Bolsa cai 2,74% com alta de juros além do esperado
No dia seguinte à elevação de 1 ponto percentual da taxa Selic (juros básicos da economia), o dólar voltou a ficar acima de R$ 6, por causa da demanda de importadores. A bolsa teve forte queda, sob influência da decisão do Banco Central (BC).
O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (12) vendido a R$ 6,009, com alta de R$ 0,041 (+0,69%). A cotação operou em baixa ou próxima da estabilidade na maior parte do dia, chegando a R$ 5,92 na abertura dos negócios. No entanto, a pressão de importadores, que aproveitaram a queda para comprar a moeda norte-americana, elevou a cotação ao longo da tarde.
A moeda norte-americana subiu mesmo com a intervenção do BC. Pela manhã, a autoridade monetária vendeu US$ 4 bilhões das reservas internacionais com compromisso de comprar o dinheiro daqui a uns meses. Essa foi a primeira atuação no câmbio em um mês.
O mercado de ações teve um dia mais pessimista. Após encostar nos 130 mil pontos na quarta-feira (11), o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 126.042 pontos, com recuo de 2,74%. Essa foi a maior queda diária desde 2 de janeiro de 2023.
A bolsa foi influenciada pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a Selic de 11,25% para 12,25% ao ano, enquanto a maior parte das instituições financeiras apostava em reajuste para 12% ao ano. Juros altos pressionam o mercado de ações porque os investidores saem da bolsa para investirem em renda fixa, como títulos públicos, considerados menos arriscados.
Com gols no segundo tempo, time mexicano supera equipe brasileira e enfrentará o Al-Ahly na próxima fase
O Pachuca, do México, venceu o Botafogo por 3 a 0 nesta quarta-feira (11.dez.2024), garantindo sua vaga nas semifinais da Copa Intercontinental da FIFA. A partida foi disputada poucos dias após o time brasileiro conquistar o título do Campeonato Brasileiro, o que impactou diretamente o desempenho da equipe.
Os gols do Pachuca foram marcados no segundo tempo por Oussama Idrissi, Nelson Deossa e Salomon Rondón. O placar foi aberto aos cinco minutos, quando Idrissi protagonizou uma jogada individual brilhante, driblando três defensores antes de finalizar com precisão. Aos 21 minutos, um erro da defesa botafoguense permitiu a Deossa ampliar a vantagem. Rondón consolidou a vitória aos 35 minutos, em um contra-ataque veloz.
A equipe carioca entrou em campo desfalcada de jogadores importantes e claramente afetada pela longa viagem do Rio de Janeiro e pela proximidade com o fim do campeonato nacional. Apesar de criar algumas chances, o Botafogo não conseguiu reverter a superioridade do time mexicano, campeão da Concacaf.
Com a vitória, o Pachuca enfrentará o Al-Ahly, do Egito, no próximo sábado (14), buscando uma vaga na grande final. Caso vença, enfrentará o Real Madrid, atual campeão da Liga dos Campeões da UEFA, na decisão marcada para a próxima semana.
Autoridades do torneio destacam a importância da competição para fortalecer o intercâmbio entre equipes de diferentes continentes, colocando em evidência o desempenho e as estratégias de clubes além das tradicionais ligas europeias.
Temperaturas médias globais ultrapassam marca de 1,5°C acima do período pré-industrial; extremos climáticos persistem
O ano de 2024 está confirmado como o mais quente desde o início dos registros históricos, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (9.dez.2024) pelo Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), da União Europeia. As temperaturas extraordinariamente altas devem continuar pelo menos até os primeiros meses de 2025, marcando um período de calor sem precedentes.
De acordo com o relatório do C3S, as temperaturas médias globais entre janeiro e novembro já superaram todos os registros anteriores, tornando 2024 o primeiro ano em que o aquecimento global atingiu 1,5°C acima dos níveis do período pré-industrial (1850 a 1900). O recorde anterior foi estabelecido em 2023.
Extremos climáticos marcaram 2024
O ano também foi caracterizado por eventos climáticos extremos em todo o mundo. Secas severas afetaram regiões como Itália e América do Sul, enquanto enchentes fatais atingiram países como Nepal, Sudão e diversas localidades da Europa. Ondas de calor em regiões como México, Mali e Arábia Saudita resultaram em milhares de mortes, e ciclones devastadores impactaram os Estados Unidos e as Filipinas.
Estudos científicos confirmaram que esses desastres naturais carregam as marcas das mudanças climáticas provocadas pela ação humana.
Impacto das emissões de CO2
A principal causa das mudanças climáticas continua sendo as emissões de dióxido de carbono (CO2) provenientes da queima de combustíveis fósseis. Apesar de compromissos globais para reduzir essas emissões a zero, o relatório aponta que os níveis de CO2 devem atingir um novo recorde ainda em 2024.
A redução das emissões é fundamental para evitar o agravamento do aquecimento global. Contudo, as metas estabelecidas por muitos governos enfrentam dificuldades de implementação, enquanto os eventos extremos continuam a ameaçar populações em todo o planeta.
Previsões para 2025
Os cientistas também estão acompanhando a possível formação do fenômeno climático La Niña em 2025, que tende a resfriar as temperaturas da superfície do oceano. Ainda que isso possa aliviar temporariamente o calor global, não interromperá a tendência de longo prazo de aquecimento.
Dados históricos e perspectivas
Os registros de temperatura do C3S, que remontam a 1940, são combinados com séries históricas que datam de 1850, oferecendo uma visão abrangente sobre o aquecimento global. O relatório reforça a urgência de ações climáticas concretas para mitigar os impactos das emissões de gases de efeito estufa e proteger populações vulneráveis diante de cenários climáticos cada vez mais desafiadores.
Palmeiras é o primeiro brasileiro a estrear na competição
A Fifa (Federação Internacional de Futebol) anunciou neste sábado (7) a tabela completa da primeira fase do Mundial de Clubes de 2025, competição que será disputado nos Estados Unidos entre os dias 14 de junho e 13 de julho. E a primeira equipe do Brasil a entrar em ação no torneio será o Palmeiras, que medirá forças com o Porto (Portugal) a partir das 19h (horário de Brasília) de 15 de junho no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Já o Botafogo, atual campeão da Copa Libertadores, terá o Seattle Sounders (Estados Unidos) como adversário inicial. A partida também será realizada no dia 15, mas a partir das 23h no Estádio Lumen Field, em Seattle. Um dia depois será a vez de o Flamengo enfrentar o Esperánce de Tunis (Tunísia), a partir das 22h no Estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia. O último brasileiro a entrar em ação na primeira fase é o Fluminense, que mede forças com o Borussia Dortmund (Alemanha), a partir das 13h do dia 17 de junho no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Depois de enfrentar o Porto, o Palmeiras terá pela frente o Al Ahly (Arábia Saudita), a partir das 13h de 19 de junho no MetLife Stadium, e o Inter Miami (Estados Unidos), no dia 23 de junho a partir das 22h no Hard Rock Stadium, em Miami. Já o Botafogo não terá vida fácil nos dois últimos compromissos do Mundial na primeira fase, pois pega PSG (França), a partir das 22h do dia 19 de junho, e o Atlético de Madrid (Espanha), a partir das 16h do dia 23 de junho. Os dois confrontos terão como sede o Rose Bowl Stadium, em Los Angeles.
O segundo compromisso do Flamengo na competição será diante do Chelsea (Inglaterra), a partir das 15h de 20 de junho no Estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia. E o terceiro será diante do León, quatro dias depois, a partir das 22h, no Camping World Stadium, em Orlando.
Já no dia 21 de junho o Fluminense encontra, a partir das 19h, o Ulsan (Coreia do Sul) no MetLife Stadium. E quatro dias depois será a vez de o Tricolor das Laranjeiras medir forças, a partir das 16h, com o Mamelodi Sundowns (África do Sul), no Hard Rock Stadium.
Café e frutas terão alíquota zero; carne e açúcar, tarifas reduzidas
Assinado nesta sexta-feira (6) após 25 anos de negociações, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) não sofreu modificações quanto ao comércio de produtos agropecuários, esclareceu o governo brasileiro no factsheet (documento com resumo) sobre o tratado. As condições para a entrada na UE de bens agrícolas exportados pelo Mercosul foram mantidas em relação ao texto original de 2019.
O texto final contrariou a expectativa de países como França e Polônia, que queriam restringir os produtos do continente sul-americano para não perderem competitividade. Existe a possibilidade de Itália, Países Baixos e Áustria se oporem ao acordo.
Pelo factsheet divulgado pelo governo brasileiro, café e sete tipos de fruta do Mercosul entrarão na União Europeia sem tarifas e sem cotas. Pela oferta do Mercosul aceita pela UE, as frutas com livre circulação são: abacate, limão, lima, melão, melancia, uva de mesa e maçã.
Outros produtos agropecuários terão cotas (volumes máximos) e tarifas para entrarem na União Europeia, porém mais baixas que as atuais. O acordo prevê a desgravação (retirada gradual da tarifa), de modo a zerar o Imposto de Importação entre os dois blocos e cumprir as condições de uma zona de livre-comércio. Os prazos para a eliminação de tarifas são de quatro, sete, oito, 10 e 12 anos, variando conforme o item.
As cotas definidas no acordo comercial serão posteriormente divididas entre os países do Mercosul. No caso de as exportações do Mercosul à UE ultrapassarem a cota, os produtos passarão a pagar as alíquotas atuais.
De acordo com o documento do governo brasileiro, a oferta da União Europeia, aceita pelo Mercosul, corresponde a aproximadamente 95% dos bens e 92% do valor das exportações de bens brasileiros à União Europeia. Produtos sujeitos a cotas ou tratamentos não tarifários (como barreiras ambientais ou sanitárias) representam cerca de 3% dos bens e 5% do valor importado pela União Europeia, com esses tratamentos aplicados principalmente a itens do setor agrícola e da agroindústria.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a abordagem reflete o equilíbrio buscado entre a abertura de mercados e a proteção de setores sensíveis para ambas as partes.
Confira a situação por produto:
Café: exigência de que 40% do café verde e 50% do café solúvel sejam originários do Brasil. Para os três tipos de café (verde, torrado e solúvel), as tarifas, atualmente entre 7,5% e 11%, serão eliminadas de quatro a sete anos
Uvas frescas de mesa: retirada imediata da tarifa de 11%, com livre-comércio
Abacates: alíquota de 4% retirada em quatro anos
Limões e limas: tarifa de 14% retirada em até sete anos
Melancias e melões: alíquota atual de 9% eliminada em sete anos
Maçãs: tarifa atual de 10% retirada em dez anos
Etanol industrial: tarifas zeradas gradualmente, com cota de 450 mil toneladas sem tributo quando o acordo entrar em vigor
Etanol combustível e para outros usos: tarifas zeradas gradualmente, com cota de 200 mil toneladas, com um terço da tarifa europeia (6,4 euros ou 3,4 euros a cada cem litros), com volume crescente em seis estágios até cinco anos após a entrada em vigor do acordo
Açúcar: tarifas zeradas gradualmente, cota de 180 mil toneladas com tarifa zero e tarifas atuais, entre 11 euros e 98 euros por tonelada, sobre o que ultrapassar a cota. Cota específica de 10 mil toneladas para o Paraguai, com alíquota zero
Arroz: tarifas zeradas gradualmente, com cota de 60 mil toneladas com alíquota zero a partir da entrada em vigor do acordo e volume crescente de seis estágios em cinco anos
Mel: tarifas zeradas gradualmente, com cota de 45 mil toneladas com alíquota zero a partir da vigência do acordo e volume crescente em seis estágios em cinco anos.
Milho e sorgo: tarifas zeradas gradualmente, cota de 1 milhão de toneladas com alíquota zero na entrada em vigor do acordo, com volume crescente em seis estágios anuais em cinco anos
Ovos e ovoalbumina: tarifas zeradas gradualmente, com cota de 3 mil toneladas com alíquota zero a partir da vigência do acordo, com volume crescente em seis estágios anuais em cinco anos
Carne bovina: cota de 99 mil toneladas de peso carcaça, 55% resfriada e 45% congelada, com tarifa reduzida de 7,5% e cota crescente em seis estágios. Cota Hilton, de 10 mil toneladas, com alíquota reduzida de 20% para 0% a partir da entrada em vigor do acordo
Carne de aves: cota de 180 mil toneladas de peso carcaça com tarifa zero, das quais 50% com osso e 50% desossada e volume crescente em seis estágios
Carne suína: cota de 25 mil toneladas com tarifa de 83 euros por tonelada e volume crescente em seis estágios
Suco de laranja: redução a zero da alíquota em 7 e 10 anos e margem de preferência (redução de alíquota em relação à atual) de 50%
Cachaça: liberação do comércio em quatro anos de garrafas de menos de 2 litros, cota de 2,4 mil toneladas com alíquota zero e volume crescente em cinco anos para cachaça a granel. Atualmente, a aguardente paga alíquota em torno de 8%
Queijos: cota de 30 mil toneladas com volume crescente e com alíquota decrescente em 10 anos (exclusão de muçarela do acordo)
Iogurte: margem de preferência de 50%
Manteiga: margem de preferência de 30%
Fonte: Ministério da Agricultura e factsheet do governo brasileiro
Avanço rebelde em Damasco marca fim de governo de Assad; Itamaraty recomenda saída de brasileiros e reforça apelo por solução pacífica
O presidente sírio Bashar al-Assad foi deposto neste domingo (8.dez.2024), após rebeldes islâmicos assumirem o controle de Damasco, encerrando mais de cinco décadas de governo da família Assad. Em meio à comemoração de milhares de pessoas nas ruas da capital, os rebeldes declararam o início de um processo de transição política, desferindo um golpe significativo na influência de aliados como Rússia e Irã, que apoiaram Assad durante a guerra civil de 13 anos.
Com a ocupação de pontos estratégicos, incluindo o Palácio Presidencial Al-Rawda, e a liberação de prisioneiros, a coalizão rebelde reforçou o compromisso de reconstruir o país. Abu Mohammed al-Golani, comandante rebelde, afirmou que “não há espaço para voltar atrás” e destacou o objetivo de unir as diversas facções do país, devastado pela guerra. No entanto, desafios como a reconstrução de infraestrutura, a contenção de facções extremistas e a necessidade de bilhões de dólares em investimentos permanecem no horizonte.
A crise na Síria também gerou reações internacionais. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, associou a queda de Assad às ações contra o Irã e o Hezbollah, enquanto o presidente francês Emmanuel Macron saudou a mudança como o fim de um “estado bárbaro”. O governo dos Estados Unidos monitora de perto a situação, mas mantém a presença de tropas na região.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, em nota oficial, demonstrou preocupação com a escalada de hostilidades e orientou os cidadãos brasileiros na Síria a deixarem o país. A Embaixada do Brasil em Damasco disponibilizou contatos de emergência e reforçou o apelo por máxima contenção das partes envolvidas, além de destacar a necessidade de uma solução política negociada que respeite a soberania e a integridade territorial síria.
A ofensiva rebelde em Damasco, que surpreendeu capitais árabes e potências globais, é vista como um marco histórico, mas também traz incertezas sobre a estabilidade na região do Oriente Médio, que já enfrenta os desdobramentos do conflito entre Israel e Hamas em Gaza. Com a saída de Assad e a retirada de forças do Hezbollah, o destino da Síria dependerá do sucesso das negociações para a formação de um governo de transição e da superação de rivalidades internas.
Local retoma atividades após uma restauração meticulosa que envolveu milhares de artesãos
Neste sábado (7.dez.2024), a Catedral de Notre-Dame de Paris reabriu suas portas, cinco anos e meio após ser severamente danificada por um incêndio que destruiu sua torre e teto, deixando o mundo em choque. A reabertura marca o renascimento de um dos mais importantes símbolos da França e da arquitetura gótica.
O incêndio, ocorrido em 15 de abril de 2019, abalou a comunidade internacional ao ameaçar a integridade de uma estrutura de 860 anos. Durante a tragédia, a torre central e o teto desabaram, mas as torres do sino e parte da estrutura principal foram salvas graças ao esforço das equipes de emergência.
A restauração envolveu mais de cinco anos de trabalho minucioso, com milhares de artesãos especializados, como carpinteiros, pedreiros e artistas de vitrais, empregando técnicas tradicionais para restaurar a catedral à sua forma original. A nova torre, abóbada de nervuras e os arcobotantes foram reconstruídos, enquanto as decorações em pedra branca e dourada foram revitalizadas, devolvendo o esplendor ao monumento.
Durante a cerimônia de reabertura, o presidente francês Emmanuel Macron destacou a importância simbólica do evento: “O mundo inteiro foi abalado pelo incêndio. Hoje, vivemos um choque de esperança”.
A catedral, cuja construção começou em 1163 e se estendeu por séculos, é um marco na história da arquitetura e da cultura francesa. A obra ganhou ainda mais notoriedade com o romance O Corcunda de Notre-Dame, de Victor Hugo, que consolidou sua posição como um dos principais símbolos de Paris.
A restauração contou com um financiamento global de mais de 840 milhões de euros, permitindo não apenas a reconstrução, mas também novos investimentos. A Igreja Católica espera que Notre-Dame atraia cerca de 15 milhões de visitantes por ano, consolidando sua posição como uma das atrações mais icônicas do mundo.
Parlamentares rejeitam moção de impeachment contra Yoon Suk Yeol, mas crise política se intensifica na Coreia do Sul
O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, evitou uma votação de impeachment no parlamento liderado pela oposição, neste sábado (7.dez.2024). A moção foi descartada após não alcançar o número mínimo de 200 votos necessários, com apenas 195 parlamentares participando.
A crise teve início na última terça-feira (3.dez), quando Yoon chocou o país ao autorizar poderes emergenciais para os militares com o objetivo de combater o que chamou de “forças antiestatais”. A medida foi anulada seis horas depois, após intensa pressão do parlamento, mas mergulhou a Coreia do Sul em uma das maiores crises políticas de sua história recente.
A oposição precisava do apoio de pelo menos oito legisladores do Partido do Poder Popular (PPP), liderado por Yoon, para alcançar a maioria de dois terços necessária para o impeachment. Contudo, os membros do PPP boicotaram a sessão, deixando apenas três parlamentares do partido votando.
Durante o discurso televisionado na manhã de sábado, Yoon pediu desculpas à nação, mas rejeitou os apelos para sua renúncia. “Deixo ao meu partido a tarefa de estabilizar a situação política, incluindo a questão do meu mandato”, declarou. O presidente prometeu que não tentará novamente impor a lei marcial.
Han Dong-hoon, líder do PPP, afirmou que a permanência de Yoon no cargo tornou-se insustentável, aumentando a especulação sobre uma possível renúncia antes do fim de seu mandato em 2027. Caso isso ocorra, a Constituição exige a realização de eleições presidenciais dentro de 60 dias.
A última vez que a Coreia do Sul declarou lei marcial foi em 1980. Desde então, o país se tornou um exemplo de democracia na Ásia, mas os eventos recentes reacenderam debates sobre o poder executivo e a preservação dos princípios democráticos.
Alta de 1,02% leva moeda americana a R$ 6,0708, impulsionada por incertezas fiscais e valorização global
Após três dias consecutivos de queda, o dólar voltou a subir nesta sexta-feira (6.dez.2024), atingindo R$ 6,0708 no fechamento, maior valor nominal já registrado em relação ao real. A moeda americana operou em alta de 1,02% no dia, acumulando valorização de 1,16% na primeira semana de dezembro e 25,54% no ano.
O movimento reflete tanto a valorização global do dólar quanto os ajustes de prêmios de risco associados à incerteza fiscal no Brasil. O cenário interno foi agravado pelo temor de desidratação no pacote de contenção de gastos em tramitação no Congresso.
No mercado internacional, o índice DXY — que mede o desempenho do dólar frente a seis moedas fortes — superou os 106 pontos, impulsionado pelo dinamismo da economia americana. Dados do relatório de emprego nos EUA mostraram criação de vagas acima do esperado em novembro, mas aumento da taxa de desemprego, o que trouxe dúvidas sobre os próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed).
No Brasil, o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Nicolas Borsoi, destacou que a proximidade da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para 11 de dezembro, contribuiu para a alta do dólar. Ele alertou para a possibilidade de revisão das expectativas inflacionárias no relatório Focus, a ser divulgado na próxima segunda-feira (9.dez).
Paralelamente, ajustes no Benefício de Prestação Continuada (BPC), parte do pacote fiscal, enfrentam resistência no Congresso. As mudanças propostas poderiam economizar R$ 2 bilhões por ano, mas são vistas como insuficientes para equilibrar as contas públicas, segundo analistas.
Negociação abrange mais de 30 países com 718 milhões de habitantes
Após mais de duas décadas de negociações, o Mercosul e a União Europeia chegaram finalmente à conclusão dos termos para um acordo comercial que vai valer para 27 países europeus e quatro sul-americanos. Juntos, os mais de 30 países somam 718 milhões de habitantes e economias com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22 trilhões.
A entrada em vigor dessa parceria, porém, ainda depende de algumas etapas formais.
O governo brasileiro considera o acordo estratégico em diversos sentidos. A União Europeia é o segundo principal parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China, e as trocas comerciais somaram aproximadamente US$ 92 bilhões em 2023. A expectativa do Brasil é que a aproximação com a Europa reforce a diversificação das parcerias comerciais do país e também modernize o parque industrial nacional.
Os próximos passos até a entrada em vigor do acordo são os seguintes:
Revisão legal: Mesmo após a avaliação dos negociadores, o texto ainda precisa passar por um processo de revisão legal, para que seja assegurada a consistência, harmonia e correção linguística e estrutural aos textos do acordo. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, essa etapa já se encontra em estágio avançado.
Tradução: Depois da revisão legal, o texto precisará ser traduzido da língua inglesa, usada nas negociações, para as 23 línguas oficiais da União Europeia e para as duas línguas oficiais do Mercosul, que são o português e o espanhol.
Assinatura: Assim como em qualquer negociação, não basta acertar os termos do contrato, é preciso assiná-lo. Quando os dois blocos assinarem o documento revisado e traduzido, estará formalizada a adesão.
Internalização: Em seguida, os países dos dois blocos vão encaminhar o acordo para os processos internos de aprovação de cada membro. No caso do Brasil, é necessária a chancela dos Poderes Executivo e Legislativo, por meio da aprovação do Congresso Nacional.
Ratificação: Concluídos os respectivos trâmites internos, as partes confirmam, por meio da ratificação, seu compromisso em cumprir o acordo.
Entrada em vigor: O acordo entrará em vigor no primeiro dia do mês seguinte à notificação da conclusão dos trâmites internos. O Itamaraty explica que, como o acordo estabelece a possibilidade de vigência bilateral, bastaria que a União Europeia e o Brasil – ou qualquer outro país do Mercosul – tenham concluído o processo de ratificação para a sua entrada em vigor bilateralmente entre tais partes. Ainda não há um prazo para que isso ocorra.
Uma vez em vigor, o governo brasileiro espera que haja impactos relevantes para a economia brasileira.
As estimativas para o ano de 2044 são: acréscimo de 0,34% (R$ 37 bilhões) no PIB; aumento de 0,76% no investimento (R$ 13,6 bilhões); redução de 0,56% no nível de preços ao consumidor; aumento de 0,42% nos salários reais; impacto de 2,46% (R$ 42,1 bilhões) sobre as importações totais; impacto de 2,65% (R$ 52,1 bilhões) sobre as exportações totais.
Exportações de óleos combustíveis e frutas tropicais impulsionaram desempenho econômico; principais mercados incluem EUA e Europa
O comércio exterior do Rio Grande do Norte alcançou uma movimentação total de R$ 1,5 bilhão entre janeiro e novembro de 2024, resultado da soma entre exportações e importações no estado. Os dados foram divulgados no Boletim Econômico nº 12 pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (SEDEC), com base na balança comercial potiguar, nesta sexta-feira (6.dez.2024).
Somente no mês de novembro, as exportações somaram US$ 102,9 milhões, enquanto as importações totalizaram US$ 55,1 milhões, resultando em um saldo positivo de US$ 47,8 milhões. O bom desempenho das exportações está relacionado, principalmente, à comercialização de óleos combustíveis e frutas tropicais, itens que permanecem como pilares da pauta exportadora do estado.
No segmento de exportações, o óleo combustível liderou em novembro, com um volume de US$ 52,3 milhões. Entre os produtos agrícolas, destacaram-se os melões frescos, que geraram US$ 20,7 milhões, e as melancias frescas, com US$ 9,0 milhões.
Os principais mercados consumidores foram as Ilhas Virgens (Americanas), com US$ 55,3 milhões; os Países Baixos, com US$ 12,5 milhões; a Espanha, com US$ 9,3 milhões; os Estados Unidos, com US$ 7,0 milhões; e o Reino Unido, com US$ 6,9 milhões. Esses cinco destinos juntos representaram 88,7% do total exportado pelo estado no período.
No campo das importações, a China manteve-se como o principal fornecedor, registrando um volume de US$ 23,7 milhões em novembro. Os principais produtos importados incluem células fotovoltaicas (US$ 14,1 milhões), conversores elétricos (US$ 2,6 milhões) e quadros e painéis elétricos (US$ 821,2 mil).
Os números da balança comercial foram elaborados a partir de informações fornecidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da plataforma Comex Stat. Segundo a pasta, os resultados reforçam a importância do setor exportador para a economia potiguar, especialmente no contexto de produtos agrícolas e energéticos.
Negociações de livre comércio somam 750 milhões de pessoas
Os chefes de Estado do Mercosul e a representante da União Europeia (UE), Ursula von der Leyen, anunciaram, nesta sexta-feira (6), que foi firmado o acordo de livre comércio para redução das tarifas de exportação entre os países que compõe esses mercados. As negociações se arrastavam há 25 anos.
O acordo foi anunciado em coletiva de imprensa em Montevidéu, no Uruguai, onde ocorre a 65ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul.
Com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; do presidente argentino, Javier Milei; do Uruguai, Luis Alberto Lacalle Pou; e do Paraguai, Santiago Peña, foi anunciado que as negociações foram concluídas para regras de livre comércio entre os países dos blocos. Ao todo, o acordo envolve nações que somam mais de 750 milhões de pessoas.
A presidente da Comissão Europeia destacou que a medida marca o início de uma nova história. “Agora estou ansiosa para discutir isso com os países da UE. Este acordo funcionará para pessoas e empresas. Mais empregos. Mais escolhas. Prosperidade compartilhada”.
Assinatura
Apesar das negociações terem sido encerradas, ainda é necessário que o acordo seja assinado. Os textos negociados passarão por revisão jurídica e serão traduzidos para os idiomas oficiais dos países. Em seguida, o acordo precisa ser aprovado internamente em cada uma das nações. Não há prazo para a finalização desse processo.
“Após a assinatura entre as partes, o Acordo será submetido aos procedimentos de cada parte para aprovação interna – no caso do Brasil, o Acordo será submetido à aprovação pelo Poder Legislativo. Uma vez aprovado internamente, o Acordo pode ser ratificado por cada uma das partes, etapa que permite a entrada em vigor do Acordo”, informou o governo brasileiro.
Oportunidade
O presidente do Uruguai, anfitrião do encontro que anunciou o fim das negociações, lembrou que o acordo foi possível apesar das diferenças políticas entre os países do Mercosul. Para o mandatário uruguaio, é uma oportunidade.
“Um acordo desse tipo não é uma solução. Não há mais soluções mágicas. Não há burocratas ou governos para firmar a propriedade. É uma oportunidade. É muito importante que os passos sejam pequenos, mas seguros”.
A presidente da Comissão Europeia lembrou dos laços históricos entre os dois continentes e que o acordo é uma “necessidade política” em um mundo cada vez mais fragmentado e convulsionado.
“Num mundo cada vez mais conflituoso, demonstramos que as democracias podem apoiar-se umas às outras. Este acordo não é apenas uma oportunidade econômica, é uma necessidade política. Somos parceiros com mentalidades comuns, que têm raízes comuns”, afirmou Ursula.
Ursula von der Leyen disse ainda que está consciente da oposição de agricultores europeus, especialmente os franceses, preocupados que uma invasão de produtos do Mercosul lhes tomem mercado. “Este acordo inclui salvaguardas robustas para protegê-los”, comentou.
Segundo ela, o acordo deve beneficiar cerca de 60 mil empresas que exportam para os países do Mercosul, com uma economia de 4 bilhões de euros. “Se beneficiam de tarifas reduzidas, processos aduaneiros mais simples e também de acesso preferencial a algumas matérias-primas essenciais. Isso trará grandes oportunidades de negócios”.
Meio Ambiente
Para a representante europeia, o acordo firmado entre os blocos vai permitir que os investimentos feitos respeitem o meio ambiente.
“O acordo entre o Mercosul e a União Europeia é este primeiro passo para o acordo de Paris e para poder combater o desmatamento. O presidente Lula e seus esforços para proteger a Amazônia são bem-vindos e necessários, mas preservar a Amazônia é uma responsabilidade compartilhada de toda a humanidade”, completou.
Limite é US$ 10 mil, por pessoa física para uso próprio ou individual
O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (4) o Projeto de Lei (PL) 3.449/2024, que permite ao Ministério da Fazenda zerar as alíquotas do imposto de importação para medicamentos no Regime de Tributação Simplificada.
O limite para isenção é US$ 10 mil, cerca de R$ 57 mil, para importação por pessoa física para uso próprio ou individual. Aprovado pela Câmara dos Deputados em outubro, o texto segue para sanção presidencial.
O PL, de autoria do deputado José Guimarães (PT-CE), incorpora o texto das medidas provisórias (MPs) 1.236/2024 e 1.271/2024, sobre o tema de tributação simplificada, e da MP 1.249/2024, sobre o Programa Mover.
O relator, senador Cid Gomes (PSB-CE), apresentou parecer favorável à proposta e rejeitou todas as emendas apresentadas. “Optamos por rejeitar todas as emendas para que o projeto não tenha que retornar para a Câmara dos Deputados, uma vez que sua aprovação demanda urgência e consequente positivação em lei”, justificou.
Barnier deixa o cargo apenas nove semanas após sua posse, em meio à maior crise política do governo Macron
O primeiro-ministro francês, Michel Barnier, apresentou seu pedido de demissão nesta quinta-feira (5) ao presidente Emmanuel Macron, após a aprovação de uma moção de censura contra o seu governo pela Assembleia Nacional. A reunião entre Barnier e Macron ocorreu pela manhã no Palácio do Eliseu, marcando o encerramento de um dos mandatos mais curtos na história da Quinta República Francesa.
A moção de censura, aprovada na quarta-feira (4), recebeu 331 votos favoráveis, bem acima do mínimo de 288 necessário para sua validação. A iniciativa contou com apoio de dois blocos políticos ideologicamente opostos: a União Nacional, de extrema-direita, e a aliança de esquerda Nova Frente Popular (NFP). Esta foi apenas a segunda vez na história da França que um governo foi derrubado por uma moção de censura — a primeira ocorreu em 1962, com Georges Pompidou.
A decisão ocorre após Barnier ter recorrido ao controverso artigo 49.3 da Constituição para aprovar o orçamento da segurança social sem votação parlamentar. A manobra gerou forte oposição, que culminou na apresentação de moções tanto pela extrema-direita quanto pela extrema-esquerda.
Reações políticas e o futuro de Macron
A líder da União Nacional, Marine Le Pen, declarou que a censura ao governo foi necessária para “proteger o povo”, mas evitou, por ora, pedir a renúncia de Macron. Já Mathilde Panot, líder da França Insubmissa, de extrema-esquerda, foi enfática em exigir a demissão do presidente. “Macron não pode governar com um primeiro-ministro novo a cada três meses”, afirmou, defendendo eleições presidenciais antecipadas como única solução para a crise.
