Economia

Petrobras soma dívidas bilionárias e lidera benefícios fiscais no país

Petrobras soma dívidas bilionárias e lidera benefícios fiscais no país

Mesmo com lucros recordes, estatal busca vetar mudança que amplia royalties e enfrenta cobranças tributárias

Petrobras soma dívidas bilionárias e lidera benefícios fiscais no país

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre de 2025, acumulando R$ 94,6 bilhões no ano. Apesar dos resultados financeiros positivos, a estatal atua para convencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a vetar trecho da Medida Provisória 1.304, que altera o Preço de Referência do Petróleo e amplia o pagamento de royalties. A mudança impactaria diretamente o caixa da Petrobras e de outras empresas do setor, aumentando os repasses à União, estados e municípios.

Dados do Portal da Transparência revelam que, entre janeiro de 2023 e junho de 2024, a Petrobras obteve mais de R$ 10,7 bilhões em benefícios fiscais. O montante supera os valores recebidos por empresas como Vale, Embraer e grandes montadoras. Em 2023, os incentivos fiscais somaram R$ 8 bilhões, impulsionados por regimes especiais como o Repetro e programas voltados ao setor de combustíveis.

Paralelamente aos benefícios, a Petrobras acumula mais de R$ 25 bilhões em dívidas ativas com entes públicos. São R$ 12,5 bilhões devidos ao governo federal, R$ 12,2 bilhões ao estado do Rio de Janeiro e R$ 1,27 bilhão em débitos inscritos no estado de São Paulo. Com isso, a estatal figura como a 20ª maior devedora da dívida ativa paulista.

A empresa afirma que cumpre suas obrigações legais e que as disputas tributárias decorrem de divergências técnicas com a Receita Federal. Segundo a Petrobras, foram recolhidos cerca de R$ 200 bilhões em tributos e participações governamentais até setembro de 2025. A estatal também informa que os valores contestados estão garantidos por meio de depósitos judiciais, fianças bancárias e seguros.

Petrobras soma dívidas bilionárias
Petrobras soma dívidas bilionárias

A discussão sobre o veto à MP 1.304 ocorre em meio ao debate sobre a política de royalties e a arrecadação pública. A proposta de elevação do Preço de Referência do Petróleo tem como objetivo aumentar os valores pagos pelas petroleiras à União e aos entes federativos. A medida é vista por setores do governo como uma forma de ampliar a receita pública, especialmente em áreas produtoras de petróleo.

O regime Repetro, que contribuiu para os benefícios fiscais da Petrobras, é voltado à indústria de exploração e produção de petróleo e gás natural. Ele prevê isenções e suspensões tributárias para bens destinados à atividade de produção, incluindo equipamentos e insumos. O programa é considerado estratégico para o setor, mas também alvo de críticas por reduzir a arrecadação em períodos de alta lucratividade das empresas.

A atuação da Petrobras para evitar o aumento dos royalties ocorre em um contexto de revisão das políticas fiscais e tributárias no país. O governo federal tem discutido medidas para ampliar a arrecadação e reduzir desigualdades no sistema tributário. A manutenção de regimes especiais e incentivos fiscais para grandes empresas é um dos pontos em análise.

A estatal, por sua vez, argumenta que os incentivos recebidos estão previstos em legislação vigente e que sua atuação contribui para o desenvolvimento econômico e energético do país. A empresa também destaca os investimentos realizados em infraestrutura, tecnologia e transição energética.

A situação fiscal da Petrobras, combinada com os lucros elevados e os benefícios tributários, coloca a estatal no centro de debates sobre justiça fiscal, responsabilidade tributária e política energética. A decisão sobre o veto à MP 1.304 poderá influenciar diretamente o equilíbrio entre arrecadação pública e competitividade do setor de petróleo no Brasil.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/André Motta de Souza / Agência Petrobras

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Bancada do RN define destino de R$ 959,8 milhões em emendas no Orçamento 2026

Bancada do RN define destino de R$ 959,8 milhões em emendas no Orçamento 2026

Deputados e senadores potiguares se reúnem em Natal para discutir prioridades de aplicação dos recursos federais

Bancada do RN define destino de R$ 959,8 milhões em emendas no Orçamento 2026

O Rio Grande do Norte terá direito a R$ 959,8 milhões em emendas parlamentares ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 da União, que está em tramitação na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) e deve ser votado até dezembro pelo Congresso Nacional.

Do valor total, R$ 544 milhões correspondem às emendas individuais apresentadas pelos 11 parlamentares da bancada potiguar, e R$ 415,75 milhões são referentes às emendas coletivas de bancada.

Cada deputado federal do Estado poderá indicar R$ 40,25 milhões, somando R$ 322 milhões no total. Já cada senador disporá de R$ 74 milhões, o que representa R$ 222 milhões para o grupo.

Conforme determina a legislação, metade dos valores das emendas individuais deve ser destinada obrigatoriamente a ações e serviços públicos de saúde, sendo R$ 20,12 milhões para deputados e R$ 37 milhões para senadores.

Reunião da bancada define prioridades

Para discutir as prioridades de aplicação dos recursos, a bancada federal do Rio Grande do Norte se reunirá na manhã de segunda-feira (10) no Hotel Senac Barreira Roxa, localizado na Via Costeira, em Natal.

O encontro foi convocado pelo coordenador da bancada, deputado Robinson Faria (PP), e deve contar com a presença da governadora Fátima Bezerra (PT), do prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), além de representantes de municípios, instituições públicas e organizações filantrópicas.

Durante a reunião, os parlamentares receberão sugestões das entidades sobre as áreas prioritárias para destinação dos recursos federais. A bancada potiguar terá três encontros para avaliar as propostas, antes do prazo final de 13 de novembro, quando as emendas devem ser apresentadas ao relator-geral do Orçamento, deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL).

Valores e regras das emendas individuais

No cenário nacional, o valor reservado no PLOA 2026 para as emendas individuais é de R$ 26,6 bilhões, sendo R$ 20,6 bilhões destinados aos deputados e R$ 6 bilhões aos senadores, conforme a Emenda Constitucional nº 126/2022.

Essas emendas podem ser executadas por transferência especial ou por transferência com finalidade definida. A legislação proíbe o uso dos recursos para pagamento de pessoal, encargos sociais ou dívidas.

Nas transferências especiais, os valores repassados não exigem convênio e devem ser aplicados diretamente em programações finalísticas do Poder Executivo do ente federado. Pelo menos 70% dessas transferências precisam ser direcionadas a despesas de capital, como investimentos em infraestrutura e equipamentos.

Já as transferências com finalidade definida são vinculadas à área indicada pelo parlamentar, com valores mínimos de R$ 400 mil para obras e R$ 200 mil para outros projetos.

Emendas de bancada estadual

As emendas de bancada estadual permitem que os parlamentares de cada unidade da federação indiquem recursos para projetos de interesse coletivo. O valor total previsto para as emendas de bancada no PLOA 2026 é de R$ 11,22 bilhões, sendo R$ 415,75 milhões o montante máximo para o Rio Grande do Norte, caso o critério de distribuição igualitária entre as bancadas seja mantido.

De acordo com a Resolução nº 1/2006-CN, cada bancada poderá apresentar até oito emendas de apropriação, podendo ser ampliadas em até três adicionais para garantir a continuidade de obras iniciadas em exercícios anteriores.

Desde a Lei Orçamentária de 2020, as programações relacionadas a investimentos plurianuais devem continuar sendo objeto de emenda pela mesma bancada até a conclusão da obra ou empreendimento, conforme o §20 do art. 166 da Constituição Federal (EC nº 100/2019).

A repetição da emenda pode ser dispensada caso haja recursos suficientes inscritos em restos a pagar ou se houver impedimento legal para a execução da obra.

Tipos de emendas orçamentárias

O texto do Orçamento classifica as emendas parlamentares em três tipos:

  • Emenda de apropriação: propõe o acréscimo de dotação em programação existente ou inclusão de nova programação no PLOA, com anulação de outras dotações como fonte de recursos;
  • Emenda de remanejamento: acrescenta ou inclui dotações mediante anulação equivalente de outras dotações, exceto da reserva de contingência, sendo aplicável apenas às comissões;
  • Emenda de cancelamento: reduz dotações existentes no projeto orçamentário.

Resumo dos valores das emendas para o RN

  • Valor total: R$ 959.809.389,00
  • Emendas individuais: R$ 544.051.324,62
  • Deputados federais: R$ 322.016.058,48
  • Senadores: R$ 222.035.266,14
  • Emenda de bancada: R$ 415.758.065,74

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado / Leonardo Sá/Agência Senado / Pedro França/Agência Senado

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Comércio entre o RN e Estados Unidos cresce 459% em um ano

Comércio entre o RN e Estados Unidos cresce 459% em um ano

Avanço é impulsionado por políticas estaduais de incentivo ao comércio exterior e pela expansão da fruticultura potiguar

Comércio entre Rio Grande do Norte e Estados Unidos cresce 459% em um ano

O Rio Grande do Norte registrou um crescimento de 459% no saldo da balança comercial com os Estados Unidos entre outubro de 2024 e outubro de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

O superávit potiguar passou de US$ 683,2 mil em 2024 para US$ 3,8 milhões em 2025, resultado das ações de estímulo ao comércio exterior implementadas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC).

O desempenho reforça a importância do Rio Grande do Norte na pauta exportadora nacional e demonstra os efeitos das políticas estaduais de fortalecimento produtivo, incentivos fiscais e ampliação de mercados externos, mesmo diante de um cenário global marcado por restrições comerciais e variação tarifária.

Exportações potiguares em alta e fruticultura se destaca

As exportações do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos apresentaram forte desempenho em outubro de 2025, impulsionadas principalmente por produtos de alto valor agregado e do setor agroindustrial.

Entre os principais itens exportados estão:

  • Outros açúcares de cana — US$ 2,9 milhões;
  • Caramelos e confeitos — US$ 688,2 mil;
  • Outras pedras de cantaria — US$ 535,5 mil;
  • Mangas frescas — US$ 504 mil;
  • Sal marinho — US$ 354 mil;
  • Produtos de origem animal impróprios para alimentação humana — US$ 328,9 mil.

Esses resultados evidenciam o fortalecimento de setores estratégicos da economia potiguar, com destaque para a fruticultura irrigada e a indústria de transformação, que continuam a impulsionar a presença do Estado em mercados internacionais.

Importações estáveis e foco em insumos industriais

As importações potiguares provenientes dos Estados Unidos somaram US$ 1,5 milhão no mesmo período, concentradas em produtos industriais e insumos produtivos utilizados por empresas locais.

Os principais itens importados foram:

  • Coque de petróleo — US$ 1,5 milhão;
  • Outras preparações catalíticas — US$ 85,3 mil;
  • Tintas de outros polímeros sintéticos — US$ 63,7 mil;
  • Polietileno de densidade inferior a 0,94 — US$ 49,5 mil;
  • Copolímero de etileno — US$ 43,8 mil.

Esses dados indicam um movimento de reposição de matérias-primas e manutenção das cadeias produtivas industriais, essenciais para sustentar o ritmo de crescimento da produção local.

Políticas públicas impulsionam o comércio exterior potiguar

O crescimento das transações comerciais do Rio Grande do Norte com os Estados Unidos reflete um conjunto de medidas adotadas pelo Governo Estadual para aumentar a competitividade das empresas locais e reduzir os impactos das variações do mercado internacional.

Entre as principais iniciativas estão:

Decreto nº 34.771/2025: ampliou a desoneração do ICMS para empresas beneficiadas pelo Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (PROEDI);

Decreto nº 34.967/2025: regulamentou o programa “RN+ Exportação”, voltado a estimular micro, pequenas e médias empresas a expandirem suas exportações e diversificarem seus destinos internacionais.

Essas medidas fazem parte de uma estratégia de cooperação entre os governos estadual e federal, que inclui articulações diplomáticas, parcerias com o setor produtivo e novas regulamentações para facilitar a inserção do Rio Grande do Norte no comércio global.

O avanço ocorre mesmo diante de barreiras tarifárias impostas pelos Estados Unidos, conhecidas como “tarifaço norte-americano”, que têm afetado o comércio exterior de diversos países.

Panorama econômico e perspectivas

Os números positivos da balança comercial reforçam o posicionamento do Rio Grande do Norte como um dos principais exportadores do Nordeste, com destaque crescente nos segmentos de fruticultura, açúcar, sal marinho e indústria de transformação.

As políticas de diversificação produtiva e de incentivo à exportação mantêm o Estado como um dos polos mais dinâmicos da região, fortalecendo sua integração com o mercado norte-americano e ampliando sua participação no comércio internacional.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN

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Guararapes anuncia venda do Midway Mall por R$ 1,6 bilhão e submete operação ao CADE

Guararapes anuncia venda do Midway Mall por R$ 1,6 bilhão e submete operação ao CADE

Transação envolve 100% das quotas do shopping e do estacionamento; negócio foi firmado com grupo liderado pela Capitânia Capital

Guararapes anuncia venda do Midway Mall por R$ 1,6 bilhão e submete operação ao CADE

A Guararapes Confecções S.A., controladora das Lojas Riachuelo, confirmou a venda do Midway Mall, maior shopping do Rio Grande do Norte, localizado em Natal, por R$ 1,6 bilhão. A operação foi submetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) para análise e aprovação.

A negociação inclui 100% das quotas representativas do capital social do Midway Shopping Center Ltda. e do Midwest Estacionamento Ltda. O acordo foi firmado com um grupo de investidores liderado pela Capitânia Capital S.A., gestora de fundos imobiliários, que contará com a participação de outros fundos do setor, um investidor que já atua na região e uma família tradicional do Nordeste.

De acordo com fato relevante divulgado pela companhia na sexta-feira (7), ainda não foram assinados documentos definitivos relacionados à transação. O comunicado foi assinado pelo diretor de Relações com Investidores da Guararapes, Miguel Cafruni, que reforçou o compromisso da empresa em manter o mercado informado sobre as próximas etapas do processo.

“A Companhia ressalta que, apesar da decisão das partes de submeter a potencial transação ao CADE, até a presente data não foram celebrados quaisquer documentos vinculantes ou definitivos”, informou a nota oficial.

Venda reforça caixa e segue estratégia de reestruturação da Guararapes

Segundo informações divulgadas pelo portal Metro Quadrado, o valor do negócio representa cerca de 30% do valor total da Guararapes na Bolsa de Valores (B3), cujo fechamento na sexta-feira (7) foi de R$ 5,5 bilhões. A notícia movimentou o mercado financeiro e resultou em uma alta de quase 3% nas ações da companhia no pregão do dia.

Com a transação, a Guararapes busca reforçar seu caixa e reequilibrar sua estrutura financeira, atendendo a antigas demandas de investidores por uma melhor alocação de capital. A operação também reflete um movimento estratégico do grupo potiguar diante da intensa concorrência no varejo nacional.

Em 13 de outubro, a companhia já havia comunicado ao mercado que havia contratado o Banco BTG Pactual para assessorar financeiramente o processo de avaliação de sua participação no shopping. A empresa destacou ainda que mantém uma postura constante de análise de oportunidades de mercado, conforme comunicado publicado em 15 de abril.

Midway Mall: ícone econômico e comercial do RN

Inaugurado em 27 de abril de 2005, o Midway Mall foi fundado pelo empresário potiguar Nevaldo Rocha (1928–2020) e se consolidou como o maior centro comercial do estado e um dos maiores shoppings do Nordeste. O empreendimento foi construído no terreno onde funcionava uma das fábricas da Guararapes e recebeu investimento de R$ 130 milhões à época da inauguração.

O shopping está localizado entre as Avenidas Nevaldo Rocha (antiga Bernardo Vieira) e Senador Salgado Filho, em uma área estratégica de Natal, com fácil acesso às quatro zonas da cidade. Atualmente, o Midway Mall abriga centenas de lojas, praça de alimentação, cinemas, áreas de lazer e um edifício garagem com capacidade para milhares de veículos.

Mesmo com a mudança de controle, o empreendimento continuará operando normalmente, mantendo seu papel central no comércio e na economia potiguar.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Senado aprova isenção de IR até R$ 5 mil e aumento de imposto para altas rendas

Senado aprova isenção de IR até R$ 5 mil e aumento de imposto para altas rendas

Projeto beneficia 25 milhões de brasileiros e prevê alíquota extra para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano

Senado aprova isenção de IR até R$ 5 mil e aumento de imposto para altas rendas

O Senado Federal aprovou, por unanimidade, nesta quarta-feira (5), o projeto de lei 1087/2025 que isenta do Imposto de Renda (IR) pessoas físicas com rendimentos mensais de até R$ 5 mil. A proposta também estabelece aumento na tributação para contribuintes de alta renda e lucros remetidos ao exterior. Se sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o fim de 2025, o novo modelo entra em vigor em janeiro de 2026.

Segundo estimativas do governo, cerca de 25 milhões de brasileiros serão beneficiados com a isenção ou redução do IR. Por outro lado, aproximadamente 200 mil contribuintes terão aumento na carga tributária. O projeto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para quem recebe mais de R$ 600 mil por ano, o equivalente a R$ 50 mil mensais.

O texto também determina que lucros e dividendos remetidos ao exterior serão tributados com alíquota de 10%. A medida visa compensar a perda de arrecadação decorrente da isenção para rendas mais baixas.

O relator da proposta no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), defendeu o projeto como uma iniciativa de justiça tributária. Segundo ele, o “imposto zero” corrige distorções ao reduzir a carga sobre a baixa renda e aumentar a incidência sobre os super ricos. Renan afirmou que os trabalhadores terão um ganho médio de R$ 3,5 mil por ano com a nova regra.

Senado aprova isenção de IR até R$ 5 mil
Senado aprova isenção de IR até R$ 5 mil

Para contribuintes com rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350 mensais, haverá uma redução proporcional do imposto. A proposta também estabelece que, a partir de janeiro de 2026, lucros e dividendos pagos por pessoas jurídicas a pessoas físicas residentes no Brasil, em valor superior a R$ 50 mil mensais, estarão sujeitos à alíquota de 10% de IRPF. Não serão permitidas deduções na base de cálculo.

Pagamentos de lucros e dividendos cuja distribuição tenha sido aprovada até 31 de dezembro de 2025 ficarão fora da nova regra, mesmo que o pagamento ocorra em anos posteriores.

O projeto foi encaminhado pelo Executivo ao Congresso em março e aprovado pela Câmara dos Deputados em outubro. No Senado, foram acatadas emendas dos senadores Eduardo Gomes (PL-TO) e Rogério Carvalho (PT-SE), sem alterações no núcleo da proposta.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a medida “dialoga com a vida real das pessoas” e representa um avanço na política fiscal do país. A expectativa é que a sanção presidencial ocorra até o fim do ano, permitindo que as novas regras entrem em vigor já no início de 2026.

A proposta faz parte de um conjunto de ações do governo voltadas à reformulação do sistema tributário, com foco na redistribuição da carga fiscal e na redução das desigualdades. A aprovação no Senado representa um passo importante para a implementação de um modelo mais progressivo de tributação no Brasil.

Foto: José Cruz/Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

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BC mantém juros em 15% e diretores indicados por Lula não votam por corte na Selic

BC mantém juros em 15% e diretores indicados por Lula não votam por corte na Selic

Comitê de Política Monetária mantém taxa básica pela terceira vez consecutiva; indicados por Lula seguem posição de cautela

BC mantém juros em 15% e diretores indicados por Lula não votam por corte na Selic

O Banco Central (BC) decidiu manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 15% ao ano pela terceira vez consecutiva. A decisão foi tomada por unanimidade pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em reunião realizada nesta quarta-feira (5). O colegiado, composto por nove integrantes, incluindo sete indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), optou por não reduzir os juros, mesmo diante de críticas do governo federal.

Segundo comunicado oficial, o Copom avaliou que o cenário atual exige cautela na condução da política monetária. O BC destacou que o ambiente externo permanece incerto, especialmente devido à conjuntura econômica dos Estados Unidos, o que afeta as condições financeiras globais. Internamente, a inflação segue acima da meta, apesar da desaceleração da atividade econômica.

“O comitê avalia que a estratégia de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o BC. A autoridade monetária não descartou a possibilidade de elevar novamente os juros, caso considere necessário.

A Selic está no maior patamar desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano. Após chegar a 10,5% em maio de 2024, a taxa começou a subir em setembro do mesmo ano, alcançando os atuais 15% em julho de 2025.

BC mantém juros em 15%
BC mantém juros em 15%

A manutenção da Selic ocorre mesmo com o governo Lula tendo conquistado maioria nas cadeiras do BC. Entre os nomes indicados estão Gabriel Galípolo, Ailton Aquino, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira. Nenhum deles votou pela redução da taxa em 2025. Desde o início do ano, o Copom se reuniu sete vezes, e em todas as ocasiões houve consenso para manter ou elevar os juros.

A posição do comitê contrasta com o discurso do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que considera os juros atuais “insustentáveis” e defende espaço para cortes. Haddad afirmou que, se integrasse o Copom, teria votado pela redução da Selic. Apesar disso, evitou críticas diretas a Galípolo, justificando que o novo presidente do BC ainda enfrenta reflexos da transição de gestão iniciada no fim de 2024.

Galípolo tem defendido a manutenção da Selic elevada por um “período prolongado”, alegando necessidade de estabilidade e previsibilidade. Ele elogiou a convivência com o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, e classificou a troca de comando como exemplar. Com mais duas indicações previstas para 2025, Lula completará a substituição dos diretores herdados do governo anterior.

A Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em setembro, o IPCA acelerou para 0,48%, influenciado pela conta de energia, acumulando alta de 5,17% em 12 meses — acima do teto da meta contínua de inflação.

O IPCA-15 de outubro, considerado uma prévia da inflação oficial, veio abaixo das expectativas, puxado pela queda nos preços dos alimentos pelo quinto mês consecutivo. A meta contínua de inflação, em vigor desde janeiro, é de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado em setembro, o BC reduziu a previsão do IPCA para 2025 de 4,8% para 4,55%. A próxima edição do relatório será publicada no fim de dezembro. O boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras, também projeta inflação de 4,55% para o ano, levemente acima do teto da meta.

O aumento da Selic encarece o crédito, desestimula o consumo e ajuda a conter a inflação. Por outro lado, dificulta o crescimento econômico. O BC reduziu de 2,1% para 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025. Já o mercado estima expansão de 2,16%, segundo o boletim Focus.

A taxa básica de juros serve de referência para as demais taxas da economia e influencia diretamente o custo do crédito e os investimentos. Para que haja corte na Selic, o BC precisa estar seguro de que a inflação está sob controle e não apresenta risco de alta.

Foto: © Rafa Neddermeyer/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Melão do RN conquista mercados no Sudeste Asiático, mas logística limita exportação

Melão do RN conquista mercados no Sudeste Asiático, mas logística limita exportação

Indonésia e Malásia abrem portas para fruta potiguar, mas infraestrutura ainda impede avanço comercial

Melão do RN conquista mercados no Sudeste Asiático, mas logística limita exportação

O Rio Grande do Norte conquistou dois novos mercados para exportação de melão: Indonésia e Malásia. A abertura foi anunciada após missão oficial do governo brasileiro realizada entre os dias 23 e 28 de outubro aos respectivos países. Apesar do avanço comercial, o setor produtivo potiguar avalia que a exportação imediata não será viável devido a entraves logísticos e de infraestrutura.

A avaliação do setor é de que, embora haja demanda, o estado ainda não possui estrutura logística adequada para atender aos novos destinos. A ausência de rotas marítimas diretas e o tempo elevado de transporte são apontados como os principais obstáculos.

A atual rota de exportação pelo Porto de Pecém, no Ceará, apresenta tempo de transporte de aproximadamente 42 dias, o que compromete a qualidade da fruta ao chegar ao destino. Anteriormente, esse tempo ultrapassava 50 dias, com escalas na Europa e Oriente Médio antes de alcançar a Ásia.

A expectativa é de que, a partir do próximo ano, seja possível testar uma rota direta com navio menor, sem paradas intermediárias, reduzindo o tempo de transporte para cerca de 28 a 30 dias. Essa redução é considerada essencial para garantir que o melão chegue em condições adequadas para consumo e comercialização.

Melão do RN conquista mercados no Sudeste Asiático
Melão do RN conquista mercados no Sudeste Asiático

O mercado chinês, aberto oficialmente em outubro de 2019, ainda não foi efetivamente explorado pelo estado. A dificuldade também está relacionada à logística, especialmente à ausência de rotas marítimas diretas entre portos próximos ao RN e a China. A avaliação é de que a viabilidade dessa rota depende do estabelecimento de empresas chinesas na região, o que permitiria o trânsito de navios com cargas nos dois sentidos.

A criação de uma rota direta entre a costa brasileira e a China é vista como estratégica não apenas para atender ao mercado chinês, mas também para viabilizar exportações para Indonésia e Malásia por meio da mesma via de navegação.

Para enfrentar os desafios logísticos, o Porto de Natal está em processo de reforma. Um convênio recente prevê obras de dragagem, reforma de galpões, melhorias nas defensas da ponte e instalação de uma usina fotovoltaica. A dragagem, orçada em R$ 60 milhões, tem como objetivo ampliar a profundidade do canal de acesso, permitindo a operação de navios maiores e atendendo à crescente demanda de exportações.

A viabilidade de novas rotas de exportação, incluindo o aumento da frequência de navios, depende de decisões comerciais entre compradores e vendedores. O setor produtivo destaca que, além da infraestrutura, é necessário que haja interesse comercial para que as operações sejam sustentáveis.

A abertura dos mercados da Indonésia e da Malásia representa uma oportunidade significativa para o melão potiguar, mas a concretização das exportações dependerá da superação dos entraves logísticos e da consolidação de rotas eficientes que garantam a qualidade do produto até o destino final.

Foto: Wilson Moreno/Secom/PMM

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Aneel mantém bandeira vermelha patamar 1 nas contas de energia em novembro

Aneel mantém bandeira vermelha patamar 1 nas contas de energia em novembro

Tarifa de energia segue com acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh devido ao baixo nível dos reservatórios

Aneel mantém bandeira vermelha patamar 1 nas contas de energia em novembro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (31) a manutenção da bandeira vermelha patamar 1 nas contas de energia elétrica para o mês de novembro de 2025. Isso significa que os consumidores continuarão pagando um acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Nos meses anteriores, a bandeira vermelha patamar 2 foi aplicada em agosto e setembro, com cobrança de R$ 7,87 por 100 kWh. Em outubro, a tarifa foi reduzida para o patamar 1, que permanece em vigor agora.

Motivo da manutenção

Segundo a Aneel, a decisão foi motivada pelo baixo volume de chuvas que vem sendo registrado no país, o que afeta os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Essa condição aumenta a necessidade de acionar usinas termelétricas, cuja operação tem custo mais elevado.

“O cenário segue desfavorável para a geração hidrelétrica, devido ao volume de chuvas abaixo da média e à redução nos níveis dos reservatórios. Dessa forma, para garantir o fornecimento de energia é necessário acionar usinas termelétricas, que têm custo mais elevado, justificando a manutenção da bandeira vermelha patamar 1”, informou a Aneel em nota.

A agência também explicou que, embora o país conte com fontes alternativas de geração, como a solar e a eólica, a energia solar é intermitente e não injeta eletricidade continuamente no sistema.

“Por essa razão, é necessário o acionamento das termelétricas para garantir a geração de energia quando não há iluminação solar, inclusive no horário de ponta”, acrescentou o órgão regulador.

Sistema de bandeiras tarifárias

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias tem o objetivo de refletir os custos variáveis da geração de energia elétrica no Brasil. O mecanismo informa os consumidores sobre o custo real da produção de energia e indica quando há necessidade de acionar fontes mais caras, como as termelétricas.

As bandeiras tarifárias são classificadas por cores:

  • Verde: não há cobrança adicional;
  • Amarela: acréscimo moderado na tarifa;
  • Vermelha (patamar 1 e 2): cobrança mais alta devido a custos maiores de geração.

Quando a bandeira verde está em vigor, não há acréscimo nas contas de luz. Já nas bandeiras amarela e vermelha, há valores adicionais aplicados a cada 100 kWh consumidos, conforme o cenário energético do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Contexto do setor energético

O baixo regime de chuvas tem sido uma das principais preocupações do setor elétrico brasileiro, impactando diretamente o nível dos reservatórios e a disponibilidade de energia hidrelétrica.

Com a redução da geração pelas hidrelétricas, o país tem recorrido com maior frequência às usinas termelétricas, que garantem o abastecimento, mas com custos mais elevados, influenciando diretamente as tarifas cobradas dos consumidores.

A Aneel afirmou que continuará monitorando as condições hidrológicas e os custos de geração para definir as próximas atualizações das bandeiras tarifárias.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil / Marcelo Camargo Agência Brasil

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Leilão de transmissão da Aneel destina R$ 805 milhões em investimentos ao RN

Leilão de transmissão da Aneel destina R$ 805 milhões em investimentos ao RN

Projetos devem gerar mais de 2 mil empregos e ampliar capacidade de escoamento da energia renovável no estado potiguar

O Rio Grande do Norte deve receber R$ 805 milhões em investimentos com o resultado do Leilão de Transmissão 4/2025, promovido nesta sexta-feira (31) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O certame movimentou R$ 5,53 bilhões em investimentos voltados à implantação de linhas e subestações em 12 estados brasileiros.

De acordo com estimativas oficiais, os empreendimentos previstos para o Rio Grande do Norte devem gerar 2.299 empregos diretos e indiretos, fortalecendo a infraestrutura de transmissão e o escoamento da energia renovável produzida no estado.

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) avaliou que o leilão representa um avanço para o setor, sobretudo diante do cenário de sobrecarga e perdas ocasionadas pela limitação da capacidade de transmissão na região Nordeste. O órgão técnico considera que a iniciativa pode reduzir o impacto do curtailment — mecanismo que impõe cortes na geração de energia por insuficiência na rede de escoamento — e oferecer maior estabilidade operacional aos parques eólicos e solares potiguares.

Investimentos no Rio Grande do Norte

O estado foi contemplado com o Lote 7, arrematado pela Axia Energia (antiga Eletrobras CGT Eletrosul), que prevê a instalação de dois empreendimentos estratégicos:

  • Subestação 500 kV Açu III – Compensações Síncronas 2 × (-200/+300) Mvar;
  • Subestação 500 kV João Câmara III – Compensação Síncrona 1 × (-200/+300) Mvar.

O lote foi dividido em duas etapas:

  • Lote 7A: investimento de R$ 536,5 milhões, com oferta vencedora de R$ 48,2 milhões e deságio de 44,81% sobre a Receita Anual Permitida (RAP);
  • Lote 7B: investimento de R$ 268,5 milhões, com oferta vencedora de R$ 23,7 milhões e deságio de 45,79%.

As obras têm prazo de conclusão de até 42 meses e devem ampliar a capacidade de transmissão e estabilidade elétrica do sistema potiguar, reforçando a integração da matriz energética renovável com o Sistema Interligado Nacional (SIN).

Contexto do setor elétrico e impacto regional

Segundo o Cerne, a ampliação da infraestrutura de transmissão no Nordeste é um passo necessário para evitar perdas financeiras no setor de geração renovável, que enfrenta limitações técnicas em razão da falta de linhas suficientes para escoamento da energia produzida.

A entidade também destacou que os novos empreendimentos criam condições para o fortalecimento da cadeia produtiva de energia limpa, abrindo espaço para a instalação de indústrias ligadas à economia verde, como data centers, hidrogênio verde e metalurgia de baixo carbono.

O órgão defende que a expansão da rede elétrica deve ser acompanhada por uma estratégia regional de desenvolvimento, capaz de integrar geração, consumo e novos polos industriais, consolidando o Nordeste como referência nacional em transição energética.

Axia Energia investe R$ 1,63 bilhão em novos lotes

A Axia Energia foi a responsável por dois dos lotes arrematados no leilão da Aneel, somando R$ 1,63 bilhão em investimentos e uma receita futura estimada em R$ 138,7 milhões. Os aportes abrangem projetos nos estados de Minas Gerais e Rio Grande do Norte, correspondendo a 30% do total de investimentos do certame.

Além do Lote 7, referente ao território potiguar, a empresa venceu a disputa pelos Lotes 6A e 6B, em Minas Gerais:

  • Lote 6A: investimento de R$ 542,5 milhões e oferta vencedora de R$ 43,1 milhões, com deságio de 51,17% sobre a RAP;
  • Lote 6B: investimento de R$ 282,8 milhões e oferta vencedora de R$ 23,7 milhões, com deságio de 48,43%.

O Leilão de Transmissão 4/2025 prevê a construção de 1.081 quilômetros de novas linhas de transmissão, 2 mil MVA de capacidade de transformação e sete compensações síncronas em diferentes estados. Esses equipamentos são responsáveis por garantir maior estabilidade e confiabilidade ao sistema elétrico nacional.

A Axia Energia é responsável por cerca de 37% das linhas de transmissão do SIN, totalizando 74 mil quilômetros de rede, e atua com foco em geração 100% renovável, operando 81 usinas (47 hídricas, 33 eólicas e uma solar).

Foto: Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) / Joel Rodrigues/Agência Brasília

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Petrobras reajusta preço do querosene de aviação em 1,4% a partir de hoje (1º)

Petrobras reajusta preço do querosene de aviação em 1,4% a partir de hoje (1º)

A estatal informou que o aumento representa acréscimo de R$ 0,05 por litro; mesmo com o reajuste, combustível acumula queda de 2,4% em 2025

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (31) que reajustará em 1,4% o preço do querosene de aviação (QAV) a partir deste sábado, 1º de novembro. O aumento representa acréscimo médio de R$ 0,05 por litro nas refinarias em comparação com o valor praticado no mês anterior.

De acordo com a estatal, mesmo com o reajuste, o preço do QAV acumula queda de 2,4% em 2025, em relação a dezembro de 2024. Essa variação equivale a uma redução de R$ 0,09 por litro no período.

A companhia informou ainda que, desde dezembro de 2022, o combustível teve redução acumulada de 31%, o que corresponde a uma diminuição de R$ 1,58 por litro. Segundo a Petrobras, considerando a inflação do período, a queda real chega a 39,3%.

O reajuste no valor do querosene de aviação é feito mensalmente, conforme previsto em contrato entre a Petrobras e as distribuidoras de combustíveis. O preço final ao consumidor pode variar conforme os custos de logística, tributos e margens de revenda aplicados em cada região.

O querosene de aviação (QAV) é utilizado em aeronaves comerciais e executivas, e tem seu preço influenciado por fatores como a cotação do petróleo no mercado internacional, a taxa de câmbio e as condições contratuais de fornecimento.

A Petrobras não informou projeções para os próximos ajustes, mantendo a política de revisão mensal dos preços, que leva em conta as condições de mercado e os contratos vigentes com as distribuidoras.

Foto: Tony Winston/Agência Brasília / Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília

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RN cria mais de 3.200 empregos com carteira assinada em setembro

RN cria mais de 3.200 empregos com carteira assinada em setembro

Estado registra saldo positivo na geração de empregos formais, apesar da desaceleração

RN cria mais de 3.200 empregos com carteira assinada em setembro

O Rio Grande do Norte encerrou o mês de setembro de 2025 com saldo positivo de 3.231 empregos com carteira assinada, conforme dados divulgados pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado é fruto de 21.201 admissões e 17.970 desligamentos registrados ao longo do mês, representando um crescimento de 0,59% no número de empregos formais no estado.

Com o desempenho de setembro, o RN acumula em 2025 um saldo positivo de 18.395 novos postos de trabalho com carteira assinada.

Setores com maior geração de empregos

Todos os setores monitorados apresentaram crescimento na geração de empregos formais. O segmento de Serviços liderou com a criação de 984 vagas. Em seguida, aparecem:

  • Comércio: +814 vagas
  • Agricultura: +718 vagas
  • Indústria: +412 vagas
  • Construção: +303 vagas

Comparativo regional

No contexto regional, o Rio Grande do Norte ficou na sexta posição entre os estados do Nordeste com maior variação na geração de empregos formais. Os estados com desempenho superior foram:

  • Alagoas: +2,99%
  • Sergipe: +1,7%
  • Paraíba: +1,14%
  • Ceará: +0,73%
  • Piauí: +0,63%
RN cria mais de 3.200 empregos com carteira assinada
RN cria mais de 3.200 empregos com carteira assinada

Desaceleração em setembro

Apesar do saldo positivo, o resultado de setembro representa uma desaceleração na geração de empregos no estado. Em agosto, o saldo havia sido de 5.093 vagas, já considerados os ajustes da série histórica. Em setembro de 2024, o número de empregos criados foi de 5.087.

Desde a mudança na metodologia do Caged, em 2020, este foi o pior desempenho para o mês de setembro no RN. O recorde negativo anterior havia sido registrado em 2022, com 4.226 postos de trabalho formal criados.

Dados nacionais

Em nível nacional, o mercado de trabalho brasileiro criou 213.002 novos empregos formais em setembro de 2025. Em agosto, o saldo foi de 147.358 vagas, já ajustado. O número de admissões foi de 2.292.492, enquanto as demissões somaram 2.079.490.

No acumulado de 12 meses, entre outubro de 2024 e setembro de 2025, foram registradas 1.439.904 contratações líquidas. O número é inferior ao saldo observado no período anterior (outubro de 2023 a setembro de 2024), que foi de 1.851.901 vagas.

Salário médio de admissão

O salário médio real de admissão em setembro foi de R$ 2.286,34, uma queda de R$ 20,61 (-0,9%) em relação a agosto de 2025. Na comparação com setembro de 2024, houve aumento de R$ 17,35 (+0,8%).

Foto: Marcello Casal JR/Agência Brasil

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Saque-aniversário do FGTS terá novas regras a partir de novembro; confira

Saque-aniversário do FGTS terá novas regras a partir de novembro; confira

Estima-se que 13 milhões de trabalhadores têm hoje recursos bloqueados no FGTS; especialista alerta para riscos da contratação indiscriminada do crédito e os impactos futuros

Saque-aniversário do FGTS terá novas regras a partir de novembro; confira

Começam a valer, a partir deste sábado (1º), as novas regras para antecipação e contratação de crédito vinculado ao saque-aniversário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A medida, aprovada por unanimidade pelo Conselho Curador do FGTS (CCFGTS), tem como objetivo fortalecer a sustentabilidade do Fundo, e deve afetar milhões de trabalhadores que utilizam o benefício como complemento de renda.

Isso porque estimativas do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indicam que aproximadamente 13 milhões de trabalhadores estão com recursos bloqueados no FGTS, totalizando R$ 6,5 bilhões. Com as mudanças, o MTE prevê que R$ 84,6 bilhões deixarão de ser direcionados às instituições financeiras e serão repassados diretamente aos trabalhadores até 2030.

De acordo com Anna Karenina Dantas, diretora da DPi, consultoria especializada em soluções trabalhistas e previdenciárias, o saque-aniversário tem um papel social, mas acabou “virando moda”. “O que muita gente não sabe, ou não se dá conta, é que, ao antecipar o saque, perde o direito ao valor total do FGTS em caso de demissão sem justa causa, ficando apenas com os 40% referentes à multa rescisória”, alerta a especialista.

O que muda com as novas regras

  • Carência obrigatória: após aderir ao Saque-Aniversário, o trabalhador deverá respeitar uma carência de 90 dias antes de contratar a antecipação.
  • Limite de antecipação: o número de antecipações será limitado, sendo inicialmente possível antecipar até cinco saques-aniversário (um por ano) em um período de 12 meses (período de transição 2025/2026); e após esse período, até três novas antecipações (em três anos).
  • Teto de valores: cada parcela antecipada deverá ser de no mínimo R$ 100 e no máximo R$ 500. O valor total por operação será limitado a R$ 2.500 durante o período de transição e a R$ 1.500 nos anos seguintes (correspondente a três parcelas no valor máximo).
  • Limite de operações por ano: o trabalhador poderá realizar uma antecipação de saldo por ano.

