Economia

RN cria quase 16 mil empregos formais em 2025 e fecha o ano com saldo positivo

RN cria quase 16 mil empregos formais em 2025 e fecha o ano com saldo positivo

O desempenho foi sustentado pela geração de postos de trabalho em diferentes setores produtivos da economia potiguar

O mercado de trabalho formal do Rio Grande do Norte encerrou o ano de 2025 com saldo positivo de 15.870 empregos com carteira assinada, conforme dados consolidados no Boletim de Empregabilidade elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC). O resultado decorre de 257.414 admissões e 241.544 desligamentos registrados ao longo do período.

O desempenho foi sustentado pela geração de postos de trabalho em diferentes setores produtivos da economia potiguar, com destaque para Serviços, Indústria, Comércio e Agropecuária, responsáveis pela maior parte do saldo positivo observado no ano.

Serviços lideram geração de empregos no RN

O setor de Serviços apresentou o maior saldo de empregos formais em 2025, com a criação de 5.218 novos vínculos. Dentro do segmento, o agrupamento que reúne Administração Pública, Defesa, Seguridade Social, Educação, Saúde Humana e Serviços Sociais respondeu por 2.780 vagas, concentrando a maior parcela do crescimento setorial.

Comércio registra mais de 4,7 mil novas vagas

O Comércio também registrou saldo positivo, com a criação de 4.722 empregos formais ao longo de 2025. O desempenho do setor foi impulsionado principalmente pelo Comércio Varejista, responsável por 3.470 postos de trabalho, representando a maior contribuição dentro do segmento.

Indústria amplia postos de trabalho em 2025

A Indústria encerrou o ano com saldo positivo de 5.036 empregos formais. As Indústrias de Transformação responderam por 1.676 vagas, com destaque para o segmento de Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios, que concentrou parte relevante das admissões no setor industrial.

Agropecuária mantém saldo positivo no interior do estado

A Agropecuária contribuiu com 1.093 novos empregos formais, impulsionada pelas atividades de Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Aquicultura, segmentos que mantêm participação na geração de trabalho e renda em municípios do interior do Rio Grande do Norte.

Municípios com maior saldo de empregos formais

No recorte territorial, os municípios com os maiores saldos positivos de empregos formais em 2025 foram:

  • Natal: +7.108 vagas
  • Parnamirim: +2.167 vagas
  • São Gonçalo do Amarante: +1.800 vagas
  • Macaíba: +1.070 vagas
  • Extremoz: +535 vagas

Os dados indicam concentração da geração de empregos nos principais polos urbanos, com disseminação do crescimento para municípios da Região Metropolitana e entorno.

Segundo a equipe técnica da SEDEC, os resultados observados em 2025 confirmam a manutenção de uma trajetória positiva do mercado de trabalho formal no Rio Grande do Norte, com destaque para a diversificação produtiva e a participação dos setores de Serviços, Comércio e Indústria.

Boletim de Empregabilidade: https://tinyurl.com/yvzwp5kx

Fotos: Daniel Herrera – Sedec/RN / Assecom/RN

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Copom mantém Selic em 15% ao ano apesar do recuo da inflação

Copom mantém Selic em 15% ao ano apesar do recuo da inflação

Decisão foi tomada por unanimidade e era esperada pelo mercado financeiro

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 15% ao ano. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (28) e já era esperada pelo mercado financeiro.

Esta é a quinta reunião consecutiva em que o Copom mantém os juros básicos no mesmo patamar. A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano.

A decisão ocorreu em um contexto de recuo da inflação e de redução da cotação do dólar, mas sem alteração na política monetária. O colegiado responsável pela decisão estava desfalcado, após o fim do mandato de dois diretores no final de 2025.

Expiraram os mandatos dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, deve encaminhar as indicações dos substitutos apenas após o retorno do Congresso Nacional, previsto para fevereiro.

A trajetória recente da Selic começou a se alterar em setembro de 2024, após a taxa ter alcançado 10,5% ao ano em maio daquele ano. Desde então, o Copom iniciou um ciclo de elevação dos juros, que levou a Selic a 15% ao ano na reunião de junho do ano passado.

Desde essa reunião, a taxa vem sendo mantida no mesmo patamar.

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para o controle da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2025, o IPCA fechou o ano em 4,26%, o menor resultado anual desde 2018.

Com esse resultado, a inflação ficou dentro do teto da meta contínua estabelecida para o período. Pelo novo modelo de meta contínua, em vigor desde janeiro, a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Dessa forma, o limite inferior da meta é de 1,5% e o superior é de 4,5%. A apuração da meta passou a ser realizada mensalmente, com base na inflação acumulada em 12 meses.

Em janeiro de 2026, por exemplo, a inflação acumulada desde fevereiro de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em fevereiro, a base de comparação passa a considerar o período iniciado em março de 2025, e assim sucessivamente.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de dezembro, o Banco Central reduziu para 3,5% a previsão de inflação para 2026. A autoridade monetária informou que a estimativa será revista, considerando o comportamento recente do dólar e da inflação.

A próxima edição do relatório, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, está prevista para o fim de março.

As projeções do mercado financeiro seguem acima da meta central. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal divulgada pelo Banco Central com instituições financeiras, a inflação oficial deve encerrar o ano em 4%, valor levemente acima do teto da meta. Há um mês, a estimativa era de 4,05%.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Número de decolagens no Aeroporto de Natal cai 12,5% em 2025

Número de decolagens no Aeroporto de Natal cai 12,5% em 2025

Dados mostram redução nos voos domésticos e estabilidade nas operações internacionais; Alterações na malha aérea impactaram o número de decolagens em 2025

O Aeroporto Internacional de Natal registrou queda de 12,5% no número de decolagens em 2025 em comparação com o ano anterior. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam que foram realizadas 8.236 decolagens no terminal potiguar ao longo de 2025, contra 9.415 operações registradas em 2024.

A redução foi influenciada, principalmente, pela diminuição dos voos domésticos.

Voos domésticos concentraram a maior retração

Segundo os dados da Anac, as decolagens de voos domésticos caíram 13,4% no período analisado. Em 2024, o Aeroporto de Natal contabilizou 8.858 decolagens nacionais, número que caiu para 7.669 em 2025.

As operações internacionais apresentaram estabilidade, passando de 557 voos em 2024 para 567 em 2025, mantendo fluxo semelhante entre os dois anos.

Principais destinos dos voos partindo de Natal

Entre os voos domésticos com origem em Natal, o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) concentrou 30,6% das decolagens, permanecendo como o principal destino.

Na sequência, aparecem:

  • Recife (PE), com 13%
  • Brasília (DF), com 12,2%

No cenário internacional, Portugal concentrou 58,20% das decolagens, seguido por passageiros em conexão (27,34%) e pela Argentina (14,8%).

Volume de passageiros permaneceu estável

Apesar da redução no número de decolagens, o volume total de passageiros — considerando pousos e decolagens — se manteve estável em 2,4 milhões ao longo de 2025, representando um aumento de aproximadamente 1% em relação a 2024.

Do total de passageiros, 2,3 milhões utilizaram voos domésticos, enquanto 123 mil realizaram viagens internacionais.

Oferta de assentos também apresentou queda

Ainda conforme a Anac, o Aeroporto de Natal registrou uma queda de 5,8% na oferta de assentos em pousos e decolagens no ano passado. O dado acompanha as alterações observadas na malha aérea ao longo do período.

Alterações na malha aérea influenciaram os números

A administradora do terminal, Zurich Airport Brasil, informou que a redução nas decolagens ocorreu em razão de ajustes operacionais realizados pelas companhias aéreas ao longo de 2025.

Entre as mudanças registradas estão o encerramento de rotas diretas para Congonhas (SP) e Galeão (RJ), além da redução de frequências para Guarulhos e Brasília. Também foi registrada a suspensão da operação diária entre Natal e Fernando de Noronha.

Avaliações do setor de turismo e aviação

Órgãos ligados ao turismo estadual avaliam que a redução nas decolagens pode impactar a competitividade do Rio Grande do Norte em relação a outros destinos, considerando fatores como oferta de assentos, tarifas e conectividade aérea.

Representantes do setor apontam que o cenário está relacionado a ajustes operacionais das companhias aéreas, custos do setor e estratégias comerciais adotadas no mercado nacional.

Demanda turística e comportamento do consumidor

Entidades do trade turístico observam que, mesmo com a redução no número de decolagens, as companhias têm operado com aeronaves de maior capacidade e mantido taxas de ocupação elevadas.

Também é apontada uma mudança no comportamento do consumidor, com maior planejamento das viagens e busca por melhor relação entre custo e disponibilidade de voos.

Fotos: Sandro Menezes/Governo do RN

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Planejamento estratégico justifica desempenho positivo das confecções potiguares, analisa empresária do segmento

Planejamento estratégico justifica desempenho positivo das confecções potiguares, analisa empresária do segmento

Ao contrário dos demais setores, indústria têxtil do RN registrou crescimento de 98% em novembro de 2025, comparado com o mesmo período do ano anterior

Planejamento estratégico justifica desempenho positivo das confecções potiguares, analisa empresária do segmento

Em um mês marcado pela retração da indústria potiguar, o desempenho do setor de confecções potiguar em novembro de 2025 reforçou o papel estratégico da cadeia têxtil na sustentação da economia estadual. Na contramão dos demais setores da indústria, a confecção de artigos do vestuário e acessórios do RN cresceu 98% quando comparada ao mesmo mês do ano anterior, enquanto os demais setores recuaram 2,3%,  a menor queda registrada ao longo do ano.  

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada pelo IBGE na última semana. O resultado reflete diretamente a importância do planejamento estratégico construído com antecedência de empresas locais como a Del Rayssa, referência em moda íntima em todo o Nordeste. 

De acordo com Fátima Menezes, CEO da marca, o investimento em modernização, qualificação de pessoas e otimização de processos foram o segredo para enfrentar o cenário econômico desafiador para a indústria. 

“Nós entendemos que o mercado passaria por um momento desafiador e, por isso, antecipamos investimentos em tecnologia, capacitação da equipe e melhoria dos processos produtivos. Isso nos permitiu ganhar eficiência, manter a competitividade e contribuir para o fortalecimento do setor de confecções potiguar mesmo em um contexto econômico adverso”, destaca a empresária.

Planejamento estratégico justifica desempenho positivo das confecções potiguares
Planejamento estratégico justifica desempenho positivo das confecções potiguares

Adaptação aos novos cenários

Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), o cenário projetado para 2026 exige das empresas uma transformação profunda na forma como desenvolvem seus talentos. A vantagem competitiva deve envolver o fortalecimento da mão de obra para garantir a capacidade de adaptação a contextos dinâmicos e incertos; o trabalho em equipes multidisciplinares; o hibridismo técnico, que combina competências digitais e conhecimentos tradicionais; a educação profissional e o aprendizado contínuo, além da valorização de experiências práticas. 

A esse conjunto, soma-se o investimento em inteligência emocional e liderança, habilidades essenciais para gerir pessoas e processos em ambientes tecnológicos cada vez mais complexos, garantindo a produtividade e a sustentabilidade dos negócios.

Em sintonia com as novas tendências do mercado, Fátima Menezes projeta para 2026 um crescimento de 15% na produção e nas vendas da Del Rayssa.

“O fortalecimento da Del Rayssa está diretamente ligado à nossa capacidade de acompanhar essas transformações do mercado. Temos investido continuamente em mão de obra qualificada, tecnologia de ponta e na modernização da nossa indústria, com máquinas cada vez mais eficientes e processos bem estruturados. Esse conjunto nos permite ganhar escala, aumentar a produtividade e manter a qualidade que o mercado exige, projetando um futuro sólido e sustentável para a empresa”, finaliza Fátima Menezes.

Foto: Divulgação

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PIB do RN deve crescer entre 1,1% e 2,3% em 2026, aponta Sedec

PIB do RN deve crescer entre 1,1% e 2,3% em 2026, aponta Sedec

Nota técnica aponta cenário de crescimento moderado do PIB potiguar em 2026

A economia do Rio Grande do Norte deve registrar crescimento entre 1,1% e 2,3% em 2026, segundo projeção da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (Sedec-RN). A estimativa consta na Nota Técnica nº 01/2026, divulgada nesta segunda-feira (27), que apresenta cenários para a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

De acordo com o documento, o crescimento projetado é classificado como moderado e acompanha as tendências nacional e regional, em um contexto de expansão moderada da economia brasileira.

Projeção considera cenário macroeconômico nacional

A nota técnica leva em conta o ambiente macroeconômico projetado para o país, marcado por política monetária ainda restritiva e menor dinamismo dos investimentos. Dados da Resenha Regional de Economia – Nordeste, do Banco do Brasil, divulgada em dezembro de 2025, indicam que o PIB do Brasil deve crescer entre 1,5% e 2,2% em 2026.

Para o Nordeste, a expectativa é de crescimento próximo à média nacional, variando entre 1,3% e 2,0%, sustentado principalmente pelo setor de serviços.

Setores de serviços e indústria têm maior peso na projeção

Segundo a Sedec-RN, o desempenho do setor de serviços e da indústria será determinante para a materialização do cenário mais favorável de crescimento econômico. O setor de serviços responde por cerca de 75% do PIB estadual, enquanto a indústria representa aproximadamente 20%.

A agropecuária corresponde a cerca de 5% da economia potiguar, conforme dados das Contas Regionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Cenários projetados variam conforme desempenho setorial

O cenário base apresentado na nota técnica aponta crescimento de 1,1%, sustentado por premissas conservadoras, com desempenho mais moderado da indústria, compensado pela expansão dos serviços e da agropecuária.

Já o cenário mais favorável, que projeta crescimento de até 2,3%, está condicionado à melhora do desempenho setorial, especialmente nos segmentos de indústria e serviços, que possuem maior peso na composição do PIB estadual.

Indústria extrativa e políticas de estímulo

O estudo reconhece desafios enfrentados pela indústria extrativa, em especial no segmento de petróleo. No entanto, aponta que parte desses impactos pode ser compensada pela diversificação da base industrial e pela adoção de políticas de estímulo ao desenvolvimento, como o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (PROEDI).

A nota técnica destaca que a projeção adota uma faixa de crescimento como forma de reconhecer as incertezas do cenário macroeconômico e ampliar a transparência das estimativas oficiais.

Riscos associados ao cenário econômico

Entre os principais riscos apontados estão o desempenho da economia nacional, as condições de crédito, o ritmo dos investimentos produtivos, a evolução do mercado de trabalho e dificuldades setoriais específicas, como a retração da indústria extrativa.

Segundo a Sedec-RN, a atuação do governo estadual inclui ações voltadas ao fortalecimento do ambiente de negócios, estímulo à diversificação produtiva, atração de investimentos, apoio à inovação e melhoria das condições para o setor de serviços, especialmente nos segmentos de comércio, atividades empresariais e serviços às famílias.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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CUB da construção civil registra alta em dezembro 

CUB da construção civil registra alta em dezembro 

Indicador calculado pelo Sinduscon/RN fechou o mês cotado a R$ 2.005,99, com variação positiva de 0,47%.

CUB da construção civil registra alta em dezembro 

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon/RN) divulgou os dados do Custo Unitário Básico da Construção (CUB/m²) referentes ao mês de dezembro de 2025. O indicador encerrou o período cotado em R$ 2.005,99, o que representa uma alta de 0,47% em comparação com o mês anterior. 

O valor do metro quadrado considera o Padrão Médio R8N, que corresponde a um edifício residencial de padrão normal, com oito pavimentos e unidades de dois quartos. Esse padrão é utilizado como referência para a composição do índice no estado. 

O cálculo do CUB é realizado mensalmente pelo Sinduscon/RN com base nas informações repassadas pelas construtoras, refletindo a variação de preços dos principais materiais e serviços empregados na construção civil. 

Por isso, o CUB/m² é reconhecido como o principal parâmetro de referência dos custos do setor. Amplamente utilizado por construtoras, incorporadoras, engenheiros e arquitetos, o índice serve de base para o planejamento financeiro, elaboração de orçamentos e análise da viabilidade econômica de novos empreendimentos. 

Foto: Divulgação

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Planejamento estratégico sem indicadores compromete a competitividade das empresas

Planejamento estratégico sem indicadores compromete a competitividade das empresas

Consultoras Empresariais explicam por que mensurar resultados deixou de ser opção e se tornou fator decisivo para a execução da estratégia nos negócios.

Planejamento estratégico sem indicadores compromete a competitividade das empresas

Em um ambiente corporativo cada vez mais volátil, incerto e competitivo, o planejamento estratégico deixou de ser um exercício pontual para se consolidar como um processo contínuo. Ainda assim, muitas empresas cometem um erro recorrente: dedicam tempo à definição de estratégias, mas falham ao estruturar métodos eficientes de monitoramento e mensuração de resultados — um fator determinante para a competitividade no mercado.

Segundo Alliny Correia, Consultora Empresarial, com atuação em gestão estratégica, desenvolvimento organizacional, liderança e gestão de projetos, e sócia da Consultoria Sophie, planejar sem indicadores é um risco estratégico. “Planejar sem mensurar é como traçar uma rota sem painel de controle. A empresa até sabe onde quer chegar, mas não consegue identificar com precisão se está no caminho certo, se precisa corrigir o rumo ou se está alocando recursos de forma eficiente”, afirma.

Os indicadores de desempenho, nesse contexto, deixam de ser apenas instrumentos técnicos e passam a ocupar um papel central na estratégia. Eles traduzem objetivos em dados concretos, permitem acompanhar o progresso das metas, avaliar o desempenho de projetos e apoiar decisões com base em fatos, e não apenas em percepções. Além disso, bons indicadores ajudam a antecipar riscos, identificar gargalos operacionais e revelar oportunidades de melhoria antes que se tornem problemas maiores.

De acordo com Mariana Cedraz, Consultora Empresarial, estatística e especialista em análise de dados, Business Intelligence e gestão de equipes, também sócia da Consultoria Sophie, outro erro comum é o excesso de métricas ou a escolha de indicadores que não dialogam com a estratégia do negócio. “Monitorar tudo pode ser tão ineficaz quanto não monitorar nada. O desafio está em definir poucos indicadores-chave, realmente relevantes e alinhados às prioridades estratégicas da empresa. Cada indicador precisa responder a uma pergunta essencial: isso nos aproxima ou nos afasta dos nossos objetivos?”, explica.

No acompanhamento de projetos estratégicos, a mensuração se torna ainda mais relevante. Projetos são os mecanismos que transformam a estratégia em ação concreta. Sem um acompanhamento consistente, correm o risco de se desconectar do plano estratégico e se tornarem iniciativas isoladas, com baixo impacto nos resultados do negócio.

Para as especialistas da Consultoria Sophie, mensurar não basta. É fundamental compartilhar os indicadores, discutir os resultados com as equipes e criar rituais de acompanhamento. Esse processo é decisivo para consolidar uma cultura genuinamente orientada a resultados. “Quando as pessoas entendem o porquê dos indicadores, passam a utilizá-los como instrumentos de melhoria contínua, e não como mecanismos de controle”, reforça Alliny Correia.

O monitoramento estruturado também fortalece a governança e a cultura de responsabilidade compartilhada. Ao trabalhar indicadores de forma colaborativa, líderes estimulam autorresponsabilidade, aprendizado contínuo e decisões mais maduras. Os resultados deixam de ser responsabilidade exclusiva da gestão e passam a ser construídos coletivamente, com foco na execução do plano estratégico.

Mensurar, portanto, não significa apenas controlar, mas aprender. Indicadores devem servir como base para reflexão, ajustes e decisões. Planejamentos não precisam ser engessados. A mensuração contínua permite revisões inteligentes, mantendo a estratégia viva e conectada à realidade do mercado.

“A mensuração cria clareza, direciona prioridades e ajuda as empresas a tomarem decisões mais conscientes e alinhadas à sua estratégia”, destaca Alliny Correia, Consultora Empresarial em gestão estratégica.

“Estratégias bem-sucedidas combinam visão de futuro com disciplina de execução. Isso exige indicadores claros, metas bem desdobradas, comunicação simples das prioridades e ciclos curtos de análise e decisão”, conclui Mariana Cedraz, Consultora Empresarial e especialista em análise de dados e Business Intelligence.

Para mais informações, dicas e conteúdos sobre o tema, acesse o Instagram: @consultesophie

Foto: Divulgação

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Inadimplência atinge mais de 1,2 milhão de potiguares, terceiro maior índice do NE

Inadimplência atinge mais de 1,2 milhão de potiguares, terceiro maior índice do NE

Levantamento da Serasa mostra que 49,65% da população adulta do estado está com o nome negativado; em um ano, cerca de 100 mil pessoas passaram a integrar essa lista

Inadimplência atinge mais de 1,2 milhão de potiguares, terceiro maior índice do NE

Cerca de 1,24 milhão de potiguares encerraram 2025 com algum tipo de dívida em atraso. Dados do Mapa da Inadimplência no Brasil, da Serasa, indicam que 49,65% da população adulta do Rio Grande do Norte estava inadimplente em dezembro, acima dos 45,65% registrados no mesmo mês de 2024. A variação representa 100 mil novos inadimplentes em 12 meses.

O número ajuda a dimensionar o impacto das dívidas sobre o orçamento das famílias no estado. A virada do ano costuma concentrar despesas obrigatórias, como impostos, material escolar e reajustes de serviços, o que tende a aumentar a pressão financeira sobre quem já enfrenta dificuldades para manter as contas em dia.

Além do crescimento no total de inadimplentes, o levantamento detalha a composição dessas dívidas. Bancos e cartões de crédito concentram 26,1% dos débitos, seguidos por contas básicas, como água, luz e gás (22,1%), e por financeiras (19,6%). O valor médio de cada dívida é de R$ 1.593,27, indicador que ajuda a explicar a dificuldade de regularização para parte dos consumidores sem um planejamento financeiro estruturado.

Inadimplência atinge mais de 1,2 milhão de potiguares
Inadimplência atinge mais de 1,2 milhão de potiguares

O cenário observado no estado acompanha uma tendência nacional. Em dezembro, o Brasil chegou a 81,2 milhões de inadimplentes, o maior número já registrado na série histórica, após 12 meses consecutivos de alta. A maior concentração de pessoas com o nome negativado está na faixa etária entre 41 e 60 anos (35,6%), seguida pelos grupos de 26 a 40 anos, acima de 60 anos e jovens entre 18 e 25 anos.

Para o consultor de negócios da Central Sicredi Nordeste, Erli Bandeira, os números reforçam a importância da organização financeira como ponto de partida para a reversão do endividamento. “Quando o consumidor entende exatamente quanto ganha, quanto gasta e onde estão os principais compromissos financeiros, ele passa a ter condições reais de tomar decisões mais equilibradas e evitar o acúmulo de novas dívidas”, afirma.

Segundo o especialista, outro aspecto relevante é a definição de prioridades. “Não é possível resolver tudo de uma vez. Priorizar dívidas com juros mais altos, renegociar prazos e valores e, ao mesmo tempo, criar o hábito de guardar pequenas quantias mensalmente já produz efeito. Mesmo valores baixos, quando organizados, ajudam a reduzir a dependência do crédito”, diz Erli.

Bandeira destaca que, para quem busca avançar na regularização das contas para uma estratégia de longo prazo, a divisão do orçamento pode ajudar. “No planejamento financeiro, uma referência bastante utilizada é a organização da renda em blocos percentuais. Um modelo simples é destinar cerca de 30% da renda para despesas essenciais, como moradia, água, luz e alimentação”, explica.

“Outros 30% podem ser direcionados a compromissos financeiros e objetivos, como pagamento de dívidas, educação ou aquisição de bens, enquanto os 40% restantes ficam para poupança, investimentos e despesas pessoais. Essa estrutura facilita o controle do orçamento e a visualização dos limites de gasto”, completa o consultor.

Foto: Divulgação

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Micro e pequenas empresas têm até 30 de janeiro para aderir ao Simples Nacional

Micro e pequenas empresas têm até 30 de janeiro para aderir ao Simples Nacional

Prazo vale para empresas em atividade e para novos negócios que não fizeram a adesão no momento de inscrição do CNPJ; RN tem mais de 200 mil negócios enquadrados no Simples

Micro e pequenas empresas têm até 30 de janeiro para aderir ao Simples Nacional

Microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) interessadas em ingressar no Simples Nacional em 2026 devem redobrar a atenção aos prazos e às novas regras de adesão. Para negócios que já estão em funcionamento, o pedido poderá ser realizado exclusivamente durante este mês de janeiro, até o próximo dia 30. Uma vez deferida, a adesão produzirá efeitos retroativos a 1º de janeiro.

Já no caso das empresas em início de atividade, a regra mudou a partir de 1º de dezembro de 2025, com a entrada em vigor do Módulo Administração Tributária (MAT), e a escolha pelo Simples Nacional deve ocorrer simultaneamente à inscrição do CNPJ. Para Roza Diniz, gestora Contábil e Fiscal da Rui Cadete Consultores Associados, o regime segue sendo uma opção estratégica para micro e pequenas empresas.

“Além de concentrar tributos em uma única guia, o Simples diminui o volume de obrigações acessórias e torna a gestão fiscal mais simples, o que impacta diretamente a rotina do empreendedor. No entanto, a decisão precisa ser planejada e respeitar rigorosamente os prazos. Quem perder o período de solicitação, só poderá tentar novamente no ano-calendário seguinte”, explica a contadora.

Micro e pequenas empresas têm até 30 de janeiro para aderir ao Simples Nacional
Micro e pequenas empresas têm até 30 de janeiro para aderir ao Simples Nacional

O pedido de adesão é feito exclusivamente de forma online, por meio do Portal do Simples Nacional, e é irretratável para todo o ano-calendário. Após a solicitação, o sistema realiza uma checagem automática de pendências junto à Receita Federal, aos estados e aos municípios. Empresas com débitos ou inconsistências cadastrais passam por análise e somente terão a opção confirmada após a regularização.

“Por isso, é tão importante manter as obrigações fiscais em dia e contar com uma assessoria contábil qualificada, capaz de antecipar riscos, orientar correções e evitar que o empresário perca oportunidades por detalhes burocráticos”, orienta Roza.

Empresas que já são optantes pelo Simples Nacional não precisam renovar a adesão anualmente. A exclusão do regime acontece apenas em situações específicas, como solicitação voluntária do contribuinte ou existência de irregularidades fiscais. Já aquelas excluídas em 2025 por débitos, poderão solicitar nova opção em janeiro de 2026, desde que regularizem todas as pendências.

De acordo com Dados do Sebrae-RN, o Rio Grande do Norte tem 271.634 pequenos negócios em atividade, sendo 209.273 enquadrados no Simples Nacional. Esse universo (formado por microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte) responde por 36,6% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e concentrou 96,23% dos postos de trabalho formais criados no estado até outubro de 2025.

“No caso do microempreendedor individual que foi excluído do Simples Nacional e desenquadrado do Simei, o retorno ao regime exige dois procedimentos: primeiro, a solicitação de opção pelo Simples Nacional e, em seguida, a opção pelo Simei”, explica a contadora da Rui Cadete.

O acompanhamento da solicitação pode ser feito diariamente por meio do serviço “Acompanhamento da Formalização da Opção pelo Simples Nacional”. O resultado final da adesão está previsto para a segunda quinzena de fevereiro.

Foto: Divulgação

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Gasolina tem dois reajustes em uma semana na refinaria de Guamaré

Gasolina tem dois reajustes em uma semana na refinaria de Guamaré

Gasolina A acumula alta próxima de R$ 0,18 por litro e Diesel A S500 registra aumento a partir de 22 de janeiro

A Brava Energia, controladora da unidade de produção da Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, promoveu novos reajustes nos preços dos combustíveis comercializados na unidade entre os dias 15 e 22 de janeiro de 2026. A refinaria é responsável pelo fornecimento de uma parcela relevante do mercado de combustíveis do Rio Grande do Norte, atendendo distribuidores que atuam em diferentes regiões do estado.

No período, a Gasolina A foi alvo de dois reajustes consecutivos, enquanto o Diesel A S500 registrou aumento em um dos movimentos realizados neste intervalo.

Gasolina A tem dois aumentos consecutivos no intervalo de sete dias

O primeiro reajuste da Gasolina A entrou em vigor no dia 15 de janeiro, quando o preço praticado na refinaria passou de R$ 2,4287 para R$ 2,5662 por litro. A variação representou um acréscimo de R$ 0,1375 por litro no valor do combustível comercializado na unidade de Guamaré.

Já o segundo aumento foi aplicado a partir desta quinta-feira, 22 de janeiro, elevando o preço da Gasolina A para R$ 2,6015 por litro. Nesse novo movimento, a variação registrada foi de R$ 0,0353 por litro em relação ao valor anterior.

Com a soma dos dois reajustes realizados no intervalo de uma semana, a Gasolina A acumulou uma elevação próxima de R$ 0,18 por litro no preço de retirada na refinaria.

Diesel A S500 registra aumento no segundo reajuste

No caso do Diesel A S500, não houve alteração no primeiro movimento de reajuste realizado em 15 de janeiro. O aumento para este produto ocorreu apenas no segundo ajuste, com vigência a partir de 22 de janeiro de 2026.

O preço do Diesel A S500, que vinha sendo praticado a R$ 3,1965 por litro, passou para R$ 3,2375. A variação corresponde a um acréscimo de R$ 0,0410 por litro no valor praticado na refinaria de Guamaré.

Reajustes ocorrem no nível da refinaria

Os reajustes anunciados pela Brava Energia ocorrem no nível da refinaria, incidindo sobre os preços praticados na saída da unidade de produção. Esses valores servem de base para a cadeia de distribuição, que inclui etapas como transporte, armazenamento e comercialização por distribuidoras e postos revendedores.

A Refinaria Clara Camarão desempenha papel relevante no abastecimento do mercado potiguar, sendo uma das principais fornecedoras de combustíveis no estado. Alterações nos preços praticados na unidade impactam os custos ao longo da cadeia logística do setor.

Período concentra reajustes em curto intervalo

Os dois reajustes da Gasolina A ocorreram em um intervalo de sete dias, concentrando as alterações de preço entre a metade e o final do mês de janeiro. Já o Diesel A S500 teve alteração apenas no segundo ajuste, aplicado simultaneamente ao segundo aumento da gasolina.

Os valores informados correspondem exclusivamente aos preços praticados na refinaria, sem considerar tributos, margens de distribuição ou revenda, que são definidos em etapas posteriores da cadeia de comercialização.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Ilustração

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Aposentadoria do servidor público pode ser revisada após a publicação e exige atenção permanente

Aposentadoria do servidor público pode ser revisada após a publicação e exige atenção permanente

A advogada especialista em Direito do Servidor Público, Mylena Leite Ângelo, alerta que erros de cálculo, cortes indevidos e interpretações equivocadas da lei têm afetado servidores federais, estaduais e municipais já aposentados em todo o país.

Aposentadoria do servidor público pode ser revisada após a publicação e exige atenção permanente

Para muitos servidores públicos, a publicação do ato de aposentadoria representa o fim definitivo da vida funcional e o início de um período de estabilidade. No entanto, a realidade tem sido diferente para milhares de aposentados que só percebem problemas quando o valor do benefício diminui ou quando vantagens deixam de constar no contracheque.

A publicação da aposentadoria não encerra, necessariamente, a relação jurídica entre o servidor público e a administração. Pelo contrário: é após essa etapa que se tornam mais frequentes revisões administrativas, correções de cálculo e reavaliações de vantagens que impactam diretamente a renda mensal do aposentado.

Levantamentos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que ações envolvendo aposentadorias e pensões de servidores públicos estão entre as demandas mais recorrentes no Judiciário na área de Direito Administrativo, impulsionadas principalmente por erros no cálculo dos proventos e pela retirada de direitos já consolidados.

Segundo a advogada Mylena Leite Ângelo, o principal erro do servidor é acreditar que a aposentadoria publicada é imutável.

“A publicação do ato não significa blindagem jurídica. A administração pública possui o dever de autotutela, reconhecido pelas Súmulas 346 e 473 do Supremo Tribunal Federal, o que permite revisar seus próprios atos. O problema é que essas revisões nem sempre respeitam o direito adquirido e a segurança jurídica do servidor”, afirma.

Entre as falhas mais comuns estão erros na base de cálculo dos proventos, exclusão indevida de gratificações incorporadas, aplicação incorreta das regras de paridade e integralidade e atrasos no pagamento do benefício. Em muitos casos, o prejuízo financeiro só é percebido meses ou anos depois.

A especialista destaca que a Constituição Federal impõe limites claros à atuação da administração pública.

“O artigo 37 da Constituição estabelece princípios como legalidade e irredutibilidade de vencimentos. Qualquer redução de benefício sem respaldo legal pode e deve ser questionada. O servidor aposentado continua protegido pelo ordenamento jurídico”, explica.

Outro fator que ampliou a insegurança jurídica foi a Emenda Constitucional nº 103/2019, responsável por profundas mudanças no sistema previdenciário. Embora a norma preserve o direito adquirido e traga regras de transição, sua aplicação prática tem gerado interpretações divergentes dentro dos próprios órgãos públicos.

“É comum encontrarmos aposentadorias concedidas após a reforma sendo calculadas com base em regras que não se aplicavam àquele servidor. Sem uma conferência técnica do ato de aposentadoria, o erro se perpetua e compromete a renda do aposentado por tempo indeterminado”, alerta Mylena Leite Ângelo.

A advogada reforça que o acompanhamento jurídico após a aposentadoria não é excesso de cautela, mas uma medida de proteção financeira.

“A aposentadoria não é um ponto final automático. Ela inaugura uma nova fase da relação com o Estado, que exige atenção, análise do ato publicado e conferência contínua dos valores pagos”, conclui.

Com atuação nacional, Mylena Leite Ângelo observa crescimento expressivo de demandas envolvendo aposentadorias já publicadas, o que evidencia que a insegurança jurídica após a concessão do benefício é uma realidade enfrentada por servidores públicos em todo o país.

Para saber mais, acesse o Instagram: @mylenaleiteadvocacia

Foto: Divulgação

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RN lidera ranking negativo e é o estado que menos investiu no Nordeste em 2025

RN lidera ranking negativo e é o estado que menos investiu no Nordeste em 2025

Dados da Secretaria do Tesouro Nacional mostram queda nos investimentos e pressão fiscal no Rio Grande do Norte

O Rio Grande do Norte foi o estado que menos investiu entre as unidades da federação do Nordeste no período de janeiro a outubro de 2025. Os dados constam em levantamento da Secretaria do Tesouro Nacional e indicam que apenas 3% da receita estadual foi destinada a investimentos no período analisado.

No comparativo regional, a Paraíba aplicou 11% da receita em investimentos, enquanto o Ceará destinou 7%. O desempenho do Rio Grande do Norte ficou abaixo de todos os demais estados nordestinos no mesmo intervalo de tempo.

Além do percentual da receita, o estado também apresentou o pior resultado em investimento per capita na região. O valor executado foi de R$ 106,55 por habitante, número inferior ao montante previsto no orçamento anual, que era de R$ 460,40 por pessoa.

Em relação ao mesmo período de 2024, os investimentos do Rio Grande do Norte registraram queda de 40,8%. O recuo é observado tanto nos valores globais quanto na média por habitante, conforme os dados consolidados pelo Tesouro Nacional.

De acordo com análise da Aequus Consultoria, os números refletem a fragilidade fiscal enfrentada pelo estado nos últimos anos. Desde 2019, o Rio Grande do Norte mantém classificação Capag C na avaliação de Capacidade de Pagamento, indicador utilizado pelo Tesouro Nacional para medir a situação fiscal dos entes federativos.

A nota Capag C limita o acesso do estado a operações de crédito com garantia da União. Em 2024, segundo o levantamento, 43% dos investimentos realizados dependeram de operações de crédito, o que evidencia a restrição de recursos próprios para investimentos diretos.

O Rio Grande do Norte também encerrou o período com o menor volume de investimentos empenhados por habitante entre os estados do Nordeste, reforçando o desempenho abaixo da média regional.

Um dos principais fatores apontados para o cenário é o elevado comprometimento da receita com despesas de pessoal. Até outubro de 2025, 73% das despesas estaduais foram destinadas ao pagamento da folha salarial e encargos. No Poder Executivo, esse percentual já ultrapassa o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Economistas avaliam que o baixo nível de investimento compromete a capacidade do estado de atrair novos empreendimentos e pode contribuir para a estagnação econômica, especialmente quando comparado ao desempenho de estados vizinhos, como Ceará e Paraíba, que apresentaram indicadores mais elevados de aplicação de recursos em investimentos.

Em nota, o governo do Rio Grande do Norte informou que o investimento total realizado em 2025 alcançou R$ 605 milhões, valor considerado o terceiro maior dos últimos 16 anos. Especialistas, no entanto, apontam que, apesar do volume nominal, o cenário fiscal permanece pressionado, sobretudo em função da elevada rigidez das despesas correntes.

Foto: Demis Roussos/Arquivo / Sandro Menezes/Governo do RN/Ilustração

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Caso Banco Master expõe embates entre STF, TCU, Polícia Federal e Receita Federal

Caso Banco Master expõe embates entre STF, TCU, Polícia Federal e Receita Federal

Liquidação do Banco Master provoca cobranças a órgãos de controle, decisões judiciais controversas e reação de senador contra ministros do STF

Dois meses após a liquidação do Banco Master, a atuação de órgãos responsáveis pela fiscalização e investigação do caso passou a ser alvo de críticas públicas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Contas da União (TCU). Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Banco Central foram formalmente acionados para prestar esclarecimentos sobre sua conduta no episódio. A Polícia Federal também entrou no centro do debate institucional.

As cobranças surgiram em meio ao avanço das apurações que envolvem executivos do banco, empresários e pessoas próximas à direção da instituição financeira. Segundo a Polícia Federal, o Banco Master teria emitido cerca de R$ 12 bilhões em títulos considerados falsos, o que levou à deflagração de operações, prisões e cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Toffoli aponta inércia da Polícia Federal e determinações são revistas

No âmbito do STF, o ministro Dias Toffoli criticou a atuação da Polícia Federal ao apontar “falta de empenho” e “inércia” na condução das investigações. As declarações ocorreram no contexto da autorização da prisão de Fabiano Zettel, cunhado do controlador do banco, Daniel Vorcaro, além da realização de buscas contra o empresário Nelson Tanure.

Inicialmente, Toffoli determinou que todo o material apreendido ficasse sob custódia do Supremo Tribunal Federal. A decisão provocou reação de juristas e integrantes do meio jurídico, que questionaram a medida. Horas depois, o ministro recuou e autorizou a transferência das provas diretamente para a Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável pela condução das investigações criminais.

Questionamento no TCU sobre liquidação do banco gera impasse institucional

No Tribunal de Contas da União, o ministro Jhonatan de Jesus tentou revisar a decisão do Banco Central que determinou a liquidação do Banco Master. O argumento apresentado foi o de possível precipitação por parte da autoridade monetária. A iniciativa, no entanto, extrapolou as atribuições do TCU, que não possui competência para rever atos regulatórios do Banco Central.

Após reunião entre o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ficou definido que a inspeção do tribunal será limitada. O acordo prevê que não haverá acesso a informações protegidas por sigilo bancário ou fiscal, restringindo o escopo da análise do órgão de controle externo.

Contratos, investimentos e abertura de inquérito sigiloso

Durante as investigações conduzidas pela Polícia Federal, foi localizado no celular de Daniel Vorcaro um contrato no valor de R$ 129 milhões com o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes. Além disso, veio a público que um fundo ligado ao Banco Master realizou investimentos em um resort que já pertenceu a familiares do ministro Dias Toffoli.

Após a divulgação dessas informações, Alexandre de Moraes determinou a abertura de uma investigação sigilosa para apurar possível quebra irregular de sigilo fiscal e bancário. O inquérito tem como foco a atuação da Receita Federal e do Coaf, diante da suspeita de acessos indevidos a dados protegidos por lei.

Senador acusa ministros do STF de abuso de poder

A reação política ao caso ganhou destaque com declarações do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes estariam praticando um “abuso de poder escancarado” ao, segundo ele, tentar constranger e intimidar a Polícia Federal e a Receita Federal.

Vieira criticou diretamente a decisão de Moraes de instaurar inquérito para apurar um suposto vazamento de dados sigilosos envolvendo ministros do STF. De acordo com o senador, as investigações miram acessos a informações fiscais e bancárias relacionadas ao próprio Moraes e a Toffoli, incluindo dados sobre o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e negócios de familiares de Toffoli ligados ao Banco Master.

Críticas à abertura de inquérito e atuação da PF

Na avaliação do senador, a abertura do inquérito seria uma reação às revelações que causaram constrangimento institucional. Vieira afirmou que, diante da impossibilidade de explicar relações com investigados e transações financeiras de alto valor, os ministros estariam buscando deslocar o foco das apurações para a origem do vazamento das informações.

