior. Com sede em Santa Rita do Passa Quatro (SP), a empresa é referência em qualidade, oferecendo um portfólio diversificado que inclui marcas icônicas como Cachaça 61, Corote, Skarloff e Jiraya, atendendo desde o público jovem até os apreciadores tradicionais de cachaças, vodkas e bebidas prontas para consumo.

A Missiato comercializa suas bebidas em todo o Brasil e exporta para mercados globais, como Bélgica, Portugal, Paraguai, Angola e Singapura. Para mais informações, acesse: www.missiato.com.br

Foto: Divulgação

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Unicef: 2 8 milhões de crianças não têm acesso adequado à água no país

Unicef: 2,8 milhões de crianças não têm acesso adequado à água no país

Acre é o estado com situação é mais preocupante

No Dia Mundial da Água, comemorado hoje (22), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alerta que 2,8 milhões de crianças vivem sem acesso adequado à água no Brasil, em especial nas áreas rurais. Os dados são do estudo Pobreza Multidimensional na Infância e Adolescência no Brasil, publicado em janeiro e dizem respeito ao período de 2019 a 2023.

O levantamento foi feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC) Anual. Apesar de o número de crianças e adolescentes sem acesso à água ter diminuído 31,5% no período, cerca de 1,5 milhão no país ainda vivem em situação mais extrema, morando em residências sem água canalizada.

De acordo com o Unicef, 1,2 milhão conseguem acessar água canalizada apenas no terreno ou na área externa da residência.

Nas áreas urbanas, cerca de 2,4% das crianças e adolescente brasileiros sofrem sem acesso adequado à água. Já nas áreas rurais esse número cresce para 21,2%.

De acordo com o estudo, o Acre é o estado em situação extrema, onde 12,7% das crianças e adolescentes vivem em locais sem acesso à água canalizada. Em seguida, vem a Paraíba, onde 12,2% vivem na mesma situação; o Amazonas, que possui 11,3% das crianças e adolescentes sem acesso à água canalizada. O Pará, com 9,8% e Alagoas com 9,1% completa a lista dos cinco estados em situação mais crítica.

O Unicef aponta ainda que 19,6 milhões de crianças e adolescentes brasileiros vivem privadas de níveis adequado de acesso ao saneamento básico, o que representa 38% do total desse público no país.

Nas áreas urbanas o percentual de crianças e adolescentes sem acesso ao saneamento básico ficou em 28%, enquanto que nas áreas rurais subiu para 92%.

O Acre novamente foi apontado como o estado com situação mais preocupante. Lá 31,5 % vivem em moradias sem acesso ao saneamento básico. Depois vem o Amazonas, onde 23,5% das crianças e adolescentes estão na mesma situação. O Maranhão aparece na terceira posição, com 19,8%; o Para, com 16,9% vem em quarto e o Piauí, com 13,7 % completa o quinto lugar dos estados com situação extrema de falta de acesso ao saneamento básico.

“As análises regionais revelam desigualdades persistentes, com estados das regiões Norte e Nordeste apresentando as maiores taxas de privação. Em alguns desses estados, mais de 80% das crianças ainda vivem em condições de privação de direitos básicos, o que destaca a necessidade de políticas específicas que abordem as peculiaridades e os desafios dessas áreas”, diz o estudo.

O Unicef disse ainda que, diante desse cenário, realizou ações que beneficiaram, em 2024, mais de 250 mil pessoas em oito estados brasileiros, incluindo cerca de 75 mil crianças e adolescentes.

As iniciativas foram voltadas para escolas, unidades de saúde, comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas nos estados do Pará, Amazonas, Amapá, Bahia, Pernambuco, Maranhão, Roraima e Rio Grande do Sul.

“Nosso trabalho é voltado para fortalecer as políticas públicas de acesso a água e ao saneamento, para que cada criança e adolescente no Brasil tenha esse direito garantido”, disse Rodrigo Resende, Oficial de Água, Saneamento e Higiene do Unicef no Brasil.

Segundo Resende, sem água potável e saneamento seguro, a saúde, a alimentação, a educação e outros direitos das crianças ficam comprometidos.

“Por isso, o Unicef atua com foco nas comunidades mais vulnerabilidades e pôde alcançar tantas pessoas em 2024, em diferentes partes do país, com nossas estratégias.

Foto: Dii Nyau / Pedro França/Agência Senado / Jefferson Rudy/Agência Senado

Da Agência Brasil

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PF prende militares suspeitos de planejar matar Lula e Alckmin em 2022

PF prende militares suspeitos de planejar matar Lula e Alckmin em 2022

Operação Contragolpe cumpre mandados em três estados e no DF

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (19) uma operação para desarticular organização criminosa responsável por planejar um golpe de Estado para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o pleito de 2022. O plano incluía o assassinato de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin.

“Foi identificada a existência de um detalhado planejamento operacional, denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que seria executado no dia 15 de dezembro de 2022, voltado ao homicídio dos candidatos à Presidência e Vice-Presidência da República eleitos”.

