Economia

Durigan assume Fazenda sob pressão fiscal e herda desafios de Haddad

Durigan assume Fazenda sob pressão fiscal e herda desafios de Haddad

Novo ministro enfrenta meta apertada e edição de medidas emergenciais

Há quinze dias no cargo, o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, assumiu o comando da equipe econômica em meio a um cenário de forte pressão sobre as contas públicas.

Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, ele assume o comando da área econômica combinando desafios fiscais estruturais herdados da gestão de Fernando Haddad com demandas emergenciais típicas de um ano eleitoral.

Logo nos primeiros dias à frente da pasta, Durigan anunciou um bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026, valor considerado modesto por analistas diante da necessidade de cumprir o arcabouço fiscal.

O bloqueio foi necessário para acomodar o avanço de despesas obrigatórias dentro do limite de crescimento real de gastos, fixado em até 2,5% acima da inflação. Oficialmente, a equipe econômica projeta um superávit primário de apenas R$ 3,5 bilhões. No entanto, ao incluir precatórios e gastos fora do arcabouço fiscal, o próprio governo prevê déficit primário de R$ 59,8 bilhões.

Pressão por gastos

Ao mesmo tempo em que anuncia o bloqueio de gastos, o ministro articula medidas de impacto imediato, como a criação de um subsídio ao diesel importado e um pacote ainda em elaboração para reduzir a inadimplência das famílias.

Entre as primeiras iniciativas, Durigan confirmou a edição de uma medida provisória que prevê subsídio de R$ 1,20 por litro para o diesel importado, com custo estimado de R$ 3 bilhões, dividido entre União e estados.

Originalmente prevista para a semana passada, a medida provisória (MP) de subvenção ao diesel sai nesta semana porque o ministro esperava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornar das recentes viagens pelo Brasil. O governo busca segurar a alta dos combustíveis em meio à elevação dos preços internacionais do petróleo.

Inadimplência

O novo ministro também trabalha na formulação de políticas para enfrentar o avanço da inadimplência, que já compromete mais de 27% da renda mensal das famílias brasileiras, segundo dados recentes do Banco Central.

Em tese, o pacote não gerará custo para as contas públicas se envolver apenas medidas de renegociação de crédito, mas pode criar despesas caso o governo decida ampliar os subsídios ao crédito.
Taxa das blusinhas

Outra medida que pode pressionar os gastos do governo seria uma possível redução, durante a campanha eleitoral, da taxa das blusinhas, como ficou conhecida a alíquota em 20% de compras do exterior de até US$ 50.

No ano passado, o governo arrecadou R$ 5 bilhões com o tributo, ajudando a cumprir a meta fiscal – ao desconsiderar os precatórios.

Imposto de Renda

Paralelamente, o novo ministro da Fazenda propôs mudanças estruturais, como a automatização da declaração do Imposto de Renda, numa tentativa de simplificar o sistema tributário.

Essa medida, no entanto, não diminui as receitas do governo, porque envolve apenas a redução da burocracia e a evolução da atual declaração prepreenchida do Imposto de Renda.

Desafios de credibilidade

Os desafios enfrentados por Durigan refletem, em grande medida, limitações já observadas na gestão anterior. Para a doutora em Economia Virene Matesco, professora da Fundação Getulio Vargas (FGV), o principal problema está na dificuldade que o governo tem de cumprir as próprias metas fiscais.

“O governo atual não consegue cumprir as metas que ele mesmo estabeleceu no arcabouço”, afirmou, ao analisar o desempenho recente das contas públicas.

Segundo Matesco, a fragilidade do arcabouço fiscal e o crescimento da dívida pública, que saltou para 78,7% do PIB, comprometem a confiança na política econômica e limitam a capacidade de ação do ministro.

Ela também aponta que o avanço dos gastos obrigatórios e a rigidez orçamentária reduzem o espaço para investimentos, criando um cenário de baixo crescimento. “Existe uma crise de credibilidade fiscal”, alertou, destacando que o país enfrenta um desequilíbrio entre despesas com juros e investimentos públicos.

Baixo crescimento

Já o economista André Nassif, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), avalia que parte das dificuldades atuais decorre de metas fiscais excessivamente ambiciosas definidas no início da gestão Haddad.

Originalmente, o governo tinha estabelecido meta de déficit zero em 2024 e superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 e de 1% do PIB em 2026, também com a margem de tolerância de 0,25 ponto percentual. O resultado primário representa o déficit ou superávit nas contas do governo sem os juros da dívida pública.

Na LDO de 2025, o governo prolongou a meta de déficit zero para 2025 e reduziu para 0,25% do PIB a meta de superávit para 2026 . Na época, a mudança das metas gerou mal-estar no marcado financeiro.

“O mercado entenderia se o governo estabelecesse meta de pequeno déficit em 2025, zerando o resultado primário em 2026. O importante era que houvesse um compromisso em reduzir o rombo”, afirmou.

Pouco investimento

Para Nassif, o aperto fiscal acabou limitando investimentos públicos, que seguem em patamar baixo, cerca de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), insuficiente para sustentar um crescimento econômico mais robusto.

Ele também ressalta que o país segue preso a um ciclo de crescimento irregular. “O país não está entregando crescimento econômico. Continuamos no ‘stop and go’”, disse.

Segundo o professor, com medidas emergenciais já em andamento e margem fiscal estreita, o novo ministro terá como principal desafio reconstruir a credibilidade das contas públicas sem comprometer o crescimento econômico. A equação permanece em aberto desde a gestão anterior.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Pix deve ganhar novas funções e Banco Central amplia sistema de pagamentos

Pix deve ganhar novas funções e Banco Central amplia sistema de pagamentos

Sistema de pagamentos deve incluir Pix cobrança obrigatório, divisão automática de valores e novas funcionalidades em estudo

O Banco Central do Brasil trabalha em uma série de mudanças no sistema de pagamentos instantâneos Pix. A ferramenta, utilizada em larga escala no país, deve receber novas funcionalidades ainda este ano.

