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Natal registra aumento de SRAG e entra em nível de alerta, aponta Fiocruz

Natal registra aumento de SRAG e entra em nível de alerta, aponta Fiocruz

Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta crescimento de SRAG em Natal e no Rio Grande do Norte

A cidade de Natal apresenta nível de atividade de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) classificado como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas últimas seis semanas. A informação consta no boletim InfoGripe, divulgado nesta quarta-feira (9) pela Fundação Oswaldo Cruz.

De acordo com o levantamento, a capital potiguar está entre 11 cidades do país que se encontram nessa condição, o que indica aumento recente na circulação de vírus respiratórios. O cenário acompanha a tendência observada em nível estadual, onde o Rio Grande do Norte também aparece entre as unidades da federação com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento no longo prazo.

A Síndrome Respiratória Aguda Grave é caracterizada por quadros em que uma infecção respiratória evolui e compromete os pulmões, podendo levar à insuficiência respiratória. Entre os principais sinais estão febre alta, dificuldade para respirar e sensação de aperto no peito. Os dados do boletim indicam que a incidência da doença varia de moderada a muito alta entre diferentes faixas etárias.

Segundo a análise, há maior impacto em crianças de até dois anos de idade, enquanto os casos com desfecho mais grave são registrados com maior frequência entre idosos. O relatório também aponta que, no cenário nacional, 13 das 27 unidades federativas apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta.

Estados da região Nordeste aparecem entre os destaques do levantamento, incluindo o Rio Grande do Norte, que apresenta probabilidade de crescimento dos casos acima de 75% nas últimas duas semanas. O dado reforça a tendência de aumento da circulação de vírus respiratórios no estado.

No detalhamento dos agentes associados aos casos de SRAG, o boletim indica comportamentos distintos. No estado potiguar, os casos relacionados à Influenza A já apresentam sinais de interrupção do crescimento ou queda. Por outro lado, as ocorrências associadas ao Vírus Sincicial Respiratório seguem em elevação, especialmente entre crianças pequenas.

O levantamento reforça que a dinâmica de circulação dos vírus pode variar conforme a faixa etária e o período analisado, com impactos distintos na rede de saúde. A evolução dos casos é monitorada por meio de indicadores epidemiológicos que acompanham internações e registros hospitalares relacionados a síndromes respiratórias.

Entre as orientações para prevenção, estão a manutenção de hábitos relacionados à alimentação, atualização do calendário vacinal, além de medidas de proteção em situações de risco. A recomendação inclui evitar contato com pessoas com sintomas gripais, utilizar máscara quando necessário e manter a higienização frequente das mãos.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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RN está entre os estados do Nordeste com aumento de SRAG por gripe

RN está entre os estados do Nordeste com aumento de SRAG por gripe

Brasil soma 24.281 casos de síndrome respiratória aguda grave em 2026; Rinovírus impacta crianças de 2 a 14 anos; VSR afeta menores de 2 anos

O Brasil já registrou 24.281 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em 2026, e o avanço de vírus respiratórios colocou 22 estados, incluindo o Rio Grande do Norte, em nível de alerta, risco ou alto risco. Os dados constam no boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta semana.

O aumento das hospitalizações está ligado principalmente à circulação de influenza A (gripe), rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR), conforme o levantamento da Fiocruz. Do total de registros no país, 9.443 casos (38,9%) tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório, indicando maior circulação dessas infecções em diferentes regiões.

RN está entre estados do Nordeste com crescimento de influenza A

O boletim aponta aumento de casos graves associados ao vírus influenza A, responsável pela gripe. No Nordeste, a tendência de crescimento foi identificada em estados como Rio Grande do Norte, Maranhão, Piauí, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia, o que mantém a região sob monitoramento das autoridades de saúde.

A situação coloca o Rio Grande do Norte entre os estados nordestinos com maior circulação do vírus da gripe, exigindo atenção redobrada para medidas de prevenção e controle da transmissão.

Rinovírus impacta crianças de 2 a 14 anos; VSR afeta menores de 2 anos

Entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, o crescimento dos casos está associado principalmente ao rinovírus. Esse vírus é responsável pelo aumento de internações em estados como Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Maranhão e Bahia.

Já entre crianças menores de 2 anos, o destaque é o vírus sincicial respiratório (VSR), que tem impulsionado casos graves principalmente em estados do Norte, parte do Nordeste e do Centro-Oeste. O metapneumovírus também tem contribuído para o crescimento de casos respiratórios em algumas regiões do país, conforme o monitoramento da Fiocruz.

Pesquisadora da Fiocruz orienta vacinação e uso de máscara para grupos de risco

A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, destaca que idosos, crianças e pessoas com baixa imunidade devem participar da campanha de vacinação contra a gripe, que começou neste sábado (28).

A recomendação para regiões com maior circulação de vírus respiratórios inclui uso de máscara em ambientes fechados ou com grande concentração de pessoas, principalmente para quem faz parte dos grupos de risco.

Em caso de sintomas de gripe ou resfriado, a orientação é evitar contato com outras pessoas e permanecer em casa sempre que possível, para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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Casos graves de doenças respiratórias crescem no RN

Casos graves de doenças respiratórias crescem no RN

Boletim da Fiocruz aponta alta nas internações por infecções respiratórias em crianças e idosos no Rio Grande do Norte; maioria dos casos está ligada ao VSR e influenza A

O Rio Grande do Norte está entre os estados brasileiros com sinal de alerta para o aumento expressivo de casos graves de doenças respiratórias, de acordo com o novo Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na última quarta-feira (30.abr.2025). O documento aponta crescimento nas internações, especialmente entre crianças pequenas e idosos, sendo o vírus sincicial respiratório (VSR) e o vírus influenza A os principais responsáveis.

A análise contempla dados da Semana Epidemiológica 17, que vai de 20 a 26 de abril de 2025, e inclui uma avaliação detalhada do cenário em todo o país. No caso do Rio Grande do Norte, a capital Natal está entre as 18 capitais brasileiras com níveis considerados de alerta, risco ou alto risco para internações por doenças respiratórias graves.

Crianças e idosos são os mais afetados

Segundo a Fiocruz, a maioria dos casos graves registrados no estado é atribuída à circulação do VSR, vírus que afeta principalmente crianças de até dois anos. Já entre os idosos, o maior número de óbitos tem sido causado pela influenza A, vírus responsável por quadros clínicos mais severos nesta faixa etária.

A pesquisadora Tatiana Portella, responsável pela análise, afirma que o cenário no RN reflete uma tendência nacional de crescimento que já dura seis semanas consecutivas. Ela ressalta que o aumento de hospitalizações está em níveis de incidência que variam de moderado a muito alto em várias regiões do Brasil, com destaque para o Norte, Nordeste e Centro-Sul.

Estado integra lista de risco elevado

O Rio Grande do Norte aparece entre os 17 estados que apresentam sinal de crescimento de longo prazo nas internações por infecções respiratórias. A lista inclui Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Tocantins e o Distrito Federal.

Em Natal, unidades de saúde têm registrado um aumento constante na busca por atendimento de crianças com sintomas respiratórios intensos. De acordo com o boletim, a capital potiguar apresenta tendência de crescimento estável, com alerta para o impacto na rede hospitalar.

Fiocruz recomenda vacinação e uso de máscara

Como medida de prevenção, a Fiocruz reforça a importância do uso de máscaras em locais fechados e com aglomerações, como hospitais, postos de saúde e transportes públicos. A instituição também destaca a necessidade de ampliar a cobertura vacinal contra a influenza, especialmente entre os grupos prioritários.

Os dados das últimas quatro semanas mostram que os casos positivos de doenças respiratórias graves no Brasil foram causados principalmente pelo VSR (57%), seguido pela influenza A (21,8%), rinovírus (20,3%) e Covid-19 (3,1%). Entre os óbitos, a influenza A lidera com 46,4% dos registros.

Brasil já soma mais de 45 mil casos em 2025

Desde o início de 2025, o país já notificou 45.228 casos de doenças respiratórias graves. Desses, 42,9% tiveram confirmação laboratorial para algum agente viral. O VSR representa a maior parte (38,4%), seguido pelo rinovírus (27,9%) e o Sars-CoV-2 (20,7%).

Com o avanço das infecções respiratórias, a Fiocruz alerta para a necessidade de monitoramento constante, ações preventivas e comunicação ativa com a população sobre os riscos e formas de proteção, sobretudo em estados como o Rio Grande do Norte, que apresentam tendência de alta.

Foto: Marcello Casal Jr./ABr/Ilustração

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Lula decide substituir Nísia por Padilha no Ministério da Saúde

Lula decide substituir Nísia por Padilha no Ministério da Saúde

Posse está marcada para o dia 6 de março

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu nesta terça-feira (25) substituir a ministra da Saúde, Nísia Trindade, que está no cargo desde janeiro de 2023. O substituto será o atual ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, que já foi ministro da Saúde entre 2011 e 2014.

Em nota, o Palácio do Planalto disse que Lula comunicou a saída de Nísia em reunião na tarde desta terça-feira. A posse de Padilha está marcada para o dia 6 de março.

“O presidente agradeceu à ministra pelo trabalho e dedicação à frente do ministério”, diz a nota.

Padilha

Nascido em São Paulo (SP), em 14 de setembro de 1971, Alexandre Rocha Santos Padilha é médico infectologista formado pela Universidade de São Paulo (USP), com doutorado em Saúde Pública pela Universidade de Campinas (Unicamp). Também atua como professor universitário.

Deputado federal reeleito pelo PT de São Paulo, está licenciado do cargo para compor a equipe ministerial do presidente Lula. Também foi ministro nos governos Lula (2009-2010) e Dilma Rousseff (2011-2014), tendo chefiado as pastas das Relações Institucionais e da Saúde, respectivamente.

Ainda assumiu as mesmas pastas durante a gestão de Fernando Haddad (2015-2016) na Prefeitura de São Paulo.

Despedida

Pouco antes da formalização da troca no ministério, Nísia participou de cerimônia no Palácio do Planalto onde anunciou uma vacina 100% nacional e de dose única contra a dengue. Já em clima de despedida, ela foi a primeira a falar, pediu que os secretários da pasta ficassem de pé para serem aplaudidos por seu trabalho e foi ovacionada por servidores presentes no evento.

Em nota divulgada na última sexta-feira (21), Nísia avaliou que a pasta, sob o comando de Lula, vem cumprindo com o compromisso de reestruturar o SUS e de cuidar da saúde da população “com resultados concretos”, citando feitos como 100% dos medicamentos do programa Farmácia Popular com gratuidade e o aumento da cobertura vacinal no país após mais de seis anos de quedas consecutivas.

Antes de assumir a Saúde, em janeiro de 2023, Nísia Trindade ocupava o posto de presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) desde 2017.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil / Jose Cruz/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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InfoGripe alerta sobre casos de rinovírus no Norte e Nordeste

InfoGripe alerta sobre casos de rinovírus no Norte e Nordeste

Síndrome Respiratória Aguda Grave tem 9.726 óbitos e 158.788 casos

O Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que o rinovírus permanece como o principal vírus responsável por casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças e adolescentes de até 14 anos, sobretudo nos estados das regiões Norte e Nordeste, enquanto a Covid-19 predomina entre os idosos.

