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Dino suspende trecho de PL que libera emendas do orçamento secreto

Dino suspende trecho de PL que libera emendas do orçamento secreto

Impacto no orçamento seria de R$ 3 bilhões até o fim de 2026

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino suspendeu neste domingo (21) os efeitos do Artigo 10 do Projeto de Lei (PL) nº 128/2025, aprovado pelo Congresso Nacional, que permite o pagamento das chamadas emendas de relator (RP 9), conhecidas como o orçamento secreto.

O trecho revalida os restos a pagar desde 2019, que são as despesas empenhadas não pagas que haviam sido canceladas a partir de lei de 2023.

Esses valores poderão ser quitados até o fim de 2026, inclusive recursos de emendas parlamentares. A estimativa de impacto para os cofres do governo está em torno de R$ 3 bilhões.

A decisão de Dino tem caráter liminar, mas passará por referendo do plenário da Corte. Ela foi tomada em uma ação apresentada por deputados federais e pelo partido Rede Sustentabilidade. Eles afirmam que, do montante aproximado de R$ 1,9 bilhão em restos a pagar de emendas parlamentares inscritos no orçamento desde 2019, cerca de R$ 1 bilhão corresponde a restos a pagar oriundos de RP 9.

O PL foi aprovado no Senado na última quarta-feira (17) e seguiu para sanção presidencial. O prazo para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é 12 de janeiro. Caso o trecho seja vetado por Lula, o ato deve ser comunicado ao ministro relator.

Para Dino, a revalidação de restos a pagar não processados ou já cancelados relativos às emendas de relator é incompatível com o regime jurídico atual. “Com efeito, cuida-se de ressuscitar modalidade de emenda cuja própria existência foi reputada inconstitucional [pelo STF]”, diz Dino, na decisão.

O ministro deu, ainda, prazo de dez dias para que a Presidência da República preste informações sobre a compatibilidade da “ressuscitação” das emendas de relator com a responsabilidade fiscal e com o plano de trabalho homologado pelo plenário do STF.
Entenda

O impasse sobre a liberação das emendas começou em dezembro de 2022, quando o STF entendeu que as emendas chamadas de RP8 (emenda de comissão) e RP9 eram inconstitucionais. Após a decisão, o Congresso Nacional aprovou uma resolução que mudou as regras de distribuição de recursos por emendas de relator para cumprir a determinação da Corte.

No entanto, o PSOL, partido que entrou com a ação contra as emendas, apontou que a decisão continuava em descumprimento. Em agosto do ano passado, Dino determinou a suspensão das emendas e decidiu que os repasses devem seguir critérios de rastreabilidade.

No início deste ano, o STF homologou o plano de trabalho no qual o Congresso se comprometeu a identificar os deputados e senadores responsáveis pelas emendas ao Orçamento e os beneficiários dos repasses. A decisão também liberou o pagamento das emendas que estavam suspensas.

“Em tal Plano de Trabalho, contudo, não há previsão quanto à possibilidade de ‘ressuscitação’ de restos a pagar, o que evidencia que a disciplina ora impugnada extrapola os parâmetros institucionais e as balizas fixadas em conjunto, pelos 3 Poderes, para a superação das inconstitucionalidades então reconhecidas”, diz Dino.

Para o ministro, a aprovação do Artigo 10 do projeto de lei é uma afronta à Constituição. “Verifico indícios de que o projeto de lei complementar impugnado promove violação ao devido processo constitucional orçamentário, à Responsabilidade Fiscal e às cláusulas pétreas [sobre separação dos Poderes e direitos e garantias fundamentais] da Constituição Federal”, diz.

Além de tratar dos restos a pagar, o PL aprovado faz o corte de incentivos fiscais, a principal aposta do governo para equilibrar o Orçamento de 2026. Com potencial de elevar a arrecadação em cerca de R$ 22,4 bilhões no próximo ano, a proposta também aumenta tributos sobre empresas de apostas on-line (bets), fintechs e grandes empresas que remuneram sócios por meio de juros sobre capital próprio (JCP).
Colaboração ativa

Na decisão liminar, o ministro Flávio Dino lembrou que o contexto atual do país é marcado por “graves dificuldades fiscais” e que todos os Poderes da República têm o dever constitucional de “colaborar ativamente” para a preservação do equilíbrio fiscal. Para ele, o pode público não pode criar ou ampliar despesas de caráter abusivo, desproporcional ou dissociado das capacidades fiscais do Estado.

“Tal dever de contenção projeta-se, de modo inequívoco, sobre práticas problemáticas, como a proliferação de ‘penduricalhos remuneratórios’ no âmbito do Poder Judiciário e das funções essenciais à Justiça — Ministério Público, Advocacia Pública e Defensoria Pública —, bem como sobre a concessão reiterada e pouco transparente de benefícios fiscais a determinados setores econômicos, sem avaliação consistente de impacto orçamentário e financeiro”, escreveu.

“A mesma lógica constitucional de contenção deve incidir, com rigor, sobre tentativas de reativação de recursos oriundos de emendas parlamentares à margem do ciclo orçamentário regular. Vale dizer: os três Poderes estão diante do inadiável dever de cumprir os ditames constitucionais da Responsabilidade Fiscal, para que haja fidelidade à ética no exercício dos cargos mais elevados da República”, afirmou Dino.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Rovena Rosa/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Lula orienta ministros a pedir votos no Senado para indicação de Jorge Messias ao STF

Lula orienta ministros a pedir votos no Senado para indicação de Jorge Messias ao STF

Presidente busca apoio para aprovação do nome do advogado-geral da União

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou aos ministros de seu governo que atuem junto a senadores para garantir votos favoráveis à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). A orientação foi dada durante a última reunião ministerial do ano, realizada na quarta-feira, 17, no Palácio do Planalto.

Durante o encontro, o presidente pediu que os integrantes do primeiro escalão utilizem suas relações políticas no Congresso para buscar apoio à indicação. A solicitação ocorreu em um momento em que o governo ainda avalia o cenário no Senado, onde a indicação precisará ser aprovada por maioria absoluta de 41 votos.

Na reunião, Lula afirmou que a escolha de Jorge Messias não se deu por relação pessoal, mas por critérios profissionais e por sua trajetória no serviço público. O presidente também mencionou a atuação de Messias em episódios anteriores da política nacional e destacou a permanência do advogado-geral da União em cargos estratégicos desde então.

Jorge Messias foi indicado oficialmente por Lula no dia 20 de novembro, mas até o momento o governo federal ainda não encaminhou a mensagem formal da indicação ao Senado Federal, etapa necessária para o início do processo de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e posterior votação em plenário.

A demora no envio da indicação ocorre em meio à avaliação do ambiente político no Senado, onde o Planalto identifica resistências ao nome de Messias. Entre os fatores considerados pelo governo está a posição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que, segundo interlocutores, defendia outro nome para a vaga no Supremo Tribunal Federal.

Alcolumbre era aliado da indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a Corte, nome que não foi escolhido pelo presidente da República. A divergência em torno da indicação teria impacto direto na articulação política necessária para garantir os votos exigidos pela Constituição.

De acordo com as regras constitucionais, cabe ao presidente da República indicar ministros do STF, mas a nomeação depende de aprovação do Senado, após sabatina pública do indicado. O processo envolve análise do currículo, histórico profissional e posicionamentos jurídicos do candidato, além de avaliação política por parte dos senadores.

Atualmente, Jorge Messias ocupa o cargo de advogado-geral da União, função que exerce desde o início do atual mandato presidencial. Antes disso, ele atuou em diferentes funções na estrutura do governo federal, especialmente na área jurídica, com passagem por órgãos ligados à Presidência da República.

No Palácio do Planalto, a avaliação é de que a mobilização direta dos ministros pode contribuir para mapear apoios, reduzir resistências e ampliar o diálogo com parlamentares, especialmente em um contexto de fim de ano legislativo, quando parte do Congresso entra em recesso.

A indicação ao STF ocorre em um cenário de disputa política intensa em torno das vagas na Corte, que historicamente mobilizam diferentes setores do Congresso, do Judiciário e da sociedade. O Supremo Tribunal Federal é composto por 11 ministros, todos indicados pelo presidente da República e aprovados pelo Senado.

A eventual aprovação de Jorge Messias representará mais uma nomeação de Lula para o Supremo durante seus mandatos presidenciais. O presidente já indicou outros nomes à Corte ao longo de seus governos, seguindo o rito constitucional.

Enquanto a mensagem oficial não é enviada ao Senado, o governo mantém a estratégia de articulação política prévia, buscando avaliar o nível de apoio ao nome indicado e as condições para que a votação ocorra sem riscos de rejeição ou adiamento.

Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil Antônio Cruz/ Agência Brasil

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Lula diz que governo federal não discute segurança pública sem aprovação da PEC da Segurança

Lula diz que governo federal não discute segurança pública sem aprovação da PEC da Segurança

Presidente afirma que Constituição não atribui competência à União

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (17) que o governo federal não atua diretamente na área de segurança pública por falta de competência constitucional. Segundo o presidente, a Constituição Federal não atribui à União o papel de interferir na segurança pública, responsabilidade que, de acordo com o texto constitucional vigente, cabe majoritariamente aos estados.

A declaração foi feita durante agenda pública, quando Lula voltou a defender a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública como condição para ampliar a atuação do governo federal no setor. De acordo com o presidente, a aprovação da emenda permitiria definir de forma clara as atribuições da União na área.

Lula afirmou que a ausência de competências constitucionais é o principal motivo pelo qual o governo federal não conduz discussões estruturais sobre segurança pública. Segundo ele, somente após a alteração constitucional será possível estabelecer políticas federais mais amplas e criar uma nova estrutura administrativa voltada ao tema.

Durante a fala, o presidente reiterou que, caso a PEC da Segurança Pública seja aprovada pelo Congresso Nacional, o governo pretende criar o Ministério da Segurança Pública. A pasta teria como objetivo coordenar ações federais no setor, com base nas atribuições que venham a ser definidas pela emenda constitucional.

A proposta de criação do ministério já havia sido mencionada anteriormente pelo presidente, sempre condicionada à aprovação da PEC. Segundo Lula, a definição clara do papel da União é necessária para evitar conflitos de competência entre os entes federativos.

A Constituição Federal de 1988 estabelece que a segurança pública é dever do Estado e direito de todos, sendo exercida por meio de órgãos federais, estaduais e municipais, com atribuições específicas. Atualmente, a atuação da União se concentra principalmente em áreas como a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional, além de ações de cooperação com estados.

A PEC da Segurança Pública, defendida pelo governo, busca redefinir ou ampliar o papel da União nesse contexto. O texto ainda precisa tramitar no Congresso Nacional, onde deverá ser analisado por comissões e votado em dois turnos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Além do tema da segurança pública, Lula também abordou, durante a mesma agenda, a dificuldade de ministros do governo em discutir temas relacionados à violência contra a mulher. Segundo o presidente, ministros homens enfrentam obstáculos ao tratar do assunto em diálogo com a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

O presidente mencionou que o tema da violência contra a mulher exige abordagens específicas e destacou a complexidade das discussões internas no governo sobre o assunto. A declaração ocorreu no contexto de uma avaliação sobre a atuação ministerial em pautas sociais.

Ainda durante a fala, Lula comentou o cenário político e as eleições presidenciais previstas para 2026. O presidente afirmou que possíveis adversários ainda não apresentaram propostas novas aos eleitores. Segundo ele, ainda não foram identificadas novidades nos discursos dos nomes que podem disputar o cargo.

Lula não citou adversários específicos, nem detalhou possíveis propostas de campanha. A declaração ocorreu de forma genérica, no contexto de uma avaliação sobre o ambiente político nacional e as perspectivas eleitorais.

As declarações do presidente foram feitas em um momento em que o governo busca avançar em pautas estruturais no Congresso, incluindo propostas de emenda constitucional e projetos considerados prioritários pelo Palácio do Planalto.

A PEC da Segurança Pública segue como uma das iniciativas mencionadas pelo presidente como fundamentais para redefinir o papel do governo federal no enfrentamento à criminalidade e na coordenação de políticas públicas relacionadas à área.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Ricardo Stuckert / PR / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Países do Mercosul divulgam comunicado sobre Venezuela e expõem divergências com o Brasil

Países do Mercosul divulgam comunicado sobre Venezuela e expõem divergências com o Brasil

Documento pede ordem democrática e direitos humanos, enquanto Lula defende solução diplomática

Presidentes e ministros de seis países do Mercosul divulgaram, no sábado (20), um comunicado conjunto pedindo o restabelecimento da ordem democrática e o respeito aos direitos humanos na Venezuela. O documento foi tornado público à margem da 67ª Cúpula do Mercosul, realizada em Foz do Iguaçu (PR), e não contou com a assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem de representantes do governo brasileiro.

O comunicado foi emitido em nome dos presidentes da Argentina, Javier Milei, do Paraguai, Santiago Peña, e do Panamá, José Raúl Mulino, além de autoridades de alto escalão da Bolívia, Equador e Peru. No texto, os signatários afirmam que a democracia, os direitos humanos e as liberdades fundamentais são pilares da integração regional e defendem uma solução pacífica para a crise venezuelana.

A declaração manifesta preocupação com a crise humanitária, social e migratória enfrentada pela Venezuela e relembra que o país foi suspenso do Mercosul em razão da ruptura da ordem democrática. O documento também solicita o fim de desaparecimentos forçados e prisões arbitrárias, além do respeito ao devido processo legal.

O texto divulgado não menciona a escalada de tensões entre Estados Unidos e Venezuela, nem o aumento da presença militar norte-americana na região. O tema também não foi abordado na declaração final oficial da Cúpula do Mercosul.

Durante o encontro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que uma eventual intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela representaria uma “catástrofe humanitária” e um “precedente perigoso”. Já o presidente argentino Javier Milei manifestou apoio à pressão exercida pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump sobre o governo de Nicolás Maduro.

Além das discussões políticas, a cúpula foi marcada por debates sobre os rumos econômicos do Mercosul. Ainda sem conseguir concluir um acordo com a União Europeia, os países do bloco discutem a diversificação de parcerias comerciais. Em discurso durante a plenária, Lula afirmou que há negociações em andamento com países como Japão e Vietnã.

Segundo Lula, líderes europeus solicitaram mais tempo para decidir sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, que está em negociação há 26 anos. A expectativa inicial era de que o tratado fosse assinado durante a cúpula, que marcou o encerramento da presidência rotativa brasileira do bloco, agora assumida pelo Paraguai pelos próximos seis meses.

O adiamento foi atribuído, entre outros fatores, à pressão do governo francês, que tem se posicionado de forma contrária ao avanço do acordo. Lula informou ainda ter recebido uma carta dos presidentes da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do Conselho Europeu, António Costa, manifestando expectativa de aprovação do tratado em janeiro.

Durante a plenária, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, lamentou a não conclusão do acordo. Já o presidente argentino Javier Milei voltou a fazer críticas ao Mercosul, afirmando que os objetivos da união aduaneira não foram atingidos e que há excesso de burocracia interna, o que teria dificultado avanços como o acordo com a União Europeia.

Divergências entre Brasil e Argentina sobre Venezuela

A abertura da 67ª Cúpula do Mercosul evidenciou divergências entre Brasil e Argentina em relação à crise na Venezuela e ao papel dos Estados Unidos na região. Em discursos consecutivos, Lula e Milei adotaram posições distintas sobre o tema.

Na condição de anfitrião, Lula condenou a presença militar norte-americana no entorno da Venezuela e defendeu o diálogo diplomático como forma de evitar uma escalada do conflito. O presidente brasileiro afirmou que tem mantido conversas com Nicolás Maduro e com Donald Trump, colocando o Brasil à disposição para mediar uma solução.

Em seguida, Milei classificou o governo venezuelano como uma ditadura e afirmou que a Argentina apoia a pressão exercida pelos Estados Unidos. Segundo ele, o momento exige medidas firmes, e não negociações.

Em discurso posterior, Lula reiterou que uma intervenção armada na Venezuela representaria uma catástrofe humanitária e um risco ao direito internacional. O presidente afirmou que as ameaças à soberania dos países se manifestam por meio de conflitos armados, forças antidemocráticas e do crime organizado, e voltou a defender o diálogo como alternativa para evitar um confronto entre Venezuela e Estados Unidos.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Ricardo Stuckert/PR

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Vasco e Corinthians se reencontram para decisão da Copa do Brasil

Vasco e Corinthians se reencontram para decisão da Copa do Brasil

Duelo no Maracanã lotado terá transmissão ao vivo da Rádio Nacional

O torneio mais democrático – e milionário – do país chega ao fim neste domingo (21). A partir das 18h (horário de Brasília), Vasco e Corinthians fazem o segundo jogo da final da Copa do Brasil no Maracanã, que estará lotado. Todos os ingressos colocados à venda para mandantes e visitantes foram vendidos.

A partida no Rio de Janeiro será transmitida pela Rádio Nacional, ao vivo, com o Show de Bola Nacional começando às 17h30. A narração é de Luciana Zogaib, os comentários de Rachel Motta e as reportagens de Rafael Monteiro.

Ninguém chega em vantagem para o jogo derradeiro do confronto. Na última quarta-feira (17), paulistas e cariocas empataram sem gols na Neo Química Arena, em São Paulo, diante de 46.616 torcedores, com uma renda de R$ 5.469.214,00, a maior da história do estádio. Quem vencer no tempo normal fica com a taça. Em caso de nova igualdade, a decisão será nos pênaltis.

O Vasco disputa a terceira final de Copa do Brasil na história. Vice em 2006 para o Flamengo, o Gigante da Colina levantou a taça em 2011, superando o Coritiba. O Corinthians, por sua vez, está na decisão pela oitava vez e busca o tetra, após os títulos de 1995, 2002 e 2009. O Alvinegro ficou na segunda posição nas edições de 2001, 2008, 2018 e 2022.

Além da vaga à Libertadores, o campeão deste domingo embolsará, pelo título, cerca de R$ 77 milhões. O vice terá direito a R$ 33 milhões. Na disputa da Copa do Brasil desde a primeira fase, o Vasco acumula cerca de R$ 24 milhões em premiações. O Corinthians, que entrou direto na terceira fase, recebeu cerca de R$ 20,6 milhões desde a estreia na edição deste ano.

As campanhas

O Vasco passou sem grandes dificuldades pelas duas primeiras fases, vencendo União Rondonópolis e Nova Iguaçu por 3 a 0, ambos fora de casa. O confronto com o Operário-PR foi sofrido, com dois empates por 1 a 1 e classificação nos pênaltis em São Januário.

Nas oitavas, a equipe carioca eliminou o CSA ao ganhar por 3 a 1 no Rio de Janeiro, após não sair do zero no Rei Pelé, em Maceió. Nas quartas e na semifinal, o Gigante da Colina, mais uma vez, contou com as penalidades para levar a melhor sobre os rivais Botafogo (dois 1 a 1) e Fluminense (2 a 1 e 0 a 1).

A campanha do Corinthians iniciou com duas vitórias por 1 a 0 sobre o Novorizontino. Nas oitavas, o confronto mais emblemático da caminhada, diante do Palmeiras, com dois triunfos para cima do arquirrival: 1 a 0 na Neo Química Arena e 1 a 0 no Allianz Parque, em São Paulo.

Nas quartas, a vítima foi o Athletico-PR. O Timão ganhou por 1 a 0 na Arena da Baixada, em Curitiba, e por 2 a 0 em casa. Por fim, na semi, o Alvinegro bateu o Cruzeiro, fazendo 1 a 0 no Mineirão, em Belo Horizonte, e perdendo na capital paulista por 2 a 1, avançando nos pênaltis.

Prováveis times

No Vasco, o técnico Fernando Diniz tem dois desfalques por lesão: o lateral Lucas Piton e o volante Mateus Carvalho. Este último se contundiu no aquecimento que antecedeu a partida na capital paulista e teve constatada uma ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA), associada a lesões dos meniscos e colaterais.

A contusão de Piton é mais antiga. No começo do mês ele lesionou o ligamento colateral medial (LCM) do joelho esquerdo e tem sido substituído pelo lateral-direito Puma Rodríguez, o Pumita, que tem sido improvisado no lado esquerdo da defesa cruzmaltina. A expectativa é que o Gigante da Colina atue com a mesma formação do jogo de ida: Léo Jardim; Paulo Henrique, Carlos Cuesta, Robert Renan e Pumita; Cauan Barros, Thiago Mendes e Phillipe Coutinho; Nuno Moreira, Andrés Gómez e Rayan.

Do lado corintiano o técnico Dorival Júnior tinha a preocupação de perder jogadores por suspensão, já que oito (sendo sete habituais titulares) estavam a um cartão amarelo de ficarem fora da partida no Maracanã. Os pendurados do Timão, porém, passaram ilesos. Entre eles, o goleiro Hugo Souza, o zagueiro Gustavo Henrique e o meia Rodrigo Garro, nomes importantes da equipe.

Na provável escalação, a maior dúvida é se Garro ou o volante André Carillo iniciam o jogo. O primeiro foi titular em São Paulo, mas vinha atuando com minutagem controlada devido ao desgaste e ter acabado de se recuperar de um estiramento na panturrilha direita. O Corinthians deve atuar com: Hugo Souza; Matheuzinho, André Ramalho, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Maycon, Raniele, Breno Bidon e Rodrigo Garro (André Carrillo); Memphis Depay e Yuri Alberto.

Histórico pró-Timão

É a sétima vez que Vasco e Corinthians se enfrentam em um confronto de caráter eliminatório. O histórico é favorável ao Timão, que levou a melhor em seis deles. O último foi nas quartas de final da Libertadores de 2012, marcado pela defesa do goleiro Cássio em finalização do atacante Diego Souza, cara a cara, no duelo de volta, no Pacaembu.

A última final entre cariocas e paulistas foi há 25 anos, no próprio Maracanã, e também de memória feliz para os corintianos. Os times empataram sem gols na decisão do Mundial de Clubes de 2000, o primeiro organizado pela Federação Internacional de Futebol (Fifa). Nos pênaltis, deu Timão, 4 a 3. O goleiro Dida defendeu o chute do lateral Gilberto e o atacante Edmundo cobrou a penalidade derradeira para fora.

O retrospectivo entre os treinadores em finais também é positivo para o lado paulista. A única vez que eles tinham se cruzado em uma decisão foi no Campeonato Paulista de 2016. O Santos, de Dorival, superou o surpreendente Audax de Diniz, no trabalho que projetou o atual técnico do Vasco. Após empate por 1 a 1 no Estádio José Liberatti, em Osasco (SP), o Peixe ganhou por 1 a 0 na Vila Belmiro, em Santos (SP).

Foto: Dikran Sahagian/Vasco / Matheus Lima/Vasco

Da Agência Brasil

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Hermes Câmara recebe convite para posse do novo ministro do Turismo e destaca potencial do turismo esportivo

Hermes Câmara recebe convite para posse do novo ministro do Turismo e destaca potencial do turismo esportivo

O vereador licenciado e atual secretário municipal de Esporte e Lazer de Natal, Hermes Câmara, recebeu convite oficial para participar da posse do novo ministro do Turismo, o paraibano Gustavo Feliciano, marcada para a próxima terça-feira (23), em Brasília.

Hermes ressaltou a satisfação pela lembrança e destacou a importância estratégica do Ministério do Turismo para o desenvolvimento econômico e social do país, especialmente para cidades com forte vocação turística, como Natal. À frente da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, o gestor também enfatizou o potencial do turismo esportivo como ferramenta de crescimento, integração e geração de oportunidades.

Durante seu primeiro mandato como vereador, Hermes presidiu a Comissão de Turismo da Câmara Municipal de Natal, período em que atuou na defesa de políticas públicas voltadas à promoção da cidade, à valorização dos atrativos locais e ao fortalecimento do setor. Segundo ele, a integração entre esporte e turismo pode ampliar a capacidade de Natal em sediar competições, eventos e intercâmbios esportivos, movimentando a economia e fortalecendo a imagem da capital potiguar no cenário nacional.

Gustavo Feliciano assume o Ministério do Turismo com a missão de dar continuidade às políticas públicas de fortalecimento do setor. Natural de Campina Grande (PB), o novo ministro é formado em Direito e possui experiência em gestão pública, tendo sido secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba entre 2019 e 2021.

A posse ocorre em um momento estratégico, abrindo espaço para o diálogo entre esporte e turismo como vetores de desenvolvimento sustentável para o Rio Grande do Norte e para o Brasil.

Foto: Divulgação

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PF apreende R$ 430 mil na casa de Sóstenes Cavalcante em investigação sobre cota parlamentar

PF apreende R$ 430 mil na casa de Sóstenes Cavalcante em investigação sobre cota parlamentar

Deputado é alvo de operação que apura repasses a locadora de veículos

A Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 430 mil em dinheiro vivo na residência do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) durante uma operação realizada nesta sexta-feira (19). A ação faz parte de uma investigação que apura suspeitas de desvios de recursos da cota parlamentar no âmbito da Câmara dos Deputados.

Sóstenes Cavalcante é líder do Partido Liberal (PL) na Câmara. Segundo a investigação, há suspeita de que o parlamentar tenha realizado repasses financeiros a uma locadora de veículos com o objetivo de desviar recursos públicos provenientes da cota parlamentar. Até a última atualização, o deputado não havia se manifestado sobre o caso.

A apreensão ocorreu no endereço onde o parlamentar reside em Brasília, localizado em um flat. De acordo com informações da Polícia Federal, os investigadores encontraram o dinheiro dentro de um armário, armazenado em uma sacola preta, contendo notas de R$ 100. O valor foi contabilizado no local e apreendido sob suspeita de ter origem em desvio de recursos públicos.

A operação desta sexta-feira incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos no curso das investigações. A Polícia Federal não detalhou, até o momento, o total de endereços alvo da ação nem informou se houve outras apreensões além do dinheiro encontrado na residência de Sóstenes Cavalcante.

As apurações indicam que os valores investigados estariam relacionados a pagamentos feitos a uma empresa de locação de veículos, que teria sido utilizada para viabilizar o desvio de recursos da cota parlamentar. A investigação busca esclarecer se os contratos firmados com a empresa tinham lastro em serviços efetivamente prestados ou se foram utilizados para justificar despesas irregulares.

Além de Sóstenes Cavalcante, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da mesma operação. No endereço de Jordy, no entanto, não foi encontrado dinheiro em espécie, segundo informações divulgadas após o cumprimento da ordem judicial.

Em manifestação publicada em uma rede social, Carlos Jordy afirmou que realizou pagamentos à empresa investigada desde o início de seu mandato, com a finalidade de aluguel de veículos. O parlamentar declarou ainda que considera a operação uma “pesca probatória”, expressão utilizada para criticar investigações que, segundo essa avaliação, buscariam provas sem indícios concretos prévios.

A Polícia Federal não divulgou detalhes sobre o volume total de recursos movimentados nos contratos sob investigação nem especificou o período em que os supostos desvios teriam ocorrido. A corporação também não informou se outros parlamentares ou assessores estão formalmente investigados no mesmo inquérito.

A cota parlamentar é um recurso disponibilizado aos deputados federais para custear despesas relacionadas ao exercício do mandato, como transporte, hospedagem, alimentação, divulgação da atividade parlamentar e locação de veículos. O uso desses recursos está sujeito a regras estabelecidas pela Câmara dos Deputados e à fiscalização dos órgãos de controle.

A investigação segue em andamento e está sob responsabilidade da Polícia Federal, com acompanhamento do Ministério Público, que deverá avaliar o material apreendido, incluindo o dinheiro recolhido na residência de Sóstenes Cavalcante, documentos e eventuais registros financeiros vinculados aos contratos analisados.

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

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Moraes permite cirurgia de Bolsonaro fora da prisão, mas mantém regime fechado

Moraes permite cirurgia de Bolsonaro fora da prisão, mas mantém regime fechado

Defesa deve informar data do procedimento ao STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (12) o ex-presidente Jair Bolsonaro a deixar temporariamente a prisão para realizar uma cirurgia no Hospital DF Star, em Brasília. A decisão permite a saída exclusivamente para o procedimento médico, que ainda não teve data definida.

De acordo com o despacho, a defesa do ex-presidente deverá informar previamente ao Supremo Tribunal Federal a data prevista para a realização da cirurgia. A autorização não prevê saída imediata e está condicionada à comunicação formal do agendamento do procedimento médico.

Jair Bolsonaro encontra-se preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena definitiva de 27 anos e três meses de prisão. A condenação ocorreu no âmbito da ação penal relacionada à trama golpista, julgada pelo STF.

A autorização concedida pelo ministro Alexandre de Moraes foi baseada em laudo médico elaborado pela Polícia Federal, que confirmou que o ex-presidente é portador de hérnia inguinal bilateral. Segundo o documento pericial, há indicação de que o procedimento cirúrgico seja realizado o mais rápido possível, conforme consta nos autos.

A perícia médica foi realizada na quarta-feira (17), na sede do Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília. O exame foi determinado por Alexandre de Moraes após a defesa de Jair Bolsonaro solicitar autorização judicial para a cirurgia e, de forma concomitante, pedir a conversão da prisão em prisão domiciliar, alegando questões de saúde.

Na mesma decisão em que autorizou a saída temporária para o procedimento cirúrgico, o ministro negou um novo pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do ex-presidente. Moraes argumentou que não estão presentes os requisitos legais para a concessão da medida.

Segundo o ministro, Jair Bolsonaro pode receber atendimento médico particular mesmo sem autorização judicial, e há estrutura da Polícia Federal disponível para atendê-lo em situações de emergência. O magistrado destacou que o local onde o ex-presidente está custodiado permite acesso rápido a serviços médicos.

No despacho, Alexandre de Moraes afirmou que o ex-presidente se encontra em local de absoluta proximidade com o hospital particular onde realiza atendimentos emergenciais de saúde. O ministro ressaltou que a unidade hospitalar fica mais próxima, inclusive, do que o endereço residencial do ex-presidente, afastando a alegação de prejuízo em caso de necessidade de deslocamento emergencial.

“O réu está custodiado em local de absoluta proximidade com o hospital particular onde realiza atendimentos emergenciais de saúde — mais próximo, inclusive, do que o seu endereço residencial — de modo que não há qualquer prejuízo em caso de eventual necessidade de deslocamento de emergência”, registrou Alexandre de Moraes na decisão.

A decisão mantém o regime de cumprimento de pena e autoriza apenas a saída controlada para a realização da cirurgia, com retorno à custódia após o procedimento, conforme regras estabelecidas pelo STF e pela Polícia Federal.

A Superintendência da Polícia Federal deverá ser comunicada oficialmente sobre a data da cirurgia assim que a defesa apresentar o agendamento. Caberá à PF a escolta do ex-presidente, bem como o cumprimento das determinações judiciais relacionadas à autorização concedida.

O caso segue sob acompanhamento do Supremo Tribunal Federal, e a análise sobre eventuais novos pedidos da defesa dependerá de fatos supervenientes ou de novos documentos médicos que venham a ser apresentados no processo.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Valter Campanato/Agência Brasil

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Câmara oficializa cassação de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

Câmara oficializa cassação de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

Perda dos mandatos foi formalizada em atos administrativos

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu cassar os mandatos dos deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ). Os atos que determinam a perda dos mandatos foram publicados nesta quinta-feira (18) em edição extra do Diário da Câmara dos Deputados.

As decisões administrativas foram assinadas pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e pelos integrantes da Mesa Diretora. Também subscreveram os atos o primeiro e o segundo vice-presidentes, Altineu Côrtes (PL-RJ) e Elmar Nascimento (União-BA), além dos secretários Carlos Veras (PT-PE), Lula da Fonte (PP-PE), Delegada Katarina (PSD-SE) e Sergio Souza (MDB-PR).

A cassação dos mandatos ocorreu por fundamentos distintos em cada caso, conforme detalhado nos atos publicados pela Casa Legislativa.

Cassação de Eduardo Bolsonaro

No caso do deputado Eduardo Bolsonaro, a Mesa Diretora declarou a perda do mandato com base no número de faltas às sessões deliberativas da Câmara dos Deputados. De acordo com a Constituição Federal, o parlamentar perde o mandato quando deixa de comparecer a um terço das sessões, salvo justificativa aceita pelo plenário.

Conforme os registros administrativos da Câmara, Eduardo Bolsonaro deixou de comparecer a um número de sessões superior ao limite constitucional. Em março, o deputado solicitou licença do mandato parlamentar após deixar o país e se deslocar para os Estados Unidos. A licença teve vigência até o dia 21 de julho.

Após o término da licença, o parlamentar não retornou ao Brasil e passou a acumular faltas não justificadas nas sessões da Câmara dos Deputados. A ausência prolongada resultou no enquadramento da situação nas regras constitucionais que tratam da perda de mandato por faltas.

Ainda no segundo semestre, a Presidência da Câmara rejeitou indicação de Eduardo Bolsonaro para exercer a liderança da minoria, sob o argumento de que não seria possível o exercício de funções parlamentares estando o deputado fora do território nacional.

Além da questão administrativa relacionada às ausências, Eduardo Bolsonaro figura como réu em ação no Supremo Tribunal Federal. O processo trata de acusações relacionadas à promoção de sanções internacionais contra o Brasil, no contexto de investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Cassação de Alexandre Ramagem

No caso do deputado Alexandre Ramagem, a cassação do mandato decorre de decisão do Supremo Tribunal Federal. A Corte definiu a perda do mandato parlamentar após julgamento relacionado à tentativa de golpe de Estado. Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão.

Alexandre Ramagem ocupou o cargo de diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Após a condenação, o parlamentar passou a ser considerado foragido, estando em Miami, nos Estados Unidos.

Desde o mês de setembro, Ramagem vinha apresentando atestados médicos à Câmara dos Deputados como forma de justificar sua ausência nas sessões. Posteriormente, foi identificada sua saída do país.

A Câmara informou que não foi comunicada oficialmente sobre o afastamento do parlamentar do território nacional e que não houve autorização para missão oficial no exterior. A ausência de comunicação formal e a decisão do STF embasaram o ato da Mesa Diretora que declarou a perda do mandato.

Repercussões no Congresso Nacional

A decisão da Mesa Diretora gerou manifestações de lideranças partidárias na Câmara dos Deputados. O líder do Partido Liberal (PL) informou ter sido comunicado pela Presidência da Casa sobre a cassação dos mandatos e registrou posição contrária à medida, apontando entendimento de que a decisão não passou pelo plenário.

Por outro lado, a liderança da federação formada por PT, PCdoB e PV manifestou concordância com os atos administrativos, destacando que as decisões seguem dispositivos constitucionais relacionados à perda de mandato por condenação criminal definitiva e por ausência reiterada às atividades parlamentares.

Segundo o posicionamento da federação, os casos se enquadram nas hipóteses previstas no artigo 55 da Constituição Federal, que trata da perda de mandato parlamentar, cabendo à Mesa Diretora apenas declarar a vacância nos termos legais.

As cassações de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem passam a produzir efeitos a partir da publicação dos atos no Diário da Câmara dos Deputados, conforme os procedimentos regimentais da Casa.

Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputados / Vinicius Loures/Câmara dos Deputados / Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Com informações da Agência Brasil

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Defesa pede ao STF autorização para fisioterapia de Jair Bolsonaro na PF

Defesa pede ao STF autorização para fisioterapia de Jair Bolsonaro na PF

Solicitação cita recomendação médica para sessões diárias respiratórias e motoras

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou, nesta quarta-feira, 17, autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ex-chefe do Executivo receba atendimento fisioterapêutico nas dependências da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O pedido foi encaminhado aos autos do processo em tramitação na Corte.

Segundo os advogados, a solicitação atende à recomendação do médico particular de Jair Bolsonaro, que indicou a necessidade de sessões diárias de fisioterapia respiratória e motora. De acordo com a defesa, o objetivo do tratamento é a manutenção do condicionamento físico e a readequação postural do ex-presidente.

No pedido apresentado ao STF, os advogados indicam que o atendimento fisioterapêutico seja realizado uma vez por dia, em dias úteis, durante o horário padrão de funcionamento da Superintendência da Polícia Federal. A defesa argumenta que a definição do formato do atendimento busca atender às normas internas da unidade e garantir organização administrativa, previsibilidade e continuidade do tratamento médico recomendado.

A solicitação foi protocolada no mesmo dia em que Jair Bolsonaro passou por uma perícia médica. O procedimento foi determinado por despacho do ministro Alexandre de Moraes, publicado na segunda-feira, 15. A perícia teve como finalidade avaliar o estado de saúde do ex-presidente.

Na decisão que determinou a realização da perícia, o ministro Alexandre de Moraes registrou que, no exame médico realizado no momento do cumprimento do mandado de prisão, em 22 de novembro, não houve indicação de qualquer condição clínica que justificasse a necessidade de intervenção cirúrgica imediata.

Antes da definição da data da perícia médica, o ministro já havia autorizado a realização de exames nas dependências da Superintendência da Polícia Federal. A autorização permitiu que os procedimentos médicos fossem realizados no local onde Jair Bolsonaro se encontra.

Ainda na segunda-feira, Alexandre de Moraes determinou o envio de cópia de todos os exames e laudos médicos aos peritos responsáveis pela avaliação do quadro de saúde do ex-presidente. A medida teve como objetivo subsidiar a análise técnica a ser realizada no âmbito da perícia determinada pelo STF.

Além do pedido de autorização para fisioterapia, a defesa de Jair Bolsonaro apresentou, também na segunda-feira, uma solicitação ao Supremo Tribunal Federal para a realização de cirurgia e para a concessão de prisão domiciliar. O pedido foi fundamentado, segundo os advogados, no alegado agravamento do estado de saúde do ex-presidente.

De acordo com a defesa, exames médicos recentes indicariam a necessidade de uma intervenção cirúrgica. Os advogados sustentam que o tratamento necessário não poderia ser realizado em regime fechado, motivo pelo qual solicitaram a autorização para a cirurgia e a substituição da prisão por regime domiciliar.

O pedido de fisioterapia apresentado nesta quarta-feira integra o conjunto de solicitações feitas pela defesa ao STF relacionadas ao estado de saúde de Jair Bolsonaro. A análise dos requerimentos depende de decisão do Supremo Tribunal Federal, responsável pela condução do processo.

A defesa destacou no pedido que a realização do atendimento fisioterapêutico nas dependências da Superintendência da Polícia Federal observaria as normas internas da unidade e permitiria o acompanhamento contínuo do tratamento prescrito pelo médico particular do ex-presidente.

Até a última atualização das informações, não havia decisão do STF sobre o pedido de autorização para a realização das sessões de fisioterapia solicitadas pela defesa.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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PF aponta transferências de R$ 1,14 milhão do Careca do INSS para empresária ligada a Lulinha

PF aponta transferências de R$ 1,14 milhão do Careca do INSS para empresária ligada a Lulinha

Documentos citam mensagens e repasses analisados na investigação da Farra do INSS

Documentos produzidos pela Polícia Federal indicam que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, realizou transferências financeiras que somam R$ 1,14 milhão para a empresária Roberta Luchsinger. As informações constam em autos de investigação que integram o inquérito conhecido como Farra do INSS.

Roberta Luchsinger é apontada nos documentos como amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Ela foi alvo de mandado de busca e apreensão autorizado pela Justiça, no contexto das apurações conduzidas pela Polícia Federal.

De acordo com os autos, as transferências financeiras realizadas por Antonio Carlos Camilo Antunes para a empresária ocorreram em diferentes operações. A Polícia Federal analisou conversas, registros bancários e documentos que indicariam a origem e o destino dos valores movimentados no período investigado.