Jordan Bardella, também da União Nacional, reforçou que o próximo chefe de governo deve respeitar a vontade dos eleitores de seu partido, enquanto Panot garantiu que a NFP rejeitará qualquer nome que não represente a aliança de esquerda.
Macron em busca de soluções
Com a necessidade de nomear rapidamente um novo primeiro-ministro, Macron deve anunciar seu escolhido ainda nesta quinta-feira, em discurso previsto para as 20h (horário local). A pressão também vem do presidente da Assembleia Nacional, Yaël Braun-Pivet, que pede uma solução ágil para evitar maior instabilidade política.
O governo de Barnier continuará em caráter interino até que um sucessor seja nomeado, mas estará limitado em sua capacidade de avançar com documentos orçamentários, o que pode prejudicar a aprovação do orçamento antes do final do ano.
Cenário de crise política e econômica
A crise política reflete a fragmentação da Assembleia Nacional, resultado das eleições legislativas de junho, onde nenhuma das três grandes forças políticas — centro, extrema-direita e esquerda — conquistou maioria absoluta. A situação agrava a já delicada crise econômica, com o déficit fiscal da França em crescimento.
A nomeação de Michel Barnier para o cargo de primeiro-ministro havia sido uma tentativa de Macron de evitar o colapso político, mas sua curta gestão evidenciou a dificuldade do presidente em unificar uma coalizão viável.
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Moção de desconfiança une extrema-direita e esquerda, lançando a França em um período de instabilidade que ameaça orçamento e governabilidade
O Parlamento francês derrubou o governo do primeiro-ministro Michel Barnier nesta quarta-feira (4.dez.2024), em um movimento histórico que aprofunda a crise política na França. Com 331 votos favoráveis à moção de desconfiança, parlamentares da extrema-direita e da esquerda uniram forças contra o governo, marcando a primeira queda de um governo francês desde 1962, quando Georges Pompidou enfrentou situação semelhante.
A crise ocorre em um momento crítico para a segunda maior economia da União Europeia, já fragilizada por desafios econômicos e pela polarização política no Parlamento. A expectativa é que Barnier renuncie nas próximas horas, junto com sua equipe de governo, apresentando a carta de demissão ao presidente Emmanuel Macron.
Orçamento em risco e desafios à governabilidade
A decisão do Parlamento coloca em xeque a capacidade do governo francês de aprovar o orçamento de 2025, essencial para enfrentar um déficit orçamentário crescente. Michel Barnier havia utilizado poderes constitucionais especiais para aprovar medidas impopulares que visavam economizar 60 bilhões de euros, provocando forte reação da oposição.
Marine Le Pen, líder da extrema-direita, justificou o voto de desconfiança afirmando que o colapso era “a única maneira de proteger os franceses de um orçamento perigoso, injusto e punitivo”. Já a esquerda acusou o governo de ignorar o Parlamento em decisões cruciais.
Sem uma solução rápida, a França corre o risco de encerrar o ano sem um orçamento aprovado, o que pode gerar instabilidade econômica e abalar ainda mais a confiança de investidores internacionais. Nos últimos dias, os custos de empréstimos franceses ultrapassaram brevemente os da Grécia, tradicionalmente considerada mais arriscada.
Impactos para Macron e próximos passos
Diante do impasse, Emmanuel Macron enfrenta um dilema: nomear rapidamente um novo primeiro-ministro ou optar por manter Barnier e seu gabinete de forma provisória enquanto busca apoio político para aprovar o orçamento.
Fontes ligadas ao governo afirmam que Macron pretende anunciar um novo premiê antes da cerimônia de reabertura da Catedral de Notre-Dame, marcada para sábado (7), que contará com a presença do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.
Porém, qualquer novo chefe de governo enfrentará desafios similares aos de Barnier. O Parlamento está profundamente dividido, e as próximas eleições legislativas só poderão ocorrer em julho de 2025.
Cenário de incertezas na União Europeia
A crise política francesa se soma a um cenário de instabilidade na União Europeia, já impactada pela recente implosão do governo de coalizão na Alemanha. A falta de estabilidade na França, uma das principais economias do bloco, pode agravar a turbulência política e econômica no continente.
Enquanto Macron busca alternativas, seus opositores intensificam as críticas. Líderes da oposição sugerem que a renúncia do presidente seria a única solução para a crise prolongada. No entanto, Macron tem resistido a essa possibilidade, buscando alternativas para recuperar a governabilidade.
Marine Le Pen, por sua vez, enfrenta seus próprios desafios. Apesar de capitalizar politicamente com a queda de Barnier, ela tenta convencer os eleitores de que seu partido pode oferecer estabilidade em um eventual governo.
Soluções emergenciais
Caso não seja possível formar um governo estável, a França poderá recorrer a medidas de emergência, como transferir provisões do orçamento de 2024 para o próximo ano ou aprovar o orçamento de 2025 por decreto. No entanto, essa abordagem é legalmente controversa e pode acarretar alto custo político.
A crise política na França representa um teste significativo para o governo Macron, com impactos que vão além das fronteiras nacionais, influenciando a política europeia e internacional.
Falha na maior usina de geração elétrica agrava crise energética em Cuba, afetando milhões de pessoas em meio à escassez de combustível e problemas econômicos
O sistema elétrico de Cuba entrou em colapso na madrugada desta quarta-feira (4.dez.2024) após a falha da usina Antonio Guiteras, localizada em Matanzas, a maior geradora de energia do país. A interrupção deixou a ilha praticamente às escuras, incluindo a capital, Havana, e evidenciou a gravidade da crise energética enfrentada pelo país.
De acordo com o Ministério de Minas e Energia cubano, a usina foi desligada por volta das 2h (horário local), provocando a queda total da rede elétrica nacional. A situação ocorre em um cenário de contínua escassez de combustível, agravada por desastres naturais e dificuldades econômicas que têm impactado o fornecimento de energia na ilha.
Nas últimas décadas, as usinas de Cuba, movidas majoritariamente a petróleo, têm operado com equipamentos obsoletos. Este ano, a crise foi intensificada pela redução nas importações de petróleo da Venezuela, Rússia e México, resultando em apagões recorrentes. Durante os últimos dois meses, falhas no sistema elétrico já haviam causado blecautes prolongados em várias regiões do país.
Impacto na capital e relatos nas redes sociais
Em Havana, a interrupção deixou praticamente toda a cidade no escuro, com exceção de alguns hotéis e edifícios governamentais que mantiveram a iluminação por meio de geradores. Imagens e relatos compartilhados nas redes sociais indicaram que o apagão pode ter afetado toda a ilha, que abriga cerca de 10 milhões de habitantes. Contudo, o governo cubano ainda não confirmou oficialmente a abrangência do colapso.
Histórico de falhas recentes
A rede elétrica de Cuba já enfrentou colapsos semelhantes em outubro e novembro, quando o suprimento de combustível foi prejudicado e dois furacões – Oscar e Rafael – atingiram diferentes partes da ilha. Além disso, a falta de investimento na modernização das usinas e a dependência de fontes externas de petróleo têm agravado o problema.
O Ministério de Minas e Energia informou que as equipes técnicas estão trabalhando para restabelecer a conexão do sistema elétrico. Apesar disso, a situação ressalta os desafios estruturais e econômicos que Cuba enfrenta para manter o fornecimento de energia em meio a um cenário global adverso e à pressão de desastres climáticos.
Primeira votação de desconfiança em 60 anos pode derrubar coalizão liderada por Michel Barnier.
A França enfrenta uma grave crise política que pode culminar com a derrubada do governo do primeiro-ministro Michel Barnier, menos de três meses após sua posse. Nesta quarta-feira (4.dez.2024), parlamentares votarão uma moção de desconfiança que ameaça encerrar a frágil coalizão formada por Barnier, aprofundando a instabilidade na segunda maior economia da zona do euro.
Se aprovada, esta será a primeira vez em mais de seis décadas que um governo francês cai por meio de uma moção desse tipo. A crise ocorre em um momento crítico, com a França enfrentando um déficit orçamentário elevado e tensões crescentes com aliados na União Europeia.
A crise se intensificou após Barnier tentar aprovar o orçamento de seguridade social sem votação parlamentar, medida que desagradou tanto a extrema-direita, liderada por Marine Le Pen, quanto a esquerda. Juntas, essas forças têm votos suficientes para aprovar a moção de desconfiança.
O presidente Emmanuel Macron, atualmente em visita à Arábia Saudita, deve retornar ao país para lidar com a situação. Caso Barnier seja destituído, Macron poderá pedir que ele permaneça como interino até a escolha de um novo primeiro-ministro, que pode ocorrer apenas em 2025.
Analistas políticos alertam que a instabilidade pode atrasar importantes reformas econômicas e prejudicar a posição da França no cenário internacional, especialmente com as eleições na Alemanha e os desdobramentos da posse de Donald Trump nos Estados Unidos.
A votação está prevista para ocorrer às 19h (horário local), com expectativa de definir os rumos da política francesa nos próximos meses.
A maior crise política do país em décadas gera reações internacionais e manifestações populares
O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, anunciou nesta quarta-feira (4.dez.2024) a suspensão da lei marcial, decretada por ele poucas horas antes. O recuo dramático ocorreu após o Parlamento rejeitar a medida de forma unânime, gerando alívio entre manifestantes e intensas repercussões nacionais e internacionais.
A lei marcial, anunciada na noite de terça-feira (3), visava conter supostas “forças antiestatais”, mas foi interpretada como uma tentativa de restringir direitos civis, censurar a mídia e silenciar a oposição política. O decreto foi imediatamente rejeitado pelos 190 membros do Parlamento, incluindo integrantes do próprio partido de Yoon, obrigando-o a revogar a medida conforme previsto na legislação sul-coreana.
Centenas de manifestantes reunidos do lado de fora do Parlamento comemoraram o recuo. “Nós vencemos!”, gritavam, enquanto a crise política ecoava nas redes sociais e nas ruas da capital.
O episódio gerou preocupação entre aliados internacionais. Kurt Campbell, vice-secretário de Estado dos EUA, afirmou que os Estados Unidos acompanhavam os desdobramentos “com grande preocupação” e esperavam uma resolução pacífica, conforme os princípios democráticos.
A declaração da lei marcial foi vista como um dos maiores desafios à democracia sul-coreana desde a década de 1980. Durante o breve período em que esteve em vigor, a medida ameaçava proibir atividades parlamentares e impor censura à mídia, marcando a primeira declaração do tipo desde 1980.
Analistas políticos avaliam que o recuo de Yoon é um reflexo da pressão pública e parlamentar, enquanto o episódio deixa claro os desafios enfrentados pela democracia sul-coreana em um contexto de disputas políticas internas e monitoramento internacional.
Com sintomas gripais graves, a doença afeta principalmente mulheres e crianças; OMS e governo investigam a origem
Uma doença de origem desconhecida provocou a morte de 143 pessoas na província de Kwango, no sudoeste da República Democrática do Congo, apenas em novembro. Autoridades locais informaram às agências de notícias internacionais que os infectados apresentam sintomas semelhantes aos da gripe, como febre alta e intensas dores de cabeça.
A gravidade da situação mobilizou uma equipe médica à área de Panzi, região rural afetada, para coletar amostras e investigar a origem da doença, afirmou Apollinaire Yumba, ministro da Saúde, na segunda-feira (2.dez.2024). O vice-governador da província, Remy Saki, destacou que o número de casos continua a crescer rapidamente.
Cephorien Manzanza, líder da sociedade civil local, descreveu o cenário como alarmante, destacando a falta de medicamentos e a precariedade da infraestrutura de saúde na região. “Panzi é uma zona de saúde rural. Muitos doentes morrem em suas casas por falta de tratamento adequado”, lamentou.
O epidemiologista da área revelou que as mulheres e crianças são os grupos mais afetados. Além disso, um porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que a entidade já está ciente da situação desde a semana passada e colabora com o Ministério da Saúde Pública congolês para identificar a doença e frear o surto.
José Neto concorreu com outros atores da Alemanha, Canadá, Rússia e Brasil no Rio WebFest
O ator potiguar José Neto Barbosa conquistou o prêmio de Melhor Ator de Drama no Rio WebFest 2024 por sua interpretação na série “Dissonância”. Ele concorreu na categoria do Júri Oficial ao lado de nomes da Alemanha, Canadá, Rússia e Brasil. O festival internacional de audiovisual, um dos maiores do mundo no gênero, aconteceu entre os dias 29 de novembro e 2 de dezembro, na Cidade das Artes Bibi Ferreira, no Rio de Janeiro.
A participação de José Neto Barbosa e da produção potiguar “Dissonância” reafirma o potencial da arte norte-rio-grandense no cenário audiovisual. Em seu discurso, o ator criticou os esteriótipos constantemente retratados nas ficções. “Nós, atores do nordeste brasileiro, que é plural, que tem diversas culturas, podemos fazer muito mais narrativas do que seca, sede e miséria. Viva a diversidade da cultura brasileira, viva os atores que vieram do teatro brasileiro”, disse no palco.
“Dissonância”, disponível no YouTube em 03 episódios, acompanha a história de Dário, um jovem pianista diagnosticado com esquizofrenia. A trama busca educar e conscientizar sobre transtornos mentais e sofrimento psíquico. A produção potiguar tem roteiro de Fernando Suassuna, direção de Rogério Ferraz e foi realizada por Thalita Vaz. A obra contou com a participação de usuários, familiares e profissionais de serviços da Rede de Atenção Psicossocial de Natal.
O Rio WebFest chegou à sua 10ª edição consolidado como o maior e mais inclusivo festival de webséries do mundo. O evento contou com palestras, oficinas, exibições de conteúdos globais e oportunidades de networking.
Trajetória marcante em 2024
O ano de 2024 consolidou José Neto Barbosa, que cresceu em Santo Antônio do Salto da Onça, no interior do Rio Grande do Norte, como uma referência nas artes cênicas e no audiovisual brasileiro. O ator recebeu importantes prêmios, como Agente Transformador da Cultura LGBTQIAPN+ e Agente Transformador do Teatro, concedidos pelo Governo do RN. Em João Pessoa, foi agraciado com seis prêmios do Teatro Ednaldo do Egypto.
Outro marco foi o Troféu André Fischer, recebido no Festival Internacional de Cinema DIGO, em Goiás, que reconheceu o impacto de sua arte na luta pela inclusão e diversidade sexual e de gênero no Brasil. Com 22 anos de carreira, o artista potiguar segue como apresentador na TV local, com um programa sobre MPB, o Projeto Seis e Meia. Ele é conhecido pelo monólogo premiado “A Mulher Monstro”, com o qual circula pelo país. Em 2024, ele passou a integrar o elenco do espetáculo “A Invenção do Nordeste”, do Grupo Carmin, dirigido por Quitéria Kelly, podendo afirmar, agora, que atua em dois dos mais marcantes e premiados espetáculos da história do teatro potiguar.
Decisão presidencial reacende debate sobre interferência política e justiça nos EUA.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta segunda-feira (2.dez.2024) o indulto ao seu filho, Hunter Biden, em relação a três condenações envolvendo posse ilegal de armas e ocultação de consumo de drogas. Em comunicado divulgado pela Casa Branca, Biden justificou a decisão como uma resposta às motivações políticas que, segundo ele, impulsionaram as acusações.
“Desde o início do meu mandato, prometi não interferir nas decisões do Departamento de Justiça. Mesmo assim, vi meu filho ser seletiva e injustamente julgado. Por isso, hoje concedi a ele o perdão presidencial”, afirmou Biden.
Hunter Biden e as acusações
Hunter Biden, de 54 anos, foi acusado de mentir sobre seu consumo de drogas ao adquirir um revólver Colt Cobra em outubro de 2018. Na época, ele admitiu enfrentar um vício severo em crack, o que, segundo a lei americana, tornava ilegal sua posse de armas. Além disso, ele enfrentava processos por crimes fiscais, aos quais se declarou culpado em setembro deste ano, e por transações empresariais questionáveis, estando sob investigação há anos.
As condenações poderiam resultar em penas de até 42 anos de prisão combinadas: 25 anos por posse ilegal de arma e 17 anos por crimes fiscais. Hunter Biden aguardava sentenças para os dias 12 e 16 de dezembro, respectivamente.
Biden critica uso político do caso
Em sua declaração, o presidente criticou o que classificou como politização do sistema de justiça americano. Ele acusou opositores no Congresso de usarem o caso como ferramenta de ataque pessoal. “Nenhuma pessoa razoável pode concluir algo diferente: Hunter foi visado por ser meu filho”, afirmou.
Biden ainda destacou o impacto emocional das acusações. “Ao tentarem quebrá-lo, quebraram-me. Não há razão para acreditar que os ataques cessarão por aqui”, desabafou.
Hunter Biden responde
Após o indulto, Hunter Biden declarou estar comprometido a usar sua experiência para ajudar outras pessoas em situações semelhantes. “Admiti meus erros nos dias mais sombrios da minha dependência. Esses erros foram usados para envergonhar minha família por razões políticas, mas não permitirei que isso me defina”, disse.
Reação de Donald Trump e críticas ao perdão
O ex-presidente Donald Trump, agora eleito para um novo mandato, classificou o indulto como um “abuso de Justiça”. Em declarações anteriores, Trump já havia antecipado que Hunter poderia ser perdoado. Apesar da crítica, Trump também utilizou o poder de perdão durante sua presidência, incluindo o controverso caso de Charles Kushner, pai de seu genro Jared Kushner.
Retratação do grupo francês reitera qualidade da carne, diz ministro
O mal-estar causado pelas declarações infundadas do presidente do Carrefour na França, Alexandre Bompard, sobre a carne produzida no Brasil já está superado, tanto do ponto de vista empresarial como entre governos, após o pedido de desculpas manifestado pelo executivo do grupo francês. A avaliação é do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que participou, nesta quarta-feira (27), do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Na semana passada, Bompard disse que a carne produzida no Brasil não respeitaria as normas estabelecidas pela França e que, por isso, não comercializaria mais as carnes do Mercosul em seus mercados naquele país. A declaração resultou em críticas manifestadas por diversos produtores brasileiros, que iniciaram um movimento de boicote no fornecimento de proteínas aos mercados Carrefour no Brasil. Diante da repercussão, Bompard divulgou ontem (26) uma nota de retratação, na qual ressalta a boa qualidade dos produtos brasileiros.
Durante a entrevista ao Bom Dia, Ministro, Mauro Vieira disse que o problema envolve, a priori, empresas, e que a atuação do governo federal foi no sentido de defender a qualidade dos produtos brasileiros. “Surgiu de uma manifestação do presidente mundial de uma grande cadeia de supermercados francesa que tem, fora da França, sua maior plataforma de operação no Brasil. Acho que ele deve ter feito isso por questões domésticas e políticas internas”, disse o ministro.
“Foi a manifestação de uma empresa privada, e governos não se envolvem nisso. O que fizemos foi uma nota. Ontem houve uma segunda nota de esclarecimento da situação. A carta retratação do presidente dessa empresa foi enviada ao Ministério da Agricultura. Ao que parece, ele se desculpou. Reconheceu a qualidade sanitária e de paladar dos produtos brasileiros. Então acho que isso já é uma resposta; uma boa resposta para essa questão entre empresas”, acrescentou.
Na avaliação de Mauro Vieira, a retratação do empresário pôs fim ao problema. “Do ponto de vista de governo, não houve nenhum problema maior. E, do ponto de vista empresarial, [o problema] está superado, com ele falando da qualidade dos produtos brasileiros”, disse.
Ele lembrou que a exportação de carne brasileira é feita para mais de 140 destinos, cumprindo todos os requisitos sanitários e questões de controle de qualidade de todos os países. “Inclusive de mercados muito exigentes, como a União Europeia, Japão, Estados Unidos e China”.
Álvaro Dias descreve o encontro no Vaticano como um dos momentos mais emocionantes de sua vida
O prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), realizou, nesta quarta-feira (27.nov.2024), a entrega de uma imagem de Nossa Senhora da Apresentação ao Papa Francisco, no Vaticano. A padroeira da capital potiguar foi apresentada ao pontífice em uma cerimônia descrita por Álvaro como um dos momentos mais emocionantes de sua vida.
“Foi um momento inesquecível. Falei ao Papa que sou o prefeito da terra dos Mártires no Brasil e entreguei a imagem como presente. Ele sorriu, aceitou o presente e nos abençoou”, escreveu Álvaro em suas redes sociais, ao compartilhar o encontro.
O prefeito está de licença da administração municipal até 1º de dezembro, em razão de uma viagem internacional. Durante esse período, a gestão está sendo conduzida pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Eriko Jácome (PP), já que a vice-prefeita, Aíla Ramalho, também está ausente.
Modalidade representa 20,7% da matriz elétrica do país
O Brasil acaba de superar a marca de 50 gigawatts (GW) de potência instalada operacional de energia solar. O país tornou-se o sexto a alcançar esse nível, juntando-se aos Estados Unidos, China, Alemanha, Índia e Japão.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (26) pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Em relação ao tamanho dos sistemas de geração, a produção de energia solar própria por meio de pequenos e médios sistemas lidera com 33,5 GW de potência instalada. As grandes usinas solares representam 16,5 GW.
De janeiro a outubro, foram instaladas 119 usinas solares no país, que adicionaram 4,54 GW de potência elétrica fiscalizada no Brasil. Os dados são do Ministério de Minas e Energia (MME) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Por representar a potência efetivamente instalada, a potência fiscalizada é um pouco menor que a potência outorgada pela agência reguladora.
Participação
Segundo a Absolar, a fonte solar representa 20,7% da capacidade instalada da matriz elétrica brasileira, estando em segundo lugar entre os sistemas disponíveis e só perdendo para a energia hidrelétrica. Essa divisão considera a potência operacional instalada, não o consumo no sistema elétrico.
De acordo com o Sistema de Informações de Geração da Aneel, a energia solar representa 7,94% da potência elétrica fiscalizada no país. No entanto, esse percentual considera apenas os 16,5 GW produzidos pelas usinas solares.
Desde 2012, informou a Absolar, a energia solar gerou investimentos de R$ 229,7 bilhões no Brasil e resultou na arrecadação de R$ 71 bilhões aos cofres públicos. Essa fonte de energia evitou a emissão de 60,6 milhões de toneladas de gás carbônico no país.
Crítica
A entidade, no entanto, critica a elevação de 9,6% para 25% do Imposto de Importação sobre insumos e componentes de painéis solares. A medida foi aprovada há duas semanas pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex).
Para a Absolar, a taxação desestimula os investimentos e compromete o ritmo de crescimento da fonte limpa de energia num momento de transição energética. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) justificou a medida como necessária para fortalecer a indústria local e gerar empregos no Brasil.
Confira o ranking mundial em potência acumulada de energia solar.
1) China – 817 GW 2) Estados Unidos – 189,7 GW 3) Alemanha – 94,36 GW 4) Índia – 92,12 GW 5) Japão – 90,4 GW 6) Brasil – 50 GW
Boicote à carne brasileira impulsiona desabastecimento e força CEO global do Carrefour a prometer retratação pública
O CEO global do Carrefour, Alexandre Bompard, deverá se retratar publicamente após sua declaração polêmica sobre o fim da compra de carne do Mercosul por lojas francesas da rede. O comunicado, divulgado na última quarta-feira (20.nov.2024), alegava que a carne sul-americana não cumpria normas exigidas na França, o que gerou uma onda de boicotes por parte de produtores brasileiros.
A declaração foi recebida como um ataque direto ao agronegócio nacional, desencadeando a suspensão do fornecimento por 23 frigoríficos, incluindo grandes nomes como JBS e Marfrig. A medida já afeta o abastecimento de mais de 150 lojas do Carrefour no Brasil, além de gerar reações políticas, como o apoio público do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
Em nota, o Carrefour Brasil lamentou os impactos do boicote e reforçou sua parceria com o agronegócio nacional, mas destacou que não participou das decisões tomadas pela matriz francesa. “Infelizmente, a suspensão do fornecimento impacta nossos clientes e prejudica a confiança construída ao longo dos anos”, afirmou a empresa.
A situação ganhou novos contornos com a intervenção do embaixador francês no Brasil, Emmanuel Lenain, que tentou amenizar os atritos. Representantes da embaixada informaram ao Ministério da Agricultura que Alexandre Bompard já está preparando uma carta de retratação pública.
Enquanto isso, consumidores brasileiros relatam escassez de produtos nas prateleiras de diversas unidades da rede. Dados oficiais indicam que, apesar da relevância política, a França é um mercado pequeno para a carne brasileira, representando apenas 0,02% das exportações do setor até outubro deste ano. A China, por outro lado, continua sendo o maior comprador, absorvendo quase 50% da carne bovina exportada pelo Brasil.
O episódio evidencia as tensões entre o Mercosul e a União Europeia nas negociações de acordos comerciais, com a agricultura no centro dos debates. A crise também levanta questionamentos sobre a independência das filiais internacionais do Carrefour frente às decisões de sua matriz francesa.
Vitória no segundo turno marca o retorno da esquerda ao poder com foco em diálogo e estabilidade
O candidato da Frente Ampla, Yamandu Orsi, foi eleito presidente do Uruguai neste domingo (24.nov.2024), após vencer o segundo turno das eleições presidenciais. Com 94,4% dos votos apurados, Orsi obteve 1.123.420 votos, superando o candidato de centro-direita Álvaro Delgado, que alcançou 1.042.001 votos, segundo os dados oficiais do Tribunal Eleitoral.
A vitória representa o retorno ao poder da esquerda, que já governou o Uruguai sob a liderança do ex-presidente José Mujica. Em seu discurso de vitória, Orsi destacou a importância do diálogo e da busca por consensos como pilares de sua gestão. “Serei o presidente que apela repetidamente ao diálogo nacional para encontrar as melhores soluções, naturalmente seguindo a nossa visão, mas também ouvindo com muita atenção o que os outros nos dizem”, afirmou o novo presidente, que também é professor de história.
Seu adversário, Álvaro Delgado, ex-veterinário e representante do Partido Nacional, reconheceu a derrota e parabenizou Orsi em nome da coalizão governista. “Hoje, o povo uruguaio escolheu aquele que ocupará a Presidência da República”, declarou Delgado, agradecendo o apoio de seus aliados durante a campanha.
A jornada eleitoral de Orsi foi marcada por uma liderança consistente desde o primeiro turno, realizado em 27 de outubro, quando recebeu 43,9% dos votos. Delgado, que obteve 26,8% no mesmo turno, contou no segundo turno com o apoio de Andrés Ojeda, candidato do Partido Colorado, que ficou em terceiro lugar com 16% dos votos.
Durante a campanha, Yamandu Orsi enfatizou o compromisso com uma “mudança segura”, assegurando que não promoverá alterações radicais, mas buscará estabilidade e progresso gradual. Sua vitória reflete o desejo de uma parte significativa da população uruguaia por um governo que equilibre inovação com continuidade.
Yamandu Orsi, da Frente Ampla, venceu o candidato Álvaro Delgado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou o presidente eleito do Uruguai, Yamandu Orsi (foto), pela vitória nas urnas no pleito desse domingo (24). O candidato da coligação de esquerda Frente Ampla venceu o segundo turno das eleições presidenciais em uma vitória que marca a volta ao poder do partido liderado pelo ex-presidente uruguaio José Mujica.
“Quero congratular o povo uruguaio pela realização de eleições democráticas e pacíficas e, em especial, o presidente eleito Yamandu Orsi, a Frente Ampla e meu amigo Pepe Mujica pela vitória no pleito de hoje. Essa é uma vitória de toda a América Latina e do Caribe”, escreveu Lula nas redes sociais.
Mercosul
“Brasil e Uruguai seguirão trabalhando juntos no Mercosul e em outros fóruns pelo desenvolvimento justo e sustentável, pela paz e em prol da integração regional”, acrescentou o presidente brasileiro.
Orsi venceu o adversário de centro-direita Álvaro Delgado, do Partido Nacional, que era apoiado pelo atual presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou.
Opositor Pedro Urruchurtu denuncia corte de luz e presença de forças de segurança no local
A embaixada da Argentina na Venezuela, que abriga opositores do regime de Nicolás Maduro, está sob cerco desde a noite de sábado (23). O opositor Pedro Urruchurtu Noselli relatou no X (antigo Twitter) que agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) intensificaram o bloqueio, inclusive cortando a luz do edifício.
Entre os asilados na embaixada estão o ex-deputado Omar González e o ex-ministro Fernando Martínez Mottola, além de outros opositores. O motivo do cerco ainda não foi esclarecido pelo governo venezuelano.
Em resposta, o Ministério de Relações Exteriores da Argentina condenou os atos de intimidação, destacando a violação ao direito internacional que garante a proteção de sedes diplomáticas e asilados políticos.
A ação do governo Maduro gerou repercussão internacional, com lideranças venezuelanas e organismos de direitos humanos criticando as medidas como parte de uma escalada autoritária no país.
Skatista maranhense superou anfitriã Coco Yoshizawa, ouro em Paris
Foi com emoção, na última volta da etapa de Tóquio (Japão) da Street League Skateboarding (SLS), que a bicampeã mundial Rayssa Leal conquistou o título e, de quebra, a classificação antecipada para a final Super Crow, que definirá o vencedor da temporada 2024. Única representante brasileira na final feminina na pista da Ariake Arena, a maranhense de 16 anos cravou nota 7.9 na última manobra, totalizou 30.7 pontos, superando a anfitriã Coco Yoshizawa, campeã olímpica em Paris, que terminou em terceiro lugar (29.4). Na segunda posição ficou outra dona da casa: Liz Akama (30.1).
Na fase classificatória, Rayssa sentiu desconforto no pé logo na primeira bateria na Ariake Arena, o que atrapalhou seu desempenho. Quando estava na quarta posição (20.1 pontos), na penúltima volta, obteve nota 8.1, totalizou 28.2 pontos e avançando à final em primeiro lugar. A brasileira chegou neste sábado a 18ª final seguida na SLS, a maior sequência de finais seguidas entre homens e mulheres.
Esta foi a segunda vez na temporada que Rayssa assegurou o topo do pódio: a primeira foi em abril, na etapa de San Diego (Estado Unidos). A maranhense também foi vice-campeã em Paris, na etapa de estreia da SLS. Bronze nos Jogos de Paris, a brasileira vai buscar o inédito tricampeonato entre mulheres na final Super Crown, com o apoio da torcida brasielira: a decisão do título de 2024 será nos dias 14 e 15 de dezembro, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. O compatriota Giovanni Vianna disputará a final masculina, sonhando como bicampeonato.
O Brasil começou com quatro atletas na disputa masculina em Tóquio, mas apenas Felipe Gustavo avançou à final, terminando em sexto lugar. Giovanni Vianna, Kelvin Hoefler e Carlos Ribeiro pararam na primeira fase (classificatória).
Suspensão de entregas por frigoríficos brasileiros reflete embate com matriz francesa, após decisão de boicote ao Mercosul
O fornecimento de carnes brasileiras ao Carrefour Brasil foi interrompido por alguns dos maiores frigoríficos do país, incluindo JBS, Marfrig e Masterboi, após o anúncio de que a matriz francesa da rede deixará de comercializar carne do Mercosul. A decisão já afeta 150 lojas da rede no Brasil, e projeções indicam que o desabastecimento total pode ocorrer em poucos dias.
Segundo fontes do setor em matéria publicada pelo Estadão, aproximadamente 50 caminhões com carnes destinados ao Carrefour tiveram suas entregas bloqueadas no sábado (23.nov.2024). Estima-se que entre 30% e 40% das gôndolas do grupo já apresentem falta do produto. A Friboi, principal marca da JBS, suspendeu 100% do fornecimento de carne bovina à rede Atacadão, subsidiária do grupo no Brasil.