Os criminosos também planejavam restringir o livre exercício do Poder Judiciário. “Ainda estavam nos planos a prisão e a execução de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que vinha sendo monitorado continuamente, caso o golpe de Estado fosse consumado”, destacou a PF.

Em operação deflagrada em fevereiro, a PF já investigava um grupo que atuou na tentativa de golpe de Estado e que monitorava o ministro Alexandre de Moraes.

“O planejamento elaborado pelos investigados detalhava os recursos humanos e bélicos necessários para o desencadeamento das ações, com uso de técnicas operacionais militares avançadas, além de posterior instituição de um ‘gabinete institucional de gestão de crise’, a ser integrado pelos próprios investigados para o gerenciamento de conflitos institucionais originados em decorrência das ações.”

Mandados

A Operação Contragolpe já cumpriu cinco mandados de prisão preventiva, e cumpre ainda três mandados de busca e apreensão e 15 medidas cautelares diversas, que incluem a proibição de manter contato com demais investigados; a proibição de se ausentar do país, com entrega de passaportes no prazo de 24 (vinte e quatro) horas; e a suspensão do exercício de funções públicas.

O Exército Brasileiro acompanhou o cumprimento dos mandados, que estão sendo efetivados nos estados do Rio de Janeiro, de Goiás e do Amazonas, além do Distrito Federal.

“As investigações apontam que a organização criminosa se utilizou de elevado nível de conhecimento técnico-militar para planejar, coordenar e executar ações ilícitas nos meses de novembro e dezembro de 2022. Os investigados são, em sua maioria, militares com formação em forças especiais”, destacou a PF em nota.

Os fatos investigados, segundo a corporação, configuram crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Fumaça de queimadas atinge cidades de dez estados

Fumaça de queimadas atinge cidades de dez estados

Fogo na Amazônia é visto no sul do Amazonas e na Transamazônica

Com a intensificação da temporada de incêndios na Amazônia e no Pantanal, em decorrência da mudança do clima, cidades de dez estados registraram episódios de fumaça e diminuição na qualidade do ar.

Imagens obtidas pelo Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos mostram a concentração do monóxido de carbono sobre uma faixa que se estende do Norte do Brasil até as regiões Sul e Sudeste, passando sobre o Peru, Bolívia e Paraguai. Na última semana, o Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância (Unicef) fez um alerta sobre os cuidados necessários para a saúde nesses casos.

Segundo nota divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o fogo na Amazônia estava concentrado principalmente no sul do Amazonas e nos arredores da Rodovia Transamazônica (BR-230).

“Amazonas e Pará concentram, juntos, mais da metade (51,6%) dos focos de incêndio registrados no bioma de 1º de janeiro a 18 de agosto de 2024, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Desde 1º de julho, 67,2% dos focos registrados estão nos dois estados.”, informou o ministério.

Área afetada

De acordo com o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa-UFRJ), este ano o fogo consumiu 3,2 milhões de hectares da Amazônia, o que representa 0,77% do bioma. No Pantanal, quase 1,9 milhão de hectares foi consumido pelo fogo, atingindo 12,5% do território.

Um alerta de perigo extremo de fogo do Sistema de Alarmes do Lasa-UFRJ foi divulgado com previsões para a Bacia do Paraguai, no Pantanal. Segundo o informativo, até a próxima quinta-feira (22), toda a região enfrentará condições climáticas que dificultam o combate a incêndios até por meios aéreos, com alta velocidade de propagação do fogo.

O ministério (MMA), 1.489 brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) atuam no combate aos incêndios florestais na Amazônia. Desde o dia 24 de julho, 98 incêndios teriam sido extintos, mas 75 persistem ativos e podem reunir até milhares de focos de calor.

Resposta a incêndios

No Pantanal de Mato Grosso atuam 348 brigadistas do Ibama e ICMBio, além de 454 militares das Forças Armadas, 95 da Força Nacional e mais dez da Polícia Federal. Das 98 áreas de incêndio, 50 teriam sido extintas e 46 permanecem ativas, das quais 27 estão controladas.

Uma sala de situação criada pelo governo federal concentra a resposta federal aos incêndios no país desde junho. Na Amazônia Legal, foram disponibilizados R$ 405 milhões do Fundo Amazônia para apoiar as guarnições do Corpo de Bombeiros dos estados. No Pantanal, também foi liberado um crédito extraordinário de R$ 137,6 milhões, além do repasse de mais R$ 13,4 milhões ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para assistência humanitária e combate a incêndios florestais.

Foto: Divulgação Brigada de Alter do Chão (PA)

Da Agência Brasil

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Ministério da Saúde confirma duas mortes por febre oropouche

Ministério da Saúde confirma duas mortes por febre oropouche

São as primeiras registradas no mundo, conforme informativo

O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira (25) duas mortes por febre oropouche no país. Até o momento, não havia relato na literatura científica mundial sobre a ocorrência de óbito pela doença, informou a pasta, em nota.

