Com a medida, Washington abre caminho para tarifas sobre países que abastecem Cuba com petróleo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (29) uma ordem executiva declarando emergência nacional em relação a Cuba, abrindo caminho para a aplicação de tarifas sobre países que vendam ou forneçam petróleo à ilha caribenha. A medida amplia as ações econômicas de Washington direcionadas ao governo cubano.
De acordo com o texto da ordem, os Estados Unidos poderão impor tarifas adicionais às importações de bens provenientes de países que, de forma direta ou indireta, exportem petróleo ou derivados para Cuba. O documento não define valores automáticos nem lista imediata de países afetados.
Processo de definição das tarifas
A ordem executiva estabelece que caberá ao secretário de Comércio identificar os países fornecedores de petróleo à ilha. A partir desse levantamento, o secretário de Estado, em consulta com outras agências federais, avaliará a aplicação e o nível das tarifas, com a decisão final sendo atribuída ao presidente dos Estados Unidos.
Justificativa apresentada pela Casa Branca
A Casa Branca argumenta que as políticas e práticas do governo cubano representam uma ameaça extraordinária e incomum à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos. O documento cita vínculos de Havana com países e grupos considerados hostis por Washington, incluindo Rússia, China, Irã, Hamas e Hezbollah.
A ordem também faz referência a violações de direitos humanos e à suposta presença de atividades de inteligência estrangeira em território cubano como elementos que fundamentam a decisão.
Contexto internacional e crise energética em Cuba
Especialistas internacionais apontam que a ampliação das pressões ocorre em um contexto de crise energética em Cuba, intensificada pela interrupção de remessas de petróleo da Venezuela após ações militares norte-americanas naquele país, além da redução dos envios do México.
Reação do governo cubano
Em resposta à medida, autoridades cubanas classificaram a ordem executiva como um ato de agressão, afirmando que a decisão busca aprofundar os impactos econômicos sobre a população e ampliar as dificuldades enfrentadas pela economia da ilha.
Durante a 47ª Cúpula da ASEAN, em Kuala Lumpur, líderes trataram de comércio, sanções e da situação da Venezuela
Lula e Trump discutem tarifas, sanções e mediação com Venezuela em encontro na Malásia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu neste domingo (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), realizada em Kuala Lumpur, na Malásia. O encontro durou cerca de 50 minutos e contou com a presença do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
De acordo com o governo brasileiro, a conversa abordou temas comerciais, diplomáticos e regionais, incluindo as tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras, as sanções aplicadas a autoridades nacionais e a situação política da Venezuela.
Revisão de tarifas e sanções
Durante a reunião, Lula afirmou que o Brasil busca uma relação construtiva com os Estados Unidos e pediu a suspensão imediata do tarifaço anunciado pelo governo norte-americano em julho. A medida impôs uma taxa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos.
“Não há nenhuma razão para que haja qualquer desavença entre Brasil e Estados Unidos, porque nós temos certeza que, na hora em que dois presidentes sentam em uma mesa, cada um coloca seu ponto de vista, a tendência natural é encaminhar para um acordo”, disse Lula.
Segundo o ministro Mauro Vieira, o presidente norte-americano autorizou sua equipe a iniciar negociações para revisão do tarifaço ainda na noite deste domingo, no horário local da Malásia. “O presidente Trump declarou que dará instruções a sua equipe para que comece um processo de negociação bilateral, que deve se iniciar hoje ainda”, afirmou o chanceler.
O governo brasileiro também busca reverter as sanções aplicadas a ministros e integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), que tiveram vistos de viagem revogados após a adoção das medidas comerciais pelos Estados Unidos.
Mediação na crise entre EUA e Venezuela
O chanceler Mauro Vieira informou que Lula se colocou à disposição para atuar como interlocutor entre os Estados Unidos e a Venezuela. Segundo ele, o presidente brasileiro afirmou que a América do Sul é uma região de paz e que o diálogo é o caminho para soluções aceitáveis.
“O presidente Lula levantou o tema e se prontificou a ser um contato, um interlocutor, como já foi no passado, com a Venezuela, para se buscar soluções que sejam mutuamente aceitáveis entre os dois países”, declarou o ministro.
Nas últimas semanas, os Estados Unidos enviaram tropas terrestres e um porta-aviões para o Caribe, alegando combate ao narcotráfico. O governo norte-americano realizou bombardeios a embarcações na região, dentro de uma nova etapa da campanha antidrogas. O governo da Venezuela, por sua vez, afirmou que as ações têm como objetivo desestabilizar o país e remover o presidente Nicolás Maduro do poder.
Declarações públicas e futuras visitas
Após o encontro, Lula publicou mensagem nas redes sociais classificando a reunião como “ótima” e destacando que as conversas foram “francas e construtivas”. “Acertamos que nossas equipes vão se reunir imediatamente para avançar na busca de soluções para as tarifas e as sanções contra as autoridades brasileiras”, escreveu.
O chanceler Mauro Vieira afirmou ainda que Trump demonstrou admiração pela trajetória política de Lula e que os dois líderes discutiram a possibilidade de visitas oficiais futuras. “Trump declarou admirar o perfil da carreira política do presidente Lula, já tendo sido duas vezes presidente, tendo se recuperado e conquistado um terceiro mandato. Ele também expressou o desejo de visitar o Brasil em breve”, disse o ministro.