Causas e repercussões internacionais
O movimento dos frigoríficos brasileiros foi uma resposta direta às declarações do presidente global do Carrefour, Alexandre Bompard, que afirmou que a rede na França não venderia mais carne oriunda do Mercosul. A decisão foi atribuída a pressões de agricultores franceses contrários ao acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o bloco sul-americano. Embora a França tenha comprado menos de 40 toneladas de carne bovina brasileira em 2024, a medida levanta preocupações sobre o impacto na imagem global da carne nacional.
O governo brasileiro manifestou apoio às ações dos frigoríficos. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, elogiou a decisão das indústrias, afirmando que o Brasil não aceitará práticas discriminatórias. “Se o Mercosul não é bom o suficiente para a França, também não é para o Carrefour no Brasil”, afirmou Fávaro.
Cenário futuro
Fontes ligadas ao Carrefour revelaram que a diretoria da rede no Brasil busca negociar a retomada das entregas, mas os frigoríficos condicionam o retorno a uma retratação pública do grupo em nível global. Entidades do agronegócio, como a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), endossaram a suspensão, reforçando que o Brasil deve proteger seus produtores.
O desdobramento da crise deve ser acompanhado de perto, especialmente por suas possíveis repercussões na relação comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Enquanto isso, consumidores e supermercados no Brasil enfrentam a ameaça de desabastecimento, evidenciando a complexidade e as tensões do mercado global de proteínas.
Declaração foi dada pelo diretor-geral Tedros Adhanom por rede social
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou nesta sexta-feira (22) que a mpox segue figurando como emergência em saúde pública de importância internacional. Em seu perfil na rede social X, ele destacou que a decisão foi tomada após reunião do comitê de emergência convocada para esta sexta-feira (22).
“Minha decisão baseia-se no número crescente e na contínua dispersão geográfica dos casos, nos desafios operacionais e na necessidade de montar e sustentar uma resposta coesa entre países e parceiros”, escreveu.
“Apelo aos países afetados para que intensifiquem suas respostas e para que a solidariedade da comunidade internacional nos ajude a acabar com os surtos”, concluiu Tedros.
Entenda
Em agosto, a OMS decretou que o cenário de mpox no continente africano constituía emergência em saúde pública de importância internacional em razão do risco de disseminação global e de uma potencial nova pandemia. Este é o mais alto nível de alerta da entidade.
Em coletiva de imprensa em Genebra à época, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que surtos de mpox vêm sendo reportados na República Democrática do Congo há mais de uma década e que as infecções têm aumentado ao longo dos últimos anos.
Em julho de 2022, a entidade havia decretado status de emergência global para a mpox em razão do surto da doença em diversos países.
A doença
A mpox é uma doença zoonótica viral. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animais silvestres infectados, pessoas infectadas pelo vírus e materiais contaminados. Os sintomas, em geral, incluem erupções cutâneas ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza.
As lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, podendo formar crostas que secam e caem. O número de lesões pode variar de algumas a milhares. As erupções tendem a se concentrar no rosto, na palma das mãos e na planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive na boca, nos olhos, nos órgãos genitais e no ânus.
TPI acusa líderes de crimes de guerra e crimes contra a humanidade; decisão gera reações em Israel
O Tribunal Penal Internacional (TPI) anunciou, nesta quinta-feira (21.nov.2024), a emissão de mandados de captura contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant e o líder do Hamas, Mohammed Diab Ibrahim Al-Masri, conhecido como Mohammed Deif. A decisão foi divulgada em comunicado oficial, detalhando acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
Segundo o TPI, há “motivos razoáveis” para acreditar que Netanyahu teria responsabilidade criminal em atos como “fome como método de guerra”, além de assassinatos, perseguições e outros atos desumanos classificados como crimes contra a humanidade. As acusações também incluem as ações de Mohammed Deif, líder do Hamas, relacionadas aos ataques contra Israel em outubro de 2023.
A emissão dos mandados ocorre após o procurador do TPI, Karim Khan, ter solicitado, em 20 de maio, autorização para investigar crimes cometidos durante os ataques do Hamas a Israel em 7 de outubro e a resposta militar israelense na Faixa de Gaza. Mesmo sem a aceitação formal da jurisdição do TPI por Israel, o tribunal determinou que pode prosseguir com as acusações.
Líderes israelenses reagiram duramente à decisão. O ex-primeiro-ministro Naftali Bennett classificou a ação do TPI como uma “vergonha”. Já o líder da oposição, Yair Lapid, afirmou que a medida representa “uma recompensa para o terrorismo”, reforçando a posição de Israel de negar qualquer prática de crimes de guerra em Gaza.
Daniel Ortega propõe reforma constitucional com mudanças incluem ampliação de mandatos, restrições às sanções internacionais e redução de magistrados no país
O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, anunciou nesta quarta-feira (20.nov.2024) uma proposta de reforma constitucional que pode oficializar a copresidência dele com sua esposa, Rosario Murillo, atual vice-presidente do país. O projeto também inclui mudanças significativas na estrutura do governo e nas regras eleitorais, consolidando ainda mais o controle do casal sobre o poder.
Entre as alterações propostas está a ampliação do mandato presidencial de cinco para seis anos. Além disso, a reforma pretende reduzir o número de magistrados no sistema judiciário e na comissão eleitoral, áreas consideradas críticas para a manutenção de uma democracia funcional.
Outro ponto controverso é a criminalização de sanções internacionais impostas por países como os Estados Unidos. O governo alega que a medida protegeria a soberania nacional, mas especialistas apontam que a decisão pode expor o país a novos riscos financeiros e sanções externas.
Organizações internacionais criticaram duramente a iniciativa. Luis Almagro, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), classificou a reforma como uma tentativa de “institucionalizar a ditadura matrimonial” e atacou sua legitimidade. Grupos dissidentes na Nicarágua, como a Aliança Universitária, condenaram as medidas, afirmando que elas aprofundam a repressão e destroem o Estado Democrático de Direito.
Desde os protestos sociais de 2018, o governo Ortega intensificou a repressão contra opositores, líderes religiosos e jornalistas, forçando muitos ao exílio e confiscando seus bens. A recente proposta de reforma é vista como uma continuidade desse processo autoritário.
Manuel Orozco, especialista em política latino-americana, afirmou que a reforma é uma “formalização do poder dinástico” e representa um plano estratégico para garantir a permanência do governo. Apesar de não haver impacto imediato, a proposta pode provocar novas reações internacionais, especialmente em um momento de transição política nos Estados Unidos, com a eleição de Donald Trump.
A proposta será submetida ao Parlamento, dominado pelo partido de Ortega, onde a aprovação é praticamente certa. Caso sancionada, a reforma representará um marco na consolidação de um regime cada vez mais autoritário na Nicarágua.
Registro está relacionado ao surto na África central
O Departamento de Saúde Pública da Califórnia, nos Estados Unidos, confirmou o primeiro caso da nova variante de mpox no país. Em nota, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças norte-americano (CDC, na sigla em inglês) informou que o caso está relacionado ao surto da variante na África central e oriental.
A infecção foi confirmada em um viajante que esteve recentemente na África Oriental. O paciente foi atendido em uma clínica logo após retornar aos Estados Unidos e foi liberado. Desde então, ele segue em isolamento, em casa, sem necessidade de nenhum tipo de tratamento específico para mpox, com quadro geral em evolução.
“Com base no histórico de viagens e nos sintomas, as amostras do paciente foram testadas e confirmadas quanto à presença da nova variante da mpox. As amostras estão sendo enviadas ao CDC para caracterização viral adicional. Além disso, o CDC está trabalhando com o estado da Califórnia para identificar e acompanhar potenciais contatos.”
Mesmo após o primeiro caso confirmado, o comunicado avalia que permanece baixo o risco imposto pela nova variante para o público em geral nos Estados Unidos e destaca que o país continua a registrar casos esporádicos de outra variante, mais comum, da mpox.
Emergência global
A Organização Mundial da Saúde (OMS) convocou para a próxima sexta-feira (22) uma reunião do comitê de emergência para reavaliar o cenário de mpox no mundo. Em agosto, o mesmo comitê declarou a doença como emergência em saúde pública de importância internacional.
Dados da entidade revelam que, de 1º de janeiro de 2022 a 30 de setembro deste ano, 109.699 casos de mpox foram confirmados em todo o mundo, além de 236 mortes. Pelo menos 123 países reportaram casos da doença.
O continente africano responde pela maior parte das infecções – 11.148 casos confirmados entre 1º de janeiro a 3 de novembro de 2024, além de 46.794 casos suspeitos. A África contabiliza também 53 mortes confirmadas por mpox e 1.081 óbitos suspeitos.
A República Democrática do Congo segue liderando o ranking, com 8.662 casos confirmados, 39.501 casos suspeitos, 43 mortes confirmadas e 1.073 óbitos suspeitos pela doença. Em seguida aparecem Burundi, com 1.726 casos confirmados, e Uganda, com 359 casos confirmados.
Presidente chinês faz visita oficial ao país após reunião do G20
O presidente da China, Xi Jinping, está em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio da Alvorada, onde cumpre visita de Estado nesta quarta-feira (20). A agenda em Brasília ocorre na sequência da participação do líder chinês na Cúpula do G20, realizada no Rio de Janeiro, e que foi encerrada na última terça-feira (19).
Xi Jinping chegou ao Palácio da Alvorada por volta das 10h desta quarta. O hotel onde está hospedado fica a poucos metros da residência oficial da Presidência da República. Em carro oficial blindado, o líder asiático acessou pela portaria principal até a entrada do prédio, desceu do veículo e caminhou cerca de 100 metros até ser recebido pelo presidente Lula e a primeira-dama, Janja da Silva, em um tapete vermelho estendido especialmente para a visita.
Recebido com honras militares, Xi Jinping passou em revista as tropas e acompanhou, ao lado do presidente Lula, uma formatura (desfile de tropas) do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, do Exército Brasileiro, conhecido como Dragões da Independência.
Em seguida, eles ingressaram no Alvorada cercado por crianças brasileiras e chinesas que vivem no Brasil, que balançavam bandeirinhas dos dois países. Nesse momento, uma canção popular chinesa foi executada por uma cantora.
A reunião ampliada entre as duas delegações, compostas por ministros de Estado de cada parte, deve durar até por volta das 12h, quando uma outra cerimônia marcará a assinatura de diversos atos entre os governos. Em seguida, está prevista uma declaração dos presidentes à imprensa. O presidente chinês e sua delegação almoçam com Lula no Palácio da Alvorada. No fim da tarde, um jantar será servido ao chinês no Palácio Itamaraty, sede da diplomacia brasileira. Xi Jinping deve deixar o Brasil na manhã de quinta-feira (21).
A visita de Xi Jinping, segundo o Itamaraty, é uma sequência da visita que Lula fez à China em abril de 2023 e também ocorre em celebração aos 50 anos das relações diplomáticas entre os dois países. A corrente de comércio atingiu recorde de mais de U$ 157 bilhões, com exportações de US$ 104 bilhões e importações de U$ 53 bilhões. O superávit brasileiro de U$ 51 bilhões equivale a cerca de 52% do saldo comercial total do país. As exportações brasileiras para o gigante asiático superaram, neste mesmo ano, a soma das vendas para Estados Unidos e União Europeia.
A expectativa do encontro bilateral entre Brasil e China é a ampliação da parceria estratégica e de novos acordos comerciais. Um deles foi anunciado ontem pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que articulou um novo acordo com a rede de cafeterias chinesa Luckin Coffee para a compra de 240 mil toneladas do grão do Brasil entre 2025 e 2029. O valor do negócio está estimado de US$ 2,5 bilhões. O compromisso anterior, de US$ 500 milhões para a compra de 120 mil toneladas até o fim deste ano, foi assinado em junho durante missão brasileira ao país, informou o governo federal.
Presidente afirma que erradicará desmatamento até 2030
O presidente Luiz Inácio da Silva defendeu, nesta terça-feira (19), que os países desenvolvidos do G20, grupos das principais economias do mundo, adiantem em até dez anos as metas de neutralidades climáticas atualmente previstas para 2050, como forma de combater o aquecimento global e as mudanças climáticas.
“Aos membros desenvolvidos do G20, proponho que antecipem suas metas de neutralidade climática de 2050 para 2040 ou até 2045”, exortou o presidente na abertura da terceira sessão da reunião de líderes do G20, que tratou de desenvolvimento sustentável e transição energética.
Neutralidade climática consiste em um país conseguir compensar toda a emissão de gases poluentes com medidas como sequestro de carbono.
A preocupação com o clima é uma das prioridades da presidência brasileira no G20, que encerra nesta terça-feira o encontro de cúpula de dois dias. Lula reconhece que todos os países devem agir para conter as mudanças climáticas.
“Mesmo que não caminhemos na mesma velocidade, todos podemos dar um passo a mais”.
No entanto, ele aproveitou a presença de chefes de Estado e de governo para cobrar mais responsabilidade dos países mais industrializados, que têm histórico maior de emissões de gases do efeito estufa.
“Nossa bússola continua sendo o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Esse é um imperativo da justiça climática”, disse o presidente, que acrescentou: “sem assumir suas responsabilidades históricas, as nações ricas não terão credibilidade para exigir ambição dos demais”.
Iniciativas passadas
Lula lembrou que nasceram no Rio de Janeiro, durante a Rio 92, as três convenções das Nações Unidas sobre mudança climática, biodiversidade e desertificação. Mas advertiu que, passadas três décadas, o planeta enfrenta o ano mais quente da história, com enchentes, incêndios, secas e furacões cada vez mais intensos e frequentes.
O presidente apontou que iniciativas anteriores contribuíram para evitar um cenário pior, mas que é preciso “fazer mais e melhor”.
“Não há mais tempo a perder”, constatou Lula, contextualizando que acordos como o Protocolo de Quito (1997); a CPO15 (2009) sobre mudança do clima, na Dinamarca; e o Acordo de Paris (2015) apresentam resultados aquém do necessário.
Ele destacou que os países do G20 respondem por 80% das emissões de gases do efeito estufa e que, por reconhecer o papel crucial do G20, a presidência brasileira lançou a Força-Tarefa para a Mobilização Global contra a Mudança do Clima, reunindo ministros de Finanças, Meio Ambiente e Clima, Relações Exteriores e presidentes de Bancos Centrais para discutir como enfrentar o desafio climático.
O mandatário brasileiro reforçou que, ao lado da Organização das Nações Unidas (ONU), pede o engajamento do G20 para elevar o nível de ambição da próxima rodada de Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês).
“É fundamental que as novas NDCs estejam alinhadas à meta de limitar o aumento da temperatura global a 1,5ºC [grau Celcius]”, disse. “Aos países em desenvolvimento, faço um chamado para que suas NDCs cubram toda a economia e todos os gases de efeito estufa”.
Ao afirmar que é essencial que os países adotem metas absolutas de redução de emissões, Lula lembrou que na 29ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP29), em Baku, capital do Azerbaijão, o Brasil apresentou nova NDC, que abrange todos os gases de efeito estufa e setores econômicos.
Fim do desmatamento
Ele ressaltou também que o Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, com 90% de eletricidade proveniente de fontes renováveis.
“Somos campeões em biocombustíveis, avançamos na geração eólica e solar e em hidrogênio verde”, acrescentou.
O presidente afirmou que a maior parte da redução das emissões brasileiras resultará da queda no desmatamento, “que diminuiu 45% nos últimos dois anos”.
“Não transigiremos com os ilícitos ambientais. O desmatamento será erradicado até 2030”, garantiu.
O presidente pediu que o mundo reconheça o papel desempenhado pelas florestas e que valorize a contribuição dos povos indígenas e comunidades tradicionais. Nesse caminho, o presidente agradeceu a colaboração do G20 no desenho do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que vai remunerar países em desenvolvimento que mantêm florestas em pé.
Mas afirmou que iniciativas de conservação serão inócuas se a comunidade internacional não se unir para fazer a sua parte.
“Mesmo que não derrubemos mais nenhuma árvore, a Amazônia continuará ameaçada se o resto do mundo não cumprir a missão de conter o aquecimento global”, disse ele, que chamou atenção também para a importância de se conservar os oceanos.
O presidente fez questão de criticar o negacionismo e a desinformação e disse que o Brasil trabalha com a ONU e com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em uma Iniciativa Global pela Integridade das Informações sobre a Mudança do Clima.
Com críticas a termos não cumpridos do Acordo de Paris, Lula reforçou a bandeira brasileira de que é necessário um financiamento internacional para que países ricos ajudem os demais na reversão do aquecimento global.
“Não há ambição que se sustente sem meios de implementação. Em Paris, falávamos em uma centena de bilhões de dólares por ano, que o mundo desenvolvido não cumpriu. Hoje, falamos em trilhões. Esses trilhões existem, mas estão sendo desperdiçados em armamentos, enquanto o planeta agoniza”.
Lula lembrou que a COP29, que segue até o próximo dia 22, deve ser tratada pelos países como um dos caminhos para se chegar a acordos ambiciosos. “Não podemos adiar para Belém a tarefa de Baku”, disse, se referindo à capital paraense, que recebe a COP30 em 2025.
“A COP30 será nossa última chance de evitar uma ruptura irreversível no sistema climático. Conto com todos para fazer de Belém a COP da virada”, incitou.
Lula convidou ainda a comunidade internacional a considerar a criação de um Conselho de Mudança do Clima na ONU, que articule diferentes atores, processos e mecanismos que, segundo ele, hoje se encontram fragmentados.”
“A esperança renasce a cada compromisso e ato de coragem em defesa da vida e da preservação das condições em que ela nos foi dada”, finalizou.
G20
O G20 é composto por 19 países: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia, além da União Europeia e da União Africana.
Os integrantes do grupo representam cerca de 85% da economia mundial, mais de 75% do comércio global e cerca de dois terços da população do planeta.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña (foto), recebeu alta na manhã desta terça-feira (19). Ele foi internado na noite de ontem no Hospital Samaritano Botafogo, na zona sul do Rio, após sentir dores no peito, durante a reunião de líderes do G20,no Museu de Arte Moderna (MAM), também na zona sul.
No Hospital Samaritano, foi submetido a exames que afastaram problemas cardíacos ou qualquer doença grave.
“O hospital Samaritano Botafogo informa que o Sr. Santiago Peña, presidente do Paraguai, deu entrada no início da noite de ontem (18/11), quando foram realizados exames e descartadas doenças do coração ou qualquer outra patologia grave”, informou – em nota – a unidade hospitalar.
Acrescentou que Santiago foi observado pela equipe médica ao longo da noite e mostrou indicadores estáveis, o que resultou na alta.
Indicadores estáveis
“O presidente passou a noite em observação, apresentando sono tranquilo e com todos os indicadores estáveis. O chefe de Estado recebeu alta hospitalar no início da manhã, com orientações médicas, sendo liberado para dar continuidade em sua agenda. A instituição segue à disposição”, concluiu a equipe médica do Hospital Samaritano Botafogo.
Em nota divulgada na noite de ontem, o Samaritano informou que o presidente paraguaio se sentiu mal no período da tarde, com dores no peito e indisposição e, por segurança, fez exames de diagnósticos na unidade hospitalar. Antes de seguir para o hospital, Peña chegou a ser medicado por uma equipe no MAM.
“O chefe de Estado passa bem e seu estado de saúde atual é estável”, indicou a nota de ontem.
Avaliação é de analistas entrevistados pela Agência Brasil
Após dois anos sem consenso no G20, a declaração do grupo, que se reuniu no Rio de Janeiro sob a presidência do Brasil nesta segunda-feira (18), tem sido considerada por especialistas como importante vitória da diplomacia brasileira ao unir, em um mesmo documento, países como Estados Unidos (EUA), Rússia, China, Argentina e Alemanha.
Além disso, analistas avaliam que o consenso em torno de 85 pontos na declaração oficial dos chefes do G20 em um mundo dividido por guerras e intensas disputas geopolíticas pode ser visto como uma vitória do multilateralismo, que é o princípio da cooperação entre países para promover interesses comuns. É um princípio oposto ao do unilateralismo, quando o país age por conta própria, ou do bilateralismo, quando há associação de apenas dois países.
O especialista em geopolítica Ronaldo Carmona, pesquisador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), destacou que o mundo hoje está absolutamente dividido entre dois blocos principais, um formado pelo G7 e Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que reúne as potências ocidentais e o Japão, e do outro lado os países que emergiram na economia mundial nas últimas décadas, em especial, China, Rússia e Índia, com o Brics sendo o principal fórum desse grupo.
“Observando esse contexto, desse problema estrutural de crise do multilateralismo, é preciso valorizar o fato de ter saído uma declaração final, sobretudo em função dessa radicalização que a gente vive agora no que diz respeito ao problema da guerra na Ucrânia”, comentou o especialista, lembrando que os Estados Unidos autorizaram no domingo (17) o uso de mísseis de longo alcance contra o território russo.
Carmona acrescentou que o G20 é o único espaço em que esses dois polos de poder no sistema internacional ainda conseguem sentar-se à mesma mesa.
“O multilateralismo está em crise já há bastante tempo e, portanto, qualquer arranjo multilateral tem a tendência de ser pouco efetivo. Por isso, o consenso em uma declaração final é uma vitória da presidência do Brasil no G20”, destacou o pesquisador.
Argentina
O professor de relações internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Goulart Menezes destacou que a declaração não foi reaberta para mudanças no texto como queria a Argentina, mostrando que o presidente Javier Milei preferiu se unir ao conjunto de países para não ficar isolado.
“Se o Milei mantivesse os vetos dele à declaração, ele não estaria se opondo apenas ao Brasil, ele estaria se opondo ao G20. Por quê? Porque na reunião de líderes, você tem o Biden, o Xi Jinping. A persuasão de Milei não partiu apenas do Brasil, mas de outros líderes, que colocaram pressão, dizendo, olha e aí? Você está aqui, nós estamos aqui colocando esses temas e não vamos fugir de nenhum deles”, afirmou, acrescentando que Milei ainda precisava do palco do G20 para se apresentar ao mundo. “Milei ainda não havia se apresentado ao mundo, e fez isso agora no Brasil.”
O professor acrescentou ainda que o Brasil pautar a questão social, o combate à pobreza e à fome no G20 foi uma importante vitória, mas que o resultado é mais um recado do conjunto dos países à necessidade do multilateralismo no mundo, princípio que sofrerá oposição do governo de Donald Trump.
“O que o Brasil conseguiu foi, diante da eleição do Trump e nós sabemos que o Trump não vai prestigiar o G20, mostrar que os países reforçaram a necessidade do multilateralismo, de seguir trabalhando para fazer uma ação coletiva em prol de temas como emergência climática”, completou Menezes.
Avanços
A declaração da cúpula do G20 não tem poder mandatório, ou seja, os países não têm obrigação de cumprir o que foi acordado, e o documento serve mais como uma posição política e diplomática do grupo.
Apesar disso, o jornalista, doutor em ciência política e professor de relações internacionais Bruno Lima Rocha Beaklini avaliou que o encontro teve resultados concretos, como a Aliança contra a Fome e Pobreza e o grupo do G20 cidades, com previsão de financiamento para infraestrutura de cidades sustentáveis.
“Onde tem instrumento financeiro localizado, com fundos e projetos, a coisa vai andar. Onde está no campo declaratório é mais uma disputa político-diplomática no sistema internacional. E o Brasil, sim, no arranjo final, foi o grande vitorioso”, analisou, acrescentando que a declaração irá constranger o novo governo de Donald Trump.
“Será um constrangimento para o futuro governo Trump essa agenda de emergência climática. O mais importante é constranger a superpotência que não está a dizer que não vai respeitar nada em relação ao tema”, ponderou.
Em seu primeiro mandato, Trump saiu do Acordo de Paris, que estabelece compromissos para os países reduzirem a emissão de gases do efeito estufa. Ele tem informado que irá abandonar novamente o Acordo de 2015.
Pimenta avalia que Argentina pode seguir mesmo caminho
A postura do presidente eleito dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, de negar a crise climática e defender a expansão do uso dos combustíveis fósseis – responsáveis pelo aquecimento da terra – deve isolar o novo mandatário da Casa Branca do resto do mundo, avaliou o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta.
“O mundo hoje está muito multilateral. Nós temos o Sul Global, temos outros países com força, como a Índia, como a própria China, que não tinha essa força há algumas décadas. O Brics passa a ser outro vetor importante desta geopolítica internacional. Então, se os Estados Unidos acabar, em função do Trump, para essas pautas específicas, fugindo desse esforço internacional, se a Argentina eventualmente optar por também seguir esse caminho, eu tendo a achar que eles ficarão numa posição de isolamento”, explicou Pimenta, que avalia que a Argentina pode seguir a posição dos EUA.
O combate à crise climática é uma das prioridades do Brasil no plano internacional e foi selecionado pelo governo como um dos grandes temas do debate da cúpula do G20, que começa nesta segunda-feira (18), no Rio de Janeiro (RJ). O ministro Pimenta comentou o tema em entrevista ao programa Giro Social, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), com participação da Agência Brasil.
Pimenta citou alguns desastres climáticos recentes, como o do Rio Grande do Sul (RS), o de Valência, na Espanha, e da chuva atípica no deserto do Saara, na África, o que torna difícil até para Trump negar a crise climática.
“O aumento da temperatura global, o aumento da temperatura dos oceanos, não é mais um tema de natureza acadêmica. Não é mais uma hipótese futura. Ela é uma realidade presente que diz respeito à vida de todas as pessoas”, comentou, acrescentando que o mercado vem exigindo adaptações para enfrentar as mudanças climáticas.
“Independentemente do Trump, você acha que os grandes grupos econômicos americanos vão ignorar essas exigências do mercado para garantir que seus produtos possam ser vendidos na Europa ou em outras regiões do planeta? Evidente que não”, disse.
Para o ministro, mesmo que Trump não participe presencialmente desses debates e fóruns internacionais sobre clima, “o mundo vai caminhar e não vai ficar refém dos Estados Unidos ou de condutas negacionistas de ninguém. E o Brasil cada vez mais tem um papel, um protagonismo, uma importância nesse cenário”.
Financiamento climático
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem cobrado os países ricos para que financiem a adaptação e mitigação das mudanças climáticas nos países mais pobres, uma vez que os países desenvolvidos, ao liderarem Revolução Industrial, foram os que mais emitiram gases do efeito estufa.
No Acordo de Paris, em 2015, foi prometida a criação de um fundo com o aporte de US$ 100 bilhões por ano, que seria financiado pelas principais potências para financiar a transição energética e a adaptação à mudança climática. Porém, esse financiamento nunca ocorreu.
Para o ministro Pimenta, um acordo para financiar a transição energética e a adaptação e mitigação das mudanças climáticas pode ser um dos legados do G20 no Brasil.
“Ao longo dos últimos meses, foram inúmeras agendas realizadas com esse objetivo. E eu não vejo outra forma de financiar políticas públicas de combate à fome, à desigualdade no mundo e também com relação à questão das mudanças climáticas, sem que aqueles que mais ganharam com isso, sem que os países mais ricos possam, de alguma forma, pagar a maior parte dessa conta”, finalizou o ministro.
Uniões Europeia e Africana também aderiram à proposta
A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, que será lançada na abertura da cúpula do G20, nesta segunda-feira (18), já teve adesão de 82 países. A proposta foi idealizada pelo Brasil com o objetivo de acelerar os esforços globais para erradicar a fome e a pobreza, prioridades centrais nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Entre os países que já aderiram estão todos os integrantes do G20. Apenas a Argentina ainda não havia anunciado a adesão até a manhã desta segunda, mas o país decidiu aderir de última hora e se tornou fundador do grupo.
Além dos países, anunciaram a adesão as uniões Europeia e Africana, que são membros do bloco, 24 organizações internacionais, nove instituições financeiras e 31 organizações filantrópicas e não governamentais.
A adesão, que começou em julho e segue aberta, é formalizada por meio de uma declaração, que define compromissos gerais e específicos, os quais são alinhados com prioridades e condições específicas de cada signatário.
Entre as ações estão os “Sprints 2030”, que são uma tentativa de erradicar a fome e a pobreza extrema por meio de políticas e programas em grande escala.
A Aliança Global espera alcançar 500 milhões de pessoas com programas de transferência de renda em países de baixa e média-baixa renda até 2030, expandir as refeições escolares de qualidade para mais 150 milhões de crianças em países com pobreza infantil e fome endêmicas e arrecadar bilhões em crédito e doações por meio de bancos multilaterais de desenvolvimento para implementar esses e outros programas.
A Aliança terá governança própria vinculada ao G20, mas que não será restrita às nações que integram o grupo.
A administração ficará a cargo de um Conselho de Campeões e pelo Mecanismo de Apoio. O sistema de governança deverá estar operacional até meados de 2025. Até lá, o Brasil dará o suporte temporário para funções essenciais.
Veja a lista dos países e organizações que aderiram à Aliança.
Alemanha
Angola
Antígua e Barbuda
África do Sul
Arábia Saudita
Armênia
Austrália
Bangladesh
Benin
Bolívia
Brasil
Burkina Faso
Burundi
Camboja
Chade
Canadá
Chile
China
Chipre
Colômbia
Dinamarca
Egito
Emirados Árabes Unidos
Eslováquia
Estados Unidos
Espanha
Etiópia
Federação Russa
Filipinas
Finlândia
França
Guatemala
Guiné
Guiné-Bissau
Guiné Equatorial
Haiti
Honduras
Índia
Indonésia
Irlanda
Itália
Japão
Jordânia
Líbano
Libéria
Malta
Malásia
Mauritânia
México
Moçambique
Myanmar
Nigéria
Noruega
Países Baixos
Palestina
Paraguai
Peru
Polônia
Portugal
Quênia
Reino Unido
República da Coreia
República Dominicana
Ruanda
São Tomé e Príncipe
São Vicente e Granadinas
Serra Leoa
Singapura
Somália
Sudão
Suíça
Tadjiquistão
Tanzânia
Timor-Leste
Togo
Tunísia
Turquia
Ucrânia
Uruguai
Vietnã
Zâmbia
Argentina
União Africana
União Europeia
Organizações Internacionais:
Agência de Desenvolvimento da União Africana – Nova Parceria para o Desenvolvimento da África (Auda-Nepad)
CGIAR
Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal)
Comissão Econômica e Social para Ásia Ocidental (Cesao)
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)
Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD)
Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)
Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida)
Instituto de Pesquisa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Social (UNRISD)
Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA)
Liga dos Estados Árabes (LEA)
Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco)
Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido)
Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO)
Organização dos Estados Americanos (OEA)
Organização Internacional do Trabalho (OIT)
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)
Organização Mundial do Comércio (OMC)
Organizacão Mundial da Saúde (OMS)
Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)
Programa Mundial de Alimentos (WFP)
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud)
Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat)
Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma)
Instituições Financeiras Internacionais:
Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB)
Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB)
Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF)
Banco Europeu de Investimento (BEI)
Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)
Grupo Banco Mundial
Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB)
Novo Banco de Desenvolvimento (NBD)
Programa Global de Agricultura e Segurança Alimentar (GAFSP)
Fundações Filantrópicas e Organizações Não Governamentais:
Abdul Latif Jameel Poverty Action Lab (J-PAL)
Articulação Semiárido Brasileiro (ASA)
Fundação Bill & Melinda Gates
Brac
Children’s Investment Fund Foundation
Child’s Cultural Rights & Advocacy Trust Agency
Citizen Action
Education Cannot Wait
Food for Education
Instituto Comida do Amanhã
Fundação Getúlio Vargas (FGV)
GiveDirectly
Global Partnership for Education
Instituto Ibirapitanga
Instituto Clima e Sociedade (iCS)
Câmara de Comércio Internacional
Leadership Collaborative to End Ultrapoverty
Maple Leaf Early Years Foundation
Fundação Maria Cecília Souto Vidigal
Oxford Poverty and Human Development Initiative (OPHI)
Pacto Contra a Fome
Fundação Rockefeller
Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri)
Encontro será marcado pelo lançamento da Aliança contra a Fome
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recepcionou na manhã desta segunda-feira (18) líderes estrangeiros que participam da reunião de cúpula do G20, o grupo das principais economias do mundo além das uniões Europeia e Africana. Os chefes de Estado e de governo se reúnem nesta segunda-feira e a terça-feira (19) no Museu de Arte Moderna (MAM), região central do Rio de Janeiro.