As mortes são de mulheres que viviam no interior da Bahia. Elas tinha menos de 30 anos de idade, sem comorbidades, e apresentaram sinais e sintomas semelhantes ao de dengue grave.

Casos sob investigação

O ministério investiga uma morte em Santa Catarina e se quatro casos de interrupção de gestação e dois de microcefalia em bebês têm relação com a doença (Pernambuco, Bahia e Acre). Foi descartado relação da febre com uma morte no Maranhão.

No último dia 11, o Ministério da Saúde emitiu uma nota técnica a todos os estados e municípios recomendando o reforço da vigilância em saúde sobre a possibilidade de transmissão vertical do vírus. Com a nota técnica, o ministério pretende também orientar a sociedade sobre a arbovirose.

A medida foi adotada após o Instituto Evandro Chagas detectar a presença do genoma do vírus em um caso de morte fetal, e de anticorpos em amostras de quatro recém-nascidos com microcefalia.

No entanto, o ministério destacou que não há evidências científicas consistentes sobre a transmissão do vírus Orov da mãe infectada para o bebê durante a gestação e nem sobre o efeito da infecção sobre malformação de bebês ou aborto.

Este ano, já foram registrados 7.236 casos de febre do oropouche, em 20 estados. A maior parte foi identificado no Amazonas e em Rondônia. Desde 2023, foi ampliada a detecção de casos da doença no Brasil, por meio de testes de diagnóstico na rede pública em todas as regiões.

Febre Oropouche

A febre Oropouche é uma doença viral. O vírus Orov é transmitido, principalmente, por meio da picada de um mosquito conhecido como maruim (Culicoides paraensis), bem como por espécies do mosquito Culex. No Brasil, o vírus foi isolado pela primeira vez em 1960.

O ministério explicou que a febre oropouche pode ser confundida com a dengue. A doença evolui com febre de início súbito, cefaleia (dor de cabeça), mialgia (dor muscular) e artralgia (dor articular). Outros sintomas como tontura, dor retro-ocular, calafrios, fotofobia, náuseas e vômitos também são relatados.

Os sintomas duram cerca de dois a sete dias. Mas, até 60% dos pacientes podem apresentar recorrência dos sintomas, após uma a duas semanas a partir das manifestações iniciais. A maioria das pessoas tem evolução benigna e sem sequelas, mesmo nos casos mais graves.

Até o momento, não há tratamento específico para a febre oropouche. A terapia atual apenas alivia os sintomas.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Inmet aponta que El Niño sai neste mês e La Niña chega em julho

Inmet aponta que El Niño sai neste mês e La Niña chega em julho

Chuvas ainda continuam este mês nas regiões Norte, Nordeste e Sul

A segunda semana de junho vai ser marcada pela ocorrência de chuvas nas regiões Norte, Nordeste e Sul, com previsões de pancadas que podem superar os 60 mm nas duas primeiras regiões e 70 mm no Sul, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Segundo o Inmet, junho marca o fim do fenômeno El Niño, com previsão de início do La Niña no mês seguinte.

Na Região Norte, o Inmet aponta que os maiores acumulados de chuva devem ocorrer no noroeste do Amazonas, norte do Pará, Roraima, além de áreas do leste do Amapá com acumulados que podem superar 60 mm. Nas demais áreas, os volumes devem ser inferiores a 40 mm.

Já na Região Nordeste, a previsão é de pancadas de chuva na faixa leste, que podem superar os 60 mm. Enquanto na faixa norte da região, há previsão de chuva com menores acumulados, no interior pode ocorrer tempo quente e seco.

Em relação à região Sul, a previsão de chuvas se concentra nos estados do paraná e Santa Catarina.

El Niño

Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico na sua porção equatorial, o El Niño ocorre em intervalos irregulares de cinco a sete anos e tem duração média que varia entre um ano a um ano e meio.

De junho de 2023 a abril de 2024, o El Niño influenciou no aumento das áreas de seca na Região Norte, que passou de fraca a extrema em algumas áreas, enquanto na Rregião Sul, as áreas com seca moderada a extrema desapareceram gradualmente. Na Região Nordeste ocorreram áreas com seca grave, que retrocederam a partir de março de 2024.

O fenômeno também contribuiu ativamente para os eventos de inundação de excepcional magnitude no mês de maio, o que caracterizou o maior desastre já ocorrido no Rio Grande do Sul.

De acordo com boletim divulgado na última quarta-feira (12), o atual padrão observado de condições de temperatura da superfície do mar do oceano Pacífico equatorial indica valores próximos da média climatológica, apontando para o fim do fenômeno El Niño e a chegada do La Niña, marcado pelo resfriamento anormal das águas do Pacífico.