De acordo com o Itamaraty, Lula aceitou o convite para uma visita de retorno aos Estados Unidos, cuja data ainda será definida.
O encontro marcou a retomada do diálogo direto entre os dois governos após a adoção de medidas comerciais e diplomáticas nos últimos meses.
Presidente brasileiro afirma que negociações técnicas definirão avanços após reunião com líder dos EUA
Lula diz que encontro com Trump na Malásia não deve gerar acordo imediato
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não espera a conclusão imediata de um acordo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o encontro previsto para ocorrer no domingo (26), em Kuala Lumpur, capital da Malásia. A reunião acontecerá durante a Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), da qual ambos os líderes participarão.
Segundo Lula, o encontro servirá como ponto de partida para negociações técnicas e políticas entre ministros brasileiros e secretários norte-americanos. O presidente brasileiro destacou que o diálogo será conduzido com objetividade e transparência, com foco na defesa dos interesses nacionais.
Entre os temas que devem ser abordados estão as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, sanções aplicadas a autoridades brasileiras, e questões geopolíticas envolvendo China, Venezuela, Gaza, Ucrânia e Rússia.
Lula diz que encontro com Trump
Relações comerciais e diplomáticas
O governo brasileiro avalia que setores como o de carnes e o de café podem ser beneficiados caso haja flexibilização nas taxações americanas. A expectativa é que o encontro contribua para a retomada de uma relação diplomática mais estável entre os dois países, após um período de tensões comerciais.
Lula também pretende discutir a revisão de medidas que afetam diretamente o comércio bilateral e reforçar a importância de uma relação baseada no respeito institucional e na cooperação mútua.
Agenda internacional
A reunião com Trump integra a agenda internacional de Lula na Ásia, que inclui compromissos na Indonésia e na Malásia. O presidente brasileiro participa da 47ª Cúpula da ASEAN, onde também estão previstas reuniões com líderes de países como Singapura e Vietnã.
O encontro com o presidente dos Estados Unidos será o primeiro formal desde o início das tensões comerciais entre os dois países. A expectativa do governo brasileiro é que a reunião abra caminho para uma nova fase nas relações bilaterais.
Portaria do DER-RN define novos valores com base na inflação e em acordo firmado com entidades do setor
Usuários do transporte público intermunicipal no Rio Grande do Norte devem se preparar para um reajuste médio de 5,35% nas tarifas a partir deste domingo, 21 de julho. A atualização dos valores foi oficializada por meio da Portaria nº 0029/2025-DG, publicada neste sábado (20.jul.2025) no Diário Oficial do Estado (DOE), pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER-RN).
O reajuste foi definido com base na inflação registrada entre julho de 2024 e junho de 2025 e decorre de um acordo firmado em janeiro de 2023 entre o DER-RN e entidades representativas do setor privado do transporte público coletivo. O acordo considerou dados de um estudo elaborado em parceria com a Fundação de Amparo e Promoção da Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio Grande do Norte (Fapern), que apontou uma defasagem de 50,42% nos valores das tarifas à época.
A medida afeta apenas o transporte intermunicipal. As tarifas do sistema urbano de Natal permanecem inalteradas.
Detalhes da nova estrutura tarifária
De acordo com a portaria, permanecem as tarifas únicas e fixas do Anel I, que seguem equiparadas ao valor da tarifa técnica do transporte urbano da capital. Para os serviços semiurbanos da Região Metropolitana de Natal, no Anel II, as tarifas foram definidas conforme níveis de distância, da seguinte forma:
Nível – Quilometragem (Km) – Tarifa (R$) 1 – 11,55 a 20,37 – 5,50 2 – 20,38 a 29,77 – 5,80 3 – 29,78 a 38,02 – 7,65 4 – 38,03 a 44,50 – 9,60
Além disso, para algumas linhas específicas, foram estabelecidas tarifas diferenciadas com base em características como origem, destino e tipo de carregamento. Entre os destaques:
Linha Natal – São José de Mipibu (via Túnel da UFRN): R$ 8,45 Linha Natal – Barra do Rio (via Contendas): R$ 7,00
Para as linhas alimentadoras e transversais, o cálculo da tarifa será feito com base na quilometragem percorrida e um coeficiente quilométrico estabelecido em R$ 0,2645511, referente ao pavimento tipo asfalto.
O reajuste também se aplica aos serviços de transporte rodoviário de característica convencional, com base no mesmo coeficiente e percentual médio de 5,35%.
Regras específicas e cláusulas adicionais
Segundo o texto da portaria, caso haja um aumento na tarifa técnica do sistema urbano de Natal que reduza a diferença entre esta e a tarifa do Anel II – Nível 1 a menos de 5%, o DER-RN poderá aplicar um acréscimo automático de 5% à nova tarifa urbana para manter a margem mínima de diferença.
As tarifas do serviço opcional regular também deverão acompanhar os mesmos valores do transporte regular, respeitando par origem/destino e similaridade de itinerário.
Qualquer pedido de promoção tarifária, de caráter eventual ou extraordinário, deverá ser previamente analisado pela Diretoria de Transportes do DER-RN, seguindo a política tarifária vigente e assegurando o equilíbrio econômico-financeiro do sistema.
Vigência
A nova estrutura tarifária entra em vigor neste domingo, dia 21 de julho de 2025, com a revogação das disposições contrárias. O documento completo com os detalhes das faixas tarifárias, coeficientes e regras aplicáveis está disponível no Diário Oficial do Estado.