“Além de avaliar se realmente vale a pena abrir mão de uma proteção futura em troca de um recurso imediato, é essencial calcular os juros cobrados, para não transformar uma solução momentânea em mais uma dívida, especialmente se a gente considerar o cenário de superendividamento das famílias. A recomendação é usar essa modalidade apenas em situações de necessidade real, e não como complemento de renda”, orienta Anna Karenina.

Corrida para garantir crédito com as regras atuais

Trabalhadores interessados em antecipar mais parcelas (até 12) pelas regras vigentes, têm até 31 de outubro de 2025 para contratar a operação, o que, segundo especialistas, tem levado a uma corrida pelo crédito. “Muitos trabalhadores estão buscando garantir o crédito facilitado enquanto ainda é possível, mas esse movimento exige cautela. A pressa em aproveitar as condições vigentes pode levar a decisões pouco planejadas”, enfatiza a diretora da DPi.

A modalidade saque-rescisão, que garante o resgate integral do saldo em caso de demissão sem justa causa, continua disponível. O retorno a essa opção, no entanto, só pode ser feito após 24 meses da adesão ao saque-aniversário. “O mais importante agora é que todos, trabalhadores e empresas, compreendam os impactos individuais e coletivos do uso desenfreado do saque-aniversário e de outras modalidades de crédito”, explica Karenina.

“Porque colaboradores financeiramente fragilizados tendem a apresentar maior estresse, queda de produtividade e engajamento, o que exige das empresas uma atenção especial em relação à educação financeira. Então, incentivar o planejamento e o uso responsável do FGTS é também uma forma de proteger o trabalhador e, ao mesmo tempo, contribuir para um ambiente de trabalho mais estável e produtivo”, conclui a gestora.

Foto: Divulgação

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Prime Correspondente Financeira há 16 anos consolida-se como referência em crédito consignado no Nordeste

Prime Correspondente Financeira há 16 anos consolida-se como referência em crédito consignado no Nordeste

Empresa potiguar amplia atuação nacional e reforça compromisso com crédito consciente, transparência e combate a fraudes no mercado financeiro

Com 16 anos de atuação no setor de crédito e soluções financeiras, a Prime Correspondente Financeira vive uma nova fase de expansão e reposicionamento estratégico, mantendo como pilares a confiança, determinação e credibilidade. Nascida no Rio Grande do Norte e hoje com forte presença em todo o Nordeste, a empresa atua no modelo B2B, oferecendo suporte especializado para empresas que comercializam crédito consignado e outros produtos financeiros em diversas regiões do país.

Reconhecida por sua atuação ética e por construir resultados consistentes, a Prime é hoje uma empresa regional de relevância nacional, com operações que ultrapassam as fronteiras do Nordeste e alcançam todo o país. Com uma equipe formada por mais de 70 colaboradores, a empresa investe continuamente em compliance, tecnologia e capital humano, além da revisão constante de processos, garantindo agilidade, segurança e padronização nas operações financeiras realizadas com seus parceiros em diferentes estados.

“A Prime nasceu para ser uma empresa de construção de negócios e geração de oportunidades consistentes para os nossos parceiros. Nosso crescimento é sustentado por estratégia, inovação e credibilidade. Não vendemos apenas serviços financeiros – entregamos segurança, performance e relacionamento. Seguimos avançando com metas ousadas, expansão nacional e compromisso com resultados reais para quem faz parte do nosso ecossistema”, afirma Bebeto Leandro, sócio-diretor da Prime.

Além de operação comercial, a Prime desenvolve um trabalho de suporte estratégico e capacitação técnica, oferecendo treinamentos para parceiros, fortalecendo a atuação ética no mercado e atuando ativamente no combate às fraudes. Com sede em Natal e presença ativa em vários estados do país, a empresa se consolida reafirmando seu propósito: vender com responsabilidade, confiança, respeito, agilidade e excelência.

Expansão do portfólio e novos produtos financeiros

Especialista em crédito consignado voltado a aposentados e pensionistas do INSS, servidores públicos municipais, estaduais e federais, a Prime amplia sua linha de soluções financeiras. A empresa incorpora novos produtos, como financiamento de veículos, crédito com desconto na conta de energia, crédito privado, produtos de assistência à saúde, além de soluções financeiras como cartão consignado, portabilidade, refinanciamento e seguros, para variados públicos. Ao todo, o portfólio passa a integrar mais de 100 produtos financeiros, desenvolvidos em parceria com instituições financeiras de todo o país.

“Essa expansão marca um novo ciclo da nossa história. Mais do que intermediar contratos, impulsionamos negócios, entregando soluções que unem práticas ESG, tecnologia, inovação e sustentabilidade”, explica Juliana Leandro, sócia-diretora da empresa.

ELEVA PRIME marca nova fase

Como parte dessa nova etapa institucional, a Prime realiza entre 27 e 31 de outubro, na Arena das Dunas, em Natal, a convenção ELEVA PRIME 2025, um encontro estratégico que reunirá colaboradores e representantes de instituições líderes do mercado financeiro. O evento, terá foco em treinamentos, integração corporativa e fortalecimento de parcerias, consolidando a Prime como referência no setor de crédito consignado no Nordeste e acelerando sua expansão financeira.

Fotos: Divulgação

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Aposta única leva prêmio de R$ 96 milhões da Mega-Sena

Aposta única leva prêmio de R$ 96 milhões da Mega-Sena

Concurso sorteado neste sábado (25) teve uma aposta ganhadora; próximo prêmio é estimado em R$ 3,5 milhões

Aposta única leva prêmio de R$ 96 milhões da Mega-Sena 2932

Uma aposta acertou sozinha as seis dezenas do concurso 2.932 da Mega-Sena, sorteado neste sábado (25), e levou o prêmio principal de R$ 96 milhões. O resultado foi divulgado pela Caixa Econômica Federal.

Os números sorteados foram: 04 – 13 – 25 – 36 – 40 – 53.

De acordo com a Caixa, 144 apostas acertaram a quina (cinco números) e cada uma receberá o prêmio de R$ 27.798,30. Já 6.812 apostas acertaram a quadra (quatro números) e levam R$ 960,58 cada.

Próximo sorteio da Mega-Sena

O prêmio estimado para o próximo concurso da Mega-Sena, que será realizado na terça-feira (28), é de R$ 3,5 milhões. As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo oficial da Caixa Econômica Federal.

Como apostar na Mega-Sena

A aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 6,00. O jogador pode escolher de seis a 20 números, aumentando o custo conforme a quantidade de dezenas selecionadas. As apostas online estão disponíveis tanto para dispositivos móveis quanto para computadores, sendo necessário ter conta na Caixa e saldo disponível para validar a participação.

Premiação e regras

Na Mega-Sena, os prêmios são distribuídos entre os acertadores de quatro, cinco ou seis números. O valor arrecadado com as apostas é destinado em parte ao pagamento das premiações e ao financiamento de programas sociais do governo federal nas áreas de educação, segurança, esporte e cultura.

Os sorteios da Mega-Sena acontecem duas vezes por semana, geralmente às quartas-feiras e aos sábados, podendo ocorrer em outras datas em semanas especiais, como feriados nacionais ou concursos acumulados.

Resultados anteriores e estatísticas

O concurso anterior, de número 2.931, não teve ganhadores na faixa principal, o que contribuiu para o acúmulo do prêmio de R$ 96 milhões agora sorteado. Os números mais frequentes na história da Mega-Sena incluem dezenas como 10, 05 e 53, segundo levantamento da própria Caixa.

Os resultados completos e a divisão dos prêmios podem ser conferidos no site oficial da Caixa (loterias.caixa.gov.br), onde também é possível verificar valores líquidos e localização das apostas premiadas, informações divulgadas geralmente no dia seguinte ao sorteio.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Governo antecipa cobrança de ICMS para empresas com benefícios fiscais no RN

Governo antecipa cobrança de ICMS para empresas com benefícios fiscais no RN

Nova portaria da Sefaz altera calendário de arrecadação e gera reação de entidades empresariais

Governo antecipa cobrança de ICMS para empresas com benefícios fiscais no RN

A Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Norte (Sefaz-RN) publicou portaria que altera o calendário de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para empresas beneficiárias do Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do RN (Proedi), atacadistas e centrais de distribuição que usufruem de regimes especiais. A partir de outubro, essas empresas deverão antecipar o pagamento de 50% do imposto devido no mês anterior ao da ocorrência do fato gerador.

A medida tem como objetivo ajustar o fluxo de receitas do Estado sem alterar o valor total do tributo. Segundo a Sefaz, a antecipação representa uma entrada estimada de R$ 30 milhões nos cofres públicos, com impacto direto na organização financeira do governo e na manutenção dos serviços essenciais.

Regras da antecipação

As empresas devem recolher até o dia 28 de outubro metade do valor do ICMS pago no mês anterior. Esse montante será integralmente compensado no recolhimento regular do dia 15 de novembro, referente às operações realizadas em outubro.

O descumprimento do prazo poderá acarretar aplicação de multas e juros. A comunicação oficial da medida foi realizada por meio do Domicílio Tributário Eletrônico (DTE), sistema utilizado pelo governo para notificação de obrigações fiscais.

Governo antecipa cobrança de ICMS para empresas
Governo antecipa cobrança de ICMS para empresas

Reações do setor produtivo

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) manifestou preocupação com a portaria, destacando que a antecipação compromete o fluxo de caixa das empresas, afeta o capital de giro e pode prejudicar o planejamento financeiro, a manutenção de empregos e os investimentos no Estado.

A entidade também apontou que a medida altera unilateralmente um dos pilares do Proedi, programa voltado à competitividade da indústria potiguar, gerando insegurança jurídica e fragilizando o ambiente de negócios.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio RN) também se posicionou sobre a medida, ressaltando a importância da previsibilidade e estabilidade nas regras fiscais para garantir um ambiente atrativo a investimentos. A entidade defende maior diálogo técnico para avaliar os impactos diretos e indiretos da antecipação sobre empresas atacadistas e centrais de distribuição.

A Federação da Agricultura e Pecuária do RN (Faern) alertou para possíveis impactos financeiros em empresas com menor capital de giro. A exigência de antecipação, embora não represente aumento de carga tributária, pode comprometer o equilíbrio financeiro e dificultar o cumprimento de obrigações operacionais e trabalhistas.

Governo antecipa cobrança de ICMS para empresas
Governo antecipa cobrança de ICMS para empresas

Impactos esperados

As entidades empresariais apontam que, no curto prazo, a medida pode gerar ajustes financeiros e operacionais nas empresas afetadas, com reflexos na gestão de estoques, pagamento de fornecedores e colaboradores. No médio prazo, os efeitos dependerão da forma como a política será implementada e da capacidade de diálogo entre o governo estadual e o setor produtivo.

A Sefaz-RN afirma que a reorganização do calendário de arrecadação é essencial para evitar dificuldades na gestão das finanças públicas e garantir o funcionamento regular da estrutura administrativa. A secretaria também esclarece que, sem a antecipação, benefícios fiscais poderiam ser revistos, como já ocorreu em outros estados.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração/ Joana Lima/Governo do Estado

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Sefaz prevê melhoria da situação fiscal ainda em 2025

Sefaz prevê melhoria da situação fiscal ainda em 2025

Estado do RN busca reduzir gastos com pessoal e precatórios para se adequar à LRF

Sefaz prevê melhoria da situação fiscal ainda em 2025

A Secretaria de Estado da Fazenda do Rio Grande do Norte (Sefaz-RN) projeta que o comprometimento da receita com despesas de pessoal continuará em trajetória de queda até o final de 2025. A estimativa foi divulgada após o Tesouro Nacional publicar o Relatório de Gestão Fiscal em Foco – 2º quadrimestre de 2025, que apontou o Estado como o único do país acima do limite máximo de 49% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), com índice de 55,73%.

De acordo com a Sefaz, a redução já era esperada e decorre do crescimento da arrecadação estadual e do controle das despesas com pessoal. A secretaria afirma que, embora a situação ainda exija atenção, as medidas adotadas estão surtindo efeito e devem continuar contribuindo para a queda do índice.

O relatório do Tesouro Nacional revelou que o Executivo estadual destinou 70% da arrecadação líquida ao pagamento de servidores e à cobertura do déficit previdenciário. A despesa total com pessoal alcançou R$ 10,38 bilhões, enquanto R$ 2,68 bilhões foram transferidos do Tesouro Estadual para o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

Esse nível de gasto foi classificado como indicativo de “rigidez orçamentária” e de capacidade limitada de investimento. Na prática, cerca de R$ 70 de cada R$ 100 arrecadados são consumidos com pessoal ativo e aposentadorias, restando apenas R$ 30 para áreas como saúde, educação, segurança e infraestrutura.

Sefaz prevê melhoria da situação fiscal
Sefaz prevê melhoria da situação fiscal

Precatórios e dívidas judiciais

Além do comprometimento com a folha de pagamento, o relatório apontou que o Rio Grande do Norte possui o segundo maior índice de comprometimento da Receita Corrente Líquida com precatórios, alcançando 25%. O Estado fica atrás apenas do Rio Grande do Sul, que registra 27%. Apesar de uma leve redução em relação ao quadrimestre anterior, o volume de precatórios continua elevado.

A Sefaz atribui essa pressão a decisões judiciais originadas em gestões anteriores, especialmente relacionadas a direitos de servidores não cumpridos. A secretaria acredita que o impacto da atual gestão será percebido futuramente, com a redução na geração de novos precatórios.

Emenda Constitucional nº 136

Para aliviar o caixa estadual, a Sefaz destacou a promulgação da Emenda Constitucional nº 136, ocorrida em setembro. A norma alterou as regras para o pagamento de precatórios, eliminando o prazo final de 2029 e estabelecendo um limitador: a partir de 2026, os Estados deverão destinar 2% da Receita Corrente Líquida ao pagamento dessas dívidas.

Segundo a secretaria, essa mudança traz maior previsibilidade fiscal, ainda que represente um prazo mais longo para os credores. A medida é vista como um instrumento de planejamento que pode contribuir para o equilíbrio das contas públicas.

Desafios para 2025

Apesar das projeções de melhoria, o Rio Grande do Norte permanece sob observação do Tesouro Nacional e da LRF. Especialistas apontam que o principal desafio será equilibrar a folha de pagamento, o crescimento das aposentadorias e o ritmo da arrecadação, sem comprometer ainda mais os investimentos públicos.

A Sefaz reforça que o objetivo é reduzir o comprometimento da receita com pessoal para níveis compatíveis com os limites legais. A secretaria considera que a trajetória de queda observada nos últimos meses é um indicativo positivo, mas que o esforço fiscal deve continuar ao longo de 2025.

Foto: José Cruz/Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

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Faturamento de bares e restaurantes cai 1% no RN em setembro, aponta Abrasel-Stone

Faturamento de bares e restaurantes cai 1% no RN em setembro, aponta Abrasel-Stone

Estado teve uma das menores quedas do país em meio à crise do metanol e ao impacto do calendário

Faturamento de bares e restaurantes cai 1% no RN em setembro, aponta Abrasel-Stone

O faturamento de bares e restaurantes no Rio Grande do Norte registrou queda de 1% em setembro, segundo dados do índice Abrasel-Stone. Apesar da retração, o desempenho potiguar foi um dos melhores do país no período, marcado pelos efeitos da crise do metanol e por fatores sazonais que influenciaram o consumo.

No comparativo com setembro de 2024, o resultado representa uma melhora. Naquele ano, o estado havia registrado queda de 4% no faturamento do setor. A redução atual é considerada mínima diante do cenário nacional, onde a média foi de retração de 4,9%.

De acordo com a Abrasel RN, o número de finais de semana no mês influenciou o desempenho. Em agosto, houve cinco finais de semana, enquanto setembro teve apenas quatro. A entidade avalia que, mesmo com a queda percentual, o volume de vendas foi superior ao esperado para o período.

O setor também foi impactado por fatores climáticos. O fim do período de chuvas no estado contribuiu para a retomada gradual da frequência em bares e restaurantes, especialmente em estabelecimentos localizados em áreas abertas ou litorâneas.

Dados do IBGE apontam que o turismo no RN cresceu 5,8% em agosto, após quatro meses de queda. Esse aumento refletiu positivamente no faturamento de bares e restaurantes em setembro, segundo avaliação da Abrasel RN.

Apesar do desempenho relativamente estável, empresários locais relataram dificuldades. Proprietários de estabelecimentos em Natal indicaram redução no movimento e ajustes operacionais. Alguns reduziram o quadro de funcionários e planejam ações promocionais para os próximos meses, como eventos temáticos para atrair clientes.

Faturamento de bares e restaurantes cai 1% no RN
Faturamento de bares e restaurantes cai 1% no RN

A crise do metanol também influenciou o consumo. A substância, adicionada ilegalmente a bebidas destiladas, provocou alerta nacional e levou consumidores a evitarem determinados produtos. No RN, a venda de destilados e drinks apresentou queda, mas houve aumento na procura por chope, cerveja e vinho.

O Procon Natal, em parceria com a Vigilância Sanitária, realizou fiscalizações e recolheu mais de 136 litros de bebidas alcoólicas irregulares. Duas empresas foram autuadas por comercializar produtos com validade vencida. Até o momento, não há registro de intoxicações por metanol no estado.

Segundo a Abrasel nacional, o setor já apresentava desaceleração desde o início de setembro, após o impulso registrado em agosto por conta do Dia dos Pais. A conjuntura econômica, marcada por menor geração de empregos formais e elevado endividamento das famílias, também contribuiu para o desempenho mais contido.

Apenas dois estados registraram crescimento no faturamento do setor em setembro: Maranhão (2,6%) e Mato Grosso do Sul (1%). O RN ficou entre os estados com menor impacto negativo, atrás apenas do Maranhão, Mato Grosso do Sul e Piauí (0,4%).

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Turismo movimenta R$ 11,3 bilhões no RN em 2024, segundo estudo da Fecomércio

Turismo movimenta R$ 11,3 bilhões no RN em 2024, segundo estudo da Fecomércio

Estado registra crescimento de 57,4% no setor após pandemia e lidera participação econômica no Nordeste

Turismo movimenta R$ 11,3 bilhões no RN em 2024, segundo estudo da Fecomércio

O Rio Grande do Norte alcançou em 2024 a maior receita turística de sua história, com movimentação de R$ 11,3 bilhões. Os dados são de um estudo inédito realizado pelo Instituto Fecomércio RN, apresentado durante o Encontro do Projeto Vai Turismo, realizado em Natal.

O levantamento aponta que o turismo potiguar cresceu 57,4% no período pós-pandemia, superando a média nacional. O estado ocupa a segunda posição no Nordeste e a quarta no Brasil em participação do turismo na economia, com índice de 6,62%.

A maior parte da receita turística está concentrada no Litoral Sul, que respondeu por R$ 9,1 bilhões, equivalente a 80,83% do total estadual. Somado ao Litoral Norte, o percentual sobe para 84,95%, evidenciando a predominância do turismo de sol e mar como principal atrativo da região.

Entre 2006 e 2024, a receita turística do RN cresceu 165,3%, superando o crescimento médio nacional de 152%. A participação do estado no turismo brasileiro variou entre 0,9% e 1,1% ao longo do período.

A capital Natal registrou R$ 6,6 bilhões em receita turística em 2024, o maior valor já contabilizado. O município concentra 58,14% da arrecadação estadual e gera 19,8 mil empregos formais diretos no setor. Natal é a capital nordestina onde o turismo tem maior peso na economia local, com participação de 11,84%, ocupando a quinta posição entre as capitais brasileiras.

Turismo movimenta R$ 11,3 bilhões no RN
Turismo movimenta R$ 11,3 bilhões no RN

O município de Tibau do Sul também se destacou no estudo. O turismo representa 58,46% da base econômica local, sendo o único do estado com mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) privado ligado diretamente ao setor.

A pesquisa mostra que 81,9% da remuneração gerada pelo turismo no RN está concentrada em serviços voltados às famílias. O transporte representa 11,4% e os segmentos de cultura e lazer somam 6,7%. O impacto potencial do setor na economia potiguar é de 10,52%, índice superior à média nacional.

O estudo mapeou 70 atividades econômicas vinculadas ao turismo e permite comparações entre os 5.570 municípios brasileiros. A ferramenta é utilizada para orientar decisões públicas e privadas, indicando áreas com maior dinamismo e potencial para novos investimentos em hotéis, restaurantes e serviços turísticos.

No cenário nacional, o turismo brasileiro registrou receita recorde de R$ 1,11 trilhão em 2024. O setor respondeu por 5,63% do PIB privado e cresceu 4,8% no ano, superando o desempenho médio da economia, que foi de 3,4%. A receita do turismo em 2024 foi quase o dobro da registrada em 2019.

O Encontro Vai Turismo integra o projeto nacional “Vai Turismo – Rumo ao Futuro”, promovido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e pelo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur). O evento reuniu representantes do setor público e privado para discutir estratégias de desenvolvimento turístico e ampliar a percepção de valor do segmento na economia brasileira.

Foto: Sandro Menezes/Governo do Estado

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Ações do Banco do Brasil caem após anúncio de negociação de empréstimo bilionário pelos Correios

Ações do Banco do Brasil caem após anúncio de negociação de empréstimo bilionário pelos Correios

Mercado reage negativamente à proposta de operação de R$ 20 bilhões com garantia do Tesouro Nacional

Ações do Banco do Brasil caem após anúncio de negociação de empréstimo bilionário pelos Correios

As ações do Banco do Brasil registraram queda significativa nesta quarta-feira (16), refletindo a reação negativa do mercado à notícia de que os Correios estão negociando um empréstimo de R$ 20 bilhões com um grupo de instituições financeiras, incluindo o próprio Banco do Brasil. A operação, que ainda depende de aprovação do Conselho de Administração da estatal, teria como garantia o Tesouro Nacional.

Por volta das 15h05, os papéis do Banco do Brasil recuavam 1,55%, cotados a R$ 20,38, após atingirem a mínima do pregão em R$ 20,29. A queda ampliou as perdas acumuladas na semana, mesmo com o Ibovespa apresentando leve alta de 0,51% no mesmo período.

A proposta de empréstimo tem como objetivo reforçar o caixa dos Correios para os anos de 2025 e 2026. A estatal acumulou prejuízo de R$ 4,37 bilhões no primeiro semestre, o que motivou a busca por recursos adicionais. A operação financeira está sendo avaliada internamente e deve ser decidida até o dia 24 de outubro.

Ações do Banco do Brasil caem após anúncio de empréstimo bilionário pelos Correios
Ações do Banco do Brasil caem após anúncio de empréstimo bilionário pelos Correios

A falta de detalhes sobre a estrutura da operação e os riscos envolvidos gerou incertezas entre os investidores. O envolvimento do Banco do Brasil na negociação, somado à expectativa negativa em torno da divulgação do balanço da instituição em 12 de novembro, contribuiu para a pressão sobre os papéis da estatal financeira.

O mercado financeiro acompanha com atenção os desdobramentos da proposta, especialmente pela possibilidade de impacto fiscal e pela exposição do Banco do Brasil a uma operação de grande porte com garantia pública. A volatilidade deve continuar até que haja definição oficial sobre a aprovação ou rejeição do empréstimo.

A proposta dos Correios ainda não foi detalhada publicamente, mas a informação de que o Tesouro Nacional poderia servir como garantidor da operação gerou preocupações sobre o risco envolvido e os efeitos sobre o setor bancário estatal. A reação imediata do mercado indica cautela diante da possibilidade de aumento da exposição do Banco do Brasil a ativos de risco elevado.

Enquanto o Ibovespa mostra resiliência, o desempenho das ações do Banco do Brasil evidencia a sensibilidade do mercado a notícias envolvendo estatais em situação financeira delicada. A movimentação dos papéis reflete o impacto direto de decisões estratégicas sobre o comportamento dos investidores.

A expectativa é de que novas informações sobre a operação sejam divulgadas nos próximos dias, especialmente após a reunião do Conselho de Administração dos Correios. Até lá, o mercado deve manter postura conservadora em relação aos ativos envolvidos na negociação.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Varejo do RN lidera crescimento nacional em agosto, segundo IBGE

Varejo do RN lidera crescimento nacional em agosto, segundo IBGE

Estado registra alta de 2,6% nas vendas e supera todas as unidades da federação

Varejo do RN lidera crescimento nacional em agosto, segundo IBGE

O Rio Grande do Norte registrou o maior crescimento nas vendas do comércio varejista entre todas as unidades da federação no mês de agosto. Segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado apresentou alta de 2,6% em relação ao mês anterior, superando os demais estados brasileiros.

Outros destaques positivos na região Nordeste foram Maranhão, com crescimento de 2,5%, e Paraíba, com 1,9%. No total, 16 estados apresentaram variação positiva nas vendas do varejo em agosto. A média nacional foi de 0,2%, interrompendo uma sequência de quatro meses consecutivos de queda.

O comércio varejista inclui segmentos como combustíveis e lubrificantes, supermercados, tecidos, vestuário, calçados, móveis, eletrodomésticos, artigos farmacêuticos, perfumaria, livros, jornais, revistas e papelaria. A alta registrada no Rio Grande do Norte reflete o desempenho positivo em diversos desses setores.

Além do varejo restrito, o estado também se destacou no comércio varejista ampliado, que engloba veículos, motos, peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo. Nesse segmento, o RN teve variação de 2,2% entre julho e agosto, ficando em terceiro lugar no ranking nacional, atrás apenas de Goiás (4,8%) e Maranhão (2,3%).

Por outro lado, 13 das 27 unidades da federação apresentaram queda nas vendas do varejo ampliado. Os maiores recuos foram observados no Amapá (-4,8%), Rondônia (-2,9%) e Amazonas (-2,5%).

Varejo do RN lidera crescimento nacional em agosto
Varejo do RN lidera crescimento nacional em agosto

Na comparação com agosto de 2024, o volume de vendas do comércio varejista nacional cresceu 0,4%, marcando a quinta taxa positiva consecutiva nessa base de comparação. No acumulado do ano, o crescimento foi de 1,6%, enquanto o acumulado em 12 meses chegou a 2,2%.

Já no comércio varejista ampliado, a variação mensal foi de 0,9% em agosto. A média móvel trimestral apresentou queda de 0,3%. Na comparação anual, houve retração de 2,1%. O acumulado do ano registra queda de 0,4%, e o acumulado em 12 meses aponta crescimento de 0,7%.

Os dados indicam que, apesar da recuperação pontual observada em agosto, o desempenho do varejo ampliado ainda enfrenta desafios em algumas regiões do país. No entanto, o resultado positivo do Rio Grande do Norte reforça a tendência de retomada gradual da atividade comercial no estado.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Dívida do RN supera R$ 6,3 bilhões e impõe desafio fiscal aos próximos governadores

Dívida do RN supera R$ 6,3 bilhões e impõe desafio fiscal aos próximos governadores

Gestão Fátima Bezerra encerra com alta dívida consolidada e limitações para investimentos futuros

Dívida do RN supera R$ 6,3 bilhões e impõe desafio fiscal aos próximos governadores

A dívida consolidada líquida do Estado do Rio Grande do Norte atingiu R$ 6,34 bilhões em agosto de 2025, segundo dados do Relatório de Gestão Fiscal do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN). O montante representa um aumento de aproximadamente R$ 1,8 bilhão em relação ao início do primeiro mandato da governadora Fátima Bezerra (PT), em 2019.

Do total registrado, R$ 3,2 bilhões correspondem a dívidas contratuais e R$ 2,49 bilhões a empréstimos e compromissos de longo prazo. Em comparação com o ano de 2018, quando o Estado acumulava R$ 1,75 bilhão em dívidas, o crescimento ultrapassa 260%. O aumento reflete tanto o histórico de desequilíbrio fiscal quanto a intensificação das operações de crédito nos últimos anos.

A situação fiscal do Estado impõe desafios significativos à sucessão governamental prevista para 2026. A atual governadora deve renunciar ao cargo em abril para disputar uma vaga no Senado, deixando o comando do Executivo estadual ao vice-governador Walter Alves (MDB). A transição ocorrerá em um cenário de elevado comprometimento da receita com despesas de pessoal, dependência de transferências federais e déficit previdenciário.

Dívida do RN supera R$ 6,3 bilhões
Dívida do RN supera R$ 6,3 bilhões

Pré-candidatos ao governo estadual já se movimentam no cenário político, entre eles Cadu Xavier (PT), Rogério Marinho (PL), Álvaro Dias (Republicanos) e Allyson Bezerra (União Brasil). Todos enfrentam a perspectiva de assumir um Estado com capacidade fiscal limitada para novos investimentos.

Aliados da atual gestão argumentam que parte da dívida decorre de investimentos estruturantes e da recomposição de passivos acumulados. Já opositores apontam falta de planejamento e alertam para o risco de comprometimento da capacidade de investimento nos próximos anos.

Com mais de R$ 6,3 bilhões em compromissos acumulados, o próximo governo poderá ser obrigado a adotar medidas como renegociação de débitos e cortes em despesas de custeio. O tema deve ganhar centralidade no debate eleitoral, evidenciando o legado fiscal da gestão atual e os desafios estruturais das finanças públicas potiguares.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração/Fábio Duarte/Governo do Estado

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Pix Automático entra em operação nesta segunda-feira (13)

Pix Automático entra em operação nesta segunda-feira (13)

Nova modalidade do Banco Central permite pagamentos recorrentes com mais praticidade e segurança

Pix Automático entra em operação nesta segunda-feira (13)

O Banco Central do Brasil lançou oficialmente nesta segunda-feira (13) o Pix Automático, uma nova funcionalidade que permite a realização de pagamentos recorrentes de forma prática e automatizada. A novidade amplia as possibilidades do sistema de pagamentos instantâneos e tem como objetivo facilitar o pagamento de contas como luz, água, internet, mensalidades escolares, entre outras.

Com o Pix Automático, o usuário autoriza o débito uma única vez por meio do aplicativo do banco ou pelo internet banking. Após essa autorização inicial, os pagamentos são realizados automaticamente, sem necessidade de ações manuais a cada cobrança. É possível configurar limites de valor, definir se o cheque especial pode ser utilizado em caso de saldo insuficiente e escolher se deseja receber notificações sobre os agendamentos.

A nova modalidade funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, o que representa uma vantagem em relação ao débito automático tradicional, que depende de acordos entre bancos e empresas e só opera em dias úteis. Para pessoas físicas, o Pix Automático é gratuito. Já para empresas, haverá cobrança de tarifas, que devem ser inferiores às praticadas no modelo tradicional de débito automático.

Empresas interessadas em oferecer a funcionalidade aos seus clientes devem procurar seus gerentes de relacionamento ou se dirigir a uma agência bancária para habilitação do serviço. A expectativa é que o Pix Automático seja amplamente adotado por prestadores de serviços recorrentes, como concessionárias de energia, operadoras de telecomunicações, instituições de ensino e academias.

O Banco Central destaca que o Pix Automático contribui para a redução da inadimplência, ao garantir que os pagamentos sejam realizados na data correta, mesmo que o cliente não esteja disponível para efetuar a operação manualmente. Além disso, a funcionalidade amplia a inclusão financeira, ao permitir que pessoas sem cartão de crédito possam realizar pagamentos automáticos.

Pix Automático
Pix Automático

Cancelamentos da autorização podem ser feitos a qualquer momento, com efeito imediato. No entanto, pagamentos agendados para o mesmo dia da solicitação de cancelamento ainda serão processados. O cliente mantém controle total sobre os débitos autorizados e pode revisar ou revogar permissões diretamente pelo aplicativo bancário.

Em casos de cobranças indevidas, os usuários podem solicitar ressarcimento por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED), já utilizado em outras operações do Pix. O processo de devolução segue regras específicas do Banco Central e exige avaliação dos bancos envolvidos antes da restituição dos valores. Em situações de fraude, o procedimento também está sujeito a análise técnica para garantir a segurança das transações.

O lançamento do Pix Automático representa mais um avanço na modernização dos meios de pagamento no Brasil. Desde sua criação, o sistema Pix tem se consolidado como uma das principais ferramentas de transferência e pagamento no país, com ampla adesão por parte da população e das empresas.

A nova funcionalidade reforça o compromisso do Banco Central com a inovação e a eficiência dos serviços financeiros, promovendo maior comodidade para os usuários e incentivando o uso de soluções digitais no cotidiano. Com o Pix Automático, o Brasil dá mais um passo rumo à digitalização completa dos pagamentos recorrentes.

Foto: Marcello Casal Jr/Bruno Peres/Agência Brasil

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Governo do RN alerta para risco de insuficiência orçamentária em 2026

Governo do RN alerta para risco de insuficiência orçamentária em 2026

Secretarias e órgãos de controle discutem medidas para evitar desequilíbrio fiscal no último ano de gestão da governadora Fátima Bezerra

Governo do RN alerta para risco de insuficiência orçamentária em 2026

O Governo do Rio Grande do Norte identificou risco de insuficiência orçamentária para cobrir despesas com pessoal e manutenção administrativa no exercício de 2026, último ano de gestão da governadora Fátima Bezerra. A constatação foi feita pela Secretaria de Estado do Planejamento, do Orçamento e da Gestão (Seplan), com base em projeções da Secretaria de Fazenda (Sefaz).

Diante do cenário, a Seplan solicitou manifestação conjunta da Controladoria-Geral do Estado (CGE) e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para definir medidas que assegurem o equilíbrio fiscal e o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A preocupação decorre das limitações legais que impedem gestores públicos de contrair dívidas sem garantia de pagamento dentro do mesmo mandato.

O documento elaborado pela CGE e pela PGE apresenta recomendações de controle de gastos e aumento de arrecadação, com o objetivo de prevenir desequilíbrios financeiros. Entre as medidas sugeridas estão: proibição de reajustes salariais, limitação de restos a pagar, revisão de renúncias fiscais, auditoria em gratificações e adicionais de servidores e reforço na cobrança da dívida ativa.

Medidas de contenção e recomendações de controle fiscal

O Núcleo de Monitoramento de Indicadores e Consultoria da CGE elaborou um parecer com ações preventivas para o exercício de 2026. A orientação é de que o governo adote prudência máxima na gestão da receita, reavaliando os benefícios fiscais concedidos e mantendo apenas aqueles que comprovarem relação custo-benefício favorável.

O documento também recomenda auditoria nas gratificações pagas a servidores ativos e inativos. Em julho de 2025, os adicionais pagos a servidores somaram R$ 17,9 milhões, podendo atingir R$ 214,9 milhões por ano. A Control sugere ainda verificação de incorporações e concessões a aposentadorias, além de revisão de contratos de terceirização, com análise da viabilidade de redução do quadro de atividade-meio.

As recomendações incluem ainda análise detalhada de planilhas de custos acima de R$ 500 mil, a ser realizada pelo Núcleo de Conformidade da Control, e a fortalecimento da arrecadação da dívida ativa, que totaliza R$ 11 bilhões até agosto de 2025, com arrecadação mensal de apenas R$ 7 milhões.

Outra sugestão é a criação de um decreto de programação financeira e cronograma mensal de desembolso, com metas bimestrais de arrecadação e revisão periódica das receitas. A medida busca disciplinar a liberação de recursos por órgão e fonte, de forma a manter previsibilidade no fluxo de caixa.

Histórico de contenção de despesas

Nos últimos anos, o Governo do Estado publicou dois decretos voltados à redução de gastos na administração direta e indireta. As medidas incluíram suspensão de nomeações, redução de viagens oficiais, revisão de contratos de locação de mão de obra e imóveis e meta de redução de 25% nas despesas de custeio, incluindo água, energia e telefone.

De acordo com auditoria da Controladoria, as ações resultaram em economia líquida de R$ 56 milhões entre o último bimestre de 2024 e o primeiro quadrimestre de 2025. No entanto, ao comparar o exercício de 2024 com o de 2023, verificou-se aumento líquido de R$ 200 milhões nas despesas, indicando que os decretos tiveram efeito temporário.

O relatório aponta que parte das liquidações pode ter sido adiada para períodos posteriores, reduzindo o impacto imediato das medidas. A análise classificou os decretos como ações emergenciais de curto prazo, que não conseguiram reverter a tendência de crescimento das despesas de custeio.

Governo analisa medidas para 2026

A controladora-geral do Estado, Luciana Daltro, informou que a consulta da Seplan representa uma ação preventiva voltada à manutenção da responsabilidade fiscal no encerramento do mandato. Segundo a gestora, o estudo busca identificar e aplicar medidas cabíveis para garantir a sustentabilidade das contas públicas e o cumprimento da legislação.

De acordo com a Controladoria, o parecer conjunto da CGE e da PGE servirá de orientação técnica para as decisões administrativas de 2026, assegurando que o Estado mantenha os princípios de legalidade, responsabilidade e transparência.

Foto: Sandro Menezes/Joana Lima/Governo do RN/Ilustração

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RN bate recorde no uso do PIX ao movimentar R$ 14 bilhões em agosto

RN bate recorde no uso do PIX ao movimentar R$ 14 bilhões em agosto

Estado registra maior valor mensal desde 2020 e lidera crescimento nacional no uso da ferramenta

RN bate recorde no uso do PIX ao movimentar R$ 14 bilhões em agosto

O Rio Grande do Norte registrou, em agosto de 2025, o maior volume mensal de transações via PIX desde o início da série histórica em novembro de 2020. Segundo levantamento da Fecomércio-RN em parceria com a Fecomércio-SE, o estado movimentou R$ 14,6 bilhões pela ferramenta de pagamento instantâneo.

O valor representa um crescimento de 121% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram movimentados R$ 6,6 bilhões. O desempenho coloca o RN como o estado com maior avanço percentual no país, superando a média nacional (39%) e a média regional do Nordeste (40%).

RN bate recorde no uso do PIX
RN bate recorde no uso do PIX

Fatores que influenciaram o crescimento

A análise das federações aponta que o resultado foi impulsionado por fatores como:

  • Retomada da atividade econômica;
  • Geração de empregos;
  • Antecipação do 13º salário aos servidores estaduais;
  • Abertura do programa de refinanciamento de dívidas (Refis) pelo governo local.

Esses elementos contribuíram para o aumento da circulação de recursos e da adesão ao sistema de pagamentos digitais.

Acumulado do ano

Entre janeiro e agosto de 2025, o PIX movimentou mais de R$ 78 bilhões no Rio Grande do Norte. O valor é 60% superior ao registrado no mesmo período de 2024.

A taxa de crescimento no estado foi a quarta maior do país, ficando atrás apenas de:

  • Piauí (100%);
  • Distrito Federal (74%);
  • Rio de Janeiro (61%).

Ainda assim, o desempenho do RN superou a média nacional (43%) e a média regional do Nordeste (35%).

Tendência de expansão

Segundo a Fecomércio, o estudo também identificou reflexos positivos no comportamento financeiro da população potiguar, com maior uso de meios digitais para pagamentos e transferências.

A expectativa é de que o crescimento continue nos próximos meses, especialmente com a regulamentação do PIX Parcelado pelo Banco Central. A nova modalidade permitirá ao consumidor dividir compras sem juros ou com taxas reduzidas, enquanto os comerciantes receberão o valor integral à vista. A medida deve reduzir custos com antecipação de recebíveis e ampliar o uso da ferramenta.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

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Milionários pagarão mesmo IR de professores e policiais com proposta de Lula

Milionários pagarão mesmo IR de professores e policiais com proposta de Lula

Reforma do Imposto de Renda prevê alíquota mínima de 10% para super-ricos, mas mantém desigualdade tributária

Milionários pagarão mesmo IR de professores e policiais com proposta de Lula

A proposta de reforma do Imposto de Renda (IR) apresentada pelo governo federal prevê a criação de uma alíquota mínima de 10% para contribuintes com renda anual superior a R$ 1,2 milhão. Apesar do avanço na tributação dos mais ricos, dados do Sindifisco Nacional indicam que categorias da classe média, como professores e policiais, continuarão pagando proporcionalmente mais imposto que milionários.