Desde a sua implementação, o Pix passou a integrar a rotina de pagamentos no Brasil, sendo utilizado em transações do dia a dia e operações comerciais. Em cinco anos, o sistema alcançou volume significativo de movimentações financeiras, chegando a R$ 35 trilhões no último ano.

Sistema é alvo de debate internacional

O crescimento do Pix também passou a ser tema de debate entre governos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o modelo brasileiro impacta empresas do setor de cartões.

Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil manterá o sistema sem alterações motivadas por pressões externas.

A discussão ocorre no contexto do avanço de soluções digitais de pagamento e da concorrência com meios tradicionais, como cartões de crédito e débito.

Pix cobrança será obrigatório ainda este ano

Entre as mudanças previstas, o Banco Central deve tornar obrigatório o chamado “Pix cobrança”. A funcionalidade integra o uso de QR Code com características semelhantes às de boletos bancários, permitindo pagamentos com mais flexibilidade de prazos.

A medida tem como objetivo ampliar as possibilidades de uso do sistema, especialmente em transações comerciais e cobranças formais.

Duplicata e divisão automática de valores estão entre as novidades

Outra funcionalidade prevista é a chamada “duplicata”, que permitirá a empresários antecipar valores a receber com custos reduzidos. A ferramenta deve facilitar o acesso ao crédito e melhorar o fluxo de caixa de empresas.

Além disso, o Banco Central trabalha na implementação do “split”, recurso que divide automaticamente valores pagos, incluindo impostos, no momento da transação. A funcionalidade busca simplificar operações comerciais e reduzir etapas no processo de pagamento.

Outras funções seguem em estudo no Banco Central

O Banco Central também avalia outras possibilidades para o Pix. Entre elas estão o Pix internacional, pagamentos por aproximação, uso do sistema sem conexão com a internet, utilização como garantia em operações financeiras e opções de parcelamento.

As iniciativas têm como foco ampliar a concorrência no sistema financeiro e oferecer alternativas aos meios de pagamento já existentes.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

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Resultado da Dupla Sena de Páscoa: apostas levam prêmio milionário em dois sorteios

Resultado da Dupla Sena de Páscoa: apostas levam prêmio milionário em dois sorteios

Cinco apostas acertam Dupla Sena de Páscoa e dividem prêmio principal

A Caixa Econômica Federal realizou, na noite deste sábado (4), o sorteio da Dupla Sena de Páscoa, modalidade especial das loterias com prêmio estimado em R$ 46 milhões. O resultado do concurso apontou cinco apostas vencedoras, distribuídas entre os dois sorteios realizados na mesma noite.

No primeiro sorteio, as dezenas sorteadas foram 05, 13, 18, 29, 31 e 33. Quatro apostas acertaram os seis números e irão receber, cada uma, o valor de R$ 10 milhões. Entre os ganhadores, há um bolão com 50 cotas registrado em uma casa lotérica localizada em Brasília, no Distrito Federal.

As demais apostas vencedoras do primeiro sorteio foram registradas em diferentes municípios. Os ganhadores estão localizados em Brasília (DF), na casa lotérica Nossa Senhora Aparecida; em Bragança Paulista (SP), na casa lotérica Bragantina; em Campinas (SP), na Teleteca Loterias; e em São José do Rio Preto (SP), na lotérica Sorte Mais Rio Preto.

No segundo sorteio da Dupla Sena de Páscoa, as dezenas sorteadas foram 01, 08, 15, 19, 21 e 22. Apenas uma aposta acertou os seis números e garantiu o prêmio individual de R$ 4,09 milhões. O jogo vencedor foi registrado pela internet e pertence a um apostador do município de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

A Dupla Sena de Páscoa é uma modalidade especial que não acumula. Caso não haja acertadores na faixa principal, o prêmio é distribuído entre as faixas seguintes, conforme as regras estabelecidas pela Caixa Econômica Federal.

Além do concurso especial, a Caixa também realizou, na mesma data, sorteios de outras modalidades das loterias federais. Entre eles, estão os concursos de número 2.992 da Mega-Sena, 3.653 da Lotofácil, 6.993 da Quina, 2.376 da Timemania, 1.197 do Dia de Sorte e o concurso 343 da +Milionária.

No concurso da Mega-Sena, os números sorteados foram 04, 17, 23, 33, 36 e 49. Já na Lotofácil, foram sorteadas as dezenas 02, 03, 04, 06, 07, 08, 10, 11, 13, 14, 16, 18, 19, 20 e 21.

Na Quina, os números sorteados foram 07, 17, 25, 49 e 74. Na Timemania, as dezenas foram 09, 34, 38, 43, 51, 63 e 76, com o time do coração sendo Tocantinópolis, do Tocantins.

O concurso da +Milionária teve como números sorteados 01, 16, 17, 26, 34 e 50, com os trevos 1 e 4. Já no Dia de Sorte, as dezenas sorteadas foram 04, 10, 11, 19, 20, 25 e 26, com o mês da sorte sendo julho.

Os resultados completos das loterias são disponibilizados pelos canais oficiais da Caixa Econômica Federal após a realização dos sorteios.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Governo Lula prepara medidas para reduzir impacto de preços ao consumidor

Governo Lula prepara medidas para reduzir impacto de preços ao consumidor

Palácio do Planalto avalia medidas econômicas com foco no consumidor e na redução de custos

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara um conjunto de medidas voltadas ao consumidor, em um cenário em que a avaliação na opinião pública apresenta índices de desaprovação superiores aos de aprovação, conforme levantamentos recentes.

As ações em análise têm como foco o impacto direto dos custos no orçamento das famílias. Entre as medidas discutidas estão a criação de subsídios para conter a alta dos combustíveis, iniciativas de apoio ao gás de cozinha e alternativas para reduzir o custo da energia elétrica.

Outro ponto em elaboração é um programa de renegociação de dívidas. A proposta prevê a possibilidade de concessão de descontos, com foco em famílias que enfrentam dificuldades financeiras. A iniciativa busca ampliar o acesso a condições de pagamento e reduzir o nível de endividamento.