Medida anunciada por Donald Trump provoca resposta do governo Lula e críticas do governo chinês ao protecionismo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta semana a imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras ao mercado norte-americano, com previsão de início em 1º de agosto. A medida foi formalizada em uma carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual Trump mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no Supremo Tribunal Federal (STF) em processo por tentativa de golpe de Estado.
A decisão repercutiu no Brasil. O presidente Lula declarou que o país vai acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar a elevação unilateral das tarifas. O governo federal pretende apresentar uma reclamação formal ao órgão internacional para tentar reverter a medida. Lula também afirmou que o Brasil responderá com base na Lei de Reciprocidade Econômica.
O Ministério das Relações Exteriores da China criticou a decisão norte-americana. Em declaração oficial, o governo chinês defendeu os princípios de igualdade soberana e de não interferência em assuntos internos, previstos na Carta das Nações Unidas e considerados normas fundamentais nas relações internacionais. A China afirmou que tarifas comerciais não devem ser usadas como instrumento de coerção ou intimidação.
Em pronunciamento, a chancelaria chinesa também reiterou posição já manifestada no início da semana, quando os Estados Unidos começaram a enviar cartas aos parceiros comerciais com as ameaças de aumento de tarifas. Para o governo chinês, não há vencedores em guerras comerciais ou tarifárias, e o protecionismo prejudica todos os envolvidos.
Durante entrevista na Casa Branca, Donald Trump declarou que poderia conversar com o presidente Lula sobre o tema, mas não imediatamente. Ele também comentou a relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando-o como alguém duro em negociações, e questionou a forma como o Brasil conduz o processo contra Bolsonaro no STF.
Na mesma ocasião, Trump abordou tensões comerciais com o Canadá. Ele afirmou que as tarifas de 35% aplicadas ao país vizinho foram “razoavelmente bem recebidas” e relatou ter recebido uma ligação de autoridades canadenses após o anúncio. Trump indicou ainda que avalia eventuais exceções tarifárias para parceiros, sem detalhar critérios ou países específicos, e orientou outros governos a “continuarem trabalhando duro” para chegar a acordos comerciais com os Estados Unidos.
O anúncio das tarifas sobre produtos brasileiros foi acompanhado de justificativas que incluem referências à situação política interna do Brasil e às investigações sobre a tentativa de golpe atribuída ao ex-presidente Bolsonaro. A carta enviada por Trump ao governo brasileiro incluiu críticas ao Supremo Tribunal Federal.
No plano interno norte-americano, o presidente dos Estados Unidos voltou a criticar o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Trump afirmou que as taxas de juros deveriam ser três pontos percentuais menores do que as praticadas atualmente. Questionado sobre a possibilidade de demitir Powell, Trump respondeu que não pretende fazê-lo.
O governo brasileiro, por sua vez, enfatizou que a decisão norte-americana de elevar tarifas unilateralmente será tratada por canais diplomáticos e jurídicos. A expectativa é que a disputa tenha desdobramentos nas próximas reuniões da OMC, onde o Brasil pretende apresentar sua reclamação formal.
As reações internacionais também indicam potencial impacto para o comércio exterior brasileiro, em especial para setores dependentes das exportações ao mercado norte-americano. Ao mesmo tempo, a China, principal parceiro comercial do Brasil, reforçou suas críticas ao protecionismo norte-americano, reiterando que tais práticas impactam negativamente o comércio global.
Medida deve entrar em vigor em agosto e busca pressionar parceiros a produzirem nos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (12.jul.2025) a imposição de tarifas de 30% sobre as importações do México e da União Europeia, com início previsto para 1º de agosto. A decisão foi comunicada em cartas enviadas às autoridades dos respectivos parceiros comerciais.
As tarifas anunciadas serão aplicadas de forma separada de outras tarifas setoriais já existentes. De acordo com Trump, qualquer produto que for redirecionado para evitar a tarifa maior também estará sujeito à tarifa mais elevada. O objetivo da medida, segundo o governo norte-americano, é conter práticas que considera desleais no comércio internacional.
Na carta enviada à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, Trump afirmou que a relação comercial entre os Estados Unidos e o bloco europeu não é recíproca e resulta em déficit comercial para o lado norte-americano. O presidente dos Estados Unidos indicou que a imposição da tarifa de 30% poderá ser evitada caso a União Europeia ou empresas sediadas em seus países-membros decidam construir fábricas ou produzir seus bens em território norte-americano.
Trump afirmou ainda que, para viabilizar essa mudança, se comprometeria a trabalhar para garantir todas as aprovações necessárias em um prazo de semanas. No entanto, advertiu que, caso o bloco europeu adote medidas de retaliação com o aumento de tarifas sobre produtos norte-americanos, os Estados Unidos irão somar esse valor escolhido pela União Europeia aos 30% originalmente previstos.
Na comunicação dirigida à presidente do México, Claudia Sheinbaum, Trump condicionou eventuais ajustes na tarifa ao combate aos cartéis e ao fluxo de fentanil para os Estados Unidos. Ele declarou que o México ainda não conseguiu conter a ação dos cartéis e o tráfico de fentanil, substância considerada um problema grave de saúde pública em território norte-americano.