“A maioria dos modelos climáticos aponta essa condição de neutralidade, com valores de anomalia da superfície do mar inferiores a 0,5°C. De acordo com as projeções estendidas do International Research Institute for Climate and Society (IRI), há possibilidade da formação do fenômeno La Niña partir do segundo semestre – julho-agosto-setembro de 2024 – com probabilidade de 69%”, informou o instituto.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Climatologista aponta risco de mais desastres ambientais no mundo

Climatologista aponta risco de mais desastres ambientais no mundo

Pesquisador considera que é preciso haver conscientização sobre as mudanças climáticas

Chuvas intensas como as que ocorrem no Rio Grande do Sul são eventos extremos com tendência de ser mais frequentes em todo o mundo. Segundo o pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP) e co-presidente do Painel Científico para a Amazônia, Carlos Nobre, é preciso haver conscientização sobre as mudanças climáticas.

“Todo mundo precisa abrir o olho. No mundo inteiro, esses fenômenos extremos estão acontecendo. Em 2021 tivemos recorde de chuvas em uma parte da Europa, e morreram mais de 100 pessoas. Em 2022, houve recorde de chuva no Grande Recife e, em duas horas, em Petrópolis. No ano passado, em fevereiro, tivemos o maior volume de chuva da história do Brasil com 600 milímetros (mm) em 24 horas no litoral norte de São Paulo, na cidade de São Sebastião”, disse o climatologista em entrevista à Agência Brasil.

Carlos Nobre destacou ainda as temperaturas extremas que estão ocorrendo, com o registro de 2023 e parte de 2024 como os anos mais quentes da história em um longo período.

“O Instituto Climático Copernicus mostrou que foram os anos mais quentes em 125 mil anos. Para ver a temperatura a que o planeta Terra chegou no ano passado e neste ano, tem que ir ao último período interglacial, 125 mil anos atrás. Esses fenômenos extremos, quando os oceanos estão muito quentes, marcaram recordes no ano passado e neste ano. Com isso, evapora muita água, e a água é o alimento de chuvas muito intensas em um lugar ou de seca em outro”, explicou.

Seca

De acordo com Nobre, os fenômenos da seca são o outro lado da moeda das mudanças climáticas enfrentadas pelo Rio Grande do Sul.

“As secas de 20, 21 e 22 foram causadas pelo mais longo fenômeno La Niña, que foi muito forte porque as águas do Oceano Pacífico ficaram muito quentes perto da Indonésia e induziram secas mais pronunciadas em boa parte do Sul do Brasil. Com El Niño, ocorre o contrário, com a indução de chuvas muito fortes como as de setembro no ano passado em boa parte do Rio Grande do Sul”, ressaltou.

Segundo o climatologista, o revezamento dos dois tipos de fenômeno vai continuar existindo. “Isso está acontecendo no mundo inteiro. Tivemos no ano passado a seca histórica mais forte no Amazonas e no Cerrado. Os anos de 2023 e 2024 estão batendo todos os recordes de ondas de calor em inúmeras partes do Brasil, o Sudeste, o Centro-Oeste, o Nordeste e partes da Amazônia. Secas, chuvas intensas e ondas de calor estão batendo recordes em todo o mundo.”

Nobre disse que a população tem que se conscientizar de que aquilo que estava previsto para as próximas décadas está ocorrendo agora e que é preciso se adaptar às mudanças climáticas.

“A população tem que entender que esses eventos extremos são quase uma pandemia climática. Dando o exemplo da covid, quando a Organização Mundial da Saúde [OMS] anunciou que era uma pandemia global, praticamente todos os países decretaram o uso de máscara, o chamado lockdown. E todo mundo ficou em casa”, enfatizou.

O climatologista lembrou que a OMS decretou emergência, e todo mundo respondeu. “Agora estamos entrando em uma emergência climática. As populações têm que responder ao que foi na covid. Não tem mais volta. Não vamos mais baixar a temperatura. Com muito esforço global, poderemos, quem sabe, baixar a temperatura no século 22. A conta já está dada”, apontou.

Negacionismo

Para o pesquisador, o combate ao negacionismo, que existe em relação às mudanças climáticas, tem que ser por meio da educação. Ele exemplificou com o Japão, que além de fazer construções mais resilientes, transmite informações desde cedo às crianças sobre como se proteger de terremotos, que são frequentes naquele país.

“O número de mortos em terremotos diminuiu muito por causa do sistema educacional”, disse Carlos Nobre, destacando que “houve melhora na infraestrutura, embora o sistema educacional seja essencial”. Nos Estados Unidos, as crianças também recebem informações sobre como enfrentar tornados, que são também destruidores.

No Rio Grande do Sul, os alertas sobre a ocorrência de chuvas foram feitos dias antes e, por isso, é preciso educar a população para melhor enfrentar situações extremas, acrescentou Nobre.

Apesar de recomendar a saída para locais mais protegidos quando chuvas mais intensas chegarem, o pesquisador destacou que algumas pessoas temem deixar suas casas com receio de saques e invasões. Para esta situação, Nobre sugeriu que órgãos públicos incluam em seu planejamento um esquema de segurança.

“Tem que ter uma ação das polícias para evitar que ladrões e criminosos se aproveitem desses desastres.” De acordo com Nobre, isso já é feito em Campos do Jordão, em São Paulo, onde as chuvas costumam provocar deslizamentos de terra.