Segundo levantamento feito a partir de dados da Receita Federal, professores, bombeiros e policiais militares pagaram, em média, mais de 10% de sua renda em IR em 2023. A alíquota efetiva representa o percentual da renda total consumido pelo imposto, e é maior para trabalhadores assalariados, cujos rendimentos são integralmente tributados.

Já os brasileiros mais ricos, que concentram renda em ativos financeiros e dividendos, têm alíquotas efetivas menores. Os dividendos, por exemplo, deixaram de ser tributados no Brasil em 1996, o que contribui para a baixa carga tributária sobre os super-ricos.

A proposta inicial do Ministério da Fazenda previa uma reforma ampla do IR, mas diante de dificuldades políticas, o governo optou por implementar um imposto mínimo. A medida visa tributar parte das rendas isentas dos mais ricos, como dividendos e lucros financeiros.

Milionários pagarão mesmo IR
Milionários pagarão mesmo IR

Estrutura do imposto mínimo

O imposto mínimo terá alíquota progressiva, iniciando em zero para rendas mensais a partir de R$ 50 mil e chegando a 10% para rendas acima de R$ 100 mil por mês. No ajuste anual, será verificado quanto o contribuinte pagou de IR. Caso o valor seja inferior à alíquota mínima, será exigido o pagamento complementar.

Por exemplo, se um contribuinte declarou renda de R$ 2 milhões e pagou apenas 5% de IR, terá que pagar mais 5% para atingir o mínimo de 10%.

A reforma foi aprovada por unanimidade na Câmara dos Deputados em outubro e aguarda votação no Senado até dezembro. A expectativa é que entre em vigor no próximo ano.

Benefícios e limitações

O Ministério da Fazenda estima que a reforma beneficiará cerca de 14 milhões de pessoas, com arrecadação concentrada em aproximadamente 141 mil contribuintes. A medida permitirá ampliar a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil mensais e reduzir o imposto para rendas de até R$ 7.350.

Contudo, parte dos ricos ficará fora da nova tributação. Uma alteração no projeto de lei protege grandes produtores rurais que declaram IR como pessoa física na modalidade de lucro presumido. Esses contribuintes continuarão pagando imposto sobre apenas 20% do faturamento, mantendo a maior parte da renda isenta.

Dados do Sindifisco mostram que produtores rurais tiveram alíquota efetiva média de 4,66% em 2023, com renda média de R$ 331,7 mil. Em comparação, professores do ensino fundamental declararam renda média de R$ 104,7 mil e pagaram 9,76% de IR.

Categorias mais tributadas

O levantamento do Sindifisco revela que diversas categorias com rendas médias anuais entre R$ 100 mil e R$ 160 mil pagaram alíquotas efetivas superiores a 10% em 2023. Entre elas:

  • Professores de ensino médio: renda de R$ 121,7 mil, alíquota de 10,5%
  • Policiais militares: renda de R$ 133,5 mil, alíquota de 10,67%
  • Bombeiros militares: renda de R$ 157,1 mil, alíquota de 12,16%
  • Técnicos em metalmecânica: renda de R$ 122,5 mil, alíquota de 11,25%
  • Geógrafos: renda de R$ 148,8 mil, alíquota de 10,97%
  • Bibliotecários: renda de R$ 143 mil, alíquota de 11,07%

Outras categorias com rendas menores também enfrentam alta tributação:

  • Bancários: renda de R$ 105,6 mil, alíquota de 9,16%
  • Assistentes sociais: renda de R$ 107,7 mil, alíquota de 9,64%
  • Enfermeiros, nutricionistas e farmacêuticos: renda de R$ 111,8 mil, alíquota de 9,88%

Esses grupos não serão beneficiados pela reforma, pois suas rendas estão acima do limite de desoneração proposto.

Impacto na desigualdade

Especialistas apontam que a reforma pode contribuir para a redução da desigualdade, ainda que de forma limitada. Dados da Receita mostram que menos de 1% dos milionários deixam o país anualmente, e esse percentual está em queda desde 2017, contrariando argumentos sobre fuga de capitais.

Foto: José Cruz/Joédson Alves/Agência Brasil

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Consumidores denunciam divergência de preços em promoções do Nordestão em Natal

Consumidores denunciam divergência de preços em promoções do Nordestão em Natal

Clientes relatam diferença entre valores de encartes, gôndolas e caixas em lojas da rede na Prudente de Morais e Roberto Freire

Consumidores denunciam divergência de preços em promoções do Nordestão em Natal

Clientes do supermercado Nordestão, em Natal, relataram divergências entre os preços anunciados em encartes promocionais e os valores cobrados nos caixas das lojas. As denúncias envolvem unidades localizadas nas avenidas Prudente de Morais e Roberto Freire e foram comunicadas à imprensa após consumidores perceberem diferença no valor final das compras. O caso foi divulgado pelo portal da rádio 96 FM nesta quarta-feira (8).

De acordo com os relatos, os problemas ocorreram durante compras realizadas entre sexta-feira (3) e sábado (4). Os consumidores afirmam que produtos anunciados com determinados preços em material publicitário estavam com valores superiores no sistema de cobrança, o que motivou reclamações e pedidos de correção nos caixas.

Relatos de clientes

Uma das consumidoras relatou que adquiriu patinho bovino anunciado por R$ 35,90 o quilo na loja da avenida Prudente de Morais. No balcão de carnes, o preço informado era de R$ 48,90, mas o valor registrado no caixa foi de R$ 39,90. A cliente percebeu o erro ao observar o valor total cobrado, que somou R$ 80, em vez dos R$ 70 esperados.

“Na hora ainda disseram que o preço era aquele mesmo, aí mostrei o encarte que eles colocam na entrada da loja e concordaram que o valor estava errado. Corrigiram no caixa, mas não retiraram o encarte ou o preço no balcão das carnes”, afirmou a cliente, que apresentou o material promocional durante o atendimento.

Inicialmente, a consumidora afirmou não possuir provas para confirmar a divergência. No entanto, ao visitar no dia seguinte a loja da avenida Roberto Freire, registrou situação semelhante, com diferença entre o preço anunciado e o valor cobrado.

Mais produtos com diferença de valor

Durante a reclamação no caixa, outra cliente relatou ter percebido o mesmo tipo de problema. Segundo ela, o leite Ninho integral, divulgado no encarte por R$ 5,89, foi cobrado por R$ 7,00. Após a contestação, o sistema aplicou um desconto, reduzindo o valor para cerca de R$ 6,00.

As consumidoras afirmam que funcionários da rede reconheceram a diferença e realizaram o ajuste manualmente. O episódio, no entanto, levantou preocupação entre os clientes sobre possíveis prejuízos não percebidos em outras compras.

“Fico imaginando quantas pessoas compram em grande quantidade e não observam os valores finais cobrados. Eu mesma posso ter sido lesada outras vezes porque nem sempre checo esses valores”, relatou uma das clientes.

O que diz o Código de Defesa do Consumidor

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), em casos de divergência entre o preço exibido e o valor cobrado, o cliente tem direito de pagar o menor preço informado, seja na gôndola, no encarte ou no sistema do caixa. O estabelecimento é obrigado a corrigir o erro imediatamente e pode ser autuado por publicidade enganosa caso o problema se repita.

O Procon-RN orienta que o consumidor guarde o encarte promocional e a nota fiscal como provas e, se o problema não for resolvido no momento da compra, registre uma reclamação. O atendimento pode ser feito presencialmente, pelo site do órgão ou pelo aplicativo Procon Consumidor.

Posicionamento do Nordestão

Em nota, o Nordestão informou que “todos os descontos aplicados são exibidos ao final do cupom fiscal”. A empresa também orienta que clientes com dúvidas ou questionamentos sobre valores entrem em contato pelos canais de atendimento:

E-mail: fale-com-a-gente@nordestao.com.br

Com informações da 96 FM.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Reprodução

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Vendas de veículos seminovos e usados crescem 16% no RN em 2025

Vendas de veículos seminovos e usados crescem 16% no RN em 2025

Setor registra alta nas vendas em todo o estado e projeta recorde nacional até o fim do ano

Vendas de veículos seminovos e usados crescem 16% no RN em 2025

O mercado de veículos seminovos e usados no Rio Grande do Norte registrou crescimento de 16% entre janeiro e agosto de 2025, com 159.625 unidades comercializadas no estado. Os dados são da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), com base em informações da Senatran.

Em agosto, foram vendidas 21.475 unidades, representando alta de 11,5% em relação a julho e de 19,4% na comparação com agosto de 2024. A média diária chegou a 1.023 veículos por dia útil, avanço de 22,1% sobre o mês anterior.

O segmento de automóveis lidera o mercado potiguar, com 11.432 unidades vendidas em agosto, crescimento de 16% frente ao mesmo mês do ano anterior. Em seguida, aparecem as motos (7.348 unidades, +22%), comerciais leves (+26,6%), veículos pesados (+23,8%) e outros tipos (+47%).

Em Natal, o desempenho acompanha a tendência estadual. A capital registrou 5.741 unidades vendidas em agosto, aumento de 8,3% sobre julho e de 6,7% em relação a agosto de 2024. No acumulado do ano, foram 42.894 veículos comercializados, avanço de 9,5% frente ao mesmo período do ano anterior, representando cerca de 27% das vendas do estado.

Entre os segmentos, os automóveis somaram 3.845 unidades (+8,5% frente a agosto de 2024) e as motos 1.231 unidades, com leve queda anual de 3,5%, mas crescimento acumulado de 7,5% no ano.

Vendas de veículos
Vendas de veículos

Segundo Márcio Linhares, gerente de Seminovos da Nacional Seminovos – Concessionária Volks, o bom desempenho está relacionado à valorização dos carros novos e às condições de crédito mais atrativas para usados. Ele aponta que veículos entre R$ 50 mil e R$ 70 mil são os mais procurados, gerando escassez de oferta nesse segmento.

De acordo com Álvaro Crisanto, presidente da Associação Norte-Riograndense de Revendedores de Veículos (Anreve), o crescimento surpreendeu o setor, mesmo com a taxa Selic em 15%. Ele destaca que entre 50% e 70% das vendas são financiadas, evidenciando a força da demanda.

A digitalização e a profissionalização das revendas também são apontadas como fatores decisivos para o desempenho positivo. O setor emprega diretamente mais de 3.500 pessoas no estado, além de gerar empregos indiretos em oficinas, lava-jatos e vistoriadoras.

Os modelos mais vendidos no estado incluem Volkswagen Gol, Chevrolet Onix e Hyundai HB20 entre os automóveis; Fiat Strada, Toyota Hilux e Fiat Toro nos comerciais leves; e Honda CG150, CG125, NXR150 e POP 100 entre as motos.

Veículos seminovos com até três anos de uso e modelos com mais de 13 anos foram os que mais cresceram em vendas. Em agosto, o aumento foi de 41,2% entre os seminovos e de 25,6% entre os mais antigos. Em Natal, os avanços foram de 24,3% e 12,1%, respectivamente.

No cenário nacional, o setor também apresenta crescimento. Até setembro, foram comercializadas 13,47 milhões de unidades, alta de 16,4% em relação ao mesmo período de 2024. A Fenauto projeta que as vendas devem alcançar entre 16 e 17 milhões de veículos até o fim do ano, superando o recorde de 15,7 milhões registrado em 2024.

Mesmo com leve recuo de 1,3% em setembro, a expectativa é de que o mercado de seminovos encerre 2025 com novo recorde, consolidando-se como a opção mais vantajosa para o consumidor brasileiro.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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FGTS terá novas regras para saque-aniversário a partir de novembro

FGTS terá novas regras para saque-aniversário a partir de novembro

Conselho Curador aprova limite de valores, parcelas e carência para antecipações do benefício em instituições financeiras

FGTS terá novas regras para saque-aniversário a partir de novembro

A partir de 1º de novembro, entram em vigor novas regras para o saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A decisão foi aprovada pelo Conselho Curador do FGTS nesta terça-feira (7) e altera as condições para antecipação do benefício em instituições financeiras.

As mudanças incluem limites de valor, número de parcelas, frequência de contratação e período de carência. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o objetivo é evitar abusos contra os trabalhadores que contratam empréstimos com base no saque-aniversário, muitas vezes pagando juros elevados.

Entre as principais alterações está o limite de valores por parcela. A partir de novembro, o trabalhador poderá antecipar entre R$ 100 e R$ 500 por parcela, com máximo de cinco parcelas nos próximos 12 meses, totalizando até R$ 2.500. A partir de novembro de 2026, o limite será reduzido para três parcelas dentro da mesma faixa de valor.

Outra mudança relevante é a limitação da frequência de contratação. O trabalhador poderá realizar apenas uma operação de antecipação por ano. Antes, era possível contratar múltiplas operações simultâneas ao longo do ano.

Também foi estabelecido um período de carência. Após aderir ao saque-aniversário, o trabalhador deverá aguardar 90 dias para contratar antecipações em instituições financeiras.

FGTS terá novas regras
FGTS terá novas regras

Atualmente, não há restrições quanto ao valor, número de parcelas ou carência. Segundo dados do Conselho Curador, o valor médio das operações é de R$ 1.300, com média de oito antecipações por contrato. Cerca de 26% dos trabalhadores realizam a antecipação no mesmo dia da adesão.

De acordo com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, as novas regras visam proteger os trabalhadores do endividamento excessivo e garantir a sustentabilidade do FGTS. O governo considera que o uso do saldo como garantia de empréstimos tem gerado vulnerabilidade financeira, especialmente em casos de demissão.

O ministro também destacou que o saque-aniversário enfraquece o FGTS como fundo de investimento em áreas como habitação, saneamento e infraestrutura. Marinho afirmou que, se dependesse exclusivamente de sua decisão política, o saque-aniversário já teria sido extinto.

Outro ponto de preocupação do governo é o uso inadequado dos recursos do FGTS. O ministro citou casos de trabalhadores que utilizam os valores antecipados para apostas online, como em aplicativos populares entre jovens.

Segundo estimativas do Ministério do Trabalho, até 2030, cerca de R$ 86 bilhões deixarão de ser direcionados às instituições financeiras e permanecerão com os trabalhadores. A medida representa um redirecionamento estratégico para fortalecer o poder de compra e a poupança da população.

Atualmente, 21,5 milhões de trabalhadores aderiram ao saque-aniversário, o que representa 51% das contas ativas do FGTS. Desses, aproximadamente 70% já realizaram operações de antecipação. Desde 2020, essas operações movimentaram entre R$ 102 bilhões e R$ 236 bilhões, conforme dados do Conselho Curador.

Criado em 2019, o saque-aniversário permite ao trabalhador retirar anualmente parte do saldo de sua conta do FGTS no mês de seu aniversário. A adesão é opcional, mas implica na perda do direito de sacar o saldo total da conta em caso de demissão sem justa causa, mantendo apenas o acesso à multa rescisória de 40%.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Dia das Crianças deve gerar R$ 377 milhões em vendas no comércio do RN

Dia das Crianças deve gerar R$ 377 milhões em vendas no comércio do RN

Pesquisa da Fecomércio aponta crescimento nas intenções de compra e movimentação econômica no estado

Dia das Crianças deve gerar R$ 377 milhões em vendas no comércio do RN

O Dia das Crianças, comemorado no próximo domingo (12), deve movimentar R$ 377,9 milhões no comércio do Rio Grande do Norte. A estimativa é do Instituto Fecomércio RN (IFC), com base em pesquisa de Intenção de Compras realizada em diversas cidades do estado. O levantamento aponta crescimento nominal de 9,6% em relação ao ano anterior, o que representa um avanço real de aproximadamente 4%, considerando a inflação.

A expectativa é de aquecimento nas vendas do varejo e nos serviços, com impacto direto em lojas de rua, centros comerciais e estabelecimentos voltados ao lazer. A data é considerada estratégica para o setor, funcionando como um termômetro para o desempenho das vendas no fim de ano.

Em Natal, a movimentação estimada é de R$ 127,6 milhões, com leve alta de 0,7% em relação a 2024. O IFC avalia que o mercado da capital está mais voltado à conversão de vendas do que à expansão de volume. A pesquisa revela que 69,8% dos entrevistados pretendem comprar presentes, com tíquete médio de R$ 157,48. O gasto com passeios é ainda maior, chegando a R$ 180,51.

A maioria dos consumidores natalenses deve realizar as compras na semana da comemoração (70,5%), com 75,5% afirmando que vão pesquisar preços antes de decidir. O pagamento à vista será a principal forma escolhida, mencionada por 59,2% dos entrevistados.

Em Mossoró, o cenário é de maior dinamismo. O comércio local deve movimentar R$ 32,7 milhões, um crescimento de 22,2% em relação ao ano anterior, superando a média estadual. Apesar de a intenção de compra ser menor que em Natal (57,8%), os consumidores mossoroenses devem gastar em média R$ 143,25 com presentes e R$ 158,68 com passeios. O comércio de rua lidera as preferências, concentrando 45,2% das compras. Em relação à forma de pagamento, o parcelamento é predominante, citado por 54,6% dos entrevistados.

Os itens mais procurados para presentear são brinquedos (69,5%) e vestuário (42,8%). Os eletrônicos seguem em expansão, representando 13,4% das intenções de compra.

Dia das Crianças
Dia das Crianças

A pesquisa também indica estratégias distintas para os mercados de Natal e Mossoró. Na capital, ações como descontos para pagamentos via Pix, combos de produtos e parcerias com o setor de lazer são recomendadas para atrair consumidores. Já em Mossoró, onde o consumo cresce de forma acelerada, o parcelamento, campanhas de vizinhança e horários estendidos são considerados fundamentais para atender à demanda.

Em âmbito nacional, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Offerwise Pesquisas, estima que o varejo brasileiro deve movimentar R$ 16,7 bilhões com o Dia das Crianças. A data é vista como uma oportunidade para o setor se preparar para as campanhas de fim de ano, como a Black Friday e o Natal.

No bairro do Alecrim, em Natal, o comércio já sente os efeitos da data. Lojas populares de brinquedos, roupas e acessórios registram aumento no movimento e se preparam para o pico de vendas até o fim de semana. Consumidores também aproveitam a ocasião para realizar compras destinadas à doação, além de presentear filhos, vizinhos e instituições.

A pesquisa da Fecomércio RN reforça que, mesmo diante de um cenário econômico cauteloso, há disposição dos consumidores em manter a tradição de presentear. O comportamento observado indica valorização do custo-benefício, da qualidade dos produtos e da experiência de compra.

A data é considerada um dos principais marcos do calendário varejista, consolidando o movimento que antecede as grandes campanhas de novembro e dezembro. A expectativa é de que o comércio local esteja preparado para atender à demanda, oferecendo variedade, promoções e atendimento qualificado.

Foto: Rovena Rosa/Fernando Frazão/Agência Brasil

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Alckmin destaca avanços com os EUA após conversa entre Lula e Trump

Alckmin destaca avanços com os EUA após conversa entre Lula e Trump

Vice-presidente citou nova exclusão de produtos de tarifaço

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que é também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, afirmou neste sábado (4), em Brasília, que houve novos avanços na redução de tarifas do governo dos Estados Unidos (EUA) sobre produtos brasileiros. Isso ocorreu, observou, após o rápido encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente norte-americano, Donald Trump, durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, no fim de setembro.

“Depois da conversa do presidente Lula com o presidente Trump, esta semana, segunda-feira (29), alguns produtos, como madeira macia e serrada, [que] estavam em 50%, passaram para 10%. Armário, móveis, sofá, tem ali o detalhamento dos produtos, estava em 50%, passaram para 25%. E o que é a Seção 232 [da Lei de Comércio dos EUA]? Nós e o mundo estamos iguais. Então, quando você fala armário, móvel, é 25% para o Brasil e para o mundo todo, você não perde competitividade”, afirmou Alckmin durante visita a uma concessionária de automóveis na capital federal. Segundo ele, a retirada desses produtos do tarifaço de 50% significa exclusão de US$ 370 milhões em produtos brasileiros exportados.

A Seção 232 da Lei de Expansão Comercial norte-americana, mencionada por Alckmin, é usada pelo país para taxar todos os países de forma simultânea.

“Eu acho que o encontro do presidente Lula com o presidente Trump em Nova York foi importante, foi um primeiro passo e temos muita convicção de que teremos próximos passos aí. Não há razão para manter essa tarifa, já que os Estados Unidos são superavitários na relação comercial conosco. Eles vendem mais pra gente do que nós para eles”, acrescentou Alckmin.

O vice-presidente tem sido o principal interlocutor brasileiro junto ao governo dos EUA e vem mantendo diálogo direto com o secretário de Comércio do país norte-americano, Howard Lutcnick, com quem conversou esta semana.
Carro sustentável

Ao visitar uma loja de automóveis em Brasília, Alckmin citou números da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) para comemorar o aumento expressivo na venda de carros novos desde o lançamento do programa Carro Sustentável, que zera impostos e concede estímulos para a comercialização de veículos de entrada fabricados no Brasil e que obedecem a critérios de sustentabilidade.

“Do dia 11 de julho, quando foi lançado o Carro Sustentável, até 30 de setembro, as vendas aumentaram 28,2%. O carro sustentável tem importância ambiental, ele polui menos, não pode passar de 83 gramas de CO2 por quilômetro rodado, é flex, fabricado no Brasil e com 80% de reciclabilidade. Tem importância social porque é o carro de entrada, o carro mais barato, reduzindo ainda mais o preço”, destacou Alckmin.

Lula e Trump ainda devem ter um encontro virtual ou presencial, em data a ser anunciada. Foi o que ambos combinaram após o encontro em Nova York, há duas semanas.

Foto: Mark Garten via Fotos Públicas / Cadu Gomes/VPR

Da Agência Brasil

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Construtora Alliance lança Aura em Petrópolis e marca retorno a Natal

Construtora Alliance lança Aura em Petrópolis e marca retorno a Natal

O empreendimento ocupará o último terreno da Av. Getúlio Vargas, unindo localização estratégica, sofisticação e vistas privilegiadas do mar

A Construtora Alliance oficializa seu retorno a Natal (RN) com o lançamento do Aura, empreendimento de alto padrão localizado no último terreno disponível da Avenida Getúlio Vargas, em Petrópolis. O projeto consolida a proposta da marca de entregar experiências únicas de moradia em endereços icônicos da cidade.
Para marcar a chegada do Aura ao mercado, a Alliance reuniu corretores no último dia 1º de outubro em um treinamento no Hotel Golden Tulip Natal, em Ponta Negra. O encontro reforçou a história de confiança da construtora, que nasceu em Natal e construiu sua trajetória ao longo de duas décadas.

Segundo Marcelo Fam, CEO da construtora, o momento é simbólico: “Depois de 11 anos, voltamos a Natal com um produto à altura do que a cidade merece. O Aura é o quadragésimo empreendimento da Alliance e carrega um peso histórico: inaugura um novo ciclo da nossa atuação no estado, valorizando o bairro Petrópolis e reafirmando nossa confiança no mercado potiguar.”

O bairro escolhido para receber o lançamento dispensa apresentações. Petrópolis, na Zona Leste da capital, é tradicional, nobre e um dos mais desejados de Natal. Próximo a escolas de referência, centros médicos, restaurantes e comércio de alto padrão, reúne também a vantagem de estar a poucos minutos de praias urbanas como Areia Preta e Praia do Meio.

Para Marianna Seixas, Gerente de Incorporação da Alliance, o Aura foi concebido para atender diferentes perfis de família, sem abrir mão da exclusividade: “É um empreendimento que se destaca tanto pela planta única, que privilegia amplitude e vista definitiva para o mar, quanto pelas áreas comuns pensadas para todas as idades. Foi um projeto desenhado para refletir o cotidiano real das famílias, aliado ao estilo de vida sofisticado de Petrópolis.”

Com 34 unidades, uma por andar e 214,89 m² cada, o Aura reúne diferenciais como o rooftop panorâmico que substitui o tradicional salão de festas por uma confraria com bar em estilo internacional, além do Sky Gym equipado pela Life Fitness e o Terraço Sunset, voltado para contemplar o pôr do sol natalense. O pavimento Solar completa a proposta com complexo aquático aquecido, brinquedoteca e espaços de convivência.

A assinatura do projeto também agrega prestígio: Daniel Arruda (arquitetura), Sandra Moura (interiores) e Benedito Abbud (paisagismo). Para Samir Hagge, diretor comercial e de marketing, essa combinação reforça a essência do Aura: “Trata-se de um projeto exclusivo, no último terreno disponível da Getúlio Vargas. Não é apenas morar em Petrópolis, é viver em um marco da cidade, com assinatura de profissionais consagrados e diferenciais que dialogam com o que há de melhor no mercado de alto padrão.”

A expectativa positiva não se restringe à Alliance. Para Valdomiro Ferreira, diretor da Emobi Imobiliária, o mercado já demonstra entusiasmo: “O Aura chega para atender um desejo antigo de clientes e corretores. É um terreno único, em um endereço icônico, com produto acertado em metragem, planta e preço. A expectativa é de uma velocidade de vendas muito forte, porque o mercado estava carente de lançamentos desse nível em Natal.”

Com o Aura, a Alliance inaugura uma nova fase de crescimento em Natal, consolidando sua posição de confiança no mercado e reforçando sua contribuição para o desenvolvimento urbano da capital potiguar.

Fotos: Divulgação

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Nova isenção do Imposto de Renda deve beneficiar pelo menos 150 mil potiguares

Nova isenção do Imposto de Renda deve beneficiar pelo menos 150 mil potiguares

Projeto isenta quem ganha até R$ 5 mil e concede descontos para rendas de até R$ 7.350; em compensação, prevê alíquota de até 10% para rendimentos acima de R$ 50 mil mensais

Nova isenção do Imposto de Renda deve beneficiar pelo menos 150 mil potiguares

O Projeto de Lei nº 1.087/25, aprovado nessa quarta-feira (1º) pela Câmara dos Deputados, deve beneficiar diretamente pelo menos 150 mil contribuintes potiguares. Segundo estimativas da Receita Federal, com base em dados de 2023, aproximadamente 98 mil trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil passariam a ser isentos do Imposto de Renda (IR), enquanto outros 53 mil, que ganham entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, deverão ter descontos progressivos.

Atualmente, está isento quem recebe até R$ 3.036 mensais, o equivalente a dois salários mínimos. Acima desse valor, a tributação é escalonada, partindo de 7,5% e chegando a 27,5% para rendimentos superiores a R$ 5.830. Além de ampliar o limite de isenção, a nova proposta cria uma faixa intermediária, destinada a quem ganha acima de R$ 5 mil até R$ 7.350, com alíquotas progressivas e deduções automáticas.

Para o contador e diretor da Rui Cadete Consultores Associados, Daniel Carvalho, a mudança representa um avanço em termos de justiça tributária. “O Imposto de Renda é uma das principais ferramentas de redistribuição de renda no país. Então ao ampliar a faixa de isenção para corrigir distorções, espera-se aliviar o peso para quem tem ganhos mais baixos e corrigir uma defasagem histórica na tabela”, explica.

Nova isenção do Imposto de Renda
Nova isenção do Imposto de Renda

Para compensar uma perda arrecadatória estimada em mais de R$ 25 bilhões e após intenso debate, os deputados mantiveram a proposta original do Ministério da Fazenda, que estabelece uma alíquota mínima de 10% de IRPF para quem recebe acima de R$ 50 mil por mês (ou R$ 600 mil por ano). De acordo com o contador Daniel Carvalho, a medida tem como objetivo alcançar o topo da pirâmide de renda no país.

Isso porque estima-se que 0,1% da população (cerca de 200 mil brasileiros com rendimento médio mensal de R$ 392 mil) recolha, em média, 7,4% de Imposto de Renda. Enquanto isso, os reajustes sucessivos do salário mínimo ampliaram a base de contribuintes, incluindo trabalhadores de baixa remuneração na faixa de tributação e desequilibrando a balança. Esse cenário, somado à inflação, teria aumentado a pressão sobre quem recebe salários menores.

“Por outro lado, quem ganha proventos acima de R$ 50 mil, mas já recolhe a alíquota máxima de 27,5% na folha, não sentirá grandes mudanças. O impacto maior será para profissionais que recebem via pessoa jurídica, distribuindo lucros e dividendos, hoje isentos. Nesse caso, os rendimentos também passarão a ser considerados no cálculo da alíquota efetiva”, alerta o diretor da Rui Cadete.

O projeto segue agora para análise no Senado. Se aprovado e sancionado, as novas regras passam a valer já no próximo ano-calendário, com reflexos na declaração de ajuste anual de 2026.

Fotos: Divulgação

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BC ativa botão de contestação do Pix para vítimas de fraude

BC ativa botão de contestação do Pix para vítimas de fraude

Nova funcionalidade permite contestar transações fraudulentas diretamente pelo aplicativo do banco

BC ativa botão de contestação do Pix para vítimas de fraude

O Banco Central (BC) disponibilizou, desde quarta-feira (1º), o botão de contestação de transações realizadas via Pix. A funcionalidade tem como objetivo facilitar a devolução de valores para usuários que foram vítimas de fraude, golpe ou coerção. O recurso está integrado ao chamado Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado em 2021, e agora pode ser acessado diretamente pelo aplicativo da instituição financeira com a qual o usuário possui relacionamento.

Ao acionar o botão de contestação, a informação é imediatamente enviada ao banco que recebeu os recursos da transação contestada. Caso existam valores disponíveis, mesmo que parcialmente, a instituição deve realizar o bloqueio desses recursos. Após o bloqueio, os bancos envolvidos têm até sete dias para analisar a solicitação. Se confirmada a ocorrência de fraude, a devolução é feita diretamente para a conta da vítima, com prazo máximo de até onze dias após a contestação.

Com a nova atualização, o processo de contestação passa a ser totalmente digital, eliminando a necessidade de contato com a central de atendimento da instituição financeira. Segundo o BC, essa mudança visa aumentar a agilidade e a eficiência na análise de transações suspeitas, ampliando as chances de recuperação dos valores antes que sejam retirados ou transferidos para outras contas.

BC ativa botão de contestação
BC ativa botão de contestação

O botão de contestação do Pix é exclusivo para casos de fraude, golpe ou coerção. Não se aplica a situações como desacordo comercial, arrependimento de compra, erro de digitação de chave Pix ou transações com terceiros de boa-fé. O BC reforça que o MED não deve ser utilizado nesses contextos.

Outra alteração importante no funcionamento do MED é a possibilidade de devolução de valores a partir de contas diferentes daquelas originalmente utilizadas na fraude. Essa funcionalidade estará disponível de forma facultativa a partir de 23 de novembro e se tornará obrigatória em fevereiro do próximo ano.

Anteriormente, a devolução só podia ser feita a partir da conta que recebeu os recursos fraudulentos. No entanto, é comum que fraudadores transfiram rapidamente os valores para outras contas, dificultando a recuperação dos recursos. Com a nova regra, o MED poderá rastrear o caminho dos valores transferidos, permitindo que a devolução ocorra mesmo que os recursos tenham sido movimentados.

As informações sobre o trajeto dos recursos serão compartilhadas entre os participantes da transação, o que deve contribuir para a identificação de contas utilizadas em fraudes. O BC acredita que essa medida pode desestimular práticas fraudulentas e impedir o uso recorrente de contas envolvidas em golpes.

O aprimoramento do MED representa mais uma etapa na evolução do sistema Pix, que desde sua criação tem passado por atualizações para garantir maior segurança aos usuários. A expectativa é que o novo botão de contestação contribua para a redução de prejuízos causados por fraudes e aumente a confiança dos usuários no sistema de pagamentos instantâneos.

Foto: Bruno Peres/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Empregos: RN tem melhor saldo do ano em agosto

Empregos: RN tem melhor saldo do ano em agosto

Estado cria 5.339 vagas formais e mantém trajetória de recuperação, apesar de desempenho inferior ao de 2024

Empregos: RN tem melhor saldo do ano em agosto

O Rio Grande do Norte registrou em agosto a abertura de 5.339 postos de trabalho com carteira assinada, resultado de 24.285 admissões contra 18.946 desligamentos. O desempenho representa o melhor saldo mensal do ano, superando julho, quando foram criadas 3.462 vagas. No entanto, o número ainda está abaixo do registrado em agosto de 2024, quando foram abertas 7.424 vagas formais.

No acumulado de janeiro a agosto de 2025, o estado soma 15.397 novos postos de trabalho. Esse total também é inferior ao mesmo período de 2024, que contabilizou 26.706 vagas. Os dados refletem uma trajetória de recuperação do mercado de trabalho potiguar, embora em ritmo mais lento que o observado no ano anterior.

O início de 2025 foi marcado por oscilações. Janeiro apresentou saldo negativo de 421 vagas, enquanto fevereiro registrou 2.617 postos criados, com destaque para os setores de construção, serviços e comércio. Março voltou a apresentar retração, com 1.902 desligamentos a mais que admissões, especialmente na agropecuária. Abril retomou o crescimento com saldo de 2.674 vagas, impulsionado pelo setor de serviços.

Em maio, a indústria compensou a retração nos serviços e garantiu saldo positivo de 2.169 postos. Junho teve desempenho sustentado pela agropecuária, com saldo de 1.459 vagas. Julho apresentou crescimento com 3.462 vagas, apesar da queda na construção. Em agosto, a construção civil voltou a registrar recuo (-66), mas os demais setores reagiram e sustentaram o melhor resultado mensal do ano.

O setor agropecuário liderou a geração de empregos em agosto, com 2.332 vagas. Em seguida, o setor de serviços abriu 1.223 postos, a indústria registrou saldo positivo de 1.093 empregos e o comércio somou 761.

Empregos RN
Empregos RN

A capital Natal teve papel relevante no desempenho estadual, com 9.236 admissões e 7.975 desligamentos, resultando em saldo de 1.261 postos no mês. Desde janeiro, o município acumula 6.122 vagas abertas e mantém sete meses consecutivos de crescimento no emprego formal. Em abril, Natal registrou o maior resultado mensal desde o início da série histórica do Novo Caged, em 2020, com 2.220 empregos criados.

No comparativo regional, o Rio Grande do Norte foi o quinto estado do Nordeste com maior geração de empregos em agosto. Pernambuco liderou com 12.692 vagas, seguido por Bahia (11.015), Paraíba (8.492) e Ceará (6.933). Após o RN, aparecem Maranhão (3.149), Alagoas (2.803), Piauí (2.591) e Sergipe (2.330).

Em âmbito nacional, o Brasil criou 147.358 empregos com carteira assinada em agosto, resultado de 2.239.895 admissões e 2.092.537 desligamentos. O número superou o saldo de julho (134.251), mas ficou abaixo de agosto de 2024, quando foram criadas 239.069 vagas. No acumulado de janeiro a agosto, o país registra 1.501.930 novos postos de trabalho, com crescimento de 3,18% em relação a dezembro de 2024.

O setor de serviços liderou a geração de empregos no país, com 773.385 postos (+3,36%), seguido pela indústria (273.231 vagas), construção (194.545), comércio (153.483) e agropecuária (107.297). Entre os estados, São Paulo teve o maior saldo (+436.729), seguido por Minas Gerais (+152.968) e Paraná (+108.778).

O desempenho do mercado de trabalho no RN em agosto reforça a tendência de recuperação gradual, com destaque para setores estratégicos e para a capital Natal. Apesar dos avanços, os números ainda indicam necessidade de estímulo à geração de empregos e à diversificação econômica para alcançar patamares superiores aos de 2024.

Foto: Marcello Casal Jr/ Bruno Peres/Agência Brasil

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Turismo do RN cresce 25% em julho e fatura R$ 131 milhões

Turismo do RN cresce 25% em julho e fatura R$ 131 milhões

Setor registra alta no acumulado do ano e reforça necessidade de investimentos em infraestrutura e promoção

Turismo do RN cresce 25% em julho e fatura R$ 131 milhões

O turismo do Rio Grande do Norte registrou crescimento de 25% em julho, com faturamento de R$ 131 milhões. O desempenho representa avanço em relação ao mês anterior, quando o setor movimentou R$ 104,2 milhões. No acumulado de 2025, o crescimento é de 7,6%, consolidando o estado como destino competitivo no cenário nacional.

Julho é tradicionalmente impulsionado pelas férias escolares, o que contribui para o aumento da demanda por hospedagem, alimentação, transporte e atividades turísticas. O resultado reforça a importância de ações de promoção e investimentos em infraestrutura para sustentar o ritmo de crescimento.

No contexto nacional, o setor de turismo movimentou R$ 127,7 bilhões entre janeiro e julho, com alta de 6,5% em relação ao mesmo período de 2024. O faturamento de julho, excluindo transporte aéreo, foi de R$ 14,3 bilhões, representando crescimento de 2,4% frente ao mesmo mês do ano anterior.

Segmentos como transporte aéreo, alojamento, alimentação e turismo rodoviário foram responsáveis pelos principais avanços. Em julho, o transporte aéreo de passageiros registrou faturamento de R$ 5,3 bilhões, com alta de 9,7% em relação ao mesmo mês de 2024. O setor de alimentação alcançou R$ 3 bilhões, com crescimento de 6%.

No Rio Grande do Norte, o turismo de lazer continua sendo o principal motor da economia do setor. Sol e mar permanecem como atrativos centrais, mas há expansão em segmentos como ecoturismo, esportes, experiências culturais e turismo corporativo. A capital Natal tem recebido eventos e congressos que contribuem para a ocupação hoteleira fora da alta temporada.

Turismo do RN
Turismo do RN

O estado também tem ampliado sua presença em mercados emissores do Sul e Sudeste, além de crescer no Centro-Oeste. No cenário internacional, Argentina e Chile lideram como principais emissores de turistas para o RN, com avanços em outros países da América do Sul. Há também esforços para retomar parcerias com emissores europeus.

Apesar do crescimento, o desempenho do RN em julho de 2025 foi de 1,9% em relação ao mesmo mês de 2024, abaixo da média nacional de 2,4%. Estados como Rio Grande do Sul (24,6%), Mato Grosso do Sul (12,9%) e Amazonas (10,9%) apresentaram resultados mais expressivos. Por outro lado, Tocantins (-5,7%), Sergipe (-5,0%) e Minas Gerais (-7,3%) registraram queda.

A ocupação hoteleira e o número de clientes em estabelecimentos como hotéis, bares e restaurantes aumentaram, mas ainda há desafios relacionados à sazonalidade. A manutenção de uma ocupação média elevada depende da realização de eventos e do incentivo a segmentos como turismo religioso, esportivo e corporativo.

Em valores absolutos, os estados com maior faturamento no turismo em julho foram São Paulo (R$ 4 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 1,5 bilhão) e Minas Gerais (R$ 1,4 bilhão). Os menores números foram registrados em estados da região Norte, como Amapá (R$ 10,3 milhões), Acre (R$ 10,3 milhões), Roraima (R$ 10,7 milhões) e Rondônia (R$ 24,9 milhões).

O desempenho do turismo potiguar em julho reforça a necessidade de políticas públicas voltadas para infraestrutura, conectividade aérea, qualificação profissional e promoção contínua do destino. A consolidação do RN como destino turístico depende da articulação entre setor público e privado para garantir crescimento sustentável e competitivo.

Foto: Divulgação/Emprotur

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Aneel define bandeira vermelha patamar 1 para outubro nas contas de energia

Aneel define bandeira vermelha patamar 1 para outubro nas contas de energia

Adicional será de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos a partir do próximo mês

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (26) que a bandeira vermelha patamar 1 será aplicada nas contas de energia durante o mês de outubro. Com isso, haverá cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A decisão representa uma redução em relação aos meses de agosto e setembro, quando esteve em vigor a bandeira vermelha patamar 2, que possui custo maior para os consumidores.

Motivos para a mudança

Segundo a Aneel, a manutenção de condições climáticas desfavoráveis, como o baixo volume de chuvas, continua afetando os níveis dos reservatórios das hidrelétricas, principais fontes de geração do país.

“Diante desse cenário, há necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que são mais caras e justificam o acionamento da bandeira vermelha patamar 1 para outubro”, informou a agência em nota.

A Aneel destacou ainda que, apesar da expansão da energia solar, a fonte é intermitente e não garante fornecimento contínuo. “Por essa razão, é necessário o acionamento das termelétricas para garantir a geração de energia quando não há iluminação solar, inclusive no horário de ponta”, acrescentou.