De acordo com o comunicado, caso o governo mexicano obtenha êxito no combate a essas organizações criminosas e na redução do envio de fentanil aos Estados Unidos, haverá a possibilidade de revisão da tarifa anunciada. Trump indicou que essas tarifas poderão ser modificadas tanto para cima quanto para baixo, dependendo do resultado dessas ações.
As novas tarifas representam mais uma etapa na estratégia do governo norte-americano de pressionar parceiros comerciais a revisarem práticas comerciais e a instalarem fábricas em solo norte-americano. Trump já havia anunciado tarifas de 50% sobre exportações brasileiras em comunicado anterior, além de tarifas setoriais de 35% direcionadas ao Canadá, buscando rever déficits comerciais e aumentar a produção industrial interna.
Com o anúncio das tarifas de 30% para México e União Europeia, os Estados Unidos buscam desestimular a importação de produtos considerados concorrência para a indústria local e incentivar a instalação de unidades produtivas no país. O governo norte-americano tem defendido a estratégia como forma de gerar empregos e reduzir dependência de cadeias produtivas internacionais.
As cartas enviadas às autoridades mexicana e europeia contêm propostas de negociação, indicando que as tarifas podem ser revistas mediante mudanças nas condições comerciais ou ações específicas dos governos parceiros. Trump declarou que pretende continuar dialogando para chegar a acordos, mas destacou que espera contrapartidas concretas para qualquer flexibilização das tarifas anunciadas.
A medida deve impactar setores industriais e agrícolas que exportam para os Estados Unidos a partir do México e da União Europeia. A reação oficial dos governos europeu e mexicano ainda não havia sido divulgada até o momento do anúncio feito pela Casa Branca.
Foto: Casa Branca por Andrea Hanks / Daniel Torok/White House
Governo dos EUA aplica tarifas de 25% sobre importações mexicanas e canadenses; líderes prometem resposta
Os governos do México e do Canadá anunciaram medidas de retaliação após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 25% sobre as importações de ambos os países. As tarifas entraram em vigor nesta terça-feira (4.mar.2025), afetando diretamente o comércio entre as nações da América do Norte.
México condena tarifas e anuncia medidas de resposta
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, declarou que a decisão dos EUA não tem justificativa e prejudicará as economias dos dois países. Durante coletiva de imprensa na Cidade do México, Sheinbaum afirmou que seu governo adotará medidas tarifárias e não tarifárias para responder à ação norte-americana.
Notas de Dolar para arquivo
“Não há razão lógica ou justificativa para apoiar essa decisão que afetará nosso povo e nossas nações. Ninguém ganha com essa decisão”, afirmou a presidente.
As tarifas impostas pelos EUA foram justificadas por Trump sob o argumento de que México, Canadá e China não teriam feito o suficiente para conter o fluxo do opioide fentanil e seus precursores químicos para os Estados Unidos. A medida foi implementada após uma pausa de 30 dias, período no qual o governo mexicano participou de negociações com Washington e reforçou a segurança na fronteira EUA-México.
Sheinbaum destacou que, durante esse intervalo, o México tomou ações concretas para combater o tráfico de drogas e reforçar a segurança. “Foram realizadas operações contra o crime organizado e o tráfico de fentanil, além de encontros bilaterais sobre segurança e comércio”, declarou.
A presidente prometeu divulgar detalhes sobre as tarifas retaliatórias no próximo domingo, em um evento na praça Zócalo, na Cidade do México. No mercado financeiro, o peso mexicano registrou uma desvalorização de aproximadamente 1% em relação ao dólar na manhã desta terça-feira.
Canadá responde com tarifas de 25% sobre importações dos EUA
O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, também anunciou medidas de retaliação imediata. O país aplicará tarifas de 25% sobre importações norte-americanas no valor de 30 bilhões de dólares canadenses, em resposta direta às tarifas impostas pelos EUA.
Dólar
“Não há absolutamente nenhuma justificativa ou necessidade para essas tarifas hoje”, declarou Trudeau a jornalistas, acrescentando que o Canadá contestará as medidas norte-americanas na Organização Mundial do Comércio (OMC) e nos termos do acordo comercial entre EUA, México e Canadá (USMCA).
O primeiro-ministro advertiu que, caso as tarifas impostas pelos EUA sejam mantidas, o Canadá ampliará as medidas retaliatórias, adicionando uma tarifa de 25% sobre mais 125 bilhões de dólares canadenses em importações norte-americanas dentro de 21 dias.
A imposição dessas tarifas representa um novo capítulo nas tensões comerciais entre os países da América do Norte. Especialistas avaliam que a disputa pode ter impactos significativos para as cadeias de suprimentos regionais, além de afetar diretamente setores estratégicos como o automotivo, o agrícola e o industrial.
Presidente deu entrevista nesta quinta-feira para Rádio Clube do Pará
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou, nesta sexta-feira (14), que o Brasil vai aplicar o princípio da reciprocidade caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumpra com a promessa de elevar as tarifas de importação do país. “Eu ouvi dizer que vai taxar o aço brasileiro. Se taxar o aço brasileiro, nós vamos reagir comercialmente ou vamos denunciar a Organização [Mundial] do Comércio [OMC] ou vamos taxar os produtos que a gente importa deles”, disse em entrevista para a Rádio Clube do Pará, em Belém (PA).