O presidente Lula estava acompanhado da primeira-dama Janja Lula da Silva. A chegada dos primeiros líderes aconteceu pouco antes das 9h, e o protocolo de recepção durou mais de 2 horas.
Entre os líderes recepcionados estão os presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden; da China, Xi Jinping; da França, Emmanuel Macron; da Argentina, Javier Milei; da Turquia, Recep Tayyip Erdogan; da África do Sul, Cyril Ramaphosa; e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyeno; o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz; os primeiros-ministros da Itália, Giorgia Meloni; do Japão, Shigeru Ishiba; do Canadá, Justin Trudeau; do Reino Unido, Keir Starmer; e da Índia, Narendra Modi.
A Rússia é representada pelo ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov. O presidente Vladimir Putin não veio ao Rio de Janeiro para evitar uma ordem de prisão emitida pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), motivada por acusações de crime de guerra na Ucrânia.
O francês Macron chegou a ensaiar uma corrida em direção ao presidente Lula na rampa que dá acesso ao ponto de recepção. Trudeau também acenou de forma divertida para o brasileiro enquanto subia a rampa de aproximadamente 20 metros. Joe Biden usou um caminho alternativo para não precisar subir a rampa.
Além dos países integrantes, foram recepcionadas autoridades de países convidados, como os presidentes sul-americanos Luis Arce (Bolívia), Gabriel Boric (Chile), Gustavo Petro (Colômbia) e Santiago Peña (Paraguai) e organismos internacionais, como o secretário-geral da ONU, António Guterres, um dos primeiros a ser recebido por Lula.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também participou da recepção de autoridades, como o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Feriado
As delegações chegam em comitivas conduzidas por escolta de segurança. Por causa dos deslocamentos, vias importantes do Rio de Janeiro foram interditadas à população, como as pistas expressas do Aterro do Flamengo, que ligam a zona sul carioca ao MAM. O Aeroporto Santos Dumont, que fica a 500 metros do MAM teve as operações de pouso de decolagem interrompidas.
Por causa dos procedimentos de segurança necessários, a rotina da cidade sofreu outras alterações. Cinco estações de metrô do centro e da zona sul estão fechadas das 8h às 19h. Para diminuir o movimento na cidade, a Prefeitura do Rio de Janeiro decretou feriado nos dois dias do G20.
Presidência brasileira
O encontro de cúpula é o ponto derradeiro da presidência rotativa do Brasil no G20. Neste primeiro dia de encontros, haverá o lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, uma das prioridades do Brasil no fórum de nações.
Além da inclusão social e luta contra a fome e a pobreza, completam o trio de prioridades brasileiras a reforma da governança global, a transição energética e o desenvolvimento sustentável.
Após a recepção dos líderes mundiais, o presidente fará o lançamento da Aliança Global contra a Fome. À tarde, os chefes de Estado e de governo fazem a segunda sessão de conversas. O tema será a reforma das instituições de governança global.
Às 18h, o presidente Lula e a primeira-dama oferecem uma recepção aos líderes estrangeiros, também no MAM.
O dia de reuniões no G20 sucede um domingo (17) com agenda intensa de encontros bilaterais de Lula, no Forte de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Houve conversas com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, próximo país a presidir o G20; a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan; entre outros.
G20
O G20 é composto por 19 países: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia, além da União Europeia e da União Africana.
Os integrantes do grupo representam cerca de 85% da economia mundial, mais de 75% do comércio global e cerca de dois terços da população do planeta.
O governo dos Estados Unidos anunciou na manhã deste domingo (17) a consolidação de um pacote de ajuda a iniciativas de conservação da Amazônia, como parte de seu programa nacional de combate às mudanças climáticas. O presidente americano Joe Biden visitou Manaus neste domingo.
Foi a primeira visita de um presidente estadunidense à Amazônia no exercício do mandato, onde foram anunciados acordos bilaterais, marcando os 200 anos de relação mútua entre Brasil e Estados Unidos; ações em conjunto com ONGs e empresas, inclusive bancos brasileiros e atuação no apoio ao combate ao crime organizado, especialmente a ação ilegal em mineração e derrubada de árvores e o combate a incêndios florestais.
As ações, segundo o anúncio, são para “ajudar a acelerar os esforços globais para combater e reverter o desmatamento e implantar soluções baseadas na natureza que reduzam as emissões, aumentem a biodiversidade e construam resiliência a um clima em mudança”.
Simbólica, a ação amplia o leque de iniciativas para o que a Casa Branca coloca como financiamento climático internacional, e se opõe a algumas posições públicas do presidente eleito Donald Trump, notório negacionista do impacto da ação humana sobre o clima.
Na nota sobre o pacote, o governo americano lembra que “desde o primeiro dia do governo Biden-Harris, a luta contra as mudanças climáticas tem sido uma causa definidora da liderança e da presidência do presidente Biden”.
“Nos últimos quatro anos, o governo criou um novo manual que transformou o combate à crise climática em uma enorme oportunidade econômica – tanto em casa quanto no exterior. Depois de liderar a ação doméstica mais significativa sobre clima e conservação da história e liderar os esforços globais para enfrentar a crise climática, hoje o presidente Biden está viajando para Manaus, Brasil, onde se reunirá com líderes indígenas e outros”, diz a nota.
A ação anunciada comemora a marca de US$ 11 bilhões anuais garantidos para ações de conservação em todo o mundo, aumento alegado por Washington de seis vezes em relação ao orçamento para financiamento bilateral no começo do governo Biden, quando sucedeu o primeiro mandato de Trump.
Parte das ações virá por meio do escritório federal Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC) e do Banco de Exportação e Importação dos EUA (Exin). O primeiro doará US$ 3,71 bilhões e o segundo US$ 1,6 bilhão ainda este ano.
Entre os anúncios formalizados em Manaus, os Estados Unidos doarão US$ 50 milhões para o Fundo Amazônia, dobrando a contribuição do país a esse instrumento internacional de financiamento; lançarão uma coalização de investidores, em parceria com o banco BTG Pactual, para restauração de terras e apoio à bioeconomia, que pretende conseguir US$ 10 bilhões até 2030, focados em projetos de remoção de emissões e apoio às comunidades locais; o apoio a iniciativas de geração de créditos de carbono com reflorestamento de áreas convertidas em pastagens, sob responsabilidade da empresa Mombak; a entrada do país no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (FFTS), proposto pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e em fase de modelamento e instalação, com uso de capital privado.
Estão previstos investimentos diretos, como o de US$ 180 milhões junto à Coalizão Redução de Emissões por meio do Avanço do Financiamento Florestal (Leaf), para ações de reflorestamento no Pará; a ampliação de um acordo de investimento e cofinanciamento entre o DFC e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ampliando acordo assinado mês passado; o financiamento para o Laboratório de Investimentos em Soluções Baseadas na Natureza (SbN), com US$ 2 milhões do fundo Usaid para a iniciativa, do Instituto Clima e Sociedade e de financeiras; o investimento de US$ 2,6 milhões no projeto Rainforest Wealth, do Imaflora e do Instituto Socioambiental (ISA), além de pouco mais de US$ 10 milhões em investimento a outros projetos em bioeconomia, cadeias de suprimentos de baixo carbono e outras modalidades de produção local, e outros cerca de US$ 14 milhões em financiamento direto à atuação de comunidades indígenas.
O anúncio do pacote também incluiu três pontos críticos na proteção do bioma: o combate à extração ilegal de madeira,o combate à mineração ilegal e a assistência para o combate ao fogo.
Contra a extração de madeira haverá treinamento em tecnologia para identificação de origem da madeira, a partir da técnica de Espectrometria de Massa (Dart-Tofms: Análise Direta em Espectrometria de Massa em Tempo Real de Voo), para identificar de onde partem as madeiras fiscalizadas com precisão.
O pacote anunciado destaca a participação dos Estados Unidos no financiamento do combate a atividades criminosas com atuação em mineração ilegal e tráfico de mercúrio, com doação de US$ 1,4 milhão.
Contra as queimadas, destacam-se a parceria de 15 anos com o Instituto Brasileiro de Pesquisas Espaciais (Inpe), por meio da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), que atua com a rede de satélites de monitoramento dos Estados Unidos. Também haverá treinamento do Serviço Florestal dos EUA para “o manejo inclusivo do fogo, capacitando mulheres e comunidades indígenas, incluindo a primeira brigada de incêndio indígena só de mulheres no Tocantins e no Maranhão.
Repercussão
A Agência Brasil ouviu o movimento Amazônia de Pé, que congrega 20 mil ativistas e cerca de 300 organizações. Sua porta-voz e diretora, Daniela Orofino, declarou que recebeu “com muita alegria a notícia dada pelo presidente Biden hoje (17), de que os EUA irão apoiar o Fundo Floresta Tropical para Sempre, uma proposta encabeçada pelo governo brasileiro para financiamento multilateral da proteção das florestas tropicais. Essa é uma demanda que os povos tradicionais e a Amazônia de Pé estão levantando há algum tempo, para que o Fundo efetivamente saia do papel”.
“Um país como os EUA, que produz impactos que têm relação direta com as mudanças climáticas, têm também a responsabilidade de investir em ações globais de mitigação, e a Amazônia está no centro das políticas da mudança climática”, disse Orofino.
“A questão da terra é chave para o combate à crise climática. Demarcar territórios indígenas e de comunidades tradicionais na Amazônia e garantir recursos para a sua proteção é o caminho. Precisamos fazer o dinheiro chegar nos povos da floresta, que são guardiões desses espaços, e nas estruturas de proteção, como o Ibama e o ICMBio. Por isso, ficaremos atentas para que esse apoio seja implementado, ainda que com os desafios que virão com a mudança de governo norte-americano”, disse Daniela Orofino.
O secretário executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, disse que o anúncio é positivo e pode consolidar políticas públicas que estão sendo estruturadas na região.
˜São anúncios extremamente importantes, e a maioria deles relacionados à proteção da Amazônia, à defesa da biodiversidade e combate ao desmatamento. O desmatamento é um dos principais fatores hoje de emissões de gás de efeito estufa no Brasil. Zerar o desmatamento é algo absolutamente possível. O atual governo, inclusive, vem diminuindo de forma bastante substancial as taxas de desmatamento, nos dois últimos anos, cerca de 45% de redução, e esses investimentos vão permitir que essas políticas de combate ao desmatamento continuem fortalecidas e também que uma economia de floresta seja colocada no local, nos lugares que hoje você tem o desenvolvimento de uma economia de destruição. Portanto, a preservação se torna uma forma de gerar renda, de gerar benefícios, para a população, e é isso que a gente precisa, combater o crime, gerar renda através da proteção da floresta. Esse tipo de anúncio que está sendo feito vai nessa direção e por isso da importância”.
O secretário executivo da organização não governamental dedicada à redução de emissões, ressaltou o “destaque bastante especial vai para a questão do Fundo Amazônia”.
“Os Estados Unidos chegaram a já depositar cerca de US$ 50 milhões no Fundo Amazônia nesse último período. Pelo anúncio parece que a gente vai ter mais um depósito de US$ 50 milhões e o Fundo Amazônia tem demonstrado ao longo do tempo que é um instrumento fundamental para o combate ao desmatamento e combate ao crime ambiental, uma vez que quase todos os desmatamentos da Amazônia acontecem na ilegalidade˜.
Medida afeta fornecimento crítico para usinas nucleares norte-americanas e é resposta à proibição imposta por Washington; incertezas crescem sobre o futuro da importação de combustível nuclear
A Rússia anunciou nesta sexta-feira (15.nov.2024) a imposição de restrições à exportação de urânio enriquecido para os Estados Unidos (EUA), intensificando as tensões no setor energético e aumentando as incertezas sobre o abastecimento de combustível nuclear norte-americano. Em 2023, mais de 25% do urânio utilizado por reatores nucleares nos EUA veio da Rússia, país que desempenha um papel crucial na cadeia global de produção e enriquecimento de urânio.
De acordo com o governo russo, essas restrições são temporárias e foram implementadas em resposta à proibição de Washington sobre as importações de urânio russo. A medida foi oficializada no início do ano e incluía renúncias que garantiam o fornecimento até 2027, caso surgissem preocupações relacionadas à segurança de abastecimento. Agora, com a nova determinação de Moscou, o futuro do suprimento nuclear americano torna-se ainda mais incerto.
O contexto geopolítico que envolve essa disputa é complexo. A Rússia não só ocupa a posição de sexto maior produtor de urânio do mundo, mas também controla aproximadamente 44% da capacidade global de enriquecimento do material. Em 2023, os Estados Unidos e a China lideraram a lista de maiores importadores de urânio russo, seguidos por Coreia do Sul e França, o que ilustra a dependência significativa do mundo industrializado em relação ao setor nuclear russo.
A decisão da Rússia segue uma declaração do presidente Vladimir Putin, feita em 11 de setembro, quando sugeriu que o país deveria considerar a limitação das exportações de recursos estratégicos, como urânio, titânio e níquel, como forma de retaliação às sanções impostas pelo Ocidente. O decreto publicado nesta sexta-feira representa a primeira ação concreta com base no pronunciamento de Putin.
Em termos numéricos, a Rússia foi responsável por 27% do urânio enriquecido importado pelos EUA em 2023, uma dependência significativa para o setor nuclear americano. Dados indicam que, até julho de 2024, as importações norte-americanas de urânio russo somaram 313.050 quilos, representando uma queda de 30% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Não está claro se, após a entrada em vigor da proibição nos EUA em agosto, novas remessas foram realizadas.
Além disso, o governo dos EUA abriu uma investigação para apurar o aumento das importações de urânio enriquecido da China desde o final de 2023. Autoridades americanas estão preocupadas com a possibilidade de que o fornecimento chinês esteja sendo utilizado como um canal para que Moscou contorne a proibição sobre o combustível nuclear. A investigação adiciona mais uma camada de complexidade à questão, enquanto Washington busca entender as possíveis estratégias russas para mitigar as sanções.
Primeira-dama se pronuncia sobre regulamentação de redes sociais e provoca bilionário, gerando reações e trending topics
Durante sua participação no evento do G20 Social no Rio de Janeiro neste sábado (16.nov.2024), a primeira-dama Janja da Silva se envolveu em uma polêmica que tomou as redes sociais de assalto. Janja fazia um discurso em defesa da regulamentação das redes sociais quando se assustou com um som alto e repentino, que Felipe Neto, também presente no evento, brincou que parecia uma buzina de navio.
Num gesto espontâneo, a primeira-dama se abaixou fingindo se proteger e, em tom provocativo, apontou para o bilionário Elon Musk, dono da plataforma X (antigo Twitter): “Acho que é o Elon Musk!”, declarou, arrancando risadas da plateia. Mas foi sua frase seguinte que incendiou as redes: “Eu não tenho medo de você, inclusive… Fuck you, Elon Musk!”, disse em inglês, levantando-se com firmeza.
A declaração de Janja rapidamente viralizou, tornando-se um dos assuntos mais comentados no X. Elon Musk, que recentemente foi indicado pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para liderar um departamento de eficiência governamental, não demorou a reagir. Em resposta a uma postagem com o vídeo do discurso, Musk escreveu: “🤣🤣 Eles vão perder a próxima eleição”, em tom de deboche.
Foto: Reprodução/X
O impacto da troca de alfinetadas foi imediato. Até as 19h30, hashtags como #Janja e #PrimeiraDama somavam mais de 50 mil menções no Brasil, enquanto #ElonMusk ultrapassava a marca de 318 mil postagens, se tornando um dos temas mais discutidos globalmente na plataforma. A controvérsia não só dividiu opiniões como reacendeu o debate sobre o papel e a influência das redes sociais na política e na sociedade contemporânea.
Especialistas em comunicação política destacam que as falas de Janja refletem uma preocupação legítima com a disseminação de desinformação e discursos de ódio na internet, mas o tom adotado durante o evento gerou críticas e elogios em igual medida. Já Musk, conhecido por seu estilo provocador nas redes, usou a polêmica para reforçar sua oposição às tentativas de regulamentação das mídias digitais.
Organizações da sociedade civil cobram compromisso
O texto da declaração final do G20 Social pressiona os governos dos países do grupo a adotarem medidas com objetivos mais ambiciosos. É o que avaliam diferentes entidades e organizações da sociedade civil que participaram das discussões que subsidiaram a construção do documento. Para elas, é preciso um compromisso mais firme no enfretamento das mudanças climáticas e das desigualdades.
A taxação dos super ricos é citada na declaração como caminho para financiar políticas sociais e ambientais. Para o Observatório do Clima, rede que reúne diferentes entidades ambientalistas da sociedade civil brasileira, este é um debate central.
“Os países do G20 são responsáveis por cerca de 80% das emissões dos gases de efeito estufa e concentram 80% da riqueza do mundo. Nenhum país pode alegar falta de recursos para financiamento climático se não taxar seus bilionários de forma justa. A taxação progressiva sobre os super-ricos é um passo crucial para financiar a adaptação à mudança do clima e a transição energética justa”, registra manifestação do Observatório do Clima.
O G20 Social teve início na quarta-feira (14) e se encerra neste sábado (16). Trata-se de uma inovação instituída pelo governo brasileiro. O país preside o G20 pela primeira vez desde 2008, quando foi implantado o atual formato do grupo, composto pelas 19 maiores economias do mundo, bem como a União Europeia e mais recentemente a União Africana. Nas presidências anteriores, a sociedade civil costumava se reunir em iniciativas paralelas à programação oficial. Com o G20 Social, essas reuniões foram integradas à agenda construída pelo Brasil. O objetivo foi ampliar o diálogo entre os líderes governamentais e a sociedade civil.
Boa parte da programação dos três dias foi composta por atividades autogestionadas propostas por diferentes organizações sociais. A declaração final sintetiza as propostas de consenso do G20 Social. Ela foi entregue ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que a levará aos governos de todas as nações na Cúpula dos Líderes do G20. O encontro, que ocorre nos dias 18 e 19 de novembro, encerra o mandato brasileiro. A África do Sul sucederá o Brasil na presidência do grupo.
A discussão da taxação dos super ricos tem sido uma das prioridades assumidas pelo governo brasileiro. Em julho, a Trilha de Finanças, um dos grupos de discussão do G20, aprovou sua declaração final com menções ao tema. O Brasil defende que seja pactuada a adoção de um imposto mínimo sobre os super ricos, de forma a evitar uma guerra fiscal entre os países. No entanto, há resistências. Representantes dos Estados Unidos, por exemplo, têm defendido que cabe a cada governo tratar da questão internamente.
A pauta é considerada legítima e urgente por Elisabetta Recine, coordenadora de relações internacionais da Rede Penssan, que reúne pesquisadores no tema da segurança alimentar e nutricional. Para ela, levar o tema para o conjunto de países do G20 é um movimento importante. Em sua visão, a taxação dos super ricos é uma agenda que articula as demandas por justiça climática, por justiça alimentar e por justiça fiscal e tributária.
“Não dá mais para nós convivermos com situações em que as grandes fortunas têm uma série de instrumentos em que elas não pagam nenhum ou muito pouco imposto em relação ao seu padrão de consumo e aos seus bens e seus ganhos. É absolutamente vergonhoso que a gente conviva com uma situação dessa, em que proporcionalmente um trabalhador tenha uma carga tributária muito maior do que uma grande fortuna”, avalia Recine, que é também presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), órgão colegiado composto por representantes da sociedade civil e do governo brasileiro que presta assessoramento à Presidência da República.
“Mesmo que o G20 não banque essa decisão, nós temos a responsabilidade e a urgência no Brasil de fazer decisões em relação a esse processo”, defende ela. Justamente para cobrar mais ambição no financiamento de ações sociais e ambientais, o Observatório do Clima está convocando um protesto para a manhã de segunda-feira (18), no Rio de Janeiro. Prevista para se iniciar às 8h no Posto 11 da Praia do Leblon, a iniciativa se conecta com a campanha “Taxa os Bi”, uma estratégia de pressão on-line para pressionar os líderes do G20 pela taxação de bilionários e destinação dos recursos para combater a fome e a pobreza, fazer a transição energética justa e proteger as populações de eventos climáticos extremos.
Diversidade de temas
Além de defender a taxação dos super ricos, a declaração final do G20 Social, que contém quatro páginas, pede novos esforços para combater as desigualdades, a fome e a pobreza e cobra compromisso como uma transição energética justa, que seja capaz reduzir a emissão de gases de efeito estufa e de proteger as florestas tropicais, sem gerar exclusão social. O texto também defende reformas “inadiáveis” em instituições internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
“A declaração sintetiza os grandes chamados, vamos dizer assim. E a importância dessa síntese é que você abre a porta para que os diferentes governos possam olhar os documentos específicos aonde as propostas e as visões estão melhor detalhadas. É uma síntese escrita pela sociedade civil e isso é algo inédito. Então é muito simbólico, é muito importante, mas para ter acesso aos detalhes das discussões e das propostas, nós precisamos ir para as diferentes trilhas de discussão do G20”, afirma Recine.
A inclusão dos principais temas em debate foi destacada por Renato Godoy, gerente de relações governamentais do Instituto Alana, uma organização da sociedade civil que desde 1994 desenvolve sua atuação com foco nos direitos das criança e dos adolescentes. “A declaração final reflete a diversidade e a qualidade dos debates que ocorreram no âmbito do G20 social e apresenta as propostas da sociedade civil brasileira e mundial para as múltiplas crises que o planeta vem enfrentando”.
Para ele, a presidência do Brasil no G20 e as mobilizações da sociedade civil brasileira deixaram duas marcas muito fortes no âmbito do G20. “Uma delas é a grande participação social que ficou evidenciada no G20 Social e a outra sem dúvida é o combate à fome e à pobreza, com a criação da Aliança Global”, disse. Godoy também destacou a riqueza das discussões envolvendo temas como as mudanças climáticas, a segurança digital, a equidade de gênero, o direito à educação e a proteção de crianças e adolescentes.
A criação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, citada por ele, foi outra prioridade da presidência brasileira no G20. A iniciativa envolve um compromisso internacional para a mobilização de apoio político, de recursos financeiros e de conhecimento técnico com um único objetivo: disseminar políticas públicas e tecnologias sociais comprovadamente eficazes para a insegurança alimentar no mundo. A proposta conta com o apoio do Banco Mundial, organismo internacional de fomento ao desenvolvimento, e já conta com a adesão confirmada de diversos países e instituções.
Para Sônia Mara Maranho, que integra a coordenação do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), o G20 Social também destacou a necessidade de uma maior participação popular social em meio à disputa geopolítica. “A gente espera que o Lula tenha o cuidado de prestar atenção no documento e também de levar as propostas na próxima semana na Cúpula dos Líderes do G20 para tratar dos temas junto às grandes corporações, aos governos e aos diplomatas que estarão no Brasil. Mas a gente sabe que temos um grande desafio que é acumular força enquanto classe trabalhadora para enfrentar toda a tentativa que os bancos, os acionistas e os rentistas têm em dominar o mundo a partir de uma concepção capitalista de exploração”, afirmou.
A Justiça da Argentina emitiu mandados de prisão contra os 61 foragidos brasileiros que tiveram pedidos de extradição enviados pelo Brasil por terem participado dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro do ano passado.
A decisão é do juiz da 3ª Vara Federal da Argentina, Daniel Rafecas, e ocorre após a embaixada do Brasil em Buenos Aires enviar 63 pedidos de extradição para a chancelaria argentina, a pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que é o relator das ações penais do 8 de janeiro na Corte.
Nessa quinta-feira (14), a polícia da província de Buenos Aires efetuou a primeira prisão de um dos foragidos na cidade de La Plata. Segundo a polícia, foi detido Joelton Gusmão de Oliveira, de 47 anos, condenado a 17 anos de prisão no Brasil.
Há cerca de um ano, Moraes mandou soltar Joelton Gusmão de Oliveira para cumprimento de medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica. Conforme a decisão, ele estava proibido de sair do país, as autorizações de porte de arma e de certificado de colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC) foram suspensas, deveria entregar o passaporte e apresentar-se semanal à Justiça.
Em fevereiro deste ano, Joelton foi condenado pelos atos de 8 de janeiro, juntamente com outros 14 réus, por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.
O relatório policial diz que ele foi detido após uma agente que patrulhava as ruas da cidade observar que o brasileiro tinha uma atitude suspeita. O documento relata que, ao averiguar os dados do brasileiro, as autoridades policiais argentinas identificaram haver um pedido de captura e detenção contra ele, após solicitação de extradição pela Justiça brasileira.
Jogo será disputado a partir das 18h desta quarta-feira (13)
Buscando a terceira vitória consecutiva nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026, o Brasil mede forças com a Venezuela, a partir das 18h (horário de Brasília) desta quarta-feira (13) no estádio Monumental de Maturín, pela 11ª rodada da competição.
Atualmente na 4ª posição da classificação com 16 pontos, a equipe comandada pelo técnico Dorival Júnior tem boas oportunidades de encerrar a Data Fifa na vice-liderança das Eliminatórias. Para isto basta vencer seus compromissos e torcer por tropeços da vice-líder Colômbia e do 3º colocado Uruguai. Colombianos e uruguaios se enfrentam na próxima sexta-feira (15), além disso a seleção Celeste mede forças com o time brasileiro na próxima terça-feira (19) em Salvador.
Diante da Venezuela a seleção brasileira tem um desfalque importante, o atacante Rodrygo, que foi cortado após sofrer uma lesão muscular na coxa direita no último sábado (9) enquanto defendia o Real Madrid (Espanha). Desta forma, quem ganha a vaga é Vinicius Júnior.
“Está mantida a equipe que iniciou a partida anterior com a entrada de Vinicius Júnior no lugar de Rodrygo. Já tinha a ideia da repetição. Não tive dúvidas em momento algum. Eu conto com todos eles, são jogadores de muito bom nível, que merecem respeito e terão oportunidades”, declarou o técnico Dorival Júnior em entrevista coletiva.
Desta forma, o Brasil deve iniciar a partida com: Ederson; Vanderson, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Abner; Bruno Guimarães e Gerson; Savinho, Raphinha e Vinicius Júnior; Igor Jesus.
Na conversa com a imprensa o comandante da seleção brasileira revelou que não espera facilidades diante da Venezuela (que ocupa a 8ª colocação com 11 pontos): “O futebol venezuelano tem crescido muito nos últimos anos, com valores espalhados por clubes de todo o mundo. Eles estão invictos há cinco jogos, em casa, pelas Eliminatórias. Diante de seus torcedores, empataram com Uruguai e Argentina. Não vai ser jogo simples. Esqueçam o que foi a Venezuela e a Bolívia no futebol sul-americano anos atrás. Mudou tudo. Apesar disso, tenho convicção de que vamos fazer dois grandes jogos [referindo-se também ao próximo compromisso do Brasil na competição, contra o Uruguai]”.
Entre os fatores que explicam o bom momento vivido pela seleção da Venezuela estão os bons valores individuais que surgiram nos últimos anos. Dois deles atuam no futebol brasileiro, os meio-campistas Soteldo, do Grêmio, e Savarino, do Botafogo. Porém, apenas o jogador do Alvinegro de General Severiano deve iniciar na equipe titular, que deve ser formada por: Romo; Aramburu, Ángel, Ferraresi e Navarro; Martínez, Cásseres e Herrera; Savarino, Machís e Rondón.
Moacir José dos Santos foi capturado ao retornar ao Brasil
A Polícia Federal (PF) informou que prendeu no último sábado (9) um dos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 que estava foragido na Argentina.
Moacir José dos Santos estava foragido desde abril deste ano, mas foi capturado ao retornar ao Brasil. Ele foi preso em Cascavel (PR) e ficará detido na cadeia pública da cidade.
O acusado foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 17 anos de prisão pelos crimes de associação criminosa armada, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado.
No mês passado, o ministro Alexandre de Moraes determinou a extradição de investigados pelos atos golpistas que estão foragidos no exterior.
A medida do ministro envolve cerca de 60 brasileiros que fugiram para a Argentina após romperem a tornozeleira eletrônica e o blogueiro Oswaldo Eustáquio, que está na Espanha.
A tramitação dos pedidos de extradição é longa e não há previsão para que os acusados sejam presos e enviados ao Brasil.
Os pedidos de extradição foram feitos ao ministro Alexandre de Moraes pela Polícia Federal. Após a autorização da medida, os processos seguiram para o Ministério da Justiça e o Ministério das Relações Exteriores. Caberá à diplomacia brasileira e ao ministério realizarem os trâmites internacionais do caso.
O STF já condenou mais de 200 envolvidos no 8 de janeiro.
Presidente dos Estados Unidos também visitará Manaus
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, conversou na tarde desta quinta-feira (7), por telefone, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ligação durou cerca de 30 minutos, informou o Palácio do Planalto. A iniciativa da conversa foi do norte-americano, que confirmou sua vinda para Cúpula de Líderes do G20, nos dias 18 e 19 deste mês, no Rio de Janeiro.
Ainda segundo o Planalto, Biden confirmou a decisão do governo americano de aderir à Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza. Os dois trataram ainda da visita prevista do presidente Biden a Manaus, antes da cúpula, e acertaram a realização de reunião bilateral no Rio de Janeiro. Os detalhes da agenda no Amazonas não foram divulgados até o momento, mas a visita envolverá ações de enfrentamento às mudanças climáticas e proteção das florestas.
“Lula reiterou a amizade e admiração pelo presidente Biden e observou o excelente momento das relações Brasil-EUA nos últimos anos. Ambos destacaram a importância da iniciativa bilateral pela promoção do trabalho decente no mundo – a Parceria pelos Direitos dos Trabalhadores – e a convergência de prioridades entre os dois governos para a promoção da transição energética. Biden enalteceu a importância do Brasil para a preservação das florestas tropicais e para o combate à mudança do clima”, informou o Palácio do Planalto, em nota à imprensa.
Também em nota, a Casa Branca informou sobre a conversa entre Lula e Biden a respeito dos preparativos da reunião do G20. “O presidente Biden parabenizou o presidente Lula pelo sucesso da presidência do Brasil no G20 e destacou o progresso alcançado na promoção dos direitos dos trabalhadores e no combate à fome e à pobreza. O presidente Biden também desejou ao presidente Lula uma recuperação total da recente lesão. Os dois líderes concordaram em manter contato estreito sobre questões regionais e globais e manifestaram o seu compromisso de se reunirem no G20”, diz a nota.
Aliança Global
Lançada pelo Brasil em julho, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza visa canalizar recursos para programas e projetos que visam ao enfrentamento a esses dois problemas persistentes no planeta.
Até o momento, 18 países, além da União Africana e da União Europeia, aderiram formalmente à Aliança Global, por meio da apresentação, revisão e posterior ratificação de suas Declarações de Compromisso, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. A expectativa é que todos os países do G20 e os convidados para a Cúpula de Líderes, no Rio de Janeiro, confirmem a participação na aliança.