No mesmo contexto, Dias Toffoli voltou a criticar publicamente a Polícia Federal pela demora na deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master. O ministro chegou a responsabilizar a corporação por eventuais prejuízos à apuração. Inicialmente, também determinou que os materiais apreendidos permanecessem lacrados sob guarda do STF, decisão que foi revertida posteriormente, com autorização para envio direto à Procuradoria-Geral da República.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil / Pedro França/Agência Senado

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Vendas do varejo do RN crescem 1,5% em novembro, aponta IBGE

Vendas do varejo do RN crescem 1,5% em novembro, aponta IBGE

Dados da Pesquisa Mensal do Comércio mostram crescimento nas vendas e na receita do estado

As vendas do comércio varejista do Rio Grande do Norte cresceram 1,5% em novembro de 2025, na comparação com outubro, já com ajuste sazonal. O resultado interrompeu dois meses de desempenho praticamente estável no estado, após variações de 0,4% em outubro e 0,1% em setembro.

Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além do avanço no volume de vendas, a receita nominal do varejo potiguar também apresentou crescimento no período, com alta de 1,2%.

Tanto o desempenho das vendas quanto da receita ficou acima da média nacional. No Brasil, o comércio varejista registrou crescimento de 1% em novembro, tanto no volume de vendas quanto na receita nominal.

Comparação anual mostra avanço mais intenso no RN

Na comparação com novembro de 2024, o comércio varejista do Rio Grande do Norte apresentou crescimento mais expressivo. O volume de vendas avançou 8,3%, enquanto a receita nominal registrou alta de 11,5%.

O indicador do varejo abrange, principalmente, o comércio de bens não duráveis e semiduráveis, como hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, segmentos que influenciaram o desempenho do setor no estado.

Varejo ampliado também registra crescimento

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo tradicional, segmentos como veículos, motocicletas, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o Rio Grande do Norte também apresentou crescimento em novembro.

Na comparação com outubro, o volume de vendas do varejo ampliado cresceu 0,7%, enquanto a receita nominal avançou 0,8%. Já no comparativo com novembro do ano anterior, o crescimento foi de 2,9% no volume de vendas e de 6,6% na receita nominal.

Acumulado do ano e dos últimos 12 meses

No acumulado de janeiro a novembro de 2025, o volume de vendas do varejo potiguar apresentou alta de 4,5%, enquanto a receita nominal cresceu 9,7% em relação ao mesmo período de 2024.

No acumulado dos últimos 12 meses, o volume de vendas do varejo no Rio Grande do Norte registrou crescimento de 4,1%. A receita nominal manteve avanço de 9,3%, repetindo o mesmo patamar observado em outubro.

No varejo ampliado, o acumulado do ano apresentou alta de 2,4% no volume de vendas e de 8,0% na receita nominal. Já no acumulado de 12 meses, o crescimento foi de 2,3% no volume e de 7,9% na receita.

Principais números do RN em novembro de 2025

  • Varejo: +1,5% (vendas) | +1,2% (receita)
  • Brasil: +1,0% (vendas) | +1,0% (receita)
  • Varejo ampliado: +0,7% (vendas) | +0,8% (receita)

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Receita Federal nega taxação do Pix e alerta para notícias falsas

Receita Federal nega taxação do Pix e alerta para notícias falsas

Órgão afirma que não há cobrança de imposto nem fiscalização de transações individuais

A Receita Federal voltou a desmentir informações falsas que circulam nas redes sociais sobre suposta cobrança de impostos ou monitoramento de transações financeiras realizadas por meio do Pix. Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (14), o órgão afirmou que não existe tributação sobre o sistema de pagamentos instantâneos nem fiscalização das movimentações com esse objetivo.

Segundo a Receita, mensagens que mencionam “taxa do Pix” ou “imposto sobre transferências” não têm fundamento. O órgão esclarece que o Pix é apenas um meio de pagamento, assim como dinheiro em espécie, cartão ou transferência bancária, e não gera, por si só, qualquer tipo de tributo.

Esclarecimento sobre norma citada em boatos

As informações falsas fazem referência à Instrução Normativa nº 2.278, publicada em agosto do ano passado, como se o texto autorizasse o rastreamento de transações individuais. De acordo com o Fisco, a norma não trata de taxação nem de monitoramento financeiro.

A Receita informou que a instrução normativa apenas estende às fintechs e instituições de pagamento as mesmas obrigações de transparência já aplicadas aos bancos tradicionais desde 2015, dentro das regras de prevenção à lavagem de dinheiro e à ocultação de patrimônio.

Segundo o órgão, as informações repassadas não detalham valores individuais, nem permitem identificar a origem ou a natureza dos gastos realizados pelos cidadãos.

Disseminação de desinformação

Os boatos voltaram a ganhar força nas redes sociais após a publicação de conteúdos que afirmam a retomada de monitoramento do Pix pelo governo. A Receita informou que já havia emitido alertas semelhantes anteriormente, reforçando que não há mudanças na política tributária relacionadas ao sistema de pagamentos instantâneos.

O órgão afirma que esse tipo de conteúdo busca gerar pânico financeiro, desinformar a população e enfraquecer a confiança em um dos principais meios de pagamento do país. A Receita também alerta que a disseminação dessas mensagens favorece a atuação de grupos criminosos e a monetização de conteúdos enganosos.

Relação com o Imposto de Renda

No mesmo comunicado, a Receita destacou informações verdadeiras que vêm sendo distorcidas. Desde janeiro, pessoas com rendimento mensal de até R$ 5 mil estão isentas do Imposto de Renda, enquanto rendas de até R$ 7.350 contam com desconto no valor devido.

O órgão esclareceu que essas alterações não possuem qualquer relação com Pix, monitoramento de transações financeiras ou criação de novos tributos.

Alerta sobre golpes

A Receita Federal alertou que a propagação de boatos sobre impostos e Pix cria um ambiente favorável à aplicação de golpes. Criminosos utilizam a desinformação para enviar mensagens falsas por redes sociais, telefone e aplicativos de mensagens, solicitando pagamentos indevidos ou dados pessoais.

A orientação do órgão é evitar o compartilhamento de conteúdos sem fonte confiável e buscar informações em canais oficiais ou veículos de imprensa profissional. Mensagens que solicitam pagamentos ou dados relacionados ao Pix devem ser tratadas como tentativas de golpe.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil / Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

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Código do Contribuinte reacende debate sobre alta inadimplência no RN

Código do Contribuinte reacende debate sobre alta inadimplência no RN

Nova lei define direitos e deveres na relação com o Fisco e endurece regras para o devedor contumaz em um cenário de endividamento recorde das empresas potiguares

Código do Contribuinte reacende debate sobre alta inadimplência no RN

Sancionada na última sexta-feira (9), a Lei Complementar nº 225/2026, que institui o Código de Defesa do Contribuinte, entra em vigor em um contexto de elevado endividamento empresarial no Rio Grande do Norte. Dados da Serasa Experian indicam que o estado apresenta a maior dívida média por empresa no Nordeste, o que, segundo especialistas, reforça a necessidade de atenção das empresas à gestão fiscal e financeira.

O Código de Defesa do Contribuinte estabelece normas gerais para a atuação da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Nesse sentido, a legislação consolida direitos e deveres dos contribuintes e endurece as regras para o combate ao chamado “devedor contumaz”, ou seja, aquele que mantém inadimplência tributária reiterada e injustificada como estratégia de negócio.

Segundo o contador e diretor da Rui Cadete Consultores Associados, Gustavo Vieira, a nova lei cria critérios mais objetivos para diferenciar situações de inadimplência estrutural de dificuldades financeiras pontuais. “O Código deixa claro que nem todo contribuinte inadimplente pode ser tratado como devedor contumaz, o que traz maior previsibilidade para empresas que enfrentam problemas momentâneos de caixa”, afirma.

No âmbito federal, conforme as novas regras, a caracterização do devedor contumaz ocorre quando a dívida tributária irregular atinge valor igual ou superior a R$ 15 milhões ou supera 100% do patrimônio conhecido do contribuinte. Para estados e municípios, os critérios poderão ser definidos em legislação própria; na ausência de norma específica, contudo, aplica-se o padrão federal.

No Rio Grande do Norte, o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian aponta que, em setembro de 2025, mais de 90 mil empresas estavam inadimplentes. A dívida média por CNPJ chegou a R$ 22.953,89 (a maior da região Nordeste) e o volume total de débitos negativados ultrapassou R$ 2 bilhões. Em comparação com o mesmo período de 2024, o número de empresas inadimplentes no estado cresceu 22,31%.

Código do Contribuinte reacende debate sobre alta inadimplência no RN
Código do Contribuinte reacende debate sobre alta inadimplência no RN

Código de Defesa do Contribuinte

A legislação estabelece de forma sistematizada direitos do contribuinte, como o recebimento de comunicações claras, o acesso integral a processos administrativos fiscais, o direito ao contraditório e à ampla defesa, além da exigência de decisões administrativas em prazo razoável. De acordo com o diretor da Rui Cadete, a consolidação desses direitos tende a impactar a relação entre empresas e administração tributária.

“Ao organizar esses direitos em uma lei complementar, o Código reduz incertezas e pode contribuir para a diminuição de litígios”, avalia Gustavo. 

A norma também reforça deveres, como o cumprimento das obrigações tributárias principais e acessórias, a prestação de informações corretas ao Fisco e a guarda de documentos fiscais pelo prazo legal. Ao mesmo tempo, impõe obrigações à administração tributária, incluindo a redução da litigiosidade, a priorização de soluções cooperativas e a atuação com boa-fé e segurança jurídica.

“A lei permite que o contribuinte apresente elementos, como prejuízo financeiro recente ou impactos decorrentes de calamidade pública, por exemplo, para explicar as razões da inadimplência. Isso, no entanto, não elimina a responsabilidade das empresas com a própria gestão. Planejamento financeiro, controle de custos e uma boa assessoria fiscal e contábil continuam sendo determinantes para evitar a inadimplência e ganham ainda mais relevância com o novo Código”, finaliza o contador.

Foto: Divulgação

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FÉRIAS: Especialista orienta consumidores sobre cuidados na compra de pacotes de viagem

FÉRIAS: Especialista orienta consumidores sobre cuidados na compra de pacotes de viagem

Consumidores devem redobrar atenção a contratos, cancelamentos e possíveis golpes nas compras on-line

FÉRIAS: Especialista orienta consumidores sobre cuidados na compra de pacotes de viagem

O período de férias costuma impulsionar a busca por pacotes de viagem, acompanhada de promoções e facilidades de pagamento. No entanto, para que a experiência não se transforme em frustração, o consumidor precisa ir além do preço na hora de fechar negócio. Eduarda Vale, professora do curso de Direito da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, alerta que alguns cuidados básicos fazem toda a diferença para garantir segurança e tranquilidade durante a viagem.

Segundo a especialista, avaliar apenas o valor pode ser um erro. “Além do preço, o consumidor deve observar a reputação da empresa e conferir detalhadamente tudo o que está incluído no pacote”, orienta.

Ela destaca que itens como regras de cancelamento e remarcação, categoria e localização da hospedagem, horários e conexões dos voos, condições de alimentação, traslados e a existência de seguro-viagem ou assistência precisam ser analisados com atenção. “Esses cuidados ajudam a evitar imprevistos e influenciam diretamente na qualidade da experiência”, acrescenta.

Outro ponto essencial é verificar se a agência ou plataforma é confiável. A professora explica que o consumidor deve confirmar se a empresa possui CNPJ ativo, buscar avaliações em sites como Reclame Aqui e consumidor.gov.br e observar comentários recentes de outros clientes. “Também é importante conferir se a empresa oferece canais de atendimento oficiais e acessíveis. Preços muito abaixo do mercado devem acender um alerta, pois podem indicar riscos ou até golpes”, ressalta.

No momento da contratação, o consumidor tem direito à informação clara e completa. De acordo com a docente, todos os detalhes do pacote podem e devem ser exigidos antes da compra. “Categoria do hotel, horários de voo, regras de bagagem, tipos de alimentação, traslados e passeios precisam constar formalmente no contrato ou nos vouchers. O que está documentado é o que garante os direitos do consumidor caso algo não seja cumprido”, explica.

Alterações no pacote também merecem atenção. Caso a agência mude itens essenciais, como hotel ou data da viagem, o consumidor não é obrigado a aceitar. “Ele pode concordar com a substituição, recusar e solicitar o reembolso integral ou exigir o cumprimento da oferta original. Se a mudança causar prejuízos, como perda de dias de viagem ou hospedagem inferior à contratada, também é possível pedir indenização pelos danos sofridos”, orienta a docente da UnP.

Compras on-line

Nas compras feitas pela internet, especialmente em promoções de última hora, a atenção deve ser redobrada. “É essencial certificar-se de que o site é seguro, conferir avaliações recentes da empresa, ler atentamente as regras de cancelamento, evitar formas de pagamento arriscadas, como PIX para pessoas físicas, e guardar prints da oferta. Além disso, é importante desconfiar de promoções com preços muito abaixo do mercado, pois podem indicar golpes”, alerta.

Para identificar possíveis golpes, a especialista explica que alguns indícios são comuns. “Golpes geralmente se caracterizam por preços muito abaixo do mercado, sites sem informações claras, ausência de CNPJ, perfis recentes nas redes sociais, erros evidentes no site, pressão para pagamento imediato e falta de canais de contato confiáveis. Sempre que uma oferta parece boa demais para ser verdadeira, é um sinal de alerta”, reforça Vale.

Por fim, a professora destaca a importância de guardar toda a documentação relacionada à viagem. Contratos, comprovantes de pagamento, vouchers, e-mails, protocolos de atendimento, entre outros, são fundamentais para garantir os direitos do consumidor. “Caso se sinta lesado, o consumidor pode recorrer a canais como o Procon, o consumidor.gov.br, a Justiça, por meio do Juizado Especial Cível, e a ANAC, quando o problema envolver companhias aéreas. Esses órgãos são importantes aliados para assegurar que os direitos do consumidor sejam respeitados”, conclui.

Foto: Divulgação

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Conselho de Administração da BRAVA Energia elege Richard Kovacs como Diretor Presidente e Alexandre Cruz Presidente do Conselho de Administração

Conselho de Administração da BRAVA Energia elege Richard Kovacs como Diretor Presidente e Alexandre Cruz Presidente do Conselho de Administração

Executivos assumem novos cargos após sucessão consensuada e alinhada às diretrizes estratégicas da empresa

Conselho de Administração da BRAVA Energia elege Richard Kovacs como Diretor Presidente e Alexandre Cruz Presidente do Conselho de Administração

A BRAVA Energia anunciou, nesta segunda-feira (12), que o Conselho de Administração da Companhia elegeu Richard Kovacs para o cargo de Diretor Presidente. A escolha ocorreu após a renúncia de Décio Oddone, conforme processo de sucessão previamente planejado. A eleição de Kovacs assegura a continuidade da estratégia de longo prazo da Companhia, bem como a preservação de sua cultura de disciplina de capital, segurança operacional e eficiência.

“Em 2025 atingimos recordes de produção e eficiência operacional, com forte crescimento de produção e estabilidade operacional nos principais ativos da Brava. Meu objetivo é garantir que a Companhia esteja focada em resultados, na gestão eficiente do nosso portfólio e na redução do custo de produção. As mudanças na liderança demonstram a confiança dos acionistas na tese de investimento da Brava e a nossa convicção em destravar valor para os stakeholders no curto, médio e longo prazo”, afirma Kovacs.

Richard Kehrer Kovacs é formado em Economia pela PUC-SP e possui longa experiência nos setores financeiro e de energia, atuando em cargos de liderança, estruturação comercial e desenvolvimento de novos negócios. Foi Diretor-Presidente da Ebrasil LNG, Diretor Comercial da Ebrasil Energia e membro do Conselho de Administração da Ocyan. Era presidente do Conselho de Administração da Brava desde agosto de 2025.

Com o objetivo de garantir uma transição coordenada e alinhada às diretrizes estratégicas e de governança da Companhia, Décio Oddone permanecerá no cargo até o dia 31 de janeiro. Richard Kovacs assumirá o cargo em seguida, em 1º de fevereiro.

“Tenho muito orgulho de ter participado do processo de criação da Brava e de seu desenvolvimento inicial. Ao longo desse período, o foco esteve na melhoria contínua das operações e na manutenção de uma posição financeira sólida, fundamentos importantes para que a Companhia possa seguir destravando seu potencial em benefício de seus stakeholders. Encerro este ciclo no contexto de um processo de transição consensuado, construído de forma alinhada e serena”, diz Décio Oddone.

Em razão da eleição, Kovacs renunciou ao cargo de Presidente do Conselho de Administração, permanecendo como membro. Adicionalmente, Alexandre Cruz foi eleito para o cargo de Presidente do Conselho de Administração, com posse nesta segunda-feira (12), em substituição a Richard Kovacs.

“Acreditamos que há muitas oportunidades a serem exploradas com foco na geração de caixa, otimização do endividamento e a continuidade da estratégia da Companhia” comenta Alexandre Cruz.

Alexandre Cruz é graduado em Economia pela USP, em Direito pela PUC-SP e possui pós-graduação pela FGV. Atualmente, exerce o cargo de CEO e é um dos fundadores da gestora de investimentos JiveMauá, tendo também atuado anteriormente na Ernst & Young e no Banco Santander.

Foto: Divulgação

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Aposentados da saúde cobram 13º salário atrasado em ato público na Governadoria

Aposentados da saúde cobram 13º salário atrasado em ato público na Governadoria

O ato reúne aposentados, pensionistas e representantes sindicais que reivindicam o cumprimento do pagamento anunciado anteriormente pelo governo

Aposentados e pensionistas da saúde estadual realizam, na manhã desta segunda-feira (12), um ato público em frente à Governadoria do Rio Grande do Norte, em Natal, para cobrar do governo estadual o pagamento do 13º salário, que, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN), permanece em atraso.

A mobilização teve início às 9h e ocorre de forma conjunta com outras entidades sindicais que representam servidores públicos estaduais. O ato reúne aposentados, pensionistas e representantes sindicais que reivindicam o cumprimento do pagamento anunciado anteriormente pelo governo.

Sindsaúde afirma que governo sinalizou pagamento para sexta-feira

De acordo com o Sindsaúde/RN, o Governo do Estado havia sinalizado que o pagamento do 13º salário dos aposentados e pensionistas da saúde seria efetuado na sexta-feira (9). No entanto, segundo a entidade, os valores não foram creditados nas contas dos beneficiários na data informada.

O sindicato afirma que o atraso afeta diretamente o orçamento dos aposentados e pensionistas que dependem do pagamento para custear despesas mensais. A entidade destaca que os servidores cobrados dedicaram décadas ao serviço público estadual na área da saúde.

Contato com Secretaria de Administração

Ainda segundo o Sindsaúde/RN, na tarde da sexta-feira (9), a direção sindical entrou em contato com o secretário adjunto de Administração, Carlos Cerveira, para obter esclarecimentos sobre o pagamento.

Conforme relato do sindicato, o secretário adjunto informou que a folha de pagamento dos aposentados e pensionistas da saúde estadual já estaria pronta. De acordo com essa informação, a liberação dos valores dependeria apenas de autorização da Secretaria de Planejamento do Estado.

Apesar da informação repassada à entidade sindical, o Sindsaúde afirma que o pagamento não foi efetuado até o início da mobilização desta segunda-feira.

Ato reúne outras categorias do serviço público

O protesto realizado em frente à Governadoria conta com a participação de outras entidades sindicais que representam servidores estaduais. As categorias se unem para pressionar o governo a regularizar o pagamento do 13º salário dos aposentados e pensionistas da saúde.

Segundo os organizadores, o objetivo do ato é dar visibilidade à situação e cobrar uma posição oficial do governo estadual sobre a liberação dos recursos.

Reivindicação por definição de prazo

Durante a mobilização, os manifestantes reivindicam uma definição clara de prazo para o pagamento do benefício. O sindicato afirma que aguarda um posicionamento formal do Governo do Rio Grande do Norte sobre quando os valores serão creditados.

Até o momento da realização do ato, não havia divulgação oficial por parte do governo estadual sobre a data de pagamento do 13º salário dos aposentados e pensionistas da saúde.

Fotos: Reprodução

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13º dos servidores do RN é pago parcialmente e sindicatos convocam protesto

13º dos servidores do RN é pago parcialmente e sindicatos convocam protesto

Ativos já receberam; parte de aposentados e pensionistas terá valores creditados na segunda-feira (12), segundo o Executivo estadual

O Governo do Rio Grande do Norte iniciou nesta sexta-feira (9) o pagamento do 13º salário dos servidores públicos estaduais. Conforme apuração confirmada pela imprensa local, os valores começaram a ser creditados de forma escalonada, com depósitos realizados ao longo do dia, de acordo com o processamento da folha por órgão.

Segundo informações, a maior parte dos servidores já recebeu o pagamento. Informações do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado (Sinsp/RN) indicaram que todos os servidores ativos tiveram os valores creditados ainda na sexta-feira, enquanto aposentados e pensionistas permaneciam sem receber.

Governo confirma pagamento parcial e anuncia conclusão

Após cobranças de aposentados e pensionistas, o Governo do Estado confirmou que concluiu o pagamento do 13º salário dos servidores ativos e que efetuou o pagamento de parte dos inativos também na sexta-feira (9). Em nota oficial divulgada no sábado (10), o Executivo estadual informou que o pagamento integral será concluído na segunda-feira (12).

Segundo o governo, já receberam o benefício 100% dos servidores ativos, além de todos os aposentados do sistema de segurança pública, incluindo Polícia Militar (PM), Corpo de Bombeiros Militar (CBM), Polícia Civil (PCRN), Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP) e Polícia Científica (PCI-RN). Também foram pagos os pensionistas da PM e do CBM.

Ainda conforme a nota, o valor do 13º salário dos demais servidores públicos estaduais será disponibilizado ao longo da segunda-feira, encerrando o calendário de pagamento.

Histórico do calendário e decisões judiciais

Em 24 de dezembro, o Governo do RN havia confirmado que o pagamento do 13º salário sofreria atraso, estabelecendo o dia 9 de janeiro como data para depósito dos valores referentes a servidores ativos, aposentados e pensionistas. A definição considerou, segundo o Executivo, o cenário financeiro do Estado.

Antes disso, o secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, havia informado que o pagamento poderia ocorrer em duas etapas, com conclusão até o dia 10 de janeiro, a exemplo de anos anteriores.

Apesar do calendário anunciado, a 1ª Vara da Fazenda Pública de Natal havia determinado que o Estado quitasse o 13º salário dos servidores da Saúde e da Segurança Pública até o fim de 2025.

Sindicatos convocam ato público

Diante do não pagamento integral do 13º salário na sexta-feira (9), entidades sindicais convocaram um Ato Público Unificado para a manhã da segunda-feira (12), a partir das 9h, em frente à Governadoria, no Centro Administrativo.

Até a manhã do sábado (10), nove sindicatos haviam confirmado participação: Sinsp, Sinai, Sindsaúde, Sinte-RN, Astran, Sindppen, Aduern, Sinter/Sefaz e Sindpci.

O Sinte-RN e outras entidades afirmaram que parte de suas bases, especialmente aposentados e pensionistas, não recebeu o pagamento conforme o cronograma anunciado.

Reclamações de aposentados e pensionistas

O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde/RN) denunciou o atraso no pagamento do 13º salário de aposentados e pensionistas da área da saúde. Segundo a entidade, o pagamento havia sido prometido para a sexta-feira (9), o que não ocorreu.

Na tarde do mesmo dia, representantes do sindicato relataram contato com o secretário adjunto de Administração, Carlos Cerveira, que informou que a folha estava pronta e aguardava autorização da Secretaria de Planejamento para liberação do pagamento.

O Sinsp/RN informou que aposentados e pensionistas continuaram relatando a ausência do crédito e que não foi apresentado prazo oficial para regularização até então.

Prorrogação do desconto do IPTU em Natal

Em razão do atraso no pagamento do 13º salário estadual, a Prefeitura do Natal decidiu prorrogar o prazo para pagamento antecipado do IPTU 2026 com desconto. O anúncio foi feito pelo prefeito Paulinho Freire (União Brasil) nas redes sociais.

Inicialmente previsto para a sexta-feira (9), o prazo foi estendido até o dia 16 de janeiro, conforme decreto publicado em edição extra do Diário Oficial do Município. A medida vale para contribuintes que estavam quites com o município até 30 de dezembro de 2025.

Segundo a prefeitura, o objetivo foi atender pedidos de servidores estaduais, aposentados e pensionistas que aguardavam o crédito do 13º salário para efetuar o pagamento do imposto.

Os boletos podem ser reemitidos pelos portais oficiais da Secretaria Municipal de Finanças (Sefin) e pelo sistema Directa, além de atendimento digital via WhatsApp. O IPTU pode ser pago por PIX, convênios bancários, cartão de crédito e canais digitais do Banco do Brasil.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN

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BRAVA Energia registra crescimento sólido e alcança produção média de 81,3 mil boe/d em 2025

BRAVA Energia registra crescimento sólido e alcança produção média de 81,3 mil boe/d em 2025

Resultado representa alta de 46% em relação a 2024, com recordes históricos nos campos de Papa-Terra e Atlanta e pico de produção no terceiro trimestre.

BRAVA Energia registra crescimento sólido e alcança produção média de 81,3 mil boe/d em 2025

A BRAVA Energia encerrou o ano de 2025 consolidando sua trajetória de crescimento e eficiência operacional. A produção média anual da Companhia atingiu 81,3 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia, o que representa um salto significativo de 46% em relação à média registrada em 2024, que foi de 55,7 mil boe/d. Os campos de Papa-Terra (bacia de Campos) e Atlanta (bacia de Santos) foram os principais destaques do ano, registrando os seus melhores resultados anuais históricos de produção e eficiência operacional.

O desempenho ao longo de 2025 foi marcado por recordes sucessivos, com destaque para o terceiro trimestre, quando a produção atingiu o pico de 91,8 mil boe/d.

No segmento offshore, a evolução foi impulsionada pela conclusão da primeira fase do projeto Atlanta. A produção do ativo saltou de uma média de 18,8 mil boe/d no 1T25 para 30 mil boe/d no 3T25.

Já no onshore, a estabilidade operacional e as campanhas de revitalização nos complexos Recôncavo e Potiguar garantiram uma base sólida de produção, com média anual de 33,3 mil boe/d.

No último mês do ano, a BRAVA Energia registrou uma produção média de 74,6 mil boe/d. O volume reflete a entrega de 45,6 mil boe/d do segmento offshore e 29 mil boe/d da operação onshore, mantendo a consistência operacional da Companhia.

Foto: Divulgação

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Sinduscon/RN divulga Custo Unitário Básico de outubro e novembro de 2025, e registra variação positiva

Sinduscon/RN divulga Custo Unitário Básico de outubro e novembro de 2025, e registra variação positiva

Atualização do CUB reforça importância do indicador para planejamento e orçamento de obras no estado

Sinduscon/RN divulga Custo Unitário Básico de outubro e novembro de 2025, e registra variação positiva

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon/RN) divulgou a atualização do Custo Unitário Básico (CUB/m²) referente aos meses de outubro e novembro de 2025, indicador fundamental para o acompanhamento dos custos da construção civil no estado. 

Em outubro, o CUB/m² foi fixado em R$ 1.993,99, apresentando uma variação positiva de 1,95% em relação ao mês anterior. Já em novembro, o índice alcançou R$ 1.996,59, com um aumento mais moderado de 0,13%. 

O CUB é o principal parâmetro utilizado pelo setor da construção civil para o planejamento, orçamento e acompanhamento financeiro de obras e novos empreendimentos, refletindo a variação dos custos com materiais e equipamentos. 

A atualização mensal do índice permite maior previsibilidade para construtoras, incorporadoras, investidores e demais agentes do mercado, contribuindo para decisões mais estratégicas e alinhadas à realidade econômica do setor no Rio Grande do Norte. 

Foto: Divulgação

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Início do ano é momento estratégico para reorganizar as finanças e evitar dívidas ao longo de 2026

Início do ano é momento estratégico para reorganizar as finanças e evitar dívidas ao longo de 2026

Especialista destaca que planejamento financeiro em janeiro ajuda a lidar com despesas sazonais, organizar o orçamento e reduzir riscos de endividamento ao longo do ano

Início do ano é momento estratégico para reorganizar as finanças e evitar dívidas ao longo de 2026

O início do ano costuma trazer uma série de despesas adicionais, como IPTU, IPVA, matrícula escolar e compra de material didático, o que torna esse período decisivo para quem deseja reorganizar a vida financeira. Mais do que um desafio, janeiro representa uma oportunidade de recomeço, permitindo que as pessoas revisem hábitos de consumo, reestruturem o orçamento e planejem o ano com mais segurança e previsibilidade.

De acordo com o professor Kennedy Paiva, da área de Gestão e Negócios da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, esse é um momento estratégico justamente por concentrar gastos sazonais e marcar um ponto natural de renovação financeira. “É quando conseguimos reestruturar o orçamento, revisar contratos, recalibrar provisões e projetar o fluxo de caixa anual com maior precisão”, explica.

Segundo Paiva, quem inicia o ano sem organização financeira tende a enfrentar dificuldades logo nos primeiros meses. “Entrar em janeiro sem provisões para gastos previsíveis, misturar despesas fixas e variáveis, recorrer ao crédito rotativo ou ao cheque especial e não ter visibilidade das dívidas e das metas financeiras são erros comuns e que pesam no orçamento”, alerta.

Para enfrentar os custos típicos de janeiro sem comprometer as finanças, o planejamento antecipado é fundamental. O professor destaca que criar reservas mensais ao longo do ano e organizar um calendário anual de despesas são estratégias eficazes. “Sempre que possível, priorizar pagamentos à vista ajuda a aproveitar descontos e reduzir despesas. Quando o planejamento começa tarde, o ideal é reduzir o consumo discricionário e utilizar apenas uma reserva de oportunidade, nunca a reserva de emergência”, orienta.

A adoção de hábitos financeiros simples logo no começo do ano também pode gerar impactos positivos ao longo dos meses. “Revisar o orçamento mensal por centros de custo, automatizar investimentos e registrar os gastos em tempo real ajudam a manter o controle financeiro”, afirma.

Para quem já inicia o ano endividado, o período exige ainda mais atenção. A recomendação do especialista é listar todas as dívidas existentes e organizá-las conforme o custo, priorizando aquelas com juros mais elevados. “É importante analisar alternativas como portabilidade, refinanciamento ou consolidação das dívidas, desde que essas opções reduzam o custo total e tragam mais previsibilidade ao fluxo de caixa”, pontua.

A renegociação, segundo ele, deve ser buscada quando há risco de inadimplência nos próximos 60 a 90 dias. “Nesse processo, é essencial comparar o contrato atual com o novo, evitar alongamentos excessivos, recusar vendas casadas, exigir tudo por escrito e verificar o impacto no score de crédito”, ressalta.

Com o orçamento anual organizado, o início do ano também se mostra um momento oportuno para começar a investir. “Esse é um período ideal porque permite definir a capacidade de investimento, estabelecer metas claras e iniciar um ciclo de disciplina financeira. Para quem nunca investiu, Tesouro Selic, CDBs de liquidez diária de bancos sólidos, fundos de investimento com taxas mais baixas e a poupança, apenas como uma conta de transição, e não como investimento de longo prazo, são algumas opções”, destaca o professor.

Foto: Divulgação

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RN completa 10 anos de atraso no pagamento do 13º salário dos servidores

RN completa 10 anos de atraso no pagamento do 13º salário dos servidores

Benefício de 2025 será quitado apenas em janeiro de 2026; último pagamento integral no prazo ocorreu em 2015

O Governo do Rio Grande do Norte voltou a descumprir o prazo legal para o pagamento integral do 13º salário dos servidores públicos estaduais. O calendário referente ao ano de 2025 será concluído apenas na próxima sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, consolidando o décimo ano consecutivo de atraso no repasse do benefício, cujo prazo máximo previsto em lei é 20 de dezembro.

Desde 2016, o Estado não efetua o pagamento integral do 13º dentro do prazo legal para servidores ativos, aposentados e pensionistas. A última vez em que o benefício foi quitado integralmente até dezembro ocorreu em 2015.

Em nota divulgada em 24 de dezembro, o Governo do Estado informou que o pagamento do 13º de 2025 seria realizado em 9 de janeiro de 2026, citando o cenário financeiro como justificativa e assegurando o pagamento integral da folha.

Histórico de atrasos começou em 2016

Levantamento realizado com base em registros oficiais aponta que as dificuldades relacionadas ao pagamento do 13º salário dos servidores estaduais começaram a se intensificar a partir de 2014. Naquele ano, o benefício foi quitado dentro do prazo após a aprovação da unificação dos fundos previdenciários, o que permitiu o uso de cerca de R$ 1 bilhão para cobrir a folha de pagamento.

Em 2015, o governo seguiu utilizando recursos do fundo previdenciário unificado para complementar o pagamento do 13º de inativos e pensionistas. No entanto, um saque realizado em dezembro daquele ano esgotou as reservas disponíveis do fundo.

O primeiro atraso formal ocorreu em 2016. Na ocasião, o pagamento do benefício foi parcelado e escalonado, com parte dos servidores recebendo apenas uma parcela em dezembro. O restante foi quitado em janeiro de 2017.

Repetição do atraso ao longo das gestões

O atraso voltou a ocorrer em 2017, deixando uma dívida que só foi completamente quitada em maio de 2019. Em 2018, o Estado informou não possuir recursos para efetuar o pagamento do 13º naquele exercício, acumulando uma dívida que envolveu também a folha de dezembro. O pagamento total desse período foi concluído apenas em 2021.

Em 2019, primeiro ano da gestão seguinte, o Executivo utilizou recursos extraordinários e contou com a aprovação de um crédito especial de R$ 1,7 bilhão para viabilizar o pagamento, que se estendeu até o início de janeiro de 2020.

Nos anos de 2020, 2021 e 2022, o padrão de quitação do benefício no início do exercício seguinte foi mantido. Em 2023, o complemento do 13º para parte dos servidores foi programado para janeiro de 2024.

Para o exercício de 2024, o cronograma previa que apenas uma parcela dos servidores receberia o valor integral em dezembro, enquanto o restante teria o crédito efetuado em janeiro de 2025. Em relação ao ano de 2025, o pagamento será concluído em 9 de janeiro de 2026.

Situação diferenciada para alguns vínculos

De acordo com informações da Secretaria da Fazenda encaminhadas à Procuradoria Geral do Estado, os empregados públicos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) receberam integralmente o 13º salário em dezembro.

O documento também indicou que órgãos e entidades com recursos próprios, como o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) e o Instituto de Previdência dos Servidores do RN (Ipern), tiveram parcelas antecipadas quitadas, com previsão de pagamento do valor remanescente até o final de dezembro.

Judicialização do pagamento

A questão do atraso no pagamento do 13º salário dos servidores estaduais tem sido alvo de ações judiciais. Em 23 de dezembro, uma decisão judicial determinou que o Estado efetuasse o pagamento do benefício até o último dia de 2025. Três dias depois, a decisão foi suspensa em instância superior, sob o entendimento de que a medida poderia comprometer o equilíbrio fiscal do Estado.

Algumas categorias do funcionalismo chegaram a obter decisões favoráveis em primeira instância, posteriormente suspensas. Outras ações seguem em tramitação sem decisão definitiva.

Despesas com pessoal e limites fiscais

Dados do Relatório de Gestão Fiscal da Secretaria do Tesouro Nacional, referentes ao segundo quadrimestre de 2025, indicam que o Rio Grande do Norte lidera o ranking nacional de despesas com pessoal em relação à Receita Corrente Líquida. O Estado compromete 65,54% da RCL com gastos dessa natureza, acima do limite de 60% previsto na legislação fiscal.

O comprometimento elevado da receita com despesas de pessoal é apontado como um dos fatores associados à recorrência dos atrasos no pagamento do 13º salário.

HISTÓRICO DE ATRASOS NO 13º SALÁRIO DO RN

  • 2016 – pagamento concluído em janeiro de 2017
  • 2017 – pagamento concluído em maio de 2019
  • 2018 – pagamento concluído em 2021
  • 2019 – pagamento concluído em janeiro de 2020
  • 2020 – pagamento concluído em janeiro de 2021
  • 2021 – pagamento concluído em janeiro de 2022
  • 2022 – pagamento concluído em janeiro de 2023
  • 2023 – pagamento concluído em janeiro de 2024
  • 2024 – pagamento concluído em janeiro de 2025
  • 2025 – pagamento previsto para 9 de janeiro de 2026

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN

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RN inicia 2026 com alta nos preços da gasolina, diesel e gás de cozinha

RN inicia 2026 com alta nos preços da gasolina, diesel e gás de cozinha

Reajuste nacional aprovado pelo Confaz entra em vigor e impacta preços nos postos e no botijão de gás no Rio Grande do Norte

Os potiguares iniciam o ano de 2026 com aumento nos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha em todo o Rio Grande do Norte. A elevação ocorre em razão do reajuste nacional do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que passa a vigorar em todos os estados do país a partir desta quinta-feira (1º).

Com a mudança, entram em vigor novas alíquotas fixas de ICMS, que passam a ser cobradas diretamente sobre o litro ou quilo dos combustíveis, substituindo o modelo anterior. O reajuste tem aplicação nacional e afeta tanto a gasolina quanto o diesel, o biodiesel e o gás liquefeito de petróleo (GLP).

No Rio Grande do Norte, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do RN (Sindipostos/RN) divulgou os valores do impacto do reajuste para os revendedores. De acordo com a entidade, a alíquota do ICMS da gasolina passa de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro, o que representa um aumento de R$ 0,10 no imposto.

Já no caso do diesel e do biodiesel, o ICMS sofre elevação de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro, resultando em um acréscimo de R$ 0,05. O reajuste também atinge o gás de cozinha (GLP), com aumento aproximado de R$ 0,08 por quilo, o que equivale a cerca de R$ 1,05 a mais no botijão de 13 quilos, utilizado pela maioria das famílias.

O Sindipostos/RN informou que os novos valores devem ser observados pelos revendedores desde o início da vigência do reajuste. A entidade alertou o setor para a necessidade de adequação imediata às novas alíquotas já na virada do ano, em função da aplicação obrigatória do imposto.

Embora o reajuste incida diretamente sobre o tributo, a expectativa do setor é de que o aumento seja repassado integralmente ao consumidor final, tanto nos postos de combustíveis localizados em Natal quanto nos municípios do interior do estado. O repasse ocorre em razão da cobrança fixa do imposto por unidade de medida.

Especialistas apontam que o reajuste do ICMS pode gerar impactos indiretos na inflação, principalmente em função do aumento do diesel, combustível utilizado no transporte de cargas. O custo mais elevado do diesel tende a influenciar os preços de alimentos, produtos essenciais e serviços, devido à elevação das despesas logísticas.

O gás de cozinha também figura entre os itens diretamente afetados pela mudança tributária. O aumento no valor do botijão de 13 quilos representa impacto no orçamento doméstico, especialmente para famílias que utilizam o GLP como principal fonte de energia para preparo de alimentos.

O reajuste aprovado pelo Confaz é resultado de decisão conjunta entre os estados e segue um modelo de tributação uniforme, com alíquotas específicas aplicadas nacionalmente. Com isso, os preços dos combustíveis passam a refletir de forma direta a nova cobrança do ICMS.

A aplicação das novas alíquotas ocorre de maneira automática, sem necessidade de regulamentação adicional nos estados, incluindo o Rio Grande do Norte. O início de 2026, portanto, passa a registrar valores mais elevados nas bombas de combustíveis e no botijão de gás em todo o território potiguar.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Marcello Casal jr/Agência Brasil

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Lula sanciona Orçamento de 2026 e veta aumento do Fundo Partidário

Lula sanciona Orçamento de 2026 e veta aumento do Fundo Partidário

Lei Orçamentária Anual prevê superávit de R$ 34,5 bilhões, mantém Fundo Eleitoral em R$ 4,9 bilhões e inclui cortes em programas sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (1º) o Orçamento de 2026, com veto a dispositivos aprovados pelo Congresso Nacional que previam aumento no Fundo Partidário. A Lei Orçamentária Anual (LOA) havia sido aprovada em dezembro e estabelece as receitas e despesas da União para o próximo ano.

O texto sancionado prevê superávit primário de R$ 34,5 bilhões e autoriza a destinação de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares, que incluem emendas individuais, de bancada e de comissão. O Orçamento também mantém recursos para o financiamento de campanhas eleitorais e define limites de gastos para políticas públicas e programas sociais.

O veto presidencial incide sobre a alteração no critério de correção do Fundo Partidário, que permitiria reajustes acima da inflação, com base nas regras do arcabouço fiscal. De acordo com estimativas apresentadas durante a tramitação da proposta, a mudança poderia gerar um impacto de aproximadamente R$ 160 milhões adicionais no fundo destinado ao financiamento das atividades partidárias.

Na justificativa do veto, o governo federal informou que a ampliação do Fundo Partidário contraria o interesse público, reduz recursos destinados à Justiça Eleitoral e viola limites constitucionais de gastos. O Executivo também argumentou que a medida comprometeria o equilíbrio fiscal previsto na legislação em vigor.