A avaliação do governo considera o efeito dos preços de itens essenciais sobre o cotidiano da população. O aumento do diesel, por exemplo, pode influenciar custos em diferentes setores da economia, enquanto o encarecimento do gás de cozinha e da energia elétrica impacta diretamente o consumo das famílias.

Diante desse contexto, a equipe econômica analisa a ampliação de mecanismos de intervenção com o objetivo de evitar novos efeitos sobre a percepção pública. As medidas em estudo buscam atuar sobre despesas consideradas recorrentes no orçamento doméstico.

Além das ações voltadas à redução de custos, o governo também discute a possibilidade de recuo em propostas que geraram repercussão entre consumidores. Entre os temas avaliados está a taxação de compras internacionais de baixo valor, que passou a ser objeto de debate em diferentes setores.

Nos bastidores, a avaliação é de que indicadores econômicos não têm sido suficientes para alterar a percepção da população em relação à gestão. A estratégia em discussão combina medidas de impacto direto com ações de comunicação política, com foco na reconstrução da percepção sobre condições econômicas e confiança.

As medidas seguem em fase de análise e poderão ser implementadas conforme a definição da equipe econômica e das diretrizes do governo federal.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Dupla Sena de Páscoa pode pagar R$ 40 milhões e prêmio será dividido se não houver ganhador

Dupla Sena de Páscoa pode pagar R$ 40 milhões e prêmio será dividido se não houver ganhador

Sorteio especial oferece duas chances por aposta e garante divisão do valor caso não haja ganhador na faixa principal

A Caixa Econômica Federal realiza neste sábado (4) o sorteio da edição especial da Dupla Sena de Páscoa, com prêmio estimado em R$ 40 milhões. O concurso tem como principal característica o fato de não acumular, o que garante a distribuição integral do valor mesmo na ausência de acertadores na faixa principal.

O sorteio está previsto para ocorrer às 21h, enquanto as apostas podem ser realizadas até às 19h do mesmo dia. Esta é a décima edição da modalidade especial, que mantém a dinâmica de dois sorteios por concurso, ampliando as possibilidades de premiação para os participantes.

Dupla Sena de Páscoa não acumula e garante distribuição do prêmio

O destaque do concurso é a regra que impede o acúmulo do prêmio. Caso nenhum apostador acerte as seis dezenas, o valor total será dividido entre os acertadores da quina, com cinco números corretos.

Esse formato diferencia a Dupla Sena de Páscoa de concursos regulares e de outras modalidades, ao assegurar que o montante será distribuído em todas as situações. O prêmio estimado também supera em quatro vezes o valor de concursos recentes da Mega-Sena.

Outro ponto relevante é que cada aposta dá direito a dois sorteios distintos no mesmo concurso, o que amplia as chances de premiação sem a necessidade de registrar mais de um jogo.

Probabilidades e funcionamento do sorteio

Na Dupla Sena, o apostador pode escolher entre seis e quinze números dentre os cinquenta disponíveis no volante. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 3.

A probabilidade de acertar as seis dezenas em uma aposta simples é de 1 em 15,8 milhões. O índice é diferente do registrado na Mega-Sena, onde a chance é de 1 em 50 milhões para o jogo mínimo.

Ao ampliar a quantidade de números apostados, as chances aumentam. Em uma aposta com quinze dezenas, cujo valor é de R$ 15 mil, a probabilidade passa para 1 em 3 mil.

Além da faixa principal, há premiação para quem acerta três, quatro ou cinco números em qualquer um dos dois sorteios realizados.

Como apostar na Dupla Sena de Páscoa

As apostas podem ser feitas em casas lotéricas credenciadas ou por meio dos canais eletrônicos da Caixa Econômica Federal. Nos estabelecimentos físicos, o jogador pode utilizar tanto o volante específico do concurso especial quanto o modelo regular da Dupla Sena.

Também está disponível a opção de seleção automática de números, conhecida como Surpresinha, em que o sistema escolhe as dezenas de forma aleatória.

Nos canais digitais, podem participar pessoas com mais de 18 anos. O valor mínimo da aposta é de R$ 3, com opções de pagamento por cartão de crédito, débito, Pix ou plataformas digitais.

O sistema permite que o apostador escolha manualmente os números ou utilize recursos automáticos para geração das combinações.

Duas chances por aposta marcam o concurso especial

Cada bilhete registrado na Dupla Sena de Páscoa participa de dois sorteios no mesmo concurso, o que amplia as possibilidades de premiação em comparação a outras modalidades.

O participante pode ganhar ao acertar três, quatro, cinco ou seis números no primeiro e/ou no segundo sorteio. Essa estrutura é mantida tanto nas apostas simples quanto nos jogos com maior quantidade de dezenas.

O modelo adotado no concurso especial mantém as regras tradicionais da modalidade, com a diferença da não acumulação do prêmio principal, garantindo a distribuição integral do valor estimado.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Sexta-feira Santa muda funcionamento do comércio em Natal; veja o que abre e fecha e os horários

Sexta-feira Santa muda funcionamento do comércio em Natal; veja o que abre e fecha e os horários

Funcionamento do comércio em Natal na Sexta-feira Santa altera horários de lojas e shoppings

O funcionamento do comércio em Natal na Sexta-feira Santa apresenta alterações em razão do feriado religioso. A Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal) informou que o comércio de rua permanecerá fechado, enquanto os shoppings centers irão operar em regime especial ao longo do dia.

A mudança no horário impacta o fluxo de consumidores e as vendas, especialmente em um período marcado pelo aumento da procura por produtos relacionados à Páscoa. A orientação é que os consumidores verifiquem previamente os horários de funcionamento antes de se deslocarem até os estabelecimentos.

De acordo com a CDL, após a Sexta-feira Santa, o funcionamento do comércio será retomado normalmente no sábado e no domingo, com expectativa de maior movimentação em razão das compras de última hora, principalmente nos segmentos de alimentos, chocolates e itens tradicionais da data.