“Sinceramente, não vejo nenhuma razão para o Brasil procurar contencioso com quem não precisa. Agora, se tiver alguma atitude com o Brasil, haverá reciprocidade. Não tem dúvida, haverá reciprocidade do Brasil em qualquer atitude que tiver contra o Brasil”, reforçou o presidente.
Trump vem prometendo aplicar tarifas abrangentes a diversos países com superávit comercial com os Estados Unidos, como a China, e até a parceiros mais próximos como México e Canadá . Ele também anunciou uma taxação de 25% sobre as importações de aço e alumínio , cancelando isenções e cotas isentas de impostos para os principais fornecedores, entre eles o Brasil.
Lula lembrou, entretanto, que os Estados Unidos têm superávit comercial com o Brasil, ou seja, vendem mais bens e serviços do que compram. “A relação do Brasil com o Estados Unidos é uma relação muito igualitária. Ou seja, eles importam de nós US$ 40 bilhões, nós importamos dele US$ 45 bilhões”, disse.
“Então, nós não queremos atrito com ninguém. O Brasil não tem contencioso internacional, nós queremos paz e tranquilidade. Olha, se o Trump tiver esse comportamento com o Brasil, eu terei esse comportamento com os Estados Unidos”, reafirmou.
Relacionamento
Nesta quinta-feira (13), Trump ainda anunciou a aplicação de tarifas de reciprocidade contra qualquer país que imponha impostos contra as importações norte-americanas, sendo a mais recente ofensiva tarifária contra aliados e inimigos do país. De acordo com a Casa Branca, as tarifas podem começar a ser impostas em semanas, enquanto a equipe comercial e econômica do governo estuda tarifas bilaterais e relações comerciais. O governo norte-americano vai analisar país a país e esses estudos devem ser concluídos até o dia 1º de abril.
Diante disso, membros da equipe econômica do governo defendem cautela diante dos anúncios do presidente dos Estados Unidos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o Brasil não precisa temer as medidas, também citando a balança comercial superavitária para os norte-americanos. Haddad afirmou que o governo brasileiro não irá se manifestar “a qualquer sinalização”, vai aguardar para ver o “que é concreto, efetivo” e avaliar “como vai terminar essa história”.
Já o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil não representa um “problema comercial” para os Estados Unidos. Ele ressaltou que dos dez produtos mais exportados pelo Brasil aos Estados Unidos, apenas quatro não são taxados pela alfândega estadunidense, nos demais são impostas tarifas. Já nos dez produtos mais importados pelo Brasil vindos dos EUA, oito entram totalmente livres de tarifas.
Ainda na entrevista à Rádio Clube do Pará, nesta sexta-feira, Lula também lembrou que Brasil e Estados Unidos completam 200 anos de relações diplomáticas em 2025, mas disse que ainda não conversou com o presidente norte-americano depois que ele assumiu o cargo em janeiro. “Não tem relacionamento. Eu ainda não conversei com ele, ele ainda não conversou comigo. O relacionamento é entre Estado brasileiro e Estado americano. O Brasil considera os Estados Unidos um país extremamente importante para relação com o Brasil e eu espero que os Estados Unidos reconheça o Brasil como um país muito importante”, destacou.
Medidas incluem tarifas emergenciais, restrições de viagens e sanções financeiras; Colômbia questiona tratamento de migrantes
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (26.jan.2025) uma série de medidas de retaliação contra a Colômbia. A decisão ocorre após o país sul-americano recusar dois voos militares dos EUA que transportavam migrantes deportados como parte da política de repressão à imigração ilegal.
Trump declarou que a atitude do presidente colombiano, Gustavo Petro, representa um risco à segurança nacional dos EUA. O governo norte-americano determinou sanções imediatas, incluindo:
Tarifas emergenciais de 25% sobre produtos colombianos, com aumento para 50% em uma semana;
Proibição de viagens e revogação de vistos de funcionários do governo colombiano e aliados;
Sanções financeiras e bancárias impostas pelo Departamento do Tesouro;
Aumento de inspeções na fronteira para cidadãos colombianos.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump enfatizou: “Essas medidas são apenas o começo. Não permitiremos que o governo colombiano viole suas obrigações legais com relação à aceitação e ao retorno dos criminosos que eles forçaram nos Estados Unidos.”
Colômbia contesta medidas dos EUA
O presidente colombiano, Gustavo Petro, condenou a prática de deportação em aeronaves militares, afirmando que o procedimento trata migrantes como criminosos. Em uma publicação na plataforma X, Petro declarou que a Colômbia está disposta a receber os migrantes deportados, desde que em voos civis e com respeito à dignidade humana.
“Os EUA não podem tratar os migrantes colombianos como criminosos”, escreveu Petro, destacando que cerca de 15.660 norte-americanos vivem na Colômbia sem status migratório regular.
A decisão colombiana segue uma postura semelhante adotada pelo México, que na semana anterior recusou a entrada de uma aeronave militar dos EUA com migrantes deportados.
Brasil condena tratamento de migrantes deportados
O governo brasileiro também se manifestou sobre o tratamento dado a migrantes deportados. No sábado (25), o Ministério das Relações Exteriores do Brasil criticou o “tratamento degradante” aos brasileiros durante um voo comercial de deportação.
O voo, que transportava 88 brasileiros, chegou a Manaus após problemas técnicos. Autoridades locais ordenaram a remoção das algemas dos deportados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva designou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para completar o trajeto até Belo Horizonte.