Vice-presidente se compromete a lutar por direitos fundamentais após derrota; líderes globais reagem à vitória eleitoral de Trump, destacando impactos geopolíticos
A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, reconheceu a derrota na eleição presidencial em discurso televisionado nesta quarta-feira, após uma campanha marcada por desafios econômicos e debates intensos sobre imigração. “Embora eu admita esta eleição, não abro mão da luta que alimentou esta campanha”, declarou na Howard University, sua alma mater, diante de apoiadores. Harris reforçou seu compromisso com os direitos das mulheres, o combate à violência armada e a defesa da dignidade humana.
Durante o discurso, Harris revelou ter parabenizado o presidente eleito, Donald Trump, e garantiu que trabalhará para uma transição pacífica de poder. A candidata derrotada foi aplaudida por figuras proeminentes como a ex-presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, e membros da administração Biden, ao som de músicas inspiradoras, enquanto multidões se reuniam na universidade para demonstrar apoio.
Vitória de Trump e reconhecimento dos líderes mundiais
Trump, por outro lado, declarou vitória mesmo antes da conclusão oficial da contagem de votos, uma afirmação que não impediu uma onda de mensagens de congratulações de líderes mundiais. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Órban, destacou o retorno de Trump como “o maior regresso da história política dos EUA”. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, celebrou a vitória, enaltecendo o fortalecimento da aliança EUA-Israel. Outros ministros do governo israelense também expressaram apoio entusiasmado.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, saudou Trump, valorizando sua postura de “paz pela força” como um caminho para a estabilidade global. O governo iraniano, por sua vez, mostrou-se indiferente, afirmando que a relação com os EUA não deverá mudar independentemente do presidente no cargo. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, ressaltou que a Rússia não prevê uma melhora imediata nas relações com os Estados Unidos, aguardando ações concretas do novo governo.
Na Europa, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Olaf Scholz, destacaram a importância de parcerias transatlânticas. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reafirmaram o compromisso de cooperação com os Estados Unidos, mesmo em tempos de desafios globais.
Com as atenções voltadas para a posse de Trump, o mundo observa os desdobramentos de sua vitória histórica, enquanto Kamala Harris promete continuar sua luta por um país mais inclusivo e justo.
Lula parabeniza Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou o presidente eleito dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump pela vitória no pleito realizado nessa terça-feira (5), quando se saiu vitorioso diante da democrata Kamala Harris. Ao defender o respeito ao resultado eleitoral, o presidente brasileiro desejou sorte e sucesso ao futuro governante dos EUA.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
“Meus parabéns ao presidente Donald Trump pela vitória eleitoral e retorno à presidência dos Estados Unidos. A democracia é a voz do povo e ela deve ser sempre respeitada. O mundo precisa de diálogo e trabalho conjunto para termos mais paz, desenvolvimento e prosperidade. Desejo sorte e sucesso ao novo governo”, disse Lula por meio das redes sociais.
Recentemente, Lula havia manifestado preferência pela candidata Kamala Harris. Segundo ele, uma vitória da candidata democrata resultaria em fortalecimento da democracia.
Republicano vence Kamala Harris e retoma o poder com discurso rígido em relação à imigração e políticas econômicas protecionistas
Donald Trump foi oficialmente declarado o 47.º presidente dos Estados Unidos após vencer a democrata Kamala Harris nas eleições realizadas na terça-feira (5nov.2024). A vitória, garantida com 270 delegados no colégio eleitoral, marca um retorno histórico, pois ele é o primeiro ex-presidente desde Grover Cleveland, em 1893, a reassumir o cargo após uma derrota em uma reeleição. Aos 78 anos e 140 dias, Trump também se torna o presidente mais velho da história americana, superando Joe Biden.
Com a volta à Casa Branca, Trump herda uma nação profundamente dividida e com desafios significativos tanto no cenário interno quanto externo. Internamente, ele terá de lidar com questões como imigração ilegal, crise de opioides, problemas no sistema de saúde e políticas de transição energética. No plano externo, Trump enfrentará tensões crescentes com a China e os conflitos em andamento na Ucrânia e no Oriente Médio, temas críticos para a política americana.
A vitória de Trump reflete a insatisfação de muitos americanos com a gestão democrata dos últimos quatro anos, especialmente diante da inflação e do aumento no custo de vida. A política de imigração, considerada um dos principais problemas da administração anterior, se tornou um ponto central para os eleitores. Durante a campanha, Trump prometeu endurecer o controle nas fronteiras e deportar milhões de imigrantes ilegais, defendendo um modelo de economia protecionista. “Precisamos proteger o sangue de nosso país”, afirmou em discursos acalorados, ecoando o slogan “Make America Great Again”, popularizado em sua primeira campanha em 2016.
A nova presidência de Trump promete também confrontos com opositores políticos. Ele declarou intenção de usar o Departamento de Justiça para investigar rivais, incluindo figuras proeminentes como Kamala Harris e Liz Cheney, além de sugerir que os responsáveis pela invasão ao Capitólio em 2021 poderiam receber indulto. Em sua visão, a volta ao poder representa uma resposta contundente dos eleitores à crise interna e aos valores progressistas dos últimos anos.
Vitórias estratégicas nos estados da Virgínia Ocidental e Ohio consolidam o domínio republicano no Senado e reforçam influência conservadora
Nas eleições desta terça-feira (5.nov.2024), o Partido Republicano garantiu o controle do Senado dos Estados Unidos, assegurando uma maioria mínima de 51 a 49, com vitórias decisivas em estados chave, como Virgínia Ocidental e Ohio. A conquista da maioria permitirá ao partido de Donald Trump apoiar decisões cruciais do governo, caso sua vitória na presidência seja confirmada.
A eleição de Jim Justice na Virgínia Ocidental e de Bernie Moreno em Ohio representa a substituição de dois importantes cargos antes ocupados por democratas. Com a vitória, os republicanos terão maior autonomia para apoiar indicações de juízes conservadores e aprovar pautas de interesse do partido. Para especialistas, essa composição legislativa é significativa, especialmente no contexto de um possível segundo mandato de Trump, no qual o Senado será peça-chave na implementação de suas políticas.
Com os resultados ainda em contagem em algumas regiões, a maioria republicana na Câmara dos Deputados também pode ser ampliada, consolidando o domínio conservador no Congresso. Análises preliminares indicam que, ao menos, 220 cadeiras estarão garantidas para o partido, mas o número exato só será conhecido nos próximos dias, dada a competitividade em certos distritos.
Para o Partido Republicano, a vitória no Senado é um trunfo estratégico para os próximos anos, onde poderão atuar para promover suas políticas de segurança, economia e imigração com mais facilidade. Especialistas indicam que, embora a maioria seja apertada, ela será decisiva para as articulações políticas e legislativas de Trump no Congresso.
Primeiro-ministro israelense substitui Yoav Gallant por Israel Katz, após discordâncias sobre os rumos do conflito na Faixa de Gaza
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou a demissão de Yoav Gallant do cargo de ministro da Defesa nesta terça-feira (5.nov.2024). A decisão ocorreu após meses de divergências sobre as operações militares em Gaza contra o Hamas, conflito que se estende por mais de um ano. Netanyahu nomeou o então ministro das Relações Exteriores, Israel Katz, para assumir a pasta da Defesa, e Gideon Saar foi apontado como o novo ministro das Relações Exteriores.
Netanyahu e Gallant, ambos integrantes do partido de direita Likud, vinham discordando publicamente sobre a condução das operações militares, o que gerou uma crise de confiança. Segundo Netanyahu, a falta de alinhamento com Gallant sobre os objetivos e os métodos adotados em Gaza tornou a situação insustentável. “Precisamos de um comando unificado e uma visão clara para alcançar a segurança nacional”, afirmou o primeiro-ministro.
As discordâncias entre Netanyahu e Gallant refletem uma divisão mais ampla na coalizão governista e nas Forças Armadas israelenses. Enquanto Netanyahu defende uma política de pressão máxima sobre o Hamas, Gallant insistia em medidas mais moderadas, que levassem em consideração os custos humanitários e as reações internacionais.
O novo ministro da Defesa, Israel Katz, é conhecido por sua postura rígida em temas de segurança e prometeu intensificar a pressão militar sobre o Hamas. Ele assume a pasta em um momento crítico, com a intensificação dos ataques aéreos e operações de retaliação. Já Saar, como novo chefe das Relações Exteriores, terá o desafio de amenizar as repercussões internacionais da ação israelense em Gaza, buscando manter o apoio de aliados estratégicos, como os Estados Unidos.
No terceiro filme da Trilogia do Reduto, Mônica Mac Dowell estreia um retrato íntimo da comunidade pescadora que desafia as marés da modernidade e da urbanização em São Miguel do Gostoso
A pesca artesanal é um patrimônio – e uma luta. No documentário “Julião, Filhos da Praia”, a diretora Mônica Mac Dowell retrata os saberes e tradições dos pescadores da Comunidade do Reduto. A obra estreia na próxima terça, 5 de novembro, no 17º Los Angeles Brazilian Film Festival (LABRFF) e é uma das indicadas ao prêmio de Melhor Curta Metragem.
Nas palavras da diretora, “documentar uma comunidade exige uma profunda empatia e capacidade de escuta para entender as nuances das histórias que se deseja contar”. Não à toa, o filme apresenta com delicadeza o cotidiano e as histórias dos pescadores da praia de Tourinhos em São Miguel do Gostoso, abordando seu empenho pela preservação cultural em meio às pressões da modernidade e urbanização.
Resgatando histórias da família Julião, com Seu Luiz e Seu Dadá, os pioneiros das barracas da praia de Tourinhos, além de dona Lourdes, Francisco, Luquinha e outras figuras importantes da prática de pesca artesanal na praia, como Seu Duda e Seu Manoel, as imagens se apresentam de forma perscrutante, íntima e suave. Elas cochicham e sussurram histórias, como uma espécie de metáfora da voz do mar, e estabelecem um diálogo contínuo entre personagens, diretora, praia e o mar de Tourinhos. Assim como os outros dois filmes da Trilogia do Reduto, Julião teve sua captação feita com celular e levou aproximadamente dois anos para ser concluído. “Dessa forma, tive a oportunidade de vivenciar com intimidade o dia a dia dos personagens num ambiente de tranquilidade e confiança”, comenta a documentarista.
Situada em São Miguel do Gostoso, um dos principais polos turísticos do Rio Grande do Norte, a obra reflete sobre os impactos da modernidade e da urbanização nas tradições locais, trazendo à tona a riqueza da cultura dos pescadores artesanais e suas famílias, que enfrentam as incertezas de um futuro em transformação.
Assista ao trailer de “Julião, Filhos da Praia” clicando aqui.
Trilogia do Reduto
“Julião, Filhos da Praia” (2024), é a conclusão da Trilogia Poética sobre a Comunidade do Reduto, em que Mônica Mac Dowell registra sua ampla admiração e seu profundo respeito pela resiliência, dignidade e fé dos moradores da região. O projeto discorre sobre a preservação de patrimônios materiais e imateriais da comunidade e a trajetória de personagens que fazem parte da história local. A diretora afirma que “a convivência com todos os personagens retratados foi muito especial e enriquecedora. A resiliência, dignidade e determinação deles sempre me emocionava”.
O primeiro filme, “Rosa de Aroeira”, destaca a força feminina da comunidade e foi exibido em mais de 40 festivais nacionais e internacionais, incluindo o LABRFF (Los Angeles Brazilian Film Festival) em 2020. Já o segundo filme, “A Deus Querer”, que aborda a história de Seu Dadá, enfatizando com sensibilidade sua relação com o trabalho e a chuva, estreou no Festival Internacional de Cine Documental Del Uruguay – AtlantiDoc em 2022, circulando por diversos festivais ao redor do mundo.
Com estreia no 17º Los Angeles Brazilian Film Festival (LABRFF), “Julião, Filhos da Praia” se posiciona em uma importante plataforma de visibilidade para cineastas brasileiros, que promove a exibição de filmes com foco em retratar a diversidade cultural, social e artística do Brasil. Assim, a obra se aprofunda ainda mais em seu objetivo principal de enfatizar a importância da preservação dos diversos patrimônios culturais da comunidade potiguar e seus guardiões: o bordado de labirinto, o fazer da farinha e da goma de mandioca, a pesca artesanal, o canto de aboio, temas abordados nos três filmes da Trilogia do Reduto.
Sobre a diretora
Mônica Mac Dowell é produtora cultural e documentarista. Através da Green Point Produções, da qual é fundadora, tem impulsionado e valorizado os talentos locais do Rio Grande do Norte. Domiciliada em Natal desde 1990, há 7 anos frequenta a comunidade do Reduto. Assim, com o estabelecimento de relações de confiança com os membros da comunidade local, deu início à produção de suas obras focadas na preservação da cultura e do patrimônio imaterial do litoral do Rio Grande do Norte.
“O meu processo documental é bastante peculiar”, explica Mac Dowell. Aplicando o ideal de “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, Mônica se aproximou da realidade das trabalhadoras da Casa de Farinha, das labirinteiras e das mulheres de um modo geral, registrando seus cotidianos e dando início ao primeiro filme da Trilogia do Reduto: o curta-metragem “Rosa de Aroeira” (2020), premiado no LABRFF. “Com essa trilogia tive uma jornada intensa e rica em aprendizados, o que reafirmou a importância de me conectar com os personagens e suas realidades antes de retratá-los”, finaliza.
Julião, Filhos da Praia
Direção: Mônica Mac Dowell Duração: 20 min | Gênero: Documentário País: Brasil | Ano: 2024
Ficha Técnica
Direção, Fotografia e Roteiro: Mônica Mac Dowell Montagem: Lívia Pimentel e Levi Herrero Finalização e Colorgrading: Levi Herrero Edição de Som e Mixagem: Eduardo Pinheiro Trilha Sonora Original: Valéria Oliveira Gravação da Trilha no Estúdio Beju por Jubileu Filho Design de logotipo e cartaz: Filipe Anjo
Serviço
Estreia Internacional – Los Angeles Brazilian Film Festival (LABRFF) 4 a 7 de novembro de 2024 Local: The Culver Theater Data de exibição: 5 de novembro de 2024 Patrocínio Julião, Filhos da praia: Lei Djalma Maranhão, Casa de Saúde São Lucas e HC Cardio
Temporais em Barcelona interrompem operações aéreas e afetam transporte ferroviário após fortes enchentes na região de Valência
Uma forte tempestade de chuva e granizo atingiu Barcelona na manhã desta segunda-feira (4.nov.2024) causando o cancelamento de 50 voos e severos atrasos no Aeroporto El Prat. De acordo com a operadora aeroportuária espanhola Aena, outros 17 voos que estavam programados para aterrissar no El Prat foram desviados para aeroportos alternativos, enquanto o aeroporto retomava gradualmente suas operações no fim da manhã.
O temporal é o segundo evento climático extremo na região em menos de uma semana, após enchentes que deixaram mais de 200 mortos na província de Valência, localizada a cerca de 300 quilômetros ao sul de Barcelona. O ministro dos Transportes, Oscar Puente, relatou que o mau tempo também levou ao cancelamento de serviços de trens urbanos em Catalunha, conforme publicou em sua conta no X.
Essas ocorrências climáticas refletem uma temporada de fortes chuvas no leste da Espanha, que tem afetado a mobilidade e a segurança de milhares de passageiros. As autoridades locais recomendam que quem precisa viajar acompanhe as atualizações em tempo real para evitar imprevistos.
Especialistas explicam processo eleitoral dos Estados Unidos
Apontados como “a maior democracia do mundo”, os Estados Unidos (EUA) não elegem seu presidente por meio do voto direto. E nem sempre o eleito é aquele que conquista a maioria dos votos. Algo difícil de ser entendido pelos brasileiros, que tiveram, como mote para a retomada da democracia, nos anos 80, o lema Diretas Já.
“Não são só eleições diretas que caracterizam uma democracia. A democracia tem outras instituições que a caracterizam, como, por exemplo, o Judiciário e os direitos do cidadão, como liberdade de expressão e direito ao voto, ainda que de forma indireta. Vejo como problema maior o fato de o sistema eleitoral dos EUA ser excludente e eivado de vícios, com um monte de problemas. Por exemplo, o fato de não haver, lá, um órgão centralizador do processo, como o nosso TSE [Tribunal Superior Eleitoral]”, explicou à Agência Brasil o pesquisador do Instituto Nacional de Estudos sobre os EUA (Ineu) Roberto Goulart Menezes.
Segundo o professor do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB) Virgílio Caixeta Arraes, o processo que faz a escolha indireta para a presidência norte-americana “foi assim definido como forma de evitar candidaturas demagógicas ou populistas com propostas sedutoras, porém inviáveis, ou desagregadoras. Arraes disse à Agência Brasil que, na época, avaliava-se que os delegados teriam mais experiência ou amadurecimento político que o restante do eleitorado.
As diferenças entre os processos eleitorais de Brasil e Estados Unidos têm, como ponto de partida, as cartas magnas dos dois países. Com uma Constituição bem mais simplificada do que a brasileira, os EUA delegam boa parte de suas leis às normas locais, dando, aos estados, mais autonomia, prerrogativas, poderes e responsabilidades. Dessa forma, muitas tipificações criminais e penas são estabelecidas a partir de leis estaduais.
Doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP) e professor do Instituto de Relações Internacionais da UnB, Goulart Menezes explicou que as eleições presidenciais são organizadas pelos governos estaduais, o que acaba resultando em algumas dificuldades que não ocorrem em países como o Brasil, onde o processo é centralizado.
De acordo com Menezes, há estados que trazem, para o processo eleitoral local, algumas de suas características históricas que podem ser consideradas questionáveis. “Na Geórgia, por exemplo, estado de maioria negra, uma lei local que tira o direito ao voto de pessoas com três ou mais condenações na Justiça. Com isso, muitos abusos cometidos por policiais acabam por retirar o direito a voto de negros [e latinos]”, ressaltou o pesquisador.
Como funciona
Como a votação é indireta, nenhum dos eleitores votará, nesta terça-feira (5), diretamente nos candidatos Kamala Harris, do Partido Democrata, ou em Donald Trump, do Partido Republicano. “Eles votarão em delegados de seus estados, e estes, sim, votarão nos candidatos à Presidência dos Estados Unidos”, acrescentou Menezes.
O colégio eleitoral dos EUA é formado por 538 delegados. O número de delegados por estado é proporcional ao tamanho da população, o que define também seus representantes no Legislativo.
“O número de delegados é revisto periodicamente, a cada duas eleições. A Califórnia, por exemplo, tinha, em 2016, 55 delegados. Em 2024, terá 54”, disse Menezes, referindo-se ao estado com maior número de delegados.
O segundo estado com mais delegados é o Texas (40), seguido da Flórida (30), Nova York (28 ) e de Illinois e Pensilvânia (19, cada um). Os com menor número são Dakota do Norte, Delaware, Dakota do Sul, Vermont, Wyoming, distrito de Columbia e Alasca (3 delegados, cada); Maine, Montana, Idaho, New Hampshire, Virgínia Ocidental, Rhode Island e Havaí (4 delegados, cada).
The winner takes it all
Todos os estados, menos Maine e Nebraska, usam o sistema de eleição de delegados conhecido como “the winner takes all”, no qual “o vencedor leva tudo”. No caso, todos os votos dos delegados do estado.
Dessa forma, o sistema oferece possibilidades reais de que seja eleito o candidato menos votado, caso tenha vencido a disputa nos estados mais populosos – portanto, com maior número de delegados.
Isso, inclusive, já ocorreu em alguns pleitos, como o de 2016, quando o republicano Trump foi eleito tendo quase 3 milhões de votos a menos que a democrata Hillary Clinton.
Situação similar ocorreu em 2000, favorecendo também o Partido Republicano, no embate que colocou, na Presidência dos EUA, George W. Bush – mesmo com seu adversário, o democrata Al Gore, tendo recebido quase 500 mil votos a mais.
As duas situações foram possíveis porque, apesar de a maior parte dos votos ter ido para os democratas, quem obteve a maior parte de votos entre os 538 delegados foram os republicanos.
Estados Pêndulo
Se, por um lado, existem estados em que o resultado da disputa costuma ser mais previsível, com eleitores historicamente apoiadores de um ou outro partido, por outro, há estados em que, também historicamente, não há maioria absoluta nas intenções de votos. São os chamados swing states – em tradução livre, “estados pendulares”, onde qualquer partido pode sair vitorioso.
Com isso, esses estados acabam sendo alvo preferencial das campanhas eleitorais, com grandes chances de definir o resultado final do pleito. Sete estados são considerados pêndulos: Arizona, Carolina do Norte, Geórgia, Michigan, Nevada, Pensilvânia e Wisconsin.
Segundo Goulart Menezes, quando as eleições são muito apertadas, os candidatos costumam focar também nos dois únicos estados onde o sistema eleitoral não segue a linha do “the winner takes it all” – Maine e Nebraska. “Mesmo sendo pequenos e com pouco peso, é possível que o voto decisivo venha dali, principalmente em caso de eleições acirradas”, destacou Goulart Menezes.
A luta pela maioria dos votos não para aí. “Uma estratégia adotada para formar maioria em algumas localidades é definir o desenho dos distritos eleitorais, de forma a formar maioria para esta ou aquela tendência e, na contabilização final, favorecer um lado, contabilizando todos os votos dos delegados para o candidato da preferência do governador estadual”, detalhou o pesquisador.
“Isso é algo aterrador porque, em muitos casos, esse desenho não segue nenhuma lógica, e tem por trás muitos interesses. O desenho do distrito eleitoral é definido pelo governador a partir de informações sobre como vota uma determinada área. O objetivo é fazer uma distribuição que resulte em maioria para seu partido”, acrescentou.
Voto antecipado
Outra peculiaridade do sistema eleitoral norte-americano é que alguns estados permitem o voto antecipado, mecanismo adotado sob a justificativa de evitar longas filas e tumulto no dia das eleições.
Pelo processo antecipado, o eleitor pode mandar seu voto pelos Correios, até mesmo do exterior, ou depositá-lo em locais predeterminados. Quase 50 milhões de eleitores já votaram dessa forma para o próximo pleito.
Goulart Menezes disse que o procedimento do voto a distância tem sido usado pelo atual candidato do Partido Republicano para disseminar desinformação e notícias falsas (fake news). “Trump tem dito que o voto pelos Correios de lá possibilita voto duplo de alguns eleitores, novamente lançando dúvidas improcedentes sobre o processo eleitoral, criando mais uma possibilidade de insurgência, caso perca as eleições.”
Segundo o professor, isso não procede porque, para enviar o voto por via postal, o eleitor, antes, tem de se registrar na internet. Para cada cédula recebida, há um código correspondente, o que inviabiliza, ao eleitor, votar mais de uma vez.
“Até mesmo essa situação de votos incendiados antes de serem contabilizados não gera problemas, porque, registrados, os eleitores que não tiveram seus votos chegando ao destino poderão fazê-lo posteriormente. Nenhum voto, portanto, é perdido”, esclareceu Menezes.
Prévias eleitorais
A definição sobre quem serão os candidatos nos partidos norte-americanos é feita por meio de uma programação complexa e demorada, denominada prévias eleitorais. Ao longo de vários meses – em geral, mais de sete meses –, dezenas de candidatos dos principais partidos, além dos independentes, disputam o voto popular.
Como se trata de uma organização cara, que exige dos partidos o funcionamento de máquina operacional em todos os estados norte-americanos, só os democratas e os republicanos conseguem concluir o processo com possibilidades reais de chegar à Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos.
As prévias têm modelos diferentes em cada estado: em alguns, qualquer eleitor pode votar em qualquer eleição primária. Outros estados exigem que o eleitor mostre a filiação partidária para votar nas primárias da área em que está registrado.
Além de escolhidos pelas prévias, os candidatos precisam, também, ter a candidatura oficializada em convenções partidárias. As convenções duram em média quatro dias e nunca ocorrem em Washington, capital norte-americana.
Resultados
A autonomia dos estados para definir suas leis eleitorais costuma gerar alguma imprevisibilidade com relação ao tempo em que o resultado do pleito presidencial é anunciado. Em 2000, devido a polêmicas na Flórida, o processo de contagem dos votos demorou mais de um mês. Já em 2008, devido à boa vantagem de Barack Obama em muitos estados, o democrata já era o presidente eleito no final do dia da votação.
Foto: Michael Appleton/Mayoral Photography Office / RS/via Fotos Publicas
Em nota, governo brasileiro se diz surpreso com ataques pessoais
Em meio à escalada de tensões diplomáticas por parte do governo da Venezuela nos últimos dias, o Palácio do Itamaraty afirmou nesta sexta-feira (1º), em nota, que constata “com surpresa o tom ofensivo adotado por manifestações de autoridades venezuelanas em relação ao Brasil e seus símbolos nacionais”.
A nota da chancelaria brasileira foi divulgada dois dias após a Venezuela convocar o seu embaixador no Brasil para consultas como manifestação de repúdio a declarações feitas por porta-vozes brasileiros, citando especificamente o assessor especial da Presidência da República, embaixador Celso Amorim. Além do embaixador venezuelano no Brasil, o governo bolivariano convocou o Encarregado de Negócios do Brasil em Caracas para manifestar um repúdio oficial.
A Venezuela, incluindo o próprio presidente Nicolás Maduro, acusa o Brasil de ter vetado o ingresso do país no grupo do Brics, durante a cúpula da organização, na semana passada, em Kazan, na Rússia.
“A opção por ataques pessoais e escaladas retóricas, em substituição aos canais políticos e diplomáticos, não corresponde à forma respeitosa com que o governo brasileiro trata a Venezuela e o seu povo. O Brasil sempre teve muito apreço ao princípio da não-intervenção e respeita plenamente a soberania de cada país e em especial a de seus vizinhos”, diz a nota.
Ainda de acordo com a manifestação do Itamaraty, “o interesse do governo brasileiro sobre o processo eleitoral venezuelano decorre, entre outros fatores, da condição de testemunha dos Acordos de Barbados, para o qual foi convidado, assim como para o acompanhamento do pleito de 28 de julho”, argumenta. “O governo brasileiro segue convicto de que parcerias devem ser baseadas no diálogo franco, no respeito às diferenças e no entendimento mútuo”, finaliza a nota.
Na terça-feira (29), Celso Amorim participou de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, e negou que o Brasil tenha vetado a entrada da Venezuela no grupo do Brics. O assessor de Lula admitiu um “mal-estar” entre os dois países por conta do processo eleitoral que deu mais um mandato para Nicolás Maduro, mas que é questionado por parte da comunidade internacional pela falta de transparência sobre as atas de votação, procedimento que estava pactuado por acordos anteriores entre os grupos políticos do país, em mediação que contou com a participação do governo brasileiro, como o Acordos de Barbados, mencionado na nota do Itamaraty. Na ocasião, segundo Amorim, a decisão pelo não entrada no Brics se deu por consenso entre os países fundadores do bloco – Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul.
Maduro já tinha abordado o assunto durante seu programa televisivo transmitido pela TV estatal. Na declaração, o presidente venezuelano disse que o ministro [das Relações Exteriores] Mauro Vieira, que representou Lula na Cúpula do Brics, prometeu, durante as negociações que ocorreram na Rússia, que não impediria a entrada dos venezuelanos. De acordo com Maduro, que foi à cúpula, os dois se encontraram ao final do evento e o venezuelano teria questionado o veto brasileiro. Segundo o mandatário, o chanceler brasileiro reafirmou que não vetou a Venezuela.
O presidente venezuelano também fez duras críticas ao Itamaraty, dizendo que a pasta tem histórico de vinculação ao Departamento de Estado dos Estados Unidos. Maduro disse ainda que o responsável pelo suposto veto ao país foi o secretário de Ásia e Pacífico do Itamaraty e principal negociador do Brasil no Brics, Eduardo Saboia.
Em outra manifestação, a Polícia Nacional Bolivariana postou, em rede social oficial, uma montagem em que uma imagem de Lula, com o rosto borrado e bandeira brasileira ao fundo, está estampada pela frase “El que que se meta con Venezuela se seca”, que em tradução livre do idioma espanhol seria algo como “Quem se mete com a Venezuela se ferra”. A postagem, que ficou no ar até esta sexta-feira, foi apagada após a nota oficial do Itamaraty.
Base Aérea de Natal será palco do Exercício Cruzeiro do Sul, envolvendo cerca de 100 aeronaves e 16 nações em operações de combate aéreo
A Força Aérea Brasileira (FAB) dará início, neste domingo (3.nov.2024), ao maior exercício operacional multinacional da América Latina: o CRUZEX 2024, o Exercício Cruzeiro do Sul. Realizado na Base Aérea de Natal (BANT), em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, o treinamento militar ocorrerá até 15 de novembro e contará com a participação de aproximadamente 100 aeronaves e delegações de 16 países, fortalecendo a cooperação internacional em operações de combate aéreo.
Entre as nações participantes, destacam-se a Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Paraguai, Peru e Portugal, que estarão em solo brasileiro com esquadrões de voo. Outras equipes de diversos países como África do Sul, Alemanha, Canadá, Equador, França, Itália, Suécia e Uruguai atuarão como observadores ou realizarão tarefas de operações espaciais e cibernéticas.
O CRUZEX, promovido pela FAB desde 2002, tem como objetivo preparar os militares para cenários de combate integrado entre diferentes nações. As simulações envolvem uma troca intensa de experiências, especialmente em práticas de voo e uso de tecnologias de defesa. Esse treinamento é uma oportunidade única para os países aprimorarem táticas de defesa conjunta, aprimorando a segurança e a eficácia das operações aéreas.
Aeronaves em Ação
Para este exercício, o Brasil estará representado com caças como o F39 Gripen, F-5EM, A-1, e A-29B, além de aeronaves de transporte como o KC-390 Millennium e helicópteros H-36 Caracal. Outras forças participantes também disponibilizarão suas aeronaves para as operações: a Argentina traz o IA-63 Pampa e o KC-130H; o Chile, o KC-135 e F-16; os Estados Unidos, o F-15 e o KC-46; e Portugal, o KC-390. O CRUZEX 2024 reforça a Base Aérea de Natal como um centro estratégico para treinamento militar no continente sul-americano.
Aitana Bonmatí, da Espanha, é a melhor entre as mulheres
O volante espanhol Rodri, do Manchester City (Inglaterra), conquistou a Bola de Ouro, que premia os melhores da temporada 2023/2024, nesta segunda-feira (28) em cerimônia realizada no Théâtre du Châtelet, em Paris (França). Já o brasileiro Vinicius Júnior, do Real Madrid (Espanha), acabou fincando em segundo na premiação, enquanto o inglês Jude Bellingham, também da equipe espanhola, garantiu a terceira posição.
Rodri, que conquistou o prêmio pela primeira vez, foi fundamental para ajudar sua equipe a conquistar o quarto título consecutivo do Campeonato Inglês. Além disso, ele foi eleito o melhor jogador da Eurocopa deste ano, após a Espanha conquistar seu quarto título, um recorde. O madrilenho de 28 anos é o primeiro meio-campista defensivo a ganhar a Bola de Ouro desde o alemão Lothar Matthaus em 1990 e o terceiro espanhol a garantir o prêmio, depois de Alfredo Di Stéfano (1957 e 1959) e Luis Suárez (1960).
Na votação, que conta apenas com votos de jornalistas esportivos, ele superou entre outros Vinicius Júnior, que aparecia com grande favoritismo após uma temporada 2023/2024 na qual marcou 24 gols e deu nove assistências em 39 partidas pelo Real Madrid, conquistando os títulos da Liga dos Campeões, do Campeonato Espanhol e da Supercopa da Espanha.
