Desconfiança no STF: pesquisa aponta maioria crítica a ministros e influência externa em julgamentos
Levantamento da AtlasIntel, divulgado pelo Estadão, revela a percepção dos brasileiros sobre a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) em meio à repercussão do caso Banco Master. Os dados apontam que a maioria dos entrevistados acredita no envolvimento de ministros da Corte no episódio e avalia negativamente os integrantes do tribunal.
Maioria dos brasileiros vê envolvimento de ministros no caso Banco Master
De acordo com a pesquisa, 66,1% dos brasileiros afirmam acreditar que há envolvimento de ministros do STF no caso Banco Master. Outros 14,9% disseram que não há participação, enquanto 18,9% responderam não saber.
Segundo o levantamento, a percepção ocorre em meio ao aumento do debate público sobre a atuação da Corte. O tema ganhou força após a divulgação de informações relacionadas ao banco e a personagens ligados ao processo.
Conforme reportagens citadas no estudo, investigações mencionam contratos envolvendo pessoas próximas a ministros do STF. Há referências à esposa do ministro Alexandre de Moraes e ao ministro Dias Toffoli, o que ampliou a atenção sobre o caso.
Influência externa em julgamentos é apontada por 89,9%
O estudo também mostra que a desconfiança vai além da possível participação direta. Para 89,9% dos entrevistados, há algum nível de influência externa no julgamento relacionado ao Banco Master. Apenas 6,1% avaliam que as decisões são estritamente técnicas.
Dias Toffoli lidera avaliação negativa entre ministros do STF
O levantamento da AtlasIntel também analisou a percepção individual sobre cada integrante do Supremo. Os dados mostram que a maioria dos entrevistados tem avaliação negativa de diversos ministros.
De acordo com a pesquisa, o ministro Dias Toffoli aparece com o maior índice de avaliação negativa, com 81%. Apenas 8% avaliam positivamente e outros 8% disseram não saber.
Alexandre de Moraes tem 59% de avaliação negativa e 37% positiva, segundo o levantamento.
Avaliação negativa também é maioria para outros ministros
Outros integrantes da Corte também apresentam maioria de percepção negativa, conforme os dados:
Gilmar Mendes: 67% de avaliação negativa
Flávio Dino: 58% de avaliação negativa
Cristiano Zanin: 55% de avaliação negativa
Cármen Lúcia: 54% de avaliação negativa
Edson Fachin: 53% de avaliação negativa
Os dados indicam ainda percentuais de indecisos variando entre os nomes analisados. Segundo a AtlasIntel, por arredondamento, alguns percentuais podem não somar exatamente 100%.
Contexto da pesquisa e repercussão do caso Banco Master
O material menciona que a avaliação sobre o ministro Dias Toffoli ocorre no contexto da repercussão de sua atuação em processo relacionado ao caso Banco Master, conforme reportagens citadas.
A pesquisa AtlasIntel foi divulgada em material publicado pelo Estadão. Os números refletem a percepção dos entrevistados no momento da coleta. Não há, no levantamento, conclusões sobre irregularidades ou decisões judiciais, tratando-se apenas da opinião dos entrevistados.
Fotos: Fellipe Sampaio /SCO/STF / Wallace Martins/STF / Paulo Pinto/Agência Brasil
Ex-presidente tem recomendação de internação de pelo menos duas semanas para tratamento de pneumonia; ministro abriu prazo para manifestação da PGR
A equipe médica que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enviou um prontuário ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa um novo pedido de transferência do ex-mandatário para prisão domiciliar. O documento foi solicitado pelo próprio ministro e encaminhado pela defesa de Bolsonaro.
O prontuário contém um relatório extenso com uma série de exames do ex-presidente, incluindo tomografias que mostram a infecção pulmonar diagnosticada. O documento também detalha o tratamento realizado, que incluiu a administração de três antibióticos, e menciona complicações renais apresentadas por Bolsonaro durante o período de internação.
Recomendação médica aponta 14 dias de internação
De acordo com informações do Hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado, a recomendação é de 14 dias de internação para conclusão do tratamento com antibióticos. Os médicos indicam que esse prazo é uma estimativa e que a previsão de alta só poderá ser definida após a evolução do paciente.
Neste momento, Bolsonaro segue em tratamento com antibióticos e permanece em unidade de cuidados intermediários. Caso haja evolução favorável, o ex-presidente pode deixar a UTI e seguir para um quarto ainda neste final de semana.
Pedido de prisão domiciliar é analisado
Na terça-feira (17), a defesa de Bolsonaro voltou a solicitar a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão no âmbito da trama golpista. Ele está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, desde janeiro, e foi transferido para o hospital no dia 13 após apresentar mal-estar.
O pedido da defesa foi feito com base no quadro clínico do ex-presidente. Diante da solicitação, o ministro Alexandre de Moraes determinou que o hospital encaminhasse o prontuário médico completo, incluindo exames realizados, medicações administradas e avaliação das condições gerais de saúde.
PGR deve se manifestar sobre o pedido
Com o recebimento dos documentos, Moraes decidiu abrir prazo para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de analisar o pedido da defesa. Caberá ao órgão se posicionar sobre a eventual concessão da prisão domiciliar, à luz das informações médicas apresentadas.
A análise do pedido ocorre em meio a avaliações dentro da Corte sobre os impactos jurídicos e políticos de uma eventual mudança no regime de cumprimento da pena. Integrantes do governo e do PT também têm considerado, sob reserva, que a piora clínica indica que chegou o momento de o ex-presidente voltar a cumprir pena em casa.
Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ministro do STF participou de evento da OAB no Rio de Janeiro e falou sobre tomada de decisões difíceis na magistratura
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, afirmou nesta sexta-feira (20) que o papel do juiz não é buscar protagonismo, mas decidir com responsabilidade e equilíbrio. A declaração foi feita durante evento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro.
“Bom juiz não é estrela”, disse o ministro. “Como eu sou cristão, peço que julgue da forma certa, reconhecendo que não somos perfeitos.”
Mendonça destacou que tomar decisões difíceis faz parte da função pública e orientou magistrados a não temerem o processo decisório. “Não tenha medo de tomar decisões. Se estiver errado, peça desculpas e corrija a rota, mas não deixe de decidir.”
Coragem e humildade na magistratura
O ministro também discorreu sobre o conceito de coragem no exercício da função judicante. “Coragem é a capacidade de, no meio da adversidade, ter tranquilidade para decidir. Não é falar alto, ser arrogante ou subir o tom. Coragem não é irracionalidade; é tomar decisões de forma racional, justificada e motivada.”
Mendonça defendeu ainda a humildade como virtude essencial para os magistrados. “Humildade não é fraqueza, é grandeza. É saber que, no fundo, você não é mais do que ninguém.”
O ministro ressaltou que não busca protagonismo no STF e que os integrantes da Corte devem agir com responsabilidade para preservar a confiança da sociedade na instituição.
Voo do ministro sofreu falha mecânica
Antes de participar do evento no Rio de Janeiro, Mendonça teve um voo abortado na noite de quinta-feira (19) após o piloto identificar uma falha mecânica na aeronave. De acordo com informações apuradas pela coluna da jornalista Manoela Alcântara, do Metrópoles, o avião pertencia à Latam.
O ministro estava em Brasília e participou da sessão plenária com os demais ministros do STF. Com a falha, o voo que sairia do Aeroporto Internacional de Brasília com destino ao Santos Dumont foi remarcado para esta sexta-feira (20).
Mendonça embarcou em outro voo para o Rio de Janeiro, onde participou da palestra na OAB. A Latam não se pronunciou sobre o episódio até a publicação desta matéria.
Ex-banqueiro foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para superintendência da PF, onde terá condições mais flexíveis para tratar do acordo
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro assinou um termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia Federal (PF) e sua defesa, em mais um desdobramento da investigação sobre a fraude envolvendo o Banco Master. A assinatura representa a primeira etapa formal para o início das negociações de um possível acordo de colaboração premiada.
Também nesta quinta-feira (19), Vorcaro foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, onde deverá discutir os termos do eventual acordo com mais liberdade de acesso à defesa.
Transferência ocorreu com protocolos especiais de segurança
A transferência ocorreu de helicóptero e, segundo informações do caso, seguiu protocolos especiais para garantir a segurança de Vorcaro e evitar risco de fuga. A decisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito que apura irregularidades relacionadas à instituição financeira.
Na penitenciária federal, Vorcaro estava submetido ao regime mais rígido do sistema prisional brasileiro. O contato com os advogados ocorria de forma restrita, em parlatório com divisão de vidro e gravação. Após a chegada dele à unidade, a defesa pediu ao ministro relator autorização para conversas reservadas, sem gravação, o que foi aceito.
Na sede da PF, as condições de custódia são mais flexíveis. O termo de confidencialidade assinado por Vorcaro também garante que, caso as tratativas não avancem para um acordo formal, nenhuma informação prestada durante as negociações poderá ser usada contra ele.
Etapas da negociação de colaboração premiada
A partir desta fase, o ex-banqueiro deverá se reunir inicialmente apenas com seus advogados para discutir os fatos sob investigação. Em um segundo momento, quando a defesa considerar que há elementos suficientes, o material será apresentado às autoridades responsáveis pelo caso.
Depois disso, investigadores e integrantes do Ministério Público passam a analisar a consistência das informações, verificando se os relatos fazem sentido, se há provas que sustentem a narrativa e se o conteúdo é suficiente para embasar um eventual acordo. Somente após essa etapa de validação é que os depoimentos formais podem ser colhidos.
Mudança de custódia foi solicitada pela defesa
A mudança de local de custódia foi solicitada pela defesa de Vorcaro. Em nota, a Polícia Federal informou que, “em cumprimento à decisão judicial proferida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, no âmbito da PET 15.711, realizou, nesta quinta-feira (19/3), a transferência do custodiado Daniel Bueno Vorcaro do Sistema Penitenciário Federal para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal”.
Histórico das prisões e investigação
Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro, quando tentava embarcar para o exterior no Aeroporto de Guarulhos. A PF suspeitou de tentativa de fuga, enquanto o empresário alegou que viajaria para se reunir com investidores interessados na compra do Banco Master. Ele foi solto dez dias depois, mas voltou a ser preso em 4 de março, durante a operação Compliance Zero, que também atingiu servidores do Banco Central.
Na semana passada, Vorcaro anunciou mudança em sua equipe de defesa e substabeleceu procuração ao advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca. O criminalista se reuniu com André Mendonça na noite de terça-feira (17) e é conhecido por atuar em delações premiadas de grande repercussão, como a do ex-presidente da OAS Leo Pinheiro, no âmbito da Operação Lava Jato.
Inquérito foi prorrogado por mais 60 dias
Na quarta-feira (18), André Mendonça também atendeu a um pedido da Polícia Federal e prorrogou por mais 60 dias o inquérito que apura suspeitas de fraudes relacionadas à tentativa de compra do Master pelo BRB (Banco de Brasília). Na decisão, o ministro afirmou que a ampliação do prazo é necessária para a “realização de diligências reputadas imprescindíveis para o esclarecimento dos fatos”.
A justificativa da PF é de que ainda há grande volume de material para análise, incluindo documentos apreendidos em buscas e informações obtidas por meio de quebras de sigilo. Segundo apuração de investigadores, a tendência é que o prazo da investigação seja mantido até a conclusão completa dos trabalhos.
Prejuízos do Banco Master
Liquidado pela autoridade monetária em novembro, o Banco Master já teria causado perdas superiores a R$ 50 bilhões a diferentes entidades, entre elas o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e fundos de pensão.
Segundo informações publicadas pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Vorcaro não pretende citar ministros do STF em eventual acordo relacionado ao Banco Master, a menos que isso se torne inevitável no curso das negociações.
Medida vem em meio à expectativa de delação premiada do banqueiro
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (19) a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro da Penitenciária Federal em Brasília para a carceragem da superintendência da Polícia Federal.
A transferência ocorre em meio à expectativa do início das tratativas para assinatura de um acordo de delação premiada de Vorcaro com os investigadores.
Na semana passada, após o Supremo formar maioria de votos para manter sua prisão, Vorcaro decidiu mudar de advogado.
A banca do advogado Pierpaolo Bottini, crítico de delações, deixou o processo e foi substituída por José Luis Oliveira, um dos criminalistas mais conhecidos do país.
A mudança sinalizou que Vorcaro está disposto a negociar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF) ou com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Caso Master
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, de Daniel Vorcaro, em 18 de novembro de 2025. O motivo principal foi o colapso financeiro da instituição, que enfrentava uma crise de liquidez após oferecer rendimentos agressivos para atrair investidores.
As investigações revelaram um esquema de fraudes bilionárias, estimado em cerca de R$ 17 bilhões, que incluía a criação de carteiras de crédito falsas e tentativas de vender esses ativos fictícios ao Banco de Brasília (BRB) para mascarar o rombo contábil.
Em consequência das irregularidades, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no mesmo dia da liquidação, durante a Operação Compliance Zero. Embora tenha sido solto posteriormente para responder em liberdade sob medidas cautelares, foi preso novamente no começo do mês de março.
As investigações também resultaram no afastamento de funcionários do Banco Central e na liquidação de outras instituições ligadas ao esquema, como a Reag Investimentos e o Banco Pleno.
Troca ocorre com pré-candidatura de atual ministro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quinta-feira (19) que Dario Durigan será o novo ministro da Fazenda, substituindo Fernando Haddad, que deixará o cargo para disputar as próximas eleições.
O anúncio foi feito durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo, de forma informal, enquanto Lula cumprimentava autoridades presentes.
“Quero cumprimentar o companheiro Dario Durigan. Ele será o substituto do Haddad no Ministério da Fazenda. Pode olhar para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas”, declarou o presidente.
A confirmação ocorreu quando Lula lia a lista de participantes do evento. Ao citar Durigan, pediu que ele se levantasse e o apresentou como futuro titular da equipe econômica.
Durante o discurso, o presidente também fez um balanço do governo e destacou a atuação dos ministros ao longo do mandato.
“Haddad passará para a história como o ministro da Fazenda mais exitoso da história deste país por ter aprovado uma reforma tributária que estava parada há 40 anos”, afirmou Lula.
Saída confirmada
Mais cedo, Haddad confirmou que deixará o comando da pasta após mais de três anos no cargo. Oficialmente, Haddad não anunciou a que cargo concorrerá. Apenas disse que disputará as próximas eleições.
Nas últimas horas no cargo, Haddad classificou o momento de simbólico. “Hoje é um dia especial, um dia que eu estou deixando o Ministério da Fazenda”, disse.
A saída ocorre em meio à expectativa de que o ex-ministro anuncie sua pré-candidatura ao governo paulista na noite desta quinta-feira (19), em evento ao lado de Lula em São Bernardo do Campo.
Balanço econômico
Em seu discurso, Haddad destacou medidas adotadas durante sua gestão, com ênfase na articulação com o Congresso e na cooperação entre União, estados e municípios.
Segundo ele, o chamado pacto federativo foi essencial para os resultados econômicos recentes.
“O apoio do Congresso e a reconstrução do pacto federativo foram fundamentais para corrigir distorções tributárias e permitir crescimento com inclusão.”
O ex-ministro também citou ações como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, a tributação de rendas mais altas e o aumento de investimentos públicos como fatores que contribuíram para a melhora de indicadores econômicos.
Biografia
Atual secretário executivo da Fazenda, Durigan já atuava como principal articulador político da equipe econômica e deve dar continuidade à agenda fiscal do governo. Antes de assumir o posto de número dois do Ministério da Fazenda, em 2023, Durigan atuava no setor privado como responsável por políticas públicas do WhatsApp no Brasil, função exercida dentro da Meta Platforms desde 2020, grupo que também controla Facebook e Instagram.
Formado em Direito pela Universidade de São Paulo e mestre pela Universidade de Brasília, ele construiu carreira no setor público antes da experiência na tecnologia. Entre 2010 e 2011, trabalhou na Advocacia-Geral da União com foco em gestão estratégica. Em seguida, atuou como assessor jurídico na Casa Civil entre 2011 e 2015, durante administrações petistas.
Posteriormente, integrou a equipe de Haddad na Prefeitura de São Paulo como assessor especial, entre 2015 e 2016. Na sequência, exerceu a advocacia na Consultoria Jurídica da União em São Paulo até 2020, consolidando sua atuação na área pública e jurídica.
Presidente critica agentes que “tiram proveito da desgraça” mesmo com isenções fiscais adotadas pelo governo federal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu o aumento dos combustíveis no país a práticas oportunistas no mercado. Em declaração realizada nesta quarta-feira (18), o chefe do Executivo afirmou que há pessoas “tirando proveito da desgraça” mesmo diante das medidas adotadas pelo governo para conter os preços.
Durante discurso, Lula questionou a alta de combustíveis como o etanol e a gasolina, mesmo com ações como a isenção de PIS/Cofins e a concessão de subsídios pelo governo federal. Para o presidente, não faz sentido que produtos que não dependem diretamente do petróleo tenham registrado elevação de preços, o que levanta críticas ao comportamento de agentes do setor.
Tensões internacionais impactam preço do petróleo no mercado global
O chefe do Executivo também relacionou o cenário de alta dos combustíveis à escalada de tensões internacionais, citando o impacto do conflito envolvendo o Irã. Segundo Lula, a disparada no preço do barril de petróleo no mercado global tem reflexos diretos no Brasil, apesar da distância geográfica do país em relação às zonas de conflito.
Lula ainda criticou as grandes potências mundiais, como Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido, responsabilizando-as pela instabilidade global e pelo impacto econômico indireto em países como o Brasil.
Governo avalia medidas mais duras para fiscalização de fretes
Em meio à pressão de caminhoneiros pela adoção de medidas que contenham a alta dos combustíveis, o governo federal também avalia endurecer a fiscalização no setor de transporte de cargas. O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que empresas que descumprirem regras de frete podem ter o registro suspenso.
Brasília (DF), 12/03/2026 – o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante entrevista coletiva sobre medidas para reduzir o impacto da oscilação do preço internacional do petróleo sobre o diesel no Brasil. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A proposta inclui a ampliação da fiscalização eletrônica em parceria com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), com o objetivo de garantir o cumprimento das normas que regulamentam o transporte rodoviário de cargas no país.
Relatório do órgão de controle indica movimentações incompatíveis com capacidade financeira da empresa contratada
O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, e a JBS, dos irmãos Batista, repassaram R$ 18 milhões a uma empresa de consultoria que realizou pagamentos ao filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques. As informações constam em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) obtido pelo jornal O Estadão.
Segundo o documento, o Banco Master enviou R$ 6,6 milhões à Consult Inteligência Tributária entre agosto de 2024 e julho de 2025. No mesmo período, a JBS repassou outros R$ 11,3 milhões à mesma empresa.
Os valores correspondem à totalidade recebida pela consultoria no intervalo analisado, apesar de a empresa declarar faturamento de apenas R$ 25,5 mil no período.
Coaf aponta incompatibilidade nas movimentações financeiras
A discrepância entre os valores movimentados e o faturamento declarado levou o Coaf a classificar as movimentações como “incompatíveis com a capacidade financeira” da empresa. O órgão aponta que os dados “indicam que alguns dos valores podem ter origem não formal”.
A Consult Inteligência Tributária foi aberta em 2022 por Francisco Craveiro de Carvalho Junior, contador natural de Teresina (PI), cidade natal do ministro Kassio Nunes Marques. A empresa possui endereços registrados em Barueri (SP) e Brasília (DF).
Pagamentos ao filho do ministro somam R$ 281 mil
Entre os pagamentos realizados pela consultoria, o Coaf identificou 11 repasses que totalizam R$ 281.630 ao advogado Kevin de Carvalho Marques, de 25 anos, filho de Kassio Nunes Marques. Os pagamentos foram efetuados por meio do escritório do próprio advogado, do qual ele é o único responsável, segundo registros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Em seu site profissional, que foi retirado do ar, Kevin Marques se apresentava como advogado “com um ano de experiência na OAB”. O texto dizia: “Tenho me dedicado a entender profundamente as complexidades do sistema tributário brasileiro, buscando soluções eficientes e personalizadas para cada cliente”.
Kevin Marques também atua como um dos procuradores da Refit, antiga Refinaria Manguinhos, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Seu pai era desembargador do tribunal quando foi indicado ao Supremo Tribunal Federal, em 2020.
Defesa de Kevin Marques afirma que pagamentos são lícitos
Procurado pelo Estadão, Kevin Marques afirmou que os pagamentos são lícitos e decorrem do exercício regular da advocacia “voltada ao fisco administrativo”. O ministro Kassio Nunes Marques não comentou o caso.
Fotos: Carlos Moura/SCO/STF / Fellipe Sampaio /SCO/STF
A investigação em curso aponta a existência de um esquema de fraudes bilionárias no mercado financeiro, supostamente comandado e coordenado por Vorcaro
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou nesta quarta-feira (18) por 60 dias o inquérito que apura fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A decisão atende a um pedido formalizado pela Polícia Federal (PF), que conduz as investigações. As informações são do portal O Antagonista.
A prorrogação do prazo ocorre menos de duas semanas após Mendonça ter determinado, no início de março, a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e de outros investigados no âmbito da Operação Compliance Zero. Na ocasião, o ministro também atendeu a um pedido da PF, citando “risco concreto de interferência nas investigações” como justificativa para a medida extrema.
A investigação em curso aponta a existência de um esquema de fraudes bilionárias no mercado financeiro, supostamente comandado e coordenado por Vorcaro. Segundo os autos, ele também teria atuado na interlocução direta com servidores do Banco Central (BC) responsáveis pela supervisão bancária no órgão, visando beneficiar as operações do grupo.
Mendonça cita risco de continuidade da organização criminosa
Em sua decisão que prorroga o inquérito, o ministro André Mendonça salientou que a medida é necessária diante de indícios de que a organização criminosa continua atuando de forma “contínua e reiterada” na prática de condutas ilícitas. Entre as atividades citadas estão a ocultação de recursos e a articulação com agentes públicos para obter vantagens.
Para Mendonça, a manutenção dos investigados em liberdade, sem a devida conclusão das apurações, representaria “manter o funcionamento da organização criminosa, com risco concreto de destruição de provas” que podem ser essenciais para o desfecho do caso.
Outros investigados também tiveram prisões decretadas
Além de Daniel Vorcaro, foram decretadas as prisões preventivas de Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, e Marilson Roseno da Silva, um policial federal aposentado. As investigações apontam que os dois últimos atuariam na vigilância, no monitoramento de pessoas e na obtenção de informações sigilosas de sistemas de órgãos públicos, tudo em benefício do grupo denominado “A Turma”.
Na mesma decisão, o ministro determinou a suspensão, por tempo indeterminado, do funcionamento de empresas vinculadas aos investigados. Segundo a PF, essas empresas teriam sido constituídas “não para produzir riqueza e gerar empregos, mas para agir exclusivamente na prática de ilícitos”, visando a viabilizar a lavagem de dinheiro e dificultar a identificação da origem e do destino dos recursos movimentados.
Restrições são impostas a servidores do Banco Central
Além das prisões, Mendonça impôs restrições a outros investigados que não foram detidos. As medidas incluem monitoramento por tornozeleira eletrônica, afastamento imediato das funções públicas exercidas junto ao Banco Central e proibição de deixar o país. Essas restrições foram aplicadas a Paulo Sérgio Neves de Souza e Belinne Santana, servidores do BC.
Medidas semelhantes, com exceção do afastamento de funções públicas, foram impostas a Ana Cláudia Queiroz Paiva e Leonardo Palhares. Segundo a investigação, esses dois investigados seriam os responsáveis por efetuar pagamentos ao grupo criminoso, atuando na ponta financeira do esquema.
Fotos: Nelson Jr./SCO/STF / Fellipe Sampaio /SCO/STF
A proposta prevê que a medida tenha caráter estritamente temporário, com validade até o dia 31 de maio de 2026
A União propôs que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre a importação de diesel, como medida para conter a alta dos preços dos combustíveis. Em contrapartida, o governo federal se compromete a compensar 50% da perda de arrecadação dos entes federativos.
A proposta foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião virtual do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), realizada nesta quarta-feira (18). O órgão reúne os secretários estaduais de Fazenda e discute medidas para conter a escalada de preços após o agravamento da guerra no Oriente Médio.
Impacto fiscal pode chegar a R$ 6 bilhões em dois meses
Segundo cálculos da equipe econômica, a zeragem do ICMS pode gerar uma renúncia de receita da ordem de R$ 3 bilhões por mês para os estados. Desse total, R$ 1,5 bilhão seria coberto pelo governo federal por meio de compensações diretas.
A proposta prevê que a medida tenha caráter estritamente temporário, com validade até o dia 31 de maio de 2026. Caso adotada por todo o período, o impacto total pode chegar a R$ 6 bilhões, sendo metade arcada pela União e a outra metade suportada pelos estados como forma de contribuir para o equilíbrio do mercado.
Pressão externa e risco de desabastecimento motivam medida
A iniciativa ocorre em meio à disparada dos preços do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O aumento tem pressionado os custos do diesel no Brasil, que depende de importações para atender cerca de 30% do consumo interno.
Segundo Dario Durigan, o preço do diesel importado tem se descolado do valor praticado no mercado interno, o que pode comprometer o abastecimento em curto prazo caso não haja medidas para equilibrar a equação. “A nossa orientação é fazer isso, caso os estados concordem, porque isso é muito importante para garantir o abastecimento, para discutir essa oferta forte e firme de diesel no País”, declarou o secretário-executivo da Fazenda.
Decisão final depende de governadores em reunião presencial
A decisão final sobre a adoção da medida depende da aprovação dos governadores e deve ser discutida até o próximo dia 27, quando o Confaz realiza reunião presencial em São Paulo. A proposta surge após resistência inicial de estados a novos cortes de ICMS sem compensação financeira adequada.
O governo federal afirmou que não pretende impor a medida de forma unilateral, como ocorreu em 2022, quando o governo anterior reduziu o ICMS dos combustíveis e deixou para a atual gestão compensar, em 2023, os prejuízos dos estados. Durigan destacou a importância do diálogo federativo e da construção de consenso.
“Esses são os melhores esforços que a gente pode fazer dentro da linha que eu dei: responsabilidade fiscal, responsabilidade com a população, responsabilidade regulatória”, completou o secretário-executivo.
Medidas complementares e risco de greve
A proposta de zeragem do ICMS complementa ações já anunciadas pelo governo federal, como a redução de tributos federais incidentes sobre o diesel, entre eles o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), além da concessão de subsídios à produção interna de combustíveis.
Além disso, foi aprovado um acordo entre a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e 21 estados para compartilhamento em tempo real de notas fiscais de combustíveis. O objetivo é reforçar a fiscalização e coibir abusos de preços na ponta final da cadeia. Seis estados — Alagoas, Amazonas, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e São Paulo — pediram mais tempo para avaliar o acordo com a ANP.
O tema ganha urgência diante da possibilidade de uma paralisação nacional de caminhoneiros, motivada pela alta do diesel. O governo tenta evitar impactos no abastecimento e na inflação, cenário semelhante ao observado na greve de 2018. A equipe econômica afirma que as medidas buscam equilibrar responsabilidade fiscal com a necessidade de proteger consumidores e garantir oferta de combustível no país.
Mulher morre após rápida evolução do quadro clínico
A cidade de Pombal, no Sertão da Paraíba, registrou a morte de uma mulher e mais de 110 casos de pessoas com sintomas de intoxicação alimentar após consumirem alimentos em uma mesma pizzaria. O caso ocorreu entre os dias 15 e 17 de março e levou à interdição do estabelecimento, identificado como La Favoritta, além da abertura de inquérito policial para apurar as causas do surto.
Rayssa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos, faleceu na manhã desta terça-feira (17) no Hospital Regional Senador Rui Carneiro, principal unidade de saúde do município. A paciente deu entrada na unidade na segunda-feira (16) apresentando diarreia, vômitos e dor abdominal, sintomas compatíveis com intoxicação alimentar.
Segundo informações do hospital, a paciente apresentou rápida evolução clínica e foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) já em estado geral gravíssimo. A morte foi confirmada às 8h59 desta terça-feira. A causa da morte ainda depende da conclusão de laudos oficiais, incluindo o exame necroscópico.
Mais de 110 pessoas apresentaram sintomas semelhantes
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, 113 pessoas procuraram atendimento médico na cidade com sintomas compatíveis com intoxicação alimentar após consumirem produtos da pizzaria La Favoritta. Desse total, 74 atendimentos foram realizados no Hospital Regional Senador Rui Carneiro nos dias 15 e 16 de março. Os demais pacientes buscaram ajuda na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.
A Polícia Civil da Paraíba (PCPB), que abriu inquérito na segunda-feira (16) para apurar o caso, contabiliza cerca de 115 pessoas afetadas, com diferentes níveis de gravidade. Segundo a secretária municipal de Saúde, Luciana Melo, apenas uma pessoa permanece internada até o momento, e todas as outras já receberam alta hospitalar.
Proprietário da pizzaria presta depoimento à polícia
O dono da pizzaria La Favoritta, Marcos Antônio Gomes Neto, de 24 anos, já prestou depoimento à Polícia Civil e afirmou que está colaborando com as autoridades. Em pronunciamento nas redes sociais e em entrevistas, ele disse não saber o que pode ter causado o caso e pediu desculpas à família da vítima.
“Estou sem acreditar também, não sei o que aconteceu, entrei em contato com a Vigilância. Eu mesmo convidei, a gente marcou um horário para fazer a fiscalização para dar uma resposta. Todos queremos respostas, eu como proprietário e as pessoas que foram afetadas”, declarou o comerciante.
A advogada Raquel Dantas, que acompanha o empresário, afirmou que, durante a inspeção inicial, não foram encontrados produtos fora da validade ou em condições inadequadas. Segundo a defesa, a interdição da pizzaria é uma medida sanitária preventiva e, até o momento, não há confirmação oficial de que esteja relacionada diretamente aos alimentos servidos no local.
“Estou fazendo o possível, estou colaborando com a Vigilância, fornecendo amostras, com a Polícia Civil também, que pediu, estamos enviando, estamos entregando”, acrescentou Marcos Antônio.
Vigilância Sanitária interdita estabelecimento e coleta amostras
A pizzaria foi vistoriada pela Vigilância Sanitária municipal na segunda-feira (16) e pela Agência Estadual de Vigilância Sanitária da Paraíba (Agevisa-PB) na terça-feira (17). Após as inspeções, o restaurante foi interditado preventivamente.
Segundo a Agevisa, foram identificadas irregularidades no local, incluindo armazenamento inadequado de alimentos e presença de insetos. Durante a fiscalização, foram recolhidas amostras de alimentos para análise no Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB).
A secretária Municipal de Saúde, Luciana Melo, informou que a Vigilância Sanitária do município foi notificada ainda no domingo e realizou a inspeção com recolhimento de materiais. O prazo estimado para a conclusão dos laudos laboratoriais é de cerca de uma semana.
Polícia Civil abre inquérito e aguarda laudos periciais
A Polícia Civil da Paraíba instaurou inquérito na segunda-feira (16) para investigar as causas do surto de intoxicação alimentar. De acordo com a corporação, as investigações dependem da produção de provas técnicas, incluindo os laudos periciais a partir da análise dos produtos recolhidos no estabelecimento e o exame necroscópico da vítima.
O prazo estipulado para a conclusão do inquérito é de 10 dias. A polícia informou que todas as pessoas que apresentaram sintomas estão sendo ouvidas para auxiliar na identificação da origem da contaminação.
Pombal é a quarta cidade mais antiga da Paraíba
O município de Pombal, onde ocorreu o caso, tem 32 mil habitantes, segundo o Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Localizada a 376 quilômetros de João Pessoa, a capital paraibana, a cidade é a quarta mais antiga do estado, com relevante importância histórica no Sertão paraibano.
As autoridades de saúde recomendam que moradores que apresentarem sintomas como diarreia, vômitos e dores abdominais procurem imediatamente atendimento médico nas unidades de saúde do município.
A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) está entre os alvos da operação
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (17), a Operação Indébito, um desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
As investigações, conduzidas em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), apontam que os desvios podem chegar a R$ 6,3 bilhões no período entre 2019 e 2024.
Deputada Gorete Pereira é alvo e passa a usar tornozeleira eletrônica
A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) está entre os alvos da operação. Segundo informações obtidas pela TV Globo, a parlamentar passou a ser monitorada com tornozeleira eletrônica.
As investigações indicam que a deputada teria ligação com o esquema envolvendo a Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen), presidida por uma das investigadas, para a realização de descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas.
De acordo com as apurações, a parlamentar teria participado ativamente das fraudes e recebido recursos originados nos desvios. Ela também é investigada por ter aberto empresas em nomes de laranjas para facilitar o esquema.
PF cumpre mandados no Ceará e no Distrito Federal
Policiais federais e auditores da CGU cumprem 19 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão e outras medidas cautelares no Ceará e no Distrito Federal. Os mandados judiciais foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça.
O objetivo da operação é aprofundar as investigações da Operação Sem Desconto para esclarecer a prática de crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
Empresário e ex-presidente de associações são presos
A PF cumpriu dois mandados de prisão nesta terça-feira. Foram presos o empresário Natjo de Lima Pinheiro e a advogada Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen) e da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB).
Segundo relatório da PF divulgado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, o empresário Natjo de Lima Pinheiro teria sido beneficiário de aproximadamente R$ 400 mil em múltiplas operações advindas das empresas de Cecilia Rodrigues Mota, apontada como uma das operadoras do esquema fraudulento.
Diretor da Dataprev é afastado do cargo
Durante a operação, a PF também cumpriu mandados contra Alan Santos, diretor de Relacionamento e Negócios da Dataprev. Ele foi afastado do cargo. Outros três servidores do INSS também foram afastados das funções no órgão, mas os nomes não foram divulgados.
Investigada prestou depoimento à CPMI do INSS em 2025
Cecília Rodrigues Mota prestou depoimento à CPMI do INSS em novembro de 2025. Na ocasião, ela admitiu conhecer parte das pessoas citadas nas investigações da Operação Sem Desconto.
A advogada reconheceu ser proprietária de várias empresas suspeitas de lavagem de dinheiro e confirmou ter movimentado milhões de reais, mas negou que esses recursos tenham origem ilícita.
Defesa de empresário preso considera prisão desnecessária
A defesa do empresário Natjo Pinheiro afirmou, por meio de nota, que considera a prisão preventiva decretada uma medida desnecessária e desproporcional. O advogado Bruno Queiroz destacou que o investigado já havia sido alvo de busca e apreensão e bloqueio judicial de bens em abril de 2025, medidas consideradas satisfatórias pela defesa.
A defesa informou que os descontos investigados estão paralisados e que não há risco de continuidade das atividades ou de fuga. O advogado afirmou que ingressará com os instrumentos jurídicos cabíveis para revogação da prisão preventiva.
Procuradas pela TV Globo, as defesas da deputada Gorete Pereira e de Cecília Rodrigues Mota não se manifestaram até a publicação desta matéria.
Fotos: Divulgação/PF / Cleia Viana/Câmara dos Deputados / Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Segundo o advogado Marco Aurélio de Carvalho, Lulinha pretende colaborar com as investigações por meio de um depoimento espontâneo
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, procurou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça na semana passada para tratar do inquérito que investiga a chamada “Farra do INSS”. O encontro ocorreu na noite do dia 11 de março, no gabinete do ministro, em Brasília.
Na conversa, o advogado Marco Aurélio de Carvalho reiterou a confiança no ministro e colocou Lulinha à disposição para prestar depoimento pessoalmente no âmbito das investigações. A iniciativa ocorre em meio ao avanço das apurações sobre o esquema de desvios em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Defesa afirma que Lulinha quer prestar depoimento voluntário
Segundo o advogado Marco Aurélio de Carvalho, Lulinha pretende colaborar com as investigações por meio de um depoimento espontâneo. A defesa sustenta que a intenção é contribuir para esclarecer eventuais dúvidas sobre qualquer envolvimento, direto ou indireto, com possíveis irregularidades apuradas no inquérito.
“Ele está disposto a prestar depoimento pessoalmente. Ele pretende fazer uma colaboração espontânea, voluntária e efetiva para esclarecer qualquer dúvida que porventura possa surgir a respeito do seu envolvimento direto ou indireto com qualquer tipo de irregularidade”, afirmou o advogado, confirmando a conversa com o ministro André Mendonça.
Advogado admite viagem de Lulinha a Portugal com Careca do INSS
Na segunda-feira (16), o advogado concedeu entrevista à GloboNews e reconheceu que Lulinha viajou a Portugal em 2024 acompanhado do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A informação sobre a viagem havia sido divulgada anteriormente pelo portal Metrópoles, em dezembro de 2025.
A entrevista marcou a primeira vez que a defesa admitiu publicamente o deslocamento e a relação entre Lulinha e o lobista. Antônio Carlos Camilo Antunes está preso sob suspeita de liderar um esquema de desvios em benefícios de aposentados.
Defesa nega negócios ou conhecimento de esquema fraudulento
O advogado de Lulinha, Guilherme Suguimori, afirmou que o empresário não fechou qualquer negócio nem recebeu dinheiro de Antônio Carlos Camilo Antunes. Segundo a defesa, Lulinha negou que tinha conhecimento dos esquemas de fraudes no INSS.
De acordo com os advogados, Lulinha teria se interessado quando o lobista lhe relatou um projeto de produção de canabidiol medicinal, já que tem uma sobrinha que faz tratamento médico com o medicamento.
PF chegou a temer fuga de Lulinha do país
A Polícia Federal (PF) chegou a temer que o empresário Fábio Luís Lula da Silva fugisse do Brasil, conforme informações antecipadas pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e confirmadas pela CNN. O receio foi compartilhado, no ano passado, com o STF, em um documento sigiloso.
Em dezembro, foi solicitada também a quebra do sigilo fiscal do empresário à Suprema Corte. A defesa de Lulinha nega motivação de fuga e admite que ele viajou a Portugal com as despesas pagas pelo empresário Antônio Carlos Camilo Antunes.
Estratégia da defesa busca evitar medidas cautelares
Ao admitir a viagem e colocar o investigado à disposição para prestar depoimento, a estratégia da defesa busca demonstrar colaboração com as autoridades. Com essa postura, os advogados tentam evitar que o ministro André Mendonça determine medidas cautelares contra o filho do presidente da República.
Nos bastidores, a avaliação é que a postura colaborativa tenta evitar medidas como prisão preventiva ou outras restrições, enquanto as investigações seguem avançando sob relatoria do ministro no STF.
Lula pediu esclarecimentos ao filho para evitar desgaste ao governo
No início deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a pedir a Lulinha, seu filho, que prestasse os devidos esclarecimentos, para evitar que a suspeita prejudicasse a imagem do governo federal.
O discurso nos meios políticos é que, diferentemente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Lula não passou a mão na cabeça de eventuais irregularidades do filho. A atitude do presidente deve ser explorada na campanha à reeleição caso o tema seja usado para tentar prejudicar o petista.
Inquérito da Farra do INSS tramita no STF sob relatoria de André Mendonça
O caso integra as apurações relacionadas à chamada “Farra do INSS” e segue em tramitação no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça. Os próximos desdobramentos dependerão das decisões do Supremo e das análises feitas no âmbito da investigação.
A PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) investigam um esquema nacional de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS, que pode ter desviado bilhões de reais entre 2019 e 2024.
A punição de aposentadoria compulsória estava prevista no artigo 42 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), criada em 1979
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que a aposentadoria compulsória não pode mais ser aplicada como sanção disciplinar a magistrados. A decisão estabelece que infrações graves cometidas por juízes devem resultar na perda do cargo, e não no afastamento com remuneração proporcional.
O entendimento foi proferido no julgamento de um recurso apresentado por um juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) punido por irregularidades funcionais. A punição havia sido confirmada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Aposentadoria compulsória estava prevista na Loman de 1979
A punição de aposentadoria compulsória estava prevista no artigo 42 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), criada em 1979. Pela regra anterior, magistrados condenados em processos administrativos continuavam recebendo vencimentos proporcionais ao tempo de serviço, mesmo após o afastamento.
A Loman é anterior à Constituição Federal de 1988 e vinha sendo aplicada nos processos disciplinares contra juízes em todo o país. A decisão de Flávio Dino altera essa prática ao considerar a incompatibilidade da sanção com o regime constitucional atual.
Decisão diferencia aposentadoria de punição disciplinar
Na decisão, Flávio Dino afirmou que a aposentadoria é um benefício previdenciário destinado a garantir o sustento do trabalhador após o fim da atividade laboral. Segundo o ministro, o instituto não pode ser utilizado como sanção disciplinar.
O entendimento estabelece que a aplicação da aposentadoria compulsória como punição desvirtua a natureza do benefício. Dino considerou que infrações graves cometidas no exercício da função devem levar à perda do cargo, não a um afastamento remunerado.
CNJ passa a ter três alternativas em processos disciplinares
Com a decisão do ministro Flávio Dino, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) passa a dispor de três alternativas para o julgamento de processos disciplinares contra magistrados. São elas:
Absolver o magistrado das acusações
Aplicar outras sanções administrativas previstas em lei
Encaminhar o caso para que seja proposta ação judicial visando a perda do cargo
A aposentadoria compulsória deixa de ser considerada uma opção punitiva a partir deste entendimento.
Entendimento vale para caso específico e orienta decisões futuras
Embora a decisão tenha sido tomada em um caso concreto, envolvendo um juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a interpretação do ministro tende a orientar decisões futuras em processos envolvendo magistrados. O entendimento poderá ser aplicado a outros casos em andamento no CNJ e nos tribunais.
Entre os processos que podem ser impactados está o que envolve o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), atualmente sob análise.
Perda do cargo substitui aposentadoria em infrações graves
A decisão de Flávio Dino alinha o tratamento disciplinar de magistrados ao regime aplicado a membros do Ministério Público e outras carreiras de Estado, nos quais infrações graves resultam em perda do cargo, e não em aposentadoria compulsória.
A mudança interpretativa passa a vigorar a partir da decisão, afetando processos em andamento e futuras análises disciplinares no âmbito do Poder Judiciário.
‘O Agente Secreto’ perde em todas as categorias que disputava no Oscar 2026
O Brasil não conquistou nenhuma estatueta na cerimônia do Oscar 2026, realizada neste domingo (15) em Los Angeles, nos Estados Unidos. O longa-metragem “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, era a principal aposta do país na premiação.