Segundo os documentos da investigação, em uma das conversas interceptadas e analisadas pelos investigadores, o lobista afirma que parte dos valores transferidos teria como destino o “filho do rapaz”. A referência aparece em mensagens trocadas durante a negociação de uma das parcelas de pagamento objeto da apuração.

Decisão judicial detalha repasses

Um trecho da decisão judicial assinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça detalha a dinâmica de uma das transferências. Conforme descrito no documento, Antonio Carlos Camilo Antunes mencionou a necessidade de realizar um pagamento adicional no valor de R$ 300 mil.

Ainda segundo a decisão, ao ser questionado sobre quem seria o destinatário desse pagamento, o lobista respondeu com a expressão “o filho do rapaz”. A referência foi registrada nos autos e passou a integrar o conjunto de elementos analisados pela Polícia Federal.

Na sequência dos registros citados na decisão judicial, foi anexada uma mensagem que comprova a transferência do valor de R$ 300 mil para a empresa RL Consultoria e Intermediações Ltda., pertencente a Roberta Luchsinger. Conforme o contexto apresentado nos autos, o repasse estaria relacionado à mesma referência feita anteriormente ao “filho do rapaz”.

A Polícia Federal incluiu esse material no relatório encaminhado à Justiça como parte das evidências que fundamentaram o pedido de medidas judiciais. Os investigadores destacaram a correlação temporal entre as mensagens analisadas e a efetivação da transferência bancária.

Além dos repasses financeiros, a investigação também aponta que Roberta Luchsinger teria atuado em ações de lobby junto ao Ministério da Saúde. Segundo os autos, essa atuação ocorreu em parceria com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

A relação entre a empresária e o lobista foi mencionada pela Polícia Federal ao solicitar a expedição de mandados de busca e apreensão contra Roberta Luchsinger. Os investigadores indicam que a atuação conjunta em ações de lobby faz parte do contexto mais amplo das apurações em curso.

Os documentos analisados pela Polícia Federal não detalham o resultado das ações de lobby nem eventuais decisões administrativas decorrentes dessas iniciativas. A investigação se concentra na análise dos fluxos financeiros, das comunicações entre os investigados e da eventual relação desses elementos com os fatos apurados no âmbito da Farra do INSS.

O caso segue sob apuração da Polícia Federal. As informações reunidas até o momento integram procedimentos investigativos em andamento, que continuam sob análise das autoridades responsáveis.

Foto: Reprodução

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Polícia Federal executa mandados no RN em nova fase da Operação Sem Desconto sobre fraudes no INSS

Polícia Federal executa mandados no RN em nova fase da Operação Sem Desconto sobre fraudes no INSS

Investigação apura descontos associativos sem autorização de aposentados e pensionistas

A Polícia Federal iniciou, nesta quinta-feira (18), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de fraudes envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação apura a prática de descontos associativos indevidos aplicados diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas, sem autorização dos titulares.

O Rio Grande do Norte está entre os estados onde estão sendo cumpridos mandados judiciais expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Polícia Federal, a operação ocorre de forma simultânea em diversas unidades da federação.

Ao todo, estão sendo cumpridos 52 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão preventiva. As medidas judiciais também incluem outras cautelares, determinadas no âmbito da investigação. Além do Rio Grande do Norte, a operação ocorre nos estados de São Paulo, Paraíba, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal.

No território potiguar, agentes da Polícia Federal realizaram diligências ao longo da manhã. A corporação confirmou a atuação no estado, mas não informou quantos mandados foram executados especificamente no Rio Grande do Norte nesta fase da operação.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações indicam que os suspeitos inseriam dados falsos em sistemas oficiais. A partir dessas informações, eram viabilizados descontos automáticos nos benefícios previdenciários, sem que os segurados tivessem autorizado qualquer vínculo associativo.

Os descontos atingiram diretamente aposentados e pensionistas, que tiveram valores subtraídos de seus benefícios mensais. A investigação aponta que os lançamentos indevidos ocorriam de forma sistemática, com base na manipulação dos dados cadastrais nos sistemas utilizados.

A Polícia Federal informou que o esquema investigado envolvia a utilização indevida de estruturas administrativas para a realização dos descontos, explorando fragilidades nos mecanismos de controle. A apuração segue concentrada na identificação dos responsáveis e na dinâmica de funcionamento do esquema.

As ordens judiciais cumpridas nesta etapa foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, responsável pela supervisão das medidas adotadas. Além das prisões preventivas e das buscas, outras determinações judiciais fazem parte do conjunto de ações executadas.

A Polícia Federal confirmou que o Rio Grande do Norte integra o conjunto de estados considerados estratégicos para o avanço das investigações, que continuam em andamento no âmbito da Operação Sem Desconto.

Foto: Polícia Federal/Arquivo/Reprodução

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Operação Sem Desconto: PF cumpre prisões, faz buscas na casa de senador Weverton Rocha e avança sobre esquema no INSS

Operação Sem Desconto: PF cumpre prisões, faz buscas na casa de senador Weverton Rocha e avança sobre esquema no INSS

Quinta fase da operação investiga descontos indevidos em aposentadorias

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, 18, a quinta fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Nesta etapa, estão sendo cumpridos 16 mandados de prisão preventiva e 52 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas determinadas pela Justiça.

Um dos principais alvos da operação é o senador Weverton Rocha (PDT-MA). De acordo com a Polícia Federal, ele é suspeito de ter realizado negócios com investigados por desvios relacionados ao esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários. Agentes da PF cumprem mandado de busca e apreensão na residência do parlamentar.

Segundo a Polícia Federal, não há cumprimento de mandados no Congresso Nacional. As diligências relacionadas ao senador se concentram em endereços fora das dependências legislativas.

A operação também resultou no cumprimento de mandado de prisão domiciliar e no afastamento do atual secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal, que ocupa o cargo de número dois da pasta. Jornalista de formação, Adroaldo Portal já atuou no gabinete do senador Weverton Rocha e exerceu funções em cargos do Congresso Nacional vinculados a políticos do Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Outro alvo da quinta fase da Operação Sem Desconto é Romeu Carvalho Antunes, filho mais velho e sócio do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Romeu foi preso no âmbito da operação. Além da relação societária, ele possuía autorização para movimentar contas bancárias de uma das empresas vinculadas ao Careca do INSS, apontada como suspeita de envolvimento no esquema de fraudes em aposentadorias.

Antônio Camilo Antunes está preso desde setembro, em decorrência das investigações das fases anteriores da Operação Sem Desconto. A Polícia Federal aponta que as empresas ligadas ao empresário estariam envolvidas na operacionalização dos descontos indevidos aplicados em benefícios previdenciários.

Também foi alvo de mandados de busca e de prisão preventiva o advogado Éric Fidelis, filho do ex-diretor do INSS André Fidelis, que havia sido preso na fase anterior da operação. A suspeita da Polícia Federal é que o escritório de advocacia de Éric Fidelis tenha intermediado o pagamento de propinas vinculadas ao esquema investigado.

Segundo dados obtidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS, o escritório de advocacia de Éric Fidelis movimentou cerca de R$ 12 milhões. A Polícia Federal investiga a origem e o destino desses recursos no contexto das apurações sobre os desvios envolvendo aposentadorias.

As defesas dos envolvidos citados na operação não foram localizadas até a última atualização desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações e posicionamentos das partes.

A quinta fase da Operação Sem Desconto foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. As ordens judiciais estão sendo cumpridas no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão.

De acordo com a Polícia Federal, os crimes sob investigação nesta etapa incluem inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário e dilapidação patrimonial. As apurações seguem em andamento sob a coordenação da corporação.

A Operação Sem Desconto investiga a existência de um esquema de descontos indevidos aplicados em aposentadorias e pensões do INSS. Segundo a Polícia Federal, os descontos eram realizados por associações sem o consentimento dos aposentados e pensionistas, com valores direcionados às entidades e, posteriormente, a integrantes apontados como líderes do esquema e a outros investigados.

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado / Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Com apoio de dois senadores do RN, Senado aprova PL da Dosimetria por 48 votos a 25

Com apoio de dois senadores do RN, Senado aprova PL da Dosimetria por 48 votos a 25

Projeto trata da redução de penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro

O Senado Federal aprovou, por 48 votos a favor e 25 contrários, o Projeto de Lei nº 2162/2023, conhecido como PL da Dosimetria. A matéria prevê a redução de penas de condenados pelos atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado. Com a aprovação em plenário, o texto segue agora para sanção presidencial.

A votação registrou posicionamentos distintos entre os senadores do Rio Grande do Norte. Dos três representantes do estado na Casa, dois votaram favoravelmente à proposta e um se posicionou de forma contrária. Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (PSDB) votaram “sim” ao projeto, enquanto Zenaide Maia (PSD) votou “não”.

O projeto aprovado no Senado altera critérios relacionados à dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos crimes investigados após os atos de 8 de janeiro. O texto estabelece parâmetros objetivos para a execução das penas e para a progressão de regime, com a definição de percentuais mínimos a serem cumpridos pelos condenados.

De acordo com o conteúdo do projeto, a proposta busca reduzir o tempo de cumprimento das penas impostas, por meio de regras específicas para cálculo da pena e para a progressão de regime. O texto também inclui dispositivos que tratam da compatibilidade da remição de pena com o regime de prisão domiciliar, conforme previsão expressa incorporada pelo relator.

A matéria aprovada pelo Senado beneficia investigados e condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados, conforme previsto no escopo do projeto. A votação ocorreu após debates em plenário e análise das emendas apresentadas durante a tramitação.

Com a aprovação pelos senadores, o projeto de lei segue agora para análise do presidente da República. A expectativa de veto foi indicada publicamente pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, em publicação nas redes sociais, ao sinalizar o posicionamento do governo federal em relação à proposta aprovada pelo Congresso Nacional.

A posição dos senadores do Rio Grande do Norte refletiu a divisão observada no plenário do Senado. Rogério Marinho, filiado ao Partido Liberal, votou favoravelmente ao texto. Styvenson Valentim, do Partido da Social Democracia Brasileira, também se posicionou a favor da aprovação da matéria. Já Zenaide Maia, do Partido Social Democrático, votou contra o projeto.

A votação nominal permitiu o registro individual dos posicionamentos dos parlamentares, incluindo a bancada potiguar. O resultado final consolidou a maioria necessária para aprovação do projeto em turno único no Senado Federal.

O PL da Dosimetria trata especificamente da forma de cálculo e execução das penas impostas pelo Judiciário. O texto aprovado define critérios objetivos para evitar interpretações divergentes quanto à progressão de regime e ao cumprimento das sanções aplicadas aos condenados.

A proposta também estabelece regras relacionadas à execução penal, com a previsão de percentuais mínimos para acesso a benefícios previstos em lei. Entre os pontos incluídos está a previsão explícita de que a remição de pena pode ser aplicada a condenados em regime de prisão domiciliar.

Após a deliberação no Senado, o projeto segue para a etapa de sanção ou veto presidencial. Caso haja veto, o texto poderá retornar ao Congresso Nacional para nova apreciação pelos parlamentares, conforme o rito legislativo.

Como votou a bancada do Rio Grande do Norte

  • Rogério Marinho (PL) – Sim
  • Styvenson Valentim (PSDB) – Sim
  • Zenaide Maia (PSD) – Não

Foto: Pedro França/Agência Senado / Carlos Moura/Agência Senado / Jonas Pereira/Agência Senado

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Senado aprova redução da pena de condenados pelo 8 de janeiro e trama golpista

Senado aprova redução da pena de condenados pelo 8 de janeiro e trama golpista

Texto vai para sanção do presidente Lula

O Senado aprovou nesta quarta-feira (17), em votação nominal, o projeto de Lei (PL) 2162/2023, o chamado PL da Dosimetria que prevê a redução de penas de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado.

Foram 48 votos favoráveis e 25 votos contra. O texto segue agora para a sanção presidencial.

Os senadores aprovaram o parecer do senador Esperidião Amin (PP-SC), que reduz as penas dos condenados por atos golpistas. Entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mais cedo, o projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Amin, que é favorável à anistia, defende que a redução das penas visa “pacificar o país”.

“Somos da posição de que a anistia para os condenados pelos eventos de 8 de janeiro deveria ser analisada à luz do princípio da unidade nacional e da função integradora do direito constitucional. A manutenção de centenas de cidadãos em regime fechado por atos que, embora ilícitos, não configuraram insurgência armada ou ameaça real à soberania, pode agravar divisões e comprometer a legitimidade das instituições”, argumentou.

“O perdão apresentar-se-ia como solução juridicamente possível e politicamente adequada para encerrar um ciclo de tensão e reafirmar o compromisso do Estado brasileiro com a democracia e a pacificação social”, concluiu.

O relator acatou uma emenda que determina que a redução será aplicada apenas aos condenados pelos atos golpistas. O senador considerou a emenda como apenas um ajuste de redação e não de mérito, para que o projeto não tenha que retornar à Casa de origem – no caso, a Câmara dos Deputados, que aprovou a matéria na noite do dia 9 de dezembro.

Um grupo de senadores se manifestou contra o projeto por não representar o anseio do país.

“Foi urdida uma trama, foi planejado um golpe de Estado no Brasil e foi tudo coordenado, financiado para que o golpe se concretizasse. Felizmente, não se concretizou por vários fatores”, disse o senador Marcelo Castro (MDB-PI).

“Há uma semana, nós votamos aqui a Lei Antifacção, endurecendo as penas, dificultando a progressão. E, hoje, senhoras e senhores, nós estamos aqui, incoerentemente, fazendo exatamente o contrário”, finalizou.

Para o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o projeto foi construído para beneficiar um grupo político que atentou contra o Estado Democrático de Direito.

“Essa é uma proposta casuística, uma norma jurídica que está sendo criada para beneficiar um grupo, para dar privilégio para um grupo, um grupo que atentou contra a própria Constituição”, afirmou.

“Nós temos que dar ao Brasil um recado importante de que golpe de Estado tem que se tratar com dureza, especialmente num processo que foi totalmente baseado na legalidade, que deu direito de defesa. Um julgamento que o Brasil inteiro acompanhou, um processo em que provas que foram produzidas provas materiais e a maior parte delas, produzidas pelos próprios criminosos”, reiterou.

Senadores do PL defenderam a proposta. O senador Izalci Lucas (PL-DF) disse que a proposta serve para diminuir penas de pessoas que não estavam diretamente envolvidas na trama e que receberam duras condenações.

“Nós precisamos votar essa matéria para virar essa página e tirar essas pessoas: o pipoqueiro, o vendedor de bala, que foi condenado há oito anos, 14 anos”, disse.

“Eu sou a favor da anistia, mas vamos aprovar a redução de pena para tirar os manifestantes da cadeia. Isso é o mais importante”, afirmou o senador Sergio Moro (União-PR).

O que é o PL da Dosimetria?

O PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa contra o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.

O foco do projeto é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas, reduzindo também o tempo para progressão do regime de prisão fechado para semiaberto ou aberto.

Tais mudanças poderão beneficiar réus como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Repercussão

No dia 10 de dezembro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou o PL da Dosimetria à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), tendo, como relator, o senador Esperidião Amim (PP-SC) – apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No dia seguinte, ao ser perguntado sobre o projeto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que só decidirá se vai sancionar quando o texto chegar ao Poder Executivo.

Manifestantes foram às ruas de diversas cidades no último domingo (14) contra a aprovação do PL da Dosimetria.

Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliaram que o PL da Dosimetria poderá diminuir o tempo de progressão de pena para outros condenados por crimes comuns.

Foto: Carlos Moura/Agência Senado / Jonas Pereira/Agência Senado

Da Agência Brasil

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Flamengo perde para PSG e vê sonho do bi mundial ser adiado

Flamengo perde para PSG e vê sonho do bi mundial ser adiado

Rubro-Negro é superado por 2 a 1 na disputa de pênaltis

O Flamengo foi derrotado pelo PSG (França) por 2 a 1 na cobrança de pênaltis, após um empate de 1 a 1 com a bola rolando, na tarde desta quarta-feira (17) no estádio Ahmad bin Ali, na cidade de Al Rayan (Catar), e viu o sonho do bicampeonato mundial adiado. Já a equipe francesa conquistou o título da Copa Intercontinental de Clubes da Fifa.

O time francês abriu o placar com o atacante georgiano Kvaratskhelia aos 37 minutos do primeiro tempo. A equipe carioca chegou a igualar aos 16 da etapa final, graças a gol em cobrança de pênalti do volante Jorginho. E nas penalidades máximas o goleiro russo Safonov brilhou, defendendo os chutes de Saul, Pedro, Léo Pereira e Luiz Araújo, para garantir o triunfo de 2 a 1 da equipe francesa.

Desta forma a equipe comandada pelo técnico Filipe Luís viu adiado o sonho de conquistar outro título de uma competição de clubes de âmbito mundial, como aconteceu em 1981 (quando venceu o Liverpool, da Inglaterra, pelo placar de 3 a 0 em Tóquio, no Japão, para ficar com a Copa Intercontinental).

Apesar do revés na decisão da Copa Intercontinental, o Flamengo teve uma temporada histórica, na qual conquistou quatro troféus: o Campeonato Carioca, a Supercopa do Brasil, a Copa Libertadores e o Campeonato Brasileiro.

Falhas de Rossi

A etapa inicial da partida entre Flamengo e PSG teve um protagonista, mas pelo lado negativo, o goleiro Agustín Rossi. O argentino, que foi um dos destaques da vitoriosa campanha do Rubro-Negro na Copa Libertadores, falhou em duas oportunidades na final diante dos franceses.

A primeira foi logo aos oito minutos, quando Rossi tentou evitar que a bola saísse com um chutão. A bola sobrou com o espanhol Fabián Ruiz, que bateu para o fundo do gol. Mas o lance foi anulado pelo juiz, com auxílio do VAR (árbitro de vídeo), ao ser constatado que a bola saiu pela linha de fundo.

Mas aos 37 outro erro do goleiro argentino culminou em um gol validado. Mayulu esticou a bola na direita para Doué, que, de primeira, cruzou rasteiro para o meio da área. Rossi espalmou e Kvaratskhelia teve apenas o trabalho de escorar para o fundo das redes.

Empate com Jorginho

Após o intervalo, o Rubro-Negro da Gávea igualou um pouco as ações em um confronto que ficou ainda mais aberto, com oportunidades sendo criadas de lado a lado. E o time brasileiro conseguiu empatar o marcador. Aos 14 minutos o uruguaio Arrascaeta foi derrubado dentro da área pelo brasileiro Marquinhos. Inicialmente o juiz não marcou nada, mas o VAR assinalou a necessidade de revisão e o pênalti foi marcado. Jorginho cobrou de forma perfeita e deixou tudo igual.

O empate perdurou até o final dos noventa minutos, e o confronto foi para a prorrogação, na qual o PSG criou as melhores oportunidades de marcar, em especial com o francês Dembélé, que entrou no decorrer da partida. Mas o placar permaneceu no 1 a 1, e a decisão foi decidida nas penalidades máximas.

Brilho de Safonov

Na disputa de pênaltis o time francês contou com o brilho do goleiro russo Safonov, que defendeu os chutes de Saul, Pedro, Léo Pereira e Luiz Araújo. Apenas De La Cruz marcou pelo time da Gávea. Já pelo lado francês Vitinha e Nuno Mendes colocaram a bola no fundo do gol. Já o atual melhor do mundo Dembélé bateu para fora e Barcola teve a cobrança defendida por Rossi.

Desta forma o PSG conquistou pela primeira vez na história uma competição de âmbito mundial.

Retrospecto de confrontos

Este foi o quarto jogo entre o Rubro-Negro da Gávea e a equipe da capital francesa na história. O primeiro encontrou entre as duas equipes foi em 1975, quando o Fla triunfou por 2 a 0. Em 1979 quem se deu melhor foram os franceses, pelo placar de 3 a 1. Já em 1991 o resultado foi um empate de 1 a 1.

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo / Adriano Fontes/Flamengo

Da Agência Brasil

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Especialista diz que é cedo para alarme com vírus K no Brasil

Especialista diz que é cedo para alarme com vírus K no Brasil

Variante do influenza detectada no Pará é importada e não indica surto

A identificação no Brasil de um novo tipo do vírus influenza A (H3N2), conhecido como “vírus K”, ainda não é motivo para preocupação, avalia o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri. Segundo o especialista, a circulação de variantes do influenza faz parte da dinâmica natural do vírus e, neste momento, não há elementos suficientes para prever impacto maior na próxima temporada de gripe.

Qualquer estimativa sobre gravidade, duração ou intensidade da próxima temporada seria prematura.

“Não sabe se essa vai ser a variante circulante e predominante ainda no mundo. Está começando a temporada no Hemisfério Norte. Nem sabemos se vai ser a temporada do H3N2 ou se vai vir outro H1N1. Isso é tudo muito teórico ainda”, disse Kfouri.

Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde emitiu nota informativa em que chama atenção para o aumento rápido da circulação da variante K do Influenza A no Hemisfério Norte, em especial na Europa, América do Norte e Leste Asiático.

Na Europa, a atividade da influenza iniciou mais cedo do que o habitual. A variante K representou quase metade dos casos de infecções reportadas entre maio e novembro de 2025. Não foi registrada ainda nenhuma mudança significativa na gravidade clínica, em termos de internação hospitalar, admissões em cuidados intensivos ou óbito.

O Ministério da Saúde publicou nesta semana informe sobre a situação epidemiológica do país e destacou, pela primeira vez, a identificação de um caso da variante K no Brasil, no estado do Pará.

Nesta quarta-feira (17), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) trouxe mais detalhes sobre o registro. A amostra com a presença da nova variante foi coletada em Belém (PA), no dia 26 de novembro, e inicialmente analisada pelo Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen-PA).

Depois da confirmação de influenza A (H3N2), o material foi encaminhado ao Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), onde passou por sequenciamento genético.

O caso refere-se a uma paciente adulta, do sexo feminino, estrangeira, oriunda das ilhas Fiji, e foi classificado como importado. Até o momento, não há evidências de transmissão local associada à variante no Brasil.

Para Kfouri, a detecção de novas variantes é esperada.

“Todo ano temos novidade do influenza. É da natureza do vírus sofrer mutações e causar epidemias anuais. Por isso, que precisamos tomar vacina todo ano. As vacinas são atualizadas conforme o que se consegue prever do que vai circular na temporada seguinte”, explicou.

O especialista destaca que, mesmo quando há alguma distância genética entre a vacina e o vírus circulante, a proteção permanece, especialmente contra formas graves da doença. “O que faz às vezes com que a efetividade da vacina seja um pouco maior no ano do que no outro ano, mas nunca se perde a efetividade. Há sempre alguma perspectiva ou expectativa de proteção, especialmente contra desfechos mais graves de hospitalização e morte”, disse.

Especialistas da Fiocruz reforçam que a vacinação segue como a principal ferramenta de prevenção. A composição da vacina recomendada pela OMS foi atualizada em setembro, com cepas mais próximas das atualmente em circulação, incluindo o subclado K.

“A composição da vacina de influenza recomendada pela Organização Mundial de Saúde foi atualizada em setembro para o próximo ano, com cepas mais próximas dos clados atualmente em circulação, incluindo o subclado K”, diz Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais do IOC.

Além da vacinação, as recomendações incluem higienização frequente das mãos, evitar contato próximo em caso de sintomas respiratórios, uso de máscara e busca por atendimento médico, especialmente diante de febre. Para os serviços de saúde, a principal orientação é manter o fortalecimento contínuo da vigilância epidemiológica, laboratorial e genômica.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil / Tânia Rêgo/Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Projeto que reduz penas do 8 de Janeiro passa na CCJ e acirra debate sobre crime organizado

Projeto que reduz penas do 8 de Janeiro passa na CCJ e acirra debate sobre crime organizado

Votação expõe divergências no Senado sobre impacto sistêmico da proposta aprovada pela Câmara

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (17), por 17 votos a 7, o Projeto de Lei nº 2162/2023, conhecido como PL da Dosimetria, que altera regras de cálculo e execução de penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023. A proposta segue para votação no plenário do Senado ainda nesta quarta-feira.

O projeto foi aprovado com a incorporação de uma emenda apresentada pelo senador Sérgio Moro (União-PR) e acatada pelo relator, senador Esperidião Amin (PP-SC). A alteração restringe a aplicação das novas regras de progressão de regime apenas aos crimes contra o Estado Democrático de Direito, com o objetivo de alcançar especificamente as condenações relacionadas aos atos golpistas.

Caso o texto seja aprovado pelo plenário e sancionado, um dos possíveis beneficiados será o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cuja pena, segundo estimativas, poderia ser reduzida de 27 anos e três meses para cerca de 20 anos de prisão. O tempo de cumprimento em regime fechado também seria reduzido para dois anos e quatro meses, conforme projeções baseadas nos critérios do projeto.

Durante a sessão da CCJ, a maioria dos discursos foi favorável à proposta, incluindo manifestações de senadores alinhados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidente da comissão, senador Otto Alencar (PSD-BA), cobrou a presença de lideranças governistas durante o debate e criticou a ausência do líder do governo no Senado no momento da votação. O senador Jaques Wagner (PT-BA) esteve presente na sessão, mas se ausentou antes do encerramento.

Horas depois, o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), divulgou vídeo informando que participou de reunião ministerial no horário da votação. Tanto Randolfe quanto Jaques Wagner registraram voto contrário ao projeto. Requerimentos apresentados por aliados do governo para adiar a votação foram rejeitados pela maioria dos membros da comissão.

O relator Esperidião Amin defendeu que a emenda incorporada ao texto configura apenas um ajuste redacional, sem alteração de mérito, o que permitiria o envio direto do projeto à sanção presidencial. Segundo ele, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal admite esse entendimento quando a modificação apenas explicita o alcance do texto aprovado pela Casa iniciadora.

Outros senadores, entre eles Otto Alencar e Renan Calheiros (MDB-AL), discordaram da interpretação e afirmaram que a mudança altera o conteúdo do projeto, o que exigiria nova análise da Câmara dos Deputados. A definição sobre o caráter da emenda pode influenciar diretamente o andamento da proposta, inclusive com possibilidade de adiamento da tramitação.

Paralelamente à aprovação do projeto, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou voto em separado defendendo a rejeição integral do PL da Dosimetria. Para ele, a proposta apresenta riscos estruturais à legislação penal e ao combate ao crime organizado.

Vieira avalia que o projeto não se limita a tratar das condenações relacionadas aos atos de 8 de Janeiro, mas altera regras gerais do sistema penal, com potencial impacto sobre condenados por outros crimes. Em seu voto, o senador afirma que o texto aprovado pela Câmara dos Deputados utiliza mecanismos de alcance amplo para resolver questões pontuais, o que poderia gerar efeitos não previstos.

Um dos pontos destacados por Vieira é a alteração do artigo 112 da Lei de Execução Penal, que trata da progressão de regime. Segundo o senador, o projeto estabelece como regra geral a progressão após o cumprimento de um sexto da pena, criando exceções para crimes específicos. Para ele, essa estrutura normativa pode permitir interpretações que beneficiem outros tipos de criminalidade.

O senador sustenta que, ao inverter a lógica tradicional da legislação penal, o projeto cria um cenário em que crimes graves não expressamente listados nas exceções possam ser automaticamente enquadrados na regra mais branda de progressão. A avaliação consta no voto em separado que seria apresentado durante a sessão da CCJ.

Antes da votação, Alessandro Vieira foi procurado pelo relator Esperidião Amin para colaborar na construção de um texto que reduzisse as brechas identificadas na versão aprovada pela Câmara. Vieira, no entanto, defendeu a rejeição da proposta e a elaboração de um novo projeto com foco específico nos casos relacionados aos atos de 8 de Janeiro.

O projeto também altera a forma de aplicação das penas previstas no Decreto-Lei nº 2.848, que atualmente permite a soma das penas para os crimes de tentativa de golpe de Estado e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Pela nova redação, as penas não poderão ser somadas quando os crimes forem praticados no mesmo contexto.

Além disso, o texto prevê redução de pena de um terço a dois terços nos casos em que os crimes tenham sido cometidos em contexto de multidão, desde que o condenado não tenha financiado os atos nem exercido papel de liderança. Essa regra se aplica às condenações relacionadas às invasões e depredações ocorridas em 8 de Janeiro.

Durante a leitura do parecer, Esperidião Amin afirmou que a proposta estabelece um marco inicial para a revisão das penas e que a eventual redução dependerá de requerimento individual de cada condenado, a ser analisado pelo Judiciário.

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

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Bolsonaro passa por perícia médica determinada por Moraes após pedido de cirurgia

Bolsonaro passa por perícia médica determinada por Moraes após pedido de cirurgia

STF aguarda laudo oficial da Polícia Federal para decidir sobre intervenção cirúrgica e prisão domiciliar

O ex-presidente Jair Bolsonaro será submetido a uma perícia médica nesta quarta-feira (17), por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O despacho que ordena o procedimento foi publicado na segunda-feira (15) e estabelece que a avaliação será realizada por peritos da Polícia Federal no Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília.

A decisão ocorre após pedido apresentado pela defesa do ex-presidente ao STF, solicitando autorização para a realização de uma cirurgia e a conversão do regime de cumprimento da pena em prisão domiciliar. Os advogados alegam agravamento do quadro clínico e sustentam que exames recentes apontariam a necessidade de intervenção cirúrgica, incompatível com o regime fechado.

No despacho, Alexandre de Moraes registra que, durante o exame médico realizado em 22 de novembro, no momento do cumprimento do mandado de prisão, não foi identificada qualquer condição clínica que justificasse a necessidade de cirurgia imediata. Segundo o ministro, a avaliação médica realizada naquela data não indicou urgência nem recomendação para intervenção cirúrgica.

Moraes também destacou que os exames apresentados posteriormente pela defesa não são atuais. De acordo com o despacho, mesmo à época em que esses exames foram realizados, não havia indicação médica formal de necessidade de cirurgia urgente. O ministro apontou que a ausência de laudos recentes e conclusivos impede a adoção imediata de medidas excepcionais.

Antes de definir a data da perícia oficial, Alexandre de Moraes já havia autorizado a realização de exames médicos nas dependências da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. Na decisão publicada na segunda-feira, o ministro determinou o encaminhamento de cópia integral de todos os exames e laudos médicos apresentados pela defesa aos peritos responsáveis pela avaliação.

A perícia médica será conduzida por profissionais da Polícia Federal e terá como objetivo avaliar o estado de saúde atual do ex-presidente. O laudo resultante da avaliação servirá de base para nova análise do relator sobre os pedidos apresentados pela defesa, incluindo a autorização para cirurgia e eventual mudança no regime de cumprimento da pena.

No despacho, Moraes afirma que o processo deverá retornar imediatamente à conclusão após a realização da perícia. A partir disso, o ministro tomará nova decisão com base nas informações técnicas fornecidas pelos peritos oficiais.

A defesa de Jair Bolsonaro protocolou o pedido de autorização para cirurgia e prisão domiciliar na segunda-feira (15). Os advogados argumentam que o quadro de saúde teria se agravado e que a realização do procedimento cirúrgico não poderia ocorrer em ambiente prisional. Sustentam ainda que a condição clínica exigiria acompanhamento médico específico.

O ministro, no entanto, ressalta que, até o momento, não há comprovação médica oficial que sustente a adoção de medidas excepcionais. Segundo Moraes, qualquer decisão sobre cirurgia ou alteração no regime de cumprimento da pena depende exclusivamente do resultado da perícia médica oficial determinada pelo STF.

A decisão reforça que o Judiciário utilizará apenas informações técnicas atualizadas e laudos produzidos por órgãos oficiais para fundamentar eventuais autorizações. O despacho não antecipa o teor da decisão futura e limita-se a estabelecer os critérios para análise dos pedidos apresentados.

A perícia será realizada no Instituto Nacional de Criminalística, órgão vinculado à Polícia Federal responsável por avaliações técnicas em processos judiciais. Após a conclusão do exame, os peritos deverão encaminhar o laudo ao Supremo Tribunal Federal para apreciação do relator.

Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Lula cobra alinhamento de discurso do governo e fala em “hora da verdade” em 2026

Lula cobra alinhamento de discurso do governo e fala em “hora da verdade” em 2026

Presidente destaca necessidade de comunicar ações realizadas nos últimos anos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (17) que o governo federal precisa alcançar a “narrativa correta” para informar à população brasileira os acontecimentos registrados no país nos últimos anos. A declaração foi feita durante a última reunião ministerial de 2025, realizada na residência oficial da Granja do Torto, em Brasília.

Segundo o presidente, o Brasil vive uma situação que ele classificou como favorável, mas esse cenário, de acordo com sua avaliação, não aparece com a intensidade esperada nas pesquisas de opinião pública. Lula atribuiu essa diferença à polarização política existente no país e afirmou que o discurso da equipe ministerial precisa estar definido com foco no processo eleitoral previsto para o próximo ano.

Durante sua fala aos ministros, o presidente afirmou que o período eleitoral será decisivo para apresentar à população uma avaliação comparativa entre gestões. “O ano eleitoral vai ser o ano da verdade. Ou seja, nós temos que criar a ideia da hora da verdade para mostrar quem é quem nesse país, quem faz o quê nesse país, o que aconteceu antes de nós e o que acontece quando nós chegamos ao governo”, disse Lula, ao mencionar ações em áreas como economia e políticas de inclusão social.

O presidente voltou a destacar que, na sua avaliação, a população ainda não tem pleno conhecimento sobre os acontecimentos recentes do país. “É importante que a gente tenha noção que nós precisamos fazer com que o povo saiba o que aconteceu nesse país. Eu tenho a impressão que o povo ainda não sabe. Eu tenho a impressão que nós ainda não conseguimos a narrativa correta para fazer com que o povo saiba fazer uma avaliação das coisas que aconteceram neste país”, afirmou.

Na reunião, Lula também tratou da participação de integrantes do governo nas eleições de 2026. O presidente afirmou que aceitará o afastamento dos ministros que desejarem disputar cargos eletivos ou buscar reeleição no próximo pleito. Em 2026, além da escolha do presidente da República, o país elegerá governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e deputados distritais.

O presidente ressaltou ainda a articulação política do governo junto ao Congresso Nacional. Segundo ele, essa capacidade foi determinante para a aprovação de medidas consideradas prioritárias pelo Executivo, como a isenção do imposto de renda e a reforma tributária. Lula também destacou o papel dos bancos públicos no cenário econômico atual, citando o aumento da capacidade de investimento e de financiamento.

Durante o discurso, Lula reafirmou a diretriz de sua política econômica voltada à circulação de renda entre a população. O presidente afirmou que a presença de recursos financeiros nas mãos da população impacta diretamente setores como indústria, consumo, agricultura e inflação. “Nós precisamos fazer muito mais, porque a minha teoria é que pouco dinheiro na mão do povo resolve o problema”, declarou.

Lula também mencionou políticas voltadas à população de baixa renda e afirmou que o governo atua para ampliar o reconhecimento social desse segmento. “Nós acabamos com a invisibilidade do povo pobre desse país. Nós acabamos com a invisibilidade de um povo que só era reconhecido em época de eleição”, disse o presidente durante a reunião.

Após a fala inicial do presidente, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, apresentou informações sobre as políticas industriais em desenvolvimento no país. Em seguida, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, fez um balanço dos três primeiros anos da atual gestão federal.

A programação da reunião ministerial prevê ainda pronunciamentos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad; do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira; e da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. As falas fazem parte do encerramento do calendário de reuniões do primeiro escalão do governo em 2025.

Fotos: Ricardo Stuckert / PR / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Walter Alves confirma alinhamento do MDB com Lula e mantém indefinição sobre palanque no RN para 2026

Walter Alves confirma alinhamento do MDB com Lula e mantém indefinição sobre palanque no RN para 2026

Vice-governador diz que partido segue em fase de escuta interna no Estado e cumpre agenda em Brasília com líderes do PT e do MDB

O vice-governador do Rio Grande do Norte e presidente estadual do MDB, Walter Alves, afirmou que o alinhamento do partido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está consolidado no plano nacional, especialmente entre as direções estaduais do Nordeste. A declaração foi feita em entrevista ao Diário do RN. No entanto, ao tratar do cenário eleitoral no Rio Grande do Norte para as eleições de 2026, Walter destacou que não há definição sobre o palanque estadual e que o MDB permanece em processo de escuta interna.

“O alinhamento do PT com o presidente Lula, isso aí já está consolidado, do MDB do Nordeste”, afirmou. Segundo ele, a discussão no momento está concentrada no contexto estadual. “Com relação ao palanque estadual, a gente vai conversando. Eu estou, na verdade, escutando o MDB”, disse.

Walter Alves ressaltou o peso político do MDB no Rio Grande do Norte e afirmou que qualquer decisão será tomada de forma coletiva. De acordo com ele, o partido conta atualmente com mais de 40 prefeitos no Estado. “O MDB tem mais de 40 prefeitos. Nós estamos conversando com o presidente da Assembleia, Ezequiel [Ferreira], para tomarmos uma atitude, uma decisão no momento certo”, declarou. Questionado sobre quando esse momento será definido, respondeu: “Não está definido”.

Segundo o vice-governador, a principal preocupação da legenda neste momento está relacionada à formação das nominatas e ao fortalecimento do partido. “A preocupação nossa é com as nominatas”, afirmou.

Ele destacou que o processo de definição passa por diálogo com diferentes setores. “A gente vai conversar, está escutando os deputados, vai conversar com a governadora, vai conversar com todo mundo, para definir que rumo o MDB vai tomar na sucessão”, disse, confirmando a intenção de se reunir com a governadora Fátima Bezerra (PT) e com o presidente da Assembleia Legislativa.

“Vou conversar eu, ela e Ezequiel. Não tem data marcada não. Eu estou conversando com todos os prefeitos, escutando qual o sentimento que o partido quer, para a gente tomar a decisão. Hoje, o MDB está fechado com Lula, mas não há definição sobre a sucessão estadual”, explicou.

Walter Alves também afirmou que precisa ouvir as bases do partido antes de qualquer encaminhamento. “Eu tenho que escutar os prefeitos. Eu não posso tomar uma atitude sem consultar os prefeitos, os deputados que já têm alinhamento conosco”, declarou. Ao ser questionado se descartaria algum caminho político, respondeu: “Depende do grupo. Eu sou apenas intérprete do grupo”.

Indagado sobre possíveis alianças, tanto com o campo governista no Estado, representado pela governadora Fátima Bezerra (PT) e pelo nome de Cadu Xavier, quanto com a oposição, que envolve o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), e a senadora Zenaide Maia (PSD), Walter manteve o posicionamento de que a definição dependerá da decisão coletiva do partido. “Depende do grupo”, afirmou.

A posição de apoio ao presidente Lula também foi reforçada em um vídeo publicado nas redes sociais durante encontro com o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB). Na gravação, ao agradecer pela duplicação da BR-304, Walter associou a obra ao governo federal. “Estamos aqui com o nosso ministro Renan, ministro do nosso MDB, e aqui, ministro, agradecer a tão sonhada obra de tantos e tantos anos, que a duplicação da 304 está aí. Próximo ano está começando a duplicação, a obra importante do nosso MDB e do nosso presidente Lula”, afirmou.