A pesquisadora do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz) e do InfoGripe, Tatiana Portella, diz que, apesar do alerta relacionado ao rinovírus e Covid-19 em alguns estados e faixas etárias, as hospitalizações associadas a ambos os vírus estão em tendência de queda ou estabilidade na maior parte do país.

“Nessa última atualização do Boletim InfoGripe a gente observa uma redução dos novos casos de SRAG no agregado nacional e também de redução ou estabilidade dos casos de SRAG na maioria dos estados no país”, afirma Tatiana.

Desaceleração

“No estado do Rio de Janeiro, o aumento dos casos de SRAG ocorre em praticamente todas as faixas etárias, e está associado ao rinovírus nas crianças e adolescentes de até 14 anos, e à Covid-19 entre os idosos. Contudo, com exceção apenas da população idosa de 50 a 64 anos, os casos de SRAG no estado já apresentam sinal de desaceleração do crescimento”, diz a Fiocruz.

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) registrou, em 2024, 9.726 óbitos, sendo notificados 158.788 casos no país.

Foto: Marcello Casal Jr./ABr/Ilustração

Da Agência Brasil

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Casos respiratórios graves apresentam alta em 10 estados

Casos respiratórios graves apresentam alta em 10 estados

Recomendação é manter a vacinação contra covid-19 e influenza em dia

Os casos de infecções respiratórias graves estão em alta em todas as faixas etárias nos estados do Rio de Janeiro e Goiás, mostra o Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Nas crianças e adolescentes, as infecções são causadas principalmente por rinovírus, enquanto nos idosos, pelo coronavírus SARS-CoV-2.

Também apresentam tendência de alta nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) outros oito estados, mas está concentrada entre as crianças: Amazonas, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Pernambuco, Piauí e Roraima.

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz) e do InfoGripe Tatiana Portella alerta que a população de risco, como os idosos, devem manter a vacinação contra a covid-19 e o influenza em dia para prevenir casos respiratórios graves.

“Em caso de aparecimento de sintomas, o recomendado é manter a etiqueta respiratória com o uso de máscaras e evitar tossir ou espirrar perto de outras pessoas”, disse Tatiana.

Desde o início deste ano, já foram notificados 156.309 casos de SRAG, sendo 73.283 (46,9%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório.

Em relação aos óbitos de SRAG este ano, já foram registrados 9.544 óbitos, sendo 4.909 (51,4%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Dentre os positivos do ano corrente, 28,2% são influenza A; 1,8% são influenza B; 8,5% são VSR; 8,7% são rinovírus; e 52% são Sars-CoV-2 (covid-19).

Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

Da Agência Brasil

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Polícia Federal abre inquérito para apurar transplantes com HIV no Rio

Polícia Federal abre inquérito para apurar transplantes com HIV no Rio

Outras instituições, como a Polícia Civil, também investigam o caso

A Polícia Federal confirmou nesta quarta-feira (16) que abriu inquérito no último sábado (12) para apurar o caso de infecção pelo vírus HIV de seis pacientes transplantados no Rio de Janeiro. A investigação está em andamento, sob sigilo. Outras instituições também estão com investigações em andamento. Entre elas, Polícia Civil, Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde do Rio.

Pelo menos seis pacientes foram identificados como infectados por HIV após receberem o transplante de rins, fígado, coração e córnea vindos de duas pessoas portadoras do vírus. Antes, os órgãos foram testados pelo Laboratório de Patologia Clínica Dr. Saleme (PCS). Porém, as análises laboratoriais indicaram que os materiais não eram reagentes para o HIV.

Em nota divulgada hoje, o Ministério da Saúde afirmou que foi notificado da suspeita de transmissão em setembro, pela Secretaria de Saúde do Rio, e de imediato emitiu recomendações urgentes à Central de Transplantes do Rio de Janeiro e aos órgãos de controle.

Entre as principais recomendações estavam a localização e notificação imediata dos demais receptores de órgãos e tecidos dos mesmos doadores infectados, com realização de testes laboratoriais específicos para detecção de HIV, considerando o possível período de janela imunológica no momento do transplante.

Também foi solicitada a notificação dos serviços de hemoterapia fluminense e nacional para avaliação e monitoramento de qualquer doação de sangue vinda do doador ou relacionada ao mesmo período, para prevenir a transmissão do HIV e outras doenças por transfusão de sangue.

Adicionalmente, o Ministério diz ter reforçado a obrigatoriedade de rastreabilidade total do processo no laboratório, incluindo identificação de lotes e períodos de janela imunológica, que é o tempo entre a exposição ao vírus e a produção de anticorpos suficientes para serem detectados por testes.

O Ministério da Saúde ratificou também que a segurança dos receptores de transplantes e de sangue, assim como a integridade do Sistema Nacional de Transplantes e da Rede de Sangue e Hemoderivados, são prioridades absolutas da pasta.

Na sexta-feira, o Ministério da Saúde tinha classificado a transmissão do HIV por meio de transplantes de órgãos como grave e manifestou irrestrito apoio aos pacientes e suas famílias. A própria ministra da Saúde, Nísia Trindade, determinou que os pacientes infectados por HIV, bem como seus contatos, recebessem total apoio e atendimento especializado do SUS.

Diante da situação, na sexta-feira, o Ministério da Saúde solicitou a interdição cautelar do Laboratório PCS Saleme/RJ. A pasta determinou ainda que a testagem de todos os doadores de órgãos no Rio de Janeiro volte a ser feita, exclusivamente, pelo HemoRio, utilizando o teste NAT, produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Casos de rinovírus e covid-19 crescem no país

Casos de rinovírus e covid-19 crescem no país

Crianças e adolescentes são os mais afetados pelo rinovírus

As internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) aumentaram em Goiás, Bahia, Paraíba, Sergipe e São Paulo. Em Goiás, a principal causa é a covid-19 entre a população idosa. Nos demais estados, a maior ocorrência é de rinovírus entre crianças e adolescentes de 2 até 14 anos de idade. Os dados estão no Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (22) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Em relação às capitais, sete apresentam crescimento nos casos de SRAG: Aracaju, Brasília, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Salvador e São Paulo. A análise é referente à Semana Epidemiológica 33, do período de 11 a 17 de agosto.

Nos dados nacionais, os casos de SRAG oscilaram na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e há indícios de aumento na de curto prazo (últimas três semanas). As ocorrências de SRAG por vírus sincicial respiratório (VSR) e influenza A mantêm tendência de queda na maior parte do país. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, os casos positivos tiveram prevalência de 22,6% por VSR; 19,4% por Sars-CoV-2 (covid-19); 16,3% por influenza A; e 1,8% por influenza B.

Sobre o aumento dos casos de covid-19, a pesquisadora Tatiana Portela, do Programa de Processamento de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz) e do Boletim InfoGripe, reforça a importância da vacinação em dia para todas as pessoas dos grupos de risco.

“Apesar dos casos de influenza A estarem diminuindo em todo o país, geralmente agora é a época em que a influenza B começa a aumentar. Por isso, é importante também que todos estejam em dia com a vacinação contra a influenza”, recomenda a pesquisadora.

No ano epidemiológico 2024, foram notificados 115.152 casos de SRAG. Desse total, 55.912 (48,6%) tiveram resultado laboratorial positivo, 45.477 (39,5%) negativo, e ao menos 7.499 (6,5%) aguardam resultado. Dos casos positivos, 43,1% são VSR; 19,1% são influenza A; 7,7% são Sars-CoV-2 (covid-19); e 5% são influenza B.

Nas últimas oito semanas epidemiológicas, a incidência e mortalidade semanal média mantêm o cenário de maior impacto nos extremos das faixas etárias. Entre as crianças até 2 anos de idade, a incidência e mortalidade de SRAG são causadas em maior parte pelo VSR e do rinovírus. Entre os maiores de 65 anos de idade, a incidência e a mortalidade de SRAG por covid-19 já se aproxima da incidência e mortalidade por influenza A.

Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília

Da Agência Brasil

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Estudo da Fiocruz revela que tubarões foram contaminados por cocaína

Estudo da Fiocruz revela que tubarões foram contaminados por cocaína

Dados chamam atenção para alta quantidade da droga no esgoto

Em fato inédito no mundo, o Instituto Oswaldo Cruz, da Fundação Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), detectou a contaminação de tubarões por cocaína e seu metabólito, a benzoilecgonia. O estudo identificou a presença de cocaína em 13 animais da espécie Rhizoprionodon lalandii, popularmente conhecida como tubarão-bico-fino-brasileiro, cação rola rola ou cação-frango. Os resultados foram publicados na revista científica Science of The Total Environment, informou a Fiocruz nesta terça-feira (23). De acordo com a fundação, o dado chama atenção para a alta quantidade da droga que é consumida e descartada no mar via esgoto sanitário.

O principal metabólito da substância, a benzoilecgonina, resultante da metabolização da cocaína no organismo, foi encontrada em 12 desses animais. O material foi coletado no Recreio dos Bandeirantes, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro, entre setembro de 2021 e agosto de 2023, como parte de um esforço para avaliação da saúde ambiental. O objetivo era acompanhar mudanças no ambiente, tanto as ocorridas de forma natural como pela interferência humana, bem como seus impactos sobre as diversas formas de vida marinha.

Esgoto

Especialistas brasileiros analisam a presença de vírus e bactérias no esgoto para identificar e mensurar a possível circulação silenciosa de microrganismos causadores de doenças. Do mesmo modo, são comuns estudos da contaminação do solo e da água por metais e pesticidas, como mercúrio, chumbo e arsênio, que interferem na saúde de pessoas, animais e ambiente de forma direta.

A primeira pesquisa a encontrar cocaína em tubarões, entretanto, foi essa do IOC/Fiocruz. “No Brasil, estudos já detectaram a contaminação de água e alguns poucos seres aquáticos por cocaína, como mexilhões. Nossa análise é a primeira a encontrar a substância em tubarões”, afirmou o farmacêutico Enrico Mendes Saggioro, um dos líderes da pesquisa, junto com a bióloga Rachel Ann Hauser-Davis, ambos do Laboratório de Avaliação e Promoção da Saúde Ambiental do IOC.

Segundo Rachel, os tubarões desempenham papel importante no ecossistema marinho, assim como as raias. Por serem predadores, a bióloga esclareceu que se trata de figuras centrais na cadeia alimentar e são assumidos como espécies sentinela para detecção de danos ambientais, incluindo diferentes formas de contaminação.

O Laboratório do IOC tem feito importantes alertas ambientais, a partir de estudos que identificaram a contaminação por metais em peixes do Rio Doce, no Espírito Santo, após a tragédia causada pelo rompimento da barragem da mineradora Samarco; e em cações e raias coletados no Rio de Janeiro.