Esta foi a segunda operação de deportação dos EUA para o Brasil em 2025 e a primeira desde a posse de Trump. Relatos indicam que os deportados enfrentaram maus-tratos durante o voo, mas os pedidos de esclarecimento às autoridades norte-americanas permanecem sem resposta.
Uso de aeronaves militares para deportação
O uso de aeronaves militares dos EUA para deportar migrantes foi autorizado após a declaração de emergência nacional de Trump na segunda-feira anterior. Essa prática é inédita em operações de imigração, embora aviões militares já tenham sido usados em outras circunstâncias, como a evacuação do Afeganistão em 2021.
Na última sexta-feira, aeronaves militares realizaram voos semelhantes para a Guatemala, transportando cerca de 80 migrantes em cada operação.
Foto: Juan Diego Cano-Presidencia de la República / Andrea Puentes Presidencia de la República / GPO/Fotos Públicas
Retomada do Canal do Panamá e combate à imigração são confirmados
Em um discurso de cerca de 30 minutos, Donald Trump fez nesta segunda-feira (20) seu primeiro discurso como novo presidente dos Estados Unidos. Ele reafirmou a intenção de retomar o Canal do Panamá e de combater a migração ilegal no país, em especial a partir da fronteira com o México. O Golfo do México, reiterou Trump, passará a se chamar Golfo da América.
O presidente afirmou que declarará emergência nacional de energia, de forma a retomar, em larga escala, a produção de fontes não sustentáveis, em especial petróleo e gás, para garantir as reservas estratégicas do país, bem como a disponibilização de energia para as indústrias norte-americanas. E prometeu também revogar obrigações de cunho ambientalista em favor de veículos elétricos, de forma a manter o compromisso com as montadoras de veículos com motores à combustão.
Trump voltou a afirmar que, para proteger os trabalhadores americanos, pretende tributar produtos com origem em outros países. Reiterou alguns de seus posicionamentos contrários à chamada ideologia de gênero, dizendo que “há apenas dois gêneros: o masculino e o feminino”, e que porá “fim à política de tentar fazer engenharia social da raça e do gênero, promovendo uma sociedade que será baseada no mérito, sem enxergar a cor”.
Imigração ilegal
“Toda entrada ilegal será imediatamente impedida, e iniciaremos processo de devolução de milhões de imigrantes ilegais a seu país de origem. Restabeleceremos a política do ‘fique no México’ e porei em prática a lei de prender e deportar. Tropas serão enviadas para o sul para dificultar a entrada em nosso país. Além disso, vou designar os cartéis [de drogas] como organizações terroristas internacionais”, discursou o presidente, que, pela segunda vez, assume a Casa Branca.
Trump acrescentou que vai retomar uma legislação de 1708 sobre imigrantes, pela qual seu governo poderá utilizar todas forças de segurança pública para “eliminar gangues” que praticam crimes em cidades e bairros norte-americanos. “Como comandante chefe, não há responsabilidade maior do que defender nosso país de ameaças e invasões. Farei isso em um nível nunca antes visto em nosso país”, disse ele, ao afirmar que, em breve, alterará o nome do Golfo do México para Golfo da América.
Poderosa e respeitada
O novo presidente disse que fará os Estados Unidos retornarem a seu lugar como a nação mais poderosa e respeitada do mundo. “Teremos a maior força armada que o mundo já viu”, afirmou.
Tump lembrou que o Canal do Panamá foi uma obra americana cedida àquele país, ao custo de 38 mil vidas perdidas durante sua construção. “Depois disso, fomos tratados de forma cruel, após oferecermos esse presente que jamais deveria ser dado. O espírito desse presente foi totalmente violado, com sobretaxas aos navios americanos. Não fomos tratados de forma justa, sobretudo pela China, que opera o canal. Por isso, vamos tomá-lo de volta”, prometeu.
“Minha mensagem hoje é de que é hora, mais uma vez, de agirmos com coragem, vigor e com a vitalidade das maiores nações da história”, complementou.
Energia
Trump anunciou que, ainda nesta segunda-feira, vai declarar emergência nacional da energia, com o objetivo de diminuir preços e ajudar setores industriais do país, além de recompor as reservas estratégicas de petróleo.
“Seremos mais uma vez um país industrial, com maior quantidade de petróleo e gás do que qualquer outro país. Diminuiremos os preços e preencheremos novamente nossas reservas estratégicas. E exportaremos nossa energia. Seremos novamente uma nação rica com o ouro negro que está sob nossos pés”, disse.
“E vamos pôr fim a acordos verdes. Vamos revogar as obrigações sobre veículos elétricos, salvando nossa indústria automotiva e mantendo compromisso com nossas montadoras”, acrescentou.
O presidente prometeu fazer, em breve, uma reforma do sistema de comércio “para proteger os trabalhadores e as famílias americanas. Por isso, em vez de tributar nossos cidadãos, estabeleceremos tarifas para outros países.”
Era de ouro
“A era de ouro dos Estados Unidos começa agora. Daqui em diante, nosso país florescerá e será respeitado. Seremos invejados por todo mundo, e não permitiremos que ninguém tire vantagem da gente. Colocarei a América em primeiro lugar”, afirmou.