Além do veto ao Fundo Partidário, o presidente Lula também vetou a autorização para o pagamento dos chamados “restos a pagar” de emendas parlamentares acumuladas entre os anos de 2019 e 2023. Esses valores correspondem a despesas empenhadas em exercícios anteriores que não foram pagas dentro do prazo orçamentário.

Apesar dos vetos, o texto sancionado mantém o aumento do Fundo Eleitoral, que será de R$ 4,9 bilhões em 2026. O valor é superior ao R$ 1 bilhão inicialmente proposto pelo governo federal durante a elaboração do projeto orçamentário. O Fundo Eleitoral é utilizado para financiar campanhas eleitorais e tem seus recursos distribuídos entre os partidos políticos.

A sanção do Orçamento de 2026 também formaliza cortes em diferentes programas sociais e áreas de despesas obrigatórias. Um dos programas atingidos foi o Auxílio Gás, que sofreu redução de cerca de R$ 300 milhões em relação à proposta anterior. O benefício é destinado a famílias de baixa renda para auxiliar na compra do gás de cozinha.

Outro programa impactado foi o Pé-de-Meia, voltado a estudantes do ensino médio, que teve redução de R$ 436 milhões no volume de recursos previstos para 2026. O Orçamento também prevê cortes nos benefícios previdenciários, com diminuição de aproximadamente R$ 6,2 bilhões.

O seguro-desemprego também aparece entre as despesas ajustadas, com corte de cerca de R$ 391 milhões, assim como o abono salarial, que teve redução estimada em R$ 207 milhões. O texto sancionado ainda prevê diminuição de recursos destinados a bolsas do ensino superior, sem detalhamento adicional sobre os programas específicos afetados.

A Lei Orçamentária Anual estabelece os parâmetros para a execução das políticas públicas ao longo do ano e orienta a atuação dos ministérios e órgãos federais. A sanção presidencial, com vetos, confirma o texto final que será executado pela administração pública federal em 2026.

Os vetos presidenciais ainda poderão ser analisados pelo Congresso Nacional, que tem a prerrogativa de mantê-los ou derrubá-los em sessão conjunta de deputados e senadores, conforme previsto na Constituição Federal.

Foto: Ricardo Stuckert / PR / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Mega da Virada 2025: seis apostas dividem prêmio de R$ 1,09 bilhão

Mega da Virada 2025: seis apostas dividem prêmio de R$ 1,09 bilhão

Sorteio foi adiado por problemas técnicos e cada aposta vencedora receberá R$ 181,8 milhões

A Caixa Econômica Federal divulgou na manhã desta quinta-feira (1º) o resultado oficial da Mega da Virada 2025, após o sorteio ter sido adiado por problemas técnicos. O concurso distribuiu o maior prêmio da história das loterias no Brasil, no valor total de R$ 1,09 bilhão, conforme informado pela instituição.

De acordo com a Caixa, seis apostas acertaram as seis dezenas sorteadas e irão dividir o prêmio principal. Cada uma das apostas vencedoras receberá R$ 181.892.881,09, valor bruto antes da incidência dos descontos legais previstos para prêmios de loterias.

As dezenas sorteadas no concurso da Mega da Virada 2025 foram:

09 – 13 – 21 – 32 – 33 – 59

O sorteio havia sido programado para ocorrer na noite do último dia do ano, como tradicionalmente acontece com a Mega da Virada, mas foi postergado devido a falhas técnicas, segundo comunicado oficial da Caixa Econômica Federal. A divulgação dos números ocorreu somente na manhã seguinte, após a normalização do sistema.

As apostas vencedoras do prêmio máximo foram registradas em diferentes localidades do país e também por meio dos canais digitais da Caixa. Conforme detalhamento divulgado, os bilhetes premiados estão distribuídos da seguinte forma:

  • João Pessoa (PB): 1 aposta vencedora
  • Ponta Porã (MS): 1 aposta vencedora
  • Franco da Rocha (SP): 1 aposta vencedora
  • Canal eletrônico (Loterias Caixa): 3 apostas vencedoras

As três apostas realizadas de forma digital foram registradas por meio do portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo oficial, ferramentas disponibilizadas pela instituição para a realização de jogos sem a necessidade de comparecimento físico às casas lotéricas.

Além dos ganhadores do prêmio principal, o concurso da Mega da Virada 2025 também premiou milhares de apostas em outras faixas. Segundo os dados oficiais divulgados pela Caixa Econômica Federal, 3.921 apostas acertaram cinco dezenas, fazendo a quina, e cada uma dessas apostas receberá o valor de R$ 11.931,42.

Já a quadra, faixa de premiação destinada aos apostadores que acertaram quatro números, contemplou 308.315 apostas, com prêmio individual no valor de R$ 216,76 para cada ganhador.

A Mega da Virada é um concurso especial da Mega-Sena, realizado anualmente, e possui uma característica específica: o prêmio não acumula. Caso não haja acertadores das seis dezenas, o valor é redistribuído entre as apostas premiadas na faixa imediatamente inferior, conforme as regras da loteria. Em 2025, no entanto, houve vencedores na faixa principal, o que garantiu a divisão integral do prêmio recorde.

A Caixa informou que os prêmios podem ser retirados conforme as regras vigentes. Valores superiores ao limite permitido para pagamento direto nas casas lotéricas devem ser sacados em agências da Caixa Econômica Federal, mediante apresentação do bilhete premiado, documento de identificação e CPF.

O resultado da Mega da Virada 2025 encerra o calendário anual das loterias da Caixa e confirma o concurso como o de maior valor já pago desde a criação da modalidade especial de fim de ano.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Sorteio da Mega da Virada 2025 é adiado por falha técnica, diz Caixa

Sorteio da Mega da Virada 2025 é adiado por falha técnica, diz Caixa

Movimento intenso de apostas, impulsionado por prêmio de R$ 1,09 bilhão, levou ao adiamento do sorteio, segundo a Caixa Econômica Federal

O sorteio da Mega da Virada 2025, inicialmente previsto para a noite desta quarta-feira (31), foi adiado para esta quinta-feira (1º) após a ocorrência de problemas técnicos, conforme informou a Caixa Econômica Federal. A instituição comunicou que a decisão foi tomada em razão de um movimento intenso e considerado inédito de apostas, registrado pouco antes do horário previsto para o sorteio.

De acordo com a Caixa, o volume elevado de apostas foi provocado pelo prêmio recorde, confirmado no valor de R$ 1,09 bilhão. A instituição detalhou que, somente no canal digital, foram registradas até 120 mil transações por segundo, número informado como acima do padrão habitual para concursos das Loterias Caixa.

Nas unidades lotéricas, o volume de apostas também apresentou crescimento significativo. Segundo os dados divulgados pela Caixa Econômica Federal, o sistema das casas lotéricas chegou a registrar 4.745 transações por segundo, refletindo o aumento da demanda de apostadores no último dia de vendas para o concurso especial.

A Caixa informou que, em razão desse cenário, optou por adiar o sorteio para garantir a estabilidade dos sistemas responsáveis pelo registro das apostas e pela realização do concurso. O novo horário foi definido para esta quinta-feira (1º), às 10h.

Ainda segundo a instituição, o sorteio da Mega da Virada 2025 será realizado com transmissão ao vivo. A divulgação das dezenas ocorrerá por meio das redes sociais oficiais da Caixa Econômica Federal, incluindo o YouTube e o Facebook das Loterias Caixa, conforme informado no comunicado oficial.

A Mega da Virada é o concurso especial anual das Loterias Caixa, realizado tradicionalmente no encerramento do ano. Conforme as regras do concurso, a Mega da Virada não acumula. Caso nenhum apostador acerte as seis dezenas, o valor do prêmio é dividido entre os acertadores da quina, respeitando os critérios estabelecidos no regulamento oficial.

O concurso da Mega da Virada 2025 se destacou pelo valor total do prêmio estimado, que alcançou R$ 1,09 bilhão, montante confirmado pela Caixa antes do encerramento das apostas. O valor foi resultado da arrecadação acumulada ao longo dos concursos regulares da Mega-Sena, conforme o modelo de distribuição previsto para o concurso especial.

A Caixa Econômica Federal reforçou que todas as apostas realizadas até o encerramento do prazo permanecem válidas, independentemente do adiamento do sorteio. O cronograma de pagamento dos prêmios segue as regras padrão das Loterias Caixa, com liberação dos valores após a apuração oficial do resultado.

O adiamento do sorteio foi comunicado oficialmente pela Caixa por meio de seus canais institucionais. A instituição não informou alteração nas regras do concurso, mantendo as condições previstas para a Mega da Virada, incluindo a forma de divisão do prêmio e os critérios de premiação para sena, quina e quadra.

A realização do sorteio em novo horário ocorre sob a responsabilidade da Caixa Econômica Federal, operadora exclusiva das Loterias Federais no Brasil. O resultado oficial será validado após a extração das dezenas e a conferência dos sistemas, conforme os procedimentos internos adotados pela instituição.

Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Arrecadação de impostos no RN chega a R$ 28,5 bilhões em 2025, aponta Impostômetro

Arrecadação de impostos no RN chega a R$ 28,5 bilhões em 2025, aponta Impostômetro

ICMS concentra a maior parte da arrecadação estadual; Tributos federais, estaduais e municipais entram no cálculo

O Rio Grande do Norte arrecadou aproximadamente R$ 28,5 bilhões em impostos entre 1º de janeiro de 2025 e a tarde desta terça-feira (30), de acordo com dados da plataforma digital Impostômetro. O valor corresponde a 0,64% do total arrecadado em todo o país no mesmo período, que somou cerca de R$ 3,97 trilhões. Na capital potiguar, a arrecadação registrada foi de aproximadamente R$ 1,12 bilhão.

A ferramenta utilizada para o levantamento considera, no cálculo por estado, a soma das arrecadações de tributos federais, estaduais e municipais. No total nacional, são contabilizados impostos, taxas e contribuições arrecadadas pelas três esferas de governo, incluindo valores referentes a multas, juros e correção monetária.

Os dados utilizados pela plataforma são extraídos de informações oficiais divulgadas por diversos órgãos federais, estaduais e também da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), permitindo o acompanhamento em tempo real da arrecadação tributária no país e nas unidades federativas.

No Rio Grande do Norte, a arrecadação própria do Estado é sustentada majoritariamente pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O tributo responde pela maior parcela das receitas estaduais, especialmente em setores como produção de energia elétrica, comercialização de combustíveis e consumo em geral. Outros impostos, como o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e taxas diversas, também integram a base arrecadatória, mas em proporção menor.

No cenário nacional, o montante arrecadado pode parecer elevado em valores absolutos. No entanto, quando comparado ao Produto Interno Bruto (PIB), o total de aproximadamente R$ 3,97 trilhões representa cerca de 33% da riqueza produzida no país. Essa proporção se aproxima da média observada em países em desenvolvimento, indicando que a carga tributária brasileira, em relação ao PIB, não figura entre as mais altas do mundo.

No contexto estadual, parte da arrecadação está relacionada ao peso do funcionalismo público na economia potiguar. O pagamento de salários ao setor público influencia diretamente o consumo, o que amplia a circulação de mercadorias e serviços e, consequentemente, a arrecadação de ICMS.

Ao mesmo tempo, fatores como informalidade e sonegação impactam o equilíbrio do sistema tributário. A existência de atividades econômicas que não recolhem tributos provoca distorções, uma vez que o setor formal acaba concentrando maior carga tributária para compensar a perda de arrecadação. A fiscalização e mecanismos como a emissão de notas fiscais vinculadas ao CPF influenciam diretamente esse cenário.

Outro ponto que interfere na arrecadação é a política de incentivos fiscais adotada pelo Estado. Programas de estímulo ao desenvolvimento industrial concedem isenções ou reduções de alíquotas de ICMS para determinados segmentos empresariais. Essas renúncias fiscais geram impacto na receita pública e exigem ajustes no sistema tributário para compensação da perda arrecadatória, incluindo elevação de alíquotas em outros setores.

Os tributos arrecadados constituem a principal fonte de financiamento do poder público para a oferta de serviços que não são atendidos pelo setor privado. Áreas como saúde, educação, infraestrutura e segurança dependem diretamente do orçamento público, que é formado, em sua maior parte, pela arrecadação de impostos.

Os efeitos da tributação não são homogêneos entre os contribuintes. Diferenças de renda e de capacidade contributiva fazem com que o peso dos impostos varie entre cidadãos e empresas. Um dos princípios que orientam os sistemas tributários é a equidade, segundo a qual pessoas ou empresas em condições semelhantes devem ser tributadas de forma semelhante, enquanto contribuintes com maior capacidade contributiva devem arcar com uma parcela maior dos tributos.

No Brasil, a estrutura tributária apresenta particularidades. Uma parcela menor da população concentra o pagamento de impostos mais elevados, enquanto contribuintes de renda mais alta, proporcionalmente, acabam pagando menos imposto de renda em comparação à classe média. Esse fator contribui para a percepção de elevada carga tributária entre determinados grupos sociais.

No setor produtivo, a arrecadação de impostos também impacta a dinâmica econômica. O comércio e os serviços sentiram os efeitos de um patamar elevado de carga tributária ao longo de 2025. Dados nacionais indicam que a carga tributária bruta no Brasil alcançou aproximadamente 32,3% do PIB em 2024, refletindo a participação expressiva dos tributos sobre a economia e a parcela da riqueza nacional destinada ao financiamento do Estado.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil / Marcello Casal JrAgência Brasil / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Receita Federal desmente taxação de transações acima de R$ 5 mil em 2026

Receita Federal desmente taxação de transações acima de R$ 5 mil em 2026

Informação sobre taxa de 27,5% foi desmentida em nota oficial; Receita afirma que não existe proposta de tributação sobre movimentações financeiras

A Receita Federal divulgou, nesta segunda-feira (29), uma nota oficial para desmentir informações que circulam nas redes sociais sobre a suposta criação de uma taxa de 27,5% aplicada a transações financeiras a partir de R$ 5 mil, com vigência prevista para 1º de janeiro de 2026. Segundo o órgão, não existe qualquer medida, proposta ou debate no âmbito do Governo Federal que preveja a tributação de transferências, pagamentos ou recebimentos com base no valor movimentado.

De acordo com a Receita Federal, as informações divulgadas são falsas e não correspondem a nenhuma iniciativa em análise ou em tramitação no Congresso Nacional. O órgão esclareceu que não há previsão legal para a criação de imposto incidente sobre movimentações financeiras nos moldes citados nas mensagens compartilhadas.

Esclarecimento sobre a suposta taxa de 27,5%

A nota da Receita Federal afirma que é incorreta a informação de que transações financeiras superiores a R$ 5 mil estariam sujeitas a uma alíquota de 27,5%. O órgão destaca que não existe qualquer tributação com esse percentual aplicada a transferências bancárias, pagamentos eletrônicos, recebimentos ou outras formas de movimentação financeira.

Além disso, a Receita também desmentiu a existência de uma suposta multa de 150% para quem deixasse de pagar o tributo mencionado nas mensagens. Segundo o comunicado, não há previsão de penalidade desse tipo, uma vez que o tributo citado não existe.

Proibição constitucional de tributação sobre movimentações financeiras

A Receita Federal ressaltou que a Constituição Federal estabelece limites claros sobre a criação de tributos no país. De acordo com o órgão, a legislação constitucional vigente proíbe a tributação direta de movimentações financeiras, o que impede a criação de impostos que incidam exclusivamente sobre transferências, pagamentos ou recebimentos com base nos valores movimentados.

O comunicado também esclarece que qualquer criação ou alteração de imposto depende de aprovação pelo Congresso Nacional, com análise e votação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Segundo a Receita, não há, no momento, nenhuma proposta com esse teor em tramitação no Legislativo, nem qualquer discussão oficial sobre a adoção de medida semelhante.

Conteúdo da nota divulgada pela Receita Federal

No comunicado oficial, a Receita Federal informa que voltaram a circular nas redes sociais mensagens com informações falsas sobre a suposta taxação de transações financeiras acima de R$ 5 mil. A instituição reforça que as mensagens também mencionam, de forma incorreta, a aplicação de multas elevadas para quem não declarasse ou não recolhesse o tributo inexistente.

A nota apresenta uma série de esclarecimentos objetivos, entre eles:

  • A Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras;
  • Não existe tributação de 27,5% sobre transações financeiras;
  • Não há qualquer multa de 150% relacionada à falta de declaração desse tipo de operação;
  • Não existe imposto incidente sobre movimentação financeira nos moldes citados.

Informação sobre o Imposto de Renda

A Receita Federal também utilizou o comunicado para esclarecer informações relacionadas ao Imposto de Renda da Pessoa Física. Segundo o órgão, a partir de janeiro, contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil estarão totalmente isentos do imposto. Já aqueles que recebem até R$ 7.350 mensais terão direito a desconto na tributação.

O órgão informou que essas medidas estão previstas na política de isenção e desconto do Imposto de Renda e não possuem relação com qualquer tipo de tributação sobre movimentações financeiras.

Disseminação de informações falsas

De acordo com a Receita Federal, a circulação de informações incorretas sobre tributos pode gerar confusão entre contribuintes e impactar o entendimento da população sobre o sistema tributário. O órgão reforçou que informações oficiais devem ser consultadas nos canais institucionais do Governo Federal e da própria Receita.

A instituição destacou ainda que a divulgação de conteúdos falsos sobre tributos não reflete qualquer medida adotada ou em estudo pelos órgãos responsáveis pela política fiscal do país.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil / Bruno Peres/Agência Brasil

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Moraes diz que reuniões com Galípolo trataram da Lei Magnitsky

Moraes diz que reuniões com Galípolo trataram da Lei Magnitsky

Nota do ministro do STF cita aplicação da Lei Magnitsky; Encontros com Gabriel Galípolo ocorreram após sanção dos EUA

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nota nesta terça-feira (23) para esclarecer os encontros que manteve com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Segundo o magistrado, as reuniões ocorreram em razão da aplicação da Lei Magnitsky sobre ele pelo governo dos Estados Unidos.

A manifestação de Moraes ocorre após a divulgação de informações que apontavam que o ministro teria, supostamente, pressionado o presidente do Banco Central e a autoridade monetária a aprovarem uma solução para o Banco Master. A instituição financeira acabou sendo liquidada pelo Banco Central no dia 18 de novembro.

Na nota divulgada, Alexandre de Moraes não faz qualquer menção ao caso envolvendo o Banco Master nem trata diretamente da liquidação da instituição financeira. O texto se limita a esclarecer o contexto das reuniões mantidas com representantes do sistema financeiro.

Encontros com o presidente do Banco Central

De acordo com Moraes, os encontros com Gabriel Galípolo tiveram como tema exclusivo as consequências da aplicação da Lei Magnitsky. O ministro afirmou que as conversas trataram de questões relacionadas aos efeitos da sanção imposta pelo governo dos Estados Unidos.

A informação sobre o diálogo entre Alexandre de Moraes e Gabriel Galípolo foi divulgada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. A publicação apontou a existência das reuniões, o que motivou o esclarecimento por parte do ministro do STF.

Até o momento da divulgação da nota de Moraes, o presidente do Banco Central não havia se manifestado publicamente sobre o assunto.

Contexto da Lei Magnitsky

Na nota, Alexandre de Moraes afirmou que as reuniões ocorreram no contexto da aplicação da Lei Magnitsky, legislação dos Estados Unidos que permite sanções a autoridades estrangeiras. Segundo o ministro, as conversas tiveram como foco as consequências práticas da aplicação dessa lei.

Moraes declarou que os encontros abordaram temas relacionados à possibilidade de manutenção de serviços bancários, como movimentação financeira, contas correntes, cartões de crédito e cartões de débito.

“Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito”, afirmou o ministro na nota divulgada.

Reuniões com representantes do sistema financeiro

Além do encontro com o presidente do Banco Central, Alexandre de Moraes informou que também manteve conversas com outros dirigentes do sistema financeiro brasileiro, no mesmo contexto da aplicação da Lei Magnitsky.

Segundo o ministro, ele falou com a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros. Também participaram das conversas o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, e o presidente do BTG, Roberto Sallouti.

Moraes afirmou ainda que se reuniu com vice-presidentes dos bancos Bradesco e Itaú. De acordo com o texto da nota, todos os encontros tiveram como pauta exclusiva as consequências da sanção aplicada pelos Estados Unidos.

Ausência de menção ao Banco Master

Na nota divulgada nesta terça-feira, Alexandre de Moraes não faz referência ao Banco Master nem ao processo que resultou na liquidação da instituição financeira pelo Banco Central, ocorrida em 18 de novembro.

O esclarecimento apresentado pelo ministro se restringe à explicação sobre o motivo das reuniões e ao conteúdo tratado nos encontros com autoridades e representantes do sistema financeiro.

Até o momento, não houve manifestação pública do presidente do Banco Central sobre as informações divulgadas nem sobre o esclarecimento apresentado pelo ministro do STF.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Reajuste do salário mínimo 2026 deve injetar R$ 845 milhões na economia do RN

Reajuste do salário mínimo 2026 deve injetar R$ 845 milhões na economia do RN

Salário mínimo sobe para R$ 1.621 a partir de janeiro de 2026; Projeção considera trabalhadores formais, aposentados e pensionistas

O reajuste do salário mínimo no Brasil, previsto para entrar em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026, deverá injetar aproximadamente R$ 845 milhões na economia do Rio Grande do Norte ao longo do próximo ano. A projeção foi elaborada pelo Instituto Fecomércio RN (IFC) e considera o aumento real de 2,5% aplicado ao piso nacional.

Com o novo valor, o salário mínimo passará de R$ 1.518 para R$ 1.621, representando um reajuste nominal de 6,79%. O percentual resulta da soma da correção inflacionária de 4,18% com o ganho real definido pela política de valorização do salário mínimo.

Impacto econômico no Rio Grande do Norte

Segundo os dados projetados pela Fecomércio RN, o impacto financeiro no estado decorre do aumento da renda disponível de trabalhadores formais, aposentados e pensionistas que têm seus rendimentos atrelados ao piso nacional. O Rio Grande do Norte apresenta um dos maiores índices de formalidade do mercado de trabalho na região Nordeste, fator que influencia diretamente o volume de recursos estimado para 2026.

Nos últimos dois anos, mais de 53 mil vagas com carteira assinada foram abertas no estado, ampliando o número de trabalhadores que recebem pelo menos um salário mínimo. Além disso, aposentadorias e benefícios previdenciários também acompanham o valor do piso nacional, o que contribui para o aumento da circulação de recursos na economia potiguar.

Destinação dos recursos na economia local

De acordo com a análise da Fecomércio RN, parte do montante projetado deve estimular setores como comércio de bens, serviços e turismo. Outra parcela dos recursos tende a ser direcionada para a reorganização financeira das famílias, incluindo o pagamento de dívidas, redução da inadimplência e diminuição de gastos com juros e multas.

O impacto do reajuste também está relacionado ao padrão de consumo das famílias que recebem o salário mínimo. No Rio Grande do Norte, uma parcela significativa do orçamento doméstico é destinada a despesas básicas, especialmente alimentação e bebidas, que representam cerca de 32% dos gastos mensais das famílias, conforme dados estatísticos citados na análise econômica.

Composição do reajuste do salário mínimo

O novo valor do salário mínimo para 2026 incorpora um reajuste nominal de R$ 103 em relação ao valor atual. A correção segue a metodologia que combina a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) com um percentual de aumento real.

O ganho acima da inflação permite a recomposição parcial do poder de compra, especialmente após um período de pressão nos preços, com destaque para os alimentos. Esse cenário influenciou, nos últimos anos, a substituição de produtos no consumo doméstico, com famílias optando por alternativas de menor custo diante da elevação de preços.

Limitações do impacto para famílias de baixa renda

Apesar do aumento real, o impacto do reajuste do salário mínimo apresenta limitações para famílias numerosas que dependem exclusivamente de um único rendimento atrelado ao piso nacional. Em centros urbanos como Natal, despesas com serviços essenciais, incluindo transporte, comprometem uma parcela significativa da renda mensal.

Estudos sobre o custo da cesta básica na capital potiguar indicam que uma família com quatro pessoas enfrenta um gasto unitário de aproximadamente R$ 590 por item da cesta, resultando em um custo mínimo mensal superior a R$ 2,3 mil apenas para despesas básicas. A inclusão de outros custos eleva ainda mais o valor necessário para a subsistência.

Impacto nacional do reajuste

Em âmbito nacional, uma nota técnica divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que cerca de 6,9 milhões de brasileiros possuem rendimentos diretamente referenciados pelo salário mínimo. Esse contingente será responsável por um incremento estimado de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira em 2026.

Por outro lado, o reajuste também gera impacto fiscal. O Dieese estima que o aumento do salário mínimo implicará um custo adicional aproximado de R$ 39,1 bilhões por ano para a Previdência Social. No setor público, o efeito do reajuste é mais significativo nas administrações municipais, onde cerca de 10,72% dos servidores recebem o piso nacional. No Nordeste, esse percentual médio sobe para 14,4%.

Evolução histórica do salário mínimo

Os dados do Dieese também mostram a trajetória de valorização do salário mínimo no Brasil desde 2002. Em abril daquele ano, o piso nacional era de R$ 200. Com o valor projetado para 2026, a valorização acumulada ultrapassa 710% em mais de duas décadas.

No mesmo período, a inflação acumulada medida pelo INPC foi de 306,7%, o que resulta em um ganho real acumulado próximo de 100% no poder de compra do salário mínimo ao longo do intervalo analisado.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Sandro Menezes/Governo do RN/Ilustração

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SAF do América acumula mais de R$ 3 milhões em dívida ativa, aponta PGFN

SAF do América acumula mais de R$ 3 milhões em dívida ativa, aponta PGFN

Valores constam na Relação de Inscrições em Dívida Ativa da União; Débitos envolvem tributos e contribuições previdenciárias

A Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do América possui mais de R$ 3 milhões em dívida ativa, conforme informações da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Os dados constam na Relação de Inscrições em Dívida Ativa da União, documento oficial disponibilizado pelo órgão federal.

De acordo com o levantamento, a dívida ativa da SAF do América totaliza R$ 3.032.998,33. Desse montante, R$ 1.937.167,59 correspondem a débitos tributários classificados pela PGFN como “demais débitos”, enquanto R$ 1.095.830,74 são referentes a valores de origem previdenciária.

A PGFN é o órgão responsável pela gestão da dívida ativa da União, que reúne créditos não pagos no prazo legal por pessoas físicas ou jurídicas. Segundo a Procuradoria, a inscrição em dívida ativa ocorre quando os créditos não são quitados pelos responsáveis dentro da forma e do prazo estabelecidos em lei, permitindo, a partir disso, a adoção de medidas de cobrança administrativa e judicial.

Ainda conforme a PGFN, o objetivo da inscrição é promover justiça fiscal, assegurar segurança jurídica às políticas públicas e garantir recursos à sociedade, respeitando os princípios de integridade e legalidade na relação entre o poder público e os contribuintes.

Os valores atribuídos à SAF do América incluem obrigações tributárias e encargos previdenciários, conforme detalhamento disponibilizado na base de dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. A inscrição desses débitos possibilita que a União busque a recuperação dos créditos por meio dos instrumentos legais previstos.

A constituição da SAF do América ocorreu em abril de 2023, após aprovação do Conselho Deliberativo do clube. Com a formalização do novo modelo societário, a HIPE Capital S.A. assumiu 80% do controle societário da empresa que passou a administrar o futebol profissional do clube.

Os 20% restantes do controle ficaram distribuídos entre o próprio clube e outros investidores, conforme o modelo aprovado na ocasião. A criação da SAF seguiu o formato previsto na legislação brasileira que regulamenta a transformação de clubes de futebol em sociedades empresariais.

No momento da constituição da SAF, a HIPE Capital S.A. anunciou que a previsão inicial de investimento direto no futebol do América era de R$ 174 milhões, a serem aplicados ao longo dos cinco anos seguintes. O anúncio foi feito no contexto da apresentação do projeto de gestão da SAF.

As informações sobre a dívida ativa da SAF do América estão disponíveis nos registros públicos da PGFN, que periodicamente atualiza a relação de inscritos conforme a situação fiscal dos contribuintes. O órgão federal não detalha, nesses registros, as etapas anteriores à inscrição nem eventuais negociações ou parcelamentos que possam ocorrer posteriormente.

A legislação prevê que os débitos inscritos em dívida ativa possam ser objeto de cobrança judicial, por meio de execuções fiscais, ou de negociação administrativa, conforme as regras estabelecidas pela Fazenda Nacional.

Foto: Gabriel Leite/América FC.

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Mega da Virada chega a R$ 1 bilhão e Caixa reforça alerta contra sites falsos

Mega da Virada chega a R$ 1 bilhão e Caixa reforça alerta contra sites falsos

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2954, e sorteio histórico acontece em 31 de dezembro

O prêmio da Mega da Virada acumulou e chegou ao valor estimado de R$ 1 bilhão após nenhum apostador acertar as seis dezenas do Concurso 2954 da Mega-Sena, sorteado na noite do último sábado (20). Com isso, o sorteio especial de fim de ano será o maior da história da modalidade e ocorrerá no dia 31 de dezembro, no Espaço da Sorte, em São Paulo.

A Mega da Virada é um concurso especial realizado anualmente pela Caixa Econômica Federal na última noite do ano. Diferentemente dos concursos regulares da Mega-Sena, o prêmio não acumula. Caso não haja acertadores na faixa principal, com seis números, o valor é distribuído entre os apostadores que acertarem cinco dezenas e, assim, sucessivamente, conforme as regras do jogo.

A poucos dias da realização do sorteio, a Caixa Econômica Federal emitiu um alerta sobre o surgimento de sites falsos que simulam o portal oficial das Loterias Online. Segundo o banco, essas páginas fraudulentas tentam enganar os apostadores, especialmente diante do prêmio estimado em R$ 1 bilhão.

De acordo com a Caixa, o único canal oficial para apostas pela internet é o portal e o aplicativo das Loterias Caixa, além das apostas presenciais realizadas nas mais de 13 mil casas lotéricas espalhadas por todo o país. Clientes do banco também podem apostar por meio do internet banking Caixa.

“Além de não registrarem as apostas, os falsários podem furtar os dados pessoais da vítima e ficar com o dinheiro dela”, alertou a Caixa em comunicado oficial.

As apostas para a Mega da Virada podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) do dia 31 de dezembro. O valor da aposta simples, com seis dezenas, é de R$ 6,00. O sorteio será realizado às 22h e terá transmissão ao vivo pelo Facebook das Loterias Caixa e pelo canal oficial da Caixa no YouTube.

Desde sua primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já premiou 130 apostas que acertaram as seis dezenas. O concurso se consolidou como um dos principais eventos do calendário das loterias no Brasil, concentrando apostas em todo o país nas últimas semanas do ano.

O prêmio estimado de R$ 1 bilhão para o sorteio de 2025 representa um aumento de 57% em relação ao valor pago na edição anterior, que distribuiu R$ 635 milhões aos ganhadores. Segundo a Caixa Econômica Federal, o crescimento do prêmio é resultado do volume de apostas e de alterações recentes na mecânica de cálculo da Mega-Sena.

A instituição explicou que houve duas mudanças principais. A primeira foi o aumento do percentual da arrecadação acumulada dos concursos regulares da Mega-Sena, que passou de 5% para 10%. A segunda alteração envolveu a distribuição do prêmio principal da Mega da Virada, com a faixa destinada aos acertadores de seis dezenas passando a receber 90% do valor total.

A Caixa reforça que os apostadores devem verificar se o site acessado possui os elementos de segurança digital e evitar links recebidos por mensagens ou redes sociais. O banco orienta que todas as apostas sejam realizadas exclusivamente nos canais oficiais, tanto físicos quanto digitais.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Caixa começa a pagar saldo do FGTS retido pelo saque-aniversário

Caixa começa a pagar saldo do FGTS retido pelo saque-aniversário

Veja quem tem direito e como receber os recursos

A Caixa Econômica Federal inicia, nesta segunda-feira (29), o pagamento dos valores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) que estavam retidos para trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário e foram demitidos ou tiveram o contrato suspenso de 1º de janeiro de 2020 a 23 de dezembro de 2025.

A liberação dos recursos foi autorizada pela Medida Provisória (MP) 1.331/2025, publicada na terça-feira (23), pelo governo federal. Ao todo, serão liberados cerca de R$ 7,8 bilhões, beneficiando aproximadamente 14,1 milhões de trabalhadores em todo o país.

Como será o pagamento

O pagamento será feito em duas etapas:

  • Primeira etapa: a partir de 29 de dezembro, com liberação de até R$ 1,8 mil por conta vinculada, limitado ao saldo disponível. Nesta fase, a Caixa estima liberar cerca de R$ 3,9 bilhões.
  • Segunda etapa: pagamento do saldo restante, também estimado em R$ 3,9 bilhões, a partir de 2 de fevereiro de 2026, de forma escalonada até 12 de fevereiro de 2026.

Crédito automático na conta

Os valores serão liberados automaticamente, sem necessidade de solicitação por parte do trabalhador. O crédito será feito prioritariamente na conta bancária cadastrada no aplicativo FGTS.

Segundo a Caixa, cerca de 87% dos trabalhadores já possuem conta cadastrada no aplicativo (app) e receberão o dinheiro diretamente no banco. O crédito vale para contas cadastradas até 18 de dezembro.

Quem não tem conta cadastrada poderá sacar o valor nos canais físicos da Caixa, como:

  • casas lotéricas;
  • terminais de autoatendimento;
  • correspondentes Caixa Aqui;
  • agências da Caixa.

O saque pode ser feito com Cartão Cidadão e senha. Em terminais da Caixa, também é possível usar biometria ou apenas a senha. Os valores ficarão disponíveis enquanto a medida provisória estiver em vigor.

Quem não poderá sacar

Os recursos não poderão ser sacados nos seguintes casos:

  • valores usados como garantia em empréstimos de antecipação do saque-aniversário
  • contas com bloqueio judicial, como em casos de pensão alimentícia

Nessas situações, o saldo permanece indisponível.

Quem tem direito à liberação

Tem direito ao saque o trabalhador que:

  • optou pelo saque-aniversário;
  • teve o contrato de trabalho suspenso ou rescindido entre 1º de janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025;
  • possui saldo na conta do FGTS referente ao contrato.

A liberação vale para rescisões por:

  • demissão sem justa causa;
  • despedida indireta, culpa recíproca ou força maior;
  • falência ou falecimento do empregador;
  • término de contrato por prazo determinado (inclusive temporários);
  • suspensão total do trabalho avulso.

No caso de rescisão por acordo entre empregado e empregador, o trabalhador pode sacar 80% do saldo disponível.

Como consultar se tem direito

O trabalhador pode verificar se tem valores a receber pelos seguintes canais:

  • aplicativo FGTS (opção Informações Úteis)
  • telefone 0800-726-0207 (opção FGTS)
  • agências da Caixa

Para saber o valor exato, basta consultar o extrato no aplicativo FGTS. Os créditos aparecem com a descrição “SAQUE DEP 50S” ou “SAQUE DEP 50A”.

O que é o saque-aniversário?

Em vigor desde 2020, o saque-aniversário permite que o trabalhador retire anualmente, no mês do aniversário, uma parte do saldo do FGTS, além de um valor adicional. Em contrapartida, em caso de demissão sem justa causa, ele não pode sacar o saldo total, apenas a multa rescisória. Essa regra motivou a liberação excepcional agora autorizada por medida provisória.

É possível pedir o retorno ao saque-rescisão, forma tradicional de saque do FGTS, mas a mudança só passa a valer 25 meses após o pedido.

Mais informações estão disponíveis no site da Caixa e no aplicativo FGTS.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Hugo Motta defende debate sem viés ideológico sobre fim da escala 6×1 em 2026

Hugo Motta defende debate sem viés ideológico sobre fim da escala 6×1 em 2026

Presidente da Câmara afirma que discussão deve ouvir trabalhadores e empresários e ocorre após avanço de PEC no Senado

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que pretende conduzir, ao longo de 2026, um debate sem viés ideológico sobre o fim da escala de trabalho 6×1. Segundo o parlamentar, a discussão deve ser feita de forma equilibrada, com escuta tanto de trabalhadores quanto de empresários, e sem direcionamento político.

A declaração foi dada em entrevista à TV Câmara. De acordo com Motta, a proposta é iniciar o próximo ano legislativo com foco na análise mais aprofundada do tema, que tem ganhado espaço no debate político nacional.

“Nós queremos conduzir isso com muito equilíbrio, escutando os dois lados. Essa é uma pauta que nós temos que entrar o ano com a perspectiva de discutir melhor essa questão da escala 6×1. Sem ideologia, sem questão política, com equilíbrio, que é o que o Brasil precisa”, afirmou o presidente da Câmara.

Escala 6×1 no centro do debate político

A discussão sobre o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e descansa um, tornou-se uma das principais pautas relacionadas à jornada de trabalho no país. O tema passou a ocupar espaço no debate político nacional e tem sido defendido por setores do governo federal e por partidos do campo progressista.

Atualmente, o fim da escala 6×1 é uma das apostas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de aliados para o debate político e eleitoral previsto para 2026. O Palácio do Planalto incorporou o tema à agenda de discussões após a proposta ganhar maior visibilidade no Congresso Nacional.

Origem da proposta no Congresso

A pauta ganhou projeção inicial a partir do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). O tema foi impulsionado pela atuação de Rick Azevedo, eleito vereador no Rio de Janeiro, que adotou o fim da escala 6×1 como eixo central de sua campanha eleitoral.

Em 2024, a proposta passou a contar também com o apoio da deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP), que levou o debate para o Congresso Nacional por meio de articulações parlamentares. Com o avanço das discussões, o governo federal passou a tratar o tema como parte de sua agenda legislativa, embora rejeite a avaliação de que tenha aderido tardiamente à pauta.

Avanço no Senado Federal

No início deste mês, o Senado Federal aprovou o andamento de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da mudança na jornada de trabalho. O texto estabelece a redução da carga horária semanal de 44 para 36 horas, mantendo o limite de até oito horas diárias.

A proposta também prevê a possibilidade de organização da jornada em até cinco dias por semana, sem redução de salários. O modelo apresentado busca alterar as regras atuais da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que permitem diferentes formatos de jornada, incluindo a escala 6×1.

A aprovação no Senado representou um avanço formal da proposta, que agora segue no radar da Câmara dos Deputados para discussão e eventual deliberação.

Posição da Câmara dos Deputados

Ao comentar o tema, Hugo Motta indicou que a Câmara deverá atuar como espaço de debate amplo, reunindo diferentes setores envolvidos na questão. Segundo ele, a intenção é garantir que a discussão seja conduzida sem interferência ideológica e com análise dos impactos para o mercado de trabalho e para os trabalhadores.

O presidente da Câmara não indicou prazo para votação da matéria, mas destacou que o debate deve ocorrer ao longo de 2026, acompanhando o calendário legislativo e o avanço das discussões sobre a PEC aprovada no Senado.

A tramitação de propostas que alteram a jornada de trabalho exige quórum qualificado, por se tratar de emenda à Constituição, e depende de análise em comissões e votações em dois turnos na Câmara dos Deputados.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Lula Marques/Agência Brasil

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Novo salário mínimo será de R$ 1.621 em 2026

Novo salário mínimo será de R$ 1.621 em 2026

Dieese: incremento na economia será de R$ 81,7 bilhões

O salário mínimo será de R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026. O valor teve um aumento de 6,8%, um pouco mais de R$ 100, e foi estipulado por meio de publicação, nesta quarta-feira (24), no Diário Oficial da União pelo governo federal. O mínimo anterior era de R$ 1.518.

Pelas regras, o valor do salário mínimo deve ser atualizado anualmente pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses até novembro, mais o crescimento da economia brasileira de dois anos antes, ou seja, do ano de 2024, sujeito ao limite máximo de 2,5% ao ano, por conta do teto de gastos.

Os dois componentes, juntos, garantem um aumento real do piso, diferente da política dos governos anteriores para o salário mínimo, de Michel Temer e Jair Bolsonaro, quando o reajuste era feito somente pela inflação.

“Esse modelo teve efeitos adversos sobre o poder de compra em contexto de inflação relativamente elevada”, disse o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese), em nota técnica sobre o novo mínimo.

“Enquanto os preços avançavam continuamente, a recomposição salarial ocorria apenas uma vez, no reajuste anual, fazendo com que o salário mínimo real se deteriorasse”. O órgão acrescentou que, somente a reposição da inflação, entre 2020 e 2022, não foi suficiente para diluir o impacto dos preços dos alimentos, que subiram acima da média, pesando de forma desproporcional no rendimento das famílias pobres.

O salário mínimo é a menor remuneração que um trabalhador formalizado pode receber no país e deve ser suficiente para atender a necessidades vitais básicas próprias e de sua família, como moradia, alimentação, saúde, lazer, higiene e transporte, de acordo com a Constituição Federal.

Com essa intenção, de acordo com o Dieese, a mínimo mensal de uma família de quatro pessoas no Brasil deveria ser de R$ 7.067,18, em novembro de 2025, o equivalente a 4,3 vezes o novo piso do mínimo nacional em janeiro de 2026.