Como funciona o sistema de bandeiras

O sistema de bandeiras tarifárias foi implementado em 2015 para indicar, de forma transparente, os custos variáveis da geração de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN).

O modelo é dividido em cores que sinalizam o impacto direto na conta de luz:

  • Bandeira verde: não há acréscimo no valor da fatura.
  • Bandeira amarela: cobrança adicional de valor intermediário.
  • Bandeira vermelha patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh.
  • Bandeira vermelha patamar 2: cobrança mais elevada, aplicada em situações de maior custo de geração.

Essas definições permitem que consumidores compreendam como as condições climáticas e o despacho de diferentes usinas impactam os preços finais da energia elétrica.

Impactos esperados em outubro

Com a mudança para a bandeira vermelha patamar 1, os consumidores terão um alívio parcial em comparação aos meses anteriores. No entanto, o valor adicional permanecerá vigente enquanto houver necessidade de acionamento de termelétricas em razão das condições hidrológicas desfavoráveis.

A Aneel reforçou que continuará monitorando os níveis dos reservatórios e o equilíbrio do sistema elétrico para determinar as próximas bandeiras tarifárias nos meses seguintes.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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MEI ganha opção de pagar DAS com cartão de crédito

MEI ganha opção de pagar DAS com cartão de crédito

Receita Federal libera novo método de pagamento para microempreendedores

MEI ganha opção de pagar DAS com cartão de crédito

MEI ganha opção de pagar DAS com cartão de crédito. A Receita Federal anunciou a inclusão do cartão como alternativa para quitação do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), abrangendo o pagamento mensal, o DAS Cobrança e o DAS de Excesso de Receita. A medida amplia a flexibilidade para o microempreendedor manter suas obrigações em dia.

Segundo o Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Norte (CRCRN), a iniciativa representa um avanço ao oferecer mais opções ao contribuinte, mas exige atenção para evitar o endividamento. O pagamento pode ser feito diretamente pelo portal e-Arrecada, na opção “Pagar Online”, com possibilidade de débito à vista ou parcelamento.

O uso do cartão permite ao MEI organizar o fluxo de caixa em períodos de dificuldade financeira, mesmo sem saldo imediato em conta. A praticidade também é destacada, já que não há necessidade de gerar boleto ou ir ao banco. No entanto, o pagamento com cartão envolve custos, como taxas de intermediadores e juros em caso de parcelamento.

O CRCRN alerta que o valor pago com cartão é transferido para a fatura, e não quitado de forma definitiva. Se não houver pagamento integral, a dívida pode crescer rapidamente. A recomendação é utilizar o cartão como último recurso, preferindo o pagamento em parcela única para evitar juros acumulados.

Planejamento financeiro é essencial para o uso consciente do cartão. O microempreendedor deve separar previamente os recursos para o DAS e criar lembretes para evitar atrasos. Os encargos do rotativo do cartão estão entre os mais altos do mercado. É aconselhável também distinguir os gastos pessoais das despesas do negócio, utilizando um cartão exclusivo para a atividade empresarial.

pagar DAS com cartão
pagar DAS com cartão

O pagamento em dia do DAS garante benefícios como contagem de tempo para aposentadoria por idade, cobertura em casos de auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte para dependentes. Nesse contexto, o cartão pode ser uma ferramenta útil para manter a regularidade, desde que usado com responsabilidade.

Além do cartão de crédito, o e-Arrecada oferece outras modalidades de pagamento: Pix, boleto e débito automático. O Pix tem liquidez imediata e não possui custo adicional, sendo indicado para quem tem saldo disponível. O boleto é gratuito, mas menos ágil e sujeito a esquecimentos. O débito automático é ideal para quem mantém disciplina financeira, mas exige saldo na data do pagamento.

O cartão de crédito, por sua vez, oferece fôlego de caixa, mas implica taxas de conveniência e juros elevados no parcelamento. Em caso de entrada no rotativo, os juros podem superar 10% ao mês, tornando o custo final superior ao valor original do tributo.

A Receita Federal reforça que a nova opção busca facilitar o cumprimento das obrigações fiscais dos microempreendedores individuais, sem comprometer a sustentabilidade financeira dos negócios.

Foto: Marcelo Camargo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Senado aprova isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil

Senado aprova isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil

Projeto segue para análise da Câmara dos Deputados após aprovação na Comissão de Assuntos Econômicos

Senado aprova isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 1952/2019, que altera a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A proposta estabelece isenção para contribuintes que recebem até R$ 4.990,00 por mês. O texto segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

A medida representa uma ampliação da faixa de isenção do IR, atualmente limitada a rendimentos mensais inferiores a R$ 2.112,00. Com a nova proposta, trabalhadores com renda de até R$ 5 mil mensais ficariam livres da cobrança do imposto.

Além da isenção para rendas mais baixas, o projeto prevê aumento da tributação para faixas superiores. A intenção é promover maior equilíbrio na carga tributária, com redistribuição do impacto fiscal entre os diferentes níveis de renda.

A emenda aprovada pela CAE foi apresentada como parte do Projeto de Lei 1952/2019, que trata da atualização da tabela do IR. A proposta recebeu parecer favorável e foi incluída como primeiro item da pauta da comissão.

A tabela progressiva do Imposto de Renda é utilizada para calcular o valor devido pelos contribuintes com base em seus rendimentos mensais. A atualização da faixa de isenção é uma demanda recorrente, especialmente em períodos de inflação elevada e perda do poder de compra.

Senado aprova isenção
Senado aprova isenção

Com a aprovação na CAE, o projeto será encaminhado à Secretaria-Geral da Mesa do Senado, que fará os trâmites necessários para envio à Câmara dos Deputados. A proposta ainda precisa passar por comissões temáticas e ser votada em plenário antes de seguir para sanção presidencial.

A ampliação da faixa de isenção pode beneficiar milhões de brasileiros, especialmente trabalhadores assalariados e aposentados que se encontram próximos ao limite atual. A medida também pode ter impacto na arrecadação federal, exigindo compensações fiscais em outras áreas.

A proposta faz parte de um conjunto de iniciativas voltadas à reforma tributária, que busca simplificar o sistema de impostos no país e torná-lo mais justo. A discussão sobre a tabela do IR é considerada estratégica para garantir maior equidade na tributação da renda.

A expectativa é que a análise na Câmara dos Deputados ocorra nas próximas semanas. Caso aprovada, a nova tabela poderá entrar em vigor já no próximo exercício fiscal, dependendo da regulamentação e publicação oficial.

Foto:  Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Potiguares vão receber R$ 12 milhões no 5º lote do IRPF 2025

Potiguares vão receber R$ 12 milhões no 5º lote do IRPF 2025

Mais de 3.600 contribuintes do RN serão contemplados com restituições no quinto lote do Imposto de Renda

Potiguares vão receber R$ 12 milhões no 5º lote do IRPF 2025

A Receita Federal libera, a partir das 10h da terça-feira (23), a consulta ao 5º lote do IRPF 2025. O lote contempla declarações transmitidas fora do prazo e com pendências resolvidas, além de restituições residuais de exercícios anteriores.

No Rio Grande do Norte, 3.695 contribuintes serão beneficiados com um total de R$ 12 milhões em restituições. Em âmbito nacional, o crédito bancário será realizado no dia 30 de setembro, com 387.277 restituições no valor total de R$ 1.035.303.774,57.

Do montante nacional, R$ 507.130.623,63 serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma:

  • 15.604 restituições para idosos acima de 80 anos
  • 66.637 restituições para contribuintes entre 60 e 79 anos
  • 6.968 restituições para pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave
  • 16.926 restituições para contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério

Além disso, 234.920 restituições serão destinadas a contribuintes que, embora não tenham prioridade legal, utilizaram a declaração pré-preenchida ou optaram por receber via PIX. Outros 46.222 contribuintes não prioritários também foram contemplados.

5º lote do IRPF 2025
5º lote do IRPF 2025

Para verificar se a restituição está disponível, o contribuinte deve acessar o site da Receita Federal (www.gov.br/receitafederal), clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, em “Consultar a Restituição”. A plataforma oferece consulta simplificada e completa, com acesso ao extrato de processamento via e-CAC.

Caso haja pendências na declaração, é possível realizar a retificação diretamente no sistema, corrigindo as informações para liberar a restituição.

A Receita também disponibiliza aplicativo para smartphones e tablets, que permite consultar diretamente nas bases da instituição a liberação das restituições e a situação cadastral do CPF.

O pagamento das restituições será feito exclusivamente em conta bancária de titularidade do contribuinte. Em caso de erro nos dados bancários ou problemas na conta, o crédito não é realizado.

Para evitar prejuízos, o contribuinte pode reagendar o crédito pelo Banco do Brasil, dentro do prazo de até um ano após a tentativa inicial. O reagendamento pode ser feito pelo portal bb.com.br/irpf ou pelos telefones:

  • 4004-0001 (capitais)
  • 0800-729-0001 (demais localidades)
  • 0800-729-0088 (exclusivo para deficientes auditivos)

Se o valor não for resgatado dentro do prazo de um ano, o contribuinte deverá solicitar o pagamento pelo Portal e-CAC, disponível no site da Receita Federal.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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BNDES aprova R$ 1,2 bi para empresas afetadas pelo tarifaço

BNDES aprova R$ 1,2 bi para empresas afetadas pelo tarifaço

Quase um terço dos pedidos foram para pequenos e médios negócios

Em dois dias após a abertura para pedidos, o plano Brasil Soberano aprovou R$ 1,2 bilhão em financiamento para empresas afetadas pelo tarifaço americano.

O plano de socorro a empresas exportadoras prevê um total de R$ 40 bilhões em crédito para negócios afetados pela barreira comercial que aplica taxas de até 50% às exportações brasileiras.

O balanço de pedido e aprovação foi divulgado na noite de sexta-feira (19) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), banco de fomento do governo federal.

No período, o total de pedidos de 533 empresas chegou a R$ 3,1 bilhão. Ou seja, 1,9 bilhão anda estão em análise.

O total de R$ 40 bilhões do Brasil Soberano inclui R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e R$ 10 bilhões de recursos do próprio BNDES.

Os recursos são emprestados a juros subsidiados, ou seja, mais baixo do que cobram os demais bancos. Uma das contrapartidas das empresas que se habilitam a receber os empréstimos é não realizar demissões.

Os financiamentos são para linhas de capital de giro (contas do dia a dia, como salário e pagamento de fornecedores), investimentos em adaptação da atividade produtiva, compra de máquinas e equipamentos e busca de novos mercados.
Quem pediu empréstimo

Enrte quinta (18) e sexta-feira (19), foram feitas 75 operações de crédito, todas na linha destinada a capital de giro.

Nos primeiros dias de aprovação, 84,1% dos pedidos aprovados foram empresas da indústria de transformação (seguimento que transforma matéria-prima em um produto final ou intermediário, que vai ser novamente modificado por outra indústria).

Em seguida aparecem agropecuária (6,1%), comércio e serviços (5,7%) e indústria extrativa (4,2%).

Quase um terço do valor total aprovado (30%) foi solicitado por pequenas e médias empresas.

Ao total, 2.236 empresas acessaram o sistema do BNDES para fazer consultas no Brasil Soberano, sendo 533 elegíveis, isto é, com pelo menos 5% do faturamento bruto total, no período de julho de 2024 a julho de 2025, composto por produto na lista de tarifação.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, aponta agilidade na aprovação de recursos e atribui isso ao compromisso do banco e 50 instituições financeiras parceiras.

“Nosso objetivo é proteger os empregos e fortalecer as empresas e a economia, inclusive estimulando a participação em novos mercados”, diz.

Dos valores ainda em análise, R$ 1,7 bilhão são referentes à linha destinada à busca de novos mercados.
Como acessar

O primeiro passo para acessar os recursos é consultar se a empresa é elegível para o plano de socorro. A consulta pode ser feita no site do BNDES.

Os interessados precisarão se autenticar utilizando a plataforma GOV.BR, exclusivamente por meio do certificado digital da empresa.

Caso o sistema indique que a empresa é apta ao crédito, a recomendação é entrar em contato com o banco com o qual já tem relacionamento. Grandes empresas podem procurar diretamente o BNDES.
Efeitos do tarifaço

Um levantamento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), entidade sem fins lucrativos que representa empresas que atuam no comércio entre os dois países, estima que as exportações de produtos afetados pelo tarifaço americano caíram 22,4% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2024.

Os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, perdendo apenas para a China.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o tarifaço de 50% incide em cerca de um terço (35,9%) das exportações brasileiras para os Estados Unidos.

O governo de Donald Trump assinou uma ordem executiva que estipulou a cobrança de taxas de até 50% a partir de 6 de agosto, mas deixou cerca de 700 produtos em uma lista de exceções. Entre eles estão suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo motores, peças e componentes. Também ficaram de fora produtos como polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos.

Trump alega que os americanos têm déficit comercial (compram mais do que vendem) com o Brasil – o que é desmentido por números oficiais de ambos os países.

O presidente americano usou como justificativa o tratamento dado pelo Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que considera ser perseguido. Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, em julgamento que terminou na semana passada.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil / José Paulo Lacerda/CNI/Ilustração

Da Agência Brasil

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Produção de camarão cresce 27,8% no RN em 2024 e Estado mantém liderança nacional

Produção de camarão cresce 27,8% no RN em 2024 e Estado mantém liderança nacional

Rio Grande do Norte produziu 31,6 milhões de quilos de camarão e respondeu por 21,5% da produção brasileira

Produção de camarão cresce 27,8% no RN em 2024 e Estado mantém liderança nacional

A produção de camarão no Rio Grande do Norte alcançou 31,6 milhões de quilos em 2024, representando um crescimento de 27,83% em relação ao ano anterior. Apesar do aumento expressivo no volume, o valor total pago pelo produto teve alta nominal de apenas 2,61%, totalizando R$ 701,39 milhões.

O preço médio do quilo do camarão foi de R$ 22,18, inferior ao registrado no ano anterior. A queda no valor unitário impediu que o crescimento da produção se refletisse proporcionalmente no faturamento. Ainda assim, o camarão permanece como o principal produto da aquicultura potiguar, representando 78,93% do valor total do setor.

No cenário nacional, a produção brasileira de camarão atingiu 146,8 mil toneladas em 2024, com crescimento de 15,17%. O valor de produção nacional foi de R$ 3,1 bilhões, com aumento nominal de 16,34%.

O Rio Grande do Norte respondeu por 21,5% da produção nacional, mantendo-se como o segundo maior produtor do país, atrás apenas do Ceará. Juntos, os dois estados foram responsáveis por cerca de 99,7% da produção nordestina.

O município de Pendências, no Oeste potiguar, destacou-se como o terceiro maior produtor de camarão do Brasil, com 9,6 milhões de quilos em 2024, um crescimento de 45,71%. O município foi responsável por 30,4% da produção estadual.

produção de camarão
produção de camarão

Arês ocupou o segundo lugar no ranking estadual, com 3,5 milhões de quilos produzidos, seguido por Canguaretama, com 3,2 milhões de quilos. Senador Georgino Avelino e Guamaré completam a lista dos cinco maiores produtores do RN, com 2,8 milhões e 2,299 milhões de quilos, respectivamente.

O setor da aquicultura potiguar acumulou R$ 888,66 milhões em valor de produção em 2024, com variação nominal positiva de 2,15%. A carcinicultura respondeu por 95,88% desse total, sendo 78,93% da produção de camarão e 16,95% da produção de larvas e pós-larvas.

A tilápia manteve-se como o terceiro produto com maior participação no valor de produção da aquicultura potiguar, com 3,36%. Foram produzidos 2,297 milhões de quilos, gerando R$ 29,87 milhões em faturamento. Nísia Floresta liderou a produção de tilápia no estado, com 34,81% do total.

A malacocultura, que inclui ostras, vieiras e mexilhões, registrou crescimento de 25%, com produção de 125 mil quilos e faturamento de R$ 2,5 milhões.

Além da aquicultura, o Rio Grande do Norte também bateu recorde na produção de mel de abelha em 2024, com 1.190.489 quilos. O volume superou as marcas históricas de 2008 e 2009, consolidando o estado como o 11º maior produtor do país.

O crescimento foi de 30,9% em relação a 2023, sendo o quarto maior aumento nacional. O valor de produção do mel potiguar chegou a R$ 21,4 milhões, com destaque para os municípios de Apodi (250 mil kg), Macaíba (100 mil kg), Serra do Mel (50 mil kg), São Miguel (42 mil kg) e Caraúbas (39 mil kg).

Foto: Elia Elsie/Divulgação/Agência Brasil

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Selic em 15% mantém Brasil com segundo maior juro real do mundo

Selic em 15% mantém Brasil com segundo maior juro real do mundo

Taxa real de 9,51% coloca país atrás apenas da Turquia em ranking global de juros

Selic em 15% mantém Brasil com segundo maior juro real do mundo

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 15%, anunciada nesta quarta-feira (17), posiciona o Brasil como o segundo país com maior juro real do mundo, com uma taxa de 9,51%. O levantamento foi realizado pela MoneYou em parceria com a Lev Intelligence, sob coordenação do economista-chefe Jason Vieira.

Mesmo que o Copom tivesse optado por um corte de 0,25 ponto percentual, hipótese considerada por apenas 5% dos agentes do mercado, o Brasil permaneceria na mesma posição no ranking global.

Ranking de juros reais

O Brasil está atrás apenas da Turquia, que lidera com 12,34% de juro real. Em seguida aparecem:

  • Rússia: 4,79%
  • Colômbia: 4,38%
  • México: 3,77%

A média global de juros reais entre os países avaliados é de 1,45%.

Avaliação global

Entre 165 países analisados, os dados mostram que:

  • 83,64% mantiveram suas taxas de juros nas últimas reuniões de política monetária
  • 2,42% elevaram as taxas
  • 13,94% realizaram cortes

Em um recorte de 40 países, os números indicam que:

  • 70% mantiveram as taxas
  • 0% elevaram
  • 30% cortaram

Cenário fiscal e inflacionário

A projeção considera que o cenário de incertezas inflacionárias locais persiste, influenciado pela questão fiscal, que gera tensão no mercado. Segundo Vieira, a guerra de tarifas contribui para o desvio de foco e aumenta a dificuldade do Copom em realizar cortes na taxa básica de juros.

Apesar de sinais de alívio inflacionário e da queda global do dólar, o Copom optou por manter a taxa como forma de sinalizar preocupação com o cenário fiscal.

Comparação com os Estados Unidos

A manutenção da Selic no Brasil contrasta com a expectativa de corte de 25 pontos-base nos Estados Unidos. Vieira aponta que, enquanto o Copom envia um recado ao setor fiscal, o Federal Reserve (FOMC) pode justificar cortes com base em dados marginais do mercado de trabalho, mesmo diante da força recente da inflação norte-americana.

Perspectivas

A decisão do Copom reforça a postura cautelosa diante das variáveis econômicas internas e externas. O Brasil segue com uma das maiores taxas reais de juros do mundo, o que impacta diretamente o custo do crédito, os investimentos e o desempenho da economia.

O ranking elaborado por MoneYou e Lev Intelligence é atualizado periodicamente e considera a diferença entre a taxa nominal de juros e a inflação projetada, oferecendo uma visão comparativa entre os países.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

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Exportações de pescado do RN para os EUA despencam 80%

Exportações de pescado do RN para os EUA despencam 80%

Tarifa de 50% imposta pelos EUA afeta pesca e sal potiguar; setor busca alternativas para evitar demissões

Exportações de pescado do RN para os EUA despencam 80%

As exportações de pescado do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos registraram queda de 80% desde a entrada em vigor da tarifa de 50% imposta pelo governo norte-americano. A medida, adotada pelo presidente Donald Trump, afetou diretamente o setor pesqueiro potiguar, que agora exporta apenas 20% do volume anteriormente destinado ao mercado dos EUA.

Segundo o Sindicato da Indústria da Pesca do RN (Sindipesca), o impacto da tarifa resultou na paralisação de metade da frota de navios de pesca de atum no estado. O volume exportado caiu de cerca de 300 toneladas mensais para menos de 50 toneladas. Parte do custo da taxação está sendo absorvida pelas indústrias e parte pelos compradores, por meio de negociações diretas entre empresas.

Apesar da queda nas exportações, o setor ainda não registrou demissões. Algumas empresas optaram por conceder férias aos trabalhadores como forma de manter os empregos diante da redução na produção.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior indicam que as exportações totais do RN para os Estados Unidos caíram 74% entre julho e agosto, passando de US$ 6,25 milhões para US$ 1,62 milhão. Os segmentos mais afetados foram a pesca e o sal, que mantinham forte presença no mercado norte-americano.

O presidente do Sindipesca-RN, Arimar França Filho, afirmou que a expectativa é pela rápida regulamentação do Plano Brasil Soberano, que prevê acesso ao crédito e medidas para preservar empregos. Ele também destacou a importância da abertura do mercado europeu como alternativa para compensar as perdas com os EUA.

No setor salineiro, que tinha 47% das exportações voltadas para os Estados Unidos, a preocupação é com a perda de clientes. O presidente do Sindicato da Indústria de Extração do Sal no RN (Siesal), Airton Torres, considera o prejuízo incalculável e alerta para os riscos de não conseguir recuperar os clientes perdidos no futuro. Ainda assim, as empresas do setor não cogitam cortes de pessoal e concentram esforços na manutenção dos empregos.

Uma das medidas adotadas para mitigar os efeitos da crise foi a ampliação temporária do Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do RN (Proedi), que dobrou os incentivos do ICMS e garantiu até R$ 2 milhões em crédito presumido. A inclusão do sal no programa Reintegra também foi discutida com o vice-presidente Geraldo Alckmin, em Brasília.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) tem atuado em conjunto com os governos federal e estadual para buscar soluções. O presidente da entidade, Roberto Serquiz, participou de missão aos Estados Unidos para apresentar os impactos do tarifaço às instituições locais. Segundo ele, o sal potiguar é reconhecido pela pureza e qualidade, e o atum também possui características que o tornam difícil de substituir no mercado norte-americano.

Serquiz afirmou que a prioridade é manter os empregos e buscar alternativas comerciais. Algumas empresas estão programando férias para os colaboradores e sacrificando margens de lucro para manter o mercado. Os próximos seis meses serão decisivos para avaliar se haverá desligamentos ou perdas reais no setor.

O secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do RN, Hugo Fonseca, informou que o decreto estadual ampliou o apoio às empresas afetadas, com foco na diversificação de mercados. Ele destacou o crescimento das exportações brasileiras para o México (43,8%) e para o Mercosul (40,4%) em agosto como sinais positivos.

Em nível nacional, o Plano Brasil Soberano prevê R$ 30 bilhões em crédito via Fundo Garantidor de Exportações, aumento das alíquotas do Reintegra, prorrogação do regime de drawback e apoio a produtores por meio de compras públicas. A expectativa é que as linhas de crédito sejam regulamentadas ainda em setembro, beneficiando diretamente as empresas do Rio Grande do Norte.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Salário médio de admissão cresce no Brasil em 2024, mas RN segue entre os menores

Salário médio de admissão cresce no Brasil em 2024, mas RN segue entre os menores

Estudo da FIRJAN aponta média de R$ 1.760 no Rio Grande do Norte, abaixo da nacional de R$ 2.178

O salário médio de admissão no Brasil apresentou crescimento real de 2% em 2024, alcançando R$ 2.178, segundo o estudo “Raio-X do Salário de Admissão”, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN). Apesar da melhora nacional, o Rio Grande do Norte aparece na 23ª posição entre os 26 estados e o Distrito Federal, com média de R$ 1.760. O aumento em relação a 2023 foi de 0,8%, à frente apenas de Alagoas (R$ 1.753), Amapá (R$ 1.725), Roraima (R$ 1.715) e Acre (R$ 1.700).

O levantamento indica que os maiores salários médios de admissão estão concentrados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde há maior presença de setores industriais, tecnológicos e de serviços financeiros. São Paulo lidera o ranking, com média de R$ 2.473, seguido pelo Distrito Federal (R$ 2.284) e Rio de Janeiro (R$ 2.223). No Nordeste, os salários são menores: o Ceará apresenta média de R$ 1.927, enquanto Alagoas ocupa a última posição da região, com R$ 1.753.

Diferenças setoriais

De acordo com a FIRJAN, os setores que oferecem os maiores salários médios de admissão são a Indústria (R$ 2.310) e os Serviços (R$ 2.250). Já a Agropecuária (R$ 2.011) e o Comércio (R$ 1.926) registram valores abaixo da média nacional. As diferenças regionais estão ligadas à concentração de atividades econômicas de maior valor agregado, como tecnologia da informação, engenharia, mineração e serviços financeiros.

No Rio Grande do Norte, a Federação das Indústrias do Estado (FIERN) destaca que o mercado consumidor reduzido, o perfil predominante de micro e pequenas empresas e os custos logísticos impactam a competitividade dos salários iniciais. Ainda assim, a indústria potiguar se destaca: dados do Observatório da Indústria MaisRN mostram que o setor paga, em média, R$ 2.629,89, acima da média nacional.

Entre os segmentos que puxam a média estão as atividades petrolíferas, que chegam a R$ 15.380, além da fabricação de máquinas e equipamentos elétricos (R$ 8.505,17), eletricidade e gás (R$ 8.034,64), captação e distribuição de águas (R$ 7.584,75) e extração de minerais (R$ 5.550,81). A energia eólica também aparece como setor em crescimento, com salários médios superiores em municípios produtores, devido à demanda por equipes multidisciplinares.

Confiança do setor produtivo

Apesar dos destaques pontuais, a confiança da indústria potiguar apresentou queda em 2024. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) passou de 60,6 pontos em janeiro de 2024 para 53,2 em agosto de 2025. A retração aponta para dificuldades em investimentos, expansões e novas contratações no estado.

A FIERN defende que elevar os salários médios no RN depende de políticas públicas integradas voltadas à educação, inovação e modernização do ambiente regulatório, alinhadas às vocações econômicas locais.

Qualificação profissional como fator de mudança

O estudo da FIRJAN aponta que 77% das ocupações registraram aumento real nos salários de admissão em 2024. Áreas como engenharias, tecnologia e inovação continuam entre as mais valorizadas, com salários iniciais que ultrapassam R$ 10 mil em algumas funções. Engenheiros de computação, por exemplo, registraram média de R$ 13.794, enquanto engenheiros químicos alcançaram R$ 11.181.

No Rio Grande do Norte, o Senac-RN ampliou a oferta de cursos técnicos e de qualificação, somando mais de 33 mil vagas em 2024 — 20% a mais que no ano anterior. Desse total, 17 mil foram ofertadas pelo Programa Senac de Gratuidade (PSG). A instituição também atua em parcerias com empresas para encaminhar trabalhadores ao mercado de trabalho: mais de 3 mil pessoas foram contratadas em 2024 após participação em processos seletivos.

Os setores de serviços com maiores salários iniciais incluem exploração de jogos e apostas (R$ 9.301), serviços financeiros (R$ 5.179), tecnologia da informação (R$ 4.927) e pesquisa científica (R$ 4.861). Na indústria, atividades como extração de petróleo e gás natural (R$ 9.104) e fabricação de produtos farmacêuticos (R$ 4.186) figuram entre as mais bem remuneradas.

Variações estaduais

Embora a média nacional tenha registrado alta, alguns estados tiveram desempenho negativo ou estável. O Rio de Janeiro foi o único a apresentar retração, com queda de 0,4%. Ceará e Pará tiveram aumento de apenas 0,1%. Acre e Bahia registraram crescimento de 0,9%, próximo ao índice de 0,8% do Rio Grande do Norte.

Foto: Tony Winston/Agência Brasília

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Comércio varejista do RN registra queda em julho

Comércio varejista do RN registra queda em julho

Volume de vendas recua 0,1% no estado, segundo dados do IBGE

Comércio varejista do RN registra queda em julho

O comércio varejista do RN registrou queda de 0,1% no volume de vendas em julho, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este foi o pior desempenho do ano para o setor no estado e o menor índice para o mês de julho desde 2023, mesmo com ajustes sazonais.

É a primeira vez em 2025 que o indicador estadual apresenta variação negativa. No mesmo mês, 17 estados brasileiros também registraram queda nas vendas, incluindo cinco da região Nordeste.

Apesar da retração no volume de vendas, a receita nominal do comércio potiguar teve crescimento de 0,2% em julho. Esse resultado ficou abaixo do desempenho de junho, quando o aumento foi de 2,2%.

Em nível nacional, o comércio varejista caiu 0,3% em julho, acumulando quatro meses consecutivos de recuo. A perda acumulada no período é de 1,1%, conforme os dados do IBGE.

Na comparação com julho de 2024, o volume de vendas do comércio varejista do RN cresceu 4,8%. Já a receita nominal teve aumento de 10,3% no mesmo intervalo. Esses números indicam que, apesar da queda pontual em julho de 2025, o desempenho anual ainda é positivo.

No acumulado de janeiro a julho de 2025, o volume de vendas do comércio varejista potiguar avançou 2,4%, enquanto a receita nominal cresceu 8%. Esses dados refletem uma tendência de crescimento moderado ao longo do ano, mesmo com oscilações mensais.

O comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, peças e materiais de construção, também registrou queda de 0,1% em julho em relação ao mês anterior. Esse segmento acompanha a tendência observada no varejo restrito, reforçando o cenário de desaceleração no setor.

A PMC é uma pesquisa mensal realizada pelo IBGE que acompanha o desempenho do comércio varejista em todo o território nacional. Os dados são utilizados para análise de conjuntura econômica e para formulação de políticas públicas voltadas ao setor.

A queda registrada em julho pode estar relacionada a fatores como redução no consumo das famílias, variações nos preços de produtos e serviços, além de impactos sazonais e conjunturais. O comportamento do consumidor, a inflação e o crédito também influenciam diretamente os resultados do comércio.

O desempenho do comércio varejista do RN em julho de 2025 reforça a necessidade de monitoramento constante do setor, especialmente em períodos de instabilidade econômica. A análise dos dados mensais permite identificar tendências e ajustar estratégias de mercado.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Reforma Tributária altera tributação de aluguéis a partir de 2026

Reforma Tributária altera tributação de aluguéis a partir de 2026

Nova regra eleva carga tributária sobre locações residenciais e comerciais, com impacto progressivo até 2033

Reforma Tributária altera tributação de aluguéis a partir de 2026

A partir de 2026, os locadores de imóveis residenciais e comerciais começarão a sentir os efeitos da Reforma Tributária, que altera a forma de tributação sobre aluguéis no Brasil. A mudança será implementada de forma gradual até 2033, conforme previsto na Lei Complementar nº 214/2025.

Atualmente, os aluguéis intermediados por pessoas jurídicas, como imobiliárias, são tributados em 3,65%, referente ao PIS/Cofins. Com a nova legislação, essa alíquota será substituída pelo Imposto sobre Valor Agregado (IVA), composto por dois tributos: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

A alíquota cheia do IVA será de aproximadamente 28%, mas haverá deduções específicas para determinadas atividades. No caso da locação de imóveis, a dedução será de 70%, resultando em uma carga tributária efetiva entre 8,2% e 8,4%.

Além das pessoas jurídicas, a nova regra também afetará pessoas físicas que possuam mais de três imóveis para aluguel ou que tenham receita bruta anual superior a R$ 240 mil com locações. Nesses casos, a pessoa física será equiparada à atividade de imobiliária e estará sujeita à mesma tributação.

As locações por curta temporada realizadas por meio de plataformas digitais também serão tributadas pelo IVA, mas seguirão as regras aplicáveis à hotelaria. Nesse modelo, a dedução será de 40%, o que elevará a carga tributária para cerca de 18%.

Os contratos de aluguel que estiverem em vigor antes da implementação da nova regra permanecerão sob as normas atuais até o fim da vigência contratual. Para garantir a validade das condições anteriores, é necessário que os contratos estejam devidamente registrados em cartório.

A Reforma Tributária tem como objetivo simplificar o sistema tributário brasileiro, substituindo tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS pelo IVA dual. A transição será feita de forma progressiva, com a aplicação parcial do IVA e a retirada gradual dos tributos antigos até 2033.

Diante das mudanças, locadores devem se preparar para avaliar o impacto da nova tributação sobre seus investimentos. A análise deve considerar fatores como o número de imóveis, o modelo de locação, a receita anual e a possibilidade de migração para pessoa jurídica.

A busca por orientação especializada é recomendada para compreender as novas regras, identificar possíveis deduções na base de cálculo e avaliar a viabilidade de manter o aluguel como fonte de renda. A assessoria contábil pode auxiliar na adaptação ao novo regime tributário e na tomada de decisões estratégicas.

A variação nos preços finais dos aluguéis dependerá de fatores de mercado, como oferta e demanda, localização dos imóveis e negociações entre locadores e locatários. Não é possível prever com precisão se os custos serão repassados aos inquilinos, pois isso dependerá da dinâmica de cada contrato e da estratégia de cada proprietário.

A nova tributação sobre aluguéis representa uma mudança significativa no setor imobiliário e exige atenção dos envolvidos para evitar surpresas e garantir conformidade com a legislação vigente.

Foto:  Joédson Alves/Fernando Frazão/Agência Brasil

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Pix parcelado será lançado em setembro e amplia acesso ao crédito

Pix parcelado será lançado em setembro e amplia acesso ao crédito

Nova modalidade permitirá compras parceladas sem cartão de crédito; Banco Central divulgará regras ainda este mês

Pix parcelado será lançado em setembro e amplia acesso ao crédito

O Banco Central (BC) deve lançar ainda em setembro o Pix parcelado, uma nova funcionalidade que permitirá aos usuários realizar compras parceladas utilizando o sistema de pagamentos instantâneos. A novidade promete ampliar o acesso ao crédito, especialmente para consumidores que não possuem cartão de crédito.

Com o Pix parcelado, o recebedor da transação receberá o valor integral da compra de forma imediata, enquanto o pagador poderá dividir o valor em parcelas, com incidência de juros. A operação será considerada uma modalidade de crédito, com débito direto na conta do pagador na data de vencimento de cada parcela.

Alternativa ao cartão de crédito

Segundo especialistas, o Pix parcelado pode oferecer juros menores em comparação ao parcelamento via cartão de crédito. Como o débito será feito diretamente na conta do consumidor, a margem para inadimplência tende a ser reduzida. Além disso, o lojista poderá receber o valor total da venda sem custos de antecipação, o que pode facilitar a negociação de descontos no momento da compra.

Apesar das vantagens, o cartão de crédito ainda oferece maior flexibilidade, como a possibilidade de pagamento mínimo, atraso e benefícios adicionais como programas de pontos, milhas e cashback. O consumidor deverá avaliar qual meio de pagamento se adequa melhor ao seu perfil e às suas necessidades.

Funcionamento do Pix parcelado

Diferente do Pix tradicional, que não envolve custos para pessoas físicas, o Pix parcelado será uma operação de crédito sujeita a encargos financeiros. No momento da compra, o consumidor poderá optar pela modalidade parcelada e será informado sobre o valor das parcelas, datas de débito e os juros aplicáveis.

A expectativa é que cerca de 60 milhões de brasileiros que atualmente não têm acesso ao cartão de crédito possam utilizar o Pix parcelado como alternativa para adquirir produtos e serviços. O Banco Central confirmou que divulgará ainda em setembro as regras para padronização da nova funcionalidade.

Outras mudanças no Pix

Além do Pix parcelado, o Banco Central prepara outras atualizações no sistema de pagamentos para os próximos anos. A partir de 2026, será implementado o Pix em garantia, voltado exclusivamente para pessoas jurídicas. Com essa funcionalidade, empresas poderão utilizar valores a receber via Pix como garantia em operações de crédito, facilitando o acesso a financiamento, especialmente para pequenos e médios empreendedores.

Outra novidade prevista para outubro é a proteção dos usuários do Pix. Um novo sistema de autoatendimento será integrado ao Mecanismo Especial de Devolução, permitindo que vítimas de fraudes possam solicitar devolução diretamente pelo aplicativo do banco, sem necessidade de contato com o suporte da instituição financeira.

Expectativas

As novas funcionalidades do Pix fazem parte da estratégia do Banco Central para ampliar a inclusão financeira e modernizar o sistema de pagamentos no Brasil. O Pix parcelado, em especial, representa uma alternativa para consumidores que enfrentam dificuldades de acesso ao crédito tradicional, oferecendo mais opções de pagamento com maior controle e transparência.

Foto: Marcello Casal Jr/Bruno Peres/Agência Brasi

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Inadimplência empresarial atinge 83,6 mil empresas no RN em junho

Inadimplência empresarial atinge 83,6 mil empresas no RN em junho

Estado registra 30,8% de negócios negativados; cenário nacional alcança recorde com 7,8 milhões de CNPJs inadimplentes

Inadimplência empresarial atinge 83,6 mil empresas no RN em junho

O Rio Grande do Norte registrou 83.695 empresas inadimplentes em junho de 2025, segundo dados do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian. O número representa 30,8% dos negócios ativos no estado com pendências financeiras. No Brasil, o mês marcou um novo recorde histórico, com 7,8 milhões de CNPJs negativados, o equivalente a 32,9% das empresas em atividade.

Cenário regional

Na análise por região, o Nordeste ultrapassou a marca de 1,2 milhão de empresas inadimplentes. Alagoas lidera com a maior proporção (39,6%), seguido por Maranhão (39,2%), Pernambuco (33,1%), Rio Grande do Norte (30,8%), Bahia (30,6%) e Paraíba (30,4%). Os menores índices foram observados em Sergipe (29,4%), Ceará (28%) e Piauí (25,4%).

O levantamento mostra que a inadimplência empresarial se intensificou ao longo de 2025. Entre maio e junho, mais de 100 mil novos negócios passaram a apresentar atrasos em pagamentos. Desses, 7,4 milhões são micro, pequenas e médias empresas, segmento mais vulnerável às oscilações econômicas e à restrição de crédito.

Cenário regional

Na análise por região, o Nordeste ultrapassou a marca de 1,2 milhão de empresas inadimplentes. Alagoas lidera com a maior proporção (39,6%), seguido por Maranhão (39,2%), Pernambuco (33,1%), Rio Grande do Norte (30,8%), Bahia (30,6%) e Paraíba (30,4%). Os menores índices foram observados em Sergipe (29,4%), Ceará (28%) e Piauí (25,4%).

O levantamento mostra que a inadimplência empresarial se intensificou ao longo de 2025. Entre maio e junho, mais de 100 mil novos negócios passaram a apresentar atrasos em pagamentos. Desses, 7,4 milhões são micro, pequenas e médias empresas, segmento mais vulnerável às oscilações econômicas e à restrição de crédito.

Impacto nas micro e pequenas empresas

Segundo o Sebrae, o cenário atual exige atenção redobrada à gestão financeira. A instituição aponta que juros elevados e crédito restrito dificultam o equilíbrio das contas empresariais. A falta de planejamento financeiro e falhas na gestão de caixa são fatores que contribuem para o aumento da inadimplência.

O Sebrae recomenda que os empresários busquem crédito de forma consciente, considerando alternativas como o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (FAMPE), que atua como garantidor em negociações com instituições financeiras. A entidade também oferece consultoria gratuita, participação em feirões de renegociação de dívidas e acesso à plataforma “Crédito Já”, que reúne opções de financiamento disponíveis no mercado.

Setores mais afetados

No cenário nacional, o setor de serviços concentra 53,8% das empresas negativadas, seguido pelo comércio, com 33,9%. A indústria representa uma parcela menor, mas também enfrenta dificuldades. A Fecomércio RN destaca que o ambiente macroeconômico adverso em 2025 — com juros altos, inflação, volatilidade cambial e aumento dos custos trabalhistas — impactou diretamente as margens de lucro, especialmente nos setores intensivos em mão de obra.

Empresas que atuam como fornecedoras ou prestadoras de serviço para entes públicos também enfrentam pressão adicional, devido ao aumento de custos e atrasos nos pagamentos. A limitação de receitas leva à inadimplência em contas básicas, fornecedores e tributos.