Drogas e crime

Relatório mundial sobre drogas, publicado em 2024 pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, do nome em inglês), situa o Brasil entre os maiores consumidores globais de cocaína. Estudos sinalizam que a principal via de chegada da droga no ambiente marinho é pelo descarte de resíduos da substância no esgoto lançado no mar.

Enrico Mendes Saggioro explica que a partir dessa constatação no território nacional, o grupo de pesquisa decidiu investigar se os animais que o laboratório havia coletado para estudos, envolvendo outros contaminantes, também estariam contaminados por cocaína. “O resultado é impressionante. Encontramos a substância em todos os 13 tubarões analisados e em apenas um deles não foi detectado a benzoilecgonina, que é o principal metabólito da droga”, afirmou o farmacêutico. Foram analisados o músculo e o fígado dos animais, dos quais três eram machos e dez fêmeas.

De acordo o IOC/Fiocruz, todas as amostras de músculo e fígado testaram positivo para a presença de cocaína. Já a benzoilecgonina foi detectada em 12 amostras de músculo e em duas de fígado. A concentração média de cocaína nos animais foi três vezes maior que a concentração do metabólito. Uma hipótese dos pesquisadores para explicar esse dado é a superexposição dos animais à substância. Outro achado que intrigou os especialistas foi a maior concentração de cocaína nos músculos do que no fígado dos animais analisados.

Saggioro informou que o fígado do tubarão é um órgão de metabolização, como no ser humano. “Tudo que é ingerido é transformado pelo fígado para depois ser excretado. Para nossa surpresa, a cocaína foi encontrada em maior concentração no músculo, que é um tecido de acúmulo, o que pode sinalizar a abundância da presença da substância no ambiente marinho. Os tubarões estariam se contaminando de diversas formas, seja pelo fato de habitarem a região ou se alimentarem de outros animais contaminadas”, explica. Rachel acrescentou que a equipe pretende, a partir de agora, coletar e analisar amostras de água e de outros animais dessa e de outras regiões da costa do Rio de Janeiro.

As amostras foram analisadas na Seção Laboratorial Avançada de Santa Catarina (SLAV/SC), unidade ligada ao Laboratório Nacional Agropecuário do Rio Grande do Sul, que integra a Rede Nacional de Laboratórios Agropecuários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Essa etapa foi conduzida pelo farmacêutico e bioquímico Rodrigo Barcellos Hoff, que atua no SLAV/SC.

Contaminação

Rachel Ann Hauser-Davis alertou para a necessidade de serem realizados estudos específicos para determinar as consequências exatas dessa contaminação nos animais. Ela acredita que pode haver impacto no crescimento, na maturação e, em especial, na fecundidade dos tubarões, já que o fígado atua no desenvolvimento de embriões. A espécie de tubarão analisada vive próxima à costa e não tem característica migratória. Isso leva os pesquisadores a acreditar que foram contaminados no litoral carioca. Além disso, a zona oeste do Rio é a região que mais cresce na capital fluminense e, também, a mais populosa, com quase 3 milhões de habitantes, segundo o censo demográfico de 2022.

Tanto Rachel como Enrico defendem que sejam feitos novos estudos para responder se a cocaína encontrada em animais marinhos pode ter reflexos negativos na saúde humana. Pesquisa recente da Universidade Federal de São Paulo e Universidade Santa Cecília, em São Paulo, apontou altas concentrações de cocaína na água da Baía de Santos, sinalizando que a droga pode causar problemas nas células e no material genético de mexilhões.

A bióloga lembrou que tubarões, muitas vezes, são comercializados irregularmente com o nome popular de cação. “Já encontramos diversos metais tóxicos em cações e raias, que também são vendidos e consumidos. Agora, detectamos cocaína em tubarões. A poluição e a contaminação do meio ambiente afetam diretamente os animais e a natureza, e também impactam, de uma forma ou de outra, a vida humana. A saúde de um está ligada à saúde do outro”, destacou.

A pesquisa foi realizada em parceria com a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz), Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Setor Laboratorial Avançado em Santa Catarina (SLAV/SC), Instituto Museu Aquário Marinho do Rio de Janeiro (IMAM/AquaRio) e Cape Eleuthera Institute (Bahamas). O trabalho teve financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Foto: Divugação/IOC/Fiocruz

Da Agência Brasil

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Maternidade Januário Cicco precisa de doação de leite materno

Maternidade Januário Cicco precisa de doação de leite materno

Natal enfrenta grave escassez de leite materno, afetando recém-nascidos vulneráveis

Apesar da celebração do Dia Nacional da Doação de Leite Humano, no último dia 19 de maio, a situação na Maternidade Januário Cicco em Natal é preocupante. A instituição, referência no tratamento de leite materno no estado, enfrenta um déficit alarmante na doação, colocando em risco a vida de bebês prematuros, patológicos, em tratamento domiciliar ou internados em UTIs Neonatais.

A Maternidade Januário Cicco necessita de 7 a 8 litros de leite materno por dia para atender a demanda interna. No entanto, a instituição consegue coletar apenas entre 4 e 5,5 litros, o que coloca em risco a nutrição e o desenvolvimento de bebês que já lutam pela sobrevivência.

Reconhecida pela Fiocruz como referência no tratamento de leite, a Januário Cicco é a única no estado autorizada a pasteurizar leite de hospitais privados, abastecendo UTIs Neonatais de hospitais como Unimed, Hapvida, Rio Grande, Varela Santiago, e Ana Bezerra em Santa Cruz. Apesar desse trabalho, o estoque de leite nem sempre é suficiente para as necessidades da maternidade.

O leite materno é mais do que apenas alimento. Ele é um elixir de vida que fornece nutrientes essenciais para o desenvolvimento saudável dos bebês, especialmente para aqueles que se encontram em situações vulneráveis. Além de fortalecer o sistema imunológico e proteger contra doenças, o leite materno também contribui para o desenvolvimento cognitivo e emocional dos bebês.

Como doar leite materno

Doar leite materno é um processo simples e seguro. A Maternidade Januário Cicco oferece todo o suporte necessário para as doadoras, desde o pré-cadastro até a coleta do leite. As doadoras interessadas devem entrar em contato com a maternidade através do telefone (84) 3342-5800 ou do WhatsApp (84) 99135-8217.

Pontos de doação em Natal

Além da Maternidade Januário Cicco, você também pode doar leite materno em outros pontos da cidade:

  • Hospital da Polícia Militar
  • Maternidade Divino Amor (Parnamirim)
  • Hospital Santa Catarina (Zona Norte)

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

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Estado do Rio de Janeiro registra primeiros casos de dengue tipo 3

Estado do Rio de Janeiro registra primeiros casos de dengue tipo 3

Sorotipo 3 não circulava no estado desde 2007

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) confirmou nesta sexta-feira (5) os primeiros dois casos de dengue tipo 3 ocorridos este ano. Trata-se de uma mulher de 39 anos, de Paraty, na Costa Verde, e uma criança de um ano, de Maricá, na região Metropolitana II. Os dois casos ocorreram nos dias 25 e 26 de fevereiro, respectivamente, e foram confirmados pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lancen-RJ) e pelo Laboratório de Referência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As duas pacientes foram tratadas e passam bem.

Os municípios vão investigar os dois casos para saber se são autóctones, isto é, se aconteceram dentro dos territórios, ou se são importados. O sorotipo 3 não circulava no estado do Rio de Janeiro desde 2007, o que amplia a margem de pessoas que nunca tiveram contato com o vírus. Levantamento da SES-RJ estimou que cerca de 4,8 milhões de pessoas estariam vulneráveis a esse sorotipo.

Alerta

“Este é um ponto de atenção para redobrarmos os cuidados e continuarmos em alerta. Como o tipo 3 não circula no estado há muito tempo, existe uma boa parcela da população mais suscetível à doença”, explica a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello. A Secretaria vai manter o monitoramento dos casos e definir ações específicas caso identifique uma mudança de cenário.

Os sintomas da dengue tipo 3 são os mesmos dos tipos 1, 2 e 4. Os principais são febre alta (superior a 38°C); dor no corpo e articulações; náuseas e vômitos; dor atrás dos olhos; mal-estar; falta de apetite; dor de cabeça; manchas vermelhas no corpo.

Este ano, o estado vinha registrando somente casos de dengue dos tipos 1 e 2, com predomínio do sorotipo 1. O Boletim Panorama da Dengue, divulgado nesta sexta-feira (5), indica que o atual cenário da doença ainda é de Emergência em Saúde Pública, com o estado se mantendo no nível 3, o mais alto de alerta contra a dengue.

Decreto

A SES-RJ manteve o decreto de epidemia de dengue no Rio de Janeiro em razão de o estado ainda apresentar altos índices da doença. Embora as projeções mostrem tendência de queda, o número de casos prováveis de dengue ainda é considerado alto pelos técnicos e especialistas da Secretaria, que monitoram a situação nos 92 municípios fluminenses.

Até esta sexta-feira (5), foram registrados 186.624 casos prováveis de dengue e 91 óbitos confirmados em todo o estado. A taxa de incidência está em 1.162 casos / 100 mil habitantes.

O principal indicador epidemiológico para estabelecer o nível de alerta é o Excesso de Casos (EC), que permaneceu acima de dez vezes por três semanas consecutivas, embora tenha apresentado tendência de queda nos últimos sete dias. Os dados analisados se referem às semanas epidemiológicas (SE) 10 a 12, que correspondem ao período de 3 a 23 de março deste ano.

A SES-RJ mantém também o monitoramento diário de casos e ações, entre os quais capacitação de profissionais de saúde e técnicos de vigilância dos municípios; salas de hidratação em 11 unidades de pronto atendimento (UPAs) estaduais e centros de hidratação nas cidades, com envio de medicamentos e insumos.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Internações de crianças por síndrome respiratória permanecem em alta

Internações de crianças por síndrome respiratória permanecem em alta

Constatação é da FIOCRUZ, ao divulgar a mais recente edição do Boletim InfoGripe

O Brasil continua com alto número de internações causadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas crianças, com ocorrências em 13 dos 27 estados.

Segundo o Boletim InfoGripe, divulgado nesta sexta-feira (19) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no quadro etário geral, em 19 das 27 unidades o crescimento é moderado na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas, e de curto prazo, referente às últimas três semanas.

A análise tem como base dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 8 de maio, sendo referente à Semana Epidemiológica (SE) 18, de 30 de abril a 6 de maio. Os resultados laboratoriais por faixa etária apontam predomínio dos casos positivos para Sars-CoV-2 na população adulta, apesar de queda observada em diversos estados. Em contrapartida, mantém-se sinal de aumento nos casos associados ao vírus influenza A e B.

Vírus Sincicial
Entre as crianças pequenas, permanece o predomínio de casos associados ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR), o que mantém o número de novas internações em patamares elevados nesse público. O pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, esclareceu que já no restante da população, a expansão de casos se deve principalmente à covid-19. Chamou a atenção, entretanto, para as tendências distintas entre os vírus associados aos casos em adultos. “Enquanto os casos associados à covid-19 sugerem desaceleração para os vírus influenza A e B, há indício de aumento recente em diversos desses estados”, disse Gomes.