De acordo com o departamento, cerca de 62 milhões de brasileiros recebem o mínimo. Com o reajuste para R$ 1,621, o incremento na economia será de R$ 81,7 bilhões.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN/Ilustração / Tomaz Silva/Agência Brasil

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Consumidor pagará menos na conta de luz em janeiro

Consumidor pagará menos na conta de luz em janeiro

Ano começará com a bandeira tarifária verde

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta terça-feira (23) que o ano de 2026 começará sem custo extra na conta de energia para a população. Em janeiro, será aplicada a bandeira tarifária verde.

A agência reguladora destacou que apesar de o período chuvoso ter iniciado com chuvas abaixo da média histórica, em novembro e dezembro houve no país, de um modo geral, a manutenção do volume de chuvas e do nível dos reservatórios das usinas.

“Em janeiro de 2026 não será necessário despachar as usinas termelétricas na mesma quantidade do mês anterior, o que evita a cobrança de custos adicionais na conta de energia do consumidor”, explicou a Aneel.

Neste mês de dezembro já houve a redução na bandeira tarifária vermelha no patamar 1 para amarela.A medida reduziu em R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (KW/h) consumidos e passou a R$ 1,885.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a adoção da bandeira verde reflete um cenário de segurança energética, no qual não há necessidade de acionamento intensivo de usinas termelétricas. Essas unidades, além de apresentarem custo de geração mais elevado, utilizam combustíveis fósseis e contribuem para a emissão de gases de efeito estufa.

“Apesar da crescente participação de fontes renováveis como solar e eólica na matriz energética brasileira, a geração hidrelétrica segue como base do sistema elétrico nacional. A capacidade de produção das usinas depende diretamente do volume de chuvas que incide sobre as principais bacias hidrográficas, fator que tem se mostrado”, lembra a pasta.

Custos extras

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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Lula diz que taxação dos EUA contra o Brasil foi irrelevante para a economia

Lula diz que taxação dos EUA contra o Brasil foi irrelevante para a economia

Declaração foi feita durante cerimônia no Palácio do Planalto nesta terça-feira; Presidente comentou cenário internacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta terça-feira, que a taxação imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros não teve impacto relevante sobre a economia do Brasil. A declaração foi feita durante uma cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, na qual o chefe do Executivo comentou o balanço do ano e abordou aspectos do cenário internacional.

Segundo Lula, apesar das repercussões iniciais e das projeções feitas à época da adoção das tarifas, as medidas não produziram efeitos significativos na economia brasileira. O presidente afirmou que o desempenho econômico ao longo do ano demonstrou que o impacto do chamado tarifaço foi limitado.

“O ano termina bem. O preço dos alimentos está caindo e as pessoas estão voltando a acessar coisas que ficaram mais caras. Mesmo a taxação que os Estados Unidos fizeram contra o Brasil terminou sendo irrelevante”, afirmou o presidente durante o discurso.

Ainda ao tratar das relações entre Brasil e Estados Unidos, Lula comentou previsões feitas anteriormente sobre possíveis conflitos diplomáticos entre os dois países. Ele mencionou que, apesar das expectativas de tensão, o relacionamento com o então presidente norte-americano não resultou em embates diplomáticos mais amplos.

A declaração ocorreu durante uma solenidade que marcou a assinatura de um decreto presidencial que reconhece a cultura gospel como manifestação cultural nacional. O evento foi realizado no Palácio do Planalto e contou com a presença de parlamentares da bancada evangélica, ministros de Estado, representantes de igrejas e lideranças religiosas, além de apresentações artísticas.

Durante o discurso, Lula destacou que a iniciativa do decreto partiu da senadora Eliziane Gama (PSD-MA). O presidente afirmou que o reconhecimento da cultura gospel como manifestação cultural nacional representa um gesto institucional de valorização e respeito à comunidade evangélica no país.

O chefe do Executivo também utilizou o momento para fazer considerações sobre o ambiente político e social. Em sua fala, Lula mencionou a influência das redes digitais no debate público e afirmou que o país precisa ser menos dominado por algoritmos, defendendo maior centralidade do diálogo nas relações políticas e sociais.

Segundo o presidente, o contexto atual é marcado pela disseminação de informações falsas e por disputas políticas intensas. Ele afirmou que o enfrentamento desses desafios exige compromisso com a verdade e com a reconstrução de relações baseadas no diálogo.

Ao final da solenidade, Lula comentou aspectos pessoais e políticos relacionados à sua trajetória. Ele mencionou que vive um momento de reflexão ao se aproximar dos 80 anos de idade e avaliou que o Brasil atravessa um período decisivo do ponto de vista político e institucional.

Na avaliação apresentada durante o discurso, o presidente afirmou que o país precisará lidar com disputas ideológicas, desinformação e radicalização no debate público. Segundo ele, esse processo deverá ocorrer no contexto de discussões políticas e institucionais que marcam o atual momento nacional.

A cerimônia foi encerrada após os pronunciamentos e a assinatura do decreto presidencial, sem anúncios adicionais relacionados à política econômica ou às relações exteriores do país.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Midway Mall é vendido por R$ 1,6 bilhão e passa a ser administrado pela Ancar Ivanhoe

Midway Mall é vendido por R$ 1,6 bilhão e passa a ser administrado pela Ancar Ivanhoe

Negócio envolve Capitânia Capital, coinvestidores e marca nova fase do shopping em Natal

O Midway Mall, shopping center localizado em Natal, foi vendido à Capitânia Capital e a um grupo de coinvestidores pelo valor de R$ 1,610 bilhão. O contrato definitivo da operação foi assinado na quinta-feira (18) com a Riachuelo, que era detentora do empreendimento por meio da Guararapes Confecções, conforme comunicado divulgado ao mercado.

De acordo com fato relevante publicado pela Guararapes, controladora da Riachuelo, R$ 805 milhões do valor total da transação foram pagos à vista. A parcela remanescente, que originalmente seria quitada em quatro parcelas anuais, será liquidada de forma antecipada no dia 29 de dezembro deste ano. A antecipação ocorreu por meio de uma operação financeira contratada pela Riachuelo junto ao BTG Pactual, banco que atuou como assessor financeiro da negociação.

Segundo a Guararapes, a venda do Midway Mall está alinhada à estratégia da companhia de otimizar a alocação de capital e gerar valor aos acionistas. A empresa já havia informado ao mercado, em comunicados anteriores, que avaliava alternativas estratégicas envolvendo o ativo.

Com a conclusão da venda, a Ancar Ivanhoe passa a ser responsável pela administração do Midway Mall. Em nota divulgada na mesma data, a empresa informou que concluiu as negociações para integrar o shopping ao seu portfólio, atuando como investidora minoritária, por meio de um pool de investidores, além de assumir a gestão do empreendimento em Natal.

A Ancar Ivanhoe já administra o Natal Shopping e, com a incorporação do Midway Mall, passa a gerir 23 shopping centers em todo o país, com presença nas cinco regiões brasileiras, conforme informado pela companhia. A empresa destacou que a operação amplia sua plataforma nacional de gestão e investimentos no setor de shopping centers.

O Midway Mall foi inaugurado em 2005 e conta com mais de 300 lojas, distribuídas em aproximadamente 65 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL). O empreendimento reúne operações de varejo, alimentação e serviços, atendendo a consumidores da capital potiguar e de municípios vizinhos.

A operação de venda do shopping foi submetida à análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). No despacho publicado no fim de novembro, o órgão autorizou o prosseguimento do negócio ao entender que a transação configurava mera substituição de agente econômico, não sendo necessária uma análise aprofundada dos mercados envolvidos.

Em nota divulgada pela Ancar Ivanhoe, o copresidente da companhia, Marcos Carvalho, afirmou que a entrada no Midway Mall ocorre após avaliação do ativo. Segundo ele, a empresa possui experiência na gestão de shopping centers e atua considerando características locais e regionais de cada empreendimento.

Além do comunicado institucional, a Ancar Ivanhoe também se manifestou por meio das redes sociais, informando a integração do Midway Mall ao seu portfólio e a assunção da administração do shopping em Natal, destacando o início de uma nova etapa na gestão do empreendimento.

A venda do Midway Mall representa uma movimentação relevante no mercado de shopping centers, envolvendo fundos de investimento, administradoras especializadas e uma das principais redes varejistas do país, conforme informações divulgadas pelas empresas envolvidas na transação.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Quatro cidades concentram mais de 50% do PIB do RN, aponta IBGE

Quatro cidades concentram mais de 50% do PIB do RN, aponta IBGE

Natal amplia participação e estado registra PIB recorde de R$ 101,7 bilhões

Quatro municípios do Rio Grande do Norte concentraram 50,8% de toda a riqueza produzida no estado em 2023, segundo dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Natal, Mossoró, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante responderam conjuntamente por mais da metade do PIB potiguar no período analisado.

De acordo com o levantamento, o PIB do Rio Grande do Norte alcançou R$ 101,7 bilhões em 2023, o maior valor já registrado para a economia estadual. O resultado reflete a soma das atividades econômicas desenvolvidas nos 167 municípios potiguares ao longo do ano.

Entre 2022 e 2023, Natal foi o município que apresentou o maior crescimento de participação no PIB estadual. A capital passou a responder por 30,63% da economia do RN, com um PIB calculado em R$ 31,162 bilhões. O avanço representa um ganho de 1,32 ponto percentual em relação ao ano anterior, quando a participação era de 29,31%.

O crescimento registrado por Natal foi o mais expressivo entre os municípios do estado no período analisado pelo IBGE. Na sequência, também apresentaram ganhos de participação no PIB estadual os municípios de Lajes, Caiçara do Rio do Vento, Pedro Avelino e Macaíba, embora com variações menores.

Na outra extremidade, Parnamirim registrou a maior perda de participação no PIB do Rio Grande do Norte entre 2022 e 2023, com recuo de 0,50 ponto percentual. Também apresentaram retração na participação econômica os municípios de Guamaré, Serra do Mel, Macau, Areia Branca e Mossoró, conforme os dados consolidados pelo instituto.

Com a atualização dos números, o ranking das maiores economias municipais do RN passou por alterações. São Gonçalo do Amarante assumiu a quarta posição, ultrapassando Guamaré. Já Macaíba passou à sexta colocação, trocando de posição com Açu. O município de Macau deixou a lista dos dez maiores PIBs do estado em 2023.

Segundo o IBGE, os cinco municípios com maior participação econômica concentraram, juntos, 53,3% do PIB estadual no ano analisado, reforçando a concentração da atividade econômica em poucos polos urbanos e industriais do Rio Grande do Norte.

No cenário nacional, Natal ocupou a 44ª posição entre os municípios brasileiros com maior PIB em 2023. No ranking da Região Nordeste, a capital potiguar figurou no 6º lugar, enquanto Parnamirim apareceu na 30ª colocação. O estado também teve municípios incluídos entre os menores PIBs do Nordeste, com Viçosa na 5ª posição e João Dias na 12ª.

PIB per capita dos municípios

O levantamento do IBGE também apresentou os dados de PIB per capita dos municípios potiguares em 2023. Cinco cidades registraram valores superiores a R$ 100 mil por habitante e lideraram o ranking estadual. Foram elas: Guamaré, com R$ 168.808,24; Caiçara do Rio do Vento, com R$ 145.099,23; São Bento do Norte, com R$ 119.507,48; Parazinho, com R$ 109.346,87; e Bodó, com R$ 104.148,52.

Na faixa oposta, os menores PIBs per capita do estado foram registrados em Rafael Fernandes, com R$ 11.389,04; Espírito Santo, com R$ 11.928,61; e Januário Cicco, com R$ 11.980,50.

Entre os municípios mais populosos do Rio Grande do Norte, o PIB per capita ficou em R$ 41.477,50 em Natal, R$ 39.019,51 em Mossoró e R$ 30.107,02 em Parnamirim, de acordo com os dados divulgados.

Para o cálculo do PIB per capita municipal, o IBGE utilizou informações populacionais da Relação da População dos Municípios, enviada ao Tribunal de Contas da União (TCU) em 2023, conforme metodologia adotada pelo instituto.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Cobranças indevidas: Cosern é notificada pelo Procon Natal após queixas sobre créditos de energia solar

Cobranças indevidas: Neoenergia Cosern é notificada pelo Procon Natal após queixas sobre créditos de energia solar

Relatos indicam leitura do medidor antes da compensação da geração

O Procon Natal notificou a Neoenergia Cosern para prestar esclarecimentos sobre a não compensação de créditos de energia solar e a realização de cobranças consideradas indevidas por consumidores que possuem sistemas de geração própria. A notificação foi emitida nesta quarta-feira (17), após o órgão municipal receber um volume elevado de reclamações relacionadas à cobrança de energia elétrica.

De acordo com informações do Procon Natal, aproximadamente 22 mil consumidores buscaram solução administrativa junto à distribuidora de energia, mas não obtiveram resposta considerada satisfatória. As reclamações envolvem usuários que possuem sistemas de micro e minigeração distribuída, especialmente aqueles enquadrados nas categorias GD1 e GD2.

O documento de notificação, divulgado nesta quinta-feira pelo portal Bnews Natal, aponta que os relatos apresentados pelos consumidores indicam que a concessionária estaria realizando a leitura do medidor de consumo antes da contabilização dos créditos gerados pela energia solar. Essa prática, conforme descrito no documento, resultaria em cobranças superiores ao valor efetivamente devido, o que poderia configurar situação de desvantagem excessiva ao consumidor, vedada pelo Código de Defesa do Consumidor.

Na notificação, o Procon Natal solicita esclarecimentos detalhados à Neoenergia Cosern sobre uma série de pontos relacionados às reclamações registradas. Entre os questionamentos apresentados estão a não compensação dos créditos de energia solar gerada pelos consumidores, cobranças relativas à Contribuição de Iluminação Pública (CIP), cobrança de bandeiras tarifárias amarela e vermelha a consumidores enquadrados como geradores, cobrança de ICMS que estaria suspenso sem a devida restituição e a inexistência ou ineficiência de canais de atendimento específicos para consumidores que produzem a própria energia.

Dados apresentados pela Associação Potiguar de Energia Renovável (APER) indicam que, somente neste mês, entre 10 mil e 15 mil consumidores no Rio Grande do Norte teriam sido obrigados a pagar a conta integral de energia elétrica, mesmo possuindo sistemas de geração solar ativos e injetando energia na rede de distribuição. Segundo a entidade, esses consumidores não tiveram os créditos correspondentes à geração compensados na fatura.

O Procon Natal informou que a notificação busca obter esclarecimentos técnicos e administrativos que expliquem a metodologia utilizada pela distribuidora para a leitura dos medidores, o lançamento dos créditos de energia solar e a aplicação das tarifas cobradas. O órgão também destacou a necessidade de transparência no cálculo das faturas e na comunicação com os consumidores afetados.

A compensação de energia solar é prevista no modelo de geração distribuída adotado no Brasil. Nesse sistema, o consumidor que possui painéis fotovoltaicos pode injetar na rede elétrica a energia excedente produzida em sua unidade consumidora. Essa energia gera créditos que são utilizados para abater o consumo registrado em períodos posteriores, reduzindo o valor final da conta de luz.

O mecanismo permite que os créditos de energia sejam utilizados para compensar até aproximadamente 95% do valor da fatura, considerando encargos e tributos que permanecem sendo cobrados. O abatimento ocorre conforme regras definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pela legislação vigente para a micro e minigeração distribuída.

As reclamações recebidas pelo Procon indicam que, nos casos relatados, a compensação não estaria sendo aplicada de forma adequada, o que levou consumidores a receberem contas com valores integrais ou superiores ao esperado. A notificação também aborda a cobrança de bandeiras tarifárias, que, segundo os consumidores, estaria sendo aplicada mesmo nos casos em que a energia gerada deveria reduzir significativamente o consumo da rede.

Até a última atualização das informações, a Neoenergia Cosern não havia se pronunciado oficialmente sobre a notificação emitida pelo Procon Natal nem apresentado esclarecimentos públicos sobre os pontos questionados pelo órgão de defesa do consumidor.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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CDL Natal divulga horários especiais do comércio e shoppings na semana que antecede o Natal

CDL Natal divulga horários especiais do comércio e shoppings na semana que antecede o Natal

Funcionamento diferenciado começa no domingo e segue até a véspera do feriado

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal) divulgou os horários especiais de funcionamento do comércio na capital potiguar durante a semana que antecede o Natal. A orientação tem como objetivo informar consumidores e lojistas sobre os períodos diferenciados de atendimento, considerando o aumento do fluxo de compras típico do período natalino.

De acordo com a CDL Natal, o funcionamento especial tem início no domingo, dia 21 de dezembro, quando o comércio do bairro do Alecrim estará aberto das 8h às 15h. A medida permite que os consumidores antecipem as compras de Natal em um dos principais polos comerciais da cidade.

Ainda no domingo (21), os shopping centers de Natal também adotam horário ampliado, com funcionamento até as 22h. A ampliação ocorre em razão da maior procura por produtos e serviços nos centros comerciais durante o período que antecede o feriado natalino.

Nos dias 22 e 23 de dezembro, segunda e terça-feira, os shoppings centers ampliam ainda mais o horário de atendimento ao público. Conforme informado pela CDL Natal, nesses dois dias os estabelecimentos funcionarão até as 23h, acompanhando a intensificação do movimento de consumidores nos dias imediatamente anteriores à véspera de Natal.

Para o dia 24 de dezembro, véspera do Natal, a CDL Natal informa que o funcionamento do comércio será reduzido em comparação aos dias anteriores. Nos shopping centers, as atividades serão encerradas às 19h. A orientação segue o padrão adotado anualmente para a data, permitindo a organização das atividades comerciais antes do feriado.

No comércio de rua, o funcionamento na véspera de Natal também será diferenciado, variando de acordo com cada região da cidade. No bairro do Alecrim, as lojas estarão abertas até as 18h. No Centro da Cidade, o atendimento ao público ocorrerá até as 17h. Já na Zona Norte de Natal, o comércio funcionará até as 20h.

A CDL Natal destaca que essas variações de horário buscam atender às especificidades de cada região e ao comportamento dos consumidores, que costumam intensificar as compras nas horas finais que antecedem o feriado.

No dia 25 de dezembro, feriado de Natal, o comércio de rua permanecerá fechado em toda a cidade. Nos shopping centers, apenas as praças de alimentação poderão funcionar, e ainda assim de forma facultativa, conforme decisão individual de cada estabelecimento.

Em relação aos supermercados, a CDL Natal informou que o funcionamento também seguirá horários específicos. No dia 24 de dezembro, os supermercados estarão abertos até as 19h. Já no dia 25 de dezembro, os estabelecimentos permanecerão fechados, em razão do feriado.

A entidade orienta que os consumidores se programem com antecedência para realizar suas compras, observando os horários diferenciados de funcionamento do comércio, dos shoppings centers e dos supermercados ao longo da semana que antecede o Natal.

As informações divulgadas pela CDL Natal abrangem os principais polos comerciais da capital e têm como finalidade garantir previsibilidade tanto para consumidores quanto para lojistas durante o período de maior movimentação do calendário varejista.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Mudanças nas regras dos precatórios ampliam risco de atrasos e reduzem correções para credores em todo o país

Mudanças nas regras dos precatórios ampliam risco de atrasos e reduzem correções para credores em todo o país

A nova EC 136/2025 muda prazos, limites de pagamento e a forma de atualização dos precatórios; a advogada Dra. Mylena Leite Ângelo, especialista em Direito do Servidor Público, explica como as alterações podem afetar servidores públicos, aposentados e demais pessoas que têm valores reconhecidos pela Justiça.

Mudanças nas regras dos precatórios ampliam risco de atrasos e reduzem correções para credores em todo o país

A Emenda Constitucional 136/2025 altera de forma significativa o fluxo de pagamento dos precatórios no Brasil e já acende alerta entre credores, servidores públicos e aposentados. As novas regras antecipam prazos, criam limites proporcionais à Receita Corrente Líquida (RCL) e mudam o índice de atualização dos valores, mudanças que devem repercutir diretamente na previsibilidade e no poder de compra dos créditos.

A partir de agora, o prazo para apresentação de precatórios já julgados passa a ser 1º de fevereiro, dois meses antes do modelo anterior. Pedidos apresentados após essa data só entrarão no orçamento dois anos depois, sem incidência de juros até 31 de dezembro do ano do protocolo. Para a advogada Mylena Leite Ângelo, especialista em Direito do Servidor Público, o novo calendário tende a pressionar ainda mais tribunais e credores. “Quem perder essa janela pode esperar até dois anos adicionais para receber. Em estados com alto volume de dívidas, o impacto pode ser expressivo”, afirma.

A emenda também estabelece um limite anual de gastos com precatórios para estados, municípios e Distrito Federal, variando de 1% a 5% da RCL, de acordo com o estoque de dívidas de cada ente. Segundo Mylena Leite Ângelo, o mecanismo pode gerar alongamento ainda maior no cronograma de pagamento. “Quando o limite é baixo e o volume de precatórios é alto, a conta não fecha. O risco de filas longas é real”, avalia.

A forma de atualização dos valores também muda: os créditos passam a ser corrigidos pelo IPCA somado a juros simples de 2% ao ano, exceto quando essa soma ultrapassar a Selic — nesse caso, aplica-se a Selic. Com a taxa básica em patamar baixo, há possibilidade de perda de poder de compra. “O credor pode receber um valor atualizado abaixo da inflação acumulada. Isso reduz o valor real do crédito”, diz a especialista.

Em novembro de 2025, o Conselho Nacional de Justiça publicou o Provimento 207/2025, que orienta tribunais de todo o país sobre os novos procedimentos de organização e execução dos pagamentos. Para a advogada, especialista em Direito do Servidor Público, Mylena Leite Ângelo, o cenário exige atenção redobrada.

“A recomendação é revisar processos, acompanhar prazos e avaliar medidas preventivas, especialmente em estados com grande volume de precatórios represados.”

Sobre a especialista

Dra. Mylena Leite Ângelo é advogada especialista em Direito do Servidor Público e está à frente do escritório Mylena Leite Advocacia. Fundado em 2012, o escritório atua em todo o Brasil com sedes no Rio Grande do Norte, Pernambuco, Rondônia, Amapá e São Paulo. Com mais de 40 colaboradores e mais de 15 mil clientes, já garantiu mais de R$ 100 milhões em direitos para profissionais da saúde e servidores públicos. Embora seja referência nacional em Direito para Médicos, também atua nas áreas trabalhista, previdenciária e administrativa, com foco especial em Direito do Servidor Público.

Foto: Divulgação

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Alerta: golpe usa dados de contribuintes para simular cobranças da Receita Federal

Alerta: golpe usa dados de contribuintes para simular cobranças da Receita Federal

Criminosos enviam links falsos que imitam o Gov.br e se aproveitam das dúvidas geradas pelas mudanças no Imposto de Renda e do maior volume de dinheiro em circulação em dezembro

Alerta: golpe usa dados de contribuintes para simular cobranças da Receita Federal

A Receita Federal emitiu um alerta nacional após identificar a circulação de um novo golpe que utiliza dados reais de contribuintes (como nome, CPF e endereço) para simular cobranças em nome do Fisco. A prática, que, segundo o órgão, já levou diversos usuários a procurar unidades de atendimento em todo o país, ocorre principalmente por meio de mensagens enviadas via WhatsApp, SMS e e-mail.

Os golpistas criam páginas falsas que imitam o visual do Portal Gov.br, utilizando brasões, cores e formatação semelhantes às oficiais. Para reforçar a falsa legitimidade, incluem dados verdadeiros obtidos ilegalmente, geralmente a partir de vazamentos de grandes bases de informação. Para o contador Daniel Carvalho, o que chama a atenção nessa modalidade é o “nível de sofisticação”.

“Os criminosos têm acesso a dados verdadeiros e montam páginas visualmente muito próximas do que o contribuinte está habituado a ver no Gov.br”, afirma. Segundo ele, episódios como esse reforçam a necessidade de atenção redobrada. “Eu mesmo fui alvo de uma tentativa e sei que qualquer pessoa pode ser enganada se não estiver muito atenta”, alerta o diretor da Rui Cadete Consultores Associados.

O novo golpe surge em um momento de maior vulnerabilidade dos contribuintes, marcado por dúvidas sobre as recentes mudanças no Imposto de Renda e pelo aumento na circulação de dinheiro no mês de dezembro, devido ao pagamento do 13º salário. Esse cenário, de acordo com Daniel, cria um ambiente favorável para que criminosos intensifiquem abordagens e explorem a insegurança de quem busca informações ou tenta regularizar pendências. 

“É justamente nesse período que os golpistas aproveitam para testar novas estratégias e alcançar um número maior de pessoas”, observa.

Receita não envia mensagens

A Receita Federal reforça que não envia cobranças por aplicativos de mensagem, e-mail ou links externos. Qualquer pendência legítima aparece exclusivamente no e-CAC, o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte, acessado apenas pelo site oficial. Outro ponto de atenção é o endereço da página acessada: páginas falsas não utilizam o domínio gov.br, principal indicador de fraude.

Entre os sinais mais comuns das tentativas de golpe estão mensagens com tom de urgência, ameaças de bloqueio de CPF ou contas bancárias e até “ofertas de desconto” para pagamento imediato. Daniel orienta que o contribuinte adote uma postura preventiva. “Em caso de dúvida, nunca clique no link. Entre manualmente no site da Receita, consulte o e-CAC e, se necessário, procure seu contador”, enfatiza o diretor da Rui Cadete.

Foto: Divulgação

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Câmara de Natal aprova projeto que autoriza empréstimo de R$ 660 milhões por parte da prefeitura

Câmara de Natal aprova projeto que autoriza empréstimo de R$ 660 milhões por parte da prefeitura

Proposta segue para votação no plenário após aprovação em regime de urgência; Projeto autoriza financiamentos com recursos do FGTS para programas federais

Câmara de Natal aprova projeto que autoriza operações de crédito de até R$ 660 milhões

As Comissões de Legislação, Justiça e Redação Final e de Finanças, Orçamento, Controle e Fiscalização da Câmara Municipal de Natal aprovaram, nesta segunda-feira (8), o Projeto de Lei Complementar nº 20/2025, apresentado pelo Poder Executivo. A votação ocorreu em regime de urgência, e a matéria segue agora para análise e deliberação no plenário.

Segundo o texto do projeto, o Município fica autorizado a contratar operações de crédito de até R$ 660 milhões, utilizando recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). As operações podem ser firmadas dentro dos programas Pró-Cidade, Pró-Moradia, Pró-Transporte e Saneamento para Todos, além de viabilizar financiamentos vinculados a propostas aprovadas no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do Governo Federal.

Planos de investimento apresentados pelo Poder Executivo

De acordo com a justificativa enviada pelo Executivo, a autorização para a contratação de crédito integra um plano de investimentos voltado para demandas de infraestrutura urbana, social e econômica da capital. Entre os objetivos mencionados estão:

  • enfrentar déficits na mobilidade urbana;
  • reduzir carências em drenagem urbana;
  • melhorar estruturas nas zonas Norte e Oeste;
  • ampliar ações ligadas ao turismo;
  • fortalecer a capacidade habitacional e produtiva de Natal.

O Executivo afirma que os recursos podem atender projetos considerados estratégicos para solucionar problemas acumulados ao longo dos anos na capital.

Relator destaca condições das linhas de financiamento

O vereador Kleber Fernandes (Republicanos), relator do projeto nas comissões, informou que as linhas de crédito previstas oferecem condições específicas para contratação pelo Município.

“O município terá acesso a juros bem menores que os de mercado, carência de cinco anos e prazo total de até 30 anos. Essas obras tendem a gerar retorno financeiro e vão incrementar as receitas de Natal”, explicou o parlamentar durante a reunião conjunta.

Alterações na LDO para o Orçamento de 2026 também foram aprovadas

Na mesma reunião, as comissões aprovaram outro projeto apresentado pelo Executivo, desta vez com foco na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que orienta a elaboração do Orçamento Geral do Município para 2026.

O relator na Comissão de Finanças, vereador Leo Souza (Republicanos), explicou que o objetivo é ajustar a legislação vigente às normas constitucionais, legais e complementares.

“Esse projeto visa apenas adequar dispositivos da LDO, as normas constitucionais, legais, complementares que estão vigentes, bem como aprimorar a organização orçamentária e financeira do município para garantir maior eficiência, segurança jurídica, coerência técnica e inclusive o andamento do processo de planejamento público”, afirmou o vereador.

Próximos passos

Com a aprovação nas comissões, o PL Complementar nº 20/2025 e o projeto de atualização da LDO serão encaminhados para deliberação no plenário da Câmara Municipal de Natal, onde poderão ser aprovados, alterados ou rejeitados pelos vereadores.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Empreendedorismo feminino cresce 53% no RN e impulsiona economia local

Empreendedorismo feminino cresce 53% no RN e impulsiona economia local

Da capital ao interior, registro de mulheres como MEI avança e histórias evidenciam força do empreendedorismo que começa com rede de vendas diretas

Empreendedorismo feminino cresce 53% no RN e impulsiona economia local

O empreendedorismo feminino vive um avanço expressivo no Rio Grande do Norte. Dados do Sebrae-RN mostram que, entre 2021 e 2024, o número de novos cadastros de Microempreendedor Individual (MEI) feitos por mulheres saltou de 10.298 para 15.793, um aumento de 53%. Somado a isso, outras 4.061 empreendedoras já formalizaram suas atividades apenas nos primeiros meses de 2025.

Hoje, em um universo de cerca de 118 mil negócios ativos no estado, 42% das empresas potiguares têm mulheres como sócias majoritárias. O avanço do gênero, visível nas estatísticas, está presente tanto na capital quanto no interior do interior do RN. Em Serra Caiada, por exemplo, a trajetória de Luciana Lins, 40 anos, ilustra como o empreendedorismo pode transformar vidas. 

No caso dela, tudo começou há uma década, como integrante de uma rede de vendas direta de uma marca de lingerie potiguar. O que parecia um caminho modesto, comercializando peças de porta em porta, se tornou base para sua independência financeira e para a consolidação de um negócio próprio que hoje é uma das maiores lojas de moda íntima da cidade. 

“Ao longo da minha trajetória, fui entendendo que o meu trabalho não se resume a vender lingerie. A cada atendimento, percebia como minha atuação podia transformar a autoestima de outras mulheres, e isso se tornou uma das partes mais especiais da minha rotina. Além disso, fazer parte de uma rede que acolhe, incentiva e abre portas fez toda a diferença na minha caminhada, impulsionando meu crescimento pessoal e profissional”, relata.

Enquanto isso, na capital do estado, Nilda Ribeiro é consultora da mesma marca há seis anos, e também conseguiu mudar a sua história a partir da independência financeira. Ela conta que o seu encontro com a possibilidade de ser consultora proporcionou a realização de sonhos e projetos. 

“Antes de conhecer a marca, eu era apenas CLT, tinha uma renda restrita ao pagamento das despesas básicas, não sobrava. Hoje, consigo realizar metas que antes pareciam distantes, por isso, defendo que revender é uma ponte para vencer e alcançar a estabilidade financeira, e acima de tudo, um meio de alcançar e restabelecer a autoestima feminina”, relata. 

Empreendedorismo feminino cresce 53% no RN
Empreendedorismo feminino cresce 53% no RN

Geração de empregos

No total, os pequenos empreendimentos representam aproximadamente 36,6% do PIB estadual e geram a maior parte das vagas formais de trabalho, tendo sido responsáveis por 71,4% dos novos empregos criados em 2024, ainda de acordo com o Sebrae-RN. Na loja de Luciana, são duas funcionárias diretas, e ela pretende contratar mais uma para reforçar a equipe na temporada de final de ano. 

O crescimento de empreendedoras como Luciana é acompanhado de perto pela marca potiguar com a qual ela iniciou sua trajetória, a Del Rayssa, que conta com 8 mil consultoras em seu time. Para a fundadora, Fátima Menezes, essas histórias confirmam o papel do empreendedorismo feminino no desenvolvimento econômico.

“Histórias como a de Luciana mostram claramente que desenvolvimento econômico e empoderamento feminino caminham juntos. Acredito muito no modelo de vendas diretas; quando ele vem acompanhado de capacitação e de uma rede que coopera de verdade, se transforma em uma ferramenta poderosa para gerar autonomia, dignidade e impacto social, especialmente nas regiões do interior, onde cada oportunidade faz ainda mais diferença”, finaliza.

Fotos: Divulgação

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Conta de luz deve subir até 7% em 2025, aponta Aneel

Conta de luz deve subir até 7% em 2025, aponta Aneel

Aumento supera inflação prevista e é influenciado pelo orçamento da CDE

A conta de luz deve ter alta de até 7% em 2025, índice acima da inflação estimada para o ano, projetada em 4,4% pelo IPCA. A previsão consta na edição mais recente do InfoTarifa 2025, divulgada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O reajuste é impulsionado principalmente pelo aumento no orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que financia ações como a tarifa social e o programa Luz para Todos. A CDE, abastecida por cobranças nas faturas de energia, multas e repasses do Tesouro Nacional, terá orçamento de R$ 49,2 bilhões em 2025.

A alta das quotas do fundo, especialmente nas rubricas “Uso” e “Geração Distribuída”, fez com que os Encargos Setoriais respondessem por 4,1% do impacto médio total na tarifa projetada para o próximo ano.

Para 2026, a Aneel projeta orçamento de R$ 52,6 bilhões para a CDE, o que representa incremento de 7% e tende a manter pressão sobre os custos para os consumidores. A proposta será analisada pela diretoria da agência na terça-feira (9).

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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Pix bate recorde e supera 313 milhões de transações em um dia

Pix bate recorde e supera 313 milhões de transações em um dia

Recorde anterior havia sido registrado no fim de novembro

Sistema de transferências instantâneas do Banco Central (BC), o Pix bateu novo recorde na última sexta-feira (5). Pela primeira vez, a modalidade superou a marca de 300 milhões de transações em 24 horas.

Somente no último dia 5, foram feitas 313,3 milhões de transferências via Pix para usuários finais. Segundo o BC, a movimentação também bateu recorde em volume de dinheiro, com R$ 179,9 bilhões em um único dia.

“O resultado é mais uma demonstração da importância do Pix como infraestrutura digital pública, para o funcionamento da economia nacional”, informou o BC em comunicado.

O recorde diário anterior tinha sido registrado em 28 de novembro, dia Black Friday e data limite do pagamento da primeira parcela do décimo terceiro, com 297,4 milhões de transações num único dia.

Criado em novembro de 2020, o Pix acumulou, no fim de novembro, 178,9 milhões de usuários, conforme as estatísticas mensais mais recentes. Desse total, 162,3 milhões eram pessoas físicas; e 16,6 milhões, pessoas jurídicas. Em outubro, segundo os dados consolidados mais recentes, o sistema alcançou a marca de R$ 3,32 trilhões movimentados.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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RN abre 11 novos mercados internacionais em 2025 e amplia exportações para a África

RN abre 11 novos mercados internacionais em 2025 e amplia exportações para a África

Setor exportador do Rio Grande do Norte avança em 2025 com expansão para países africanos e diversificação geográfica

O Rio Grande do Norte registrou, em 2025, a abertura de 11 novos mercados internacionais em comparação com 2024, segundo Nota Técnica divulgada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC) nesta sexta-feira (5). O levantamento mostra que 37% das novas relações comerciais do estado se concentraram no continente africano, indicando um movimento de expansão geográfica da pauta exportadora potiguar.

Os dados utilizados pela equipe técnica da SEDEC têm como base a plataforma Comex Stat. De acordo com a análise, o RN passou a exportar para Geórgia, Mauritânia, Serra Leoa, Haiti, Cabo Verde, Ilhas Turcas e Caicos, Guiana, Ucrânia, Bangladesh, Suécia e Burundi em 2025. A ampliação representa presença mais abrangente em regiões onde o estado ainda não tinha participação significativa.

Entre os novos destinos, a Geórgia aparece com maior volume de transações, somando US$ 4,8 milhões em exportações, principalmente ligadas ao envio de outros açúcares de cana. O resultado indica desempenho do setor sucroenergético local em mercados que até então não figuravam na pauta regular de exportações potiguares.

A lista de produtos exportados pelo Rio Grande do Norte para os novos mercados inclui açúcares, caramelos e derivados; têxteis; frutas frescas ou processadas; querosene de aviação; peixes congelados (exceto filés); calçados de borracha ou plástico; outros sacos para embalagem; resíduos e outras ligas de aço; e outras preparações capilares. As categorias mostram a diversidade da produção potiguar presente nas relações comerciais internacionais recém-estabelecidas.

A Nota Técnica apresenta a distribuição continental dos novos mercados, organizada em cinco grupos: África, Europa, América do Norte, América do Sul e Ásia. A concentração de 37% na África acompanha movimento nacional de aproximação econômica conduzido pelo Governo Federal, alinhado à atual política externa e às dinâmicas comerciais brasileiras.

Nos últimos anos, o Brasil intensificou suas relações econômicas com países africanos, em função da demanda crescente por commodities agrícolas, como açúcar, milho e carnes, além da ampliação do mercado consumidor no continente. Essa aproximação também tem sido estimulada por ações governamentais relacionadas ao comércio exterior.

Entre as iniciativas destacadas no cenário nacional estão programas coordenados pela ApexBrasil, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). Essas ações envolvem abertura de mercados, missões empresariais, acordos técnicos e medidas de fortalecimento das relações diplomáticas e comerciais. O movimento cria ambiente favorável para que estados como o Rio Grande do Norte ampliem sua atuação no continente africano.

Na avaliação dos pesquisadores da SEDEC, o desempenho registrado em 2025 reflete ações combinadas entre empresas exportadoras, entidades do setor produtivo e iniciativas do Governo do Estado relacionadas à inteligência comercial, facilitação de negócios e consolidação das relações internacionais. Segundo a Nota Técnica, a entrada de novos países na pauta exportadora potiguar amplia a inserção do Rio Grande do Norte no comércio global e fortalece a presença do estado em diferentes regiões do mercado internacional.

Fotos: Sandro Menezes/Governo do RN

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RN registra queda nas exportações e importações em novembro

RN registra queda nas exportações e importações em novembro

Estado soma US$ 82,8 milhões exportados e registra redução anual de 53,7%; Importações também caem e RN fecha novembro com superávit de US$ 37,7 milhões

Exportações do RN caem 53,7% em novembro, segundo dados da Comex Stat

O Rio Grande do Norte encerrou o mês de novembro com queda nas exportações e nas importações, conforme dados divulgados pela plataforma Comex Stat, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). As exportações potiguares somaram US$ 82,8 milhões, volume que representa redução de 53,7% na comparação com novembro do ano anterior.

As importações também registraram retração. Em novembro, o RN importou US$ 45,1 milhões, resultado 18,8% inferior ao registrado no mesmo mês de 2024. Mesmo com a queda nas compras e vendas externas, o estado manteve superávit comercial, encerrando o mês com saldo positivo de US$ 37,7 milhões.

Com desempenho inferior ao do ano anterior, a participação do RN nas exportações brasileiras foi de 0,32%, posição que coloca o estado no 19º lugar do ranking nacional. Em relação às importações, a participação potiguar foi de 0,2%, o que corresponde à 20ª posição entre os estados que mais compram do exterior.

A soma das exportações e importações resultou em corrente de comércio de US$ 127,8 milhões em novembro, representando queda de 45,5% na comparação com o mesmo mês de 2024. A retração é verificada tanto nas transações de venda quanto nas operações de compra.

No acumulado de janeiro a novembro, o desempenho também é de queda. As exportações totalizam US$ 942,5 milhões em 2025, volume 10,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2024. Nas importações, a queda acumulada é de 24,5%, com US$ 402,3 milhões importados neste ano. Mesmo com as reduções, o saldo acumulado permanece positivo em US$ 540,2 milhões.

Exportações do RN para os EUA caem 73,5%

As exportações potiguares para os Estados Unidos tiveram queda de 73,5% em novembro, totalizando US$ 1,9 milhão. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o estado exportou US$ 5,2 milhões a menos para o mercado norte-americano.

A redução ocorre após a aplicação de uma sobretaxa de 50% determinada pelo governo Donald Trump sobre produtos brasileiros. Apesar do recuo mensal, no acumulado do ano os resultados seguem positivos: o RN exportou US$ 84,3 milhões para os Estados Unidos, aumento de 62,3% e incremento de US$ 32,4 milhões na comparação com o acumulado de 2024.

Balança comercial brasileira tem pior novembro desde 2021

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços divulgou que o Brasil registrou o menor superávit para meses de novembro desde 2021. De acordo com o órgão, o resultado foi impactado pela alta nas importações e pela queda nas exportações de petróleo.

O superávit nacional de novembro foi de US$ 5,842 bilhões, queda de 13,4% em relação aos US$ 6,746 bilhões do mesmo mês de 2024. As exportações brasileiras somaram US$ 28,515 bilhões, alta de 2,4% na comparação anual. Já as importações totalizaram US$ 22,673 bilhões, aumento de 7,4%.