Reflexo nas famílias

A inadimplência empresarial no estado também reflete a situação das famílias potiguares. Em agosto, 37,8% dos lares do RN estavam endividados, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O cenário indica uma correlação entre dificuldades enfrentadas por empresas e consumidores.

Perspectivas

Apesar do quadro desafiador, há expectativa de melhora nos próximos meses. A projeção de inflação convergente para a meta e a redução da taxa de juros podem contribuir para a queda da inadimplência, tanto no âmbito empresarial quanto pessoal.

Segundo a Serasa Experian, as dívidas das empresas brasileiras totalizaram R$ 188,4 bilhões em junho, com média de R$ 24,1 mil por CNPJ e cerca de 7,4 contas não quitadas por empresa. O ambiente financeiro restritivo e a seletividade dos credores dificultam negociações, contribuindo para o aumento da inadimplência.

Foto: Rovena Rosa/José Cruz/Agência Brasil

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Cesta básica em Natal tem queda de 2,77% em agosto

Cesta básica em Natal tem queda de 2,77% em agosto

Redução foi puxada por óleo, tubérculos, feijão e café, segundo dados do Idema-RN

Cesta básica em Natal tem queda de 2,77% em agosto

O custo da cesta básica em Natal registrou uma redução de 2,77% no mês de agosto de 2025. A análise foi feita pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema-RN), por meio da Coordenadoria de Estudos Socioeconômicos (CES). Dos treze produtos avaliados, oito apresentaram queda nos preços.

As maiores reduções foram observadas no óleo (-12,31%) e nos tubérculos (-11,68%). Também tiveram variações negativas o feijão (-6,41%), café (-5,03%), frutas (-3,51%), carne de boi (-2,17%), legumes (-1,75%) e açúcar (-1,69%).

Por outro lado, cinco produtos registraram aumento: arroz (4,85%), margarina (4,30%), leite (3,21%), farinha (1,33%) e pão (0,98%).

O custo médio com alimentação por pessoa em Natal foi de R$ 598,36 em agosto. Para uma família composta por quatro pessoas, o valor chegou a R$ 2.393,44. Considerando os demais grupos de consumo essenciais — como vestuário, transporte, habitação e despesas pessoais — o gasto total mensal estimado para essa família foi de R$ 7.380,46, representando um acréscimo de R$ 210,00 em relação a julho.

Segundo o Idema-RN, as variações nos preços são influenciadas por fatores como clima e safra. O período de entressafra e o início das chuvas contribuíram para a queda nos preços de diversos itens da cesta básica.

Índice de Preços ao Consumidor (IPC)

Apesar da redução na cesta básica, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Natal apresentou variação positiva de 0,10% em agosto, comparado ao mês anterior. No acumulado do ano, a variação foi de 3,19%, e nos últimos doze meses (setembro de 2024 a agosto de 2025), o índice atingiu 5,02%.

O grupo alimentação e bebidas, que representa 32,43% da composição do IPC, teve queda de 1,30% em relação a julho. Os principais itens que contribuíram para essa redução foram cereais, leguminosas e oleaginosas (-5,96%), sal e condimentos (-4,56%), tubérculos, raízes e legumes (-3,67%), hortaliças e verduras (-3,31%), aves e ovos (-2,39%) e frutas (-2,24%).

Em contrapartida, o grupo transporte teve aumento de 1,82%, puxado por combustíveis para veículos (+5,86%) e veículo próprio (+0,91%). O grupo habitação também apresentou alta de 1,11%, com destaque para reparos (1,94%) e artigos de limpeza (0,61%).

O economista Helder Cavalcanti avalia que o IPC reflete as condições econômicas atuais do país, influenciadas por tarifas, câmbio e políticas governamentais. Ele aponta que o cenário futuro permanece incerto, com impacto direto nas famílias.

A percepção dos consumidores em Natal confirma os dados. Muitos relatam dificuldade em manter hábitos alimentares devido aos preços elevados, apesar da queda em alguns itens. O custo com transporte também é citado como um dos principais desafios no orçamento mensal.

Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

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Café e carnes ficam mais baratos em Natal após tarifa dos EUA

Café e carnes ficam mais baratos em Natal após tarifa dos EUA

Taxação de 50% sobre exportações brasileiras gera excedente no mercado interno e reduz preços em supermercados

Café e carnes mais baratos em Natal após tarifa dos EUA

A imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos gerou impactos diretos no mercado interno. Em Natal, capital do Rio Grande do Norte, os reflexos foram observados nos supermercados, com queda nos preços de itens como café e carnes. Os dados são do Procon Natal e da empresa de inteligência de mercado Scanntech.

Segundo levantamento do Procon Natal, o preço do café caiu 4,54% em agosto. As carnes de primeira registraram redução de 2,62%, enquanto as carnes de segunda tiveram queda de 0,95%. A tendência acompanha o cenário nacional e regional, onde os mesmos produtos apresentaram retração de preços.

A exceção foi o frango. Enquanto o preço médio do quilo da proteína caiu 5,7% no Brasil e 3,1% no Nordeste, em Natal houve aumento de 4,94%. A variação é atribuída a fatores locais, como o perfil das empresas que abastecem o mercado potiguar, que não necessariamente exportam para os Estados Unidos.

De acordo com a Scanntech, no Nordeste, os preços médios caíram 1,3% para carne suína, 1,0% para café e 0,6% para carne bovina. No Brasil, as quedas foram de 4,6% para café, 1,2% para carne suína e 0,8% para carne bovina.

A tarifa americana entrou em vigor no dia 6 de agosto. A medida afetou diretamente a exportação de produtos como frango, carnes e café, que têm os Estados Unidos como um dos principais destinos. Com a redução ou suspensão dos embarques, houve redirecionamento da produção para o mercado interno, gerando excedente e pressionando os preços para baixo.

A análise da Scanntech indica que o aumento da oferta, sem expansão proporcional da demanda, contribuiu para a queda nos preços no varejo. O fenômeno é considerado conjuntural e pode ser temporário, dependendo da recomposição das exportações ou da absorção da produção por novos mercados.

Em Natal, o preço médio da cesta básica caiu 2,03% em agosto, passando de R$ 446,69 para R$ 437,79. Além de café e carnes, produtos do hortifruti também apresentaram queda. A cebola branca teve redução de 37,67%, o tomate caiu 34,20%, a batata comum 11,48% e a batata-doce 3,75%.

O peixe foi o único item que apresentou aumento de preço em agosto, com alta de 1% no Nordeste e 2% no Brasil, segundo a pesquisa.

Especialistas apontam que o cenário de queda nos preços pode ser passageiro. A expectativa é de estabilização, com possível retorno aos patamares anteriores, dependendo da dinâmica de consumo, das negociações comerciais e da capacidade de ajuste da produção interna.

A redução nos preços foi percebida pelos consumidores. O Procon Natal registrou variações positivas para o bolso da população, especialmente em itens essenciais da alimentação. A queda nos preços é atribuída à inviabilização das exportações, que gerou excedente no mercado local.

A situação é monitorada por entidades como a Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn), que também relaciona a queda de preços à política tarifária dos Estados Unidos. A entidade destaca que o comportamento do mercado nos próximos meses dependerá de fatores externos e internos, como acordos comerciais e ajustes na produção.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Exportações do Brasil para EUA caem 18,5% após tarifa de 50%

Exportações do Brasil para EUA caem 18,5% após tarifa de 50%

Medida imposta pelo governo dos Estados Unidos afeta diretamente produtos brasileiros e gera déficit comercial

Exportações do Brasil para EUA caem 18,5%

As exportações do Brasil para os Estados Unidos registraram queda de 18,5% em agosto, primeiro mês de vigência da tarifa de 50% imposta pelo governo americano sobre produtos brasileiros. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira.

A redução representa uma perda de aproximadamente US$ 600 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior. Em contrapartida, as importações de produtos americanos pelo Brasil aumentaram 4,6%, totalizando um acréscimo de US$ 200 milhões.

Com esse cenário, o Brasil acumulou déficit comercial com os Estados Unidos pelo oitavo mês consecutivo em 2025. O saldo negativo em agosto foi de US$ 1,23 bilhão, resultado da diferença entre o volume de importações e exportações entre os dois países.

Apesar da queda nas exportações para os EUA, o Brasil apresentou crescimento de 3,9% nas exportações totais em agosto. O país fechou o mês com superávit de US$ 6,13 bilhões, resultado de US$ 29,86 bilhões em exportações e US$ 23,73 bilhões em importações. Esse desempenho representa um aumento de 35,8% em relação ao mesmo mês de 2024.

Os setores de agropecuária e indústria extrativa foram os principais responsáveis pelo crescimento das exportações brasileiras, com altas de 8,3% e 11,3%, respectivamente. As vendas para países como China, Argentina e México também contribuíram para o resultado positivo. A China registrou aumento de 31%, a Argentina 40,37% e o México 43,82% nas compras de produtos brasileiros.

Segundo o MDIC, o crescimento das exportações para a China foi impulsionado por produtos como óleos e derivados de petróleo (+75%), soja (28,45%), carne bovina (+84%), minério de ferro (+4,9%) e açúcar (20%).

A tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos é composta por uma taxa adicional de 40%, somada aos 10% já anunciados em abril como parte de uma política de “tarifas recíprocas”. A justificativa para a nova tarifa inclui fatores políticos e suspeitas de práticas comerciais desleais.

De acordo com cálculos do governo brasileiro, a medida afeta diretamente 35,9% das exportações do Brasil para os Estados Unidos. Em 2024, esses produtos representaram US$ 14,5 bilhões em vendas. Com o aumento do imposto de importação, os produtos brasileiros se tornam menos competitivos no mercado americano, o que reduz a demanda.

Entre os cerca de 4 mil itens exportados pelo Brasil para os EUA, quase 700 foram listados como exceções à tarifa adicional de 40%. No entanto, mesmo os produtos isentos da sobretaxa apresentaram queda nas exportações. Itens como aeronaves, óleos e combustíveis, minério de ferro e celulose registraram redução nas vendas para o mercado americano.

A insegurança gerada pela nova política tarifária contribuiu para a retração nas encomendas, mesmo entre os produtos não diretamente afetados pela medida. O impacto da tarifa sobre o comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos segue sendo monitorado por autoridades brasileiras.

Foto: Adriano Abreu/José Paulo Lacerda/Reprodução

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Produção industrial acumula quatro meses sem crescimento e registra queda de 1,5%, aponta IBGE

Produção industrial acumula quatro meses sem crescimento e registra queda de 1,5%, aponta IBGE

Setor industrial brasileiro apresenta retração contínua entre abril e julho, com 13 das 25 atividades em queda

Produção industrial acumula quatro meses sem crescimento e registra queda de 1,5%, aponta IBGE

A produção industrial brasileira registrou queda de 0,2% em julho na comparação com junho, completando quatro meses consecutivos sem crescimento. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre abril e julho, o setor acumulou retração de 1,5%.

Segundo o IBGE, esse é o maior período de resultados negativos desde o intervalo entre novembro de 2022 e fevereiro de 2023. O gerente da pesquisa, André Macedo, destacou que o comportamento da indústria tem sido predominantemente negativo desde abril, com perda acumulada e predominância de taxas em queda.

Das 25 atividades industriais pesquisadas, 13 apresentaram retração em julho. O parque fabril operava apenas 0,3% acima do nível registrado em dezembro de 2024, indicando estagnação na recuperação do setor.

A sequência de resultados negativos reflete a baixa intensidade da produção industrial, que tem enfrentado desafios como demanda interna fraca, juros elevados e incertezas econômicas. A desaceleração afeta diretamente segmentos como bens de consumo duráveis, bens intermediários e bens de capital.

A pesquisa do IBGE é considerada um dos principais termômetros da atividade econômica nacional. A ausência de crescimento por quatro meses consecutivos acende alerta sobre a capacidade de retomada da indústria, especialmente diante de um cenário de inflação controlada, mas com consumo ainda limitado.

A retração industrial também impacta o mercado de trabalho, com redução na oferta de empregos formais em setores como metalurgia, automotivo, têxtil e alimentos. A falta de dinamismo na produção pode comprometer o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo semestre.

Economistas apontam que a recuperação da indústria depende de estímulos à produção, investimentos em infraestrutura, redução de custos operacionais e políticas de incentivo à inovação. A estabilidade fiscal e a previsibilidade regulatória também são fatores considerados essenciais para atrair capital e fomentar a atividade industrial.

A próxima divulgação da Pesquisa Industrial Mensal será acompanhada com atenção por analistas e agentes econômicos, que buscam sinais de reversão da tendência negativa. A expectativa é que medidas de estímulo ao crédito e à produção possam contribuir para a retomada gradual do setor.

Foto: Divulgação/CNI

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Novas regras do Pix permitem rastrear transferências e recuperar dinheiro roubado com mais agilidade

Novas regras do Pix permitem rastrear transferências e recuperar dinheiro roubado com mais agilidade

Banco Central atualiza sistema MED para facilitar devolução de valores em casos de fraude e golpe financeiro

Novas regras do Pix

O Banco Central do Brasil anunciou mudanças significativas no sistema de segurança do Pix, com novas regras para o Mecanismo Especial de Devolução (MED). A atualização tem como objetivo facilitar a recuperação de valores em casos de golpes, fraudes ou coerção, por meio do rastreamento das transferências e compartilhamento de informações entre instituições financeiras.

Atualmente, a devolução de valores só ocorre a partir da conta usada originalmente no crime, o que dificulta a recuperação, já que os fraudadores costumam transferir rapidamente o dinheiro para outras contas. Com as novas regras do Pix, será possível rastrear o caminho completo das transações e bloquear contas envolvidas em práticas fraudulentas.

A nova versão do MED estará disponível a partir de 23 de novembro e se tornará obrigatória em 2 de fevereiro de 2026. A partir de 1º de outubro, o sistema será totalmente digital, com acesso por autoatendimento nos aplicativos dos bancos, eliminando a necessidade de contato com centrais de atendimento.

Com a atualização, a devolução dos valores poderá ser realizada em até 11 dias após a contestação. O Banco Central espera que a medida aumente a identificação de contas usadas em fraudes e facilite a devolução dos recursos. O compartilhamento de dados entre os bancos também deve impedir o uso recorrente dessas contas em novos golpes.

O objetivo é garantir que apenas contas legítimas participem do sistema, eliminando registros fraudulentos. Ao rastrear as transações até o destino final, o sistema poderá bloquear imediatamente as contas envolvidas.

O MED existe desde 2021 e pode ser acionado mediante comprovação de fraude ou erro operacional da instituição financeira. O sistema não cobre casos de erro do usuário, desacordos comerciais ou disputas entre partes de boa-fé.

Além de aumentar a segurança, as mudanças visam ampliar a confiança dos brasileiros no Pix. O sistema de autoatendimento permitirá que os usuários façam a contestação diretamente pelo aplicativo, sem precisar entrar em contato com a central de atendimento.

Segundo especialistas em segurança digital, o comportamento consciente do consumidor continua sendo essencial para evitar golpes. É recomendado desconfiar de pedidos urgentes, verificar os dados do recebedor, utilizar biometria e bloqueios nos aplicativos bancários, manter limites de valor e, em caso de golpe, acionar imediatamente o banco e registrar boletim de ocorrência.

As instituições financeiras também devem investir em tecnologias como inteligência artificial e análise de comportamento para identificar transações suspeitas em tempo real. Campanhas de conscientização continuam sendo importantes para educar os usuários sobre práticas seguras.

De acordo com pesquisa do Datafolha, cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes envolvendo Pix ou boletos falsos apenas em julho de 2025.

Especialistas alertam que, mesmo com as novas regras do Pix, novas formas de golpe podem surgir. A recomendação é que, em caso de fraude, o consumidor entre em contato com o gerente do banco, registre boletim de ocorrência e faça a contestação da transação.

Foto: Marcello Casal Jr/Bruno Peres/Agência Brasil

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Extração de ouro aumenta arrecadação mineral no RN em 368%

Extração de ouro aumenta arrecadação mineral no RN em 368%

Projeto Aura Borborema impulsiona receita estadual e municipal com CFEM em julho

Extração de ouro aumenta arrecadação mineral no RN em 368%

A arrecadação do Rio Grande do Norte por meio da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) registrou crescimento de 368% em julho de 2025, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. O valor arrecadado passou de R$ 338,6 mil em julho de 2024 para R$ 1,5 milhão em julho de 2025, segundo dados da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec).

O principal fator para o aumento foi o início das operações da mina de ouro do Projeto Aura Borborema, localizada em Currais Novos, no Seridó potiguar. As atividades começaram em junho de 2025 e já geraram R$ 1.133.476,08 em compensação para o estado no mês seguinte. De acordo com a Lei nº 13.540/2017, 15% desse valor são destinados ao estado e 60% ao município onde ocorre a exploração.

Currais Novos recebeu R$ 1.230.689,42 em julho, um crescimento de mais de 3.980% em relação ao mesmo período de 2024, quando a arrecadação foi de R$ 30.138,61. Do total arrecadado pelo município, R$ 738.413,65 foram diretamente relacionados ao Projeto Aura Borborema.

O repasse ao estado referente ao projeto foi de R$ 234.011,56, representando 14,7% do total arrecadado com CFEM em julho, que somou R$ 1.583.974,18. A expectativa da Sedec é que a arrecadação via CFEM se aproxime de R$ 4 milhões até o final de 2025, com a expansão das operações da mina.

O Projeto Aura Borborema iniciou com a construção de uma usina em Currais Novos, após estudos de viabilidade realizados em 2023. O investimento total foi de US$ 188 milhões. A mina possui reservas provadas e prováveis de 812 mil onças de ouro, com vida útil estimada em 11 anos.

A empresa responsável, Aura Mineral, utiliza a técnica de lavra a céu aberto, método que permite a remoção do material diretamente da superfície. A companhia atua em projetos de ouro e cobre nas Américas e tem como foco principal, no RN, a exploração de ouro.

Além da arrecadação direta, o projeto tem gerado impactos positivos em setores como comércio, serviços e geração de empregos. A Sedec considera o projeto estratégico para o fortalecimento da cadeia mineral no estado.

Outro avanço previsto para o setor é o lançamento de um edital, em novembro de 2025, para concessão de um terminal exclusivo para minério de ferro no Porto de Natal. O objetivo é viabilizar a exportação do minério produzido no estado. O edital está em análise pela Codern, Governo do Estado e Sedec.

Com a criação do terminal, será possível escoar a produção de ferro potiguar, incluindo projetos como o Ferro Potiguar, do Grupo Fomento. A iniciativa está em processo de licenciamento ambiental junto ao Idema e de autorização no Incra.

A Sedec destaca que a viabilização logística é essencial para o desenvolvimento da cadeia mineral, permitindo que empresas com responsabilidade socioambiental operem com eficiência e contribuam para o crescimento econômico do estado.

Foto: EBC/Agência Senado

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Plano de cargos da educação no RN terá impacto de R$ 3 milhões mensais

Plano de cargos da educação no RN terá impacto de R$ 3 milhões mensais

Projeto aprovado em comissão da ALRN contempla 2,8 mil servidores e aguarda votação em plenário

Plano de cargos da educação no RN terá impacto de R$ 3 milhões mensais

O Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos servidores da Educação da Rede Estadual do Rio Grande do Norte deverá contemplar cerca de 2,8 mil trabalhadores. O impacto financeiro estimado é de R$ 3 milhões por mês, conforme informações da Secretaria de Estado da Administração (Sead).

O Projeto de Lei nº 16/2025, que institui o PCCR, foi aprovado pela Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) da Assembleia Legislativa do RN em 27 de agosto. A proposta segue agora para análise da Comissão de Administração antes de ser encaminhada ao plenário da Casa. A expectativa é que o texto seja enviado para sanção do Governo do Estado após aprovação final.

A elaboração do plano foi coordenada pela Sead, com foco na sustentabilidade das contas públicas. A proposta inicial apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte-RN) previa impacto mensal de R$ 18 milhões, valor considerado inviável pela equipe técnica da secretaria. Após ajustes, foi definido um modelo que contempla valorização profissional com equilíbrio fiscal.

A previsão é que o PCCR entre em vigor a partir de março de 2026. O texto estabelece reajuste salarial conforme a política do Governo Federal, que determina correções em abril de cada ano. Também estão previstas medidas como enquadramento funcional, paridade entre servidores ativos e inativos, e criação de tabela salarial para profissionais com especialização, mestrado e doutorado.

O projeto recebeu emendas durante sua tramitação, incluindo uma proposta que prevê a inclusão de outra entidade sindical no texto. Essa emenda tem gerado críticas por parte do Sinte-RN, que argumenta que a entidade sugerida não participou da construção do plano nem das mobilizações da categoria. A análise das emendas será feita em plenário, conforme solicitação da deputada Divaneide Basílio (PT), aceita durante a reunião da CFF.

O relator do projeto na Comissão de Finanças foi o deputado Luiz Eduardo (Avante), cujo parecer foi aprovado por unanimidade. A proposta é de autoria do Executivo Estadual e busca atender demandas históricas dos servidores da educação, com foco na valorização profissional e na estruturação da carreira.

Além dos aspectos financeiros e funcionais, o plano também visa garantir maior previsibilidade na gestão de pessoal da educação estadual. A formalização de critérios para progressão na carreira e a definição de faixas salariais por nível de formação são pontos centrais da proposta.

A tramitação do projeto na Assembleia Legislativa ainda não tem data definida para votação em plenário. Após aprovação, o texto será encaminhado para sanção do Governo do Estado, que deverá regulamentar os dispositivos previstos no plano.

O impacto mensal de R$ 3 milhões será incorporado à folha de pagamento do Executivo, exigindo ajustes orçamentários para acomodar a nova estrutura remuneratória. A Sead considera que o modelo proposto é compatível com a capacidade financeira do Estado e atende às exigências legais de responsabilidade fiscal.

O PCCR da educação no RN é parte de um conjunto de medidas voltadas à reestruturação das carreiras do funcionalismo público estadual. A proposta busca garantir valorização dos profissionais da educação, com base em critérios objetivos e sustentáveis.

Foto: Sandro Menezes/Divulgação

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Produção de camarão no RN pode crescer com interiorização até 2026

Produção de camarão no RN pode crescer com interiorização até 2026

Projeto prevê formalização de 150 novos criadores e expansão sustentável da atividade

Produção de camarão no RN pode crescer com interiorização até 2026

O Programa de Interiorização da Carcinicultura tem como objetivo ampliar a produção de camarão no RN e formalizar 150 novos pequenos produtores até o ano de 2026. A proposta busca descentralizar a atividade, atualmente concentrada no litoral potiguar, e expandi-la para o interior do estado de forma sustentável e legalizada.

O projeto de lei complementar que institui o programa está em tramitação na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN). A matéria foi aprovada pela Comissão de Finanças e Fiscalização no dia 20 de agosto, com relatoria do deputado Adjuto Dias (MDB). O texto é de autoria do Executivo Estadual.

Atualmente, o RN é o segundo maior produtor de camarão do Brasil. A proposta pretende aumentar em 35% o número de produtores, com foco na legalização ambiental dos empreendimentos. O projeto prevê isenção de taxas de outorga de água e licenciamento ambiental para unidades com até cinco hectares de área produtiva inundada, facilitando a entrada de novos criadores.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no RN (Sebrae/RN) realizou o diagnóstico inicial e mapeou 23 municípios com potencial para a criação de camarão em cativeiro. A metodologia utilizada inclui levantamento topográfico, análise de disponibilidade de água, relevo, acesso à energia e viabilidade do uso do terreno.

Os recursos para a execução do projeto são provenientes de emendas parlamentares da deputada federal Natália Bonavides (PT), que destinou R$ 810 mil para ações estruturantes do setor. Após a sanção da lei, os recursos serão aplicados na qualificação dos produtores e na formalização dos empreendimentos.

A proposta também prevê que a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (SAPE) elabore, em até 120 dias após a promulgação da lei, um plano de monitoramento da qualidade da água nas bacias hidrográficas impactadas pelos novos empreendimentos.

A interiorização da carcinicultura visa estimular a criação de fazendas de camarão em regiões afastadas da zona costeira, promovendo a descentralização da produção e reduzindo os custos para pequenos produtores. A medida também busca retomar a liderança nacional do RN na produção de camarão, além de gerar emprego, renda e aumento da arrecadação do ICMS.

A expansão da atividade para o interior do estado pode impulsionar o surgimento de novas cadeias produtivas, como lojas de insumos, venda de ração, equipamentos e laboratórios de larvas. O projeto é discutido desde 2023 pelos governos estadual e federal, com foco na sustentabilidade e no licenciamento ambiental.

O modelo adotado no Ceará, que iniciou a produção no interior e se expandiu rapidamente, serve como referência para o projeto potiguar. No entanto, o RN busca manter altos índices de regularização ambiental, com mais de 90% da produção atual licenciada.

A formalização dos novos criadores permitirá acesso a crédito, mercados e políticas públicas voltadas ao setor aquícola. A expectativa é que, com a regulamentação da lei, o programa avance para as fases de capacitação e implantação dos empreendimentos.

Foto: Elisa Elsie/Divulgação

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Aneel mantém bandeira vermelha patamar 2 nas contas de luz em setembro

Aneel mantém bandeira vermelha patamar 2 nas contas de luz em setembro

Consumidores seguem pagando acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh devido ao acionamento de termelétricas

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (29) que as contas de energia elétrica seguirão com acréscimo em setembro. Será mantida a bandeira vermelha patamar 2, o que significa cobrança adicional de R$ 7,87 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Segundo a Aneel, a decisão está relacionada à necessidade de maior utilização das usinas termelétricas. O uso desse tipo de geração, com custo mais elevado, ocorre devido ao cenário de falta de chuvas nos reservatórios das hidrelétricas.

“As atuais condições de afluência dos reservatórios das usinas, abaixo da média, não são favoráveis para a geração hidrelétrica. Em consequência, há necessidade de maior acionamento de usinas termelétricas, com elevados custos de geração, o que justifica a manutenção da bandeira vermelha patamar 2 para setembro”, destacou a agência.

Histórico das bandeiras nos últimos meses

Nos últimos meses, o sistema de bandeiras tarifárias tem registrado variações. Em junho e julho, esteve em bandeira vermelha patamar 1. Já em agosto, houve mudança para bandeira vermelha patamar 2, que será mantida agora em setembro.

A decisão afeta diretamente consumidores residenciais, comerciais e industriais que utilizam energia do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Como funcionam as bandeiras tarifárias

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 pela Aneel para indicar de forma clara os custos variáveis da geração de energia elétrica.

  • Bandeira verde: não há acréscimo na conta.
  • Bandeira amarela: aplica-se acréscimo a cada 100 kWh consumidos, em valor menor do que a vermelha.
  • Bandeira vermelha: patamar 1 ou 2, com custos adicionais mais elevados.

O objetivo é sinalizar ao consumidor quando a produção de energia está mais cara, incentivando o uso consciente da eletricidade.

Impacto nas contas de setembro

Com a manutenção da bandeira vermelha patamar 2, os consumidores brasileiros terão acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos nas faturas de setembro. A medida reflete o custo elevado do uso das termelétricas, acionadas para suprir a menor produção das hidrelétricas em razão do baixo nível de chuvas.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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Proposta do Orçamento de 2026 prevê salário mínimo de R$ 1.631

Proposta do Orçamento de 2026 prevê salário mínimo de R$ 1.631

Valor representa aumento nominal de 7,44% em relação ao atual

A nova regra de correção fez o governo elevar a previsão para o salário mínimo no próximo ano. O Projeto da Lei Orçamentária de 2026, enviado na noite desta sexta-feira (29) ao Congresso, prevê mínimo de R$ 1.631, R$ 1 mais alto que o valor de R$ 1.630 proposto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

O valor representa aumento nominal de 7,44% em relação ao salário mínimo de R$ 1.518 em 2025. A alta obedece à regra aprovada no fim do ano passado, que limita o crescimento do salário mínimo a 2,5% acima da inflação do ano anterior.

Pela regra atual, o salário mínimo subirá o equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses até novembro de 2025, 4,78%, mais o crescimento de 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) de 2024, o que daria valorização de 8,18%. No entanto, há um limite de crescimento de 2,5% acima da inflação, que reduz o reajuste para 7,44%.

O valor final do salário mínimo em 2026 pode ficar ainda maior, caso o INPC até novembro suba mais que o esperado. Com base na inflação acumulada entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, o governo enviará uma mensagem modificativa ao Congresso no início de dezembro.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil / José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

Da Agência Brasil

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CNI pede cautela após aval a uso da Lei da Reciprocidade contra os EUA

CNI pede cautela após aval a uso da Lei da Reciprocidade contra os EUA

Entidade defende diálogo e envia comitiva com empresários a Washington

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu nesta sexta-feira (29) prudência diante do início do processo para aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, autorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quinta-feira (28) e detalhado nesta sexta (29) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.

Segundo a entidade, ainda é hora de insistir no diálogo para tentar reverter as tarifas de 50% impostas pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros.

Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a indústria brasileira “continuará buscando os caminhos do diálogo e da prudência” e que “não é o momento” de acionar de fato a lei.

“Precisamos de todas as formas buscar manter a firme e propositiva relação de mais de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos”, declarou Alban. O executivo destacou ainda que o objetivo é encontrar uma negociação que leve à reversão da tarifa ou à ampliação das exceções para produtos brasileiros.
Missão empresarial

Na próxima semana, uma comitiva organizada pela CNI, com mais de 100 líderes empresariais e representantes de associações do setor, desembarca em Washington.

A agenda prevê encontros com autoridades e empresários norte-americanos, além de preparativos para a audiência pública marcada para 3 de setembro, nos Estados Unidos, sobre a investigação aberta em julho nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. No último dia 18, o governo brasileiro enviou a resposta aos Estados Unidos.

Defesa de diálogo

Apesar de ter autorizado a abertura do processo pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lula afirmou nesta sexta que não tem pressa em aplicar a lei contra os EUA.

“Eu não tenho pressa de fazer qualquer coisa com a reciprocidade contra os Estados Unidos. Tomei a medida porque eu tenho que andar o processo”, disse o presidente em entrevista à Rádio Itatiaia.

O governo brasileiro também abriu consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) e contratou um escritório de advocacia nos Estados Unidos para reforçar a defesa dos interesses nacionais.

Lula ressaltou, no entanto, que o Brasil segue aberto ao entendimento. “Se os norte-americanos estiverem dispostos a negociar, nós estaremos dispostos a negociar 24 horas por dia. Até agora nós não conseguimos falar com ninguém. Então eles não estão dispostos a negociar”, declarou o presidente.

Foto: Gustavo Alcântara/CNI / José Paulo Lacerda/CNI

Da Agência Brasil

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Confiança da indústria no RN atinge menor nível em cinco anos

Confiança da indústria no RN atinge menor nível em cinco anos

ICEI recua em agosto e reflete impacto de tarifas dos EUA sobre exportações

Confiança da indústria no RN atinge menor nível em cinco anos

A Confiança da indústria no Rio Grande do Norte registrou em agosto de 2025 o menor índice para o mês nos últimos cinco anos. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu 2,5 pontos, atingindo 51,6 pontos. O menor valor anterior havia sido registrado em agosto de 2023, com 53,3 pontos.

O recuo ocorre após dois meses de alta consecutiva, com 53,8 pontos em junho e 54,1 em julho. Apesar da queda, o índice permanece acima de 50 pontos, indicando que os empresários ainda demonstram confiança, embora em menor intensidade.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern) atribui a moderação na confiança ao impacto das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras. As medidas entraram em vigor no dia 6 de agosto e afetam diretamente setores estratégicos da economia potiguar.

Com o recuo, o ICEI está 3,9 pontos abaixo do valor registrado em agosto de 2024 (55,5 pontos) e 2,7 pontos abaixo da média histórica, atualmente em 54,3 pontos. A Fiern aponta que a instabilidade política nacional também influencia negativamente o cenário econômico e as decisões do setor produtivo.

A sondagem indica que projetos em andamento tendem a continuar, mas novos investimentos podem ser adiados. A percepção de risco inclui aumento de juros, ameaça ao nível de emprego, crescimento da informalidade e retração do consumo.

Mesmo com o impacto das tarifas, a Fiern avalia que as condições atuais dos negócios demonstram piora pelo décimo mês consecutivo, embora em menor intensidade do que em julho. A expectativa é de queda no otimismo nos próximos meses, mas ainda com índices acima de 50 pontos.

Na análise por setores, a Indústria Extrativa e de Transformação apresentou índice de 57,9 pontos em agosto, abaixo dos 58,7 de julho e dos 58,3 de agosto de 2024. Já o setor da Construção registrou falta de confiança pelo segundo mês consecutivo, com 45,2 pontos em agosto e 49,3 em julho. Em agosto de 2024, o índice da construção era de 51,2 pontos.

Quanto ao porte das empresas, médias e grandes indústrias demonstraram menor confiança em relação aos meses anteriores. O índice foi de 57,0 em agosto de 2024, 55,7 em julho de 2025 e 52,2 em agosto de 2025. As pequenas empresas apresentaram índice de 50,5 pontos, considerado neutro. Em agosto de 2024, o índice foi de 51,1 e de 49,3 em julho.

O indicador nacional também apresentou queda, passando de 47,3 para 46,1 pontos em agosto. A retração nacional reforça o cenário de cautela entre os empresários industriais em todo o país.

A Fiern continuará monitorando os impactos das tarifas e da instabilidade econômica sobre a confiança da indústria no RN. A expectativa é que os próximos levantamentos indiquem se o cenário atual se manterá ou se haverá recuperação nos índices de confiança.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Exportações RN podem crescer em 88 países e reduzir dependência dos EUA

Exportações RN podem crescer em 88 países e reduzir dependência dos EUA

Sedec aponta mercados abertos e programa estadual para ampliar presença internacional

Exportações RN podem crescer em 88 países e reduzir dependência dos EUA

As Exportações RN têm potencial para expansão em até 88 países, segundo estimativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec). A análise reforça a necessidade de diversificação dos destinos comerciais e redução da dependência do mercado norte-americano, especialmente após o tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos.

A Sedec aponta que o Rio Grande do Norte já possui abertura comercial com esses países, mas ainda explora pouco esse potencial. Entre os produtos com maior impacto estão pescado, caramelo, sal marinho e peixes congelados, todos afetados pelas novas tarifas.

A estratégia do governo estadual inclui o lançamento do programa “RN Mais Exportação”, desenvolvido em parceria com o Sebrae. O programa está em fase final de regulamentação e tem previsão de início em outubro, com meta de atender pelo menos 100 empresas. A proposta é realizar diagnóstico, capacitação, orientação logística e abertura de mercados para os exportadores locais.

Enquanto o programa não é formalizado, o governo anunciou medidas emergenciais em 1º de agosto. Entre elas estão a ampliação temporária do Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (Proedi) e a duplicação dos créditos de ICMS sobre exportações para setores atingidos pelas sanções.

Dados da Sedec mostram que, em 2025, os Estados Unidos importaram do RN aproximadamente US$ 24 milhões em fuel oil, US$ 10,3 milhões em produtos de origem animal, US$ 4,8 milhões em albacoras e bandolins, US$ 3,4 milhões em sal marinho e US$ 2,1 milhões em peixes congelados.

A meta do governo é reduzir a vulnerabilidade do estado frente a decisões unilaterais de grandes parceiros comerciais. A diversificação dos destinos é vista como essencial para aumentar a competitividade dos produtos potiguares e garantir maior autonomia econômica.

A Sedec destaca que já existem tratados internacionais em vigor que podem ser utilizados pelo estado, como os acordos do Mercosul com Singapura e o Acordo de Livre Comércio (FTA). Esses instrumentos podem facilitar o acesso a novos mercados e ampliar as exportações RN.

As negociações incluem aproximações com países da Ásia e da Europa, além de tratativas com a China e esforços para retomar o envio de pescado à União Europeia, suspenso há anos. O mapa global da Sedec identifica 88 mercados receptores de produtos potiguares, incluindo Singapura, Espanha, Reino Unido, Colômbia, Portugal, México, Itália e Canadá.

O tarifaço, em vigor desde o início de agosto, afeta diretamente setores estratégicos do estado, como o pesqueiro e o salineiro. A pressão sobre as empresas locais tem acelerado a busca por alternativas comerciais e fortalecido a agenda de internacionalização da economia potiguar.

A Sedec pretende acompanhar a implementação do programa RN Mais Exportação e avaliar os resultados das medidas emergenciais. O objetivo é consolidar uma política de comércio exterior que amplie as exportações RN e reduza a concentração em poucos mercados.

Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte/Sandro Menezes/Divulgação

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RN registra saldo de mais de 3 mil empregos em julho

RN registra saldo de 3.438 empregos em julho

RN registra saldo de mais de 3 mil empregos em julho, com destaque para o setor agropecuário

RN registra saldo de mais de 3 mil empregos em julho

O Rio Grande do Norte registrou saldo positivo de mais de 3 mil empregos com carteira assinada no mês de julho de 2025. Foram 23.756 admissões e 20.318 desligamentos, resultando em saldo de 3.438 empregos formais. Os dados foram divulgados pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), nesta quarta-feira (27).

Esse é o melhor resultado mensal do estado desde setembro de 2024, quando foram gerados 5.088 empregos. Em comparação com julho de 2024, que teve saldo de 6.015 empregos, houve uma redução de 42%.

O setor agropecuário foi o principal responsável pelo saldo positivo, com 1.631 empregos gerados. Em seguida, aparecem os setores de comércio (759), serviços (733) e indústria (728). A construção civil registrou saldo negativo de 419 postos de trabalho.

No acumulado de janeiro a julho de 2025, o estado apresenta saldo positivo de 10.059 empregos, com 154.901 admissões e 144.842 desligamentos. No mesmo período de 2024, o saldo acumulado era de 19.281 empregos. O setor de serviços lidera o saldo acumulado com 4.599 postos de trabalho, seguido pela indústria (3.225), construção (1.880) e comércio (1.722). A agropecuária apresenta saldo negativo de 1.382 empregos no acumulado do ano.

Em nível nacional, o Brasil gerou 1.347.807 novos empregos formais entre janeiro e julho de 2025, representando crescimento de 2,86%. O estoque de vínculos ativos no país chegou a 48.544.646. O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de vagas, com 688.511 postos (+2,99%), seguido por áreas como informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (+265.093), além de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (+240.070).

Em julho, o país registrou saldo positivo de 129.775 empregos formais. Todos os cinco grandes setores da economia apresentaram crescimento: serviços (50.159 vagas), comércio (27.325), indústria (24.426), construção (19.066) e agropecuária (8.795).

Vagas disponíveis no SINE-RN

O Sistema Nacional de Emprego (SINE-RN) está oferecendo 233 vagas de trabalho para diversas regiões do estado, incluindo Natal e Região Metropolitana, Mossoró, João Câmara, Assú e Currais Novos. As oportunidades foram divulgadas nesta quarta-feira (27) e podem ser preenchidas a qualquer momento.

Entre as vagas disponíveis estão: costureira, mecânico de freio de automóveis, mecânico de motocicletas, operador de máquina pneumática, pedreiro, atendente de lanchonete, ajudante de obras, vendedor interno, engenheiro civil (estágio), vigilante patrimonial, panfleteiro, armador de estrutura de concreto armado, carpinteiro, auxiliar de confeiteiro, embalador a mão, entre outras.

Os interessados devem comparecer presencialmente aos postos de atendimento do SINE-RN, como a unidade central localizada na Rua Nossa Senhora da Candelária, bairro Candelária, ou nas Centrais do Cidadão. O atendimento na unidade central ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. Para as Centrais do Cidadão, é necessário consultar os horários de funcionamento.

As vagas estão sujeitas a alterações sem aviso prévio e podem ser preenchidas a qualquer momento. Para informações atualizadas, o contato pode ser feito pelo WhatsApp do SINE-RN: (84) 9 8140-8390.