No final de novembro, Walter Alves esteve em Brasília, onde se reuniu com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, acompanhado do deputado estadual Dr. Bernardo (PSDB), que deve migrar para o MDB. Na ocasião, Walter indicou que a expectativa de assumir o Governo do Estado em caso de renúncia da governadora Fátima Bezerra, a partir de abril, pode não se concretizar. A avaliação considera a análise da situação financeira do Estado.

Ainda no campo político, Walter Alves declarou publicamente que se posiciona no centro do espectro político. “Se eu pudesse escolher, hoje, Ezequiel, eu ficava sabe aonde? No centro. Nem esquerda, nem direita. A gente é centro”, afirmou, ao lado do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira.

Paralelamente às declarações, o vice-governador embarcou nesta terça-feira (16) para uma série de compromissos em Brasília. Um dos encontros confirmados pela assessoria é com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, além de reuniões com líderes do MDB. De acordo com a assessoria, Walter Alves está levando documentos que apresentam a situação financeira do Rio Grande do Norte.

O retorno do vice-governador está previsto para a quinta-feira (18). Após a agenda em Brasília, uma reunião com a governadora Fátima Bezerra é esperada para os próximos dias.

Foto: Arquivo

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Flávio Bolsonaro acusa Alexandre de Moraes de atrasar cirurgia de Jair Bolsonaro

Flávio Bolsonaro acusa Alexandre de Moraes de atrasar cirurgia de Jair Bolsonaro

Senador pede autorização imediata para procedimento médico e STF agenda perícia para avaliar estado de saúde do ex-presidente

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou, nesta terça-feira (16), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de colocar em risco a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro ao não autorizar de imediato a realização de uma cirurgia indicada pela equipe médica. A declaração foi dada após visita ao ex-presidente na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde Bolsonaro está custodiado.

“Peço que volte o bom senso ao relator desse processo, para que não fique transparecendo que quer matar o Bolsonaro. É um risco de saúde muito grave, e eu peço que ele pare de usar essa jurisprudência”, afirmou o senador. Segundo Flávio Bolsonaro, a demora na autorização do procedimento médico teria provocado agravamento do quadro clínico do ex-presidente.

Durante a entrevista, o senador afirmou que nunca presenciou situação em que a palavra de médicos fosse colocada em dúvida por um magistrado. “Há uma desconfiança até de médicos. Um juiz desconfiado da palavra de um médico, nunca vi isso na vida. Pede uma perícia para ser confirmado”, declarou.

De acordo com Flávio Bolsonaro, a ausência de autorização imediata para a cirurgia levou à identificação de um novo problema de saúde em Jair Bolsonaro. Segundo ele, foi diagnosticada uma segunda hérnia nas pernas, condição que, conforme relatado, pode provocar estrangulamento intestinal caso não seja tratada. O senador atribuiu essa descoberta à demora na análise do pedido feito pela defesa ao Supremo Tribunal Federal.

Flávio Bolsonaro relatou ainda que, durante a visita, o ex-presidente apresentava melhora em relação aos sintomas observados anteriormente. “Ele estava mais animado e sem soluços”, afirmou. As informações foram repassadas após o encontro realizado na sede da Polícia Federal.

Diante das alegações da defesa e das manifestações públicas do senador, o Supremo Tribunal Federal agendou para esta quarta-feira (17) a realização de uma perícia médica para avaliar o estado de saúde de Jair Bolsonaro. O exame será conduzido por peritos da Polícia Federal no Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília. O laudo resultante da perícia deverá subsidiar nova análise do ministro Alexandre de Moraes sobre o pedido apresentado.

Na segunda-feira (15), a defesa do ex-presidente protocolou novo pedido junto ao STF solicitando autorização para a realização da cirurgia indicada pelos médicos, além da conversão da prisão em domiciliar. Os advogados alegaram agravamento do quadro clínico e reforçaram a necessidade de intervenção cirúrgica imediata.

Em despacho anterior, o ministro Alexandre de Moraes destacou que, até o momento, não havia laudo médico oficial que justificasse a adoção de medidas excepcionais, como a autorização da cirurgia ou a mudança do regime de custódia. O ministro ressaltou que qualquer decisão relacionada ao estado de saúde do ex-presidente estaria condicionada à realização de perícia médica oficial.

Segundo o STF, a perícia marcada tem como objetivo avaliar tecnicamente a condição de saúde de Jair Bolsonaro e verificar a necessidade do procedimento cirúrgico apontado pela defesa. A análise será feita com base nos exames e avaliações realizadas pelos peritos designados, e o resultado será encaminhado ao relator do processo.

A defesa de Bolsonaro sustenta que o quadro clínico envolve complicações decorrentes de cirurgias anteriores e de problemas intestinais recorrentes. O pedido apresentado ao Supremo inclui a argumentação de que a permanência do ex-presidente em ambiente de custódia sem o procedimento médico indicado pode representar risco à saúde.

Até a conclusão da perícia, o ministro Alexandre de Moraes mantém o entendimento de que não há elementos técnicos suficientes para autorizar a cirurgia ou a conversão da prisão em domiciliar. A decisão final ficará condicionada à análise do laudo que será produzido pela equipe da Polícia Federal.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Lançamento de foguete da base de Alcântara é adiado para sexta-feira (19)

Lançamento de foguete da base de Alcântara é adiado para sexta-feira (19)

Agora, ele irá ao espaço dia 19 próximo

A empresa coreana Innospace anunciou que adiou o lançamento do foguete Hanbit-Nano, que ocorreria nesta quarta-feira (17) para sexta-feira, às 15h45. Seria a primeira vez que um voo comercial partiria de uma base brasileira.

Segundo comunicado, a empresa mudou o dia do lançamento para garantir tempo suficiente para a “substituição de componentes após a detecção de uma anomalia no dispositivo de resfriamento do sistema de suprimento de oxidante do primeiro estágio durante o procedimento de inspeção final”.

A Força Aérea Brasileira (FAB), que opera o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, confirmou o adiamento.

O veículo espacial – que tem 21,8 metros de comprimento, 1,4 metro de diâmetro e 20 toneladas – iria ao espaço nesta quarta-feira levando satélites para a órbita baixa da terra a uma altitude de aproximadamente 300 km e inclinação de 40 graus.

Foto: Sgt Vanessa Sonaly/FAB

Da Agência Brasil

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Flamengo enfrenta PSG em busca do título da Copa Intercontinental

Flamengo enfrenta PSG em busca do título da Copa Intercontinental

Rubro-Negro mede forças com time francês a partir das 14h desta quarta

Embalado pelo mantra de que o seu povo pede o mundo de novo, o Flamengo enfrenta o PSG (França), a partir das 14h (horário de Brasília) desta quarta-feira (17) no estádio Ahmad bin Ali, na cidade de Al Rayan (Catar), na decisão da Copa Intercontinental de Clubes da Fifa.

O Rubro-Negro da Gávea se credenciou à disputa da competição graças à conquista da última edição da Copa Libertadores da América. E a motivação é voltar a conquistar o título de uma competição de clubes de âmbito mundial, como aconteceu em 1981.

Em entrevista coletiva concedida na última terça-feira (17), o técnico Filipe Luís deixou claro que compreende a importância da conquista do Mundial de 81 para a trajetória do Flamengo: “Nunca, nenhuma geração será maior do que a de 1981, que foi a primeira. O fato de existirem 40 milhões de flamenguistas é produto daquela geração. Quantos Arthurs existem por causa do Zico? Quantos Leandros? Foi uma geração que marcou época e fez os pais levarem os filhos aos estádios por anos”.

Agora, em 2025, o desafio será medir forças com o um PSG (França) que conquistou pela primeira vez na história o título da Liga dos Campeões da Europa: “Teremos a oportunidade de jogar mais uma final. Há jogadores que passam toda a carreira sem disputar sequer uma semifinal de competição importante. A única coisa que passa pela minha cabeça é estar no melhor nível mental para traçar o plano para vencer esse jogo complicado com o PSG e ser campeão com o Flamengo, o que é a nossa maior motivação”.

Para o PSG este jogo decisivo também tem um sabor especial, pois o time da Cidade Luz busca o seu primeiro título mundial. Neste ano a equipe francesa teve uma grande oportunidade de alcançar este objetivo, ao disputar a decisão da Copa do Mundo de Clubes. Porém, o time de Paris foi superado pelo Chelsea (Inglaterra) na decisão.

“Sabemos da importância deste jogo [com o Flamengo]. Isso representa muito para nós. Marcar a história no PSG foi um objetivo na temporada passada, e também é nesta temporada. É a primeira vez que podemos levar esse troféu”, declarou o técnico espanhol Luis Enrique em coletiva.

Na entrevista o comandante do time francês foi questionado sobre a oportunidade de voltar a medir forças com um time brasileiro na atual temporada (na Copa do Mundo de Clubes o PSG foi derrotado pelo Botafogo): “Enfrentamos o Botafogo, que atuou fechado, em seu campo de defesa. É o típico jogo que estamos acostumados a jogar. O Flamengo não atuará assim, pois joga muito bem com a bola, sai jogando de trás. Sem a bola pressiona muito bem. É um time muito interessante, fisicamente muito forte, com jogadores experientes, de muita qualidade, que sabem jogar jogos importantes. Será uma final apaixonante”.

Diante do PSG, o Flamengo terá força máxima, inclusive o atacante Pedro, que ganhou minutos diante do Pyramids (Egito). Porém, o centroavante não deve iniciar como titular. Assim, o técnico Filipe Luís deve iniciar o confronto com o seguinte time: Rossi; Varela, Danilo, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Jorginho e Arrascaeta; Carrascal, Plata e Bruno Henrique.

Fotos: Gilvan de Souza/Flamengo

Da Agência Brasil

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Padronização para horário de entrada e saída de hotéis começa a valer

Padronização para horário de entrada e saída de hotéis começa a valer

Portaria do Ministério do Turismo deu 90 dias para se ajustar a regras

Começaram a valer nesta terça-feira (16) as novas regras para entrada e saída (check-in e check-out) de hóspedes em hotéis brasileiros. A mudança, promovida pelo Ministério do Turismo (MTur), define que a diária cobre 24 horas, dentro das quais os hotéis têm três horas para a arrumação dos quartos.

A regra permite que os hotéis definam seus próprios horários de check-in e check-out dentro desses critérios, e essas informações devem ser comunicadas ao hóspede de forma clara e prévia, tanto pelos hotéis como pelas agências de turismo e as plataformas digitais intermediárias de reservas.

A medida foi modificada por meio de uma portaria do MTur publicada em setembro, com prazo de 90 dias para vigorar.

Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Manoel Linhares, a prática já era adotada pelas redes de hotéis usualmente, mas havia um pedido do setor para que o assunto fosse regulamentado e incluído nas últimas mudanças promovidas na Lei Geral do Turismo.

“São três horas de intervalo entre as saídas e entradas dos hóspedes, para que nossos colaboradores tenham tempo de preparar a hospedagem e para que a gente possa receber melhor. Isso no Brasil já era de praxe, mas, com a regulamentação exata, serve para tirar qualquer dúvida”, explica.

Além das três horas de intervalo para limpeza da hospedagem, a regulamentação também flexibiliza a cobrança de tarifas diferenciadas para entrada antecipada ou saída postergada e detalha a comunicação sobre horários e frequência dos serviços de arrumação, higiene e limpeza da unidade habitacional.

Por meio de nota, a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), que reúne agências de viagens e operadoras, avaliou de forma positiva a regulamentação do tema.

“A definição objetiva do período de hospedagem ajuda a alinhar expectativas do viajante no momento da compra e reduz ruídos na comercialização de pacotes turísticos, trazendo mais segurança para toda a cadeia”, destaca.

Além de maior transparência, a flexibilização quanto às tarifas diferenciadas permite ajustes conforme a disponibilidade de cada meio de hospedagem informa a nota da Abav.

“Embora a adaptação possa exigir ajustes, especialmente para pequenos empreendimentos, a entidade entende que a medida acompanha práticas já adotadas internacionalmente e contribui para a modernização e competitividade do turismo brasileiro”, conclui.

Registro de Hóspedes

As mudanças promovidas pelo MTur incluem ainda a adoção do novo modelo digital da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH), em substituição ao modelo de papel. A portaria que trata do assunto foi publicada em novembro, com prazo de 90 dias para começar a valer em 13 de fevereiro.

Com a adoção da nova ferramenta, os estabelecimentos terão um QR Code, com link para a página de pré-check-in, que poderão ser preenchidas pelos hóspedes. No momento de entrada, o estabelecimento só precisará conferir os dados com os documentos apresentados.

“Fica o check-in mais tranquilo, tanto para a hotelaria como para o hóspede que, na sua chegada, já vem de um voo cansativo e, às vezes, pega um grupo e fica em uma fila esperando para preencher uma ficha, aquela coisa toda”, afirma Manoel Linhares.

A versão digital da ficha ficará também disponível na Plataforma FNRH Digital, com outras funcionalidades, como elaboração de relatórios analíticos, módulo de reservas e módulo de consulta para os hóspedes.

Demandas

De acordo com Manoel Linhares, as mudanças são regulamentações importantes para o setor, mas ainda há demandas a serem incluídas nas leis que tratam do turismo no país, como a regulamentação de aplicativos de hospedagem, como os que alugam imóveis por temporada.

“Nós, hoteleiros, geramos emprego e temos uma carga tributária muito alta, como é do conhecimento de todos. Nós temos a responsabilidade de dar o melhor aos nossos hóspedes, desde o check-in ao check-out. E o que acontece? Esses aplicativos não ficam nem no Brasil, então a operação é desigual”, avalia.

A demanda é antiga, mas com o surgimento de diferentes plataformas e o impacto sentido pelo setor, a avaliação da ABIH é de urgência.

“Só em Fortaleza, do ano passado para cá, fecharam seis hotéis. Se nós não tivermos essa demanda, vão fechar muitos hotéis, como já estão fechando no Brasil todo”, conclui Linhares.

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com a assessoria do MTur sobre a regulamentação das plataformas para locação de imóveis por temporada. Até a publicação, não houve resposta. O espaço permanece aberto.

Foto: Gustavo Messina/MTur / Tânia Rêgo/Agência Brasil / Rizemberg

Da Agência Brasil

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Trama golpista: por unanimidade, STF condena cinco réus e absolve um

Trama golpista: por unanimidade, STF condena cinco réus e absolve um

Sessão continua para definição das penas dos condenados

Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça-feira (16) cinco dos seis réus do Núcleo 2 da trama golpista ocorrida durante o governo Jair Bolsonaro.

Por 4 votos a 0, colegiado condenou Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro; Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro; Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Mário Fernandes, general da reserva do Exército.

Eles foram condenados pelos crimes de crimes de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Marília de Alencar, delegada de carreira da Polícia Federal (PF) e ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, foi condenada pelos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Pelo mesmo placar, a turma absolveu Fernando de Sousa Oliveira, delegado de carreira da PF e ex-diretor de Operações do Ministério da Justiça, por falta de provas.

A sessão continua para a definição das penas dos condenados, a chamada dosimetria.

Acusações

Filipe Martins foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de atuar como um dos responsáveis pela elaboração da minuta de golpe de Estado que foi produzida no final do governo Bolsonaro.

Mário Fernandes foi acusado de arquitetar um plano para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e Moraes. A pretensão foi encontrada em um arquivo de Word intitulado Punhal Verde e Amarelo.

De acordo com a acusação, Marcelo Câmara realizou o monitoramento ilegal da rotina do ministro Alexandre de Moraes.

De acordo com mensagens apreendidas no celular de Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Câmara informou a Cid que Moraes estaria em São Paulo e se referiu ao ministro como “professora”. O episódio ocorreu em dezembro de 2022.

Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), atuou para barrar o deslocamento de eleitores do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições de 2022.

Segundo a PGR, Marília de Alencar foi responsável pelo levantamento de dados que baseou as blitze.

“Traidor da Pátria”

Último a votar, o ministro Flávio Dino destacou a acusação contra o general Mário Fernandes e disse que militar poderia ser considerado “traidor da pátria” se o país estivesse em guerra.

“Se um general mobiliza armas de subordinados seus contra integrantes de instituições do Estado brasileiro, se ele estivesse em um cenário de guerra, ele estaria em curso no Código Penal Militar como traidor da pátria. É algo chocante, muito impressionante a naturalização da ideia de que armas compradas com dinheiro da nação brasileira posam ser usadas contra brasileiros”, afirmou.
Defesas

Na semana passada, as defesas dos réus negaram as acusações e pediram a absolvição dos réus.

Foto: Antonio Augusto/STF / Rosinei Coutinho/STF

Da Agência Brasil

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Governo de SP, prefeitura e MME pedem rompimento do contrato com Enel

Governo de SP, prefeitura e MME pedem rompimento do contrato com Enel

Decisão foi tomada após reunião entre governador, prefeito e ministro

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito da capital, Ricardo Nunes, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciaram que vão levar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um pedido de caducidade do contrato de concessão de distribuição de energia elétrica que a Enel detém na capital paulista e em outros 23 municípios da região metropolitana.

Na última semana milhões de clientes da distribuidora ficaram sem energia elétrica por mais de cinco dias após a queda de árvores sobre a rede de fios, que destruiu cabos e postes.

Segundo Tarcísio, o governo fez um levantamento profundo das falhas reiteradas da prestação de serviço, e já vinha trocando informações com o Ministério de Minas e Energia e com a Aneel, para que providências sejam tomadas.

“É insustentável a situação da Enel em São Paulo, ela não tem mais condição de prestar serviço, tem um problema reputacional muito sério, tem um problema de deixar a nossa população na mão de forma constante”, disse o governador.

Para ele, não há outras alternativas além do pedido de caducidade, considerada por ele a medida mais grave prevista no contrato de concessão, que afeta, inclusive, a possibilidade de renovação automática do contrato.

O prefeito Ricardo Nunes disse que os eventos da última semana reiteraram que a empresa não tem a estrutura e o compromisso para fazer frente às necessidades, principalmente quando há alguma situação adversa por conta das mudanças climáticas.

A capital tem 5,8 milhões clientes da distribuidora, o que corresponde cerca de 75% do total da concessão.

“Nós estamos completamente unidos, governo federal, governo do estado e governo do município de São Paulo, para iniciar um processo rigoroso, regulatório e esperamos que a Aneel possa dar a resposta o mais rápido possível ao povo de São Paulo”, declarou o ministro Alexandre Silveira.

Segundo o ministro, a urgência climática já é algo conhecido e por isso tem se buscado renovar os contratos, como foi feito com a EDP no Espírito Santo e com a NeoEnergia em Pernambuco. “Porém, a Enel perdeu, inclusive do ponto de vista reputacional, as condições para continuar à frente do serviço de concessão em São Paulo”, disse.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil / Rovena Rosa/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Igreja determina que padre Júlio pare de transmitir missas na internet

Igreja determina que padre Júlio pare de transmitir missas na internet

Sacerdote nega que será transferido de paróquia

No último domingo (14), o padre Júlio Lancellotti anunciou em sua missa na Paróquia São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca, em São Paulo, que aquela seria a última transmissão da celebração na internet.

O sacerdote católico não explicou o motivo mas, segundo Denise Ribeiro, jornalista e voluntária que trabalha com o padre, o fim das transmissões é uma determinação da Arquidiocese de São Paulo. Ela conta que a ordem foi recebida na semana passada diretamente de Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo.

Diante da comoção gerada pela carta, Lancelotti publicou uma nota nesta terça-feira (16) refirmando a suspensão temporária da transmissão via internet. Entretando, ele diz que as missas continuam normalmente de forma presencial aos domingos, às 10h.

Em grupos de whatsapp católicos também circulou a informação de que Dom Odilo teria informado a transferência do padre Júlio da paróquia, onde está há 40 anos. Em seu comunicado, ele nega que isso vá acontecer: “Não procede a informação sobre a transferência da Paróquia São Miguel Arcanjo”.

Em contato com a Agência Brasil, o padre Júlio disse: “recebo [a notícia do fim das transmissões] com resiliência e obediência”.

A Agência Brasil buscou contato com a Arquidiocese de São Paulo por email e por telefone, mas o órgão não respondeu. O espaço segue aberto para a manifestação da Igreja.

Oprimidos

O padre Júlio Lancelotti é conhecido por seu trabalho junto à população em situação de rua, no qual promove acolhimento, assistência social e alimentação a quem necessita. O sacerdote ainda tem projetos de inclusão, acesso à leitura e à internet.

O religioso já foi bastante perseguido por políticos de direita. Em 2024, o vereador Rubinho Nunes propôs a criação de uma CPI para investigar o padre. O pedido foi negado.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil / Paulo Pinto/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Flávio Bolsonaro diz que não abre mão de candidatura à Presidência para Tarcísio de Freitas

Flávio Bolsonaro diz que não abre mão de candidatura à Presidência para Tarcísio de Freitas

Senador afirma que indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro é pelo seu nome; Declaração foi dada após visita ao pai na Polícia Federal, em Brasília

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou, nesta terça-feira (16), a possibilidade de abrir mão de sua candidatura à Presidência da República em favor do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo o parlamentar, a única hipótese em que deixaria de disputar o cargo seria para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu pai, que atualmente está preso e inelegível.

A declaração foi dada a jornalistas após Flávio Bolsonaro visitar Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Na ocasião, o senador reiterou que seu nome segue colocado para a disputa presidencial e que a indicação feita por seu pai permanece sendo a sua candidatura.

“O meu nome está colocado. A indicação do presidente Bolsonaro é Flávio Bolsonaro. Eu só abro mão se for para Jair Messias Bolsonaro e, para isso, ele tem que estar livre e nas urnas, e não é o cenário que a gente está vendo”, afirmou o senador.

Flávio Bolsonaro também comentou sobre a resistência ao seu nome por parte de partidos de centro, como o PSD e o Republicanos. Segundo ele, apesar das dificuldades iniciais, a expectativa é de que o apoio dessas legendas possa ocorrer em um momento posterior do processo eleitoral.

De acordo com o senador, nos últimos dias ele tem buscado dialogar com lideranças políticas para demonstrar viabilidade eleitoral. Flávio afirmou que pretende continuar apresentando seu projeto político e sua posição aos partidos que ainda não sinalizaram apoio formal à sua candidatura.

“O que eu tenho feito nos últimos dias é mostrar que eles estão errados. E pode ter certeza que muito em breve, até as pesquisas ligadas ao PT mostrarão um grande crescimento do nome Flávio Bolsonaro”, disse o parlamentar durante a conversa com jornalistas.

O senador reconheceu que o apoio dos partidos desde o início da campanha seria o cenário desejado, mas destacou que considera possível a construção de alianças em etapas posteriores. Segundo ele, a ausência de apoio imediato não inviabiliza a estratégia política adotada até o momento.

“Óbvio que eu quero os partidos junto comigo já no primeiro momento, mas, se não for possível, eu tenho a convicção, sempre foi muito claro, sempre disse isso, que se a gente não estiver junto no primeiro momento, certamente no segundo momento nós estaremos”, declarou.

Flávio Bolsonaro não detalhou quais partidos ou lideranças estariam mais próximos de um eventual alinhamento futuro, nem comentou prazos para a formalização de apoios. As declarações se limitaram à defesa de sua candidatura e à expectativa de crescimento político ao longo do processo.

O senador também não fez comentários adicionais sobre a situação jurídica de Jair Bolsonaro, limitando-se a afirmar que sua eventual desistência da candidatura presidencial só ocorreria caso o ex-presidente estivesse apto a disputar as eleições.

As falas ocorrem em meio às articulações de grupos políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro para a definição de um nome que represente esse campo político na disputa presidencial. O nome do governador Tarcísio de Freitas tem sido citado por setores do centro e da direita, hipótese descartada por Flávio Bolsonaro em suas declarações desta terça-feira.

Até o momento, não houve manifestação pública do governador de São Paulo sobre as declarações do senador. Também não foram divulgadas notas oficiais do PSD ou do Republicanos sobre o posicionamento de Flávio Bolsonaro ou sobre eventual apoio à sua candidatura.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil

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Desembargador é preso por operação que investiga presidente da Alerj

Desembargador é preso por operação que investiga presidente da Alerj

Macário Júdice Neto é relator do processo que investiga TH Joias

O desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), foi preso pela Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (16). Ele é investigado na Operação Unha e Carne 2, fase complementar da ação que prendeu, no começo do mês, o então presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar.

A operação investiga o vazamento de informações sigilosas no âmbito da Operação Zargun, que prendeu, em setembro, o então deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, e outras 17 pessoas por envolvimento com facções criminosas.

O desembargador Júdice Neto é relator do processo contra TH Joias. O magistrado está detido na superintendência da PF no Rio de Janeiro. Além da prisão preventiva, a operação Unha e Carne 2 cumpre dez mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, os dois estados da jurisdição do TRF2.

As ações foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estão no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635/RJ (ADPF das Favelas), que determina à PF investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos no estado e conexões com agentes públicos.
Defesa

Por meio de nota, a defesa do desembargador alega que o ministro Alexandre de Moraes, do STF. responsável pelo processo, “foi induzido a erro ao determinar a medida extrema”. O comunicado, assinado pelo advogado Fernando Augusto Fernandes, afirma que não foi disponibilizada cópia da decisão que decretou a prisão de Júdice Neto, “obstando o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa”.

Segundo o advogado, nada foi encontrado na busca e apreensão. A defesa antecipa que, após ter acesso às informações, pedirá a soltura do desembargador.

“É preciso investigar a quem interessa o afastamento do desembargador que determinou prisões no Rio de Janeiro e a criação de versões mentirosas que levaram aos fatos de hoje. Todos os alvos de sua decisão como desembargador estão presos”, completa a nota.

Relembre o caso

A Operação Zargun teve como alvo principal o então deputado estadual TH Joias, em setembro. Ele é acusado de ligação com a facção criminosa Comando Vermelho (CV), que inclui a intermediação de compra e venda de armas. Ele tinha assumido uma vaga na Alerj como suplente, cargo que perdeu após a prisão, com a volta ao cargo do deputado titular.

No começo de dezembro, a primeira fase da Unha e Carne prendeu o então presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, acusado de ter passado informações da Zargon para TH Joias. Bacellar chegou a ficar cinco dias presos, tendo sido libertado após uma decisão da Alerj que revogou a prisão. No dia seguinte à soltura, ele pediu licença do cargo.

Por decisão do ministro Alexandre de Moares, Bacellar tem que usar tornozeleira eletrônica e obedecer a algumas restrições, como permanecer afastado da presidência da Alerj, recolhimento domiciliar, proibição de se comunicar com outros investigados, suspensão de porte de arma e entrega de passaporte.

A decisão da Alerj está prevista na Constituição. Quando a Justiça decreta a prisão de um deputado federal ou estadual, a medida precisa ser ratificada pela respectiva Casa legislativa.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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STF tem placar de 3 votos a 0 contra marco temporal

STF tem placar de 3 votos a 0 contra marco temporal

Cristiano Zanin registrou seu voto em plenário virtual

O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou mais um voto pela inconstitucionalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas. O caso é julgado em sessão do plenário virtual da Corte.

Com o voto do ministro Cristiano Zanin, a Corte tem placar de 3 votos a 0 contra a restrição. Mais cedo, os ministros Gilmar Mendes, relator, e Flavio Dino também proferiram voto no mesmo sentido.

A votação começou hoje e ficará aberta até quinta-feira (18), às 23h59. Faltam sete votos.

Entenda

Dois anos após a Corte declarar o marco inconstitucional, os ministros voltaram a analisar o tema.

Em 2023, o STF considerou que o marco temporal é inconstitucional. Além disso, o marco também foi barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou parte da Lei 14.701/2023 , na qual o Congresso validou a regra. Contudo, os parlamentares derrubaram o veto de Lula.

Dessa forma, voltou a prevalecer o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

Após a votação do veto presidencial, o PL, o PP e o Republicanos protocolaram no STF ações para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal.

Por outro lado, entidades que representam os indígenas e partidos governistas também recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese.

Senado

Em paralelo ao julgamento do Supremo, o Senado aprovou na semana passada a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/23 que insere a tese do marco temporal na Carta Magna.

Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF

Da Agência Brasil

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Bolsonaro realiza ultrassom na PF e exames indicam necessidade de cirurgia

Bolsonaro realiza ultrassom na PF e exames indicam necessidade de cirurgia

Advogado informa diagnóstico de duas hérnias inguinais; exames foram autorizados pelo STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizou exames de ultrassonografia na manhã deste domingo (14) nas dependências da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde se encontra preso. De acordo com informações divulgadas pela defesa, os resultados dos exames indicaram a necessidade de um procedimento cirúrgico.

Segundo o advogado João Henrique Nascimento de Freitas, integrante da equipe jurídica que acompanha Bolsonaro, a ultrassonografia identificou a presença de duas hérnias inguinais. Esse tipo de condição ocorre quando há deslocamento de parte do intestino por falha na parede abdominal, geralmente na região da virilha.

A informação foi divulgada pelo advogado por meio das redes sociais. De acordo com ele, os médicos responsáveis pela avaliação indicaram que a cirurgia é o tratamento definitivo para o quadro clínico identificado nos exames realizados.

A defesa do ex-presidente havia solicitado autorização para a realização dos exames na última quinta-feira (11). No pedido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados indicaram o médico Bruno Luís Barbosa Cherulli como responsável pelo procedimento. A solicitação apontava caráter de urgência e informava que o exame seria não invasivo, sem necessidade de sedação ou estrutura hospitalar.

Ainda conforme a defesa, Jair Bolsonaro vinha relatando dores e incômodos nos dias anteriores à realização do ultrassom. No sábado (13), o ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, publicou nas redes sociais um vídeo em que Bolsonaro aparece soluçando enquanto dorme. A publicação foi utilizada pela família como argumento para reforçar a necessidade de avaliação médica.

A autorização para a realização dos exames foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O procedimento foi realizado dentro das instalações da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, local onde Bolsonaro cumpre pena.

Jair Bolsonaro está preso há quase um mês em uma cela especial nas dependências da Polícia Federal em Brasília. Inicialmente, ele foi encaminhado ao local para cumprimento de prisão preventiva, decretada após a constatação de violação das condições impostas pelo uso de tornozeleira eletrônica e diante de avaliação de risco de fuga.

Três dias após a decretação da prisão preventiva, foi encerrado o processo no qual Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Com o trânsito em julgado da decisão, ele passou a cumprir pena definitiva de 27 anos de prisão, em regime fechado.

A defesa informou que, diante do resultado dos exames, os próximos passos dependerão de avaliação médica complementar e de eventuais autorizações judiciais para a realização do procedimento cirúrgico indicado. Até o momento, não há informação oficial sobre data ou local para eventual cirurgia.

A Superintendência da Polícia Federal não divulgou nota específica sobre os exames realizados neste domingo. O Supremo Tribunal Federal também não se manifestou além da autorização previamente concedida para a realização do procedimento de diagnóstico.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Valter Campanato/Agência Brasil

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Zezé di Camargo anuncia rompimento com o SBT após presença de Lula em inauguração

Zezé di Camargo anuncia rompimento com o SBT após presença de Lula em inauguração

Cantor pede que especial de Natal não seja exibido e critica decisões da atual gestão da emissora

O cantor Zezé di Camargo anunciou, na madrugada desta segunda-feira, o rompimento com o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) após a participação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na inauguração do SBT News, novo projeto jornalístico da emissora. A manifestação foi feita por meio de um vídeo publicado nas redes sociais do artista.

Na gravação, Zezé di Camargo afirmou estar insatisfeito com os rumos adotados pelo SBT e solicitou que o especial de Natal estrelado por ele, previsto para ir ao ar na próxima quarta-feira (17), não seja exibido pela emissora. Segundo o cantor, sua decisão está relacionada a mudanças na condução editorial e institucional do canal.

Durante o pronunciamento, o artista mencionou diretamente a atual administração do SBT, hoje comandada pelas filhas de Silvio Santos, fundador da emissora, que morreu em 2024. Sem citar nomes, Zezé afirmou que as decisões tomadas pela atual gestão divergem dos princípios que, segundo ele, eram defendidos por Silvio Santos.

No vídeo, o cantor declarou que não concorda com escolhas feitas pela emissora e que, diante disso, optou por se afastar. Ele também afirmou que mantém apreço pela história do SBT, mas que não pretende manter vínculo profissional diante do cenário apresentado.

A manifestação ocorreu após a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cerimônia de inauguração do SBT News. O evento contou com a participação de integrantes da família Abravanel, entre eles Patrícia, Rebeca e Renata Abravanel, além de Daniela Beyruti, que ocupa o cargo de CEO da emissora.

Imagens divulgadas nas redes sociais oficiais do presidente mostram Lula ao lado das representantes do SBT durante a solenidade. Também foi compartilhado um registro em que o presidente aparece beijando a testa de Íris Abravanel, viúva de Silvio Santos, durante o evento.

A inauguração do SBT News reuniu ainda diversas autoridades políticas e institucionais. Estiveram presentes o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Alexandre de Moraes, e o prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes.

No vídeo publicado, Zezé di Camargo afirmou que sua posição também leva em consideração a relação com o público que acompanha sua carreira. O cantor disse que não pretende decepcionar seus fãs e destacou que sua manifestação não representa oposição pessoal a indivíduos específicos.

Segundo o artista, sua decisão foi tomada de forma pessoal, a partir de sua interpretação dos acontecimentos envolvendo a emissora. Ele afirmou ainda que torce para que o país siga da melhor forma possível e reiterou que sua trajetória profissional está diretamente ligada ao público brasileiro.

Até a publicação desta matéria, o SBT não havia se pronunciado oficialmente sobre o pedido do cantor para que o especial de Natal não seja exibido, nem sobre as declarações feitas em vídeo. Também não houve confirmação sobre eventuais mudanças na programação previstas para a data.

O especial de Natal de Zezé di Camargo estava programado para ir ao ar como parte da grade especial de fim de ano da emissora. Não há, até o momento, informações sobre a substituição do conteúdo ou eventual posicionamento institucional do canal diante do pedido do artista.

Foto: Renan Katayama/VisualHunt / Ricardo Stuckert/PR

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Carla Zambelli renuncia ao mandato após decisão do STF sobre cassação

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Câmara dos Deputados confirma renúncia e suplente deve tomar posse nesta segunda-feira

A Câmara dos Deputados informou neste domingo (14) que a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) apresentou renúncia ao mandato parlamentar. A comunicação foi encaminhada formalmente à Mesa Diretora da Casa, conforme divulgado em nota oficial.

Com a renúncia, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve dar posse ao suplente da parlamentar, Adilson Barroso (PL-SP), em sessão prevista para esta segunda-feira (15). A convocação do suplente ocorre de acordo com o regimento interno da Casa Legislativa, após a formalização da vacância do cargo.

A renúncia de Carla Zambelli ocorre dois dias após o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar a cassação imediata do mandato da deputada. Na sexta-feira (12), a Primeira Turma da Corte decidiu, por unanimidade, manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a perda do mandato parlamentar.

A decisão do STF anulou a votação realizada pela Câmara dos Deputados que havia rejeitado a cassação da parlamentar. O entendimento do Supremo foi de que a deliberação da Casa Legislativa contrariou o que está previsto na Constituição Federal em casos de condenação criminal com trânsito em julgado.

Na última quarta-feira (10), o plenário da Câmara dos Deputados havia decidido manter o mandato de Carla Zambelli. A votação terminou com 227 votos favoráveis à manutenção do mandato e 110 votos contrários. Para que a cassação fosse aprovada, seriam necessários pelo menos 257 votos favoráveis.

Após o resultado da votação, o ministro Alexandre de Moraes decidiu anular a resolução da Câmara que oficializou o resultado. Segundo o ministro, a decisão do Legislativo extrapolou sua competência constitucional ao deliberar sobre a manutenção do mandato de uma parlamentar condenada por decisão definitiva do Judiciário.

No entendimento expresso por Alexandre de Moraes, a Constituição estabelece que cabe exclusivamente ao Poder Judiciário determinar a perda do mandato de parlamentar condenado criminalmente com decisão transitada em julgado. À Câmara dos Deputados, segundo o ministro, compete apenas declarar a perda do mandato, sem a necessidade de votação política sobre o tema.

O caso de Carla Zambelli tem origem em condenação proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 2023. Na ocasião, a deputada foi condenada a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A decisão transitou em julgado, o que motivou os desdobramentos judiciais e legislativos posteriores.

Em julho deste ano, Carla Zambelli foi presa em Roma, na Itália. A prisão ocorreu no contexto do cumprimento de um mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes. A parlamentar estava fora do Brasil no momento da determinação judicial.

De acordo com as informações divulgadas, Zambelli deixou o território brasileiro após a condenação e buscou asilo político na Itália. A deputada possui dupla cidadania, o que permitiu sua permanência no país europeu enquanto o processo de extradição era analisado pelas autoridades locais.

A prisão em Roma ocorreu durante o andamento do processo de extradição solicitado pelo governo brasileiro. A solicitação foi encaminhada às autoridades italianas após a emissão do mandado de prisão pelo Supremo Tribunal Federal.

A decisão final sobre o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro será analisada pela Justiça italiana em audiência marcada para a próxima quinta-feira (18). A audiência será responsável por avaliar os elementos apresentados pelas autoridades brasileiras e pela defesa da parlamentar.

Até a realização da audiência, o processo de extradição permanece em tramitação no sistema judicial italiano, conforme os procedimentos legais vigentes no país. As informações sobre o caso seguem sendo acompanhadas pelas autoridades brasileiras e italianas.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Roberto Carlos sofre acidente durante gravação de especial da TV Globo em Gramado

Roberto Carlos sofre acidente durante gravação de especial da TV Globo em Gramado

Falha no freio de veículo atingiu carros da equipe; cantor foi atendido em hospital e liberado

O cantor Roberto Carlos sofreu um acidente durante as gravações do clipe de abertura do especial de fim de ano da TV Globo, realizadas na cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul. A informação foi confirmada pela emissora por meio de nota divulgada neste domingo (14).

De acordo com o comunicado oficial, o acidente ocorreu durante a madrugada, no momento em que eram realizadas as gravações do material que integra a programação especial de fim de ano da emissora. Durante a ação, houve uma falha no sistema de freio do veículo conduzido pelo artista.

Segundo a TV Globo, o automóvel envolvido no acidente era um Cadillac, dirigido pelo próprio Roberto Carlos no momento da gravação. Em razão da falha mecânica, o veículo acabou atingindo três carros que pertenciam à equipe do cantor e que estavam posicionados no local da produção.

A emissora informou que, após o ocorrido, Roberto Carlos e outras três pessoas que integravam sua equipe foram encaminhados ao Hospital Arcanjo São Miguel, localizado em Gramado. Todos passaram por atendimento médico e realizaram exames de avaliação.

Ainda conforme a nota divulgada pela TV Globo, após a realização dos procedimentos médicos necessários, Roberto Carlos e os demais envolvidos foram liberados pela unidade hospitalar. A emissora não informou detalhes adicionais sobre o estado de saúde dos atendidos, limitando-se a confirmar que todos foram avaliados e dispensados.

O acidente aconteceu durante a produção de um dos conteúdos tradicionais da programação anual da emissora, que costuma contar com a participação do cantor em um especial exibido no período de fim de ano. As gravações estavam sendo realizadas em ambiente externo, com veículos utilizados como parte da encenação do clipe.

A TV Globo também não detalhou se houve danos estruturais significativos aos veículos atingidos nem informou se a gravação foi interrompida ou reagendada após o incidente. O comunicado limitou-se a esclarecer a causa do acidente, os veículos envolvidos e o atendimento prestado aos ocupantes.