Os volumes de exportação e importação registrados em novembro foram os maiores da série histórica para o mês. No acumulado de janeiro a novembro, o superávit brasileiro totaliza US$ 57,839 bilhões, valor 16,8% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

As projeções do MDIC apontam superávit anual de US$ 60,9 bilhões, com exportações estimadas em US$ 344,9 bilhões e importações em US$ 284 bilhões. O boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, projeta resultado de US$ 62,85 bilhões para o superávit anual.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN

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Reforma Tributária e novo IR impõem corrida fiscal às empresas neste fim de ano

Reforma Tributária e novo IR impõem corrida fiscal às empresas neste fim de ano

Vigência da Reforma Tributária e recentes mudanças no Imposto de Renda, a partir de janeiro de 2026, intensificaram ajustes societários e operacionais em dezembro

Reforma Tributária e novo IR impõem corrida fiscal às empresas neste fim de ano

A combinação entre o início das exigências da Reforma Tributária e a implementação das novas regras do Imposto de Renda, com taxação de lucros e dividendos, tem levado empresas a antecipar fechamentos contábeis, reorganizar acordos societários e revisar processos e sistemas antes da virada do ano. O momento, conforme alertam especialistas, exige atenção redobrada para cumprir prazos legais e reduzir riscos de divergências futuras.

Entre os movimentos mais observados com as recentes mudanças, está a antecipação de balanços, sobretudo entre sociedades anônimas, para possibilitar a distribuição de lucros isentos antes da vigência do imposto mínimo. Nesse sentido, as empresas têm convocado assembleias e reuniões de sócios para aprovar demonstrações financeiras e formalizar deliberações até 31 de dezembro.

Segundo o contador Daniel Carvalho, diretor da Rui Cadete Consultores Associados, o processo demanda rigor documental, registro na junta comercial e alinhamento entre os sócios. “Esses ajustes precisam ser feitos com segurança jurídica. Documentos bem preparados e decisões formalizadas reduzem o risco de autuações e dão previsibilidade ao planejamento das empresas, especialmente em um cenário que segue em evolução”, destaca.

Ele lembra que o Senado ainda pode prorrogar para abril as deliberações sobre distribuição de lucros, e alguns pontos dependem de regulamentação adicional pela Receita Federal. Por isso, a recomendação é acompanhar possíveis ajustes. “A legislação pode passar por novas definições. Então empresas e contribuintes devem monitorar os atos normativos e revisar procedimentos sempre que houver mudanças”, pondera o contador.

Paralelamente, a primeira fase da Reforma Tributária acrescenta novas demandas ao início do ano, como a adoção do padrão nacional de nota fiscal e o uso do ambiente de testes disponibilizado pelo governo. Para Daniel, essas etapas precisam ser incorporadas ao planejamento das organizações. “A transição será gradual e deve avançar ao longo de 2026, mas é essencial que as empresas se organizem desde já”, afirma o diretor da Rui Cadete.

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Reforma Tributária e novo IR impõem corrida fiscal às empresas neste fim de ano

Impactos trabalhistas e ajustes na folha

Além das agendas societária e contábil, as empresas devem atualizar sistemas e rotinas internas para atender às novas regras do Imposto de Renda sobre salários e dividendos, válidas a partir de janeiro. De acordo com a diretora da DPi, consultoria especializada em soluções trabalhistas e previdenciária, os sistemas precisam estar prontos para aplicar bases e alíquotas estabelecidas pela legislação.

“Isso abrange revisões em softwares de folha, parametrizações de retenções e ajustes no cálculo de remunerações, incluindo testes e conferências adicionais. Por isso, é tão importante que as empresas validem seus processos antes da virada do ano, reduzindo o risco de inconsistências já nos primeiros meses de vigência das novas regras”, orienta Anna Karenina Dantas.

Webinar – O que muda no Imposto de Renda 2026

Na próxima quarta-feira (10), às 8h, a Rui Cadete vai realizar o webinar “Imposto de Renda 2026: como a nova lei afeta seu bolso – Quem ganha, quem paga e o que muda para você”. Na ocasião, o contador Daniel Carvalho irá responder dúvidas e detalhar o que muda no bolso dos contribuintes com a entrada em vigor das novas faixas e critérios de tributação.

O encontro deve esclarecer, de maneira objetiva, como as novas regras do IR impactam trabalhadores, investidores e empreendedores, especialmente após a sanção da Lei nº 15.270, que amplia a faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil, inclui descontos para rendas de até R$ 7.350 e aumenta a taxação para salários mais altos.

ServiçoWebinar: Imposto de Renda 2026: como a nova lei afeta seu bolso – Quem ganha, quem paga e o que muda para você
Data: Quarta-feira (10)
Horário: 8h
Palestrante: Daniel Carvalho – contador e diretor da Rui Cadete Consultores Associados
Inscrições gratuitas: https://events.teams.microsoft.com/event/d480b943-1bad-4976-989d-1b088636ef26@e69b17be-9a14-4b4f-a797-9d05bc15e01a

Fotos: Divulgação

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Acordo do STF impõe restrições fiscais ao RN para contratação de empréstimos

Acordo do STF impõe restrições fiscais ao RN para contratação de empréstimos

Medidas incluem limites a reajustes, concursos e criação de cargos no Estado

STF homologa acordo que permite ao RN contratar até R$ 855 milhões com restrições fiscais

O Supremo Tribunal Federal (STF) homologou um acordo que autoriza o Rio Grande do Norte a contratar até R$ 855 milhões em empréstimos, mediante o cumprimento de restrições fiscais previstas no artigo 167-A da Constituição Federal. O termo foi validado na segunda-feira (24) pelo ministro Cristiano Zanin e envolve condicionantes relacionadas a reajustes salariais, concursos, criação de cargos e ampliação de despesas do Estado.

O acordo garante ao RN acesso a operações de crédito vinculadas ao Plano de Recuperação Fiscal (PEF) mesmo sem o cumprimento integral das metas do programa. Na ação que originou a negociação (ACO 3733), o Estado solicitou que a União fosse obrigada a conceder garantia para os empréstimos, concordando com as contragarantias previstas na legislação.

Segundo o texto homologado, todas as restrições valerão até que o Rio Grande do Norte alcance três metas fiscais: despesa de pessoal inferior a 54% da Receita Corrente Líquida (RCL), caixa líquido positivo e despesas correntes limitadas a 90% das receitas. Enquanto as metas não forem atingidas, ficam proibidos reajustes gerais, criação de cargos, realização de concursos (exceto reposições), novas despesas obrigatórias e a ampliação de benefícios tributários ou programas com impacto financeiro adicional.

Situação fiscal do RN

Relatório recente do Tesouro Nacional aponta que o Estado comprometeu 55,73% da RCL apenas com a folha do Executivo no segundo quadrimestre de 2025, acima do teto permitido de 49%. O índice foi o mais elevado entre as unidades federativas no período e o único a ultrapassar o limite estabelecido.

Com a homologação, o Governo deverá enviar relatórios periódicos ao Tesouro detalhando o cumprimento das exigências. Em troca, poderá contratar operações de crédito com aval da União de até 6% da RCL, com a possibilidade de ampliar para 9% caso apresente avanços no equilíbrio fiscal. A ação no STF será encerrada apenas após a comprovação do cumprimento das metas.

O Governo do Estado afirmou, em nota publicada na terça-feira (26), que os recursos serão utilizados para reforçar a estabilidade financeira e viabilizar investimentos considerados prioritários.

Impactos para o funcionalismo e categorias do serviço público

As restrições previstas geram preocupação entre entidades representativas do funcionalismo estadual, que destacam possíveis impactos na progressão das carreiras, na política salarial e na oferta de serviços públicos. As categorias afirmam que os limites podem resultar em congelamento de reajustes, interrupção de concursos e impedimentos para criação de cargos considerados essenciais.

Representantes dos servidores também apontam que a política fiscal pode afetar a renda de municípios dependentes do setor público e de programas sociais. Há expectativa de que as consequências incluam mobilizações, judicialização e debates sobre a reestruturação das carreiras.

As entidades reforçam que os serviços públicos já enfrentam dificuldades relacionadas à carência de profissionais, desgaste das estruturas e limitações orçamentárias. Também destacam preocupações quanto à sobrecarga de trabalho e à possibilidade de agravamento de problemas operacionais decorrentes da ausência de reposição adequada de pessoal.

Contexto do acordo e posição da União

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que o acordo representa um marco nas negociações do Plano de Recuperação Fiscal. Esta foi a primeira vez em que União e Estado discutiram em mesa de conciliação medidas relacionadas ao reequilíbrio das contas públicas e à liberação de investimentos.

A Procuradoria Geral do Estado do RN avalia que as ações pactuadas são necessárias para garantir estabilidade fiscal, reforçando que a recuperação dependerá da colaboração entre os órgãos estaduais.

Principais vedações previstas no acordo

  • Proibição de aumento, reajuste ou vantagem remuneratória (exceto por determinação judicial ou lei anterior).
  • Vedação à criação de cargos ou contratações que ampliem despesas.
  • Proibição de realizar concursos, exceto para reposições de vagas previstas.
  • Proibição de criação ou ampliação de auxílios, bônus ou verbas indenizatórias.
  • Vedação à criação de novas despesas obrigatórias.
  • Proibição de reajuste de despesas acima da inflação.
  • Vedação à criação ou expansão de linhas de financiamento, perdão ou renegociação de dívidas que gerem aumento de subsídios.
  • Proibição de ampliação de incentivos fiscais.

Fotos: Arquivo/Reprodução / Sandro Menezes/Governo do RN

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Flamengo se torna o primeiro tetracampeão brasileiro da Libertadores após vitória sobre o Palmeiras

Flamengo se torna o primeiro tetracampeão brasileiro da Libertadores após vitória sobre o Palmeiras

Decisão marca revanche da final de 2021 entre Flamengo e Palmeiras; Arrascaeta e Bruno Henrique ampliam histórico de títulos pelo clube

Flamengo conquista o tetracampeonato da Libertadores ao vencer o Palmeiras por 1 a 0

O Clube de Regatas do Flamengo conquistou seu quarto título da Copa Libertadores neste sábado (29), ao vencer o Palmeiras por 1 a 0 no Estádio Monumental de U, em Lima, no Peru. Com a vitória, o clube se tornou o primeiro tetracampeão brasileiro da competição continental e passou a liderar o ranking nacional de títulos do torneio.

A última vez em que um clube brasileiro ocupou isoladamente o posto de maior campeão da Libertadores foi em 2011. Naquele ano, o Santos venceu a competição e igualou o São Paulo, que era tricampeão desde 2005. Com o resultado deste sábado, o Flamengo ultrapassou ambos os clubes e assumiu a liderança entre os times do Brasil.

A decisão também marcou um reencontro entre Flamengo e Palmeiras em final de Libertadores. Em 2021, os paulistas venceram a decisão no Estádio Centenário, em Montevidéu. O lance decisivo da final anterior envolveu um erro de Andreas Pereira, então jogador do Flamengo, aproveitado por Deyverson. Na partida deste sábado, Andreas participou da final pelo lado palmeirense, com atuação discreta.

O título representa mais uma conquista para a atual geração rubro-negra, que soma 16 troféus desde 2019. Entre esses títulos, estão três Libertadores (2019, 2022 e 2025). O meia Giorgian de Arrascaeta, eleito o melhor jogador da edição deste ano, e o atacante Bruno Henrique estiveram presentes em todas essas campanhas. Com isso, os dois atletas passaram a integrar o grupo de jogadores com mais conquistas pelo clube.

O Flamengo ainda pode ampliar sua sequência de títulos nesta temporada. A equipe enfrenta o Ceará na próxima quarta-feira (2), no Maracanã, às 21h30. Uma vitória garante o título do Campeonato Brasileiro com uma rodada de antecedência.

Arrascaeta e Bruno Henrique também estiveram em campo na final de 2019, realizada no mesmo estádio da final deste sábado, contra o River Plate. A partida daquela edição foi a primeira a ocorrer no formato de jogo único. O atual técnico do Flamengo, Filipe Luís, participou daquela final como lateral-esquerdo, enquanto o auxiliar Rodrigo Caio atuava como zagueiro.

Desenvolvimento da partida

A final começou com atraso de 15 minutos devido ao atraso no deslocamento do ônibus do Palmeiras, causado pelo trânsito de Lima. O Palmeiras não apresentou mudanças na escalação inicial, enquanto o Flamengo alterou o ataque, com Samuel Lino ocupando o lugar de Everton Cebolinha.

A equipe rubro-negra iniciou a partida pressionando o adversário e criando oportunidades. Aos 14 minutos, Guillermo Varela lançou Bruno Henrique, que finalizou por cima do gol. Em seguida, Samuel Lino recebeu pela esquerda e finalizou cruzado, próximo à trave de Carlos Miguel.

A primeira etapa teve interrupções frequentes e cartões aplicados às duas equipes. Erick Pulgar recebeu cartão após atingir Bruno Fuchs em lance com o jogo parado, gerando pedidos de expulsão por parte dos jogadores do Palmeiras.

O Palmeiras avançou no campo, mas sem grandes chances de gol. A melhor oportunidade veio aos 20 minutos, quando Vitor Roque cabeceou após cruzamento de Khellven e a bola passou perto do travessão.

No segundo tempo, os dois times buscaram finalizações. O Flamengo manteve o ritmo ofensivo e abriu o placar aos 21 minutos. Arrascaeta cobrou escanteio pela esquerda e Danilo marcou de cabeça. O zagueiro voltou a decidir uma final de Libertadores após marcar em 2011 pelo Santos, contra o Peñarol.

O Palmeiras aumentou a pressão em busca do empate. Aos 43 minutos, Vitor Roque finalizou na pequena área, mas a bola desviou em Danilo e saiu pela linha de fundo.

Nos minutos finais, Everton Cebolinha, que entrou na segunda etapa, conduziu contra-ataques e ajudou a aliviar a pressão. Em cobrança de falta nos acréscimos, o atacante finalizou rasteiro, a bola tocou a trave, mas não alterou o placar.

Declarações pós-jogo de Filipe Luís

Após a partida, o técnico Filipe Luís afirmou que acreditava na possibilidade de conquistar a Libertadores como treinador. Ele destacou a estrutura e a organização do clube e disse que se sente privilegiado pela oportunidade.

O treinador declarou que considera seu trabalho parte de uma sequência de resultados que ampliou a presença do Flamengo em decisões continentais. Antes de 2019, o clube tinha uma final de Libertadores. Após as campanhas recentes, passou a somar cinco finais e quatro títulos.

Filipe Luís também afirmou que espera reencontrar a torcida no Rio de Janeiro para celebrar a conquista e destacou a importância do apoio recebido antes do embarque para Lima.

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

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Brasil é a 6ª economia mais endividada da América Latina, aponta FMI

Brasil é a 6ª economia mais endividada da América Latina, aponta FMI

Projeções do FMI mostram dívida brasileira acima da média regional e de outros emergentes

Brasil é a 6ª economia mais endividada da América Latina, segundo projeção do FMI

O Brasil aparece como a sexta economia mais endividada da América Latina e Caribe, de acordo com dados atualizados do Fundo Monetário Internacional (FMI). A instituição estima que a dívida bruta do governo geral brasileiro alcance 92% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, percentual superior ao registrado por todas as grandes economias emergentes da região.

Segundo o levantamento, o Brasil fica atrás apenas de países que apresentam desequilíbrios fiscais mais acentuados. São eles: Venezuela, Dominica, Barbados, São Vicente e Granadinas e Bolívia. Esses países lideram o ranking de endividamento da região.

A projeção do FMI para 2025 coloca o Brasil próximo de Bolívia, que tem estimativa de 92,40% do PIB, e acima de El Salvador, com 87,87% do PIB. O nível brasileiro também se mantém superior à média regional calculada pelo Fundo, estimada em cerca de 71% do PIB.

Ranking de endividamento projetado para 2025

A seguir, o ranking de dívida bruta como percentual do PIB, conforme estimativa do FMI para 2025:

  • Venezuela – 138,46%
  • Dominica – 97,78%
  • Barbados – 97,73%
  • São Vicente e Granadinas – 93,55%
  • Bolívia – 92,40%
  • Brasil – 92,04%
  • El Salvador – 87,87%
  • Suriname – 86,59%
  • Bahamas – 79,39%
  • Santa Lúcia – 73,63%

A posição brasileira consolida o país entre as economias mais alavancadas do continente. Os números também mostram que o endividamento nacional supera com diferença expressiva a média das nações da América Latina e Caribe.

Metodologia utilizada pelo FMI

O cálculo adotado pelo FMI segue o GFSM 2014 (Government Finance Statistics Manual), padrão internacional de estatísticas fiscais. Esse método amplia o alcance da dívida bruta ao incorporar todos os passivos do governo geral, independentemente do tratamento contábil praticado por cada país.

A metodologia considera:

  • Títulos públicos
  • Empréstimos
  • Contas a pagar
  • Outras obrigações que afetam a solvência do setor público

O propósito é garantir que as análises reflitam a real posição fiscal de cada governo, evitando distorções associadas a diferenças metodológicas. Como os países adotam práticas distintas na elaboração de estatísticas fiscais — algumas mais restritivas e outras mais amplas —, a padronização permite comparações diretas.

Importância da padronização internacional

Ao uniformizar critérios e definir a inclusão de todos os passivos relevantes, o FMI assegura que os dados de endividamento sejam comparáveis entre os países. Dessa forma, rankings e avaliações regionais passam a representar diferenças reais entre as economias, e não apenas divergências de cálculo.

Para a América Latina e Caribe, essa padronização oferece uma visão consolidada do comportamento fiscal regional, permitindo observar a posição de cada país em relação aos demais. No caso brasileiro, a metodologia evidencia o nível de endividamento projetado para 2025 e sua relação com o restante do continente.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil / Paulo Pinto/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Imposto de Renda 2026: contador detalha o que muda com a nova lei

Imposto de Renda 2026: contador detalha o que muda com a nova lei

Legislação garante isenção para rendas de até R$ 5 mil, aplica descontos progressivos para quem ganha entre 5 mil e R$ 7,35 mil e cria tributação mínima sobre altos rendimentos

Imposto de Renda 2026: contador detalha o que muda com a nova lei

O governo sancionou, nesta quarta-feira (26), a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para quem recebe até R$ 5 mil mensais. As novas regras entram em vigor em 1º de janeiro de 2026 e devem beneficiar cerca de 15 milhões de brasileiros, incluindo aproximadamente 150 mil potiguares, conforme estimativas da Receita Federal com base em dados de 2023.

A norma zera o imposto para contribuintes com rendimentos de até R$ 5 mil e reduz progressivamente a cobrança para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350 por mês. Além disso, com o intuito de evitar que quem ganha pouco acima da faixa de isenção tenha perda de renda líquida, haverá deduções automáticas. Atualmente, a isenção vale apenas para quem ganha até R$ 3.036 mensais, valor equivalente a dois salários mínimos.

Para o contador Daniel Carvalho, diretor da Rui Cadete Consultores Associados, a mudança representa um avanço na busca por maior equilíbrio no sistema tributário e contribui para reduzir a defasagem acumulada de mais de uma década na tabela do IR. “O Imposto de Renda é um instrumento importante de redistribuição de renda. Então ampliar a faixa de isenção é uma forma de aliviar o peso tributário sobre quem ganha menos”, destaca.

De acordo com o Ministério da Fazenda, o impacto fiscal estimado da nova lei é de R$ 31,2 bilhões em 2026. A medida, no entanto, preserva a arrecadação de estados e municípios, garantindo que a União compense automaticamente eventuais perdas nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). E para compensar a perda de arrecadação, o governo instituiu novas formas de tributação.

Imposto de Renda 2026
Imposto de Renda 2026

Imposto mínimo sobre altas rendas

Entre as novidades, está a criação de um imposto mínimo para pessoas físicas com renda mensal acima de R$ 50 mil (ou R$ 600 mil anuais), com alíquotas progressivas que chegam a 10% para quem recebe mais de R$ 1,2 milhão por ano. Segundo Daniel, profissionais liberais e autônomos de alta renda, especialmente os que recebem via pessoa jurídica, serão mais impactados pelas novas regras.

“Quem já tem imposto retido na fonte, como os assalariados de altos salários, não deve perceber grandes alterações. Já os que recebem via distribuição de lucros e dividendos, hoje isentos, passarão a ter esses rendimentos considerados no cálculo da alíquota efetiva”, alerta o diretor da Rui Cadete.

Exceções

O cálculo vai considerar todos os rendimentos da pessoa física, incluindo lucros e dividendos de empresas. No entanto, o texto da lei prevê uma série de exceções. Ficam de fora, por exemplo, ganhos de capital provenientes da venda de imóveis (exceto os obtidos em Bolsa de Valores), valores recebidos acumuladamente, como ações judiciais e aluguéis atrasados, além de rendimentos da poupança e indenizações por acidente de trabalho, danos morais ou materiais.

“Além disso, investimentos em títulos de fomento à infraestrutura, ao setor imobiliário e à agricultura, como LCI e LCA, também não entram na base de cálculo. O mesmo vale para heranças e doações em adiantamento da legítima. Ou seja, quem receber um valor de herança que eleve temporariamente sua renda anual acima de R$ 600 mil, não será tributado a mais por isso”, explica Daniel.

Impacto para os potiguares

No Rio Grande do Norte, a nova lei deve beneficiar ao menos 150 mil contribuintes, conforme estimativas da Receita Federal com base em dados de 2023. De acordo com o órgão, cerca de 98 mil trabalhadores potiguares com renda mensal de até R$ 5 mil ficarão totalmente isentos do pagamento do Imposto de Renda, enquanto outros 53 mil, que recebem entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, terão reduções graduais na cobrança.

Fotos: Divulgação

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Natal Shopping lança grupo com ofertas exclusivas da Black Friday

Natal Shopping lança grupo com ofertas exclusivas da Black Friday

Tendência entre consumidores, canal de comunicação impulsiona data promocional em novembro em conversa direta com os clientes

Na hora de fazer as compras, todo mundo gosta de um desconto. E em meio a um mar de ofertas preparadas para a Black Friday, entre vitrines online e presenciais, mapear onde está a melhor oportunidade pode ser difícil. Foi neste cenário que o Natal Shopping lançou o seu próprio grupo de ofertas para se destacar na data celebrada na última sexta-feira de novembro (28). Na comunidade, o empreendimento divulga as principais promoções dos lojistas e já alcança mais de 300 pessoas interessadas em economizar.

A estratégia segue uma tendência em ascensão nas redes sociais e em aplicativos de mensagens como o Whatsapp ou o Telegram, onde o que faz sucesso são os “achadinhos”, resultado de uma verdadeira curadoria que ajuda o público a identificar onde está o menor valor de um produto.

O shopping viu no movimento uma oportunidade para aumentar seu fluxo no final do ano. De acordo com Felipe Furtado, superintendente do empreendimento, unir as compras online e presenciais é um caminho indispensável para os shopping centers sobressair como local de compra atualmente.

“Como empreendimento e marca, sabemos da importância de fazer parte da vida dos nossos clientes. E por meio da nossa presença digital, nas redes sociais e nos aplicativos, conseguimos isso. O grupo é mais uma ferramenta de fidelização e por onde podemos manter um canal de comunicação direto com cada um dos nossos clientes”, avalia.

Além da comunidade de ofertas, que recebe atualizações diárias, o empreendimento conta com a Ana, assistente de compras no Whatsapp, e aplicativo próprio onde o público pode registrar suas notas fiscais para conquistar brindes e vantagens através do programa de relacionamento MaisNAT, e resgatar cupons para atividades diversas realizadas no shopping.

“Trabalhamos para que o grupo e o aplicativo sejam uma vitrine das ofertas na palma da mão e seguimos com o nosso diferencial, que é a experiência premium presencialmente. Sabemos que o contato humano é insubstituível, e indispensável quando vem com o bom atendimento, um espaço agradável e, claro, ofertas de verdade”, complementa Felipe.

SERVIÇO

O que: Grupo de ofertas da Black Friday do Natal Shopping
Acesse o link para entrar: https://chat.whatsapp.com/DFKZPvTHwVNLhRZ4Slnnq1

Fotos: Divulgação

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13º salário deve injetar R$ 3,6 bilhões na economia do RN

13º salário deve injetar R$ 3,6 bilhões na economia do RN

Levantamento do Dieese indica impacto financeiro e coincidência com Black Friday

13º salário deve injetar R$ 3,6 bilhões na economia do RN

O pagamento do 13º salário deve movimentar significativamente a economia do Rio Grande do Norte neste fim de ano. De acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a estimativa é que cerca de R$ 3,6 bilhões sejam injetados no estado.

Impacto econômico

Segundo o estudo do Dieese, a média do valor do 13º salário por trabalhador no Rio Grande do Norte é de aproximadamente R$ 2,4 mil. Esse montante representa uma importante injeção de recursos no mercado local, especialmente em um período marcado por promoções e aumento do consumo.

Datas de pagamento

A primeira parcela do 13º salário deve ser paga até a próxima sexta-feira (28), último dia útil do mês de novembro. A data coincide com a Black Friday, evento que reúne descontos em diversos setores do comércio nacional. Essa coincidência pode impulsionar as vendas e aumentar a circulação de dinheiro no estado.

Influência da Black Friday

A proximidade entre o pagamento do benefício e a Black Friday é considerada um fator que pode favorecer o comércio, já que os consumidores tendem a aproveitar as promoções para realizar compras utilizando parte do valor recebido.

Planejamento financeiro

Especialistas recomendam atenção ao planejamento financeiro nesse período. Apesar das oportunidades de consumo, é importante avaliar a real necessidade das compras e priorizar gastos que não comprometam o orçamento familiar. A orientação é manter equilíbrio para evitar dívidas e garantir estabilidade no início do próximo ano.

13º salário deve injetar R$ 3,6 bilhões na economia
13º salário deve injetar R$ 3,6 bilhões na economia

Perspectivas para o início do próximo ano

O Dieese destaca que o 13º salário é um recurso essencial para movimentar a economia, mas também pode ser utilizado para quitar dívidas ou formar reservas financeiras. A recomendação é que os consumidores busquem equilíbrio, garantindo tranquilidade para começar o ano seguinte sem comprometer a saúde financeira.

Foto: José Cruz/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Adesão dos potiguares ao consignado CLT ultrapassa R$ 800 milhões

Adesão dos potiguares ao consignado CLT ultrapassa R$ 800 milhões

Programa Crédito do Trabalhador soma mais de 91 mil adesões no Rio Grande do Norte em oito meses.

Adesão dos potiguares ao consignado CLT ultrapassa R$ 800 milhões

O programa Crédito do Trabalhador, conhecido como consignado privado para trabalhadores com carteira assinada, registrou mais de R$ 800 milhões em adesões no Rio Grande do Norte em menos de oito meses. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indicam que 91.258 profissionais potiguares contrataram 155.638 empréstimos entre 21 de março, início do programa, e 17 de novembro. A média por crédito no estado é de R$ 5.245,80, totalizando R$ 816.446.375,74.

No Brasil, foram contabilizados 14.029.086 empréstimos, com média de R$ 6.353,82 por operação e um volume total de R$ 89.138.231.583,67.

Taxas e condições do programa

A taxa média mensal de juros do consignado CLT é de 3,11%, com contratos que, em média, possuem 24 parcelas. A modalidade permite que trabalhadores utilizem até 10% do saldo do FGTS como garantia ou 100% da multa rescisória em caso de demissão. O limite máximo para comprometimento da renda é de 35% do salário.

O valor médio contratado por trabalhador brasileiro é de R$ 11.394,17, enquanto no Rio Grande do Norte essa média é de R$ 8.946,57.

Adesão dos potiguares ao consignado CLT
Adesão dos potiguares ao consignado CLT

Impacto econômico

Grande parte dos recursos contratados pelos trabalhadores potiguares foi direcionada para consumo e quitação de dívidas, movimentando a economia local. O programa possibilita substituir dívidas com juros mais altos, como cartão de crédito e cheque especial, por empréstimos com taxas menores.

Ranking nacional e regional

No Nordeste, o Rio Grande do Norte ocupa a quinta posição em número de empréstimos, atrás de Bahia (660.940), Ceará (433.941), Pernambuco (422.977) e Maranhão (288.570). No ranking nacional, o estado é o 18º em contratações. São Paulo lidera com 4.266.394 operações, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Até 17 de novembro, 7.823.142 trabalhadores brasileiros já haviam aderido ao programa.

Regras e funcionamento

O Crédito do Trabalhador é um empréstimo consignado com desconto direto no contracheque e prazo flexível para pagamento. Para clientes sem operações de crédito ativas, o valor pode ser usado livremente. Já para quem possui dívidas, o recurso deve ser destinado prioritariamente à liquidação dessas obrigações, com eventual saldo livre para outras finalidades.

A Medida Provisória nº 1.292/2025, que autorizou a modalidade, entrou em vigor em 21 de março e contempla cerca de 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada, incluindo domésticos, rurais e assalariados de microempreendedores individuais (MEIs). A contratação é feita pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital.

Caso o trabalhador seja desligado antes do término do contrato, o saldo do FGTS pode ser utilizado para quitar parcelas pendentes. O programa prevê mecanismos para evitar comprometimento excessivo da renda e situações de inadimplência.

Foto: José Cruz/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Pix passa a ser rastreado para bloquear golpes e fraudes e ganha mecanismo de devolução

Pix passa a ser rastreado para bloquear golpes e fraudes e ganha mecanismo de devolução

Banco Central implementa MED 2.0 para rastrear transações e ampliar segurança nas devoluções via Pix.

Pix passa a ser rastreado para bloquear golpes e fraudes e ganha mecanismo de devolução

O Banco Central iniciou neste domingo (23) a implementação do MED 2.0 (Mecanismo Especial de Devolução) para aumentar a segurança do Pix e reduzir fraudes. A nova funcionalidade será facultativa até fevereiro de 2026, quando passará a ser obrigatória para todas as instituições financeiras.

Como funciona o rastreamento

O MED 2.0 permitirá rastrear o caminho dos recursos por diversas contas, compartilhando informações entre os bancos envolvidos. Com isso, será possível bloquear valores em contas intermediárias e realizar devoluções em até 11 dias após a contestação.

Atualmente, o bloqueio ocorre apenas na primeira conta que recebe o valor. Esse modelo dificulta a recuperação, pois fraudadores costumam transferir rapidamente os recursos para outras contas. Com o novo sistema, o rastreamento será ampliado, aumentando as chances de devolução.

Procedimento para contestação

Desde 1º de outubro, clientes podem contestar transações suspeitas diretamente pelo aplicativo do banco, utilizando o botão de contestação. O processo é digital e dispensa contato com atendentes.

Após a contestação, os bancos têm até sete dias para analisar o caso. Se confirmada a fraude, a devolução será feita diretamente para a conta da vítima, com prazo máximo de 11 dias. Documentos como boletim de ocorrência e prints poderão ser anexados para apoiar a análise, mas só serão exigidos após a abertura do MED.

O botão de contestação não se aplica a desacordos comerciais, arrependimento ou erros de digitação na chave Pix.

Pix passa a ser rastreado
Pix passa a ser rastreado

Histórico de devoluções

Desde a criação do Pix, em 2021, mais de R$ 1,5 bilhão já foi devolvido por fraudes, golpes ou erros. Somente nos primeiros sete meses de 2025, foram restituídos R$ 377,4 milhões. Confira os valores devolvidos por ano:

  • 2021 (novembro e dezembro): R$ 3,8 milhões
  • 2022: R$ 191,1 milhões
  • 2023: R$ 389,1 milhões
  • 2024: R$ 561,5 milhões
  • 2025 (até julho): R$ 377,4 milhões

Outras medidas de segurança

Além do MED 2.0, o Banco Central implementou outras ações para reforçar a proteção do sistema:

  • 1º de outubro: Contestação via aplicativo dos bancos.
  • 4 de outubro: Bloqueio de chaves Pix identificadas como usadas em golpes.
  • 13 de outubro: Pix Automático obrigatório para operações de débito interbancário, exigindo autorização do pagador no aplicativo.

Com essas medidas, o Banco Central busca reduzir fraudes e aumentar a confiança no sistema de pagamentos instantâneos.

Foto: Marcello Casal Jr/ Bruno Peres/Agência Brasil

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Alívio do tarifaço tem impacto mínimo no RN e setores seguem taxados

Alívio do tarifaço tem impacto mínimo no RN e setores seguem taxados

Pesca, sal e confeitaria continuam sujeitos à sobretaxa nos Estados Unidos

Alívio do tarifaço tem impacto mínimo no RN e setores seguem taxados

Os principais produtos exportados pelo Rio Grande do Norte para os Estados Unidos continuam fora da lista de exceções ao tarifaço imposto pelo governo americano. Com isso, setores como pesca, sal e confeitaria permanecem sujeitos à sobretaxa, reduzindo a competitividade dos produtos potiguares no mercado internacional.

Na quinta-feira (20), o presidente dos Estados Unidos assinou uma ordem executiva que removeu a tarifa adicional de 40% aplicada a diversos produtos brasileiros, em meio ao avanço das negociações entre os dois países. A medida amplia a lista de exceções, que passou de cerca de 700 para mais de 900 itens.

Entre os produtos incluídos na nova tabela estão carne bovina de alta qualidade, café e frutas tropicais como castanha-do-pará, caju, coco, laranja, tomate e banana. No entanto, apenas dois produtos potiguares foram contemplados: castanha-de-caju e manga. Itens como pescados (atum), produtos de confeitaria e sal continuam sujeitos à tarifa de 40%.

Segundo estudo da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), o impacto da medida sobre a pauta exportadora do estado é limitado. A Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do RN (Faern) avalia que o maior benefício será para a fruticultura, embora ressalte que a medida pode abrir oportunidades futuras caso haja investimentos e ampliação da base produtiva.

Alívio do tarifaço tem impacto mínimo no RN
Alívio do tarifaço tem impacto mínimo no RN

A indústria de pescados, que ficou fora da isenção, manifestou frustração com a decisão. O café solúvel, mel e diversos produtos industriais, como máquinas e calçados, também não tiveram alívio tarifário.

Entre agosto e outubro, as exportações do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos somaram US$ 9 milhões, uma redução de 25% em relação ao mesmo período de 2024. Apesar da queda no trimestre, o acumulado de janeiro a outubro de 2025 ainda é positivo, com US$ 38 milhões a mais do que no ano anterior. No entanto, os principais itens da pauta potiguar registraram retração significativa: pescado (-72%), sal (-46%), frutas (-29%), pedras para construção (-29%) e produtos de confeitaria (-27%).

A medida americana beneficia setores como carne bovina e café, que tiveram isenção total do tarifaço. Frutas como abacate, goiaba, manga, banana, açaí e cacau também foram incluídas, além de nozes, água de coco, especiarias, vegetais e tubérculos.

Foto: Reprodução/Raul Pereira/PMM

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Correios avaliam abrir capital e criar joint venture para superar crise

Correios avaliam abrir capital e criar joint venture para superar crise

Plano inclui venda de ações, parceria com empresas privadas e operação de crédito bilionária

Correios avaliam abrir capital e criar joint venture para superar crise

O plano de reestruturação dos Correios, aprovado pela diretoria nesta semana, amplia as mudanças previstas para a estatal. Além do fechamento de agências, do programa de demissão voluntária e da revisão dos planos de saúde, a empresa avalia medidas estruturais consideradas essenciais para garantir a sobrevivência financeira.

Entre as alternativas estudadas está a abertura de capital com venda de ações na Bolsa, mantendo o controle da União. Outra possibilidade é a criação de uma joint venture, que reuniria setores estratégicos dos Correios com empresas privadas para captar investimentos. A definição das medidas ocorrerá após a contratação de uma consultoria especializada em mercado financeiro, responsável por indicar o modelo mais vantajoso.

De acordo com integrantes da nova direção, a única condição inegociável é que os serviços postais permaneçam sob responsabilidade da estatal, independentemente do formato societário adotado. Em nota divulgada nesta sexta-feira (21), os Correios informaram que fusões, aquisições e reorganizações societárias estão sendo analisadas com foco em aumentar a competitividade no médio e longo prazo.

Correios avaliam abrir capital e criar joint venture
Correios avaliam abrir capital e criar joint venture

O plano também prevê a contratação de uma operação de crédito de até R$ 20 bilhões até o fim de novembro. O recurso é considerado essencial para reduzir o déficit a partir de 2026 e retomar a lucratividade em 2027. A situação financeira é crítica: apenas no primeiro semestre de 2025, os Correios registraram prejuízo de R$ 4,36 bilhões.

As medidas fazem parte de uma estratégia para enfrentar a queda na receita e o aumento dos custos operacionais. A abertura de capital e a formação de parcerias com empresas privadas são vistas como alternativas para garantir investimentos e modernizar a estrutura da estatal, sem comprometer a prestação dos serviços postais.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Governo federal destina R$ 71,7 milhões para contratação de cabines em navios na COP30

Governo federal destina R$ 71,7 milhões para contratação de cabines em navios na COP30

Contratação inclui 450 cabines exigidas pela UNFCCC e outras 400 para a delegação brasileira

O governo federal investiu R$ 71,7 milhões na contratação de 850 cabines em navios de cruzeiro utilizados como hospedagem durante a COP30, realizada em Belém (PA). A medida atende às exigências logísticas da conferência e cumpre o acordo firmado com a UNFCCC, que previa a disponibilização mínima de 450 cabines para delegações de países pobres. Essa primeira cota obrigatória representa um custo de R$ 26,3 milhões.

Além das cabines estabelecidas no acordo internacional, o governo adquiriu outras 400 unidades adicionais, destinadas à delegação brasileira, em contratação avaliada em R$ 45,4 milhões. Os valores foram informados pela Secretaria Extraordinária da COP30 (Secop30), que esclareceu que o total investido ainda pode sofrer alteração, já que o evento segue até 21 de novembro. Os pagamentos serão efetuados apenas após a conferência, considerando a quantidade de cabines que não forem comercializadas no período.

A operação de hospedagem flutuante é resultado de contratação realizada pela Embratur, que selecionou a operadora Qualitours. A empresa é responsável por disponibilizar os navios MSC Seaview e Costa Diadema, atracados no Terminal Portuário de Outeiro, em Belém. As embarcações foram mobilizadas para suprir o déficit de leitos na cidade durante a realização da cúpula climática.

Belém, segundo dados do governo, teria necessidade de mais que dobrar sua capacidade hoteleira para abrigar o público estimado de 60 mil pessoas ao longo do evento. A utilização de navios como hospedagem temporária foi adotada como alternativa para evitar a sobrecarga da rede hoteleira local e garantir estrutura adequada para delegações, equipes técnicas e outras representações participantes.

A proposta de uso de cruzeiros também se insere no planejamento logístico da COP30, que exige suporte amplo para acomodação de chefes de Estado, diplomatas, especialistas, representantes de organizações internacionais e demais participantes. Os navios disponibilizados contam com estrutura completa para hospedagem, alimentação e serviços operacionais compatíveis com as necessidades da conferência.

A Secop30 reiterou que a contratação segue condicionada à demanda e que os valores definitivos serão conhecidos somente após o encerramento do evento. A Qualitours foi procurada pela imprensa, mas não comentou sobre os custos vinculados à operação.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Feriadão movimenta hotéis, comércio e serviços no RN

Feriadão movimenta hotéis, comércio e serviços no RN

Setor hoteleiro projeta alta ocupação e comércio ajusta horários durante o feriadão no estado

Turismo do RN projeta alta ocupação durante o feriado de 20 e 21 de novembro

O setor hoteleiro do Rio Grande do Norte prevê intensa movimentação no feriado prolongado de 20 e 21 de novembro. De acordo com levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no RN (ABIH-RN), a taxa de ocupação no estado deve variar entre 85% e 90% nas duas datas. Em Natal, a estimativa alcança 95%, impulsionada pelo feriado municipal do dia 21.

A projeção é baseada na procura antecipada por hospedagem e no histórico de fluxo turístico em feriados prolongados. Hotéis e pousadas se organizaram para atender o aumento da demanda, considerando que o período representa oportunidade relevante para o setor. A entidade, que reúne empresas de hospedagem e atua no fortalecimento do turismo e na representação institucional da categoria, aponta que o movimento contribui para resultados positivos mesmo em cenário de desafios econômicos.

A expectativa é que os principais destinos do estado registrem impacto direto na ocupação e no comércio local devido ao aumento de visitantes. Cidades como Natal e Mossoró devem concentrar parte significativa desse fluxo.

Comércio de Natal terá horários diferenciados no feriado

Com os feriados do Dia da Consciência Negra (20) e de Nossa Senhora da Apresentação (21), o comércio e os serviços em Natal funcionarão com horários alterados, conforme informações da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Natal) e entidades representativas dos comerciantes.

A Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (AEBA) informa que o comércio da região funcionará normalmente no dia 20, das 8h às 18h. No dia 21, algumas lojas abrirão das 8h às 15h. O camelódromo e os vendedores ambulantes manterão o horário das 7h às 15h nos dois dias. A entidade avalia que o período coincide com o início das ações promocionais da Black Friday, o que deve estimular a movimentação. Neste ano, mais estabelecimentos optaram por abrir as portas durante o feriado.