O filme brasileiro concorria em quatro categorias da noite: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Direção de Elenco e Melhor Ator, com Wagner Moura. Além disso, o brasileiro Adolpho Veloso disputava o prêmio de Melhor Fotografia pelo filme “Sonhos de Trem”.
‘O Agente Secreto’ perde em todas as categorias que disputava no Oscar 2026
Na categoria de Melhor Filme Internacional, a estatueta ficou com “Valor Sentimental”, produção da Noruega. O prêmio de Melhor Direção de Elenco foi para “Uma Batalha Após a Outra”. Na disputa de Melhor Ator, Wagner Moura concorria pela atuação em “O Agente Secreto”, mas o vencedor foi Michael B. Jordan, pelo filme “Pecadores”.
“O Agente Secreto” também estava entre os indicados a Melhor Filme, a principal categoria da noite. No entanto, a estatueta foi conquistada por “Uma Batalha Após a Outra”, produção dirigida por Paul Thomas Anderson, que venceu ainda Melhor Direção e Melhor Roteiro Adaptado, totalizando quatro prêmios.
Adolpho Veloso perde Melhor Fotografia para ‘Pecadores’ no Oscar 2026
Na categoria de Melhor Fotografia, disputada pelo brasileiro Adolpho Veloso com o trabalho em “Sonhos de Trem”, o prêmio ficou com “Pecadores”. O filme dirigido por Ryan Coogler também levou as estatuetas de Melhor Ator (Michael B. Jordan), Melhor Roteiro Original e Melhor Trilha Sonora Original.
Vencedores do Oscar 2026 por categoria
Confira a lista completa dos vencedores do Oscar 2026, em ordem de apresentação:
Atriz coadjuvante: Amy Madigan, ‘A hora do mal’
Animação: ‘Guerreiras do K-Pop’
Animação de curta-metragem: ‘The Girl Who Cried Pearls’
Figurino: ‘Frankenstein’
Maquiagem e cabelo: ‘Frankenstein’
Direção de elenco: ‘Uma batalha após a outra’
Curta-metragem com atores (empate): ‘The Singers’ e ‘Two People Exchanging Saliva’
Ator coadjuvante: Sean Penn, ‘Uma batalha após a outra’
Roteiro adaptado: ‘Uma batalha após a outra’
Roteiro original: ‘Pecadores’
Direção de arte: ‘Frankenstein’
Efeitos visuais: ‘Avatar: Fogo e cinzas’
Documentário em curta-metragem: ‘Quartos vazios’
Documentário: ‘Um Zé Ninguém contra Putin’
Trilha sonora original: ‘Pecadores’
Som: ‘F1: O filme’
Montagem: ‘Uma batalha após a outra’
Fotografia: ‘Pecadores’
Filme internacional: ‘Valor sentimental’ (Noruega)
Canção original: ‘Golden’, de ‘Guerreiras do K-Pop’
Direção: Paul Thomas Anderson, ‘Uma batalha após a outra’
Ator: Michael B. Jordan, ‘Pecadores’
Atriz: Jessie Buckley, ‘Hamnet: A vida antes de Hamlet’
Novo boletim médico aponta melhora renal, mas alta de inflamatórios em Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral. A informação consta em boletim médico divulgado neste domingo (15) pela unidade de saúde.
De acordo com o documento, Bolsonaro apresenta pneumonia bacteriana bilateral decorrente de um episódio de broncoaspiração. A equipe médica informou que ainda não há previsão de alta da UTI.
Novo boletim médico aponta melhora renal, mas alta de inflamatórios em Bolsonaro
O boletim médico divulgado pelo hospital DF Star detalha a evolução do quadro clínico do ex-presidente. Segundo o texto, o paciente “evoluiu com estabilidade clínica e melhora da função renal”.
No entanto, o documento também aponta uma alteração no quadro: “nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue”. Em decorrência destas alterações, informa o boletim, “houve necessidade de ampliar a cobertura dos antibióticos”.
Ex-presidente intensifica fisioterapia na UTI durante tratamento de pneumonia
O boletim assinado pela equipe médica que acompanha Jair Bolsonaro informa ainda que o ex-presidente segue com intensificação da fisioterapia respiratória e motora. Os procedimentos fazem parte do tratamento da pneumonia bacteriana bilateral.
A equipe que acompanha Bolsonaro é composta por diversos profissionais, entre eles o cirurgião geral Claudio Birolini, que assina o documento juntamente com outros membros do corpo clínico do hospital DF Star.
Entenda o caso: pneumonia bacteriana bilateral e broncoaspiração
A pneumonia bacteriana bilateral é uma infecção que afeta ambos os pulmões, causada por bactérias. No caso de Jair Bolsonaro, a infecção ocorreu em decorrência de um episódio de broncoaspiração, que acontece quando substâncias como alimentos ou líquidos são inaladas para as vias aéreas em vez de seguir pelo esôfago.
O ex-presidente está internado na UTI do DF Star, em Brasília, e segue sob cuidados da equipe médica, que monitora os marcadores inflamatórios e a função renal, além de administrar antibióticos e realizar sessões de fisioterapia.
Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Tânia Rêgo/Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil
Antes da privatização da distribuidora da estatal, os valores praticados pela rede eram vistos como referência no mercado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia incluir no plano de governo para as eleições de 2026 a proposta de retorno da Petrobras ao mercado de distribuição de combustíveis. A medida é discutida dentro do governo federal em um contexto de impacto da guerra no Oriente Médio sobre o preço do petróleo e seus reflexos para os consumidores brasileiros.
A avaliação no Palácio do Planalto é que a presença de uma rede ligada à Petrobras poderia aumentar a concorrência entre os postos e ajudar a conter valores considerados elevados ao consumidor final.
Governo discute volta da Petrobras à distribuição para ampliar concorrência
Antes da privatização da distribuidora da estatal, os valores praticados pela rede eram vistos como referência no mercado. Mesmo controlando cerca de um terço da distribuição, a empresa influenciava a formação de preços e ajudava a limitar reajustes mais altos por parte de concorrentes.
Brasília (DF) 26/11/2025 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física para quem ganha até R$ 5 mil por mês e estabelece descontos para rendas de até R$ 7.350 mensais. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A discussão sobre a volta da Petrobras ao setor ocorre em meio a pressões sobre os preços da gasolina e do diesel no Brasil, que sofrem influência direta das variações internacionais do petróleo. Dentro do governo, a avaliação é que ampliar a concorrência pode reduzir distorções e tornar mais rápida a chegada de reduções de preço ao consumidor.
Venda da BR Distribuidora e cláusula de não concorrência até 2029
A antiga BR Distribuidora foi vendida em 2019 e passou a se chamar Vibra Energia. No contrato de venda, foi incluída uma cláusula de não concorrência que impede a Petrobras de criar ou operar uma nova rede de postos que dispute diretamente o mesmo mercado até 2029.
Essa cláusula representa um obstáculo jurídico para a implementação imediata da proposta. Qualquer movimento da estatal no sentido de retornar ao setor de distribuição antes de 2029 precisaria respeitar os termos contratuais estabelecidos na época da privatização.
Governo amplia fiscalização da ANP e cobra repasse de reduções
Desde o início do atual governo, ministros têm reclamado que reduções no preço dos combustíveis feitas pela Petrobras demoram a chegar ao consumidor final. Na última semana, eles se reuniram com executivos do setor para cobrar que os postos repassem rapidamente ao público reduções de impostos e subsídios adotados pelo governo.
Como parte do pacote de medidas para o setor, o governo decidiu ampliar o papel da Agência Nacional do Petróleo (ANP) na fiscalização de possíveis abusos na formação de preços. Os postos deverão adotar sinalização clara sobre reduções de tributos e subsídios aplicados aos combustíveis. O descumprimento das regras pode resultar em multas que chegam a R$ 1 bilhão.
Impacto da guerra no Oriente Médio e preços ao consumidor
A discussão sobre a volta da Petrobras à distribuição ocorre em momento de pressão sobre os preços dos combustíveis no Brasil, influenciados pelo agravamento do conflito no Oriente Médio. O governo busca alternativas para mitigar os impactos das variações internacionais do petróleo sobre a inflação e o bolso dos consumidores.
A proposta de incluir o tema no plano de governo de 2026 indica que a questão deve permanecer em debate nos próximos anos, especialmente considerando as limitações contratuais impostas pela cláusula de não concorrência e os desafios regulatórios do setor.
Fotos: Pedro Ventura/Agência Brasília / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Receita Federal anuncia regras do Imposto de Renda 2026 em entrevista coletiva
A Receita Federal definiu as datas de pagamento dos quatro lotes de restituições do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) referente ao ano-calendário de 2025. O cronograma foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) e prevê o crédito dos valores entre maio e agosto de 2026.
O primeiro lote da restituição do Imposto de Renda 2026 será creditado em 29 de maio. Os demais pagamentos ocorrerão em 30 de junho, 31 de julho e 28 de agosto, totalizando quatro lotes ao longo do período.
Calendário de restituição do IR 2026 tem quatro lotes entre maio e agosto
De acordo com o cronograma divulgado pela Receita Federal, as datas de restituição do Imposto de Renda 2026 ficaram assim estabelecidas:
1º lote: 29 de maio de 2026
2º lote: 30 de junho de 2026
3º lote: 31 de julho de 2026
4º lote: 28 de agosto de 2026
Os contribuintes que entregarem a declaração dentro do prazo e tiverem valores a receber serão incluídos nos lotes de acordo com a ordem de processamento e as prioridades legais.
Prioridade na restituição: declaração pré-preenchida e Pix garantem preferência
Além das prioridades estabelecidas por lei, a Receita Federal definiu critérios adicionais para recebimento antecipado da restituição do Imposto de Renda 2026. Terão preferência os contribuintes que utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição por meio do Pix.
A medida busca incentivar o uso da declaração pré-preenchida, que reduz erros no preenchimento, e do Pix, que agiliza o crédito dos valores na conta do contribuinte. As prioridades legais tradicionais, como idade avançada e deficiência, continuam valendo.
Receita Federal anuncia regras do Imposto de Renda 2026 em entrevista coletiva
A Receita Federal realiza entrevista coletiva nesta segunda-feira (16) às 10h para anunciar as novas regras do Imposto de Renda 2026. A entrevista contará com a participação do secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, que detalhará as mudanças e orientações para a declaração deste ano.
Na ocasião, serão apresentadas as novidades para o IRPF 2026, incluindo prazos, limites de obrigatoriedade e procedimentos para entrega da declaração. As informações oficiais orientam contribuintes e contadores sobre como proceder neste ano-calendário.
Quem deve declarar Imposto de Renda em 2026: limites e regras de obrigatoriedade
Estão obrigados a declarar o IRPF 2026, referente ao ano-calendário de 2025, a pessoa física residente no Brasil que se enquadrar em uma ou mais das seguintes situações:
Recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00;
Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 200.000,00;
Obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do Imposto;
Realizou operações de alienação em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas: a) cuja soma foi superior a R$ 40.000,00; ou b) com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto;
Relativamente à atividade rural: a) obteve receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00; ou b) pretenda compensar, no ano-calendário de 2025 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025;
Teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800.000,00;
Passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro;
Optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de cento e oitenta dias, contado da celebração do contrato de venda;
Optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física, nos termos do regime de transparência fiscal de entidade controlada;
Era titular, em 31 de dezembro, de trust e demais contratos regidos por lei estrangeira com características similares;
Relativamente ao capital investido em aplicações financeiras no exterior: a) auferiu rendimentos; ou b) pretenda compensar, no ano-calendário de 2025 ou posteriores, perdas de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025;
Auferiu lucros ou dividendos de entidades no exterior.
Pesquisa Datafolha mostra que 71% dos brasileiros aprovam mudança na escala de trabalho
Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (15) aponta que 71% dos brasileiros são favoráveis à mudança na escala de trabalho para o modelo de cinco dias consecutivos de trabalho seguidos por dois de descanso, conhecido como escala 5×2. O levantamento indica que 27% dos entrevistados se posicionam contra a alteração.
O índice de aprovação registrou crescimento em relação à última pesquisa do instituto sobre o tema, realizada em dezembro de 2024, quando o apoio era de 64%. O atual levantamento ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios brasileiros entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Movimentação de pessoas no centro da cidade no primeiro dia de flexibilização do uso de máscaras ao ar livre no Estado do Rio de Janeiro.
A proposta em discussão no Congresso Nacional prevê a mudança na escala de trabalho para uma jornada de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias, sem redução salarial. O governo federal trata a pauta como prioritária e promoveu audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na última terça-feira (10) para debater o tema.
Apoio à mudança na escala de trabalho cresce e atinge 77% entre as mulheres
O levantamento do Datafolha revela diferenças significativas no apoio à mudança na escala de trabalho conforme o gênero e a rotina profissional dos entrevistados. As mulheres representam o grupo mais favorável à alteração legislativa, com 77% de aprovação. Entre os homens, o percentual de aceitação é de 64%.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou apoio à proposta e afirmou que a medida beneficia especialmente as trabalhadoras que acumulam funções domésticas com a atividade profissional. A declaração foi feita durante evento oficial na última semana.
A pesquisa também aponta variação no apoio conforme a rotina atual do trabalhador. Entre os entrevistados que trabalham até cinco dias na semana, a aprovação à mudança na escala de trabalho chega a 76%. Já no grupo que atua seis ou sete dias por semana, onde há maior presença de autônomos e empresários, o percentual de apoio cai para 68%.
Impacto da mudança na escala de trabalho divide opiniões sobre efeitos nas empresas
A percepção sobre os impactos da mudança na escala de trabalho para as empresas divide a opinião pública brasileira, segundo o Datafolha. Cerca de 39% dos entrevistados acreditam que a alteração trará efeitos positivos para as companhias. Outros 39% esperam consequências negativas para o setor empresarial.
Em relação à economia do país, metade dos consultados (50%) avalia que a mudança na escala de trabalho será benéfica. Os demais entrevistados não manifestaram opinião ou consideram que os impactos serão neutros ou negativos para o cenário econômico nacional.
Uso de máscaras é flexibilizado ao ar livre a partir desta quarta-feira (03) no Distrito Federal.
A proposta de emenda à Constituição que trata da mudança na escala de trabalho tramita no Congresso Nacional e aguarda análise dos parlamentares. O texto estabelece a jornada de 40 horas semanais distribuídas em cinco dias de trabalho e dois de descanso, mantendo o mesmo patamar salarial dos trabalhadores.
O governo federal articula com lideranças partidárias para viabilizar a aprovação da matéria. Audiências públicas e reuniões com representantes de trabalhadores e empregadores têm sido realizadas para discutir os termos da proposta antes da votação em plenário.
A mudança na escala de trabalho, caso aprovada, alterará a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e estabelecerá novo regime para milhões de trabalhadores brasileiros. Atualmente, a legislação permite diferentes modelos de jornada, incluindo a escala 6×1, com seis dias de trabalho e um de descanso.
Fotos: Tânia Rêgo/Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil / Fernando Frazão/Agência Brasil
Ex-presidente permanece estável, mas apresenta elevação de marcadores inflamatórios; não há previsão de alta da unidade de terapia intensiva
O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, e apresentou piora nas funções renais, além de elevação dos marcadores inflamatórios, segundo boletim médico divulgado neste sábado (14). Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana.
De acordo com o boletim assinado pela equipe médica, o ex-presidente “mantém o tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa, fisioterapia respiratória e motora, além das medidas de prevenção de trombose venosa”. O texto informa ainda que “não há previsão de alta da UTI neste momento”. Apesar da piora em alguns indicadores, os médicos classificam o quadro geral como estável.
Internação ocorreu após mal-estar na unidade prisional
Bolsonaro deu entrada no hospital na manhã de sexta-feira (13), após passar mal na sala de Estado maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, unidade conhecida como “Papudinha”, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Brasília (DF), 24/12/2025 – Um apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro faz oração na frente do Hospital DF Star, onde será realizado uma cirurgia de hérnia inguinal e tratar de um soluço persistente. Hoje (24), Bolsonaro fará exames pré-operatórios. O procedimento cirúrgico será realizado amanhã (25). A internação deve durar de cinco a sete dias, segundo os advogados do ex-presidente.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Segundo registro da Polícia Militar ao qual a TV Globo teve acesso, o ex-presidente estava bem na noite de quinta-feira (11), mas começou a sentir-se mal durante a madrugada, apresentando febre, náuseas e calafrios. A equipe médica da unidade prisional acionou o hospital para a transferência.
Na noite de sexta, o cardiologista Leandro Echenique, que acompanha o ex-presidente, informou que ele estava consciente e não precisou ser entubado. “Agora ele está consciente, está conseguindo falar melhor. O desconforto respiratório foi amenizado. Então, nessas primeiras oito horas de tratamento ele estabilizou. Está melhor, mas longe de estar em um quadro controlado”, afirmou o médico.
Histórico de problemas de saúde durante a prisão
Esta não é a primeira vez que Jair Bolsonaro passa mal desde que está detido. Em setembro do ano passado, quando ainda cumpria prisão domiciliar, ele precisou de atendimento médico após apresentar quadro de vômitos, tontura e queda da pressão arterial.
Brasília (DF) 14/09/2025 O ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de seu filho, Jair Renan, deixa hospital sob forte esquema de segurança, após passar pro procedimentos. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Em janeiro deste ano, enquanto estava na Superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente foi internado depois de passar mal e bater a cabeça em um móvel da cela. Ainda em janeiro, a pedido da defesa, ele foi transferido para o batalhão da PM em Brasília, unidade que conta com apoio de fisioterapia, médicos 24 horas e barra de apoio na cama.
Defesa pediu prisão domiciliar, mas pedidos foram negados
A defesa de Bolsonaro apresentou uma série de pedidos de prisão domiciliar com base na fragilidade da saúde do ex-presidente. Os requerimentos, no entanto, foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Uma junta médica da Polícia Federal atestou que, embora Bolsonaro necessite de cuidados especiais, ele tem condições de permanecer na unidade prisional onde está atualmente.
Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em evento no Rio, presidente afirma que remédio não é “prêmio para quem é relaxado” e defende reeducação alimentar; prefeito Eduardo Paes anuncia incorporação do medicamento na rede municipal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta sexta-feira (13) o uso do medicamento Ozempic como solução para perda de peso e defendeu a adoção de hábitos mais saudáveis, como a caminhada diária. A declaração foi feita durante a inauguração do novo setor de trauma do Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, evento que contou com a presença do prefeito Eduardo Paes (PSD) e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT).
Lula defende mudança de hábitos em vez de depender de medicamentos
Ao comentar o uso do Ozempic, que ganhou popularidade pelos efeitos no emagrecimento, Lula afirmou que muitas pessoas poderiam adotar práticas mais saudáveis no cotidiano antes de recorrer a fármacos. “Por que que as pessoas não andam meia hora todo dia? Por que que não caminham? Por que que não fazem ginástica? As pessoas têm que aprender a tirar a bunda da cadeira e andar um pouco”, declarou o presidente.
A fala ocorre em meio a um debate crescente sobre o uso de medicamentos para perda de peso, especialmente o Ozempic, cuja procura aumentou significativamente nos últimos anos, inclusive entre pessoas sem indicação médica para o tratamento.
Prefeito do Rio anuncia incorporação do Ozempic na rede municipal
Antes da declaração de Lula, o prefeito Eduardo Paes havia anunciado que o Ozempic será incorporado à rede pública municipal de saúde do Rio de Janeiro a partir da próxima semana. Segundo Paes, a distribuição terá início após a queda da patente do medicamento, em uma unidade de saúde da Zona Oeste da cidade.
“Na terça-feira que vem – a gente está esperando o anúncio do [ministro da Saúde, Alexandre] Padilha, então, está saindo cara essa conta -, nós introduzimos o Ozempic na rede pública de saúde da cidade do Rio de Janeiro, no super centro da Zona Oeste”, afirmou Paes, ao lado do presidente e do ministro.
Presidente defende uso responsável e com acompanhamento médico
Lula classificou o debate sobre o uso do Ozempic como “delicado” e ressaltou que a prescrição deve ser feita com responsabilidade médica, reservada para casos de real necessidade clínica.
“Primeiro, a qualidade da comida: somos obrigados a orientar as pessoas que elas precisam comer comida saudável. Você não pode dar de presente uma injeção para as pessoas emagrecerem se a pessoa quer comer quatro rabadas por dia, três feijoadas e comer um quilo de torresmo”, prosseguiu o presidente.
“O remédio não é um prêmio para quem é relaxado. O remédio tem que ser dado para as pessoas que por necessidade de saúde não conseguem emagrecer”, completou Lula, defendendo que o tratamento medicamentoso seja direcionado a pacientes com indicação precisa.
Errata:
Diferentemente do que foi publicado anteriormente neste portal, a declaração do presidente Lula sobre caminhada e mudança de hábitos não foi feita em resposta ao debate sobre o preço dos combustíveis. A fala ocorreu no contexto da discussão sobre o uso do medicamento Ozempic para perda de peso, durante evento de inauguração hospitalar no Rio de Janeiro, onde o prefeito Eduardo Paes anunciou a incorporação do fármaco na rede municipal de saúde. O texto foi corrigido para refletir com precisão o contexto e o teor original da declaração presidencial.
Atualização em 14/03/2026 às 14h08
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom Agência Brasil / Ricardo Stuckert/PR
Órgão pede indenização por danos morais coletivos após apresentador questionar eleição da deputada trans para comissão da Mulher na Câmara
O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública contra o apresentador Ratinho e o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) nesta sexta-feira (13). A ação é motivada por falas consideradas transfóbicas proferidas pelo apresentador contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) durante seu programa na última quarta-feira (11).
Entenda o caso que levou o MPF a processar Ratinho e o SBT
No Programa do Ratinho, o apresentador questionou a eleição da deputada Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. A ação foi assinada pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão no Rio Grande do Sul, Enrico Rodrigues de Freitas, a partir de uma representação feita pela própria parlamentar.
Brasília (DF), 25/02//2025 – Deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), parlamentares aliados e signatários, juntamente com representantes do Movimento Vida Além do Trabalho, durante coletiva à imprensa após protocolarem a PEC contra a Escala 6×1 . Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Segundo o MPF, as declarações exibidas no programa configuram discurso discriminatório por colocarem em dúvida a identidade de gênero da deputada e, por extensão, de toda a comunidade trans.
Valor da indenização e pedidos do Ministério Público Federal
Na ação, o MPF requer que o apresentador e a emissora paguem R$ 10 milhões a título de danos morais coletivos. Além da indenização, o órgão pede que o SBT retire do ar o conteúdo considerado ofensivo e adote medidas efetivas para prevenir que novos episódios de discriminação ocorram em sua programação.
Posicionamento de Ratinho e do SBT sobre as falas
Após a repercussão do caso, Ratinho se manifestou em suas redes sociais. O apresentador afirmou que suas declarações se tratam de uma “crítica política” e que não pretende ficar em silêncio. Já o SBT divulgou uma nota oficial à imprensa. Na comunicação, a emissora informa que repudia qualquer tipo de discriminação e esclarece que as falas de Ratinho não representam a posição institucional do canal.
Fotos: Reprodução/Redes Sociais / Lula Marques/Agência Brasil
Decisão do Itamaraty ocorre após fala do presidente sobre reciprocidade em caso de veto a ministro brasileiro; STF já havia barrado encontro
O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta sexta-feira (13) a revogação do visto do assessor do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Darren Beattie. O americano tinha a intenção de visitar o Brasil na próxima semana, com um encontro previsto com o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão do Itamaraty ocorre em meio a um imbróglio diplomático que envolveu declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo nota do Ministério das Relações Exteriores, a revogação do visto de Darren Beattie foi motivada por questões legais referentes à sua solicitação de entrada no país. A pasta informou que a decisão foi tomada “tendo em conta a omissão e o falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington”.
A assessoria do Itamaraty complementou, em comunicado oficial, que “trata-se de princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional”. Com a medida, o assessor do presidente americano fica impedido de ingressar em território brasileiro.
Lula condiciona entrada de americano à liberação de visto de ministro
Mais cedo, durante agenda no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia adotado um tom incisivo em relação à vinda de Darren Beattie. O petista afirmou que o assessor de Donald Trump só entraria no Brasil quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, puder entrar nos Estados Unidos.
“Aquele cara americano que disse que vinha pra cá, para visitar Jair Bolsonaro, foi proibido de visitar. E eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que estão bloqueados”, declarou Lula.
Brasília (DF), 26/02/2026 – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante anuncio de um conjunto de ações para reduzir o tempo de espera no diagnóstico e no tratamento de doenças raras no Sistema Único de Saúde (SUS).
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O presidente lembrou que, em 2025, os Estados Unidos cancelaram o visto da esposa e da filha de 10 anos de Alexandre Padilha. Na ocasião, o visto do ministro estava vencido e, portanto, não passível de cancelamento pelas autoridades americanas. “Padilha, esteja certo que você está sendo protegido”, completou o presidente.
Alexandre de Moraes nega pedido de Bolsonaro para receber assessor
A visita de Darren Beattie ao Brasil já havia sofrido uma derrota no Judiciário na quinta-feira (14), um dia antes do anúncio do Itamaraty. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber o assessor de Trump.
Na decisão, Moraes argumentou que a visita do assessor não foi comunicada à diplomacia brasileira e não estava inserida na agenda oficial que Beattie cumpriria no país. O ex-presidente havia solicitado ao STF autorização para o encontro na próxima segunda-feira (16), no período da manhã, ou na terça-feira (17), datas em que o assessor estaria em visita oficial ao Brasil. O pedido incluía também a autorização para a entrada de um tradutor no local onde Bolsonaro está.
Chanceler alertou para risco de “indevida ingerência” em ano eleitoral
A decisão de Alexandre de Moraes foi embasada, entre outros fatores, por um alerta enviado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Em um ofício encaminhado ao STF, o chanceler brasileiro expressou preocupação com o contexto da visita.
“A visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”, afirmou Vieira no documento. A manifestação do Itamaraty junto ao Supremo apontava para os riscos políticos de um encontro entre um representante do governo americano e o ex-presidente Jair Bolsonaro durante o período eleitoral.
Quem é Darren Beattie, o assessor de Trump com visto revogado
Darren Beattie é um assessor que trabalha para o Departamento de Estado dos Estados Unidos e é aliado do presidente Donald Trump. Ele é apontado como responsável por assuntos ligados ao Brasil na estrutura do governo americano. A tentativa de visitar o país e encontrar-se com Jair Bolsonaro gerou uma crise diplomática que envolveu os três poderes no Brasil e resultou na revogação de seu visto pelo Itamaraty.
Fotos: Gage Skidmore / Rovena Rosa/Agência Brasil / Joédson Alves/Agência Brasil
José Luis Oliveira já atuou em vários acordos de colaboração
O banqueiro Daniel Vorcaro decidiu nesta sexta-feira (13) trocar a equipe de advogados que realiza sua defesa no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura as fraudes no Banco Master.
A troca foi efetivada após a Segunda Turma da Corte formar maioria de votos manter a prisão do banqueiro, que vai continuar custodiado na Penitenciária Federal em Brasília por tempo indeterminado.
Brasília (DF) 10/09/2025 – O Advogado do vice na chapa de Bolsonaro, general Braga Netto, José Luis Oliveira Lima, chega na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que realiza o quarto dia de julgamento dos réus do Núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A banca do advogado Pierpaolo Bottini, crítico de delações, deixou o processo e será substituída por José Luis Oliveira, um dos criminalistas mais conhecido do país.
A mudança sinaliza que Vorcaro está disposto a negociar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF) ou com Procuradoria-Geral da República (PGR).
Oliveira já atuou na formatação de diversos acordos de colaboração, entre eles, do ex-presidente da construtora OAS, Léo Pinheiro, um dos delatores da Operação Lava Jato. O advogado também atuou na defesa do general Braga Netto, no processo da trama golpista, e do ex-ministro José Dirceu, condenado no processo do mensalão.
Prisão
Mais cedo, a Segunda Turma do Supremo formou maioria de 3 votos a 0 para manter a prisão de Vorcaro. O julgamento virtual está previsto para terminar na próxima sexta0-feira (20). Falta o voto do ministro Gilmar Mendes.
Foto: Márcio Gustavo Vasconcelos / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Médico detalha gravidade do quadro clínico; Defesa de prisão domiciliar ganha força no Congresso
O ex-presidente Jair Bolsonaro está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, desde a manhã desta sexta-feira (13), após ser diagnosticado com um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral. De acordo com o boletim médico oficial, Bolsonaro deu entrada na unidade por volta das 8h50, apresentando febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
O atendimento inicial foi realizado pelo Corpo de Bombeiros por volta das 7h40, após o ex-presidente relatar vômitos e falta de ar durante a madrugada. Ele foi transportado em uma ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) até o hospital, onde passou por exames de imagem e laboratoriais que confirmaram o diagnóstico. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses em regime fechado no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, por tentativa de golpe de Estado.
Médico detalha gravidade do quadro clínico
Em entrevista coletiva concedida em frente ao hospital, o cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o ex-presidente, afirmou que o estado de saúde é grave e que a extensão da pneumonia identificada agora é maior do que em episódios anteriores. “O quadro é grave porque começou nesta madrugada. Tem um exame específico, a procalcitonina, que sobe nas infecções agudas. E ela só aumenta em infecções mais graves. A dele subiu de forma drástica na primeira coleta”, explicou.
O médico acrescentou que uma tomografia revelou uma broncopneumonia bilateral mais acentuada no pulmão esquerdo. “O que chama atenção é que esta pneumonia é a maior, a mais acentuada em relação a todas as outras que ele já teve. Isso requer um cuidado especial agora”, detalhou Caiado. Ele lembrou que Bolsonaro já havia tido um quadro semelhante em agosto, e que exames de controle em dezembro ainda mostravam resquícios da infecção anterior.
De acordo com o profissional, a prioridade total neste momento é conter a infecção. “O foco agora é não deixar que a infecção progrida. É um risco. Pacientes acima de 70 anos sempre têm evolução mais delicada, com risco de septicemia. Estamos em monitoramento e ajuste de medicamentos o tempo todo”, afirmou.
O que diz a nota oficial do hospital DF Star
O hospital DF Star divulgou uma nota oficial detalhando o estado de saúde do ex-presidente. A unidade confirmou que Bolsonaro está internado na UTI, recebendo antibioticoterapia intravenosa e suporte clínico não invasivo. A broncopneumonia bilateral foi classificada como de provável origem aspirativa.
A nota é assinada pelos médicos Brasil Caiado (cardiologista), Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior (coordenador da UTI Geral) e Allisson B. Barcelos Borges (diretor geral). O hospital reafirmou que o paciente permanece sob cuidados médicos constantes.
Repercussão entre familiares e aliados políticos
A internação gerou forte repercussão entre familiares e políticos aliados. O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), que está em agenda política em Santa Catarina, informou que conversou com o irmão, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que já estava no hospital acompanhando o pai. “A broncoaspiração acontece porque o soluço que vem do estômago é jogado para o pulmão. O pulmão dele estava cheio de líquido como nunca teve antes. Ele está na UTI agora, não se sabe a gravidade do que pode estar acontecendo”, declarou Carlos.
A deputada federal Caroline De Toni (PL-SC), que faz campanha com Carlos, também se manifestou. “O presidente Bolsonaro vem sofrendo uma perseguição implacável. Neste momento, estamos em oração pela sua recuperação”, disse.
Defesa de prisão domiciliar ganha força no Congresso
A nova internação reacendeu o debate sobre a situação carcerária do ex-presidente. Deputados da base aliada voltaram a defender a concessão de prisão domiciliar, alegando risco à saúde e falta de estrutura adequada para tratar um paciente com quadro grave.
O deputado Sanderson (PL-RS) criticou a manutenção da prisão. “Um ex-presidente da República, com mais de 70 anos, em estado grave, querem mantê-lo preso, mesmo após clara evidência de perseguição política. Isso é uma verdadeira tortura”, afirmou.
Na mesma linha, o deputado Rodrigo Valadares (União-SE) alertou para a responsabilidade sobre a integridade física de Bolsonaro. “Se algo acontecer com ele, todos já sabem quem será o culpado. Que Deus o restabeleça.” Para Rodolfo Nogueira (PL-MS), “independentemente de divergência política, o mínimo que se espera é humanidade. A prisão domiciliar é necessária para preservar a vida e garantir dignidade”.
A defesa do ex-presidente já havia solicitado anteriormente a transferência para prisão domiciliar com base em problemas de saúde, mas os pedidos foram negados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Até o momento, não há informação sobre novos recursos.
Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil / Tânia Rêgo/Agência Brasil
Relator André Mendonça reiterou fundamentos da decisão que determinou a detenção preventiva no início de março; defesa e PGR haviam pedido revogação da medida
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (13) para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, investigado por suspeita de envolvimento em crimes financeiros e tentativa de interferência em investigações.
O julgamento ocorre na Segunda Turma do STF, composta pelos ministros Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e André Mendonça. O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito e não participa da análise.
Voto do relator
O relator do caso, ministro André Mendonça, votou pela manutenção da prisão e reiterou os fundamentos da decisão que determinou a detenção de Vorcaro no início de março. No voto, o ministro afirmou que os elementos reunidos nas investigações apontam risco concreto às apurações.
Entre os pontos citados, Mendonça destacou mensagens encontradas no celular do investigado, que incluiriam ameaças de morte e menções a uma suposta estrutura de monitoramento de autoridades e jornalistas. Para o relator, os novos elementos reforçam a necessidade da prisão preventiva.
O ministro também rebateu argumentos apresentados pela defesa do ex-banqueiro e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que havia sustentado que parte das mensagens analisadas seria antiga e não representaria risco imediato às investigações. Mendonça afirmou que, no caso de crimes de organização criminosa, a conduta tem natureza permanente, podendo justificar medidas cautelares enquanto houver indícios de atuação do grupo.
Decisão atinge outros investigados
A decisão também mantém a prisão de outros investigados na mesma operação, entre eles Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado como operador financeiro do grupo, e Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado.
A medida deixou de valer para Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, que morreu após a prisão.
Investigações da Polícia Federal
Segundo as investigações da Polícia Federal, os envolvidos teriam formado um grupo para acessar informações sigilosas e intimidar jornalistas e adversários. A apuração aponta indícios de acesso indevido a sistemas restritos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais, como a Interpol.
O inquérito busca esclarecer a extensão das atividades do grupo e possíveis conexões com outros casos sob investigação.
Ex-presidente foi levado ao hospital DF Star na manhã desta sexta-feira (13) após apresentar mal-estar na unidade prisional da Papuda; transferência foi realizada por equipe do Samu
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi levado a um hospital em Brasília na manhã desta sexta-feira (13) após apresentar calafrios e episódios de vômito, enquanto cumpre pena no Distrito Federal. A transferência ocorreu após avaliação de uma equipe médica de plantão, que identificou necessidade de atendimento especializado.
O caso mobilizou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e ocorre enquanto o ex-chefe do Executivo permanece sob custódia no sistema prisional.
Sintomas e transferência
Segundo informações divulgadas pelo senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, o mal-estar começou ainda durante a madrugada, quando ele acordou com sintomas intensos. Pouco antes das 8h, foi informado nas redes sociais que Bolsonaro estava a caminho da unidade de saúde.
De acordo com os relatos, houve registro de queda na saturação de oxigênio, o que motivou a decisão de encaminhamento ao hospital DF Star, localizado na região central de Brasília. A transferência foi realizada por equipe do Samu, sob supervisão das autoridades de saúde do Distrito Federal.
Unidade de saúde
O hospital DF Star, para onde Bolsonaro foi encaminhado, é uma unidade de saúde particular localizada na região central de Brasília. Não há informações oficiais sobre quais exames foram realizados ou se o ex-presidente permanecerá internado para observação.
A defesa de Bolsonaro e a Polícia Federal foram procuradas para detalhar o estado clínico e as circunstâncias da internação, mas ainda não houve confirmação oficial adicional até o momento da publicação.
Cumprimento de pena
Jair Bolsonaro está preso desde 15 de janeiro e cumpre pena de 27 anos e 3 meses na unidade conhecida como Papudinha, localizada no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.
O ex-presidente está em regime fechado e ocupa uma sala de Estado Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, espaço reservado para autoridades com prerrogativa de função. O episódio de saúde ocorre enquanto ele permanece sob custódia no sistema prisional.
Acompanhamento médico
O estado clínico e eventuais atualizações sobre exames ou permanência no hospital devem ser acompanhados ao longo do dia pelas autoridades responsáveis. Não há informações oficiais sobre o quadro atual de saúde do ex-presidente nem previsão de alta hospitalar.
A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal não se manifestou sobre o caso até o momento. A Polícia Federal, responsável pela custódia de Bolsonaro, também não divulgou nota oficial sobre a transferência ou as condições de saúde do ex-presidente.
Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Tânia Rêgo/Agência Brasil
Guerra no Irã vem elevando os preços do barril no mercado global
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto presidencial nesta quinta-feira (12) zerando as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.
“[As medidas são] para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come”, afirmou Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília.
As medidas foram anunciadas em caráter temporário – até dia 31 de dezembro deste ano – e justificadas por causa da alta do petróleo causada pela guerra no Irã, que vem obrigando países a liberarem estoques de emergência.
O corte dos impostos deve reduzir o valor do litro em R$ 0,32 na refinaria. Já a subvenção aos produtores e importadores deve ter impacto de mais R$ 0,32 por litro. Ao todo, as duas medidas devem reduzir o preço em R$ 0,64 por litro do diesel, segundo cálculos do Ministério da Fazenda.
A subvenção aos produtores e importadores será condicionada a uma comprovação de que o valor foi transferido para os consumidores finais.
Para compensar a perda na arrecadação e incentivar o refino de petróleo no Brasil, o governo passará a cobrar uma alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo.
Foi publicado ainda um segundo decreto, esse em cateter permanente, com medidas de fiscalização e transparência para combater o aumento abusivo dos preços dos combustíveis para fins de especulação.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou que a abusividade deve ser definida por critérios objetivos a serem desenhados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP):
“Nós criamos dois novos tipos para caracterizar a abusividade do distribuidor, tanto no caso de um armazenamento de combustível injustificado, quanto do aumento abusivo do preço que passa a ser fiscalizado pela ANP a partir de critérios objetivos que serão produto de uma resolução da agência.”
Impacto econômico
Com o imposto do PIS e Cofins zerado para o diesel, o governo espera perder R$ 20 bilhões em arrecadação. Já a subvenção ao diesel deve ter um impacto de R$ 10 bilhões no caixa da União.
O governo espera que esse valor seja compensado pelo imposto de exportação sob o petróleo, com previsão de arrecadar R$ 30 bilhões até o final do ano.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou na coletiva que as mudanças não alteram a política de preço da Petrobras, mantendo a previsibilidade e o retorno aos acionistas privados minoritários da estatal.
“Não estamos falando de nada que altera estruturalmente o país, nem do ponto de vista fiscal, nem do ponto de vista tarifário”, disse Haddad, acrescentando que a preocupação do governo é com o preço do diesel.
“A maior pressão que o mercado de combustível sofre hoje vem exatamente do diesel, não vem da gasolina. É com o diesel que nós estamos mais preocupados pelo fato do diesel afetar as cadeias produtivas de maneira muito enfática. Toda a colheita que está sendo feita agora da safra brasileira depende do diesel”, completou Haddad.
Fiscalização e Transparência
O governo ainda definiu referências objetivas para que a ANP e agências de defesa do consumidor possam atuar de forma mais eficiente no combate aos preços abusivos dos combustíveis.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, enfatizou que faltam hoje referências técnicas para impedir a manipulação dos preços para fins especulativos, “visto que esses abusos se tornaram recorrentes”.
“Quando a Petrobras, que tem a produção majoritária do Brasil – mais de 70% do mercado – reduz o preço, essa redução demora muito para chegar na bomba. Quando chega, ou chega só parcialmente, ou mesmo quando chega integralmente, chega semanas ou meses depois”, explicou o ministro.
Alíquota de exportação
A alíquota de exportação de 12% sobre o barril de petróleo, além de compensar a perda na arrecadação causada pelo subsídio ao Diesel, deve servir para incentivar os exportadores a deixarem parte da produção no mercado interno, em vez de buscarem exportar mais motivados pelo aumento do preço no mercado mundial.
“Como o preço do óleo bruto está disparando, se você não der uma medida compensatória que estimule quem produz óleo bruto a deixar nas refinarias brasileiras, ele vai colocar uma parcela ainda maior no mercado internacional, desabastecendo nossas refinarias”, comentou o ministro da Casa Civil, Rui Costa.
BR Distribuidora
Os ministros criticaram ainda a privatização da BR Distribuidora, empresa que controla milhares de postos de combustíveis no país e que poderia se somar aos esforços para reduzir os impactos da alta do petróleo.
“infelizmente, o modelo criminoso de venda dos nossos ativos nacionais do governo anterior fez com que nós diminuíssemos a nossa produção de produtos refinados no Brasil – gasolina, diesel e gás natural. E, portanto, foi um crime de lesa pátria ao Brasil, aos brasileiros, desfazer da nossa BR Distribuidora”, comentou Rui Costa.
Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Ricardo Stuckert / PR
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou suspeição para atuar como relator de um mandado de segurança que tramita na Corte e pede a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados. O objetivo da comissão seria investigar a relação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
Na decisão proferida nesta quarta-feira (11), Toffoli afirmou que se declara suspeito “por motivo de foro íntimo”. Com isso, determinou à Secretaria Judiciária do STF que encaminhe o processo à presidência da Corte para que um novo relator seja sorteado.
“Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes”, registrou o ministro em sua decisão.
Suspeição restrita ao mandado de segurança específico
Na manifestação, Toffoli fez questão de delimitar o alcance de sua decisão. Ele esclareceu que a suspeição declarada se aplica exclusivamente ao mandado de segurança em questão, não abrangendo outros processos.
O ministro ressaltou ainda que “foram definitivamente afastadas, por decisão transitada em julgado, quaisquer hipóteses de suspeição ou de impedimento da minha atuação nos processos da chamada ‘Operação Compliance Zero'”.