Conforme o climatologista, o desmatamento é uma das causas de tais desastres e, no caso do Rio Grande do Sul, contribui para prejudicar o processo de escoamento das águas. Nobre alertou para reflexos também nas encostas, onde há construções irregulares.

“Temos mais de 3 milhões de brasileiros vivendo em áreas de altíssimo risco de deslizamento de encostas. De fato não tem como manter as populações em áreas de risco para a vida. Grande parte é pobre, então tem que haver investimento público”, concluiu.

Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini

Da Agência Brasil

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Ministério da Saúde alerta para disseminação da febre Oropouche no país

Ministério da Saúde alerta para disseminação da febre Oropouche no país

Autoridades contabilizam, neste momento, 5.102 casos da doença

Dados divulgados nesta terça-feira (14) pelo Ministério da Saúde mostram que os casos de febre Oropouche estão se espalhando pelo Brasil. O país contabiliza, neste momento, 5.102 casos da doença, sendo 2.947 no Amazonas e 1.528 em Rondônia.

Os demais casos foram registrados ou estão em investigação na Bahia, Acre, Espírito Santo, Pará, Rio de Janeiro, Piauí, Roraima, Santa Catarina, Amapá, Maranhão e Paraná.

Os dados foram atualizados até o dia 15 de março.

“Há algumas semanas está acontecendo um espalhamento para outras regiões do Brasil. A gente não está só naquela concentração na Região Norte, que foi o primeiro momento. A gente acreditou que ia ficar concentrado, mas vimos que houve um espalhamento”, alerta a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel.

“Introduzimos a vigilância dessa nova doença, fizemos a construção das orientações para observação clínica. A gente não tinha nenhum manual ou protocolo para febre Oropouche. Distribuímos os testes para toda a rede Lacen [laboratórios centrais] e, por isso, estamos conseguindo captar, fazer o diagnóstico correto para essa doença. Estamos monitorando de perto e entendendo melhor essa nova arbovirose”, esclarece.

A maioria dos casos de febre Oropouche no país foi diagnosticada em pessoas com idade entre 20 e 29 anos. As demais faixas etárias mais afetadas pela doença são 30 a 39 anos, 40 a 49 anos e 10 a 19 anos.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Ilustração

Da Agência Brasil

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Polícia Federal prende homem no aeroporto de Natal com 10 kg de haxixe

Polícia Federal prende homem no aeroporto de Natal com 10 kg de haxixe

A substância entorpecente vinha de Manaus e foi encontrada numa mala dividida em nove “tijolos”

A Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante, na última sexta-feira (10.mai.2024), um amazonense de 29 anos no Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. O homem foi flagrado com 10,27 kg de haxixe escondidos em sua bagagem.

A ação aconteceu durante uma fiscalização de rotina na área de desembarque doméstico. Com o auxílio de cães detectores de drogas, os policiais identificaram nove “tijolos” de uma substância vegetal prensada, de cor marrom, com características típicas do haxixe, escondidos em meio a roupas na mala do passageiro, que chegava de Manaus.

Após teste preliminar no local, a substância reagiu como haxixe. O homem foi detido e encaminhado à Superintendência da PF para os procedimentos de autuação.

Em depoimento, o suspeito confessou ter conhecimento da droga em sua bagagem, mas alegou não saber a quantidade ou o tipo exato da substância. Ele disse ter sido contratado em Manaus por uma pessoa desconhecida para transportar a droga até Natal, onde receberia instruções sobre a entrega.

O homem foi autuado por tráfico interestadual de drogas e, após passar por exame de corpo de delito no ITEP, permanece detido na Superintendência da PF, à disposição da Justiça.

Somente em 2024, a PF já apreendeu 20 kg de drogas com passageiros no Aeroporto Aluízio Alves.

Foto: Divulgação/Polícia Federal

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Botafogo vence Flamengo no Maracanã por 2 a 0

Botafogo vence Flamengo no Maracanã por 2 a 0

Vitória deixa equipe na liderança provisória do Brasileiro

O Botafogo venceu o Flamengo por 2 a 0 no início da tarde deste domingo (28) no Maracanã, pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado deixou os vitoriosos na liderança do torneio com 9 pontos, e o Flamengo em quinto lugar com 7.

Para se manter na ponta da tabela após o encerramento da rodada, o Botafogo precisa torcer, ainda neste domingo, por tropeços do Bragantino, que soma 7 pontos e enfrenta o Fortaleza, no Ceará, às 18h30; do Athlético Paranaense, adversário do Juventude na Serra Gaúcha às 18h30; e ainda do Inter, que enfrenta o Atlético Goianiense às 20h no Beira-Rio.

O Furacão e o Colorado têm 6 pontos cada e, para ultrapassar o Botafogo, precisam vencer e tirar uma diferença no saldo de gols.

