Direito da Estácio

Núcleo de Práticas Jurídicas da Estácio Natal realiza 200 atendimentos gratuitos em 2023

Núcleo de Práticas Jurídicas da Estácio Natal realiza 200 atendimentos gratuitos em 2023

De acordo com a coordenação do Núcleo, a maior parte dos atendimentos foi realizada nas áreas de Direito de Família e do Consumidor

O balanço dos atendimentos gratuitos realizados este ano pelo Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) da Estácio Natal foi motivo de comemoração para o Curso de Direito da Faculdade. Segundo o levantamento divulgado nesta quarta (06), em 2023, foram realizados pelos alunos e professores da instituição de ensino, o total de 200 atendimentos para assistidos em situação de hipossuficiência financeira de todas as regiões de Natal.

Para 2023, foram contabilizados 79 atendimentos no primeiro semestre e 121 no segundo, além da realização de audiências, instauração e acompanhamento de processos judiciais em curso.

“A área mais procurada pelos assistidos foi Direito Civil, mais especificamente ações de alimentos e divórcio, seguidas de demandas de consumo (Direito do Consumidor)”, explica o coordenador do NPJ da Estácio Natal, João Victor Alencar.

Durante os atendimentos, os alunos recebem o acompanhamento de professores e advogadas orientadoras, com experiência em diversas áreas. O Núcleo da Estácio dispõe de salas de atendimento individual, estrutura de triagem, sala de conciliação ampla, além das salas de audiência simulada, para estimular a vivência prática da advocacia entre os estudantes.

Vagas para novos atendimentos

O Núcleo funciona no prédio da Estácio, localizado na Av. Alexandrino de Alencar. E a abertura de vagas para cadastro de novos assistidos acontece a partir de janeiro de 2024, no calendário a ser divulgado pela faculdade.

Para ser atendido, o interessado deve demonstrar que mora em Natal e recebe o valor mensal de até dois salários-mínimos, na triagem realizada pelo Núcleo.

Foto: Divulgação

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Núcleo de Práticas Jurídicas da Estácio abre vagas para atendimento gratuito

Núcleo de Práticas Jurídicas da Estácio abre vagas para atendimento gratuito

Serviço funciona de segunda a quinta-feira nas instalações da faculdade Estácio, no bairro Alecrim

Para quem necessita de um auxílio para serviços jurídicos e não possui condições financeiras para contratar um profissional e arcar com os custos processuais, o Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) da Faculdade Estácio em Natal oferece atendimento jurídico gratuito à comunidade. Localizado no prédio da instituição de ensino, na Av. Alexandrino de Alencar, 708, o NPJ opera de segunda a quinta-feira, das 9h às 17h.

O público atendido pelo NPJ são prioritariamente pessoas com renda de até dois salários mínimos. Os casos são submetidos a uma triagem jurídica inicial para avaliar a natureza e a viabilidade do atendimento. Para aqueles que se enquadram nos critérios, o Núcleo possibilita assistência sem custos, incluindo orientação legal e representação em processos judiciais, com o benefício da justiça gratuita. Ou seja, sem arcar com as custas processuais.

O Núcleo de Práticas Jurídicas da Estácio concentra-se principalmente no direito civil, abrangendo áreas como direito de família, direito do consumidor, sucessões, divórcio, guarda de menores e questões alimentícias. Além disso, oferece apoio multidisciplinar em casos de alienação parental, ou em outros que demandem este tipo de abordagem, com a colaboração da Clínica de Psicologia da instituição. A equipe do NPJ acompanha os processos desde o início até o seu desfecho, garantindo um suporte jurídico completo aos indivíduos atendidos.

Este serviço é prestado por estudantes do curso de Direito da instituição, como parte de seu estágio obrigatório, sob a supervisão de advogados experientes. Para obter informações e agendar uma consulta, os interessados podem entrar em contato através do WhatsApp pelo número 3198-1644 ou enviar um e-mail para npj.alexandrino@estacio.br.

“O Núcleo de Práticas Jurídicas da Estácio se destaca como um recurso valioso para a comunidade local, oferecendo assistência jurídica de qualidade e apoiando a formação prática dos futuros advogados da região. Para mais informações sobre os serviços oferecidos e os critérios de atendimento, a população não deve hesitar em entrar em contato”, destaca o coordenador do NPJ, João Victor Alencar.