Na sequência, Toffoli citou decisão colegiada assinada pelos 10 ministros do STF que declararam “não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição” aberta anteriormente pelo ministro Edson Fachin contra ele.
Histórico da suspeição envolvendo o ministro
O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, chegou a abrir uma arguição de suspeição contra Toffoli após receber um relatório da Polícia Federal que continha citações ao ministro em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A arguição, no entanto, foi arquivada depois que Toffoli deixou a relatoria do caso mais amplo envolvendo o Banco Master, em 12 de fevereiro. Na ocasião, após uma reunião tensa com todos os ministros da Corte, Toffoli se afastou da relatoria do caso Master como um todo, que passou a ser conduzido pelo ministro André Mendonça.
A decisão desta quarta-feira é vista como um indicativo de que Toffoli deve continuar votando em outros processos relacionados à Operação Compliance Zero, da qual o caso Master faz parte.
Pedido de CPI aponta omissão de Hugo Motta
O mandado de segurança em questão foi impetrado no STF contra o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Os autores da ação alegam que Motta teria agido com “omissão inconstitucional” ao não instalar a CPI requerida para investigar a relação entre o Banco Master e o BRB.
“Há postergação injustificada do exercício do direito público subjetivo do impetrante e dos demais signatários do requerimento de instalação de CPI para investigar as fraudes ocorridas”, sustenta a petição.
O documento apresentado ao STF ressalta ainda os potenciais riscos da demora na investigação. “A prolongada inércia na investigação de graves fraudes financeiras, como as que envolvem o Banco Master e o BRB, pode causar danos irreparáveis ao sistema financeiro, à confiança dos investidores e à própria imagem da fiscalização parlamentar”, argumenta a peça.
Com a declaração de suspeição de Toffoli, o processo será redistribuído pela presidência do STF a outro ministro, que assumirá a relatoria do mandado de segurança.
O Brasil concentra cerca de 12% da água doce superficial do planeta, mas perde aproximadamente 45% da água tratada antes que ela chegue ao consumidor final. O dado, do Ranking do Saneamento 2025, revela um paradoxo estrutural: mesmo sendo uma das nações mais ricas em recursos hídricos, o país enfrenta ineficiências que geram prejuízo superior a R$ 12 bilhões por ano e limitam a expansão do acesso ao abastecimento, recursos ainda inexistentes para cerca de 35 milhões de brasileiros.
Nesse momento em que o desperdício físico persiste, um novo vetor de atenção surge na economia: a expansão acelerada da inteligência artificial e da infraestrutura de data centers. O avanço da digitalização exige centros de processamento de alta capacidade, que dependem de sistemas contínuos de resfriamento e são frequentemente associados ao uso intensivo de água, especialmente em regiões de clima quente.
Estudo publicado em 2023 por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Riverside estimou que a geração de 20 a 50 interações em modelos de inteligência artificial pode consumir cerca de 500 ml de água, considerando o uso indireto ligado ao resfriamento dos servidores e à geração de energia. Embora não haja um número global consolidado sobre o impacto total da IA no consumo hídrico, especialistas apontam que a expansão de grandes centros de processamento tende a ampliar a demanda estrutural por recursos hídricos nas próximas décadas.
“O ambiente digital não é imaterial. Ele depende de infraestrutura física robusta, energia e água. Se não houver planejamento, a expansão tecnológica pode pressionar sistemas locais já sobrecarregados”, afirma Felipe Mendes, diretor comercial da T&D Sustentável, empresa especializada em eficiência hídrica que já economizou mais de 1,5 bilhão de litros.
Água virtual e custo invisível na economia
Além do desperdício visível nas redes de distribuição, o consumo indireto, conhecido como “água virtual”, amplia o desafio de gestão. O conceito se refere ao volume de água utilizado ao longo da cadeia produtiva de bens e serviços. Segundo a Water Footprint Network, a produção de uma única camiseta de algodão pode demandar até 2.000 litros de água ao longo de todo o processo produtivo.
Setores como agronegócio, construção civil, indústria de alimentos e manufatura concentram grande parte desse consumo indireto, muitas vezes sem que o custo hídrico esteja claramente refletido nas decisões estratégicas.
Em um ambiente de maior pressão regulatória e crescente exigência de investidores por métricas ESG consistentes, especialistas defendem que a água passe a ser tratada como ativo estratégico, e não apenas como insumo operacional. “A água deveria ter o mesmo nível de monitoramento aplicado à energia e a outros insumos críticos. Empresas que não medem seu consumo com precisão dificilmente conseguem reduzir perdas ou antecipar riscos”, diz Mendes.
Eficiência como estratégia econômica
A discussão ganha relevância no contexto de aumento da demanda digital, pressão climática e necessidade de modernização da infraestrutura urbana. As perdas no sistema de abastecimento ocorrem em paralelo à crescente atração de investimentos em data centers no país, impulsionados pela disponibilidade de energia renovável, posição geográfica estratégica e custos operacionais competitivos.
No entanto, existe um alerta de que a competitividade futura dependerá menos da abundância hídrica e mais da capacidade de gestão eficiente. Redução de perdas, monitoramento em tempo real e modernização das redes passam a ser fatores determinantes para evitar que o crescimento econômico e tecnológico se converta em sobrecarga estrutural.
Neste Dia Mundial da Água, celebrado no dia 22 de março, o debate ultrapassa a escassez física do recurso. O desafio central está na eficiência, na governança e na capacidade de integrar infraestrutura hídrica à nova economia digital. Em um cenário de transformação tecnológica acelerada, a gestão da água deixa de ser apenas questão ambiental e passa a integrar a agenda de competitividade e planejamento estratégico do país.
O objetivo da apuração é avaliar se há indícios de reajustes abusivos por parte das distribuidoras
O preço dos combustíveis na cidade de Natal registrou novo aumento no início de março, de acordo com pesquisa realizada pelo Procon Natal nesta segunda-feira (09). O levantamento identificou reajuste em todos os tipos de combustível comercializados na capital potiguar em comparação com o mês anterior. Em alguns postos, o preço da gasolina comum chegou a R$ 7,19, valor que acendeu alerta entre consumidores e motivou um pedido de apuração por parte do governo federal.
A pesquisa do Procon Natal constatou que, mesmo sem indícios de aumento por parte da Petrobras, os preços praticados nas bombas subiram. De acordo com o Núcleo de Pesquisa do órgão, o petróleo é negociado em dólar no mercado internacional, e a alta na cotação do barril, aliada à valorização da moeda americana, elevou o custo de toda a cadeia produtiva, com impacto especialmente no transporte e na logística.
O levantamento apontou que a maioria dos postos pesquisados pratica valores acima da média geral. Dos estabelecimentos analisados, 77% comercializam etanol acima do preço médio, 87% fazem o mesmo com a gasolina comum e 82% com o diesel comum. Os dados completos da pesquisa, incluindo a planilha com variações entre maior e menor preço por região, estão disponíveis no site do Procon Natal.
Variação de preços pode chegar a 17% entre bairros
Apesar do aumento generalizado, a pesquisa identificou diferenças significativas nos preços praticados entre os bairros da capital. O consumidor que pesquisar antes de abastecer pode encontrar uma economia considerável.
A gasolina comum e o etanol mais baratos foram encontrados no bairro das Rocas, na zona Leste, com preços de R$ 6,37 e R$ 5,37, respectivamente. Já o Diesel S-10 mais em conta foi localizado por R$ 6,38 no bairro do Alecrim, também na zona Leste. O gás veicular mais barato, de R$ 4,95, foi registrado na região Sul, no bairro de Lagoa Nova.
A maior variação percentual foi observada no etanol. O combustível foi encontrado com preços entre R$ 5,39 (no bairro do Potengi, zona Norte) e R$ 6,29, uma diferença de 17,13%, o que representa R$ 0,92 a mais no bolso do consumidor por litro. Para a gasolina comum, a diferença chegou a R$ 0,80 entre o menor preço (R$ 6,37, no bairro das Rocas) e o maior (R$ 7,19), uma economia potencial de 12,87%. No diesel S-10, a variação foi de R$ 0,81, com o menor preço a R$ 6,38 (bairro da Ribeira) e o maior a R$ 7,19.
Regiões com melhores preços médios
O estudo do Procon Natal também detalhou as médias de preço por região da cidade. A zona Leste apresentou os melhores preços médios para a gasolina comum (R$ 6,88), etanol (R$ 5,80) e gás veicular (R$ 5,04). Para o diesel comum, a melhor média foi encontrada na região Sul (R$ 6,53), enquanto o diesel S-10 teve o preço médio mais baixo na zona Oeste (R$ 6,57).
Governo federal aciona Cade para investigar distribuidoras
Paralelamente ao cenário de alta identificado pelo Procon Natal, o governo federal decidiu intervir. A Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, enviou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) solicitando a apuração do recente aumento nos preços dos combustíveis no Rio Grande do Norte, além de outros três estados e do Distrito Federal.
O objetivo é avaliar se há indícios de reajustes abusivos por parte das distribuidoras. A medida foi tomada após alertas de entidades representativas do setor, como o Sindipostos-RN, Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis Bahia, Minaspetro e Sulpetro. Essas organizações relataram que houve aumento nos valores de venda praticados pelas distribuidoras aos postos de combustíveis.
Cenário internacional e impacto no bolso do consumidor
De acordo com os sindicatos do setor, a elevação nos preços pode estar ligada ao avanço do preço do petróleo no mercado internacional, influenciado pelo conflito iniciado no Oriente Médio em fevereiro de 2026. Em publicação nas redes sociais, o Sindipostos-RN afirmou que o cenário global “liga um alerta para o mercado de combustíveis no Brasil”, destacando a possibilidade de impactos diretos para os consumidores do estado.
Até o momento, a Petrobras não divulgou mudanças nos preços praticados em suas refinarias. Ainda assim, o reflexo nos postos de Natal já é sentido. O aumento nos combustíveis impacta diretamente o custo de vida e o orçamento das famílias, uma vez que influencia não apenas os gastos com transporte, mas também diversos outros preços da economia. Especialistas avaliam que, se a instabilidade internacional continuar pressionando o valor do petróleo, novos aumentos podem ocorrer nos próximos meses, afetando principalmente motoristas e transportadores da região metropolitana de Natal.
Próximos passos da investigação e orientações ao consumidor
Agora, cabe ao Cade analisar o documento encaminhado pela Secretaria Nacional do Consumidor e verificar se existem indícios de práticas irregulares por parte das distribuidoras. A partir dessa análise, poderão ser adotadas medidas de fiscalização ou outras ações para evitar prejuízos injustificados aos consumidores.
Enquanto isso, o Procon Natal orienta os consumidores a continuarem atentos aos preços e a pesquisarem antes de abastecer. Caso identifiquem valores muito acima da média encontrada pela pesquisa, os cidadãos podem denunciar apresentando o cupom fiscal emitido pelo posto de combustível na sede do órgão, localizada na Rua Ulisses Caldas, nº 181, Cidade Alta, ou pelos canais de atendimento: (84) 98812-3865 e e-mail procon.natal@natal.gov.br, para que sejam adotadas as medidas administrativas cabíveis.
A empresa fez questão de esclarecer que ficam excluídas do processo as obrigações junto a fornecedores, parceiros e clientes, bem como todos os débitos trabalhistas
O GPA, holding que controla as redes de supermercados Pão de Açúcar e Extra, protocolou nesta terça-feira (10) um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas. A informação foi divulgada pela empresa, cujo nome formal é Companhia Brasileira de Distribuição, em um fato relevante enviado ao mercado. O anúncio provocou queda imediata no valor das ações da companhia na Bolsa de Valores brasileira (B3).
De acordo com o documento divulgado pela companhia, quase 40% dos passivos incluídos no plano de recuperação extrajudicial vencem em um período de até 12 meses. O plano abrange obrigações de pagamento sem garantia que não são consideradas dívidas correntes ou operacionais da empresa, totalizando os R$ 4,5 bilhões.
A empresa fez questão de esclarecer que ficam excluídas do processo as obrigações junto a fornecedores, parceiros e clientes, bem como todos os débitos trabalhistas. Essas categorias de credores não serão afetadas pela iniciativa e continuarão a ser pagas normalmente, segundo a estratégia apresentada pelo GPA.
Apoio de grandes bancos ao plano
A recuperação extrajudicial, diferentemente da recuperação judicial, é negociada diretamente com parte dos credores antes de ser protocolada. No caso do GPA, a empresa informou que já celebrou acordos com seus principais credores financeiros: Itaú, HSBC, Rabobank e BTG Pactual.
Esses bancos são titulares de 46% do total dos créditos sujeitos ao plano, o equivalente a R$ 2,1 bilhões. O percentual é superior ao quórum mínimo legal exigido de um terço dos créditos afetados para a aprovação de um plano de recuperação extrajudicial, o que dá à empresa uma base sólida para a negociação.
Suspensão de juros e prazo para negociação
A medida adotada pelo GPA prevê a suspensão do pagamento de juros e a paralisação de execuções judiciais relacionadas a essas dívidas por um período de 90 dias. Esse prazo, conhecido como stay period, é uma ferramenta comum em processos de recuperação para dar fôlego à empresa enquanto negocia com os credores.
Brasília (DF) 15/03/2024 – A partir de hoje (15) de março, parte da liquidação interbancária da cobrança do documento será feita no mesmo dia do pagamento
A novidade é mais um projeto de modernização feito pelo setor bancário na modalidade de boletos, que englobará 136 bancos e será mandatória. Com a mudança, se o cliente pagar o boleto até *às 13h30, o cobrador poderá receber o dinheiro no mesmo dia, dependendo do contrato que ele tenha com a sua instituição financeira. Se o pagamento for feito após *às 13h30, a liquidação ocorrerá no dia seguinte.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Em comunicado, a companhia explicou sua expectativa para o período: “Nesse período, a companhia confia que conseguirá o apoio da maioria dos créditos sujeitos ao processo e espera chegar a uma solução estruturada que resolva simultaneamente a liquidez de curto prazo e a sustentabilidade financeira de longo prazo”.
Reação do mercado e queda das ações
O anúncio do pedido de recuperação extrajudicial teve impacto imediato no mercado financeiro. Os papéis do GPA abriram o pregão desta terça-feira em forte queda na B3. Por volta das 10h30, as ações ordinárias da companhia, que concedem direito a voto em assembleias, registravam baixa de 5,86%.
Ao longo da manhã, a queda perdeu um pouco de força, mas ainda mantinha o sinal negativo. Às 11h30, o tombo era de 2,93%. A volatilidade reflete a percepção dos investidores sobre o endividamento da empresa e os desafios para sua reestruturação financeira nos próximos meses.
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Joédson Alves/Agência Brasil
Segundo fontes do governo ouvidas pela reportagem, a decisão foi tomada na noite desta segunda-feira (9)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desistiu de comparecer à cerimônia de posse do novo presidente do Chile, José Antonio Kast, marcada para esta quarta-feira (11) na cidade de Valparaíso, sede do Poder Legislativo chileno. A informação foi confirmada por interlocutores do Palácio do Planalto e posteriormente pela Secretaria de Comunicação do governo.
Segundo fontes do governo ouvidas pela reportagem, a decisão foi tomada na noite desta segunda-feira (9). Até então, a ida de Lula ao Chile estava confirmada, e equipes do governo brasileiro já estavam no país vizinho para os preparativos da visita. A previsão inicial era de que o presidente viajasse nesta terça-feira (10) para participar do evento.
A desistência ocorreu às vésperas do embarque. Normalmente, as viagens presidenciais constam na agenda oficial da Presidência da República, divulgada diariamente. Até a última atualização desta reportagem, no entanto, a agenda de compromissos do presidente não havia sido publicada, o que já sinalizava possíveis alterações nos planos de viagem.
Reunião com o chanceler antes do anúncio
Na manhã desta terça-feira, antes da confirmação oficial da desistência, o presidente Lula se reuniu no Palácio do Planalto com o ministro de Relações Exteriores, chanceler Mauro Vieira. O encontro ocorreu em um contexto de indefinição sobre a viagem e pode ter sido o momento em que os últimos detalhes foram acertados para o cancelamento da ida ao Chile.
A Secretaria de Comunicação do governo confirmou a informação sobre a desistência ainda durante a manhã, pondo fim às especulações sobre a participação brasileira na posse do novo chefe de Estado chileno. Os motivos oficiais para o cancelamento da viagem não foram detalhados até o momento.
Cerimônia de posse no Chile
A posse de José Antonio Kast como presidente do Chile está marcada para esta quarta-feira (11) em Valparaíso. O evento reúne autoridades de diversos países e marca a transição de comando no país vizinho. Kast venceu as eleições presidenciais chilenas em um pleito que mobilizou o cenário político da América do Sul.
Com a desistência de Lula, o Brasil deverá ser representado na cerimônia por outro integrante do governo, possivelmente um diplomata de alto escalão ou um ministro de Estado, embora essa informação ainda não tenha sido oficializada pelo Itamaraty. A ausência do presidente brasileiro na posse de um líder sul-americano é um movimento que chama a atenção no campo das relações diplomáticas regionais.
O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, é apontado em reportagens como o verdadeiro proprietário de ao menos dois imóveis de alto padrão em Miami adquiridos entre 2023 e 2025. As transações, que somam cerca de R$ 482 milhões, foram realizadas por meio de empresas registradas nos Estados Unidos, estrutura que, segundo as publicações, teria como objetivo evitar a associação direta do nome do banqueiro aos bens.
De acordo com os registros imobiliários citados pelas reportagens, a principal transação ocorreu em 10 de janeiro de 2025, quando a Goldbeach Properties LLC pagou US$ 85,2 milhões por uma mansão à beira-mar no condomínio fechado de Bay Point. O valor estabeleceu um recorde no bairro, superando a marca anterior de 2023. Um mês depois, a mesma empresa adquiriu uma segunda casa na mesma rua por US$ 6,9 milhões.
A propriedade principal tem cerca de 1.900 metros quadrados, 11 quartos, piscina, dois píeres e ampla frente para a Baía de Biscayne. Documentos locais indicam que permissões para demolição e nova construção já haviam sido emitidas meses antes da assinatura do contrato.
Mensagens indicam preocupação com exposição de imóveis
As suspeitas sobre a propriedade dos bens ganharam força após a divulgação de mensagens atribuídas a Vorcaro e à então namorada, a influenciadora Martha Graeff. Em um diálogo de maio de 2024, ela questiona se a compra de uma casa de luxo em Miami poderia gerar exposição. Na resposta, o banqueiro afirma que já teria “bolado um jeito” e ironiza que “vai aparecer um amigo russo”, em referência à forma como o negócio seria apresentado publicamente.
Outra empresa, a Ocean View Capital Management, teria sido usada no aluguel de uma cobertura no Four Seasons Surf Club, em Surfside, onde Martha Graeff passou a morar. Em mensagens publicadas pela imprensa, Vorcaro explica à então companheira que a empresa era a responsável pelo contrato e pede os dados dela para incluí-la como moradora do imóvel.
As conversas também mostram preocupação com a repercussão do patrimônio no exterior. Em dezembro de 2024, Vorcaro escreveu que o então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, já teria comentado sobre “a nossa casa”, em referência ao imóvel em Miami. A mensagem foi respondida por Martha com surpresa sobre como a informação teria chegado à autoridade monetária.
Depoimento à PF contradiz registros
Em depoimento prestado à Polícia Federal em 30 de dezembro de 2025, porém, Vorcaro negou ser dono de casa em Miami. Segundo a transcrição divulgada pela imprensa, ele afirmou: “Apesar de a mídia ter anunciado, não tenho. Tenho a locação de um imóvel lá”. As mensagens posteriormente reveladas contradizem essa versão, segundo os veículos que publicaram o material.
A estrutura societária utilizada nas aquisições incluiu offshores e Limited Liability Companies (LLCs), um modelo comum nos Estados Unidos que permite manter o anonimato dos sócios. As reportagens também citam outros imóveis ligados ao mesmo endereço empresarial em Provo, Utah, usado por companhias relacionadas à Goldbeach Properties.
Entre eles está um apartamento no edifício Asia, em Brickell Key, adquirido em março de 2023 por uma LLC com o mesmo endereço postal. O imóvel foi associado ao empresário Antônio Carlos Freixo Júnior em documento de aprovação do condomínio. Procurado, Freixo afirmou que o apartamento é dele e negou qualquer relação entre seu bem e a Goldbeach.
Familiares do banqueiro também são citados
Um documento judicial citado pela imprensa aponta que familiares de Vorcaro também aparecem ligados a imóveis na Flórida. Entre os casos mencionados está a compra de uma mansão em Windermere, na região de Orlando, por meio da empresa Sozo, aberta em nome de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, com participação de Natália Vorcaro, irmã de Daniel.
As transações imobiliárias ocorreram em um período de expansão agressiva do Banco Master, que tem seu modelo de negócios e práticas de captação de recursos sob análise de órgãos reguladores. A instituição financeira não comentou as reportagens sobre os imóveis.
Até a conclusão desta edição, a defesa de Daniel Vorcaro não havia se manifestado sobre as novas informações publicadas pela imprensa. O espaço permanece aberto para manifestações.
O senador Alessandro Vieira (MDB) anunciou na segunda-feira (9) que obteve as 27 assinaturas necessárias para protocolar um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a conduta dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito do caso Banco Master.
De acordo com o senador, o requerimento foi apresentado na última sexta-feira (6). A confirmação do atingimento do número mínimo de apoios ocorreu nesta segunda, após articulação no Senado. Vieira afirmou que pretende continuar colhendo assinaturas para garantir uma margem mais segura antes do protocolo oficial.
“Vamos continuar a coleta até um número mais seguro e, em seguida, o pedido será protocolado. Sem condenação antecipada, mas com muita firmeza, vamos realizar uma investigação absolutamente necessária para resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições”, declarou o senador.
A iniciativa ganhou força nas últimas semanas após uma série de revelações sobre a relação de ministros do STF com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Dias Toffoli, que era o relator original de processos envolvendo a instituição, afastou-se da relatoria após a divulgação de que manteve sociedade com uma empresa ligada a Vorcaro.
Mais recentemente, mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular do banqueiro, reveladas pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, indicaram uma aproximação entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, aumentando as suspeitas sobre a imparcialidade de magistrados nos processos que envolvem o banco.
Flávio Bolsonaro assina pedido e quer incluir Haddad e Galípolo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou ter assinado o requerimento da CPI na tarde de segunda-feira. Em declaração à coluna, o parlamentar afirmou que rubricou o documento às 13h26 e justificou que não o fez antes porque preparava um aditivo para incluir o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, no escopo das investigações.
“Acabei de assinar e vou apresentar um requerimento para aditar o escopo da CPI, para que também se investigue as atuações suspeitas de Fernando Haddad e Galípolo. Sobre o fundamento, vou dar publicidade em breve”, afirmou Flávio.
Inicialmente, o nome de Flávio Bolsonaro não constava na lista divulgada por Alessandro Vieira com as 27 assinaturas mínimas. Após o anúncio, o senador Dr. Hiran (PP-RR) também assinou o documento, elevando para 29 o número de apoios ao pedido de criação da comissão. A lista de signatários não conta com senadores do PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
CAE aguarda banqueiro e CPI do INSS enfrenta resistências
Paralelamente à articulação da nova CPI, outras frentes no Senado tentam avançar nas investigações sobre o Banco Master e seus controladores. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) marcou para terça-feira (10), às 10h, uma audiência pública para ouvir o banqueiro Daniel Vorcaro. Até o fim da manhã de segunda, a comissão ainda aguardava a confirmação de sua presença.
Vorcaro, que foi preso pela Polícia Federal na quarta-feira (4), já havia desmarcado sua participação na CAE anteriormente, prevista para o início de março. O banqueiro também não compareceu a convocações da CPI do Crime Organizado e da CPMI do INSS. Desde fevereiro, o ministro do STF André Mendonça tem garantido a Vorcaro o direito de não depor, considerando seu comparecimento como facultativo.
Na CPI do INSS, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que solicitará pessoalmente ao ministro André Mendonça que reveja a decisão e determine a presença de Vorcaro para prestar esclarecimentos. Viana também informou que o depoimento de Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, está mantido para quarta-feira. Na quinta, a comissão deve votar a convocação de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e acusado de ser seu operador financeiro, que também se encontra preso.
Viana classificou como o “momento mais difícil” da CPI, citando dificuldades para ouvir testemunhas. Os depoimentos da presidente do Palmeiras e CEO da Crefisa, Leila Pereira, e do CEO do C6, Artur Brotto Azevedo, previstos para terça, foram cancelados. A defesa de Leila Pereira alegou ter respaldo em uma decisão monocrática do ministro do STF Flávio Dino, que suspendeu a votação de requerimentos e convocações da CPI. O depoimento dela foi remarcado para a próxima segunda-feira.
O presidente da CPI criticou duramente as decisões individuais de ministros do STF que têm travado os trabalhos da comissão. “Não é possível que o Congresso Nacional seja afrontado da maneira como está sendo afrontado por decisões monocráticas de ministro do Supremo, decisões, na minha opinião, políticas, decisões que não têm embasamento constitucional, que são flagrantes desrespeitos ao trabalho de comissões parlamentares. Nós temos que reagir”, afirmou Viana.
O depoimento do presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz, foi adiado para o dia 23 de março.
Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois candidatos estão tecnicamente empatados
Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (9) aponta um cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma simulação de segundo turno para a eleição presidencial de 2026. Esta é a primeira pesquisa do instituto após Flávio Bolsonaro confirmar sua pré-candidatura com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso.
Números do segundo turno e empate técnico
De acordo com o levantamento, Lula aparece com 46% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois candidatos estão tecnicamente empatados.
Cabina de votação com a nova urna modelo UE2020 é apresentada em seção eleitoral simulada no Tribunal Regional Eleitoral, no centro do Rio de Janeiro.
A pesquisa foi realizada entre os dias 3 e 5 de março e ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios brasileiros. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03715/2026.
Cenário para primeiro turno
No cenário estimulado para o primeiro turno, onde os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos eleitores, a pesquisa aponta Lula com 38% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece na sequência, com 32%.
Mais distantes, aparecem o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), com 7%, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 4%.
Votação espontânea e outros cenários
Na pesquisa espontânea, quando os eleitores dizem em quem votarão sem que nomes sejam apresentados, Lula oscilou de 24% para 25%. Flávio Bolsonaro surge com 12% das menções – ele não havia sido citado no levantamento anterior do Datafolha, realizado em dezembro. O ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível, aparece com 3% das intenções de voto na espontânea.
Rio de Janeiro (RJ), 01/10/2024 – Coletiva de imprensa, no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), sobre as eleições municipais com as participações da diretora-geral Eline Íris, e do secretário de Tecnologia da Informação Michel Kovacs, no Palácio da Democracia, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O instituto também testou cenários com outros nomes. Com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como candidato do PT, ele marca 21% contra 33% de Flávio Bolsonaro. Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi testado e atingiu 21% das intenções de voto.
Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Bruno Peres/Agência Brasil / Tânia Rêgo/Agência Brasil / Fernando Frazão/Agência Brasil
Grupo A8 reúne potiguares e times da Paraíba e Pernambuco; Formato da competição prevê 16 grupos com seis equipes cada
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou na tarde desta sexta-feira (6) a composição dos 16 grupos da Série D do Campeonato Brasileiro de 2026. A edição deste ano marca o maior formato da história da competição, com a participação de 96 clubes de todo o país. O sorteio definiu as chaves com base em critérios geográficos e logísticos, visando reduzir deslocamentos e criar rivalidades regionais.
O Rio Grande do Norte terá três representantes na competição: ABC, América e Laguna. Os três clubes potiguares foram sorteados no mesmo grupo, o A8, que também conta com equipes da Paraíba e de Pernambuco.
Grupo A8 reúne potiguares e times da Paraíba e Pernambuco
O Grupo A8 é composto por seis equipes. Além do trio potiguar (ABC, América e Laguna), completam a chave o Sousa-PB, o Maguary-PE e o Central-PE.
A configuração do grupo garante a realização de clássicos estaduais, como os confrontos entre ABC e América, além de duelos regionais com equipes paraibanas e pernambucanas. Para o Laguna, esta será a primeira participação em uma competição nacional.
Confira a composição completa do Grupo A8:
ABC (RN) América (RN) Laguna (RN) Sousa (PB) Maguary (PE) Central (PE)
Formato da competição: 96 clubes e 16 grupos
A Série D de 2026 terá um formato inédito em termos de número de participantes. As 96 equipes foram divididas em 16 grupos, cada um com seis clubes. A divisão respeitou o limite máximo de três equipes de uma mesma federação por grupo, sempre priorizando a proximidade geográfica para a formação das chaves.
Na primeira fase, as equipes de cada grupo se enfrentam em turno e returno, totalizando dez rodadas. Cada clube fará cinco jogos como mandante e cinco como visitante. Ao final desta fase, os quatro melhores colocados de cada grupo avançam para a segunda fase.
Cronograma: competição começa em abril e vai até setembro
A Série D será disputada entre os dias 5 de abril e 13 de setembro de 2026. O calendário da competição prevê 24 datas, sendo 22 delas aos fins de semana e duas no meio de semana.
A partir da segunda fase, os confrontos serão eliminatórios, sempre em jogos de ida e volta. Este formato se mantém até as quartas de final.
Regras de acesso e vagas para 2027
O regulamento da edição de 2026 estabelece critérios claros para o acesso à Série C de 2027. Os quatro clubes semifinalistas garantem vaga na terceira divisão do próximo ano.
Além dos semifinalistas, os vencedores dos playoffs também asseguram o acesso. Os playoffs serão disputados pelos clubes eliminados nas quartas de final, criando uma segunda oportunidade para alcançar a Série C.
Os clubes que avançarem até a terceira fase da competição garantem, no mínimo, a participação na Série D de 2027. O campeão da Série D de 2026 terá o bônus adicional de uma vaga direta na terceira fase da Copa do Brasil de 2027.
Confira todos os grupos da Série D 2026
Grupo A1 Nacional-AM, Manaus-AM, Manauara-AM, GAS-RR, Monte Roraima-RR, São Raimundo-RR
Grupo A2 Independência-AC, Galvez-AC, Humaitá-AC, Porto Velho-RO, Guaporé-RO, Araguaína-TO
Grupo A3 Gama-DF, Brasiliense-DF, Luverdense-MT, Primavera-MT, Inhumas-GO, Aparecidense-GO
Grupo A4 Capital-DF, Ceilândia-DF, Mixto-MT, Operário-MT, União-MT, Goiatuba-GO
Grupo A5 Trem-AP, Oratório-AP, Tuna Luso-PA, Águia de Marabá-PA, Tocantinópolis-TO, Imperatriz-MA
Grupo A6 Sampaio Corrêa-MA, Moto Club-MA, IAPE-MA, Maracanã-CE, Iguatu-CE, Parnahyba-PI
Grupo A7 Ferroviário-CE, Tirol-CE, Atlético-CE, Altos-PI, Piauí-PI, Fluminense-PI
Grupo A8 ABC-RN, América-RN, Laguna-RN, Sousa-PB, Maguary-PE, Central-PE
Grupo A9 Retrô-PE, Decisão-PE, Serra Branca-PB, Treze-PB, Lagarto-SE, Sergipe-SE
Grupo A10 ASA-AL, CSA-AL, CSE-AL, Jacuipense-BA, Atlético-BA, Juazeirense-BA
Grupo A11 Uberlândia-MG, Betim-MG, CRAC-GO, ABECAT-GO, Operário-MS, Ivinhema-MS
Grupo A12 Porto-BA, Rio Branco-ES, Vitória-ES, Real Noroeste-ES, Tombense-MG, Democrata GV-MG
Grupo A13 Madureira-RJ, Portuguesa-RJ, America-RJ, Portuguesa-SP, Água Santa-SP, Pouso Alegre-MG
Grupo A14 Nova Iguaçu-RJ, Sampaio Corrêa-RJ, Maricá-RJ, XV de Piracicaba-SP, Noroeste-SP, Velo Clube-SP
Grupo A15 Cianorte-PR, FC Cascavel-PR, Santa Catarina-SC, Joinville-SC, Guarany de Bagé-RS, São Luiz-RS
Grupo A16 Blumenau-SC, Marcílio Dias-SC, São Joseense-PR, Azuriz-PR, São José-RS, Brasil-RS
Itens de higiene e vestuário seguem padrão do sistema penitenciário federal; Utensílios de plástico são posicionados na cela antes da transferência
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, recebeu nesta sexta-feira (6) o chamado “Kit Preso” na Penitenciária Federal de Brasília. O procedimento é padrão na unidade, considerada a mais rígida do sistema federal de segurança máxima, e marca o início do período de adaptação do detento.
Vorcaro está em fase de triagem na penitenciária, etapa que deve durar 20 dias antes de qualquer contato com outros presos da unidade. Durante este período, ele permanece em cela individual e segue os protocolos de ingresso estabelecidos pelo sistema prisional federal.
Itens de higiene e vestuário compõem kit padrão
O kit entregue ao banqueiro inclui produtos de higiene pessoal permitidos no sistema penitenciário federal. Entre os itens estão dois sabonetes azuis em barra, creme dental, escova de dentes modelo viagem, desodorante roll-on com frasco transparente e uma caixa de giz de cera.
Também fazem parte do pacote frascos de shampoo e condicionador, além de um rolo de papel higiênico. Os produtos seguem as especificações de segurança da unidade, que exige embalagens transparentes e itens sem potencial para fabricação de armas ou instrumentos perfurantes.
Utensílios de plástico para refeições
Na cela do banqueiro, antes mesmo de sua transferência, já estavam posicionados os utensílios que utilizará durante a permanência na unidade. O conjunto inclui um prato fundo de plástico azul, dois copos, talheres de plástico e uma esponja para higienização dos pertences.
Todo o material é fabricado em plástico resistente, mas sem partes cortantes ou pontiagudas, seguindo as normas de segurança das penitenciárias federais. O modelo segue o padrão adotado em todas as cinco unidades do sistema penitenciário federal.
Vestuário padrão do sistema penitenciário
Vorcaro recebeu também as peças de vestuário que utilizará durante o período em que estiver custodiado na unidade. O kit inclui um chinelo preto e uma sandália azul com fecho de velcro, além de calça e shorts de sarja azul.
As camisetas são azul-claro e trazem a inscrição “interno/sistema penitenciário”. Completam o conjunto de vestuário luvas azuis, toalha e lençol branco. Todas as peças seguem o padrão utilizado nas penitenciárias federais para identificação dos detentos.
Livros para entretenimento durante triagem
Para o período de adaptação, Vorcaro terá acesso a três livros. As obras disponibilizadas são o premiado “Ainda Estou Aqui”, de Marcelo Rubens Paiva; “Tempestade de Ônix”, de Rebecca Yarros; e “Stairway to Heaven: Led Zeppelin Sem Censura”, de Richard Cole, ex-tour manager da banda britânica.
A leitura é uma das poucas atividades permitidas durante o período de triagem, quando o detento não tem contato com outros internos e permanece sob observação da equipe penitenciária.
Transferência determinada por ministro do STF
Vorcaro estava custodiado na P2 de Potim, no interior de São Paulo, até que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso, determinou sua transferência para a Penitenciária Federal de Brasília.
A mudança de unidade foi decidida no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo o Banco Master. O banqueiro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro de 2025, na primeira fase da operação.
Análise técnica aponta que prints estão vinculados a outros contatos; Ministro não nega ter conversado com banqueiro no dia da prisão
A Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nota nesta sexta-feira (6), a pedido do ministro Alexandre de Moraes, para negar que as mensagens detectadas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tenham sido enviadas ao ministro.
Na nota, no entanto, o ministro não nega que conversou com Vorcaro em 17 de novembro de 2025, dia no qual o banqueiro foi preso pela primeira vez na primeira fase da Operação Compliance Zero. Pessoas ouvidas pelo Estadão confirmam que houve troca de mensagens entre ambos neste dia.
Análise técnica aponta divergência em contatos
Segundo a nota do STF, uma análise técnica realizada nos dados telemáticos do banqueiro constatou que “as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 (dia em que Vorcaro foi preso pela primeira vez) não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos”.
“No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”, diz o texto.
A nota também relata que o conteúdo foi tornado público pela CPI do INSS, que recebeu o material por ordem do ministro André Mendonça, relator do caso na Corte.
Mensagens estão vinculadas a outros contatos
O texto diz ainda que a mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de Vorcaro, autor dos prints. “Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes.”
Ao fim da nota, o STF informa que não vai mencionar os nomes e contatos das pessoas vinculadas aos respectivos arquivos “em virtude do sigilo decretado pelo ministro André Mendonça”. A nota garante que o conteúdo consta do arquivo que a CPI do INSS “disponibilizou para toda a imprensa”.
Conteúdo das mensagens revela prestação de contas
Segundo informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, confirmadas pelo Estadão, Vorcaro e Moraes trocaram mensagens pelo WhatsApp durante todo o dia 17 de novembro de 2025, data da prisão do banqueiro pela Polícia Federal.
Dados extraídos do celular do executivo revelam que ele prestava contas ao ministro sobre as negociações de venda do banco e sugerem diálogos a respeito do inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília.
A defesa do banqueiro apresentou um pedido ao STF para investigar o vazamento de informações do conteúdo do telefone celular dele, incluindo “conversas íntimas” e “supostos diálogos com autoridades e até com o ministro do STF Alexandre de Moraes” – pedido que foi atendido pelo ministro André Mendonça, relator do caso na Corte.
Mendonça determina investigação de vazamento
Nesta sexta-feira, Mendonça determinou que a PF abra um inquérito para investigar a origem do vazamento de dados sigilosos de Vorcaro. As informações estavam sob a custódia da Polícia Federal e foram compartilhadas com a CPI do INSS.
O Estadão confirmou com fontes ligadas ao caso que Vorcaro efetivamente trocou mensagens com Moraes nesse dia por meio de fotos de visualização única. Na extração de dados do celular de Vorcaro, há sete imagens de rascunhos com mensagens sobre negociações do Master com o Banco Central. Em alguns desses arquivos, o horário de criação é próximo ao horário de envio das mensagens de Vorcaro a Moraes.
Teor das mensagens entre banqueiro e ministro
Nos textos, o banqueiro relata ter antecipado o negócio com o grupo Fictor para tentar salvá-lo e menciona que um possível vazamento de informações seria péssimo, mas poderia servir de gancho para entrar no circuito do processo. Vorcaro questionou o magistrado por duas vezes se havia alguma novidade e chegou a perguntar diretamente: “Conseguiu bloquear?”.
A cronologia dos fatos indica que, enquanto falava com o ministro, o banqueiro monitorava o avanço das investigações. Segundo a PF, Vorcaro teria obtido informações sigilosas através de um acesso ilegal aos sistemas da própria corporação e tentado peticionar na 10.ª Vara Federal de Brasília apenas 18 minutos após a decretação de sua prisão, em uma tentativa de barrar medidas cautelares.
Na última comunicação registrada, às 20h48, Vorcaro respondeu a uma possível dúvida sobre os negócios e afirmou que a movimentação poderia inibir algo não detalhado. Antes de encerrar, avisou que estava indo assinar com investidores estrangeiros, momento em que Moraes teria reagido apenas com um emoji de polegar levantado.
O executivo acabou preso pela PF por volta das 22h, antes de decolar rumo a Malta, de onde seguiria para Dubai.
Íntegra da nota de Moraes
A Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal, por solicitação do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, informa:
Análise técnica realizada nos dados telemáticos de Daniel Vorcaro, tornados públicos pela CPMI do INSS, constatou que as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos.
No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes.
A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes.
Os nomes e contatos das pessoas vinculadas aos respectivos arquivos não serão mencionados na presente nota em virtude do sigilo decretado pelo Ministro André Mendonça, mas constam no arquivo que a CPMI do INSS disponibilizou para toda a imprensa.
Corporação destaca que compartilhamento com CPI ocorreu por decisão do STF; Conversas íntimas do banqueiro com namorada vieram a público nos últimos dias
A Polícia Federal divulgou nota nesta sexta-feira (6) afirmando que nunca incluiu informações da vida privada do banqueiro Daniel Vorcaro nos relatórios produzidos dentro da investigação sobre irregularidades do Banco Master. A corporação também anunciou que vai abrir inquérito para apurar o vazamento desses dados, que foram enviados à CPI do INSS.
Na nota, a PF destacou que informações extraídas do celular de Vorcaro foram compartilhadas com a CPI por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A corporação citou que não caberia a ela “editar conversas, selecionar ou manipular dados extraídos de equipamentos apreendidos, sob pena, inclusive, de violação ao direito ao contraditório e à ampla defesa, constitucionalmente assegurados”.
PF reafirma padrões de segurança em investigações
“A Polícia Federal reafirma que atua em todas as suas investigações seguindo rigorosos padrões de segurança no tratamento de informações e na preservação e garantia dos direitos fundamentais, incluindo o respeito à privacidade e à intimidade”, diz a nota.
O texto acrescenta: “Nenhum relatório, informação de polícia judiciária ou representação apresentada pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Compliance Zero, conteve dados que não fossem relevantes para a instrução das investigações. Não foram incluídas, portanto, informações relacionadas à intimidade ou à vida privada dos investigados”.
Conversas íntimas vieram a público
Diálogos de Vorcaro com sua namorada, Martha Graeff, vieram a público nos últimos dias. Essas conversas citavam encontros dele com o ministro do STF Alexandre de Moraes e com parlamentares. Além disso, havia conversas íntimas entre os dois.
Por causa disso, a defesa de Vorcaro pediu ao STF que abrisse uma investigação sobre o vazamento desses dados. O pedido foi acolhido pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, que determinou a abertura de apuração.
Mendonça determina investigação sobre origem do vazamento
“O procedimento apuratório deve ter como hipótese investigativa a eventual identificação daqueles que teriam o dever de custodiar o material sigiloso e o violaram, e não daqueles que, no legítimo exercício da fundamental profissão jornalística, obtiveram o acesso indireto às informações que, pela sua natureza íntima, não deveriam ter sido publicizadas”, anotou o ministro em sua decisão.
A determinação de Mendonça atende ao pedido da defesa de Vorcaro, que busca identificar os responsáveis pelo vazamento dos dados sigilosos extraídos do celular do banqueiro. As informações estavam sob a custódia da Polícia Federal e foram compartilhadas com a CPI do INSS, de onde chegaram à imprensa.