Comércio de rua fecha durante o feriado

As lojas localizadas em diferentes regiões da cidade não irão funcionar na Sexta-feira Santa. Entre os estabelecimentos com atividades suspensas estão as lojas do Alecrim, do Centro da Cidade e da Zona Norte. O Home Center Ferreira Costa também permanecerá fechado durante o feriado.

A suspensão das atividades segue o calendário de feriados religiosos e impacta diretamente o comércio de rua, que retoma o funcionamento regular no dia seguinte.

Shoppings operam com horário especial na Sexta-feira Santa

Os shoppings centers de Natal terão funcionamento diferenciado, com horários variados entre os segmentos de alimentação, lazer, lojas e serviços.

No Natal Shopping, a praça de alimentação e as opções de lazer funcionam das 11h às 21h. As lojas e quiosques abrem das 12h às 21h, enquanto parte das operações funciona das 15h às 21h. A academia opera das 8h às 16h e o cinema segue a programação em cartaz.

No Midway Mall, a praça de alimentação e o lazer funcionam das 11h às 21h. As lojas âncoras abrem das 13h às 21h e as demais lojas e quiosques operam das 14h às 20h. O supermercado funciona das 7h às 22h, a academia das 8h às 12h e o cinema conforme programação.

No Praia Shopping, a praça de alimentação inicia o atendimento a partir das 11h, enquanto as demais lojas funcionam das 14h às 20h. No Shopping Cidade Jardim, a alimentação abre a partir das 12h e as lojas e quiosques funcionam das 14h às 20h.

O Shopping Cidade Verde terá funcionamento das lojas em geral das 15h às 20h, enquanto a praça de alimentação abre das 12h às 21h.

No Partage Norte Shopping, a praça de alimentação e o lazer funcionam das 11h às 22h. As lojas e quiosques operam das 15h às 21h, enquanto as âncoras e megalojas funcionam das 13h às 21h. O supermercado abre das 7h às 21h e a academia funciona das 8h às 17h. O cinema segue a programação, enquanto lotéricas e bancos permanecem fechados.

Movimento deve aumentar no fim de semana de Páscoa

A expectativa do setor é de aumento no movimento a partir do sábado, com a retomada do funcionamento normal do comércio. O período concentra compras relacionadas à Páscoa, com destaque para produtos alimentícios e itens tradicionais da data.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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EUA apontam Pix e “taxa das blusinhas” como entraves; Lula diz que sistema será mantido

EUA apontam Pix e “taxa das blusinhas” como entraves; Lula diz que sistema será mantido

Documento aponta barreiras comerciais e cita sistema de pagamentos, enquanto presidente afirma que ferramenta será mantida

O relatório anual do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) incluiu o Pix entre os pontos considerados como barreiras aos interesses comerciais norte-americanos no Brasil. O documento aponta que o sistema de pagamentos instantâneos, criado e operado pelo Banco Central, levanta preocupações quanto ao possível tratamento preferencial em relação a provedores estrangeiros de serviços financeiros.

De acordo com o relatório, o Banco Central é responsável por criar, operar e regular o Pix, o que, na avaliação do órgão norte-americano, pode gerar desvantagens para empresas internacionais que atuam no setor de pagamentos eletrônicos. O documento também menciona que instituições financeiras com mais de 500 mil contas são obrigadas a aderir ao sistema.

Empresas como Visa e Mastercard são citadas como possíveis afetadas pelo modelo adotado no Brasil, segundo avaliação apresentada no relatório divulgado pela Casa Branca.

Lula responde a críticas e defende o Pix

Após a divulgação do relatório, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não irá modificar o sistema de pagamentos. A declaração foi feita durante cerimônia em Salvador, ao comentar as críticas apresentadas pelos Estados Unidos.

O presidente afirmou que o Pix continuará sendo utilizado e destacou o papel da ferramenta no atendimento à população. Segundo ele, a única possibilidade considerada é o aprimoramento do sistema para ampliar sua utilização.

Durante o evento, o presidente foi lembrado por integrantes da equipe de comunicação sobre a necessidade de abordar o tema. Após a fala, uma publicação nas redes sociais reforçou a mensagem sobre a manutenção do sistema.

Documento também critica regulação de plataformas digitais

Além do Pix, o relatório do USTR menciona propostas de regulação de plataformas digitais em discussão no Brasil. O documento cita projeto que amplia os poderes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre mercados digitais.

A proposta prevê a classificação de grandes empresas como de “relevância sistêmica”, o que implicaria cumprimento de regras específicas, como limitações a práticas comerciais e exigências de interoperabilidade. Segundo o relatório, essas medidas podem afetar empresas norte-americanas e resultar em multas de até 20% do faturamento global.

Tributação de importações é citada no relatório

O documento também aborda a tributação sobre remessas internacionais, conhecida como “taxa das blusinhas”. De acordo com o USTR, o Brasil aplica uma alíquota de 60% sobre encomendas importadas no regime de desembaraço simplificado, além de estabelecer limites anuais para importadores.

Na avaliação apresentada, essas medidas podem dificultar a entrada de produtos estrangeiros no mercado brasileiro. O relatório também classifica como elevadas as tarifas aplicadas pelo país sobre diversos produtos importados.

Outras críticas incluem patentes e barreiras sanitárias

O relatório menciona ainda entraves estruturais, como a demora no registro de patentes e questões relacionadas à proteção da propriedade intelectual. Também são citadas restrições sanitárias à carne suína dos Estados Unidos e tarifas aplicadas ao etanol.

O documento aponta ainda exigências de conteúdo local no setor audiovisual e observa que exportadores norte-americanos enfrentam incertezas relacionadas às políticas tarifárias adotadas no âmbito do Mercosul.