Entre as mulheres a honra de levar o troféu da Bola de Ouro para casa também ficou com uma atleta da Espanha, a meio-campista Aitana Bonmatí, que foi peça importante na conquista da Liga dos Campeões pelo Barcelona (Espanha) e da Copa do Mundo com o seu país.
Bola de Ouro
A Bola de Ouro é um prêmio dado pela revista France Football. Ele teve a sua primeira edição no ano de 1956. Inicialmente ele era entregue apenas a jogadores nascidos na Europa. Mas, a partir de 1995 atletas de fora da Europa que atuavam no Velho Continente também passaram a ser considerados na premiação.
Já em 2006 o leque de candidatos aumentou mais, passando a se considerar atletas que atuassem fora da Europa. O maior vencedor da história da Bola de Ouro é o craque argentino Lionel Messi, que já levou para casa oito desses troféus. O segundo maior vencedor é o português Cristiano Ronaldo, com cinco conquistas.
Apenas quatro jogadores nascidos no Brasil já receberam a honraria: Kaká (2007), Ronaldo (1997 e 2002), Rivaldo (1999) e Ronaldinho Gaúcho (2005).
Primeiro-ministro de Israel responde a reportagens que sugerem influência dos EUA na escolha de alvos no Irã
Em resposta a uma reportagem transmitida por uma emissora local, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou neste sábado (26) que o país define seus alvos de ataque de forma independente e com base em seus interesses nacionais, sem influência dos Estados Unidos. A declaração surgiu após a reportagem sugerir que Israel teria evitado atacar instalações de petróleo e gás no Irã por pressão americana.
“Israel seleciona seus alvos de acordo com os interesses nacionais e não segue orientações norte-americanas. Assim foi e assim será”, afirmou o gabinete de Netanyahu, que classificou a matéria como “completamente falsa”. Essa declaração reafirma a posição do governo israelense de agir em defesa de sua segurança e de forma soberana, mesmo frente a pressões internacionais.
Convidados participarão do bloco como membros associados
O Brics vai convidar 13 países para participarem da organização na modalidade de membros associados: Cuba, Bolívia, Turquia, Nigéria, Indonésia, Argélia, Belarus, Malásia, Uzbequistão, Cazaquistão, Tailândia, Vietnã e Uganda. O bloco tem atualmente como membros plenos Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além dos recém-incorporados Irã, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Egito.
Os nomes dos países convidados ainda não foram anunciados oficialmente, mas a Agência Brasil confirmou com pessoas envolvidas nas negociações. Ao ser questionado nesta quinta-feira (24), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que é preciso ainda confirmar se esses governos mantêm o interesse em aderir ao bloco.
“Enviaremos um convite e uma proposta aos futuros países parceiros para participarem do nosso trabalho nessa qualidade [de parceiros associados] e, ao recebermos uma resposta positiva, anunciaremos quem está na lista. Seria simplesmente inapropriado fazer isto agora, antes de recebermos uma resposta, embora todos esses países praticamente tenham feito solicitações uma vez ou outra”, disse Putin, em entrevista coletiva.
A 16ª cúpula do Brics, que terminou nesta quinta-feira (24), em Kazan, na Rússia, teve entre seus principais temas critérios para definir quais países podem ser convidados para ingressar no bloco na nova modalidade de membros associado. Ao todo, mais de 30 nações manifestaram interesse em participar do Brics.
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, disse que houve consenso em relação aos critérios e princípios para os membros associados, mas informou que a divulgação oficial dos nomes ainda depende da consulta que a Rússia fará aos países que atenderam aos critérios definidos.
“Foi discutido e foi aprovado, e houve consenso sobre os princípios e critérios que guiarão essa ampliação. Quanto à lista de países, será decidido daqui para a frente, e a presidência russa fará consultas depois de chegar a uma lista de países, que não sei como será, nem quais países serão. Depois vai consultar os dez membros atuais e anunciar quais são esses países”, disse em coletiva de imprensa na quarta-feira (24).
A diplomacia brasileira tem insistido que, entre os critérios, é preciso que seja respeitado o equilíbrio geográfico, com a América Latina tendo uma representação semelhante à dos países de outros continentes.
Os membros plenos são Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além dos recém-incorporados Irã, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Egito. A Arábia Saudita, que também foi convidada para ser membro pleno, ainda não aceitou o convite oficialmente, mas tem participado das reuniões.
Glorioso pode até perder por 4 gols de diferença que se classifica
Nesta quarta-feira (23), o Botafogo viveu uma de noites mais felizes de sua história. O Alvinegro goleou o Peñarol (Uruguai) por 5 a 0 no Estádio Nilton Santos, pela partida de ida da semifinal da Copa Libertadores, e se aproximou de disputar a final da competição pela primeira vez. Todos os gols da partida foram marcados no segundo tempo. Savarino (dois), Barboza, Luiz Henrique e Igor Jesus foram os autores dos gols. A vaga será decidida na próxima quarta-feira (30), em Montevidéu, na casa da equipe uruguaia. O time carioca pode até perder por quatro gols de diferença que mesmo assim estará classificado para a decisão.
Diante de mais de 42 mil pessoas no Nilton Santos, o Botafogo teve dificuldades no primeiro tempo. O Peñarol, bastante retraído, não ofereceu espaços ao time comandado pelo português Artur Jorge.
Os primeiros 45 minutos foram de poucas chances. A primeira oportunidade mais clara, na verdade, foi do time uruguaio. Aos 24, após tabelinha próxima à entrada da área, John colocou para escanteio.
Mais perto do fim, o Botafogo criou duas chances com Luiz Henrique. Na primeira ele limpou dois marcadores e chutou por cima. Na sequência fez jogada parecida e chutou para defesa de Aguerre.
Segundo tempo avassalador
As dificuldades da primeira etapa não se repetiram na segunda. Logo aos 5 minutos, o Botafogo enfim vazou o ferrolho uruguaio. Luiz Henrique encontrou Savarino dentro da área e o venezuelano tocou na saída de Aguerre para abrir o placar.
Os gols foram saindo um atrás do outro. Aos 9 minutos, após cobrança de escanteio, Alexander Barboza aproveitou a sobra e chutou de primeira para ampliar.
O terceiro gol não demorou. Aos 13, Luiz Henrique acionou Vitinho pela direita. O lateral tocou para Savarino dentro da área, que finalizou. Aguerre não conseguiu segurar e o gol saiu.
Aos 27 veio o quarto. Em jogada de contra-ataque, Savarino lançou Luiz Henrique dentro da área e o atacante tocou com categoria por cima do goleiro para ampliar.
Seis minutos depois veio o golpe final. Em outra jogada de contra-ataque, Igor Jesus tocou para Almada, que chutou forte. Aguerre defendeu parcialmente e o camisa 99 aproveitou para marcar de cabeça, encobrindo o goleiro.
Equipe médica recomendou que presidente evite viagem longa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelou sua ida à Kazan, na Rússia, para participar da 16ª Cúpula de líderes do Brics. O presidente sofreu uma queda nesse sábado (19) em que bateu a cabeça, levando cinco pontos. A avaliação da equipe médica do Hospital Sírio-Libanês, de Brasília, que atendeu o presidente recomendou, por precaução, evitar viagens de longa distância.
Conforme o boletim médico do hospital, o acidente não foi grave e o presidente “pode exercer suas demais atividades”. Lula sofreu um “ferimento corto-contuso em região occipital”.
Aos cuidados dos médicos Roberto Kalil Filho e Ana Helena Germoglio, o presidente foi orientado “a evitar viagens aéreas de longa distância, podendo exercer suas demais atividades”. O presidente segue sob acompanhamento da equipe médica e está no Palácio da Alvorada.
O embarque para a Rússia seria hoje (20), às 17h. Sua participação será agora feita por videoconferência, informou a Presidência da República.
Brics
Será o primeiro encontro com os novos países-membros do bloco desde a admissão da Arábia Saudita, Egito, Irã, Etiópia e Emirados Árabes. A cúpula vai de 22 a 24 de outubro.
Apesar de não ter uma pauta específica, o embaixador Eduardo Paes Saboia, secretário de Ásia e Pacífico do Itamaraty, disse que o tema principal do encontro deve ser a criação de um modelo de adesão aos Brics por parte dos chamados “países parceiros”. Uma categoria de participação sem as mesmas prerrogativas dos países-membros, com direitos plenos.
“É nisso que é consumido o nosso trabalho neste semestre, quais são os critérios para essa modalidade, e há uma expectativa de que, aprovada essa modalidade, possa ser feito um anúncio dos países que seriam convidados para integrar essa categoria”, disse Saboia.
Entre os outros temas que deverão ser abordados no encontro estão a crise do Oriente Médio, operação política e financeira dentro do bloco, além da análise dos relatórios do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) – comandado pela ex-presidente Dilma Rousseff -, do Conselho Empresarial do Brics e da Aliança Empresarial das Mulheres.
O governo russo informou que 32 países confirmaram presença no evento, com a presença de 24 líderes de Estado. Dos dez países-membros do bloco, oito contarão com seus representantes máximos, com a exceção agora do presidente do Brasil e da Arábia Saudita, que enviará seu ministro de Relações Exteriores.
No encontro, deve ser anunciada também uma declaração cujo teor é o fortalecimento do multilateralismo para um “desenvolvimento global justo e seguro”.
A partir do próximo ano, o Brasil assumirá a presidência do Brics, que tem comando rotativo pro tempore com mandatos de um ano.
Previsão é que apreciação se estenda até 5 de março de 2025
Começa nesta segunda-feira (21) o julgamento na Justiça britânica, que irá definir se a mineradora anglo-australiana BHP Billiton é responsável pela tragédia do rompimento da barragem de Fundão, que ocorreu em 5 de novembro de 2015, em Mariana (MG). A barragem pertencia à mineradora Samarco, uma joint-venture entre a BHP Brasil e a mineradora Vale. A previsão é que o julgamento se estenda até 5 de março de 2025.
As audiências do julgamento começam com as declarações iniciais dos advogados de ambas as partes. A primeira fase das audiências deve durar quatro dias. Nas três semanas seguintes, serão ouvidas as testemunhas da BHP Brasil. Tanto a empresa quanto o escritório de advocacia poderão dirigir perguntas sobre questões como o nível de controle que a BHP tinha sobre barragem, sua segurança e sua conduta após o colapso.
O passo seguinte será a oportunidade de especialistas em direito ambiental, societário e de responsabilidade civil, convidados tanto pela BHP quanto pelo escritório de advocacia Pogust Goodhead (PG), explicarem à juíza britânica como funcionam as leis brasileiras.
Depois de um recesso de fim de ano, as audiências serão retomadas por quatro dias em janeiro, com a oitiva de especialistas na área de geotecnia, que poderão explicar à juíza britânica detalhes técnicos relativos ao incidente. As audiências se encerram com a sustentação oral dos advogados dos autores da ação e da BHP, o que deve ocorrer entre 24 de fevereiro e 5 de março. A previsão é que a juíza leve até três meses para divulgar sua decisão.
As informações são do escritório PG, que representa 620 mil pessoas, 46 municípios e 1,5 mil empresas atingidas pelo rompimento da barragem, no processo que corre na Corte de Tecnologia e Construção de Londres.
Nesta fase do processo, de acordo com o PG, ainda não há definição de valores de indenizações, o que só deve ocorrer posteriormente, caso a BHP seja responsabilizada, mas a equipe do escritório estima que os valores a serem pagos às vítimas do rompimento girem em torno de R$ 230 bilhões.
Segundo o escritório de advocacia, caso a BHP deseje fazer um acordo com seus clientes, isso pode ser feito a qualquer momento, antes ou depois do julgamento no tribunal britânico.
O escritório defende que a mineradora BHP Billiton deve ser responsabilizada, uma vez que era controladora da Samarco e, portanto, responsável por suas decisões comerciais, além de beneficiária e financiadora da atividade de mineração que causou o desastre.
Em nota, a BHP afirmou, na semana passada, que a ação no Reino Unido duplica e prejudica os esforços em andamento no Brasil. “A BHP refuta as alegações acerca do nível de controle em relação à Samarco, que sempre foi uma empresa com operação e gestão independentes. Continuamos a trabalhar em estreita colaboração com a Samarco e a Vale para apoiar o processo contínuo de reparação e compensação em andamento no Brasil”.
A mineradora classifica o rompimento da barragem de Fundão da Samarco como “uma tragédia” e afirmou que sua “profunda solidariedade permanece com as famílias e comunidades atingidas”.
A sócia da BHP na Samarco, a brasileira Vale não é ré no processo que corre na Justiça britânica. Mas um acerto entre as duas empresas define que cada uma arcará com metade dos custos dessas futuras indenizações, caso a BHP seja condenada.
Outro processo foi impetrado pelo PG contra a Vale na Justiça holandesa, uma vez que a mineradora brasileira tem subsidiária na Holanda. Acordos reparatórios que sejam firmados no Brasil, envolvendo as mineradoras, a União e os governos de Minas Gerais e Espírito Santo, não afetam os processos internacionais, segundo o PG.
Atingidos por barragens
O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) acompanha o início do julgamento diretamente de Londres. Em nota, o MAB ressalta que o julgamente ocorre quase dez anos após o rompimento da barragem de Fundão, que resultou em 19 mortes e derramou toneladas de lama tóxica por quase 700 km, do interior de Minas Gerais ao oceano Atlântico, chegando ao mar do Espírito Santo, o caso está indo agora a julgamento no Reino Unido.
“Para os atingidos por barragens, representados pelo MAB, neste momento, resta a esperança de que a justiça de Londres seja, de fato e de direito, justa e coerente com os acontecimentos e que puna com todo rigor as empresas responsáveis por esse crime, cuja repercussão na vida das pessoas e do meio ambiente não tem precedentes históricos e suas consequências e danos para a vida dos atingidos e para o meio ambiente são contínuos e vão perdurar por anos a fio”, diz a nota.
Primeiro-ministro de Israel afirma que a morte de Yahya Sinwar, líder do Hamas, é apenas um marco, enquanto Hezbollah e Irã prometem intensificar a resistência
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reafirmou sua determinação em continuar a guerra contra o Hamas em Gaza e contra o Hezbollah no Líbano, frustrando expectativas de que a morte de Yahya Sinwar, líder do Hamas, pudesse trazer um alívio para o conflito que já dura mais de um ano no Oriente Médio. A declaração veio após uma operação militar israelense, realizada em Gaza na quarta-feira (16), que resultou na morte de Sinwar, considerado um dos principais arquitetos do ataque que desencadeou a guerra em outubro de 2023.
Netanyahu classificou a eliminação de Sinwar como um “marco importante”, mas deixou claro que a guerra está longe de terminar. “A guerra, meus queridos, ainda não acabou”, declarou em discurso à nação, destacando que Israel continuará suas operações até que todos os reféns em poder do Hamas sejam libertados. A expansão do conflito, que agora envolve ataques aéreos e incursões no sul do Líbano, coloca o Oriente Médio em um cenário de crescente tensão, com possíveis implicações regionais.
O impacto da morte de Yahya Sinwar no conflito
A morte de Yahya Sinwar, um dos principais líderes do Hamas e figura central no planejamento do ataque de 7 de outubro de 2023, foi vista por alguns líderes ocidentais, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, como uma oportunidade para a paz. De acordo com o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Matthew Miller, a ausência de Sinwar poderia facilitar as negociações para um cessar-fogo e a libertação de reféns, algo que o líder do Hamas vinha bloqueando.
“Esse obstáculo foi removido”, afirmou Miller, referindo-se à resistência de Sinwar em negociar. No entanto, ele ponderou que não há garantias de que o novo líder do Hamas vá concordar com um cessar-fogo, mas que a eliminação de Sinwar é, sem dúvida, um ponto de virada no conflito.
A reação do Hezbollah e do Irã
Enquanto líderes ocidentais veem a morte de Sinwar como uma oportunidade, o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã, prometeu intensificar seus esforços contra Israel. Em resposta à operação israelense em Gaza, o Hezbollah declarou que aumentará sua resistência no Líbano, enquanto o governo iraniano afirmou que “o espírito de resistência” na região só será fortalecido após a morte do líder palestino.
O conflito já resultou em confrontos diretos entre Israel e o Irã, com mísseis iranianos atingindo o território israelense em abril e outubro deste ano. Netanyahu prometeu uma resposta severa a esses ataques, mas até agora tem sido pressionado por Washington a evitar ações que possam escalar ainda mais o conflito, especialmente em áreas sensíveis como instalações de energia ou nucleares iranianas.
O futuro da guerra no Oriente Médio
Apesar das esperanças de um cessar-fogo, a guerra parece longe de um fim. Um diplomata sênior baseado no Líbano, que preferiu não ser identificado, expressou pessimismo sobre o impacto da morte de Sinwar. “Esperávamos que a eliminação de Sinwar fosse o ponto de virada para o fim das guerras, mas parece que nos enganamos mais uma vez”, afirmou.
As tentativas de mediação de paz, lideradas principalmente pelos Estados Unidos, têm falhado, e o apoio contínuo do Irã ao Hamas e ao Hezbollah alimenta a escalada de violência. Israel, por sua vez, mostra-se determinado a continuar sua campanha militar até que seus objetivos sejam alcançados.
A morte de Yahya Sinwar pode ter mudado a dinâmica do conflito, mas as declarações de Netanyahu, bem como as reações do Hezbollah e do Irã, indicam que o Oriente Médio permanecerá em um estado de tensão elevada, sem sinais de que as hostilidades diminuam no curto prazo.
Medida atinge 60 brasileiros que fugiram para Argentina
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a extradição de investigados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 que estão foragidos no exterior.
A medida do ministro envolve cerca de 60 brasileiros que fugiram para a Argentina após romperem a tornozeleira eletrônica e o blogueiro Oswaldo Eustáquio, que está na Espanha.
A íntegra das decisões está em segredo de Justiça, e os detalhes não foram divulgados.
A tramitação dos pedidos de extradição é longa e não há previsão para que os acusados sejam presos e enviados para o Brasil.
Os pedidos de extradição foram feitos ao ministro pela Polícia Federal. Após a autorização da medida, os processos seguiram para o Ministério da Justiça e o Ministério das Relações Exteriores.
Caberá à diplomacia brasileira e ao ministério realizarem os trâmites internacionais do caso.
O STF já condenou mais de 200 envolvidos no 8 de janeiro. Eles respondem pelos crimes de associação criminosa armada, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado.
Tempestade tropical deixa rastro de destruição com ventos fortes, inundações e tornados; equipes de resgate se preparam para agir
O furacão Milton atingiu a Flórida com força total na madrugada desta quinta-feira (10.out.2024), causando estragos significativos em diversas regiões do estado. Com ventos de até 195 km/h, a tempestade deixou um rastro de destruição, incluindo inundações, tornados e cortes de energia que afetaram cerca de 3 milhões de pessoas.
A passagem do furacão pela costa oeste da Flórida provocou a evacuação de aproximadamente 2 milhões de moradores, que buscaram abrigo em locais seguros. A tempestade, que inicialmente era classificada como categoria 3, foi perdendo força ao longo do dia, mas ainda assim causou danos consideráveis.
Destruição e perdas humanas
As autoridades confirmaram ao menos duas mortes em decorrência do furacão, em uma comunidade de militares reformados em Fort Pierce. A passagem de um tornado pela região foi apontada como a causa dos óbitos. Além das vítimas fatais, o furacão provocou danos em cerca de 125 casas, a maioria delas pré-fabricadas, e deixou diversas cidades em estado de emergência.
O governador da Flórida, Ron DeSantis, alertou para a gravidade da situação e afirmou que as equipes de resgate estão preparadas para iniciar as operações de busca e salvamento assim que as condições permitirem. “Significa que praticamente todos os resgates terão de ser feitos às escuras, de madrugada, mas não há problema. Vão fazê-lo”, assegurou o governador.
Impacto na infraestrutura e economia
O furacão Milton também causou um colapso na rede elétrica, deixando milhões de pessoas sem energia. A tempestade também provocou interrupções no fornecimento de água e combustível em diversas regiões, dificultando ainda mais os trabalhos de recuperação.
A passagem do furacão pela Flórida representa um novo desafio para o estado, que ainda se recupera dos danos causados pelo furacão Helene, ocorrido há duas semanas. A tempestade também gerou preocupações em relação ao impacto na economia local, especialmente no setor turístico.
Monitoramento e previsões
O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos continua monitorando a trajetória do furacão Milton, que agora se dirige para o Atlântico. As previsões indicam que a tempesta deve perder força gradualmente, mas ainda há risco de chuvas intensas e inundações em algumas regiões.
O presidente Joe Biden já entrou em contato com as autoridades estaduais para oferecer apoio federal e coordenar os esforços de recuperação. A Casa Branca informou que o governo federal está trabalhando em conjunto com os governos estaduais e locais para garantir que as comunidades afetadas recebam a assistência necessária.
Aeronave decolou de Beirute, às 13h15, desta quarta-feira
A aeronave KC-30, da Força Aérea Brasileira (FAB), decolou de Beirute, no Líbano, às 13h15 (horário de Brasília) desta quarta-feira (9) com 218 resgatados, incluindo 11 crianças de colo, e 5 pets a bordo.
Este é o terceiro voo da Operação Raízes do Cedro, de repatriação de brasileiros. A aeronave fará uma escala em Lisboa, em Portugal, para reabastecimento, e segue para a Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos (SP).
Em 5 dias, o governo brasileiro já retirou do Líbano 674 pessoas e 11 animais domésticos.
A aeronave levou ao Líbano a segunda doação brasileira de insumos estratégicos em saúde, composta por 491 quilos de medicamentos, envelopes para reidratação e seringas descartáveis. Transportou, além disso, 7 toneladas de medicamentos arrecadados em iniciativa coordenada pelo Consulado-Geral do Líbano no Rio de Janeiro.
A Operação Raízes do Cedro, segundo o comando da Aeronáutica, terá caráter contínuo.
No domingo (6) o primeiro voo da operação chegou na Base Aérea de São Paulo com 228 repatriados. O segundo voo de repatriação aterrissou nesta terça-feira, às 6h58, com 227 passageiros.
De acordo com o governo, aproximadamente 3 mil pessoas no Líbano solicitaram apoio do Brasil para deixar o país. A estimativa é que cerca de 20 mil brasileiros vivam no Líbano.
Aeronave KC-30 trouxe do Líbano 227 repatriados e três animais
O segundo voo da Operação Raízes do Cedro aterrissou nesta terça-feira, às 6h58, com 227 passageiros e três animais de estimação, na Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos. São repatriados em fuga da guerra entre Israel e o grupo xiita Hezbollah, no Líbano, que fez 1.400 vítimas e tirou 1,5 milhão de libaneses do local ondem vivem.
No domingo (6) foi feito o primeiro voo da operação, com 228 repatriados. De acordo com o governo, aproximadamente 3 mil pessoas no Líbano solicitaram apoio do Brasil para deixar o país. A aeronave KC-30, que fez escala em Portugal para reabastecimento tanto na ida quanto na volta, também levou ao Líbano insumos de saúde doados pelo governo brasileiro.
A Operação Raízes do Cedro, segundo o comando da Aeronáutica, terá caráter contínuo. No domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao recepcionar os repatriados, disse que o Brasil “não medirá esforços para trazer todos os brasileiros, ou parentes de brasileiros, que estão no Líbano e desejam vir ao país”.
A estimativa é que cerca de 20 mil brasileiros vivam no Líbano. As Forças Armadas de Israel intensificaram os ataques ao Hezbollah na última semana, abrindo nova frente de conflitos que já acontecia na Palestina.
Ontem (7) fez um ano do ataque surpresa do grupo Hamas a israelenses nos territórios ocupados por Israel, na fronteira entre os dois países, dando origem ao conflito que desestabilizou ainda mais as frágeis relações entre as nações do Oriente Médio.
Governo alega falta segurança aos comboios terrestres até o aeroporto
A Operação Raízes de Cedro, que vai repatriar brasileiros que estão no Líbano, será adiada. Inicialmente, a volta de 220 cidadãos começaria nesta sexta-feira (4), mas por falta de segurança para transportar essas pessoas até o aeroporto, a operação não ocorrerá.
“Em consequência da necessidade de medidas adicionais de segurança para os comboios terrestres que se dirigirão ao aeroporto da capital libanesa, a operação do primeiro voo brasileiro de repatriação não ocorrerá no dia de hoje. Novas informações sobre o voo serão prestadas ao longo do dia”, informou nota do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
Na madrugada de hoje, pelo menos um ataque israelense atingiu as proximidades do perímetro do aeroporto internacional de Beirute, de acordo com uma fonte do Ministério dos Transportes e Obras Públicas do Líbano.
O objetivo do governo brasileiro é repatriar cerca de 500 pessoas por semana, com prioridade de embarque para idosos, mulheres, crianças e pessoas com necessidades médicas.
Ao todo, cerca de 21 mil brasileiros residem no Líbano. Na terça-feira (1°), o governo brasileiro informou que pelo menos 3 mil procuraram a Embaixada em Beirute com pedido de repatriação.
Conflito
O Líbano se tornou alvo de ataques israelenses nos últimos dias, com o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Israel alega que combate integrantes do Hezbollah no território libanês.
Avião do presidente pousou às 10h12 na Base Aérea de Brasília
Após atraso por problemas na aeronave, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou, nesta quarta-feira (2), em Brasília da sua viagem ao México, onde participou da posse da nova presidente do país, Claudia Sheinbaum. O avião trazendo a comitiva pousou às 10h12 na Base Aérea de Brasília.
“O voo foi tranquilo e sem nenhuma intercorrência”, informou a Presidência.
Lula foi direto para a residência oficial, no Palácio da Alvorada, e não tem compromissos oficiais previstos para hoje.
Problemas
O embarque no Aeroporto Internacional Felipe Ángeles, na Cidade do México, ocorreu às 14h10 (horário local; 17h10, no horário de Brasília). Após a decolagem, a aeronave VC-1 da Força Aérea Brasileira (FAB) apresentou um problema técnico e foi obrigada a retornar ao aeroporto mexicano. Sem detalhar o incidente, a FAB informou apenas que os procedimentos de segurança foram adotados e os pilotos aguardariam o consumo de combustível necessário para que o avião retornasse ao aeroporto da capital mexicana.
Após cinco horas no ar, Lula e sua comitiva pousaram em segurança às 22h16 na capital mexicana. Na madrugada desta quarta-feira, todos embarcaram em outra aeronave da FAB em direção a Brasília.
A FAB ainda não divulgou a causa do problema técnico da aeronave presidencial, um Airbus A329CJ.
No México, além da cerimônia de posse de Sheinbaum, Lula teve reunião bilateral com a nova presidente e participou de um fórum com empresários brasileiros e mexicanos.
O confronto intensifica tensões no Oriente Médio, com explosões em Tel Aviv e Jerusalém, enquanto o sistema de defesa israelense entra em ação
Na tarde desta terça-feira (1º.out.2024), o Irã iniciou um ataque com mísseis balísticos contra Israel, em retaliação às mortes de líderes do Hezbollah, incluindo o chefe do grupo, Hassan Nasrallah. O ataque foi confirmado pelas Forças de Defesa de Israel (FDI), que relataram o lançamento de mais de 100 mísseis em direção a várias regiões do país. Sirenes de alerta soaram em cidades importantes como Tel Aviv e Jerusalém, enquanto o sistema de defesa antimísseis Domo de Ferro foi ativado para interceptar as ameaças aéreas.
Segundo relatos da mídia local e internacional, explosões foram ouvidas nos céus sobre Tel Aviv, seguidas por flashes de luz que indicavam as interceptações dos mísseis. De acordo com o Exército israelense, o ataque iraniano continua a impactar o território de Israel, embora, até o momento, não tenham sido registrados feridos ou vítimas fatais.
Motivações e respostas iranianas
O ataque iraniano ocorreu após a Guarda Revolucionária do Irã emitir um comunicado declarando que a ação foi uma resposta direta às mortes de importantes líderes do Hezbollah. O governo iraniano afirmou ainda que novos ataques seriam realizados caso o Irã fosse alvo de retaliações por parte de Israel.
Autoridades americanas já haviam alertado, na manhã desta terça-feira, sobre a possibilidade de um ataque iraniano iminente, destacando que os EUA estão fornecendo suporte aos preparativos defensivos israelenses. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, reforçou que o governo americano está acompanhando a situação “de perto” e reafirmou o compromisso dos EUA com a defesa de Israel.
Impacto no espaço aéreo e operações militares
Diante do ataque, as autoridades israelenses decidiram fechar o espaço aéreo do país, redirecionando todos os voos internacionais para aeroportos alternativos fora de seu território. As tensões aumentaram ainda mais após o governo israelense anunciar restrições de circulação nas cidades de Tel Aviv e Jerusalém, solicitando que os moradores se protejam em locais seguros durante as próximas horas.
Paralelamente ao ataque de mísseis, Israel confirmou a intensificação de suas operações terrestres no Líbano. Na segunda-feira (30), cerca de 10 mil soldados israelenses cruzaram a fronteira com o objetivo de destruir a infraestrutura militar do Hezbollah. Segundo o porta-voz das FDI, Daniel Hagari, mais de 70 operações foram realizadas no Líbano no último ano, com o intuito de neutralizar a capacidade do Hezbollah de realizar ataques semelhantes aos do Hamas.
Risco de uma escalada regional
O atual confronto entre Israel e Irã eleva o risco de uma escalada no conflito que já se desenrola no Oriente Médio, envolvendo múltiplos atores regionais. O Irã, pressionado internamente por suas próprias facções e externamente por aliados do Hezbollah, enfrenta o dilema de como agir sem desencadear uma resposta militar massiva que poderia comprometer seu programa nuclear ou atingir membros de sua elite política.
Em meio ao aumento das tensões, resta incerto como o conflito se desenvolverá nas próximas semanas, especialmente com os relatos de que o Irã estaria utilizando não apenas mísseis balísticos, mas também drones não tripulados para atacar as principais cidades de Israel. A situação segue sendo monitorada por potências internacionais, incluindo os Estados Unidos, que já manifestaram preocupação com o possível impacto do conflito sobre a estabilidade da região.
Anunciado pelo governo, resgate inicial deve contemplar 220 pessoas
Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) vai decolar da Base Aérea do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, rumo ao Líbano, nesta quarta-feira (2), para repatriar um grupo de brasileiros presos no país em decorrência da escalada de violência do governo de Israel no país. A autorização para a operação foi dada presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Batizada de Operação Raízes do Cedro, a FAB utilizará uma aeronave KC-30, com a previsão inicial de repatriar 220 brasileiros que estão em solo libanês, a partir do aeroporto de Beirute, capital do país do Oriente Médio. O voo fará escala para reabastecimento em Lisboa, tanto na ida quanto na volta. Outros voos ainda não foram confirmados, mas devem ocorrer ao longo dos próximos dias.
A maior comunidade de brasileiros no Oriente Médio atualmente está no Líbano. Ao todo, 21 mil brasileiros vivem no país. Na semana passada, os bombardeios israelenses no Líbano causaram a morte de dois adolescentes brasileiros.
Segundo a FAB, a equipe de voo será composta, além dos tripulantes operacionais da aeronave, por militares da área de saúde (médico, enfermeiro, psicólogo), que estarão prontos para prestar o apoio necessário durante a missão.
O ex-presidente estava em segurança e o incidente está sob investigação pelas autoridades locais e pelo Serviço Secreto dos EUA
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esteve no centro das atenções neste domingo (15.set.2024) após tiros serem disparados nas proximidades de sua residência em West Palm Beach, Flórida. Segundo o Serviço Secreto dos EUA, Trump não sofreu nenhum ferimento e está em segurança. A polícia local também confirmou a detenção de um suspeito logo após o incidente.