Homenagem no aeroporto marcou a despedida do comandante; Encerramento em Natal representa retorno às origens
O Aeroporto Internacional de Natal, localizado em São Gonçalo do Amarante, foi palco de um momento de despedida na última terça-feira (3). Após cinco décadas dedicadas à aviação, o comandante Ribamar de Sá realizou o último voo da carreira, encerrando a trajetória profissional na mesma cidade onde deu os primeiros passos na atividade.
Natural do Ceará, mas radicado no Rio Grande do Norte, o comandante construiu uma trajetória sólida na aviação comercial. Ao longo de 50 anos de atuação, acumulou 30 mil horas de voo, número que representa décadas de dedicação à profissão. O último pouso marcou não apenas o encerramento de um ciclo, mas também uma homenagem pessoal à cidade que testemunhou o início de sua jornada.
Homenagem no aeroporto marcou a despedida do comandante
A chegada do voo foi recebida com uma homenagem preparada pela equipe do aeroporto. O momento foi registrado e divulgado nas redes sociais da concessionária que administra o terminal. Nas imagens, é possível ver a recepção calorosa organizada para celebrar a longa carreira do piloto e sua contribuição para a aviação.
O próprio comandante relatou, em vídeo publicado posteriormente, a forte carga emocional do momento. Ele destacou a presença de familiares durante a despedida, que começou ainda antes da decolagem. Durante o briefing com a equipe de comissários, procedimento de rotina antes de qualquer voo, o piloto já havia sido tomado pela emoção, compartilhando o momento com a tripulação.
Encerramento em Natal representa retorno às origens
A escolha de Natal como destino para o último voo não foi aleatória. Segundo relato do comandante, ele próprio solicitou a rota com o objetivo de encerrar a carreira no Rio Grande do Norte, estado onde iniciou a trajetória profissional. O gesto teve um significado simbólico de fechamento de um ciclo, retornando ao ponto de partida após 50 anos.
O comandante fez questão de elogiar a estrutura do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante e a recepção proporcionada pela equipe local. Para ele, o terminal oferece condições adequadas para a operação e conta com profissionais qualificados. Em suas palavras, a experiência positiva ao longo dos anos na aviação faria com que ele recomeçasse a carreira, se necessário.
Símbolo da aviação comercial se aposenta
A despedida do comandante Ribamar de Sá representa o encerramento de uma era para um profissional que acompanhou transformações significativas no setor aéreo brasileiro. Sua trajetória, iniciada na juventude e mantida por cinco décadas, reflete a rotina de milhares de pilotos que dedicam a vida a conectar pessoas e lugares por meio da aviação.
O último voo e a homenagem recebida no Aeroporto de Natal ganharam repercussão nas redes sociais, com compartilhamentos de passageiros, colegas de profissão e admiradores. A imagem do piloto sendo recebido após o pouso simboliza o reconhecimento pelo trabalho realizado ao longo de anos de dedicação à atividade aérea.
Para a aviação comercial, a aposentadoria de pilotos experientes como o comandante Ribamar representa a passagem de conhecimento para as novas gerações, que seguem atuando nos céus do país. Sua história permanece registrada nos 30 mil voos realizados e na memória dos colegas e passageiros que cruzaram seu caminho ao longo de cinco décadas.
Fotos: Divulgação / Sandro Menezes/Governo do RN/Ilustração
Conversas citam jantar com Luciano Huck; Defesa de Vorcaro pede investigação sobre vazamento de informações
A investigação que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ganhou novos desdobramentos nos últimos dias. Informações extraídas de seu celular apontam troca de mensagens com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia em que foi preso. Paralelamente, o ministro André Mendonça autorizou sua transferência para a Penitenciária Federal de Brasília, enquanto a defesa do empresário solicita investigação sobre vazamentos de dados sigilosos.
Mensagens com ministro Alexandre de Moraes marcaram dia da prisão
O banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes trocaram mensagens pelo WhatsApp durante todo o dia 17 de novembro de 2025, data em que o dono do Banco Master foi preso pela Polícia Federal. A informação foi divulgada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, com base em dados extraídos do celular do executivo.
As conversas ocorreram entre 7h19 e 20h48, pouco antes da abordagem policial no Aeroporto de Guarulhos. Para manter o sigilo, tanto Vorcaro quanto Moraes escreviam textos em seus blocos de notas, capturavam a tela e enviavam as imagens com o recurso de visualização única. Por essa razão, as respostas do ministro não estão disponíveis, mas as notas de Vorcaro permaneceram acessíveis no histórico do aparelho.
Nas mensagens, o banqueiro relata ter antecipado negócio com o grupo Fictor para tentar salvar a instituição financeira e menciona que um possível vazamento de informações seria péssimo, mas poderia servir de gancho para entrar no circuito do processo. Vorcaro questionou o magistrado por duas vezes se havia alguma novidade e chegou a perguntar diretamente: “Conseguiu bloquear?”.
Cronologia aponta monitoramento de investigações
A cronologia dos fatos indica que, enquanto falava com o ministro, o banqueiro monitorava o avanço das investigações. Segundo a PF, Vorcaro teria obtido informações sigilosas através de acesso ilegal aos sistemas da corporação e tentado peticionar na 10ª Vara Federal de Brasília apenas dezoito minutos após a decretação de sua prisão, em tentativa de barrar medidas cautelares.
Na última comunicação registrada, às 20h48, Vorcaro respondeu a uma possível dúvida sobre os negócios e afirmou que a movimentação poderia inibir algo não detalhado. Antes de encerrar, avisou que estava indo assinar com investidores estrangeiros, momento em que Moraes reagiu apenas com um emoji de polegar levantado. O executivo acabou preso antes de decolar rumo a Malta.
Em nota, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que não recebeu as mensagens e classificou as informações como ilação mentirosa destinada a atacar o STF. A defesa de Daniel Vorcaro preferiu não se manifestar.
Entenda o modus operandi das conversas sigilosas
O banqueiro tinha o hábito de travar conversas sensíveis escrevendo no bloco de anotações e enviando um print do texto ao interlocutor como foto de visualização única. Esse mecanismo impede a criação de um histórico de conversas em aplicativos de mensagens como o WhatsApp.
Os arquivos disponibilizados pela PF à CPI do INSS têm sete desses prints registrados no dia 17 de novembro de 2025. Um desses prints é do rascunho do texto que foi publicado por um site acusado de receber para divulgar informações do interesse de Vorcaro.
Em prints enviados horas antes da prisão, o banqueiro escreveu: “Fiz uma correria aqui pra tentar salvar. Fiz o que deu, vou anunciar parte da transação”. Em outro momento, questionou: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.
Dias antes, em 30 de outubro de 2025, Vorcaro havia escrito mensagem elogiosa a um interlocutor: “Tudo de importante no final fica no seu colo. Impressionante. Mas seu legado pro Brasil será eterno. Temos só que bloquear essas sacanagem”.
Ministro André Mendonça autoriza transferência para presídio federal
O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, autorizou a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro para a Penitenciária Federal de Brasília. A decisão atendeu a pedido da Polícia Federal, que apontou a necessidade de retirar o investigado da unidade prisional onde estava detido, em São Paulo.
Segundo a PF, a mudança tem como objetivo garantir a integridade física do empresário. A corporação argumentou que a legislação permite a inclusão de presos em estabelecimentos federais de segurança máxima quando a medida é necessária para preservar a segurança pública ou do próprio detento.
A Polícia Federal destacou que a penitenciária federal na capital oferece melhores condições institucionais para o acompanhamento da custódia. A localização próxima aos órgãos responsáveis pela investigação e à supervisão judicial do caso foi apontada como fator que facilita o monitoramento das medidas determinadas pelo STF.
Outro ponto citado pela PF foi a capacidade de influência institucional atribuída a Vorcaro, já evidenciada durante as apurações. Diante disso, a corporação considerou que a unidade federal em Brasília possui estrutura de segurança mais adequada à complexidade das investigações.
Preso preventivamente na quarta-feira (4), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, o dono do Banco Master é investigado por suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos. A operação também determinou o afastamento de cargos públicos e o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões.
Conversas citam jantar com Luciano Huck
O banqueiro Daniel Vorcaro citou um jantar com o apresentador Luciano Huck em conversas trocadas com sua então noiva, Martha Graeff. As mensagens fazem parte do material analisado nas investigações relacionadas ao Banco Master.
O diálogo ocorreu em 28 de outubro de 2024, período em que a instituição financeira já enfrentava sinais de problemas de liquidez. Em mensagem enviada às 20h23, Vorcaro avisou que estava deixando o banco para encontrar o apresentador. “To saindo banco e jndo pra jantar com Luciano Huck, e vc”, escreveu ele. Martha respondeu que ainda estava trabalhando, e o banqueiro perguntou se ela seguia em gravação para alguma marca.
O nome de Huck aparece nas conversas em meio a outros contatos citados pelo empresário em diálogos pessoais. As mensagens foram obtidas a partir da quebra de sigilo telemático realizada durante as apurações.
O apresentador já teve relação comercial com o banco. Huck foi garoto-propaganda do Will Bank, que era controlado pelo Banco Master, e chegou a apresentar um quadro em seu programa dominical patrocinado pela empresa. Além disso, o comunicador avaliou, ao lado de grupo de investidores, a possibilidade de compra do Will Bank. A venda da instituição era vista por Vorcaro como alternativa para tentar resolver os problemas de liquidez enfrentados pelo Banco Master.
Defesa de Vorcaro pede investigação sobre vazamento de informações
A defesa de Daniel Vorcaro informou nesta sexta-feira (6) que pediu ao STF que investigue a origem dos sucessivos vazamentos de informações sigilosas provenientes dos telefones celulares apreendidos.
Segundo nota divulgada pelos advogados, o espelhamento dos dados dos aparelhos apreendidos foi entregue à defesa apenas no dia 3 de março de 2026. O HD foi imediatamente lacrado na presença da autoridade policial, dos advogados e de tabelião, para preservar o sigilo das informações.
Apesar disso, diversas mensagens supostamente extraídas desses aparelhos passaram a ser divulgadas por veículos de imprensa nos últimos dias, mesmo sem que a própria defesa tenha tido acesso ao conteúdo do material. Conversas íntimas, pessoais e que expõem terceiros não envolvidos com os fatos, além de supostos diálogos com autoridades, têm sido divulgadas para órgãos de comunicação.
Diante da gravidade da situação, a defesa requereu que seja instaurado inquérito para identificar a origem dos vazamentos e que a autoridade policial apresente a relação de todas as pessoas que tiveram acesso ao conteúdo dos aparelhos apreendidos.
Fotos: Márcio Gustavo Vasconcelos/Reprodução / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Decisão da Primeira Turma do STF nega pedido da defesa do ex-presidente para cumprir pena de 27 anos em casa; julgamento virtual segue com voto de Cármen Lúcia
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (6) para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro recluso na unidade prisional da Papudinha, no Distrito Federal. Com o voto, formou-se maioria na Primeira Turma da Corte para negar o pedido da defesa que solicitava a transferência do ex-presidente para o regime de prisão domiciliar.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de reclusão, após ser condenado por liderar organização criminosa e pelos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
O julgamento do pedido de prisão domiciliar teve início na última segunda-feira (3), quando o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, negou o benefício e submeteu sua decisão para referendo dos demais membros da Primeira Turma. O colegiado, composto por quatro ministros, é o mesmo que condenou o ex-presidente.
O processo está sendo analisado em ambiente virtual e o voto de Moraes foi integralmente seguido pelos ministros Zanin e Flávio Dino. A ministra Cármen Lúcia tem até as 23h59 desta quinta para proferir seu voto, mas a maioria pela manutenção da prisão na Papudinha já está consolidada.
Atendimento médico e tentativa de violar tornozeleira justificam negativa
Em sua decisão, o ministro Alexandre de Moraes destacou que a unidade prisional onde Bolsonaro está detido oferece condições adequadas para atender às necessidades de saúde do ex-presidente. Moraes afirmou que a Papudinha dispõe de “atendimento médico adequado”, com serviços contínuos, múltiplos atendimentos diários, sessões de fisioterapia e atividades físicas.
Outro ponto central para a negativa do benefício foi a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica por parte do ex-presidente, ocorrida no ano passado. O ministro considerou o episódio um “óbice” para a concessão da prisão domiciliar.
“As condições e adaptações específicas da unidade prisional atendem, integralmente, as necessidades do condenado, com a possibilidade e efetiva realização de serviços médicos contínuos”, escreveu Moraes em seu voto.
A cela de Bolsonaro está localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, em um espaço originalmente projetado para abrigar policiais militares infratores e que foi adaptado para receber o ex-presidente. O local é conhecido como Papudinha por sua proximidade com o Complexo Penitenciário da Papuda, o principal presídio de Brasília.
Relembre a condenação
Em 11 de setembro de 2025, Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF por quatro votos a um. Ele foi considerado culpado por liderar uma organização criminosa com o objetivo de dar um golpe de Estado. O ex-presidente também foi responsabilizado pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando suas apoiadores invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, causando danos materiais estimados em mais de R$ 30 milhões.
Ação visa desarticular organização criminosa interestadual envolvida no comércio ilegal de armas, munições e acessórios; mandados são cumpridos no RN, PE e RS
A Polícia Federal no Rio Grande do Norte apresentou, nesta quinta-feira (6), o balanço da segunda fase da Operação Bate Lata, deflagrada na última terça-feira (4) para desarticular uma organização criminosa interestadual especializada no comércio ilegal de armas de fogo, acessórios e munições.
Nesta etapa, a Justiça expediu 21 mandados de busca e apreensão e 19 mandados de prisão preventiva, além de duas medidas de monitoramento eletrônico. As ordens judiciais foram cumpridas nos estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Rio Grande do Sul. A Justiça também autorizou o bloqueio de valores vinculados aos investigados.
Até o momento, 15 mandados de prisão foram cumpridos. Durante as diligências, as equipes apreenderam três pistolas, um revólver, munições de diversos calibres e aproximadamente 1,9 kg de substância entorpecente. Três pessoas foram presas em flagrante durante o cumprimento dos mandados.
Foragido da lista do SUSP é preso
Entre os presos na operação, um dos indivíduos constava na Lista de Procurados do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), do Ministério da Justiça. A lista reúne alvos considerados prioritários para as forças de segurança de todo o país.
As investigações indicam que o grupo criminoso possui ramificações em diferentes estados e atua na aquisição, intermediação e distribuição ilegal de armamentos. A organização abastecia criminosos em diversas regiões, alimentando a violência local e interestadual.
Primeira fase da operação
A primeira fase da Operação Bate Lata foi deflagrada em julho de 2025, quando a PF cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Norte e Pernambuco. Na ocasião, houve prisões em flagrante e a apreensão de armas de fogo, munições, acessórios e veículos.
Como desdobramento das investigações iniciais, as forças de segurança também localizaram e apreenderam fuzis, pistolas, carregadores e grande quantidade de munições que estavam em posse da organização criminosa.
Atuação integrada
A operação é coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio Grande do Norte (FICCO/RN), composta por integrantes da Polícia Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal do Rio Grande do Norte.
A FICCO atua de forma permanente e integrada no enfrentamento ao crime organizado. Para o cumprimento dos mandados desta segunda fase, as equipes também contaram com o apoio de forças de segurança dos demais estados onde as ordens judiciais foram cumpridas.
A lista de contatos extraída de um dos telefones do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado na Operação Compliance Zero, armazena números de telefone de autoridades dos três Poderes da República, incluindo presidentes do Congresso Nacional, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), governadores e dirigentes de autarquias. As informações foram divulgadas pelo SBT News.
De acordo com o material apreendido pela Polícia Federal, constam na agenda telefônica do banqueiro os contatos dos presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Também está registrado o número do presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana, colegiado que investiga fraudes envolvendo o banqueiro.
Contatos de ministros do STF e STJ estão na agenda de Vorcaro
A lista telefônica apreendida inclui ainda o contato pessoal de três ministros do Supremo Tribunal Federal: Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Nunes Marques. Também consta o telefone do ex-ministro da Corte Ricardo Lewandowski e de seu filho, Henrique Lewandowski.
No âmbito do Poder Judiciário, a agenda do banqueiro armazena contatos de ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), como Benedito Gonçalves, além de outros membros da Corte não especificados na divulgação inicial.
Autoridades do Executivo e BC também figuram na lista
Entre os contatos de autoridades do Poder Executivo, estão os números dos governadores do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A lista também inclui o telefone do presidente do Banco Central, Gabriel Galipolo, e do diretor de fiscalização afastado da autarquia, Paulo Sérgio Neves, que foi alvo de buscas na operação deflagrada nesta quarta-feira (5).
Além das autoridades, a agenda telefônica do banqueiro contém contatos de empresários e outras personalidades, cujos nomes não foram detalhados nas informações divulgadas. A Polí Federal não se manifestou oficialmente sobre o conteúdo extraído do telefone de Daniel Vorcaro. A Operação Compliance Zero apura suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto, passou por duas cirurgias nos olhos nas últimas horas em um hospital de Brasília. Os procedimentos foram realizados para correção de hipermetropia, condição que provocava dificuldade para o parlamentar enxergar de perto.
De acordo com informações divulgadas pela coluna do jornalista Igor Gadelha, as cirurgias foram realizadas de forma separada. O primeiro olho do senador foi operado na quarta-feira (4), enquanto o segundo passou pelo procedimento na manhã desta quinta-feira (5).
Cirurgias de Flávio Bolsonaro foram realizadas por senador e médico
Os procedimentos oftalmológicos foram realizados no Hospital Oftalmológico de Brasília pelo senador Dr. Hiran (PP-RR), que também é médico, e pelo oftalmologista Takashi Hida. A escolha por realizar as cirurgias em dias distintos segue protocolos médicos para garantir a segurança e a recuperação adequada de cada olho.
Em contato com a coluna, Flávio Bolsonaro relatou que está bem e que deve se recuperar dos procedimentos até o fim de semana. A orientação médica, segundo o senador, é que ele permaneça em repouso nos próximos dias para evitar qualquer intercorrência.
Senador deve retomar atividades na próxima semana
“Pode voltar no dia seguinte, mas ele orientou a ficar três dias recuperando para evitar algum esbarrão”, declarou o senador ao jornalista. Flávio Bolsonaro afirmou ainda que não precisará mais usar óculos após a realização das cirurgias. “Não usarei mais óculos”, emendou.
O parlamentar deve retomar a agenda de atividades apenas na próxima semana, após o período de recuperação recomendado pelos médicos. Flávio Bolsonaro é apontado como um dos possíveis nomes do PL para a sucessão presidencial.
Um dos investigados na 3ª fase da Operação Compliance Zero tentou tirar a própria vida na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais, na última quarta-feira (4). O preso, identificado como Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido nos diálogos investigados como “Sicário”, passou mal enquanto estava sob custódia e recebeu atendimento imediato da equipe da PF. O caso foi comunicado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com nota oficial divulgada pela Polícia Federal, os agentes que estavam no local iniciaram os primeiros procedimentos de socorro assim que perceberam a situação. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e deu continuidade ao atendimento. Mourão será encaminhado para avaliação hospitalar. A corporação informou que instaurará um procedimento interno para esclarecer as circunstâncias exatas do ocorrido.
Preso da Operação Compliance Zero passa mal e PF comunica STF
A Polícia Federal também comunicou formalmente o episódio ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. Segundo a instituição, todos os registros em vídeo que mostram a dinâmica dos fatos serão encaminhados à Corte para conhecimento e análise.
Luiz Phillipi Machado é apontado nas investigações como integrante de um grupo ligado ao empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. Conforme decisão judicial que autorizou a nova fase da operação, ele teria papel de coordenação em ações de vigilância e monitoramento de pessoas consideradas rivais ou críticas ao empresário.
Investigação aponta estrutura de vigilância e repasses
Nas mensagens analisadas pelos investigadores da PF, o apelidado “Sicário” aparece como articulador de atividades da chamada “Turma”, grupo formado por pessoas próximas ao banqueiro e por integrantes com experiência na área de segurança. A decisão do ministro André Mendonça menciona a existência de uma estrutura organizada para coleta de informações e monitoramento.
As apurações indicam que a estrutura teria financiamento mensal estimado em cerca de R$ 1 milhão, valor destinado ao custeio das atividades e à remuneração dos participantes. Também é citado nas investigações o nome de Fabiano Zettel, apontado como responsável por repasses de recursos ao grupo. Além de Mourão, a investigação menciona o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva como integrante da organização.
Para a Polícia Federal, os elementos reunidos sugerem a existência de uma rede privada de vigilância e pressão relacionada a interesses envolvendo o Banco Master. Com base nas informações colhidas, o ministro André Mendonça autorizou mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão na nova fase da operação. Também foi determinado bloqueio de bens que pode chegar a R$ 22 bilhões. A Operação Compliance Zero apura suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
Operação Paroxismo cumpre 13 mandados de busca e apreensão
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu afastar do cargo nesta quarta-feira (4) o prefeito de Macapá, Dr. Furlan, e seu vice, Mario Neto, pelo prazo inicial de 60 dias.Os dois são investigados por suspeita de desvio de recursos federais destinados à construção do Hospital Geral Municipal.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta (4) a segunda fase da Operação Paroxismo, em que cumpre 13 mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém e Natal.
Ao justificar o afastamento das funções públicas, Dino escreveu que “a permanência dos investigados nos cargos lhes assegura acesso a documentos, sistemas e bases de dados relevantes para a elucidação dos fatos, criando ambiente propício à supressão, manipulação ou ocultação de elementos probatórios”.
O ministro afirmou ainda que ambos podem voltar a cometer crimes se permanecerem à frente dos processos licitatórios da prefeitura.
Em relatório, a PF afirmou haver “indícios contundentes de comprometimento da competitividade” na licitação que resultou na contratação da empresa Santa Rita Engenharia Ltda. O contrato foi firmado por cerca de R$ 70 milhões.
Entre os indícios de fraude está o fato de a proposta apresentada pela empresa ser praticamente idêntica ao orçamento feito pela própria prefeitura a título de levantamento de mercado. Para a PF, isso indica que a empresa teve acesso prévio aos critérios para a aprovação na licitação.
Uma vez firmado o contrato, teve início “uma sistemática e anômala movimentação de recursos em espécie” pelos sócios da empresa, descreveu a PF.
Ao todo, foram feitos 42 saques por Rodrigo Moreira, um dos sócios, no valor de R$ 7,4 milhões, enquanto Fabrizio Gonçalves fez 17 saques, somando R$ 2,4 milhões.
“A análise da cronologia e dos valores evidencia que tais operações ocorreram logo após os repasses contratuais feitos pelo Município de Macapá à empresa, e que os recursos não foram reinseridos no circuito bancário, tampouco utilizados para pagamentos relacionados à execução contratual”, escreveu a PF.
Os investigadores colheram indícios ainda de que parte desse dinheiro foi transportado em veículos de propriedade de Furlan, bem como transferências feitas pela Santa Rita Engenharia para contas ligadas à ex-esposa e à atual companheira do prefeito.
Na decisão em que autorizou o afastamento do prefeito do cargo, bem como do vice, Dino determinou também a quebra do sigilo bancário e fiscal de 10 pessoas físicas e três pessoas jurídicas. As mesmas pessoas foram também alvo de mandados de busca e apreensão.
Também foram afastados do cargo a secretária municipal de Saúde, Erica Aranha de Sousa Aymoré, e Walmiglisson Ribeiro da Silva, presidente da Comissão Especial de Licitação responsável pela licitação do Hospital Geral de Macapá.
A Agência Brasil tenta contato com as defesas dos citados na reportagem e deixa o espaço aberto para manifestação.
Nova fase da Compliance Zero prende Daniel Vorcaro sob suspeita de atrapalhar investigações
O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi preso na manhã desta quarta-feira (4) pela Polícia Federal (PF) em São Paulo. A prisão ocorreu durante a deflagração da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de irregularidades na gestão da instituição financeira. Esta é a primeira grande ação no caso desde que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), assumiu a relatoria no lugar de Dias Toffoli.
Agentes da PF cumpriram o mandado de prisão preventiva na residência de Vorcaro, na capital paulista. Ele foi imediatamente encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, onde permanece à disposição da Justiça. A operação desta quarta-feira não se limitou à prisão do banqueiro; há outros três mandados de prisão e quinze mandados de busca e apreensão sendo cumpridos em endereços ligados ao grupo nos estados de São Paulo e Minas Gerais.
As acusações e a tentativa de obstruir a justiça
A nova fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada a partir de indícios de que Daniel Vorcaro estaria utilizando sua influência e recursos para atrapalhar o andamento das investigações. De acordo com apuração da CNN, a motivação para o novo pedido de prisão, acatado pelo ministro André Mendonça, veio após a suspeita de que o empresário teria iniciado uma ofensiva contra envolvidos e testemunhas que prestaram depoimento no âmbito do caso que apura supostas fraudes no Banco Master.
Brasília (DF), 22/02/2024, Movimentação de Policiais Federais, em frente ao Prédio da Polícia Federal em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A decisão judicial também determinou o afastamento de cargos públicos de pessoas ligadas ao grupo e o sequestro e bloqueio de bens. O montante bloqueado pode chegar a R$ 22 bilhões. Segundo a PF, a medida visa “interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas”. As investigações contam com o apoio técnico e operacional do Banco Central do Brasil.
Monitoramento de jornalistas e planos de agressão
Documentos do inquérito obtidos pela imprensa revelam um nível de sofisticação e agressividade nas ações atribuídas a Vorcaro para proteger seus interesses e silenciar críticas. Segundo relatório da Polícia Federal enviado ao STF, o dono do Banco Master mantinha uma estrutura para monitorar jornalistas e adversários, além de ter cogitado agressões físicas contra rivais.
De acordo com mensagens extraídas de aparelhos celulares em fases anteriores da operação e analisadas pelos investigadores, Vorcaro ordenava a integrantes de seu núcleo próximo que coletassem dados pessoais, acompanhassem a rotina e intimidassem pessoas que, de alguma forma, contrariavam seus interesses empresariais ou pessoais.
A ameaça contra o jornalista Lauro Jardim
Um dos diálogos que mais chamou a atenção dos investigadores envolve uma conversa entre Daniel Vorcaro e Luiz Phillipi Machado de Moraes, apontado pela PF como um dos responsáveis por executar o monitoramento e levantar as informações. Na troca de mensagens, Vorcaro faz referência direta ao jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo.
“Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”, escreveu Vorcaro. Na sequência, o interlocutor responde: “Estamos em cima de todos os links negativos. Vamos derrubar todos e vamos soltar positivas”.
Brasília (DF), 22/02/2024, Fachada do Prédio da Polícia Federal em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Insistindo na ideia, Vorcaro envia nova mensagem: “Quero dar um pau nele”. O colaborador, então, questiona: “Pode? Vou olhar isso…”. O empresário responde afirmativamente: “sim”.
Para a Polícia Federal, o teor da conversa deixa explícito que Vorcaro não apenas autorizou, mas determinou a seu subordinado que forjasse um assalto com o objetivo de intimidar fisicamente o jornalista, configurando uma grave tentativa de coagir a liberdade de imprensa e de interferir na cobertura jornalística sobre o caso.
O papel do STF e os próximos passos
A prisão de Daniel Vorcaro marca o início da atuação do ministro André Mendonça como novo relator do caso no STF. A investigação corre em sigilo, mas a deflagração desta terceira fase da Operação Compliance Zero sinaliza um aprofundamento das apurações sobre a gestão do Banco Master e as tentativas de seus controladores de influenciar testemunhas e a imprensa.
A Polícia Federal e o Banco Central continuam analisando o material apreendido nas buscas desta quarta-feira. O montante de R$ 22 bilhões bloqueado pela Justiça visa garantir que, confirmadas as irregularidades, haja recursos para reparar os danos causados. O banqueiro permanece preso em São Paulo, aguardando os desdobramentos legais do caso.
Fotos: Márcio Gustavo Vasconcelos/Reprodução / Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
José Dumont é preso pela Polícia Civil do RJ após condenação definitiva por estupro
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu, na tarde desta terça-feira (3), o ator José Dumont, de 75 anos. A prisão ocorreu para o cumprimento de pena definitiva após condenação pelo crime de estupro de vulnerável. Agentes da Delegacia de Capturas (DC-Polinter) localizaram o ator em seu apartamento no bairro do Flamengo, na Zona Sul da capital fluminense, após trabalho de inteligência da corporação.
Dumont foi conduzido à unidade especializada para a realização dos procedimentos legais cabíveis. Em seguida, será encaminhado ao sistema prisional do estado para iniciar o cumprimento da pena, que foi fixada em nove anos e quatro meses de reclusão pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). O mandado de prisão foi expedido após a condenação transitar em julgado, ou seja, não caber mais recurso da decisão judicial.
Entenda o caso que resultou na condenação
O caso que levou à condenação do ator teve início em 2022, a partir de denúncias feitas por moradores do prédio onde José Dumont residia, no Flamengo. As investigações apontaram que o ator teria levado para seu apartamento um menino de 11 anos, filho de uma ambulante que trabalhava nas imediações do edifício.
De acordo com as apurações da Polícia Civil, imagens registradas por câmeras de segurança do prédio flagraram momentos de contato físico entre o ator e a criança. As gravações foram utilizadas durante a investigação como elemento que reforçou as suspeitas sobre a conduta do artista.
Material de pornografia infantil encontrado
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no apartamento de José Dumont, ainda na fase inicial das investigações em 2022, a polícia informou ter localizado fotos e vídeos com conteúdo de pornografia infantil armazenados em dispositivos eletrônicos do ator.
A descoberta do material deu origem a uma apuração criminal em separado, uma vez que o armazenamento desse tipo de conteúdo configura crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A posse e o armazenamento de imagens e vídeos com cenas de sexo explícito ou pornográfica envolvendo crianças e adolescentes é ilegal e passível de punição pela legislação brasileira.
Histórico do processo judicial
José Dumont chegou a ser preso em flagrante em setembro de 2022, logo após a deflagração das investigações e a localização do material ilícito em seu poder. Na ocasião, ele foi detido, mas posteriormente respondeu ao processo em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Entre as medidas impostas ao ator estava a obrigação de utilizar tornozeleira eletrônica para monitoramento, além de outras restrições determinadas pelo juízo responsável pelo caso. Dumont permaneceu em liberdade condicionada até o trânsito em julgado da sentença condenatória, que ocorreu recentemente, levando à expedição do mandado de prisão definitiva cumprido nesta terça-feira.
A Polícia Civil não divulgou informações adicionais sobre o estado de saúde do ator no momento da prisão ou sobre o local exato para onde ele será encaminhado no sistema prisional. O caso segue sob segredo de Justiça.
Aline Cabral disse na CPMI não ter conhecimento da origem do dinheiro
A ex-secretária Aline Barbara Mota de Sá Cabral, que trabalhava para o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, afirmou que tinha acesso ao cofre da empresa e repassava dinheiro ao motorista para pagamentos de insumos para a empresa sob orientação do chefe. Ela não soube precisar quanto havia de dinheiro no cofre.
Aline Cabral prestou depoimento, nesta segunda-feira (2), como testemunha na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Ela disse também que não tinha conhecimento da origem do dinheiro e do enriquecimento do empresário.
“Eu não tinha acesso a contas bancárias e não fazia pagamentos”.
O Careca do INSS é investigado por ser suspeito de articular um esquema de fraudes no INSS com descontos em aposentadorias sem autorização.
Aline Cabral afirmou desconhecer a origem dos recursos movimentados por Antunes. Segundo a ex-secretária, ele se apresentou como um “empresário de sucesso” quando a contratou.
Carros de luxo
A ex-secretária, que chegou ao cargo de gerente de recursos humanos, porém, confirmou saber que o empresário era donos de carros de luxo, como Porsche e Mercedes.
Ela ainda negou ter feito anotações relacionando porcentagens a agentes públicos.
“Eu nunca fiz tais anotações. E quando aconteceu a operação [de investigação da Polícia Federal], não era eu a secretária dele”.
Aline Cabral negou participar de decisões estratégicas sobre destinação de recursos.
No início do depoimento, a ex-secretária teve habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para garantir direito ao silêncio. Mesmo assim, ela resolveu responder a algumas perguntas dos parlamentares da CPMI.
Durante o depoimento, Aline Cabral também negou que tenha comprado passagem ou repassado qualquer recurso para o empresário Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.
Outro depoimento
A CPMI também tinha programado para esta segunda-feira o depoimento do advogado Cecílio Galvão. A comissão manteve a condução coercitiva e o depoimento deve ocorrer na próxima quinta-feira (5).
Galvão vai ser inquirido sobre supostos contratos milionários com associações investigadas por desvios dos benefícios.
Fotos: Jefferson Rudy/Agência Senado/Agência Senado / Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Rubro-Negro aplica goleada histórica no Maracanã pelas semifinais do Carioca; Técnico havia renovado contrato com o Flamengo até 2027 há dois meses
O Flamengo aplicou uma goleada de 8 a 0 no Madureira na noite desta segunda-feira (2), no estádio do Maracanã, e garantiu vaga na decisão do Campeonato Carioca. No entanto, a vitória histórica foi ofuscada minutos depois do apito final. O clube anunciou, no início da madrugada desta terça-feira (3), a demissão do técnico Filipe Luís, que havia renovado contrato até o fim de 2027 há apenas dois meses.
O Rubro-Negro enfrentará o Fluminense na grande final do Carioca no próximo domingo (8), às 18h (horário de Brasília), no Maracanã, já sob novo comando técnico.
Flamengo atropela Madureira com show de Pedro e Paquetá
Mesmo com a vantagem de três gols construída na partida de ida das semifinais, o Flamengo iniciou o jogo de volta em ritmo acelerado e não demorou a abrir o placar. Aos quatro minutos, Lucas Paquetá marcou de cabeça após cobrança de escanteio. O meio-campista voltou a marcar aos 23 minutos, com um chute colocado que superou o goleiro Neguete.
Aos 33 minutos, a vantagem rubro-negra aumentou com um gol contra do zagueiro Jean, após cruzamento de Cebolinha. O Flamengo continuou em ritmo intenso e chegou ao quarto gol aos 45 minutos, com o centroavante Pedro.
Pedro marca quatro gols na segunda etapa
Após o intervalo, Pedro deu provas da sua capacidade artilheira. Aos dois minutos, o camisa 9 bateu de voleio após cruzamento de Emerson Royal e marcou o quinto gol rubro-negro. Um minuto depois, Evertton Araújo recuperou a bola na entrada da área do Madureira e rolou para Pedro, que bateu colocado para marcar seu segundo gol na partida e o sexto do Flamengo.
Aos 24 minutos, Pedro aproveitou uma sobra de bola dentro da área para marcar o sétimo do Flamengo e o seu quarto gol no confronto. Já aos 42 minutos, Samuel Lino fechou o placar em 8 a 0, dando números finais ao marcador.
Filipe Luís é demitido minutos após entrevista coletiva
Apesar da goleada histórica, o Flamengo anunciou a demissão do técnico Filipe Luís no início da madrugada desta terça-feira (3). O anúncio foi feito minutos depois de o treinador encerrar a entrevista coletiva pós-jogo. A dispensa ocorre dois meses após o treinador ter renovado contrato com o Rubro-Negro até o fim de 2027.
Marcelo Cortes
Filipe Luís acumulou um histórico vitorioso à frente do Flamengo, com cinco títulos conquistados em 16 meses. No entanto, o treinador amargou maus resultados no início da atual temporada, deixando escapar o título da Supercopa Rei para o Corinthians e o troféu da Recopa Sul-Americana para o Lanús, da Argentina.
Filipe Luís fala sobre momento e críticas
Ao fim da entrevista na noite de segunda-feira (2), Filipe Luís falou sobre o momento do time e as críticas que vinha recebendo nas últimas semanas. O treinador demonstrou apreço pelo clube independentemente do que pudesse acontecer.
“Independentemente do que aconteça, se amanhã eu não estiver aqui, o meu amor e carinho pelo Flamengo sempre vai existir. E acredito que do torcedor, para mim, também. A cobrança momentânea tem que existir, como jogador fui muito cobrado e muito criticado, com razão, e isso me fez ser melhor. Não tenho dúvidas que vivi os melhores anos da minha vida aqui”, disse o treinador.
Arrascaeta manifesta apoio ao treinador nas redes
O meio-campista uruguaio Giorgian de Arrascaeta recorreu às redes sociais para demonstrar apoio a Filipe Luís após a demissão. O jogador destacou os valores e a trajetória do agora ex-técnico rubro-negro.
“Em um mundo onde tudo passa rápido e nada é para sempre, a lealdade, o respeito e a amizade verdadeira valem ouro. E você é isso. A vida me ensinou que os valores não se negociam, e você é exemplo disso: humildade, compromisso e coração. Você sempre será um dos nossos, Fili”, publicou o jogador.
Trajetória vitoriosa de Filipe Luís no Flamengo
O comando técnico da equipe principal do Rubro-Negro carioca foi o primeiro trabalho de Filipe Luís como treinador. Antes, ele treinava o time Sub-17 do Flamengo, com o qual foi campeão carioca em 2024. Em setembro do mesmo ano, ele assumiu o time principal após a saída de Tite.
Ainda em 2024, Filipe Luís faturou a taça da Copa do Brasil com o Flamengo. Em 2025, o técnico protagonizou uma temporada vitoriosa, conquistando o Brasileirão, a Copa Libertadores, a Supercopa do Brasil e o Campeonato Carioca.
Durante sua passagem pelo Flamengo como treinador, Filipe Luís somou 63 vitórias, 23 empates e 15 derrotas, sendo cinco delas apenas neste ano. Apesar do histórico positivo, os maus resultados no início da temporada de 2026 custaram seu cargo às vésperas da decisão do Carioca contra o Fluminense.
Fotos: Gilvan de Souza/Flamengo / Marcelo Cortes / Flamengo
Bandeira tarifária verde é mantida pela Aneel pelo terceiro mês consecutivo; Chuvas e nível de reservatórios justificam manutenção da bandeira verde em março
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira (27), a manutenção da bandeira tarifária verde para o mês de março. A decisão significa que os consumidores brasileiros não terão custos adicionais em suas faturas de energia elétrica pelo terceiro mês seguido.
A bandeira verde é acionada quando as condições de geração de energia no país são consideradas favoráveis, não exigindo o acionamento de usinas termelétricas mais caras, cujo custo é repassado ao consumidor por meio das bandeiras amarela ou vermelha.
Bandeira tarifária verde é mantida pela Aneel pelo terceiro mês consecutivo
Com a confirmação para março, a bandeira verde completa uma sequência iniciada em janeiro. Este cenário traz previsibilidade ao orçamento das famílias e empresas, que não precisarão se preocupar com um acréscimo na conta de luz referente ao consumo deste mês.
Chuvas e nível de reservatórios justificam manutenção da bandeira verde em março
De acordo com a nota técnica divulgada pela Aneel, o principal fator para a manutenção da bandeira verde foi o aumento no volume de chuvas observado durante o mês de fevereiro. As precipitações elevaram o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas, que são a principal fonte de geração de energia no país.
Conta de energia elétrica
A agência ressaltou em seu comunicado: “Ainda que a bandeira seja verde e as condições de geração sejam favoráveis na maior parte do tempo, importante lembrar que pode haver despacho complementar de usinas termelétricas para garantir a robustez do sistema elétrico em situações operativas específicas.”
Entenda como funciona o sistema de bandeiras tarifárias da Aneel
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias é um mecanismo que reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica no Brasil. As cores das bandeiras (verde, amarela e vermelha) indicam se a energia está mais barata ou mais cara de ser gerada, considerando as condições do Sistema Interligado Nacional (SIN).
A cada mês, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reavalia as condições de operação e define a melhor estratégia de geração para atender à demanda. Com base nessa previsão de custos, a Aneel define a cor da bandeira tarifária.
Conta de energia elétrica
Quando a bandeira é verde, a conta de luz não sofre acréscimo. Já nos casos de bandeira amarela ou vermelha (patamares 1 e 2), a fatura mensal vem com um custo extra a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Os valores atualmente em vigor, caso haja mudança de bandeira, são:
bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 kWh consumidos;
bandeira vermelha, patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 por 100 kWh;
bandeira vermelha, patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 por 100 kWh.
Calendário da Aneel prevê nova definição de bandeira tarifária para abril
Anualmente, ao final do período úmido, em abril, a Aneel realiza uma revisão mais ampla e define os valores das bandeiras tarifárias para o ciclo seguinte. Para o curto prazo, a agência segue um calendário mensal de anúncios. A próxima definição, que indicará a bandeira a ser aplicada em abril, está agendada para o dia 27 de março.
Fotos: Marcello Casal Jr./Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil
Líder supremo do Irã morre em ataque conjunto de EUA e Israel; Brasil condena oficialmente os ataques
O governo do Irã confirmou, por meio da mídia estatal, a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país por quase quatro décadas, em decorrência de um ataque atribuído a uma operação conjunta dos Estados Unidos e Israel. Em meio à escalada militar que já deixou centenas de mortos e atingiu diversos países da região, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu um alerta consular urgente, recomendando que cidadãos brasileiros evitem viagens a 11 nações do Oriente Médio.
A morte do aiatolá Ali Khamenei foi confirmada pelo governo do Irã e sua mídia estatal neste sábado (28). A confirmação oficial ocorre após horas de especulação e declarações de líderes ocidentais. A agência estatal iraniana Fars foi a primeira a divulgar a notícia, publicando uma nota oficial do gabinete do governo, presidido por Masoud Pezeshkian.
“É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supremo da Revolução Islâmica, sua eminência o grande aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio”, diz a nota oficial iraniana.
Em sinal da comoção e da gravidade do evento, o governo declarou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral em todo o país.
Quem assume o poder no Irã após a morte de Khamenei
Com a morte do líder supremo, a mídia estatal iraniana detalhou rapidamente o plano de transição no poder. De acordo com a agência Fars, uma estrutura temporária composta por três altas figuras do regime assumirá o comando do país.
O comando provisório será formado pelo presidente Masoud Pezeshkian, pelo chefe do judiciário Gholamhossein Mohseni Ejei e por um dos juristas do Conselho dos Guardiães do Irã. A medida visa garantir a continuidade do estado e a sucessão da liderança da Revolução Islâmica após “o martírio do Líder Revolucionário”.