No Centro da Cidade, a abertura será facultativa. Parte das lojas deve funcionar das 8h às 12h nos dias 20 e 21. Segundo representantes do setor, a adesão de comerciantes na região é considerada menor em comparação a outras datas, refletindo dificuldades operacionais e de atratividade relatadas pelos lojistas.

Na Zona Norte de Natal, o comércio abrirá das 8h às 13h em ambos os dias do feriado.

Shoppings centers definem horários especiais

Os principais shoppings de Natal e região metropolitana também terão horários especiais nos dias 20 e 21 de novembro:

  • Praia Shopping: praça de alimentação das 11h às 21h; lojas das 14h às 20h.
  • Cidade Jardim: alimentação das 12h às 22h; lojas e quiosques das 14h às 20h.
  • Partage Norte Shopping: lojas e quiosques das 15h às 21h; megalojas e âncoras com abertura facultativa das 11h às 15h e funcionamento obrigatório das 15h às 21h; alimentação das 11h às 22h; Carrefour das 7h às 21h.
  • Natal Shopping: alimentação e lazer das 11h às 22h; quiosques de alimentação das 13h às 21h; lojas das 15h às 21h; megalojas e âncoras das 12h às 21h; Alpendre das 14h às 23h; academia das 8h às 15h.
  • Via Direta: das 14h às 21h nos dois dias.
  • Midway Mall: alimentação e lazer das 11h às 22h; lojas das 12h às 21h.

Shopping Cidade Verde (Nova Parnamirim):

Dia 20: alimentação e lazer das 12h às 22h; lojas das 15h às 20h.
Dia 21: funcionamento das 9h às 20h.

Shopping 10:

Dia 20: das 8h às 18h;
Dia 21: das 8h às 15h; estacionamento gratuito para clientes.

Os supermercados da cidade funcionarão normalmente, das 7h às 21h nos dois dias.

Programação da Festa de Nossa Senhora da Apresentação segue até 21 de novembro

A programação da Festa de Nossa Senhora da Apresentação, padroeira de Natal, continua até o dia 21 de novembro com atividades religiosas que mobilizam fiéis na cidade.

A tradicional Vigília da Apresentação terá início à meia-noite na Pedra do Rosário, conduzida por membros de comunidade religiosa. A celebração segue até às 5h, quando ocorre a primeira missa do dia. Antes disso, às 3h30, será realizada a procissão fluvial, com saída do Iate Clube em direção à Pedra do Rosário.

Ao longo do dia, outras celebrações estão previstas, conduzidas por representantes da Igreja Católica, como parte da programação anual dedicada à padroeira.

Foto: Divulgação/Governo do RN

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Pão de açúcar tem desconto de 50% em seleção de cervejas especiais

Pão de açúcar tem desconto de 50% em seleção de cervejas especiais

O Pão de Açúcar aposta em ofertas ao longo do mês de novembro, disponíveis nas lojas físicas e pelo e-commerce da rede

O Pão de Açúcar dá continuidade a uma das ações mais esperadas do ano: o “Esquenta Black”. Durante todo o mês de novembro, a rede preparou uma seleção especial de ofertas em diversas categorias, e chegou a vez dos apreciadores de cervejas especiais e destilados aproveitarem grandes descontos.

De 19 a 23 de novembro, os consumidores poderão encontrar cervejas especiais com 50% de desconto e destilados com até 45% off nas lojas físicas do Pão de Açúcar. Pagando com o cartão Pão de Açúcar, os clientes garantem, ainda, +20% de desconto nas cervejas especiais. As ofertas são exclusivas para os clientes cadastrados no programa de fidelidade Pão de Açúcar Mais – basta baixar o aplicativo gratuitamente na App Store ou Google Play e realizar o cadastro.

O Pão de Açúcar aposta em ofertas ao longo do mês de novembro, disponíveis nas lojas físicas e pelo e-commerce da rede:
www.paodeacucar.com. Os clientes cadastrados no aplicativo Pão de Açúcar Mais ainda contam com descontos personalizados e poderão realizar suas compras também pelo app.

Confira algumas das ofertas em cervejas especiais e destilados válidas para o Rio Grande do Norte:

Cervejas especiais

  • Cerveja Lagunitas IPA lata 350ml: de R$ 8,98 por R$ 4,49
  • Cerveja Baden Baden Cristal lata 350ml: de R$ 6,38 por R$ 3,19
  • Cerveja Baden Baden IPA lata sleek 350ml: de R$ 6,78 por R$ 3,39
  • Cerveja Blue Moon lata sleek 350ml: de R$ 8,58 por R$ 4,29

Destilados e bebidas

  • Smirnoff Ice red garrafa 275ml: de R$ 8,99 por R$ 7,99
  • Aperitivo Campari bitter garrafa 748ml: de R$ 57,90 por R$ 54,99
  • Vodka Smirnoff garrafa 998ml: de R$ 45,99 por R$ 36,99
  • Gin inglês Tanqueray 750ml: de R$ 129,90 por R$ 119,89
  • Whisky escocês Johnnie Walker Black Label 750ml: de R$ 181,80 por R$ 99,99

Foto: Divulgação

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Praia Shopping oferece programação especial de lazer para o feriadão em Natal

Praia Shopping oferece programação especial de lazer para o feriadão em Natal

No feriado prolongado, o Papai Noel estará disponível para fotos no mall, das 14h às 16h30 e das 17h30 às 20h, em todos os dias, incluindo sábado e domingo

O Praia Shopping preparou uma programação diversificada para receber o público durante o feriadão de 20 e 21 de novembro, com opções de lazer para crianças, famílias e para quem busca atividades ao ar livre. Entre atrações temáticas de Natal, treinos esportivos e espetáculo infantil, o empreendimento se consolida como um dos principais polos de entretenimento da Zona Sul.

No feriado prolongado, o Papai Noel estará disponível para fotos no mall, das 14h às 16h30 e das 17h30 às 20h, em todos os dias, incluindo sábado e domingo. A ação integra a temporada de Natal do Praia Shopping, que este ano aposta em uma ambientação lúdica e interativa voltada para toda a família com o tema “Natal no encanto do mar”.

No sábado (22), a partir das 4h da manhã, o empreendimento recebe mais uma edição do Treinão das Assessorias de Corrida, reunindo cerca de 500 atletas de aproximadamente 15 assessorias esportivas. O encontro terá apoio do Leve Estacionamento e contará com um aulão especial de dança da academia Selfit, aberto ao público.

A programação infantil também ganha destaque no domingo(23), com o Show de Natal com Baby Shark. A partir das 16h30, recreadores animam o público, seguido do espetáculo às 17h, no palco montado no shopping. A apresentação promete atrair famílias em busca de diversão gratuita e temática para as crianças.

O Praia Shopping também anuncia que, no final de semana seguinte, participa do projeto #MoviecomTodos, iniciativa da Moviecom que oferece sessões de cinema adaptadas para pessoas com TEA, outras deficiências ou questões sensoriais. Com som reduzido, luzes parcialmente acesas e ambiente acolhedor, as sessões acontecem nos dias 29 e 30 de novembro, em diversas localidades da rede.

SERVIÇO – PROGRAMAÇÃO DO FERIADÃO NO PRAIA SHOPPING

Papai Noel no Praia Shopping
Dias 20, 21, 22 e 23 de novembro
14h às 16h30 e 17h30 às 20h
Gratuito

Treinão das Assessorias de Corrida
Sábado, 22/11
4h às 7h30
Com apoio do Leve Estacionamento e Aulão de Dança Selfit

Show de Natal com Baby Shark
Domingo, 23/11
Recreação às 16h30 | Espetáculo às 17h
Gratuito

Sessões #MoviecomTodos (próximo fim de semana)
29 e 30 de novembro
Cinema adaptado (som baixo, luzes acesas, ambiente acolhedor)
Informações: moviecom.com.br/moviecomtodos

Foto: Arquivo

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Cashback tributário deve elevar em 7,8% a renda dos mais pobres no Nordeste, diz FGV

Cashback tributário deve elevar em 7,8% a renda dos mais pobres no Nordeste, diz FGV

Dispositivo é uma das novidades trazidas pela Reforma Tributária e deve beneficiar mais de 73 milhões de brasileiros, segundo Ministério da Fazenda; contador detalha medida

Cashback tributário deve elevar em 7,8% a renda dos mais pobres no Nordeste, diz FGV

A devolução de impostos criada pela Reforma Tributária, conhecida como cashback, deve elevar em até 7,8% a renda das famílias de baixa renda no Nordeste, segundo estudo do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia). O mecanismo, que começará a valer em 2027, prevê o reembolso automático de parte dos tributos pagos por famílias inscritas no CadÚnico que possuem renda per capita de até meio salário mínimo.

De acordo com o levantamento, o aumento médio no Brasil será de 10%, o equivalente a R$ 46,50 por mês, mas o impacto varia conforme o consumo e o nível de informalidade de cada região. O Centro-Oeste deve registrar o maior ganho proporcional, com estimativa de 12%. No Nordeste, onde há menor registro de compras formais, o aumento projetado é de 7,8%. Norte (8,3%), Sul (10,1%) e Sudeste (11%) completam o cenário.

A devolução vai abranger os dois tributos criados pela Reforma (CBS e IBS), cobrados sobre despesas como energia elétrica, água, gás, telecomunicações e outros itens de consumo básico. Produtos sujeitos ao imposto seletivo, como bebidas alcoólicas e cigarros, ficam fora da regra. As normas constam na Emenda Constitucional nº 132/2023 e foram detalhadas pela Lei Complementar nº 214/2025.

Segundo o contador Gustavo Vieira, diretor da Rui Cadete Consultores Associados, o objetivo principal é reduzir a regressividade dos tributos sobre consumo, que hoje pesam proporcionalmente mais no orçamento das famílias de baixa renda. “O cashback vem exatamente para ajudar a diminuir esse desequilíbrio e oferecer um alívio fiscal para quem mais sente o peso dos tributos”, destaca.

Ele explica que, além do impacto econômico, o mecanismo pode estimular mudanças no comportamento dos consumidores. “Quando o benefício depende da emissão de nota fiscal, como já ocorre em programas como o Nota Potiguar, por exemplo, as pessoas tendem a exigir mais formalidade do comércio e dos prestadores de serviço. Isso contribui para fortalecer a cultura de conformidade tributária em toda a cadeia de consumo”, afirma.

Mudança exige adaptação de empresas e governos

O cashback é considerado uma das principais ferramentas de justiça tributária a partir do projeto da Reforma Tributária, regulamentada nesse ano. A medida, no entanto, ainda depende de definições técnicas, especialmente sobre a integração entre sistemas federais, estaduais e municipais. A devolução deve ocorrer de forma automática, vinculada ao CPF e ao registro no CadÚnico, em prazos de até 25 dias após a compra ou o pagamento de serviços domiciliares.

Para o diretor da Rui Cadete, o período até a implementação definitiva deve ser de preparação. “Empresas e profissionais da área contábil precisam revisar processos, ajustar sistemas e garantir o tratamento correto da CBS e do IBS. A mudança não é apenas tecnológica, mas também de mentalidade. O cashback inaugura uma lógica em que rastreabilidade, transparência e precisão ganham ainda mais importância”, enfatiza Gustavo.

A expectativa do Ministério da Fazenda é de que cerca de 28,8 milhões de famílias (aproximadamente 73 milhões de pessoas) tenham direito ao benefício.

Fotos: Divulgação

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Pesquisa aponta retomada de lançamentos e estabilidade nos preços da construção civil em Natal e região metropolitana, mas setor mantém cautela

Pesquisa aponta retomada de lançamentos e estabilidade nos preços da construção civil em Natal e região metropolitana, mas setor mantém cautela

Levantamento da Brain traz dados do terceiro trimestre de 2025

Pesquisa aponta retomada de lançamentos e estabilidade nos preços da construção civil em Natal e região metropolitana, mas setor mantém cautela

O mercado da construção civil em Natal e na região metropolitana apresentou sinais claros de recuperação no terceiro trimestre de 2025, com crescimento expressivo nos lançamentos e estabilidade nos preços dos imóveis. É o que revela o Panorama do Mercado Imobiliário – 3º Trimestre de 2025, estudo elaborado pela Brain Inteligência Estratégica, encomendado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do RN (Sinduscon/RN) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do RN (Sebrae/RN).

De acordo com o levantamento, os lançamentos verticais em Natal aumentaram 204% em número de unidades lançadas, movimentando um volume geral de vendas (VGV) de R$ 109 milhões — 72% a mais do que no mesmo período de 2024. Já na região metropolitana, o cenário foi de retração pontual, com ausência de novos lançamentos no trimestre, reflexo da concentração de investimentos na capital potiguar.

O estudo também aponta forte avanço nas vendas verticais da capital, com crescimento de 255% no número de unidades vendidas em relação ao terceiro trimestre do ano passado. O VGV vendido em Natal chegou a R$ 238 milhões, alta de 147% na comparação anual.
Na Região Metropolitana, o volume de vendas recuou 76%, após um ciclo anterior de alta impulsionado por grandes empreendimentos, como o Mirante Green Park, em São Gonçalo do Amarante.

A oferta total de imóveis verticais cresceu 11% em Natal, enquanto na RM houve queda de 45%. O padrão econômico segue predominante, representando 37,7% da oferta total, e os apartamentos de dois dormitórios continuam sendo o produto mais buscado, respondendo por 66% das unidades disponíveis. O preço médio do metro quadrado na capital foi de R$ 8.407, com leve variação positiva de 0,2% frente ao trimestre anterior e de 7% no acumulado do ano — um indicativo de estabilidade.

Segundo Marcelo Toscano, diretor de operações do Sebrae/RN, os números reforçam a importância da construção civil para a economia potiguar. “O setor da construção tem papel fundamental no desenvolvimento econômico do estado, movimentando uma ampla cadeia de fornecedores, prestadores de serviço e profissionais autônomos. O desempenho de Natal mostra que há espaço para o crescimento sustentável, com foco em inovação, qualificação e novos modelos de negócio”, ressalta.

Toscano também destacou que a parceria entre o Sebrae e o Sinduscon/RN tem sido essencial para ampliar a competitividade das empresas locais.

“Temos trabalhado juntos para fortalecer o setor, especialmente as pequenas e médias construtoras, que são responsáveis por boa parte da geração de empregos e renda. O cenário é favorável, e o desafio agora é manter esse ritmo de crescimento com planejamento e eficiência”, completa.

Juros altos e incertezas fiscais

Embora os indicadores mostrem sinais de recuperação após períodos de retração — com crescimento nas vendas de imóveis verticais em relação ao trimestre anterior, manutenção dos níveis de oferta e variação positiva nos preços médios por metro quadrado —, o Sinduscon/RN reforça que o cenário ainda inspira cautela.

“Apesar de resultados que podem animar à primeira vista, nós seguimos preocupados com o cenário macroeconômico. A taxa de juros segue muito elevada, e isso afeta diretamente a demanda — o comprador pensa duas vezes antes de assumir um financiamento de longo prazo. Já para o investidor, o movimento é oposto: com a renda fixa rendendo cerca de 15% ao ano, ele prefere aplicar seu capital no mercado financeiro, enquanto o imóvel em construção sofre correção anual de apenas 6% a 7% pelo INCC. Na prática, isso leva as construtoras a subsidiar parte dos juros na fase de obra para manter o ritmo de vendas e preservar a atividade. É um esforço do setor privado para sustentar empregos e investimentos mesmo diante de um ambiente ainda desafiador”, explicou o presidente do Sinduscon/RN, Sérgio Azevedo.

Azevedo também manifestou preocupação com o equilíbrio fiscal do Rio Grande do Norte, destacando que a deterioração das contas públicas pode atingir diretamente o mercado local.

“Qualquer sinal de instabilidade nas finanças do Estado — como atrasos no pagamento de salários e fornecedores — repercute imediatamente sobre o comércio, o consumo e a confiança do investidor. Isso enfraquece o mercado local e cria um efeito em cadeia sobre todos os setores produtivos”, alertou.

O estudo mostra que a oferta final de unidades verticais permaneceu relativamente estável, enquanto o preço médio do metro quadrado residencial em Natal acumulou alta de 7% nos últimos doze meses. Os imóveis de padrão médio seguem liderando o volume de lançamentos e vendas, enquanto o segmento econômico, especialmente o MCMV, ainda enfrenta limitações de renda e custos elevados de produção.

Mesmo diante das dificuldades, o Sinduscon/RN reforça que a construção civil continua sendo um dos pilares da economia potiguar, responsável por milhares de empregos diretos e indiretos e por manter investimentos em um cenário nacional marcado pela incerteza.

“O nosso papel é manter o otimismo com responsabilidade. A construção civil tem mostrado resiliência e segue apostando no Rio Grande do Norte, mas é fundamental que o ambiente institucional e econômico seja mais previsível — com juros menores e estabilidade fiscal — para que o mercado volte a crescer de forma sustentável”, concluiu o presidente.

Fotos: Divulgação

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Pix completa cinco anos e se aproxima de movimentar R$ 30 trilhões por ano

Pix completa cinco anos e se aproxima de movimentar R$ 30 trilhões por ano

Sistema criado pelo Banco Central já é usado por 170 milhões de brasileiros e 20 milhões de empresas.

Pix completa cinco anos e se aproxima de movimentar R$ 30 trilhões por ano

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central, completa cinco anos neste domingo (16) consolidado como o principal meio de pagamento do Brasil. Desde seu lançamento oficial em novembro de 2020, a ferramenta transformou a forma como pessoas e empresas realizam transações financeiras.

De acordo com dados do Banco Central, o Pix movimentou R$ 26,4 trilhões em 2024, valor equivalente a quase duas vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do país. Até outubro deste ano, as transações já somavam R$ 28 trilhões, indicando que o sistema pode ultrapassar a marca de R$ 30 trilhões até o fim do ano.

Crescimento e inclusão financeira

O diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Renato Gomes, destacou em transmissão online que o Pix contribuiu para ampliar a inclusão bancária no país. Segundo ele, a plataforma reduziu custos de distribuição de dinheiro e aumentou a concorrência no setor de pagamentos, o que resultou em queda de tarifas.

Atualmente, cerca de 170 milhões de adultos e mais de 20 milhões de empresas utilizam o Pix para realizar transferências, pagamentos e cobranças. O sistema, inicialmente criado para transações entre pessoas físicas, evoluiu e incorporou novas funcionalidades, como o Pix Cobrança, que substitui boletos, e o Pix Automático, semelhante ao débito automático.

Pix completa cinco anos
Pix completa cinco anos

Como surgiu o Pix

As discussões para criação do Pix começaram oficialmente em 2016. Em 2018, o Banco Central definiu os requisitos fundamentais da ferramenta. No ano seguinte, a instituição anunciou que assumiria a administração do sistema de pagamentos instantâneos e desenvolveu a base de dados.

O nome Pix foi apresentado em fevereiro de 2020. Em novembro do mesmo ano, o sistema entrou em fase de testes com uma parcela limitada de clientes e horários específicos. Duas semanas depois, em 16 de novembro, ocorreu o lançamento oficial, com funcionamento 24 horas por dia e acesso para todos os usuários que cadastraram chaves Pix.

Impacto internacional e investigação comercial

O Pix também foi alvo de questionamentos internacionais. Durante o governo Donald Trump, os Estados Unidos iniciaram uma investigação comercial alegando que o sistema brasileiro poderia prejudicar empresas financeiras americanas. Em resposta ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o Brasil afirmou que o Pix foi desenvolvido para garantir segurança ao sistema financeiro nacional, sem discriminar empresas estrangeiras.

Tecnologia nacional e futuro do sistema

Criado por servidores públicos brasileiros, o Pix se tornou referência mundial em pagamentos instantâneos. A ferramenta é considerada um marco na modernização do sistema financeiro e continua recebendo atualizações para ampliar funcionalidades e segurança.

Com cinco anos de operação, o Pix não apenas consolidou sua posição como principal meio de pagamento no país, mas também impulsionou a digitalização das transações financeiras, oferecendo praticidade e reduzindo custos para consumidores e empresas.

Foto: Bruno Peres/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Governo do RN suspende antecipação do ICMS para empresas do Proedi

Governo do RN suspende antecipação do ICMS para empresas do Proedi

Decisão foi anunciada em reunião com a FIERN em Natal; Suspensão vale para dezembro e janeiro e abre espaço para novas negociações

O secretário da Fazenda do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Xavier, confirmou, nesta sexta-feira (14), em reunião com a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), a suspensão da antecipação do pagamento do ICMS pelas empresas participantes do Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (Proedi) nos meses de dezembro e janeiro. A suspensão será utilizada como período de negociação para possíveis condições de antecipações nos meses posteriores.

A reunião ocorreu na Casa da Indústria, em Natal, e contou com a presença de diretores da FIERN, lideranças industriais e presidentes de sindicatos. O tema central foi a antecipação do pagamento de 50% do ICMS para empresas integrantes do Proedi. A discussão teve início a partir da intenção do Governo do Estado de tornar permanente a cobrança antecipada do imposto mês a mês, iniciativa que já havia sido aplicada em outubro e estava prevista para novembro, gerando reação das entidades industriais.

Durante o encontro, a equipe econômica apresentou o contexto administrativo que levou à medida de antecipação, incluindo elementos relacionados à situação fiscal estadual. Entre os pontos expostos, foram mencionados os compromissos financeiros acumulados, como parcelas do 13º salário de 2024 pagas no início de 2025, recomposições salariais de diversas categorias, acordos firmados com servidores e a vigência da alíquota de 20% do ICMS, que passou a valer em abril. Segundo a apresentação técnica, esses fatores influenciaram a necessidade de incremento de receita nos meses finais do ano.

A FIERN destacou a importância do Proedi para a competitividade das empresas e para o ambiente de investimentos industriais no estado. As lideranças industriais enfatizaram que mudanças nas regras do programa afetam o planejamento interno das empresas e o fluxo de caixa do setor produtivo, especialmente diante de custos adicionais e ajustes inesperados ao longo do ano. Também foram apontadas preocupações relativas aos impactos de uma eventual continuidade da antecipação do ICMS e aos desafios enfrentados pelas empresas industriais para honrar compromissos, incluindo despesas típicas do último trimestre.

Além disso, representantes dos sindicatos industriais relataram que as empresas enfrentam dificuldades decorrentes de elementos externos ao setor, como aumento de custos e competição com produtos importados, fatores que influenciaram o desempenho da produção. As entidades citaram ainda os compromissos financeiros de fim de ano, ressaltando que alterações tributárias sem planejamento prévio podem criar impactos adicionais para o setor.

Outro ponto abordado pelas lideranças industriais foi a necessidade de que medidas relacionadas ao equilíbrio fiscal do estado incluam análises mais amplas sobre despesas e receitas. Representantes de diferentes segmentos do setor produtivo defenderam que a busca por soluções deve considerar contribuições de diversas áreas econômicas e órgãos públicos, de forma a evitar que a responsabilidade pelo ajuste se concentre apenas nas indústrias.

Durante a reunião, também foi discutida a necessidade de contrapartidas por parte do Estado que possam contribuir para melhorar o ambiente de negócios. Entre as sugestões apresentadas, foi citada a atualização da legislação ambiental com o objetivo de acelerar processos de licenciamento, iniciativa apontada como possível fator de impacto positivo na arrecadação estadual.

Com a suspensão da antecipação do ICMS para dezembro e janeiro, o Governo do Estado e a FIERN iniciarão tratativas sobre condições futuras para o recolhimento antecipado, considerando os cenários fiscal e produtivo dos próximos meses. As discussões deverão ser retomadas após o período de suspensão, com participação das entidades industriais e da equipe econômica do Estado.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Raiane Miranda/Governo do RN

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Retirada de tarifa pelos EUA aumenta pressão por fim da sobretaxa de 40% ao Brasil

Retirada de tarifa pelos EUA aumenta pressão por fim da sobretaxa de 40% ao Brasil

CNI e Cecafé apontam que redução favorece concorrentes enquanto Brasil segue sujeito ao adicional de 40%

A retirada das tarifas recíprocas de 10% pelos Estados Unidos para 238 produtos agrícolas aumentou a pressão para que o Brasil avance nas negociações destinadas a eliminar a sobretaxa adicional de 40% aplicada exclusivamente ao país. A medida norte-americana altera parte das condições de acesso ao mercado para diferentes setores exportadores brasileiros e repercute entre entidades da indústria e do agronegócio.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) avaliaram que a suspensão da tarifa de 10% amplia a competitividade de países concorrentes do Brasil, especialmente no mercado norte-americano, que é um dos principais destinos das exportações industriais nacionais.

Em nota divulgada neste sábado (15.nov.2025), o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a manutenção da tarifa adicional de 40% reduz a competitividade de produtos relevantes da pauta comercial brasileira, como carne bovina e café. Segundo a entidade, países que não estão sujeitos à sobretaxa passam a ter condições mais favoráveis para acessar o mercado dos Estados Unidos.

Análise preliminar da CNI indica que a retirada das tarifas de 10% beneficia 80 produtos brasileiros exportados em 2024, cujas vendas totalizaram US$ 4,6 bilhões, o equivalente a aproximadamente 11% das exportações para os Estados Unidos. Entre esses itens, apenas quatro ficam totalmente isentos de encargos: três categorias de suco de laranja e a castanha-do-pará. Os demais 76 produtos permanecem sujeitos à alíquota de 40%, entre eles café não torrado, carne bovina e cera de carnaúba.

O setor de café também demonstrou preocupação com o impacto da medida. Em nota, o Cecafé afirmou que o país segue submetido à tarifa base de 10% e ao adicional de 40% previsto no Artigo 301. A entidade informou que ainda analisa se o novo ato norte-americano altera uma ou ambas as cobranças.

Segundo avaliação do diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, o anúncio favoreceu concorrentes internacionais do Brasil. O café brasileiro estava sendo taxado em 50% nos Estados Unidos. Com a decisão, a tarifa aplicada ao produto brasileiro caiu para 40%. No entanto, concorrentes diretos, como Colômbia e Vietnã, tiveram a tarifa reduzida a zero.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manifestou posição distinta. Em comunicado, a entidade classificou a redução tarifária sobre a carne bovina brasileira como um movimento que fortalece o diálogo técnico entre os dois países e contribui para a previsibilidade do setor. A entidade observou que os Estados Unidos são o segundo maior mercado para a carne bovina do Brasil.

A Abiec afirmou ainda que a decisão abre espaço para retomada mais equilibrada e estável das exportações e que continuará atuando junto às autoridades brasileiras e norte-americanas para ampliar oportunidades comerciais. A entidade destacou que o setor pretende avançar em ações que consolidem o Brasil como fornecedor competitivo no mercado internacional.

Mesmo com os efeitos parciais da suspensão tarifária, a CNI reiterou que o ponto central permanece inalterado: a ordem executiva que mantém o adicional de 40% específico ao Brasil não foi modificada. Para a entidade, o governo brasileiro precisa intensificar negociações com os Estados Unidos para restabelecer condições equitativas de comércio e evitar perda de participação no mercado para outros fornecedores internacionais.

Foto: José Paulo Lacerda/CNI / Wenderson Araújo/Trilux/CNA

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Informalidade no RN supera 585 mil trabalhadores

Informalidade no RN supera 585 mil trabalhadores

IBGE aponta crescimento de 2,5% no número de trabalhadores informais entre julho e setembro

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que mais de 585 mil pessoas estavam trabalhando em situação informal no Rio Grande do Norte no terceiro trimestre de 2025. O levantamento considera o período entre julho e setembro.

Segundo os dados, houve aumento de 2,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior, quando 561 mil pessoas de 14 anos ou mais estavam ocupadas em condições de informalidade. A taxa de informalidade no estado chegou a 42%, acima dos 39,5% verificados no trimestre anterior.

A pesquisa define informalidade como a condição de trabalho sem proteção legal, contemplando empregados sem carteira assinada, trabalhadores por conta própria sem inscrição no CNPJ, empregadores informais e pessoas que atuam em atividades familiares sem remuneração. Os números detalhados mostram:

  • 204 mil trabalhadores atuavam no setor privado sem carteira assinada;
  • 55 mil eram trabalhadores domésticos sem carteira assinada;
  • 314 mil eram trabalhadores autônomos sem CNPJ;
  • 7 mil eram empregadores sem CNPJ.

Trabalhadores informais não acessam benefícios específicos concedidos aos trabalhadores com carteira assinada, como 13º salário, FGTS, férias remuneradas, auxílio-doença e aposentadoria. O advogado trabalhista Rodrigo Menezes explicou que, na ausência de proteção previdenciária, trabalhadores podem enfrentar dificuldades em caso de acidente ou afastamento e, sem contribuições regulares, podem não preencher requisitos para aposentadoria ou pensão por morte.

Estabilidade na taxa de desocupação

A taxa de desocupação no Rio Grande do Norte permaneceu em 7,5% no terceiro trimestre de 2025. O percentual é o mesmo registrado entre abril e junho, período em que o indicador atingiu o menor nível da série histórica iniciada em 2012. Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, houve queda de 1,4 ponto percentual.

O levantamento mostra que o nível de ocupação do estado ficou em 48,6% no terceiro trimestre, representando variação negativa de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. A taxa de participação na força de trabalho também apresentou redução, passando para 52,5%, queda de 0,8 ponto percentual.

De acordo com o chefe da Seção de Disseminação de Informações do IBGE no RN, Damião Ernane de Souza, a estabilidade da taxa de desocupação pode ocorrer mesmo com queda no nível de ocupação e na taxa de participação. Ele explicou que, pela metodologia da Pnad Contínua, só é considerado desocupado quem está procurando emprego. Quando indivíduos deixam de buscar trabalho, por desânimo ou outros motivos, deixam de integrar a força de trabalho, o que reduz a taxa de participação e o nível de ocupação, sem alterar a taxa de desocupação.

O estado registrou 1,395 milhão de pessoas ocupadas e 113 mil pessoas desocupadas no trimestre encerrado em setembro. No trimestre anterior, os números eram de 1,423 milhão de ocupados e 115 mil desocupados. A população fora da força de trabalho alcançou 1,365 milhão de pessoas no período analisado.

Rendimento médio

O rendimento médio mensal real habitual dos trabalhadores ocupados no Rio Grande do Norte ficou em R$ 2.817 no terceiro trimestre de 2025. O valor representa variação de -2,8% em relação ao trimestre encerrado em junho, quando o rendimento era de R$ 2.897, segundo os cálculos do IBGE.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Trump reduz tarifas, mas mantém sobretaxa de 40% ao Brasil

Trump reduz tarifas, mas mantém sobretaxa de 40% ao Brasil

Decreto reduz tarifa de 10% aplicada ao Brasil, mas mantém sobretaxa de 40% sobre commodities

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (14) que não acredita serem necessárias novas reduções tarifárias. As declarações foram dadas a jornalistas a bordo do Air Force One, durante o deslocamento para Palm Beach, na Flórida. Segundo Trump, a administração americana continuará arrecadando valores significativos com as tarifas atualmente em vigor.

Sem apresentar detalhes adicionais, o presidente afirmou que a China deverá comprar grandes volumes de soja produzida nos Estados Unidos. Ele acrescentou que altos funcionários do governo americano conversaram com representantes chineses ao longo do dia. Em relação aos produtos isentos de tarifas, Trump declarou que não são competitivos no mercado interno e que, por esse motivo, não existe uma indústria doméstica a ser protegida. Segundo ele, o objetivo é reduzir ainda mais os preços desses itens.

Ao comentar a situação econômica interna, Trump citou índices de inflação e voltou a criticar o Obamacare. Ele afirmou que a administração está trabalhando para que cidadãos possam adquirir seus próprios planos de saúde, por meio de repasses diretos de recursos.

Fora do campo comercial, o presidente disse esperar que a Arábia Saudita assine os Acordos de Abraão, que tratam da normalização das relações entre Israel e países da região. Trump também afirmou que analisa um pedido saudita para aquisição de caças americanos. Sobre armas nucleares, declarou que os Estados Unidos, assim como outras nações, irão conduzir testes, justificando que já possuem esse tipo de armamento.

Trump afirmou ainda que pretende ingressar com uma ação judicial contra a BBC na próxima semana. Ele disse não ter conversado com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, sobre o assunto, mas que planeja ligar para o líder do Reino Unido durante o fim de semana.

Questionado sobre sua saúde, o presidente relatou ter feito um exame de ressonância magnética neste ano “por seu físico”. Ele disse que o resultado informado pelo médico foi satisfatório.

Paralelamente às declarações, um decreto assinado por Trump nesta sexta-feira (14) modificou parte das tarifas aplicadas ao Brasil. A medida derrubou apenas a tarifa recíproca de 10% que estava em vigor desde abril, mas manteve integralmente a sobretaxa de 40% criada em agosto em resposta ao julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal. O decreto tem efeito retroativo desde a madrugada de quinta-feira.

A sobretaxa havia sido elevada a 50% em agosto, quando Trump acusou o governo brasileiro de promover processo politicamente motivado contra Bolsonaro, conforme documento publicado em julho. Com o novo decreto, a taxa retorna ao patamar de 40%, mas ainda incide sobre setores estratégicos da economia brasileira, incluindo café, carne bovina e outras commodities. Itens como carnes, frutas, tubérculos, café, chá, cacau, produtos agrícolas e fertilizantes tiveram parte das tarifas reduzidas.

Segundo informações do governo americano, a decisão considerou negociações comerciais, demandas internas e a capacidade da indústria doméstica de suprir o mercado. Apesar da redução anunciada, diversos produtos brasileiros permanecem mais caros nos Estados Unidos devido ao conjunto de tarifas e à menor oferta interna americana.

A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos continua marcada por tensões. A manutenção da tarifa adicional de 40% segue pressionando exportadores nacionais, mesmo após o recuo parcial sobre uma parcela das tarifas.

Foto: Ricardo Stuckert / PR / @SecRubio

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Oscar do Empreendedorismo Potiguar: confira os vencedores do Prêmio Líderes 2025

Oscar do Empreendedorismo Potiguar: confira os vencedores do Prêmio Líderes 2025

Promovido pelo LIDE Rio Grande do Norte, o prêmio é o maior reconhecimento empresarial do estado

Evento premiou as marcas e lideranças que se destacaram no desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte ao longo do ano
A edição 2025 do Prêmio Líderes Empresariais do Rio Grande do Norte consagrou, na noite desta quinta-feira (13), os grandes nomes do empreendedorismo potiguar em uma cerimônia de gala realizada no Olimpo Recepções, em Natal.

Conhecido como o “Oscar do Empreendedorismo Potiguar”, o evento reuniu autoridades, empresários e representantes de diversos setores para celebrar as empresas, marcas e líderes que mais se destacaram em inovação, resultados e liderança ao longo do ano.

Promovido pelo LIDE Rio Grande do Norte, o prêmio é o maior reconhecimento empresarial do estado, consolidando-se como um símbolo de valorização ao protagonismo potiguar e ao papel essencial dos empreendedores na transformação econômica e social do RN.

Em sua quinta edição, o Prêmio Líderes ultrapassou a marca de meio milhão de votos populares, em um processo auditado e transparente, que mobilizou a sociedade para reconhecer os destaques do mercado local em 30 categorias.

Há seis anos atuando no estado, o LIDE RN tem se consolidado como uma plataforma de conexão e fortalecimento do ecossistema empresarial, reunindo lideranças de diferentes segmentos em torno do propósito de impulsionar negócios e inspirar boas práticas de gestão.

“O Prêmio Líderes é mais do que uma celebração. É o reconhecimento público de quem acredita, investe e transforma o Rio Grande do Norte por meio dos negócios. Cada voto representa a força do nosso empresariado e a confiança em um futuro de desenvolvimento e oportunidades para o estado”, destacou Jean Valério, presidente do LIDE RN.

Confira os vencedores do Prêmio Líderes 2025

  • Agrobusiness: Aquacoco
  • Bares e Restaurantes: Camarões
  • Concessionárias: Mercedes-Benz STA Motors
  • Construbusiness: Ecomax
  • Consultbusiness: Gestus
  • Distribuidores: Riograndense
  • Educação: UNP
  • Energias: Neoenergia
  • Empresas Familiares: Nordestão
  • Hospital/Clínica: Hospital do Coração
  • Indústria: 3 Corações
  • Instituição Financeira: Banco do Nordeste
  • Laboratórios: DNA Center
  • Petróleo e Gás: Potigás
  • Práticas ESG: Natal Shopping
  • Saúde: Unimed
  • Serviços: Cril Soluções Ambientais
  • Serviços Jurídicos: MDR Advocacia
  • Tecnologia: Interjato
  • Telecomunicações: Brisanet
  • Terceirização de Mão de Obra: Proseg
  • Turismo e Viagens: Aerotur
  • Varejo: Rede Mais
  • Gestão Pública: Prefeitura de Natal
  • Empresa do Ano – Região Oeste: Supermercados Queiroz
  • Empresária do Ano: Rafaela Fontes (Rafaela Fontes Chocolateria)
  • Empresária do Ano – Região Oeste: Lucineide Queiroz (Supermercados Queiroz)
  • Empresário do Ano: Sérgio Azevedo (Dois.A)
  • Empresário do Ano – Região Oeste: Jair Queiroz (Supermercados Queiroz)

Com o encerramento de mais uma edição de sucesso, o Prêmio Líderes 2025 reforça o compromisso do LIDE RN em valorizar o talento, a inovação e o impacto social de quem faz a diferença no desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

O Prêmio Líderes é organizado pelo LIDE RN e apresentado por: Royal Salute, Grupo Queiroz, Viver Saúde, Chivas Regal.

Patrocínio Master: MAXMEIO Tecnologia Digital.

Patrocínio: Hospital do Coração, Nordestão, UNP, Proseg, GAG Sta Motors.
Apoio de: Lapela, Adega Farret, OYO Solution, Acioly distribuidora, Santa Clara, Ecomax, Produtiva Jr., Rafaela Fontes, Priting Company, Acrilart, André Elali Advogados, Aquacoco, Topfood.
Mantenedor de gestão: Unimed Natal.

Fotos: Cléber Andrade/Divulgação

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Cosern passa a cobrar tarifa de distribuição e ICMS para quem gera energia solar e contas disparam

Cosern passa a cobrar tarifa de distribuição e ICMS para quem gera energia solar e contas disparam

Mudança sem aviso prévio surpreende consumidores; Procon investiga possível aumento abusivo

Cosern passa a cobrar tarifa de distribuição e ICMS para quem gera energia solar e contas disparam

A Neoenergia Cosern passou a cobrar tarifa de distribuição e ICMS nas contas de luz de consumidores que geram energia solar no Rio Grande do Norte. A mudança atinge clientes que instalaram seus sistemas após 7 de janeiro de 2023, conforme previsto na Lei Federal 14.300/2022 (Marco Legal da Micro e Minigeração Distribuída).

A inclusão dos valores sem aviso prévio fez as faturas dispararem em novembro, surpreendendo consumidores. Em alguns casos, clientes relataram que o valor da conta dobrou ou até triplicou. A concessionária justificou que as cobranças seguem normas legais, mas não explicou por que decidiu aplicar a mudança apenas agora e sem comunicação clara aos usuários.

Base legal e forma de cobrança

A Lei 14.300/2022 determina que consumidores que instalaram painéis solares após 7 de janeiro de 2023 devem pagar parte da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (Tusd), já que continuam utilizando a rede elétrica pública. Atualmente, a cobrança é de 45% da tarifa, percentual que aumentará gradualmente até 2028, quando chegará a 90%.

Além da tarifa, passou a ser cobrado ICMS sobre os encargos da distribuição. No Rio Grande do Norte, a isenção do imposto vale apenas para a energia compensada, não para os encargos. Como a tarifa começou a ser aplicada agora, o imposto também passou a incidir.

Crítica à falta de transparência

A Cosern afirmou que a mudança visa garantir “clareza na composição da fatura”, mas não comunicou previamente os consumidores sobre o impacto financeiro. A ausência de aviso gerou críticas e levantou questionamentos sobre a transparência da concessionária.

Especialistas apontam que, embora a cobrança esteja prevista em lei, a falta de comunicação adequada compromete a relação com os clientes e pode configurar prática abusiva, já que muitos consumidores não tiveram tempo para se preparar para o aumento.

Cosern passa a cobrar tarifa de distribuição e ICMS para quem gera energia solar
Cosern passa a cobrar tarifa de distribuição e ICMS para quem gera energia solar

Impacto nas contas e reação dos órgãos de defesa

O Procon-RN iniciou investigação para apurar possíveis aumentos abusivos. O órgão informou que notificará a Neoenergia e realizará reunião com a empresa no dia 17 de novembro. Até o momento, não foram registradas reclamações formais, mas medidas preventivas estão sendo adotadas.

A Associação Potiguar de Energias Renováveis (Aper) também acompanha o caso e busca garantir segurança jurídica para os consumidores que geram sua própria energia. A entidade afirma que está em contato com órgãos reguladores e legisladores para avaliar se os limites legais estão sendo respeitados.