O tiroteio ocorreu perto das 14h, próximo ao campo de golfe de Trump, enquanto ele estava no local após retornar de uma série de compromissos políticos na Costa Oeste. Entre os eventos recentes, o ex-presidente participou de um comício em Las Vegas e de uma arrecadação de fundos em Utah.
Embora ainda não esteja claro se Trump era o alvo dos disparos, o Serviço Secreto informou que investigações estão em andamento. “A intenção agora é desconhecida”, declarou a porta-voz do Gabinete do Xerife do Condado de Palm Beach. Não houve feridos no local do incidente, segundo as autoridades.
A Casa Branca, informada sobre o episódio, destacou o alívio por Trump estar a salvo. O presidente Joe Biden e a vice-presidente Kamala Harris foram prontamente atualizados sobre o andamento das investigações.
Este incidente ocorre dois meses após uma tentativa de assassinato contra Trump em um comício na Pensilvânia, quando um atirador disparou de um telhado fora do perímetro de segurança, ferindo outras três pessoas e matando uma. O autor do ataque foi identificado como Thomas Matthew Crooks, um jovem de 20 anos, que pesquisava sobre Trump na internet antes do crime.
González é acusado de falsificação de documentos e conspiração
O gabinete do procurador-geral da Venezuela disse nessa segunda-feira (02) que um tribunal emitiu um mandado de prisão para o líder da oposição Edmundo González, acusando-o de incitação e outros crimes em meio a uma disputa sobre se ele ou o presidente Nicolas Maduro venceram a eleição de julho.
O procurador-geral Tarek Saab compartilhou uma foto do mandado com a Reuters por meio de uma mensagem no aplicativo Telegram.
O Conselho Eleitoral Nacional da Venezuela e seu tribunal superior declaram que Maduro foi o vencedor da eleição com pouco mais da metade dos votos, mas contagens publicadas pela oposição mostram uma vitória retumbante de González.
A oposição, alguns países ocidentais e órgãos internacionais, como um painel de especialistas das Nações Unidas, afirmaram que a votação não foi transparente e exigiram a publicação das apurações completas.
A oposição publicou o que diz serem cópias de mais de 80% dos resultados das urnas em um site público, enquanto o conselho eleitoral diz que um ataque cibernético na noite da eleição impediu a publicação dos resultados completos.
O procurador-geral Tarek Saab também iniciou investigações criminais contra a líder da oposição María Corina Machado e contra o site de contagem de votos da oposição, enquanto detenções de figuras da oposição e de manifestantes continuaram nas semanas que se seguiram à votação.
Os protestos resultaram em pelo menos 27 mortes e cerca de 2.400 prisões.
Acusações
O promotor Luis Ernesto Duenez solicitou a emissão de um mandado para González por usurpação de funções, falsificação de documentos públicos, instigação à desobediência da lei, conspiração e associação, todos supostamente cometidos contra o Estado venezuelano.
Um porta-voz de González disse que eles estavam aguardando qualquer notificação de um mandado, mas não fez comentários adicionais. A oposição sempre negou ter cometido qualquer irregularidade.
González ignorou três convocações para prestar depoimento sobre o site, potencialmente permitindo que um mandado fosse emitido para ele nesse caso.
Advogados consultados pela Reuters disseram que a lei venezuelana não permite que pessoas com mais de 70 anos cumpram penas em prisões, exigindo prisão domiciliar. Gonzalez completou 75 anos na semana passada.
Safra 2024/2025 duplica volume de exportações, impulsionada por investimentos públicos e privados
O Rio Grande do Norte deu início, nesta segunda-feira (26.ago.2024), à exportação de frutas da safra 2024/2025, marcando um novo capítulo no fortalecimento econômico do estado. Este ano, toda a logística de comercialização internacional será realizada pelo Porto de Natal, com um volume de exportações duas vezes superior ao do ano anterior. Este avanço significativo é resultado de um esforço conjunto entre o Governo do Estado, Governo Federal, Companhia Docas do RN (Codern) e a iniciativa privada.
Durante uma visita ao Porto de Natal, a governadora Fátima Bezerra celebrou o retorno das carretas e contêineres em grande volume, destacando o impacto positivo na economia local com a geração de empregos e renda. “Estamos consolidando o RN como um dos três maiores exportadores de frutas do Brasil”, afirmou. O secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sape), Guilherme Saldanha, reforçou que, após a desistência da CMA de utilizar o Porto de Natal, o governo trabalhou em parceria para viabilizar reformas e adequações, como a instalação de cross docking e câmara fria, essenciais para agilizar o processo de embarque.
A expectativa é que 50% das frutas produzidas no RN sejam exportadas pelo Porto de Natal, um aumento significativo em relação aos 30% da safra anterior.
O apoio do Governo Federal também foi fundamental, com a liberação de R$ 60 milhões para a dragagem do canal do Rio Potengi em 2025 e mais R$ 10 milhões para a recuperação das defensas na Ponte Newton Navarro ainda em 2024. Esses investimentos estimulam a maior produtora e exportadora de melão do Brasil, a Agrícola Famosa, a adquirir carretas-frigorífico para levar a produção ao Porto de Natal, garantindo maior rapidez e eficiência na entrega das frutas.
Com a infraestrutura melhorada, o Porto de Natal se destaca como o ponto mais próximo da Europa, facilitando a exportação com menor tempo e custo. A operação no porto inclui o embarque de um navio por semana, abastecido por 200 carretas e transportando 6.000 toneladas de frutas, principalmente melões, que representam 25% das exportações do RN.
O navio da empresa Cool Carriers, de bandeira panamenha, já está ancorado no Porto de Natal para iniciar o carregamento das frutas. A expectativa é que o Porto de Natal também seja utilizado para exportar frutas produzidas no Vale do São Francisco, em Petrolina (PE), ampliando ainda mais o alcance da produção agrícola do estado.
Jogador do Nacional do Uruguai faleceu após desmaio em campo durante partida contra o São Paulo pela Libertadores
O futebol sul-americano está de luto com a morte do zagueiro Juan Izquierdo, do Nacional do Uruguai, ocorrida na noite desta terça-feira (27.ago.2024) em São Paulo. O jogador desmaiou em campo durante uma partida contra o São Paulo pela Copa Libertadores, no estádio do Morumbi, e foi levado às pressas para o Hospital Albert Einstein, onde veio a falecer.
Segundo o boletim médico divulgado pelo hospital e pelo clube na noite anterior, Izquierdo apresentava um “quadro neurológico crítico” e estava respirando por ventilação mecânica. No sábado, o jogador sofreu uma parada cardíaca ao chegar ao hospital, sendo reanimado com o uso de um desfibrilador.
Em um gesto de solidariedade, a equipe do São Paulo homenageou o jogador durante a partida contra o Vitória, entrando em campo com camisas azuis estampadas com a frase “força, Izquierdo” em espanhol. O telão do estádio também exibiu mensagens de apoio ao atleta, que lutava pela vida.
Alejandro Balbi, presidente do Nacional, agradeceu o apoio do time paulista, especialmente aos jogadores Calleri e Michel Araújo, este último o único uruguaio no elenco do São Paulo, além do técnico Luis Zubeldía, que se colocaram à disposição para ajudar. “Muito obrigado ao time paulista pelo gesto sincero e, principalmente, aos seus jogadores Calleri e Araújo, bem como ao técnico Zubeldía”, declarou Balbi, que estava em São Paulo acompanhando a situação do jogador.
União entre os dois países foi formalizada ontem em Corumbá
A gravidade e a velocidade com que incêndios florestais vêm se espalhando pelo Brasil e pela Bolívia nas últimas semanas motivou os dois países a combinarem uma força de atuação conjunta para tentar apagar as chamas na região fronteiriça.
A união de forças foi acordada nessa segunda-feira (26), durante uma reunião em Corumbá (MS), que contou com a participação de representantes dos governos e de órgãos públicos brasileiros e bolivianos.
Segundo a assessoria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), autoridades bolivianas vão formalizar, nos próximos dias, um pedido de apoio ao governo brasileiro. A partir daí, os dois países farão o reconhecimento aéreo das localidades atingidas pelos incêndios a fim de avaliar a melhor forma de atuar.
De posse destas informações, Brasil e Bolívia assinarão um protocolo de atuação conjunta, definindo como as equipes de combate aos incêndios serão empregadas na fronteira entre os dois países.
Presente à reunião, o vice-ministro de Defesa Civil da Bolívia, Juan Carlos Calvimontes, confirmou a intenção dos dois governos de somarem esforços para controlar as chamas. Pelas redes sociais, Calvimontes comentou que, durante o encontro, representantes dos dois países trocaram informações sobre a atual conjuntura, identificando os principais focos de calor ativos na região de fronteira e discutindo possíveis ações conjuntas.
“Ficou decidido realizarmos um trabalho conjunto”, disse o vice-ministro, durante uma entrevista coletiva, classificando o encontro em Corumbá como uma “reunião de coordenação técnica e de troca de informações a cerca dos incêndios florestais” no Brasil e na Bolívia. “Identificamos as zonas onde há a presença de fogo ativo nos dois países. Agora, é seguir com o trabalho de planejamento”.
Tal como no Brasil, a Bolívia vem enfrentando as consequências de incêndios florestais de grandes proporções. O estado de Santa Cruz e outras zonas limítrofes com o Brasil estão entre as mais afetadas e, até ontem, ao menos duas unidades de conservação (o Parque Nacional Noel Kempff Mercado, em Santa Cruz, e a Reserva Nacional de Vida Silvestre Amazônica Manuripi, em Pando) estavam ardendo em chamas.
Enquanto, no Brasil, a Polícia Federal instaurou 31 inquéritos para investigar as origens do fogo e, eventualmente, punir os responsáveis, no país vizinho já foram abertos 51 processos penais por incêndios florestais, além de 250 processos administrativos. Quatro pessoas já foram detidas preventivamente na Bolívia.
Ajuda brasileira
No último dia 12, o governo da Bolívia solicitou ajuda brasileira para combater os incêndios florestais. Apresentada por intermédio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), o pedido consistia, basicamente, no envio de aviões brasileiros, brigadistas e bombeiros para auxiliar no controle às chamas.
Neste domingo (25), a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse que o Brasil não teria como atender à demanda boliviana.
“A Bolívia está em uma situação de muita penúria e, inclusive, nos pediu ajuda, mas o Brasil já está usando todo o recurso que tem para fazer a abordagem nos lugares em que temos incêndio”, comentou a ministra.
Proteção Civil confirma ausência de vítimas e danos expressivos; epicentro foi no Oceano Atlântico, próximo a Sines
Um terremoto de magnitude 5.3 na escala Richter foi registrado nesta segunda-feira (26) em Portugal, sendo sentido em várias regiões, incluindo as cidades de Lisboa e Porto. O tremor, que ocorreu às 5h11 (hora local), teve seu epicentro localizado no Oceano Atlântico, a cerca de 60 km a oeste de Sines, a uma profundidade de 10,7 km, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
A Proteção Civil informou que, apesar da intensidade do sismo, não há registros de vítimas ou danos materiais significativos. Este foi o tremor mais forte sentido em Portugal desde 1969. O evento gerou três réplicas, de magnitudes 1.2, 1.1 e 0.9, respectivamente.
O governo português, em coordenação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, apelou à população para que mantenha a calma e siga as recomendações das autoridades. O presidente da República e o primeiro-ministro em exercício estão acompanhando de perto a situação e devem se reunir em Belém para discutir eventuais medidas.
A Proteção Civil recebeu um grande volume de chamadas telefônicas relatando o tremor desde a região do Alentejo até Coimbra, mas não houve registro de vítimas. Em Sesimbra, uma rua foi isolada para avaliação de possíveis fissuras em edifícios.
Duas apreensões de cocaína diluída em produtos de higiene ocorreram no Aeroporto Internacional Aluízio Alves, envolvendo passageiros espanhóis com destinos na Europa
A Polícia Federal (PF) realizou duas prisões consecutivas no Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, região metropolitana de Natal, em menos de 24 horas, envolvendo cidadãos espanhóis acusados de tráfico internacional de drogas. As operações, que ocorreram nos dias 17 e 18 de agosto, resultaram na apreensão de 22,3 litros de cocaína diluída em produtos de higiene.
A primeira prisão ocorreu na madrugada do sábado (17.ago.2024), quando um espanhol de 27 anos, que trabalhava como camareiro, foi detido ao tentar embarcar para Barcelona, na Espanha, com 9,8 litros de cocaína diluída em frascos de detergente e shampoo. A droga foi detectada durante uma inspeção de rotina no aparelho de raios X. O nervosismo do suspeito chamou a atenção dos policiais, que o conduziram à sede da PF, onde exames confirmaram a presença da substância ilícita. Em depoimento, o homem alegou que havia recebido a bagagem de um desconhecido em Ponta Negra, Zona Sul de Natal, e que não sabia que continha drogas. Ele afirmou que estava apenas fazendo um favor para alguém que conheceu em um aplicativo de relacionamento.
A segunda prisão ocorreu no domingo (18.ago.2024), quando uma mulher espanhola de 25 anos foi flagrada com 12,5 litros de cocaína diluída em recipientes de shampoo e creme para cabelo. Ela também foi detida durante uma fiscalização de rotina no mesmo aeroporto. Em seu depoimento, a mulher revelou que havia sido contratada para transportar a droga do Peru para a Espanha, onde receberia 13 mil euros pelo serviço. Ela contou que a mala com os produtos foi entregue a ela em Piura, no Peru, e que o pagamento seria feito na entrega da droga na Espanha. Antes de chegar a Natal, ela havia passado por São Paulo.
Ambos os acusados foram indiciados por tráfico internacional de drogas e permanecem sob custódia na Superintendência da Polícia Federal, à disposição da Justiça. As prisões destacam a vigilância contínua da PF no combate ao tráfico de drogas no Aeroporto Internacional Aluízio Alves, que, somente em 2024, já resultou na apreensão de cerca de 40 kg de cocaína e maconha e na prisão de sete pessoas envolvidas com o tráfico.
O diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa, Hans Kluge, disse nesta terça-feira (20), em Genebra, que a mpox – independentemente de se tratar da nova variante 1, por trás do surto atual na África, ou da variante 2, responsável pela emergência global em 2022 – não configura “uma nova covid”.
“Sabemos muito sobre a variante 2. Ainda precisamos aprender mais sobre a variante 1. Com base no que sabemos, a mpox é transmitida sobretudo através do contato da pele com as lesões, inclusive durante o sexo”, disse. “Sabemos como controlar a mpox e – no continente europeu – os passos necessários para eliminar completamente a transmissão,” disse.
O diretor regional da OMS lembrou que, há dois anos, foi possível controlar a doença na Europa graças ao envolvimento direto com grupos mais afetados, incluindo homens que fazem sexo com homens (HSH). “Implementamos uma vigilância robusta, investigamos exaustivamente novos contatos de pacientes e fornecemos conselhos sólidos de saúde pública”, detalhou.
“Mudança de comportamento, ações não discriminatórias de saúde pública e vacinação contra a mpox contribuíram para controlar o surto [em 2022]”, disse. “Mas, devido à falta de compromisso e de recursos, falhamos na reta final”, alertou, ao citar que a Europa registra, atualmente, cerca de 100 novos casos da variante 2 todos os meses.
Emergência global
Para Kluge, a nova emergência global por mpox – provocada pela nova variante 1 – permite que o continente volte a se concentrar também na variante 2. Dentre as ações destacadas por ele estão fortalecer a vigilância e o diagnóstico de casos e emitir recomendações de saúde pública, inclusive para viajantes, “baseados na ciência, não no medo, sem estigma e sem discriminação”.
O diretor OMS Europa destacou ainda a necessidade de aquisição de vacinas e medicamentos antivirais para os que mais precisam, conforme estratégias de risco. “Em suma, mesmo que reforcemos a vigilância contra a nova variante 1, podemos – e devemos – nos esforçar para eliminar a variante 2 do continente de uma vez por todas”, preconizou.
“A necessidade de uma resposta coordenada, neste momento, é maior na região africana. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças na África declarou a mpox uma emergência continental pouco antes da declaração global feita pela OMS. A Europa deve optar por agir em solidariedade”, concluiu, ao citar ações imediatas para o que classificou como “momento crítico”, como também ações de longo prazo.
Ação conjunta com autoridades italianas desmantela esquema de 500 milhões de euros envolvendo empresas fantasmas e laranjas no Brasil e na Europa
A Polícia Federal, em colaboração com o Ministério Público Federal e apoio internacional da Guardia di Finanza de Palermo, Itália, deflagrou nesta terça-feira (13.ago.2024) a Operação Arancia, com o objetivo de desarticular uma complexa rede de lavagem de dinheiro operada pela máfia italiana Cosa Nostra no Rio Grande do Norte. A operação contou com a participação de mais de 100 agentes financeiros italianos, alguns dos quais estão no Brasil auxiliando na execução dos mandados.
As investigações, iniciadas em 2022, revelaram que a organização criminosa utilizava empresas fantasmas e laranjas para movimentar e ocultar fundos ilícitos provenientes de atividades criminosas internacionais. Estima-se que a máfia tenha investido não menos que 300 milhões de reais (aproximadamente 55 milhões de euros) no Brasil, valor que, segundo autoridades italianas, pode ultrapassar 500 milhões de euros.
Durante a operação, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva contra um mafioso e cinco mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Piauí. Simultaneamente, a Direção Distrital Antimáfia de Palermo coordenou 21 buscas em várias regiões da Itália e na Suíça.
Os crimes investigados incluem associação mafiosa, extorsão, lavagem de dinheiro e transferência fraudulenta de valores, com agravante de apoio a famílias mafiosas notórias. Para desarticular o esquema e recuperar ativos financeiros, a Justiça Federal autorizou o sequestro de imóveis e o bloqueio de contas bancárias associadas aos suspeitos e empresas fantasmas envolvidas.
A colaboração internacional foi fundamental para o sucesso da operação. Em 2022, foi criada uma Equipe Conjunta de Investigação (ECI), envolvendo a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e autoridades italianas, com apoio da Eurojust, agência da União Europeia que facilita investigações e processos judiciais em múltiplos países.
Segundo a PF, o nome “Arancia”, que significa “laranja” em italiano, foi escolhido para a operação devido ao uso extensivo de “laranjas” — pessoas ou empresas que emprestam seus nomes para ocultar os verdadeiros donos ou beneficiários de transações financeiras e ativos.
Cenário exige ação coletiva, diz diretor-geral do CDC Jean Kas
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC África) declarou o cenário de mpox na região como emergência em saúde pública de segurança continental. O anúncio foi feito nesta terça-feira (13) pelo diretor-geral da entidade, Jean Kaseya, ao citar a rápida transmissão da doença na África.
“Esse não é apenas mais um desafio. O cenário exige ação coletiva”, disse. “Nosso continente já presenciou diversas lutas. Já enfrentamos pandemias, surtos, desastres naturais e conflitos. Ainda assim, para cada adversidade, agimos. Não como nações fragmentadas, mas como uma única África. Resilientes, de forma engenhosa e resoluta.”
“Hoje, enquanto enfrentamos o cenário de mpox, precisamos ter o mesmo espírito de solidariedade. Mas deixe-me ser claro: não se trata apenas de um problema africano. Mpox é uma ameaça global”, completou. “É neste momento de vulnerabilidade que precisamos encontrar força, demonstrar que aprendemos nossas lições com a covid e agir com solidariedade.”
O CDC África havia convocado para a última segunda-feira (12) um comitê para avaliar a situação de casos de mpox na região. Após discutir o tema, a recomendação do grupo, composto por especialistas, foi declarar a doença como emergência em saúde pública de segurança continental.
Emergência global
A Organização Mundial da Saúde (OMS) também convocou, para a próxima quarta-feira (14), um comitê de emergência para avaliar o cenário de mpox na África e o risco de disseminação internacional da doença.
A decisão da entidade levou em conta o registro de casos fora da República Democrática do Congo, onde as infecções estão em ascensão há mais de dois anos, além de uma mutação que levou à transmissão do vírus de pessoa para pessoa.
Brasil
O Ministério da Saúde do Brasil informou, nesta terça-feira, que o país registra, atualmente, uma média de 40 a 50 novos casos por infecção ao mês. O número é visto pela pasta como “bastante modesto, embora não desprezível”.
“Sem absolutamente menosprezar os riscos dessa nova epidemia, o risco de pandemia e tudo o mais, o que trago do Brasil não é ainda um cenário que nos faça temer um aumento muito abrupto no número de casos”, avaliou o diretor do Departamento de HIV, Aids, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis, Draurio Barreira.
“Foi convocado pelo diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, uma reunião para definir a situação da mpox – se virá a ser considerada emergência em saúde pública de preocupação internacional. Ainda não temos esse cenário. Amanhã, vai haver a definição. O fato é que temos um aumento absolutamente sem precedentes na África, não só em número de casos em países que já haviam sido acometidos, como também em países vizinhos e que ainda não tinham relatado nenhum caso de mpox”, completou.
Para Draurio, o quadro epidêmico de mpox ainda está circunscrito ao continente africano. “Mas, nessa época de globalização que a gente vive, ter um caso na África, na Ásia, em qualquer lugar significa um risco disso se tornar rapidamente uma epidemia global”, disse. “Falando um pouco do Brasil, a gente tem uma atenção muito especial em relação ao mpox porque, no início da epidemia, em 2022, os dois países mais acometidos, não só em valores absolutos, mas também em incidência, foram os Estados Unidos e o Brasil”.
Imagens de hematomas e mensagens trocadas entre o casal são reveladas pelo site Infobae.
A ex-primeira-dama da Argentina, Fabiola Yañez, fez acusações contra o ex-presidente Alberto Fernández, alegando ter sido vítima de violência física e assédio. Fotos de hematomas em seu braço e rosto, compartilhadas em mensagens com o ex-companheiro, foram divulgadas na quinta-feira (8.ago.2024) pelo site de notícias Infobae.
Foto: Reprodução/Infobae
Yañez formalizou a denúncia na terça-feira (6.ago) durante uma videoconferência com o juiz federal Julián Ercolini, que imediatamente ordenou medidas de proteção, incluindo uma restrição para que Fernández não se aproxime de Yañez e permaneça no país.
A ex-primeira-dama relatou que as agressões ocorreram enquanto vivia na Quinta de Olivos, residência oficial da presidência argentina. Alberto Fernández, que governou a Argentina entre 2019 e 2023, negou as acusações em uma nota nas redes sociais, afirmando que apresentará provas e testemunhos para esclarecer o ocorrido.
Brasileira perdeu decisão para a norte-americana Caroline Marks
A brasileira Tatiana Weston-Webb ficou com a medalha de prata do torneio feminino de surfe dos Jogos Olímpicos de Paris (França) após ser derrotada pela norte-americana Caroline Marks por 10,50 a 10,33, nesta segunda-feira (5) nas ondas de Teahupoo (Taiti).
Esta foi a segunda medalha do Brasil na modalidade nos Jogos de Paris, após Gabriel Medina ficar com o bronze entre os homens depois de derrotar o peruano Alonso Correa na disputa pelo terceiro lugar.
2024.08.05 – Jogos Olímpicos Paris 2024 – Tahiti – Surf Feminino -A surfista brasileira Tatiana Weston-Webb recebe a medalha de prata. Foto: William Lucas/COB.2024.08.05 – Jogos Olímpicos Paris 2024 – Tahiti – Surf Femino -A surfista brasileira Tatiana Weston-Webb recebe a medalha de prata. Foto: William Lucas/COB.
A disputa
Diante da atual campeã do Circuito Mundial de Surfe (WSL), a gaúcha não teve facilidades, pois, além de enfrentar uma grande adversária, teve de lidar com um mar com poucas ondas. Neste panorama Caroline Marks surfou a primeira boa onda, na qual conseguiu entubar rapidamente para tirar uma nota 7,50.
Alguns minutos depois as condições do mar melhoraram e Tatiana conseguiu uma onda na qual fez algumas manobras para tirar um 5,83. Porém Caroline Marks respondeu com outra onda que lhe valeu uma nota 3,00.
Tati ficou pressionada com esta situação. Mas ela mostrou frieza para pegar uma onda quando faltavam apenas dois minutos para o final da bateria que lhe valeu 4,50 pontos, uma boa nota diante das circunstâncias, mas não acima dos 4,68 para ficar com a vitória no final.
“Foram dias bem puxados, mas além de puxados foram abençoados. Especialmente porque tivemos o melhor lugar para participar das Olimpíadas. Foi uma honra gigante de representar o Brasil, meu país. E quase deu ouro, mas prata é tudo. Esse é o momento mais alto da minha carreira”, declarou Tati.
Verônica Dalcanal, Correspondente da EBC, é Vítima de Assédio enquanto Cobria os Jogos Olímpicos
A repórter Verônica Dalcanal, correspondente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) nos Jogos Olímpicos de Paris, foi vítima de assédio por três homens neste sábado (3.ago.2024). O incidente ocorreu enquanto a jornalista participava de uma transmissão ao vivo da TV Brasil, na região das casas dos países em Paris.
Durante a transmissão, três homens se aproximaram e começaram a cantar. Um deles beijou o rosto de Verônica sem consentimento, seguido por outro que repetiu o ato. A repórter repeliu os assédios e continuou sua cobertura.
Reações e Solidariedade
A diretora de jornalismo da EBC, Cidinha Matos, condenou o episódio, destacando que é uma agressão à jornalista, à mulher e ao espírito olímpico. A ministra das mulheres, Cida Gonçalves, e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República também classificaram o crime como inaceitável e prestaram solidariedade à jornalista.
Verônica destacou que o assédio é revoltante e triste, marcando negativamente sua experiência de cobrir os Jogos Olímpicos. Ela agradeceu o apoio de colegas e reafirmou a luta das mulheres por respeito em todos os espaços.
Sete nações da UE pedem publicação de registros para garantir integridade eleitoral
Alemanha, Espanha, França, Itália, Holanda, Polônia e Portugal solicitaram no sábado (3.ago.2024) que as autoridades venezuelanas publiquem rapidamente todos os registros da eleição presidencial para garantir a total transparência do processo.
A declaração conjunta, publicada pelo governo italiano, expressa forte preocupação com a situação na Venezuela, onde a oposição alega fraude nas eleições que garantiram um terceiro mandato ao presidente Nicolás Maduro.
Apelo por transparência
Os países europeus destacaram a necessidade de publicação imediata dos registros de votação para assegurar a vontade do povo venezuelano. Além disso, condenaram qualquer prisão ou ameaça contra líderes políticos e defenderam o direito de protesto e reunião pacífica.
A declaração ocorreu no mesmo dia em que milhares de venezuelanos protestaram contra a reeleição de Maduro, resultando em 11 mortes e mais de mil prisões.
Possível transmissão de gestantes para fetos foi um dos critérios
A Organização Pan-Americana da Saúde (OMS), braço da Organização Mundial da Saúde nas Américas (OMS), emitiu neste sábado (3) um alerta epidemiológico de risco alto para a febre do Oropouche no continente.
De acordo com a entidade, a decisão foi tomada em razão de “recentes mudanças altamente preocupantes” nas características clínicas e epidemiológicas da doença, incluindo o registro de casos em localidades fora das chamadas regiões endêmicas.
Outros fatores levados em consideração para a publicação do alerta de nível alto são as duas mortes por febre do Oropouche confirmadas no interior de São Paulo e a identificação de uma potencial transmissão vertical do vírus (da mãe para o bebê durante a gestação ou parto). A Opas monitora ainda óbitos fetais e casos de recém-nascidos com anencefalia que podem estar relacionados à infecção.
“Reconhecendo que essas observações ainda se encontram em fases iniciais de investigação e que a verdadeira trajetória da doença ainda é desconhecida, o nível de risco para a região foi ampliado para alto”, destacou a entidade.
“Tudo isso baseado nas informações atuais e disponíveis, com um nível moderado de confiança e com bastante cautela”, completou a Opas.
Critérios
De acordo com o documento, os critérios considerados para atualizar o nível de risco regional para a febre do Oropouche incluem risco potencial para a saúde humana. A apresentação clínica do vírus na maioria dos casos varia de leve a moderada com sintomas autolimitados que, geralmente se resolvem em sete dias. Apesar das complicações serem raras, casos esporádicos de meningite séptica foram documentados. Mais recentemente, dois casos de mortes associadas ao vírus foram deportadas no Brasil em meio a um surto da doença no país. Essas mortes respondem pelos primeiros casos fatais associados à doença no mundo.
Para a decisão, a organização também considerou a transmissão vertical do vírus, que está sob investigação. No dia 12 de julho, o Brasil informou a Opas sobre potenciais casos de transmissão vertical da febre do Oropouche e suas consequências. No dia 30 de julho, cinco potenciais casos de transmissão vertical do vírus haviam sido reportados no Brasil, incluindo quatro casos de morte fetal e um caso de aborto espontâneo no estado de Pernambuco, além de quatro casos de recém-nascidos com microcefalia nos estados do Acre e do Pará. As investigações estão em andamento.
A Opas também lista o risco de propagação da doença, contextualizando que, entre 1° de janeiro e 30 de julho de 2024, 8.078 casos confirmados haviam sido reportados em pelo menos cinco países das Américas, incluindo Bolívia (356 casos), Brasil (7.284 casos), Colômbia (74 casos), Cuba (74 casos) e Peru (290 casos). No Brasil, 76% dos casos foram registrados na Amazônia.
Brasil
De acordo com a Opas, pelo menos 10 estados brasileiros fora da região amazônica já confirmaram transmissão autóctone ou local da febre do Oropouche, alguns de forma inédita para a doença. “Essa informação sugere que, no último trimestre, casos foram reportados em novas áreas e em novos países, sinalizando a expansão do vírus pelas América”.
“Desde a sua identificação, em 1955, o vírus causou surtos em diversos países da América do Sul e da região amazônica, em grande parte por conta do vetor Culicoides paraensis, do potencial vetor Culex e seus hospedeiros, como preguiças e primatas.”
“O risco de propagação de vetores e, consequentemente, da transmissão da febre do Oropouche está aumentando em razão das mudanças climáticas, do desmatamento, da urbanização descontrolada e não planejada e de outras atividades humanas que afetam o habitat e favorecem a intervalos entre vetor e hospedeiro. Até o momento, não há evidência de transmissão do vírus entre humanos”, concluiu a Opas.
Decisão foi motivada por poluição da água do Rio Sena
O Comitê Olímpico da Bélgica anunciou neste domingo (4) que a equipe do país não participará da prova do triatlo misto dos Jogos de Paris, programada para a próxima segunda-feira (5). Segundo o comitê, a desistência aconteceu após Claire Michel, uma das atletas do time, ficar doente.
A nota não cita mais detalhes sobre o caso, mas uma reportagem publicada pelo jornal belga “La Libre” afirma que Claire foi hospitalizada com problemas intestinais e estomacais. A triatleta teria sido contaminada com a bactéria E.coli após competir no triatlo na última terça-feira (30). O trecho de natação do evento foi realizado nas águas do Rio Sena. No dia anterior (29), o triatlo masculino havia sido adiado por causa da alta concentração de poluição no rio que corta a capital francesa.
Ainda no comunicado, o comitê belga diz esperar que as lições do torneio em Paris sejam aprendidas para futuras competições. “Estamos pensando em dias de treino que possam ser garantidos, dias de competição e formatos que sejam claros com antecedência e circunstâncias que não gerem incertezas entre atletas, comitiva e torcedores”, diz um trecho da nota. Nem o comitê organizador Paris 2024, nem a World Triathlon (federação internacional da modalidade) se pronunciaram sobre o caso. Por enquanto a disputa do triatlo misto segue confirmado para a próxima segunda-feira, a partir das 3h (horário de Brasília).