Foto: Tony Winston/Agência Brasília/Divulgação

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Consumo nos lares cresce no Rio Grande do Norte com queda de preços

Consumo nos lares cresce no Rio Grande do Norte com queda de preços

Redução nos valores de itens essenciais impulsiona compras no varejo potiguar

Consumo nos lares cresce no Rio Grande do Norte com queda de preços

O consumo nos lares brasileiros registrou crescimento de 4% em julho de 2025, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). No Rio Grande do Norte, esse aumento foi observado pela Associação dos Supermercados do RN (Assurn), que atribui o avanço à queda nos preços de itens essenciais, mesmo diante de maior concorrência no varejo local.

A Assurn aponta que a pulverização do mercado varejista no estado tem reduzido o número de clientes por unidade, devido à distribuição do público entre diversas lojas. No entanto, o volume de compras por cliente aumentou, impulsionado pela redução nos preços de produtos de alto giro, que anteriormente apresentavam valores elevados.

Dados da Abras indicam que, no acumulado de 2025, o consumo nacional nos supermercados cresceu 2,66%, próximo da projeção do setor, que estima alta de 2,70% para o ano. No comparativo entre junho e julho, os preços da cesta de vegetais frescos na região caíram 3,26%, passando de R$ 68,15 para R$ 65,93.

Segundo a Abras, o crescimento do consumo está relacionado à melhora da renda e do mercado de trabalho no país. Apesar de julho ser um mês com tendência de retração devido às férias escolares, o desempenho foi positivo.

Entre os produtos que registraram as maiores altas de preços em julho estão: água sanitária (+1,21%), sal (+0,95%), creme dental (+0,77%), xampu (+0,76%), açúcar (+0,63%) e papel higiênico (+0,62%). Por outro lado, arroz (-2,89%), feijão (-2,29%), café torrado e moído (-1,01%) e massa de sêmola tipo espaguete (-0,59%) apresentaram as maiores quedas no mês.

No acumulado do ano, a tendência de retração permanece para itens como arroz (-16,95%), óleo de soja (-7,02%) e feijão (-3,23%). Esses produtos, considerados essenciais na cesta básica, têm contribuído para o aumento do consumo nos lares, especialmente em regiões como o Rio Grande do Norte.

No comércio local, consumidores têm adotado estratégias para manter o orçamento equilibrado diante das variações de preços. A busca por promoções e o planejamento das compras são práticas comuns entre os consumidores potiguares.

A Assurn projeta que o segundo semestre de 2025 será marcado por períodos sazonais que tradicionalmente aquecem o mercado, como datas comemorativas e eventos regionais. A expectativa é de que esses fatores contribuam para um aumento adicional no consumo nos lares do estado.

O cenário atual reflete uma combinação de fatores econômicos e comportamentais que influenciam diretamente o desempenho do varejo alimentar. A queda nos preços de produtos essenciais, aliada à melhora na renda e ao comportamento estratégico dos consumidores, tem sustentado o crescimento do setor.

Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

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Gás natural no RN tem maior preço do Nordeste e preocupa motoristas

Gás natural no RN tem maior preço do Nordeste e preocupa motoristas

Valor de referência do GNV no estado será de R$ 5,14 por metro cúbico a partir de setembro, segundo tabela do Confaz

Gás natural no RN tem maior preço do Nordeste e preocupa motoristas

O Rio Grande do Norte registrará, a partir de 1º de setembro, o maior preço médio ponderado ao consumidor final (PMPF) do gás natural veicular (GNV) entre os estados do Nordeste. O valor de referência será de R$ 5,14 por metro cúbico, conforme tabela divulgada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) em 25 de agosto. No cenário nacional, o estado fica atrás apenas do Distrito Federal, onde o preço é de R$ 6,78.

A tabela do Confaz é baseada nos dados enviados pelos estados ao Ministério da Fazenda e serve como base para o cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), influenciando diretamente o valor final pago pelo consumidor nos postos de combustíveis.

Na comparação regional, o preço do gás natural no RN supera o do Ceará (R$ 5,13) e da Paraíba (R$ 5,03). Os estados com os menores valores são Bahia (R$ 3,69), Alagoas (R$ 4,66) e Sergipe (R$ 4,98). Apenas Alagoas e Paraíba apresentaram redução em relação à tabela anterior.

Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do RN (Sindipostos), o custo elevado do GNV tem provocado queda no consumo e desestimulado conversões de veículos para o uso do combustível. A entidade aponta que o preço do gás natural se aproxima do valor da gasolina e, em alguns casos, supera o do etanol, o que leva consumidores a optarem por outras alternativas.

A carga tributária é apontada como um dos principais fatores que influenciam o preço do GNV. Em estados como Pernambuco e Paraíba, a alíquota de ICMS é de 12%, o que contribui para preços mais competitivos. No RN, além da tributação, houve em agosto a mudança da bandeira tarifária de energia elétrica para a vermelha – patamar 2, que representa o maior custo. O aumento no preço da energia impacta diretamente na composição do valor do gás natural.

A Companhia Potiguar de Gás (Potigás) esclareceu que o PMPF não reflete diretamente a tarifa praticada pela empresa, mas sim os valores cobrados nos postos. Atualmente, o metro cúbico do gás é repassado pela estatal ao valor de R$ 4,04, já com todos os impostos incluídos, conforme tabela homologada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do RN (Arsep).

A Potigás afirma que realiza ações para reduzir custos ao consumidor, como chamadas públicas para diversificação de fornecedores e negociações com produtores. A empresa também oferece incentivos, como tarifas diferenciadas para frotistas e estímulos ao uso do GNV em veículos de frota pesada, com o objetivo de gerar ganhos de escala e contribuir para a redução dos preços.

Apesar das dificuldades de competitividade, a Potigás destaca que o GNV ainda representa economia para motoristas que percorrem grandes distâncias. Segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), até 23 de agosto de 2025, o uso do gás natural proporciona uma economia média de 40% em relação à gasolina e ao etanol. A companhia disponibiliza em seu site uma ferramenta para simulação de economia com o uso do GNV.

A percepção dos motoristas sobre o custo-benefício do gás natural é dividida. Parte dos condutores considera que o combustível perdeu atratividade, especialmente para veículos de menor potência. Outros ainda percebem vantagem, principalmente aqueles que utilizam o carro com frequência e percorrem longas distâncias diariamente.

O cenário atual levanta preocupações entre consumidores e entidades do setor, que apontam a necessidade de revisão na política tributária e de incentivos para tornar o gás natural uma opção mais competitiva no estado.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração/Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Alimentos afetados por tarifaço poderão ir para merenda escolar

Alimentos afetados por tarifaço poderão ir para merenda escolar

Governo autoriza compra direta de produtos não exportados para uso em escolas, hospitais e Forças Armadas

Alimentos afetados por tarifaço poderão ir para merenda escolar

O governo federal autorizou a compra direta de alimentos afetados pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos. Os produtos que deixaram de ser exportados poderão ser destinados à merenda escolar da rede pública, hospitais e Forças Armadas, conforme regulamentação publicada em portaria interministerial no Diário Oficial da União .

A medida foi oficializada por meio da Medida Provisória nº 1.309/2025, que estabelece um plano de contingência para setores impactados pelo tarifaço. A portaria foi assinada pelos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e da Agricultura .

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Entre os alimentos que poderão ser adquiridos estão:

  • Açaí (fruta, purês e preparações)
  • Água de coco
  • Castanha de caju (com ou sem casca, sucos e extratos vegetais)
  • Castanha do Brasil (castanha-do-pará, fresca ou seca, sem casca)
  • Manga (fresca ou seca)
  • Mel
  • Pescados (corvina, pargo, tilápia e outros)
  • Uva fresca2

A aquisição será realizada por meio de compras governamentais flexibilizadas, com dispensa de licitação, apresentação simplificada de termo de referência e sem necessidade de estudos técnicos preliminares. A medida tem caráter emergencial e excepcional, voltada exclusivamente para produtores e empresas exportadoras afetadas pelas sobretaxas de importação aplicadas pelos EUA .

Para habilitação à venda, os exportadores deverão apresentar:

  • Declaração de perda na exportação do produto
  • Pelo menos uma declaração única de exportação para os Estados Unidos do produto alvo da aquisição, emitida a partir de janeiro de 2023 3

A iniciativa visa absorver parte da produção que não pôde ser comercializada no exterior, redirecionando os alimentos para consumo interno em instituições públicas. Estados e municípios interessados poderão aderir ao programa para reforçar a alimentação escolar e outros serviços públicos essenciais.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário deve anunciar detalhes adicionais sobre o funcionamento do sistema de compra especial. A medida busca atender à demanda de produtores prejudicados pelas barreiras comerciais impostas pelo governo norte-americano e evitar desperdício de alimentos perecíveis .

A portaria interministerial estabelece que os procedimentos adotados são temporários e específicos para o contexto de impacto comercial causado pelas tarifas. A ação também está alinhada com políticas de segurança alimentar e apoio à agricultura familiar .

Foto: Andre Borges/Toninho Tavares/Agência Brasília

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garantias honradas pela União

RN teve R$ 688 milhões em garantias honradas pela União desde 2016

Estado acumula pendências e recuperação parcial de valores pagos pelo Tesouro Nacional

RN teve R$ 688 milhões em garantias honradas pela União desde 2016

Entre 2016 e julho de 2025, o Rio Grande do Norte teve R$ 688,86 milhões em garantias honradas pela União, segundo o Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias, divulgado pelo Tesouro Nacional. O estado ocupa a sétima posição entre os 19 estados citados no levantamento.

Somente em 2025, o valor honrado pela União soma R$ 209,09 milhões, sendo R$ 89,45 milhões apenas no mês de julho. As garantias são acionadas quando estados ou municípios não conseguem quitar empréstimos contratados com bancos ou organismos internacionais sob o aval do Governo Federal.

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Recuperação de valores e pendências

O valor honrado pela União é posteriormente cobrado dos entes federativos por meio de contragarantia. Quando o estado ou município devolve o montante, a garantia é considerada recuperada. No caso do RN, foram R$ 199,07 milhões recuperados desde 2016, sendo R$ 123,45 milhões entre janeiro e julho de 2025.

O relatório aponta que o estado possui uma pendência de R$ 87,66 milhões em garantias não recuperadas. Essa pendência está relacionada à suspensão da execução da contragarantia referente a um aval junto ao Banco Interamericano de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), por decisão do Supremo Tribunal Federal (ACO nº 3717).

Municípios com valores honrados

No levantamento dos municípios brasileiros, Natal e São Gonçalo do Amarante aparecem como os principais casos no RN. Natal teve R$ 61,41 milhões honrados entre 2016 e 2020, e R$ 61,54 milhões recuperados até julho de 2025. A Prefeitura foi procurada para esclarecimentos, mas não respondeu até o fechamento da edição.

São Gonçalo do Amarante teve R$ 15,18 milhões honrados em 2025, acumulando R$ 23,13 milhões desde 2016. O município recuperou R$ 8,05 milhões no mesmo período, mas possui uma pendência jurídica de R$ 24,05 milhões relacionada a um aval junto ao Banco Fonplata. O valor foi restituído ao município por decisão judicial.

Situação fiscal e plano de recuperação

Segundo nota oficial, o empréstimo de São Gonçalo do Amarante foi contratado em 2020, quando o município possuía Capacidade de Pagamento (Capag) A, mas foi rebaixado para Capag C na gestão seguinte. A atual administração informou que assumiu a Prefeitura com contas bloqueadas pela União devido a inadimplências anteriores.

Essa condição impediu o pagamento de uma parcela vencida em maio de 2025. O município declarou que está executando um plano de recuperação fiscal e econômica, com o objetivo de restabelecer o equilíbrio financeiro e retomar os pagamentos junto ao Fonplata a partir de 2026.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Azul, Latam e Gol pressionam governo por alta do IOF

Azul, Latam e Gol pressionam governo por alta do IOF

Setor aéreo estima impacto de R$ 600 milhões com aumento do imposto; reforma tributária pode elevar carga para 26,5%

Azul, Latam e Gol pressionam governo por alta do IOF

As companhias aéreas Azul, Latam e Gol se reuniram com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para apresentar os impactos do aumento da alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que passou de 0,36% para 3,5% e incide sobre o arrendamento de aeronaves. O setor estima que a medida resultará em um custo adicional de R$ 600 milhões por ano, valor que poderá ser repassado ao consumidor por meio do aumento das tarifas aéreas.

A reunião ocorreu em São Paulo, com a presença dos CEOs das três empresas e do presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). O governo não sinalizou possibilidade de recuo, justificando que a arrecadação é necessária para o equilíbrio fiscal. A medida havia sido derrubada pelo Congresso, mas foi restabelecida por decisão do Supremo Tribunal Federal 

Além do IOF, o setor aéreo também alerta para os efeitos da reforma tributária, que entrará em vigor gradualmente a partir de 2026. Atualmente, a carga tributária sobre o setor se limita ao PIS/Cofins. Com a reforma, as empresas passarão a ser tributadas pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), com alíquota estimada em 26,5%. A reforma prevê ainda a tributação de programas de fidelidade e a antecipação do pagamento de tributos sobre serviços vendidos antes da prestação, como passagens compradas com antecedência. A importação de aeronaves e peças também será afetada, com suspensão parcial dos tributos dependendo do tempo de permanência dos bens no país.

As empresas brasileiras argumentam que, ao contrário das companhias internacionais, operam com receita em real e custos em dólar, o que agrava o impacto das medidas. Além disso, destacam que concorrentes estrangeiras não enfrentam a mesma carga tributária, pois realizam operações como leasing e compra de peças fora do Brasil 

O setor também enfrenta custos elevados com judicialização. Segundo a Abear, um em cada 246 passageiros entra com ações judiciais contra companhias aéreas no Brasil, enquanto nos Estados Unidos a proporção é de um em um milhão. O custo estimado com processos judiciais em 2025 já soma R$ 1,2 bilhão.

Em paralelo, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o governo estuda autorizar empresas estrangeiras a operarem voos domésticos no Brasil, por meio da chamada “cabotagem aérea” . A proposta está em debate com a Anac e o Congresso Nacional, e visa ampliar a concorrência e reduzir os preços das passagens.

Foto:  Rafael Neddermeyer /Fotos Públicas

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Banco do Brasil registra queda de lucro e alta na inadimplência

Banco do Brasil registra queda de lucro e alta na inadimplência

Lucro líquido caiu 66% no segundo trimestre; perdas com crédito somam R$ 20 bilhões e previsão anual foi revisada

Banco do Brasil registra queda de lucro e alta na inadimplência

O Banco do Brasil apresentou queda de 66% no lucro líquido do segundo trimestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado representa a segunda retração consecutiva, após uma redução de 24% no primeiro trimestre. Enquanto bancos privados como Itaú, Bradesco e Santander registraram crescimento nos lucros, o Banco do Brasil enfrenta dificuldades, especialmente no setor do agronegócio.

A instituição ampliou o volume de crédito rural sem garantias robustas, o que contribuiu para o aumento da inadimplência. O índice chegou a 3,5%, o maior desde o início da pandemia. Em março de 2020, o valor total de parcelas atrasadas há mais de 90 dias era de R$ 6,5 bilhões. Atualmente, esse montante subiu para R$ 12,5 bilhões, classificados como NPL (non-performing loan), ou empréstimos não produtivos.

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Além do agronegócio, outros setores também apresentaram dificuldades de pagamento. No primeiro semestre de 2025, o banco já contabilizou perdas de quase R$ 20 bilhões em sua carteira de crédito. O volume é superior ao registrado em períodos críticos anteriores, como durante o governo Dilma Rousseff.

A previsão de lucro líquido para o ano, inicialmente estimada entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões, foi revisada para um teto de R$ 25 bilhões. Analistas do mercado financeiro indicam que os resultados podem ser ainda mais baixos, diante do cenário atual.

As ações do Banco do Brasil (BBAS3) sofreram forte desvalorização. Em maio, após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, os papéis caíram mais de 30%, encerrando o pregão de 14 de agosto a R$ 19,85. A queda ocorreu antes mesmo da divulgação oficial do balanço do segundo trimestre.

Segundo informações publicadas pelo jornal O Estado de S.Paulo, analistas revisaram as projeções de lucro e colocaram as recomendações das ações do Banco do Brasil em avaliação. A instituição enfrenta pressão para reavaliar sua política de crédito e mitigar os riscos associados à inadimplência.

O desempenho negativo do banco público contrasta com os resultados dos principais bancos privados, que mantiveram crescimento mesmo em um cenário econômico desafiador. A diferença é atribuída à gestão de risco e à concessão de crédito com garantias mais sólidas.

O Banco do Brasil não divulgou novas medidas para conter a inadimplência ou recuperar os valores perdidos. O mercado segue atento às próximas movimentações da instituição e às atualizações nas projeções financeiras.

Foto:  Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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arrecadação de impostos

Arrecadação de impostos no Brasil atinge R$ 2,5 trilhões em 2025

Rio Grande do Norte contribui com quase R$ 18 bilhões até agosto, segundo Impostômetro da ACSP

A arrecadação de impostos no Brasil atingiu R$ 2,5 trilhões em 2025 até as 10h do dia 20 de agosto, de acordo com dados do Impostômetro, ferramenta mantida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O montante representa o total de tributos pagos pelos contribuintes aos governos federal, estaduais e municipais, incluindo impostos, taxas, contribuições, multas, juros e correção monetária.

No mesmo período, o estado do Rio Grande do Norte registrou uma arrecadação de R$ 17,959 bilhões. Os números indicam um crescimento de 9,3% em relação ao mesmo intervalo de tempo em 2024, tanto no cenário nacional quanto estadual.

A marca de R$ 2,5 trilhões foi alcançada 23 dias antes do que no ano anterior. Segundo análise do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), da própria ACSP, esse adiantamento está relacionado à manutenção de uma atividade econômica aquecida no país.

arrecadação de impostos
arrecadação de impostos

Outro fator apontado como relevante para o aumento da arrecadação é a inflação. O sistema tributário brasileiro é fortemente baseado em tributos sobre o consumo, o que significa que o aumento nos preços de bens e serviços também eleva o valor arrecadado em impostos.

Além disso, outras medidas fiscais implementadas ao longo do ano contribuíram para o crescimento da arrecadação. Entre elas estão:

  • A tributação de sites de apostas, conhecidas como “bets”;
  • O aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF);
  • O reajuste do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS);
  • A tributação de fundos exclusivos e investimentos em offshores;
  • A reoneração gradual da folha de pagamentos.

Essas ações refletem uma estratégia do governo para ampliar a base de arrecadação e equilibrar as contas públicas, diante de um cenário econômico que ainda apresenta desafios.

O Impostômetro é uma ferramenta de transparência fiscal que permite acompanhar em tempo real o volume de tributos pagos pela população. Ele está disponível no site da ACSP e também em painéis físicos instalados em locais públicos, como na sede da entidade, no centro da capital paulista.

A arrecadação de impostos é um dos principais indicadores da atividade econômica e da capacidade do Estado de financiar políticas públicas. O crescimento observado em 2025 pode ter impactos diretos sobre investimentos em áreas como saúde, educação, infraestrutura e segurança pública.

No entanto, especialistas alertam que o aumento da carga tributária sobre o consumo pode afetar de forma mais intensa as camadas de menor renda da população, uma vez que esses tributos incidem de forma proporcionalmente maior sobre o orçamento das famílias mais pobres.

A expectativa é que, até o fim do ano, a arrecadação continue em ritmo elevado, caso se mantenham os atuais níveis de consumo e inflação, além das medidas fiscais em vigor.

Foto: Tony Winston/Agência Brasília

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aeroporto de Natal

Aeroporto de Natal registra alta de 3,6% no fluxo de passageiros

Terminal supera 1,1 milhão de viajantes no primeiro semestre e amplia malha aérea nacional e internacional

aeroporto de Natal encerrou o primeiro semestre de 2025 com crescimento de 3,6% no fluxo de passageiros, totalizando 1.190.636 viajantes. Os dados foram divulgados pela Zurich Airport Brasil e representam avanço em relação aos 1.147.528 registrados no mesmo período de 2024.

Gol lidera mercado doméstico no aeroporto de Natal

No segmento doméstico, a Gol Linhas Aéreas liderou com 423 mil passageiros, seguida pela Latam com 409 mil e pela Azul com 300 mil. No internacional, a TAP Air Portugal manteve a rota entre Natal e Lisboa, responsável por 36 mil viajantes.

JetSMART inicia operação no aeroporto de Natal

A partir de 30 de dezembro, o aeroporto de Natal contará com operação regular da JetSMART, companhia chilena de baixo custo, com voos diários diretos para Buenos Aires. A nova rota reforça a malha internacional do terminal.

Turismo potiguar projeta expansão com novos voos

Segundo a Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur), o crescimento no fluxo de passageiros está alinhado à expansão do turismo. A expectativa para o segundo semestre inclui a retomada da rota Brasília-Natal pela Latam e voos diários de Congonhas pela Azul.

Faturamento do turismo no RN cresce 7,5%

De janeiro a maio de 2025, o turismo do Rio Grande do Norte faturou R$ 655 milhões, aumento de 7,5% em relação aos R$ 609 milhões do mesmo período de 2024. A Secretaria Estadual de Turismo atribui o resultado à ampliação de campanhas promocionais, participação em feiras e investimentos em infraestrutura.

Reforço na malha aérea para alta temporada

A Azul Linhas Aéreas anunciou 258 voos extras para Natal entre 13 de dezembro de 2025 e 1º de fevereiro de 2026, aumento de 77% em relação à última temporada. A rota Congonhas–Natal passará de um para oito voos semanais. Cidades como Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Presidente Prudente e Uberlândia terão duas frequências semanais.

Azul Viagens amplia oferta de voos para Natal

A operadora Azul Viagens aumentará a oferta de voos dedicados a Natal em 69%, passando de 16 para 27. De janeiro a julho, foram transportados 64 mil turistas à capital potiguar, crescimento de 23% em relação a 2024. A oferta de assentos subiu de 17,5 mil para 32,5 mil.

Turismo internacional cresce 54,4% no RN

O turismo internacional no RN cresceu 54,4% no primeiro quadrimestre de 2025, superando a média nacional de 51%, segundo a Embratur. Foram 35,4 mil turistas estrangeiros entre janeiro e abril. A Argentina lidera como principal emissor, com aumento de 128,4%. Outros mercados também cresceram: Portugal (10%), Chile (17%), Itália (19,7%), Espanha (26%), França (9,6%) e Estados Unidos (3,5%).

Impacto direto na economia do estado

A Secretaria de Turismo do RN destaca que cada novo voo impacta indicadores como ocupação hoteleira, arrecadação de impostos e geração de empregos. A estratégia de diversificação de mercados, com foco na América do Sul e Europa, tem sido fundamental para consolidar o estado como destino competitivo.

Foto: Sandro Menezes/Assecom/Divulgação

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Terminal Pesqueiro de Natal

Empresa assume Terminal Pesqueiro de Natal em novembro

Terminal Pesqueiro de Natal será operado pela iniciativa privada por 20 anos após leilão realizado na B3

Terminal Pesqueiro de Natal (TPP Natal) foi concedido à iniciativa privada por 20 anos após leilão realizado na sede da Bolsa de Valores B3, em São Paulo. A empresa vencedora foi a TURC Operações Marítimas LTDA, única participante do certame, que ofertou uma outorga de R$ 21 mil. O edital previa valor mínimo de R$ 1.

Empresa assume Terminal Pesqueiro de Natal em novembro

A expectativa é que a TURC assuma o Terminal Pesqueiro de Natal em novembro, após os trâmites junto ao Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). O espaço está fechado desde 2010, com obras interrompidas quando estavam 95% concluídas. A empresa deverá investir ao menos R$ 11 milhões para colocar o terminal em operação.

Investimentos e estrutura prevista para o TPP Natal

A empresa planeja concluir e remodelar áreas do terminal para receber pescado da pesca artesanal já no primeiro ano. O funcionamento pleno está previsto para ocorrer em até três anos. O projeto inclui atividades como armazenagem, restaurante, venda de combustíveis, manutenção de embarcações, comércio de artefatos de pesca e equipamentos de navegação.

Gargalos de acesso ao Terminal Pesqueiro de Natal

Um dos desafios apontados pela empresa é o acesso ao terminal, que depende de diálogo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). A infraestrutura elétrica necessária para operação passa por terrenos da CBTU, exigindo acordos para viabilizar a conexão.

Histórico da empresa vencedora da concessão

A TURC Operações Marítimas iniciou suas atividades em 1992, no Rio Grande do Sul, e atua em Natal há 10 anos. A empresa possui experiência em sistemas de propulsão azimutal e opera um estaleiro no bairro da Ribeira. Fabricou seu próprio dique flutuante e já possui licença prévia para parte das operações no terminal.

Estrutura física do Terminal Pesqueiro de Natal

Localizado na Ribeira, ao lado do Porto de Natal, o Terminal Pesqueiro de Natal ocupa um terreno de 13.500 m², com área construída de 4.800 m². O projeto original inclui cais de atracação de 305 metros, galpão para recepção e processamento de pescado, prédio administrativo, posto de abastecimento, fábrica de gelo com capacidade de 60 toneladas/dia e silo para estocagem de 180 toneladas.

Expectativas para o setor pesqueiro do RN

O governo estadual considera o terminal um ativo estratégico para o setor aquícola e pesqueiro do Rio Grande do Norte. O estado possui 430 km de costa, é o maior exportador de atum do país e o segundo maior produtor de camarão em cativeiro. A estrutura do TPP Natal é vista como essencial para ampliar a capacidade de processamento e exportação de pescado.

Apoio federal e projeções para o terminal

O Ministério da Pesca estima que o contrato de concessão pode movimentar mais de R$ 185 milhões. A iniciativa privada será responsável pela modernização, aquisição de equipamentos e operação do terminal, com foco em qualidade, rastreabilidade e logística integrada

Foto: Sandro Menezes/Assecom/Divulgação

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Crise no comércio exterior afeta empregos no RN

Setores salineiro e pesqueiro suspendem exportações após tarifa dos EUA e pressionam por medidas do governo

O Comércio exterior do RN enfrenta uma crise provocada pela aplicação de tarifa adicional de 50% sobre produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos. Os principais setores exportadores do Rio Grande do Norte, o salineiro e o pesqueiro, suspenderam embarques para o mercado norte-americano e alertam para risco de demissões e queda na produção.

No setor pesqueiro, a frota de atum que chega neste período está sendo direcionada ao mercado interno. A exportação de pesca costeira foi suspensa. O setor aguarda a regulamentação do Plano Brasil Soberano para entender como acessar o crédito federal, incluindo o funcionamento do Reintegra, taxas de juros e formas de pagamento. Atualmente, o setor emprega entre 1,2 mil e 1,5 mil pessoas no estado, sendo que metade dos trabalhadores foi colocada em férias desde o início da vigência da tarifa.

Na indústria salineira, responsável por 98% da produção nacional, os embarques para os Estados Unidos foram suspensos. Clientes americanos recusam o sal brasileiro devido à taxação. Alguns embarques ainda podem ocorrer por força de contratos vigentes, mas com prejuízos significativos. O setor emprega mais de quatro mil pessoas diretamente e busca ampliar o benefício do Proedi e incluir o sal no Reintegra.

As alternativas ao mercado norte-americano são limitadas. No caso do sal, as exportações se concentram na costa leste dos EUA e na costa oeste africana, sem viabilidade logística para destinos mais distantes. Há estudos sobre exportação para a Europa. Na pesca, o mercado europeu seria uma opção, mas o Brasil está impedido de exportar pescados para o bloco desde 2018.

As sobretaxas começaram a valer em 6 de agosto, atingindo os exportadores potiguares, que têm nos Estados Unidos o principal destino do sal marinho e do pescado, especialmente o atum. Em 1º de agosto, o governo estadual anunciou a ampliação temporária do Proedi e a duplicação dos créditos de ICMS. O governo federal lançou o Plano Brasil Soberano com medidas como suspensão de tributos para exportadoras e reforço ao Reintegra.

Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), o impacto do tarifaço já é sentido. A entidade afirma que os setores salineiro e pesqueiro enfrentam pressão que compromete contratos, reduz competitividade e ameaça empregos. O apoio governamental é considerado insuficiente diante da dimensão do problema.

Comércio exterior do RN pode perder milhares de empregos

Um estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) aponta que o tarifaço pode causar a perda de até 146,6 mil empregos no Brasil em dois anos. A FIERN avalia que ainda não é possível dimensionar os impactos no RN, mas há risco real para setores intensivos em mão de obra. Cada contrato renegociado e cada contêiner retido representa ameaça direta ao emprego e à renda de milhares de famílias no estado.

Foto: Sandro Menezes/Assecom/Divulgação

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"Reforma Tributária levou a uma corrida pela arrecadação", avalia contador

“Reforma Tributária levou a uma corrida pela arrecadação”, avalia contador

Mudança na regra de arrecadação do novo IBS redefine a competição entre municípios e pressiona prefeituras a aumentar receita antes da transição tributária

A Reforma Tributária, cuja fase de transição deve começar em 2026, já provoca mudanças na forma como os municípios brasileiros arrecadam e planejam seus orçamentos. Isso porque, embora a extinção do Imposto Sobre Serviços (ISS) e a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) só ocorram com a implementação do novo sistema, a regra que define quanto cada município receberá levou a uma “corrida pela arrecadação”, avaliam especialistas.

Promulgada em 2023, a Reforma unifica cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) em um modelo de Imposto sobre Valor Agregado de dois níveis. O chamado IVA-Dual será composto pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), repartido entre estados e municípios. No caso dos municípios, o valor a receber será calculado com base na arrecadação média de ISS entre 2019 e 2026.

Segundo o contador e diretor da Rui Cadete Consultores, Gustavo Vieira, além do impacto direto sobre milhares de cidades que hoje têm o ISS como principal fonte de receita, a nova regra de tributação no destino (que prevê que o imposto seja pago no local onde o bem ou serviço é consumido, e não onde é produzido) encerra a chamada “guerra fiscal” entre prefeituras, mas desencadeia outra disputa que já produz reflexos.

“Prefeituras de todo o país estão intensificando a fiscalização e adotando medidas imediatas para maximizar a arrecadação e assegurar uma posição mais favorável na divisão do bolo tributário, garantindo a maior fatia possível do IBS pelos próximos 50 anos. Para várias delas, esse movimento pode representar a diferença entre crescimento e estagnação orçamentária”, avalia Gustavo.

Ele explica que a transição para o novo sistema será gradual, entre 2029 e 2033. Nesse período, o peso do ISS e do ICMS diminuirá, enquanto a alíquota do IBS aumentará até substituir totalmente os tributos atuais. A mudança, de acordo com economistas, tende a beneficiar cerca de 82% dos municípios, especialmente os mais populosos e com grande consumo.

“Por outro lado, isso deve reduzir a arrecadação de cidades que prosperaram como paraísos fiscais ao oferecer alíquotas baixas para atrair empresas. Se antes a competitividade estava ligada à concessão de benefícios fiscais, agora ela dependerá da qualidade na gestão pública. Infraestrutura, serviços eficientes e ambiente favorável aos negócios serão os novos atrativos para empresas e talentos”, destaca Gustavo.

Para ele, a mudança representa tanto um desafio quanto uma oportunidade. “Municípios que souberem se adaptar e investir em políticas públicas consistentes estarão em vantagem. A Reforma Tributária não é apenas uma alteração fiscal: é um redesenho do pacto federativo e da forma como as cidades brasileiras se preparam para o futuro”, conclui o diretor da Rui Cadete, empresa de assessoria contábil que recentemente completou 34 anos de história.

Fotos: Gustavo Vieira / Freepik

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Mossoró se transforma na capital mundial da fruticultura com o início da Expofruit 2025

Mossoró se transforma na capital mundial da fruticultura com o início da Expofruit 2025

A feira, que espera movimentar cerca de R$ 90 milhões em negócios, destaca a realização da Rodada Internacional de Negócios entre produtores e compradores estrangeiros

Maior e principal evento de fruticultura do Brasil e da América Latina, a Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada – Expofruit, reúne mais uma vez empresas e profissionais ligados à cadeia produtiva do setor no Brasil e no mundo. O evento acontece de 20 e 22 de agosto, em Mossoró (RN), e terá como tema – “Sustentabilidade e Inovação: Fruticultura Tropical Responsável”. A solenidade de abertura será realizada nesta quarta-feira (20), às 19h, na Estação das Artes Elizeu Ventania.

Reconhecida como um momento para incentivar a produção e a divulgação das frutas produzidas em território potiguar, fomentar negócios e promover a troca de conhecimento sobre diversos temas relacionados à produção frutícola local e nacional, a Expofruit 2025 tem a expectativa de receber um público de cerca de 40 mil pessoas e de movimentar R$ 90 milhões em negócios durante e após o evento.

“Essa edição da Expofruit será a maior já realizada com um número recorde de expositores que estarão aqui em Mossoró, Rio Grande do Norte, a cidade e o estado que são os maiores exportadores de frutas do país apresentando seus produtos, trocando conhecimento e acompanhando as novidades do setor. Teremos vários eventos acontecendo em paralelo com a feira com grande expectativa pela realização da rodada de negociação Exporta Mais Brasil, em que traremos importadores de diferentes partes do mundo para negociar com produtores de todo o Brasil. Com certeza será um evento grandioso”, afirma Fábio Queiroga, presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX/RN), entidade realizadora da feira.

“A Expofruit representa, para o Sebrae-RN e para todo o setor da fruticultura no Rio Grande do Norte, um evento estratégico, de grande relevância. A feira também cumpre um papel importante no fortalecimento do território. Mossoró e a região Oeste do Estado ganham visibilidade e movimentam não só a economia agrícola, mas também setores como o turismo, a gastronomia e os serviços. A feira beneficia toda a cadeia produtiva regional”, afirma João Hélio, diretor técnico do Sebrae-RN, entidade parceira na realização da Expofruit.

O reitor da Ufersa, outra instituição parceira na realização da Expofruit, Rodrigo Codes, também reforça a importância do evento para todo o Rio Grande do Norte e para a produção acadêmica da universidade. “A Expofruit é uma das maiores vitrines do desenvolvimento econômico do Estado e a Ufersa tem a grata satisfação de, anualmente, incentivar e apoiar a realização do evento, dando suporte de infraestrutura e, o mais valioso para nossa comunidade acadêmica, desenvolvendo pesquisas e projetos que contribuem para o melhoramento da nossa fruticultura e para o fortalecimento da cadeia produtiva do setor. A nossa grande expectativa é que a edição de 2025 reafirme o sucesso e a tradição da Feira entre os maiores eventos nacionais do gênero”.

Rodada Internacional de Negócios Exporta Mais Brasil – Frutas Frescas

A programação começa com a Rodada Internacional de Negócios – Frutas Frescas do programa Exporta Mais Brasil promovido pela Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com o Sebrae-RN e com o apoio de instituições do setor. O evento acontece nos dias 20 e 21 de agosto, no Hotel Thermas, com a finalidade de facilitar negócios entre empresas brasileiras e compradores internacionais de países da Europa, Ásia, América do Norte, África e América do Sul.

As empresas participantes terão a oportunidade de conversar com compradores internacionais do segmento com o apoio da equipe técnica da ApexBrasil, além de contar com um webinar preparatório da rodada de negócios, espaço e estrutura para realização da rodada, reuniões pré-agendadas com compradores internacionais (matchmaking), exposição na Plataforma Buy Brazil, além de apoio com tradução da equipe da ApexBrasil.

“Ao longo dos anos, temos atuado de forma contínua, em parceria com instituições como a ApexBrasil e o Governo do Estado do RN, para inserir os produtos da fruticultura potiguar em mercados cada vez mais amplos. A Expofruit é um espaço onde decisões importantes são tomadas, parcerias são firmadas e muitos negócios são gerados — não apenas durante a feira, mas especialmente no período que se segue a ela. É a partir desse esforço contínuo de prospecção e diversificação de mercados que conseguimos fortalecer o posicionamento do Rio Grande do Norte como referência nacional e internacional na fruticultura”, conclui o representante do Sebrae – RN.

Programação terá Painel Empresarial e Panorama de Exportação

Um Painel Empresarial é o primeiro evento da programação científica da Expofruit que acontece também na quarta-feira (20), das 8h às 17h, no Auditório Amâncio Ramalho, na Ufersa, e contará com diversas apresentações de entidades ligadas ao desenvolvimento econômico, ambiental, a agricultura e a indústria como Codevasf, FIERN, FAERN/SENAR, Banco do Nordeste, IDEMA, além de cases de empresas expositoras na feira.

Na quinta-feira (21), das 8h às 12h, ocorre o Fórum da Fruticultura – Inovação e Perspectiva que terá três palestras que vão trazer um Panorama da Fruticultura de Exportação e a Importância da ESG com a Abrafutas e a ApexBrasil, a Fruticultura Regenerativa – Produção Sustentável com Sebrae e o Senar e uma mesa redonda com Coex, Abrafrutas, Sebrae e Ufersa. Na parte da tarde, das 14h às 17h, acontece o Seminário de Cajucultura que vai abordar o manejo sustentável e mecanização na produção de caju com a Embrapa e o Canal da Cajucultura.

Na último dia de evento, sexta-feira (22), pela manhã o foco será a Pesquisa sobre o Semiárido com pesquisadores da Ufersa que apresentarão estudos com frutíferas na Ufersa como umbu-cajazeira, serigueleiras, pinheira, pitaya, maracujazeiro e cajueiro, sobre contribuições para a pós-colheita, polinização e o uso de remineralizador na fruticultura.

A programação da tarde conta com o Encontro de Cooperativas Potiguares que terá a palestra Cooperativismo da Agricultura Familiar e Acesso às Políticas Públicas com Unicicafes Brasil e a apresentação – Nordeste que Coopera: Experiências que Inspiram com a Cooperxique, também acontece o Encontro de Negócios com a presença de diversas redes de supermercados na palestra “Como fazer negócio com o Governo Federal através das Compras Públicas“ que será ministrada por um representante da CONAB. Ambos encontros acontecem no Auditório da PROEC – Pró-reitoria de Extensão e Cultura da Ufersa.

A programação ainda contará com cursos, apresentação de trabalhos científicos e visitas técnicas com várias temáticas ligadas à fruticultura. A programação completa e as inscrições para os eventos estão abertas no site www.expofruit.com.br.

Feira expõe produtos e serviços

A exposição de produtos e serviços ligados à cadeia produtiva da fruticultura acontece durante o período do evento, das 18h às 23h, na Estação das Artes, no centro de Mossoró, totalmente aberta ao público, contando com uma área total de 17 mil m2 e mais de 300 estandes.

“Estamos muito felizes com essa edição, pois tivemos um crescimento de 15% em relação a última edição e ela terá um diferencial muito importante que é a realização da rodada internacional de negócios que contará com empresários da China e de outros países. 210 empresas estarão participando da feira o que só reforça o evento como uma vitrine nacional e internacional , além de de ser um orgulho para Mossoró e para o Brasil”, afirma João Manoel, diretor comercial da Expofruit.

Sobre Expofruit

Considerada o evento de fruticultura tropical irrigada mais importante do Brasil, a Expofruit a cada edição conquista mais atenção de grandes investidores. A feira tem como objetivo o apoio ao setor frutícola potiguar, garantindo a participação de produtores de todo o estado em um evento que viabilize a comercialização da produção e promova novos negócios, inclusive exportações.

A Expofruit 2025 é uma realização do COEX – Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RN) e da Universidade Federal Rural do Semi-árido (Ufersa), com a promoção da Promoexpo e conta com a promoção da PromoExpo. A feira tem o patrocínio do Governo Federal, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, da Prefeitura de Mossoró/RN, da Secretaria da Agricultura da Pecuária e da Pesca do Rio Grande do Norte, do Banco do Nordeste, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – ApexBrasil e da Neoenergia Cosern.