Como funciona a compensação de energia

Nos sistemas de geração distribuída, a energia produzida pelas placas solares é enviada para a rede elétrica comum, que funciona como uma “bateria virtual”. O consumidor recebe créditos para compensar o consumo mensal, mas continua utilizando a infraestrutura da distribuidora, o que justifica a cobrança da tarifa de distribuição.

Até então, clientes com geração própria eram isentos dessa tarifa, mas a regra mudou com o Marco Legal da Microgeração. A cobrança será ampliada nos próximos anos, conforme cronograma definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

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PIB do RN chega a R$ 101,7 bilhões e registra maior crescimento do Nordeste

PIB do RN chega a R$ 101,7 bilhões e registra maior crescimento do Nordeste

Estado teve alta de 4,2%, acima da média nacional; setor de serviços lidera participação na economia potiguar

PIB do RN chega a R$ 101,7 bilhões e registra maior crescimento do Nordeste

O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Norte alcançou R$ 101,7 bilhões em 2023, registrando o maior crescimento entre os estados do Nordeste, segundo dados do Sistema de Contas Regionais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor representa um aumento de 4,2% em relação aos R$ 93,8 bilhões de 2022.

O desempenho potiguar ficou acima da média nacional, que foi de 3,2% no período. No ranking nacional, o Rio Grande do Norte obteve a oitava maior taxa de crescimento do PIB entre os estados brasileiros.

PIB per capita e participação nacional

O PIB per capita do Rio Grande do Norte também se destacou, atingindo R$ 30.804,91, o maior da região Nordeste, superando a média regional de R$ 27.681,97. Em valores absolutos, o estado ocupa a quinta posição no Nordeste, atrás da Bahia, Pernambuco, Ceará e Maranhão, e à frente de Paraíba, Alagoas, Piauí e Sergipe.

No contexto nacional, o Rio Grande do Norte contribuiu com 0,9% para o PIB brasileiro, que totalizou R$ 10,943 trilhões em 2023.

PIB do RN chega a R$ 101,7 bilhões e registra maior crescimento do Nordeste
PIB do RN chega a R$ 101,7 bilhões e registra maior crescimento do Nordeste

Setores que mais contribuíram para o crescimento

Entre os três grandes grupos de atividades econômicas, os Serviços tiveram a maior participação no valor adicionado bruto do estado, com 72,4%. A Indústria representou 23,4% e a Agropecuária, 4,2%.

O estudo do IBGE apontou dois setores como principais motores do crescimento potiguar:

  • Indústrias de transformação, com alta de 23,1%;
  • Atividades de eletricidade e gás, que cresceram 11,9%.

Esses segmentos foram determinantes para o desempenho positivo da economia estadual.

Projeções para 2024

De acordo com estimativas apresentadas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), a tendência de crescimento deve se manter em 2024. A previsão é de que o PIB potiguar registre expansão de 6,6%, o que colocaria o estado entre os maiores crescimentos do país.

As projeções indicam variações positivas nos principais setores:

  • Indústria: 8,1%;
  • Agropecuária: 7,3%;
  • Serviços: 6,1%.

Caso confirmadas, essas taxas consolidarão o Rio Grande do Norte como um dos estados com melhor desempenho econômico no Brasil.

Foto: Divulgação/Assecom RN

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Com alta do óleo e do leite, cesta básica em Natal sobe 0,55% em outubro

Com alta do óleo e do leite, cesta básica em Natal sobe 0,55% em outubro

Levantamento do Idema aponta aumento puxado por óleo, leite e margarina; custo médio por pessoa chega a R$ 598,09

Com alta do óleo e do leite, cesta básica em Natal sobe 0,55% em outubro

A cesta básica em Natal registrou alta de 0,55% em outubro, segundo levantamento do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema). O aumento foi puxado principalmente pelo óleo, que apresentou a maior variação no mês, com elevação de 37,92%. Outros produtos também tiveram alta, como leite (12,7%), margarina (2,54%), carne bovina (2,2%), legumes (1,2%) e café (1,04%). Ao todo, seis dos 13 itens avaliados fecharam o mês com preços mais elevados.

Com as variações, o custo médio da alimentação por pessoa na capital potiguar chegou a R$ 598,09 em outubro. Para uma família de quatro pessoas, o valor da cesta básica alcançou R$ 2.392,36. Se somados gastos com vestuário, transporte e despesas pessoais, o dispêndio total seria de R$ 7.377,13.

Itens com variação negativa

Apesar das altas, sete dos 13 produtos pesquisados pelo Idema apresentaram redução nos preços em outubro. Entre eles estão arroz (-8,78%), farinha (-7,60%), frutas (-5,78%), pão (-2,75%), feijão (-2,14%), açúcar (-2,04%) e tubérculos (-1,78%).

Com alta do óleo e do leite, cesta básica em Natal sobe 0,55%
Com alta do óleo e do leite, cesta básica em Natal sobe 0,55%

Índice de Preços ao Consumidor

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pelo Idema por meio da Coordenadoria de Estudos Socioeconômicos (CES/Seplan), registrou em outubro variação positiva de 0,24% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano, a variação é de 3,92%, considerando os últimos 12 meses.

O grupo Alimentação e Bebidas, que representa 32,43% do índice geral no orçamento familiar, apresentou variação negativa de -0,24% no mês. Os itens que mais contribuíram para essa queda foram enlatados (-4,99%), hortaliças (-3,90%), frutas (-3,48%), leites e derivados (-3,33%), óleos e gorduras (-2,37%) e alimentação fora do domicílio (-2,02%).

Já o grupo Transportes registrou alta de 1,55%, influenciada pelo aumento nos combustíveis (2,82%), veículo próprio (1,83%) e transporte público (0,64%). O grupo Educação também apresentou variação positiva de 0,80%, com destaque para papelaria (4,05%) e cursos (0,02%).

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo

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Correios entram em alerta máximo e buscam R$ 10 bilhões em 15 dias para evitar colapso

Correios entram em alerta máximo e buscam R$ 10 bilhões em 15 dias para evitar colapso

Estatal prepara novo PDV para cortar 10 mil funcionários e reduzir custos com pessoal

Correios entram em alerta máximo e buscam R$ 10 bilhões em 15 dias para evitar colapso

A crise nos Correios atingiu um novo patamar. A estatal precisa levantar, em apenas 15 dias, ao menos R$ 10 bilhões para evitar colapso operacional e manter suas atividades mínimas. A direção tenta viabilizar o recurso por meio de empréstimo com garantia da União, após reduzir pela metade o plano inicial de captar R$ 20 bilhões — valor considerado inviável diante das altas taxas cobradas pelos bancos na primeira rodada de negociações.

O montante é considerado essencial para implementar o plano de reestruturação, cujo foco principal é a redução de custos com pessoal. A empresa prepara um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV) com meta de 10 mil desligamentos, número muito superior às adesões registradas na última tentativa. A expectativa é que, com incentivos mais atrativos, seja possível reduzir a folha salarial em cerca de R$ 2 bilhões por ano.

Negociações com bancos e condições do empréstimo

As negociações seguem com um grupo ampliado de instituições financeiras, após propostas iniciais apresentadas por bancos como BTG, Citibank, ABC Brasil e Banco do Brasil terem custos acima do limite considerado razoável para operações com aval da União — chegando a 136% do CDI. A meta atual é fechar contratos com taxa de até 120% do CDI e garantir pelo menos metade do valor solicitado até o fim do mês. A operação pode envolver um sindicato de bancos, modelo já utilizado pela estatal em operações anteriores.

Correios entram em alerta máximo e buscam R$ 10 bilhões
Correios entram em alerta máximo e buscam R$ 10 bilhões

Impacto da crise nos serviços

A corrida por recursos busca impedir que o prejuízo crescente comprometa de vez a capacidade dos Correios de competir no mercado. A empresa acumula perdas de R$ 4,3 bilhões em 2025 e enfrenta atrasos em pagamentos a fornecedores, o que tem impacto direto nas entregas. Atualmente, 92% das encomendas chegam no prazo — índice abaixo dos 95% considerados essenciais para manter grandes contratos, especialmente com plataformas de e-commerce. Sem estabilizar o caixa, há risco de piora no serviço e perda de clientes.

Plano de reestruturação e próximos passos

Além do PDV, o plano de reestruturação inclui revisão de contratos, ajustes logísticos e medidas para aumentar a eficiência operacional. A estatal também avalia parcerias estratégicas para ampliar a receita e reduzir dependência de serviços tradicionais, como correspondências, que registram queda contínua nos últimos anos.

O governo acompanha as negociações e estuda alternativas para evitar que a crise afete setores dependentes da logística dos Correios. Caso o empréstimo não seja viabilizado dentro do prazo, a estatal poderá adotar medidas emergenciais para manter operações essenciais.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração/Marcelo Camargo/Agência Brasil

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RN deve ter mais de 31 mil contratações temporárias no fim de 2025, projeta Fecomércio

RN deve ter mais de 31 mil contratações temporárias no fim de 2025, projeta Fecomércio

Projeção considera Black Friday, Natal e Ano-Novo; vagas devem se concentrar no comércio e serviços

RN deve ter mais de 31 mil contratações temporárias no fim de 2025, projeta Fecomércio

O Rio Grande do Norte deve registrar mais de 31,2 mil contratações temporárias nos meses de novembro e dezembro de 2025, segundo estimativa do Instituto Fecomércio RN (IFC). A projeção considera o aumento do consumo em datas comemorativas como Black Friday, Natal e Ano-Novo, além da circulação do 13º salário e de bônus anuais. As vagas devem se concentrar no comércio varejista, supermercados, empresas de logística e no setor de serviços, para atender ao pico sazonal da demanda.

Cenário econômico e setores em alta

A previsão ocorre em um contexto de crescimento econômico moderado. O Banco do Brasil projeta expansão de 1,4% para a economia potiguar em 2025. Dados do IBGE até agosto indicam avanço nas receitas de setores que sustentam a expectativa de contratações: comércio (+2,3%), serviços (+4,3%) e turismo (+5,5%).

Apesar da expectativa positiva, o número projetado é 6,9% menor que o registrado em 2024. No ano anterior, o Rio Grande do Norte esteve entre os estados com maior expansão, com alta de 6,0%, cenário que não deve se repetir em 2025.

RN deve ter mais de 31 mil contratações temporárias no fim de 2025
RN deve ter mais de 31 mil contratações temporárias no fim de 2025

Oportunidades para trabalhadores e empresas

As contratações temporárias de fim de ano representam oportunidades para inserção ou reinserção no mercado de trabalho. Segundo o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, essas vagas são um termômetro da dinâmica de consumo e da capacidade de adaptação do mercado. “Para trabalhadores, são ocasiões valiosas de renda e experiência; para empresas, uma resposta ágil ao aumento sazonal da demanda”, afirmou.

Preparação para conquistar uma vaga

A coordenadora do Senac Carreiras, Rose Câmara, orienta que conquistar uma vaga temporária exige planejamento. “O primeiro passo é olhar para dentro: entender seus pontos fortes, seus valores e o tipo de cultura em que você se encaixa. Com isso claro, fica mais fácil construir um currículo que conte uma história coerente e mostre resultados concretos, além de manter um perfil profissional atualizado e coerente com seus objetivos”, destacou.

Setores com maior demanda

As vagas devem se concentrar em áreas como:

  • Comércio varejista: lojas de roupas, calçados, eletroeletrônicos e presentes.
  • Supermercados: reforço de equipes para atender ao aumento no consumo de alimentos e bebidas.
  • Logística: empresas de transporte e distribuição para dar suporte ao crescimento das vendas online.
  • Serviços: restaurantes, hotéis e empresas de turismo, impulsionados pelo fluxo de visitantes no período de festas.

Perspectivas para 2026

Embora o número de contratações temporárias seja menor que o registrado em 2024, a Fecomércio avalia que o mercado segue aquecido e deve manter oportunidades relevantes para trabalhadores. A expectativa é que, com a retomada gradual da economia e a ampliação do setor de serviços, o volume de vagas volte a crescer nos próximos anos.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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RN define medidas para combater praga na uva após confirmação pelo Mapa

RN define medidas para combater praga na uva após confirmação pelo Mapa

Secretaria de Agricultura do RN discute estratégias contra Xanthomonas campestris pv. Viticola em reunião com Ministério da Agricultura

RN define medidas para combater praga na uva após confirmação pelo Mapa

A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (Sape) vai se reunir na próxima semana com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para definir estratégias de combate à praga Xanthomonas campestris pv. Viticola, bactéria que afeta plantações de uva e é considerada uma das mais preocupantes para a viticultura brasileira. A confirmação da presença da praga no estado foi publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (10), por meio da portaria nº 1.443.

Segundo Guilherme Saldanha, titular da Sape, a produção de uvas no RN é recente, com cerca de três anos, e ainda tem volume reduzido. “Atualmente, existem no máximo 50 hectares em produção em cerca de 10 propriedades rurais. Algumas fazendas trabalham com produção de vinho, mas tudo o que é produzido fica no Rio Grande do Norte”, afirmou.

Medidas em análise

Duas frentes estão sendo discutidas para conter a praga: a erradicação dos pomares ou o reconhecimento oficial da ocorrência da doença no estado, acompanhado de monitoramento sanitário para evitar o transporte de material vivo das plantas. “Estamos discutindo com o Mapa qual medida vamos adotar em conjunto. Na próxima semana teremos uma reunião para, depois disso, tomarmos uma decisão”, explicou Saldanha.

A praga, conhecida como Cancro-Bacteriano da videira, não altera o aspecto da fruta, mas compromete o desenvolvimento das plantas. Quando não controlada, pode levar à morte da videira. A doença provoca lesões em folhas, ramos e frutos, com sintomas iniciais caracterizados por pequenos pontos escuros de 1 a 2 milímetros, que podem evoluir para necrose de grandes áreas do tecido foliar. Nos ramos e cachos, surgem manchas escuras e alongadas que evoluem para fissuras negras, os chamados cancros. As bagas podem apresentar áreas necróticas e deformações.

RN define medidas para combater praga na uva
RN define medidas para combater praga na uva

Controle e prevenção

De acordo com a Embrapa, o monitoramento constante é essencial durante todo o ciclo da planta. Entre as principais medidas de controle estão o uso de mudas sadias, eliminação de ramos infectados e desinfecção das ferramentas após o uso em plantas doentes. O transporte de material vegetativo de regiões afetadas, como Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), para outras áreas do país é proibido para evitar disseminação.

A praga foi identificada pela primeira vez na Índia, em 1969, e chegou ao Brasil em 1998, no Vale do São Francisco. Em 2001, foi detectada no Ceará e, desde então, também tem registros em Roraima.

Posicionamento da Faern

A Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do RN (Faern) divulgou nota nesta quarta-feira (12) afirmando que acompanha a situação e reforçando que a doença não oferece risco à saúde humana nem compromete o consumo das frutas. Embora não exista cura, a entidade destacou que o cancro da videira é controlável com práticas adequadas de manejo e erradicação dos focos.

A Faern recomenda que produtores adquiram mudas com Certificado Fitossanitário de Origem (CFO), higienizem ferramentas e comuniquem ao Idiarn qualquer suspeita de contaminação. A federação também ressaltou que estados vizinhos convivem com a praga há anos sem prejuízos significativos à expansão da viticultura.

O RN deve definir as medidas após reunião com o Mapa, garantindo suporte técnico aos produtores e ações para evitar a propagação da doença.

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

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Setor de serviços tem melhor desempenho do ano em setembro no RN

Setor de serviços tem melhor desempenho do ano em setembro no RN

Turismo registra leve queda enquanto serviços avançam 3,6% no estado, segundo IBGE.

Setor de serviços tem melhor desempenho do ano em setembro no RN

O setor de serviços do Rio Grande do Norte registrou, em setembro, o melhor resultado de 2025 e ocupou a terceira posição entre os maiores crescimentos do País, conforme dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume de serviços no estado avançou 3,6% em relação a agosto, ficando atrás apenas do Distrito Federal, com 8,3%, e da Paraíba, com 4,7%.

O aumento foi acompanhado pela elevação da receita nominal, que cresceu 4,4% no mesmo período. Na comparação com setembro de 2024, o setor apresentou alta de 6,3% no volume e 12% na receita. No acumulado de janeiro a setembro de 2025, a expansão foi de 4,3% em volume e 9,7% em receita. Considerando os últimos 12 meses, os índices chegam a 6,4% para volume e 11,5% para receita.

O desempenho potiguar segue a tendência nacional. Em todo o Brasil, o volume de serviços subiu 0,6% em setembro, marcando o oitavo resultado positivo consecutivo. Com isso, o setor está 19,5% acima do nível registrado antes da pandemia.

setor de serviços tem melhor desempenho do ano
setor de serviços tem melhor desempenho do ano

Turismo apresenta retração no estado

Apesar do avanço geral, o segmento de atividades turísticas no Rio Grande do Norte registrou leve queda em setembro. O índice de volume recuou 0,1%, enquanto a receita apresentou variação negativa de 0,2% em relação ao mês anterior.

Na comparação com setembro do ano passado, os indicadores permanecem positivos: crescimento de 5,3% no volume e 12,9% na receita nominal. No acumulado do ano, o setor turístico potiguar registra alta de 5,5% no volume e 13,5% na receita. Em 12 meses, os números chegam a 8% e 14,6%, respectivamente.

No cenário nacional, a atividade turística apresentou crescimento de 0,1% em setembro, segundo resultado positivo consecutivo, mantendo-se 11,5% acima do patamar pré-pandemia.

Sobre a Pesquisa Mensal de Serviços

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), realizada pelo IBGE, é um dos principais indicadores sobre o comportamento conjuntural do setor de serviços no Brasil. O levantamento exclui áreas como saúde e educação e mede mensalmente as variações de volume e receita em diferentes segmentos empresariais não financeiros.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Venda do Midway Mall deve ser definida apenas em 2026 após análise do Cade

Venda do Midway Mall deve ser definida apenas em 2026 após análise do Cade

Processo de avaliação pode se estender até julho de 2026; transação envolve venda total das cotas do shopping natalense para a Capitânia Investimentos

Venda do Midway Mall pode ser definida apenas em 2026 após análise do Cade

A definição sobre a possível venda do Midway Mall, localizado em Natal, deverá ocorrer apenas no segundo semestre de 2026. A decisão depende da análise e aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), responsável por avaliar operações de grande porte entre empresas. O processo de avaliação tem prazo inicial de 240 dias, contados a partir da protocolização do pedido pela Riachuelo, proprietária do shopping, feita na última sexta-feira (7). Assim, a decisão final pode se estender até 5 de julho de 2026.

A transação envolve a venda integral das quotas do Midway Mall e do Midwest Estacionamento para a Capitânia Investimentos, gestora de fundos de São Paulo, além de outros possíveis coinvestidores minoritários. A informação foi comunicada oficialmente pela Guararapes, empresa controladora da Riachuelo.

De acordo com o Cade, ainda não há processo público disponível sobre o caso. Isso ocorre, segundo o órgão, porque a operação pode estar em fase inicial de notificação ou ser de acesso restrito. O Cade é uma autarquia federal que atua na defesa da concorrência, analisando operações de fusão e aquisição e investigando práticas consideradas anticompetitivas.

Regras e prazos do Cade

Em casos de fusões e aquisições, o Cade exige notificação quando, no ano anterior à operação, um dos grupos envolvidos registrar faturamento bruto anual igual ou superior a R$ 750 milhões no Brasil, e o outro grupo envolvido tiver faturamento de R$ 75 milhões ou mais.

O prazo de 240 dias para análise pode ser prorrogado uma única vez, por até 90 dias adicionais, caso o Tribunal do Cade justifique a necessidade de extensão e estabeleça novas medidas para a conclusão do julgamento.

Capitânia Investimentos administra nove shoppings no país

A Capitânia Investimentos, que negocia a compra do Midway Mall, já é responsável por um fundo imobiliário que reúne nove shoppings distribuídos em três estados. Na região Nordeste, o único empreendimento administrado é o Iguatemi Fortaleza, localizado na capital cearense, com terreno de 190.786 m² e Área Bruta Locável (ABL) de 90.165 m².

O portfólio da gestora inclui ainda seis empreendimentos no estado de São Paulo e dois no Rio Grande do Sul:

  • Iguatemi Alphaville (Barueri/SP)
  • Catarina Fashion Outlet (São Roque/SP)
  • Shopping Metrô Tatuapé (São Paulo/SP)
  • Shopping Boulevard Tatuapé (São Paulo/SP)
  • Parque Shopping Dom Pedro (Campinas/SP)
  • Shopping Pátio Paulista (São Paulo/SP)
  • Shopping Praia de Belas (Porto Alegre/RS)
  • Fashion Outlet Novo Hamburgo (Novo Hamburgo/RS)

No total, a soma da ABL dos nove shoppings chega a 438.919 m². O Midway Mall, por sua vez, possui ABL de 66,2 mil m². Conforme apuração divulgada pela imprensa, a Capitânia detém participação média de 7,8% nos empreendimentos que compõem seu fundo de investimento imobiliário.

Midway Mall é o maior shopping do Rio Grande do Norte

Fundado pelo empresário potiguar Nevaldo Rocha, o Midway Mall foi inaugurado em 27 de abril de 2005, após investimentos de R$ 130 milhões à época. Localizado entre as avenidas Nevaldo Rocha e Senador Salgado Filho, o centro comercial possui posição estratégica, com fácil acesso a todas as zonas de Natal.

O empreendimento foi construído no mesmo terreno onde funcionava uma das antigas fábricas da Guararapes, grupo controlador da Riachuelo. Atualmente, o Midway é considerado o maior shopping do estado, com grande relevância econômica e comercial para a capital potiguar e para o Rio Grande do Norte.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Capitânia Investimentos negocia compra do Midway Mall e controla portfólio com nove shoppings

Capitânia Investimentos negocia compra do Midway Mall e controla portfólio com nove shoppings

Gestora paulista administra fundo com empreendimentos em três estados e negocia aquisição do maior shopping do RN

Capitânia Investimentos negocia compra do Midway Mall e controla portfólio com nove shoppings

Capitânia Investimentos negocia compra do Midway Mall e controla portfólio com nove shoppings

A Capitânia Investimentos, gestora de fundos sediada em São Paulo, está em negociação para adquirir o Midway Mall, maior shopping do Rio Grande do Norte e um dos principais do Nordeste. A informação foi confirmada pela Guararapes, controladora da Riachuelo, que submeteu a proposta ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) na última sexta-feira (7).

A transação envolve a venda de 100% das quotas representativas do capital social do Midway Mall e do Midwest Estacionamento. Além da Capitânia, podem participar coinvestidores minoritários. Segundo comunicado da gestora, o shopping é considerado um ativo estratégico, com forte fluxo de visitantes, localização privilegiada e sólida geração de caixa.

Detalhes da operação

Apesar do encaminhamento ao Cade, ainda não foram assinados documentos definitivos. A operação depende da aprovação dos órgãos competentes, conclusão da due diligence e cumprimento das condições usuais para esse tipo de transação.

O Midway Mall possui área bruta locável (ABL) de 66,2 mil m² e área construída de 235,9 mil m². Nos últimos 12 meses encerrados no terceiro trimestre de 2025, o shopping registrou receita bruta de R$ 138 milhões e NOI (receita líquida operacional) de R$ 121,7 milhões, equivalente a R$ 1.839 por m² de NOI por ABL.

Inaugurado em 27 de abril de 2005, após investimento de R$ 130 milhões, o Midway Mall foi fundado pelo empresário potiguar Nevaldo Rocha. Localizado entre as avenidas Nevaldo Rocha e Senador Salgado Filho, o empreendimento ocupa o terreno onde funcionava uma antiga fábrica da Guararapes.

Capitânia Investimentos negocia compra do Midway Mall
Capitânia Investimentos negocia compra do Midway Mall

Quem é a Capitânia Investimentos

Fundada em 2003, a Capitânia é uma gestora independente que administra atualmente R$ 19 bilhões em ativos. Seu portfólio inclui fundos de crédito privado, infraestrutura, imobiliário e agro. A equipe tem experiência média de oito anos na empresa.

No segmento imobiliário, a Capitânia gere um fundo com participação em nove shoppings distribuídos em três estados: Ceará, São Paulo e Rio Grande do Sul. A participação média nos empreendimentos é de 7,8%, conforme relatório mensal de setembro.

Lista de shoppings do portfólio

  • Iguatemi Fortaleza – Fortaleza/CE
  • Iguatemi Alphaville – Barueri/SP
  • Shopping Metro Tatuapé – São Paulo/SP
  • Shopping Boulevard Tatuapé – São Paulo/SP
  • Shopping Pátio Paulista – São Paulo/SP
  • Parque Shopping Dom Pedro – Campinas/SP
  • Catarina Fashion Outlet – São Roque/SP
  • Shopping Praia de Belas – Porto Alegre/RS
  • Fashion Outlet Novo Hamburgo – Novo Hamburgo/RS

A soma total da ABL dos nove shoppings chega a 438.919 m². Entre eles, o Iguatemi Fortaleza é o único localizado no Nordeste, com terreno de 190.786 m² e ABL de 90.165 m² disponível para locação.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Guararapes confirma venda do Midway Mall ao Grupo Tasso Jereissati por R$ 1,6 bilhão

Guararapes confirma venda do Midway Mall ao Grupo Tasso Jereissati por R$ 1,6 bilhão

Negócio marca saída da Guararapes do setor imobiliário e reforça foco na operação da Riachuelo

Guararapes confirma venda do Midway Mall ao Grupo Tasso Jereissati por R$ 1,6 bilhão

A Guararapes, controladora da Riachuelo, confirmou a venda do Midway Mall, maior shopping de Natal, ao Grupo Tasso Jereissati por R$ 1,6 bilhão. A operação foi comunicada ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e envolve a transferência de 100% das quotas do empreendimento. O negócio foi firmado por meio de um memorando de entendimentos com a Capitânia Capital e um grupo de investidores.

Embora o contrato definitivo ainda não tenha sido assinado, o mercado considera a transação como estratégica para a Guararapes, que busca fortalecer seu caixa e concentrar esforços na operação de varejo. A venda do Midway Mall encerra um ciclo iniciado em 2005, quando o shopping foi inaugurado como parte do projeto de integração vertical idealizado por Nevaldo Rocha.

A negociação é conduzida há seis meses pelo BTG Pactual, como parte do plano de desalavancagem da companhia. A Guararapes apresenta atualmente uma baixa relação entre dívida líquida e Ebitda, e a venda do ativo imobiliário é vista como um passo importante para tornar a empresa mais enxuta e focada em seu core business.

Do lado comprador, a Capitânia Capital amplia sua atuação no varejo regional ao incorporar um ativo com forte geração de fluxo. Nos primeiros nove meses de 2025, o Midway Mall registrou R$ 89,8 milhões em receita líquida e R$ 88,9 milhões em NOI (lucro operacional líquido), impulsionado pela retomada do consumo e pelo aumento da taxa de ocupação das lojas.

Guararapes confirma venda do Midway Mall ao Grupo Tasso Jereissati
Guararapes confirma venda do Midway Mall ao Grupo Tasso Jereissati

A expectativa é de que o Cade aprove a operação nos próximos meses. Com a conclusão da venda, a Guararapes pretende acelerar iniciativas de digitalização, renovar o parque de lojas da Riachuelo e avançar na redução de passivos. Analistas avaliam que o negócio representa uma nova fase para a companhia, mais capitalizada e alinhada ao setor de moda e varejo.

O Midway Mall é considerado um dos shoppings mais valorizados do Nordeste, com localização estratégica e alto fluxo de consumidores. A transação reforça o posicionamento da Capitânia Capital como investidora relevante no setor e marca uma mudança no perfil de atuação da Guararapes, que passa a operar com menor exposição ao mercado imobiliário.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração/Rodrigo Viana/Senado Federal

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Petrobras soma dívidas bilionárias e lidera benefícios fiscais no país

Petrobras soma dívidas bilionárias e lidera benefícios fiscais no país

Mesmo com lucros recordes, estatal busca vetar mudança que amplia royalties e enfrenta cobranças tributárias

Petrobras soma dívidas bilionárias e lidera benefícios fiscais no país

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre de 2025, acumulando R$ 94,6 bilhões no ano. Apesar dos resultados financeiros positivos, a estatal atua para convencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a vetar trecho da Medida Provisória 1.304, que altera o Preço de Referência do Petróleo e amplia o pagamento de royalties. A mudança impactaria diretamente o caixa da Petrobras e de outras empresas do setor, aumentando os repasses à União, estados e municípios.

Dados do Portal da Transparência revelam que, entre janeiro de 2023 e junho de 2024, a Petrobras obteve mais de R$ 10,7 bilhões em benefícios fiscais. O montante supera os valores recebidos por empresas como Vale, Embraer e grandes montadoras. Em 2023, os incentivos fiscais somaram R$ 8 bilhões, impulsionados por regimes especiais como o Repetro e programas voltados ao setor de combustíveis.

Paralelamente aos benefícios, a Petrobras acumula mais de R$ 25 bilhões em dívidas ativas com entes públicos. São R$ 12,5 bilhões devidos ao governo federal, R$ 12,2 bilhões ao estado do Rio de Janeiro e R$ 1,27 bilhão em débitos inscritos no estado de São Paulo. Com isso, a estatal figura como a 20ª maior devedora da dívida ativa paulista.

A empresa afirma que cumpre suas obrigações legais e que as disputas tributárias decorrem de divergências técnicas com a Receita Federal. Segundo a Petrobras, foram recolhidos cerca de R$ 200 bilhões em tributos e participações governamentais até setembro de 2025. A estatal também informa que os valores contestados estão garantidos por meio de depósitos judiciais, fianças bancárias e seguros.

Petrobras soma dívidas bilionárias
Petrobras soma dívidas bilionárias

A discussão sobre o veto à MP 1.304 ocorre em meio ao debate sobre a política de royalties e a arrecadação pública. A proposta de elevação do Preço de Referência do Petróleo tem como objetivo aumentar os valores pagos pelas petroleiras à União e aos entes federativos. A medida é vista por setores do governo como uma forma de ampliar a receita pública, especialmente em áreas produtoras de petróleo.

O regime Repetro, que contribuiu para os benefícios fiscais da Petrobras, é voltado à indústria de exploração e produção de petróleo e gás natural. Ele prevê isenções e suspensões tributárias para bens destinados à atividade de produção, incluindo equipamentos e insumos. O programa é considerado estratégico para o setor, mas também alvo de críticas por reduzir a arrecadação em períodos de alta lucratividade das empresas.

A atuação da Petrobras para evitar o aumento dos royalties ocorre em um contexto de revisão das políticas fiscais e tributárias no país. O governo federal tem discutido medidas para ampliar a arrecadação e reduzir desigualdades no sistema tributário. A manutenção de regimes especiais e incentivos fiscais para grandes empresas é um dos pontos em análise.

A estatal, por sua vez, argumenta que os incentivos recebidos estão previstos em legislação vigente e que sua atuação contribui para o desenvolvimento econômico e energético do país. A empresa também destaca os investimentos realizados em infraestrutura, tecnologia e transição energética.

A situação fiscal da Petrobras, combinada com os lucros elevados e os benefícios tributários, coloca a estatal no centro de debates sobre justiça fiscal, responsabilidade tributária e política energética. A decisão sobre o veto à MP 1.304 poderá influenciar diretamente o equilíbrio entre arrecadação pública e competitividade do setor de petróleo no Brasil.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/André Motta de Souza / Agência Petrobras

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Bancada do RN define destino de R$ 959,8 milhões em emendas no Orçamento 2026

Bancada do RN define destino de R$ 959,8 milhões em emendas no Orçamento 2026

Deputados e senadores potiguares se reúnem em Natal para discutir prioridades de aplicação dos recursos federais

Bancada do RN define destino de R$ 959,8 milhões em emendas no Orçamento 2026

O Rio Grande do Norte terá direito a R$ 959,8 milhões em emendas parlamentares ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 da União, que está em tramitação na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) e deve ser votado até dezembro pelo Congresso Nacional.

Do valor total, R$ 544 milhões correspondem às emendas individuais apresentadas pelos 11 parlamentares da bancada potiguar, e R$ 415,75 milhões são referentes às emendas coletivas de bancada.

Cada deputado federal do Estado poderá indicar R$ 40,25 milhões, somando R$ 322 milhões no total. Já cada senador disporá de R$ 74 milhões, o que representa R$ 222 milhões para o grupo.

Conforme determina a legislação, metade dos valores das emendas individuais deve ser destinada obrigatoriamente a ações e serviços públicos de saúde, sendo R$ 20,12 milhões para deputados e R$ 37 milhões para senadores.

Reunião da bancada define prioridades

Para discutir as prioridades de aplicação dos recursos, a bancada federal do Rio Grande do Norte se reunirá na manhã de segunda-feira (10) no Hotel Senac Barreira Roxa, localizado na Via Costeira, em Natal.

O encontro foi convocado pelo coordenador da bancada, deputado Robinson Faria (PP), e deve contar com a presença da governadora Fátima Bezerra (PT), do prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), além de representantes de municípios, instituições públicas e organizações filantrópicas.

Durante a reunião, os parlamentares receberão sugestões das entidades sobre as áreas prioritárias para destinação dos recursos federais. A bancada potiguar terá três encontros para avaliar as propostas, antes do prazo final de 13 de novembro, quando as emendas devem ser apresentadas ao relator-geral do Orçamento, deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL).

Valores e regras das emendas individuais

No cenário nacional, o valor reservado no PLOA 2026 para as emendas individuais é de R$ 26,6 bilhões, sendo R$ 20,6 bilhões destinados aos deputados e R$ 6 bilhões aos senadores, conforme a Emenda Constitucional nº 126/2022.

Essas emendas podem ser executadas por transferência especial ou por transferência com finalidade definida. A legislação proíbe o uso dos recursos para pagamento de pessoal, encargos sociais ou dívidas.

Nas transferências especiais, os valores repassados não exigem convênio e devem ser aplicados diretamente em programações finalísticas do Poder Executivo do ente federado. Pelo menos 70% dessas transferências precisam ser direcionadas a despesas de capital, como investimentos em infraestrutura e equipamentos.

Já as transferências com finalidade definida são vinculadas à área indicada pelo parlamentar, com valores mínimos de R$ 400 mil para obras e R$ 200 mil para outros projetos.

Emendas de bancada estadual

As emendas de bancada estadual permitem que os parlamentares de cada unidade da federação indiquem recursos para projetos de interesse coletivo. O valor total previsto para as emendas de bancada no PLOA 2026 é de R$ 11,22 bilhões, sendo R$ 415,75 milhões o montante máximo para o Rio Grande do Norte, caso o critério de distribuição igualitária entre as bancadas seja mantido.

De acordo com a Resolução nº 1/2006-CN, cada bancada poderá apresentar até oito emendas de apropriação, podendo ser ampliadas em até três adicionais para garantir a continuidade de obras iniciadas em exercícios anteriores.

Desde a Lei Orçamentária de 2020, as programações relacionadas a investimentos plurianuais devem continuar sendo objeto de emenda pela mesma bancada até a conclusão da obra ou empreendimento, conforme o §20 do art. 166 da Constituição Federal (EC nº 100/2019).

A repetição da emenda pode ser dispensada caso haja recursos suficientes inscritos em restos a pagar ou se houver impedimento legal para a execução da obra.

Tipos de emendas orçamentárias

O texto do Orçamento classifica as emendas parlamentares em três tipos:

  • Emenda de apropriação: propõe o acréscimo de dotação em programação existente ou inclusão de nova programação no PLOA, com anulação de outras dotações como fonte de recursos;
  • Emenda de remanejamento: acrescenta ou inclui dotações mediante anulação equivalente de outras dotações, exceto da reserva de contingência, sendo aplicável apenas às comissões;
  • Emenda de cancelamento: reduz dotações existentes no projeto orçamentário.

Resumo dos valores das emendas para o RN

  • Valor total: R$ 959.809.389,00
  • Emendas individuais: R$ 544.051.324,62
  • Deputados federais: R$ 322.016.058,48
  • Senadores: R$ 222.035.266,14
  • Emenda de bancada: R$ 415.758.065,74

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado / Leonardo Sá/Agência Senado / Pedro França/Agência Senado

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Comércio entre o RN e Estados Unidos cresce 459% em um ano

Comércio entre o RN e Estados Unidos cresce 459% em um ano

Avanço é impulsionado por políticas estaduais de incentivo ao comércio exterior e pela expansão da fruticultura potiguar

Comércio entre Rio Grande do Norte e Estados Unidos cresce 459% em um ano

O Rio Grande do Norte registrou um crescimento de 459% no saldo da balança comercial com os Estados Unidos entre outubro de 2024 e outubro de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

O superávit potiguar passou de US$ 683,2 mil em 2024 para US$ 3,8 milhões em 2025, resultado das ações de estímulo ao comércio exterior implementadas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC).

O desempenho reforça a importância do Rio Grande do Norte na pauta exportadora nacional e demonstra os efeitos das políticas estaduais de fortalecimento produtivo, incentivos fiscais e ampliação de mercados externos, mesmo diante de um cenário global marcado por restrições comerciais e variação tarifária.

Exportações potiguares em alta e fruticultura se destaca

As exportações do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos apresentaram forte desempenho em outubro de 2025, impulsionadas principalmente por produtos de alto valor agregado e do setor agroindustrial.

Entre os principais itens exportados estão:

  • Outros açúcares de cana — US$ 2,9 milhões;
  • Caramelos e confeitos — US$ 688,2 mil;
  • Outras pedras de cantaria — US$ 535,5 mil;
  • Mangas frescas — US$ 504 mil;
  • Sal marinho — US$ 354 mil;
  • Produtos de origem animal impróprios para alimentação humana — US$ 328,9 mil.

Esses resultados evidenciam o fortalecimento de setores estratégicos da economia potiguar, com destaque para a fruticultura irrigada e a indústria de transformação, que continuam a impulsionar a presença do Estado em mercados internacionais.

Importações estáveis e foco em insumos industriais

As importações potiguares provenientes dos Estados Unidos somaram US$ 1,5 milhão no mesmo período, concentradas em produtos industriais e insumos produtivos utilizados por empresas locais.

Os principais itens importados foram:

  • Coque de petróleo — US$ 1,5 milhão;
  • Outras preparações catalíticas — US$ 85,3 mil;
  • Tintas de outros polímeros sintéticos — US$ 63,7 mil;
  • Polietileno de densidade inferior a 0,94 — US$ 49,5 mil;
  • Copolímero de etileno — US$ 43,8 mil.

Esses dados indicam um movimento de reposição de matérias-primas e manutenção das cadeias produtivas industriais, essenciais para sustentar o ritmo de crescimento da produção local.

Políticas públicas impulsionam o comércio exterior potiguar

O crescimento das transações comerciais do Rio Grande do Norte com os Estados Unidos reflete um conjunto de medidas adotadas pelo Governo Estadual para aumentar a competitividade das empresas locais e reduzir os impactos das variações do mercado internacional.

Entre as principais iniciativas estão:

Decreto nº 34.771/2025: ampliou a desoneração do ICMS para empresas beneficiadas pelo Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (PROEDI);

Decreto nº 34.967/2025: regulamentou o programa “RN+ Exportação”, voltado a estimular micro, pequenas e médias empresas a expandirem suas exportações e diversificarem seus destinos internacionais.

Essas medidas fazem parte de uma estratégia de cooperação entre os governos estadual e federal, que inclui articulações diplomáticas, parcerias com o setor produtivo e novas regulamentações para facilitar a inserção do Rio Grande do Norte no comércio global.

O avanço ocorre mesmo diante de barreiras tarifárias impostas pelos Estados Unidos, conhecidas como “tarifaço norte-americano”, que têm afetado o comércio exterior de diversos países.

Panorama econômico e perspectivas

Os números positivos da balança comercial reforçam o posicionamento do Rio Grande do Norte como um dos principais exportadores do Nordeste, com destaque crescente nos segmentos de fruticultura, açúcar, sal marinho e indústria de transformação.

As políticas de diversificação produtiva e de incentivo à exportação mantêm o Estado como um dos polos mais dinâmicos da região, fortalecendo sua integração com o mercado norte-americano e ampliando sua participação no comércio internacional.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN

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Guararapes anuncia venda do Midway Mall por R$ 1,6 bilhão e submete operação ao CADE

Guararapes anuncia venda do Midway Mall por R$ 1,6 bilhão e submete operação ao CADE

Transação envolve 100% das quotas do shopping e do estacionamento; negócio foi firmado com grupo liderado pela Capitânia Capital

Guararapes anuncia venda do Midway Mall por R$ 1,6 bilhão e submete operação ao CADE

A Guararapes Confecções S.A., controladora das Lojas Riachuelo, confirmou a venda do Midway Mall, maior shopping do Rio Grande do Norte, localizado em Natal, por R$ 1,6 bilhão. A operação foi submetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) para análise e aprovação.

A negociação inclui 100% das quotas representativas do capital social do Midway Shopping Center Ltda. e do Midwest Estacionamento Ltda. O acordo foi firmado com um grupo de investidores liderado pela Capitânia Capital S.A., gestora de fundos imobiliários, que contará com a participação de outros fundos do setor, um investidor que já atua na região e uma família tradicional do Nordeste.