Estados e capitais
O aumento de casos em crianças foi registrado no Amazonas, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia e Sergipe. O boletim indica que embora mais fraco do que na população infantil, há possível sinal de crescimento em algumas das faixas etárias da população adulta no Espírito Santo, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Em Alagoas e no Ceará, há manutenção de patamar relativamente elevado na população a partir de 50 anos. No Paraná e Santa Catarina, percebe-se a continuidade do alto nível em crianças e aumento recente na população adulta. Já no Mato Grosso e Rio Grande do Sul, o crescimento em todas as faixas etárias analisadas se mantém, com destaque para o estado gaúcho. No Acre e Tocantins, o sinal de crescimento ainda é compatível com oscilação em período de baixa atividade, aponta o boletim da Fiocruz.

Os números em expansão destacam a necessidade de as pessoas se vacinarem, afirmou o pesquisador da Fiocruz. “O cenário de manutenção da presença de casos de SRAG associados à covid-19, bem como o aumento recente naqueles associados ao vírus influenza A, reforça a importância da adesão às campanhas de vacinação contra a covid-19 e contra a gripe”, disse.

O estudo mostra ainda que, no quadro etário geral, apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo, que compreende as últimas seis semanas, até a SE 18, os estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

Entre as capitais, 15 apresentam sinal de crescimento. São elas Belém (PA), Cuiabá (MT), Florianópolis (SC), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Portoa Velho (RO), Recife (PE), Rio Branco (AC), Salvador (BA) e Teresina (PI).

Este ano, já foram notificados 59.675 casos de SRAG, sendo 23.626 (39,6%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 27.010 (45,3%) negativos e, pelo menos 5.458 (9,1%) aguardam resultado laboratorial.

Óbitos
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, houve prevalência no país dos casos como resultado positivo para vírus respiratórios, divididos entre influenza A (13,5%); influenza B (7%); VSR (47,5%); e Sars-CoV-2/covid-19 (25,5%). Já entre os óbitos, a presença desses vírus entre os casos positivos alcançou 14,5% (influenza A); 8,5% (influenza B); 10,1% (VSR); e 63,7% (Sars-CoV-2/covid-19).

Foto: Rovena Rosa (Agência Brasil)
Com informações da Agência Brasil

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Fiocruz/RJ e Ministério da Saúde investigam caso suspeito de febre amarela em primata no RN

Fiocruz/RJ e Ministério da Saúde investigam caso suspeito de febre amarela em primata no RN

Sesap reforça importância da vacinação, principalmente para quem mora em zonas rurais

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) recebeu comunicação do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz/RJ), no último dia 18 de janeiro, de um resultado sugestivo de febre amarela em um sagui de tufo branco. A amostra é proveniente do município de Espírito Santo, na região Agreste do Rio Grande do Norte.

O caso é considerado em investigação pelo Ministério da Saúde e aguarda outras análises laboratoriais (sequenciamento genético) e evidências ecoepidemiológicas para conclusão. Desde a comunicação do caso pela Fiocruz, a Sesap mantem constante articulação interna e comunicação entre os setores envolvidos para organização das ações de investigação e prevenção.

Uma equipe composta pela Vigilância Epidemiológica, Imunização, Entomologia e Controle Vetorial do nível central e I URSAP da Sesap já realizou uma visita técnica e orientou as equipes da vigilância em saúde e atenção primária do município, além de recomendar a vacinação, especialmente na área de ocorrência do caso.

“É importante frisar que o sagui é um animal sentinela, ele não transmite a doença. Ou seja, ele nos avisa que está ocorrendo uma circulação do vírus naquela localidade. Quem transmite a doença para o homem é o mosquito infectado“, explicou Cíntia Higashi, bióloga no Núcleo de Endemias e Zoonoses da Sesap.

Febre Amarela

Assim como a maioria dos estados do Nordeste, o Rio Grande do Norte não tem registro de circulação do vírus da febre amarela nas últimas décadas, mas passou a ser área de recomendação de vacina desde 2020 devido à expansão da doença para novas áreas do país. A vacina da febre amarela foi implantada no estado em 2022. Atualmente a cobertura vacinal para a febre amarela no RN está em 22% da população.

Quanto à notificação de febre amarela no RN, foram notificados em 2022 no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) 10 casos humanos suspeitos, nenhum confirmado até o momento. Quanto aos Primatas Não Humanos (PNH), foram enviadas para o diagnóstico laboratorial 50 amostras, provenientes de nove (9) municípios, sendo: 45 descartadas para febre amarela, quatro (4) sem condições de análise e uma (1) em investigação.

A notificação da morte ou adoecimento de macacos (epizootia) é Evento de Saúde Pública (ESP) de notificação compulsória imediata (até 24h) e serve como alerta para uma possível transmissão do vírus da febre amarela. Para uma comunicação mais rápida, a Sesap recomenda a utilização do aplicativo SISS-GEO (Sistema de Informação em Saúde Silvestre), ferramenta desenvolvida pela Fiocruz/RJ para registro da vida silvestre, disponível no Android ou IOS (https://www.biodiversidade.ciss.fiocruz.br).

Vacinação

A vacina contra a febre amarela está disponível para população dos 9 meses aos 59 anos de idade que não apresentem contra indicação. Para os indivíduos com contra indicação à vacina, ao adentrar regiões de mata ou que vivem em áreas rurais/periurbanas, é recomendado o uso de repelente de insetos, mosquiteiros e roupas que cubram todo o corpo.

Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília/Ilustração

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Estudo revela que covid-19 causou mais mortes em gestantes e puérperas

Estudo revela que covid-19 causou mais mortes em gestantes e puérperas

Dados usados são de óbitos pela doença registrados em 2020 e 2021

A pandemia de covid-19 provocou mais mortes em gestantes e puérperas do que na população em geral, revela o Estudo do Observatório Covid-19 Fiocruz. O levantamento, publicado na revista cientifica BMC Pregnancy and Childbirth, estimou o elevado número de mortes maternas causadas direta e indiretamente pela covid-19 no Brasil no ano de 2020.

Segundo o estudo, em 2020, houve um excesso de óbitos maternos de 40%, quando comparado aos anos anteriores. Mesmo considerando a expectativa de aumento das mortes em geral em decorrência da pandemia de covid-19, ainda assim, houve um excesso de 14%.

As chances de uma moradora da zona rural morrer foi 61% maior; mulheres negras tiveram 44% mais chances de falecer e aquelas internadas fora do município de residência, 28% mais do que o grupo controle. Ao longo de 2020, o país registrou 549 mortes maternas por covid-19, principalmente em gestantes no segundo e terceiro trimestre.

A pesquisa identificou que as chances de hospitalização de gestantes com diagnóstico de covid-19 foram 337% maiores. Para as internações em UTI (unidades de terapia intensiva], as chances foram 73% maiores e o uso de suporte ventilatório invasivo 64% maior que os pacientes em geral com covid-19 que morreram em 2020.

O estudo usou dados do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) para óbitos por covid-19 nos anos de 2020 e 2021, e comparou com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade no ano de 2020 (quando já havia pandemia) e nos cinco anos anteriores, para estimar o número esperado de mortes maternas no país.

Na avaliação do pesquisador Raphael Guimarães, o atraso na imunização contra o vírus pode ter provocado o aumento de mortes entre mulheres grávidas. Para ele, o estudo mostrou que a morte materna é marcada pelas iniquidades sociais, que têm relação estreita com a oferta de serviços de qualidade.

“A rede de serviços parece ter sido mais protetiva às gestantes e puérperas, garantindo internações mais imediatas e direcionamento para terapias intensiva e invasiva. Contudo, o atraso do início da vacinação entre as grávidas e puérperas pode ter sido decisiva na maior penalização destas mulheres. Destacamos ainda que o excesso de óbitos teve a covid-19 não apenas como causa direta, mas aumentou o número de mortes de mulheres que não conseguem acesso ao pré-natal e condições adequadas de realização do seu parto no país”, disse o principal investigador do estudo.

Foto: Rodrigo Nunes – ASCOM/MS/Ilustração/Arquivo
Da Agência Brasil

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Observatório da Gestão Estadual em Saúde será realizado com a Fiocruz

Observatório da Gestão Estadual em Saúde será realizado com a Fiocruz

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) fizeram visita técnica à sede da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), para atividades relacionadas ao Projeto Observatório da Gestão Estadual em Saúde, o OGE-SUS/RN. A equipe foi recebida entre os dias 30 de março e 1º de abril, pelo secretário Cipriano Maia, a secretária adjunta Lyane Ramalho e técnicos de referência da Sesap.

O Observatório da Gestão Estadual tem como objetivo realizar a análise de aspectos estratégicos do SUS/RN, visando construir cenários de futuro e produzir subsídios para orientar a tomada de decisão e impulsionar o aprimoramento dos processos e práticas de gestão em saúde no Rio Grande do Norte, no período de 2022 a 2024.

Durante a visita, foi apresentado um panorama das atividades que vem sendo desenvolvidas desde dezembro de 2021, quando ocorreu a formalização da parceria, e discussão da agenda de trabalho junto às áreas técnicas da secretaria. Foi programado para o início de junho um seminário para análise do SUS no RN.

Na sexta-feira, a equipe se reuniu com o Secretário de Saúde, Dr. Cipriano Maia de Vasconcelos, e com a Secretária Adjunta, Dra. Lyane Ramalho Cortez, para discutir os próximos passos do projeto, e programar um Seminário que ocorrerá no início de junho, a fim de analisar o SUS no RN.

O Projeto OGE-SUS/RN, coordenado pelos pesquisadores Assis Mafort e André Bonifácio, é fruto da parceria entre a Sesap/RN, a Fiocruz e o Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva – NESC/UFRN, sob a coordenação da professora Lavínia Uchôa.

As metas do projeto estão relacionadas à construção do Painel de Monitoramento da Gestão Estadual, com ênfase nas ações dos Consórcios Interfederativos de Saúde, por meio de indicadores de análise de situação de saúde; à implementação de estratégias de formação/ qualificação e ações de apoio institucional nas regiões de saúde; e ainda, à documentação, padronização, disponibilização dos dados e das informações referentes aos conhecimentos produzidos no OGE (Repositório).

O Observatório da Gestão Estadual é considerado uma importante ferramenta para orientar gestores na tomada de decisão sobre os processos de saúde, e sua implantação demandará envolvimento continuo das equipes gestoras estaduais e instituições de ensino e pesquisa, para disponibilizar informações e empreender reflexões que possam caracterizar o acúmulo de experiências, promovendo a ampliação do conhecimento das práticas e processo da gestão, possibilitando a análise de tendência das mudanças operadas na dinâmica estadual no âmbito do SUS.