O Hospital Arcanjo São Miguel é referência no atendimento médico da região e foi a unidade escolhida para a avaliação dos envolvidos no acidente. A emissora não divulgou o tempo de permanência do cantor e da equipe no hospital nem se houve necessidade de observação prolongada.

A nota divulgada pela TV Globo foi a única manifestação oficial até o momento sobre o ocorrido. Não houve pronunciamento direto do cantor nem de representantes de sua equipe fora do comunicado institucional da emissora.

As gravações do especial de fim de ano da TV Globo costumam ocorrer em diferentes cidades do país e envolvem equipes técnicas, artísticas e de produção. Em Gramado, as imagens estavam sendo captadas como parte da abertura do programa, que integra a grade especial da emissora no período natalino.

Até a divulgação da nota, não foram informadas alterações na programação do especial nem cancelamento das gravações relacionadas ao projeto. A emissora também não comunicou se haverá investigação técnica sobre a falha mecânica mencionada no acidente.

O caso segue restrito às informações oficiais divulgadas pela TV Globo, que confirmou o atendimento médico e a liberação dos envolvidos após exames realizados no hospital local.

Foto: Caio Girardi

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EUA retiram Alexandre de Moraes da lista de sanções da Lei Magnitsky

EUA retiram Alexandre de Moraes da lista de sanções da Lei Magnitsky

Decisão do Tesouro norte-americano também exclui esposa do ministro e instituto ligado à família; Moraes e Lula comentam medida

O governo dos Estados Unidos retirou o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes da lista de pessoas sancionadas pela Lei Magnitsky. A decisão foi divulgada em comunicado oficial nesta sexta-feira (12) pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão vinculado ao Departamento do Tesouro norte-americano.

Além de Moraes, também foram retirados da lista o nome da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o Instituto Lex – Instituto de Estudos Jurídicos, entidade ligada à família do magistrado. O comunicado não detalha os motivos da revogação das sanções.

As sanções haviam sido aplicadas no fim de julho pelo governo do presidente Donald Trump. Em setembro, a lista de sancionados foi ampliada para incluir Viviane Barci de Moraes. As medidas tiveram como base a Lei Magnitsky, instrumento da legislação dos Estados Unidos utilizado para punir unilateralmente estrangeiros acusados de violações de direitos humanos.

Entenda a Lei Magnitsky e as sanções impostas ao ministro do STF

A Lei Magnitsky prevê a imposição de sanções econômicas e restrições migratórias contra indivíduos considerados responsáveis por violações de direitos humanos fora dos Estados Unidos. Entre as penalidades previstas estão o bloqueio de contas bancárias, bens e interesses financeiros sob jurisdição norte-americana, além da proibição de entrada no país.

Ao aplicar as sanções contra Alexandre de Moraes, o Departamento do Tesouro dos EUA alegou que o ministro teria violado a liberdade de expressão e autorizado prisões arbitrárias. O órgão citou decisões relacionadas ao julgamento da tentativa de golpe de Estado no Brasil e medidas adotadas contra empresas de mídia social sediadas nos Estados Unidos.

Em declaração oficial à época, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que Moraes seria responsável por uma campanha de censura, detenções arbitrárias e processos considerados politizados, incluindo ações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Moraes comenta retirada das sanções durante evento em São Paulo

Após o anúncio da retirada das sanções, Alexandre de Moraes comentou a decisão durante a cerimônia de lançamento do canal SBT News, realizada em São Paulo, evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em sua fala, o ministro afirmou que a “verdade prevaleceu” e agradeceu ao presidente da República pela atuação da diplomacia brasileira. Moraes declarou que, em julho, pediu ao chefe do Executivo que não adotasse medidas de retaliação ou ingressasse com ações judiciais, por acreditar que as informações chegariam às autoridades norte-americanas.

Segundo o ministro, a revogação das sanções representa uma vitória do Judiciário brasileiro, da soberania nacional e da democracia. Moraes afirmou que o Judiciário não se submeteu a ameaças ou coações e seguirá atuando com imparcialidade.

O ministro também declarou que o Brasil encerra o ano apresentando força institucional e funcionamento democrático perante outros países.

Lula diz que decisão dos EUA é positiva para o Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comentou a decisão do governo dos Estados Unidos durante o mesmo evento. Segundo Lula, a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF era injusta, e a retirada das sanções representa um resultado positivo para o Brasil e para a democracia brasileira.

Durante o discurso, Lula afirmou que não considera legítimo que um presidente de outro país aplique sanções contra autoridades brasileiras que estejam exercendo suas funções constitucionais. O presidente declarou que a retirada do nome de Moraes da lista de sancionados representa o reconhecimento dessa posição.

Lula também mencionou que, em sua avaliação, ainda há outras pessoas que deveriam ser retiradas da aplicação da lei, reiterando que não considera aceitável a punição de autoridades estrangeiras por atos relacionados ao exercício da democracia em seus países.

Contexto político das sanções e repercussões no Brasil

As sanções contra Alexandre de Moraes foram aplicadas após atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) junto ao governo norte-americano. À época, Eduardo Bolsonaro encontrava-se nos Estados Unidos e buscou apoio para medidas contra o ministro do STF em razão de decisões relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Apesar das sanções previstas na Lei Magnitsky, a medida teve impacto limitado. Alexandre de Moraes não possui bens, contas bancárias ou aplicações financeiras nos Estados Unidos, nem mantém viagens frequentes ao país.

No mês anterior à revogação das sanções, Eduardo Bolsonaro tornou-se réu no Supremo Tribunal Federal pelo crime de coação no curso do processo. A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e trata da atuação do parlamentar junto a autoridades estrangeiras.

Após o anúncio da retirada das sanções, Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo, também réu por envolvimento na articulação das medidas, divulgaram nota afirmando ter recebido a decisão com “pesar”.

Evento no SBT marcou pronunciamentos oficiais

A cerimônia do SBT marcou a inauguração do canal SBT News, que estreia na próxima segunda-feira (15). O evento ocorreu no dia em que o fundador da emissora, Silvio Santos, completaria 95 anos de idade.

Durante o encontro, o presidente Lula também abordou o papel da imprensa na democracia brasileira, afirmando que a função do jornalismo é informar com base na verdade.

Além de Lula e Alexandre de Moraes, participaram do evento autoridades dos três Poderes, entre ministros do STF, ministros de Estado, o vice-presidente da República, governadores, prefeitos e representantes de empresas públicas de comunicação.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil / Ricardo Stuckert / PR

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STF mantém anulação de votação da Câmara que preservou mandato de Carla Zambelli

STF mantém anulação de votação da Câmara que preservou mandato de Carla Zambelli

Primeira Turma confirma decisão de Alexandre de Moraes e determina posse de suplente em até 48 horas

Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes que anulou a votação da Câmara dos Deputados que havia rejeitado a cassação do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP). A deliberação do colegiado referendou a liminar concedida pelo relator na quinta-feira (11).

A votação teve início às 11h desta sexta-feira e foi encerrada por volta das 16h, com o voto da ministra Cármen Lúcia, que acompanhou integralmente o entendimento do relator. O placar final foi de 4 votos a 0. Também votaram pela manutenção da decisão os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e o próprio Alexandre de Moraes.

Com a decisão do STF, fica mantida a anulação da resolução da Câmara dos Deputados que havia oficializado o resultado da votação realizada na última quarta-feira (10), quando os parlamentares decidiram pela manutenção do mandato de Zambelli.

Entendimento do STF sobre perda de mandato parlamentar

Ao proferir a decisão, Alexandre de Moraes considerou que a deliberação da Câmara dos Deputados afrontou a Constituição Federal. Segundo o ministro, cabe exclusivamente ao Poder Judiciário determinar a perda do mandato de parlamentar quando houver condenação criminal com trânsito em julgado.

No entendimento do relator, o papel da Câmara dos Deputados, nesses casos, limita-se a declarar a perda do mandato, sem margem para deliberação política. Moraes destacou que a Constituição não atribui ao Legislativo a competência para rever ou sustar os efeitos de uma condenação definitiva imposta pelo Supremo Tribunal Federal.

A posição do ministro foi acompanhada integralmente pelos demais integrantes da Primeira Turma, que confirmaram a anulação da decisão legislativa.

Câmara havia rejeitado cassação por falta de votos

Na votação realizada pela Câmara dos Deputados, o plenário decidiu manter o mandato de Carla Zambelli por 227 votos a favor e 110 votos contra a cassação. Para que a perda do mandato fosse aprovada, eram necessários 257 votos, número que não foi alcançado.

Após o resultado, a Mesa Diretora da Câmara publicou uma resolução oficializando a decisão do plenário. Essa resolução foi posteriormente anulada por Alexandre de Moraes, sob o argumento de que a Casa Legislativa extrapolou suas atribuições constitucionais.

Posse do suplente deverá ocorrer em até 48 horas

Com a confirmação da decisão pelo STF, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deverá dar posse ao suplente da deputada, Adilson Barroso (PL-SP), no prazo de até 48 horas.

A determinação decorre do entendimento consolidado pelo Supremo de que a perda do mandato ocorre automaticamente após a decisão judicial definitiva, não dependendo de nova votação pelo Legislativo.

Condenações de Carla Zambelli no STF

Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida em 2023. De acordo com as investigações, a parlamentar foi apontada como autora intelectual da ação criminosa.

Segundo a apuração conduzida pela Polícia Federal, o ataque ao sistema foi executado pelo hacker Walter Delgatti, que confirmou ter agido a mando da deputada. O objetivo da invasão teria sido a emissão de um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes.

Delgatti também foi condenado no processo e prestou depoimentos confirmando a participação da parlamentar nos fatos investigados.

Prisão na Itália e pedido de extradição

Em julho deste ano, Carla Zambelli foi presa em Roma, na Itália, onde tentava evitar o cumprimento de um mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal. A deputada deixou o Brasil após a condenação, alegando buscar asilo político.

Zambelli possui dupla cidadania, brasileira e italiana, fator que influenciou sua permanência no país europeu após a saída do território nacional.

Após a fuga, o governo brasileiro formalizou pedido de extradição da parlamentar. A solicitação foi oficializada pelo STF no dia 11 de junho e, posteriormente, encaminhada pelo Itamaraty às autoridades italianas.

A decisão sobre a extradição será tomada pela Justiça italiana durante audiência marcada para a próxima quinta-feira (18).

Nova condenação por porte ilegal de arma

Além da condenação relacionada à invasão do sistema do CNJ, Carla Zambelli foi condenada novamente pelo Supremo Tribunal Federal, em agosto, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.

O caso refere-se ao episódio ocorrido às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, quando a deputada perseguiu um homem armada pelas ruas de São Paulo. As imagens do ocorrido foram amplamente divulgadas e integraram o conjunto de provas analisado pelo STF.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Toffoli retira quebra de sigilo de Vorcaro da CPMI do INSS

Toffoli retira quebra de sigilo de Vorcaro da CPMI do INSS

Documentos devem ser enviados para a presidência do Senado

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (12) restringir o acesso da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aos documentos das quebras de sigilos bancário, fiscal e telefônico do banqueiro Daniel Vorcaro, um dos sócios do Banco Master.

Pela decisão do ministro, os documentos deverão ser retirados da CPMI e enviados para a presidência do Senado, onde deverão ficar guardados até uma decisão definitiva do STF sobre a questão. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, não faz parte da comissão.

Na mesma decisão, Toffoli negou pedido de defesa do banqueiro e manteve a legalidade das decisões da CPMI e da Justiça que determinaram as quebras de sigilo.

Na semana passada, a CPMI aprovou a quebra de sigilo de Vorcaro. A comissão investiga operações de crédito do Banco Master para aposentados e pensionistas e aportes de fundos previdência de servidores públicos na instituição financeira, que foi liquidada pelo Banco Central.

Vorcaro e outros sócios do banco foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

Pelas redes sociais, o senador Carlos Viana (Podemos -MG), presidente da CPMI, disse que a decisão de Toffoli causa indignação.

“Essa decisão não é apenas estranha. É grave. Sempre que se afasta de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito o acesso a documentos essenciais, enfraquece-se a investigação e amplia-se a desconfiança da sociedade sobre o que se tenta ocultar”, afirmou.

Foto: José Cruz/Agência Brasil / Paulo Pinto/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Volta a chover em São Paulo e número de pessoas sem luz aumenta

Volta a chover em São Paulo e número de pessoas sem luz aumenta

Às 19h30, havia cerca de 710 mil clientes sem abastecimento

A região metropolitana de São Paulo registrou chuvas e ventania do final da manhã até o meio da tarde desta sexta-feira (12). Com chuva, ainda que mais branda do que a observada nos últimos dias, voltou a aumentar o número de pessoas sem energia na região.

A concessionária Enel chegou a informar que 600 mil clientes estavam sem energia hoje. Com as chuvas, causadas por um sistema de baixa pressão, esse número chegou a 750 mil clientes. Em checagem no site da concessionária de energia, às 19h30, a informação era de cerca de 710 mil clientes sem abastecimento. Os bombeiros informaram que houve 175 chamados para quedas de árvores nessa sexta-feira.

Alguns destes clientes estão recebendo mensagens da concessionária informando que seu problema é de “difícil resolução”. Parte deles aguarda mais de 48 horas por uma solução. É o caso dos moradores de um condomínio na Raposo Tavares, que ainda enfrentam problemas.

Por conta da falta de luz, alguns grupos de moradores têm se mobilizado nas últimas horas e protestado, interrompendo o trânsito. Moradores do Jardim de Abril atearam fogo a pneus, interrompendo o fluxo na Avenida Politécnica, na zona oeste. Moradores do Bixiga protestaram próximo da Avenida Nove de Julho, no centro da cidade, mesma região em que um grupo de 50 pessoas fechou a Avenida Brigadeiro Luís Antônio.

Durante o dia, o prefeito da capital, Ricardo Nunes, disse que a empresa colocou menos de 50 veículos para fazer reparos nas ruas. A assessoria da Enel fala em 1,5 mil equipes atuando e atribui a demora à excepcionalidade do ciclone que atingiu a região. Nunes voltou a falar em rever a concessão, federal, embora não tenha apresentado alternativas consistentes em seus discursos e entrevistas sobre o tema.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil / Paulo Pinto/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Carlos Bolsonaro divulga vídeo do pai soluçando antes da prisão

Carlos Bolsonaro divulga vídeo do pai soluçando antes da prisão

Filho afirma que sintomas seriam consequências da facada de 2018 e “quadro que só piora”

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) divulgou na manhã desta sexta-feira (12) um vídeo que mostra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) soluçando enquanto dorme. Nas imagens, Bolsonaro aparece deitado, usando fone de ouvido e segurando um tablet. Segundo o vereador, o conteúdo foi gravado antes da prisão e retrata uma situação que, segundo ele, considerou necessária de ser exposta.

Carlos Bolsonaro afirmou que inicialmente não pretendia tornar o vídeo público, mas declarou que decidiu divulgar as imagens por considerar que a situação mostrava uma “realidade impossível de ignorar”. Ele atribuiu os sintomas registrados no vídeo a consequências da facada que o ex-presidente sofreu em 2018 e citou que, segundo ele, os episódios fazem parte de um quadro que estaria se agravando.

O vereador afirmou ainda que a situação exibida no vídeo representaria um prenúncio de uma tragédia. De acordo com ele, Bolsonaro necessitaria de cuidados contínuos e passaria por episódios considerados mais sérios que os mostrados nas imagens. Ele mencionou que esses episódios representariam risco para a vida do ex-presidente, segundo declarou em publicação na rede social X.

A defesa de Jair Bolsonaro informou na última terça-feira (9) que houve piora em seu estado de saúde. Advogados afirmaram que o ex-presidente precisaria realizar uma cirurgia de hérnia inguinal, associada a crises recorrentes de soluços. Segundo a defesa, o procedimento demandaria entre cinco e sete dias de internação em um hospital particular de Brasília.

Os advogados também solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que Bolsonaro fosse transferido para prisão domiciliar. Eles argumentam que o ambiente prisional não seria compatível com a condição de saúde do ex-presidente. A defesa afirmou que esse tipo de medida é previsto para situações nas quais a manutenção da prisão em regime fechado pode colocar em risco a integridade física da pessoa presa por motivos médicos.

Na quinta-feira (11), o ministro Alexandre de Moraes determinou que Jair Bolsonaro passe por perícia médica em até 15 dias. O objetivo é confirmar a necessidade da cirurgia solicitada pela defesa. Na decisão, Moraes mencionou que Bolsonaro foi submetido a exames antes de ser preso, em 22 de novembro, e que, naquele momento, não havia indicação de urgência cirúrgica. O ministro afirmou também que disponibilizou atendimento médico integral durante o período em que Bolsonaro permanece sob custódia.

Moraes citou ainda que, desde o início da prisão, não houve registros de situações médicas emergenciais relacionadas ao ex-presidente. O ministro reforçou que a perícia deverá avaliar o quadro atual e indicar se existe necessidade imediata do procedimento solicitado pelos advogados.

Jair Bolsonaro está preso desde o fim de novembro, quando passou a cumprir pena de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado. A condenação foi decorrente da acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado após ser derrotado nas eleições de 2022. Desde então, a defesa tem apresentado pedidos relacionados à situação de saúde do ex-presidente.

O vídeo divulgado por Carlos Bolsonaro reacendeu discussões sobre o atual estado clínico do ex-presidente e motivou novas manifestações de sua defesa. A divulgação das imagens ocorreu em meio ao debate sobre a necessidade de cirurgia e ao pedido mais recente de prisão domiciliar apresentado ao Supremo Tribunal Federal.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Cassação de Carla Zambelli é determinada por Moraes após anular decisão da Câmara

Cassação de Carla Zambelli é determinada por Moraes após anular decisão da Câmara

Ministro afirma que decisão da Câmara é nula por inconstitucionalidade

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou nesta quinta-feira (11) a decisão da Câmara dos Deputados que havia rejeitado a cassação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). O magistrado determinou a perda imediata do mandato e ordenou que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), dê posse ao suplente no prazo máximo de 48 horas.

De acordo com Moraes, a votação da Câmara ocorreu de forma incompatível com a Constituição Federal. O ministro classificou o ato como nulo por “evidente inconstitucionalidade” e apontou que a rejeição da cassação representou desrespeito aos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade. Para ele, a deliberação também configurou desvio de finalidade, uma vez que houve afronta ao dispositivo constitucional que prevê a perda de mandato de parlamentar condenado criminalmente.

A decisão do STF foi emitida no âmbito do processo de execução penal de Carla Zambelli, que atualmente está presa na Itália. A deputada foi condenada em duas ações penais julgadas pelo Supremo. Em um dos processos, referente à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), recebeu pena de dez anos de prisão. No outro, envolvendo o episódio em que perseguiu um homem portando uma arma, foi condenada a cinco anos e três meses de prisão.

No despacho, Alexandre de Moraes destacou que cabe ao Judiciário decretar a perda de mandato parlamentar após condenação criminal com trânsito em julgado. Segundo o ministro, a função da Mesa Diretora da Câmara limita-se a declarar a perda do mandato, como um ato administrativo obrigatório e vinculado. O texto afirma que o Legislativo não tem margem de deliberação nesses casos.

O ministro também citou precedentes para sustentar sua decisão. Entre eles, mencionou os casos das condenações do ex-senador Ivo Cassol e do ex-deputado Paulo Maluf, ambos relacionados à perda de mandato após decisões criminais definitivas. Moraes ainda recordou julgamentos do processo do Mensalão, destacando que, em 2012, o STF entendeu ser possível a perda automática do mandato parlamentar quando houver condenação criminal, devido à suspensão dos direitos políticos decorrente da sentença.

Ao anular a rejeição da cassação, Moraes reforçou que a decisão da Câmara contrariou o entendimento consolidado pelo Judiciário. O ministro apontou que a Constituição determina a suspensão de direitos políticos de condenados criminalmente e que, a partir desse efeito, o mandato parlamentar se torna incompatível com a manutenção no cargo.

A determinação de Moraes exige que o suplente de Carla Zambelli seja empossado em até 48 horas. A decisão também deve ser comunicada imediatamente à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.

A anulação ocorre em meio ao cumprimento da pena imposta à deputada. Como Zambelli está presa no exterior, o processo de execução penal continua tramitando no Supremo. O ministro avaliou que a decisão da Câmara desrespeitou o caráter vinculante previsto para casos de condenação criminal definitiva.

Com o novo despacho, a cassação passa a ser formalizada sem necessidade de nova votação entre os parlamentares, seguindo a interpretação do Supremo para situações semelhantes registradas em decisões anteriores. A medida determina que o Legislativo apenas execute os efeitos da sentença criminal, sem possibilidade de alteração do resultado definido pelo Judiciário.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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PF realiza buscas contra assessora de Arthur Lira por suspeitas envolvendo emendas parlamentares

PF realiza buscas contra assessora de Arthur Lira por suspeitas envolvendo emendas parlamentares

Mandados autorizados pelo STF apuram possíveis desvios relacionados a emendas parlamentares

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira, 12, contra uma assessora do ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL). As ações têm como alvo a apuração de suspeitas de desvios de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. A investigada é Mariângela Fialek, que atuou como assessora técnica da Presidência da Câmara durante a gestão de Lira e é considerada responsável pela articulação de emendas.

De acordo com informações da Câmara dos Deputados, Mariângela está atualmente lotada na liderança do PP. As buscas ocorreram em Brasília, incluindo o gabinete de trabalho da servidora na Casa Legislativa. A PF informou que dois mandados foram cumpridos na capital federal.

A Operação Transparência foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), após solicitação formal da Polícia Federal. A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi consultada e concordou com a execução das ordens judiciais.

A investigação teve início a partir de um depoimento prestado pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ). Durante o relato à PF, ele mencionou suspeitas de manipulação do chamado orçamento secreto, atribuindo responsabilidade ao deputado Arthur Lira. Outro parlamentar ouvido pela Polícia Federal foi José Rocha (União-BA), ex-presidente da Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional.

O deputado Arthur Lira foi procurado para comentar a operação, assim como a assessora investigada. Até o momento, não foram divulgadas manifestações de ambas as partes.

Os crimes apurados pela Polícia Federal incluem peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção. As diligências integram o avanço das investigações sobre a destinação e execução de emendas parlamentares, tema que tem sido objeto de análises e questionamentos no Congresso Nacional e no âmbito judicial.

A PF segue analisando documentos e materiais apreendidos nos locais vistoriados para avançar na apuração dos fatos investigados. A ação ocorre no contexto de investigações relacionadas à aplicação de recursos públicos distribuídos por meio de emendas e às possíveis irregularidades envolvendo servidores e parlamentares.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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CNH sem autoescola obrigatória: novas normas começam a valer

CNH sem autoescola obrigatória: novas normas começam a valer

Resolução do Contran permite obtenção da habilitação sem aulas obrigatórias em autoescolas

Novas regras da CNH entram em vigor esta semana; veja o que muda

As novas regras para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) começam a valer nesta semana, logo após a publicação da resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Entre as mudanças previstas, está a dispensa das aulas obrigatórias de autoescola para a obtenção do documento.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, confirmou à Agência Brasil que a resolução será publicada no Diário Oficial da União (DOU) ainda esta semana, com validade imediata. A expectativa é que a publicação ocorra nesta terça-feira (9), após cerimônia no Palácio do Planalto para o lançamento do novo aplicativo CNH do Brasil.

O aplicativo deverá permitir que candidatos iniciem o processo de habilitação sem a obrigatoriedade de frequentar aulas presenciais em autoescolas. A plataforma disponibilizará materiais de estudo com conteúdos oficiais de trânsito. Quem preferir poderá continuar optando por aulas teóricas e práticas oferecidas por autoescolas credenciadas.

Segundo o Ministério dos Transportes, as mudanças podem reduzir em até 80% o custo total para obtenção da CNH, já que parte das etapas poderá ser feita online e sem a exigência de aulas contratadas.

Abertura do processo de habilitação

O processo de obtenção da CNH poderá ser iniciado de forma digital. A abertura ocorrerá pelo site do Ministério dos Transportes ou pelo aplicativo da Carteira Digital de Trânsito (CDT). A etapa de cadastro digital substitui procedimentos presenciais que antes eram obrigatórios.

Aulas teóricas

O Ministério dos Transportes disponibilizará gratuitamente todo o conteúdo teórico em ambiente online. O candidato poderá estudar pelo aplicativo ou pelo portal oficial.

Quem optar por aulas presenciais continuará podendo frequentar autoescolas ou instituições credenciadas. O objetivo é manter a possibilidade de escolha para o candidato, sem tornar obrigatória a contratação desses serviços.

Aulas práticas

Uma das mudanças mais significativas está na carga horária prática. A exigência atual de 20 horas-aula será reduzida para duas horas obrigatórias.

O candidato poderá escolher entre diferentes modalidades de instrução:

  • aulas em autoescolas tradicionais;
  • instrutores autônomos credenciados pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans);
  • preparação personalizada com uso de veículo próprio.

O uso do carro particular para as aulas práticas será permitido, desde que atendidos os requisitos exigidos pelos órgãos de trânsito.

Provas obrigatórias

Mesmo com a flexibilização das aulas, continuam obrigatórias as provas teórica e prática para a emissão da CNH. O candidato também deverá realizar etapas presenciais como a coleta biométrica e o exame médico nos Detrans.

Essas fases seguem com os mesmos protocolos atuais, sem alterações anunciadas pelo Contran.

Atuação dos instrutores

Instrutores autônomos poderão atuar no processo de formação de condutores. Eles serão autorizados e fiscalizados pelos órgãos estaduais de trânsito, seguindo critérios padronizados nacionalmente.

A identificação dos instrutores e o controle das aulas serão integrados à Carteira Digital de Trânsito, garantindo o registro formal do processo.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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Brasil na Copa do Mundo 2026 confira as datas, horários e locais dos jogos da fase de grupos

Brasil na Copa do Mundo 2026: confira as datas, horários e locais dos jogos da fase de grupos

Seleção enfrenta Marrocos, Haiti e Escócia na primeira fase do Mundial; Tabela da Fifa define caminhos do Brasil e possíveis adversários no mata-mata

A Seleção Brasileira já tem definido o calendário de partidas na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. O primeiro jogo será no dia 13 de junho, contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h (horário de Brasília). A partida marca a estreia da equipe comandada por Carlo Ancelotti no Grupo C do torneio.

Na segunda rodada, o Brasil enfrenta o Haiti no dia 19 de junho, às 22h (horário de Brasília). O confronto será realizado no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. O encerramento da primeira fase ocorrerá no dia 24 de junho, quando a Seleção enfrentará a Escócia no Hard Rock Stadium, em Miami, às 19h (horário de Brasília).

Jogos do Brasil na fase de grupos (horário de Brasília):

  • 13 de junho (sábado, 19h): Brasil x Marrocos – MetLife Stadium, Nova Jersey
  • 19 de junho (sexta-feira, 22h): Brasil x Haiti – Lincoln Financial Field, Filadélfia
  • 24 de junho (quarta-feira, 19h): Escócia x Brasil – Hard Rock Stadium, Miami

Caso avance à fase de 16 avos de final, a Seleção enfrentará um adversário do Grupo F. A chave é composta por Holanda, Japão, Tunísia e o representante da Europa B, que sairá de Ucrânia, Suécia, Albânia ou Polônia.

A partida desta etapa eliminatória está marcada para 29 de junho. Se terminar a fase de grupos na liderança, o Brasil atuará em Houston. Caso avance em segundo lugar, jogará em Monterrey.

A tabela completa da competição foi anunciada na tarde deste sábado (6) em evento da Fifa. A apresentação foi conduzida pelo presidente da entidade, Gianni Infantino, com participação dos ex-jogadores Ronaldo, Francesco Totti, Hristo Stoichkov e Alexi Lalas. A cerimônia ocorreu no Hilton Capital Hotel, em Washington, nos Estados Unidos.

A Copa do Mundo de 2026 será disputada entre 11 de junho e 19 de julho em 16 cidades-sede distribuídas entre Estados Unidos, México e Canadá. Os grupos foram sorteados na sexta-feira (5) em evento realizado no Kennedy Center, também em Washington.

Com 48 seleções e 104 partidas, esta será a edição com o maior número de participantes e jogos. O duelo de abertura, entre México e África do Sul, ocorrerá no dia 11 de junho, no Estádio Azteca, na Cidade do México. A final está agendada para 19 de julho de 2026, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, local onde também ocorrerá a estreia do Brasil.

Grupos da Copa do Mundo 2026

  • Grupo A: México, África do Sul, Coreia do Sul e Repescagem Europa D (República Tcheca, Irlanda, Dinamarca ou Macedônia do Norte)
  • Grupo B: Canadá, Repescagem Europa A (Itália, Irlanda do Norte, País de Gales ou Bósnia), Catar e Suíça
  • Grupo C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia
  • Grupo D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Repescagem Europa C (Turquia, Romênia, Eslováquia ou Kosovo)
  • Grupo E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador
  • Grupo F: Holanda, Japão, Repescagem Europa B (Ucrânia, Suécia, Polônia ou Albânia) e Tunísia
  • Grupo G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia
  • Grupo H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai
  • Grupo I: França, Senegal, Repescagem Intercontinental 2 (Bolívia, Suriname ou Iraque) e Noruega
  • Grupo J: Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia
  • Grupo K: Portugal, Repescagem Intercontinental 1 (RD Congo, Jamaica ou Nova Caledônia), Uzbequistão e Colômbia
  • Grupo L: Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá

Foto: Rafael Ribeiro/CBF/Ilustração

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Indicação de Flávio Bolsonaro para 2026 gera resistência entre partidos e governadores

Indicação de Flávio Bolsonaro para 2026 gera resistência entre partidos e governadores

Siglas do Centrão e partidos de direita divergem sobre o nome apoiado por Jair Bolsonaro

A indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como herdeiro político de Jair Bolsonaro para disputar a Presidência da República em 2026 desencadeou reações entre partidos e governadores do campo conservador. Mesmo preso após condenação por tentativa de golpe, o ex-presidente mantém influência entre aliados, mas sua escolha provocou divergências internas e antecipou disputas por espaço na formação do bloco que buscará enfrentar Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Partidos do Centrão e siglas alinhadas à direita demonstram resistência ao nome de Flávio. Dirigentes têm avaliado que a indicação pode dificultar a unificação do grupo e contribuir para uma fragmentação eleitoral. União Brasil e PSD já sinalizaram que devem atuar de forma independente na construção de projetos para a sucessão presidencial. As duas legendas trabalham para projetar lideranças próprias, como os governadores Ronaldo Caiado (União-GO) e Ratinho Jr. (PSD-PR).

As movimentações reforçam que a disputa por protagonismo entre partidos do campo conservador se intensificará nos próximos meses. A avaliação corrente em setores dessas siglas é que a escolha de Flávio Bolsonaro pelo ex-presidente altera a dinâmica interna e abre espaço para que concorrentes busquem consolidar alternativas de candidatura.

Ao mesmo tempo, governadores diretamente ligados ao bolsonarismo manifestaram apoio imediato ao nome de Flávio. Ratinho Jr. (PR), Cláudio Castro (RJ), Jorginho Mello (SC) e Tarcísio de Freitas (SP), além dos chefes dos Executivos de Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Minas Gerais, declararam alinhamento ao anúncio feito pelo ex-presidente. No PL, a orientação é fortalecer o senador como candidato para evitar divisão e construir uma plataforma competitiva no início da campanha.

A posição desses governadores indica que parte da base bolsonarista pretende organizar a defesa do nome escolhido e limitar a dispersão entre aliados. A articulação busca garantir estrutura política, apoio regional e visibilidade ao senador ao longo do processo pré-eleitoral.

O movimento contrário, porém, já está estabelecido. União Brasil e PSD mantêm articulações próprias e projetam uma estratégia paralela que não se subordina à indicação feita por Bolsonaro. A postura das duas siglas reforça a avaliação de que a disputa presidencial de 2026 contará com mais de um nome representando diferentes segmentos da direita e do centro-direita.

Analistas políticos avaliam que a ausência de consenso em torno de Flávio Bolsonaro sinaliza uma disputa interna que tende a se tornar mais intensa à medida que se aproxima a fase de definição das candidaturas. A falta de unidade no campo conservador aparece como um fator que pode influenciar os primeiros movimentos da corrida presidencial, ainda sem formatação consolidada.

O cenário atual mostra que há dois vetores principais em curso: de um lado, governadores e setores da direita alinhados ao bolsonarismo atuam para sustentar o senador indicado pelo ex-presidente; de outro, partidos que compõem o blocos conservador e de centro-direita buscam autonomizar seus projetos e fortalecer alternativas externas ao PL.

As divergências expostas nos últimos dias evidenciam que a formação do campo conservador para 2026 ocorrerá em ambiente de competição e desconfiança entre lideranças. A definição antecipada de Flávio Bolsonaro como herdeiro político do ex-presidente instalou um processo de reposicionamento interno que envolve governadores, partidos e lideranças regionais.

O resultado dessas movimentações deverá orientar a construção dos palanques estaduais e a distribuição de apoios nos próximos meses. Com diferentes grupos reivindicando protagonismo, a disputa pela liderança dentro do segmento conservador avança antes mesmo da formalização das candidaturas.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil / Bruno Peres/Agência Brasil

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Soldado confessa feminicídio e incêndio de quartel em Brasília

Soldado confessa feminicídio e incêndio de quartel em Brasília

Homem está preso no Batalhão da Polícia do Exército

A morte da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos, na sexta-feira (5) à tarde, está sendo investigada como feminicídio, informou neste sábado (6) a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Segundo a 2ª Delegacia Policial (DP), da Asa Norte, o soldado Kelvin Barros da Silva, 21 anos, confessou a autoria do crime e está preso no Batalhão da Polícia do Exército, em Brasília.

Em vídeo divulgado pela PCDF, o delegado Paulo Noritika, chefe da 2ª DP, explicou que o soldado contou que o assassinato ocorreu depois de uma discussão com a vítima. Nas palavras do autor confesso do crime, Maria de Lourdes teria exigido que o soldado terminasse o relacionamento com a namorada e a assumisse. Familiares da vítima, no entanto, negaram à imprensa local que os dois tivessem uma relação.

Segundo o delegado, o soldado não tinha antecedentes criminais.

“O autor está sob custódia no Serviço de Guarda do Exército e responderá por feminicídio, furto de arma, incêndio e fraude processual, podendo ser condenado a 54 anos de prisão”, acrescentou Noritika.

O corpo da militar foi encontrado na sexta (6), pouco depois das 16h, carbonizado e com um corte no pescoço pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), que apagou um incêndio no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RGC), no Setor Militar Urbano. Em nota, os bombeiros confirmaram que encontraram grande quantidade de combustível após extinguirem as chamas.

“No local, havia grande quantidade de material combustível. As edificações vizinhas foram resfriadas, evitando que o fogo se propagasse. O incêndio foi rapidamente controlado e, durante a fase de resfriamento dos materiais queimados, os socorristas encontraram um corpo carbonizado, do sexo feminino, ainda não identificado”, informou o CBMDF.

Pesar

Maria de Lourdes Freire Matos era saxofonista da banda do regimento. Em publicação nas redes sociais, o 1º RCG mostrou pesar pelo assassinato.

“O 1º Regimento de Cavalaria de Guardas manifesta profundo pesar pelo falecimento da cabo Maria de Lourdes Freire Matos, cuja trajetória na instituição foi marcada por dedicação, profissionalismo e um compromisso exemplar com o serviço prestado na fanfarra. Neste momento de dor, expressamos nossas mais sinceras condolências aos familiares, amigos e irmãos de farda”, destacou o comunicado.

Exclusão do Exército

O Exército informou que o soldado foi preso em flagrante imediatamente após a confissão. Segundo o Centro de Comunicação Social do Exército, foi instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM). O criminoso confesso deverá ser excluído da Força Militar.

A corporação informou estar prestando assistência à família. “O Exército Brasileiro presta total apoio à família e lamenta profundamente a perda da cabo Maria de Lourdes de Freire Matos e reitera a sua posição de não coadunar com atos criminosos e punir com rigor os responsáveis”, destacou.

Onda de feminicídios

O caso soma-se a uma onda de feminicídios recentes que abalaram o país. No último dia 28, duas funcionárias de um Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) no Rio de Janeiro foram mortas a tiros por um funcionário da mesma instituição de ensino, que se matou em seguida.

Na capital paulista, uma mulher de 31 anos teve as pernas severamente mutiladas após ser atropelada e arrastada, por cerca de um quilômetro no último sábado (29), enquanto ainda estava presa embaixo do veículo. Também em São Paulo, um homem atirou com duas armas, contra sua ex-companheira na pastelaria em que ela trabalhava na última segunda-feira (1º).

No Recife, um homem de 39 anos foi preso em flagrante também no sábado, suspeito de provocar um incêndio que matou sua esposa, grávida, e os quatro filhos do casal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a onda de feminicídios nesta semana. Em discurso em Pernambuco na última terça-feira (2), ele pediu o engajamento dos homens para mudar a cultura da violência de gênero que predomina na sociedade.

Foto: Divulgação / Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Da Agência Brasil

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Governo Lula intensifica ações digitais e pressiona Congresso sobre segurança e escala 6×1

Governo Lula intensifica ações digitais e pressiona Congresso sobre segurança e escala 6×1

Secom reforça campanhas institucionais enquanto Planalto amplia pressão por mudanças no Congresso

A comunicação institucional do governo Lula tem adotado um tom mais político nas redes sociais, utilizando perfis oficiais para defender pautas do Planalto, criticar ações de gestores estaduais, mobilizar trabalhadores e pressionar o Congresso. O movimento se intensificou nos últimos meses e gerou debates entre especialistas em direito público e comunicação institucional sobre os limites da atuação do governo nas plataformas digitais.

Um dos conteúdos que mais repercutiram foi o vídeo divulgado após a megaoperação policial no Rio de Janeiro. Na peça, o governo critica diretamente a ação da gestão Cláudio Castro e afirma que operações do tipo colocam “policiais, crianças e famílias inocentes em risco”. O vídeo defende que o combate ao crime deve ter “mais inteligência e menos sangue” e cita a PEC da Segurança Pública como alternativa. O material recebeu impulsionamento superior a R$ 1 milhão nas redes da Meta e acumulou mais de 70 milhões de visualizações no YouTube.

Especialistas apontam que o governo mistura conteúdos informativos — como ações de enfrentamento ao crime organizado — com posicionamentos políticos que não costumam compor a publicidade institucional tradicional. O advogado Edvaldo Barreto Jr. afirma que campanhas oficiais devem priorizar prestação de contas, o que nem sempre ocorre nas últimas peças divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social (Secom).

A estratégia digital do governo também foi utilizada durante votações no Congresso. No dia da análise do projeto que zera o Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, a conta oficial do governo publicou alerta para um possível “risco” à medida caso deputados retirassem a compensação relacionada à taxação de super-ricos. O post incentivava usuários a mobilizar redes sociais e pressionar parlamentares. A Secom afirma que não há irregularidades na prática e que as manifestações representam posições institucionais, sem promoção de autoridades, personalização política ou pedido de voto.

Paralelamente, o Planalto elevou publicamente a defesa pela extinção da escala 6×1, tema que avança de forma lenta no Congresso. A pauta ganhou centralidade nas últimas semanas, com manifestações do presidente Lula e da ministra Gleisi Hoffmann, além do ministro Guilherme Boulos. As falas criticam o relatório do deputado Luiz Gastão (PSD-CE), que reduz a carga horária semanal, mas mantém o regime 6×1. Segundo o governo, houve surpresa com o texto, e a intenção é retomar a discussão no Parlamento.