Trump e Netanyahu: “Khamenei está morto”
Horas antes da confirmação oficial por Teerã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia utilizado suas redes sociais para declarar a morte do aiatolá. Em publicação, Trump afirmou que Khamenei não conseguiu escapar das redes de inteligência e rastreamento norte-americanas, classificando-o como “uma das pessoas mais malignas da História”.
“Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários”, escreveu o presidente norte-americano.
A declaração de Trump veio na esteira das afirmações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Mais cedo, Netanyahu havia dito que forças israelenses destruíram um complexo utilizado pelo líder supremo em Teerã e que havia “elementos que indicavam que ele não existe mais”.
Ataque a Teerã deixa centenas de mortos e provoca retaliação
O ataque que vitimou Khamenei fez parte de uma ofensiva de grande escala contra alvos iranianos. Segundo a imprensa do Irã, que citou dados da rede humanitária Crescente Vermelho, a ação deixou um saldo de 201 mortos e 747 feridos. Explosões de grande magnitude foram registradas não apenas na capital, Teerã, mas também em outras cidades estratégicas como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah.
O Exército israelense afirmou ter atingido “centenas de alvos militares iranianos”, incluindo lançadores de mísseis.
Em resposta ao ataque, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e bases americanas no Oriente Médio. Explosões também foram registradas em países que abrigam instalações militares dos EUA, como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. O governo dos Estados Unidos informou que não houve militares americanos feridos e classificou como “mínimos” os danos às suas instalações.
Itamaraty emite alerta e recomenda evitar 11 países
Diante da rápida escalada do conflito e dos bombardeios que se espalharam por várias nações, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) emitiu um alerta consular neste sábado (28). A medida, segundo o comunicado, foi adotada “à luz da recente escalada das tensões no Oriente Médio”.
A orientação do governo brasileiro é que cidadãos não se desloquem para os seguintes países:
Irã
Israel
Catar
Kuwait
Emirados Árabes Unidos
Bahrein
Jordânia
Iraque
Líbano
Palestina
Síria
Para os brasileiros que já se encontram nesses países, o Itamaraty recomenda atenção redobrada e o cumprimento rigoroso das orientações das autoridades locais.
Orientações de segurança em caso de bombardeios
Em situações de bombardeios ou ataques aéreos, o ministério divulgou um protocolo de segurança detalhado. A orientação principal é buscar imediatamente o abrigo mais próximo. Quem estiver na rua deve procurar estações de metrô, viadutos ou estacionamentos subterrâneos.
Para quem está em residências, a recomendação é permanecer em cômodos internos, com ao menos duas paredes entre a pessoa e a área externa do prédio, mantendo portas e janelas fechadas. O Itamaraty também aconselha evitar permanecer na linha de visão do céu e priorizar áreas mais internas da estrutura. Outra dica é buscar abrigo antes de utilizar aplicativos de mensagens ou realizar chamadas telefônicas, além de manter uma reserva de água, enchendo banheiras ou recipientes grandes.
Contatos de emergência para brasileiros na região
O Itamaraty divulgou uma lista com os contatos das representações consulares brasileiras para situações de emergência envolvendo risco imediato à vida, à segurança ou à dignidade de cidadãos no exterior.
Embaixada em Teerã (Irã): +98 (0) 912-148-5200 Embaixada em Tel Aviv (Israel): +972 54 803 5858 Embaixada em Doha (Catar): +974 6612 6585 Embaixada no Kuwait: +965 6684 0540 Embaixada em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos): +971 50 668 3258 Embaixada em Manama (Bahrein): +973 3364 6483 Embaixada em Amã (Jordânia): +962 7 7558 4460 Embaixada em Bagdá (Iraque): +964 780 929 1396 Embaixada em Beirute (Líbano): +961 70 108 374 Escritório de Representação em Ramala (Palestina): +972 59 205 5510 Embaixada em Damasco (Síria): +963 933 213 438
Brasil condena oficialmente os ataques
Além das orientações aos cidadãos, o governo brasileiro também se posicionou oficialmente sobre a crise. O Itamaraty condenou os ataques contra o Irã, classificando a ofensiva como um fator de agravamento da instabilidade regional e um risco à paz no Oriente Médio. A nota brasileira reforça a preocupação com a violação da soberania iraniana e com o potencial de expansão do conflito para além das fronteiras atuais.
Taxa de obesidade no RN supera média nacional em 11 pontos percentuais; Mudança de hábitos como estratégia de controle de peso
O Rio Grande do Norte ocupa a segunda posição no ranking nacional de obesidade entre adultos, de acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, do Ministério da Saúde. O levantamento, realizado com base em atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025, aponta que 42% dos potiguares adultos atendidos apresentam algum grau de obesidade.
Os dados do Ministério da Saúde indicam que a taxa de obesidade entre adultos no Rio Grande do Norte é significativamente superior à média brasileira. Enquanto no país 31% da população adulta atendida pelo SUS tem obesidade, no estado potiguar o percentual chega a 42%.
O Rio Grande do Norte fica atrás apenas do Rio Grande do Sul no ranking de estados com maior incidência de obesidade entre adultos. O levantamento também revela que quase 60% da população adulta do estado está acima do peso, condição que antecede a obesidade e já representa um fator de risco para outras doenças.
Doenças associadas à obesidade e impacto na saúde pública
Especialistas apontam que a obesidade está diretamente relacionada ao desenvolvimento de outras condições crônicas de saúde. Entre as principais doenças associadas ao excesso de peso estão diabetes tipo 2, hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico e apneia do sono.
Publicações científicas na área da saúde catalogam mais de 200 condições clínicas associadas à obesidade. A presença de múltiplas comorbidades em pacientes com obesidade aumenta a complexidade do tratamento e a demanda por serviços de saúde, impactando diretamente o sistema público.
Tratamento da obesidade no SUS e limitações na oferta de medicamentos
Embora o Ministério da Saúde classifique a obesidade como doença crônica, especialistas apontam uma lacuna na oferta de tratamentos medicamentosos pelo SUS. Atualmente, não há medicamentos específicos para o tratamento da obesidade disponibilizados pela rede pública, apesar de a condição ser reconhecida como doença crônica que, em tese, daria direito a esse tipo de intervenção.
A ausência de medicamentos no SUS para o tratamento da obesidade contrasta com a política de fornecimento de fármacos para outras doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Especialistas consideram que a falta de acesso a medicamentos para obesidade limita as opções terapêuticas disponíveis para pacientes que necessitam desse tipo de intervenção.
Mudança de hábitos como estratégia de controle de peso
Diante das limitações no acesso a tratamentos medicamentosos, a mudança de hábitos tem sido a principal estratégia adotada por pacientes para controle de peso e redução de riscos à saúde. O acompanhamento médico aliado à reeducação alimentar e à prática de atividades físicas tem apresentado resultados positivos.
Pacientes que buscaram orientação médica e modificaram seus hábitos alimentares e comportamentais conseguiram reduções significativas de peso. Casos registrados mostram perdas de 16 quilos a 40 quilos a partir da adoção de novos padrões alimentares e da incorporação de exercícios físicos à rotina.
O controle de doenças associadas à obesidade, como diabetes, também é beneficiado pela mudança de hábitos. Pacientes que reduziram o peso relatam melhora nos índices glicêmicos e menor necessidade de intervenções medicamentosas para controle de condições associadas.
Acompanhamento médico e construção de novos hábitos
Especialistas destacam que a construção de novos padrões alimentares e comportamentais é fundamental para a obtenção de resultados duradouros no combate à obesidade. O acompanhamento profissional permite que as mudanças sejam implementadas de forma gradual e sustentável, aumentando as chances de manutenção do peso saudável a longo prazo.
A abordagem multidisciplinar, envolvendo médicos, nutricionistas e profissionais de educação física, é apontada como a mais eficaz para o tratamento da obesidade. A combinação de orientação médica, reeducação alimentar e atividade física regular contribui não apenas para a redução de peso, mas também para a prevenção de doenças associadas e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
Fotos: Alexander Grey/Pexels / Joel Rodrigues / Agência Brasília / Toninho Tavares/Agência Brasília
Ex-presidente faz pedido para que Michelle adie articulações eleitorais e faz apelo por diálogo e convencimento entre aliados
O ex-presidente Jair Bolsonaro escreveu uma carta manuscrita na prisão e enviou ao jornalista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, na qual faz um apelo público por união no campo conservador. No texto, Bolsonaro saiu em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e lamentou críticas que, segundo ele, partem de setores da própria direita contra aliados.
Na carta, Bolsonaro afirmou que tem acompanhado manifestações contra Michelle Bolsonaro e outros integrantes do grupo político. Sem citar nomes específicos, o ex-presidente escreveu: “Lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa”. Ele reforçou ainda valores que costuma destacar publicamente, como “Deus, pátria, família e liberdade”.
O teor da mensagem ocorre em meio a um cenário de tensões nos bastidores envolvendo lideranças do Partido Liberal (PL). Nos últimos dias, Eduardo Bolsonaro fez críticas públicas a Michelle e ao deputado Nikolas Ferreira, alegando falta de empenho em torno de uma eventual candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Também houve troca de declarações entre Michelle e o comunicador Allan dos Santos, que insinuou apoio dela a uma possível candidatura de Tarcísio de Freitas ao Planalto em 2026.
Pedido para que Michelle adie articulações eleitorais
Na carta, Bolsonaro informou ter pedido que Michelle Bolsonaro adie qualquer envolvimento mais direto em articulações eleitorais até depois de março de 2026. Segundo o ex-presidente, a prioridade da ex-primeira-dama tem sido a família, especialmente os cuidados com a filha Laura, que passou por uma cirurgia recentemente, além da própria assistência a ele na prisão.
O pedido de Bolsonaro reflete a preocupação com a exposição da esposa em um momento que considera delicado para o núcleo familiar. A carta sugere que Michelle deve manter o foco nas questões pessoais antes de retomar atividades políticas mais ostensivas.
Apelo por diálogo e convencimento entre aliados
Encerrando a mensagem, o ex-presidente defendeu que disputas majoritárias e alianças para o Senado sejam construídas “pelo diálogo e convencimento”, e não por “pressões ou ataques entre aliados”. Bolsonaro concluiu com um apelo à união do grupo político, afirmando que o futuro do país dependeria da coesão entre os conservadores.
O tom conciliatório da carta contrasta com as recentes trocas de farpas públicas entre integrantes do campo bolsonarista. As declarações de Eduardo Bolsonaro contra Michelle e Nikolas Ferreira, bem como as insinuações de Allan dos Santos sobre uma possível aproximação de Michelle com Tarcísio de Freitas, geraram ruído interno na base aliada.
A manifestação de Bolsonaro busca conter o desgaste interno e alinhar o discurso do grupo em um momento de indefinições sobre os rumos da oposição e as estratégias para as eleições de 2026. O ex-presidente, mesmo preso, mantém influência sobre as decisões políticas de seus aliados e tenta mediar os conflitos que emergiram publicamente nas últimas semanas.
Fotos: Victor Chagas/Bruno Koressawa/PL/Ilustração
Como diretor, comandou novelas como Laços de Família; Artista estava internado no Hospital Copa Star, no Rio
O ator e diretor Dennis Carvalho morreu neste sábado, 28, aos 78 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo Hospital Copa Star, localizado em Copacabana, na zona sul da capital fluminense. A causa da morte não foi divulgada pela família nem pela unidade de saúde.
Em nota enviada à imprensa, o hospital informou o falecimento e prestou solidariedade aos familiares e amigos, mas não autorizou a divulgação de mais detalhes sobre o ocorrido.
“O Hospital Copa Star confirma com pesar o falecimento de Dennis de Carvalho neste sábado e se solidariza com a família, amigos e fãs por essa irreparável perda. O hospital também informa que não tem autorização da família para divulgar mais detalhes”, diz o comunicado oficial.
Carreira marcada por sucessos da teledramaturgia
Dennis Carvalho construiu uma trajetória de mais de cinco décadas na televisão brasileira, com contribuições expressivas tanto como ator quanto como diretor. Um dos papéis mais marcantes de sua carreira foi na novela Vale Tudo, exibida originalmente em 1988, onde interpretou o publicitário César.
Outro destaque foi em Dancin Days, novela de 1978 que se tornou um marco na carreira do ator e também na teledramaturgia nacional, abordando o universo das discotecas e da alta sociedade carioca.
Além desses trabalhos, o artista participou de outras produções de grande audiência, como Roque Santeiro, Locomotivas e o programa Malu Mulher, este último um marco na representação da mulher independente na televisão brasileira no final dos anos 1970.
Direção de novelas e minisséries
Além da atuação, Dennis Carvalho destacou-se como diretor de núcleo e diretor-geral de diversas produções da TV Globo. Entre os trabalhos que dirigiu estão novelas de sucesso como Laços de Família, Celebridade e Paraíso Tropical, todas com grande repercussão junto ao público e à crítica.
Sua capacidade de transitar entre a direção e a atuação fez dele um dos profissionais mais versáteis e respeitados da televisão brasileira, sendo frequentemente lembrado em retrospectivas e homenagens sobre os grandes nomes da teledramaturgia.
Repercussão e homenagens
Nas redes sociais, colegas de trabalho e fãs começaram a lamentar a perda e a lembrar momentos marcantes da carreira do artista. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento, que devem ser divulgados pela família nos próximos dias.
Até o momento, emissoras e entidades ligadas às artes não emitiram notas oficiais, mas a expectativa é que haja manifestações ao longo deste domingo em memória ao trabalho e à contribuição de Dennis Carvalho à cultura brasileira.
Fotos: TV Globo/Renato Rocha Miranda / João Cotta/TV Globo
Novo deslizamento em Juiz de Fora atinge três casas e deixa uma pessoa desaparecida; Rio de Janeiro: alertas extremos, deslizamentos e 80 ocorrências em todo o estado
As fortes chuvas que atingem as regiões Sudeste desde o início da semana provocaram uma tragédia em Minas Gerais e colocaram o Rio de Janeiro em estado de alerta máximo. Os temporais já causaram 64 mortes na Zona da Mata Mineira, deixaram milhares de desabrigados e levaram o governo federal a liberar recursos emergenciais para os municípios afetados. No Rio de Janeiro, deslizamentos, alagamentos e o acionamento de sirenes em áreas de risco mobilizam as equipes de defesa civil e bombeiros.
Tragédia em Minas Gerais: 64 mortos e 4,2 mil desabrigados na Zona da Mata
Os deslizamentos e enchentes causados pelas fortes chuvas que atingem a Zona da Mata Mineira desde segunda-feira (23) deixaram 64 mortos, dos quais 58 em Juiz de Fora e seis em Ubá, informou o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMG) na manhã desta sexta-feira (27). Ainda existem três desaparecidos em Juiz de Fora e dois em Ubá.
Em Juiz de Fora, os bombeiros estão mobilizados em três frentes de trabalho: bairros Paineiras, JK (Comunidade Parque Burnier) e Linhares. Nesta quinta-feira (26), houve um novo deslizamento, que atingiu três casas no Bairro Bom Clima, em Juiz de Fora, com o registro de uma vítima desaparecida.
Segundo a prefeitura de Juiz de Fora, há cerca de 4,2 mil desabrigados e desalojados e foram registradas 1.696 ocorrências pela Defesa Civil desde a última segunda-feira.
O governador Romeu Zema esteve na região e confirmou, em coletiva na terça-feira (24), as primeiras 24 mortes, número que cresceu drasticamente nos dias seguintes . “Em poucas horas, choveu quase o equivalente a um mês inteiro. Isso provocou deslizamentos severos”, afirmou o governador.
Alertas do Inmet para Minas Gerais
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém o alerta de perigo para chuvas intensas até às 23h59 desta sexta-feira na Zona da Mata, com chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou 50 e 100 mm/dia e ventos intensos (60-100 km/h) . Permanece o risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.
Rio de Janeiro: alertas extremos, deslizamentos e ocorrências em todo o estado
Cerca de 30 alertas extremos de chuva, com risco de inundações e deslizamentos, foram enviados para os municípios mais afetados no estado do Rio de Janeiro . Angra dos Reis, Paraty, Mangaratiba e Rio das Ostras receberam os avisos na tarde dessa quinta-feira (26).
O Corpo de Bombeiros do Rio foi acionado para mais de 80 ocorrências relacionadas às chuvas desde quinta-feira (26), sendo 33 apenas na madrugada e início da manhã desta sexta-feira (27) – a maioria de inundações, alagamentos e deslizamentos .
Em Angra dos Reis, um homem de 55 anos morreu após um deslizamento de terra no bairro Belém. A região foi uma das mais afetadas pelo temporal que atinge diferentes municípios do estado desde a tarde de quinta-feira . Em Cabo Frio, na Região dos Lagos, duas vítimas ficaram feridas após um desabamento em um restaurante na manhã desta sexta-feira (27).
O município de Angra dos Reis registrou 138 milímetros de chuva nas últimas 24 horas e 236 milímetros nas últimas 96 horas . Diante dos acumulados expressivos, a prefeitura iniciou a mobilização para evacuação preventiva em áreas inseridas no sistema de monitoramento, como medida diante da saturação do solo e do risco potencial de deslizamentos.
Sirenes acionadas e áreas de risco no Rio
Nesse período, 65 estações de sirenes foram acionadas para aviso de chuva e 30 para mobilização de comunidades em Angra dos Reis, Mangaratiba, Bom Jardim, Barra Mansa, Magé, Barra do Piraí, Teresópolis e Duque de Caxias.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, alertou nas redes sociais que será mais “um dia com muita chuva” e que os principais problemas, na capital, foram registrados no bairro de Santa Cruz na madrugada . “Hoje é dia de evitar deslocamentos que não sejam essenciais. Em caso de chuva forte abriguem-se em locais seguros. Peço atenção especial a moradores em áreas de risco em encostas. A chuva contínua encharca o solo e aumenta o risco de deslizamentos”, disse Paes.
Riscos hidrológicos e geológicos no estado do Rio
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden-RJ) informa que, neste momento, é muito alto o risco hidrológico em Macaé, Rio das Ostras, Paraty, Mangaratiba, Angra dos Reis, Santo Antônio de Pádua e Bom Jardim, e alto em Barra Mansa, Cachoeiras de Macacu, Silva Jardim, Cabo Frio, Armação dos Búzios, Porciúncula, Sumidouro, Sapucaia, São Sebastião do Alto e Campos dos Goytacazes.
Também é muito alto o risco geológico em Angra dos Reis e Mangaratiba e alto em Paraty, Nova Friburgo, Bom Jardim, Resende, Três Rios, Comendador Levy Gasparian e Macaé.
Governo federal libera R$ 6 milhões para ações de resposta em três estados
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, autorizou nesta sexta-feira (27) o repasse de R$ 6,196 milhões para ações de resposta em sete municípios atingidos por desastres naturais em Minas Gerais, Piauí e Rio Grande do Sul. As portarias com a liberação dos recursos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU).
Em Minas Gerais, os municípios de Ubá e Matias Barbosa, afetados pelas fortes chuvas desta semana, estão entre os contemplados. Também receberá recursos a cidade de Pescador. No Piauí, o repasse foi destinado a Vera Mendes. Já no Rio Grande do Sul, os valores serão direcionados a Vespasiano Corrêa, Passa Sete e Maquiné.
Ao todo, Vera Mendes (PI) receberá R$ 277.793,49; Vespasiano Corrêa (RS), R$ 122.350,00; Passa Sete (RS), R$ 3.221.700,00; Maquiné (RS), R$ 430.000,00; Pescador (MG), R$ 88.697,60; Ubá (MG), R$ 752.842,40; e Matias Barbosa (MG), R$ 1.057.100,00 e R$ 245.967,56, conforme as portarias publicadas.
Segundo o MIDR, os recursos foram autorizados com base em critérios técnicos, que consideram a magnitude dos desastres, o número de desabrigados e desalojados e as demandas apresentadas nos planos de trabalho encaminhados pelas prefeituras.
Como funciona o repasse para emergências
Municípios com reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública podem solicitar apoio financeiro ao MIDR para ações de defesa civil. Os pedidos devem ser feitos por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres.
A partir do envio dos planos de trabalho, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores propostos. Após a aprovação, a liberação dos recursos é formalizada por portaria publicada no Diário Oficial da União. A Defesa Civil Nacional também disponibiliza cursos a distância voltados à capacitação de agentes municipais e estaduais para o uso do sistema.
Previsão do tempo: chuvas continuam no Sudeste
O Sistema Alerta Rio informou que nesta sexta-feira, o tempo na capital fluminense segue instável devido à influência de um sistema de baixa pressão no litoral do estado. A previsão é de céu nublado a encoberto ao longo do dia, com chuva moderada em alguns pontos neste início de manhã e acumulados pontualmente significativos nas últimas 12h e 24h . A partir da tarde, a chuva variará entre fraca e moderada, com ventos moderados, ocasionalmente fortes. As temperaturas estarão em declínio, com máxima prevista de 29°C.
Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Civil do Rio de Janeiro, para as próximas horas, ainda são esperadas chuvas moderadas nas regiões da Baixada Fluminense, Baixada Litorânea, Serrana e Metropolitana. Para as demais regiões há previsão de chuvas fracas a moderadas.
Em Minas Gerais, o Inmet mantém o alerta de perigo para chuvas intensas até o fim do dia, com risco de novos acumulados significativos na Zona da Mata.
As equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros permanecem mobilizadas nos dois estados, com monitoramento contínuo das áreas de risco e prontas para atender novas ocorrências.
Magistrado é alvo de investigação após voto que absolveu acusado de estupro de vulnerável; Cinco supostas vítimas do desembargador já foram ouvidas pela Corregedoria Nacional
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou nesta sexta-feira (27) o afastamento do desembargador Magid Nauef Láuar, integrante da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O magistrado também foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF).
A decisão do CNJ ocorre após o desembargador se tornar alvo de pedidos de investigação por ter proferido voto que resultou na absolvição de um homem acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 12 anos e da mãe da menina, que teria sido conivente com o crime. O caso ganhou repercussão nacional e motivou a abertura de apurações sobre a conduta do magistrado.
CNJ apura denúncias de delitos sexuais em comarcas de Ouro Preto e Betim
Em nota oficial, o CNJ informou que, após a repercussão do caso de absolvição, passou a receber denúncias de que o magistrado teria praticado delitos sexuais durante o período em que atuou como juiz nas comarcas de Ouro Preto e Betim, ambas em Minas Gerais.
Segundo o conselho, cinco supostas vítimas do desembargador já foram ouvidas pela Corregedoria Nacional de Justiça. Ao identificar que há fatos recentes, que ainda não prescreveram, o CNJ determinou o prosseguimento da apuração das denúncias. Diante das acusações, Magid Nauef Láuar ficará afastado do cargo para evitar interferências na investigação.
A medida cautelar de afastamento visa garantir a regularidade das apurações e impedir que o magistrado possa, de alguma forma, influenciar nos depoimentos ou na coleta de provas. O caso segue sob análise da Corregedoria Nacional de Justiça.
Desembargador recuou de decisão dias antes do afastamento
Antes de ser afastado pelo CNJ, o desembargador proferiu, na quarta-feira (25), uma decisão individual que restabeleceu a sentença de primeira instância no caso que motivou as investigações. Na nova decisão, Magid Nauef Láuar reverteu seu próprio voto anterior e determinou a condenação do homem acusado de estupro de vulnerável e da mãe da adolescente, além de decretar a prisão dos acusados.
A mudança de posição ocorreu após a forte repercussão negativa do voto original, que havia absolvido os réus. O caso envolvia uma adolescente de 12 anos, vítima de estupro, e sua mãe, acusada de conivência com o crime.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais foi procurado para comentar o afastamento do desembargador e informou que Magid Nauef Láuar não vai se pronunciar sobre as acusações ou sobre a decisão do CNJ. O TJMG também não detalhou como ficará a distribuição dos processos que estavam sob relatoria do magistrado afastado.
Repercussão do caso e atuação da Polícia Federal
Além do afastamento determinado pelo CNJ, o desembargador também foi alvo de uma operação da Polícia Federal, cujos detalhes não foram divulgados oficialmente até o momento. A corporação não informou se a operação está relacionada às denúncias de delitos sexuais ou ao voto polêmico no caso de estupro de vulnerável.
O caso reacendeu o debate sobre a atuação de magistrados em processos que envolvem crimes sexuais e sobre os mecanismos de controle disciplinar do Judiciário. O CNJ é o órgão responsável por fiscalizar a conduta de juízes e desembargadores em todo o país, podendo determinar afastamentos, abertura de processos administrativos e até aposentadorias compulsórias.
As investigações contra Magid Nauef Láuar seguem em andamento tanto na esfera administrativa, no âmbito do CNJ, quanto na esfera criminal, com o envolvimento da Polícia Federal. As supostas vítimas ouvidas pela Corregedoria Nacional de Justiça tiveram seus depoimentos registrados e devem ser chamadas novamente caso novas diligências sejam necessárias.
Presidente da CPMI compara votação a dinâmica de sala de aula e defende legitimidade do resultado
A semana foi marcada por decisões conflitantes envolvendo quebras de sigilo de figuras ligadas aos poderes Executivo e Judiciário. Enquanto a CPI do INSS no Senado aprovou requerimentos para acessar dados de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes suspendeu a quebra de sigilos de uma empresa da qual o ministro Dias Toffoli é sócio. A controvérsia sobre os procedimentos adotados na comissão também chegou à presidência do Senado, que agora analisa um pedido de anulação da votação.
STF: Gilmar Mendes suspende quebra de sigilo de empresa de Dias Toffoli
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes suspendeu nesta sexta-feira (27) a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt Participações, empresa que pertence ao ministro Dias Toffoli e seus irmãos. A medida havia sido aprovada pela CPI do Crime Organizado no Senado na última quarta-feira (25).
Na decisão, Gilmar Mendes classificou a quebra de sigilo como um ato com “desvio de finalidade” e “abuso de poder” por parte da comissão parlamentar. A CPI também determinou as quebras de sigilos do Banco Master e da empresa Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.
Dias Toffoli e seus irmãos José Carlos Dias Toffoli Cônego e José Eugênio Dias Toffoli são sócios da Maridt Participações. A empresa integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort Tayayá, no Paraná, e começou a vender sua participação no empreendimento em 2021.
CPI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha, filho de Lula
Na mesma semana, a CPI do INSS aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A decisão, tomada na quarta-feira (25), também incluiu a preservação de e-mails vinculados ao investigado, conforme determinação do ministro André Mendonça, relator do inquérito que apura fraudes e descontos ilegais em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social.
A Polícia Federal já realizou a quebra de sigilo e cruza dados financeiros de Lulinha com os de outros investigados, como Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e a lobista Roberta Luchsinger, para mapear o fluxo de recursos. O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nega qualquer irregularidade.
Defesa de Lulinha questiona medida e se coloca à disposição da Justiça
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva acionou o Supremo Tribunal Federal para pedir esclarecimentos sobre a quebra de sigilo. O advogado Guilherme Suguimori classificou a medida como “dispensável”, argumentando que Lulinha teria se colocado à disposição desde o início para prestar esclarecimentos e entregar documentos voluntariamente.
Em nota, a defesa afirmou estar tranquila quanto ao resultado da apuração e destacou que a quebra de sigilo ocorre em fase preliminar, sem qualquer imputação formal de crime contra Lulinha. “Recebemos hoje a notícia da quebra de sigilo contra Fábio Luís, tanto pela CPMI, quanto, supostamente, nos autos do inquérito do Supremo Tribunal Federal. Estamos absolutamente tranquilos quanto ao resultado da quebra, pois ele não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum crime”, diz trecho da nota.
A defesa também informou que peticionou ao STF pedindo acesso à quebra de sigilo e reiterou a disposição de fornecer voluntariamente os documentos pertinentes ao Tribunal.
Alcolumbre determina análise técnica de votação na CPI do INSS
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), determinou a elaboração de relatórios técnicos antes de decidir se mantém ou anula a votação da CPI do INSS que aprovou a quebra de sigilo de Lulinha. A Polícia Legislativa, a Secretaria-Geral da Mesa e a Advocacia do Senado irão analisar imagens, registros da sessão e o regimento interno. Enquanto isso, os requerimentos aprovados seguem em tramitação e já foram encaminhados às autoridades.
Após a sessão, parlamentares governistas pediram a anulação da votação, alegando erro na contagem dos votos. Alcolumbre solicitou que as reclamações fossem formalizadas com provas documentais. O pedido foi protocolado com cerca de 12 páginas de anexos, mas não há prazo para decisão.
A controvérsia começou quando a CPI votou em bloco 87 requerimentos. Na votação nominal, houve 18 votos favoráveis e 12 contrários. Em seguida, o presidente da comissão, Carlos Viana, conduziu nova votação simbólica. Governistas afirmam que houve quórum suficiente para barrar o pacote. Viana sustenta que o quórum válido era o da votação anterior, o que manteria a aprovação. A oposição defende que o procedimento seguiu o regimento.
Carlos Viana compara votação a dinâmica de sala de aula e defende resultado
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), utilizou as redes sociais na noite de quinta-feira (26) para rebater as acusações de irregularidade na votação que aprovou as quebras de sigilo de Lulinha. Em vídeo publicado, Viana comparou o processo a uma dinâmica de sala de aula para defender a legitimidade da deliberação.
“Eu vou explicar essa votação do Senado hoje de um jeito simples, que até uma criança entende. Imagine uma sala de aula, 31 alunos, a professora fala assim: ‘Quem é contra fica em pé, quem é a favor fica sentado.’ Para cancelar a decisão, precisava da maioria, metade mais um, ou seja, 16 alunos de pé. Mas sabe quantos aqui senadores ficaram de pé e deputados? Menos de 16. Então, a decisão continua valendo”, afirmou.
O senador acrescentou que havia quórum e que a deliberação seguiu as regras internas. “A votação foi feita conforme o regimento. A contagem foi realizada e o governo, a base não tinham votos suficientes para derrubar a proposta. Democracia não funciona no grito, não funciona na pressão, funciona com regra. E regra vale para governo, para oposição e para quem está presidindo. Quatorze, sete, não são 16. Não existe mágica. O resultado é legítimo e está mantido”, declarou.
A base do governo apresentou recurso ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, pedindo a anulação da deliberação. O grupo alega que 14 parlamentares teriam se manifestado contra os requerimentos, número que seria suficiente para alterar o resultado da votação simbólica. Alcolumbre ainda não se manifestou sobre o mérito do recurso, aguardando os relatórios técnicos solicitados.
Ex-chefe da Polícia Civil do RJ é absolvido da acusação de homicídio, mas condenado por obstrução de justiça e corrupção
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, na tarde desta quarta-feira, a sessão que definiu as penas dos acusados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro. A decisão detalha as responsabilidades de cada um dos envolvidos no esquema que resultou nas mortes e na tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves, que estava no carro e sobreviveu ao atentado.
Os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, foram os que receberam as maiores sanções. Ambos foram condenados a 78 anos e três meses de reclusão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tentativa de homicídio e integrar organização criminosa. Eles estão presos preventivamente desde março de 2024 e poderão recorrer da decisão em liberdade.
Penas detalhadas e absolvição de homicídio para Rivaldo
O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como um dos articuladores para garantir a impunidade do caso, foi absolvido da acusação de participação nos homicídios. No entanto, ele foi condenado a 18 anos de prisão pelos crimes de obstrução da justiça e corrupção passiva, por supostamente ter recebido vantagens para acobertar os mandantes do crime.
Brasília (DF), 25/02/2026 – Plenário da primeira turma durante segundo dia do julgamento no STF dos mandantes do assassinato da ex-vereadora, Marielle Franco.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
A pena para o tenente-coronel da Polícia Militar Ronald Alves de Paula foi fixada em 56 anos de reclusão. Já o ex-policial militar Robson Calixto, conhecido como “Peixe”, que confessou participação no esquema de monitoramento da vereadora, foi condenado a 9 anos de prisão.
Perda de cargos públicos e indenização milionária
Em caráter coletivo, o STF determinou a perda imediata de todos os cargos públicos ocupados pelos condenados, efeito que será aplicado assim que o processo transitar em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recursos.
Além das penas de reclusão, a Primeira Turma estabeleceu uma indenização por danos morais no valor total de R$ 7 milhões, a ser paga de forma solidária por todos os condenados. O montante será dividido da seguinte forma: R$ 1 milhão para a assessora Fernanda Chaves, sobrevivente do atentado; R$ 3 milhões para a família da vereadora Marielle Franco; e outros R$ 3 milhões para os familiares de Anderson Gomes.
O caso segue agora para a análise dos recursos que devem ser protocolados pelas defesas dos acusados no STF.
Levantamento mostra petista numericamente atrás de Tarcísio de Freitas e cenário de polarização mantida com altos índices de rejeição aos principais nomes
Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (25) indica um cenário de forte polarização na disputa presidencial de 2026, com empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Esta é a primeira vez que o instituto registra um empate entre os dois nas simulações de segundo turno.
No principal confronto testado, Flávio Bolsonaro aparece com 46,3% das intenções de voto, enquanto Lula registra 46,2%. Os números estão dentro da margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos. Em relação ao levantamento anterior, o petista recuou três pontos percentuais, enquanto o senador subiu 1,4 ponto.
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
A pesquisa também simulou uma repetição do segundo turno de 2022. Nesse cenário, Lula marca 44,9% e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 43,4%. O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) aparece com 3,8% e a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), com 2%.
Outros cenários testados
O levantamento também testou Lula contra outros nomes da direita e do centro-direita. Contra Jair Bolsonaro, que está preso após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, o petista registra 47,3%, ante 45,4% do adversário. Em disputa com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Lula tem 47,5%, enquanto ela soma 44,7%.
Em cenário contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 46%, frente a 41,7% do mineiro. Já contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o presidente marca 45,7%, ante 37,6% do goiano.
Contra o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), Lula tem 45,5%, enquanto o paranaense registra 39%. Em disputa com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), o petista soma 45,2%, ante 24,5% do tucano.
Lula aparece numericamente atrás apenas contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Nesse confronto, Tarcísio registra 47,1%, enquanto o presidente tem 45,9%.
Rejeição e percepção de risco
O levantamento mostra ainda que Lula é rejeitado por 48,2% dos eleitores. Flávio Bolsonaro tem rejeição de 46,4%, e Jair Bolsonaro, de 44,2%. Os números reforçam a alta taxa de rejeição que atinge ambos os polos da disputa.
Questionados sobre qual resultado eleitoral geraria mais temor, 47,5% dos entrevistados afirmaram que a reeleição de Lula causaria mais medo do que a vitória de Flávio Bolsonaro. Outros 44,9% disseram que a vitória do senador seria mais preocupante do que a permanência do petista no Palácio do Planalto. Para 7,1%, ambos os desfechos geram preocupação equivalente.
Metodologia
A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros adultos por meio de recrutamento digital aleatório entre os dias 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07600/2026.
O cenário apresentado pela pesquisa reforça a manutenção da polarização entre lulismo e bolsonarismo, com disputas apertadas e altos índices de rejeição em ambos os espectros políticos.
Foto: Ricardo Stuckert/PR / Marcelo Camargo/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil / Bruno Peres/Agência Brasil
Juiz de Fora contabiliza 34 óbitos e 25 desaparecidos; Ubá registra seis mortos e dois desaparecidos. Defesa Civil alerta para novos deslizamentos e alagamentos nas próximas horas
O número de mortes em decorrência dos temporais que atingem a Zona da Mata mineira desde segunda-feira (23) chegou a 40, de acordo com o mais recente balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros na tarde desta quarta-feira (25). A região enfrenta o que especialistas classificam como um dos piores desastres naturais dos últimos anos no estado, com cidades inteiras em situação de emergência e centenas de famílias desabrigadas.
O levantamento aponta que o município de Juiz de Fora é o mais atingido até o momento. Na cidade, 34 pessoas morreram em decorrência das chuvas, enxurradas e deslizamentos de terra. Há ainda 25 desaparecidos, cujas buscas prosseguem com equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, embora as condições climáticas adversas dificultem os trabalhos de localização.
Juiz de Fora (MG), 25/02/2026 – Bombeiros retiram corpo de escombros após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Em Ubá, também na Zona da Mata, o número de mortos chega a seis, com dois desaparecidos. As duas cidades concentram a totalidade das vítimas fatais registradas até agora, mas equipes de resgate permanecem em alerta em outras localidades da região, onde os danos materiais também são significativos.
Desabrigados e desalojados
Os impactos sociais dos temporais já são sentidos por centenas de famílias. Em Juiz de Fora, o poder público contabiliza 3 mil pessoas desabrigadas, ou seja, que precisaram deixar suas residências e foram acolhidas em abrigos temporários montados pela prefeitura e por entidades assistenciais. Além dessas, outras 400 pessoas estão desalojadas na cidade, tendo buscado abrigo na casa de parentes ou amigos.
Juiz de Fora (MG), 25/02/2026 – Bombeiros retiram corpo de escombros após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Em Ubá, os números são menores, mas igualmente preocupantes para a estrutura municipal. São 26 pessoas desabrigadas e 178 desalojadas, segundo informações repassadas pela prefeitura ao Corpo de Bombeiros. A cidade também enfrenta problemas de abastecimento e vias interditadas.
Alerta de grande perigo para chuvas intensas
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de grande perigo para as regiões atingidas, válido até as 23h59 de sexta-feira (27). O aviso indica que as chuvas podem ser superiores a 60 milímetros por hora ou ultrapassar a marca de 100 milímetros em 24 horas, o que eleva significativamente o risco de novos desastres.
De acordo com o órgão, há elevado risco de grandes alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas em cidades situadas nas áreas de risco da Zona da Mata mineira. O alerta orienta a população a permanecer em local abrigado, observar qualquer alteração no solo das encostas e, em caso de emergência, acionar a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).
O Inmet informa ainda que fevereiro de 2026 está entre os meses mais chuvosos dos últimos anos em Minas Gerais, especialmente nas regiões Centro-Sul e Oeste do estado. Nas regiões Noroeste, Norte, Jequitinhonha e Mucuri, as chuvas foram menos frequentes, mas o acumulado até o momento já supera a média histórica para o período.
Juiz de Fora: 240% acima da média histórica
Os números pluviométricos em Juiz de Fora ilustram a gravidade da situação. Segundo medições oficiais, apenas entre os dias 22 e 24 de fevereiro, a cidade registrou 229,9 milímetros de chuva. Considerando todo o mês de fevereiro, até a manhã de terça-feira (24), o acumulado chegou a 579,3 mm.
Juiz de Fora (MG), 25/02/2026 – Moradores retiram móveis de suas casas após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O volume representa 240% acima da média climatológica para fevereiro, que é de 170,3 mm. A precipitação concentrada em poucos dias sobrecarregou o sistema de drenagem urbana e deixou o solo encharcado, favorecendo os deslizamentos de encostas e o transbordamento de córregos e ribeirões.
Risco de novos alagamentos e enxurradas
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) considera muito alta a possibilidade de permanência ou novas ocorrências de enxurradas, alagamentos em áreas de drenagem deficiente e inundações em Juiz de Fora e cidades vizinhas.
Os eventos podem ocorrer devido às atuais condições críticas da drenagem urbana, reflexo dos acumulados de chuva dos últimos dias e da saturação do solo na região. A previsão para os próximos dias indica a continuidade de pancadas de chuva generalizadas, com intensidade moderada a forte, o que mantém o estado de alerta máximo.
Recomendações das autoridades
Diante do cenário, o Inmet e a Defesa Civil reforçam as orientações à população das áreas afetadas:
Desligue aparelhos elétricos e o quadro geral de energia sempre que possível.
Observe atentamente qualquer alteração nas encostas próximas às residências, como surgimento de rachaduras, inclinação de árvores ou postes e movimentação de terra.
Permaneça em local abrigado durante os temporais.
Em caso de situação de inundação, proteja seus pertences da água envoltos em sacos plásticos.
Mantenha contato com os órgãos oficiais: Defesa Civil (telefone 199) e Corpo de Bombeiros (telefone 193).
As equipes de resgate seguem em campo nas áreas mais atingidas, mas alertam que as condições climáticas adversas podem dificultar o acesso a localidades isoladas e retardar o atendimento a novas ocorrências.
Relatório aponta queda de 13,6 pontos percentuais na tarifa média brasileira após decisão da Suprema Corte americana. Pescado e sal marinho, importantes para a economia potiguar, ganham nova perspectiva, mas vigência de 150 dias gera incerteza
As alterações na política tarifária anunciadas pelo governo do presidente americano, Donald Trump, devem beneficiar o Brasil, que passa a ter a maior redução nas tarifas médias de exportação para os Estados Unidos. No entanto, para setores estratégicos da economia do Rio Grande do Norte, como a pesca e a indústria do sal, o cenário ainda é de cautela diante das incertezas sobre a duração e os efeitos práticos da medida.
Na sexta-feira (20), Trump fixou em 10% a nova tarifa global, elevando-a para 15% no dia seguinte. O ajuste ocorreu após a Suprema Corte dos EUA derrubar, por 6 votos a 3, a taxação de 50% que havia sido imposta a diversos parceiros comerciais no ano anterior. A nova alíquota de 15% entra em vigor nesta terça-feira (24) e é válida para todos os mercados que mantêm relações comerciais com os Estados Unidos.
Brasil lidera ranking de redução tarifária
De acordo com um relatório da Global Trade Alert, organização independente que monitora políticas de comércio internacional, o Brasil será o país mais beneficiado com a mudança. A expectativa é de uma queda de 13,6 pontos percentuais na tarifa média incidente sobre os produtos brasileiros. Em seguida, aparecem China (recuo de 7,1 pontos) e Índia (queda de 5,6 pontos).
Para a economia potiguar, a redução da alíquota chega em boa hora para itens importantes da pauta de exportação. Pescado e sal marinho, que ficaram de fora das negociações que aliviaram o tarifaço para alguns produtos em novembro do ano passado, continuavam sob a taxação de 50% e agora passam a ter uma nova perspectiva de competitividade no mercado americano.
Setor de pesca e sal monitoram impactos
A mudança na política tarifária é vista com otimismo controlado pelos representantes dos setores produtivos do Rio Grande do Norte. A avaliação é de que a alíquota de 15%, por ser linear para todos os países, evita a perda de competitividade que existia com a taxação diferenciada de 50%.