Foto: Divulgação

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Fiocruz indica estabilização dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave

Fiocruz indica estabilização dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) estão apresentando sinal de interrupção da tendência de crescimento no país, embora alguns estados ainda demonstrem crescimento. A informação foi divulgada na última sexta-feira (11.fev.2022), no Rio de Janeiro, no Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A publicação é da semana epidemiológica (SE) 5, de 30 de janeiro a 5 de fevereiro, e tem como base os dados inseridos no SivepGripe até 31 de janeiro. Ele indica que, nas últimas quatro semanas epidemiológicas, os casos de covid-19 representam a maioria das ocorrências de SRAG, com a proporção de 87,4% de Sars-CoV-2 dentre os casos positivos, enquanto se registrou 3,9% influenza A, 0,1% influenza B e 1,4% vírus sincicial respiratório.

Em relação à evolução dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave e óbitos, o boletim aponta um cenário nacional de interrupção do crescimento em todas as faixas etárias da população adulta. Na faixa etária de 20 a 29 anos, que já havia iniciado processo de queda no início de janeiro, observa-se possível interrupção na tendência de queda. Entre crianças e adolescentes (0 – 17 anos) verifica-se manutenção da tendência de queda iniciada na virada do ano.

Gripe

Segundo a Fiocruz, nos casos associados a outros vírus respiratórios nota-se um aumento significativo de ocorrências associadas ao vírus influenza A (gripe) no fim de novembro e ao longo de dezembro, tendo inclusive superado os registros de covid-19 em algumas semanas.

“Embora os dados associados às últimas semanas ainda sejam parciais, há indícios de que a epidemia de influenza já tenha retornado a volumes basais, pós-epidêmicos, tendo atingido o pico de casos nas últimas semanas de dezembro, embora a situação de cada estado seja ligeiramente distinta para cada território. Em relação à pandemia, os dados relativos ao final de dezembro e primeira semana de janeiro apontam para a retomada do cenário de predomínio da covid-19 e manutenção do crescimento até o momento em alguns estados, porém, já com sinal de interrupção no agregado nacional”, indica o boletim.

Estados

A análise indica, ainda, que 15 das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a semana epidemiológica 5: Acre, Alagoas, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina.

Outros cinco estados têm sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo (últimas três semanas): Amapá, Maranhão, Pará, Pernambuco e Rondônia.

Na Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Pernambuco, Sergipe e São Paulo observa-se sinal de queda na tendência de longo prazo, sendo que no Ceará e em São Paulo também há sinal de queda na tendência de curto prazo.

No Maranhão e em Pernambuco, a tendência de curto prazo aponta nível moderado de crescimento. As informações completas do boletim podem ser acessadas na página da Fiocruz.

Com informações da Agência Brasil
Foto: Arquivo/Gilberto Marques/Governo do Estado de São Paulo

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De acordo com a Sesap, Natal tem os dois primeiros casos confirmados da variante Ômicron no RN

De acordo com a Sesap, Natal tem os dois primeiros casos confirmados da variante Ômicron no RN

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) , dois pacientes moradores de Natal testaram positivo para a variante Ômicron no RN.

Foram identificados e confirmados os dois primeiros casos da variante Ômicron no RN. A informação foi divulgada, em nota, pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), que ressaltou se tratarem das duas primeiras amostradas positivas da variante em território potiguar.

Ainda segundo a Sesap, tratam-se de dois pacientes do sexo masculino, residentes do município de Natal, que já se encontram bem. As coletas foram realizadas em dezembro, juntamente a mais 19 amostras que foram identificadas como variante Delta. O sequenciamento de todas foi feito pela Fiocruz, a partir de material encaminhado pelo Laboratório Central Dr. Almino Fernandes (Lacen).

Diante dessas informações, a Sesap reforça a necessidade da manutenção das medidas sanitárias, pois os estudos apontam esta variante conta com um alto potencial de transmissão. As equipes de vigilância epidemiológica da Sesap seguem trabalhando no rastreio dos casos e no monitoramento do cenário em todo o Rio Grande do Norte.

Seguem importantes medidas sanitárias não farmacológicas como o uso de máscara e higiene permanente das mãos, além de procurar a vacinação contra a covid-19 e completar o esquema de imunização.

Foto: Reprodução/NIAID

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Fiocruz publica estudo que aponta a eficácia das vacinas no aumento da proteção de quem já teve covid-19

Fiocruz publica estudo que aponta a eficácia das vacinas no aumento da proteção de quem já teve covid-19

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) publicaram ontem (29.dez.2021) um estudo sobre vacinas contra a covid-19 usadas no Brasil que aumentam a proteção contra o SARS-CoV-2 em quem já teve a doença previamente. O trabalho foi publicado em formato preprint no site Medrxiv, o que significa que ainda precisa ser revisado por outros cientistas.

Os pesquisadores avaliaram 22.565 indivíduos acima dos 18 anos que tiveram dois testes de RT-PCR positivos e 68 mil que tiveram teste positivo e depois negativo, entre fevereiro e novembro deste ano.

Segundo o artigo, a vacinação com as duas doses de AstraZeneca, Pfizer e CoronaVac, ou com a dose única da Janssen, foi capaz de reduzir reinfecções sintomáticas e casos graves da doença em quem já havia contraído a covid-19 anteriormente. A pesquisa mostrou que, quando a vacina requer duas doses, a aplicação da segunda dose de fato elevou o nível de proteção contra reinfecções nos indivíduos estudados.

Principal pesquisador responsável pelo estudo, Julio Croda, da Fiocruz Mato Grosso do Sul, explica que análise contou com a base nacional de dados sobre notificação, hospitalização e vacinação e confirma a necessidade de completar o esquema vacinal mesmo em quem já teve covid-19.

“A importância de ser vacinado é a mensagem principal, e a necessidade dessas duas doses para maximizar a proteção. Vemos que alguns países chegam a recomendar apenas uma dose para quem teve covid-19, por considerar que estes já contam com um certo nível de anticorpos neutralizantes. Mas esse tipo de avaliação de efetividade na vida real mostra que há um ganho adicional com a segunda dose. É um ganho substancial contra as formas graves”, disse ele em entrevista à Agência Fiocruz de Notícias.

Ao analisar os dados, os pesquisadores descobriram que, após a infecção inicial, a efetividade contra doença sintomática 14 dias após o esquema vacinal completo é de 37,5% para a CoronaVac, 53,4% para AstraZeneca, 35,8% para Janssen e 63,7% para Pfizer. Já a efetividade contra hospitalização e morte, também após 14 dias da aplicação, é 82,2% com a CoronaVac, 90,8% com a AstraZeneca, 87,7% com a Pfizer e 59,2% com a Janssen. O estudo completo pode ser acessado em inglês no site Medrxiv.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Reprodução/Adriano Ishibashi/Framephoto/Estadão Conteúdo

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Fiocruz defende vacinação imediata de crianças contra a covid-19 e destaca análise rigorosa para autorizar aplicação

Fiocruz defende vacinação imediata de crianças contra a covid-19 e destaca análise rigorosa para autorizar aplicação

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou na última terça-feira (28.dez.2021) nota técnica em que defende a importância de vacinar crianças de 5 a 11 anos contra a covid-19. A Fiocruz avaliou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou uma análise técnica rigorosa para autorizar a aplicação dos imunizantes em crianças dessa faixa etária e que a vacinação infantil já foi iniciada em outros países, sendo ferramenta fundamental no controle da pandemia.

“Ainda que em proporções de agravamento e óbitos inferiores aos visualizados em adultos, as crianças também adoecem por covid-19, são veículos de transmissão do vírus e podem desenvolver formas graves e até evoluírem para o óbito”, diz a Fiocruz, que acrescenta que eventos adversos pós vacinação têm se mostrado raros e menos frequentes que as complicações e óbitos causados pela covid-19.

Os pesquisadores da fundação elencam que a vacinação de crianças vai reduzir formas graves e óbitos pela covid-19 nessa faixa etária, além colaborar potencialmente na redução das transmissões e ser uma das mais importantes estratégias para o retorno e manutenção segura das atividades escolares presenciais. A Fiocruz argumenta que a vacinação de crianças é uma “alternativa robusta” para garantir a continuidade do ensino presencial, o que permite a identificação e cuidado de alunos com diferentes vulnerabilidades, muitas acentuadas pela pandemia.

“Rotinas de convivência mais ampla e social das crianças, o que inclui a escolarização, são fundamentais para o seu crescimento e desenvolvimento. Neste sentido, apoiar a estruturação de políticas que propiciem a vacinação de crianças, em momento oportuno, conforme autorização e recomendações das agências regulatórias, pode contribuir para a manutenção de escolas abertas no ano de 2022, com redução da transmissibilidade do vírus e evitando o surgimento e circulação de novas variantes. Este panorama será fundamental para a garantia de saúde e segurança de todos os que convivem nas escolas, bem como para a proteção de pais, avós e responsáveis”.

A vacinação de menores de 12 anos já teve início em diversos países do mundo, como nos Estados Unidos, onde 5 milhões de crianças na faixa etária já foram imunizadas com a vacina da Pfizer, a mesma autorizada pela Anvisa há cerca de duas semanas. União Europeia, China, Chile, Bolívia e Cuba também já iniciaram a imunização de crianças menores de 12 anos.

“Diante da transmissão e avanço atual da variante Ômicron, existe uma preocupação aumentada com seu maior poder de transmissão, especialmente, nos indivíduos não vacinados. Isso torna as crianças abaixo de 12 anos um grande alvo dessa e possivelmente outras variantes de preocupação”, reforça a Fiocruz.

Óbitos

A nota técnica informa que, de janeiro a 4 de dezembro de 2021, 19,9 mil pacientes com menos de 19 anos foram hospitalizados com casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) causada pela covid-19. Desses, 5.126 casos eram de crianças com menos de um ano; 5.378 casos, de 1 a 5 anos, e 9.396 casos, de 6 a 19 anos. Ao todo, foram notificados 1.422 óbitos por SRAG confirmados por covid-19 nessa faixa etária em 2021, sendo 418 em menores de 1 ano; 208, de 1 a 5 anos; e 796, de 6 a 19 anos.

Além da SRAG, outra complicação da covid-19 em crianças e adolescentes é a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica, quadro que gera inflamações em diferentes partes do corpo, incluindo coração, pulmões, rins, cérebro, pele, olhos ou órgãos gastrointestinais. Desde o início da pandemia, foram registrados 1.412 casos desse tipo no Brasil, causando 85 óbitos.

Aprovação

O Ministério da Saúde prevê para janeiro o início da vacinação de crianças de 5 a 11 anos. Em nota divulgada na quarta-feira (27.dez.2021), a pasta informa que a posição favorável à vacinação poderá ser formalizada no dia 5 de janeiro, após o fim do prazo da consulta pública aberta para tratar da questão.

