Encontros Dialógicos Decoloniais promovem último debate nesta sexta-feira (9) e trazem presidenta da Asociación Abuelas de Plaza de Mayo, Estela de Carlotto

Encontros Dialógicos Decoloniais promovem último debate nesta sexta-feira (9) e trazem presidenta da Asociación Abuelas de Plaza de Mayo, Estela de Carlotto

Amanhã, 10/09, das 11h às 12h, será realizado o último encontro da atual edição do projeto “Encontros Dialógicos Decoloniais: vidas e vozes que importam”, com o tema “Memória, verdade e justiça: violações de direitos humanos na América Latina”. A integrante da mesa é Estela Barnes de Carlotto, presidenta da Asociación Abuelas de Plaza de Mayo, da Argentina. A mediação será da professora do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Decom/UFRN), Mônica Mourão.

O debate será realizado virtualmente, pela plataforma Google Meet, cujo endereço de acesso será divulgado exclusivamente por e-mail para os inscritos. As inscrições podem ser realizadas diretamente pelo link (https://abre.ai/encontrosdialogicosdecoloniais) ou através do site que pode ser solicitado pelo e-mail (encontrosdialogic[email protected]).

Os(as) idealizadores(as) e organizadores(as) do evento são docentes e estudantes vinculados aos grupos de pesquisa Amaru (Observatório Latino-Americano de Comunicação, Mídias e Direitos Humanos), projeto de pesquisa do Ecomsul (Epistemologias e Práticas Transformadoras em Comunicação, Mídias e Cultura); DesCom (Epistemologias Subalternas, Epistemologias Não Essencialistas e Comunicação); e CONNAU (Convergência e Narrativas Audiovisuais), com o apoio do Departamento de Comunicação Social da UFRN e de pesquisadoras do Programa de Pós-graduação em Estudos da Mídia (PPgEM/UFRN).

Para Mônica Mourão, professora de Comunicação e mediadora desta edição do encontro, debater ditaduras na América Latina é uma questão do passado, do presente e do futuro.

“A história que Estela viveu é coletiva, de avós que tiveram seus filhos e filhas desaparecidos pela ditadura argentina e seus netos sequestrados. É muito importante seguirmos lembrando dessas histórias. Ainda existem centenas de crianças desaparecidas, o que mostra que a questão da ditadura não se resolveu. Mesmo na Argentina, onde houve julgamentos de militares – diferentemente do Brasil, pois a Lei de Anistia de lá foi revogada – ainda assim o paradeiro dessas crianças não foi dado. Então isso mostra que, de diferentes maneiras, tanto na Argentina quanto no Brasil, é um problema do presente e do futuro o que aconteceu nos nossos passados recentes durante os períodos ditatoriais”, pontuou a professora.

ENCONTRO INTERNACIONAL

Nesta sua segunda edição, os Encontros Dialógicos Decoloniais foram realizados em caráter internacional. As mesas foram sempre formadas por um/uma representante brasileiro(a) e por um(a) representante de país da América Latina, entre ativistas, acadêmicos/as, lideranças de movimentos sociais, estudantes e pesquisadores/as.

O objetivo do projeto é contribuir com o processo de enfrentamento das desigualdades e discriminações históricas contra os povos latino-americanos, agravadas pelo atual cenário da pandemia da Covid-19. Visa também ampliar a produção de conhecimento crítico sobre uma América marcada pelo sangue dos corpos negros e indígenas, sobre um conceito de humanidade construído a partir da opressão e exploração das vidas periféricas/do sul do mundo.

Foto: Divulgação/Encontros Dialógicos Decoloniais

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