No entanto, a vigência da nova medida por apenas 150 dias gera preocupação, especialmente para segmentos que trabalham com contratos de longo prazo. A cadeia produtiva do sal, por exemplo, opera com planejamentos estendidos e depende de previsibilidade para firmar acordos comerciais. A indefinição sobre o que ocorrerá após esse período limita a capacidade de tomada de decisão dos exportadores.
Da mesma forma, o setor pesqueiro, que enfrenta um momento complicado em sua cadeia produtiva, aguarda os desdobramentos práticos da decisão. Os compradores americanos ainda não sinalizaram como irão reagir à nova alíquota, o que mantém o ambiente de negócios em compasso de espera.
Cenário nacional e impacto para o RN
Em âmbito nacional, o governo brasileiro comemorou a decisão da Suprema Corte americana. A nova alíquota de 15%, por ser igual para todos os países, mantém as condições de competitividade dos produtos brasileiros no mercado dos Estados Unidos. Em alguns setores específicos, como combustível, carne, café, celulose, suco de laranja e aeronaves, a tarifa foi zerada.
A Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern) projeta que o impacto para o mercado local tende a ser moderadamente positivo no curto prazo. Setores como pesca, sal, confeitaria e pedras de construção, que registraram queda de 25% nas exportações, com déficit de cerca de US$ 18 milhões, podem recuperar parte dessas perdas. Para produtos como manga e castanha de caju, que tiveram a tarifa ajustada de 10% para 15%, a expectativa é de manutenção dos volumes já contratados.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que acompanha os desdobramentos com atenção e cautela, dado o impacto significativo que medidas como essa têm sobre a parceria comercial entre Brasil e Estados Unidos. Estimativas apontam um potencial impacto positivo de até US$ 21,6 bilhões para o país, com perspectiva de ampliação do volume exportado sem incidência da tarifa máxima.
O cenário que se desenha aponta para uma oportunidade de recuperação gradual da balança comercial com os EUA, mas ainda exige prudência diante das incertezas jurídicas e comerciais que marcam o atual contexto internacional.
Contracheque do desembargador Ibanez Monteiro aponta valor bruto de R$ 384.954,59, com líquido de R$ 354,5 mil. Tribunal informa que acréscimos são referentes a férias não gozadas e plantões, e que salário está dentro do teto
O presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), desembargador Ibanez Monteiro, registrou em janeiro de 2026 a maior remuneração entre todos os membros dos judiciários estaduais do país. Dados do painel de remunerações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), acessados nesta segunda-feira (23), apontam que o contracheque do magistrado atingiu o valor bruto de R$ 384.954,59.
Após os descontos, que somaram cerca de R$ 30 mil, o valor líquido recebido por Ibanez Monteiro foi de R$ 354.558,65. O montante é aproximadamente oito vezes superior ao teto constitucional do funcionalismo público brasileiro, atualmente fixado em R$ 46,3 mil, valor pago aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Composição da remuneração
De acordo com o documento do CNJ, o subsídio – vencimento básico do cargo – recebido pelo desembargador no mês de janeiro foi de R$ 41.845,49. Os demais valores que compõem a remuneração total são classificados como direitos pessoais, direitos eventuais e indenizações.
A composição detalhada do contracheque é a seguinte:
Em nota oficial, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte informou que o salário do presidente está dentro do teto constitucional. De acordo com o TJRN, os acréscimos verificados no mês de janeiro de 2026 são referentes a verbas eventuais, que não têm caráter fixo na remuneração do magistrado.
Segundo a assessoria do tribunal, os valores correspondem a 60 dias de férias não gozadas relativas ao ano de 2025, além de férias atrasadas de períodos anteriores e plantões cumpridos durante o recesso judicial. O pagamento dessas verbas segue disciplinamento local e normas estabelecidas pelo CNJ.
O TJRN ressaltou que cargos de alta direção, como o de presidente do Tribunal, pela inviabilidade de gozo de férias e pela necessidade de plantão administrativo e jurisdicional permanente – inclusive durante o recesso judiciário – recebem esse tipo de indenização de forma excepcional, concentrada no mês de janeiro.
Ibanez Monteiro foi eleito presidente do TJRN em novembro de 2024 e tomou posse em janeiro de 2025 para o biênio 2025-2026. Ele atua como juiz de Direito há 40 anos e integra o pleno do Tribunal de Justiça desde 2013.
Ex-presidente também aparece no ranking
O ex-presidente do TJRN, desembargador Amílcar Maia, também figura na lista das maiores remunerações do país no mês de janeiro, ocupando a sexta posição. De acordo com os dados do painel do CNJ, os rendimentos totais de Amílcar Maia no período foram de R$ 292.055,41, sendo R$ 232 mil provenientes de direitos eventuais. Amílcar Maia presidiu o Tribunal de Justiça potiguar entre 2023 e 2024.
Penduricalhos e decisão do STF
Os valores que ultrapassam o teto constitucional são possíveis devido à diferença entre verbas remuneratórias e indenizatórias. As verbas de caráter remuneratório – como salários básicos, gratificações de desempenho, horas extras e adicional noturno – estão submetidas ao teto. Quando a soma delas ultrapassa o limite, o excedente é cortado por meio do chamado “abate-teto”.
Já as verbas de caráter indenizatório representam uma exceção. Por não configurarem salário, mas sim um ressarcimento por gastos realizados no exercício da função, elas não se submetem ao limite constitucional e são pagas integralmente. Estão nessa categoria diárias de viagem, ajudas de custo, auxílios-moradia, transporte, alimentação e creche.
Esses acréscimos são popularmente conhecidos como “penduricalhos”. Em fevereiro deste ano, o ministro do STF Flávio Dino determinou que os Três Poderes revisem e suspendam o pagamento de verbas indenizatórias acima do teto constitucional. A decisão visa coibir os ganhos extras que elevam a remuneração de agentes públicos para além do limite estabelecido.
Dados do CNJ indicam que, atualmente, pelo menos 53 mil servidores públicos no Brasil recebem acima do teto do funcionalismo em razão desse tipo de acréscimo.
Presidente do partido minimizou divergências públicas entre a ex-primeira-dama e os deputados federais. Segundo Valdemar, todos estarão no palanque para apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (23) que não há divisão interna na legenda. A declaração foi dada em resposta à troca de indiretas nas redes sociais envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Segundo Valdemar, o partido está unido e todos os seus principais quadros estarão no palanque para apoiar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República nas eleições de 2026.
“Não, nunca existiu um racha. Porque existe o seguinte: a Michelle Bolsonaro não tem tempo de fazer nada. Ela faz a comida para o Bolsonaro de manhã e vai levar na hora do almoço. Ninguém quer ver o marido nem o pai na situação que o Bolsonaro está. Esse é o grande problema”, afirmou o presidente do PL em entrevista a jornalistas após participar de evento do Grupo Esfera, em São Paulo.
A troca de declarações públicas
O mal-estar entre os membros do partido veio a público no último sábado (21), quando Michelle Bolsonaro publicou em suas redes sociais uma foto preparando o almoço do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na Papudinha, em Brasília, cumprindo pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Na imagem, a ex-primeira-dama aparecia fritando rodelas de banana. “Ele ama banana frita”, escreveu na legenda.
A publicação foi interpretada como uma resposta indireta a Eduardo Bolsonaro, que é apelidado pejorativamente de “bananinha” por adversários políticos.
A controvérsia teve início após Eduardo Bolsonaro criticar publicamente Michelle e Nikolas Ferreira. Em declarações anteriores, o ex-deputado afirmou que ambos estariam “jogando o mesmo jogo” e sofrendo de “amnésia” em relação ao apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
“Você vê que um, lado a lado, compartilha o outro e se apoia nas redes sociais. Só estão com ‘amnésia’, não sei por qual motivo”, declarou Eduardo. “Não vi nenhum post da Michelle a favor do Flávio. Ela compartilha o Nikolas toda hora. Não sei o que está faltando. Isso é uma pergunta a ser feita para ela. Eu acho que o apoio está aquém do desejável”, acrescentou.
Eduardo também disse ter estranhado declarações de Nikolas Ferreira em que o deputado defende um “projeto da direita”, em vez de um projeto específico ligado a Flávio Bolsonaro. “Não consegui compreender”, afirmou.
Respostas de Nikolas Ferreira e a publicação de Michelle
Em resposta às críticas, Nikolas Ferreira disse que Eduardo “não está bem” e negou qualquer “amnésia” por parte dele ou de Michelle Bolsonaro, mas reafirmou apoio à candidatura de Flávio.
“Bater em mim eu já estou acostumado. Já tem mais de três anos que eles estão aí nessa saga. Mas, sabe, deixa a Michelle viver o calvário dela”, afirmou o deputado. “Então, eu acho que o Eduardo não está bem. E eu realmente faço questão de não perder meu tempo com essas divergências, porque eu acredito que a gente tem um Brasil pra salvar.”
Michelle Bolsonaro não respondeu diretamente às declarações de Eduardo. No entanto, a publicação fritando bananas para o almoço de Jair Bolsonaro foi amplamente interpretada nos círculos políticos como uma indireta ao ex-deputado.
Eduardo pareceu interpretar a postagem como provocação. Ele republicou em suas redes sociais um tuíte de um seguidor que dizia: “Continuem fritando banana enquanto o Flávio e o Eduardo estão trabalhando duro para resgatar o país”.
Apesar do mal-estar público, Valdemar Costa Neto minimizou o episódio e reiterou a unidade do partido em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro para 2026.
Presidente fala sobre polêmica durante entrevista coletiva na Índia; Acadêmicos de Niterói foi rebaixada no Grupo Especial do Carnaval carioca
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou neste domingo (22) as críticas de setores evangélicos e católicos à ala “neoconservadores em conserva” apresentada no desfile da Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou o petista no Carnaval do Rio de Janeiro. A fala do presidente gerou reação imediata da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que utilizou as redes sociais para rebater as declarações.
Em entrevista coletiva concedida em Nova Délhi, na Índia, onde participa de compromissos oficiais, Lula foi questionado sobre a ala que apresentou “famílias em conserva” e a repercussão negativa entre grupos religiosos. O presidente afirmou que não teve envolvimento na criação artística do desfile.
“Eu não sou carnavalesco. Eu não fiz o samba-enredo. Não cuidei dos carros alegóricos. Eu fui apenas homenageado em uma música maravilhosa”, declarou o presidente.
Lula explicou que o enredo da escola de samba era uma homenagem à trajetória de sua mãe, Dona Lindu, e que sua participação se limitou a aceitar a homenagem. “Foi uma pena que a minha mãe já tivesse morrido e não ouvisse a música. A música é, na verdade, uma homenagem à minha mãe”, completou.
Ala “neoconservadores em conserva” gerou reação de grupos religiosos
A ala questionada apresentava personagens associados a setores conservadores da sociedade dentro de latas estilizadas, em uma alegoria que fazia referência a “famílias em conserva”. A representação artística gerou críticas de lideranças evangélicas e católicas, além de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Setores conservadores interpretaram a ala como uma crítica direta a valores religiosos e familiares. A Acadêmicos de Niterói, no entanto, não se manifestou oficialmente sobre a repercussão negativa do desfile.
Michelle Bolsonaro rebate declarações de Lula em publicação nas redes sociais
Após a declaração de Lula, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro utilizou suas redes sociais para criticar a posição do presidente. Em publicação, ela afirmou que, mesmo sem participar diretamente da criação, Lula teria consentido com o teor da apresentação.
“Não adianta. As máscaras caem, a podridão é exposta e a verdade sempre prevalece. A anuência da chacota e do escárnio contra a fé e a família foi dada”, escreveu Michelle.
A ex-primeira-dama é filiada ao PL e tem atuado como uma das principais vozes da oposição ao governo Lula, especialmente junto a segmentos evangélicos.
Acadêmicos de Niterói foi rebaixada no Grupo Especial do Carnaval carioca
A Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou Lula neste ano, acabou rebaixada no Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. A agremiação não alcançou pontuação suficiente para permanecer na principal divisão do carnaval carioca e disputará a Série Ouro no próximo ano.
O desfile da escola teve como tema central a história de vida do presidente e de sua mãe, mas a ala dos “neoconservadores em conserva” foi um dos pontos mais comentados da apresentação, tanto por apoiadores quanto por críticos do governo.
Lula promete visitar escola de samba para agradecer homenagem
Apesar da polêmica e do rebaixamento da agremiação, Lula afirmou que pretende visitar a Acadêmicos de Niterói quando retornar ao Brasil. O presidente disse que quer agradecer pessoalmente pela homenagem recebida durante o desfile.
“Eu pretendo, quando chegar ao Brasil, ir até Niterói para agradecer à escola de samba pela homenagem”, declarou o presidente durante a entrevista na Índia.
A visita ainda não tem data confirmada, mas deverá ocorrer após o retorno da comitiva presidencial ao país. O presidente cumpre agenda internacional na Índia antes de retornar ao Brasil para compromissos internos.
Fotos: Ricardo Stuckert/PR / Victor Chagas/Bruno Koressawa/PL
Entenda o caso: homem de 35 anos foi absolvido por “vínculo afetivo consensual” com menina de 12 anos
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu um procedimento administrativo para investigar a atuação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) no caso que resultou na absolvição de um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos. O episódio ocorreu no município de Indianópolis, no Triângulo Mineiro, e tramita em segredo de Justiça.
O procedimento instaurado pelo CNJ é um Pedido de Providências, instrumento utilizado para investigar a conduta disciplinar de magistrados e tribunais, além de promover correções na aplicação da Justiça. O caso será analisado pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
De acordo com a determinação, o TJMG terá cinco dias para encaminhar informações preliminares sobre o julgamento realizado pela 9ª Câmara Criminal. O tribunal mineiro informou que o processo tramita em segredo de Justiça e que não se manifestará sobre o mérito da decisão.
Relator do caso no TJMG também terá que prestar esclarecimentos ao CNJ
Além do tribunal, o desembargador Magid Nauef Láuar, relator do caso, também terá que enviar esclarecimentos ao CNJ no mesmo prazo de cinco dias. O magistrado foi responsável pelo voto que fundamentou a absolvição do réu, baseando-se na existência de um suposto “vínculo afetivo consensual” entre o homem de 35 anos e a menina de 12 anos, com conhecimento da família.
A decisão da 9ª Câmara Criminal foi colegiada, contando com o voto de outro desembargador que acompanhou o entendimento do relator. Houve um voto divergente contra a absolvição. O procedimento do CNJ busca apurar possíveis infrações disciplinares na condução do julgamento.
Entenda o caso: homem de 35 anos foi absolvido por “vínculo afetivo consensual” com menina de 12 anos
O caso teve início com a condenação do réu em primeira instância, que fixou pena de nove anos e quatro meses de prisão pelo crime de estupro de vulnerável. A defesa recorreu ao TJMG, que por maioria absolveu o acusado.
O entendimento do relator considerou que havia “peculiaridades” no caso, incluindo um suposto relacionamento afetivo consensual com conhecimento da família da vítima. A legislação brasileira, no entanto, tipifica como estupro de vulnerável qualquer ato sexual com menor de 14 anos, independentemente de consentimento — entendimento consolidado em súmula do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Reação política e institucional: parlamentares e entidades repudiam decisão do TJMG
A decisão do tribunal mineiro gerou forte reação de parlamentares de diferentes espectros políticos e de entidades de defesa da infância. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou que acionará o Conselho Nacional de Justiça contra a decisão. Já o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou o entendimento do tribunal, classificando-o como uma exceção ilegal à norma.
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, a Rede Nacional de Conselheiros Tutelares e o Instituto Liberta também repudiaram a decisão, classificando-a como retrocesso. As entidades alertam que a relativização da vulnerabilidade pode favorecer a naturalização da violência sexual infantil.
Projetos de lei na Câmara buscam reforçar proteção a menores de 14 anos
Após a repercussão do caso, ao menos três projetos de lei foram apresentados na Câmara dos Deputados para reforçar que o consentimento é juridicamente irrelevante em casos envolvendo menores de 14 anos. As propostas foram protocoladas pelas deputadas Duda Salabert (PDT-MG) e Erika Hilton, e pelo deputado Henrique Vieira (PSOL-RJ). Os projetos defendem a uniformização da aplicação da lei em todo território nacional.
Ministério Público avalia medidas cabíveis após absolvição em Minas Gerais
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou, por meio de nota, que a lei estabelece presunção absoluta de vulnerabilidade para menores de 14 anos e que avalia as medidas judiciais cabíveis contra a decisão do TJMG. O órgão foi responsável pela acusação que resultou na condenação em primeira instância.
A Defensoria Pública de Minas Gerais, autora do recurso que levou à absolvição, disse ter atuado estritamente no âmbito da garantia da ampla defesa do réu, função institucional do órgão. O caso ainda pode ser questionado em instâncias superiores, como o STJ.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil / Euler Júnior/TJMG
Galeno Torquato tem direitos políticos suspensos após decisão do STJ
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve, em decisão monocrática, a condenação do deputado estadual Galeno Torquato (PSDB) por improbidade administrativa. O parlamentar responde a uma ação que apura irregularidades na aplicação de recursos federais quando era prefeito de São Miguel, município do Alto Oeste potiguar.
A decisão é do ministro relator Paulo Sérgio Domingues, que negou o pedido da defesa para anular o processo sob alegação de cerceamento de defesa. Com isso, as penalidades impostas ao deputado em instâncias anteriores permanecem válidas.
Entenda o caso que levou à condenação de Galeno Torquato no STJ
O processo teve origem em denúncia do Ministério Público Federal (MPF), que apontou fraudes em licitação realizada em 2010, durante a gestão de Galeno Torquato à frente da Prefeitura de São Miguel. Os recursos eram provenientes do Ministério da Saúde e destinavam-se à construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no município.
De acordo com a acusação, o esquema envolveu o favorecimento de uma empresa específica no processo licitatório. Além disso, há indícios de pagamento por serviços que não foram efetivamente executados. A ação também atinge outras quatro pessoas e duas empresas.
Quais as penalidades mantidas pelo STJ contra o deputado
Na decisão proferida pelo ministro Paulo Sérgio Domingues, foram mantidas integralmente as sanções aplicadas pela Justiça Federal do Rio Grande do Norte em 2018 e confirmadas pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), em Recife.
As penalidades incluem:
Suspensão dos direitos políticos de Galeno Torquato por cinco anos
Proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais pelo mesmo período
Pagamento de multa no valor de R$ 20 mil
A defesa do deputado havia recorrido ao STJ argumentando que houve cerceamento de defesa no curso do processo, tese que foi rejeitada pelo relator.
O impacto da decisão do STJ no cenário eleitoral
Caso a condenação transite em julgado ainda neste ano, ou seja, não caibam mais recursos, Galeno Torquato poderá ficar impedido de disputar a reeleição nas eleições de outubro. A suspensão dos direitos políticos por cinco anos enquadra o parlamentar na Lei da Ficha Limpa, tornando-o inelegível.
O processo ainda pode ser alvo de recursos, mas a decisão do STJ representa um importante capítulo no desfecho do caso.
O que diz a defesa de Galeno Torquato
Em nota encaminhada à imprensa, a assessoria do deputado informou que o caso se refere ao período em que ele exercia o cargo de prefeito e que a ação ainda tramita na Justiça. A defesa afirmou que cabem novos recursos e que acompanhará o processo nas instâncias superiores.
Fotos: Eduardo Maia/ALRN / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração
Estelionato amoroso: foragido é capturado em Portugal com apoio da Interpol
Um homem de 38 anos, investigado pelos crimes de estelionato contra idoso, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro, foi preso preventivamente na cidade de Braga, no norte de Portugal. A captura ocorreu na última quinta-feira (19) e contou com ação conjunta da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, Interpol, Polícia Federal e Polícia Judiciária de Portugal.
O suspeito é acusado de praticar o chamado “estelionato amoroso” contra a ex-esposa e a ex-sogra ao longo de aproximadamente 16 anos. As investigações apontam que ele se aproveitou da relação de confiança para aplicar os golpes.
Como funcionava o esquema de estelionato amoroso no RN
De acordo com a Polícia Civil, o investigado conquistou a confiança das vítimas e, a partir daí, passou a controlar aplicativos bancários e cartões de crédito da ex-esposa e da ex-sogra. Ele realizava movimentações financeiras não autorizadas e contraía dívidas em nome delas de forma fraudulenta.
Para reforçar uma falsa credibilidade, o homem se apresentava como empresário em Natal. As investigações indicam que ele utilizava essa narrativa para manter a confiança das vítimas e continuar praticando os golpes.
Prejuízo superior a R$ 160 mil e descoberta das fraudes
As fraudes foram descobertas quando um oficial de Justiça compareceu à residência das vítimas para apreender um veículo. O carro havia sido financiado irregularmente em nome da ex-sogra do investigado. Poucos dias antes da apreensão, o suspeito teria contraído novas dívidas em nome da ex-esposa.
O prejuízo total estimado às vítimas ultrapassa R$ 160 mil. As apurações também revelaram indícios de ocultação de valores obtidos de forma ilícita. Segundo a polícia, o investigado realizava depósitos na conta bancária da própria mãe, uma idosa, para dissimular a origem do dinheiro.
Fuga para Portugal e atuação da Interpol
Após a prática dos crimes, o homem deixou o Brasil com o objetivo de fugir da aplicação da lei. Diante da fuga, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva e solicitou a inclusão do nome do suspeito na Difusão Vermelha da Interpol, por meio do núcleo de cooperação internacional da Polícia Federal.
O pedido foi atendido, e as autoridades internacionais passaram a monitorar a localização do foragido. Ele foi localizado e preso em Braga, no norte de Portugal.
Próximos passos: extradição e julgamento no Brasil
Após a prisão, o investigado foi apresentado ao Ministério Público de Portugal e encaminhado ao Tribunal da Relação de Guimarães. Ele permanece detido em território português, aguardando os trâmites do processo de extradição.
A expectativa da Polícia Civil do RN é que, uma vez extraditado, o suspeito responda pelas acusações na Justiça brasileira pelos crimes de estelionato contra idoso, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
Após cancelamentos, voos da JetSMART entre Natal e Buenos Aires são retomados
Os voos na rota que conecta Natal a Buenos Aires foram normalizados nesta sexta-feira (20), após os cancelamentos registrados no dia anterior em razão da greve geral na Argentina. A informação foi confirmada pela Zurich Airport, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de Natal.
De acordo com a gestora do aeroporto, o voo 3832 da companhia JetSMART, que partiu do Aeroporto Internacional de Ezeiza, em Buenos Aires, já desembarcou na capital potiguar na manhã desta sexta. A mesma aeronave está programada para retornar à capital argentina às 11h35.
Quantos voos foram cancelados na quinta-feira
Na quinta-feira (19), quatro voos entre Natal e Buenos Aires haviam sido cancelados — duas partidas e duas chegadas. Os cancelamentos ocorreram em função da paralisação nacional na Argentina, que afetou operações em diversos setores, incluindo o transporte aéreo.
A Zurich Airport informou que a operação do voo diário entre as duas cidades foi totalmente restabelecida a partir desta sexta.
Orientações para passageiros no Aeroporto de Natal
Mesmo com a normalização das operações, a orientação da concessionária é para que os passageiros continuem acompanhando o status dos voos pelos canais oficiais das companhias aéreas e pelo site do aeroporto.
A recomendação ocorre porque, ainda que a rota esteja operando normalmente, ajustes de horários podem ocorrer ao longo do dia em função de reflexos da paralisação do dia anterior na malha aérea.
Foto: Carmem Félix/Sandro Menezes/Governo do RN/Ilustração
STF libera visita de parlamentares a Bolsonaro; Rogério Marinho está na lista
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita do senador Rogério Marinho (PL-RN) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi assinada na quinta-feira (19) e prevê que o encontro ocorra entre os dias 11 e 25 de março.
Bolsonaro está preso no prédio do 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo da Papuda, no Distrito Federal, unidade conhecida como Papudinha. Ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses de reclusão por tentativa de golpe de Estado.
Quem mais está autorizado a visitar Bolsonaro em março
Além de Rogério Marinho, outras quatro pessoas tiveram as visitas autorizadas por Moraes para o mesmo período. A lista inclui:
Deputada federal Bia Kicis (PL-DF)
Deputado federal Marco Feliciano (PL-SP)
Anderson Luis de Moraes, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro
José Vicente Santini, assessor do governador de São Paulo
Todas as visitas estão autorizadas para ocorrer entre os dias 11 e 25 de março, conforme o despacho do ministro.
O contexto das visitas e o cenário eleitoral de 2026
O ex-presidente tem recebido políticos, principalmente do PL, para tratar de articulações para as eleições de 2026. Rogério Marinho é líder da oposição no Senado Federal e desistiu da candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte para coordenar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, à Presidência da República.
A situação de Jair Bolsonaro no sistema prisional
Bolsonaro está detido desde 15 de janeiro de 2026 na Papudinha. Antes, ele estava na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, onde permaneceu após ter a prisão preventiva decretada, em novembro de 2025, por descumprimento de medidas cautelares.
A pena de 27 anos e 3 meses foi imposta ao ex-presidente por sua participação e liderança em atos que configuraram tentativa de golpe de Estado, conforme decisão do STF.
Fotos: Alan Santos/PR / Marcos Corrêa/PR / Carolina Antunes/PR
Investigação aponta encontros entre Dias Toffoli e Daniel Vorcaro e revela repasses de R$ 35 milhões a empresa ligada ao ministro; nova fase da operação analisa celulares e documentos
A Polícia Federal retomou o controle da perícia dos celulares e documentos apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero, após autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A decisão representa uma mudança significativa na condução das investigações que envolvem o Banco Master e seu controlador, o banqueiro Daniel Vorcaro, além do ministro Dias Toffoli, que deixou a relatoria do caso após a divulgação de relatório da PF apontando vínculos com o investigado.
A retomada da perícia pela PF ocorre em meio a um cenário de desdobramentos simultâneos: encontros entre Toffoli e Vorcaro são detalhados em relatório, repasses financeiros a empresa ligada ao ministro são investigados e o Congresso Nacional se prepara para ouvir o banqueiro em duas comissões na próxima semana.
PF volta a comandar perícia após indicação de nova relatoria
A decisão do ministro André Mendonça foi tomada depois de uma reunião entre delegados responsáveis pela investigação e o novo relator do inquérito que apura irregularidades envolvendo o Banco Master. Com isso, a PF volta a definir quem atuará internamente na análise do material, atribuição considerada natural da investigação policial.
O inquérito estava sob relatoria do ministro Dias Toffoli, que deixou o caso após a PF encaminhar relatório ao presidente do STF, Edson Fachin, apontando menções a pagamentos ao ministro em dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro. A mudança na relatoria ocorreu por meio de sorteio, e Mendonça passou a comandar as investigações a partir de então.
Fontes ligadas à investigação afirmam que a perícia anteriormente indicada não tinha qualificação técnica adequada para análise financeira. Entre decisões agora revertidas está a que determinava que provas da segunda fase ficassem sob custódia da Procuradoria-Geral da República.
Com a nova definição, a PF iniciou a extração e análise de dados de ao menos quatro celulares de Vorcaro, além de documentos e computadores apreendidos na operação. O material é considerado crucial para o avanço das investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master.
Relatório da PF aponta encontros entre Toffoli e Vorcaro
A Polícia Federal registrou pelo menos dez encontros presenciais entre o ministro do STF Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso do Banco Master. O relatório analisado pela investigação aponta que as reuniões ocorreram principalmente em eventos sociais em Brasília.
Segundo a apuração, mensagens e outros indícios corroboram os encontros, que teriam acontecido em jantares e festas na capital federal entre 2023 e 2024. O conteúdo do relatório vazado provocou repercussão e abriu uma crise interna no Supremo Tribunal Federal.
Ainda de acordo com a PF, os encontros indicam uma relação de amizade além do que mostra a conversa entre os dois no WhatsApp, na qual o ministro chamou Vorcaro para sua festa de aniversário. O teor das mensagens e a frequência dos contatos são analisados pelos investigadores como indícios de proximidade entre as partes.
Após a divulgação das informações, os inquéritos relacionados ao Banco Master no STF foram redistribuídos por sorteio ao ministro André Mendonça. A mudança na relatoria ocorreu em meio a questionamentos sobre a condução anterior do caso e a imparcialidade do então relator.
Repasses de R$ 35 milhões a empresa de Toffoli são investigados
O relatório da PF aponta ainda repasses de R$ 35 milhões do fundo Arleen, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, a uma empresa em que o ministro Dias Toffoli é sócio com seus familiares, a Maridt. Os valores chamaram a atenção dos investigadores pelo fato de os repasses ocorrerem muito depois da venda da fatia do resort Tayayá pela Maridt ao fundo Arleen.
A venda do empreendimento ocorreu em 27 de setembro de 2021, enquanto os pagamentos foram realizados entre 2024 e 2025, período muito posterior à transação comercial. O descompasso temporal entre a venda e os repasses é um dos pontos centrais da investigação, que busca esclarecer a natureza e a motivação desses pagamentos.
O fundo Arleen é controlado por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. A relação entre os envolvidos e a cronologia das transações financeiras são elementos que a PF pretende detalhar com a retomada da perícia dos materiais apreendidos.
Toffoli nega amizade íntima e repasses indevidos
Em nota divulgada após a revelação do relatório da PF, o ministro Dias Toffoli afirmou que “desconhece o gestor do Fundo Arleen, bem como jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro”. O ministro também declarou que “jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”.
A defesa do ministro sustenta que os repasses à Maridt referem-se a valores remanescentes da venda do resort Tayayá, ocorrida em 2021, e que não há qualquer irregularidade nas transações. A versão será confrontada com os elementos colhidos pela perícia nos celulares e documentos apreendidos.
Os ministros do STF rejeitaram a arguição de suspeição contra Toffoli, instrumento usado para questionar a imparcialidade de um ministro em determinado processo, e consideraram legítimos todos os atos conduzidos por ele até o momento da redistribuição do caso.
Banqueiro vai depor no Senado em duas comissões na próxima semana
Paralelamente aos desdobramentos no âmbito judicial, o banqueiro Daniel Vorcaro terá dois compromissos no Senado Federal na próxima semana. O presidente do Banco Master comunicou a aliados que está disposto a prestar esclarecimentos aos parlamentares nas duas ocasiões em que comparecerá à Casa.
Há algumas semanas, a defesa do executivo ainda avaliava a possibilidade de ingressar com habeas corpus para desobrigar sua presença na CPMI do INSS, que apura fraudes envolvendo benefícios previdenciários. No entanto, a estratégia mudou e Vorcaro decidiu colaborar com as investigações legislativas.
Nesta quarta-feira (18), o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou a antecipação do depoimento de Vorcaro, inicialmente marcado para quinta-feira (26), para a próxima segunda-feira (23). Com a mudança no calendário, o banqueiro falará primeiro à CPMI.
CPMI quer esclarecer contratos de consignado com INSS
Parlamentares querem esclarecimentos sobre o papel do Banco Master em contratos ligados a aposentadorias e pensões do INSS. Na CPMI, a expectativa é que os questionamentos se concentrem nos contratos de crédito consignado firmados com beneficiários da Previdência Social.
Investigações preliminares apontam possíveis irregularidades na concessão desses empréstimos, incluindo suspeitas de cobranças indevidas e descontos não autorizados em folhas de pagamento de aposentados e pensionistas. O Banco Master é uma das instituições financeiras que operam nessa modalidade de crédito.
CAE também ouvirá banqueiro sobre relações políticas
No dia seguinte ao depoimento na CPMI, terça-feira (24), Vorcaro será ouvido pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). Na comissão econômica, o debate deve ser mais amplo, com foco também nas relações do controlador do Master com figuras influentes da política nacional.
Até agora, integrantes da comissão econômica realizaram reuniões reservadas com representantes do Banco Central, do Tribunal de Contas da União, da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal, em busca de subsídios técnicos para orientar os trabalhos e a oitiva do banqueiro.
A expectativa dos parlamentares é que Vorcaro esclareça não apenas os negócios do Banco Master com o setor público, mas também suas relações pessoais e políticas com autoridades dos três Poderes, tema que ganhou relevância após as revelações sobre os encontros com o ministro Dias Toffoli.
Próximos passos da investigação
Com a retomada da perícia pela Polícia Federal, a expectativa é que novos elementos surjam nos próximos dias a partir da análise dos celulares de Daniel Vorcaro e dos documentos apreendidos na Operação Compliance Zero. A extração de dados de ao menos quatro aparelhos deve fornecer à investigação um panorama mais detalhado das comunicações do banqueiro e de suas relações com autoridades e empresários.
No âmbito do Senado, os depoimentos de segunda e terça-feira devem oferecer aos parlamentares a oportunidade de questionar Vorcaro diretamente sobre os pontos levantados pela PF e pelas investigações em curso. A combinação entre os trabalhos da Polícia Federal e do Congresso deve determinar os próximos capítulos do caso Banco Master.
Fotos: Rovena Rosa/Agência Brasil / Paulo Pinto/Agência Brasil
Escola de Niterói fez estreia no Grupo Especial com homenagem ao presidente, mas ficou em último lugar; agremiação de Niterói sofreu com problemas na dispersão e ações judiciais antes do desfile
A Unidos do Viradouro é a grande campeã do Carnaval do Rio de Janeiro em 2026. O resultado da apuração do Grupo Especial foi divulgado nesta quarta-feira (18) na Cidade do Samba, na Gamboa, região central da cidade. A escola de Niterói conquistou o tetracampeonato com um total de 270 pontos, em uma disputa acirrada que terminou com diferença mínima para a vice-campeã.
Enquanto a Viradouro celebra mais um título, a Acadêmicos de Niterói amargou o último lugar na classificação e foi rebaixada para a Série Ouro. A escola, que estreava na elite do carnaval carioca neste ano, levou para a Sapucaí um enredo polêmico em homenagem ao presidente Lula, que gerou ações na Justiça, alertas do TSE e críticas de parlamentares da oposição.
Viradouro conquista quarto título com homenagem ao mestre Ciça
A Viradouro garantiu o campeonato com o enredo “Para cima, Ciça!”, uma celebração aos 70 anos de Moacyr da Silva Pinto, o mestre Ciça, mais longevo mestre de bateria de uma escola de samba em atividade. A homenagem emocionou o público e os jurados, rendendo à escola a pontuação máxima na apuração.
O desfile da Viradouro teve como destaque a participação do próprio homenageado, que integrou a comissão de frente e o último carro alegórico, regendo os ritmistas. Ciça tem uma trajetória marcante no samba: começou na Estácio de Sá em 1988 e, ao longo da carreira, comandou as baterias da Unidos da Tijuca, Grande Rio, União da Ilha e Viradouro.
Reconhecido pelas bem ensaiadas paradinhas, o mestre liderou a percussão em dois dos três carnavais vencidos pela Viradouro (2020 e 2024) e em um desfile ganho pela Estácio de Sá (1992). Com o título deste ano, a Viradouro chega ao seu quarto campeonato no Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, repetindo o feito de 2024.
Disputa acirrada define pódio do Grupo Especial
A apuração deste ano foi marcada pela proximidade das notas entre as primeiras colocadas. A Viradouro somou 270 pontos e ficou à frente da Beija-Flor e da Vila Isabel, ambas com 269,9 pontos. O empate técnico entre as duas escolas deixou a disputa pelo vice-campeonato ainda mais acirrada.
Completam o grupo das seis primeiras colocadas o Salgueiro, com 269,7 pontos, a Imperatriz Leopoldinense, com 269,4 pontos, e a Mangueira, com 269,2 pontos. Essas seis agremiações garantem vaga no Desfile das Campeãs, que acontece no próximo sábado (21), no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.
A Portela segue como a maior campeã do carnaval carioca, com 22 títulos. Em seguida vêm Mangueira (20), Beija-Flor (15), Salgueiro, Império Serrano e Imperatriz Leopoldinense (9). Com o título de 2026, a Viradouro se consolida no seleto grupo das escolas com quatro conquistas na elite.
Acadêmicos de Niterói é rebaixada em estreia polêmica
A Acadêmicos de Niterói, que fazia sua estreia no Grupo Especial neste ano, terminou a apuração na última posição, com 264,6 pontos, e foi rebaixada para a Série Ouro. A escola levou para a Sapucaí o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que contou a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O desfile da Niterói abordou desde a infância de Lula no Nordeste, passando pela migração para São Paulo, o trabalho como torneiro mecânico, a liderança sindical e a chegada à Presidência da República. A comissão de frente representou a rampa do Palácio do Planalto na última posse do presidente, com integrantes da sociedade civil.
Ao longo da apresentação, a escola enfrentou dificuldades técnicas. Problemas na dispersão fizeram com que alegorias ficassem presas na saída da avenida, provocando correria no fim do desfile. A alegoria permaneceu no local após o término da apresentação, o que, segundo a Imperatriz, escola que vinha em seguida, prejudicou seu desfile.
Na apuração, a Acadêmicos de Niterói recebeu apenas duas notas 10, o que contribuiu para a baixa pontuação e a consequente queda para a segunda divisão do carnaval carioca.
Enredo sobre Lula gerou ações judiciais e alertas do TSE
Antes mesmo do desfile, o enredo da Acadêmicos de Niterói foi alvo de pelo menos dez ações judiciais e representações no Ministério Público e no Tribunal de Contas da União (TCU). As iniciativas tentaram impedir a apresentação ou suspender e reverter repasses de recursos públicos para a escola.
Os questionamentos alegavam que trechos do samba e da apresentação configurariam propaganda eleitoral antecipada do presidente Lula. A legislação eleitoral só permite propaganda após 16 de agosto do ano da eleição. Também houve pedidos para barrar a presença do presidente na Marquês de Sapucaí e para restringir manifestações consideradas ataques a adversários políticos.
O caso chegou ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, por unanimidade, negou liminar para proibir o desfile. Os ministros argumentaram que a intervenção poderia caracterizar censura prévia. No entanto, alertaram que eventuais condutas na Avenida poderiam ser analisadas posteriormente e resultar em punições.
Após o julgamento, o PT orientou integrantes a evitar atos que pudessem ser interpretados como propaganda antecipada. O governo federal negou irregularidades, afirmou que não participou da escolha do enredo e sustentou que o apoio financeiro às escolas — outro ponto questionado pela oposição — é recorrente.
Oposição critica desfile e anuncia novas medidas judiciais
Depois do desfile, o presidente Lula elogiou a apresentação nas redes sociais. A oposição reagiu com críticas e anúncios de novas medidas judiciais, novamente alegando promoção eleitoral antecipada e uso indevido de recursos públicos.
Partidos e parlamentares, sobretudo os ligados à bancada evangélica, também criticaram uma das últimas alas da escola, a “Neoconservadores em conserva”, que trazia famílias dentro de latas, algumas com adereços com referência religiosa. A representação foi interpretada como crítica a segmentos conservadores da sociedade.
Na segunda-feira (16), um dia após o desfile, a Acadêmicos de Niterói divulgou uma nota pública na qual afirmou ter sofrido perseguições durante o processo de preparação para o carnaval devido ao enredo escolhido.
Série Ouro define substituta da Niterói no Grupo Especial
Com o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, a vaga para o Grupo Especial em 2027 será ocupada pela campeã da Série Ouro. O resultado oficial da apuração da segunda divisão do carnaval carioca será divulgado na quinta-feira (19).
A expectativa é alta entre as escolas que disputam o acesso à elite, que terão a chance de desfilar no Sambódromo na principal noite do carnaval do Rio de Janeiro no próximo ano. Enquanto isso, a Viradouro se prepara para o Desfile das Campeãs no sábado, quando voltará à Sapucaí para celebrar o título ao lado das outras cinco melhores colocadas do Grupo Especial.
Brasileiro venceu o slalom gigante do esqui alpino com a soma dos tempos de 1m13s92 e 1m11s08, superando o atual campeão olímpico, o suíço Marco Odermatt
O Brasil viveu um dia histórico neste sábado (14) com a conquista da primeira medalha de ouro em todas as edições das Olimpíadas de Inverno. O atleta Lucas Pinheiro Braathen subiu ao lugar mais alto do pódio após vencer a prova do slalom gigante do esqui alpino, em uma performance que superou o atual campeão olímpico da modalidade.
A conquista coloca o nome do brasileiro na história da competição e representa um marco para o esporte de inverno no país, que até então nunca havia alcançado o topo do pódio nos Jogos.
A performance de Lucas Pinheiro Braathen na pista
Lucas Pinheiro Braathen garantiu o ouro com o melhor tempo somado das duas baterias do slalom gigante. Na primeira descida, o brasileiro foi o primeiro esquiador a enfrentar a montanha e completou o percurso em 1 minuto, 13 segundos e 92 centésimos (1m13s92).
O tempo inicial colocou Lucas Pinheiro à frente do suíço Marco Odermatt, atual campeão olímpico da modalidade e um dos principais nomes do esqui alpino mundial. A vantagem na primeira bateria deu ao brasileiro a confiança necessária para a segunda descida.
A segunda etapa da prova foi realizada em um percurso mais rápido do que o da primeira. Mesmo com a mudança nas condições da pista, Lucas Pinheiro Braathen manteve a regularidade e completou a descida em 1 minuto, 11 segundos e 8 centésimos (1m11s08). A soma dos tempos garantiu a medalha de ouro para o Brasil.
O significado histórico da conquista brasileira
Este é o primeiro ouro do Brasil na história das Olimpíadas de Inverno, um feito que será registrado nos anais do esporte nacional. Antes da conquista de Lucas Pinheiro Braathen, o melhor resultado do país havia sido alcançado por Isabel Clark, nos Jogos de Turim, em 2006.
Na ocasião, Isabel Clark terminou na nona colocação na prova do snowboard cross. O resultado foi, por muitos anos, a melhor posição obtida por um atleta brasileiro na competição de inverno. Agora, com o ouro inédito, o Brasil passa a figurar no seleto grupo de países que já conquistaram a medalha máxima nos Jogos de Inverno.
A trajetória até o ouro inédito nas Olimpíadas de Inverno
A conquista de Lucas Pinheiro Braathen é resultado de anos de dedicação ao esqui alpino. O atleta, que representa o Brasil nas competições internacionais, vem acumulando experiência e resultados expressivos em provas da modalidade.