A imunização de crianças de 5 a 11 anos com a vacina da Pfizer/BioNTech foi autorizada pela Anvisa no último dia 16, e foi alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro. Em live em redes sociais, no dia da aprovação, o presidente disse que pediu extraoficialmente o “nome das pessoas que aprovaram a vacina para crianças a partir de 5 anos”, para que fossem divulgados. A agência reguladora rebateu os questionamentos e disse que seu trabalho é “isento de pressões internas e avesso a pressões externas”.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Paul Hennessy / SOPA Images/Sipa USA

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Com menos de 200 óbitos, Brasil atinge a menor média de mortes diárias por covid-19 desde abril de 2020

Com menos de 200 óbitos, Brasil atinge a menor média de mortes diárias por covid-19 desde abril de 2020

As mortes diárias por covid-19, segundo a média móvel de sete dias, ficaram, no último fim de semana, abaixo de 200 pela primeira vez desde abril de 2020. Segundo o boletim Monitora Covid, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foram registradas médias de 195 óbitos no sábado e 197 no domingo.

A última vez que o total de mortes pela doença havia ficado abaixo de 200 no país foi em 23 de abril (198). Os óbitos registrados sábado e domingo são os mais baixos desde 22 de abril (167).

Nos últimos 14 dias, houve um recuo de 15,1% na média de óbitos no país. Em um mês, a queda chega a 46,6%. Em relação ao ápice da pandemia, em 12 de abril, quando houve 3.124 mortes, a média caiu 93,7%. A média móvel de sete dias é calculada somando-se os dados do dia  com os seis dias anteriores e dividindo-se o resultado por sete.

Foto: Ilustração/Lucas Cortez/Inter TV Cabugi

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Fiocruz e Ministério da Agricultura descartam suspeitas de vaca louca no Rio de Janeiro

Fiocruz e Ministério da Agricultura descartam suspeitas de pacientes com vaca louca no Rio de Janeiro

O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz (INI/Fiocruz) informou por meio de nota que os dois pacientes que estavam com suspeita de Encefalopatia Espongiforme Bovina, conhecida como a doença da vaca louca, “estão com suspeita da forma esporádica da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), considerando os aspectos clínicos e radiológicos”.

Na nota, assinada pelo vice-diretor de Serviços Clínicos do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, Estevão Portela Nunes, o INI informa que essa forma esporádica não tem relação com o consumo de carne. “Reiteramos que os pacientes estão internados no Centro Hospitalar para a Pandemia de Covid-19 do INI e que ambos os casos não tem confirmação diagnóstica para a ‘vaca louca’”.

No início da tarde, em outra nota, assinada pelo vice-diretor, o INI informou que avaliava a situação clínica de dois pacientes com suspeita de Encefalopatia Espongiforme Bovina (vaca louca) internados no Centro Hospitalar para a Pandemia de Covid-19 da unidade da Fiocruz.

“Detalhes que possam identificar os pacientes não serão divulgados em respeito à confidencialidade da relação médico-paciente, de acordo com o estabelecido pelo Código de Ética Médica do Conselho Federal de Medicina”, informou o INI na nota.

Nota do Ministério da Agricultura

Em nota oficial divulgada nesta tarde, o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) disse que os casos de doenças neurodegenerativas investigados pela Fiocruz, tratava-se de suspeitas da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). Segundo o Mapa, esses casos não têm relação com consumo de carne bovina.

Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

Com informações da Agência Brasil

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Brasil tem a menor média de mortes de Covid-19 desde 24 de abril de 2020

Brasil tem a menor média de mortes por covid-19 desde 24 de abril de 2020

O Brasil registrou na quinta-feira (11) 222 mortes diárias por covid-19, segundo média móvel de sete dias, divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). É a menor média desde 24 de abril do ano passado, quando foram confirmados 218 óbitos. Há dez dias, a média diária de mortes pela doença vem se mantendo abaixo dos 300 óbitos, de acordo com os dados da Fiocruz.

A menor média registrada na quarta-feira (10.nov.2021) estava 35% abaixo do patamar de 14 dias antes (341 mortes) e 50% abaixo do observado um mês atrás (437 óbitos). É também 14 vezes menor do que o apurado no auge dos óbitos da pandemia, em 12 de abril deste ano, quando foram registradas 3.124 mortes.

A média móvel de sete dias é calculada somando-se os dados do dia em questão com os seis dias anteriores e dividindo-se o resultado por sete.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Procuradoria da República no estado passa a exigir comprovante de vacinação para ingresso nos prédios do MPF/RN

Procuradoria da República no estado passa a exigir comprovante de vacinação para ingresso nos prédios do MPF/RN

A Procuradoria da República no Rio Grande do Norte (PR/RN) passou a exigir comprovante de vacinação contra a covid-19 para quem entrar nos prédios do Ministério Público Federal no estado. Os comprovantes, com o registro do esquema vacinal completo, devem ser mostrados na recepção.

Serão aceitos também aqueles que tomaram pelo menos uma dose e cujo cronograma ainda não prevê a segunda dose ou os que possuam relatório médico justificando a contraindicação da vacina.

Os comprovantes de vacinação podem ser os digitais, como da plataforma do Sistema Único de Saúde (Conecte SUS) ou RN Mais Vacina ou o próprio cartão de vacinação. O público externo apresentará o comprovante no primeiro acesso, ficando registrada a informação para os acessos seguintes. Neste primeiro momento, não será exigida comprovação para os menores de 18 anos de idade.

O MPF reforça que isso não reduz a necessidade de respeito às regras de segurança à saúde e dos protocolos, como distanciamento e uso de máscaras.

Medida

A decisão local se baseia na Portaria PGR/MPF n. 110, de 28 de outubro de 2021, que estabelece medidas de segurança epidemiológica para a retomada do trabalho presencial, com exigência de comprovação de vacinação para acesso em todos os prédios do MPU. A procuradora-chefe Cibele Benevides alerta que ainda persiste a situação de pandemia, lembrando que o coronavírus pode levar a complicações sérias de saúde e até mesmo ao óbito.

Ela destaca também que a vacinação tem se revelado de fundamental importância na proteção contra a infecção e redução das hospitalizações e mortes no país e no mundo, bem como que “o interesse público e da sociedade devem prevalecer sobre o interesse particular, notadamente em tempo de grave crise sanitária mundial”.

O texto cita, ainda, a decisão do STF sobre a ADI 6.586/DF, na qual foi definido que vacinação compulsória não significa vacinação forçada, entendimento reforçado por diversas outras decisões dos ministros do Supremo Tribunal Federal. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também já apontou a importância do comprovante de vacinação, ou “passaporte vacinal”, e recomendou a exigência da imunização contra a covid-19 nos diversos ambientes de trabalho.

Leia a íntegra da portaria CLICANDO AQUI

Foto: Ilustração/Luis Lima Jr./Estadão Conteúdo

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Secretaria de Saúde do RN recebe novo lote de vacinas para ampliar imunização no estado

Secretaria de Saúde do RN recebe novo lote de vacinas para ampliar imunização no estado

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) recebeu na tarde desta sexta-feira (29) um novo lote de vacinas para imunizar o povo potiguar contra a Covid-19. Divididos em três voos, chegaram 439.570 imunizantes da Pfizer, da AstraZeneca/Fiocruz e CoronaVac/Butantan.

Grande parte desse lote é fruto do trabalho de gestão da Sesap em busca de ampliar e acelerar o processo de proteção por meio da vacinação, além de zerar o déficit de segunda dose da AstraZeneca, que hoje atinge mais de 100 municípios potiguares, que até meados desta semana necessitavam de mais de 70 mil doses que estavam em atraso.

Na quinta-feira (28), a secretaria encaminhou para as cidades pouco mais de 29 mil vacinas, entre AstraZeneca e Pfizer, para atender parte da lacuna formada por falta de doses repassadas pelo Ministério da Saúde. Com este lote, que conta com 110 mil unidades de AstraZeneca, o déficit será zerado. Nesta pauta de distribuição feita pelo ministério, apenas o Rio Grande do Norte, por conta da requisição feita pela Sesap diante da falta de vacinas, e mais três estados estão recebendo AstraZeneca.

O RN ainda é o único a receber neste momento doses de CoronaVac. São 281.600 vacinas, que serão destinadas a atender o público acima dos 18 anos que ainda não iniciou o seu processo de imunização contra a covid-19. O lote desta sexta-feira é complementado ainda por 29.250 doses para o reforço dos profissionais de saúde e outras 18.720 unidades para a terceira dose dos idosos acima dos 60 anos.

Dados

Com estes três lotes, a Sesap ultrapassa a quantidade de 5,79 milhões de doses recebidas desde o início da vacinação. Dessas, foram registradas no sistema RN+ Vacina as aplicações, até o fim da manhã desta sexta-feira, de 4,44 milhões de vacinas.

Assim, o RN já alcançou 2,5 milhões de potiguares que tomaram ao menos a primeira das duas vacinas, sendo 1,7 milhão que completaram o esquema de imunização. Mais de 153 mil doses de reforço também já foram aplicadas. Apenas entre o público acima dos 18 anos, o estado já chegou a 86% de pessoas com uma dose e 67% com as duas doses registradas no RN+ Vacina.

Foto: Paulo Nascimento/Sesap (RN)

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Fiocruz inicia envase do primeiro lote de IFA da vacina Covid-19

Fiocruz recebe nesta quarta insumos para produzir 5,2 milhões de doses de vacina

Está prevista para esta quarta-feira (22) a chegada de mais uma remessa de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) vindo da China para que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) inicie a produção de 5,2 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus. A informação foi confirmada pela Fiocruz na segunda-feira (20). O lote chegará às 5h50 desta quarta, no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

O laboratório da Fundação também aguarda a confirmação das datas para a chegada de novos lotes do insumo ainda em setembro. Em nota, a fundação anunciou a entrega de um novo lote com 937 mil doses de vacina contra a covid-19, produzida em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. Do total das vacinas, 50 mil doses ficarão no estado do Rio de Janeiro e as demais seguirão para o Ministério da Saúde e serão distribuídas às demais unidades da federação.

Ainda de acordo com a Fiocruz, com essa entrega, a Fiocruz alcança a marca de quase 97,5 milhões de doses disponibilizadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde.

Foto: Bio-Manguinhos/Fiocruz

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Fiocruz entrega ao Programa Nacional de Imunizações mais 4,5 milhões de vacinas contra a Covid-19

Fiocruz entrega ao Programa Nacional de Imunizações mais 4,5 milhões de vacinas contra a Covid-19

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entregou sexta-feira (17) 4,5 milhões de vacinas contra a Covid-19 entregues ao Ministério da Saúde ao longo desta semana, com a liberação de mais 700 mil doses, que se somam às remessas de terça-feira (14) e de quinta-feira (16). Vacinas serão agregadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

O imunizante, produzido no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), foi disponibilizado em duas etapas: uma com 20 mil doses para o estado do Rio de Janeiro e outra, com as demais doses, para o almoxarifado designado pelo Ministério da Saúde, para serem distribuídas aos demais estados.

Com a entrega, a Fiocruz alcança a marca de 96,5 milhões de doses disponibilizadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Bio-Manguinhos conta também com mais de dez milhões de doses em controle de qualidade, a serem entregues à população, por meio do ministério, tão logo ocorram as liberações.