Em outro momento, o Pix já havia sido incluído em investigações conduzidas com base na legislação comercial norte-americana. O relatório menciona a abertura de investigação anterior que apontava práticas consideradas desleais, incluindo o sistema de pagamentos brasileiro.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

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Sinduscon-RN apresenta à diretoria novo sistema voltado à gestão e governança

Sinduscon-RN apresenta à diretoria novo sistema voltado à gestão e governança

Nova plataforma integra dados, moderniza rotinas e reforça governança do Sinduscon-RN.

Sinduscon-RN apresenta à diretoria novo sistema voltado à gestão e governança

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon/RN) apresentou, na tarde desta segunda-feira (30), na Casa da Indústria, o Sistema de Gestão do Sinduscon-RN – Portal do Associado e Governança Sindical. A nova plataforma chega com o objetivo de modernizar rotinas, integrar informações e tornar mais eficiente a gestão da entidade.

O encontro, voltado à diretoria, marcou o início da implantação da ferramenta, desenvolvida em um contexto de transformação digital e da crescente importância do uso estratégico de dados nas entidades representativas.

De acordo com Sérgio Azevedo, presidente do Sinduscon-RN, o novo sistema está diretamente alinhado ao planejamento estratégico da entidade.

Sinduscon-RN apresenta à diretoria novo sistema voltado à gestão e governança
Sinduscon-RN apresenta à diretoria novo sistema voltado à gestão e governança

“Esse sistema nasce a partir dos pilares que definimos no nosso planejamento: governança, inteligência de dados e fortalecimento do networking entre os associados. Ele consolida tudo isso em uma única plataforma, permitindo acesso a informações relevantes, integração entre as empresas e mais transparência na gestão. É um primeiro passo. A partir dele, queremos avançar continuamente, incorporando cada vez mais tecnologia e inteligência para fortalecer a atuação do sindicato e gerar ainda mais valor para o setor, e, acima de tudo, para o nosso associado”, pontuou.

Atualmente, parte das atividades do sindicato ainda é realizada de forma manual, o que pode gerar retrabalho e dificultar o acesso rápido às informações. Com a novidade, a instituição passa a contar com um ambiente integrado que reúne acervo institucional, dados históricos, cadastro de associados e recursos gerenciais em um único espaço.

Entre as funcionalidades, estão a gestão de associados, organização de documentos, controle financeiro, acompanhamento de projetos e geração de relatórios, contribuindo para uma rotina mais ágil, segura e organizada.

O projeto foi desenvolvido em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL/RN), e atende às demandas específicas da entidade. A iniciativa também contou com o incentivo da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), por meio de programas de modernização dos sindicatos filiados, como a Meritocracia Sindical.

Para Roberto Serquiz , presidente da FIERN, a iniciativa reflete um movimento importante de fortalecimento da gestão sindical por meio da inovação.

“Essa é uma excelente prática, que mostra como o projeto de Meritocracia tem impulsionado os sindicatos a evoluírem e aprimorarem sua governança. Com mais organização e controle, a entidade amplia os benefícios aos associados e se torna ainda mais atrativa para novas empresas.
É uma iniciativa que traz agilidade, segurança e inovação, e hoje, quem não inova, não avança”, destacou.

Segundo Ismália Carvalho, diretora-executiva do Sinduscon, a implantação representa um avanço significativo na atuação do sindicato.

“Esse sistema marca um novo momento para o Sinduscon. Estamos investindo em tecnologia para tornar nossa gestão mais eficiente, transparente e conectada às necessidades dos associados. É um passo fundamental para fortalecer a governança e ampliar a entrega de valor para o setor”, afirmou.

Neste primeiro momento, a plataforma entra em fase de testes internos. Após a consolidação dos processos, estão previstos treinamentos e apresentações para os associados, ampliando o acesso e a utilização pelas empresas filiadas.

Entrega da nova sala

Durante a ocasião, o sindicato também apresentou à diretoria sua nova sala institucional, completamente reformulada para atender às demandas atuais de trabalho, reuniões e atendimento aos associados.

Com um layout mais moderno e integrado, o espaço foi pensado para proporcionar mais conforto, funcionalidade e eficiência no dia a dia da entidade.

A proposta é criar um espaço que favoreça a produtividade, o diálogo e a colaboração entre diretoria, equipe e empresas associadas.

Foto: Divulgação

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Refinaria Clara Camarão reajusta preço da gasolina e mantém valor do diesel

Refinaria Clara Camarão reajusta preço da gasolina e mantém valor do diesel

Preço da gasolina em Guamaré é reajustado enquanto diesel permanece sem alteração na refinaria

A refinaria Clara Camarão, localizada no município de Guamaré, realizou novo reajuste no preço da gasolina nesta quinta-feira (2). A medida segue a política de revisão semanal adotada pela unidade, que é operada pela Brava Energia. O diesel, por sua vez, não sofreu alteração nos valores divulgados nesta atualização.

De acordo com os dados apresentados, o preço da gasolina passou de R$ 3,82 por litro, valor registrado em 26 de março, para R$ 3,85 por litro. O reajuste representa uma elevação de R$ 0,03 por litro no combustível comercializado pela refinaria. O histórico recente de preços indica que a gasolina vem apresentando variações nas últimas semanas, com registros de aumento em diferentes períodos de março.

No dia 5 de março, o litro da gasolina era comercializado a R$ 2,89. Em 12 de março, o valor foi ajustado para R$ 3,19, representando aumento de R$ 0,30. Já no dia 19 de março, o preço subiu para R$ 3,82, com acréscimo de R$ 0,63. Em 26 de março, o valor foi mantido em R$ 3,82, sem alteração em relação à semana anterior. Com o reajuste desta quinta-feira (2), o preço alcança R$ 3,85, acumulando alta de R$ 0,96 no período analisado.

Em relação ao diesel A S500, os valores permaneceram estáveis nas duas modalidades comercializadas pela refinaria. Na modalidade EXA, o preço se manteve em R$ 5,62 por litro. Já na modalidade LCT, o valor permanece em R$ 5,63 por litro, sem alterações em comparação com a semana anterior.