As notícias sobre o estado de saúde de Claire Michel e a retirada da equipe belga da competição vieram à tona no dia em que mais um treino de natação do triatlo misto foi cancelado. A causa foi novamente o nível de poluição do Sena. O mesmo já havia acontecido no último sábado (3) e também na semana passada, antes das provas individuais da modalidade.
As condições do rio Sena viraram uma das principais fontes de preocupação das autoridades da França para os Jogos Olímpicos. Foram investidos cerca de 1,4 bilhão de euros (o equivalente a mais de R$ 8,5 bilhões) em um sistema para diminuir a contaminação do rio. Na semana de abertura dos Jogos a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, mergulhou no rio para provar que ele estava em boas condições. Mas, após fortes chuvas na cidade, a qualidade ruim da água forçou o cancelamento de treinos e o adiamento da prova de trialto masculino. Além desta modalidade, as competições de natação em águas abertas também estão previstas para serem disputadas no Rio Sena.
Vitória classifica seleção para a semifinal dos Jogos de Paris
A seleção feminina se garantiu nas semifinais do torneio de futebol feminino dos Jogos Olímpicos de Paris (França) após derrotar as donas da casa por 1 a 0, neste sábado (3) no estádio La Beaujoire, em Nantes.
Com este resultado o Brasil quebrou um retrospecto incômodo, pois derrotou a França pela primeira vez na história. Até então haviam sido realizados onze jogos entre as equipes, com sete vitórias das europeias e quatro empates.
Agora, para buscar uma vaga na grande decisão, o Brasil terá pela frente outro grande desafio, a Espanha, atual campeã do mundo de futebol feminino e equipe que derrotou a seleção brasileira por 2 a 0 na última quinta-feira (31) em confronto válido pela última rodada da fase de grupos do torneio olímpico. A vaga das espanholas nas semifinais foi garantida com triunfo de 4 a 2 na disputa de pênaltis sobre a Colômbia após igualdade por 2 a 2 nos 90 minutos. A partida das semifinais será disputada na próxima terça-feira (6), a partir das 16h (horário de Brasília), no estádio Velódrome, em Marselha.
Domínio francês
A partida começou com claro domínio francês, que se valeu da melhor qualidade técnica para criar as melhores oportunidades antes do intervalo. A mais clara surgiu logo aos 15 minutos, quando Lorena defendeu pênalti cobrado por Karchaoui, após a árbitra marcar a penalidade máxima aos 11 minutos quando Tarciane derrubou Cascarino dentro da área brasileira. Este foi o segundo pênalti defendido por Lorena nos Jogos de Paris, o primeiro foi na derrota de 2 a 1 para o Japão pela segunda rodada da fase de grupos.
Além disso, a França conseguiu finalizar uma bola no travessão aos 39 minutos. Após cobrança de escanteio da lateral Bacha, a zagueira Mbock quase marcou. Já a equipe comandada pelo técnico Arthur Elias pouco conseguiu criar nos 45 minutos iniciais.
Gabi decisiva
Na etapa final o panorama do confronto pouco mudou, mas o Brasil soube se segurar até encontrar uma oportunidade para superar a forte defesa das donas da casa. E essa oportunidade surgiu aos 36 minutos, quando Gabi Portilho recebeu bola em profundidade, aproveitou indefinição da defesa da França e avançou para apenas bater na saída da goleira Picaud.
Aos 44 minutos a goleira Picaud falhou de forma clara na saída de bola e a Gabi Portilho teve liberdade para entrar na pequena área e acertar a trave, perdendo uma oportunidade clara de ampliar. A partir daí a equipe do técnico Arthur Elias segurou a vantagem até o apito final.
Medalha de ouro ficou com a norte-americana Simone Biles
A brasileira Rebeca Andrade conquistou medalha de prata na final do salto da ginástica artística na Olimpíada de Paris 2024, na Arena Bercy. O ouro ficou com a norte-americana Simone Biles. As duas ginastas conseguiram cravar os dois saltos, obtendo as maiores médias na pontuação da modalidade. Biles ficou com 15.300 pontos, e Rebeca, com 14.966.
Na modalidade, cada competidora tem de fazer dois saltos de grupos diferentes. Ganha aquela que obtiver a maior média. O primeiro salto da brasileira foi o Cheng, que consiste em uma entrada de rodante, seguido de meia-volta e pirueta no ar. Rebeca cravou o salto, recebendo 15.100 pontos.
O segundo salto da brasileira foi o Amanar, conhecido também como Yurchenko com dupla pirueta e meia. Novamente bem executado, ele resultou em uma boa pontuação para Rebeca: 14.833. Com isso, a brasileira obteve uma pontuação média de 14.966 pontos, o que rendeu a prata – sua quinta medalha olímpica. Rebeca é a maior medalhista olímpica brasileira.
2024.08.03 – Jogos Olímpicos Paris 2024 – Ginástica Artística feminino. A brasileira Rebeca Andrade no pódio após garantir a medalha de prata na final do salto. Foto: Wander Roberto/COB2024.08.03 – Jogos Olímpicos Paris 2024 – Ginástica Artística feminino. A brasileira Rebeca Andrade no pódio após garantir a medalha de prata na final do salto. Foto: Wander Roberto/COB
Simone Biles
O ouro foi para aquela que é apontada como a maior ginasta de todos os tempos: Simone Biles. A norte-americana mostrou a que veio já no primeira apresentação, ao executar um salto que leva seu nome, o Biles II, executado apenas por ela, entre as mulheres, e por muito poucos ginastas masculinos.
A entrada de costas seguida de mortal duplo é considerada o elemento mais difícil da ginástica feminina. O salto resultou no melhor resultado, entre todas apresentações: 15.700 pontos.
No segundo salto, Biles cravou novamente, executando o movimento Cheng, com entrada rodante seguida de meia-volta e pirueta e meia. Ele rendeu à ginasta 14.900 pontos. Com isso, a norte-americana obteve uma média de 15.300 pontos.
Rebeca e Biles se enfrentarão também nas finais da trave e do solo, na segunda-feira (5).
A medalha de bronze foi para outra atleta dos Estados Unidos: Jade Careu, que obteve, ao final, 14.466 pontos na média, após pontuar 14.733 no primeiro salto – também um Cheng –, e 14.200 no segundo salto, um Flick, que consiste em uma rotação completa do corpo ao redor de um eixo horizontal.
2024.08.03 – Jogos Olímpicos Paris 2024 – Ginástica Artística feminino. A brasileira Rebeca Andrade (ao lado de Simone Biles e Jade Carey) no pódio após garantir a medalha de prata na final do salto. Foto: Wander Roberto/COB
Rivalidade e admiração
Rebeca e Biles compartilham rivalidade e admiração, uma pela outra, com elogios públicos manifestados tanto nas redes sociais como durante entrevistas. Biles disse ver, na Rebeca, sua “maior competidora” e, reiteradamente, diz que tê-la como adversária é algo que a estimula.
Elas se enfrentaram recentemente em três ocasiões. Na fase classificatória, dia 28 de julho, a média das notas de Rebeca ficou em 14.683 pontos, enquanto a da Biles ficou em 15.300. Na final por equipes, Rebeca obteve 15.100, enquanto Biles marcou 14.900 pontos. Na final do individual geral, Rebeca fez novamente 15.100, enquanto Biles marcou 15.766 pontos.
O fato de fazer o salto após a adversária norte-americana representou vantagem para a brasileira na competição de hoje, uma vez que decidiria qual seria o salto já sabendo a pontuação necessária para obter a medalha de ouro.
O histórico de sucesso de Rebeca Andrade na ginástica é grande. Além do ouro olímpico em salto obtido nos Jogos de 2020, ela foi por duas vezes vice-campeã olímpica no individual geral (em 2020 e em 2024), medalha de bronze olímpica por equipes nos atuais Jogos Olímpicos; bicampeã mundial no salto (em 2021 e 2023) e campeã mundial individual geral de 2022.
Os feitos durante os Jogos Olímpicos de 2024 – bronze por equipes e prata no individual geral, além da prata obtida hoje, – fizeram de Rebeca a atleta brasileira com maior número de medalhas olímpicas. Ela já conquistou, também, ouro no salto e prata nas barras durante o mundial de 2021, em Kitakyushu (Japão).
Opositor Edmundo González tem 43,18% e os demais candidatos, 4,86%
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela apresentou nesta sexta-feira (2) o segundo boletim da eleição de domingo (28), com 96,87% das urnas apuradas. Segundo o boletim, o atual presidente Nicolás Maduro estava com 51,95% dos votos contra 43,18% do candidato opositor, Edmundo González. Os demais candidatos somavam 4,86% da preferência dos eleitores e 0,41% tinham votado nulo.
O poder eleitoral informou que 59,97% dos 21,3 milhões de venezuelanos aptos a votar participaram do pleito. De acordo com os dados do CNE, Maduro teve 6,4 milhões de votos e González, 5,3 milhões. O CNE não informou quando publicará as atas eleitorais desagregadas por mesa de votação, pedido que foi feito por países como Brasil, México e Colômbia.
Os dados foram anunciados pelo presidente do conselho, Elvis Amoroso, que justificou a demora na publicação dos dados em função de um ataque cibernético contra as telecomunicações da Venezuela.
“Ataques informáticos massivos de diferentes partes do mundo contra a infraestrutura tecnológica do Poder Eleitoral e das principais empresas de telecomunicações do Estado atrasaram a transmissão das atas e o processo de divulgação dos resultados. A agressão terrorista inclui o incêndio de gabinetes eleitorais regionais, centros de votação e centros de transmissão de contingências. Apesar do exposto, o poder eleitoral, até a data de hoje, conseguiu transmitir a maioria das atas”, afirmou o chefe do CNE
Elvis Amoroso não informou sobre a publicação das atas por mesa eleitoral. No boletim nº 1, divulgado na madrugada da última segunda-feira (29), com 80% das urnas apuradas, o CNE havia dado 51,21% dos votos para Maduro e 44% para Edmundo.
A oposição tem contestado esses resultados e publicado supostas atas eleitorais em um site na internet que mostrariam a vitória de Edmundo. Nesta quinta-feira (1º), o governo dos Estados Unidos reconheceu os dados apresentados pela oposição.
O presidente Nicolás Maduro entrou com um recurso no Tribunal Superior de Justiça (TSJ) do país pedindo uma investigação sobre o resultado. Uma audiência foi marcada na Corte Suprema nesta sexta-feira para iniciar as investigações do processo eleitoral.
Vice-presidente assume candidatura após desistência de Joe Biden e faz história como primeira mulher negra a liderar chapa democrata
A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, garantiu nesta sexta-feira (2.ago.2024) o número necessário de delegados para se tornar a candidata oficial do Partido Democrata à presidência nas próximas eleições. Este feito a posiciona como a primeira mulher negra e asiática a ser escolhida para liderar a chapa presidencial de um grande partido americano.
Kamala Harris emergiu como a principal candidata após o presidente Joe Biden anunciar sua desistência da corrida presidencial no mês passado, sob pressão interna do partido. Com a saída de Biden, Harris rapidamente conquistou o apoio de líderes influentes do partido, solidificando sua posição como a única candidata viável e garantindo uma votação de delegados sem contestação.
Processo de votação e confirmação
Os delegados do Partido Democrata votaram de forma virtual durante esta semana, devido às restrições impostas pela pandemia. Kamala Harris, que participou do evento online onde a votação foi formalizada, expressou sua satisfação com o resultado, mas informou que só aceitará oficialmente a nomeação na próxima semana, após o encerramento do período de votação.
“Estou feliz em saber que temos delegados suficientes para assegurar a nomeação”, disse Harris. “Após este mês, vamos nos reunir em Chicago como um partido e teremos a oportunidade de comemorar esse momento histórico juntos.”
Para garantir formalmente a candidatura, Kamala Harris precisava do apoio de 2.350 delegados, um marco que sua campanha confirmou ter alcançado. O Comitê Nacional Democrata (DNC) estabeleceu o prazo de 7 de agosto para a escolha oficial do candidato, antecedendo a convenção do partido, agendada para os dias 19 a 22 de agosto.
A votação virtual foi considerada essencial pelo DNC para cumprir o prazo e evitar complicações legais, especialmente em estados como Ohio, que exigem a apresentação oficial dos candidatos nas cédulas eleitorais até uma data específica. Embora o prazo tenha sido estendido para 1º de setembro, o partido decidiu manter a data original para garantir a integridade do processo.
A ascensão de Kamala Harris à posição de candidata presidencial marca um momento significativo na história política dos Estados Unidos. O próximo grande evento será a convenção em Chicago, onde o Partido Democrata planeja celebrar esta conquista histórica e mobilizar apoio para a eleição presidencial.
Vitória foi sobre a israelense Raz Hershko na final da categoria +78kg
O esporte brasileiro conquistou a primeira medalha de ouro nos Jogos Olímpicos Paris 2024, com a vitória da judoca Beatriz Souza sobre a israelense Raz Hershko na final da categoria +78kg feminino.
A vitória foi desenhada logo nos primeiros 30 segundos de luta, quando a brasileira conseguiu um wazari ao derrubar a israelense, em meio a uma tentativa de aplicar um o-soto-gari – varrida por fora da perna da adversária, empurrando-a contra o pé. Com a queda da israelense, a brasileira abriu a pontuação.
Com duas advertências por falta de iniciativa, o combate continuou com a israelense quase aplicando um golpe que poderia igualar o placar, mas Beatriz soube se desvencilhar, evitando tocar o solo com sua lateral ou as costas.
2024.08.02 – Jogos Olímpicos Paris 2024 – Judô Feminino – Bia Souza vence israelense Raz Hershko e conquista a medalha de ouro na categoria +78kg – Foto: Alexandre Loureiro/COB.2024.08.02 – Jogos Olímpicos Paris 2024 – Judô Feminino. Recebendo a medalha no pódio, a brasileira Beatriz Souza que venceu a israelense Raz Hershko e conquistou a medalha de ouro na categoria mais de 78kg. Foto: Alexandre Loureiro/COB2024.08.02 – Jogos Olímpicos Paris 2024 – Judô Feminino. Recebendo a medalha no pódio, a brasileira Beatriz Souza que venceu a israelense Raz Hershko e conquistou a medalha de ouro na categoria mais de 78kg. Foto: Alexandre Loureiro/COB
A brasileira, então, se manteve concentrada, administrando a vantagem, com a israelense já demonstrando cansaço.
A vitória colocou o Brasil na 18ª posição no quadro geral, com uma medalha de ouro, três de prata e três de bronze.
Atleta do Esporte Clube Pinheiros, de São Paulo, Beatriz Rodrigues de Souza tem 26 anos e ocupa a quinta posição no ranking mundial da categoria +78kg feminino. A judoca é de Peruíbe, município do litoral de São Paulo. Com 1m78 e 135 kg, ela carrega, em seu histórico, duas medalhas de prata e quatro de bronze em campeonatos mundiais.
Conquistou também prata nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, em 2023, no torneio por equipes mistas; e duas de bronze no individual, em Lima (2019) e Santiago (2023).
A campanha de Beatriz Souza até o ouro nos Jogos Olímpicos Paris 2024 inclui quatro vitórias, das quais três sobre medalhistas. Nas oitavas, venceu por ippon (harai-goshi) Izayana Marenco, da Nicarágua.
Nas quartas, obteve vitória por waza-ari (sumi-otoshi) diante de Kim Hayun, da República da Coreia. A semifinal foi contra a francesa Romane Dicko.
Antony Blinken anuncia resultado; Maduro contesta e país enfrenta onda de violência
O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, anunciou na quinta-feira (1º.ago.2024) que Edmundo González Urrutia, candidato da oposição, foi o vencedor das eleições presidenciais venezuelanas realizadas em 28 de julho. A declaração foi feita em meio a um cenário de suspeitas de fraude eleitoral e crescente tensão política no país.
Blinken afirmou em um comunicado oficial que as evidências são esmagadoras e que é claro para os Estados Unidos e para o povo venezuelano que González Urrutia recebeu a maioria dos votos. Ele parabenizou o candidato opositor pelo sucesso de sua campanha e destacou a importância de um diálogo pacífico entre as partes envolvidas, enfatizando que os Estados Unidos apoiam o restabelecimento das normas democráticas na Venezuela.
Em resposta, o presidente Nicolás Maduro, que foi declarado vencedor pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) com cerca de 51% dos votos, reagiu rapidamente em um discurso transmitido ao vivo em sua rede social X. Maduro ironizou a posição dos Estados Unidos e mencionou Juan Guaidó, líder opositor que se autoproclamou presidente interino em 2019 após alegar fraude na reeleição de Maduro. Ele insinuou que os EUA pretendem assumir o papel do CNE, que validou sua vitória mesmo sem divulgar as atas eleitorais.
A alegação de fraude eleitoral gerou uma onda de violência por todo o país. Vídeos nas redes sociais mostram confrontos intensos entre críticos do regime e a Guarda Nacional Bolivariana, além de ataques a estátuas em homenagem ao chavismo. A situação na Venezuela continua a ser observada de perto pela comunidade internacional, que aguarda desdobramentos sobre a contestada eleição.
A declaração de Blinken e a resposta de Maduro aumentaram a tensão em um país já abalado por crises políticas e econômicas. A violência nas ruas e a polarização política são reflexos de uma nação em busca de estabilidade e respeito à vontade popular. A comunidade internacional está atenta aos próximos passos e espera que as partes envolvidas encontrem uma solução pacífica e democrática para o impasse eleitoral.
Brasileira garantiu a segunda posição no individual geral
A brasileira Rebeca Andrade afirmou que a conquista da medalha de prata na final do individual geral da ginástica artística dos Jogos Olímpicos de Paris (França), nesta quinta-feira (1), é fruto de muito trabalho, não apenas dela, mas de toda a equipe que a acompanha em Paris.
“Acho que isso é trabalho, né gente? A gente trabalha muito ali dentro do ginásio. Eu estou muito orgulhosa do Chico [Porath, técnico da equipe de ginástica do Brasil], porque se vocês vissem o quanto ele faz pela gente, nossa, é incrível. Toda nossa equipe multidisciplinar, eu acho que para eu estar aqui hoje, eles foram essenciais. Porque meu corpo está cansado, minha mente está cansada, então eu preciso da minha psicóloga, eu preciso do preparador físico, eu preciso do masso, do físico, do meu treinador, das meninas, da minha família. Então eu acho que é a junção do trabalho de tantas pessoas para que hoje vocês pudessem me ver aqui”, afirmou Rebeca, que, com a conquista desta quinta, se tornou a brasileira com o maior número de medalhas olímpicas na história (ouro no salto em Tóquio 2020, prata no individual geral em Tóquio 2020, bronze por equipe em Paris 2024 e prata no individual geral em Paris 2024).
2024.08.01 – Jogos Olímpicos Paris 2024 – Ginástica Artística feminino. Rebeca Andrade recebe a medalha de prata que conquistou na final do individual geral. Foto Luiza Moraes/COB2024.08.01 – Jogos Olímpicos Paris 2024 – Ginástica Artística feminino. Rebeca Andrade conquista a medalha de prata na final do individual geral. Foto Luiza Moraes/COB2024.08.01 – Jogos Olímpicos Paris 2024 – Ginástica Artística feminino. Rebeca Andrade recebe a medalha de prata que conquistou na final do individual geral. Foto Luiza Moraes/COB
Ao falar da sua performance na final, a brasileira afirmou que o controle mental foi fundamental para alcançar um bom resultado: “Foi uma competição na qual estava bem tranquila mesmo. Eu consegui fazer cada movimento, eu conseguia pensar em cada movimento que estava fazendo. Isso é essencial pra que possamos controlar nosso corpo. E acho que por isso que veio esse resultado, um resultado excelente, estou muito feliz”.
Ao ser questionada sobre o futuro, Rebeca deixou no ar a possibilidade de não disputar mais o individual geral. Segundo a atleta de 25 anos, a exigência é muito alta no aparelho, em especial para atletas que já sofreram com lesões: “Para mim é muito difícil fazer a individual geral. Foram três dias de competição fazendo os quatro aparelhos, já é muito complicado. Depois das minhas lesões, acabou ficando um pouco mais difícil, mas acho que para qualquer atleta, independente de lesão ou não, é muito difícil. É muito difícil fazer o individual geral. E gente também já deu, né? Bom, eu fiz o melhor aqui. Eu terminei bem, graças a Deus. Não vou ficar com o peso na consciência e falar: ‘será que eu vou ter que fazer o ano que vem de novo?’ Não, deu tudo certo. Eu estou tranquila com isso também, faz parte do esporte”.
Para governo brasileiro, não cabe à OEA definir sobre verificação
Os governos do Brasil, Colômbia e México divulgaram uma nota conjunta nesta quinta-feira (1º) pedindo que o impasse em torno das eleições da Venezuela seja resolvido pela via institucional. O comunicado reforçou ainda a posição dos três países de que que sejam divulgados os dados das eleições do último domingo (28) por mesa de votação.
“As controvérsias sobre o processo eleitoral devem ser dirimidas pela via institucional. O princípio fundamental da soberania popular deve ser respeitado mediante a verificação imparcial dos resultados”, diz o texto.
O documento foi publicado após uma conversa por telefone, nesta tarde, entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; da Colômbia, Gustavo Petro, e do México, Andrés Manuel López Obrador.
Os governos dos países latino-americanos afirmaram ainda que seguem acompanhando com “muita atenção” o processo de escrutínio dos votos. “Fazemos um chamado às autoridades eleitorais da Venezuela para que avancem de forma expedita e divulguem publicamente os dados desagregados por mesa de votação”, afirmaram.
México, Brasil e Colômbia pediram que todos os atores políticos e sociais tenham cautela e contenham suas manifestações e eventos públicos para evitar mais violência. “Manter a paz social e proteger vidas humanas devem ser as preocupações prioritárias neste momento”, afirmaram.
Os chefes de Estado completam o comunicado dizendo que têm “absoluto respeito pela soberania da vontade do povo da Venezuela” e que estão dispostos a apoiarem “os esforços de diálogo e busca de acordos que beneficiem o povo venezuelano”.
Desde que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) deu vitória à Nicolas Maduro no último domingo, a oposição tem acusado o processo de fraude e protestos foram registrados no país com ao menos 12 mortos, mais de mil presos e dezenas de feridos, incluindo mais de 80 militares ou policiais, segundo dados do próprio governo e da organização não governamental venezuelana Foro Penal.
OEA
O comunicado conjunto vem um dia após os três países não endossarem a resolução votada no Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA). O Conselho rejeitou – pela diferença de um voto – o texto que exigia a publicação “imediata” das atas eleitorais sobre o resultado da eleição do último domingo.
A resolução também pediu que seja permitida uma verificação integral dos resultados na presença de organizações de observação independentes “para garantir a transparência, credibilidade e legitimidade dos resultados eleitorais”.
A assessoria de imprensa do Itamaraty justificou que, além da Venezuela não ser membro da OEA, o governo decidiu se abster porque quem define como ocorre a verificação dos resultados é a própria Venezuela e suas leis, não cabendo a OEA definir que organizações de observação independentes deveriam presenciar tal verificação.
Já o governo mexicano enviou comunicado informando que a OEA não tem a isenção e equilíbrio necessário para discutir o tema da Venezuela e que há muita ingerência nos processos internos do país.
“Antes de conhecer os resultados, o diretor da OEA, [Luis] Almagro, já havia reconhecido a um dos candidatos, sem provas de nada. Para que vamos a uma reunião assim? Isso não é sério, não é responsável e não ajuda a buscar uma saída pacífica e democrática”, afirmou o presidente López Obrador em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (1º).
Dos 34 estados membros da organização, 17 votação à favor, faltando apenas um voto para aprovar a resolução. Votação à favor os países Estados Unidos, Argentina, Canadá, Chile, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Haiti, Jamaica, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Suriname e Uruguai.
Por outro lado, se abstiveram o Brasil, a Bolívia, a Colômbia, Granada, Honduras, Bahamas, Barbados, Belize, Santa Lúcia, São Cristóvão e Neves e Antígua e Barbuda. Se ausentaram da votação o México, Dominica, Trinidade e Tobago, São Vicente e Granadinas.
Linus Lerner e Mapa Realizações Culturais promovem inclusão e descobrem novos talentos em Medellín entre os dias 02 e 18 de agosto
Sob a direção de Linus Lerner e com produção da potiguar Tatiane Fernandes, da Mapa Realizações Culturais, em parceria com a Fundação Prolírica, acontecem na Colômbia o I Festival Lírico Internacional SASO Prolírica de Antioquia (Flispa) e o prestigiado Concurso Internacional de Canto Linus Lerner, nomeado em homenagem ao diretor artístico da Orquestra Sinfônica do RN e da Orquestra Sinfônica do Sul do Arizona (SASO). Os eventos ocorrem entre os dias 2 e 18 de agosto, em Medellin, com a participação de jovens talentos da música de todo o mundo.
Em busca de novos nomes da ópera, o objetivo das atividades é fomentar o desenvolvimento artístico e profissional dos jovens cantores a nível internacional, além de promover o conhecimento e o interesse pela música de Ópera e Artes Cênicas. “Esta iniciativa busca não apenas destacar vozes emergentes no canto, mas também inspirar no público uma paixão duradoura pela arte lírica”, pontua Tatiane Fernandes.
Nona edição
Em sua 9ª edição, o consolidado Concurso Internacional de Canto Linus Lerner ultrapassou a marca de 120 inscritos. Neste sábado (03), acontece a semifinal, e no domingo (04) sua grande final. Durante a cerimônia, serão entregues 10 premiações aos candidatos destacados em técnica e interpretação. Na noite de domingo, o público ainda será agraciado com o Recital de Gala dos Ganhadores, apresentando as performances dos vencedores. O momento será uma plataforma para que as vozes sejam apreciadas pela população local de forma gratuita.
A estreia do Festival Lírico Internacional terá início nesta segunda (05) e conta com a encenação de três óperas: El barbero de Sevilla (16), Suor Angelica (17 e 18) e Gianni Schicchi (17 e 18). Cada uma dessas produções terá um elenco dedicado e um período de 15 dias de preparação intensiva, envolvendo treinamento vocal e artes cênicas. Os alunos foram selecionados previamente por uma comissão avaliadora, com base em critérios artísticos avaliados durante as audições realizadas em abril deste ano.
Sobre a missão da Mapa Produções Culturais e o impacto de eventos como estes, Tatiane Fernandes reforça: “A função da Mapa é romper os paradigmas de exclusão e mostrar que a arte é para todos, para que qualquer pessoa de qualquer lugar possa acessar a música e a cultura. Seja em Jucurutu, Novo Hamburgo ou Medellin”, pontua a produtora.
Presidente diz que pedido vai resolver ataque contra as eleições
O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, apresentou um recurso ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) do país para que o Judiciário realize uma perícia das atas eleitorais em mãos de todos os partidos da Venezuela.
“O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) está pronto para apresentar 100% dos registros eleitorais que estão em nossas mãos e espero que a sala eleitoral [do TSJ] faça o mesmo com cada candidato e cada partido”, afirmou Maduro, proclamado reeleito pelo CNE.
O processo eleitoral da Venezuela permite que os fiscais de cada partido tirem uma cópia da ata eleitoral de cada uma das 30 mil mesas de votação do país. O pedido de Maduro é para que o Tribunal faça uma perícia para avaliar todos os documentos e verificar quem fala a verdade.
“Compare todas as evidências e certifique-se fazendo uma perícia do mais alto nível técnico dos resultados eleitorais das eleições de 28 de julho, que sejam os tribunais da República”, comentou.
“[Apresento esse recurso] que visa resolver este ataque contra o processo eleitoral, essa tentativa de golpe de Estado, usando o processo eleitoral, e esclarecer tudo o que precisa ser esclarecido sobre esses ataques, sobre esse processo”, completou o presidente.
Desde que anunciou o resultado do pleito, o Conselho Nacional de Eleição (CNE) tem sido pressionado pela oposição, por organismos internacionais e chefes de Estado para publicar as atas usadas para calcular o resultado. O CNE diz que o ataque hacker contra o sistema de comunicação da instituição atrasou os trabalhos do órgão.
A oposição liderada por Edmundo González e María Corina Machado afirma que tem em mãos 73% das atas de todas as mesas eleitorais e que elas indicariam vitória da oposição sobre Maduro, contradizendo o anúncio oficial do CNE de que Maduro teria 51,21% dos votos contra 44% de Edmundo.
Distúrbios
Desde o anúncio do resultado da eleição pelo CNE, manifestações têm se espalhado pelo país contestando o resultado do pleito. O último balanço do Ministério Público da Venezuela, feito nesta quarta-feira (31), diz que 1.062 pessoas foram presas e 77 membros das forças de segurança foram feridos nos confrontos.
Além disso, um policial morreu vítima de arma de fogo no estado Aragua. Já a ONG venezuelana Foro Penal calcula que 11 manifestantes morreram nas manifestações.
As autoridades venezuelanas têm dito que os distúrbios são parte de uma estratégia para um golpe de Estado no país. Já a oposição diz que as manifestações são legítimas e acusa o Estado de repressão política.
Vitória é rejeitada pela oposição e países estrangeiros pedem transparência na contagem dos votos
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi declarado vencedor das eleições de domingo (28.jul.2024) pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), órgão controlado pelo chavismo. A disputa eleitoral foi marcada por tensões e denúncias de fraude feitas pela oposição, que reivindicou a vitória de seu candidato, Edmundo González Urrutia.
De acordo com o CNE, Maduro recebeu 5,15 milhões de votos (51,2%) após a apuração de 80% das urnas, enquanto González Urrutia obteve 4,45 milhões de votos (44,2%). Contudo, a ausência da divulgação das atas de votação gerou questionamentos, levando países como Estados Unidos, Chile, Peru, Costa Rica, Guatemala, Argentina, Espanha, Uruguai e a União Europeia a exigirem “total transparência” no processo de contagem dos votos.
Pesquisas de opinião indicavam o favoritismo de González Urrutia, um outsider escolhido pela popular líder opositora María Corina Machado, que foi impedida de concorrer devido a uma inabilitação política. Em janeiro deste ano, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela confirmou a proibição de María Corina Machado de ocupar cargos públicos por 15 anos, alegando envolvimento em um esquema de corrupção.
A eleição também foi marcada por restrições ao voto no exterior. Entre 3,5 milhões e 5,5 milhões de venezuelanos elegíveis para votar vivem fora do país, mas apenas 69 mil estavam registrados devido a regras rigorosas impostas pelo governo de Maduro, dificultando o registro de eleitores no exterior.
Além disso, observadores internacionais foram barrados na Venezuela. Vários ex-governantes e parlamentares foram impedidos de entrar no país para observar o processo eleitoral. Entre eles, estavam membros do Grupo Idea, que inclui ex-presidentes e críticos de Maduro.
A oposição denunciou várias irregularidades, como a extensão do horário de votação em locais sem fila e o atraso na divulgação dos resultados. Foram mais de seis horas após o fechamento das urnas até o CNE divulgar os resultados preliminares, alegando uma “agressão ao sistema de transmissão de dados”.
A retenção das atas eleitorais também levantou suspeitas. O CNE proclamou a vitória de Maduro, mas não divulgou as atas eleitorais que atestam a vitória. A oposição, os Estados Unidos e países vizinhos pedem a liberação desses documentos para verificar a contagem dos votos.
O processo eleitoral na Venezuela permanece sob escrutínio internacional, enquanto a oposição e diversos países continuam a questionar a legitimidade da reeleição de Nicolás Maduro.