Segundo Trump, os EUA enfrentam uma crise de confiança “após um establishment corrupto e radical, onde os pilares foram rompidos, dificultando o enfrentamento de crises simples”, em referência a problemas como o incêndio que assolou Los Angeles. Criticou também o sistema de saúde que não atuou de forma satisfatória em situações de desastre e o sistema de educação “que faz nossos alunos odiarem nosso país”.
“Mas tudo mudará rapidamente a partir de hoje”, afirmou Trump. “Minha vida foi salva para tornar a América grande novamente”, acrescentou, ao lembrar o atentado de que foi vítima durante a campanha eleitoral.
No discurso de posse, Donald Trump também reiterou a defesa da liberdade de expressão, algo que, segundo ele, foi colocado em risco pelo governo anterior.
STTU realiza bloqueios e oferece tarifa social no transporte público para facilitar o deslocamento no Dia de Finados
A Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) de Natal realizará uma operação especial de trânsito para auxiliar no fluxo de veículos e na segurança nas proximidades dos cemitérios da cidade no próximo sábado (2.nov.2024), Dia de Finados. A ação terá início às 6h e conta com bloqueios parciais e totais em áreas estratégicas.
Locais com bloqueio de trânsito
Cemitério do Alecrim: Bloqueio parcial.
Cemitério do Bom Pastor I e Bom Pastor II: Bloqueio total em ambos os sentidos das vias.
Cemitério Parque Nova Descoberta: Bloqueio parcial.
Cemitério do Igapó: Bloqueio parcial.
Cemitério da Redinha: Bloqueio parcial.
Cemitério de Ponta Negra: Bloqueio parcial.
Cemitério do Pajuçara: Bloqueio parcial.
A operação contará com o suporte de agentes de trânsito, viaturas e batedores para orientar a circulação de pedestres e motoristas.
Tarifa Social no transporte público
Durante o sábado, o sistema de transporte público de Natal operará com a Tarifa Social, concedendo 50% de desconto nas passagens para pagamentos com cartão NatalCard. Para dúvidas ou informações sobre trânsito e transporte, a STTU disponibiliza os telefones 3232-9107, 3232-9105, 98870-3862 e 3232-9102.
Aneel anuncia acréscimo na tarifa de energia, impactando diretamente famílias e empresas
O Rio Grande do Norte enfrentará a bandeira vermelha patamar 2 nas contas de energia durante o mês de outubro. A medida, anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na sexta-feira (27.set.2024), significa um aumento de R$ 7,88 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos, elevando os custos para as famílias e empresas potiguares.
Esse acréscimo ocorre pelo segundo mês consecutivo, uma vez que a bandeira vermelha também foi acionada em setembro. O consumo médio de uma residência no Brasil, sem o uso de ar-condicionado, varia entre 150 kWh e 200 kWh, o que representa um aumento significativo nas despesas mensais.
A Aneel justificou a cobrança adicional com base nas condições desfavoráveis de geração de energia. Além disso, a agência havia aprovado, em março deste ano, uma redução nos valores das bandeiras tarifárias, o que reduziu em até 37% o custo adicional para os consumidores.
Após dois anos de bandeira verde, consumidores devem se preparar para aumento nas contas de energia no próximo mês
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou, na última sexta-feira (28.jun.2024), que a bandeira tarifária para o mês de julho será amarela. Esta mudança ocorre após mais de dois anos de bandeira verde, sem cobrança adicional na conta de energia.
A decisão de adotar a bandeira amarela foi tomada devido às condições menos favoráveis para a geração de energia no país. A previsão de chuvas abaixo da média até o final do ano e o aumento esperado no consumo de energia contribuíram para essa alteração.
Impacto nas tarifas
Com a bandeira amarela, as tarifas dos consumidores terão um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Este valor, aprovado pela ANEEL em março deste ano, representa uma redução de 37% em relação ao valor anterior da bandeira amarela, que era de R$ 2,989/kWh.
Dicas para economizar anergia
Uso de ar-condicionado e ventiladores
Para otimizar o uso do ar-condicionado, recomenda-se manter a temperatura entre 23ºC e 25ºC e programar o desligamento automático durante a madrugada. A aquisição de aparelhos com tecnologia Inverter, que utilizam o compressor de forma mais eficiente, também é aconselhável. Manter a manutenção em dia e limpar filtros e saídas de ar a cada duas semanas pode reduzir significativamente o consumo de energia.
Chuveiro elétrico
Deve ser mantido na opção verão, que consome até 30% menos energia. Banhos rápidos e o uso de resistências originais garantem segurança e eficiência. Considerar a troca por um aquecedor solar térmico pode ser uma alternativa sustentável e econômica a longo prazo.
Geladeiras
Para evitar desperdícios, verifique a borracha de vedação e evite colocar alimentos quentes na geladeira. Mantenha o aparelho a pelo menos 10 centímetros de distância da parede e minimize a abertura das portas.
Iluminação natural e lâmpadas LED
Aproveitar a iluminação natural é essencial. Mantenha janelas e cortinas abertas durante o dia e apague as luzes em cômodos desocupados. A substituição de lâmpadas comuns por lâmpadas LED, que são cerca de 40% mais econômicas, é recomendada. Além de economia, as lâmpadas LED possuem maior durabilidade e são menos prejudiciais ao meio ambiente.