Já o Flamengo viu interrompida uma sequência de 12 clássicos estaduais sem derrota e chegou ao terceiro jogo seguido sem vencer. Os gols do duelo deste domingo foram marcados por Luiz Henrique, depois de bela jogada ensaiada em cobrança de escanteio aos sete minutos da segunda etapa, e por Savarino, já nos acréscimos.

Os rivais voltam a campo no meio de semana pela Copa do Brasil. O Rubro-Negro recebe o Amazonas no Maracanã, às 21h30, na quarta-feira (1°). O Alvinegro enfrenta o Vitória no Nilton Santos, às 19h de quinta-feira (2).

Foto: Marcelo Cortes / Flamengo

Da Agência Brasil

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Casos de febre Oropouche crescem no país

Casos de febre Oropouche crescem no país

Suspeita no Nordeste é investigada

O Ministério da Saúde trabalha com um cenário de “crescimento lento” de casos de febre Oropouche no Brasil, com concentração quase total na Região Norte. Em 2024, foram registrados 3.161 casos da doença, contra 832 ao longo de todo o ano passado.

O Amazonas concentra a maior parte dos casos (2.462), seguido por Roraima (590); pelo Acre (68); Pará (23); e por Roraima (18). As faixas etárias mais atingidas são pessoas com idade entre 30 e 39 anos; entre 20 e 29 anos; e entre 40 e 49 anos.

A pasta investiga ainda o que classificou como “rumor” na Região Nordeste – pelo menos um caso ainda não confirmado da doença. “Estamos analisando e entrando em contato com o município”, explicou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel.

“Estamos atentos a mudanças que podem estar acontecendo”, completou.

Entenda

A febre Oropouche é transmitida por mosquitos, sobretudo pelo Culicoides paraensis e pelo Culex quinquefasciatus, conhecidos popularmente como maruim. Os sintomas, muito parecidos com os da dengue, duram entre dois e sete dias e incluem febre de início súbito, dor de cabeça intensa, dor nas costas e na lombar e dor articular.

Em fevereiro, uma equipe do Ministério da Saúde foi enviada ao Acre para revisar casos contabilizados como dengue, mas que, na verdade, seriam de febre Oropouche. No início de janeiro, o estado chegou a declarar emergência em saúde pública em razão de uma explosão de casos de dengue.

Foto: Paulo H. carvalho/Agência Brasília/Ilustração

Da Agência Brasil

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Mais de 190 acampamentos de garimpeiros na TI Yanomami são desmontados

Operação tem como objetivo retirar todos os não índios da reserva

Mais de 190 acampamentos de garimpeiros na Terra Indígena Yanomami foram desmontados por agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A ação faz parte da Operação Omawe, que teve início na primeira quinzena de fevereiro e tem como objetivo retirar todos os não índios da reserva de usufruto exclusivo da etnia Yanomami.

Cerca de 19 mil quilos de cassiterita extraídos de forma ilegal foram apreendidos na região. O maquinário pesado e outros instrumentos e produtos químicos foram destruídos para desestimular garimpeiros já identificados a retornarem aos acampamentos e recuperarem os itens apreendidos. Isso ocorre devido às dificuldades de acesso à área, o que dificulta a retirada dos itens apreendidos pela operação.

Com aproximadamente 9,6 milhões de hectares, a Terra Indígena Yanomami abrange parte dos estados de Roraima e Amazonas. A Operação Omawe é uma das ações implementadas pelo governo federal desde janeiro para solucionar a crise humanitária que se abateu sobre a região.

O Executivo federal enviou uma equipe de técnicos do Ministério da Saúde à região em janeiro, depois que denúncias indicaram que a atividade ilegal de garimpeiros estava destruindo a floresta, contaminando os rios que abastecem as comunidades locais e afetando as condições de sobrevivência das populações.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública também reforçou os efetivos da Polícia Federal (PF) e da Força Nacional de Segurança Pública para assegurar a integridade dos profissionais da saúde que estão atuando no local. Com o mesmo objetivo, a PRF destacou 85 agentes, várias viaturas e dois helicóteros.

Foto: Divulgação/Ibama

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Morre o ex-governador do Amazonas Amazonino Mendes

Morre o ex-governador do Amazonas Amazonino Mendes

Ele tinha 83 anos e estava internado em São Paulo

O ex-governador do Amazonas Amazonino Mendes morreu hoje (12), em São Paulo. O político, de 83 anos, estava internado no Hospital Sírio-Libanês praticamente desde o dia 23 de novembro, quando foi levado à unidade de saúde pela primeira vez para tratar de uma diverticulite (inflamação no intestino grosso) e de uma pneumonia.

Nascido em novembro de 1939 em Eirunepé (AM), Amazonino governou o Amazonas por quatro vezes. Também foi prefeito de Manaus por três mandatos e senador entre fevereiro de 1991 e dezembro de 1992, quando renunciou para disputar a prefeitura de Manaus – cargo que ocupou pela segunda vez e que também abandonou em 1994, quando foi eleito governador também pela segunda vez.