Também possui o apoio do Ministério da Agricultura, Governo Cidadão, Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária (Idiarn), Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema), Sistema Fiern, Sistema Faern/Senar, Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do RN (Crea/RN), do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e da OCP Brasil. Além do apoio de mídia da Editora Gazeta, do Notícias Agrícolas, do Sistema Tribuna e da TCM.

SERVIÇO:

Evento: Feira Internacional de Fruticultura Tropical Irrigada – Expofruit 2025
Data: 20 a 22 de agosto
Local: Estação das Artes e Ufersa – Mossoró/RN
Site: www.expofruit.com.br
Instagram: @Expofruit2025
Facebook: www.facebook.com.br/Expofruit

Fotos: Ronildo Medeiros

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Taxa de desemprego no RN cai para 7,5% no 2º trimestre de 2025, menor da série histórica

Taxa de desemprego no RN cai para 7,5% no 2º trimestre de 2025, menor da série histórica

IBGE aponta queda de 2,4 pontos percentuais em relação ao 1º trimestre; estado registrou maior redução do país no período

O indicador se refere aos meses de abril, maio e junho. Em relação ao primeiro trimestre de 2025, quando a taxa estava em 9,9%, a queda foi de 2,4 pontos percentuais. Foi a maior redução entre os estados brasileiros no período.

Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, quando o índice era de 9,2%, a queda foi de 1,7 ponto percentual.

População desocupada

O IBGE estimou que 115 mil pessoas estavam desocupadas no estado no segundo trimestre deste ano, número 24,1% menor em relação ao trimestre anterior, quando eram 151 mil. Isso representa 36 mil pessoas a menos na condição de busca por trabalho.

Segundo o instituto, são consideradas desocupadas as pessoas sem emprego que tomaram alguma providência para conseguir ocupação, como enviar currículos, participar de entrevistas ou se inscrever em concursos, e que estavam disponíveis para assumir um posto de trabalho caso houvesse oportunidade.

Comparação regional e nacional

A taxa de desemprego no Rio Grande do Norte ficou abaixo da média do Nordeste, que registrou 8,2% no período, mas ainda acima da média nacional, de 5,8%.

Entre os estados nordestinos, as maiores taxas foram em Pernambuco (10,4%), Bahia (9,1%) e Piauí (8,5%). As menores foram no Maranhão e no Ceará, ambos com 6,6%.

No ranking geral do país, o Rio Grande do Norte registrou a 9ª maior taxa de desocupação e a 6ª maior da região Nordeste.

Situação em Natal e Região Metropolitana

Na capital potiguar, a taxa de desemprego caiu para 5,7% no segundo trimestre de 2025, frente a 6,6% no primeiro trimestre.

Na Região Metropolitana de Natal, o índice foi de 5,9%, com redução de 2,4 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre do ano (8,3%). Na comparação com o mesmo período de 2024, a queda foi de 2,9 pontos percentuais, quando o indicador era de 8,8%.

Diferença entre homens e mulheres

O levantamento do IBGE apontou que a taxa de desocupação caiu tanto entre homens quanto entre mulheres no segundo trimestre, mas a diferença entre os dois grupos permaneceu.

No estado, a taxa entre as mulheres passou de 12,2% no primeiro trimestre para 8,7% no segundo. Já entre os homens, a queda foi de 8,1% para 6,6%.

Em Natal, a desocupação entre homens caiu para 4,6%, ante 5,5% no trimestre anterior. Entre as mulheres, passou de 7,9% para 6,9%.

Número de ocupados e setores da economia

A população em idade de trabalhar no Rio Grande do Norte, estimada em 2,8 milhões de pessoas, somava 1,53 milhão na força de trabalho no segundo trimestre de 2025. Destas, 1,423 milhão estavam ocupadas e 115 mil desocupadas. O número de ocupados cresceu 3,7% em relação ao trimestre anterior, com aumento de 51 mil pessoas.

De acordo com o IBGE, os setores que mais empregaram foram:

  • Administração Pública: 310 mil pessoas;
  • Comércio: 293 mil pessoas;
  • Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: 171 mil pessoas.

No setor privado, 669 mil pessoas estavam empregadas no estado, sendo que 71% tinham carteira assinada.

Informalidade e rendimento

A taxa de informalidade no Rio Grande do Norte no segundo trimestre foi de 39,5% da população ocupada.

O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 2.882 no período, segundo os dados do IBGE.

Foto: Arquivo/Assecom/Sandro Menezes / ASSECOM/RN

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Cesta básica em Natal sobe para R$ 615,39 por pessoa em julho

Levantamento do Idema aponta alta nos preços de frutas, leite e óleo; arroz teve queda de 13,56%

Cesta básica em Natal teve aumento de preço em julho de 2025, segundo levantamento do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema RN). A variação foi de 0,04% em relação ao mês anterior, elevando o custo mensal por pessoa para R$ 615,39. Os dados foram apurados pela Coordenadoria de Estudos Socioeconômicos (CES) e indicam reversão da deflação de 1,82% registrada em junho.

Entre os treze itens analisados, seis apresentaram aumento de preço. As maiores altas foram observadas nas frutas (6,48%), leite (5,19%) e óleo (4,87%). Também houve elevação nos preços de legumes (2,75%), tubérculos (1,70%) e carne bovina (0,32%).

Por outro lado, sete produtos registraram queda. O arroz teve a maior redução, com -13,56%, seguido por farinha (-4,93%), açúcar (-4,68%), pão (-3,02%), café (-2,25%), margarina (-2,09%) e feijão (-0,04%).

Segundo o Idema, essas variações são influenciadas por fatores como clima e entressafra. A oferta sazonal de frutas como caju e manga impacta diretamente os preços. A queda no valor do café, que chegou a custar R$ 18 por pacote de 250g, foi atribuída à expectativa de maior oferta no mercado. Já o açúcar, que chegou a R$ 4,80, apresentou redução devido à alta produção em estados nordestinos como Pernambuco.

Considerando uma família composta por quatro pessoas, o custo total da cesta básica em julho foi de R$ 2.461,56. Ao somar esse valor a outras despesas essenciais, como transporte, vestuário e gastos pessoais, o total mensal pode alcançar R$ 7.590,52.

O levantamento é realizado de forma contínua por uma equipe de oito pesquisadores, que monitoram os preços em estabelecimentos comerciais da capital potiguar. Os dados servem como referência para o acompanhamento do custo de vida na região.

Índice de Preços ao Consumidor (IPC)

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Natal também apresentou alta em julho, com variação de 0,29% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano, o índice chegou a 2,78%, e nos últimos 12 meses, atingiu 5,14%.

O grupo alimentação e bebidas, responsável por 32,43% do orçamento familiar, teve aumento de 0,32%. Os principais itens que contribuíram para essa alta foram hortaliças e verduras (10,04%), frutas (5,67%), farinhas, féculas e massas (2,58%), carnes (1,72%), enlatados e conservas (1,42%) e aves e ovos (0,82%).

O grupo despesas pessoais registrou variação positiva de 3,26%, com destaque para recreação (5,12%) e serviços pessoais (0,46%). Já o grupo vestuário teve alta de 0,41%, influenciado pelos preços de tecidos e armarinho (2,74%), calçados e acessórios (1,39%) e roupa infantil (0,77%).

Impacto no consumo

A população tem sentido os efeitos da alta nos preços. Estratégias como compras em dias de promoção, redução no consumo de carne vermelha e busca por ofertas online têm sido adotadas por consumidores para enfrentar o aumento do custo de vida.

De acordo com especialistas, embora o valor agregado da cesta básica permaneça elevado, a tendência é de estabilização nos preços desde maio. A possível redução da tarifa de energia elétrica nos próximos meses pode contribuir para a diminuição dos custos de produção e, consequentemente, dos preços dos alimentos.

Fotos: Divulgação

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Governo sanciona isenção do IR para quem ganha até dois salários mínimos; contador tira dúvidas

Lei substitui Medida Provisória que alterou a tabela do Imposto de Renda, mantém a faixa de isenção para até R$ 3.036 e impacta, também, quem recebe acima desse limite

O governo sancionou e publicou nessa terça-feira (12) a Lei nº 15.191, que mantém a alteração da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) com isenção para contribuintes com renda mensal de até dois salários mínimos, o equivalente a atuais R$ 3.036 por mês. A medida tem efeitos retroativos a 1º de maio de 2025 e substitui a Medida Provisória 1.206/2024, em vigor desde fevereiro do ano passado, cuja validade se encerrou na segunda-feira (11).

A proposta foi aprovada pelo Senado Federal na última quinta-feira (7), em regime de urgência, após a desocupação do plenário e a retomada dos trabalhos legislativos. Ela atualiza a base de cálculo do IR em função do reajuste do salário mínimo, que passou de R$ 1.412 para R$ 1.518 em janeiro. Segundo o contador e diretor da Rui Cadete, Daniel Carvalho, a medida garante isenção a milhões de brasileiros.

“Com os sucessivos reajustes do salário mínimo nos últimos anos, muitos trabalhadores com rendimentos relativamente baixos acabaram sendo incluídos na base de contribuintes do Imposto de Renda. Então a atualização da faixa de isenção vem para corrigir esse desequilíbrio ao aliviar a carga tributária das camadas mais vulneráveis da população e garantir que milhões de brasileiros voltem à condição de isentos”, afirma o contador.

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Revisão também beneficia quem ganha mais

Embora a Lei nº 15.191 beneficie diretamente apenas quem recebe até R$ 3.036, os efeitos da revisão da tabela de isenção do Imposto de Renda também alcançam contribuintes das faixas seguintes. Isso porque, conforme explica Daniel Carvalho, como o modelo de cálculo do IR é progressivo, todos os contribuintes têm isenção sobre os primeiros R$ 3.036 da renda mensal, o que pode resultar em redução do imposto devido.

“O resultado disso é uma diminuição da carga tributária também para quem recebe acima do limite de isenção, ainda que de forma proporcionalmente menor. Ou seja, muitos contribuintes têm menor valor de imposto retido na fonte. E apesar dos efeitos da lei serem retroativos a 1º de maio de 2025, os contribuintes que se enquadram no novo limite já vinham sendo beneficiados com base na Medida Provisória válida até então. Mas caso alguém tenha sofrido retenção indevida, poderá receber esses valores por meio de restituição no ajuste anual de 2026”, explica o contador.

Fotos: Divulgação

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Agosto é mês de promoções na Sodiê Doces

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Bolos especiais e campanha de Dia dos Pais agitam as lojas da rede

O mês de agosto começa mais doce nas lojas da Sodiê Doces, com a tradicional promoção dos Bolos do Mês. Para esta edição, os sabores selecionados são o Abacaxi com Coco#37 e o Alpino#113, duas opções que agradam diferentes perfis de paladar, mas têm em comum a qualidade artesanal que é marca registrada da rede.

O Abacaxi com Coco é a escolha perfeita para quem aprecia sabores leves e frutados. Feito com bolo de massa branca, recheio de mousse branca com abacaxi e cocada, cobertura de marshmallow, coco cozido e cerejas decorativas, o bolo entrega frescor e suavidade em cada fatia.

Já o Alpino é um verdadeiro clássico para os amantes de chocolate. Preparado com bolo de chocolate, recheios de Alpino® trufado e mousse de chocolate, cobertura de mousse de chocolate, lascas de chocolate ao leite e chocolate Alpino®, esse sabor oferece uma experiência intensa e envolvente.

A promoção dos Bolos do Mês é válida até 31 de agosto. “A campanha dos Bolos do Mês é uma oportunidade para os clientes redescobrirem sabores consagrados do nosso cardápio ou experimentarem novas combinações, sempre com o padrão de excelência da Sodiê”, afirma Fábio Araujo, general manager da marca.

Neste mês de agosto, a partir do dia 1º, a Sodiê também promove a campanha de Dia dos Pais, com sorteios de prêmios em dinheiro, chocolates, kits festa e bolos especiais. A cada 80 reais em compras, os clientes concorrem a prêmios de 2 mil reais, e um grande prêmio de 20 mil reais, além de poderem participar do sorteio caixa criativa, onde a melhor pintura, também leva prêmios.

Os sabores promocionais e os kits presenteáveis fazem parte do movimento da marca de tornar agosto um mês ainda mais especial, combinando afeto, sabor e boas lembranças em cada detalhe.
Além da novidade, o cardápio da Sodiê reúne mais de 80 sabores de bolos, chocolates, salgados, doces, linha zero açúcar, bebidas e kits para festas.

Em Natal, as lojas estão localizadas na Avenida Engenheiro Roberto Freire, 721, Capim Macio (funcionamento: segunda a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, 12h às 20h) e na Av. Ayrton Senna, 1995, Nova Parnamirim, Container 5, Shopping Cidade Verde (funcionamento: todos os dias: 10h às 21h30). Os pedidos podem ser feitos e retirados nas lojas ou no aplicativo Sodiê Doces Oficial, disponível nos dispositivos IOS e Android e via delivery por Whatsapp (Capim Macio 84 9423-5680 | Nova Parnamirim 84 99854-6040 e/ou iFood. Mais informações: (84) 3346-0020 2020-0592 @sodiedocesnatal.

Sodiê Doces

A Sodiê Doces, maior franquia de bolo do país, eleita como a Franquia do Ano/2024, possui atualmente 400 lojas abertas no Brasil e duas unidades na cidade de Orlando, nos EUA. Em seu cardápio há mais de 80 variedades de sabores, uma linha Zero Açúcar, bolos caseiros e a versão vegana. Os bolos são elaborados à base de pão de ló, matéria-prima de primeira qualidade e frutas frescas. Também fazem parte do cardápio os docinhos (tradicionais, finos, belgas e bombom), balas de coco, sua linha exclusiva de salgados (cuja sede fica em Boituva – SP), carta de bebidas quentes e geladas e, agora, sua linha de chocolates Premium. A rede fechou 2024 com faturamento de 740 milhões de reais, registrando crescimento de 15% em comparação a 2023, e com 53 novas unidades.

Site: www.sodiedoces.com.br

Fotos: Divulgação

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Itamaraty convoca chefe da Embaixada dos EUA após ameaça ao Judiciário

Itamaraty convoca chefe da Embaixada dos EUA após ameaça ao Judiciário

Pelas redes sociais, embaixada disse que monitora “aliados de Moraes”

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) convocou o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos (EUA), Gabriel Escobar, para dar explicações sobre as ameaças do governo de Donald Trump contra “aliados de [Alexandre de] Moraes no Judiciário”.

O secretário interino da Europa e América do Norte do Itamaraty, o embaixador Flavio Celio Goldman, recebeu o representante do governo Trump no Brasil para manifestar indignação do governo brasileiro com o tom e o conteúdo das postagens recentes do Departamento de Estado e da embaixada nas redes sociais.

O governo entende que as manifestações dos órgãos do Estado do país norte-americano representam clara ingerência em assuntos internos e são ameaças inaceitáveis à autoridades brasileiras.

O Departamento de Estado dos EUA, órgão similar a um ministério das relações exteriores, tem usado as redes sociais para atacar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do ministro Alexandre de Moraes relativas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.

Ontem (7), a Embaixada dos EUA no Brasil traduziu comentário do secretário de diplomacia pública Darren Beattie, ameaçando autoridades do Judiciário brasileiro que contribuam com Moraes. “Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar nem facilitar a conduta de Moraes. Estamos monitorando a situação de perto”, disse o comunicado do diplomata, acusando o ministro de “censura” e “perseguição” contra Bolsonaro.

No último dia 30 de julho, os EUA aplicaram sanções econômicas contra Alexandre de Moraes, previstas na chamada Lei Magnitsky, como punição pelo julgamento da trama golpista, que apura tentativa de golpe de Estado no Brasil após as eleições de 2022, o que incluiria planos para prender e assassinar autoridades públicas.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Bolsonaro pressionou comandantes militares para suspender o resultado da eleição presidencial de outubro de 2022, quando perdeu para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele nega as acusações.

O ex-presidente ainda é investigado em ação que apura a ação de Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), junto aos EUA para impor sanções contra o Brasil. Entre as razões elencadas pelo governo Trump para tarifar o Brasil, está o processo contra o ex-presidente.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Brett Sayles/Pexels / Jess Loiterton/Pexels

Da Agência Brasil

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Dia dos Pais aquece vendas e programações em Natal; Praia Shopping aposta em experiência e presentes

Dia dos Pais aquece vendas e programações em Natal; Praia Shopping aposta em experiência e presentes

Campanha “Pai, o presente é estar” oferece brinde e momentos de lazer para toda a família

O comércio de Natal se prepara para uma das datas mais importantes do calendário varejista. Segundo levantamento da CNDL/SPC Brasil, analisado pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal), o Dia dos Pais 2025 deve movimentar cerca de R$ 130 milhões na capital potiguar, com aproximadamente 510 mil consumidores indo às compras.

As categorias mais procuradas neste ano devem ser roupas, perfumes e calçados, itens que tradicionalmente lideram as intenções de compra para a data. A expectativa é de um aumento no fluxo de consumidores nos principais centros comerciais da cidade, impulsionando vendas e gerando impacto positivo na economia local.

No Praia Shopping, a campanha especial deste ano traz o slogan “Pai, o presente é estar”, ressaltando a importância da presença e do convívio familiar. Segundo a gerente geral do shopping, Daniele Leal, a proposta vai além da compra do presente:

“Queremos proporcionar aos clientes não apenas a oportunidade de encontrar o presente ideal, mas também de viver momentos especiais em família. A data é sobre estar junto, criar memórias e celebrar o amor e a presença dos pais no nosso dia a dia.”

De acordo com a gerente eles lançaram uma promoção que iniciou no dia 01 e segue até o dia 10 de agosto. A cada R$ 299 em compras, o cliente pode trocar suas notas fiscais por uma caneca da Xop e um vale chopp no Restaurante Zamô, localizado na praça de alimentação. A ação acontece até finalizar o estoque dos brindes.

Além das ofertas nas lojas, o shopping preparou um momento especial para celebrar o dia: no domingo (10/08), haverá o Almoço dos Pais com Chorinho, das 13h às 15h, ao som do Grupo Choro da Terra, na praça de alimentação. O show será gratuito para o público no mall.

A expectativa do Praia Shopping é de aumento no fluxo de clientes nos dias que antecedem a data, acompanhando o otimismo do comércio natalense. “Acreditamos que a combinação de promoções atrativas, variedade de opções de presentes e programação cultural vai garantir um movimento positivo, alinhado à tendência de crescimento das vendas para a data”, completa Daniele.

Fotos: Divulgação

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Com videogame retrô, Natal Shopping promove fim de semana nostálgico para pais e filhos

Com videogame retrô, Natal Shopping promove fim de semana nostálgico para pais e filhos

Espaço interativo com jogos clássicos cria ponte entre gerações em experiência gratuita nos dias 2 e 3 de agosto

Neste sábado e domingo (2 e 3), o Natal Shopping promove o cenário ideal para um encontro de gerações em clima de viagem no tempo: com a ação “Game Retrô”, o empreendimento expõe um verdadeiro museu do videogame com espaço interativo, para que pais e filhos possam ser player 1 e player 2 em clássicos da Nintendo e Sega Game.

A programação faz parte da campanha “Com amor, para o melhor pai do mundo” e é gratuita para clientes, com acesso mediante cadastro no programa MaisNAT e resgate de cupom no aplicativo do empreendimento. “Essa é mais uma ação que pensamos com muito carinho para que toda a família possa criar memórias inesquecíveis nessa data tão importante”, reforça Diana Petta, gerente de marketing do NAT.

Além da atividade cultural, o Natal Shopping conta ainda com promoção para quem quiser garantir o presente: nas compras acima de R$ 600, o cliente ganha um Malbec Bleu 100ml, de O Boticário. E quem for cadastrado como Platinum no programa de fidelidade MaisNAT poderá resgatar o brinde em dobro.

De acordo com levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as roupas devem ser o presente mais procurado para a ocasião, seguidos de itens de perfumaria e eletroeletrônicos. Os dados apontam que este Dia dos Pais, celebrado no dia 10 de agosto, deverá ser o melhor registrado desde 2014 com estimativa de movimentar cerca de R$ 7,84 bilhões em vendas de produtos.

SERVIÇO

O que: Game Retrô Pais e Filhos no Natal Shopping
Quando: 02 e 03 de agosto
Onde: Piso L2 – Em frente a FARM
Acesso gratuito, com resgate de cupom no app do empreendimento

Foto: Divulgação

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RN sanciona Marco Legal do Hidrogênio Verde para atrair investimentos e consolidar transição energética

RN sanciona Marco Legal do Hidrogênio Verde para atrair investimentos e consolidar transição energética

Nova lei estadual define incentivos e diretrizes para cadeia produtiva do hidrogênio verde e indústria de baixo carbono

O Governo do Rio Grande do Norte sancionou, nesta quinta-feira (31.jul.2025), o Marco Legal do Setor de Hidrogênio Verde e da Indústria Verde. A legislação tem como objetivo criar um ambiente regulatório favorável para o desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis, atraindo investimentos e consolidando o estado como referência em transição energética no Brasil e no exterior.

O texto sancionado define conceitos técnicos relacionados ao hidrogênio verde e à chamada indústria verde, que se baseia na transformação de energia renovável em produtos com baixa emissão de carbono, como aço verde, e-combustíveis, e-metanol, amônia e fertilizantes nitrogenados.

O novo marco legal cria o Programa Norte-Rio-Grandense de Hidrogênio Verde e da Indústria Verde (PNRH2V), que se apoia em princípios como mitigação de emissões de gases do efeito estufa, inovação tecnológica, segurança jurídica, neoindustrialização e responsabilidade socioambiental.

Incentivos e regimes especiais

Entre os instrumentos previstos, a lei institui incentivos fiscais por meio do PROEDI (Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do RN) e do novo regime RNVerde, voltado especificamente para empresas da cadeia do hidrogênio verde. Para obter os benefícios tributários, as companhias precisam comprovar o uso de energia renovável em seus processos produtivos.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento do Estado, Alan Silveira, o próximo passo será regulamentar a legislação e estruturar a implementação do programa, que inclui convocação do comitê gestor, criação de infraestrutura, atração de parcerias internacionais e capacitação profissional.

Estrutura de governança e certificação

O Comitê Gestor do programa será coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e contará com representantes de 21 órgãos e instituições. A lei também prevê a criação de mecanismos de certificação internacional do hidrogênio verde, apoio a pesquisas, desenvolvimento de tecnologias e estímulo ao uso de fontes hídricas alternativas, como água dessalinizada e de reúso.

A governadora Fátima Bezerra destacou o caráter estratégico da legislação, apontando a criação de um ambiente seguro e atrativo para investidores do setor. O diretor regional do SENAI-RN, Rodrigo Mello, ressaltou que o RN já possui uma das energias renováveis mais competitivas do país e que consome apenas 10% da própria capacidade instalada.

Para o presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Darlan Santos, o novo marco representa um avanço essencial. Segundo ele, o RN agora conta com a base legal necessária para iniciar a produção e comercialização do hidrogênio verde com respaldo jurídico.

Foto: Sandro Menezes/Assecom

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Qualitá amplia linha de produtos proteicos com barrinhas de whey em quatro sabores

Qualitá amplia linha de produtos proteicos com barrinhas de whey em quatro sabores

Com 15 a 16g de proteína por unidade, o produto é voltado para quem busca praticidade e mais proteína no dia a dia

Qualitá, marca exclusiva da rede Pão de Açúcar, amplia seu portfólio de produtos proteicos com o lançamento da linha de barrinhas com whey protein. Voltadas para quem busca praticidade e mais proteína na rotina, as novidades chegam em quatro sabores: Brigadeiro, Torta de Chocolate e Avelã, Paçoca e Surpresa de Morango. Com 15 a 16g de proteína por unidade e preço de R$12,99, as barrinhas são uma excelente opção para quem deseja suplementar a alimentação diária.

Embora associadas frequentemente ao público que pratica atividade física, as barrinhas de whey podem ser utilizadas por diferentes perfis de consumidores. São uma opção prática para incluir proteína no plano alimentar, como lanche rápido, pré ou pós-treino, ou mesmo como sobremesa. Também são isentas de glúten, podendo atender públicos com restrição alimentar.

As barrinhas de whey Qualitá já estão disponíveis nas lojas do Pão de Açúcar em todo o Brasil, e no app Pão de Açúcar Mais, além do e-commerce da marca: www.paodeacucar.com. Se os clientes optarem por utilizar o cartão Pão de Açúcar como forma de pagamento, há desconto de 20%. Para aproveitar essas vantagens, basta ativar as ofertas nos aplicativos antes de finalizar a compra.

Foto: Divulgação

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Sodiê Doces vende 40 mil unidades do Morango do Amor e lança bolo inspirado no doce que viralizou

Sodiê Doces vende 40 mil unidades do Morango do Amor e lança bolo inspirado no doce que viralizou

Nova receita chega ao cardápio da rede com camadas de leite condensado, mousse branca, morango fresco e crocante de caramelo do amor

A Sodiê Doces, maior rede de franquias de bolos artesanais do país, acaba de lançar o Bolo de Morango do Amor#182, inspirado no doce que virou febre nas redes sociais e já soma mais de 40 mil unidades vendidas em suas lojas desde o lançamento oficial em 24 de julho. Com média de 6 mil unidades comercializadas por dia, o sucesso da sobremesa motivou a criação de uma versão em bolo, que chega às vitrines com recheios generosos de mousse branca, morangos frescos e o característico crocante de caramelo do amor que acompanha o morango viral.

A novidade combina a base leve e cremosa característica da rede com os elementos mais marcantes do doce que virou febre. O bolo é preparado com massa branca, recheios de leite condensado Moça®️ com crocante de caramelo do amor e mousse branca com morango e crocante do caramelo do amor, cobertura de mousse branca e geleia de morango, decorado com a estrela da vez, o Morango do Amor e o crocante de caramelo do amor.

“Desde que a trend do Morango do Amor começou a ganhar força nas redes sociais, nosso time de desenvolvimento entrou em ação. Foram muitos testes até encontrarmos a receita ideal, com o padrão de qualidade da Sodiê”, explica Fábio Araujo, gerente geral da rede.

A expectativa é de que o Morango do Amor e o Bolo Morango Amor continuem no portfólio, seguindo o exemplo de outros sabores que nasceram de tendências e se tornaram fixos, como o pistache. “Os lançamentos reforçam a vocação da Sodiê para acompanhar o comportamento do consumidor e transformar tendências em produtos de alta qualidade e grande apelo comercial”, afirma Araujo.

Além da novidade, o cardápio da Sodiê reúne mais de 100 sabores de bolos, salgados, doces, linha zero açúcar, bebidas e kits para festas.

Em Natal, as lojas estão localizadas na Avenida Engenheiro Roberto Freire, 721, Capim Macio (funcionamento: segunda a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, 12h às 20h) e na Av. Ayrton Senna, 1995, Nova Parnamirim, Container 5, Shopping Cidade Verde (funcionamento: todos os dias: 10h às 21h30). Os pedidos podem ser feitos e retirados nas lojas ou no aplicativo Sodiê Doces Oficial, disponível nos dispositivos IOS e Android e via delivery por Whatsapp (Capim Macio 84 9423-5680 | Nova Parnamirim 84 99854-6040 e/ou iFood. Mais informações: (84) 3346-0020 2020-0592 @sodiedocesnatal.

Fotos: Divulgação

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Eduardo Bolsonaro ataca Nikolas Ferreira e critica postura de Ratinho Júnior sobre tarifa dos EUA

Eduardo Bolsonaro ataca Nikolas Ferreira e critica postura de Ratinho Júnior sobre tarifa dos EUA

Deputado intensifica disputas com aliados ao criticar Nikolas por live com perfil anônimo e questionar silêncio de Ratinho Júnior sobre Bolsonaro

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a protagonizar confrontos dentro do campo político da direita brasileira. Desta vez, os alvos das críticas foram o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD). Os episódios ocorreram entre o fim de semana e a segunda-feira (29), e envolveram postagens nas redes sociais e manifestações públicas.

Na noite de domingo (28), Eduardo Bolsonaro usou o X (antigo Twitter) para criticar Nikolas Ferreira. O motivo foi a participação do colega mineiro em uma live com o perfil anônimo “Baianinha Intergalática”, que teria feito críticas a Jair Bolsonaro. Eduardo afirmou:

“Ela [Baianinha Intergalática] é uma pessoa abjeta, que defende a minha prisão e de minha família. É triste ver a que ponto o Nikolas chegou.”

O conflito entre os parlamentares não se restringiu à publicação. Apoiadores de Eduardo também se manifestaram nas redes sociais contra a presença de Nikolas em um evento promovido pelo empresário Pablo Marçal, ex-candidato à prefeitura de São Paulo. A crítica gira em torno da aproximação do deputado mineiro com figuras que, segundo aliados de Eduardo, não estariam alinhadas com a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Além de Nikolas, Eduardo Bolsonaro direcionou críticas ao governador do Paraná, Ratinho Júnior, também no domingo. O motivo foi a postura do chefe do Executivo estadual ao comentar a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Para Eduardo, o governador não mencionou, nas suas falas, o que o deputado considera perseguição política contra Bolsonaro e seus apoiadores.

Na rede social, Eduardo publicou:

“Trump postou diversas vezes citando Bolsonaro, fez uma carta onde falou de Bolsonaro, fez declarações para a imprensa defendendo nominalmente o fim da perseguição a Bolsonaro e seus apoiadores. Desculpe-me governador Ratinho Jr, mas ignorar estes fatos não vai solucionar o problema, vai apenas prolongá-lo ao custo do sofrimento de vários brasileiros.”

Na mesma sequência de postagens, Eduardo questionou a leitura americana sobre a fala de Ratinho Júnior:

“Imagino os americanos olhando para este tipo de reação e pensando: o que mais podemos fazer para estas pessoas entenderem que é sobre ‘Jair Bolsonaro, seus familiares e apoiadores’, como expresso na carta, posts e entrevistas de Trump?”

As críticas reforçam o distanciamento entre o deputado e lideranças políticas que, apesar de integrarem o mesmo espectro ideológico, não se alinham integralmente ao discurso adotado pelo núcleo mais próximo de Jair Bolsonaro.

A postura de Eduardo Bolsonaro, nos dois episódios, tem gerado repercussão entre aliados e eleitores da direita, evidenciando disputas internas no campo político que apoiou o ex-presidente.

Até o momento, nem Nikolas Ferreira nem Ratinho Júnior comentaram publicamente as declarações feitas por Eduardo Bolsonaro.

Foto: Beto Barata/PL / Elaine Menke/PL

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Brasil está conversando “com reserva” com Estados Unidos, diz Alckmin

Brasil está conversando “com reserva” com Estados Unidos, diz Alckmin

Vice-presidente afirmou que plano de socorro está em elaboração

A quatro dias da entrada em vigor da tarifa de 50% para produtos brasileiros nos Estados Unidos, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil está conversando “com reservas” com o governo estadunidense. Ele reafirmou que o plano de contingência está em elaboração, mas disse que o foco nesta semana está nas negociações comerciais.

“Nós estamos permanentemente no diálogo e quero dizer a vocês que nós estamos dialogando neste momento pelos canais institucionais e com reserva”, disse Alckmin, em entrevista após o lançamento do Programa Acredita Exportação.

O vice-presidente não deu detalhes sobre as conversas com os Estados Unidos nem sobre o plano de contingência em elaboração para ajudar os setores afetados pela taxação.

“O plano de contingência está sendo elaborado, bastante completo, bem feito”, afirmou o vice-presidente.

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o plano de socorro seria levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta semana. Entre as medidas em estudo, estão linhas de crédito para os setores exportadores.

Programa Acredita Exportação

Em relação ao Acredita Exportação, cujo projeto de lei e decreto de regulamentação foram assinados nesta segunda-feira (28) pelo presidente Lula, Alckmin disse que o programa impulsionará o crescimento de micro e pequenas empresas que vendem para o exterior. Segundo ele, o projeto está alinhado com valores do governo, como a promoção do multilateralismo.

“O projeto vem em boa hora, reafirmando valores que o Brasil defende, como multilateralismo”, afirmou Alckmin, durante a solenidade de sanção do decreto.

Pelo programa, a partir de 1º de agosto, mesma data de entrada em vigor da tarifa de 50% para produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos, as micro e pequenas empresas poderão receber de volta o equivalente a 3% de suas receitas com vendas externas.

O ressarcimento poderá ocorrer de forma direta ou por meio de compensação de tributos federais (desconto de tributos pagos a mais em etapas anteriores da cadeia produtiva).

Foto: Cadu Gomes/VPR

Da Agência Brasil

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Rui Cadete completa 34 anos e desafia estatísticas de mortalidade empresarial

Rui Cadete completa 34 anos e desafia estatísticas de mortalidade empresarial

Enquanto 60% dos negócios fecham antes dos cinco anos, a empresa de assessoria contábil mostra que é possível construir longevidade com planejamento e sucessão

Cerca de seis em cada dez empresas que nascem no Brasil não conseguem sobreviver após cinco anos. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que as empresas de pequeno porte são as mais vulneráveis. Em entrevista, o sócio-fundador da Rui Cadete Consultores e Auditores Associados, que completa 34 anos em 2025, compartilha os aprendizados e estratégias que sustentam a longevidade do negócio.

A pesquisa ”Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo”, mais recente divulgada pelo IBGE, mostrou que, das empresas criadas em 2017, apenas 37,9% seguiam ativas em 2022. O estudo revela uma tendência de queda progressiva: a taxa de sobrevivência foi de 76,2% no primeiro ano de operação, caindo para 59,6% no segundo, 49,4% no terceiro e 42,3% no quarto ano.

Na contramão desses números, a Rui Cadete Consultores e Auditores Associados completa 34 anos de atuação em 2025. Fundada em Natal (RN), a empresa potiguar é referência em contabilidade, auditoria e consultoria empresarial. Para o sócio-fundador e presidente do Conselho da empresa, Rui Cadete, a longevidade de um negócio está diretamente relacionada à capacidade de desenvolver pessoas e se manter em constante evolução.

“É essencial investir no desenvolvimento das pessoas que fazem o negócio acontecer e se manter atualizado (ou à frente) das tendências. A inovação, a tecnologia e os processos precisam caminhar em sintonia com a equipe. Além disso, é preciso manter a credibilidade em alta, com atitudes corretas e uma gestão estratégica que garanta a lucratividade do negócio. Tudo isso é consequência direta das escolhas e ações praticadas”, afirma Rui.

Segundo ele, ao longo de mais de três décadas, a empresa enfrentou diferentes cenários, incluindo crises econômicas e ciclos de crescimento acelerado. “Esses momentos sem dúvida nos ensinaram muito, e um dos principais aprendizados é que não basta adaptar a nossa empresa. Temos que cuidar e assessorar as empresas clientes também, para que elas sobrevivam e cresçam de forma saudável”, destaca o sócio-fundador da Rui Cadete.

No setor contábil, “marcado por mudanças constantes e alta exigência técnica”, a atualização permanente se torna um ativo vital. Para Rui, manter o cliente no centro das decisões e compartilhar conhecimento com a equipe são pontos-chave para a relevância da organização. “Acreditamos que estamos em um negócio de educação. Educamos internamente para poder educar os clientes. Isso sustenta nossa capacidade de adaptação e entrega de valor”, explica.

A formação de lideranças também tem sido um diferencial. A empresa adota um modelo de gestão que estimula o crescimento interno e oferece oportunidades de ascensão para quem deseja trilhar o caminho até a sociedade. “Desde o processo seletivo, mostramos aos candidatos que é possível crescer dentro da empresa. Não é fácil, exige vontade, dedicação e entrega. Mas o ambiente é colaborativo e voltado para o desenvolvimento contínuo”, destaca.

Ainda conforme o levantamento do IBGE, o ciclo de vida curto da maior parte dos negócios brasileiros é mais evidente nas empresas de pequeno porte. Entre os desafios enfrentados, de acordo com o Instituto, estão a falta de planejamento, a carência de uma gestão estruturada, as dificuldades financeiras e a baixa capacidade de adaptação ao mercado.

“Muitos empreendedores não têm conhecimento sobre como organizar um negócio e não buscam assessoria adequada. É fundamental contar com um contador tecnicamente preparado, com estrutura e capacidade para orientar com segurança, especialmente em momentos de mudanças como a Reforma Tributária. Estar bem assessorado pode ser a diferença entre a continuidade ou o fim de uma empresa”, avalia Rui Cadete.

Treinamento com foco em sucessão

Como parte das comemorações pelos 34 anos, a Rui Cadete realiza, nesta quarta-feira (30), o evento “Sucessão na Prática: trilhando o caminho da sociedade na Rui Cadete”. O encontro, exclusivo para clientes, acontece às 15h, no Prédio 209 (Rua Apodi, 209 – Cidade Alta, Natal/RN), com entrada gratuita. Os participantes são incentivados a doar 1kg de alimento não perecível, que será destinado a uma instituição local por meio do Projeto Mãos Compartilhadas.

O objetivo é compartilhar os aprendizados acumulados na jornada da empresa e apresentar, na prática, como vem sendo conduzido o processo de formação de novos líderes e sócios. A programação será conduzida por Rui Cadete e Ana Medeiros, da Conexão.cx. “Temos um mantra: quem aprende, ensina; quem ensina, aprende. É um ciclo virtuoso. A liderança precisa inspirar pelo exemplo, dar autonomia, corrigir quando necessário e reconhecer o mérito”, encerra Rui.

Foto: Bia Azevedo

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Sodiê Doces aposta na tendência dos Morangos do Amor

Sodiê Doces aposta na tendência dos Morangos do Amor

Febre das redes sociais agora pode ser encontrada nas lojas da franquia

O doce que viralizou nas redes sociais e provocou filas em docerias por todo o país acaba de ganhar uma versão oficial com a assinatura da Sodiê Doces. Inspirado na tendência que conquistou o paladar e os olhos dos consumidores, o lançamento já está disponível nas lojas da marca e reforça o compromisso da rede com inovação e excelência.

A novidade é feita com morango fresco, envolto em um cremoso brigadeiro de leite condensado e finalizado com uma delicada camada de caramelo crocante, combinação que une estética, sabor e afeto em uma única mordida. O resultado é um doce artesanal, sofisticado e pronto para brilhar tanto nas redes quanto nas vitrines.

O lançamento chega para atender a uma demanda espontânea do público, impulsionada por conteúdos virais no TikTok e no Instagram, que transformaram a receita em um verdadeiro fenômeno nacional. “Ao trazer os Morangos do Amor para o nosso portfólio, unimos inovação e agilidade com o padrão de excelência que é marca registrada da Sodiê. É uma resposta estratégica a uma demanda do consumidor, sem abrir mão da qualidade artesanal que nos acompanha há mais de duas décadas”, afirma Fábio Araujo, general manager da Sodiê Doces.

Diferentemente das versões informais encontradas no mercado, a releitura da Sodiê oferece padronização, higiene, visual impecável e preço acessível. Ideal para presentear, celebrar ocasiões especiais ou simplesmente se permitir um mimo no dia a dia, o produto reforça a versatilidade da marca no segmento de confeitaria.

A tendência mais doce do ano já chegou às lojas da Sodiê Doces. No entanto, por se tratar de um item feito com morangos frescos, sua disponibilidade pode variar conforme a sazonalidade da fruta e a logística de cada unidade. A franquia recomenda consultar previamente a loja mais próxima, por meio do site da marca, para verificar a oferta do produto antes da visita.

Em Natal, as lojas estão localizadas na Avenida Engenheiro Roberto Freire, 721, Capim Macio (funcionamento: segunda a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, 12h às 20h) e na Av. Ayrton Senna, 1995, Nova Parnamirim, Container 5, Shopping Cidade Verde (funcionamento: todos os dias: 10h às 21h30). Os pedidos podem ser feitos e retirados nas lojas ou no aplicativo Sodiê Doces Oficial, disponível nos dispositivos IOS e Android e via delivery por Whatsapp (Capim Macio 84 9423-5680 | Nova Parnamirim 84 99854-6040 e/ou iFood. Mais informações: (84) 3346-0020 2020-0592 @sodiedocesnatal.