Prêmio principal aplicado na Poupança da Caixa rende mais de R$ 558 mil por mês
A Mega-Sena acumulada pode pagar um prêmio de R$ 95 milhões no concurso 2.732 nesta terça-feira (4.jun.2024). O sorteio será realizado às 20h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo, com transmissão ao vivo pelo canal da CAIXA no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.
Se apenas um apostador ganhar o prêmio principal e aplicar todo o valor na Poupança da Caixa, ele receberá mais de R$ 558 mil de rendimento no primeiro mês. As apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio em qualquer lotérica do país, no portal Loterias CAIXA, no app Loterias Caixa e via Internet Banking Caixa para clientes do banco. O valor da aposta simples é de R$ 5.
No último concurso, 126 apostas acertaram cinco números e cada uma ganhou R$ 45.794,77, enquanto 9.008 apostas acertaram quatro números, recebendo R$ 915,08 cada. Detalhes adicionais sobre os vencedores podem ser encontrados na página da modalidade no portal Loterias Caixa.
Além da Mega-Sena, outros sorteios ocorrerão na terça-feira, incluindo Lotofácil, Quina, Dia de Sorte e Timemania, todos transmitidos ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube. O calendário de sorteios de abril está disponível no site.
Quina de São João 2024
As apostas para a Quina de São João 2024 já começaram, com um prêmio estimado de R$ 220 milhões. O sorteio do concurso 6.462 será realizado no dia 22 de junho, às 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte. As apostas podem ser feitas em volantes específicos do concurso especial nas lotéricas, pelo app Loterias Caixa e no portal Loterias CAIXA. A aposta simples custa R$ 2,50.
Os apostadores também podem participar de bolões organizados pelas lotéricas ou pelo portal Loterias Online, com uma tarifa de 35% do valor da cota. O preço mínimo dos bolões é de R$ 12,50, com cada cota não inferior a R$ 3,50. Nos canais digitais, o valor mínimo de compra é de R$ 20.
Sistema do BC já devolveu R$ 6,23 bi em recursos esquecidos
Os brasileiros ainda não sacaram R$ 7,79 bilhões em recursos esquecidos no sistema financeiro até o fim de fevereiro, divulgou nesta sexta-feira (5) o Banco Central (BC). Até agora, o Sistema de Valores a Receber (SVR) devolveu R$ 6,23 bilhões, de um total de R$ 14,02 bilhões postos à disposição pelas instituições financeiras.
As estatísticas do SVR são divulgadas com dois meses de defasagem. Em relação ao número de beneficiários, até o fim de fevereiro, 19.037.033 correntistas haviam resgatado valores. Isso representa apenas 30,19% do total de 63.064.184 correntistas incluídos na lista desde o início do programa, em fevereiro de 2022.
Entre os que já retiraram valores, 18.044.139 são pessoas físicas e 992.894 são pessoas jurídicas. Entre os que ainda não fizeram o resgate, 40.853.231 são pessoas físicas e 3.173.920 são pessoas jurídicas.
A maior parte das pessoas e empresas que ainda não fizeram o saque têm direito a pequenas quantias. Os valores a receber de até R$ 10 concentram 63,48% dos beneficiários. Os valores entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a 25,14% dos correntistas. As quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil representam 9,65% dos clientes. Só 1,72% tem direito a receber mais de R$ 1 mil.
Depois de ficar fora do ar por quase um ano, o SVR foi reaberto em março de 2023, com novas fontes de recursos, um novo sistema de agendamento e a possibilidade de resgate de valores de pessoas falecidas. Em fevereiro, foram retirados R$ 215 milhões, queda em relação ao mês anterior, quando tinham sido resgatados R$ 244 milhões.
Melhorias
A atual fase do SVR tem novidades importantes, como impressão de telas e de protocolos de solicitação para compartilhamento no Whatsapp e inclusão de todos os tipos de valores previstos na norma do SVR. Também haverá uma sala de espera virtual, que permite que todos os usuários façam a consulta no mesmo dia, sem a necessidade de um cronograma por ano de nascimento ou de fundação da empresa.
Além dessas melhorias, há a possibilidade de consulta a valores de pessoa falecida, com acesso para herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal. Assim como nas consultas a pessoas vivas, o sistema informa a instituição responsável pelo valor e a faixa de valor. Também há mais transparência para quem tem conta conjunta. Se um dos titulares pedir o resgate de um valor esquecido, o outro, ao entrar no sistema, conseguirá ver as informações: como valor, data e CPF de quem fez o pedido.
Fontes de recursos
Também foram incluídas fontes de recursos esquecidos que não estavam nos lotes do ano passado. Foram acrescentadas contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas, contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas e outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.
Além dessas fontes, o SVR engloba os seguintes valores, já disponíveis para saques no ano passado: contas-corrente ou poupança encerradas; cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito; recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados; tarifas cobradas indevidamente; e parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente.
Golpes
O Banco Central aconselha o correntista a ter cuidado com golpes de estelionatários que alegam fazer a intermediação para supostos resgates de valores esquecidos. O órgão ressalta que todos os serviços do Valores a Receber são totalmente gratuitos, que não envia links nem entra em contato para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.
O BC também esclarece que apenas a instituição financeira que aparece na consulta do Sistema de Valores a Receber pode contatar o cidadão. O órgão também pede que nenhum cidadão forneça senhas e esclarece que ninguém está autorizado a fazer tal tipo de pedido.