O histórico do diesel também apresenta variações nas semanas anteriores. No dia 5 de março, o diesel A S500 na modalidade EXA era vendido a R$ 4,07. Em 12 de março, o valor subiu para R$ 5,07, representando aumento de R$ 1,00. No dia 19 de março, o preço passou para R$ 5,52, com elevação de R$ 0,45. Em 26 de março, houve novo reajuste, com valor de R$ 5,62, acréscimo de R$ 0,10, permanecendo estável até a atualização desta quinta-feira.

Na modalidade LCT, o diesel A S500 apresentou comportamento semelhante. No dia 5 de março, o preço era de R$ 4,08. Em 12 de março, foi ajustado para R$ 5,08, com aumento de R$ 1,00. Em 19 de março, o valor passou para R$ 5,53, com acréscimo de R$ 0,45. No dia 26 de março, houve reajuste para R$ 5,63, com aumento de R$ 0,10, permanecendo sem alteração na atualização mais recente.

Os dados indicam que, enquanto a gasolina apresenta nova variação positiva, o diesel mantém estabilidade nesta semana, conforme a política de revisão periódica adotada pela refinaria.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Cesta de produtos de Páscoa cai 5,73% este ano

Cesta de produtos de Páscoa cai 5,73% este ano

De forma isolada, bombons e chocolates sobem 16,71%

A mesa de Páscoa vai pesar menos no bolso do brasileiro pelo segundo ano seguido. Uma cesta de produtos alimentícios, que inclui os tradicionais chocolates e o bacalhau, vai custar 5,73% a menos do que há 12 meses. Em 2025, o recuo nos preços foi de 6,77%.

A constatação é de levantamento do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado às vésperas do domingo de Páscoa (5).

Para efeito de comparação, a inflação geral do consumidor, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Mensal (IPC-10) da FGV, marcou alta de 3,18% no período de abril de 2025 a março de 2026.

No entanto, olhando de forma isolada, alguns produtos sobem mais que a inflação geral:

Inflação geral: 3,18%
Bombons e chocolates: 16,71%
Bacalhau: 9,9%
Sardinha em conserva: 8,84%
Atum: 6,41%

Entre os itens que ajudaram a inflação da Páscoa ficar negativa figuram:

Arroz: -26,11%
Ovos de galinha: -14,56%
Azeite: -23,20%

Os pescados frescos subiram 1,74%; e os vinhos, 0,73%.

Nas últimas quatro Páscoa, duas foram de inflação positiva e duas de deflação (queda média de preços), quando comparadas ao ano anterior.

2026: -5,73%
2025: -6,77%
2024: 16,73%
2023: 13,16%

De acordo com o economista Matheus Dias, do Ibre/FGV, a variação acumulada dos preços de Páscoa nos últimos quatro anos foi de 15,37%. Essa alta ficou abaixo da inflação geral ao consumidor, calculada pelo IPC-10, que marcou 16,53% de abril de 2022 a março de 2026.

Nesse período, bombons e chocolates ficaram 49,26% mais caros. O bacalhau subiu 31,21%; o atum, 38,98%, e o azeite, 34,74%.

Viram o preço cair a batata inglesa (-16,02%) e a cebola (-15,44%).

Industrializados

Matheus Dias destaca que os repasses de quedas provenientes de melhoras na produção agrícola são mais complexos e apresentam defasagens mais longas em produtos industrializados.

Ele exemplifica com o chocolate. Mesmo com o cacau, principal matéria-prima, registrando quedas no mercado internacional desde outubro de 2025, chegando a recuar cerca de 60% em relação aos últimos 12 meses, os preços dos chocolates ao consumidor seguiram em alta de 16,71% no período.

“Em produtos mais industrializados, a queda da matéria-prima demora a chegar ao bolso do consumidor nos últimos anos”, explica.
Concentração

Na terça-feira (31), ao divulgar um estudo sobre a inflação de alimentos no Brasil, o economista Valter Palmieri Junior, doutor em Desenvolvimento Econômico pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), explicou que um dos fatores de alta consistente nos preços é a concentração, que tende a diminuir a concorrência entre empresas.

No levantamento, ele aponta que cinco marcas de bombons e chocolates de três empresas alcançam 83% do mercado.

Indústria

Procurada pela Agência Brasil para fazer comentários sobre o preço dos chocolates, a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) informou que o valor não é determinado apenas pelo cacau.

“Outros insumos como leite, açúcar, frete (uso de caminhões frigoríficos, já que se trata de carga perecível) e variação do dólar devem ser levados em conta”, ressalta a entidade.

A Abicab explica ainda que cada empresa tem a própria política de preço e que a indústria acompanha oscilações naturais do mercado e cria alternativas de venda de produtos “para todos os paladares e adaptadas às várias faixas de consumo”.

Este ano, de acordo com a associação, foram colocados 800 itens no mercado, com 134 lançamentos, contra 611 ano passado.

Os representantes da indústria detalham que, em 2024, o fenômeno El Niño (aquecimento anormal das águas da porção leste da região equatorial do Oceano Pacífico) devastou plantações.

Os países africanos Gana e Costa do Marfim, responsáveis por 60% da produção mundial de cacau, foram atingidos, e o mercado ficou com um déficit de 700 mil toneladas, segundo a Abicab.

A falta do produto levou o preço da tonelada, negociada na Bolsa de Nova York, a subir quatro vezes, para US$ 11 mil – equivalente hoje a cerca de R$ 56,7 mil.

De acordo com a Abicab, “apenas 10% desse impacto se refletiu no preço final”.

Hoje a cotação beira US$ 3,3 mil.

Empregos

A indústria de chocolates ressalta que “a expectativa para esta Páscoa é positiva porque vivemos estabilidade econômica, com a menor taxa histórica de desemprego”.