Com informações da Agência Brasil

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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Fiocruz realiza estudo para avaliar efetividade da CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer

Fiocruz realiza estudo para avaliar efetividade da CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer

Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com dados colhidos entre 17 de janeiro e 19 de julho comprovou a efetividade das vacinas CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer contra Covid-1, que preveniram casos graves e óbitos causados pela doença no Brasil. Confirmando conclusões de outros pesquisadores, a análise indicou que a proteção é maior quando o esquema vacinal é completo, mas diminui conforme aumenta a idade dos vacinados.

A pesquisa ainda precisa ser revisada por outros cientistas e foi publicada em formato preprint na plataforma medRxiv. Foram usadas as bases de dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe), com mais de 66 milhões de registros no total, abrangendo doses aplicadas e casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Os pesquisadores incluíram no estudo os vacinados com primeira e segunda doses das três vacinas para medir a taxa de efetividade. Diferentemente da eficácia, calculada nos testes clínicos de desenvolvimento da vacina a partir da comparação de voluntários vacinados e não vacinados, a efetividade mede a proteção que o imunizante confere quando passa a ser usado em larga escala na população, já com a aprovação das autoridades sanitárias.

Efetividade contra óbitos


A análise dos adultos com esquema vacinal completo da AstraZeneca apontou que a efetividade contra óbitos varia de 97,9%, entre as pessoas com 20 a 39 anos, a 84,6%, entre quem tem mais de 80 anos. Para os casos graves, a efetividade mais alta foi na população de 40 a 59 anos (90,4%), e a mais baixa também ocorreu entre os maiores de 80 anos: 66,7%.

No caso do esquema completo da CoronaVac, a efetividade contra óbitos foi de 82,7% na população de 40 a 59 anos, e de 45% na população com mais de 80 anos. Contra casos graves, a efetividade do esquema completo dessa vacina chega a 60,8% entre os idosos de 60 a 79 anos, mas cai para 29,6% com mais de 80 anos.

Com uma base de dados encerrada em julho, a pesquisa analisou também a efetividade dos vacinados com a primeira dose da Pfizer, que começou a ser aplicada em maio, quando o calendário de vacinação já tinha contemplado idosos e parte dos grupos com comorbidades. Essa vacina é administrada no país com intervalo de 12 semanas entre as duas doses, e com o baixo número de segundas doses aplicadas no período estudado, a efetividade do esquema vacinal completo da Pfizer não foi avaliada separadamente.

Plano de imunização


Segundo a pesquisa, a efetividade da primeira dose desse imunizante contra mortes chegou a 89% nas faixas etárias de 40 a 59 anos e, de 60 a 79 anos foi de cerca de 81%. Entre os mais jovens, a efetividade atingiu 86,1% contra mortes e 64,7% contra casos graves.

O estudo também produziu uma análise de efetividade do plano de imunização como um todo, incluindo as três vacinas. Nesse caso, a efetividade dos esquemas vacinais completos contra mortes é de 51,4% nos idosos com mais de 80 anos, de 71,8% na faixa etária de 60 a 79 anos, e de 84,5% para a população de 40 a 59 anos. Esses percentuais caem para 35,9%, 61% e 73,6% na efetividade contra casos graves.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde

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Após atraso no envio do IFA pela China, Fiocruz retoma entrega de vacinas a partir desta semana

Após atraso no envio do IFA pela China, Fiocruz retoma entrega de vacinas a partir desta semana

Com o recebimento do IFA, a Fiocruz pretende normalizar as liberações dos imunizantes ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) esta semana.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) prevê retomada das entregas da vacina Oxford/AstraZeneca contra Covid-19 ainda nesta semana. Com a entrega, a Fiocruz pretende normalizar as liberações dos imunizantes ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Segundo a fundação, o número de doses disponibilizadas será divulgado amanhã (13).

A Fiocruz já havia informado no último dia 2 que suas próximas entregas seriam realizadas entre os dias 13 e 17 de setembro. A última entrega foi em 27 de agosto, quando 3,5 milhões de vacinas foram liberadas.

De acordo com a Fiocruz, o intervalo entre as entregas ocorreu devido os lotes mensais de agosto do ingrediente farmacêutico ativo (IFA), importado para a fabricação da vacina, só terem chegado nos dias 25 e 30 do mês passado. Como o processo de fabricação e controle de qualidade das doses demora cerca de três semanas, a liberação só deve ocorrer a partir da próxima semana.

Desde o início do ano, a Fiocruz já entregou 91,9 milhões de doses ao Ministério da Saúde, sendo 87,9 milhões produzidas no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), com o IFA da China; e 4 milhões importadas prontas da Índia. O número de doses produzidas no Brasil, porém, deve ultrapassar 100 milhões na próxima semana, contando com as vacinas já entregues e as que ainda estão em produção e controle de qualidade.

Com informações da Agência Brasil


Foto: Miva Filho

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Fiocruz aponta queda de mortes pela Covid-19, mas reforça o alerta para a variante Delta

Fiocruz aponta queda de mortes pela Covid-19, mas reforça o alerta para a variante Delta

O Boletim do Observatório Covid-19 reconhece queda de número de óbitos e internações, mas reforça alerta para a variante Delta da Covid-19.

De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (25) no Boletim do Observatório Covid-19, elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o cenário de queda de hospitalizações e óbitos se mantém na pandemia, mas acende o alerta para a variante Delta do SARS-CoV-2 e pede que o desenvolvimento de casos da nova cepa seja acompanhado com atenção.

“Embora as vacinas venham claramente contribuindo para a redução de casos graves, internações e óbitos no país como um todo, o surgimento e crescimento da presença de novas variantes de preocupação, como a Delta, deve manter em alerta os serviços de vigilância em saúde, com amplo uso de testes, detecção de casos, isolamento e quarentena”, considera o boletim.

O documento reforça a necessidade de continuar com medidas como uso de máscara e distanciamento físico mesmo entre vacinados, especialmente no contato com pessoas com o maior risco de serem acometidas pelos casos graves da doença.

Foto: Reprodução

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Após vacinação, média de mortes por Covid-19 no Brasil cai 32% em apenas um mês

Após vacinação, média de mortes por Covid-19 no Brasil cai 32% em apenas um mês

Na última sexta-feira, dia 20 de agosto, 807 mortes por covid-19 foram registradas no Brasil. No comparativo com o mês anterior, quando ocorreram 1.192 óbitos, a redução é de 32% na média de mortes diárias. Os dados estão de acordo com as análises da média móvel divulgadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Já no comparativo a duas semanas anteriores, quando houve 900 óbitos, a queda chegou a 10%. No comparativo com dez dias atrás, ou seja, desde o dia 11 de agosto (884 mortes), o país vem apresentando uma média diária de mortes inferior a 900. Se comparado com o pico da pandemia, em 12 de abril, quando foram observados 3.124 óbitos, a queda é de quase quatro vezes.

Segundo a Fiocruz, as 807 mortes observadas na sexta-feira também estão no menor patamar desde 7 de janeiro deste ano, quando foram registrados 793 óbitos. A média móvel de sete dias é calculada somando-se os dados do dia em questão com os seis dias anteriores e dividindo-se o resultado por sete.

Foto: Fiocruz/Reprodução

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Aumenta número de idosos mortos por Covid; Fiocruz alerta para aumento da transmissão

Volta a crescer o número de idosos mortos por Covid no Brasil; Fiocruz alerta que crescimento provém da sensação de que ‘a pandemia acabou’

Boletim do Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que, a cada dez mortos pela Covid-19 no Brasil atualmente, quase sete são idosos. As informações foram divulgadas na noite desta quinta-feira, 19, e de acordo com o boletim, o avanço da vacinação entre as pessoas mais jovens e o fato de o vírus continuar circulando intensamente no Brasil explicam o fato de o segmento mais vulnerável da população voltar a representar a maior parte dos óbitos pela infecção, mesmo com a imunização completa.

Segundo o informativo, também há, pela 8ª semana consecutiva, a redução do número de casos, internações e óbitos no Brasil, com exceção do Rio de Janeiro, que vai em direção inversa à tendência.

Maior infecção dos idosos

Segundo o informativo, a proporção de idosos entre o total de internações pela Covid já esteve em 27,1% na semana 23, entre os dias 6 e 12 de junho. Agora, nas semanas 31 e 32, de 1º a 14 de agosto, o porcentual é de 43,6%. Já em relação aos óbitos, comparando com a mesma semana 23, o salto foi de 44,6% para 69,2%. Os números mostram a reversão da tendência anterior, que era de rejuvenescimento da pandemia.

A Fiocruz alerta que os dados não querem dizer que as vacinas não funcionem. Pelo contrário, a vacinação reduz significativamente o número de casos graves e de óbitos. Porém, nenhuma vacina é 100% eficaz contra o vírus, e diante da sua alta circulação, é esperado que o número de casos e mortes aumente proporcionalmente na faixa etária mais vulnerável. Além disso, é natural que a imunidade caia após alguns meses da vacinação. Por isso, cientistas pedem mais atenção às medidas de prevenção.

O aumento de infecções e óbitos entre idosos já vacinados, inclusive, levou o Ministério da Saúde a avaliar a aplicação de uma 3ª dose em grupos mais vulneráveis, como os idosos.

Dados pelo país

Os casos e óbitos pela Covid vêm caindo nas últimas oito semanas. A taxa de mortalidade geral do Brasil diminuiu 0,9% ao dia. A taxa de incidência de casos de Covid foi reduzida em 1,5% diariamente. Porém, no Rio de Janeiro, há o avanço da variante Delta, que é mais transmissível. No Estado, a ocupação dos leitos hospitalares destinados à infecção está em 70%, já chegando a 92% na capital. “A sensação artificial de que a pandemia acabou é a responsável por um relaxamento das medidas de prevenção”, alertam os pesquisadores.

Com informações do Estadão

Foto: UFRN/Reprodução

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Ministério da Saúde vai testar 4 mil natalenses em pesquisa sobre a Covid-19

Ministério da Saúde vai testar 4 mil natalenses em pesquisa sobre a Covid-19

Mais de 4 mil testes de Covid-19 serão realizados em natalenses através de uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). A coleta acontece de porta em porta, em 1.050 residências, a partir de hoje (19).

Em Natal, o laboratório DNA Center foi escolhido para fazer a coleta das amostras em 31 localidades. A Pesquisa de Prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil, a PrevCOV, tem o objetivo de estimar o nível de infecção e de imunização ao vírus SARS-CoV-2.

Ao todo, 4 mil pessoas foram selecionadas pela Opas, de acordo com os dados fornecidos pelo IBGE. Elas serão submetidas a um teste sorológico, com coleta de sangue, para diagnóstico do IGG positivo. Isso indica se aquele indivíduo já possui anticorpos contra o coronavírus.