O projeto original, apresentado pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP), propõe alterar a Constituição para estabelecer jornada máxima de 36 horas semanais e descanso de três dias. O relatório não chegou a ser votado por falta de consenso, e parlamentares solicitaram vista. Mesmo sem avanço formal, integrantes do governo passaram a defender publicamente que o tema permaneça na agenda prioritária.

Gleisi Hoffmann argumenta que “reduzir horas não resolve” e que o foco deve ser o sistema de folgas. Boulos defende uma jornada máxima de 40 horas semanais e limite de cinco dias trabalhados com dois dias de descanso. O governo reforçou o assunto em coletiva realizada no Palácio do Planalto.

Nas redes sociais, a comunicação do governo incorporou a defesa do fim da escala 6×1 como bandeira popular. Vídeos, peças informativas, memes e conteúdos com forte apelo foram utilizados para mobilizar trabalhadores e pressionar parlamentares. Um dos posts afirma que o regime atual faz com que trabalhadores brasileiros atuem “208 horas a mais por ano” e que 2025 pode marcar a mudança com o fim do 6×1.

Levantamento da Nexus indica que 65% da população apoia mudanças no modelo de folgas. O dado tem sido usado por integrantes do governo como argumento para manter o tema em evidência.

A combinação entre defesa de pautas econômicas, críticas a operações policiais e mobilização por mudanças trabalhistas marca a fase mais recente da estratégia digital instituída pelo governo. A atuação envolve impulsionamento de conteúdos, publicações com tom político e orientações diretas aos seguidores sobre votações e propostas que tramitam no Congresso.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Senado pauta PEC do Marco Temporal antes de julgamento no STF

Senado pauta PEC do Marco Temporal antes de julgamento no STF

Votação ocorre em meio a tensões entre Congresso e Supremo sobre demarcações de terras indígenas

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluiu na pauta desta terça-feira (9) a votação da PEC do Marco Temporal para as terras indígenas. A análise ocorre um dia antes do julgamento do tema no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).

A movimentação reforça o clima de tensão entre o Congresso Nacional e o STF, agravado após decisão liminar do ministro Gilmar Mendes que dificultou a abertura de processos de impeachment contra integrantes da Corte. Mendes é o relator do caso do Marco Temporal no Supremo e, no ano passado, criou uma comissão para buscar um texto de consenso sobre a legislação referente ao tema.

O debate ganhou força após articulação da Frente Parlamentar da Agropecuária, que defendeu em 2023 um projeto de lei estabelecendo que as demarcações de terras indígenas se limitem às áreas ocupadas por povos originários até a promulgação da Constituição, em outubro de 1988. A proposta foi aprovada pela Câmara e pelo Senado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o texto, mas os parlamentares derrubaram o veto.
Em setembro daquele ano, o STF declarou a tese do marco temporal inconstitucional.

A PEC em votação no Senado pretende inserir o marco temporal na Constituição. A proposta é de autoria do senador Dr. Hiran (PP-RR) e estava parada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Nesta semana, após a decisão de Gilmar Mendes sobre a Lei do Impeachment, Alcolumbre cobrou “reciprocidade efetiva” do Supremo e afirmou esperar “respeito do Judiciário ao Poder Legislativo, suas prerrogativas constitucionais e a legitimidade das decisões do Parlamento”.

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado / Roque de Sá/Agência Senado / Jane de Araújo/Agência Senado

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Conta de luz deve subir até 7% em 2025, aponta Aneel

Conta de luz deve subir até 7% em 2025, aponta Aneel

Aumento supera inflação prevista e é influenciado pelo orçamento da CDE

A conta de luz deve ter alta de até 7% em 2025, índice acima da inflação estimada para o ano, projetada em 4,4% pelo IPCA. A previsão consta na edição mais recente do InfoTarifa 2025, divulgada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O reajuste é impulsionado principalmente pelo aumento no orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que financia ações como a tarifa social e o programa Luz para Todos. A CDE, abastecida por cobranças nas faturas de energia, multas e repasses do Tesouro Nacional, terá orçamento de R$ 49,2 bilhões em 2025.

A alta das quotas do fundo, especialmente nas rubricas “Uso” e “Geração Distribuída”, fez com que os Encargos Setoriais respondessem por 4,1% do impacto médio total na tarifa projetada para o próximo ano.

Para 2026, a Aneel projeta orçamento de R$ 52,6 bilhões para a CDE, o que representa incremento de 7% e tende a manter pressão sobre os custos para os consumidores. A proposta será analisada pela diretoria da agência na terça-feira (9).

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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Pix bate recorde e supera 313 milhões de transações em um dia

Pix bate recorde e supera 313 milhões de transações em um dia

Recorde anterior havia sido registrado no fim de novembro

Sistema de transferências instantâneas do Banco Central (BC), o Pix bateu novo recorde na última sexta-feira (5). Pela primeira vez, a modalidade superou a marca de 300 milhões de transações em 24 horas.

Somente no último dia 5, foram feitas 313,3 milhões de transferências via Pix para usuários finais. Segundo o BC, a movimentação também bateu recorde em volume de dinheiro, com R$ 179,9 bilhões em um único dia.

“O resultado é mais uma demonstração da importância do Pix como infraestrutura digital pública, para o funcionamento da economia nacional”, informou o BC em comunicado.

O recorde diário anterior tinha sido registrado em 28 de novembro, dia Black Friday e data limite do pagamento da primeira parcela do décimo terceiro, com 297,4 milhões de transações num único dia.

Criado em novembro de 2020, o Pix acumulou, no fim de novembro, 178,9 milhões de usuários, conforme as estatísticas mensais mais recentes. Desse total, 162,3 milhões eram pessoas físicas; e 16,6 milhões, pessoas jurídicas. Em outubro, segundo os dados consolidados mais recentes, o sistema alcançou a marca de R$ 3,32 trilhões movimentados.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

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Filhos de Jair Bolsonaro contestam tratamento dado ao ex-presidente e comparam prisão com a de Lula em 2018

Filhos de Jair Bolsonaro contestam tratamento dado ao ex-presidente e comparam prisão com a de Lula em 2018

Familiares alegam diferenças em visitas, estrutura da cela e acesso à saúde; inspeção autorizada pelo STF integra o contexto

Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro passaram a comparar publicamente o tratamento recebido pelo pai com as condições estabelecidas para Luiz Inácio Lula da Silva durante o período em que esteve detido em 2018. Carlos, Eduardo e Flávio Bolsonaro utilizaram as redes sociais para afirmar que as medidas impostas pela Polícia Federal ao ex-mandatário seriam mais rígidas do que as determinadas ao atual presidente quando cumpriu ordem judicial da 13ª Vara Federal de Curitiba.

Em uma das publicações, Eduardo Bolsonaro mencionou que Lula tinha acesso ao hospital Albert Einstein enquanto, segundo ele, Jair Bolsonaro dependeria do atendimento do Samu. No mesmo texto, o deputado afirmou que haveria intenção de “humilhar e exterminar”, expressão utilizada por ele ao comentar a situação do pai. Carlos Bolsonaro também fez críticas às regras de visitação, afirmando que a família teria enfrentado dias sem informações sobre a condição de saúde do ex-presidente. Ele mencionou ainda que Lula recebeu mais de 500 visitas no período em que permaneceu sob custódia da Polícia Federal em Curitiba.

Os filhos do ex-presidente também questionam supostas diferenças na estrutura da cela e defendem que Jair Bolsonaro tenha direito à prisão domiciliar. Apesar das alegações, tanto Lula quanto Bolsonaro foram detidos em unidades da Polícia Federal, condição vinculada ao cargo que exerceram e às circunstâncias dos respectivos processos. No caso de Lula, a custódia ocorreu em Curitiba porque o processo tramitava na Justiça Federal do Paraná. Jair Bolsonaro cumpre ordem do Supremo Tribunal Federal, sediado em Brasília, motivo pelo qual está detido na Superintendência da PF no Distrito Federal.

A corporação aplica normas internas previstas em portarias, que definem padrões para a estrutura das celas, regras de visitas e procedimentos gerais. Em ambos os casos, as limitações seguem protocolos institucionais da Polícia Federal. As divergências entre as situações estão relacionadas ao local de custódia e ao órgão responsável por conduzir cada processo judicial.

As comparações feitas pelos filhos do ex-presidente têm repercutido nas redes sociais e motivado manifestações de apoiadores e parlamentares. O tema também gerou pedidos formais de inspeção nas dependências onde Bolsonaro se encontra detido.

STF autoriza inspeção na cela de Jair Bolsonaro por integrante da Comissão de Segurança Pública

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o deputado Paulo Bilynskyj — ou outro integrante indicado por ele da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados — realize uma inspeção na cela onde Jair Bolsonaro está detido, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

A autorização foi concedida após pedido formal do parlamentar, que preside a comissão. A visita foi marcada para a próxima quinta-feira (11), das 9h às 11h, em conformidade com as normas da Polícia Federal. Moraes determinou que é proibido portar celular, fotografar ou gravar vídeos durante a inspeção, estabelecendo que a entrada deve seguir exclusivamente os critérios operacionais da PF.

Essa será a primeira autorização concedida pelo ministro a um visitante que não integra o círculo familiar do ex-presidente. Até o momento, Bolsonaro recebeu apenas a esposa, Michelle Bolsonaro, e seus filhos.

As regras de visitação seguem a Portaria SR/PF/DF nº 1104, publicada em março de 2024. O documento define que Bolsonaro pode receber visitas às terças e quintas-feiras, entre 9h e 11h, com duração máxima de 30 minutos por visitante. São permitidos dois visitantes por data, que devem entrar separadamente.

Médicos e advogados cadastrados no processo mantêm acesso liberado, sem necessidade de autorização prévia do STF, desde que cumpram as diretrizes internas da Superintendência da Polícia Federal.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Valter Campanato/Agência Brasil

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Família Bolsonaro declara apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro para 2026

Família Bolsonaro declara apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro para 2026

Após uma semana de conflitos internos, integrantes da família manifestam apoio ao senador, mencionado por Jair Bolsonaro como nome do grupo para a disputa presidencial.

A família Bolsonaro encerrou a semana em torno do nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após ele anunciar, nesta sexta-feira (5), que recebeu do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a missão de dar continuidade ao projeto político do grupo. A declaração foi feita nas redes sociais, sem detalhar qual cargo pretende disputar em 2026, mas gerou manifestações públicas de apoio dos familiares.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, publicou mensagem afirmando ter recebido “com profunda admiração, alegria e imenso orgulho” a notícia relacionada ao irmão. Eduardo declarou que parte do eleitorado desejava Jair Bolsonaro como candidato, mas alegou que decisões judiciais impediram essa possibilidade. Segundo ele, Flávio poderia impedir o PT de avançar politicamente em um novo ciclo eleitoral. Eduardo pediu união entre aliados e apoiadores.

Em sua publicação, o parlamentar afirmou: “Faço um apelo a todos que amam a liberdade e os valores que moldaram nossa civilização: deixemos nossas diferenças para trás. Não é hora de disputas menores. É hora de proteger aquilo que nenhum povo pode perder”. A mensagem foi direcionada a grupos da direita que já se movimentam para lançar pré-candidaturas ao Planalto, como os governadores Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; e Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, frequentemente mencionado como potencial sucessor de Jair Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro era um dos nomes cogitados para ocupar espaço no bloco político, mas passou a ser alvo do Supremo Tribunal Federal (STF) por supostas articulações com autoridades norte-americanas em defesa de sanções contra o Brasil. O deputado é réu por coação no curso do processo, crime relacionado ao uso de violência ou grave ameaça para favorecer interesses em ações judiciais, administrativas ou policiais. Caso seja condenado, pode ser preso ao retornar ao país.

Antes de divulgar seu próprio posicionamento, Eduardo compartilhou uma mensagem do comunicador Paulo Figueiredo, que atua como seu assessor nos Estados Unidos. Figueiredo escreveu que a candidatura de Flávio Bolsonaro deveria mobilizar apoio amplo entre os simpatizantes do grupo político, afirmando que a disputa seria difícil, mas estratégica para os próximos anos.

Heloísa Bolsonaro, esposa de Eduardo, também fez publicações durante a semana. Inicialmente, criticou conflitos internos na direita e discussões sobre sucessão neste momento político. Ela questionou a mobilização por nomes para 2026 e disse que outras ações deveriam ter prioridade. Posteriormente, após o anúncio feito por Flávio, compartilhou a nota oficial e manifestou apoio ao cunhado, pedindo orações pela família do senador.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro levou algumas horas para se posicionar, mas publicou a nota oficial do PL e desejou êxito ao senador. Na mensagem, declarou: “Que Deus te abençoe, @flaviobolsonaro, nesta missão pelo nosso amado Brasil. Que o Senhor te dê sabedoria, força e graça em cada passo, e que a mão d’Ele conduza o teu caminho para o bem da nossa nação”.

Na próxima terça-feira, Flávio e Michelle devem visitar Jair Bolsonaro na sede da Polícia Federal em horários distintos, entre 9h e 11h.

Semana marcada por divergências

As manifestações de apoio ocorreram após uma semana marcada por tensões dentro da família. O estopim foi uma crítica de Michelle Bolsonaro a uma articulação do PL do Ceará, comandado pelo deputado André Fernandes, relacionada ao apoio ao ex-presidenciável Ciro Gomes na disputa estadual. Os filhos do ex-presidente defenderam Fernandes, afirmando que a movimentação tinha aval de Jair Bolsonaro. Flávio classificou a crítica de Michelle como inadequada. Após encontro com o pai na segunda-feira, o senador pediu desculpas à ex-primeira-dama.

No dia seguinte, o PL realizou uma reunião emergencial para reduzir os atritos, e o acordo com Ciro foi suspenso por tempo indeterminado. A suspensão foi interpretada por parte dos envolvidos como um recuo que atendeu a demandas de Michelle Bolsonaro.

A crise ocorreu poucos dias depois de uma reunião fechada do grupo político, realizada em 24 de novembro, voltada ao alinhamento de discursos em defesa de Jair Bolsonaro, que havia sido preso preventivamente. Na ocasião, Michelle pediu que divergências fossem tratadas internamente. As discussões, porém, foram expostas publicamente na semana seguinte.

Nesse cenário, Flávio Bolsonaro passou a ser considerado porta-voz do pai, sobretudo pela proximidade e pelo mandato parlamentar. Eduardo permanece fora do país, e Carlos Bolsonaro atua no Rio de Janeiro, o que limita sua participação em agendas em Brasília. A posição atribuída a Flávio contrasta com declarações recentes de Eduardo, que afirmou que qualquer pessoa da família próxima ao ex-presidente possui condições de representá-lo enquanto durar a prisão preventiva.

Foto: RS/Fotos Públicas / Rovena Rosa/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil

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Com ironia, Boulos comenta anúncio de Flávio Bolsonaro para 2026: "Só não vai desmaiar no debate"

Com ironia, Boulos comenta anúncio de Flávio Bolsonaro para 2026: “Só não vai desmaiar no debate”

Ministro cita derrota de Jair Bolsonaro em 2022 e afirma que governo espera repetir o resultado contra o filho.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, comentou nas redes sociais o anúncio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como nome escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar a Presidência da República em 2026. A fala ocorreu após o senador confirmar que recebeu do pai a missão de representar o bolsonarismo na eleição nacional.

Ao se manifestar, Boulos ironizou o anúncio. Ele afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva derrotou Jair Bolsonaro na eleição de 2022 e que o governo pretende alcançar o mesmo resultado contra o filho na próxima disputa. O ministro também retomou um episódio envolvendo Flávio durante a campanha municipal de 2016, quando o senador passou mal durante um debate da TV Band no Rio de Janeiro. “Só não vai desmaiar no debate, @FlavioBolsonaro”, escreveu.

O caso citado ganhou repercussão à época. Flávio Bolsonaro era candidato à prefeitura do Rio quando desmaiou enquanto respondia a uma pergunta. Ele foi amparado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB), que posteriormente se afastou após declarações de Jair Bolsonaro afirmando que “comunista não tocaria” em seu filho. A equipe de Flávio atribuiu o mal-estar a uma intoxicação alimentar.

A manifestação de Boulos ocorre no mesmo dia em que o senador confirmou publicamente ter sido escolhido pelo ex-presidente para liderar o projeto político da família na disputa pelo Planalto. Em publicação nas redes sociais, Flávio afirmou que assume a tarefa com “grande responsabilidade” e que pretende dar continuidade ao “projeto de nação” iniciado por Jair Bolsonaro, que está preso desde setembro na sede da Polícia Federal em Brasília.

A escolha de Flávio representa a primeira vez em que Jair Bolsonaro indica de forma explícita um membro da própria família para sucedê-lo politicamente. Até então, o grupo mantinha indefinição sobre quem ocuparia o espaço da direita alinhada ao bolsonarismo na eleição presidencial. O anúncio também ocorre em meio às recentes movimentações de partidos e lideranças que já iniciam articulações para 2026.

No PL, a expectativa é que Flávio Bolsonaro assuma uma atuação nacional para tentar reunir aliados e manter mobilizada a base eleitoral tradicional do pai. O senador deve participar de agendas interestaduais e encontros com dirigentes regionais. A estratégia envolve buscar apoio de nomes que tradicionalmente dialogam com o campo político em que o bolsonarismo está inserido.

Entre as lideranças que já manifestaram apoio ao senador estão os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro. Ambos integram grupos políticos que mantiveram proximidade com o ex-presidente nos últimos anos e são considerados peças importantes na organização das alianças para 2026.

O anúncio da pré-candidatura ocorre enquanto Jair Bolsonaro permanece detido em Brasília. Desde a prisão preventiva, o ex-presidente limita sua comunicação a visitas autorizadas e interações controladas. Flávio tem desempenhado papel central na interlocução com aliados e com a direção do PL, o que contribuiu para sua escolha como representante na disputa presidencial.

A reação de Boulos acrescenta um novo elemento ao debate em torno da pré-candidatura. O ministro integra o governo Lula e direcionou sua fala a um dos principais nomes da oposição para 2026. A disputa eleitoral, contudo, permanece em fase inicial, e demais lideranças políticas ainda articulam apoios e estratégias para o próximo ciclo eleitoral.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Bruno Peres/Agência Brasil

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Copa: Ancelotti diz que Brasil pode vencer todos os jogos da 1ª fase

Copa: Ancelotti diz que Brasil pode vencer todos os jogos da 1ª fase

Seleção estreia no Mundial diante de Marrocos no dia 13 de junho

O técnico italiano Carlo Ancelotti afirmou que o Brasil pode vencer os três jogos da primeira fase da Copa do Mundo de 2026 (contra Marrocos, Haiti e Escócia). A declaração foi dada em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (5) após o sorteio dos grupos do Mundial que será disputado nos Estados Unidos, no Canadá e no México.

“O primeiro jogo do Brasil pode ser contra Marrocos, Haiti ou Escócia, temos que vencer. É respeitar o adversário e estudar bem o rival. Podemos vencer os três jogos. Nossa ideia é muito clara, temos que ser competitivos durante toda a Copa do Mundo”, declarou o comandante do Brasil ao ser questionado sobre o que achava de enfrentar a seleção africana logo na estreia do próximo Mundial.

O técnico italiano também foi questionado sobre o que achava da possibilidade de o Brasil cruzar no mata-mata com equipes fortes como Holanda, Alemanha e França: “O objetivo do Brasil é disputar a final e, para isso, tem que encarar equipes muito fortes. Isso pode acontecer nas quartas de final, na semifinal. Mas, na minha opinião, isso não muda muito”.

Na entrevista, Ancelotti também foi questionado sobre os próximos desafios do Brasil, amistosos contra a Croácia e França, que foram confirmados nesta sexta pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e que serão disputados nos Estados Unidos. Segundo o treinador, estes jogos servirão para avaliar o nível da seleção a poucos meses do início da Copa: “Acredito que será um bom teste. Enfrentaremos equipes de nível mundial de diferentes características. A França tem qualidade individual extraordinária, enquanto a Croácia tem uma equipe muito experiente. Queremos saber onde estamos”.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Mais de 42 mil fazem provas discursivas do CNU 2025 neste domingo (7)

Mais de 42 mil fazem provas discursivas do CNU 2025 neste domingo (7)

Provas serão aplicadas a partir das 13h em 228 municípios

A prova discursiva da edição 2025 do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) será realizada neste domingo (7) em 228 cidades de todos os estados e do Distrito Federal. A lista com os municípios onde a prova será aplicada pode ser conferida na internet.

Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), 42.499 pessoas foram aprovadas e classificadas na primeira fase do certame, que consistiu na prova objetiva.

Para saber a nota final na prova objetiva, os candidatos podem acessar a Página de Acompanhamento do concurso no site da FGV, banca examinadora do certame, com Cadastro de Pessoa Física (CPF) e senha individual da plataforma gov.br.

Em todos os resultados individuais, os candidatos poderão consultar a nota da prova objetiva, a situação na prova (aprovado ou eliminado) e a classificação para as fases 2, 3 e 4, quando for o caso.

Cartões de inscrição

Os cartões de confirmação de inscrição, com a indicação do local da prova discursiva, estão disponíveis desde o dia 1º no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Para cargos de nível superior, a prova discursiva será das 13h às 16h. Já os candidatos a cargos de nível intermediário farão as provas no mesmo dia, em horário reduzido: das 13h às 15h.

Os portões serão fechados às 12h30 (horário de Brasília), meia hora antes do início.
Pontos

Para cargos de nível superior, a prova será formada por duas questões, valendo 22,5 pontos cada, totalizando 45 pontos.

Para nível intermediário, a avaliação será composta por uma redação dissertativo-argumentativa com valor total de 30 pontos.

A prova deve ser escrita à mão, com caneta esferográfica azul ou preta, e somente o texto transcrito na folha definitiva será considerado para correção.

Os textos deverão ter até 30 linhas e serão avaliados a partir dos conhecimentos específicos – que equivalem a 50% da nota total para nível superior – e o domínio da Língua Portuguesa, equivalentes aos demais 50% da nota para nível superior. Para o nível intermediário, o domínio da Língua Portuguesa será responsável por 100% da nota total.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Flávio Bolsonaro confirma indicação do ex-presidente para disputar a Presidência em 2026

Flávio Bolsonaro confirma indicação do ex-presidente para disputar a Presidência em 2026

Senador afirma que Jair Bolsonaro o escolheu como candidato do grupo político

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta sexta-feira (5) que seu pai, Jair Bolsonaro (PL), confirmou que ele será o candidato à Presidência da República pelo grupo político em 2026. A declaração foi feita por meio de publicação no X. “É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”, escreveu o senador.

Antes de divulgar publicamente a informação, Flávio comunicou a direção do Partido Liberal e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O senador e o governador conversaram nesta semana sobre o tema. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou ter conhecimento da articulação. “Flávio me disse que o nosso capitão ratificou sua candidatura. Bolsonaro falou, está falado. Estamos juntos”, afirmou Valdemar.

Na publicação em que confirmou a indicação do ex-presidente, Flávio Bolsonaro declarou que o País vive dias difíceis e que não pretende assistir a esse cenário sem se manifestar. Ele afirmou ainda que não ficará parado diante do que classificou como risco à democracia. Jair Bolsonaro está preso desde 25 de novembro na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília, cumprindo pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Flávio acrescentou que assume a missão concedida pelo pai “diante de Deus e diante do Brasil” e afirmou que seguirá conduzindo seus próximos passos conforme sua declaração pública.

Visitas autorizadas e reuniões políticas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou visitas periódicas ao ex-presidente, especialmente de familiares. Flávio esteve com Jair Bolsonaro na terça-feira, mas não mencionou naquela ocasião qualquer conversa sobre candidatura presidencial.

Dirigentes do PL afirmam que veem a informação com reserva e avaliam que o anúncio pode funcionar como um teste para medir a reação ao nome de Flávio Bolsonaro em nível nacional. Para alguns, a decisão final deve ser tomada posteriormente.

Uma pessoa próxima à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que ela rejeita a escolha de Flávio e que o ex-presidente não teria tomado tal decisão sem consultá-la. A fonte também questionou o fato de Bolsonaro não ter comunicado a Michelle, mas ter conversado com outras pessoas sobre o assunto, especialmente após acontecimentos recentes envolvendo a família.

Divergências internas no PL e crise familiar

A divulgação ocorre dias após um desentendimento entre Michelle Bolsonaro e os filhos Flávio, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ). A crise começou após Michelle criticar a articulação do PL cearense, liderado pelo deputado André Fernandes, para apoiar o ex-presidenciável Ciro Gomes em disputa interna no Estado.

Os três filhos do ex-presidente defenderam Fernandes e afirmaram que a articulação tinha aval de Jair Bolsonaro. Flávio classificou a postura de Michelle como inadequada. Após visita ao pai, o senador disse ter pedido desculpas à ex-primeira-dama.

No dia seguinte ao episódio, o PL realizou uma reunião emergencial para tratar da situação. O apoio a Ciro Gomes foi suspenso por tempo indeterminado, o que foi interpretado por alguns integrantes como recuo parcial do grupo de Flávio, Eduardo e Carlos.

A crise ocorreu uma semana depois de reunião interna do bolsonarismo, realizada em 24 de novembro, para alinhar discurso em defesa do ex-presidente, preso preventivamente. No encontro, Michelle pediu que divergências não fossem expostas publicamente e defendeu maior unidade dentro do grupo. A discussão foi seguida pela divulgação das divergências que se tornaram públicas em Fortaleza.

Flávio Bolsonaro assume papel de porta-voz

Com Eduardo nos Estados Unidos e Carlos no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro tem ocupado posição de porta-voz do pai. Ele mantém mandato parlamentar, visibilidade e acesso autorizado à Superintendência da Polícia Federal para visitas, o que lhe permite comunicar informações de forma direta.

Eduardo Bolsonaro declarou que, durante o período de prisão de Jair Bolsonaro, haverá incertezas sobre quem fala oficialmente por ele. Segundo o deputado, Flávio, Carlos e Michelle mantêm proximidade com o ex-presidente e seguem com acesso autorizado.

Foto: Beto Barata/PL / Edilson Rodrigues/Agência Senado

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Sorteio da Copa do Mundo 2026 define grupos; Brasil cai no Grupo C

Sorteio da Copa do Mundo 2026 define grupos; Brasil cai no Grupo C

Evento em Washington reúne líderes políticos, dirigentes da Fifa e ex-atletas

A capital dos Estados Unidos sediou nesta sexta-feira, no Kennedy Center, o evento que definiu os grupos da Copa do Mundo de 2026. Em Washington D.C., estiveram presentes autoridades da Fifa, ex-jogadores e líderes políticos dos três países-sede do torneio: o americano Donald Trump, a mexicana Claudia Sheinbaum e o canadense Mark Carney.

O sorteio foi conduzido pelo ex-zagueiro inglês Rio Ferdinand, ao lado da jornalista Samantha Johnson. A participação na retirada das bolinhas ficou a cargo de Tom Brady, Wayne Gretzky, Aaron Judge e Shaquille O’Neal. O evento contou ainda com apresentações de Andrea Bocelli, da banda Village People e dos cantores Robbie Williams e Nicole Scherzinger.

A seleção brasileira comporá o Grupo C do Mundial de 2026. Os adversários do Brasil na primeira fase serão Marrocos, Haiti e Escócia. “Futebol é a língua da paixão e da alegria. De 11 de junho a 19 de julho, teremos um verão espetacular. Serão milhões de pessoas passando pelos três países-sede e 104 Super Bowls em um mês”, afirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino.

Durante a cerimônia, a Fifa entregou pela primeira vez o Prêmio da Paz. O homenageado foi Donald Trump, que recebeu elogios de Infantino. Trump destacou ações relacionadas ao acordo inicial para cessar-fogo entre Israel e o grupo Hamas, em Gaza.

O Brasil teve participação adicional no evento com Roberto Carlos, ex-lateral pentacampeão, que falou sobre cobrancas de falta e comentou a contratação de Carlo Ancelotti para comandar a seleção.

Detalhes do sorteio e participação dos países-sede

Os líderes do México, Canadá e Estados Unidos foram chamados ao palco para sortear as bolinhas de seus respectivos países. As seleções anfitriãs já estavam previamente alocadas nos Grupos A (México), B (Canadá) e D (Estados Unidos).

Claudia Sheinbaum afirmou que o México está preparado para receber o Mundial pela terceira vez. Mark Carney destacou que o torneio será o maior já realizado. Trump comentou sobre o uso da palavra “soccer” nos Estados Unidos e relembrou Pelé, que atuou no Cosmos e morreu em 2022.

O sorteio começou cerca de 1h25 após a abertura oficial do evento. Com 48 seleções, a Copa de 2026 terá novo regulamento com 12 grupos de quatro equipes. Avançam para a segunda fase os dois melhores de cada grupo, além dos oito melhores terceiros colocados. As fases seguintes serão disputadas em jogo único.

Pelas regras da Fifa, grupos não podem ter seleções da mesma confederação, exceto as europeias, que podem ter até dois países na mesma chave.

Estreia do Brasil e agenda da Copa do Mundo

A partida de abertura será em 11 de junho entre México e África do Sul, no Estádio Azteca, na Cidade do México, repetindo o confronto inaugural da Copa de 2010.

No Grupo C, o Brasil estreia contra o Marrocos em East Rutherford ou Foxborough, no dia 13 de junho. O segundo jogo será em 19 de junho, em Foxborough ou Filadélfia, contra o Haiti. A fase de grupos se encerra em 24 de junho, em Atlanta ou Miami, diante da Escócia. A Fifa divulgará neste sábado os locais definitivos e horários das partidas.

Grupos da Copa do Mundo 2026

  • Grupo A: México, Coreia do Sul, África do Sul, Europa D (República Tcheca, Irlanda, Dinamarca ou Macedônia do Norte)
  • Grupo B: Canadá, Suíça, Catar, Europa A (Itália, Irlanda do Norte, País de Gales, Bósnia)
  • Grupo C: Brasil, Marrocos, Escócia, Haiti
  • Grupo D: Estados Unidos, Austrália, Paraguai, Europa C (Turquia, Romênia, Eslováquia ou Kosovo)
  • Grupo E: Alemanha, Equador, Costa do Marfim, Curaçao
  • Grupo F: Holanda, Japão, Tunísia, Europa B (Ucrânia, Suécia, Polônia ou Albânia)
  • Grupo G: Bélgica, Irã, Egito, Nova Zelândia
  • Grupo H: Espanha, Uruguai, Arábia Saudita, Cabo Verde
  • Grupo I: França, Senegal, Noruega, Intercontinental 2 (Bolívia, Suriname ou Iraque)
  • Grupo J: Argentina, Áustria, Argélia, Jordânia
  • Grupo K: Portugal, Colômbia, Uzbequistão, Intercontinental 1 (RD Congo, Jamaica ou Nova Caledônia)
  • Grupo L: Inglaterra, Croácia, Panamá, Gana

Repescagem para as últimas vagas

As últimas seis vagas serão disputadas por 22 seleções. A repescagem europeia envolverá 16 países em quatro grupos. A repescagem intercontinental contará com equipes das Américas, Ásia, Oceania e África. Os confrontos ocorrerão no fim de março de 2026.

  • Uefa A: País de Gales, Bósnia, Itália ou Irlanda do Norte
  • Uefa B: Ucrânia, Suécia, Polônia ou Albânia
  • Uefa C: Eslováquia, Kosovo, Turquia ou Romênia
  • Uefa D: República Tcheca, Irlanda, Dinamarca ou Macedônia do Norte
  • Fifa 1: RD Congo, Jamaica ou Nova Caledônia
  • Fifa 2: Iraque, Bolívia ou Suriname

Foto: @rafaelribeirorio / CBF

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Gilmar Mendes rejeita pedido da AGU e mantém regras para impeachment no STF

Gilmar Mendes rejeita pedido da AGU e mantém regras para impeachment no STF

Ministro reafirma que só a PGR pode pedir impedimento de juízes do STF; Decisão impacta 66 processos e altera quórum no Senado

Gilmar Mendes rejeita pedido da AGU e mantém regras para impeachment de ministros do STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de reconsideração apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) sobre a liminar que modificou regras para o processo de impeachment de ministros da Corte. O pedido havia sido protocolado horas após o ministro determinar que apenas o procurador-geral da República pode solicitar o impedimento de juízes do STF.

A liminar, emitida nesta quarta-feira (3), estabeleceu três pontos centrais: restringiu a legitimidade para propor pedidos de impeachment, elevou o quórum necessário no Senado para abertura do processo e determinou que o mérito de decisões judiciais não pode ser interpretado como crime de responsabilidade.

Após a decisão, a AGU enviou um parecer assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, defendendo que qualquer cidadão pode denunciar ministros por crime de responsabilidade, conforme previsão da Lei do Impeachment de 1950. O pedido buscava reconsiderar a liminar e restabelecer a possibilidade de participação popular no processo.

Na tarde desta quinta-feira (4), Gilmar Mendes rejeitou o pedido e afirmou que o recurso apresentado era “manifestamente incabível”. Para o ministro, o ordenamento jurídico brasileiro não prevê pedido de reconsideração nesses moldes. A decisão mantém as regras determinadas na liminar e afeta diretamente processos em andamento.

Gilmar Mendes é relator de duas ações que discutem a constitucionalidade da Lei do Impeachment. As ações foram movidas pelo partido Solidariedade e pela Associação de Magistrados Brasileiros (AMB). O tema será analisado pelo plenário virtual do STF a partir do próximo dia 12 de dezembro.

Antes de conceder a liminar, o ministro solicitou informações ao Congresso Nacional, à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à própria AGU. Na ocasião, a Advocacia-Geral da União apresentou manifestação apenas formal, sem discutir o mérito das ações.

A decisão do ministro pode resultar no arquivamento de 66 pedidos de impeachment contra ministros do STF que atualmente tramitam no Senado. O impacto da medida gerou reações entre autoridades do Legislativo. O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou que a determinação contraria a legislação e viola a separação dos Poderes. Ele defendeu que o Parlamento deve manter suas prerrogativas em matéria de impeachment.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também criticou a liminar e destacou que conflitos institucionais afetam o país. Parlamentares afirmaram que o tema deve ser analisado com atenção pelo plenário do STF.

A mudança no quórum para avanço de pedidos de impeachment é um dos pontos mais discutidos. Antes da liminar, a abertura do processo exigia maioria simples entre os senadores, o que poderia ocorrer com mínimo de 41 votos. Com a nova regra, o quórum passa a ser de 54 dos 81 membros do Senado. O afastamento cautelar de ministros durante o andamento do processo também está em discussão no STF.

O julgamento definitivo ocorrerá no plenário virtual, onde os ministros depositam seus votos eletronicamente durante o período determinado.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Lula critica emendas impositivas e diz que Congresso controla metade do orçamento

Lula critica emendas impositivas e diz que Congresso controla metade do orçamento

Presidente diz que Congresso retém 50% do orçamento da União; Declaração ocorre após aprovação da LDO com previsão de superávit

Lula critica emendas impositivas e afirma que Congresso controla metade do orçamento

Em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão, realizada em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o atual modelo de emendas impositivas. Durante o encontro, Lula afirmou que considera o mecanismo um “erro histórico” e declarou que o Congresso Nacional controla 50% do orçamento da União.

O presidente disse que o governo federal não tem objeções ao Congresso, mas questionou a forma como os recursos públicos são destinados. Lula afirmou que só uma mudança no modelo de gestão orçamentária poderia alterar o cenário atual.

As declarações ocorreram após a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que prevê superávit primário de R$ 34,3 bilhões. O texto aprovado determina que o Poder Executivo deverá pagar até 65% das emendas parlamentares obrigatórias no primeiro semestre do ano.

O presidente destacou que o impacto das emendas impositivas reduz a capacidade do governo de executar projetos e políticas públicas. Segundo ele, a forma como estão estruturadas as emendas transfere ao Legislativo o controle de parte significativa dos recursos federais. O tema foi discutido com integrantes do Conselhão, que reúne representantes de diversos setores da sociedade.

A crítica às emendas ocorre em meio ao debate sobre a execução orçamentária dos próximos anos. A LDO aprovada estabelece as diretrizes para elaboração do orçamento federal e determina os limites fiscais para o Executivo. A definição do volume de emendas parlamentares obrigatórias tem sido central nas negociações entre governo e Congresso.

A política de emendas impositivas obriga o governo a executar os valores destinados pelos parlamentares, independentemente da prioridade definida pelo Poder Executivo. A aprovação da LDO para 2026 reforça essa obrigatoriedade ao estabelecer prazos e condições para liberação dos recursos.

Lula afirmou que o tema deve ser discutido com o Congresso, mas não apresentou propostas específicas para alteração do modelo. O debate sobre as emendas ocorre em contexto de disputas por espaço no orçamento federal, especialmente em áreas como infraestrutura, saúde e educação.

Durante a reunião, integrantes do Conselhão discutiram os desafios fiscais do país e os impactos das decisões orçamentárias na execução de políticas públicas. Lula destacou que as definições do orçamento influenciam ações do governo federal e que o controle das emendas deve ser debatido no âmbito político.

O governo deverá enviar ao Congresso a proposta orçamentária anual para 2026, que seguirá as diretrizes definidas na LDO recentemente aprovada. O tema das emendas impositivas deve permanecer no centro das discussões entre Executivo e Legislativo.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Pablo Marçal segue inelegível após decisão apertada no TRE-SP

Pablo Marçal segue inelegível após decisão apertada no TRE-SP

Empresário é multado em R$ 420 mil por descumprir decisão judicial; Caso vai ao TSE após julgamento dividido

TRE-SP confirma inelegibilidade de Pablo Marçal por oito anos e mantém multa de R$ 420 mil

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) confirmou, nesta quinta-feira (4), a inelegibilidade do empresário e candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo em 2024, Pablo Marçal. O tribunal manteve a condenação que impede Marçal de disputar eleições pelos próximos oito anos e confirmou a multa de R$ 420 mil por descumprimento de decisão judicial.

O caso está relacionado ao chamado “concurso de cortes”, promovido por Marçal durante a campanha eleitoral. A prática motivou ações de adversários políticos e manifestações da Justiça Eleitoral. Na eleição de 2024, o candidato não avançou ao segundo turno, mas as ações judiciais resultaram na continuidade das penalidades.

O julgamento no TRE-SP foi definido pelo voto de desempate do presidente da Corte, desembargador Silmar Fernandes, após placar de três votos a três. Três magistrados defenderam a manutenção da inelegibilidade, enquanto outros três votaram pela reversão da decisão. Coube ao presidente desempatar a votação, confirmando a condenação.

As ações que levaram à decisão foram movidas pelo PSB, pelo Ministério Público Eleitoral e pela vereadora Silvia, do PSOL. Os pedidos argumentavam que o concurso promovido durante a campanha violava regras eleitorais e representava descumprimento de ordem judicial.

O tribunal afastou parte das acusações iniciais contra Marçal. As condenações por gastos ilícitos de campanha e abuso de poder econômico foram revertidas, reduzindo o alcance das punições. No entanto, a inelegibilidade e a multa foram mantidas de forma integral.

Com a decisão do TRE-SP, o caso segue para análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que terá a palavra final sobre a participação de Marçal em futuras eleições. A defesa do empresário ainda não se manifestou após o julgamento. A decisão do TRE-SP mantém os efeitos da inelegibilidade até que o TSE analise o recurso.