Na estimativa da Abicab, o número de empregos temporários é de 14,6 mil, 50% a mais que em 2025, frisando que as contratações costumam se iniciar em agosto do ano anterior. Desses, 20% acabam se tornando fixos, com carteira assinada, de acordo com a associação.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva revelou que 90% dos consumidores pretendem comprar produtos relacionados à Páscoa neste ano.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Faern pede redução do ICMS sobre diesel após alta no combustível

Faern pede redução do ICMS sobre diesel após alta no combustível

Alta do diesel impacta custos da produção agropecuária no RN

A Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (Faern) manifestou preocupação com a recente alta no preço do óleo diesel e solicitou ao Governo do Estado a avaliação de uma redução temporária do ICMS sobre o combustível. A entidade argumenta que o aumento tem impactado diretamente os custos da produção agropecuária no estado.

Segundo a Faern, o diesel é um insumo essencial para diversas atividades do setor, sendo utilizado no preparo do solo, na irrigação e no transporte da produção. A elevação dos preços tem pressionado os custos operacionais e reduzido as margens dos produtores, especialmente nas cadeias produtivas que dependem de logística e consumo intensivo de energia.

Entidade aponta impacto direto nas atividades do campo

A federação destacou que a variação no preço do diesel tem efeito direto sobre o funcionamento das atividades agropecuárias, uma vez que o combustível está presente em diferentes etapas da produção. O aumento dos custos, conforme a entidade, atinge produtores de diferentes segmentos e regiões do estado.

De acordo com a Faern, a elevação do diesel interfere tanto na produção quanto na distribuição dos produtos, impactando o deslocamento de insumos e o escoamento da produção agrícola e pecuária. A entidade ressalta que esse cenário pode comprometer a sustentabilidade econômica de parte dos produtores.

Faern cita medidas federais e solicita ação estadual

A federação também destacou que o Governo Federal adotou medidas para reduzir o impacto do aumento do diesel, como a zeragem das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre o combustível. Diante desse contexto, a Faern encaminhou um ofício ao Governo do Estado solicitando a análise da redução ou suspensão temporária do ICMS.

O presidente da entidade, José Álvares Vieira, afirmou que a adoção de medidas complementares pode contribuir para reduzir os efeitos da alta dos custos no setor produtivo. Segundo ele, o aumento observado foge ao controle dos produtores e exige avaliação de alternativas.

Proposta considera equilíbrio fiscal e medidas emergenciais

A Faern ressaltou que a proposta deve levar em consideração o equilíbrio fiscal do Estado, mas defendeu a análise de ações coordenadas que possam reduzir os custos logísticos e produtivos no Rio Grande do Norte.

A entidade argumenta que medidas emergenciais podem contribuir para preservar a produção agropecuária e reduzir impactos sobre o abastecimento, diante do cenário de elevação dos preços do combustível.

Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

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Petrobras eleva preço do querosene de aviação em 54,63%

Petrobras eleva preço do querosene de aviação em 54,63%

Reajuste do QAV supera 50% e entra em vigor em abril; empresa anuncia parcelamento para distribuidoras

A Petrobras confirmou nesta quarta-feira (1º) o novo preço do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras, com aumento de 54,63%. A partir desta data, o combustível passa a custar R$ 5.495,30 por metro cúbico, o equivalente a R$ 5,495 por litro.

O reajuste ocorre após aumento de 9,4% registrado no mês de março. A variação acumulada reflete alterações recentes no mercado internacional de petróleo e seus derivados.

Contexto internacional influencia aumento do combustível

A alta do QAV acompanha o movimento de elevação dos preços do petróleo no mercado global. O cenário é influenciado por tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã, que resultaram no bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde circula cerca de 20% da oferta mundial da commodity.

Como consequência, houve redução na oferta e impactos na cadeia global de petróleo, com reflexos diretos nos preços dos derivados.

Petrobras anuncia parcelamento para mitigar impacto no setor

A Petrobras informou que o reajuste poderá ser parcelado pelas distribuidoras que atendem à aviação comercial. Essas empresas poderão optar por pagar inicialmente 18% do aumento, parcelando o restante em até seis vezes, com início dos pagamentos a partir de julho.

Na prática, as distribuidoras terão prazo adicional antes do pagamento da primeira parcela, o que amplia o período de adaptação ao novo custo. O combustível representa parcela relevante dos custos das companhias aéreas, conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A companhia informou que disponibilizará ao mercado, até a próxima segunda-feira (6), um termo de adesão ao parcelamento com validade retroativa a 1º de abril.

Medida busca preservar demanda e funcionamento do mercado

Segundo a Petrobras, o mecanismo de parcelamento tem como objetivo preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação. A empresa afirmou que a medida busca assegurar o funcionamento do mercado diante do cenário de elevação dos preços internacionais.

A estatal também indicou que o instrumento poderá ser mantido nos meses de maio e junho, com parâmetros ainda a serem definidos.

Mercado de QAV e formação de preços

O querosene de aviação é um derivado do petróleo utilizado no abastecimento de aviões e helicópteros. Os contratos de venda do combustível preveem atualização mensal dos preços, sempre no primeiro dia de cada mês.

A Petrobras responde por cerca de 85% da produção de QAV no país, mas o mercado é aberto à atuação de outras empresas, que podem produzir ou importar o combustível. Após a compra pelas distribuidoras, o produto é transportado e comercializado junto às companhias aéreas e outros consumidores finais.

Foto: Tony Winston/Agência Brasília

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Rio Grande do Norte fecha mais de 2 mil vagas de trabalho em fevereiro

Rio Grande do Norte fecha mais de 2 mil vagas de trabalho em fevereiro

Mercado de trabalho no RN recua em fevereiro com saldo negativo de empregos formais

O Rio Grande do Norte registrou saldo negativo de 2.221 postos de trabalho com carteira assinada em fevereiro de 2026, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados na terça-feira (31).

O resultado posiciona o estado como o segundo com maior perda de vagas formais no período, ficando atrás apenas de Alagoas. No mesmo mês, apenas três estados apresentaram saldo negativo: RN, Alagoas (-3.023) e Paraíba (-1.186).