Em 2022, Amazonino concorreu a um quarto mandato como governador, mas terminou em terceiro lugar, atrás do atual governador Wilson Lima e do também ex-governador Eduardo Braga. Em respeito à história política de Amazonino, o governador Wilson Lima decretou luto de sete dias no estado.

Lula lamenta morte

Em nota, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou seus sentimentos aos parentes, amigos e admiradores de Amazonino, destacando que o político se dedicou à causa pública até o fim da vida.

“Amazonino Mendes tinha gosto e vocação política, governando o estado do Amazonas quatro vezes, representando-o no Senado, e sendo também prefeito três vezes de Manaus”, destacou Lula, lembrando ter recebido o apoio político do ex-governador durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022. “Tenho orgulho e fiquei muito agradecido.”

Repercussões

Em um vídeo que compartilhou em suas redes sociais, o senador Eduardo Braga afirmou que o conterrâneo cumpriu um papel muito importante na vida das últimas gerações de amazonenses. “Refiro-me a Amazonino, que fez muitas obras, marcou a vida das pessoas com carinho e atenção e, acima de tudo, por uma mudança no comportamento na vida pública dos amazonenses”, disse Braga.

Em uma postagem posterior, o senador acrescentou que, mesmo quando em campos opostos, Amazonino “sempre primou pelo respeito”, sendo uma fonte de inspiração para outros políticos. “Por tudo isso, tornou-se uma referência para as gerações subsequentes de políticos no estado, como eu. Muito aprendi com Amazonino Mendes.”

Também pelas redes sociais, o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, expressou seus sentimentos e o de todos os correligionários pela morte de Amazonino. Segundo Freire, o amazonense, marcou indelevelmente a história política do Amazonas e do país. “Nossa solidariedade na dor dos familiares, amigos e ao povo do Amazonas”, disse.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Da Agência Brasil

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Explosão em clube de tiro de Manaus deixa quatro pessoas mortas

Explosão em clube de tiro de Manaus deixa quatro pessoas mortas

Causas do acidente estão em investigação

Uma explosão em um clube de tiro na capital Manaus (AM) causou neste domingo (15) a morte de quatro pessoas. Segundo o Corpo de Bombeiros do Amazonas, um homem com 90% do corpo queimado foi levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital 28 de Agosto.

Ainda de acordo com a corporação, as causas da explosão estão sendo investigadas. O Secretário de Segurança do estado, Carlos Alberto Mansur, esteve no local do acidente acompanhando os trabalhos dos bombeiros, da Polícia Militar e da Polícia Civil.

Para atender a ocorrência no bairro Ponta Negra, foram empenhadas seis viaturas, 30 homens dos bombeiros e sete ambulâncias do Samu.

Foto: Reprodução/Twitter
Da Agência Brasil

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Polícia Federal Operação SOS, Operação Reditus

PF deflagra Operação Reditus e prende 60 pessoas suspeitas de desvio de verbas do combate à Covid-19; prisão ocorreu em 8 estados

A Polícia Federal (PF) deflagrou a segunda fase da Operação SOS, que visa combater o desvio de recursos públicos destinados para o enfrentamento da pandemia da Covid-19. A operação Reditus, como foi denominada pela Polícia Federal, aconteceu nesta quarta-feira, 18 de agosto. Cerca de 400 policiais federais cumprem 95 mandados de busca e apreensão, 54 mandados de prisão temporária e seis mandados de prisão preventiva, expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal, nos estados do Pará, São Paulo, Goiás, Ceará, Amazonas, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Mato Grosso.

As investigações apontam para irregularidades que superam R$ 1,2 bilhão com a contratação de organizações sociais para gestão de hospitais públicos no Estado do Pará. Nesta fase da operação, o objetivo principal é evidenciar fatos relacionados aos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais apontados no decorrer das apurações. Quatro organizações sociais, cinco hospitais regionais e quatro hospitais de campanha estão relacionados aos contratos investigados.

As investigações que culminaram na Operação Reditus aponta que o governo estadual efetuava repasses de verba às oganizações sociais contratadas, que por sua vez subcontratavam outras empresas para prestarem serviços nas unidades de saúde geridas pelo grupo criminoso, prática conhecida como “quarteirização”. Por fim, os serviços subcontratados eram superfaturados ou nem sequer eram prestados, o que permitia que a verba retornasse para os integrantes da organização criminosa por meio de um complexo esquema de lavagem de dinheiro.

Além dos mandados de busca e apreensão e prisão deflagrados hoje, foi determinada a suspensão das atividades de duas empresas utilizadas para lavagem de capitais, o sequestro de bens móveis e imóveis pertencentes ao principal operador financeiro do esquema, avaliados em mais de R$ 150 milhões, bem como o bloqueio de valores presentes nas contas bancárias das pessoas físicas e jurídicas investigadas que podem alcançar mais de R$ 800 milhões.

Foto: Divulgação

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Sikêra Jr

Caso Sikêra Jr: empresas abandonam publicidade na “TV A Crítica” após ataques homofóbicos de apresentador

Empresas abandonaram publicidade em TV amazonense por causa dos ataques homofóbicos de Sikêra Jr. na emissora. MRV, TIM e Hapvida estão entre as empresas.

