PL aprovado na Câmara de Natal prevê cassação de alvará dos postos que cometerem infrações ao consumidor

PL aprovado na Câmara de Natal prevê cassação de alvará dos postos que cometerem infrações ao consumidor

Os parlamentares também decidiram pela manutenção do veto ao Projeto de Lei nº 206/2018, que institui o serviço Família Acolhedora

O plenário da Câmara Municipal de Natal aprovou em segunda discussão, na sessão ordinária desta terça-feira (17), o Projeto de Lei n° 138/2017 que dispõe sobre a cassação de alvará de funcionamento na hipótese de infração cometida por postos revendedores de combustíveis automotivos. De autoria do vereador Kleber Fernandes (PSDB), a matéria segue agora para sanção ou veto do Executivo.

Segundo o autor do projeto, o Código de Defesa do Consumidor prevê uma série de sanções administrativas, ou seja, punições às instituições, empresas e fornecedores que cometem infrações contra o consumidor como a adulteração das bombas de combustível, inclusive o artigo 57 do Código lista um rol de punições que vão desde a aplicação de multa até a cassação do alvará de funcionamento. Com isso, a escolha de quais sanções serão aplicadas é discricionária do órgão fiscalizador.

“A lei chega para assegurar que essa punição, aos postos que cometam este tipo de ilegalidade, seja de cassação do alvará de funcionamento e não somente a aplicação de multa, haja vista que entendemos ser uma infração geradora de prejuízos coletivos, com impacto irreparável a vários consumidores”, defendeu o vereador Kleber Fernandes.

Os parlamentares também decidiram pela manutenção do veto ao Projeto de Lei nº 206/2018, apresentado pela vereadora Júlia Arruda (PCdoB), que institui o serviço Família Acolhedora, destinado ao acolhimento familiar provisório de crianças e adolescentes em situação de privação temporária do convívio com a família de origem. Trata-se da guarda por famílias previamente habilitadas e cadastradas no serviço, residentes na capital potiguar, com condições de receber as crianças com dignidade, além de garantir a manutenção dos direitos básicos necessários ao processo de crescimento e desenvolvimento.

Pela bancada governista, o vereador Hermes Câmara (PSDB) explicou os motivos do veto. “A proposição é excelente, mas existe um vício de iniciativa. O Legislativo não pode criar projetos que gerem custos ao executivo. É o executivo que cria projetos assim e manda para o Legislativo aprovar. O projeto não tem a rubrica de recursos, e quando a gente gera esse ônus, fica claro o vício de iniciativa. Por este motivo, optamos pela manutenção do veto”.

“Este projeto já é realidade em vários municípios brasileiros, portanto, o argumento do Executivo de que cometemos vício de iniciativa não cola. Lamento que a maioria tenha decidido manter o impedimento aplicado pela Prefeitura ao nosso texto, mas aproveito para informar que vamos lutar para que o Família Acolhedora seja realidade em nossa cidade”, declarou Júlia Arruda.

Foto: Divulgação/Sejus/Agência Brasília/Ilustração

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