Greve dos professores estaduais

Sinte-RN não está satisfeito com proposta do governo

Sinte-RN não está satisfeito com proposta do governo

A greve dos trabalhadores da educação do Estado foi encerrada na última semana

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (SINTE-RN) expressou, através de nota divulgada na última quinta-feira (13.abr.2023), insatisfação com o resultado da última assembleia que referendou a proposta do governo estadual de implementação do piso do magistério. A greve dos trabalhadores da educação do Estado foi encerrada na última semana após acordo entre o sindicato e o governo do Estado.

O sindicato alega que o pagamento do reajuste em parcelas espaçadas e com sobras para o ano seguinte viola a Lei do Piso, embora reconheça ganhos econômicos na proposta final do governo. O Sinte ressalta que a greve cumpriu seu papel de proteger a educação pública e a categoria, mas também destaca a importância de saber começar e terminar um movimento grevista para preservar sua força e representatividade, e se mantém disposto a retornar à greve se necessário.

Confira a nota na íntegra:

“Os trabalhadores e trabalhadoras em educação encerram mais uma luta que chamou a atenção de todo o Rio Grande do Norte. Em âmbito geral, a greve cumpriu o papel de proteger a educação pública do esquecimento político, trazendo à luz os seus problemas e exigindo soluções que no final, são de interesse de toda a sociedade.

Especificamente, nossa luta teve o objetivo de proteger nossa categoria. Proteger da perda de direitos, da redução no poder de compra, do desestímulo causado pela injustiça salarial, das agressões infundadas e desnecessárias da Secretária de Educação e de outros membros do governo.

Não estamos satisfeitos com o resultado. Afinal, o pagamento do reajuste em parcelas espaçadas e com sobras atiradas para o ano seguinte, fere a Lei do Piso. Mas não temos dúvida de que saímos vitoriosos, também economicamente. Basta ver a diferença entre a proposta rejeitada que nos levou à paralisação e a que foi finalizada pelo governo. Isso sem falar na Lei das Escolas de Tempo Integral; Lei do Porte das Escolas; Plano de Carreira dos Funcionários e a comissão do Concurso Público.

Foram mais de 30 dias de movimento, no qual o Sindicato fez uso de todos os seus recursos para organizar e fortalecer a luta. Da mesma forma que a proteção foi a tônica da deflagração do movimento grevista, também foi para sua finalização. Soberanamente a categoria entendeu que chegara a hora de se proteger do desgaste de um movimento já pobre em adesão e com risco iminente de perda da sua simpatia social.

O voto da maioria dos presentes na Assembleia, também serviu para proteger nossos estudantes e suas famílias dos prejuízos de uma queda de braço sem maiores perspectivas. Por fim, saber começar e saber terminar um movimento grevista é fundamental para proteger esse poderoso instrumento de luta da sua banalização e consequente perda de força e representatividade.

Nossos mais profundos agradecimentos aos pais, mães, estudantes e familiares que nos apoiaram, aos veículos de comunicação que repercutiram nossa luta e a sociedade em geral. Temos o passado como prova de que encerramos apenas um estágio da nossa luta, que continuará hoje e sempre. Esperamos que não precisemos tão cedo lançar mão de outra greve. No entanto, estamos prontos e prontas para fazê-lo a qualquer momento, sempre que seja necessário.”

SINTE/RN

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Professores da rede pública do RN decidem manter greve

Professores da rede pública do RN decidem manter greve

Última proposta apresentada pelo governo estadual foi recusada pelos professores

Os professores da rede pública de ensino do Rio Grande do Norte decidiram manter a greve da categoria, iniciada em 7 de março, após nova assembleia realizada na última terça-feira (4.abr.2023). O movimento reivindica um reajuste salarial de 15%. A última proposta apresentada pelo governo estadual foi recusada pelos professores em 29 de março.

O governo do RN afirmou que aguarda uma contraproposta dos professores para negociar. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do RN (Sinte-RN) afirmou que apresentará uma nova proposta de reajuste salarial, que consiste em um aumento de 7,21% em abril, 3,61% em agosto, 3,41% em setembro, além de um pagamento retroativo em 2023, para ativos e aposentados.

Segundo o Sinte-RN, atualmente, o estado conta com cerca de 10 mil professores na rede de educação. A última proposta apresentada pelo governo estadual previa a aplicação imediata de um reajuste de 14,95% para os educadores que estivessem abaixo do piso, com efeito retroativo a janeiro de 2023. Já para os demais, o reajuste seria de 7,21% em maio, 3,61% em novembro e 3,49% em dezembro, totalizando 14,95%. O pagamento do retroativo ocorreria em oito parcelas com início em maio de 2024.

A continuidade da greve foi motivo de divergência entre os educadores presentes na assembleia. Enquanto alguns defendem a continuidade do movimento, outros afirmam que a paralisação deve ser encerrada. Ainda não há previsão para uma nova rodada de negociações entre governo e professores.

Foto: Lenilton Lima/SInte-RN

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Professores da Rede Estadual não aceitam acordo e deflagram greve na volta às aulas

Professores da Rede Estadual não aceitam acordo e deflagram greve na volta às aulas

Os professores da Rede Estadual de Ensino rejeitaram a proposta apresentada pelo Governo do Rio Grande do Norte para atualizar o Piso Salarial 2022 e decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta terça-feira (15.fev.2022). O estado contabiliza atualmente um quantitativo de 15 mil professores. A paralisação das atividades deve afetar um total de 220 mil alunos em todo o RN. 

A deliberação aconteceu em Assembleia virtual realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sinte/RN) nesta segunda-feira (14.fev.2022). Consultados, 90% dos participantes votaram a favor da greve, 6% se posicionaram contra e outros 4% se abstiveram. Os professores da Rede Estadual consideram que a proposta pelo governo oferecida é insuficiente e cobram o percentual de 33,24% relativos ao reajuste do Piso Salarial de 2022. 

A proposta do Governo, oficializada e detalhada por meio de documento, consiste em aplicar os 33,24% a partir de janeiro para os que ganham menos que R$3.845,63, proporcional a 30 horas; aplicar, a partir de janeiro, entre 0,1% e 33,24% para quem ganha menos que R$3.843,63; aplicar em março os 13% para todos que não receberam em janeiro; complementar em dezembro os 33,24%, entre 0% a 17,91%, dependendo da parcela recebida no mês de janeiro ou março.

“Quando se trata de um direito é compreensível entender o porquê a proposta foi rejeitada. Somos uma categoria que historicamente sofre com os baixos salários. Portanto, os 33,24% representam uma reposição de dois anos relativos à atualização dos nossos salários”, afirmou a coordenadora geral do Sinte/RN, professora Fátima Cardoso. “O Governo deve entender que a data limite de negociação está se esgotando. Assim, é preciso implantar o Piso. Não dá para deixar um vácuo. (O Governo) tem que negociar para cumprir a Lei, é isso que esperamos”, acrescentou.

Na quinta-feira (17.fev.2022), os professores da Rede Estadual devem se reunir novamente em assembleia para deliberar uma contraproposta.

Foto: Reprodução/Danilo Bezerra

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