O ouro inédito também abre novas perspectivas para o esporte de inverno no país, que tradicionalmente enfrenta desafios estruturais e de investimento em comparação com nações de clima frio. A performance do brasileiro demonstra a evolução técnica dos atletas nacionais e a capacidade de competir em alto nível contra potências tradicionais da modalidade, como Suíça, Áustria e Noruega.
O desempenho diante do atual campeão olímpico
Um dos aspectos mais notáveis da conquista de Lucas Pinheiro Braathen foi a superação do suíço Marco Odermatt, atual campeão olímpico do slalom gigante. Odermatt é considerado um dos maiores nomes do esqui alpino da atualidade, com múltiplos títulos em campeonatos mundiais e na própria Olimpíada.
Ao ficar à frente do suíço já na primeira bateria, Lucas Pinheiro demonstrou que estava em condições de competir pelo ouro. A consistência nas duas descidas confirmou o favoritismo do brasileiro e consolidou a conquista histórica para o país.
Com a medalha de ouro, Lucas Pinheiro Braathen entra para a história do esporte brasileiro e inspira uma nova geração de atletas que buscam espaço nas modalidades de inverno, tradicionalmente dominadas por países do hemisfério norte.
Documento descreve mensagens encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro sobre visitas do ministro à sua residência
A Polícia Federal finaliza um novo relatório sobre mensagens encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, que fazem menção ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento será encaminhado ao presidente da Corte, Edson Fachin, e segue o mesmo formato do relatório entregue no início da semana com referências ao ministro Dias Toffoli.
A existência do novo relatório foi revelada por Malu Gaspar, em O Globo, e confirmada por fontes ligadas à investigação. Classificado como “informação de Polícia Judiciária”, o texto apenas descreve os achados da PF, sem pedir afastamento ou declaração de suspeição.
As mensagens que citam Alexandre de Moraes
As mensagens analisadas citam ao menos duas visitas de Alexandre de Moraes à residência de Vorcaro, no Lago Sul, em Brasília. Em uma delas, o ministro teria conversado rapidamente com Paulo Henrique Costa, então presidente do Banco de Brasília (BRB). À época, Moraes negou ter participado de reunião com o dirigente.
O episódio ocorreu no período em que Vorcaro buscava viabilizar a venda do Banco Master ao BRB. Paralelamente, a esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, mantinha contrato de consultoria com o Banco Master no valor de R$ 129 milhões.
Lula teria sugerido saída de Toffoli para conter crise
Nos bastidores de Brasília, aliados relatam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria dito que o ministro Dias Toffoli deveria deixar o Supremo Tribunal Federal para evitar que a crise envolvendo o caso Banco Master contaminasse o governo. A declaração, segundo interlocutores, foi interpretada por opositores como sinal de desconforto do Planalto diante do desgaste institucional provocado pela investigação.
A fala gerou reação de críticos do governo, que passaram a apontar uma suposta interferência do Executivo sobre o Judiciário. Parlamentares da oposição alegam que o presidente trata o Supremo Tribunal Federal como um braço político do governo, citando encontros frequentes entre integrantes dos Poderes fora das agendas oficiais. O Planalto, porém, não confirmou o teor da frase nem comentou oficialmente o assunto.
Nos bastidores, aliados do presidente afirmam que o objetivo seria evitar que o episódio envolvendo o STF e o Banco Master ampliasse o desgaste político em um momento sensível do cenário pré-eleitoral. A avaliação é que qualquer crise institucional prolongada pode afetar a agenda do governo e gerar ruídos na articulação política.
PT avalia postura de André Mendonça, mas teme impacto eleitoral
Dirigentes do Partido dos Trabalhadores avaliam que o ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal após a saída de Dias Toffoli, tem adotado postura técnica e discreta no tribunal. Apesar disso, integrantes da sigla demonstram preocupação com o impacto político das investigações em ano eleitoral, especialmente pelo fato de Mendonça ter sido indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Brasília (DF) 07/06/2023 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça durante julgamento do marco temporal de terras indígenas. O caso põe em lados opostos ruralistas e povos originários, e está parado na Corte desde 2021. O tema tem relevância porque será com este processo que os ministros vão definir se a tese do marco temporal tem validade ou não. O que for decidido valerá para todos os casos de demarcação de terras indígenas que estejam sendo discutidos na Justiça. Foto: José Cruz/Agência Brasil
A informação é do colunista Paulo Cappeli, do Metrópoles. Nos bastidores, petistas afirmam temer que eventuais desdobramentos do inquérito possam atingir nomes relevantes do cenário político e que o novo relator adote uma linha mais cautelosa em relação a figuras ligadas à direita. A leitura dentro do partido é de que o caso pode envolver lideranças do Centrão, como Ciro Nogueira, além de outros dirigentes partidários com influência no Congresso.
A expectativa no PT é que o andamento das investigações avance nos próximos meses. O processo é considerado sensível dentro do ambiente político, já que envolve suspeitas de irregularidades financeiras e possíveis conexões com agentes públicos.
André Mendonça se reúne com PF para alinhar investigações
Na sexta-feira (13), André Mendonça e integrantes de seu gabinete se reuniram, de forma remota, com membros da Polícia Federal para discutir os próximos passos do inquérito. A reunião teve como objetivo alinhar procedimentos e atualizar o novo relator sobre o estágio atual das apurações, que seguem sob sigilo.
O encontro, que durou cerca de duas horas e meia, contou com integrantes do gabinete do ministro e da equipe policial responsável pelo inquérito. Segundo o Supremo, a conversa teve caráter técnico e buscou dar continuidade ao andamento do processo, agora sob nova condução.
Interlocutores do ministro afirmam que a postura adotada neste primeiro momento será de cautela. A orientação interna é atuar com “serenidade e responsabilidade”, evitando declarações públicas e decisões precipitadas. A expectativa é que, após analisar o material solicitado à PF, Mendonça avalie se o processo deve continuar no STF ou ser remetido à primeira instância, dependendo do alcance das investigações e da presença — ou não — de autoridades com foro privilegiado.
O caso Banco Master e a relação com a Lei Magnitsky
As investigações envolvendo o Banco Master ganharam contornos mais complexos após a revelação de que Daniel Vorcaro teria atuado para influenciar decisões do governo brasileiro relacionadas à Lei Magnitsky, que permite sanções a autoridades russas. Mensagens obtidas pela PF indicam que Vorcaro buscava acesso a integrantes do governo para tratar do tema.
As tratativas ocorreram em um contexto de aproximação do empresário com agentes públicos e magistrados. O caso segue em análise no Supremo, agora sob relatoria de André Mendonça, e novos desdobramentos devem surgir à medida que a Polícia Federal avança na análise do material apreendido.
Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE / Paulo Pinto/Agência Brasil / Bruno Peres/Agência Brasil
Ex-jogador pentacampeão desclassificado pela TV Globo após atingir colega durante discussão no quarto
O ex-jogador Edilson Capetinha, pentacampeão mundial com a seleção brasileira, foi expulso do BBB 26 na manhã deste sábado (14). A TV Globo comunicou a decisão aos participantes ainda na casa e divulgou uma nota oficial confirmando a desclassificação do brother após uma agressão contra Leandro durante uma discussão no quarto.
De acordo com as imagens do programa, os dois estavam sozinhos no cômodo no momento do desentendimento. Edilson perdeu o controle durante o bate-boca e atingiu o colega de confinamento. Além da agressão física, o ex-jogador também teria feito ameaças contra Leandro.
Após o ocorrido, Leandro tentou apertar o botão de desistência, mas foi contido por outros participantes que chegaram ao local.
O posicionamento da TV Globo sobre a expulsão de Edilson
Em nota oficial, a TV Globo confirmou a expulsão de Edilson Capetinha e explicou os motivos que levaram à decisão.
“Edilson foi desclassificado do BBB 26. Após análise das imagens do participante com Leandro, constatou-se que Edilson ultrapassou os limites e descumpriu as regras do programa. Mais informações serão apresentadas no programa de hoje por Tadeu Schmidt”, afirmou a emissora em comunicado.
A expulsão do ex-jogador marca a quarta saída de participantes do BBB 26 em pouco mais de um mês de programa, considerando desistências, desclassificações e expulsões.
Recorde de expulsões por agressão marca o BBB 26
Antes da saída de Edilson Capetinha, outros três participantes já haviam deixado o reality show. Paulo Augusto e Sol Vega foram expulsos após se envolverem em agressões físicas dentro da casa. Os dois casos também envolveram confrontos diretos entre participantes e resultaram na saída imediata dos envolvidos.
Pedro, por sua vez, deixou o programa após ser acusado de assediar Jordana. O participante decidiu desistir do confinamento antes mesmo de ser oficialmente desclassificado pela produção do reality.
Além dos casos envolvendo brigas e acusações, Henri Castelli precisou deixar a casa do BBB 26 por razões médicas. O ator passou mal durante sua participação e foi afastado do programa para receber atendimento especializado fora do confinamento.
O histórico de Edilson Capetinha dentro do BBB 26
Edilson Capetinha era um dos participantes mais conhecidos do público antes de entrar no BBB 26. O ex-jogador integrou o elenco de famosos da edição e sua trajetória no futebol era frequentemente lembrada pelos demais confinados.
Durante o período em que esteve na casa, Edilson teve alguns embates com outros participantes, mas o episódio que resultou em sua expulsão ocorreu de forma repentina durante a madrugada. As câmeras flagraram o momento da discussão que terminou com a agressão a Leandro.
A repercussão da expulsão nas redes sociais
A saída de Edilson Capetinha do BBB 26 gerou grande repercussão nas redes sociais. Internautas comentaram o episódio e a decisão da TV Globo de expulsar o participante.
A emissora deve apresentar mais detalhes sobre o ocorrido durante a exibição do programa deste sábado, quando Tadeu Schmidt abordará o assunto com os brothers que permanecem na casa e também com o público.
O saldo de participantes no BBB 26 após as saídas
Com a desclassificação de Edilson Capetinha, o BBB 26 segue agora com número reduzido de participantes. A edição tem registrado um alto índice de desistências e expulsões em comparação com anos anteriores, o que tem gerado debates sobre o perfil dos confinados e a intensidade dos conflitos dentro da casa.
A produção do programa não informou se novos participantes serão introduzidos para repor as vagas abertas com as saídas. O formato tradicional do reality costuma realizar reposições em situações de desistência ou expulsão, mas a decisão cabe à direção do programa.
Benício, de 8 anos, estava internado em estado gravíssimo no Hospital Estadual de Itumbiara; irmão mais velho, Miguel, de 12 anos, morreu na hora
A cidade de Itumbiara, no sul de Goiás, vive dias de comoção após uma tragédia familiar que resultou na morte do secretário de Governo do município, Thales Naves Alves Machado, de 40 anos, e de seus dois filhos, Miguel Araújo Machado, de 12 anos, e Benício Araújo Machado, de 8 anos. O caso, registrado na madrugada de quarta-feira (11), teve novos desdobramentos ao longo da semana, com a confirmação da morte do filho mais novo na sexta-feira (13) e o sepultamento dos irmãos no mesmo jazigo neste sábado (14).
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) investiga o episódio como homicídio consumado e homicídio tentado, seguidos de autoextermínio por parte do autor. Até o momento, não há indícios da participação de terceiros no crime.
A dinâmica do crime na residência da família em Itumbiara
Segundo as investigações da Polícia Civil, Thales Machado atirou contra os dois filhos dentro da residência da família, localizada em um condomínio fechado de Itumbiara. O secretário utilizou uma pistola Glock G25, calibre .380, legalizada e registrada em seu nome, já que possuía registro ativo de posse de arma de fogo.
Após os disparos, Thales foi encontrado sobre uma cama, com a arma posicionada sobre o peito e um ferimento na cabeça provocado por disparo . Vizinhos que chegaram ao local após ouvirem os disparos relataram a presença de forte odor de combustível espalhado pela casa. A polícia investiga a informação de que o secretário teria jogado gasolina em cômodos da residência antes do episódio, mas o fogo não chegou a ser ateado.
A luta pela vida de Benício e a confirmação da morte
O filho mais velho, Miguel, foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Modesto de Carvalho, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada na unidade de saúde . O filho mais novo, Benício, chegou a ser operado e permaneceu internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual de Itumbiara – São Marcos.
Na quinta-feira (12), quando o crime ocorreu, a polícia chegou a divulgar a informação de que os dois filhos haviam sido mortos, informação que foi corrigida posteriormente pela prefeitura . Benício permaneceu na UTI, mas não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada na tarde de sexta-feira (13).
O velório de Miguel e a confusão envolvendo a mãe das crianças
O velório de Miguel ocorreu na própria quinta-feira (12), na casa do avô, o prefeito Dione Araújo (União Brasil) . Durante a cerimônia, a mãe das crianças, Sarah Tinoco Araújo, que é filha do prefeito, precisou deixar o local antes do término após começar a receber ameaças e insultos de populares no Cemitério Municipal da cidade.
Segundo relatos de parentes presentes, Sarah teria sido alvo de hostilidades enquanto acompanhava o enterro de Miguel. A mãe estava acompanhada do pai, o prefeito Dione Araújo, e precisou deixar o cemitério mais cedo diante das ameaças.
O sepultamento de Benício ao lado do irmão
O corpo de Benício foi velado neste sábado (14) a partir das 7h, também na residência do avô, o prefeito Dione Araújo . Na sequência, o corpo foi levado para sepultamento, que ocorreu no cemitério da Avenida da Saudade e terminou por volta das 11h.
Benício foi sepultado no mesmo jazigo do irmão Miguel, encerrando um dos capítulos mais dolorosos da tragédia que abalou a cidade.
A carta de despedida de Thales Machado
Horas antes do crime, Thales fez uma publicação nas redes sociais que chamou a atenção de pessoas próximas. A postagem, posteriormente apagada, apontava problemas no relacionamento dele com a esposa . Na mensagem, em tom de despedida, ele dizia que a “mulher saiu de Itumbiara para encontrar uma pessoa em São Paulo” e escreveu detalhes do que teria acontecido, falando em “desconfiança”.
No final da publicação, ele afirmou ter partido com seus meninos “que agora são anjos” e pediu perdão pelos crimes. “Sei que não tem perdão mas foi o que sobrou nesse dia infeliz dos meus 40 anos”, dizia um trecho da publicação, que foi apagada posteriormente . Não há informações sobre quem removeu a mensagem, o que será investigado pela polícia.
A última declaração de amor de Thales aos filhos
Ainda na quarta-feira (11), horas antes da tragédia, Thales havia publicado um vídeo nas redes sociais demonstrando carinho pelos filhos. A postagem mostrava Miguel em uma aula de jiu-jitsu, enquanto Benício desenhava em seu colo, acompanhada da mensagem: “Que Deus abençoe sempre meus filhos, papai ama muito”.
A publicação, que contrasta com o desfecho trágico, chocou a população e amigos da família, que não esperavam o desfecho violento que se seguiu.
O posicionamento da Polícia Civil de Goiás
Em nota, a Polícia Civil de Goiás informou que instaurou inquérito policial para apurar os fatos, conduzido pelo Grupo de Investigação de Homicídios de Itumbiara (GIH) . A corporação informou que, neste momento, o caso é tratado como homicídio consumado e homicídio tentado, seguidos de autoextermínio por parte do autor.
Até o presente estágio, não há elementos que indiquem a participação de terceiros no crime . O GIH acompanhou os trabalhos da perícia técnico-científica até a remoção do corpo e segue em campo com levantamentos, oitivas e requisições periciais, preservando o sigilo do inquérito e respeitando a dor dos familiares.
O impacto político e as manifestações de luto
Thales Machado era secretário de Governo desde 2021 e genro do prefeito Dione Araújo, sendo frequentemente citado nos bastidores como possível candidato nas eleições deste ano . A Prefeitura de Itumbiara decretou luto oficial de três dias e suspendeu o expediente administrativo temporariamente.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), disse ter ficado “consternado” com a tragédia e declarou ter suspendido todas as agendas para ir ao município prestar solidariedade. “A notícia de violência dentro de um lar, sobretudo quando crianças são vítimas, atinge em cheio a família e coloca todo o nosso Estado de luto”, afirmou.
Em reunião de três horas, ministros decidem por unanimidade validar decisões de Toffoli, mas aceitam seu pedido para deixar o caso após relatório da Polícia Federal apontar menções em conversas de Daniel Vorcaro
O ministro Dias Toffoli não é mais o relator do inquérito que investiga as fraudes no Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Após uma reunião de aproximadamente três horas convocada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, Toffoli formalizou o pedido de saída do caso na noite desta quinta-feira (12). O ministro André Mendonça foi sorteado como o novo relator e comandará os próximos passos da investigação a partir de agora.
Brasília (DF), 07.08.2024 – Ministro do STF Dias Toffoli durante evento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) da 18ª edição da Jornada Lei Maria da Penha. Foto: José Cruz/Agência Brasil
A decisão ocorre um dia após a Polícia Federal entregar a Fachin um relatório com menções ao nome de Toffoli encontradas em mensagens no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O conteúdo do documento está sob segredo de Justiça.
Em nota oficial conjunta, os dez ministros do STF afirmaram que não há motivos para suspeição ou impedimento de Toffoli e reconheceram a “plena validade dos atos praticados” por ele até o momento na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos vinculados ao caso Master. O texto ressalta que a saída ocorreu “a pedido do Ministro Dias Toffoli”.
Reunião tensa no STF termina com saída negociada
A reunião que selou a mudança na relatoria foi marcada por momentos de tensão, segundo relatos de ministros ouvidos pela imprensa. Fachin iniciou o encontro lendo trechos do relatório da Polícia Federal. Em seguida, Toffoli fez uma defesa ponto a ponto, apresentou documentos e buscou rebater as informações que ampliaram a pressão sobre sua permanência no comando do processo.
Brasília (DF), 05/12/2024 – O ministro Dias Toffoli durante sessão do STF. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Inicialmente, o ministro sinalizou que não queria abrir mão do caso. No entanto, ao perceber resistência entre os colegas e a avaliação predominante de que as pressões internas e externas não cessariam, Toffoli aceitou a saída como a melhor solução institucional para conter o desgaste. O gesto foi interpretado como um “alívio geral” e permitiu a construção de um meio-termo, no qual os ministros redigiram conjuntamente a nota que oficializou a decisão, negando a suspeição mas acolhendo o pedido de afastamento .
Ao deixar a reunião, Toffoli afirmou aos jornalistas que o clima foi “excelente” e que a decisão foi “tudo unânime”
André Mendonça assume relatoria em sorteio eletrônico
Com a vaga aberta, a Presidência do STF promoveu a redistribuição do caso por meio de sorteio eletrônico ainda na noite de quinta-feira. O ministro André Mendonça foi o escolhido para ser o novo relator do inquérito que apura as supostas fraudes no Banco Master.
Brasília (DF) 07/06/2023 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça durante julgamento do marco temporal de terras indígenas. O caso põe em lados opostos ruralistas e povos originários, e está parado na Corte desde 2021.
O tema tem relevância porque será com este processo que os ministros vão definir se a tese do marco temporal tem validade ou não. O que for decidido valerá para todos os casos de demarcação de terras indígenas que estejam sendo discutidos na Justiça.
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Mendonça, que já é relator de outro inquérito no STF sobre descontos indevidos em benefícios do INSS, terá agora a responsabilidade de conduzir os próximos desdobramentos da investigação. Caberá a ele decidir, entre outros pontos, sobre a permanência do caso no STF e a revisão de decisões anteriores de Toffoli que foram alvo de críticas.
O relatório da PF: indícios de crimes e fundamentação jurídica
O documento enviado pela Polícia Federal ao presidente do STF teve um papel central na crise. De acordo com apurações da imprensa, o relatório apontou a possível existência de indícios de crimes nos fatos envolvendo o ministro e também citou a necessidade de análise sobre sua suspeição para permanecer como relator.
A PF fundamentou seu envio com base no artigo 33 da Lei Orgânica da Magistratura (Loman). O dispositivo determina que, “quando, no curso de investigação, houver indício da prática de crime por parte do magistrado, a autoridade policial […] remeterá os respectivos autos ao Tribunal ou órgão especial competente para o julgamento, a fim de que prossiga na investigação” . A corporação também se apoiou em artigo do regimento interno do STF que trata dos procedimentos para declarar suspeição de ministros.
O relatório não fez um pedido direto de suspeição, mas apontou a existência de elementos para que a medida fosse considerada. Fachin, ao receber o documento, tratou-o como um pedido de suspeição e abriu um processo interno (AS 244), dando vista a Toffoli para defesa e, posteriormente, à Procuradoria-Geral da República . A reunião dos ministros foi a etapa seguinte para deliberar sobre o tema.
Conexões com resort e mensagens apreendidas
O conteúdo do relatório da PF refere-se a mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, apreendido durante buscas da Operação Compliance Zero. As conversas, que estão sob sigilo, incluem diálogos entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, discutindo pagamentos para a empresa Maridt Participações, da qual Dias Toffoli é sócio.
A Maridt foi uma das proprietárias do resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR). Em setembro de 2021, a empresa vendeu sua participação no empreendimento para o fundo Arllen, que, segundo investigações, pertencia a Fabiano Zettel. O negócio teria gerado pagamentos à Maridt, e há menções a repasses que ocorreram até 2025, ano em que a transação foi concluída.
Em nota divulgada mais cedo na quinta-feira, Toffoli confirmou ser sócio da Maridt, classificou a empresa como familiar e administrada por parentes. O ministro afirmou que “jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel” e que “desconhece o gestor do Fundo Arllen, bem como jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro”.
Decisões de Toffoli no caso Master podem ser revistas
A atuação de Toffoli à frente do inquérito desde novembro de 2025 gerou uma série de controvérsias e questionamentos. Uma das decisões mais criticadas ocorreu em janeiro de 2026, quando ele determinou que todo o material apreendido pela Polícia Federal na segunda fase da operação fosse lacrado e armazenado no STF, sob o argumento de evitar riscos às provas.
Após vaivéns, o ministro autorizou que as provas ficassem sob a guarda da Procuradoria-Geral da República, mas investigadores manifestaram preocupação com o acesso e a possível contaminação ou nulidade do material . Toffoli também foi criticado por ter puxado a investigação para o STF, acatando pedido da defesa de um diretor do Master com base na citação de um deputado federal sem relação direta com o núcleo principal da apuração.
São Paulo (SP), 19/11/2025 – Fachada do Banco Master na rua Elvira Ferraz em Itaim Bibi. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Outro episódio que gerou desgaste foi a viagem de Toffoli a Lima, no Peru, em um jatinho do empresário Luiz Pastore para assistir à final da Libertadores, em novembro de 2025. No voo, estava também Augusto Arruda Botelho, advogado de um dos diretores do Master. O ministro confirmou a viagem, mas afirmou a interlocutores que não discutiu o processo.
Agora, com André Mendonça na relatoria, ele terá o poder de revisar essas decisões. O novo relator pode, por exemplo, determinar a devolução das investigações à primeira instância, rever o sigilo imposto ao processo e decidir sobre o acesso da PF e da PGR às provas apreendidas.
Defesa de Vorcaro critica vazamentos
A defesa de Daniel Vorcaro também se manifestou sobre o caso. Em nota, os advogados do banqueiro expressaram “preocupação com o vazamento seletivo de informações, que acaba por gerar constrangimentos indevidos, favorecer ilações e a construção de narrativas equivocadas, além de prejudicar o pleno exercício do direito de defesa”.
O Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025. As investigações da Polícia Federal apuram um suposto esquema de fraudes que pode chegar a R$ 17 bilhões, envolvendo a concessão de créditos falsos e a tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB).
Fotos: José Cruz/Agência Brasil / Bruno Peres/Agência Brasil / Rovena Rosa/Agência Brasil
Estado potiguar registrou retração de 7,6% na comparação com janeiro de 2025, atrás apenas do Rio Grande do Sul (-10,2%). Cenário nacional foi de queda generalizada, com exceção do Amapá
O comércio varejista do Rio Grande do Norte registrou a segunda maior queda do país em janeiro de 2026. De acordo com o Índice do Varejo Stone, que mede o desempenho do setor, o estado teve uma retração de -7,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O desempenho só não foi pior que o do Rio Grande do Sul, que apresentou queda de -10,2% no período.
Os dados, compilados no mais recente relatório da Stone sobre o mercado varejista brasileiro, mostram que todos os estados da federação registraram variação negativa em janeiro, com exceção do Amapá, que cresceu 2,9%. O índice “restrito” utilizado na pesquisa exclui os segmentos de materiais de construção, veículos e peças e o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (atacarejo).
No ranking nacional, as menores retrações foram observadas no Maranhão (-0,1%), Pará (-0,4%), Piauí (-1,0%) e Roraima (-1,1%). Além do Rio Grande do Norte e do Rio Grande do Sul, as maiores quedas ocorreram no Amazonas (-7,3%), Santa Catarina (-6,5%), São Paulo e Distrito Federal (-6,4%) e Espírito Santo (-6,2%).
Análise do cenário nacional e local
O resultado negativo do Rio Grande do Norte está alinhado a uma tendência observada em todo o território nacional. No panorama geral, o índice restrito recuou -0,9% em janeiro na comparação com dezembro. Já na análise anual, ante janeiro de 2025, a queda foi mais acentuada, chegando a -5,6%.
De acordo com análise do Conselho Regional de Economia (Corecon/RN), a retração observada no estado é reflexo de um movimento comum no primeiro mês do ano, quando os consumidores reduzem os gastos para equilibrar as finanças após as despesas das festas de fim de ano. O cenário de queda, no entanto, foi generalizado e atingiu todos os segmentos comerciais pesquisados, incluindo combustíveis, farmácias, vestuários e calçados.
Fatores macroeconômicos pressionam consumo
Além da sazonalidade, fatores macroeconômicos contribuíram para o desempenho negativo do varejo. O índice aponta o mercado de crédito como um elemento predominante para a redução no consumo. Com a taxa Selic mantida em 15% ao ano, o custo do crédito se elevou, impactando diretamente o orçamento das famílias já comprometido com dívidas.
O início do ano também é marcado por despesas extras com tributos, como IPVA e IPTU, que pressionam ainda mais a capacidade de compra da população. A combinação entre juros elevados e endividamento das famílias torna o consumidor mais seletivo, segundo a análise do Corecon/RN.
Desempenho por setor e perspectivas de recuperação
Em todo o país, apenas um segmento registrou variação positiva em janeiro. O setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentou alta de 1,4% no período. Apesar do crescimento, o setor também sofreu os efeitos da retração geral, com uma leve redução no faturamento dos supermercados, de acordo com a análise econômica.
Para os próximos meses, a expectativa é de um cenário de recuperação gradual. Entre os fatores que podem contribuir para a melhora do desempenho do varejo estão a desvalorização do dólar frente ao real, a queda da inflação e o início da redução gradual da taxa Selic, previsto para março.
Outro fator que deve injetar recursos na economia é a isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil, medida que entrou em vigor em 2026. A avaliação do Corecon/RN é de que o comércio e o setor de serviços, que respondem por mais de 72% da economia potiguar, seguem como forças latentes e devem apresentar recuperação a partir do segundo semestre.
Senador reage a fala de Lula durante evento do PT na Bahia; Flávio cita INSS e projeta mudança de governo a partir de 2027
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, utilizou as redes sociais neste domingo (9) para reagir a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) feitas durante um evento do Partido dos Trabalhadores em Salvador, na Bahia.
Na ocasião, Lula cobrou maior mobilização de militantes e defendeu uma postura mais incisiva no processo eleitoral.
Lula fala em postura mais dura durante discurso a militantes
Durante o evento partidário, o presidente afirmou que os militantes deveriam adotar uma postura mais combativa nas eleições.
“Nós temos que ser mais desaforados. Porque eleição é lição de desaforo. E nós não podemos ficar sendo quietinhos. Não tem essa mais de Lulinha paz e amor. Essa eleição vai ser uma guerra”, disse Lula, em trecho divulgado nas redes sociais.
Senador classifica fala como demonstração de “ódio”
Após a divulgação do vídeo com a fala do presidente, Flávio Bolsonaro publicou o conteúdo em suas redes sociais e comentou as declarações.
Brasília (DF), 11/09/2025 – O senador Flávio Bolsonaro, fala com jornalistas em frente do condomínio onde seu pai, ex presidente Jair Bolsonaro cumpri prisão domiciliar.
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
“Lula o que sai pela sua boca é do que seu coração está cheio. O seu coração está cheio de ódio, e o Brasil não aguenta mais isso. Mas pode ficar tranquilo que o povo brasileiro vai te aposentar”, afirmou o senador.
Na mesma publicação, Flávio mencionou temas relacionados à previdência social.
Flávio Bolsonaro cita INSS e projeta mudança de governo
Ainda na publicação, o senador declarou que, a partir de 2027, um eventual novo governo não permitirá irregularidades envolvendo aposentadorias.
“Você pode ter certeza de que a partir de 2027 o nosso governo não vai deixar roubarem os aposentados do INSS”, escreveu.
Senador já havia convocado eleitores contra o PT
Mais cedo, Flávio Bolsonaro havia feito outra publicação convocando apoiadores a se mobilizarem contra o Partido dos Trabalhadores, ao qual se referiu pelas iniciais.
Brasília (DF), 11/09/2025 – O senador Flávio Bolsonaro, fala com jornalistas em frente do condomínio onde seu pai, ex presidente Jair Bolsonaro cumpri prisão domiciliar.
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
“Peço a todos que concentrem as energias no que é mais importante até às eleições: falar a verdade sobre o atual desgoverno federal. Isso nos une e ajuda o Brasil”, publicou.
Fotos: Lula Marques/Agência Brasil / Bruno Peres/Agência Brasil
Daniel Vorcaro se recusou a fornecer a senha do aparelho; PF apura suspeitas financeiras e possível pressão sobre autoridades
A Polícia Federal (PF) conseguiu acessar o conteúdo do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, após utilizar uma ferramenta especializada para quebra de criptografia. O aparelho possuía uma camada adicional de segurança, o que dificultou o acesso inicial aos dados.
O material extraído está sendo compilado e deverá ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Banqueiro se recusou a fornecer senha do aparelho
Segundo relatos, Daniel Vorcaro se recusou a fornecer a senha do dispositivo, um modelo recente da linha iPhone, durante as diligências conduzidas pela Polícia Federal.
São Paulo (SP), 19/11/2025 – Fachada do Banco Master na rua Elvira Ferraz em Itaim Bibi. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Diante da recusa, os investigadores recorreram a softwares adquiridos recentemente, capazes de acessar sistemas protegidos e recuperar dados, inclusive arquivos apagados.
Dados podem reforçar investigações em andamento
A expectativa da Polícia Federal é que as informações extraídas do aparelho reforcem as apurações já em curso envolvendo o banqueiro e o Banco Master.
O conteúdo será analisado antes de eventual compartilhamento com outros órgãos de controle e investigação.
STF decidirá sobre envio de dados à CPMI do INSS
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, deverá decidir sobre o compartilhamento dos dados com a CPMI do INSS, que investiga possíveis irregularidades envolvendo o banco.
São Paulo (SP), 19/11/2025 – Fachada do Banco Master na rua Elvira Ferraz em Itaim Bibi. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Daniel Vorcaro está convocado para prestar depoimento à comissão no dia 19, após o período de carnaval. A defesa do banqueiro tenta restringir o alcance das perguntas durante a oitiva.
PF também apura possível pressão sobre autoridades
Além das suspeitas financeiras, a Polícia Federal investiga se houve pressão sobre autoridades para evitar a liquidação da instituição bancária.
O avanço tecnológico utilizado nas perícias digitais amplia o volume de informações disponíveis para análise no caso.
Anvisa contabiliza aumento de notificações de suspeita de pancreatite associadas a canetas emagrecedoras
O número de notificações de suspeita de pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras vem aumentando no Brasil desde 2020, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As informações constam no sistema VigiMed, utilizado para o monitoramento de eventos adversos relacionados a medicamentos em uso no país.
Entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025, a Anvisa recebeu 145 notificações envolvendo medicamentos utilizados no tratamento de obesidade e diabetes, como semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida. Considerando também dados oriundos de estudos clínicos, o total de registros chega a 225 notificações no período analisado.
Série histórica mostra crescimento contínuo desde 2020
Os dados consolidados pela Anvisa apontam crescimento progressivo no número de notificações ao longo dos anos. Em 2020, foi registrada apenas uma notificação de suspeita de pancreatite associada a esses medicamentos. Em 2021, o número subiu para 21 registros.
Em 2022, a agência recebeu 23 notificações, enquanto em 2023 foram contabilizados 27 casos. No ano de 2024, o total chegou a 28 registros. Já em 2025, houve um salto para 45 notificações, o que representa um aumento de 60,7% em relação ao ano anterior.
Registros incluem desfechos suspeitos de morte
Entre as notificações registradas no período analisado, seis tiveram desfecho suspeito de morte, de acordo com os dados da Anvisa. A agência ressalta que os números se referem a notificações de suspeita e não configuram, por si só, confirmação de relação causal entre o uso dos medicamentos e os eventos relatados.
O sistema VigiMed é alimentado por profissionais de saúde, empresas e cidadãos, reunindo relatos de eventos adversos que ocorrem após o uso de medicamentos aprovados no país.
Medicamentos monitorados pela Anvisa
As notificações de suspeita de pancreatite envolvem medicamentos à base de semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida, substâncias utilizadas principalmente no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. Segundo a Anvisa, o risco de pancreatite já está descrito nas bulas desses medicamentos, aprovadas para uso no Brasil.
A agência reforça que o registro de eventos adversos é parte do processo de farmacovigilância, que visa acompanhar a segurança dos medicamentos após a sua liberação para o mercado.
Uso crescente e alerta para prescrição responsável
De acordo com a Anvisa, o aumento das notificações ocorre em paralelo ao crescimento do uso dessas canetas no país. A agência observa que parte desse consumo acontece fora das indicações aprovadas e, em alguns casos, por meio do mercado ilegal.
Diante desse cenário, a Anvisa destaca a importância da prescrição responsável e do acompanhamento médico no uso desses medicamentos, conforme previsto nas normas sanitárias vigentes.
Alerta internacional sobre risco de pancreatite
Nesta semana, a agência reguladora do Reino Unido também emitiu alerta relacionado ao risco de pancreatite aguda grave em usuários de medicamentos indicados para obesidade e diabetes, como Wegovy e Mounjaro. Segundo o comunicado, embora os casos sejam considerados raros, alguns registros apresentaram quadros severos.
O alerta internacional reforça o monitoramento contínuo desses medicamentos por autoridades sanitárias em diferentes países, com base em notificações e dados de estudos clínicos.
Presidente Lula aborda relação Brasil-China e disputa internacional por minerais estratégicos durante ato do PT
Durante agenda em Salvador, neste sábado (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil mantém uma relação sólida e respeitosa com a China. A declaração foi feita durante o ato que marcou o aniversário de 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT) e contou com a presença do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao.
A fala ocorreu em um contexto de debates sobre o cenário internacional e as relações econômicas globais. Lula mencionou a importância da parceria entre os dois países e abordou temas ligados à geopolítica e ao comércio internacional.
Presidente cita disputa por terras raras e minerais críticos
Ao comentar o cenário global, o presidente fez referência à crescente disputa em torno das chamadas terras raras e dos minerais críticos. Esses insumos são utilizados em setores considerados estratégicos, como a indústria tecnológica e a área energética.
Segundo Lula, há movimentações discretas de países ocidentais com o objetivo de dificultar a comercialização dessas riquezas com a China. A declaração foi feita no contexto da análise do posicionamento de diferentes nações em relação ao acesso e à circulação desses minerais no mercado internacional.
Contexto internacional envolve proposta dos Estados Unidos
A fala do presidente ocorre poucos dias após os Estados Unidos anunciarem uma proposta de aliança comercial voltada para minerais estratégicos. A iniciativa norte-americana busca estabelecer cooperação entre países parceiros no fornecimento e na cadeia produtiva desses insumos.
No ambiente diplomático brasileiro, a avaliação mencionada por integrantes do governo é de que o Brasil deve preservar autonomia em sua política externa, evitando compromissos que possam limitar parcerias econômicas com diferentes países.
Governo avalia postura independente na política externa
Nos bastidores do governo federal, a orientação é de que o Brasil mantenha uma postura independente diante das disputas internacionais envolvendo minerais estratégicos. A avaliação interna aponta para a necessidade de evitar alinhamentos que restrinjam acordos comerciais futuros ou reduzam a margem de negociação do país.
De acordo com integrantes da diplomacia brasileira, a estratégia defendida envolve a manutenção de relações diversificadas, com diálogo aberto com diferentes nações, sem adesão imediata a blocos multilaterais que possam impor restrições a negociações bilaterais.
Diplomacia defende diversificação de parcerias internacionais
Integrantes do corpo diplomático brasileiro defendem que o país continue adotando uma política externa baseada na diversificação de relações comerciais e diplomáticas. A proposta envolve negociações diretas com diferentes parceiros, respeitando interesses nacionais e preservando a capacidade de firmar acordos conforme as necessidades do país.
A avaliação é de que, neste momento, o Brasil não deve aderir a alianças que possam comprometer sua flexibilidade diplomática ou limitar a atuação em mercados estratégicos, especialmente em setores ligados a minerais críticos e cadeias produtivas globais.
Evento reuniu lideranças políticas e diplomáticas
O ato realizado em Salvador marcou os 46 anos do Partido dos Trabalhadores e reuniu lideranças políticas, militantes e representantes diplomáticos. A presença do embaixador chinês no Brasil ocorreu no contexto da celebração partidária e das discussões sobre o cenário internacional.
Durante o evento, o presidente abordou temas relacionados à política externa, à economia global e às relações estratégicas do Brasil com outros países, com destaque para a China.
Ação integrada das forças de segurança mira organização criminosa investigada por crimes interestaduais
Uma operação conjunta cumpriu dois mandados de busca e apreensão, na Bahia e na Paraíba, e prendeu um homem em flagrante nesta sexta-feira (6). A ação é um desdobramento de investigação iniciada após denúncia anônima relacionada a abuso sexual infantojuvenil com vínculo a investigado no Rio Grande do Norte.
A operação, denominada Arcanjos XIX, foi deflagrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN).
Investigação apura troca de material ilegal pela internet
O caso foi conduzido pela promotoria especializada, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRN). As investigações identificaram diálogos entre os alvos da operação e outro investigado no RN, envolvendo a aquisição e troca de material de abuso sexual infantojuvenil.
Durante o cumprimento do mandado na Bahia, o alvo foi detido em flagrante em razão do material encontrado.
Materiais eletrônicos são apreendidos para análise forense
No cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos dispositivos eletrônicos capazes de armazenar fotos, arquivos de áudio e vídeos. Todo o material será encaminhado ao laboratório forense computacional do Gaeco para análise técnica.
O objetivo da operação é combater crimes relacionados à aquisição e transmissão de material contendo cenas de sexo explícito ou pornográficas envolvendo crianças ou adolescentes.
Ação contou com apoio de órgãos de outros estados
Os mandados foram cumpridos com apoio dos Gaecos do Ministério Público da Bahia e da Paraíba, além das Polícias Civil e Militar desses estados.
A atuação integrada possibilitou o cumprimento simultâneo das ordens judiciais e a apreensão dos materiais.
Denúncia anônima deu início à investigação
A operação teve origem em uma denúncia anônima, que foi apurada pela promotoria especializada com o apoio do Gaeco. As denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, pelo WhatsApp do Gaeco (84) 98863-4585 ou pelo e-mail denuncia@mprn.mp.br , com garantia de anonimato.
O nome Arcanjos faz referência a projeto desenvolvido pelo Gaeco/MPRN voltado ao aprimoramento de metodologias de investigação de crimes de abuso sexual infantojuvenil praticados no ambiente virtual.
Entorpecente foi localizado durante abordagem da PRF em rodovia federal fora do estado
Um trabalho integrado de análise de risco e compartilhamento de informações resultou na apreensão de aproximadamente 250 quilos de pasta base de cocaína na manhã desta sexta-feira (6), no município de Balsas, no sul do Maranhão. A ação contou com a participação da Polícia Rodoviária Federal no Rio Grande do Norte (PRF-RN) e foi executada pela Polícia Rodoviária Federal no Maranhão (PRF-MA).
A apreensão ocorreu durante uma fiscalização de rotina no km 412 da BR-230, uma das principais rodovias federais utilizadas para o transporte de cargas na região.
Ação teve apoio da PRF-RN, Denarc e Receita Federal
Segundo a PRF, a operação foi possível a partir do compartilhamento de informações estratégicas entre diferentes órgãos de segurança e fiscalização. Participaram da troca de dados a PRF do Maranhão, a PRF do Rio Grande do Norte, a Delegacia Especializada em Narcóticos da Polícia Civil do RN (Denarc/PCRN) e a Receita Federal do Brasil (RFB).
As informações permitiram direcionar a fiscalização para um veículo de carga específico, que trafegava pela rodovia federal.
Droga estava escondida sob o assoalho do semirreboque
Durante a vistoria no semirreboque do caminhão abordado, os policiais localizaram tabletes da substância ilícita ocultos sob o assoalho do compartimento de carga. Após a retirada do material, foi confirmada a apreensão de aproximadamente 249,5 quilos de pasta base de cocaína.
A droga estava distribuída em diversos tabletes, acondicionados de forma a dificultar a identificação durante inspeções visuais superficiais.
Condutor é preso em flagrante por tráfico de drogas
O motorista do veículo foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com o caminhão e o material apreendido, para a adoção dos procedimentos legais cabíveis.
A identidade do condutor não foi divulgada pelas autoridades.
Rodovias federais seguem sendo monitoradas por forças de segurança
A Polícia Rodoviária Federal no Rio Grande do Norte destacou que a atuação integrada entre forças de segurança é considerada essencial para o enfrentamento ao tráfico de drogas e ao crime organizado. Segundo o órgão, as rodovias federais são frequentemente utilizadas como rotas para o transporte de entorpecentes entre estados.
A PRF informou que seguirá intensificando ações de fiscalização, análise de risco e cooperação institucional para coibir o uso da malha rodoviária federal no transporte de ilícitos.