Foto: Antonio Milena/RS/Fotos Públicas

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Moraes nega pedido de Carlos Bolsonaro para visitar Jair Bolsonaro no domingo (14)

Moraes nega pedido de Carlos para visitar Jair Bolsonaro no domingo (14)

Ministro mantém normas da PF que autorizam visitas apenas às terças e quintas; Pedido para visita no domingo, dia do aniversário do vereador, foi indeferido

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido apresentado pelo vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) para realizar uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro no próximo domingo (7). A data coincide com o aniversário do vereador, que alegou o motivo ao solicitar a mudança do dia de visita. A decisão mantém as regras de visitação definidas pela Superintendência da Polícia Federal.

De acordo com as normas vigentes, as visitas familiares ao ex-presidente estão autorizadas exclusivamente às terças e quintas-feiras, das 9h às 11h. Cada visita tem duração máxima de 30 minutos, limitada a dois visitantes por dia, que devem entrar separadamente. O pedido apresentado pelo vereador solicitava a transferência da visita regular, que estava agendada para 4 de dezembro, para o domingo.

Na decisão, Moraes destacou que as regras de visitação estabelecidas pela Polícia Federal são obrigatórias e seguem critérios de segurança determinados para o local de custódia. O ministro ressaltou ainda que não há possibilidade de escolha de dias ou horários por parte do custodiado, que cumpre pena privativa de liberdade após condenação definitiva.

Segundo o despacho, as normas adotadas seguem o padrão das unidades prisionais federais e estaduais, nas quais visitas fora do cronograma oficial não são autorizadas, salvo em situações excepcionais previstas nas regulamentações internas. O ministro declarou que o pedido não se enquadra nas hipóteses excepcionais e, por isso, não poderia ser atendido.

Carlos Bolsonaro, por meio das redes sociais, lamentou a negativa. Ele afirmou que solicitou a visita especificamente por ser seu aniversário e que pretendia utilizar apenas os 30 minutos previstos nas regras. Em publicação, escreveu: “Pedi para visitar meu pai, mesmo que fosse pelos 30 minutos estabelecidos, no dia do meu aniversário […], e o pedido foi indeferido por Alexandre de Moraes”.

A decisão mantém o mesmo padrão aplicado em outras solicitações feitas por familiares do ex-presidente desde o início do período de custódia. As regras estabelecidas pela Polícia Federal, segundo Moraes, têm como finalidade assegurar condições adequadas de controle e segurança, além de preservar a organização do fluxo de visitantes.

O indeferimento também reafirma que as visitas devem ocorrer de maneira individualizada, sem possibilidade de ampliação da lista de visitantes ou de alteração das datas previamente determinadas. Desde a definição do calendário, familiares precisam seguir o cronograma fixado e comparecer nos dias autorizados.

O ministro ainda observou que visitas aos domingos não são permitidas em nenhuma unidade administrada pela Polícia Federal e que o custodiado está sujeito às mesmas condições de outros presos, mesmo sendo ex-presidente da República. A decisão reforça que a concessão de visita em dias não autorizados configuraria exceção sem respaldo nas normas vigentes.

A defesa de Jair Bolsonaro ainda não se manifestou sobre a decisão. O vereador Carlos Bolsonaro segue autorizado a realizar a visita na data originalmente incluída no calendário estabelecido pela PF.

Foto: Renan Olaz/CMRJ

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CPMI do INSS rejeita convocações e analisa depoimentos sobre supostas ligações financeiras

CPMI do INSS rejeita convocações e analisa depoimentos sobre supostas ligações financeiras

Colegiado mantém foco em relatos sobre repasses atribuídos a Antônio Carlos Camilo Antunes e analisa pedidos de oitiva negados durante a sessão

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS analisou, nesta semana, novos desdobramentos relacionados ao esquema de descontos aplicados a aposentados e pensionistas, incluindo depoimentos considerados relevantes para as investigações e a votação de requerimentos de convocação. Os parlamentares avaliaram informações enviadas pela Polícia Federal (PF) e apreciaram solicitações de oitiva de nomes ligados às apurações, entre eles Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o advogado-geral da União, Jorge Messias.

Entre os elementos em discussão, integrantes da CPMI examinaram o depoimento de uma testemunha que relatou supostas ligações financeiras entre Fábio Luís Lula da Silva e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, preso desde 12 de setembro de 2025 por envolvimento em fraudes bilionárias na Previdência. O depoimento indica que Lulinha teria recebido valores estimados em cerca de 25 milhões — sem especificação da moeda — além de uma “mesada” de aproximadamente R$ 300 mil mensais, sem definição do período em que os repasses teriam ocorrido.

A testemunha citou ainda que ambos teriam viajado juntos para Portugal, o que reforçou suspeitas de proximidade entre o filho do presidente e o operador preso. As informações foram colhidas pela PF e compartilhadas com o colegiado, que apura possíveis conexões políticas e empresariais no esquema. A PF também informou à CPMI que há indícios de relação pessoal e de possível sociedade entre Lulinha e Antônio Carlos Camilo Antunes, ponto que ainda está em fase de verificação.

Antunes é apontado pelos investigadores como um dos articuladores do esquema que envolve empresas de fachada, associações de classe e operadores financeiros responsáveis por fraudes contra beneficiários do INSS. O material repassado à comissão motivou pedidos de convocação para esclarecimentos, entre eles o requerimento apresentado pelo Partido Novo para ouvir Fábio Luís Lula da Silva.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), havia confirmado a inclusão do pedido de convocação de Lulinha na pauta da sessão desta quinta-feira (4). A justificativa mencionava indícios de movimentações financeiras relacionadas ao esquema conhecido como “Farra do INSS” e cita o caso de Ricardo Bimbo, dirigente do PT que teria recebido mais de R$ 8,4 milhões de uma empresa investigada. No mesmo período, ele teria efetuado o pagamento de um boleto ao contador de Lulinha, profissional investigado pela Operação Fim da Linha.

O requerimento foi assinado pelos deputados Marcel van Hattem (Novo-RS), Eduardo Girão (Novo-CE), Adriana Ventura (Novo-SP) e Luiz Lima (Novo-RJ). No entanto, durante a votação realizada nesta quinta-feira (4/12), a CPMI rejeitou a convocação de Fábio Luís Lula da Silva por 19 votos a 12. O debate ocorreu após a divulgação do depoimento da testemunha que relatou supostos repasses mensais de R$ 300 mil ao filho do presidente.

Na mesma reunião, os parlamentares aprovaram as convocações do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Também foram rejeitados pedidos para ouvir dirigentes de instituições financeiras como C6, Santander e a presidente do Banco Crefisa e do Palmeiras, Leila Pereira. Esta foi a última sessão da CPMI no ano, com previsão de encerramento dos trabalhos em março de 2026. O presidente do colegiado deve solicitar prorrogação de 60 dias, decisão que caberá ao presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A CPMI também rejeitou a convocação do advogado-geral da União, Jorge Messias, por 19 votos a 11. Messias é indicado pelo presidente Lula para a vaga no Supremo Tribunal Federal deixada por Luís Roberto Barroso. Um dos requerimentos foi apresentado pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que argumentou que a Advocacia-Geral da União possui papel central na defesa judicial dos atos relacionados ao INSS e na responsabilização de agentes públicos e privados envolvidos em práticas ilícitas.

Outro pedido, apresentado pelo senador Magno Malta (PL-ES), mencionava atuação da AGU em medidas cautelares para bloqueio de bens de entidades investigadas, destacando que algumas delas foram excluídas da ação, entre elas o Sindnapi, que tem Frei Chico, irmão do presidente Lula, como vice-presidente. Durante a sessão, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) criticou a solicitação, afirmando que a movimentação ocorreu após a indicação de Messias para o STF.

Foto: Pedro França/Agência Senado / Saulo Cruz/Agência Senado / Ricardo Stuckert / PR

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Flamengo derrota Ceará e coroa ano mágico com título Brasileiro

Flamengo derrota Ceará e coroa ano mágico com título Brasileiro

Atacante Samuel Lino marca gol da vitória em Maracanã lotado

Com um gol do atacante Samuel Lino, o Flamengo derrotou o Ceará por 1 a 0 para garantir o título do Campeonato Brasileiro, na noite desta quarta-feira (3) no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. A conquista coroa uma temporada histórica, na qual a equipe também garantiu os títulos da Supercopa do Brasil, do Campeonato Carioca e da Copa Libertadores da América.

Este é o nono título do Rubro-Negro na história da competição, com as conquistas nos anos de 1980, 1982, 1983, 1987, 1992, 2009, 2019, 2020 e 2025.

Com os três pontos conquistados nesta quarta, o Flamengo chegou ao total de 78 pontos, e não poder ser ultrapassado pelo Palmeiras, que também nesta quarta superou o Atlético-MG por 3 a 0 em Belo Horizonte para chegar aos 73 pontos.

O jogo

Mesmo apoiado por mais de 73 mil torcedores, o time comandado pelo técnico Filipe Luís não encontrou facilidades diante de um Ceará que jogava com linhas baixas para negar espaços para o ataque do time da Gávea.

Com isso, o Flamengo trocava passes de um lado para o outro e conseguia finalizar apenas de fora da área. Já o Vozão só chegava com perigo esporadicamente, em bolas lançadas da defesa para o isolado centroavante Pedro Raul.

Enquanto isso, em Belo Horizonte, o Palmeiras não precisou de muito tempo para abrir o placar diante do Atlético-MG. Aos oito minutos do primeiro tempo a defesa do Galo vacilou e a bola sobrou no pé de Vitor Roque, que bateu para defesa parcial de Everson. O argentino Flaco López aproveitou o rebote e bateu para o fundo do gol.

O Verdão continuou melhor e ampliou antes do intervalo. O zagueiro Gustavo Gómez acertou lançamento longo para Allan. O lateral Guilherme Arana tentou afastar, mas a bola sobrou para o atacante palmeirense, que bateu colocado para ampliar a vantagem do time comandado pelo português Abel Ferreira aos 19 minutos. A combinação deste resultado com o empate no Rio de Janeiro impedia, naquele momento, a definição do título.

Porém, no estádio do Maracanã o Flamengo passou a forçar as jogadas pela pontas. E foi desta forma que conseguiu abrir o placar aos 36 minutos. O colombiano Carrascal tocou em profundidade na área para Samuel Lino, que bateu por baixo das pernas do goleiro Bruno Ferreira.

Após o intervalo, o Flamengo, que baixou a rotação ao claramente sentir o desgaste causado pelas celebrações após a conquista do título da Copa Libertadores no último sábado (29), mostrou muita maturidade para administrar a vantagem diante de um Ceará que melhorou um pouco após o técnico Léo Condé colocar em campo jogadores mais criativos.

Já em Belo Horizonte o Palmeiras, que disputou todo o segundo tempo com um homem a menos após a expulsão do lateral Piquerez nos últimos momentos da etapa inicial, chegou a marcar o terceiro com o jovem atacante Luighi.

Porém, de nada valeu a vitória do time de Abel Ferreira, pois no Maracanã o Flamengo segurou a vitória até o apito final e soltou o grito de campeão brasileiro.
Outros resultados:

  • Fortaleza 2 x 1 Corinthians
  • Juventude 0 x 3 Santos
  • São Paulo 3 x 0 Internacional
  • Bahia 2 x 0 Sport

Foto: Adriann Fontes/Flamengo

Da Agência Brasil

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Acordo do STF impõe restrições fiscais ao RN para contratação de empréstimos

Acordo do STF impõe restrições fiscais ao RN para contratação de empréstimos

Medidas incluem limites a reajustes, concursos e criação de cargos no Estado

STF homologa acordo que permite ao RN contratar até R$ 855 milhões com restrições fiscais

O Supremo Tribunal Federal (STF) homologou um acordo que autoriza o Rio Grande do Norte a contratar até R$ 855 milhões em empréstimos, mediante o cumprimento de restrições fiscais previstas no artigo 167-A da Constituição Federal. O termo foi validado na segunda-feira (24) pelo ministro Cristiano Zanin e envolve condicionantes relacionadas a reajustes salariais, concursos, criação de cargos e ampliação de despesas do Estado.

O acordo garante ao RN acesso a operações de crédito vinculadas ao Plano de Recuperação Fiscal (PEF) mesmo sem o cumprimento integral das metas do programa. Na ação que originou a negociação (ACO 3733), o Estado solicitou que a União fosse obrigada a conceder garantia para os empréstimos, concordando com as contragarantias previstas na legislação.

Segundo o texto homologado, todas as restrições valerão até que o Rio Grande do Norte alcance três metas fiscais: despesa de pessoal inferior a 54% da Receita Corrente Líquida (RCL), caixa líquido positivo e despesas correntes limitadas a 90% das receitas. Enquanto as metas não forem atingidas, ficam proibidos reajustes gerais, criação de cargos, realização de concursos (exceto reposições), novas despesas obrigatórias e a ampliação de benefícios tributários ou programas com impacto financeiro adicional.

Situação fiscal do RN

Relatório recente do Tesouro Nacional aponta que o Estado comprometeu 55,73% da RCL apenas com a folha do Executivo no segundo quadrimestre de 2025, acima do teto permitido de 49%. O índice foi o mais elevado entre as unidades federativas no período e o único a ultrapassar o limite estabelecido.

Com a homologação, o Governo deverá enviar relatórios periódicos ao Tesouro detalhando o cumprimento das exigências. Em troca, poderá contratar operações de crédito com aval da União de até 6% da RCL, com a possibilidade de ampliar para 9% caso apresente avanços no equilíbrio fiscal. A ação no STF será encerrada apenas após a comprovação do cumprimento das metas.

O Governo do Estado afirmou, em nota publicada na terça-feira (26), que os recursos serão utilizados para reforçar a estabilidade financeira e viabilizar investimentos considerados prioritários.

Impactos para o funcionalismo e categorias do serviço público

As restrições previstas geram preocupação entre entidades representativas do funcionalismo estadual, que destacam possíveis impactos na progressão das carreiras, na política salarial e na oferta de serviços públicos. As categorias afirmam que os limites podem resultar em congelamento de reajustes, interrupção de concursos e impedimentos para criação de cargos considerados essenciais.

Representantes dos servidores também apontam que a política fiscal pode afetar a renda de municípios dependentes do setor público e de programas sociais. Há expectativa de que as consequências incluam mobilizações, judicialização e debates sobre a reestruturação das carreiras.

As entidades reforçam que os serviços públicos já enfrentam dificuldades relacionadas à carência de profissionais, desgaste das estruturas e limitações orçamentárias. Também destacam preocupações quanto à sobrecarga de trabalho e à possibilidade de agravamento de problemas operacionais decorrentes da ausência de reposição adequada de pessoal.

Contexto do acordo e posição da União

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que o acordo representa um marco nas negociações do Plano de Recuperação Fiscal. Esta foi a primeira vez em que União e Estado discutiram em mesa de conciliação medidas relacionadas ao reequilíbrio das contas públicas e à liberação de investimentos.

A Procuradoria Geral do Estado do RN avalia que as ações pactuadas são necessárias para garantir estabilidade fiscal, reforçando que a recuperação dependerá da colaboração entre os órgãos estaduais.

Principais vedações previstas no acordo

  • Proibição de aumento, reajuste ou vantagem remuneratória (exceto por determinação judicial ou lei anterior).
  • Vedação à criação de cargos ou contratações que ampliem despesas.
  • Proibição de realizar concursos, exceto para reposições de vagas previstas.
  • Proibição de criação ou ampliação de auxílios, bônus ou verbas indenizatórias.
  • Vedação à criação de novas despesas obrigatórias.
  • Proibição de reajuste de despesas acima da inflação.
  • Vedação à criação ou expansão de linhas de financiamento, perdão ou renegociação de dívidas que gerem aumento de subsídios.
  • Proibição de ampliação de incentivos fiscais.

Fotos: Arquivo/Reprodução / Sandro Menezes/Governo do RN

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Congresso derruba 52 vetos ao PL do Licenciamento Ambiental; veja como votou a bancada do RN

Congresso derruba 52 vetos ao PL do Licenciamento Ambiental; veja como votou a bancada do RN

Parlamentares potiguares se dividem em votação que restabelece trechos do projeto

Congresso derruba 52 vetos ao PL do Licenciamento Ambiental; bancada do RN se divide na votação

O Congresso Nacional derrubou 52 dos 63 vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei que flexibiliza ou elimina regras do licenciamento ambiental no Brasil. A votação ocorreu na quinta-feira (27) e restabeleceu trechos do texto original do PL, apoiado por setores do agronegócio e por segmentos empresariais. A bancada federal do Rio Grande do Norte se dividiu na análise dos vetos.

Segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), dos oito deputados federais do Rio Grande do Norte, seis votaram contra os vetos presidenciais e dois votaram a favor. Entre os senadores potiguares, dois foram contrários aos vetos e uma votou pela manutenção deles.

Entre os parlamentares que votaram a favor dos vetos, ou seja, acompanharam a posição do governo federal, estão os deputados federais Fernando Mineiro (PT) e Natália Bonavides (PT), além da senadora Zenaide Maia (PSD).

Já entre os que votaram contra os vetos, posicionando-se pela derrubada, estão os deputados general Girão (PL), Sargento Gonçalves (PL), João Maia (PP), Robinson Faria (PP), Benes Leocádio (União) e Carla Dickson (União). No Senado, votaram contra os vetos Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (PSDB).

Dispositivos retomados após a derrubada dos vetos

Com a derrubada dos vetos, diversos pontos do PL foram restabelecidos. Um dos dispositivos retomados é o que permite o autolicenciamento para obras de porte médio, por meio da chamada Licença por Adesão e Compromisso (LAC). Nessa modalidade, o empreendedor assume compromissos formais e obtém a licença sem a necessidade dos estudos ambientais exigidos atualmente.

Outro trecho retomado transfere para estados e Distrito Federal a definição de parâmetros ambientais do licenciamento, antes atribuída à União. A mudança descentraliza a regulamentação e altera o domínio federal sobre determinadas etapas do processo.

Também foram derrubados vetos que mantinham a participação de órgãos ambientais como o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) em etapas do licenciamento. Com isso, as atribuições desses órgãos são reduzidas no acompanhamento e na emissão de pareceres sobre empreendimentos.

O Congresso ainda restabeleceu dispositivos que limitam a consulta a povos indígenas e comunidades quilombolas em áreas afetadas por obras sujeitas a licenciamento. As exigências para consulta prévia previstas antes dos vetos do governo federal deixam de valer com a decisão do Legislativo.

Alterações sobre a Mata Atlântica

Outro ponto de destaque foi a derrubada do veto que impedia a retirada da Mata Atlântica de um regime de proteção mais rigoroso. Com isso, ficam reduzidas as exigências para supressão de vegetação nativa no bioma, que hoje preserva cerca de 24% de sua cobertura original.

Esse item tem sido tratado por organizações ambientais e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) como uma das mudanças mais sensíveis do texto, pela relevância da Mata Atlântica para conservação e pelo histórico de pressão econômica sobre a região. O PL enfrenta críticas de entidades ambientais, que apontam riscos na flexibilização de regras de licenciamento.

Apoios e divergências sobre o PL

O texto do PL do Licenciamento Ambiental tem recebido apoio de setores ligados ao agronegócio e a atividades produtivas que dependem de autorização para obras e empreendimentos. Esses segmentos argumentam que a flexibilização trará mais celeridade aos processos. Por outro lado, organizações ambientais e o MMA manifestam contrariedade à proposta, citando possíveis impactos da redução de etapas de análise.

A derrubada dos vetos altera de forma significativa a aplicação das normas ambientais no país e redistribui responsabilidades entre União, estados e Distrito Federal.

Foto: José Cruz/Agência Brasil / Fernando Frazão/Agência Brasil

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Flamengo se torna o primeiro tetracampeão brasileiro da Libertadores após vitória sobre o Palmeiras

Flamengo se torna o primeiro tetracampeão brasileiro da Libertadores após vitória sobre o Palmeiras

Decisão marca revanche da final de 2021 entre Flamengo e Palmeiras; Arrascaeta e Bruno Henrique ampliam histórico de títulos pelo clube

Flamengo conquista o tetracampeonato da Libertadores ao vencer o Palmeiras por 1 a 0

O Clube de Regatas do Flamengo conquistou seu quarto título da Copa Libertadores neste sábado (29), ao vencer o Palmeiras por 1 a 0 no Estádio Monumental de U, em Lima, no Peru. Com a vitória, o clube se tornou o primeiro tetracampeão brasileiro da competição continental e passou a liderar o ranking nacional de títulos do torneio.

A última vez em que um clube brasileiro ocupou isoladamente o posto de maior campeão da Libertadores foi em 2011. Naquele ano, o Santos venceu a competição e igualou o São Paulo, que era tricampeão desde 2005. Com o resultado deste sábado, o Flamengo ultrapassou ambos os clubes e assumiu a liderança entre os times do Brasil.

A decisão também marcou um reencontro entre Flamengo e Palmeiras em final de Libertadores. Em 2021, os paulistas venceram a decisão no Estádio Centenário, em Montevidéu. O lance decisivo da final anterior envolveu um erro de Andreas Pereira, então jogador do Flamengo, aproveitado por Deyverson. Na partida deste sábado, Andreas participou da final pelo lado palmeirense, com atuação discreta.

O título representa mais uma conquista para a atual geração rubro-negra, que soma 16 troféus desde 2019. Entre esses títulos, estão três Libertadores (2019, 2022 e 2025). O meia Giorgian de Arrascaeta, eleito o melhor jogador da edição deste ano, e o atacante Bruno Henrique estiveram presentes em todas essas campanhas. Com isso, os dois atletas passaram a integrar o grupo de jogadores com mais conquistas pelo clube.

O Flamengo ainda pode ampliar sua sequência de títulos nesta temporada. A equipe enfrenta o Ceará na próxima quarta-feira (2), no Maracanã, às 21h30. Uma vitória garante o título do Campeonato Brasileiro com uma rodada de antecedência.

Arrascaeta e Bruno Henrique também estiveram em campo na final de 2019, realizada no mesmo estádio da final deste sábado, contra o River Plate. A partida daquela edição foi a primeira a ocorrer no formato de jogo único. O atual técnico do Flamengo, Filipe Luís, participou daquela final como lateral-esquerdo, enquanto o auxiliar Rodrigo Caio atuava como zagueiro.

Desenvolvimento da partida

A final começou com atraso de 15 minutos devido ao atraso no deslocamento do ônibus do Palmeiras, causado pelo trânsito de Lima. O Palmeiras não apresentou mudanças na escalação inicial, enquanto o Flamengo alterou o ataque, com Samuel Lino ocupando o lugar de Everton Cebolinha.

A equipe rubro-negra iniciou a partida pressionando o adversário e criando oportunidades. Aos 14 minutos, Guillermo Varela lançou Bruno Henrique, que finalizou por cima do gol. Em seguida, Samuel Lino recebeu pela esquerda e finalizou cruzado, próximo à trave de Carlos Miguel.

A primeira etapa teve interrupções frequentes e cartões aplicados às duas equipes. Erick Pulgar recebeu cartão após atingir Bruno Fuchs em lance com o jogo parado, gerando pedidos de expulsão por parte dos jogadores do Palmeiras.

O Palmeiras avançou no campo, mas sem grandes chances de gol. A melhor oportunidade veio aos 20 minutos, quando Vitor Roque cabeceou após cruzamento de Khellven e a bola passou perto do travessão.

No segundo tempo, os dois times buscaram finalizações. O Flamengo manteve o ritmo ofensivo e abriu o placar aos 21 minutos. Arrascaeta cobrou escanteio pela esquerda e Danilo marcou de cabeça. O zagueiro voltou a decidir uma final de Libertadores após marcar em 2011 pelo Santos, contra o Peñarol.

O Palmeiras aumentou a pressão em busca do empate. Aos 43 minutos, Vitor Roque finalizou na pequena área, mas a bola desviou em Danilo e saiu pela linha de fundo.

Nos minutos finais, Everton Cebolinha, que entrou na segunda etapa, conduziu contra-ataques e ajudou a aliviar a pressão. Em cobrança de falta nos acréscimos, o atacante finalizou rasteiro, a bola tocou a trave, mas não alterou o placar.

Declarações pós-jogo de Filipe Luís

Após a partida, o técnico Filipe Luís afirmou que acreditava na possibilidade de conquistar a Libertadores como treinador. Ele destacou a estrutura e a organização do clube e disse que se sente privilegiado pela oportunidade.

O treinador declarou que considera seu trabalho parte de uma sequência de resultados que ampliou a presença do Flamengo em decisões continentais. Antes de 2019, o clube tinha uma final de Libertadores. Após as campanhas recentes, passou a somar cinco finais e quatro títulos.

Filipe Luís também afirmou que espera reencontrar a torcida no Rio de Janeiro para celebrar a conquista e destacou a importância do apoio recebido antes do embarque para Lima.

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

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Cruzeiro empata com Ceará e perde chances matemáticas de título no Brasileirão

Cruzeiro empata com Ceará e perde chances matemáticas de título no Brasileirão

Raposa empata por 1 a 1 na Arena Castelão e não alcança mais o líder Flamengo

Cruzeiro empata com Ceará e não tem mais chances matemáticas de título no Brasileirão

O Cruzeiro encerrou neste sábado (29) qualquer possibilidade de disputar o título do Campeonato Brasileiro de 2025. A equipe empatou por 1 a 1 com o Ceará, na Arena Castelão, em jogo válido pela 36ª rodada. Mesmo que alcançasse os mesmos pontos do Flamengo, líder da competição, o clube mineiro não teria condições de superar o adversário no número de vitórias.

Com o resultado, o Cruzeiro chegou aos 69 pontos e permaneceu na terceira posição. A diferença de seis pontos para o Flamengo impede a equipe mineira de ultrapassar o líder nas rodadas restantes. O Ceará, por sua vez, alcançou 43 pontos e ocupa o 14º lugar, ainda próximo da zona de rebaixamento, com apenas dois pontos de vantagem para o Z4.

A partida teve dois gols anulados do Cruzeiro ainda no primeiro tempo. Ambos foram marcados pelo volante Christian, aos 30 e aos 44 minutos, mas tiveram confirmação de impedimento pela arbitragem. A equipe mineira buscou o ataque na etapa inicial, mas não conseguiu abrir o placar.

O time da casa saiu na frente aos 10 minutos do segundo tempo. Lucas Mugni conduziu jogada de contra-ataque e tocou para Vinícius Zanocelo. O volante finalizou de fora da área e converteu o primeiro gol da partida. O goleiro Cássio tentou a defesa, mas não conseguiu alcançar a bola.

O Cruzeiro empatou aos 25 minutos. Kaiki Bruno recebeu lançamento pela esquerda, entrou na área e cruzou rasteiro. A defesa do Ceará tentou afastar o lance, mas o zagueiro Willian Machado desviou contra o próprio patrimônio ao disputar a bola com Gabriel Barbosa. O empate permaneceu até o final, apesar das tentativas das duas equipes em busca do gol da vitória.

Vitória vence Mirassol, deixa o Z4 e empurra o Internacional para a zona de rebaixamento

Mais cedo, o Vitória venceu o Mirassol por 2 a 0 no Barradão, em Salvador, resultado que tirou o clube baiano da zona de rebaixamento. Com o triunfo, o Vitória chegou aos 42 pontos e assumiu o 15º lugar. O Mirassol manteve 63 pontos e perdeu a oportunidade de garantir antecipadamente uma vaga na fase de grupos da próxima Copa Libertadores, embora permaneça na quarta posição.

O primeiro gol da partida ocorreu aos 24 minutos do primeiro tempo. Erick cruzou pela direita e Lucas Halter cabeceou na pequena área. O goleiro Walter defendeu, mas o rebote voltou para o zagueiro, que finalizou novamente e abriu o placar. O segundo gol saiu aos 44 minutos da etapa final. Matheuzinho converteu pênalti e ampliou a vantagem do Vitória.

Com o resultado, o Vitória ultrapassou Santos e Internacional. O Santos tem 41 pontos e venceu o Sport por 3 a 0 na última sexta-feira (28), na Vila Belmiro. O Internacional também tem 41 pontos, mas ficou atrás no saldo de gols após ser derrotado pelo Vasco por 5 a 1 em São Januário, no Rio de Janeiro. Assim, o Santos ocupa o 16º lugar, enquanto o Internacional entrou no Z4, em 17º.

Internacional demite Ramón Diaz e anuncia Abel Braga para as duas rodadas finais

Após a derrota para o Vasco, o Internacional anunciou neste sábado a demissão do técnico Ramón Diaz. Poucas horas depois, o clube confirmou a contratação de Abel Braga para comandar a equipe nas duas rodadas restantes do Brasileirão.

Abel Braga retorna ao clube gaúcho para sua oitava passagem como treinador. Ele é o técnico que mais dirigiu o Internacional na história, somando 340 partidas. O treinador também comandou a equipe nas conquistas da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes de 2006.

O Internacional segue na luta contra o rebaixamento nas últimas rodadas da competição.

Foto: Samuel Andrade/Cruzeiro / Ricardo Duarte/Internacional

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Brasil é a 6ª economia mais endividada da América Latina, aponta FMI

Brasil é a 6ª economia mais endividada da América Latina, aponta FMI

Projeções do FMI mostram dívida brasileira acima da média regional e de outros emergentes

Brasil é a 6ª economia mais endividada da América Latina, segundo projeção do FMI

O Brasil aparece como a sexta economia mais endividada da América Latina e Caribe, de acordo com dados atualizados do Fundo Monetário Internacional (FMI). A instituição estima que a dívida bruta do governo geral brasileiro alcance 92% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, percentual superior ao registrado por todas as grandes economias emergentes da região.

Segundo o levantamento, o Brasil fica atrás apenas de países que apresentam desequilíbrios fiscais mais acentuados. São eles: Venezuela, Dominica, Barbados, São Vicente e Granadinas e Bolívia. Esses países lideram o ranking de endividamento da região.

A projeção do FMI para 2025 coloca o Brasil próximo de Bolívia, que tem estimativa de 92,40% do PIB, e acima de El Salvador, com 87,87% do PIB. O nível brasileiro também se mantém superior à média regional calculada pelo Fundo, estimada em cerca de 71% do PIB.

Ranking de endividamento projetado para 2025

A seguir, o ranking de dívida bruta como percentual do PIB, conforme estimativa do FMI para 2025:

  • Venezuela – 138,46%
  • Dominica – 97,78%
  • Barbados – 97,73%
  • São Vicente e Granadinas – 93,55%
  • Bolívia – 92,40%
  • Brasil – 92,04%
  • El Salvador – 87,87%
  • Suriname – 86,59%
  • Bahamas – 79,39%
  • Santa Lúcia – 73,63%

A posição brasileira consolida o país entre as economias mais alavancadas do continente. Os números também mostram que o endividamento nacional supera com diferença expressiva a média das nações da América Latina e Caribe.

Metodologia utilizada pelo FMI

O cálculo adotado pelo FMI segue o GFSM 2014 (Government Finance Statistics Manual), padrão internacional de estatísticas fiscais. Esse método amplia o alcance da dívida bruta ao incorporar todos os passivos do governo geral, independentemente do tratamento contábil praticado por cada país.

A metodologia considera:

  • Títulos públicos
  • Empréstimos
  • Contas a pagar
  • Outras obrigações que afetam a solvência do setor público

O propósito é garantir que as análises reflitam a real posição fiscal de cada governo, evitando distorções associadas a diferenças metodológicas. Como os países adotam práticas distintas na elaboração de estatísticas fiscais — algumas mais restritivas e outras mais amplas —, a padronização permite comparações diretas.

Importância da padronização internacional

Ao uniformizar critérios e definir a inclusão de todos os passivos relevantes, o FMI assegura que os dados de endividamento sejam comparáveis entre os países. Dessa forma, rankings e avaliações regionais passam a representar diferenças reais entre as economias, e não apenas divergências de cálculo.

Para a América Latina e Caribe, essa padronização oferece uma visão consolidada do comportamento fiscal regional, permitindo observar a posição de cada país em relação aos demais. No caso brasileiro, a metodologia evidencia o nível de endividamento projetado para 2025 e sua relação com o restante do continente.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil / Paulo Pinto/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Moraes pede comprovação do histórico clínico de Augusto Heleno

Moraes pede comprovação do histórico clínico de Augusto Heleno

Ministro analisa pedido de prisão domiciliar para aliado de Bolsonaro

Relator do processo da trama golpista, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou neste sábado (29) comprovação do histórico de saúde do general Augusto Heleno para decidir sobre pedido da defesa de cumprimento da pena de 21 anos em prisão domiciliar, devido ao diagnóstico de Alzheimer e a antecedentes de transtorno depressivo e transtorno misto ansioso depressivo.

De acordo com a defesa do general, que tem 78 anos e está custodiado em uma cela especial do Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília, ele apresenta sintomas psiquiátricos e cognitivos desde 2018.

Em despacho, Moraes cobrou a anexação de documentos comprobatórios do histórico do estado de saúde do ex-ministro de Jair Bolsonaro.

“Não foi juntado aos autos nenhum documento, exame, relatório, notícia ou comprovação da presença dos sintomas contemporâneos aos anos de 2018, 2019, 2020, 2021, 2022, 2023; período, inclusive, em que o réu exerceu o cargo de Ministro de Estado do Gabinete de Segurança Institucional, cuja estrutura englobada a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) – responsável por informações de inteligência sensíveis à Soberania Nacional -, uma vez que, todos os exames que acompanham o laudo médico foram realizados em 2024”, apontou o magistrado do STF.

A concessão do regime de prisão domiciliar em favor de Augusto Heleno recebeu parecer favorável da Procuradoria Geral da República (PGR), em manifestação publicada nesta sexta-feira (28), mas a decisão final sobre o pleito caberá ao STF.

Alexandre de Moraes determinou que a defesa de Heleno junte aos autos, no prazo de 5 dias, o exame inicial que teria identificado ou registrado sintomas ou diagnóstico de demência mista (Alzheimer e vascular) e todos os relatórios, exames, avaliações médicas, neuropsicológicas e psiquiátricas produzidos desde 2018, “inclusive prontuários, laudos evolutivos, prescrições e documentos correlatos que comprovem o alegado”.

O magistrado também solicitou “documentos comprobatórios da realização de consultas e os médicos que acompanharam a evolução da demência mista, Alzheimer e vascular durante todo esse período”.

Por fim, Moraes pediu esclarecimento, por parte da defesa, se em virtude do cargo ocupado entre 2019 e 2022, o réu teria comunicado ao serviço de saúde da Presidência da República, do Ministério ou a algum órgão seu diagnóstico de deterioração cognitiva.
Condenação

Augusto Heleno, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais cinco aliados começaram a cumprir pena nesta terça-feira (25) após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o fim do processo para os réus do Núcleo 1 da trama golpista que planejava impedir a posse de Luís Inácio Lula da Silva como presidente da República em 2023..

A condenação ocorreu no dia 11 de setembro. Por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou os sete réus pelos crimes de:

  • Organização criminosa armada,
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito,
  • Golpe de Estado,
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça e
  • Deterioração de patrimônio tombado.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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STF mantém penas de Bolsonaro e demais condenados no núcleo da trama golpista

STF mantém penas de Bolsonaro e demais condenados no núcleo da trama golpista

Decisão unânime segue voto do relator Alexandre de Moraes e confirma cumprimento imediato das penas

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter o cumprimento das penas impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a outros seis integrantes identificados como parte do núcleo 1 da trama golpista. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (25) e seguiu integralmente o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. Com o julgamento, fica encerrada qualquer possibilidade de novos recursos, uma vez que os processos já transitaram em julgado.

Segundo o entendimento firmado pelos ministros, as ações penais envolvendo o grupo encerraram todas as fases recursais possíveis, o que torna definitiva a execução das penas. Em consequência, os condenados seguem obrigatoriamente para o cumprimento das decisões determinadas anteriormente pelo Supremo.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Ele foi condenado no contexto das investigações que apuraram a articulação de uma trama voltada a ações antidemocráticas e tentativas de ruptura institucional. Com a decisão da Primeira Turma, a execução penal segue conforme já estabelecido.

Além do ex-presidente, outros seis condenados também tiveram as punições confirmadas pelo Supremo. Entre eles estão:

  • Walter Braga Netto, condenado a 26 anos de prisão;
  • Alexandre Ramagem, condenado a 16 anos e atualmente foragido;
  • Almir Garnier, condenado a 24 anos;
  • Anderson Torres, condenado a 24 anos;
  • Augusto Heleno, condenado a 21 anos;
  • Paulo Sérgio Nogueira, condenado a 19 anos.

Os locais de custódia variam conforme o caso. Alguns dos condenados estão alojados em unidades militares, outros permanecem na Polícia Federal ou no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A situação de Ramagem, que segue foragido, permanece sob monitoramento, conforme informações oficiais.

A decisão desta terça-feira (25) confirma, na prática, que a execução penal dos envolvidos continuará sem possibilidade de suspensão ou revisão no âmbito judicial. Com o trânsito em julgado formalizado, não há instrumentos jurídicos adicionais que possam ser acionados pelas defesas dos réus dentro do STF para alterar ou reverter as condenações.

As audiências de custódia dos condenados estão agendadas para esta quarta-feira (26). Os horários são distintos e ocorrem nas unidades específicas onde cada um cumpre pena. As audiências têm como objetivo verificar as condições de custódia e assegurar que o cumprimento das decisões judiciais ocorra dentro dos parâmetros legais estabelecidos.

O julgamento da Primeira Turma evidencia a continuidade da execução penal aplicada aos integrantes do núcleo 1 da trama golpista. A confirmação das penas reforça que o STF considera encerradas todas as etapas internas do processo judicial relativas ao caso, consolidando oficialmente a fase de cumprimento das decisões.

A manutenção das condenações de todos os envolvidos acompanha o voto do relator Alexandre de Moraes, que já havia indicado que os processos estavam formalmente concluídos e que não caberiam novos recursos. A deliberação unânime confirma esse entendimento e estabelece o prosseguimento da execução das penas já aplicadas.

Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Joédson Alves/Agência Brasil

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Sabatina de Jorge Messias no Senado é marcada para 10 de dezembro

Sabatina de Jorge Messias no Senado é marcada para 10 de dezembro

Indicado por Lula ao STF será avaliado pela CCJ em meio a tensão entre Senado e Governo Federal

A sabatina de Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), será realizada no dia 10 de dezembro. A data foi confirmada nesta terça-feira (25) pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA).

Jorge Messias, atual advogado-geral da União, foi indicado no dia 20 de novembro para assumir a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que antecipou sua aposentadoria e deixou o STF no mês passado. A escolha do nome tem sido tema de debates no meio político e provocou tensão entre o Senado e o Governo Federal.

A indicação é tratada como motivo de divergência entre Alcolumbre e o Executivo. O presidente do Senado defendia a indicação do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, para integrar o Supremo. A não aceitação desse nome pelo presidente Lula teria gerado desconforto político. Na segunda-feira (24), o Senado aprovou uma pauta considerada de forte impacto fiscal, estimada em mais de R$ 100 bilhões para a União. A aprovação foi interpretada como resposta ao descontentamento com a indicação de Messias.

Para tomar posse no STF, o indicado precisa ser submetido a uma sabatina na CCJ, seguida pela aprovação no colegiado e no plenário do Senado. No plenário, é necessário o voto favorável de pelo menos 41 senadores. O relator da indicação será o senador Weverton (PDT-MA), responsável por apresentar parecer à comissão.