Serviço

Atendimento jurídico gratuito
Núcleo de Práticas Jurídicas da Estácio Natal

Segunda a quinta-feira, das 9h às 17h.
Endereço: Av. Alexandrino de Alencar, 708, Alecrim
Contato: 3198-1644 (WhatsApp ) ou e-mail para npj.alexandrino@estacio.br

Foto: Divulgação

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Novas medidas legais fortalecem o combate à discriminação racial no Brasil

Novas medidas legais fortalecem o combate à discriminação racial no Brasil

Atualização da legislação neste ano inclui crimes cometidos nas redes sociais e jogos esportivos; advogado orienta sobre o que fazer caso seja vítima de racismo

Crime reconhecido pela lei nº 7.716, de 1989, a discriminação racial está presente de diversas formas no cotidiano das pessoas pretas, seja nas sutilezas de um tratamento diferente em um estabelecimento comercial ou na violência verbal que até jogadores de futebol de fama mundial são vítimas com frequência. Por isso, nesta segunda-feira (3), é celebrado o Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, data em que sociedade civil e poder público se unem em ações para conscientizar sobre e acabar com o racismo.

Segundo o advogado Correia Junior, coordenador do curso de Direito na Estácio, qualquer caso de constrangimento, humilhação, vergonha, medo ou exposição indevida em razão da cor, etnia, religião ou procedência nacional pode ser enquadrado como discriminação racial. “E graças à Lei 14.532/23, que veio para atualizar o texto de 1989, os crimes dessa natureza cometidos em redes sociais e atividades esportivas, como vimos acontecer com o jogador Vini Jr., também estão inclusos na legislação, que agora prevê punição maior, de dois a cinco anos”, alerta.

O especialista destaca que praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito racial pode ter pena de reclusão de 1 a 3 anos e multa, o que também se aplica a quem negar ou impedir acesso a um estabelecimento comercial, negar emprego ou recusar promoção para um grupo determinado grupo racial.

Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que incitem a discriminação racial também pode resultar em pena de reclusão de 2 a 5 anos e multa. E nos casos dos jogos esportivos, o réu pode ser proibido de frequentar por três anos os locais destinados a práticas esportivas, artísticas ou culturais destinadas ao público, conforme o caso.

Para quem for vítima deste tipo de violência, o advogado informa que o ideal é procurar fazer um Boletim de Ocorrência na delegacia mais próxima. “Também é recomendável gravar os fatos e identificar possíveis testemunhas para serem relacionadas no BO”, orienta.

Foto: Freepik

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Cresce o número de indígenas no ensino superior do Brasil

Cresce o número de indígenas no ensino superior do Brasil

Celebrando o Dia dos Povos Indígenas, docente da Estácio fala sobre a importância de abrir espaços para o debate

Agora oficialmente chamado de Dia dos Povos Indígenas, conforme a Lei de Nº 14.402/22, o dia 19 de abril traz na mudança do nome da celebração o objetivo de ressaltar a diversidade das culturas dos povos originários. Cultura esta que tem ocupado cada vez mais espaço no Ensino Superior no Brasil.

Até o final dos anos 1990, os indígenas universitários eram poucos. Segundo o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2000, eles eram em média 4 mil. Entretanto, nas últimas duas décadas, houve um crescimento expressivo, chegando a 47 mil matriculados em 2020, segundo o Censo da Educação Superior (CenSup).

Um desses estudantes é Haje Kalapalo, de 31 anos, membro da aldeia Tangurinho Kalapalo, um grupo indígena que habita o sul do Parque Indígena do Xingu, no estado do Mato Grosso. O indígena foi para Goiânia em busca de uma oportunidade no ensino superior em 2019. “Saí da minha aldeia em busca de uma formação e conhecimento que não tinha acesso na minha terra”, explica.

Haje conta que sempre teve interesse pela área de Ciências Biológicas e hoje cursa Enfermagem em uma unidade de ensino superior da Estácio, em Goiás. “Meu sonho é trabalhar na área da saúde e conseguir ajudar meu povo e as pessoas. Por isso fui atrás de uma formação técnica”, conta.