Perícia médica conclui que ex-presidente precisa de cuidados regulares, mas pode seguir em unidade prisional
Um parecer médico elaborado por peritos da Polícia Federal concluiu que o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) exige acompanhamento contínuo, mas não impede sua permanência em unidade prisional. O documento foi anexado ao processo judicial e analisou a necessidade de eventual substituição da prisão em regime fechado por prisão domiciliar.
Bolsonaro está detido desde o dia 15 de janeiro no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Antes disso, ele se encontrava custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Avaliação médica foi determinada por decisão do STF
No dia da transferência para o batalhão da Polícia Militar, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a realização de nova avaliação clínica por uma junta médica da Polícia Federal. A decisão fixou prazo de dez dias para a apresentação do laudo no processo de execução penal.
A avaliação médica foi realizada no dia 20 de janeiro por peritos da Polícia Federal, que analisaram as condições clínicas atuais do ex-presidente.
Laudo detalha cuidados médicos recomendados
De acordo com o parecer, Jair Bolsonaro necessita de acompanhamento médico regular, com monitoramento rigoroso da pressão arterial, hidratação adequada e alimentação fracionada. O documento também recomenda a realização periódica de exames laboratoriais e de imagem.
Os peritos indicaram ainda o uso contínuo de aparelho CPAP para o tratamento de apneia do sono e do ronco, além do acompanhamento das condições clínicas já existentes.
Perícia afirma que cuidados podem ser prestados no presídio
O relatório médico ressalta que todas as recomendações listadas podem ser atendidas no ambiente prisional em que Bolsonaro se encontra custodiado. Segundo o laudo, as comorbidades apresentadas não justificam, no momento, a transferência do ex-presidente para uma unidade hospitalar.
Os peritos afirmam que não há indicação clínica para internação hospitalar, desde que o acompanhamento médico contínuo seja mantido.
Defesa relatou episódios recentes de agravamento
Na quarta-feira (4), a defesa de Jair Bolsonaro protocolou petição no processo de execução penal relatando o que classificou como uma piora recente no estado de saúde do ex-presidente. Os advogados informaram que Bolsonaro apresentou episódios eméticos, caracterizados por vômitos, além de crises de soluço acentuadas.
As informações foram incluídas nos autos e consideradas no contexto da avaliação médica solicitada pelo Supremo Tribunal Federal.
Bolsonaro cumpre pena por condenação relacionada à trama golpista
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão em razão de condenação relacionada à trama golpista envolvendo militares de alta patente, associada às eleições de 2022. O laudo médico integra o processo de execução penal em andamento no STF.
Fotos: Tânia Rêgo/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil
Ex-deputado prestou depoimento remoto em ação relacionada aos atos de 8 de Janeiro
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) foi interrogado por videoconferência pelo Supremo Tribunal Federal (STF) anteontem, em processo que apura supostos crimes cometidos após sua diplomação na Câmara dos Deputados, relacionados aos atos de 8 de Janeiro.
Ramagem encontra-se nos Estados Unidos e é considerado foragido após deixar o Brasil em setembro. O interrogatório ocorreu de forma remota.
Depoimento durou cerca de 50 minutos
O interrogatório teve duração aproximada de 50 minutos e foi conduzido por uma juíza auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no Supremo Tribunal Federal. Durante a oitiva, Alexandre Ramagem esteve acompanhado de seu advogado.
Segundo informações divulgadas pela GloboNews, o ex-deputado negou a prática de qualquer crime relacionado aos fatos investigados.
Processo foi retomado após cassação do mandato
A ação penal em que Ramagem figura como réu havia sido suspensa enquanto ele exercia o mandato parlamentar. O processo foi retomado após a cassação do mandato de Alexandre Ramagem, ocorrida em dezembro.
O interrogatório integra a fase de instrução processual no âmbito da investigação conduzida pelo STF.
Condenação por trama golpista e fuga para os Estados Unidos
Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão por envolvimento na trama golpista. Após a condenação, ele deixou o Brasil e passou a residir nos Estados Unidos.
A situação de foragido não impediu a realização do interrogatório por meio de videoconferência, conforme autorizado pelo Supremo Tribunal Federal.
STF segue apuração de crimes relacionados ao 8 de Janeiro
O processo envolvendo Alexandre Ramagem trata de crimes supostamente cometidos após sua diplomação como deputado federal e vinculados aos acontecimentos de 8 de Janeiro. O caso segue sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes no STF.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil
Decisão determina revisão de verbas indenizatórias em até 60 dias; Supremo aponta uso de verbas indenizatórias para elevar remunerações
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão do pagamento de penduricalhos que ultrapassem o teto do funcionalismo público nos Três Poderes da República. A decisão estabelece prazo de 60 dias para que Executivo, Legislativo e Judiciário revisem as verbas pagas aos servidores e interrompam aquelas que não possuam previsão expressa em lei específica.
A medida atinge especialmente as chamadas verbas indenizatórias, que, segundo o entendimento do ministro, devem servir exclusivamente para compensar despesas do servidor em razão de atividades exercidas a serviço do Estado, como deslocamentos e viagens oficiais.
Decisão mira verbas sem base legal que extrapolam o teto constitucional
Na decisão, Flávio Dino destacou que o teto do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 46,3 mil mensais, vem sendo superado por meio da criação de verbas classificadas como indenizatórias, mas que, na prática, não possuem respaldo legal específico.
Brasília, DF 02/02/2026 – O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, o presidente do STF, Edson Fachin, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, participam da sessão de reabertura dos trabalhos do Congresso Nacional. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom
O ministro determinou que sejam suspensos os pagamentos dessas verbas criadas sem lei formal, ressaltando que a Constituição exige que exceções ao teto estejam claramente regulamentadas pelo Congresso Nacional.
Congresso é cobrado a regulamentar verbas indenizatórias
Flávio Dino também determinou que o Congresso Nacional legisle sobre o tema, criando uma lei específica para regulamentar quais verbas indenizatórias podem ou não ultrapassar o teto constitucional.
Na fundamentação da decisão, o ministro lembrou que uma Emenda Constitucional aprovada em 2024 passou a permitir que verbas indenizatórias ultrapassem o teto do funcionalismo, desde que estejam “expressamente previstas em lei”. Segundo ele, apesar da mudança constitucional, nenhuma legislação infraconstitucional foi aprovada até o momento para disciplinar esses pagamentos.
Falta de regulamentação favoreceu expansão de supersalários, aponta STF
De acordo com Dino, a ausência de regulamentação após a emenda constitucional contribuiu para a criação indiscriminada de verbas indenizatórias nos Três Poderes, resultando em remunerações acima do teto constitucional.
Brasília, DF 02/02/2026 – O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, o presidente do STF, Edson Fachin, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, participam da sessão de reabertura dos trabalhos do Congresso Nacional. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom
Na avaliação apresentada na decisão, a prática tem sido adotada de forma generalizada, ampliando distorções salariais no serviço público e afastando o caráter excepcional dessas verbas.
Ação questiona remuneração de procuradores de São Paulo
A decisão foi tomada no âmbito de uma ação que questiona a remuneração de procuradores estaduais de São Paulo. A categoria ingressou com ação judicial para reivindicar o direito de receber honorários advocatícios das ações em que atuam, respeitando o limite do teto do funcionalismo.
O caso serviu de base para uma análise mais ampla sobre o uso das verbas indenizatórias em diferentes carreiras do serviço público.
Sequência de decisões amplia tensão entre STF, Congresso e Executivo
A suspensão dos penduricalhos integra uma série de decisões recentes do ministro Flávio Dino que têm ampliado o embate institucional entre Judiciário, Legislativo e Executivo.
Entre os episódios anteriores, está a suspensão das emendas parlamentares de pagamento obrigatório, determinada até que fossem adotados critérios mais rigorosos de transparência e rastreabilidade. Após reação do Congresso e negociações institucionais, os pagamentos foram retomados sob novas regras homologadas pelo STF.
STF também fixou prazos para regulamentação de temas sensíveis
Além do tema remuneratório, Dino também estabeleceu prazo de 24 meses para que o Congresso regulamente a exploração mineral em terras indígenas. O ministro argumentou que a ausência de lei específica favorece crimes ambientais e conflitos na região.
Enquanto não há regulamentação definitiva, foram fixados critérios provisórios, sem liberação automática da atividade minerária.
Suspensão dos penduricalhos ocorre em meio a debate sobre carreiras públicas
A determinação para revisão e suspensão dos penduricalhos ocorre em um momento de pressão do Congresso por mudanças nas carreiras do funcionalismo público. O tema envolve negociações salariais, estrutura de benefícios e limites constitucionais de remuneração.
São Paulo (SP), 17/03/2025 – O ministro do Supremo Tribunal Federal – STF, Flávio Dino, fala sobre “ética e IAs: da Mentira à Deepfake”, no projeto Papo Supremo, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp, na Avenida Paulista. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A decisão estabelece que, ao fim do prazo de 60 dias, os Três Poderes deverão ter avaliado e interrompido o pagamento de todas as verbas indenizatórias sem respaldo legal específico, conforme o entendimento firmado pelo STF.
Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Rovena Rosa/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Investigação da Polícia Federal identifica núcleo de lavagem de dinheiro ligado a fraudes com falsos investimentos em energia solar e atinge grupo com atuação em três estados
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (5), a Operação Pleonexia II, com o objetivo de desarticular um grupo especializado na ocultação e dissimulação de bens e valores provenientes de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A ação é um desdobramento direto da primeira fase da operação, deflagrada em fevereiro de 2025, que resultou na identificação de novos integrantes da organização criminosa.
As medidas foram autorizadas pela 14ª Vara Federal da Seção Judiciária do Rio Grande do Norte e cumpridas nas cidades de Natal (RN), São Paulo (SP) e São Leopoldo (RS).
Mandados, prisões e bloqueio de R$ 244 milhões marcam nova fase da investigação
Nesta segunda fase, a Polícia Federal cumpriu 4 mandados de prisão preventiva, 17 mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de bens e valores que somam até R$ 244 milhões. A medida judicial tem como finalidade assegurar o ressarcimento das vítimas do esquema investigado.
Durante a operação, foram apreendidos cerca de 50 veículos, além de dinheiro em espécie, celulares, dispositivos eletrônicos, documentos e anotações, que serão submetidos à perícia técnica e análise detalhada.
Advogado e empresário são presos durante a Operação Pleonexia II
Entre os alvos da operação estão um advogado, preso em Natal, e um empresário, preso em São Paulo. Ambos são apontados como integrantes do núcleo responsável pela lavagem de dinheiro da organização criminosa.
Mandados também foram cumpridos em São Leopoldo (RS), onde a Polícia Federal identificou ramificações do esquema investigado.
Fraudes envolviam falsos investimentos em energia solar
De acordo com a investigação, o grupo operava por meio de uma empresa sediada em Natal, que oferecia investimentos na área de energia solar, com promessa de retorno fixo de 5% ao mês. A proposta apresentada aos investidores previa a aquisição de cotas de painéis solares que seriam administrados pela empresa.
As apurações, no entanto, apontaram que a empresa não atuava efetivamente no setor de energia solar e não possuía autorização dos órgãos reguladores para operar nesse mercado.
Esquema movimentou mais de R$ 160 milhões e atingiu milhares de vítimas
Segundo a Polícia Federal, o grupo criminoso movimentou mais de R$ 160 milhões em contas bancárias ao longo do período investigado. A estimativa é de que cerca de 6.300 pessoas tenham sido lesadas em todo o país.
Na primeira fase da operação, realizada em fevereiro de 2025, já haviam sido apreendidos diversos bens e bloqueados pouco mais de R$ 80 milhões.
Como funcionava a ocultação e a dissimulação dos bens
A análise do material apreendido na primeira fase permitiu à Polícia Federal identificar que a lavagem de dinheiro ocorria principalmente no estado de São Paulo, por meio de uma revenda de veículos de luxo.
Segundo o delegado Joaquim Ciríaco, responsável pela investigação, essa revenda recebia recursos por intermédio de um operador financeiro e realizava movimentações com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos valores e blindar o patrimônio do líder da organização criminosa, que está preso desde o início do ano passado.
Natal foi usada como base estratégica do esquema financeiro
Ainda de acordo com a Polícia Federal, embora os líderes da organização não sejam naturais de Natal, a capital potiguar foi escolhida como base operacional do esquema. A principal empresa utilizada na fraude foi constituída na cidade e registrada em nomes de laranjas.
A investigação aponta que o grupo utilizava o argumento da alta incidência solar no Rio Grande do Norte para atrair investidores, enquanto a captação de recursos alcançava vítimas em diversas regiões do país.
PF apura atuação jurídica e blindagem patrimonial do grupo
Há indícios de que o advogado preso na operação atuava na orientação jurídica e na blindagem patrimonial do líder da organização criminosa. As diligências seguem em andamento, assim como a análise do material apreendido, com o objetivo de identificar outros beneficiários do esquema e aprofundar as investigações.
Advogados afirmam que ex-presidente apresentou vômitos e crises de soluço enquanto aguarda perícia médica no processo
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que houve piora no estado de saúde do réu nos últimos dias. A manifestação foi apresentada em petição no processo de execução penal em que Bolsonaro é parte.
Segundo os advogados, Bolsonaro passou a apresentar episódios eméticos, caracterizados por vômitos, além de crises de soluço acentuadas. Diante do quadro relatado, a defesa cobra a entrega do laudo da perícia médica realizada pela Polícia Federal para avaliar a necessidade de concessão de prisão domiciliar.
Bolsonaro está detido no 19º Batalhão da PM do DF
Jair Bolsonaro está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, desde o dia 15 de janeiro. No mesmo dia, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, determinou a realização de uma nova avaliação médica por uma junta da Polícia Federal.
Brasília (DF) 14/09/2025 O ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de seu filho, Jair Renan, deixa hospital sob forte esquema de segurança, após passar pro procedimentos. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A decisão fixou o prazo de 10 dias para que o laudo pericial fosse apresentado nos autos do processo. Antes da transferência para o batalhão da PM, Bolsonaro estava custodiado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Perícia médica foi realizada por três profissionais da PF
De acordo com a defesa, a perícia foi realizada no dia 20 de janeiro por uma equipe da Diretoria Técnico-Científica da Polícia Federal. A junta médica foi composta por três médicos, que visitaram Bolsonaro no local de detenção para avaliação clínica.
A análise teve como objetivo subsidiar a decisão judicial sobre a eventual necessidade de substituição da prisão por regime domiciliar, conforme determinado pelo relator do processo.
Defesa aponta atraso na juntada do laudo aos autos
Na petição encaminhada ao STF, os advogados afirmam que, mesmo após o transcurso de mais de 10 dias desde a realização da perícia, o laudo médico ainda não foi anexado ao processo.
Brasília (DF) 14/09/2025 O ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de seu filho, Jair Renan, deixa hospital sob forte esquema de segurança, após passar pro procedimentos. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
“Ocorre que, transcorridos mais de 10 dias da realização da perícia, verifica-se que, até o presente momento, não foi juntado aos autos o laudo elaborado pela referida junta médica”, afirma a defesa no documento.
Diante disso, os advogados solicitam que o ministro Alexandre de Moraes determine a intimação da Superintendência da Polícia Federal para que o laudo seja apresentado “com a máxima urgência”.
Requerimentos contra Banco Master, ex-ministros, familiares e empresas ligadas a aliados foram retirados da pauta da comissão
Parlamentares governistas e da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegaram a um acordo na manhã desta quinta-feira (5) e barraram a votação de requerimentos apresentados no âmbito da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Os pedidos miravam o Banco Master e pessoas ligadas a aliados do atual presidente e do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com o entendimento entre os blocos, os requerimentos foram retirados da pauta e não chegaram a ser apreciados na sessão da comissão.
Pedidos de quebra de sigilo retirados da pauta
Entre os requerimentos barrados estavam pedidos de quebra de sigilo do Banco Master; do filho do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski; de empresas ligadas a Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha; e do ex-ministro da Previdência do governo Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, além de seu filho, Pietro Lorenzoni.
Também deixou de ser analisado um pedido de prisão de José Carlos Oliveira, outro ex-ministro da Previdência no governo Bolsonaro. A quebra de sigilo de sua filha, Yasmin Ahmed Hatheyer Oliveira, igualmente não foi votada.
Ex-ministro da Previdência é citado em investigação da PF
Investigação da Polícia Federal aponta que José Carlos Oliveira teria recebido pagamentos da Confederação Nacional de Agricultores Familiaares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) enquanto ocupava cargo no primeiro escalão do governo anterior.
A entidade é uma das investigadas por envolvimento em descontos irregulares aplicados em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Requerimentos contra o Banco Master não avançam
Três requerimentos contra o Banco Master estavam pautados para análise da CPMI. Os pedidos, de autoria do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), solicitavam a quebra de sigilo da instituição financeira, do ex-sócio Augusto Lima e do Credcesta.
Segundo o parlamentar, irregularidades atribuídas ao Banco Master teriam causado prejuízos diretos a aposentados do INSS. Van Hattem cita documento da área técnica do instituto que aponta a ausência de mais de 250 mil documentos que comprovariam contratos de crédito consignado.
O deputado também afirma que Augusto Lima teve participação na criação, desenvolvimento e expansão de produtos de crédito consignado vinculados ao Banco Master e ao modelo Credcesta.
Credcesta também é alvo de pedidos não votados
O Credcesta, que oferece cartão de benefício consignado com desconto direto em salários e aposentadorias, também constava entre os alvos da CPMI. O requerimento de quebra de sigilo da entidade não foi apreciado.
O negócio teve origem na Bahia, onde o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e seus sócios, entre eles Augusto Lima, obtiveram autorização para operar crédito consignado a servidores públicos. Atualmente, o Credcesta atua em 24 estados e atende aposentados em todo o país.
Van Hattem sustenta que a quebra de sigilo permitiria confrontar dados públicos com informações bancárias da empresa.
Requerimentos contra familiares de autoridades
O pedido de quebra de sigilo de Enrique Lewandowski, filho do ministro aposentado do STF Ricardo Lewandowski, foi apresentado pela deputada Bia Kicis (PL-DF). Enrique atuou como advogado de entidade investigada no esquema de descontos associativos não autorizados em benefícios do INSS.
Do lado governista, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) apresentou requerimento contra Onyx Lorenzoni, apontando indícios de que o ex-ministro teria flexibilizado normas do INSS para facilitar acordos com entidades investigadas.
A atuação de Pietro Lorenzoni, filho de Onyx, também foi citada por governistas. Ele prestou serviços jurídicos à União Brasileira de Aposentados da Previdência (Unibap), entidade acusada de descontos sem autorização.
Empresas ligadas a amiga de Lulinha estavam na pauta
Duas empresas que têm Roberta Luchsinger como sócia — Elephant II Produções LTDA e RL Consultoria e Intermediações LTDA — também estavam entre os alvos de pedidos de quebra de sigilo. O requerimento foi apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI.
Gaspar cita decisão do ministro André Mendonça, do STF, que aponta a atuação de Luchsinger em estruturas empresariais relacionadas à movimentação financeira e gestão de contas investigadas na Operação Sem Desconto.
CPMI aprova prisões e quebras de sigilo consensuais
Apesar do acordo para barrar parte dos requerimentos, a CPMI aprovou pedidos consensuais. Entre eles, solicitações de prisão preventiva de Felipe Macedo Gomes, Igor Dias Delecrode, Marco Aurélio Gomes Júnior e Mauro Palombo Concilio, todos investigados por suposta participação em fraudes relacionadas ao INSS.
A comissão também aprovou a quebra de sigilo de mais de uma dezena de empresas e de uma igreja.
Igreja evangélica entra na lista de quebras de sigilo
A Igreja Evangélica Pentecostal Ministério Visão de Deus teve o sigilo quebrado após ser apontada em reportagem como pertencente a uma sócia da Associação dos Aposentados do Brasil (AAB), entidade investigada no esquema de descontos indevidos.
Segundo o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), no mesmo endereço da igreja funcionaria uma empresa ligada ao contador da Conafer, outra entidade investigada.
O tema envolvendo igrejas evangélicas tem sido recorrente nas sessões da CPMI e gerou divergências entre parlamentares e lideranças religiosas, incluindo declarações públicas da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e reações de líderes evangélicos citados em requerimentos da comissão.
Presidente afirma que decisões sobre o Banco Master cabem ao Banco Central e diz que conversou com o filho após menção em investigações sobre fraudes no INSS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou publicamente, pela primeira vez, nesta quinta-feira (5), o encontro que teve com o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A reunião ocorreu no Palácio do Planalto, em 2024.
Em entrevista ao portal UOL, Lula relatou que o empresário afirmou estar sendo alvo de perseguição e que, durante a conversa, deixou claro que não haveria interferência política no caso.
Segundo o presidente, a condução de qualquer apuração envolvendo o Banco Master caberia exclusivamente ao Banco Central.
“Ele então me contou da perseguição que ele estava sofrendo, que tinha gente interessada em derrubar ele e tal. O que eu disse para ele: não há posição política pró ou contra o Banco Master. O que haverá será uma investigação técnica feita pelo Banco Central. Foi essa a conversa”, afirmou Lula.
Encontro no Planalto ocorreu em 2024 e teve presença do presidente do BC
A reunião entre Lula e Daniel Vorcaro foi revelada pelo portal Metrópoles, na coluna da jornalista Andreza Matais. Segundo a publicação, o encontro ocorreu em dezembro de 2024.
Além do presidente da República e do controlador do Banco Master, a reunião contou com a presença do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
O encontro aconteceu em meio ao avanço de apurações envolvendo o sistema financeiro e investigações relacionadas a operações de crédito consignado.
Haddad já havia relatado teor da conversa entre Lula e Vorcaro
Antes da declaração pública de Lula, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia comentado o conteúdo do encontro entre o presidente e o empresário.
Em entrevista concedida ao Metrópoles na última sexta-feira (29/1), Haddad afirmou que Lula reforçou, durante a reunião, que as decisões envolvendo o Banco Master seriam tomadas pelo Banco Central com base em critérios técnicos.
Segundo o ministro, após assumir o comando da instituição, Galípolo determinou a abertura de procedimentos internos para apuração do caso.
“Galípolo tomou posse, viu que estava diante de um problema grave, abriu os procedimentos internos para apurar, constatou a fraude bilionária, tomou todas as medidas necessárias, interna e externamente, para uma decisão robusta, uma decisão sustentável perante qualquer tribunal”, relatou Haddad.
O ministro afirmou ainda que a orientação do presidente da República aos integrantes da equipe econômica é de que as instituições cumpram suas atribuições sem interferência política.
Banco Central conduz apuração de forma técnica, segundo o governo
De acordo com Haddad, Lula deixou claro a Vorcaro que a análise do caso não passaria por decisões políticas, mas por critérios técnicos definidos pelo Banco Central.
“O que ele disse na reunião com o Vorcaro, segundo todas as testemunhas: ‘Olha, a decisão sobre você é do Banco Central, técnica. Uma decisão técnica vai ser tomada. Se bem, bem; se mal, mal’”, afirmou o ministro da Fazenda.
A fala reforça o posicionamento do governo de que eventuais medidas contra a instituição financeira seriam fundamentadas em apurações formais conduzidas pelo órgão regulador.
Lula confirma conversa com Lulinha após citação na CPMI do INSS
O presidente Lula também comentou, na mesma entrevista ao UOL, a citação de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, nas investigações que apuram fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo o presidente, ao tomar conhecimento da menção ao nome do filho nos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, decidiu chamá-lo para uma conversa direta.
Lula afirmou que o diálogo ocorreu de forma pessoal e sem intermediários.
“Conversei olho no olho com ele”, disse o presidente.
Presidente diz que responsabilidade depende dos fatos apurados
Ainda segundo Lula, durante a conversa, deixou claro que apenas Lulinha conhece a realidade dos fatos relacionados às investigações.
O presidente afirmou que, caso haja irregularidade, o filho deverá responder pelos atos. Caso contrário, deverá exercer o direito de defesa.
Lulinha é empresário e passou a ser citado na CPMI do INSS por suspeita de ligação com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
CPMI investiga fraudes em benefícios previdenciários
Antônio Carlos Camilo Antunes é apontado como um dos principais investigados da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios pagos pelo INSS.
As investigações são conduzidas pela Polícia Federal e analisadas pela CPMI instalada no Congresso Nacional, que apura possíveis irregularidades cometidas por entidades, intermediários e operadores financeiros.
A comissão reúne parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado e se tornou um dos principais focos de investigação legislativa em andamento no Congresso.
Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Ministro da Fazenda sinaliza saída para atuar na campanha de Lula
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta terça-feira (3) que pretende participar da coordenação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição em 2026. A declaração foi dada em entrevista à rádio BandNews FM.
Haddad reiterou que não deseja disputar cargos eletivos no próximo pleito, descartando uma candidatura ao governo de São Paulo ou ao Senado pelo estado.
Ministro descarta candidatura ao Executivo paulista e ao Senado
Durante a entrevista, Haddad afirmou que não tem interesse em ser candidato em 2026, apesar da vontade manifestada pelo presidente Lula para que ele dispute uma eleição majoritária.
“Vamos ver quem convence quem”, declarou o ministro ao ser questionado sobre a possibilidade de concorrer a um cargo eletivo.
Segundo Haddad, sua intenção é contribuir de outra forma no processo eleitoral.
Histórico de candidaturas é citado por Haddad
O ministro relembrou que já disputou eleições recentes pelo Partido dos Trabalhadores. Em 2018, foi candidato à Presidência da República. Em 2022, concorreu ao governo do Estado de São Paulo.
De acordo com Haddad, em ambas as ocasiões, aceitou os desafios colocados pelo partido.
“Eu penso que você tem de se colocar à disposição para aquilo que está animado, para aquilo que acha que vai contribuir”, afirmou.
Haddad menciona disposição para contribuir fora das urnas
Haddad declarou que acredita poder colaborar mais atuando diretamente na campanha presidencial, especialmente no planejamento estratégico.
Segundo ele, o cenário internacional exige a elaboração de um plano mais exigente para a disputa eleitoral.
“É onde me vejo colaborando mais”, disse o ministro.
Declarações ocorrem em meio à possível saída do ministério
Durante a entrevista, Haddad afirmou que deve deixar o comando do Ministério da Fazenda ainda neste mês. A saída abriria espaço para sua atuação direta na campanha presidencial.
O ministro destacou que já assumiu desafios eleitorais anteriormente e questionou o uso do termo “sacrifício” ao se referir à sua trajetória política.
Haddad comenta fala de Gleisi Hoffmann
Ao ser questionado sobre declarações da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), Haddad afirmou que cada integrante do partido deve atuar na posição em que acredita desempenhar melhor papel.
“Cada um tem de falar: ‘a posição que eu jogo melhor, nesse momento, é essa aqui’”, afirmou.
Gleisi defende candidatura de Haddad em 2026
No fim de janeiro, Gleisi Hoffmann defendeu publicamente que Fernando Haddad dispute as eleições de 2026. Segundo ela, o contexto político exige a participação dos principais quadros do partido no processo eleitoral.
A ministra afirmou que o momento é de mobilização para impedir o retorno da direita ao comando do país e defendeu que todos os dirigentes do partido participem ativamente da disputa.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Condenação por trama golpista pode levar Bolsonaro à expulsão militar
O Ministério Público Militar deve protocolar, ainda nesta semana, um pedido ao Superior Tribunal Militar (STM) para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros militares condenados pela tentativa de golpe de Estado sejam expulsos das Forças Armadas.
O Poder Judiciário retomou o funcionamento normal nesta segunda-feira (2), após o recesso.
Pedido envolve militares condenados pelo STF
Além de Jair Bolsonaro, o pedido deve alcançar o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e os generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.
Todos foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado por envolvimento na tentativa de golpe após as eleições presidenciais de 2022.
STF fixou penas superiores a dois anos
As penas aplicadas pelo STF ultrapassam dois anos de prisão, o que, de acordo com o Código Penal Militar, permite a abertura de processo para declaração de indignidade para o oficialato.
As condenações estabelecidas foram as seguintes:
Jair Bolsonaro: 27 anos e três meses de prisão; Walter Braga Netto: 26 anos de prisão; Almir Garnier: 24 anos de prisão; Augusto Heleno: 21 anos de prisão; Paulo Sérgio Nogueira: 19 anos de prisão.
Código Penal Militar prevê perda de posto e patente
O Código Penal Militar determina que oficiais condenados a penas privativas de liberdade superiores a dois anos podem ser submetidos a julgamento específico no STM.
Nesse procedimento, pode ser declarada a indignidade para o oficialato, o que resulta na perda de posto e patente e, consequentemente, na exclusão das Forças Armadas.
STM é responsável pelo julgamento administrativo-militar
Cabe ao Superior Tribunal Militar julgar os processos de perda de posto e patente, garantindo o devido processo legal aos acusados.
A eventual expulsão não ocorre automaticamente com a condenação criminal, sendo necessária decisão específica da Justiça Militar.
Histórico recente aponta maioria de cassações
Levantamento do portal Metrópoles, na coluna Grande Angular, indica que o STM cassou patentes em 85% dos processos relacionados à indignidade para o oficialato entre os anos de 2018 e 2025.
O pedido do Ministério Público Militar deverá ser analisado pelo tribunal após o protocolo formal.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Suplente de deputado é suspenso pelo PT após acusação de importunação sexual em aeroporto
O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu suspender a filiação do suplente de deputado estadual Pedro Lobo após ele ser acusado de importunação sexual no aeroporto de Juazeiro do Norte, no Ceará. A decisão foi tomada em reunião emergencial da legenda e tem caráter provisório enquanto o caso segue sob apuração pelas autoridades competentes.
A informação foi divulgada pela colunista Milena Teixeira, do portal Metrópoles. O suplente foi detido na segunda-feira (2) após uma mulher denunciar o suposto crime ainda dentro do terminal aeroportuário. Segundo o registro da ocorrência, o episódio teria ocorrido durante o desembarque de um voo.
Denúncia foi registrada pela Polícia Federal
De acordo com as informações repassadas, a vítima, de 33 anos, acionou agentes de segurança no próprio aeroporto e formalizou a denúncia. A ocorrência foi registrada pela Polícia Federal, que é responsável pela atuação policial em áreas aeroportuárias.
Após o acionamento da polícia, o suplente e a denunciante foram conduzidos à sede da Polícia Federal para prestar depoimento. O caso foi formalizado e permanece em investigação.
Partido abre sindicância ética interna
Em nota oficial, o PT do Ceará informou que a suspensão da filiação de Pedro Lobo é uma medida cautelar. Segundo a legenda, também foi instaurada uma sindicância ética interna para apurar os fatos relatados na denúncia.
O partido destacou que a abertura do procedimento interno não representa julgamento antecipado, mas tem o objetivo de apurar a ocorrência de acordo com as normas partidárias, garantindo o direito à apuração e à transparência do processo.
Caso segue sob investigação
A Polícia Federal segue responsável pela investigação do caso. Novas diligências devem ser realizadas para esclarecer os fatos e definir os desdobramentos tanto na esfera policial quanto no âmbito interno do partido.
Até o momento, não há divulgação de conclusão da apuração nem decisão definitiva sobre o caso.
Og Fernandes determina retomada de investigação sobre respiradores do Consórcio Nordeste
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Og Fernandes determinou o envio à Polícia Federal do inquérito que investiga possíveis desvios na compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste. A apuração envolve o ex-governador da Bahia e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa.
A Polícia Federal terá prazo de 90 dias para retomar as diligências e informar ao tribunal o andamento das investigações. A decisão acolhe manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou indícios de crimes e solicitou a continuidade da apuração.
Caso retorna ao STJ após decisão do STF
O processo estava sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF) em razão do foro do atual ministro da Casa Civil. No entanto, o relator, ministro Flávio Dino, entendeu que os fatos investigados se referem ao período em que Rui Costa exercia o cargo de governador da Bahia.
Com isso, o inquérito foi devolvido ao STJ, instância responsável pela análise de casos envolvendo ex-governadores. Após o retorno, Og Fernandes solicitou parecer da PGR sobre a continuidade das investigações.
PGR defendeu retomada das diligências
No parecer encaminhado ao STJ, o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, manifestou-se favoravelmente ao envio do inquérito à Polícia Federal para retomada das diligências investigativas.
O entendimento foi acolhido pelo ministro Og Fernandes, que determinou formalmente a remessa dos autos à PF para continuidade da apuração.
Investigação apura prejuízo milionário na pandemia
O inquérito apura um possível prejuízo de R$ 48 milhões na compra de respiradores realizada em 2020, no início da pandemia de Covid-19. À época, Rui Costa presidia o Consórcio Nordeste.
Segundo as informações constantes na investigação, foi firmado contrato com pagamento antecipado integral a uma empresa que não possuía capacidade técnica para fornecer os equipamentos. Os respiradores contratados não foram entregues.
A Procuradoria-Geral da República apontou que o contrato foi firmado sem garantias ao poder público e que o inquérito analisa a possível participação de agentes públicos no caso.
Manifestação de Rui Costa
Procurado, Rui Costa afirmou, por meio de sua assessoria, que deseja que “os criminosos respondam por seus crimes” e reiterou que não há fatos que o vinculem a irregularidades investigadas no inquérito.
Foto: Divulgação/Carmem Felix/Governo do RN/Ilustração / Wagner Lopes | CC / Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Reajuste de 6,79% foi oficializado por decreto federal e já vale para trabalhadores, aposentados e pensionistas
O novo salário mínimo no valor de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores em todo o país. O valor corresponde ao contracheque referente ao mês de janeiro e já incorpora o reajuste definido pelo governo federal.
O aumento foi oficializado por meio do Decreto nº 12.797/2025, que estabeleceu o novo piso nacional a partir deste ano.
Reajuste foi de 6,79%, equivalente a R$ 103
Em relação ao valor anterior, o salário mínimo teve um reajuste de 6,79%, o que representa um acréscimo de R$ 103. A atualização segue a política de valorização do salário mínimo adotada pelo governo federal.
Dinheiro, Real Moeda brasileira
Essa política considera dois principais indicadores econômicos: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação, e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Política de valorização segue limites do arcabouço fiscal
O cálculo do reajuste do salário mínimo observa os parâmetros estabelecidos pelo novo arcabouço fiscal. De acordo com as regras vigentes, o aumento real do piso salarial não pode ultrapassar o limite de 2,5% acima da inflação registrada no ano anterior.
Com isso, o reajuste aplicado respeita os limites fiscais definidos em lei, ao mesmo tempo em que incorpora o crescimento econômico medido pelo PIB.
Aposentados e pensionistas do INSS já recebem novo valor
Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo salário mínimo no último dia 26. O pagamento segue o calendário oficial da Previdência Social e ocorre conforme o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador.
Dinheiro, Real Moeda brasileira
De acordo com o cronograma divulgado pelo INSS, os pagamentos com o novo valor seguem até esta sexta-feira (6).
Valor impacta benefícios atrelados ao piso nacional
O salário mínimo serve como referência para o pagamento de diversos benefícios previdenciários e assistenciais. Com o novo valor em vigor, passam a ser atualizados automaticamente os benefícios que utilizam o piso nacional como base de cálculo.
O novo salário mínimo também é utilizado como parâmetro em contratos de trabalho, pisos salariais e outros instrumentos legais que adotam o valor mínimo nacional como referência.
Valor pode ser conferido no contracheque
Os trabalhadores podem conferir o novo valor do salário mínimo no contracheque referente ao mês de janeiro. No caso dos beneficiários do INSS, a informação consta no demonstrativo de pagamento disponibilizado pelos canais oficiais da Previdência Social.
O decreto que oficializou o reajuste estabelece a vigência do novo piso a partir do início do ano, com reflexos diretos nos pagamentos realizados a partir deste mês.
Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo / Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Timão marca um gol em cada tempo do jogo e faz 2 a 0 nos cariocas
O Corinthians é campeão da Supercopa Rei. A conquista foi confirmada com a vitória por 2 a 0 sobre o Flamengo no estádio Mané Garrincha, em Brasília, na tarde deste domingo (1º). A equipe de São Paulo conquistou o bicampeonato do torneio.
A primeira taça havia sido obtida em 1991 também sobre o Flamengo. Em 2026, o Corinthians participou da Supercopa por ter sido o campeão da Copa do Brasil de 2025. O Flamengo, por ter sido o campeão nacional da temporada passada.
A final dessa temporada começou a ser decidida com o gol do zagueiro Gabriel Paulista aos 25 minutos de jogo.
Após cobrança de escanteio, Matheuzinho cruzou, Gustavo Henrique desviou e Gabriel Paulista completou de primeira. Depois, teve expulsão de Carrascal, após checagem do VAR.
Bola na trave do goleiro Hugo Souza, do Corinthians, em cabeça de Pulgar. Gol anulado de Memphis Depay. Até que o centroavante Yuri Alberto definiu o jogo aos 52 minutos da etapa final.
O artilheiro driblou o goleiro Rossi em um lindo lance e finalizou para o gol vazio.
A conquista do Corinthians foi presenciada por 71.244 torcedores no Mané Garrincha. O público é um novo recorde da arena.
Esta será a terceira final entre Flamengo e Corinthians. Em 1991, o Corinthians venceu a Supercopa do Brasil. Em 2022, o Flamengo conquistou a Copa do Brasil nos pênaltis
Flamengo e Corinthians entram em campo neste domingo (1º) para decidir a Supercopa Rei. A final será disputada às 16h, na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília, reunindo os dois clubes de maior torcida do País em um confronto marcado por momentos distintos dentro e fora de campo.
Final reúne clubes com cenários financeiros opostos
Enquanto o Flamengo alcançou a marca inédita de R$ 2 bilhões em receita e lidera o ranking financeiro do futebol nacional, o Corinthians vive um período de contenção. O clube paulista se aproxima de uma dívida de R$ 3 bilhões e busca soluções para equilibrar suas contas.
Às vésperas da decisão, os dois finalistas protagonizaram notícias relevantes fora das quatro linhas. Na quarta-feira, o Flamengo anunciou o retorno de Lucas Paquetá ao futebol brasileiro após oito anos na Europa. A contratação foi fechada por 42 milhões de euros, cerca de R$ 260 milhões, tornando-se a mais cara da história do futebol brasileiro.
Corinthians divulga déficit e adota política de austeridade
No dia anterior ao anúncio rubro-negro, o Corinthians divulgou balancete com déficit de R$ 247,8 milhões no acumulado de 11 meses de 2025. O passivo total do clube atingiu R$ 2,8 bilhões, valor inédito em sua história.
Diante do cenário, a diretoria alvinegra informou a adoção de uma política de austeridade para a temporada, com redução de custos e negociação de atletas visando aliviar a folha salarial e honrar compromissos de curto prazo.
Premiação da Supercopa tem peso distinto para cada finalista
Cada clube garantiu R$ 6,35 milhões pela participação na decisão, valor superior ao pago na edição anterior. O campeão também receberá US$ 1 milhão repassado pela Conmebol à CBF.
Marcelo Cortes
Para o Flamengo, a premiação representa incremento financeiro. Para o Corinthians, o montante é visto como capital de giro para pagamento de obrigações imediatas.
Pressão esportiva marca o momento das equipes
Apesar das diferenças financeiras, Flamengo e Corinthians chegam pressionados esportivamente. O Corinthians foi derrotado pelo Bahia por 2 a 1 na estreia do Campeonato Brasileiro, em partida disputada na Vila Belmiro. O resultado gerou reação da torcida, que entoou cânticos cobrando resposta na decisão.
No Campeonato Paulista, a equipe comandada por Dorival Júnior está na zona de classificação para as quartas de final, mas ainda tem compromissos relevantes antes do encerramento da fase de grupos.
Flamengo enfrenta dificuldades no início da temporada
Campeão Brasileiro e da Libertadores, o Flamengo iniciou a temporada com resultados abaixo do esperado. O time perdeu para o São Paulo por 2 a 1 no MorumBis e soma apenas uma vitória em cinco partidas no Campeonato Carioca.
Parte dos jogos foi disputada com a equipe sub-20, conforme planejamento da diretoria. Os titulares e o técnico Filipe Luís foram acionados nos clássicos, garantindo vitória sobre o Vasco, mas não evitaram a derrota para o Fluminense.
Após o revés diante do São Paulo, Filipe Luís destacou a necessidade de correção de erros antes da final.
Escalações e gestão física para a decisão
O Corinthians utiliza o elenco principal desde o início do Paulistão, com Dorival Júnior promovendo rodízio para preservar os atletas. Para a Supercopa, a tendência é repetir a base usada contra o Bahia, com Rodrigo Garro, Memphis e Yuri Alberto no setor ofensivo.
O Flamengo controlou a minutagem de jogadores como Jorginho e Arrascaeta e deve ir a campo com força máxima. Lucas Paquetá, regularizado, será opção no banco após apenas um treino com o grupo.
Histórico favorece o Flamengo em confrontos recentes
Esta será a terceira final entre Flamengo e Corinthians. Em 1991, o Corinthians venceu a Supercopa do Brasil. Em 2022, o Flamengo conquistou a Copa do Brasil nos pênaltis.
Nos últimos 20 confrontos entre as equipes, o Flamengo venceu 12 vezes, houve cinco empates e o Corinthians saiu vitorioso em três ocasiões.
Expectativa de público e programação no Mané Garrincha
A Arena BRB Mané Garrincha, com capacidade para cerca de 70 mil pessoas, deve receber grande público. Até sexta-feira, restavam poucos ingressos à venda, com valores entre R$ 398 e R$ 798.
Cerca de 100 ônibus com torcedores do Corinthians viajaram para Brasília. Antes da partida, o público acompanhará o show de abertura do cantor João Gomes.
Ficha técnica – Flamengo x Corinthians
FLAMENGO
Rossi; Varela, Léo Pereira, Léo Ortiz e Alex Sandro; Pulgar, Jorginho, Plata, Arrascaeta e Carrascal; Pedro. Técnico: Filipe Luís.
CORINTHIANS
Hugo Souza; Matheuzinho, Gustavo Henrique, André Ramalho (Gabriel Paulista) e Matheus Bidu; Raniele, Carrillo, Breno Bidon e Rodrigo Garro; Memphis e Yuri Alberto. Técnico: Dorival Júnior.
Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (RS) Horário: 16h Local: Arena BRB Mané Garrincha, Brasília (DF)