O senador Otto Alencar informou que a leitura da mensagem presidencial que oficializa a indicação de Jorge Messias ocorrerá no dia 3 de dezembro. Somente após esse procedimento a CCJ poderá iniciar as etapas formais da sabatina, que inclui apresentação do currículo do indicado, análise técnica e realização de questionamentos por senadores.

Jorge Messias tem 45 anos e poderá permanecer no Supremo Tribunal Federal por aproximadamente 30 anos, até atingir a idade de 75 anos, quando ocorre a aposentadoria compulsória prevista na Constituição.

Messias assumiu o comando da Advocacia-Geral da União (AGU) em 1º de janeiro de 2023, no início do terceiro mandato do presidente Lula. Ele já havia atuado no governo federal em outra função de destaque: durante a gestão da presidenta Dilma Rousseff, ocupou o cargo de subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, setor responsável pelo assessoramento jurídico direto ao chefe do Executivo.

Nascido no Recife, Jorge Messias ingressou na carreira pública em 2007, quando se tornou procurador concursado da Fazenda Nacional. Ele é formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e possui títulos de mestre e doutor pela Universidade de Brasília (UnB).

O processo de indicação ao STF envolve análise jurídica, experiência profissional e entendimento sobre temas constitucionais. A sabatina tem caráter decisivo, já que os senadores utilizam o momento para avaliar o histórico do indicado, sua trajetória no serviço público e suas posições sobre temas relevantes ao Supremo e ao ordenamento jurídico.

A realização da sabatina em 10 de dezembro ocorre em cenário marcado por tensionamentos políticos. A relação entre Senado e Governo Federal passou a ser observada com mais atenção após a aprovação da pauta de grande impacto fiscal e das discussões sobre o processo de escolha para a vaga no Supremo.

Ao final da análise, o relatório será votado na CCJ. Caso seja aprovado, o nome segue para deliberação no plenário do Senado.

Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Ricardo Stuckert / PR

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Flávio e Carlos Bolsonaro visitam Jair Bolsonaro na PF em Brasília após autorização do STF

Flávio e Carlos Bolsonaro visitam Jair Bolsonaro na PF em Brasília após autorização do STF

Visita ocorre após pedido da defesa; autorização prevê 30 minutos para cada filho

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) estiveram, na manhã desta terça-feira (25), na Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília, para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ambos chegaram ao local às 9h18, após autorização concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações da defesa, o pedido para a visita foi apresentado no sábado (22.nov).

Esta é a primeira vez que os dois filhos visitam Jair Bolsonaro desde que ele foi preso preventivamente, também no sábado (22). De acordo com a autorização judicial, cada um dos filhos pode permanecer por 30 minutos com o ex-presidente, em encontros individuais. O período máximo de permanência autorizado na Superintendência da PF vai até às 11h.

A autorização destaca que os encontros devem ocorrer separadamente, permitindo visita individual de Flávio e, em seguida, de Carlos Bolsonaro. A decisão atende ao pedido da defesa, que havia solicitado visitas de familiares após a prisão preventiva do ex-presidente. O documento de autorização estabelece as regras de acesso e o limite de tempo destinado a cada visitante.

A chegada dos dois ocorreu sem a presença de apoiadores ou críticos no local. Não houve registro de manifestações durante o deslocamento dos parlamentares até a Superintendência da PF. As informações apontam que a visita se concentrou exclusivamente na determinação judicial e nas condições previstas na autorização do ministro Alexandre de Moraes.

A defesa de Jair Bolsonaro havia solicitado que familiares pudessem realizar visitas regulares desde a detenção no sábado. O pedido foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal, que estabeleceu as condições específicas para as visitas. O ministro Alexandre de Moraes definiu que somente os dois filhos estariam autorizados a ingressar no local nesta data, com tempo limitado e supervisão da Polícia Federal.

A prisão preventiva de Jair Bolsonaro ocorreu após determinação judicial e foi cumprida na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília. Desde então, o ex-presidente encontra-se sob custódia, com acesso restrito a visitantes. A visita dos dois filhos segue a primeira autorização concedida após a detenção.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes estabelece que, além do limite de tempo, as visitas devem seguir os protocolos internos da Polícia Federal. O procedimento inclui identificação formal dos visitantes e acompanhamento do deslocamento até o local reservado para o encontro individual com o ex-presidente.

Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro permanecem autorizados a permanecer na Superintendência da PF até o horário-limite de 11h. O procedimento segue as regras estabelecidas na decisão judicial e faz parte do conjunto de medidas determinadas após a detenção preventiva do ex-presidente.

A visita ocorre dentro das condições previstas no despacho do ministro, que detalha o controle de acesso, o tempo de permanência e as limitações impostas pela custódia preventiva. Não foram registradas ocorrências externas durante a chegada dos parlamentares ao prédio da Polícia Federal.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Ministros da 1ª Turma do STF devem manter prisão de Bolsonaro por unanimidade nesta segunda

Ministros da 1ª Turma do STF devem manter prisão de Bolsonaro por unanimidade nesta segunda

Primeira Turma do STF tem até 20h para votar sobre prisão preventiva de Jair Bolsonaro determinada por Alexandre de Moraes.

Ministros da 1ª Turma do STF devem manter prisão de Bolsonaro por unanimidade nesta segunda

Ministros da 1ª Turma do STF devem manter prisão de Bolsonaro por unanimidade nesta segunda, 24. A votação ocorre entre 8h e 20h, quando os ministros poderão confirmar ou não a decisão do relator Alexandre de Moraes. Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde sábado (22), e sua prisão foi mantida em audiência de custódia no domingo (23).

Composição da Turma

A Primeira Turma é formada por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O ministro Luiz Fux, que participou do julgamento anterior sobre a trama golpista, não votará nesta etapa, pois migrou para a Segunda Turma.

Motivos da prisão

Moraes determinou a prisão preventiva de Bolsonaro alegando risco de fuga após convocação de apoiadores feita pelo senador Flávio Bolsonaro. A mobilização ocorreu em frente ao condomínio onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar. Além disso, Bolsonaro danificou a tornozeleira eletrônica com um equipamento de solda, fato confirmado pelo próprio em audiência.

Defesa e alegações

Na audiência de custódia, Bolsonaro afirmou que agiu sob “paranoia” e “alucinação”. A defesa argumentou que, apesar do dano à tornozeleira, o equipamento não foi retirado e não havia intenção de fuga. Os advogados pediram nova prisão domiciliar por motivos humanitários, citando problemas de saúde. Moraes ainda não analisou o pedido.

A defesa também apresentou relatório médico indicando que Bolsonaro passou a primeira noite na sede da PF sem intercorrências. O documento menciona episódio de confusão mental atribuído à interação de medicamentos.

Ministros da 1ª Turma do STF devem manter prisão de Bolsonaro
Ministros da 1ª Turma do STF devem manter prisão de Bolsonaro

Impacto no processo

A decisão da Primeira Turma não altera os prazos do processo principal, que está em fase final. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. Após rejeição dos primeiros embargos de declaração, vence nesta segunda-feira (24) o prazo para novos recursos. A partir de terça-feira (25), Moraes poderá considerar os pedidos protelatórios e determinar o trânsito em julgado, transformando a prisão preventiva em definitiva.

Juristas apontam que Moraes poderia aguardar até sexta-feira (28), prazo para embargos infringentes, recurso cabível em caso de dois votos divergentes. No julgamento de Bolsonaro, houve apenas um voto contrário, mas a defesa pretende apresentar o recurso com base no regimento interno.

Outros réus

Além de Bolsonaro, Walter Braga Netto está preso preventivamente desde dezembro e também poderá iniciar cumprimento de pena após trânsito em julgado. Outros réus incluem Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Mauro Cid. Este último já cumpre pena após não recorrer da decisão.

Foto: Marcello Casal Jr/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Bolsonaro está estável do ponto de vista clínico e passou a noite sem intercorrência dizem médicos do ex-presidente

Bolsonaro está estável do ponto de vista clínico e passou a noite sem intercorrência dizem médicos do ex-presidente

Boletim médico informa que Jair Bolsonaro permanece estável na sede da Polícia Federal em Brasília após episódio de confusão mental.

Bolsonaro está estável do ponto de vista clínico e passou a noite sem intercorrência dizem médicos do ex-presidente

Bolsonaro está estável do ponto de vista clínico e passou a noite sem intercorrência dizem médicos do ex-presidente, conforme boletim divulgado neste domingo (23). O documento foi assinado pelos médicos Cláudio Birolini, cirurgião-geral, e Leandro Echenique, que visitaram Bolsonaro na sede da Polícia Federal (PF) em Brasília.

Estado clínico

Segundo os profissionais, o ex-presidente permanece estável e não apresentou novos sintomas após ajustes na medicação. Bolsonaro está detido desde a manhã de sábado (22), após decisão judicial motivada por risco de fuga, violação da tornozeleira eletrônica e tentativa de usar aglomeração de apoiadores para dificultar fiscalização das medidas cautelares.

Episódio de confusão mental

O boletim informa que Bolsonaro relatou um episódio de confusão mental e alucinações na noite de sexta-feira (21). Os médicos apontaram que o quadro pode ter sido provocado pelo uso de pregabalina, medicamento prescrito por outro integrante da equipe médica.

De acordo com o documento, a pregabalina apresenta interação relevante com remédios que Bolsonaro já utiliza para crises de soluços, como clorpromazina e gabapentina. A combinação pode causar efeitos colaterais como desorientação, sedação, alterações de equilíbrio, alucinações e prejuízo cognitivo.

O medicamento foi suspenso imediatamente, e os médicos afirmaram que Bolsonaro não apresenta sintomas residuais no momento.

Bolsonaro está estável do ponto de vista clínico
Bolsonaro está estável do ponto de vista clínico

Histórico de saúde

O boletim destaca que Bolsonaro é portador de múltiplas comorbidades e faz uso contínuo de diversos medicamentos devido a internações e cirurgias realizadas desde 2018. Entre os problemas recentes, está um quadro de pneumonia por broncoaspiração e episódios de soluços refratários.

Ajustes no tratamento

A equipe médica informou que realizou ajustes para restabelecer o tratamento anterior e continuará acompanhando o estado clínico do ex-presidente com avaliações periódicas.

Foto: Fernando Frazão/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Após fuga Ramagem recebe a família em aeroporto nos Estados Unidos

Após fuga Ramagem recebe a família em aeroporto nos Estados Unidos

Deputado Alexandre Ramagem, condenado por envolvimento na trama golpista, reencontra esposa e filhas em Miami após deixar o Brasil.

Após fuga Ramagem recebe a família em aeroporto nos Estados Unidos

Após fuga Ramagem recebe a família em aeroporto nos Estados Unidos. A esposa do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), Rebeca Ramagem, publicou neste domingo (23) um vídeo mostrando o momento em que ela e as filhas foram recebidas pelo parlamentar em um aeroporto de Miami.

Ramagem foi condenado em setembro a mais de 16 anos de prisão em regime fechado por participação na trama golpista e estava proibido de deixar o Brasil. A prisão preventiva do deputado foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na sexta-feira (21).

Publicação da família

Na postagem, Rebeca afirmou que desembarcou nos Estados Unidos com as filhas há uma semana com o objetivo de proteger a família. As imagens mostram as crianças correndo pelo aeroporto para abraçar o pai, indicando que o parlamentar e os demais familiares chegaram ao país em momentos diferentes.

A esposa do deputado declarou que a mudança ocorreu por falta de garantia de uma justiça imparcial no Brasil. Ela mencionou o termo “lawfare”, que se refere ao uso da lei como instrumento de perseguição a adversários.

Pedido de prisão e investigação

O PSOL solicitou à Polícia Federal (PF) na quarta-feira (20) a prisão preventiva do deputado, após uma reportagem do portal PlatôBR divulgar fotos de Ramagem em Miami. Segundo a publicação, ele já estava nos Estados Unidos desde setembro. O trajeto teria incluído um voo até Boa Vista, no Acre, seguido de deslocamento por terra até a fronteira com a Venezuela ou a Guiana.

A Câmara dos Deputados informou que não foi comunicada sobre a saída do país e que não houve pedido de afastamento nem aviso prévio à Presidência da Casa. O órgão acrescentou que Ramagem apresentou atestados médicos em dois períodos: de 9 de setembro a 8 de outubro e de 13 de outubro a 12 de dezembro.

Após fuga Ramagem recebe a família em aeroporto nos Estados Unidos
Após fuga Ramagem recebe a família em aeroporto nos Estados Unidos

Decisão do STF

Após o pedido da PF e manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), Moraes decretou a prisão preventiva do parlamentar. Ramagem estava com o passaporte apreendido e proibido de sair do Brasil, medidas impostas no julgamento da ação sobre a tentativa de golpe. O ministro deverá solicitar a inclusão do nome do deputado na lista de difusão vermelha da Interpol.

Condenação e histórico

Alexandre Ramagem é ex-delegado da Polícia Federal e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Em setembro, foi condenado pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e organização criminosa. O deputado sempre negou envolvimento na trama golpista.

Foto: Fellipe Sampaio/STF/Lula Marques/Agência Brasl

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Bolsonaro admite que usou ferro quente para abrir tornozeleira

Bolsonaro admite que usou ferro quente para abrir tornozeleira

Relatório aponta tentativa de danificação do equipamento que monitorava o ex-presidente.

Bolsonaro admite que usou ferro quente para abrir tornozeleira

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na manhã de sábado (22), admitiu ter utilizado um ferro de solda para tentar abrir a tornozeleira eletrônica que usava como medida cautelar determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A informação consta em relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (SEAPE-DF).

Relatório aponta tentativa de violação

O documento elaborado pela equipe policial indica que houve acionamento para verificar possível danificação do equipamento. A análise confirmou sinais de avaria, incluindo marcas de queimadura em toda a circunferência da tornozeleira, especialmente na região de fechamento do case.

A constatação levou à prisão preventiva do ex-presidente por risco de fuga. O relatório da Polícia Federal descreve que o equipamento apresentava “sinais claros e importantes de avaria”, reforçando a suspeita de tentativa deliberada de remoção.

Contexto da prisão

Bolsonaro estava submetido a medidas cautelares impostas pelo STF, incluindo uso de tornozeleira eletrônica, após condenação por tentativa de golpe de Estado. A pena fixada é de 27 anos e três meses, mas ainda não transitou em julgado. A prisão preventiva foi decretada para evitar evasão e garantir cumprimento das determinações judiciais.

O episódio ocorre em meio à análise do Supremo sobre a manutenção da prisão preventiva. A Primeira Turma da Corte deve avaliar se a medida será mantida ou substituída por outra menos gravosa.

Bolsonaro admite que usou ferro quente para abrir tornozeleira
Bolsonaro admite que usou ferro quente para abrir tornozeleira

Próximos passos

Com a confirmação da tentativa de violação da tornozeleira, o caso pode influenciar decisões futuras sobre o regime de cumprimento da pena. A prisão preventiva tende a ser seguida pela execução da condenação em regime fechado, caso os recursos sejam esgotados.

Foto: Divulgação/SEAP/Gustavo Moreno/Agência Brasil

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Bolsonaro será submetido a audiência de custódia neste domingo (23)

Bolsonaro será submetido a audiência de custódia neste domingo (23)

Ex-presidente passa por audiência após prisão preventiva determinada pelo STF.

Bolsonaro será submetido a audiência de custódia neste domingo (23)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participa neste domingo (23) de audiência de custódia, um dia após ser preso preventivamente por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O procedimento ocorre na sede da Polícia Federal em Brasília.

Objetivo da audiência

A audiência de custódia é obrigatória em casos de prisão e tem como finalidade verificar a legalidade da detenção e garantir que não houve violação de direitos fundamentais. O juiz responsável avalia se a prisão respeitou as normas legais e se houve irregularidades na abordagem policial. O encontro não discute o mérito da acusação, mas apenas a forma como a prisão foi executada.

Motivos da prisão preventiva

Bolsonaro foi preso preventivamente após descumprimento de medidas cautelares impostas pelo STF. Entre os fatores apontados na decisão estão a convocação de uma vigília nas proximidades da residência do ex-presidente, considerada tentativa de obstruir a fiscalização, e a violação da tornozeleira eletrônica. Segundo informações do processo, Bolsonaro tentou danificar o equipamento, o que indicaria risco de fuga.

A prisão preventiva não tem prazo definido e foi decretada para garantir a ordem pública e evitar evasão. A decisão também levou em conta a proximidade do início da execução da pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, já que os recursos contra essa condenação estão em fase final de análise.

Bolsonaro será submetido a audiência de custódia
Bolsonaro será submetido a audiência de custódia

Próximos passos no STF

Após a audiência de custódia, a Primeira Turma do STF deve se reunir para analisar a decisão de Alexandre de Moraes. O colegiado poderá manter a prisão preventiva ou substituí-la por medida menos gravosa, como retorno à prisão domiciliar. Caso a decisão seja confirmada, Bolsonaro poderá permanecer preso até o trânsito em julgado da condenação, quando deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.

Condições da detenção

Bolsonaro está custodiado em uma sala especial na sede da Polícia Federal em Brasília, espaço reservado para autoridades. O local possui cama, banheiro privativo, mesa de trabalho, frigobar e ar-condicionado. A estrutura foi adaptada para longas detenções e conta com vigilância permanente e acompanhamento médico.

Foto:  Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Adesão dos potiguares ao consignado CLT ultrapassa R$ 800 milhões

Adesão dos potiguares ao consignado CLT ultrapassa R$ 800 milhões

Programa Crédito do Trabalhador soma mais de 91 mil adesões no Rio Grande do Norte em oito meses.

Adesão dos potiguares ao consignado CLT ultrapassa R$ 800 milhões

O programa Crédito do Trabalhador, conhecido como consignado privado para trabalhadores com carteira assinada, registrou mais de R$ 800 milhões em adesões no Rio Grande do Norte em menos de oito meses. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indicam que 91.258 profissionais potiguares contrataram 155.638 empréstimos entre 21 de março, início do programa, e 17 de novembro. A média por crédito no estado é de R$ 5.245,80, totalizando R$ 816.446.375,74.

No Brasil, foram contabilizados 14.029.086 empréstimos, com média de R$ 6.353,82 por operação e um volume total de R$ 89.138.231.583,67.

Taxas e condições do programa

A taxa média mensal de juros do consignado CLT é de 3,11%, com contratos que, em média, possuem 24 parcelas. A modalidade permite que trabalhadores utilizem até 10% do saldo do FGTS como garantia ou 100% da multa rescisória em caso de demissão. O limite máximo para comprometimento da renda é de 35% do salário.

O valor médio contratado por trabalhador brasileiro é de R$ 11.394,17, enquanto no Rio Grande do Norte essa média é de R$ 8.946,57.

Adesão dos potiguares ao consignado CLT
Adesão dos potiguares ao consignado CLT

Impacto econômico

Grande parte dos recursos contratados pelos trabalhadores potiguares foi direcionada para consumo e quitação de dívidas, movimentando a economia local. O programa possibilita substituir dívidas com juros mais altos, como cartão de crédito e cheque especial, por empréstimos com taxas menores.

Ranking nacional e regional

No Nordeste, o Rio Grande do Norte ocupa a quinta posição em número de empréstimos, atrás de Bahia (660.940), Ceará (433.941), Pernambuco (422.977) e Maranhão (288.570). No ranking nacional, o estado é o 18º em contratações. São Paulo lidera com 4.266.394 operações, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Até 17 de novembro, 7.823.142 trabalhadores brasileiros já haviam aderido ao programa.

Regras e funcionamento

O Crédito do Trabalhador é um empréstimo consignado com desconto direto no contracheque e prazo flexível para pagamento. Para clientes sem operações de crédito ativas, o valor pode ser usado livremente. Já para quem possui dívidas, o recurso deve ser destinado prioritariamente à liquidação dessas obrigações, com eventual saldo livre para outras finalidades.

A Medida Provisória nº 1.292/2025, que autorizou a modalidade, entrou em vigor em 21 de março e contempla cerca de 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada, incluindo domésticos, rurais e assalariados de microempreendedores individuais (MEIs). A contratação é feita pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital.

Caso o trabalhador seja desligado antes do término do contrato, o saldo do FGTS pode ser utilizado para quitar parcelas pendentes. O programa prevê mecanismos para evitar comprometimento excessivo da renda e situações de inadimplência.

Foto: José Cruz/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Pix passa a ser rastreado para bloquear golpes e fraudes e ganha mecanismo de devolução

Pix passa a ser rastreado para bloquear golpes e fraudes e ganha mecanismo de devolução

Banco Central implementa MED 2.0 para rastrear transações e ampliar segurança nas devoluções via Pix.

Pix passa a ser rastreado para bloquear golpes e fraudes e ganha mecanismo de devolução

O Banco Central iniciou neste domingo (23) a implementação do MED 2.0 (Mecanismo Especial de Devolução) para aumentar a segurança do Pix e reduzir fraudes. A nova funcionalidade será facultativa até fevereiro de 2026, quando passará a ser obrigatória para todas as instituições financeiras.

Como funciona o rastreamento

O MED 2.0 permitirá rastrear o caminho dos recursos por diversas contas, compartilhando informações entre os bancos envolvidos. Com isso, será possível bloquear valores em contas intermediárias e realizar devoluções em até 11 dias após a contestação.

Atualmente, o bloqueio ocorre apenas na primeira conta que recebe o valor. Esse modelo dificulta a recuperação, pois fraudadores costumam transferir rapidamente os recursos para outras contas. Com o novo sistema, o rastreamento será ampliado, aumentando as chances de devolução.

Procedimento para contestação

Desde 1º de outubro, clientes podem contestar transações suspeitas diretamente pelo aplicativo do banco, utilizando o botão de contestação. O processo é digital e dispensa contato com atendentes.

Após a contestação, os bancos têm até sete dias para analisar o caso. Se confirmada a fraude, a devolução será feita diretamente para a conta da vítima, com prazo máximo de 11 dias. Documentos como boletim de ocorrência e prints poderão ser anexados para apoiar a análise, mas só serão exigidos após a abertura do MED.

O botão de contestação não se aplica a desacordos comerciais, arrependimento ou erros de digitação na chave Pix.

Pix passa a ser rastreado
Pix passa a ser rastreado

Histórico de devoluções

Desde a criação do Pix, em 2021, mais de R$ 1,5 bilhão já foi devolvido por fraudes, golpes ou erros. Somente nos primeiros sete meses de 2025, foram restituídos R$ 377,4 milhões. Confira os valores devolvidos por ano:

  • 2021 (novembro e dezembro): R$ 3,8 milhões
  • 2022: R$ 191,1 milhões
  • 2023: R$ 389,1 milhões
  • 2024: R$ 561,5 milhões
  • 2025 (até julho): R$ 377,4 milhões

Outras medidas de segurança

Além do MED 2.0, o Banco Central implementou outras ações para reforçar a proteção do sistema:

  • 1º de outubro: Contestação via aplicativo dos bancos.
  • 4 de outubro: Bloqueio de chaves Pix identificadas como usadas em golpes.
  • 13 de outubro: Pix Automático obrigatório para operações de débito interbancário, exigindo autorização do pagador no aplicativo.

Com essas medidas, o Banco Central busca reduzir fraudes e aumentar a confiança no sistema de pagamentos instantâneos.

Foto: Marcello Casal Jr/ Bruno Peres/Agência Brasil

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Tornozeleira eletrônica de Bolsonaro foi violada e STF decreta prisão preventiva

STF confirma violação de tornozeleira eletrônica de Bolsonaro e aponta risco de fuga

Alexandre de Moraes aponta risco de fuga após violação do equipamento e convocação de vigília

STF confirma violação de tornozeleira eletrônica de Bolsonaro e aponta risco de fuga

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado (22) a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro após constatar a violação da tornozeleira eletrônica que monitorava sua prisão domiciliar. O equipamento foi rompido à meia-noite e oito minutos, segundo comunicado do Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal.

Na decisão, Moraes afirmou que a violação indica intenção de fuga, possivelmente facilitada por uma manifestação convocada pelo senador Flávio Bolsonaro para a noite deste sábado. O ministro destacou que o ato, apresentado como vigília pela saúde do ex-presidente, poderia gerar aglomeração e tumulto, comprometendo a fiscalização das medidas cautelares.

O magistrado ressaltou que a convocação segue o mesmo padrão de mobilizações anteriores, consideradas estratégias para obstruir decisões judiciais. Moraes apontou ainda que a residência de Bolsonaro fica a cerca de 13 quilômetros do Setor de Embaixadas Sul, distância que poderia ser percorrida em menos de 15 minutos, aumentando o risco de tentativa de asilo político.

Tornozeleira eletrônica de Bolsonaro foi violada
Tornozeleira eletrônica de Bolsonaro foi violada

Segundo a decisão, o vídeo divulgado por Flávio Bolsonaro incita desrespeito à Constituição e às instituições, reforçando a necessidade da prisão preventiva para garantir a ordem pública. A Polícia Federal cumpriu o mandado por volta das 6h da manhã, levando Bolsonaro para a Superintendência da PF em Brasília, onde ficará em uma sala especial destinada a ex-presidentes.

A defesa do ex-presidente informou que não vai se manifestar sobre a decisão. Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde agosto, após descumprir medidas cautelares relacionadas ao uso de redes sociais. Ele foi condenado em setembro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, mas ainda recorre da sentença.

Foto:  Fabio Rodrigues-Pozzebom/Fernando Frazão/Agência Brasil

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Suspeito de aplicar golpe de R$ 3 milhões nos pais é preso no Aeroporto de Natal

Suspeito de aplicar golpe de R$ 3 milhões nos pais é preso no Aeroporto de Natal

Homem de 51 anos é apontado como líder de associação criminosa que fraudou casal de idosos

Suspeito de aplicar golpe de R$ 3 milhões nos pais é preso no Aeroporto de Natal

Um homem de 51 anos, filho de um casal de idosos e apontado como líder de uma associação criminosa responsável por aplicar um golpe milionário contra os próprios pais, foi preso preventivamente nesta sexta-feira (21) durante a operação “Quarto Mandamento”. Segundo a Polícia Civil, o prejuízo acumulado desde novembro de 2024 ultrapassou R$ 3 milhões.

O suspeito é investigado pelos crimes de estelionato e associação criminosa. De acordo com as apurações, ele teria apresentado quatro comparsas às vítimas, facilitando o acesso do grupo à residência e à confiança do casal. Esses comparsas foram presos em flagrante no dia 26 de setembro deste ano.

Entre os detidos anteriormente está uma mulher identificada como articuladora do esquema. Ela afirmava aos idosos que seria beneficiária de uma suposta herança de R$ 235 bilhões, justificando pedidos constantes de dinheiro sob o argumento de que precisava se manter até a liberação dos valores.

Com o passar dos meses, os suspeitos passaram a morar com o casal em um condomínio de luxo no bairro de Candelária, zona Sul de Natal, usufruindo de conforto e vida de alto padrão custeados com o dinheiro das vítimas. Durante esse período, também abriram contas bancárias em nome dos idosos e realizaram diversas transações sem consentimento.

Suspeito de aplicar golpe de R$ 3 milhões nos pais é preso no Aeroporto de Natal
Suspeito de aplicar golpe de R$ 3 milhões nos pais é preso no Aeroporto de Natal

O filho do casal, apontado como líder da associação criminosa, estava foragido desde que teve a prisão preventiva decretada. Ele foi localizado na manhã desta sexta-feira no Aeroporto Internacional de Natal, dentro de uma aeronave que havia acabado de pousar. Após receber voz de prisão, foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

O nome “Quarto Mandamento” faz referência ao mandamento bíblico “honrar pai e mãe”, destacando a gravidade do crime cometido contra os próprios pais. A operação foi coordenada pela Delegacia Especializada em Falsificações e Defraudações (DEFD) de Natal, com apoio da Polícia Federal.

Foto: Divulgação/Polícia Civil

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Moraes determina prisão de Ramagem após deputado ser visto em Miami

Moraes determina prisão de Ramagem após deputado ser visto em Miami

STF decreta prisão preventiva de Alexandre Ramagem, condenado por tentativa de golpe

Moraes determina prisão de Ramagem após deputado ser visto em Miami

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou nesta sexta-feira (21) a prisão preventiva do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). A decisão foi tomada após Ramagem ser visto em Miami, nos Estados Unidos, descumprindo medidas cautelares que o proibiam de deixar o Brasil e determinavam a entrega de todos os passaportes nacionais e estrangeiros.

Ramagem foi condenado pelo STF a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Ele recorre em liberdade, mas estava submetido a restrições impostas pelo Supremo desde setembro, quando a Primeira Turma concluiu o julgamento do núcleo principal da trama golpista.

A presença do deputado em Miami foi revelada por imagens divulgadas na quarta-feira (19), que mostraram Ramagem entrando em um condomínio de luxo na cidade. A Polícia Federal investiga se ele deixou o Brasil clandestinamente, possivelmente por via terrestre, antes de seguir para os Estados Unidos.

Moraes determina prisão de Ramagem
Moraes determina prisão de Ramagem

Após a divulgação das imagens, deputados do PSOL protocolaram pedido de prisão cautelar no STF, alegando risco real de fuga. A Câmara dos Deputados informou que não autorizou missão oficial no exterior e que Ramagem apresentou atestados médicos cobrindo os períodos de 9 de setembro a 8 de outubro e de 13 de outubro a 12 de dezembro. Apesar disso, registros indicam participação do parlamentar em votações durante esses intervalos.

A Polícia Federal deve solicitar a inclusão do nome de Ramagem na Difusão Vermelha da Interpol, o que permitirá sua prisão nos Estados Unidos e reforçará a cooperação internacional. A defesa do deputado informou que não vai se manifestar sobre o caso.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/Fellipe Sampaio/STF

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Correios avaliam abrir capital e criar joint venture para superar crise

Correios avaliam abrir capital e criar joint venture para superar crise

Plano inclui venda de ações, parceria com empresas privadas e operação de crédito bilionária

Correios avaliam abrir capital e criar joint venture para superar crise

O plano de reestruturação dos Correios, aprovado pela diretoria nesta semana, amplia as mudanças previstas para a estatal. Além do fechamento de agências, do programa de demissão voluntária e da revisão dos planos de saúde, a empresa avalia medidas estruturais consideradas essenciais para garantir a sobrevivência financeira.

Entre as alternativas estudadas está a abertura de capital com venda de ações na Bolsa, mantendo o controle da União. Outra possibilidade é a criação de uma joint venture, que reuniria setores estratégicos dos Correios com empresas privadas para captar investimentos. A definição das medidas ocorrerá após a contratação de uma consultoria especializada em mercado financeiro, responsável por indicar o modelo mais vantajoso.

De acordo com integrantes da nova direção, a única condição inegociável é que os serviços postais permaneçam sob responsabilidade da estatal, independentemente do formato societário adotado. Em nota divulgada nesta sexta-feira (21), os Correios informaram que fusões, aquisições e reorganizações societárias estão sendo analisadas com foco em aumentar a competitividade no médio e longo prazo.

Correios avaliam abrir capital e criar joint venture
Correios avaliam abrir capital e criar joint venture

O plano também prevê a contratação de uma operação de crédito de até R$ 20 bilhões até o fim de novembro. O recurso é considerado essencial para reduzir o déficit a partir de 2026 e retomar a lucratividade em 2027. A situação financeira é crítica: apenas no primeiro semestre de 2025, os Correios registraram prejuízo de R$ 4,36 bilhões.

As medidas fazem parte de uma estratégia para enfrentar a queda na receita e o aumento dos custos operacionais. A abertura de capital e a formação de parcerias com empresas privadas são vistas como alternativas para garantir investimentos e modernizar a estrutura da estatal, sem comprometer a prestação dos serviços postais.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Bolsonaro é preso preventivamente a pedido da Polícia Federal

Bolsonaro é preso preventivamente a pedido da Polícia Federal

Decisão do STF cita risco de fuga e convocação de vigília; prisão ocorreu sem algemas e sem exposição à imprensa.

Bolsonaro é preso preventivamente a pedido da Polícia Federal

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso na manhã deste sábado (22) após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão preventiva foi solicitada pela Polícia Federal (PF) e autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. A medida tem caráter cautelar e não está relacionada diretamente à condenação por tentativa de golpe de Estado.

Segundo a decisão, o risco elevado de fuga motivou a ordem judicial. O Centro de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou ao STF que houve violação da tornozeleira eletrônica às 0h08 deste sábado. Moraes também mencionou a convocação de uma vigília em frente ao condomínio do ex-presidente, feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como indício de tentativa de obstrução da fiscalização das medidas cautelares.

O ministro destacou que, durante as investigações que levaram à condenação de Bolsonaro, foi identificado um plano para solicitar asilo político na embaixada da Argentina. O condomínio onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar fica a cerca de 13 quilômetros do Setor de Embaixadas Sul, distância que pode ser percorrida em menos de 15 minutos de carro.

Na decisão, Moraes também citou os deputados Alexandre Ramagem, Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro, que deixaram o país para evitar medidas judiciais, reforçando o risco de fuga do ex-presidente.

Bolsonaro foi detido por volta das 6h e levado à sede da Polícia Federal às 6h35. Após os trâmites iniciais, foi encaminhado para a Superintendência da PF no Distrito Federal, onde ficará em uma “Sala de Estado”, espaço reservado para autoridades. A Polícia Federal informou que cumpriu o mandado expedido pelo STF.

Bolsonaro é preso preventivamente
Bolsonaro é preso preventivamente

Prisão ocorreu sem algemas e sem exposição à imprensa

O ministro Alexandre de Moraes determinou que a prisão preventiva fosse realizada sem uso de algemas e sem exposição à imprensa. A ordem foi encaminhada à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, com orientação para que a ação respeitasse a dignidade do ex-presidente.

A decisão também autorizou que a equipe policial definisse o uso de uniforme e armamento conforme necessidade. A prisão preventiva não tem prazo determinado e foi justificada para garantir a ordem pública diante da convocação de apoiadores para vigília no condomínio.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe, mas a prisão atual não está vinculada à execução dessa pena. Os recursos ainda estão em andamento, e a defesa tenta evitar a transição para regime fechado, alegando problemas médicos e risco à vida no sistema prisional.

Michelle Bolsonaro publica mensagem bíblica após prisão

Logo após a prisão do ex-presidente, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou uma mensagem com referência bíblica em seu perfil no Instagram. A postagem, feita neste sábado (22), incluiu um versículo do Salmo 121: “Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro”. Michelle também escreveu: “Eu confio no Senhor”.

Foto: Lula Marques/Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Bolsonaro pode começar a cumprir pena em regime fechado ainda em novembro

Bolsonaro pode começar a cumprir pena em regime fechado ainda em novembro

Publicação do acórdão desencadeia contagem de prazos recursais; Ministro Alexandre de Moraes pode autorizar execução da pena antes do fim de novembro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode iniciar, ainda em novembro, o cumprimento de sua pena em regime fechado, segundo especialistas, após a publicação do acórdão que rejeitou os embargos de declaração apresentados por sua defesa.

Contagem de prazos recursais

Com a publicação da ata do julgamento pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), na segunda-feira (17), formaliza-se o resultado da rejeição dos embargos de declaração. Esse tipo de recurso busca esclarecer omissões ou contradições no julgamento, mas foi considerado improcedente no caso por unanimidade.

Após a publicação, começa a correr o prazo para novos recursos.

Especialistas ouvidos afirmam que, com o encerramento das etapas recursais, poderá ocorrer o trânsito em julgado, momento em que a condenação se torna definitiva e a execução da pena pode ser iniciada.

Recursos possíveis: embargos e infringentes

A defesa ainda pode apresentar novos embargos de declaração, prazo de até cinco dias a partir da publicação do acórdão, mas esse recurso só serve para esclarecimentos, sem possibilitar a reversão da condenação.

Também está prevista a possibilidade de embargos infringentes, recurso usado para contestar o mérito da decisão quando há divergência entre votos. No entanto, para que sejam aceitos, normalmente é necessário haver ao menos dois votos divergentes. No julgamento original, houve apenas um voto contrário — do ministro Luís Roberto Barroso –- ou segundo fontes, do ministro Luiz Fux.

Se o relator, ministro Alexandre de Moraes, entender que os recursos são protelatórios, ele pode rejeitá-los de plano.

Possibilidade de início da execução da pena

Especialistas afirmam que, encerrados os recursos considerados, Bolsonaro deverá começar a cumprir a pena em regime fechado, conforme previsto na sentença original. A condenação, segundo esclarecem, é de 27 anos e 3 meses de prisão.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, terá poder para determinar o início da execução da pena. Ele pode autorizar a prisão imediatamente após o trânsito em julgado ou, se considerar que os recursos são uma manobra protelatória, antecipar a ordem de prisão.

Caso os recursos sejam rejeitados definitivamente, o regime fechado é o mais provável para o cumprimento da pena. A legislação brasileira determina regime inicial fechado para penas altas.

Contexto da condenação

Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF por crimes relacionados à trama golpista, incluindo tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada e atentado contra o Estado Democrático de Direito. A sentença foi proferida em 11 de setembro de 2025.

Além da condenação, a defesa argumentou, em recursos anteriores, que Bolsonaro desistiu voluntariamente da empreitada golpista e requereram o recálculo da pena com base neste entendimento. Essa tese, porém, foi rejeitada pelo ministro Alexandre de Moraes, que afirmou que não houve desistência comprovada.

Cenário para a ordem de prisão

Com a rejeição dos embargos de declaração já ocorrida e o prazo para novos recursos em curso, analistas apontam para a possibilidade de uma ordem de prisão ainda na última semana de novembro.

Se os embargos infringentes forem negados, a defesa ainda poderá apresentar agravo, o que poderia levar a uma reanálise pela Primeira Turma.

Em caso de prisão, o regime inicial deve ser fechado, mas há discussão sobre o local de cumprimento. Já foram citadas possibilidades como o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, ou outras unidades seguras conforme a legislação prevê para penas elevadas.

Foto: Alan Santos/PR / Marcos Corrêa/PR

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Governo federal destina R$ 71,7 milhões para contratação de cabines em navios na COP30

Governo federal destina R$ 71,7 milhões para contratação de cabines em navios na COP30

Contratação inclui 450 cabines exigidas pela UNFCCC e outras 400 para a delegação brasileira

O governo federal investiu R$ 71,7 milhões na contratação de 850 cabines em navios de cruzeiro utilizados como hospedagem durante a COP30, realizada em Belém (PA). A medida atende às exigências logísticas da conferência e cumpre o acordo firmado com a UNFCCC, que previa a disponibilização mínima de 450 cabines para delegações de países pobres. Essa primeira cota obrigatória representa um custo de R$ 26,3 milhões.

Além das cabines estabelecidas no acordo internacional, o governo adquiriu outras 400 unidades adicionais, destinadas à delegação brasileira, em contratação avaliada em R$ 45,4 milhões. Os valores foram informados pela Secretaria Extraordinária da COP30 (Secop30), que esclareceu que o total investido ainda pode sofrer alteração, já que o evento segue até 21 de novembro. Os pagamentos serão efetuados apenas após a conferência, considerando a quantidade de cabines que não forem comercializadas no período.

A operação de hospedagem flutuante é resultado de contratação realizada pela Embratur, que selecionou a operadora Qualitours. A empresa é responsável por disponibilizar os navios MSC Seaview e Costa Diadema, atracados no Terminal Portuário de Outeiro, em Belém. As embarcações foram mobilizadas para suprir o déficit de leitos na cidade durante a realização da cúpula climática.

