Mesmo com o avanço da Ômicron e dos casos de gripe, prefeitura quer viabilizar Carnaval em Natal

Mesmo com o avanço da Ômicron e dos casos de gripe, prefeitura quer viabilizar Carnaval em Natal

Menos de um mês. Esse é o tempo necessário para que a Secretaria de Cultura e Fundação Capitania das Artes (Funcarte) viabilize o Carnaval em Natal, caso seja dado o sinal verde para a realização da festa na capital potiguar. A informação foi do secretário Dácio Galvão, na manhã desta segunda-feira (10.jan.2022).

Em entrevista publicada na Tribuna do Norte do domingo (9.jan.2022), o prefeito Álvaro Dias falou, entre outros assuntos, sobre a realização do Carnaval em Natal. O gestor disse que está analisando a possibilidade de cancelar ou não o Carnaval, assim como ocorreu em outras cidades. “Nós ainda não tomamos essa decisão, mas vamos reunir o Comitê Científico para discutir essa questão e existe uma possibilidade real e concreta de que também possamos vir a cancelar pelo menos o Carnaval de rua na nossa cidade”, disse o prefeito.

Em entrevista à 96 FM na manhã desta segunda, Dácio Galvão disse que, mesmo sem a confirmação de realização da festa pública devido aos casos de covid e influenza, a equipe da Secretaria de Cultura e Funcarte trabalha desde dezembro “com os instrumentos jurídicos e administrativos que o Carnaval em Natal requer”. Segundo ele, as minutas de editais, relação com os movimentos e blocos de rua e também com as escolas de samba, além dos projetos que estão envolvidos com a Lei Djalma Maranhão, estão adiantados.

“Esse dever de casa vem sendo feito, dialogado, e estamos em um retaguarda esperando a sinalização para cairmos em campo para realizar o que for definido pelo Poder Público”, disse Dácio Galvão, afirmando ainda que não há orçamento destinado à festa, mas que pode ser viabilizado através de iniciativa do prefeito.

Questionado sobre o prazo para ter tempo suficiente para organizar a festa, Dácio Galvão disse que se tiver a confirmação em fevereiro é possível realizar a festa, que está prevista para começar no dia 26 de fevereiro. “Não tem problema (se a confirmação ocorrer no início de fevereiro). A gente tem condição de fazer o Carnaval”, garantiu.

Por outro lado, o secretário também acredita que a tendência é que não ocorra a festa de rua, apesar do impacto econômico na cidade. “Acho que há uma tendência em ter o cancelamento. É uma tendência que todas as cidades têm feito. Na hora que não é realizado, há uma privatização das festas. As festas populares ficam limitados. Artistas, cadeia produtiva, são afetados. Isso gera um desaquecimento econômico vital. Esses aspectos são fundamentais, mas o que vai decidir é a questão sanitária. Quem vai decidir é o comitê científico”, explicou Galvão.

Com informações da Tribuna do Norte

Foto: Reprodução

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