Após Sikêra Jr. atacar homossexuais e engajados na causa LGBTQIA+ como “raça desgraçada”, a TV A Crítica, afiliada à RedeTV! No Amazonas, já começa a ver a debandada de patrocinadores que não querem mais vincular suas marcas aos absurdos ditos pelo apresentador do Alerta Nacional. A primeira delas foi a MRV, cujo dono é o mesmo da CNN Brasil e anunciava no programa comandado por Sikêra Jr. no Amazonas. Em nota divulgada, a construtora disse “não querer mais investir no Alerta Nacional e em nenhum outro programa da RedeTV!”.

De acordo com a nota, “a MRV acredita na diversidade e não compactua com qualquer forma de preconceito. O programa Alerta Amazônia/Nacional já não faz mais parte dos nossos planos de mídia”, disse a empresa. Outra marca que não ficou satisfeita com os disparates do apresentador foi a empresa de telefonia italiana Tim, que encerrou o acordo com a emissora ainda na semana passada.

Também em nota publicada, a empresa diz que, “desde a semana passada, realizamos a suspensão da veiculação, que é automática pela plataforma de anúncio, nesse canal. Reforçamos que a Tim mão está ligada a movimentos, nem compactua com disseminação de notícias falsas e discursos de ódio”, disse. A maior empresa de planos de saúde do Norte e Nordeste, a Hapvida, também resolveu não dar continuidade aos acordos publicitários que tinha com Sikêra Jr. e com a TV A Crítica, do Amazonas.

Em nota divulgada, a Hapvida diz “não apoiar forma alguma de preconceito, seja social, de credo, raça, gênero ou orientação sexual”, e diz ainda que, “no momento, estão suspendendo o patrocínio do Alerta Amazonas”, pois “sempre trabalham por uma sociedade mais saudável”, conclui a empresa.

Entenda como Sikêra Jr. culminou na saída de patrocinadores da “TV A Crítica” do Amazonas

Conforme noticiado pelo Por Dentro do RN no sábado, o apresentador do “Alerta Geral”,da TV Amazonas, atacou homossexuais após o comercial em apoio à causa LGBTQIA+ ser aprovado pela rede de fast food Burger King. Ao atacar ações afirmativas para os grupos LGBTQIA+, diz que os defensores da causa são um “bando de raça do cão, tudo maconheiro”.

Ainda de acordo com o apresentador, os representantes do grupo LGBTQIA+ são considerados apenas “homens ou mulheres”; e, quando alguém “se diz mulher e na verdade é homem”, essa pessoa “faz exame de próstata do mesmo jeito porque não tem pra onde ir”.

Meio político reagiu aos ataques homofóbicos do apresentador

O discurso de ódio contra a comunidade LGBTQIA+, proferido por Sikêra Jr. para a audiência da RedeTV amazonense, não passou batido no meio político. A deputada federal do PT do Rio Grande do Norte, Natália Bonavides, anunciou que irá acionar o apresentador do “Alerta Nacional” no Ministério Público Federal.

Para Bonavides, não resta dúvidas de que o “apresentador foi homofóbico em canal aberto. O que ele falou é crime através de qualquer veículo”. A deputada petista ainda chamou atenção para o fato de que um apresentador utilizou uma concessão pública para atacar minorias. “Representaremos ao Ministério Público Federal! LGBTfobia não passará!”, conclui em uma publicação no Twitter.

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Sikêra

Vídeo: veja momento em que Sikêra Júnior chama homossexuais de “raça do cão”

Em vídeo absurdo, apresentador Sikêra Júnior ataca homossexuais, dizendo que são “um bando de cão” que “dizem ser mulher, mas fazem exame de próstata”.

Em vídeo que viralizou na Internet, o apresentador do “Alerta Geral”, da “TV A Crítica” do Amazonas, atacou homossexuais após comercial LGBTQIA+ aprovado pela rede de fast food Burger King. Sikêra, em certo momento do vídeo, diz que a marca e a agência contratada para realizar o comercial estão “promovendo a pedofilia” e o “abuso infantil”.

Ao atacar ações afirmativas para os grupos LGBTQIA+, diz que os defensores da causa são um “bando de raça do cão, tudo maconheiro”. Ainda de acordo com o apresentador, os participantes do grupo LGBTQIA+ são considerados apenas “homens ou mulheres”; e, quando alguém “se diz mulher e, na verdade, é homem”, essa pessoa “faz exame de próstata do mesmo jeito porque não tem pra onde ir”.

A direção do Alerta Geral não emitiu qualquer nota pelo ocorrido e o apresentador, segundo suas próprias palavras, disse que “comentou na publicação original do Burger King” para eles “saberem que foi ele mesmo”.

No dia 12 de junho, este site noticiou que Sikêra foi um dos que receberam dinheiro do YouTube propagando notícias falsas para atacar ideias de esquerda.

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