“Quando finalizar o curso quero voltar para a minha aldeia para atuar como enfermeiro, assim vou prestar um serviço para a minha comunidade e estar perto da minha família”, finaliza o indígena. Em um país cujos povos originários foram e continuam tão brutalmente massacrados, conquistas como a criação de um ministério, a ocupação de cargos políticos e espaços na academia devem ser comemorados, sim, mas há de se ressaltar que a luta é constante e envolve atitudes como a de mudar o nome da data que celebra esta população.

De acordo com a historiadora e professora de Direito da Estácio, Anne Caroline Fernandes, o termo ‘indígena’, significa ‘originário ou ‘nativo’ de um local específico, sendo uma forma mais precisa de se referir aos diversos povos que, desde antes da colonização, vivem nas terras que hoje formam o Brasil.

“O estereótipo do ‘índio’ alimenta a discriminação, que, por sua vez, instiga a violência física e o esbulho de terras, hoje constitucionalmente protegidas”, explica a docente. Anne acrescenta que a alteração do nome da celebração e a criação de um Ministério dos Povos Originários incentivam o progresso.

Foto: Divulgação

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Novas tecnologias expandem área de atuação profissional no Dia do Advogado

Novas tecnologias expandem área de atuação profissional no Dia do Advogado

Dia do Advogado: Brasil é o país com a maior proporção de advogados por habitante no mundo; expectativa é de que até 2023 haja 2 milhões de profissionais exercendo o ofício.

As inovações tecnológicas trouxeram grandes transformações para a sociedade, e não apenas como ferramentas de trabalho, mas como influência no comportamento e modo das pessoas se relacionarem. De tal forma que o mundo virtual e real se misturam, exigindo, inclusive, adaptações da legislação e até mesmo a criação de novas leis para serem aplicadas ao mundo digital. As novas soluções tecnológicas também modificaram o mercado jurídico, expandindo a atuação do profissional com a advocacia digital.

Nesta quinta-feira, 11, é celebrado o Dia do Advogado, uma das primeiras profissões a ter um curso de ensino superior no Brasil e hoje vive um contexto de adaptação ao universo virtual. Atualmente, o Brasil é o país com a maior proporção de advogados por habitante no mundo e a expectativa é de que até 2023 haja 2 milhões de profissionais exercendo o ofício.

“O contexto digital está impactando de maneira muito vasta a área da advocacia e os advogados vêm se habituando às mudanças que a tecnologia ocasionou em nossa sociedade. Seja nas novas ferramentas de trabalho, como também nas modificações legislativas. Hoje, a atividade do advogado está muito ligada à tecnologia, desde a forma de autuar um processo, protocolando uma manifestação, por meio exclusivamente letrônico, bem como no uso de ferramentas para buscar subsídios para suas petições”, avalia Vinicius Cipriano, professor do curso de Direito da Estácio.

Para o advogado, as novas áreas de atuação do Direito são recebidas positivamente. “Com as novas tecnologias a gente observa uma maior celeridade dos processos, diminuição da burocracia. Por exemplo, uma pessoa pode participar de uma audiência virtualmente, caso haja necessidade”, pontua Cipriano.

Contudo, para o professor, as novidades do ambiente virtual ocorrem com uma velocidade maior do que tem sido acompanhado pelos profissionais, visto a diversidade de ferramentas – que vão desde o processo eletrônico, até o uso da inteligência artificial. Além disso, são frequentemente criadas leis, surgidas diante da necessidade de regulamentação do comportamento e segurança das pessoas no ambiente digital.

Como exemplo, a conhecida Lei Carolina Dieckmann (Lei Nº 12.737/12) que tipifica crimes informáticos, alterando o Código Penal; o Marco Civil da Internet, estabelecendo direitos e deveres para o uso da internet no Brasil; e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) que instrui a preservação e proteção dos dados pessoais pelas grandes corporações.

“Podemos falar também do blockchain e das criptomoedas que envolvem o Direito, já que existem situações de uso para lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas. E ainda, houve uma recente operação da Polícia Federal com busca e apreensão no Metaverso”, exemplifica.

“Diante deste contexto, caberá aos antigos e novos advogados escolherem os aparatos tecnológicos que melhor correspondam à sua carreira, bem como deverão se dedicar a acompanhar as novas possibilidades de atuação que envolvem o direito das pessoas, seja no mundo físico ou virtual. Este é o presente da profissão”, destaca.

Foto: Divulgação

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