Belém, segundo dados do governo, teria necessidade de mais que dobrar sua capacidade hoteleira para abrigar o público estimado de 60 mil pessoas ao longo do evento. A utilização de navios como hospedagem temporária foi adotada como alternativa para evitar a sobrecarga da rede hoteleira local e garantir estrutura adequada para delegações, equipes técnicas e outras representações participantes.

A proposta de uso de cruzeiros também se insere no planejamento logístico da COP30, que exige suporte amplo para acomodação de chefes de Estado, diplomatas, especialistas, representantes de organizações internacionais e demais participantes. Os navios disponibilizados contam com estrutura completa para hospedagem, alimentação e serviços operacionais compatíveis com as necessidades da conferência.

A Secop30 reiterou que a contratação segue condicionada à demanda e que os valores definitivos serão conhecidos somente após o encerramento do evento. A Qualitours foi procurada pela imprensa, mas não comentou sobre os custos vinculados à operação.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Natal está entre as capitais que recebem o programa Gás do Povo a partir de segunda-feira (24)

Natal está entre as capitais que recebem o programa Gás do Povo a partir de segunda-feira (24)

Primeira etapa prevê recarga gratuita de botijões para cerca de um milhão de famílias

Natal está entre as capitais que vão receber o programa nacional Gás do Povo a partir da próxima segunda-feira (24). A iniciativa prevê a recarga gratuita do botijão de gás de cozinha (GLP 13 kg) para famílias em situação de vulnerabilidade social. Segundo o governo federal, cerca de um milhão de famílias devem ser atendidas na primeira etapa de implementação.

As capitais contempladas inicialmente são Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Teresina (PI). A distribuição será iniciada nessas cidades antes da expansão prevista para os próximos meses.

Os beneficiários poderão comprovar o direito ao vale-recarga utilizando o cartão do Bolsa Família, o cartão de débito da Caixa ou o CPF associado a um código de validação enviado por mensagem ao celular cadastrado. De acordo com o governo federal, o modelo adotado visa ampliar a rastreabilidade, a segurança e a eficiência na entrega do benefício.

O plano de expansão do programa prevê que, até março do próximo ano, o gás de cozinha gratuito alcance 15 milhões de famílias. A previsão foi destacada pelo governo ao apresentar o cronograma inicial.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o programa tem como objetivo assegurar segurança alimentar e garantir condições adequadas para o preparo dos alimentos. Durante o anúncio, Silveira afirmou que o Gás do Povo contribui para combater a pobreza energética e reduzir o uso de lenha e materiais inflamáveis para cozinhar, além de representar alívio no orçamento das famílias atendidas.

A Caixa Econômica Federal será responsável pela distribuição dos vales-recarga, pelo cadastramento das revendedoras participantes e pela validação dos meios de acesso ao benefício. O novo formato determina que a retirada da recarga gratuita será feita diretamente nas revendas credenciadas, sem a necessidade de repasse em dinheiro para o beneficiário.

A primeira fase de distribuição marca a transição do sistema anterior, baseado em pagamento em dinheiro, para um modelo que garante a entrega direta do botijão recarregado. De acordo com o governo, essa mudança torna o benefício mais eficiente, reduz a possibilidade de fraudes e assegura que os recursos sejam aplicados exclusivamente na compra do gás de cozinha para uso cotidiano das famílias.

O direito ao benefício é destinado às famílias selecionadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Para participar, é necessário estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico), possuir renda per capita de até meio salário-mínimo (R$ 759,00) e manter os dados atualizados há pelo menos 24 meses. Terão prioridade aquelas que já recebem o Bolsa Família, conforme os critérios definidos pelo governo federal.

Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília / Renato Araújo/Agência Brasília

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Incêndio na Blue Zone da COP30 provoca evacuação e suspensão das atividades

Incêndio na Blue Zone da COP30 provoca evacuação e suspensão das atividades

Foco de incêndio atinge área da conferência em Belém; público é retirado e negociações são temporariamente suspensas

Incêndio na Blue Zone da COP30 provoca evacuação e suspensão das atividades

Um foco de incêndio atingiu, nesta quarta-feira, a área da Blue Zone da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém. O incidente levou à evacuação completa do público presente e à suspensão temporária das atividades do evento, que se encontra na fase final das negociações internacionais.

A organização da COP30 confirmou que não há registro de feridos. A evacuação ocorreu logo após o início do fogo, e equipes de segurança atuaram para isolar a área afetada.

Segundo as primeiras informações divulgadas pelo ministro do Turismo, Celso Sabino, o incêndio teria começado na área do estande da China, instalada dentro da Blue Zone. Essa área é uma das mais movimentadas da conferência, por abrigar delegações oficiais, negociadores e representantes de diversos países.

Sabino explicou que as estruturas utilizadas nos pavilhões possuem lonas antichamas, o que contribuiu para evitar a propagação das chamas para outras instalações do evento. O controle da situação ocorreu de forma rápida, de acordo com avaliação inicial das equipes responsáveis pela segurança.

O ministro afirmou que a retomada das atividades depende da avaliação técnica das equipes de inspeção e segurança:
“Em breve vamos saber se os trabalhos recomeçarão aqui na Blue Zone ainda hoje ou a partir de amanhã”, declarou.

As delegações participantes aguardam orientações sobre o possível retorno da agenda do dia. A Coordenação da COP30 mantém monitoramento da área para determinar se há condições de restabelecer o acesso e dar continuidade às negociações.

A Blue Zone é a área oficial sob gestão da Organização das Nações Unidas (ONU), onde ocorrem as negociações formais sobre clima. Por concentrar grande parte das atividades diplomáticas e reuniões multilaterais, a suspensão temporária afeta diretamente o andamento da conferência, especialmente em sua etapa final, quando acordos e resoluções costumam ser fechados.

Até o momento, o Ministério do Turismo reforça que não há relatos de feridos e que a evacuação ocorreu de maneira preventiva, seguindo protocolos de segurança estabelecidos para eventos internacionais de grande porte. As causas do incêndio ainda serão apuradas.

A expectativa é de que a organização divulgue nas próximas horas um posicionamento sobre a continuidade da programação e sobre o impacto da ocorrência no cronograma das negociações da COP30.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

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Lula indica Jorge Messias para vaga no STF

Lula indica Jorge Messias para vaga no STF

Advogado-geral da União é escolhido para substituir Luís Roberto Barroso e aguarda sabatina no Senado

Lula indica Jorge Messias para vaga no STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou, nesta quinta-feira (20), o advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A confirmação foi feita pelo Palácio do Planalto.

Messias foi escolhido para assumir a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou aposentadoria antecipada e deixou o tribunal no mês passado. Aos 45 anos, o indicado poderá permanecer na Corte por até 30 anos, período que se estende até completar 75 anos, idade prevista para aposentadoria compulsória no serviço público.

Para assumir o cargo, Messias ainda precisa passar pela sabatina da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Após a etapa, seu nome será submetido a votação no colegiado e, posteriormente, ao plenário da Casa. A data da sabatina ainda será definida pela presidência da comissão.

Jorge Messias está no comando da Advocacia-Geral da União desde 1º de janeiro de 2023, início do terceiro mandato presidencial de Lula. Sua indicação ocorre em um momento de renovação no Supremo decorrente da saída de Barroso, que ocupou a presidência da Corte antes de se aposentar.

Nascido no Recife, Messias é procurador concursado da Fazenda Nacional desde 2007. É graduado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (Universidade Federal de Pernambuco – UFPE) e possui títulos de mestre e doutor pela Universidade de Brasília (UnB).

Durante o governo da presidenta Dilma Rousseff, Messias atuou como subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, órgão responsável pelo assessoramento jurídico direto à chefe do Executivo. No período, integrou a estrutura da Presidência em temas relacionados à análise jurídica de atos e medidas governamentais.

A indicação de Messias será encaminhada ao Senado, que conduzirá o processo de avaliação previsto para integrantes do Supremo Tribunal Federal. A sabatina na CCJ e as votações subsequentes definirão se o advogado-geral da União será confirmado como novo ministro do STF.

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / José Cruz/Agência Brasil

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Justiça mantém prisão de Daniel Vorcaro em investigação sobre Banco Master

Justiça mantém prisão de Daniel Vorcaro em investigação sobre Banco Master

TRF-1 rejeita habeas corpus e cita risco à ordem pública e esquema de créditos falsos envolvendo BRB

Justiça mantém prisão de Daniel Vorcaro em investigação sobre Banco Master

A Justiça Federal em Brasília decidiu manter a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, um dos sócios do Banco Master. A decisão foi tomada na noite desta quinta-feira (19) pela desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

A magistrada negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Vorcaro. O banqueiro havia sido preso na segunda-feira (17) pela Polícia Federal enquanto tentava embarcar para o exterior em seu jatinho particular no Aeroporto de Guarulhos.

Vorcaro e outros sócios do Banco Master são investigados na Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para apurar a concessão de créditos falsos pela instituição financeira. Entre os pontos investigados está a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público vinculado ao governo do Distrito Federal.

Na decisão, a desembargadora entendeu que a manutenção da prisão é necessária para preservar a ordem pública e viabilizar a desarticulação da organização criminosa investigada.

Segundo a magistrada, “o contexto retrata um grupo com notável estrutura, estabilidade e poderio econômico, cuja atividade perdurou por anos, voltada à prática reiterada de delitos financeiros, com envolvimento dos gestores do Banco Master em esquemas complexos e de altíssimo padrão, utilizando-se de manobras para fraudar o sistema financeiro”.

A desembargadora também destacou que as fraudes investigadas podem comprometer a liquidez do BRB e gerar prejuízo estimado em R$ 17 bilhões.

Na decisão, Solange Salgado detalhou que “a investigação revelou um esquema de cessão irregular de carteiras de crédito entre o Banco Master e o Banco de Brasília, envolvendo a quantia vultosa de aproximadamente R$ 17 bilhões. Há indícios de manipulação de ativos, criação de falsas narrativas para órgãos reguladores e utilização de empresas de prateleira para simular a origem de créditos inexistentes ou podres”.

Defesas

Após a prisão, os advogados de Daniel Vorcaro afirmaram que o banqueiro não tentou deixar o país e que sempre se colocou à disposição das autoridades para colaborar com a apuração dos fatos.

O BRB informou que contratará uma auditoria externa para analisar os fatos relacionados à investigação. Segundo a instituição, também será realizada uma apuração interna sobre possíveis falhas de governança e de controles internos.

As diligências da Operação Compliance Zero permanecem em andamento, com foco no esclarecimento das transações financeiras e dos procedimentos adotados na concessão de créditos pelo Banco Master, além da relação entre a instituição e o BRB.

Foto: Reprodução

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Hugo Motta critica governo Lula após aprovação do PL Antifacção na Câmara

Hugo Motta critica governo Lula após aprovação do PL Antifacção na Câmara

Presidente da Câmara afirma que governo cria “falsas narrativas” sobre projeto de combate ao crime organizado

Hugo Motta critica governo Lula após aprovação do PL Antifacção na Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos–PB), criticou nesta quarta-feira (20) o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a aprovação do PL Antifacção. Em publicação nas redes sociais, Motta afirmou que o Executivo adotou “o caminho errado” ao se posicionar contra o texto aprovado e acusou o governo de criar “falsas narrativas” sobre os efeitos da proposta.

Segundo o presidente da Câmara, a iniciativa reforça a capacidade do Estado no enfrentamento ao crime organizado. Motta afirmou que não é possível “desinformar a população com inverdades” e destacou que a proposta tem como objetivo estabelecer um marco legal para combater facções, milícias e grupos paramilitares.

O posicionamento ocorre um dia após o plenário aprovar o projeto relatado por Guilherme Derrite (PP–SP), secretário de Segurança Pública de São Paulo. Embora o PL tenha sido originalmente apresentado pelo governo federal, a base governista votou contra o texto final. Entre os pontos de discordância estão o financiamento da Polícia Federal e a avaliação de que o projeto pode gerar sobreposição de legislações.

Reação do governo Lula

Mais cedo, o presidente Lula criticou a aprovação do texto e afirmou que o projeto alterado “enfraquece o combate ao crime”. O chefe do Executivo defendeu a necessidade de leis “firmes e seguras”, mas argumentou que modificações feitas pela Câmara criam insegurança jurídica.

Lula afirmou que “trocar o certo pelo duvidoso só favorece quem quer escapar da lei” e reiterou que o governo havia proposto um projeto com diretrizes diferentes das aprovadas em plenário. O Executivo tentou modificar trechos por meio de destaques, mas foi derrotado.

Pontos principais do PL Antifacção

O chamado marco legal do combate ao crime organizado estabelece novas diretrizes para enfrentar facções criminosas, milícias e grupos armados. Entre as medidas previstas no texto estão:

  • criação de um marco legal específico para facções, milícias e grupos paramilitares;
  • penas entre 20 e 40 anos de prisão, podendo chegar a 66 anos;
  • tipificação das condutas como crimes hediondos;
  • ampliação do confisco de bens, inclusive de forma antecipada;
  • criação de um banco nacional de registro de criminosos;
  • restrições à progressão de regime;
  • regras mais rígidas para comunicação de presos.

O projeto foi aprovado por 370 votos a 110.

Movimentação de governadores e impacto político

A aprovação do PL Antifacção mobilizou governadores e lideranças políticas com atuação na área de segurança pública. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comentou o resultado logo após a votação e afirmou que a medida representa um avanço no enfrentamento ao crime organizado.

Tarcísio voltou a tratar do assunto nesta quarta-feira (20) e declarou que parte dos deputados votou contra o texto por questões ideológicas. Para ele, o país decidiu enfrentar o tema “pela lente da realidade”.

Outros governadores que buscam projeção nacional também acompanharam as discussões. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), esteve no plenário da Câmara durante a votação e dialogou com Derrite, parlamentares da oposição e o presidente da Casa. O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), participou das conversas com lideranças partidárias antes da votação.

Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, também se reuniu com Motta e Derrite na semana anterior ao debate. Aliado de Tarcísio, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), classificou o resultado como positivo para o grupo político de oposição.

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados / Bruno Peres/Agência Brasil / Martin Vassilev

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IBGE publica edital com 214 vagas temporárias no RN

IBGE publica edital com 214 vagas temporárias no RN

Editais preveem vagas de nível médio para APM e SCQ em nove municípios do estado

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou, nesta quarta-feira (19), os editais do processo seletivo simplificado que oferece 214 vagas temporárias no Rio Grande do Norte. As oportunidades abrangem nove municípios onde o órgão possui agências no estado.

De acordo com o IBGE, são ofertadas 189 vagas para o cargo de Agente de Pesquisa e Mapeamento (APM), função que exige nível médio e oferece remuneração de R$ 2.676,24, além de benefícios previstos no edital.

O processo seletivo também disponibiliza 25 vagas para Supervisor de Coleta e Qualidade (SCQ), que exige nível médio e comprovação de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias B, provisória ou definitiva, dentro do prazo de validade. Para este cargo, a remuneração é de R$ 3.379,00, além dos benefícios estabelecidos pelo órgão.

Os editais determinam que os contratos terão duração inicial de até um ano, com possibilidade de prorrogação por igual período, desde que o tempo total não ultrapasse três anos. As contratações serão realizadas de acordo com a necessidade do IBGE, conforme previsto na legislação que rege seleções temporárias no serviço público.

O processo seletivo integra uma seleção nacional com mais de 9 mil vagas temporárias distribuídas em todo o país. Segundo o órgão, trata-se do maior processo seletivo da história do IBGE, destinado à atualização e manutenção de pesquisas estatísticas realizadas em caráter contínuo.

As vagas incluem reserva destinada a Pessoas com Deficiência (PcD), Pessoas Pretas e Pardas (PPP), Pessoas Indígenas (PI) e Pessoas Quilombolas (PQ), conforme critérios estabelecidos nos editais publicados nesta quarta-feira.

Inscrições

As inscrições para o processo seletivo foram abertas às 16h desta quarta-feira (19) e seguem até o dia 11 de dezembro. O valor da taxa de inscrição é de R$ 38,50 para ambos os cargos previstos no processo.

Candidatos cadastrados no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) podem solicitar isenção da taxa, assim como doadores de medula óssea registrados em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde. Os critérios e prazos para pedido de isenção estão descritos nos editais publicados pelo IBGE.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV), instituição responsável pela organização, aplicação das provas e divulgação dos resultados. A FGV é a banca organizadora de diversos processos seletivos nacionais e ficará encarregada das etapas avaliativas previstas para o certame.

Etapas e cronograma

Os candidatos serão avaliados por meio de prova objetiva, com data prevista para 22 de fevereiro de 2026, aplicada em municípios definidos nos editais. O conteúdo programático e as regras de avaliação podem ser consultados no documento oficial disponível para download no portal da FGV.

O resultado final do processo seletivo está previsto para ser divulgado no dia 30 de abril de 2026, conforme o cronograma inicial publicado pelo IBGE. Após a homologação, a convocação dos aprovados dependerá das demandas operacionais e do planejamento de trabalho do órgão.

As informações completas sobre vagas, requisitos, distribuição por município, conteúdos das provas, validade do processo e critérios de classificação estão disponíveis nos editais publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Fotos: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Polícia Civil cumpre mandados contra suspeitos de roubos a motoristas de aplicativo no RN

Polícia Civil cumpre mandados contra suspeitos de roubos a motoristas de aplicativo no RN

Mandados de prisão foram cumpridos em Goiás e no Rio Grande do Norte; Suspeitos já estavam presos por outros crimes

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu, nesta quarta-feira (19), três mandados de prisão preventiva expedidos pelo Poder Judiciário contra suspeitos de envolvimento em roubos a motoristas de aplicativo nos municípios de São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim e Natal. As prisões ocorreram após investigações iniciadas em março de 2025.

As apurações começaram no dia 26 de março de 2025, quando um motorista foi rendido durante uma corrida solicitada por meio de aplicativo. Segundo as investigações, a vítima foi abordada por um grupo armado, algemada e levada até o município de João Câmara. No local, o motorista teve o carro e os pertences roubados e foi alvo de ameaças relacionadas a facções criminosas.

Durante o andamento do caso, a equipe policial identificou um segundo episódio, registrado no dia 2 de junho de 2025, na mesma região. Nessa ocorrência, outro motorista de aplicativo também foi mantido sob ameaça com arma de fogo. Assim como no primeiro caso, o veículo, dinheiro e objetos pessoais da vítima foram subtraídos pelos suspeitos.

Primeira fase das investigações

Na etapa inicial, a Polícia Civil reuniu um conjunto de provas que subsidiou o pedido de prisão dos envolvidos. Entre os materiais coletados estão:

  • reconhecimento fotográfico realizado pelas vítimas;
  • imagens de câmeras de segurança de um posto de combustível;
  • registros de transferências bancárias identificadas em nome da suspeita;
  • dados cadastrais fornecidos pelo aplicativo de transporte.

Essa fase resultou no cumprimento da primeira prisão em 11 de setembro de 2025, além da identificação de outros integrantes do grupo criminoso investigado.

Segunda fase e novos mandados

Na sequência das apurações, a Polícia Civil solicitou ao Judiciário a decretação da prisão preventiva de outros três suspeitos. O pedido foi deferido pelo Juízo de Garantias da Comarca de Natal/RN.

Os mandados foram cumpridos nesta quarta-feira (19) nos estados de Goiás e do Rio Grande do Norte. Os suspeitos já se encontravam presos por outros crimes de roubo e permanecerão à disposição da Justiça também pelos fatos apurados nesta investigação.

Cooperação entre delegacias

Toda a ação foi coordenada pela 21ª Delegacia de Polícia (DP) de São Gonçalo do Amarante, responsável por integrar as informações provenientes das duas ocorrências e pela articulação que permitiu o cumprimento das ordens judiciais em diferentes estados.

Continuidade das investigações

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar outros envolvidos nos roubos registrados em 2025. A corporação reforçou ainda que informações que possam auxiliar no trabalho policial podem ser repassadas de maneira anônima por meio do Disque-Denúncia 181.

Fotos: Polícia Civil/Divulgação / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Operação Rede: MPRN cumpre mandados em 10 cidades no combate ao tráfico

Operação Rede: MPRN cumpre mandados em 10 cidades no combate ao tráfico

Ação cumpre 23 mandados de busca e apreensão no RN e na Paraíba

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), com apoio das Polícias Civil e Militar, deflagrou nesta quarta-feira (19) a fase II da operação Rede, voltada ao combate ao tráfico de drogas na região do Seridó potiguar. Ao todo, foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão em municípios do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Os alvos da ação são suspeitos de integrar uma organização criminosa que atua na região investigada.

A fase II da operação decorre da análise de dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos em diligências anteriores. A partir dessas informações, o MPRN identificou novos alvos e locais que poderiam conter documentos, dispositivos eletrônicos e outros materiais relacionados às atividades investigadas. Os mandados foram cumpridos de forma simultânea em diversas cidades.

No Rio Grande do Norte, as buscas ocorreram em Natal, Caicó, Mossoró, Parnamirim, Extremoz, Currais Novos, Acari, Cruzeta e São João do Sabugi. Na Paraíba, um mandado foi cumprido na cidade de São Bento. Segundo o MPRN, a investigação se concentra em suspeitos ligados ao tráfico de drogas que, a partir do Seridó, estabeleciam conexões com outros municípios potiguares e paraibanos.

A operação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Seridó (Gaeco Seridó), unidade do Ministério Público responsável por investigações envolvendo organizações criminosas na região. Participaram da ação três promotores de Justiça do MPRN, além de 22 servidores do órgão. As atividades também contaram com a participação de 172 policiais civis e militares.

O objetivo principal das buscas foi a apreensão de documentos, computadores, telefones celulares, smartphones e outros dispositivos eletrônicos que possam contribuir com a investigação e revelar a extensão das participações no esquema criminoso. De acordo com o MPRN, o material apreendido será analisado pelo Gaeco, que dará continuidade ao trabalho de apuração dos fatos.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidas drogas e dinheiro. O MPRN destacou que esses itens serão incorporados ao conjunto probatório que alimenta a investigação em curso, para análise detalhada sobre o possível envolvimento dos suspeitos nos crimes apurados.

A operação Rede, em suas diferentes fases, tem como foco o combate ao tráfico de drogas e às estruturas criminosas que atuam na região do Seridó. A fase II aprofunda as etapas iniciais da investigação, após a coleta de informações derivadas das apreensões realizadas anteriormente. Os dados obtidos em celulares e outros dispositivos eletrônicos permitiram ao MPRN identificar novos possíveis colaboradores, endereços utilizados e fluxos de comunicação entre os investigados.

O Ministério Público informou que o material reunido nesta fase será examinado para a elaboração de novos relatórios e complementações à investigação já existente. A análise deve incluir arquivos digitais, conversas, documentos e registros que, eventualmente, indiquem atividades relacionadas ao tráfico e demais crimes associados.

A operação também mobilizou equipes em diferentes regiões, reforçando a integração entre o Ministério Público, a Polícia Civil e a Polícia Militar. Segundo o MPRN, a participação simultânea de forças das duas unidades federativas foi necessária devido à atuação interestadual dos suspeitos e ao alcance geográfico da organização criminosa investigada.

Os mandados cumpridos nesta quarta-feira encerram a etapa operacional desta fase da Rede. As próximas ações dependerão do processamento e da análise do material apreendido, que será utilizado para subsidiar novas medidas judiciais e administrativas, de acordo com o andamento da investigação conduzida pelo Gaeco.

Fotos: Divulgação/MPRN

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Câmara aprova PL Antifacção e Hugo Motta celebra resposta histórica

Câmara aprova PL Antifacção e Hugo Motta celebra resposta histórica

Projeto endurece penas contra facções criminosas, segue para o Senado e é considerado marco no combate ao crime organizado

Câmara aprova PL Antifacção e Hugo Motta celebra resposta histórica

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (18) o Projeto de Lei 5.582/2025, conhecido como PL Antifacção, por 370 votos favoráveis, 110 contrários e três abstenções. O texto, que cria um novo marco legal para o enfrentamento de organizações criminosas, segue agora para análise no Senado Federal.

O projeto foi enviado pelo governo federal em outubro e teve como relator o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), secretário licenciado de Segurança Pública de São Paulo. A escolha do relator pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), gerou desconforto no Palácio do Planalto e marcou a tramitação com tensão entre governo e oposição.

Principais mudanças previstas

O texto aprovado prevê:

  • Aumento de penas para crimes cometidos por facções;
  • Criação de novos tipos penais, como o crime de domínio social estruturado;
  • Ampliação de mecanismos de investigação;
  • Regras específicas para líderes de facções, incluindo penas mais severas.

Entre as novidades está a definição de organização criminosa ultraviolenta, caracterizada como agrupamento de três ou mais pessoas que utiliza violência, grave ameaça ou coação para impor controle territorial ou social, atacar serviços essenciais ou praticar crimes previstos na lei.

A pena para o crime de domínio social estruturado varia de 20 a 40 anos de prisão, podendo ser aumentada em até dois terços em casos específicos, como conexão transnacional ou violência contra autoridades.

Penas previstas para crimes relacionados

O projeto prevê aumento de penas para diversos crimes quando praticados por facções, milícias ou organizações criminosas. Entre eles:

  • Ameaça qualificada: 1 a 3 anos de prisão;
  • Lesão corporal seguida de morte: 20 a 40 anos;
  • Sequestro ou cárcere privado: 12 a 20 anos;
  • Roubo: pena triplicada;
  • Latrocínio: 20 a 40 anos;
  • Extorsão: pena triplicada;
  • Tráfico de drogas: pena dobrada;
  • Posse ou porte irregular de arma: aumento de 2/3.

Mudanças sobre bens apreendidos

O texto final permite que Receita Federal, Banco Central e outros órgãos mantenham medidas de perdimento imediato de bens. Além disso, juízes poderão decretar perdimento extraordinário independentemente de condenação penal, desde que comprovada a origem ilícita do patrimônio.

Na versão anterior, os bens seriam destinados ao Funapol (Fundo para Aparelhamento da Polícia Federal). Agora, irão para o Fundo Nacional de Segurança Pública, após críticas do governo sobre impactos fiscais.

Audiências de custódia e ajustes finais

O projeto também altera regras sobre lavagem de dinheiro e prevê que audiências de custódia possam ocorrer por videoconferência, com salas equipadas nos estabelecimentos prisionais.

Câmara aprova PL Antifacção e Hugo Motta celebra resposta histórica
Câmara aprova PL Antifacção e Hugo Motta celebra resposta histórica

Declarações de Hugo Motta

Após a votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta, classificou a aprovação como uma “resposta histórica” do Parlamento. Segundo ele, o resultado demonstra que, mesmo em um cenário de polarização, é possível construir consensos quando o objetivo é enfrentar o crime organizado.

Motta afirmou que a aprovação do projeto não representa vitória de grupos políticos, mas sim do povo brasileiro, que convive diariamente com a violência. Ele agradeceu ao Governo Federal, ao relator e aos demais parlamentares pela construção coletiva do Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, ressaltando que a Casa “fez história” ao aprovar uma medida considerada essencial para enfrentar organizações criminosas.

Próximos passos

Com a aprovação na Câmara, o projeto segue para análise no Senado Federal e, posteriormente, para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de entrar em vigor.

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

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Lula se reúne com Pacheco e indica preferência por Messias no STF

Lula se reúne com Pacheco e indica preferência por Messias no STF

Presidente sinaliza apoio ao advogado-geral da União para vaga deixada por Barroso no Supremo Tribunal Federal

Lula se reúne com Pacheco e indica preferência por Messias no STF

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu na segunda-feira (17) o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), no Palácio do Planalto. A reunião ocorreu enquanto Lula discute a indicação para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) após a saída do ministro Luís Roberto Barroso.

Segundo informações de aliados, a conversa foi breve e restrita aos dois. Lula reforçou a intenção de apoiar Pacheco como candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. O senador, no entanto, reiterou que não pretende disputar cargos após o término de seu mandato no Senado, previsto para 2026, embora tenha admitido que a decisão depende de diálogo com seus aliados.

Preferência por Jorge Messias

Durante o encontro, Lula sinalizou que não pretende indicar Pacheco ao STF, demonstrando preferência pelo advogado-geral da União, Jorge Messias. Apesar disso, Messias enfrenta resistência entre parlamentares, que preferem a nomeação de Pacheco para a Corte.

Antes de oficializar a indicação, Lula planeja se reunir com Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), também cotado para a vaga.

Lula se reúne com Pacheco e indica preferência por Messias no STF
Lula se reúne com Pacheco e indica preferência por Messias no STF

Contexto político e votação no Senado

A recente recondução do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por 45 votos a 26, acendeu alerta no governo. O placar foi o mais apertado desde a redemocratização e indicou dificuldades para aprovar nomes indicados pelo Executivo. Assim como ocorreu com Gonet, o indicado ao STF precisa passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e obter ao menos 41 votos no plenário do Senado.

Para auxiliares do presidente, o resultado da votação foi reflexo da postura de Gonet no caso envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e da ausência de articulação direta com senadores. A avaliação é que Messias terá um caminho difícil para conquistar apoio, exigindo negociações com parlamentares, inclusive da oposição.

Próximos passos

Após a indicação, Jorge Messias deve iniciar uma série de reuniões com senadores para garantir votos suficientes para aprovação. A movimentação será essencial para superar resistências e consolidar sua posição como favorito para ocupar a vaga no STF.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Ricardo Stuckert/PR

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Justiça Federal mantém prisão do dono do Banco Master após audiência de custódia

Justiça Federal mantém prisão do dono do Banco Master após audiência de custódia

Decisão ocorre após operação da Polícia Federal que investiga esquema de títulos falsos no Sistema Financeiro Nacional

Justiça Federal mantém prisão do dono do Banco Master após audiência de custódia

A Justiça Federal do Distrito Federal decidiu manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, após audiência de custódia realizada nesta terça-feira (18). Vorcaro havia sido detido pela Polícia Federal na noite de segunda-feira (17), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, quando se preparava para embarcar em viagem internacional.

Além de Vorcaro, o sócio Augusto Lima e outros cinco investigados também permanecerão presos por determinação judicial. As detenções fazem parte da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para desarticular um esquema de emissão de títulos de crédito falsos envolvendo instituições do Sistema Financeiro Nacional.

Detalhes da operação

A Polícia Federal cumpriu cinco mandados de prisão preventiva, dois temporários e 25 ordens de busca e apreensão em diversos estados, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal. Os investigados são suspeitos de praticar crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa.

Segundo informações da investigação, o grupo teria fabricado carteiras de crédito sem lastro, que foram posteriormente comercializadas com outra instituição financeira. Após fiscalização do Banco Central, esses papéis foram substituídos por ativos sem avaliação técnica adequada, o que levantou suspeitas e motivou a abertura do inquérito.

Justiça Federal mantém prisão do dono do Banco Master
Justiça Federal mantém prisão do dono do Banco Master

Ação do Banco Central

Paralelamente às ações policiais, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master nesta terça-feira (18). A medida interrompeu qualquer possibilidade de venda da instituição, frustrando uma negociação com o Grupo Fictor, que havia demonstrado interesse na aquisição menos de 24 horas antes da operação da Polícia Federal.

Origem das investigações

As apurações começaram no ano passado, após provocação do Ministério Público Federal. A investigação apontou indícios de que os ativos comercializados pelo grupo não possuíam lastro real, caracterizando fraude no sistema financeiro. A operação busca responsabilizar os envolvidos e impedir novos prejuízos ao mercado.

Foto: Reprodução

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PF prende Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em operação Compliance Zero

PF prende Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em operação Compliance Zero

Ação da Polícia Federal cumpre mandados em cinco estados após suspeita de fraude no sistema financeiro.

PF prende Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em operação Compliance Zero

A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira (18) o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, durante a operação denominada Compliance Zero. A ação ocorre após o Banco Central identificar possíveis irregularidades nas operações da instituição financeira.

Segundo informações divulgadas, a ofensiva cumpre sete mandados de prisão e 25 mandados de busca e apreensão em cinco estados: Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Minas Gerais. De acordo com a Polícia Federal, o objetivo é desarticular um esquema de emissão de títulos de crédito falsos por instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional.

As investigações tiveram início em 2024, a partir de uma requisição do Ministério Público Federal. A apuração indica que carteiras de crédito inexistentes teriam sido fabricadas e vendidas a outra instituição bancária. Após fiscalização do Banco Central, esses ativos foram substituídos por outros sem avaliação técnica adequada, o que configura indícios de fraude.

PF prende Daniel Vorcaro
PF prende Daniel Vorcaro

Daniel Vorcaro e os demais investigados poderão responder por crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, entre outras infrações previstas na legislação financeira. A operação busca reunir provas que confirmem a prática dessas condutas e esclarecer a extensão do esquema.

A Polícia Federal informou que os mandados foram expedidos pela Justiça Federal e que as diligências incluem apreensão de documentos, dispositivos eletrônicos e registros contábeis. O Banco Central acompanha as ações para avaliar os impactos sobre o sistema financeiro e garantir a estabilidade das operações.

A operação Compliance Zero reforça a atuação conjunta entre órgãos de fiscalização e investigação para combater práticas ilícitas no setor bancário. As autoridades não divulgaram detalhes sobre os valores envolvidos ou sobre possíveis prejuízos causados pelo esquema.

Até o momento, não há informações sobre medidas adicionais contra o Banco Master ou sobre eventual intervenção na instituição. O caso segue sob análise da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, que deverão apresentar novas informações após a conclusão das diligências.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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STF publica acórdão e rejeita recurso de Bolsonaro no processo de articulação golpista

STF publica acórdão e rejeita recurso de Bolsonaro no processo de articulação golpista

Decisão confirma pena de 27 anos e abre prazo para último recurso no Supremo Tribunal Federal.

STF publica acórdão e rejeita recurso de Bolsonaro no processo de articulação golpista

O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou nesta terça-feira (18) o acórdão que rejeita os embargos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros seis réus condenados no caso da suposta articulação golpista. A decisão, divulgada no Diário da Justiça Eletrônico, confirma a pena de 27 anos e 3 meses imposta a Bolsonaro e abre, a partir desta quarta-feira (19), o prazo para um novo e último tipo de recurso.

O documento, com 178 páginas, foi elaborado pelo relator Alexandre de Moraes. Nele, o ministro afirma que os argumentos apresentados pela defesa representam apenas inconformismo com a decisão anterior. Apesar disso, a expectativa é que os advogados tentem apresentar embargos infringentes, recurso que só é admitido quando há pelo menos dois votos divergentes. No julgamento do caso, apenas o ministro Luiz Fux divergiu, o que reduz significativamente as chances de sucesso.

Mesmo com baixa possibilidade de acolhimento, o protocolo do recurso impede o trânsito em julgado e prolonga os prazos do processo. A Corte poderá considerar a medida como meramente protelatória, caso entenda que não há base jurídica suficiente para contestar o resultado. Se isso ocorrer, o recurso poderá ser rejeitado de imediato, permitindo que o STF declare o fim das possibilidades de contestação e autorize o início da execução da pena.

STF publica acórdão e rejeita recurso de Bolsonaro
STF publica acórdão e rejeita recurso de Bolsonaro

Após essa etapa, restará à defesa apenas a revisão criminal, que seria analisada pelo plenário do Supremo. Os embargos de declaração também foram negados aos demais condenados no processo. No voto mais extenso, Alexandre de Moraes rebateu ponto a ponto os pedidos, afirmando que não existem contradições no acórdão e que a pena do ex-presidente foi fixada com base no concurso material, afastando a tese de absorção de crimes.

Quando o processo transitar definitivamente, a expectativa é que Jair Bolsonaro seja levado ao regime fechado. Entre as possibilidades, estão a Penitenciária da Papuda ou o batalhão conhecido como Papudinha, locais onde já cumprem pena outros condenados. Atualmente, Bolsonaro está em prisão domiciliar por descumprimento de medidas impostas em outro caso.

A publicação do acórdão marca uma nova fase no processo e reforça a posição do STF sobre a gravidade das condutas atribuídas aos réus. O andamento dos recursos será determinante para definir quando ocorrerá a execução da pena.

Foto: Gustavo Moreno/STF/Saulo Cruz/Agência Senado

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Câmara ignora pressão do governo e mantém votação do PL Antifacção para terça-feira (18)

Câmara ignora pressão do governo e mantém votação do PL Antifacção para terça-feira (18)

Projeto endurece penas e cria banco nacional de dados sobre facções; governo alerta para risco de caos jurídico.

Câmara ignora pressão do governo e mantém votação do PL Antifacção para terça-feira (18)

A Câmara dos Deputados confirmou para esta terça-feira (18) a votação do substitutivo do projeto de lei Antifacção, mesmo diante das objeções do governo federal. O presidente da Casa, Hugo Motta, afirmou que o tema exige urgência e que o texto busca endurecer penas e restringir a liberdade de integrantes de organizações criminosas.

Segundo Motta, o projeto também prevê a criação e unificação dos Bancos Nacional e Estaduais de Dados sobre facções, considerados instrumentos essenciais para o enfrentamento ao crime organizado. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (17) por meio das redes sociais do presidente da Câmara.

A sessão deve ocorrer com expectativa de apresentação de uma nova versão do substitutivo pelo relator Guilherme Derrite, que trabalha na quinta redação do texto em pouco mais de uma semana.

Governo alerta para riscos jurídicos

O governo federal critica as alterações feitas pelo relator, alegando que o parecer modificou profundamente a proposta original enviada pelo Executivo. Segundo o Ministério da Justiça, as mudanças podem gerar dispositivos conflitantes com normas já existentes, criando brechas capazes de atrasar investigações e ações penais.

Outra preocupação do governo é a retirada de recursos federais destinados à Polícia Federal. De acordo com a avaliação do Executivo, a redução no financiamento das operações enfraquece justamente o órgão responsável por parte do combate às facções criminosas.

Relator defende aumento de penas

O deputado Guilherme Derrite, relator do projeto, afirma que está promovendo ajustes para esclarecer a atuação do Ministério Público no enfrentamento às organizações criminosas. Ele reconhece que especialistas apontaram dificuldades para investigações conduzidas pelo MP.

Derrite sustenta que as principais críticas se concentram no aumento das penas previsto no substitutivo. Segundo cálculos apresentados por sua equipe, a pena para homicídios praticados por integrantes de facções pode passar de menos de cinco anos para até trinta anos de prisão.

Câmara ignora pressão do governo e mantém votação do PL Antifacção
Câmara ignora pressão do governo e mantém votação do PL Antifacção

Versões anteriores e ajustes

Antes da versão atual, Derrite apresentou quatro redações diferentes do texto para tentar acomodar críticas do governo e de especialistas. Uma das mudanças retirou a exigência de que a Polícia Federal só pudesse atuar contra facções mediante solicitação formal do governador, ponto considerado prejudicial ao trabalho da corporação.

O relator afirma que nunca teve intenção de reduzir prerrogativas da Polícia Federal e que o ajuste foi feito para resguardar sua autonomia.

Expectativa para votação

A votação do PL Antifacção ocorre em meio a um cenário de divergências entre Executivo e Legislativo sobre estratégias de combate ao crime organizado. Enquanto o governo pede mais tempo para ajustes, a Câmara mantém a posição de acelerar a tramitação, alegando urgência diante do avanço das facções no país.

Fotos: Reprodução/Câmara dos Deputados/Lula Marques/Agência Brasil

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