De acordo com fato relevante divulgado pela companhia na sexta-feira (7), ainda não foram assinados documentos definitivos relacionados à transação. O comunicado foi assinado pelo diretor de Relações com Investidores da Guararapes, Miguel Cafruni, que reforçou o compromisso da empresa em manter o mercado informado sobre as próximas etapas do processo.

“A Companhia ressalta que, apesar da decisão das partes de submeter a potencial transação ao CADE, até a presente data não foram celebrados quaisquer documentos vinculantes ou definitivos”, informou a nota oficial.

Venda reforça caixa e segue estratégia de reestruturação da Guararapes

Segundo informações divulgadas pelo portal Metro Quadrado, o valor do negócio representa cerca de 30% do valor total da Guararapes na Bolsa de Valores (B3), cujo fechamento na sexta-feira (7) foi de R$ 5,5 bilhões. A notícia movimentou o mercado financeiro e resultou em uma alta de quase 3% nas ações da companhia no pregão do dia.

Com a transação, a Guararapes busca reforçar seu caixa e reequilibrar sua estrutura financeira, atendendo a antigas demandas de investidores por uma melhor alocação de capital. A operação também reflete um movimento estratégico do grupo potiguar diante da intensa concorrência no varejo nacional.

Em 13 de outubro, a companhia já havia comunicado ao mercado que havia contratado o Banco BTG Pactual para assessorar financeiramente o processo de avaliação de sua participação no shopping. A empresa destacou ainda que mantém uma postura constante de análise de oportunidades de mercado, conforme comunicado publicado em 15 de abril.

Midway Mall: ícone econômico e comercial do RN

Inaugurado em 27 de abril de 2005, o Midway Mall foi fundado pelo empresário potiguar Nevaldo Rocha (1928–2020) e se consolidou como o maior centro comercial do estado e um dos maiores shoppings do Nordeste. O empreendimento foi construído no terreno onde funcionava uma das fábricas da Guararapes e recebeu investimento de R$ 130 milhões à época da inauguração.

O shopping está localizado entre as Avenidas Nevaldo Rocha (antiga Bernardo Vieira) e Senador Salgado Filho, em uma área estratégica de Natal, com fácil acesso às quatro zonas da cidade. Atualmente, o Midway Mall abriga centenas de lojas, praça de alimentação, cinemas, áreas de lazer e um edifício garagem com capacidade para milhares de veículos.

Mesmo com a mudança de controle, o empreendimento continuará operando normalmente, mantendo seu papel central no comércio e na economia potiguar.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Senado aprova isenção de IR até R$ 5 mil e aumento de imposto para altas rendas

Senado aprova isenção de IR até R$ 5 mil e aumento de imposto para altas rendas

Projeto beneficia 25 milhões de brasileiros e prevê alíquota extra para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano

Senado aprova isenção de IR até R$ 5 mil e aumento de imposto para altas rendas

O Senado Federal aprovou, por unanimidade, nesta quarta-feira (5), o projeto de lei 1087/2025 que isenta do Imposto de Renda (IR) pessoas físicas com rendimentos mensais de até R$ 5 mil. A proposta também estabelece aumento na tributação para contribuintes de alta renda e lucros remetidos ao exterior. Se sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o fim de 2025, o novo modelo entra em vigor em janeiro de 2026.

Segundo estimativas do governo, cerca de 25 milhões de brasileiros serão beneficiados com a isenção ou redução do IR. Por outro lado, aproximadamente 200 mil contribuintes terão aumento na carga tributária. O projeto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para quem recebe mais de R$ 600 mil por ano, o equivalente a R$ 50 mil mensais.

O texto também determina que lucros e dividendos remetidos ao exterior serão tributados com alíquota de 10%. A medida visa compensar a perda de arrecadação decorrente da isenção para rendas mais baixas.

O relator da proposta no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), defendeu o projeto como uma iniciativa de justiça tributária. Segundo ele, o “imposto zero” corrige distorções ao reduzir a carga sobre a baixa renda e aumentar a incidência sobre os super ricos. Renan afirmou que os trabalhadores terão um ganho médio de R$ 3,5 mil por ano com a nova regra.

Senado aprova isenção de IR até R$ 5 mil
Senado aprova isenção de IR até R$ 5 mil

Para contribuintes com rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350 mensais, haverá uma redução proporcional do imposto. A proposta também estabelece que, a partir de janeiro de 2026, lucros e dividendos pagos por pessoas jurídicas a pessoas físicas residentes no Brasil, em valor superior a R$ 50 mil mensais, estarão sujeitos à alíquota de 10% de IRPF. Não serão permitidas deduções na base de cálculo.

Pagamentos de lucros e dividendos cuja distribuição tenha sido aprovada até 31 de dezembro de 2025 ficarão fora da nova regra, mesmo que o pagamento ocorra em anos posteriores.

O projeto foi encaminhado pelo Executivo ao Congresso em março e aprovado pela Câmara dos Deputados em outubro. No Senado, foram acatadas emendas dos senadores Eduardo Gomes (PL-TO) e Rogério Carvalho (PT-SE), sem alterações no núcleo da proposta.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a medida “dialoga com a vida real das pessoas” e representa um avanço na política fiscal do país. A expectativa é que a sanção presidencial ocorra até o fim do ano, permitindo que as novas regras entrem em vigor já no início de 2026.

A proposta faz parte de um conjunto de ações do governo voltadas à reformulação do sistema tributário, com foco na redistribuição da carga fiscal e na redução das desigualdades. A aprovação no Senado representa um passo importante para a implementação de um modelo mais progressivo de tributação no Brasil.

Foto: José Cruz/Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

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BC mantém juros em 15% e diretores indicados por Lula não votam por corte na Selic

BC mantém juros em 15% e diretores indicados por Lula não votam por corte na Selic

Comitê de Política Monetária mantém taxa básica pela terceira vez consecutiva; indicados por Lula seguem posição de cautela

BC mantém juros em 15% e diretores indicados por Lula não votam por corte na Selic

O Banco Central (BC) decidiu manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 15% ao ano pela terceira vez consecutiva. A decisão foi tomada por unanimidade pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em reunião realizada nesta quarta-feira (5). O colegiado, composto por nove integrantes, incluindo sete indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), optou por não reduzir os juros, mesmo diante de críticas do governo federal.

Segundo comunicado oficial, o Copom avaliou que o cenário atual exige cautela na condução da política monetária. O BC destacou que o ambiente externo permanece incerto, especialmente devido à conjuntura econômica dos Estados Unidos, o que afeta as condições financeiras globais. Internamente, a inflação segue acima da meta, apesar da desaceleração da atividade econômica.

“O comitê avalia que a estratégia de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o BC. A autoridade monetária não descartou a possibilidade de elevar novamente os juros, caso considere necessário.

A Selic está no maior patamar desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano. Após chegar a 10,5% em maio de 2024, a taxa começou a subir em setembro do mesmo ano, alcançando os atuais 15% em julho de 2025.

BC mantém juros em 15%
BC mantém juros em 15%

A manutenção da Selic ocorre mesmo com o governo Lula tendo conquistado maioria nas cadeiras do BC. Entre os nomes indicados estão Gabriel Galípolo, Ailton Aquino, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira. Nenhum deles votou pela redução da taxa em 2025. Desde o início do ano, o Copom se reuniu sete vezes, e em todas as ocasiões houve consenso para manter ou elevar os juros.

A posição do comitê contrasta com o discurso do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que considera os juros atuais “insustentáveis” e defende espaço para cortes. Haddad afirmou que, se integrasse o Copom, teria votado pela redução da Selic. Apesar disso, evitou críticas diretas a Galípolo, justificando que o novo presidente do BC ainda enfrenta reflexos da transição de gestão iniciada no fim de 2024.

Galípolo tem defendido a manutenção da Selic elevada por um “período prolongado”, alegando necessidade de estabilidade e previsibilidade. Ele elogiou a convivência com o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, e classificou a troca de comando como exemplar. Com mais duas indicações previstas para 2025, Lula completará a substituição dos diretores herdados do governo anterior.

A Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em setembro, o IPCA acelerou para 0,48%, influenciado pela conta de energia, acumulando alta de 5,17% em 12 meses — acima do teto da meta contínua de inflação.

O IPCA-15 de outubro, considerado uma prévia da inflação oficial, veio abaixo das expectativas, puxado pela queda nos preços dos alimentos pelo quinto mês consecutivo. A meta contínua de inflação, em vigor desde janeiro, é de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado em setembro, o BC reduziu a previsão do IPCA para 2025 de 4,8% para 4,55%. A próxima edição do relatório será publicada no fim de dezembro. O boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras, também projeta inflação de 4,55% para o ano, levemente acima do teto da meta.

O aumento da Selic encarece o crédito, desestimula o consumo e ajuda a conter a inflação. Por outro lado, dificulta o crescimento econômico. O BC reduziu de 2,1% para 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025. Já o mercado estima expansão de 2,16%, segundo o boletim Focus.

A taxa básica de juros serve de referência para as demais taxas da economia e influencia diretamente o custo do crédito e os investimentos. Para que haja corte na Selic, o BC precisa estar seguro de que a inflação está sob controle e não apresenta risco de alta.

Foto: © Rafa Neddermeyer/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Melão do RN conquista mercados no Sudeste Asiático, mas logística limita exportação

Melão do RN conquista mercados no Sudeste Asiático, mas logística limita exportação

Indonésia e Malásia abrem portas para fruta potiguar, mas infraestrutura ainda impede avanço comercial

Melão do RN conquista mercados no Sudeste Asiático, mas logística limita exportação

O Rio Grande do Norte conquistou dois novos mercados para exportação de melão: Indonésia e Malásia. A abertura foi anunciada após missão oficial do governo brasileiro realizada entre os dias 23 e 28 de outubro aos respectivos países. Apesar do avanço comercial, o setor produtivo potiguar avalia que a exportação imediata não será viável devido a entraves logísticos e de infraestrutura.

A avaliação do setor é de que, embora haja demanda, o estado ainda não possui estrutura logística adequada para atender aos novos destinos. A ausência de rotas marítimas diretas e o tempo elevado de transporte são apontados como os principais obstáculos.

A atual rota de exportação pelo Porto de Pecém, no Ceará, apresenta tempo de transporte de aproximadamente 42 dias, o que compromete a qualidade da fruta ao chegar ao destino. Anteriormente, esse tempo ultrapassava 50 dias, com escalas na Europa e Oriente Médio antes de alcançar a Ásia.

A expectativa é de que, a partir do próximo ano, seja possível testar uma rota direta com navio menor, sem paradas intermediárias, reduzindo o tempo de transporte para cerca de 28 a 30 dias. Essa redução é considerada essencial para garantir que o melão chegue em condições adequadas para consumo e comercialização.

Melão do RN conquista mercados no Sudeste Asiático
Melão do RN conquista mercados no Sudeste Asiático

O mercado chinês, aberto oficialmente em outubro de 2019, ainda não foi efetivamente explorado pelo estado. A dificuldade também está relacionada à logística, especialmente à ausência de rotas marítimas diretas entre portos próximos ao RN e a China. A avaliação é de que a viabilidade dessa rota depende do estabelecimento de empresas chinesas na região, o que permitiria o trânsito de navios com cargas nos dois sentidos.

A criação de uma rota direta entre a costa brasileira e a China é vista como estratégica não apenas para atender ao mercado chinês, mas também para viabilizar exportações para Indonésia e Malásia por meio da mesma via de navegação.

Para enfrentar os desafios logísticos, o Porto de Natal está em processo de reforma. Um convênio recente prevê obras de dragagem, reforma de galpões, melhorias nas defensas da ponte e instalação de uma usina fotovoltaica. A dragagem, orçada em R$ 60 milhões, tem como objetivo ampliar a profundidade do canal de acesso, permitindo a operação de navios maiores e atendendo à crescente demanda de exportações.

A viabilidade de novas rotas de exportação, incluindo o aumento da frequência de navios, depende de decisões comerciais entre compradores e vendedores. O setor produtivo destaca que, além da infraestrutura, é necessário que haja interesse comercial para que as operações sejam sustentáveis.

A abertura dos mercados da Indonésia e da Malásia representa uma oportunidade significativa para o melão potiguar, mas a concretização das exportações dependerá da superação dos entraves logísticos e da consolidação de rotas eficientes que garantam a qualidade do produto até o destino final.

Foto: Wilson Moreno/Secom/PMM

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Aneel mantém bandeira vermelha patamar 1 nas contas de energia em novembro

Aneel mantém bandeira vermelha patamar 1 nas contas de energia em novembro

Tarifa de energia segue com acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh devido ao baixo nível dos reservatórios

Aneel mantém bandeira vermelha patamar 1 nas contas de energia em novembro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (31) a manutenção da bandeira vermelha patamar 1 nas contas de energia elétrica para o mês de novembro de 2025. Isso significa que os consumidores continuarão pagando um acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Nos meses anteriores, a bandeira vermelha patamar 2 foi aplicada em agosto e setembro, com cobrança de R$ 7,87 por 100 kWh. Em outubro, a tarifa foi reduzida para o patamar 1, que permanece em vigor agora.

Motivo da manutenção

Segundo a Aneel, a decisão foi motivada pelo baixo volume de chuvas que vem sendo registrado no país, o que afeta os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Essa condição aumenta a necessidade de acionar usinas termelétricas, cuja operação tem custo mais elevado.

“O cenário segue desfavorável para a geração hidrelétrica, devido ao volume de chuvas abaixo da média e à redução nos níveis dos reservatórios. Dessa forma, para garantir o fornecimento de energia é necessário acionar usinas termelétricas, que têm custo mais elevado, justificando a manutenção da bandeira vermelha patamar 1”, informou a Aneel em nota.

A agência também explicou que, embora o país conte com fontes alternativas de geração, como a solar e a eólica, a energia solar é intermitente e não injeta eletricidade continuamente no sistema.

“Por essa razão, é necessário o acionamento das termelétricas para garantir a geração de energia quando não há iluminação solar, inclusive no horário de ponta”, acrescentou o órgão regulador.

Sistema de bandeiras tarifárias

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias tem o objetivo de refletir os custos variáveis da geração de energia elétrica no Brasil. O mecanismo informa os consumidores sobre o custo real da produção de energia e indica quando há necessidade de acionar fontes mais caras, como as termelétricas.

As bandeiras tarifárias são classificadas por cores:

  • Verde: não há cobrança adicional;
  • Amarela: acréscimo moderado na tarifa;
  • Vermelha (patamar 1 e 2): cobrança mais alta devido a custos maiores de geração.

Quando a bandeira verde está em vigor, não há acréscimo nas contas de luz. Já nas bandeiras amarela e vermelha, há valores adicionais aplicados a cada 100 kWh consumidos, conforme o cenário energético do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Contexto do setor energético

O baixo regime de chuvas tem sido uma das principais preocupações do setor elétrico brasileiro, impactando diretamente o nível dos reservatórios e a disponibilidade de energia hidrelétrica.

Com a redução da geração pelas hidrelétricas, o país tem recorrido com maior frequência às usinas termelétricas, que garantem o abastecimento, mas com custos mais elevados, influenciando diretamente as tarifas cobradas dos consumidores.

A Aneel afirmou que continuará monitorando as condições hidrológicas e os custos de geração para definir as próximas atualizações das bandeiras tarifárias.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil / Marcelo Camargo Agência Brasil

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Leilão de transmissão da Aneel destina R$ 805 milhões em investimentos ao RN

Leilão de transmissão da Aneel destina R$ 805 milhões em investimentos ao RN

Projetos devem gerar mais de 2 mil empregos e ampliar capacidade de escoamento da energia renovável no estado potiguar

O Rio Grande do Norte deve receber R$ 805 milhões em investimentos com o resultado do Leilão de Transmissão 4/2025, promovido nesta sexta-feira (31) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O certame movimentou R$ 5,53 bilhões em investimentos voltados à implantação de linhas e subestações em 12 estados brasileiros.

De acordo com estimativas oficiais, os empreendimentos previstos para o Rio Grande do Norte devem gerar 2.299 empregos diretos e indiretos, fortalecendo a infraestrutura de transmissão e o escoamento da energia renovável produzida no estado.

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) avaliou que o leilão representa um avanço para o setor, sobretudo diante do cenário de sobrecarga e perdas ocasionadas pela limitação da capacidade de transmissão na região Nordeste. O órgão técnico considera que a iniciativa pode reduzir o impacto do curtailment — mecanismo que impõe cortes na geração de energia por insuficiência na rede de escoamento — e oferecer maior estabilidade operacional aos parques eólicos e solares potiguares.

Investimentos no Rio Grande do Norte

O estado foi contemplado com o Lote 7, arrematado pela Axia Energia (antiga Eletrobras CGT Eletrosul), que prevê a instalação de dois empreendimentos estratégicos:

  • Subestação 500 kV Açu III – Compensações Síncronas 2 × (-200/+300) Mvar;
  • Subestação 500 kV João Câmara III – Compensação Síncrona 1 × (-200/+300) Mvar.

O lote foi dividido em duas etapas:

  • Lote 7A: investimento de R$ 536,5 milhões, com oferta vencedora de R$ 48,2 milhões e deságio de 44,81% sobre a Receita Anual Permitida (RAP);
  • Lote 7B: investimento de R$ 268,5 milhões, com oferta vencedora de R$ 23,7 milhões e deságio de 45,79%.

As obras têm prazo de conclusão de até 42 meses e devem ampliar a capacidade de transmissão e estabilidade elétrica do sistema potiguar, reforçando a integração da matriz energética renovável com o Sistema Interligado Nacional (SIN).

Contexto do setor elétrico e impacto regional

Segundo o Cerne, a ampliação da infraestrutura de transmissão no Nordeste é um passo necessário para evitar perdas financeiras no setor de geração renovável, que enfrenta limitações técnicas em razão da falta de linhas suficientes para escoamento da energia produzida.

A entidade também destacou que os novos empreendimentos criam condições para o fortalecimento da cadeia produtiva de energia limpa, abrindo espaço para a instalação de indústrias ligadas à economia verde, como data centers, hidrogênio verde e metalurgia de baixo carbono.

O órgão defende que a expansão da rede elétrica deve ser acompanhada por uma estratégia regional de desenvolvimento, capaz de integrar geração, consumo e novos polos industriais, consolidando o Nordeste como referência nacional em transição energética.

Axia Energia investe R$ 1,63 bilhão em novos lotes

A Axia Energia foi a responsável por dois dos lotes arrematados no leilão da Aneel, somando R$ 1,63 bilhão em investimentos e uma receita futura estimada em R$ 138,7 milhões. Os aportes abrangem projetos nos estados de Minas Gerais e Rio Grande do Norte, correspondendo a 30% do total de investimentos do certame.

Além do Lote 7, referente ao território potiguar, a empresa venceu a disputa pelos Lotes 6A e 6B, em Minas Gerais:

  • Lote 6A: investimento de R$ 542,5 milhões e oferta vencedora de R$ 43,1 milhões, com deságio de 51,17% sobre a RAP;
  • Lote 6B: investimento de R$ 282,8 milhões e oferta vencedora de R$ 23,7 milhões, com deságio de 48,43%.

O Leilão de Transmissão 4/2025 prevê a construção de 1.081 quilômetros de novas linhas de transmissão, 2 mil MVA de capacidade de transformação e sete compensações síncronas em diferentes estados. Esses equipamentos são responsáveis por garantir maior estabilidade e confiabilidade ao sistema elétrico nacional.

A Axia Energia é responsável por cerca de 37% das linhas de transmissão do SIN, totalizando 74 mil quilômetros de rede, e atua com foco em geração 100% renovável, operando 81 usinas (47 hídricas, 33 eólicas e uma solar).

Foto: Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) / Joel Rodrigues/Agência Brasília

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Petrobras reajusta preço do querosene de aviação em 1,4% a partir de hoje (1º)

Petrobras reajusta preço do querosene de aviação em 1,4% a partir de hoje (1º)

A estatal informou que o aumento representa acréscimo de R$ 0,05 por litro; mesmo com o reajuste, combustível acumula queda de 2,4% em 2025

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (31) que reajustará em 1,4% o preço do querosene de aviação (QAV) a partir deste sábado, 1º de novembro. O aumento representa acréscimo médio de R$ 0,05 por litro nas refinarias em comparação com o valor praticado no mês anterior.

De acordo com a estatal, mesmo com o reajuste, o preço do QAV acumula queda de 2,4% em 2025, em relação a dezembro de 2024. Essa variação equivale a uma redução de R$ 0,09 por litro no período.

A companhia informou ainda que, desde dezembro de 2022, o combustível teve redução acumulada de 31%, o que corresponde a uma diminuição de R$ 1,58 por litro. Segundo a Petrobras, considerando a inflação do período, a queda real chega a 39,3%.

O reajuste no valor do querosene de aviação é feito mensalmente, conforme previsto em contrato entre a Petrobras e as distribuidoras de combustíveis. O preço final ao consumidor pode variar conforme os custos de logística, tributos e margens de revenda aplicados em cada região.

O querosene de aviação (QAV) é utilizado em aeronaves comerciais e executivas, e tem seu preço influenciado por fatores como a cotação do petróleo no mercado internacional, a taxa de câmbio e as condições contratuais de fornecimento.

A Petrobras não informou projeções para os próximos ajustes, mantendo a política de revisão mensal dos preços, que leva em conta as condições de mercado e os contratos vigentes com as distribuidoras.

Foto: Tony Winston/Agência Brasília / Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília

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RN cria mais de 3.200 empregos com carteira assinada em setembro

RN cria mais de 3.200 empregos com carteira assinada em setembro

Estado registra saldo positivo na geração de empregos formais, apesar da desaceleração

RN cria mais de 3.200 empregos com carteira assinada em setembro

O Rio Grande do Norte encerrou o mês de setembro de 2025 com saldo positivo de 3.231 empregos com carteira assinada, conforme dados divulgados pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado é fruto de 21.201 admissões e 17.970 desligamentos registrados ao longo do mês, representando um crescimento de 0,59% no número de empregos formais no estado.

Com o desempenho de setembro, o RN acumula em 2025 um saldo positivo de 18.395 novos postos de trabalho com carteira assinada.

Setores com maior geração de empregos

Todos os setores monitorados apresentaram crescimento na geração de empregos formais. O segmento de Serviços liderou com a criação de 984 vagas. Em seguida, aparecem:

  • Comércio: +814 vagas
  • Agricultura: +718 vagas
  • Indústria: +412 vagas
  • Construção: +303 vagas

Comparativo regional

No contexto regional, o Rio Grande do Norte ficou na sexta posição entre os estados do Nordeste com maior variação na geração de empregos formais. Os estados com desempenho superior foram:

  • Alagoas: +2,99%
  • Sergipe: +1,7%
  • Paraíba: +1,14%
  • Ceará: +0,73%
  • Piauí: +0,63%
RN cria mais de 3.200 empregos com carteira assinada
RN cria mais de 3.200 empregos com carteira assinada

Desaceleração em setembro

Apesar do saldo positivo, o resultado de setembro representa uma desaceleração na geração de empregos no estado. Em agosto, o saldo havia sido de 5.093 vagas, já considerados os ajustes da série histórica. Em setembro de 2024, o número de empregos criados foi de 5.087.

Desde a mudança na metodologia do Caged, em 2020, este foi o pior desempenho para o mês de setembro no RN. O recorde negativo anterior havia sido registrado em 2022, com 4.226 postos de trabalho formal criados.

Dados nacionais

Em nível nacional, o mercado de trabalho brasileiro criou 213.002 novos empregos formais em setembro de 2025. Em agosto, o saldo foi de 147.358 vagas, já ajustado. O número de admissões foi de 2.292.492, enquanto as demissões somaram 2.079.490.

No acumulado de 12 meses, entre outubro de 2024 e setembro de 2025, foram registradas 1.439.904 contratações líquidas. O número é inferior ao saldo observado no período anterior (outubro de 2023 a setembro de 2024), que foi de 1.851.901 vagas.

Salário médio de admissão

O salário médio real de admissão em setembro foi de R$ 2.286,34, uma queda de R$ 20,61 (-0,9%) em relação a agosto de 2025. Na comparação com setembro de 2024, houve aumento de R$ 17,35 (+0,8%).

Foto: Marcello Casal JR/Agência Brasil

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Saque-aniversário do FGTS terá novas regras a partir de novembro; confira

Saque-aniversário do FGTS terá novas regras a partir de novembro; confira

Estima-se que 13 milhões de trabalhadores têm hoje recursos bloqueados no FGTS; especialista alerta para riscos da contratação indiscriminada do crédito e os impactos futuros

Saque-aniversário do FGTS terá novas regras a partir de novembro; confira

Começam a valer, a partir deste sábado (1º), as novas regras para antecipação e contratação de crédito vinculado ao saque-aniversário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A medida, aprovada por unanimidade pelo Conselho Curador do FGTS (CCFGTS), tem como objetivo fortalecer a sustentabilidade do Fundo, e deve afetar milhões de trabalhadores que utilizam o benefício como complemento de renda.

Isso porque estimativas do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indicam que aproximadamente 13 milhões de trabalhadores estão com recursos bloqueados no FGTS, totalizando R$ 6,5 bilhões. Com as mudanças, o MTE prevê que R$ 84,6 bilhões deixarão de ser direcionados às instituições financeiras e serão repassados diretamente aos trabalhadores até 2030.

De acordo com Anna Karenina Dantas, diretora da DPi, consultoria especializada em soluções trabalhistas e previdenciárias, o saque-aniversário tem um papel social, mas acabou “virando moda”. “O que muita gente não sabe, ou não se dá conta, é que, ao antecipar o saque, perde o direito ao valor total do FGTS em caso de demissão sem justa causa, ficando apenas com os 40% referentes à multa rescisória”, alerta a especialista.

O que muda com as novas regras

  • Carência obrigatória: após aderir ao Saque-Aniversário, o trabalhador deverá respeitar uma carência de 90 dias antes de contratar a antecipação.
  • Limite de antecipação: o número de antecipações será limitado, sendo inicialmente possível antecipar até cinco saques-aniversário (um por ano) em um período de 12 meses (período de transição 2025/2026); e após esse período, até três novas antecipações (em três anos).
  • Teto de valores: cada parcela antecipada deverá ser de no mínimo R$ 100 e no máximo R$ 500. O valor total por operação será limitado a R$ 2.500 durante o período de transição e a R$ 1.500 nos anos seguintes (correspondente a três parcelas no valor máximo).
  • Limite de operações por ano: o trabalhador poderá realizar uma antecipação de saldo por ano.

“Além de avaliar se realmente vale a pena abrir mão de uma proteção futura em troca de um recurso imediato, é essencial calcular os juros cobrados, para não transformar uma solução momentânea em mais uma dívida, especialmente se a gente considerar o cenário de superendividamento das famílias. A recomendação é usar essa modalidade apenas em situações de necessidade real, e não como complemento de renda”, orienta Anna Karenina.

Corrida para garantir crédito com as regras atuais

Trabalhadores interessados em antecipar mais parcelas (até 12) pelas regras vigentes, têm até 31 de outubro de 2025 para contratar a operação, o que, segundo especialistas, tem levado a uma corrida pelo crédito. “Muitos trabalhadores estão buscando garantir o crédito facilitado enquanto ainda é possível, mas esse movimento exige cautela. A pressa em aproveitar as condições vigentes pode levar a decisões pouco planejadas”, enfatiza a diretora da DPi.

A modalidade saque-rescisão, que garante o resgate integral do saldo em caso de demissão sem justa causa, continua disponível. O retorno a essa opção, no entanto, só pode ser feito após 24 meses da adesão ao saque-aniversário. “O mais importante agora é que todos, trabalhadores e empresas, compreendam os impactos individuais e coletivos do uso desenfreado do saque-aniversário e de outras modalidades de crédito”, explica Karenina.

“Porque colaboradores financeiramente fragilizados tendem a apresentar maior estresse, queda de produtividade e engajamento, o que exige das empresas uma atenção especial em relação à educação financeira. Então, incentivar o planejamento e o uso responsável do FGTS é também uma forma de proteger o trabalhador e, ao mesmo tempo, contribuir para um ambiente de trabalho mais estável e produtivo”, conclui a gestora.

Foto: Divulgação

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Prime Correspondente Financeira há 16 anos consolida-se como referência em crédito consignado no Nordeste

Prime Correspondente Financeira há 16 anos consolida-se como referência em crédito consignado no Nordeste

Empresa potiguar amplia atuação nacional e reforça compromisso com crédito consciente, transparência e combate a fraudes no mercado financeiro

Com 16 anos de atuação no setor de crédito e soluções financeiras, a Prime Correspondente Financeira vive uma nova fase de expansão e reposicionamento estratégico, mantendo como pilares a confiança, determinação e credibilidade. Nascida no Rio Grande do Norte e hoje com forte presença em todo o Nordeste, a empresa atua no modelo B2B, oferecendo suporte especializado para empresas que comercializam crédito consignado e outros produtos financeiros em diversas regiões do país.

Reconhecida por sua atuação ética e por construir resultados consistentes, a Prime é hoje uma empresa regional de relevância nacional, com operações que ultrapassam as fronteiras do Nordeste e alcançam todo o país. Com uma equipe formada por mais de 70 colaboradores, a empresa investe continuamente em compliance, tecnologia e capital humano, além da revisão constante de processos, garantindo agilidade, segurança e padronização nas operações financeiras realizadas com seus parceiros em diferentes estados.

“A Prime nasceu para ser uma empresa de construção de negócios e geração de oportunidades consistentes para os nossos parceiros. Nosso crescimento é sustentado por estratégia, inovação e credibilidade. Não vendemos apenas serviços financeiros – entregamos segurança, performance e relacionamento. Seguimos avançando com metas ousadas, expansão nacional e compromisso com resultados reais para quem faz parte do nosso ecossistema”, afirma Bebeto Leandro, sócio-diretor da Prime.

Além de operação comercial, a Prime desenvolve um trabalho de suporte estratégico e capacitação técnica, oferecendo treinamentos para parceiros, fortalecendo a atuação ética no mercado e atuando ativamente no combate às fraudes. Com sede em Natal e presença ativa em vários estados do país, a empresa se consolida reafirmando seu propósito: vender com responsabilidade, confiança, respeito, agilidade e excelência.

Expansão do portfólio e novos produtos financeiros

Especialista em crédito consignado voltado a aposentados e pensionistas do INSS, servidores públicos municipais, estaduais e federais, a Prime amplia sua linha de soluções financeiras. A empresa incorpora novos produtos, como financiamento de veículos, crédito com desconto na conta de energia, crédito privado, produtos de assistência à saúde, além de soluções financeiras como cartão consignado, portabilidade, refinanciamento e seguros, para variados públicos. Ao todo, o portfólio passa a integrar mais de 100 produtos financeiros, desenvolvidos em parceria com instituições financeiras de todo o país.

“Essa expansão marca um novo ciclo da nossa história. Mais do que intermediar contratos, impulsionamos negócios, entregando soluções que unem práticas ESG, tecnologia, inovação e sustentabilidade”, explica Juliana Leandro, sócia-diretora da empresa.

ELEVA PRIME marca nova fase

Como parte dessa nova etapa institucional, a Prime realiza entre 27 e 31 de outubro, na Arena das Dunas, em Natal, a convenção ELEVA PRIME 2025, um encontro estratégico que reunirá colaboradores e representantes de instituições líderes do mercado financeiro. O evento, terá foco em treinamentos, integração corporativa e fortalecimento de parcerias, consolidando a Prime como referência no setor de crédito consignado no Nordeste e acelerando sua expansão financeira.

Fotos: Divulgação

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Aposta única leva prêmio de R$ 96 milhões da Mega-Sena

Aposta única leva prêmio de R$ 96 milhões da Mega-Sena

Concurso sorteado neste sábado (25) teve uma aposta ganhadora; próximo prêmio é estimado em R$ 3,5 milhões

Aposta única leva prêmio de R$ 96 milhões da Mega-Sena 2932

Uma aposta acertou sozinha as seis dezenas do concurso 2.932 da Mega-Sena, sorteado neste sábado (25), e levou o prêmio principal de R$ 96 milhões. O resultado foi divulgado pela Caixa Econômica Federal.

Os números sorteados foram: 04 – 13 – 25 – 36 – 40 – 53.

De acordo com a Caixa, 144 apostas acertaram a quina (cinco números) e cada uma receberá o prêmio de R$ 27.798,30. Já 6.812 apostas acertaram a quadra (quatro números) e levam R$ 960,58 cada.

Próximo sorteio da Mega-Sena

O prêmio estimado para o próximo concurso da Mega-Sena, que será realizado na terça-feira (28), é de R$ 3,5 milhões. As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo oficial da Caixa Econômica Federal.

Como apostar na Mega-Sena

A aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 6,00. O jogador pode escolher de seis a 20 números, aumentando o custo conforme a quantidade de dezenas selecionadas. As apostas online estão disponíveis tanto para dispositivos móveis quanto para computadores, sendo necessário ter conta na Caixa e saldo disponível para validar a participação.

Premiação e regras

Na Mega-Sena, os prêmios são distribuídos entre os acertadores de quatro, cinco ou seis números. O valor arrecadado com as apostas é destinado em parte ao pagamento das premiações e ao financiamento de programas sociais do governo federal nas áreas de educação, segurança, esporte e cultura.

Os sorteios da Mega-Sena acontecem duas vezes por semana, geralmente às quartas-feiras e aos sábados, podendo ocorrer em outras datas em semanas especiais, como feriados nacionais ou concursos acumulados.

Resultados anteriores e estatísticas

O concurso anterior, de número 2.931, não teve ganhadores na faixa principal, o que contribuiu para o acúmulo do prêmio de R$ 96 milhões agora sorteado. Os números mais frequentes na história da Mega-Sena incluem dezenas como 10, 05 e 53, segundo levantamento da própria Caixa.

Os resultados completos e a divisão dos prêmios podem ser conferidos no site oficial da Caixa (loterias.caixa.gov.br), onde também é possível verificar valores líquidos e localização das apostas premiadas, informações divulgadas geralmente no dia seguinte ao sorteio.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Governo antecipa cobrança de ICMS para empresas com benefícios fiscais no RN

Governo antecipa cobrança de ICMS para empresas com benefícios fiscais no RN

Nova portaria da Sefaz altera calendário de arrecadação e gera reação de entidades empresariais

Governo antecipa cobrança de ICMS para empresas com benefícios fiscais no RN

A Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Norte (Sefaz-RN) publicou portaria que altera o calendário de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para empresas beneficiárias do Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do RN (Proedi), atacadistas e centrais de distribuição que usufruem de regimes especiais. A partir de outubro, essas empresas deverão antecipar o pagamento de 50% do imposto devido no mês anterior ao da ocorrência do fato gerador.

A medida tem como objetivo ajustar o fluxo de receitas do Estado sem alterar o valor total do tributo. Segundo a Sefaz, a antecipação representa uma entrada estimada de R$ 30 milhões nos cofres públicos, com impacto direto na organização financeira do governo e na manutenção dos serviços essenciais.

Regras da antecipação

As empresas devem recolher até o dia 28 de outubro metade do valor do ICMS pago no mês anterior. Esse montante será integralmente compensado no recolhimento regular do dia 15 de novembro, referente às operações realizadas em outubro.

O descumprimento do prazo poderá acarretar aplicação de multas e juros. A comunicação oficial da medida foi realizada por meio do Domicílio Tributário Eletrônico (DTE), sistema utilizado pelo governo para notificação de obrigações fiscais.

Governo antecipa cobrança de ICMS para empresas
Governo antecipa cobrança de ICMS para empresas

Reações do setor produtivo

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) manifestou preocupação com a portaria, destacando que a antecipação compromete o fluxo de caixa das empresas, afeta o capital de giro e pode prejudicar o planejamento financeiro, a manutenção de empregos e os investimentos no Estado.

A entidade também apontou que a medida altera unilateralmente um dos pilares do Proedi, programa voltado à competitividade da indústria potiguar, gerando insegurança jurídica e fragilizando o ambiente de negócios.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio RN) também se posicionou sobre a medida, ressaltando a importância da previsibilidade e estabilidade nas regras fiscais para garantir um ambiente atrativo a investimentos. A entidade defende maior diálogo técnico para avaliar os impactos diretos e indiretos da antecipação sobre empresas atacadistas e centrais de distribuição.

A Federação da Agricultura e Pecuária do RN (Faern) alertou para possíveis impactos financeiros em empresas com menor capital de giro. A exigência de antecipação, embora não represente aumento de carga tributária, pode comprometer o equilíbrio financeiro e dificultar o cumprimento de obrigações operacionais e trabalhistas.

Governo antecipa cobrança de ICMS para empresas
Governo antecipa cobrança de ICMS para empresas

Impactos esperados

As entidades empresariais apontam que, no curto prazo, a medida pode gerar ajustes financeiros e operacionais nas empresas afetadas, com reflexos na gestão de estoques, pagamento de fornecedores e colaboradores. No médio prazo, os efeitos dependerão da forma como a política será implementada e da capacidade de diálogo entre o governo estadual e o setor produtivo.

A Sefaz-RN afirma que a reorganização do calendário de arrecadação é essencial para evitar dificuldades na gestão das finanças públicas e garantir o funcionamento regular da estrutura administrativa. A secretaria também esclarece que, sem a antecipação, benefícios fiscais poderiam ser revistos, como já ocorreu em outros estados.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração/ Joana Lima/Governo do Estado

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Sefaz prevê melhoria da situação fiscal ainda em 2025

Sefaz prevê melhoria da situação fiscal ainda em 2025

Estado do RN busca reduzir gastos com pessoal e precatórios para se adequar à LRF

Sefaz prevê melhoria da situação fiscal ainda em 2025

A Secretaria de Estado da Fazenda do Rio Grande do Norte (Sefaz-RN) projeta que o comprometimento da receita com despesas de pessoal continuará em trajetória de queda até o final de 2025. A estimativa foi divulgada após o Tesouro Nacional publicar o Relatório de Gestão Fiscal em Foco – 2º quadrimestre de 2025, que apontou o Estado como o único do país acima do limite máximo de 49% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), com índice de 55,73%.

De acordo com a Sefaz, a redução já era esperada e decorre do crescimento da arrecadação estadual e do controle das despesas com pessoal. A secretaria afirma que, embora a situação ainda exija atenção, as medidas adotadas estão surtindo efeito e devem continuar contribuindo para a queda do índice.

O relatório do Tesouro Nacional revelou que o Executivo estadual destinou 70% da arrecadação líquida ao pagamento de servidores e à cobertura do déficit previdenciário. A despesa total com pessoal alcançou R$ 10,38 bilhões, enquanto R$ 2,68 bilhões foram transferidos do Tesouro Estadual para o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

Esse nível de gasto foi classificado como indicativo de “rigidez orçamentária” e de capacidade limitada de investimento. Na prática, cerca de R$ 70 de cada R$ 100 arrecadados são consumidos com pessoal ativo e aposentadorias, restando apenas R$ 30 para áreas como saúde, educação, segurança e infraestrutura.

Sefaz prevê melhoria da situação fiscal
Sefaz prevê melhoria da situação fiscal

Precatórios e dívidas judiciais

Além do comprometimento com a folha de pagamento, o relatório apontou que o Rio Grande do Norte possui o segundo maior índice de comprometimento da Receita Corrente Líquida com precatórios, alcançando 25%. O Estado fica atrás apenas do Rio Grande do Sul, que registra 27%. Apesar de uma leve redução em relação ao quadrimestre anterior, o volume de precatórios continua elevado.

A Sefaz atribui essa pressão a decisões judiciais originadas em gestões anteriores, especialmente relacionadas a direitos de servidores não cumpridos. A secretaria acredita que o impacto da atual gestão será percebido futuramente, com a redução na geração de novos precatórios.

Emenda Constitucional nº 136

Para aliviar o caixa estadual, a Sefaz destacou a promulgação da Emenda Constitucional nº 136, ocorrida em setembro. A norma alterou as regras para o pagamento de precatórios, eliminando o prazo final de 2029 e estabelecendo um limitador: a partir de 2026, os Estados deverão destinar 2% da Receita Corrente Líquida ao pagamento dessas dívidas.

Segundo a secretaria, essa mudança traz maior previsibilidade fiscal, ainda que represente um prazo mais longo para os credores. A medida é vista como um instrumento de planejamento que pode contribuir para o equilíbrio das contas públicas.

Desafios para 2025

Apesar das projeções de melhoria, o Rio Grande do Norte permanece sob observação do Tesouro Nacional e da LRF. Especialistas apontam que o principal desafio será equilibrar a folha de pagamento, o crescimento das aposentadorias e o ritmo da arrecadação, sem comprometer ainda mais os investimentos públicos.

A Sefaz reforça que o objetivo é reduzir o comprometimento da receita com pessoal para níveis compatíveis com os limites legais. A secretaria considera que a trajetória de queda observada nos últimos meses é um indicativo positivo, mas que o esforço fiscal deve continuar ao longo de 2025.

Foto: José Cruz/Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

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