Durante a coleta, os 4 mil natalenses também vão responder a um questionário para saber se já foram diagnosticados ou não com a doença, se já foram vacinados ou não, qual imunizante tomaram, entre outras coisas. A pessoa assina um termo de consentimento e os dados serão mantidos sob sigilo. Cada uma recebe login e senha para acessar um sistema com o resultado do exame, que sai em 30 dias.

O laboratório escolhido, o DNA Center, vai ficar responsável pelo trabalho de coleta, armazenamento e embarque das amostras, que serão analisadas pela Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, em São Paulo. Cerca de 20 profissionais do laboratório estarão envolvidos na pesquisa.

A pesquisa será realizada em todo Brasil, com 211 mil pessoas, em 62 mil domicílios de 274 cidades. O trabalho deve durar cerca de dois meses.

O laboratório alerta que as equipes vão estar caracterizadas com a farda que terá o nome da pesquisa, PrevCOV, crachá e jaleco branco do DNA Center. Se os usuários abordados em casa tiverem dúvidas e quiserem confirmar as informações sobre o trabalho da equipe, poderão ligar para a central telefônica do DNA Center, pelo número 4007-2595. O levantamento vai acontecer de segunda a sexta-feira, em horário comercial.

As localidades escolhidas onde as amostras serão colhidas na capital são as seguintes:

Alecrim;
Barro Vermelho;
Bom Pastor;
Candelária;
Cidade Alta;
Cidade da Esperança;
Cidade das Rosas;
Cidade Nova;
Dix Sept Rosado;
Favela Frei Damião;
Felipe Camarão;
Guarapes;
Igapó;
Lagoa Azul;
Lagoa Nova;
Lagoa Seca;
Mãe Luiza;
Neópolis;
N. Sra. da Apresentação;
Nova Descoberta;
Pajuçara;
Petrópolis;
Pitimbú;
Planalto;
Ponta Negra;
Potengi;
Quintas;
Redinha;
Ribeira;
Rocas;
Tirol.

Foto: Myke Sena/MS/Ilustração

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Sesap novos lotes

Sesap RN confirma chegada de mais 75.500 doses de vacinas ao Rio Grande do Norte

Ao meio-dia desta terça-feira, 27 de julho, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) confirmou o recebimento de mais um reforço de imunizantes que serão distribuídos por todo o Rio Grande do Norte ao longo dos dias. Ao todo, são três lotes de doses da CoronaVac/Butantan e da AstraZeneca, o que totaliza 75.500 vacinas.

Desse número, 58.700 doses da CoronaVac/Butantan serão divididas igualmente para a primeira e segunda dose dos potiguares. Os 16.800 imunizantes que restam serão utilizados integralmente para completar a imunização dos grupos prioritários. “A equipe da Sesap trabalhará ao longo do dia para organizar a distribuição das doses dentro do tempo hábil”, informou a Secretaria.

O Ministério da Saúde ainda informa que, até o fim da tarde desta terça-feira, será dada a ordem de encaminhamento de quase 70 mil doses da AstraZeneca/Fiocruz, que serão utilizadas, em sua totalidade, para completar a imunização dos trabalhadores portuários, aeroportuários, pessoas com comorbidades e forças de segurança com a segunda dose pendente.

Na manhã desta quarta, 28, o Rio Grande do Norte deve receber mais um lote de vacinas da Pfizer, com 35.100 doses, fracionado em partes para dar continuidade ao trabalho de imunização por faixa de idade e outra parte voltada a completar o esquema vacinal dos potiguares.

Foto: Divulgação/Governo do RN

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Mortes por Covid-19 no Brasil têm redução pela primeira vez no ano

Mortes por Covid-19 no Brasil têm redução pela primeira vez no ano

De acordo com o Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz publicado nesta quinta-feira, 8, não houve aumento de mortes pelo novo coronavírus em nenhum estado do Brasil. Para a Fundação, o dado reafirma a tendência de melhora nas taxas de ocupação de leitos de UTI do sistema de saúde, que é positiva há quatro semanas.

Os pesquisadores dizem, no entanto, que “ainda não se pode afirmar que essa tendência é sustentada, isto é, que vai ser mantida ao longo das próximas semanas, ou se estamos vivendo um período de flutuações em torno de um patamar alto de transmissão, que se estabeleceu a partir de março em todo o país”, alertam.

A análise foi feita entre os dias 20 de junho e 3 de julho. Segundo o mesmo boletim, embora os casos confirmados de Covid-19 tenham sofrido uma redução expressiva, as taxas de incidência de Síndromes Respiratórias Agudas Graves estão altíssimas em vários estados do Brasil. E, em sua maioria, esses números apontam para casos graves de Covid.

Os pesquisadores também afirmam que os padrões observados nos últimos meses evidenciam uma redução de mortes, parâmetro não acompanhado pela taxa de incidência. Esse cenário pode ser resultado do avanço da campanha de vacinação, que atingiu os grupos mais vulneráveis em um primeiro momento. De acordo com os pesquisadores da Fiocruz, estes avanços vão configurando novos cenários. No momento atual, o curso da pandemia segue com mudança gradativa do perfil etário de casos internados e óbitos.

“O rejuvenescimento, com expressiva concentração entre a população adulta jovem, traz novos desafios com relação às formas de enfrentamento da pandemia, como os relacionados a garantia da cobertura vacinal no maior estrato populacional do Brasil (30 a 59 anos), e reconhecer situações específicas de vulnerabilidade, requerendo abordagens mais adequadas às novas faixas etárias, e um aprofundamento das discussões sobre a repercussão da pandemia nestes estratos populacionais”, concluiu a Fundação.

Foto: Valdo Leão/Semcom/Fotos Públicas/Ilustração

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Pesquisadores

Pesquisadores da UFSC e Fiocruz desenvolvem teste mais barato e rápido que o PCR

Pesquisadores da Fiocruz e da UFSC dizem que novo teste é capaz de apresentar o resultado para a Covid-19 em apenas 30 minutos com a mesma precisão.

Um teste para Covid-19 mais rápido e barato do que o RT-PCR foi desenvolvido por um casal de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). De acordo com o grupo, o resultado do kit, criado em Florianópolis, sai em apenas 30 minutos e tem a mesma precisão.

Luísa Rona, professora de genética da UFSC, e André Pitaluga, pesquisador da Fiocruz, são especialistas em doenças tropicais. No início da pandemia, em março de 2020, os dois tiveram a ideia de desenvolver um novo teste para Covid a partir de uma conversa entre vizinhos. Os pesquisadores começaram a estudar mais sobre a Covid e deram início às pesquisas na UFSC.

De acordo com os pesquisadores, para a primeira etapa, foi desenvolvido um método próprio de isolamento da amostra, que é mais simples e rápido. Em seguida, ao invés de detectar a doença por meio do PCR, eles optaram por usar o Lamp – trata-se de uma tecnologia que já existe no mercado.

Segundo eles, isso é um dos motivos que torna o kit mais barato e mais rápido, já que não é necessário qualquer equipamento caro para identificar o resultado da Covid. Os pesquisadores afirma que o custo de produção de um teste PCR está em torno de R$ 100, já o teste desenvolvido por eles custa cerca de R$ 25 a R$ 30. Luísa afirma que a precisão obtida com o teste foi a mesma dos teste de swab, de 96%.

Os pesquisadores entraram com um pedido de patente do teste em maio deste ano. Agora, eles estão levantando os dados para submeter o pedido de aprovação à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Após a aprovação da Anvisa, o casal vai buscar parceiros comerciais para produção do testes. Eles afirmam que o objetivo é distribuir os testes nos postos de saúde do Brasil inteiro.

Foto: Arquivo Pessoal/Luísa Rona

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IFA

Fiocruz aguarda remessas de IFA da Índia; previsão é produzir 70 milhões de doses de vacina no segundo semestre

O Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) é o componente principal para produção de vacinas e é importado dos laboratórios da Índia para a produção da AstraZeneca no Brasil.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou neste domingo (4) que está aguardando o envio de remessas de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da Índia para o Brasil. A fundação afirma que também aguarda a confirmação do voo que trará o IFA ao Brasil para divulgar a data e o quantitativo de insumo. Segundo a Fiocruz, cada remessa de IFA contém insumo, em geral, para a produção de 5 milhões a 6 milhões de doses de vacina.

Na última semana, a Fiocruz anunciou ter assumido com a AstraZeneca novo compromisso para aquisição de Ingrediente Farmacêutico Ativo adicional suficiente para a produção de mais 20 milhões de doses da vacina contra a Covid-19. De acordo com a fundação, também foi assinado um contrato para aquisição de IFA adicional para produzir cerca de 50 milhões de doses, que farão parte das entregas do segundo semestre, juntamente com a produção nacional.

“Com o novo compromisso, a Fiocruz poderá então produzir 70 milhões de doses adicionais ao longo do segundo semestre, adicionalmente às doses que serão produzidas com o IFA produzido no Brasil”, informou a Fiocruz.

Foto: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

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Fiocruz inicia envase do primeiro lote de IFA da vacina Covid-19

Fiocruz tem IFA para produzir mais de 70 milhões de doses até dezembro

Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) é a responsável pela produção brasileira da vacina da AstraZeneca, laboratório britânico que desenvolveu o imunizante.

Mais de 70 milhões de doses da AstraZeneca devem ser produzidas até o final do ano. A projeção é da Fundação Oswaldo Cruz, divulgada nessa quinta-feira (1). A meta é possível graças aos compromissos assumidos entre a instituição brasileira e o laboratório britânico.

Após a assinatura de um contrato, no mês de junho, para aquisição do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) responsável pela produção de 50 milhões de doses, um novo acordo, firmado nesta semana, permitirá a fabricação de mais 20 milhões de doses. O anúncio aconteceu em reunião entre a AstraZeneca e o Ministério da Saúde, com participação da Fiocruz. Estiveram presentes o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, e a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade.

Foto: Ilustração/Reprodução/Bio-Manguinhos/Fiocruz

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Avanço da Vacinação no Brasil

Avanço da vacinação no País faz Brasil apresentar tendência de queda em mortes por Covid-19

A Fundação Oswaldo Cruz divulgou ontem, 30, boletim destacando previsão de queda de mortes no Brasil devido ao avanço da vacinação.

Em boletim divulgado ontem, 30, a Fiocruz apontou a tendência de queda nas mortes pelo novo coronavírus no Brasil. De acordo com o documento, embora o Brasil ainda enfrente uma alta taxa de transmissão do vírus, quando comparada a outros países, também possui uma tendência de queda nas mortes por Covid-19 nos estados. A diminuição da mortalidade, de acordo com a Fiocruz, é explicada pelo avanço da vacinação no País.

A Fundação Oswaldo Cruz também divulgou dados sobre o índice de ocupação de leitos no Brasil. Entre os estados brasileiros, apenas Tocantins Paraná e Santa Catarina possuem taxas de ocupação acima de 90%. Em quinze outros estados, a taxa de ocupação está na zona de alerta intermediária, com índices que variam entre 60% e 80%. Os estados que possuem percentuais abaixo dos 60% são Rondônia, Acre, Amapá e Paraíba.

Foto: Wikimedia Commons/Reprodução

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