Foto: Divulgação

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Petrobras reduz em 14% preço do gás natural para distribuidoras

Petrobras reduz em 14% preço do gás natural para distribuidoras

Redução entra em vigor a partir da próxima sexta-feira

Os preços de venda da molécula de gás serão atualizados e terão queda média de cerca de 14%, na comparação com o trimestre anterior. A redução, segundo a Petrobras, entra em vigor na próxima sexta-feira (1º) para os contratos acordados pela companhia com as distribuidoras.

A Petrobras informou, em nota, que os contratos com as distribuidoras incluem “atualizações trimestrais da parcela do preço relacionada à molécula do gás e vinculam esta variação, para cima ou para baixo, às oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio R$/US$”.

Conforme a companhia, no trimestre, que começa em agosto de 2025, a referência do petróleo Brent caiu 11,0% e o câmbio teve apreciação de 3,2%, o que significa que a quantia em reais para a conversão em um dólar caiu 3,2%.

“Importante destacar que as variações por distribuidora dependem dos produtos contratados com a Petrobras, e que considerando os mecanismos criados pela empresa, em 2024, dos prêmios por performance e de incentivo à demanda é possível ampliar a redução no preço da molécula”, apontou a petroleira.

O preço médio da molécula vendido às distribuidoras acumula de dezembro de 2022 até esse efeito de agosto, um recuo de 32%. “Considerando a aplicação integral dos prêmios, a redução acumulada média poderia atingir mais de 33%”, completou a Petrobras.

A companhia chamou atenção que o preço final do gás natural ao consumidor depende não somente do preço de venda da molécula pela companhia, mas entram no cálculo também o custo do transporte até a distribuidora, o portfólio de suprimento de cada distribuidora. “Assim como por suas margens (e, no caso do GNV – Gás Natural Veicular, dos postos de revenda) e pelos tributos federais e estaduais”, concluiu.

Consumidores fluminenses

A Naturgy, concessionária de gás do Rio de Janeiro, informou que a queda nas tarifas, em 1º de agosto, é resultado da redução de custo de aquisição do gás natural fornecido pela Petrobras e “vai beneficiar cerca de 1 milhão de clientes, nos mercados residencial, comercial, industrial e GNV”.

Para os clientes localizados na região metropolitana do Rio (Ceg), segundo a empresa, o recuo médio será de 1,39% para o segmento residencial (7m³/mês); 1,45% para o comercial (400 m³/mês); 3,73% para postos de GNV e de 3,47% para as indústrias (3Mm³/mês).

Já os clientes do interior do estado (Ceg Rio), terão queda no preço de 3,50% para residencial (7m³/mês), 4,07% para o comercial (400 m³/mês), 7,27% para postos de GNV e 5,56% para indústrias (3Mm³/mês).

Combustível mais econômico

De acordo com a Naturgy, atualmente, o Rio de Janeiro é líder em GNV, com cerca de 1,7 milhão de veículos leves convertidos e mais de 700 postos instalados.

“Com as novas tarifas, quem utiliza o combustível no estado chega a economizar cerca de 50% sobre o etanol e a gasolina. Além disso, quem opta pelo GNV tem direito a um desconto de 62,5% no IPVA”, observou a empresa em nota.

“Hoje, um carro popular percorre aproximadamente 14 quilômetros com 1 m³ de GNV, sete quilômetros com 1 litro de etanol e 10 quilômetros com 1 litro de gasolina. Além de ser mais econômico, o GNV também é mais sustentável, pois emite cerca de 25% menos dióxido de carbono do que a gasolina e o diesel”, calculou.

A concessionária disse que o cálculo de rendimento e economia com o uso do GNV, pode ser feito por meio de um aplicativo web, o Simulador de Economia, que disponibiliza no seu site. “Além disso, o motorista conta com um aplicativo para celular (Simulador GNV) que indica a localização de postos de abastecimento com o combustível, além de esclarecer mitos e conferir dicas de segurança”, acrescentou.

Foto: Reprodução/Agência Petrobras

Da Agência Brasil

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Conta de luz fica mais cara em agosto com bandeira vermelha patamar 2, anuncia Aneel

Conta de luz fica mais cara em agosto com bandeira vermelha patamar 2, anuncia Aneel

Com chuvas abaixo da média, tarifa terá acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (25.jul.2025) que a bandeira tarifária vermelha patamar 2 será acionada nas contas de energia elétrica durante o mês de agosto de 2025. A medida representará um acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos pelos usuários.

Segundo a Aneel, o acionamento do patamar 2 ocorre em razão da redução das chuvas em diversas regiões do país, o que impactou negativamente a geração hidrelétrica. Essa condição climática desfavorável exige o acionamento de fontes de geração mais caras, como as termelétricas.

“Com o cenário de afluências abaixo da média em todo o país, os custos de geração aumentam devido à necessidade de acionamento de fontes térmicas”, informou a agência reguladora em nota oficial.

Nos meses de junho e julho, a Aneel já havia adotado a bandeira vermelha patamar 1. Em maio, foi utilizada a bandeira amarela. Antes disso, desde dezembro de 2024, o país operava com a bandeira verde, sem custos adicionais para os consumidores, graças às condições favoráveis de geração de energia.

A Aneel destaca que a nova bandeira tarifária reforça a necessidade de uso consciente da energia elétrica. “A economia de energia contribui para a preservação dos recursos naturais e para a sustentabilidade do setor elétrico como um todo”, afirmou a agência.

Como funcionam as bandeiras tarifárias

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015 e tem como objetivo refletir os custos variáveis da geração de energia elétrica. As bandeiras são divididas em cores e níveis que indicam as condições de produção de energia no país.

Confira os valores atuais cobrados por tipo de bandeira, por cada 100 kWh consumidos:

🟩 Verde – sem custo adicional
🟨 Amarela – R$ 1,88
🟥 Vermelha patamar 1 – R$ 4,46
🟥 Vermelha patamar 2 – R$ 7,87

O acionamento das bandeiras depende principalmente do volume de chuvas nas regiões dos principais reservatórios de hidrelétricas do país. Quando o nível das represas está baixo, as termelétricas precisam ser acionadas para garantir o fornecimento de energia, o que encarece o custo de geração.

Consumo e orientação

A Aneel orienta a população a adotar medidas para reduzir o consumo de energia, como desligar aparelhos da tomada quando não estiverem em uso, evitar o uso de equipamentos em horários de pico e realizar manutenção preventiva em sistemas elétricos.

A previsão da Aneel é que as condições de geração de energia permaneçam desafiadoras nos próximos meses, o que pode influenciar futuras decisões sobre as bandeiras tarifárias.

O consumidor pode acompanhar a bandeira vigente por meio da fatura de energia ou nos canais oficiais da Aneel.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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Lula chama Trump para conversar e reafirma que Brasil tenta negociar

Lula chama Trump “para conversar” e reafirma que Brasil tenta negociar

Presidente disse ainda que Trump foi induzido a acreditar em mentiras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (25), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi induzido a acreditar “em uma mentira”, de que o ex-presidente Jair Bolsonaro está sofrendo perseguição no Brasil. “O Bolsonaro não é um problema meu, é um problema da Justiça brasileira”, disse Lula durante evento em Osasco (SP).

“O Bolsonaro não está sendo perseguido, ele está sendo julgado com todo o direito de defesa. Ele tentou dar um golpe nesse país, ele não queria que eu e o [vice-presidente, Geraldo] Alckmin tomássemos posse e chegou a montar uma equipe para matar o Lula, o Alckmin e para matar o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Alexandre Moraes. Isso já está provado por delação deles mesmos”, disse o presidente.

Lula se colocou à disposição para negociar a taxação de 50% que os EUA querem impor às exportações brasileiras. “Se o presidente Trump tivesse ligado para mim, eu certamente explicaria para ele o que está acontecendo com o ex-presidente”, afirmou.

Para o presidente, o filho de Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), se licenciou do mandato na Câmara e foi para os Estados Unidos pedir intervenção no Brasil, “numa total falta de patriotismo”. “Vocês na Câmara tem que tomar uma atitude”, disse Lula aos deputados presentes na cerimônia.

No último dia 9 de julho, o presidente Trump enviou uma carta a Lula anunciando a imposição da tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros a partir do dia 1º de agosto. No documento, Trump justifica a medida citando o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no STF por tentativa de golpe de Estado; ele pede a anistia a Bolsonaro.

Diálogo

Lula, então, acionou o vice-presidente Alckmin, que também é ministro da Indústria, Comércio e Serviço, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para negociarem uma solução diplomática com o país norte-americano. O governo também criou um comitê para discutir as taxações com o setor produtivo brasileiro.

“Trump, o dia que você quiser conversar, o Brasil estará pronto e preparado para discutir, para tentar mostrar o quanto você foi enganado com as informações que te deram e você vai saber a verdade sobre o Brasil. E quando você souber da verdade, você vai falar: ‘Lula, eu não vou mais taxar o Brasil, vamos ficar assim do jeito que está’. É isso. Mas é preciso conversar. E está aqui o meu conversador número 1”, disse Lula, citando o vice-presidente.

“Ninguém pode dizer que o Alckmin não quer conversar. Todo dia ele liga para alguém e ninguém quer conversar com ele. Este país é o país de um povo generoso. Então, eu quero que o Trump nos trate com a delicadeza e o respeito que eu trato os Estados Unidos e o povo americano”, acrescentou Lula.

O presidente dos Estados Unidos também justifica as taxações citando “ataques contínuos do Brasil às atividades comerciais digitais de empresas americanas” e suposta “censura” contra plataformas de redes sociais dos Estados Unidos, “ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro”. A pressão dessas empresas contra a regulação do setor no Brasil teria influenciado a decisão do presidente Trump de aplicar as tarifas.

Hoje, Lula reafirmou que vai promover a regulação das chamadas big techs – as gigantes que controlam as plataformas digitais. “Nós vamos fazer regulação porque eles têm que respeitar a legislação brasileira. Não pode ficar promovendo ódio entre os adolescentes, contando mentira, tentando destruir a democracia e o Estado de direito e democrático. Esse país tem lei e mais do que lei, esse país tem um povo que tem vergonha na cara, caráter e coragem para saber se defender”, afirmou.

Outro argumento de Donald Trump para a taxação seria o prejuízo na relação comercial com o Brasil. “A terceira coisa que também o presidente americano foi mal informado”, disse Lula. “Se você pegar serviços e comércio, os Estados Unidos tem um superávit, em 15 anos, de US$ 410 bilhões. Então, quem deveria estar reclamando éramos nós. E nós não estamos reclamando, estamos querendo negociar”, acrescentou.

Por fim, Lula afirmou que está tranquilo, mas que o Brasil vai tomar as suas posições. O governo estuda responder ao tarifaço com a Lei de Reciprocidade Econômica, mas não sem antes esgotar as vias de diálogo.

“Eu não só estou negociando, como estou colocando o meu companheiro, o vice-presidente da República, que é um homem calejado, para ser um negociador. E ele, obviamente, que não fala rouco como eu, não parece bravo como eu, ele é todo gentil. Mas ele sabe que o Brasil tem razão”, disse o presidente em Osasco.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Da Agência Brasil

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Banco do Brasil suspende empréstimos consignados a servidores do RN por falta de repasses do governo

Banco do Brasil suspende empréstimos consignados a servidores do RN por falta de repasses do governo

Segundo o Sinsp, repasses não realizados configuram prática recorrente e já ocorreram em outros meses de 2025

O Banco do Brasil suspendeu, desde a última segunda-feira (21), a concessão de novos empréstimos consignados a servidores públicos do Rio Grande do Norte. A paralisação do serviço, que afeta diretamente a categoria, foi denunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado (Sinsp).

Segundo o sindicato, a interrupção ocorre devido à ausência de repasses financeiros do Governo do Estado ao banco, o que compromete a regularidade das operações de crédito consignado. Essa situação já teria ocorrido em pelo menos outras duas ocasiões neste ano, em janeiro e abril.

A entidade afirma que, embora os valores sejam descontados diretamente dos contracheques dos servidores, o governo estadual estaria atrasando os repasses às instituições financeiras. Para o Sinsp, tal conduta levanta a possibilidade de configurar apropriação indébita.

De acordo com o sindicato, a situação é preocupante por envolver recursos que deveriam ser repassados automaticamente às instituições financeiras após o desconto das parcelas dos empréstimos nos contracheques dos servidores. A entidade classifica a prática como recorrente e afirma que a gestão estadual utiliza recursos dos trabalhadores para manter o caixa do Executivo.

O crédito consignado é uma modalidade de empréstimo em que as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento. Por essa razão, oferece taxas de juros mais baixas do que outras modalidades de crédito, sendo amplamente utilizado por servidores públicos, aposentados e pensionistas.

Segundo o Sinsp, a suspensão atual ocorre no momento em que o serviço havia sido reestabelecido. Após bloqueios em abril, os empréstimos voltaram a ser concedidos em maio, mas foram novamente suspensos. De acordo com a entidade, atualmente qualquer servidor estadual que procure o Banco do Brasil ou um correspondente bancário é informado de que o crédito consignado está indisponível.

Além de apontar os impactos financeiros para os servidores, a entidade alerta para a possível ilegalidade da conduta do governo estadual, que estaria retendo valores já descontados. O sindicato afirma ainda que a situação pode gerar consequências jurídicas, e avalia com sua assessoria a possibilidade de acionar a Justiça.

A reportagem procurou o Governo do Estado do Rio Grande do Norte e o Banco do Brasil para comentar a denúncia, mas até o fechamento deste conteúdo não houve retorno das instituições.

O Sinsp tem reiterado críticas à gestão estadual ao longo dos últimos meses, destacando um histórico de atrasos salariais e descumprimentos relacionados a obrigações financeiras com os servidores. A entidade alega que os trabalhadores vêm sendo prejudicados pela ausência de regularidade nos repasses dos valores consignados, o que compromete a credibilidade junto aos bancos e impacta a capacidade de acesso a crédito com condições diferenciadas.

A situação ainda aguarda esclarecimentos por parte do Executivo estadual.

Banco do Brasil se posiciona sobre a situação

Por meio de nota, o Banco do Brasil se posicionou sobre o caso:

O Banco do Brasil atua em conformidade com as legislações e regulamentações vigentes, bem como com os contratos firmados com empregadores do setor público e privado.

Os contratos estabelecem as condições em que pode haver a interrupção temporária na oferta de crédito consignado aos funcionários, até a regularização das questões que ocasionaram a suspensão.

Informações adicionais sobre o convênio podem ser obtidas diretamente com o ente público.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN

MATÉRIA ATUALIZADA ÀS 17h56 de 25/07/2025 PARA INCLUSÃO DA NOTA DO BANCO DO BRASIL.

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Sodiê Doces oferece desconto especial nos bolos À Francesa e Moça® Pudim em julho

Sodiê Doces oferece desconto especial nos bolos À Francesa e Moça® Pudim em julho

Preços promocionais são válidos nas 400 unidades da rede

Durante o mês de julho, os sabores Moça® Pudim #123 e À Francesa #01 são os escolhidos da campanha Bolos do Mês da Sodiê Doces. Ao longo dos 31 dias, essas duas delícias estão com preços especiais em todas as 400 unidades da rede.

O À Francesa #01 é um bolo produzido com massa de chocolate, recheio de brigadeiro e cocada, cobertura de mousse de chocolate, raspas e calda de chocolate e cerejas (decorativas).

Já quem prefere um doce mais tradicional e marcante vai se encantar com o Moça® Pudim #123, feito com massa branca, recheios de leite condensado e crocante e mousse branca com crocante de caramelo. Na cobertura, mais mousse branca e crocante de caramelo.

O cardápio da Sodiê reúne mais de 100 sabores de bolos, salgados, doces, linha zero açúcar, bebidas e kits para festas.

Em Natal, as lojas estão localizadas na Avenida Engenheiro Roberto Freire, 721, Capim Macio (funcionamento: segunda a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, 12h às 20h) e na Av. Ayrton Senna, 1995, Nova Parnamirim, Container 5, Shopping Cidade Verde (funcionamento: todos os dias: 10h às 21h30)
Os pedidos podem ser feitos e retirados nas lojas ou no aplicativo Sodiê Doces Oficial, disponível nos dispositivos IOS e Android e via delivery por Whatsapp (Capim Macio 84 9423-5680 | Nova Parnamirim 84 99854-6040 e/ou iFood. Mais informações: (84) 3346-0020 2020-0592 @sodiedocesnatal.

Sodiê Doces

A Sodiê Doces, maior franquia de bolo do país, eleita como a Franquia do Ano/2024, possui atualmente 400 lojas abertas no Brasil e duas unidades na cidade de Orlando, nos EUA. Em seu cardápio há mais de 80 variedades de sabores, uma linha Zero Açúcar, bolos caseiros e a versão vegana. Os bolos são elaborados à base de pão de ló, matéria-prima de primeira qualidade e frutas frescas. Também fazem parte do cardápio os docinhos (tradicionais, finos, belgas e bombom), balas de coco e sua linha exclusiva de salgados (cuja sede fica em Boituva – SP). Mensalmente a marca traz os Bolos do Mês, com dois sabores, que ganham desconto especial em todas as unidades. A rede fechou 2024 com faturamento de 740 milhões de reais, registrando crescimento de 15% em comparação a 2023, e com 53 novas unidades.

Site: www.sodiedoces.com.br
Fanpage: www.facebook.com/sodiedocesoficial

Fotos: Divulgação

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Taxação dos EUA: especialista orienta empresas sobre como mitigar impactos financeiros

Taxação dos EUA: especialista orienta empresas sobre como mitigar impactos financeiros

Empresas afetadas pelas tarifas adicionais devem revisar contratos, planejamento tributário e estratégias de precificação, segundo diretor da Rui Cadete

A recente decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas adicionais sobre produtos brasileiros acendeu um alerta para empresas que atuam no comércio exterior. A medida, anunciada sob justificativas de proteção à indústria americana e prevista para entrar em vigor no dia 1º de agosto, deve impactar a margem de lucro de exportadoras brasileiras e acirrar ainda mais o cenário de competitividade internacional.

Diante desse novo contexto, especialistas recomendam atenção redobrada das empresas quanto aos aspectos fiscais, contratuais e estratégicos das operações. Para o contador e diretor da Rui Cadete, Daniel Carvalho, a atuação contábil é fundamental na identificação de riscos, mitigação de perdas e busca por alternativas que preservem a saúde financeira dos negócios.

“Mudanças como essa afetam diretamente o planejamento financeiro e operacional das empresas exportadoras. Além da revisão de contratos internacionais, é fundamental reavaliar custos, margens de lucro e benefícios fiscais disponíveis, como o Reintegra e o regime de drawback, que podem ajudar a compensar parte das perdas e manter a viabilidade das operações”, orienta.

Segundo Daniel Carvalho, o papel do contador “vai muito além” do cumprimento das obrigações acessórias. Em um cenário de incertezas e mudanças no comércio internacional, a contabilidade ganha uma dimensão estratégica ao oferecer às empresas análises precisas, simulações financeiras e suporte técnico para decisões que impactam diretamente a continuidade e a rentabilidade das operações.

“Empresas que atuam no mercado internacional precisam de um acompanhamento técnico permanente, que possibilite respostas rápidas e assertivas diante de alterações no cenário global, como novas taxações, variações cambiais ou mudanças em acordos comerciais. Nesse contexto, a contabilidade construtiva atua na busca por soluções que assegurem a sustentabilidade e a competitividade do negócio”, completa o diretor da Rui Cadete.

Entre as recomendações para empresas impactadas pelas tarifas estão a revisão do planejamento tributário, a renegociação de preços e prazos com compradores externos, o reforço no compliance fiscal e a análise de oportunidades em outros mercados internacionais. A medida deve entrar em vigor no dia 1º de agosto, mas entidades setoriais e o governo brasileiro buscam diálogo com os EUA para reverter ou mitigar os efeitos da sobretaxa.

Foto: Divulgação

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Taxação dos EUA pode impactar exportações do RN e ameaçar 21 mil empregos no estado

Taxação dos EUA pode impactar exportações do RN e ameaçar 21 mil empregos no estado

Estado registrou crescimento de 120% nas exportações no primeiro semestre de 2025, mas setor produtivo vê risco com nova tarifa de importação

A tarifa de importação anunciada pelo Governo dos Estados Unidos ao Brasil, com previsão de vigência a partir de 1º de agosto, pode impactar diretamente o desempenho das exportações do Rio Grande do Norte, que registraram crescimento de 120% no primeiro semestre de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Comex), o estado exportou US$ 67,1 milhões entre janeiro e junho, igualando o total de exportações de todo o ano de 2024.

Este foi o melhor resultado semestral desde 2019, quando o estado havia alcançado US$ 81,7 milhões. No ranking do Nordeste, o RN ocupou a quarta colocação, ficando atrás de Ceará, Bahia e Maranhão, conforme dados da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Exportações por setor e principais produtos

Os principais produtos exportados pelo Rio Grande do Norte no semestre foram:

  • Óleos de petróleo ou minerais betuminosos: US$ 24 milhões
  • Peixes frescos ou refrigerados: US$ 11,5 milhões
  • Produtos de origem animal: US$ 10,3 milhões
  • Pedras de cantaria ou de construção: US$ 4,3 milhões
  • Produtos de confeitaria: US$ 4,1 milhões
  • Sal: US$ 3,4 milhões

Segundo levantamento da Sudene, esses itens estão entre os mais impactados pela nova tarifa norte-americana, que pode inviabilizar parte dos negócios com o mercado dos Estados Unidos.

Impacto econômico regional e nacional

Estudo da Coordenação de Estudos, Pesquisas, Tecnologia e Inovação da Sudene mostra que a taxação poderá afetar fortemente os estados do Nordeste. Ceará, Bahia e Maranhão devem ser os mais impactados, seguidos por Rio Grande do Norte, que tem relação comercial histórica com os Estados Unidos.

Em nível nacional, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) estima que a medida pode afetar quase 10 mil empresas e comprometer 3,2 milhões de empregos. No caso do Rio Grande do Norte, levantamento da Federação das Indústrias do RN (Fiern) aponta que até 21 mil postos de trabalho estão sob risco.

Setores como a indústria salineira (4,5 mil empregos), fruticultura (9 mil empregos) e pesca oceânica (1 mil empregos diretos e 4 mil indiretos) são os mais expostos à medida.

Dificuldades na abertura de novos mercados

Com a taxação iminente, setores produtivos locais buscam alternativas em novos mercados. No entanto, a abertura comercial enfrenta barreiras logísticas e sanitárias. Casos como o do melão, que levou anos para conquistar acesso ao mercado chinês, exemplificam a complexidade desse processo.

Produtos como atum, balas e sal, que têm forte presença nas exportações para os EUA, enfrentam dificuldades adicionais para reposicionar sua produção em outros destinos devido à preferência dos consumidores e à estrutura logística envolvida.

A pesca oceânica, por exemplo, exporta cerca de 80% da produção potiguar para o mercado norte-americano, e enfrenta risco de paralisação. O pescado congelado, que já tem envio suspenso, está entre os itens mais vulneráveis à nova política tarifária.

Participação dos EUA nas exportações potiguares

Os Estados Unidos representam 47% das exportações da indústria salineira do Rio Grande do Norte nos últimos seis anos. O país consome aproximadamente 50 milhões de toneladas de sal por ano, sendo 16 milhões importadas. O mercado brasileiro, em comparação, consome cerca de 7 milhões de toneladas anualmente.

Na indústria de balas e caramelos, cerca de 30% da produção potiguar é destinada à exportação, sendo metade desse volume enviado aos EUA. A projeção era de crescimento para 40% ainda em 2025. A nova tarifa ameaça a competitividade dos produtos potiguares, com possíveis impactos nas vendas e na manutenção de empregos.

Setor produtivo busca diálogo técnico

Representantes da indústria local apontam que a medida tem caráter político e defendem a abertura de diálogo técnico para evitar perdas bilaterais. A proposta de um adiamento de 90 dias da tarifa permitiria, segundo entidades industriais, a apresentação de dados sobre os impactos econômicos para ambas as partes.

No setor de balas, a estimativa é de que os produtos possam sofrer sobrepreço nas prateleiras americanas, reduzindo sua atratividade comercial. No setor salineiro, o impacto pode inviabilizar economicamente os embarques, considerando a margem de lucro e os custos operacionais atuais.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN/Ilustração

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EUA abrem investigação contra o Brasil, classificam Pix como prática desleal e ampliam retaliação comercial

EUA abrem investigação contra o Brasil, classificam Pix como prática desleal e ampliam retaliação comercial

Inquérito do governo Trump questiona práticas brasileiras envolvendo Pix, etanol, comércio digital e propriedade intelectual

O governo dos Estados Unidos, por meio do Escritório do Representante Comercial (USTR), iniciou uma investigação contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (15.jul.2025) e representa um aprofundamento das medidas de retaliação comercial já iniciadas anteriormente, como o aumento de tarifas de importação para produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.

A investigação tem como objetivo apurar se políticas e práticas brasileiras são consideradas irracionais, discriminatórias ou restritivas ao comércio com os Estados Unidos. Entre os temas mencionados pelo USTR estão propriedade intelectual, tarifas preferenciais, etanol, desmatamento ilegal, comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, como o Pix.

Serviços de pagamento eletrônico e Pix

O relatório divulgado pelo governo americano aponta práticas desleais no setor de pagamentos eletrônicos, sugerindo favorecimento a sistemas desenvolvidos pelo próprio governo brasileiro. O documento menciona “vantagens para os serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo”, sem citar diretamente o Pix, mas com referência clara à sua atuação no mercado.

Comércio digital e transferência de dados

Outra preocupação do USTR está relacionada à legislação brasileira sobre transferência internacional de dados. O órgão afirma que o Brasil impõe restrições amplas à saída de dados pessoais do país, o que pode afetar rotinas comerciais e operações de empresas americanas que utilizam servidores nos Estados Unidos.

Propriedade intelectual

O relatório também traz críticas à política de propriedade intelectual adotada no Brasil. O USTR aponta a existência de comércio generalizado de produtos falsificados, consoles modificados e dispositivos de streaming ilícitos. Como exemplo, cita a Rua 25 de Março, em São Paulo, como um dos maiores mercados de produtos falsificados do país.

A lentidão na concessão de patentes também é mencionada como um problema. De acordo com o órgão americano, o tempo médio de espera para concessão de patentes biofarmacêuticas é de cerca de 7 anos, chegando a 9,5 anos no caso de patentes farmacêuticas concedidas entre 2020 e 2024.

Etanol e tarifas comerciais

O documento também trata da disputa em torno do etanol. O USTR afirma que os produtores americanos enfrentam tarifas elevadas para exportar ao Brasil, o que contrasta com o tratamento recíproco anteriormente adotado entre os dois países. Em 2024, os Estados Unidos produziram aproximadamente 16,1 bilhões de galões de etanol, enquanto o Brasil produziu cerca de 8,8 bilhões — juntos, os dois países representam 80% da produção mundial.

De acordo com o USTR, a revogação do tratamento recíproco pelo Brasil comprometeu o equilíbrio comercial entre os dois países e afetou negativamente os produtores americanos.

A investigação pode resultar em novas sanções ou medidas comerciais, a depender da conclusão do processo conduzido pelo USTR. Não há prazo oficial divulgado para o encerramento da investigação.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil / Paulo Pinto/Agência Brasil

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Governo e Congresso articulam resposta a tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros

Governo e Congresso articulam resposta a tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros

Alckmin, Alcolumbre e Hugo Motta defendem união entre Executivo e Legislativo para enfrentar retaliação americana

Representantes do governo federal e do Congresso Nacional divulgaram nesta quarta-feira (16.jul.2025) um vídeo conjunto em que afirmam trabalhar em articulação para responder às tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida foi anunciada pelo presidente americano Donald Trump e entra em vigor a partir de 1º de agosto.

Participam do vídeo o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP); e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Declarações de apoio do Legislativo

Davi Alcolumbre afirmou que o Parlamento está unido na defesa dos interesses do Brasil. Segundo ele, a condução da resposta às tarifas será liderada pelo Poder Executivo, com o Congresso atuando na retaguarda para garantir agilidade às decisões políticas e legislativas.

“Quero registrar ao presidente Geraldo Alckmin e também ao presidente Lula que o Parlamento brasileiro está unido em torno da defesa dos interesses nacionais”, disse Alcolumbre.

Hugo Motta reforçou o compromisso do Legislativo em colaborar com rapidez. “Estamos prontos para estar na retaguarda do Poder Executivo para que, nas decisões necessárias à ação do Parlamento, nós possamos agir com rapidez, com agilidade, para que o Brasil possa sair mais forte desta crise.”

Ambos classificaram a medida americana como uma interferência externa e mencionaram a soberania nacional como ponto central da reação.

Posição do Executivo

Durante o vídeo, o ministro Geraldo Alckmin classificou as tarifas como inadequadas e disse que os Estados Unidos têm balança comercial superavitária com o Brasil. Segundo ele, dos dez principais produtos exportados pelos EUA ao Brasil, oito não pagam tarifas de importação.

“É um equívoco do governo americano, porque eles têm superavit na balança comercial com o Brasil. Dos dez produtos que eles mais exportam, oito não pagam nada de imposto. É totalmente inadequado, injusto, e vamos trabalhar juntos para reverter essa situação”, declarou o ministro.

Reunião com líderes políticos

A gravação do vídeo ocorreu após reunião realizada na Residência Oficial do Senado. Participaram do encontro a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; os senadores Jaques Wagner (PT-BA), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Renan Calheiros (MDB-AL), Rogério Carvalho (PT-SE), Weverton Rocha (PDT-MA), Fernando Farias (MDB-AL) e Nelsinho Trad (PSD-MS).

O senador Nelsinho Trad é autor de um requerimento aprovado na terça-feira (15) que autoriza o envio de uma comitiva de senadores a Washington. A missão tem como objetivo discutir diretamente com autoridades americanas a decisão sobre as tarifas. A viagem está prevista para a última semana de julho.

A mobilização ocorre em meio a preocupações de setores industriais e agropecuários que estimam prejuízos com a nova política tarifária dos Estados Unidos. O governo brasileiro já iniciou tratativas diplomáticas e comerciais para reverter a decisão.

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado / Andressa Anholete/Agência Senado / Cadu Gomes/VPR

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Previdência vai ressarcir 1,4 milhão de aposentados por descontos indevidos

Previdência vai ressarcir 1,4 milhão de aposentados por descontos indevidos

Pagamentos começam em 24 de julho para quem aderir ao acordo com o governo federal

O Ministério da Previdência Social anunciou que 1,4 milhão de aposentados estão aptos a receber o ressarcimento de valores descontados indevidamente por entidades associativas. A expectativa do governo federal é iniciar os pagamentos a partir de 24 de julho para todos que aderirem ao acordo firmado com a União.

Segundo dados apresentados nesta quarta-feira (16.jul.2025), o número de adesões ao acordo já representa 27% do público-alvo. A estimativa é que sejam pagos cerca de 100 mil beneficiários por dia. A meta do ministério é concluir os pagamentos para este grupo em menos de 15 dias após o início.

Para receber o ressarcimento, o aposentado precisa manifestar concordância com os termos do acordo. A adesão pode ser feita presencialmente em agências dos Correios ou pelo aplicativo oficial do serviço. O processo de adesão segue aberto até o dia 14 de novembro, prazo final para que o aposentado informe o interesse em participar do acordo.

Durante o processo de adesão, o beneficiário deverá confirmar se reconhece ou não a autorização dos descontos feitos pelas associações. Caso o aposentado negue ter autorizado o desconto, caberá à entidade apresentar a documentação comprobatória em até 15 dias úteis. Se não houver envio de documentos, o ressarcimento será liberado automaticamente.

O governo federal estruturou o processo para reduzir custos para os aposentados. Quem aderir ao acordo não precisará contratar advogado para reaver os valores descontados. Além disso, mesmo com a adesão ao acordo, o aposentado continua com o direito de mover ações judiciais contra as associações responsáveis pelos descontos, inclusive por danos morais.

O Ministério da Previdência Social também informou que está revisando os mecanismos de controle interno e os sistemas de fiscalização para evitar novos casos semelhantes. Medidas incluem o fortalecimento de áreas como a Ouvidoria, a Corregedoria e o Controle Interno.

De acordo com as apurações iniciais do governo, cerca de 9 milhões de aposentados tiveram descontos de entidades associativas em seus benefícios. Em muitos casos, esses descontos ocorreram por períodos curtos, mas em outros se prolongaram por anos.

Para garantir o ressarcimento de valores ao Tesouro Nacional, o governo já obteve o bloqueio de aproximadamente R$ 2,8 bilhões em contas de entidades envolvidas, por meio de decisões judiciais. O Ministério da Previdência afirma que está trabalhando para identificar quais entidades atuaram de forma irregular e adotar medidas para suspender suas atividades até que passem por um processo de revisão.

Além das ações em nível nacional, o governo vai adotar estratégias para facilitar o atendimento a populações que vivem em áreas de difícil acesso, especialmente na Região Norte. Para comunidades indígenas, quilombolas e pessoas com mais de 80 anos, haverá busca ativa para garantir que o ressarcimento chegue aos beneficiários. O programa PrevBarco, composto por embarcações que levam serviços previdenciários a regiões ribeirinhas e isoladas, também será mobilizado para atender essa demanda.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Joédson Alves/Agência Brasil

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RN elabora carta com setores produtivos para reduzir impacto de tarifas dos EUA

RN elabora carta com setores produtivos para reduzir impacto de tarifas dos EUA

Reunião discutiu estratégias para mitigar efeitos do aumento tarifário em produtos potiguares

O Governo do Rio Grande do Norte está elaborando uma carta conjunta com representantes dos setores produtivos para apresentar estratégias que busquem atenuar os impactos do aumento das tarifas anunciado pelos Estados Unidos sobre produtos potiguares.

O tema foi o principal ponto da reunião realizada na terça-feira (15.jul.2025), que contou com a participação dos secretários de Desenvolvimento Econômico, Alan Silveira; da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier; e de Agricultura e Pesca, Guilherme Saldanha. Também estiveram presentes representantes da Federação das Indústrias do RN (Fiern), da Fecomércio, da Faern, do Sebrae, da Codern e de outras entidades de segmentos atingidos pela elevação tarifária.

Segundo Alan Silveira, secretário de Desenvolvimento Econômico, a carta em elaboração será direcionada ao governo federal, com propostas para incluir as especificidades do Rio Grande do Norte nas negociações. Ele informou que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) está monitorando os possíveis impactos no estado e estudando medidas que possam reduzir prejuízos aos setores exportadores.

Silveira mencionou ainda a intenção de, caso não seja possível reverter o aumento tarifário de forma imediata, negociar um prazo de 90 dias junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) para permitir tratativas mais amplas.

O secretário da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, destacou a importância do diálogo com os setores produtivos para definir os pontos principais do documento. Ele afirmou que a reunião teve a participação de representantes dos setores mais impactados, buscando discutir medidas que serão consolidadas na carta a ser enviada ao governo federal.

Carlos Eduardo Xavier também explicou que o objetivo inicial é tentar reverter as medidas de aumento das tarifas. Caso isso não ocorra, será buscado um prazo maior para negociação, de modo a evitar impactos negativos para o emprego e a renda no estado.

Durante o encontro, o secretário de Desenvolvimento Econômico apresentou um estudo técnico que detalha os possíveis efeitos do aumento tarifário sobre a economia potiguar. Entre os principais produtos exportados do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos em 2025 estão albacora-bandolim, caramelos e confeitos, sal marinho, atuns, granitos, açúcares de cana, peixes congelados e castanha de caju.

O presidente da Fiern, Roberto Serquiz, afirmou que a reunião foi uma oportunidade para dialogar sobre o problema e buscar soluções técnicas. Ele ressaltou que o aumento das tarifas pode prejudicar setores como o sal, a pesca e os doces e caramelos.

Entre as sugestões apresentadas pelo governo estadual durante a reunião está o estímulo a acordos comerciais e protocolos fitossanitários bilaterais, por meio de articulação federativa.

Participaram também o secretário de Agricultura e Pesca, Guilherme Saldanha; o secretário adjunto de Desenvolvimento, Hugo Fonseca; e o diretor-presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), Paulo Henrique de Macedo.

Entre os representantes das entidades dos setores produtivos estavam o superintendente do Sebrae-RN, José Ferreira de Melo; o presidente do Sindicato da Indústria de Extração de Sal do RN (SIESAL-RN), Airton Torres; o presidente do Sindicato da Indústria de Doces e Conservas Alimentícias do RN (SINDAL-RN), Ednaldo Barreto; o presidente do Sindicato da Indústria da Pesca do RN (SINDIPESCA-RN), Arimar França Filho; o presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon), Ricardo Henrique; o diretor executivo da Federação do Comércio, Laumir Barreto; e o assessor técnico da Federação da Agricultura, Cleudo Juventino.

A elaboração da carta com propostas será baseada nas demandas apresentadas pelos setores produtivos e nos dados técnicos sobre o impacto das tarifas. O documento deve reunir as estratégias sugeridas para reduzir prejuízos econômicos ao Rio Grande do Norte.

Foto: Divulgação/Sedec

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Alckmin discute tarifas dos EUA com empresários e propõe negociação até agosto

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Vice-presidente lidera reuniões com setores industrial e agropecuário sobre impacto das tarifas de 50%

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, liderou nesta terça-feira (15.jul.2025) duas reuniões com representantes dos setores industrial e agropecuário para discutir os impactos da decisão dos Estados Unidos de aumentar para 50% as tarifas de importação de produtos brasileiros.

Durante os encontros, realizados em Brasília, Alckmin ouviu relatos de prejuízos já observados em diferentes cadeias produtivas. Os empresários defenderam que o Brasil evite adotar medidas de retaliação e sugeriram que o governo federal solicite o adiamento da vigência das tarifas, prevista para 1º de agosto.

De acordo com o vice-presidente, o objetivo é negociar com os EUA até o fim do prazo para tentar reverter ou atenuar os efeitos das tarifas. “Ouvimos todos os setores com maior fluxo de comércio com os Estados Unidos — desde aviação, aço, alumínio, máquinas, têxteis, calçados, papel e celulose. O que vimos foi um alinhamento em torno da negociação. Eu trouxe a mensagem do presidente Lula de empenho para rever esta situação”, declarou.

Segundo dados citados por Alckmin, as exportações do Brasil para os Estados Unidos cresceram 4,37% entre janeiro e junho deste ano, enquanto as importações americanas para o Brasil aumentaram 11,48% no mesmo período. O vice-presidente afirmou que esse desequilíbrio reforça a importância da negociação.

Ainda segundo Alckmin, o setor produtivo brasileiro se comprometeu a dialogar com seus parceiros nos Estados Unidos — incluindo compradores, fornecedores e empresas — para buscar soluções que evitem prejuízos bilaterais.

Participação do Ministério da Agricultura

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, também participou da reunião com representantes do setor agropecuário. Ele destacou que o governo Lula tem atuado desde o início do mandato para ampliar os mercados de exportação da agropecuária brasileira.

Fávaro informou que 393 novos mercados foram abertos desde o início de 2023. Segundo ele, o setor pecuário projetava dobrar as exportações de carne em 2025, antes do anúncio das tarifas. “O diálogo está aberto na parte brasileira, mas com respeito à soberania e muita altivez”, afirmou.

Novas estratégias

Os representantes empresariais presentes nas reuniões sinalizaram apoio às tratativas conduzidas pelo governo federal. Entre as estratégias discutidas estão a intensificação do diálogo diplomático e a busca por novos acordos comerciais com outros mercados.

Alckmin destacou que a imposição das tarifas pode ter repercussões também nos Estados Unidos, encarecendo produtos e impactando a economia local. Segundo ele, esse cenário pode ser utilizado como argumento para reabrir negociações bilaterais.

As reuniões integram os esforços do governo federal para enfrentar os impactos da medida adotada pelo governo americano e estabelecer alternativas que minimizem os efeitos sobre a produção nacional.

Foto: Cadu Gomes/VPR

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