Diferença entre admissões e desligamentos impacta resultado

O saldo negativo no estado foi resultado de 19.084 admissões contra 21.305 desligamentos ao longo do mês. Os números indicam uma reversão em relação a fevereiro de 2025, quando o RN havia registrado saldo positivo de 2.638 vagas, com 23.044 admissões e 20.406 desligamentos.

A comparação entre os dois períodos aponta uma variação de 184% no desempenho do mercado de trabalho formal no estado.

Setores produtivos apresentam comportamentos distintos

Entre os cinco grupamentos de atividades econômicas, três registraram saldo negativo em fevereiro de 2026. A agropecuária apresentou a maior retração, com -2.152 vagas, seguida pela indústria (-1.012) e pela construção (-92).

Por outro lado, os setores de comércio e serviços registraram saldo positivo, com a criação de 175 e 861 vagas, respectivamente, contribuindo para reduzir o impacto do resultado negativo geral.

Comparação com fevereiro de 2025 mostra mudança no cenário

No mesmo período do ano anterior, o desempenho foi distinto. O RN registrou saldo positivo de 2.638 vagas, com destaque para o setor de serviços, que criou 2.489 postos de trabalho. Na sequência, apareceram construção (733) e comércio (586). Já indústria (-122) e agropecuária (-1.048) tiveram resultados negativos naquele momento.

A diferença entre os resultados reforça a mudança no comportamento do mercado de trabalho entre os dois períodos analisados.

Dados do ano e salário médio de admissão

O salário médio real de admissão no estado em fevereiro de 2026 foi de R$ 2.010,22. Em janeiro do mesmo ano, o RN havia registrado saldo positivo de 1.281 vagas, o que representa uma variação de 273% entre os dois meses.

No acumulado de 2026, o saldo também permanece negativo, com -940 vagas, considerando 40.143 admissões e 41.083 desligamentos.

Brasil registra saldo positivo no mesmo período

Os dados nacionais, divulgados pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, indicam que o Brasil criou 255.321 vagas formais em fevereiro de 2026.

Apesar do resultado positivo, houve redução de 42% na comparação com fevereiro de 2025, quando foram registradas 440.432 vagas.

Sedec avalia resultado como movimento conjuntural

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico do RN (Sedec-RN) informou que o resultado reflete um movimento conjuntural associado ao início do ano.

Segundo a pasta, há uma tendência de ajustes após o período de maior dinamismo econômico no fim do ano, especialmente em setores como indústria e agropecuária. No caso da agropecuária, a explicação está ligada aos ciclos produtivos, com redução de contratações entre etapas da safra.

Já na indústria, o comportamento está relacionado a ajustes de produção e recomposição de estoques. A secretaria destacou o desempenho do setor de serviços no período.

Microempresas lideram geração de vagas no RN

De acordo com boletim do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do RN, as microempresas registraram saldo positivo de 885 vagas em fevereiro.

As pequenas empresas tiveram leve retração, com -30 postos. As médias empresas apresentaram saldo de -1.314 vagas, enquanto as grandes empresas registraram o maior número de desligamentos, com -1.762 postos.

Municípios apresentam diferenças nos saldos de emprego

Entre os municípios, Natal liderou a geração de empregos, com saldo positivo de 550 vagas. Outros municípios com saldo positivo foram Parnamirim (291), Ipanguaçu (235), Extremoz (91) e Serra Negra do Norte (77).

Por outro lado, os maiores saldos negativos foram registrados em Baía Formosa (-897), Apodi (-415), Mossoró (-400), Goianinha (-286) e Arês (-258).

Foto: Arquivo/Divulgação

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Sexta-feira santa muda funcionamento do comércio em Natal

Sexta-feira santa muda funcionamento do comércio em Natal

Comércio de Natal terá horário modificado na sexta-feira santa com lojas fechadas e shoppings em regime especial

O comércio de Natal terá alterações no horário de funcionamento na próxima sexta-feira, 3 de abril, em razão do feriado religioso da sexta-feira santa. A informação foi divulgada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal).

De acordo com a entidade, as lojas de rua estarão fechadas em todas as regiões da capital. A medida atinge estabelecimentos comerciais do Alecrim, do Centro da cidade e da Zona Norte.

Nos shoppings centers, o funcionamento ocorrerá em regime especial, com horários diferenciados para lojas, quiosques, alimentação, lazer e serviços.

No Natal Shopping, a praça de alimentação e as áreas de lazer funcionarão das 11h às 21h. As lojas e quiosques abrirão das 12h às 21h, enquanto outras operações funcionarão das 15h às 21h. A academia abrirá das 8h às 16h. O espaço Alpendre funcionará das 11h às 23h. O cinema seguirá a programação em cartaz.

No Midway Mall, a praça de alimentação e lazer abrirá das 11h às 21h. As lojas âncoras funcionarão das 13h às 21h. As demais lojas e quiosques abrirão das 14h às 20h. O cinema operará conforme programação. O supermercado Pão de Açúcar funcionará das 7h às 22h. A academia abrirá das 8h às 12h.

No Praia Shopping, a praça de alimentação funcionará a partir das 11h. As demais lojas abrirão das 14h às 20h.

No Shopping Cidade Jardim, a alimentação funcionará a partir das 12h. Lojas e quiosques abrirão das 14h às 20h.

No Shopping Cidade Verde, as lojas funcionarão das 15h às 20h. A praça de alimentação abrirá das 12h às 21h.

No Partage Norte Shopping, a praça de alimentação e lazer funcionará das 11h às 22h. As lojas e quiosques abrirão das 15h às 21h. As lojas âncoras e megalojas funcionarão das 13h às 21h. O supermercado abrirá das 7h às 21h. A academia funcionará das 8h às 17h. O cinema seguirá a programação em cartaz. A lotérica estará fechada.

O Shopping 10 permanecerá fechado durante o feriado.

Os supermercados funcionarão das 7h às 21h. As agências bancárias estarão fechadas na data.

Segundo a CDL Natal, no sábado e no domingo o comércio volta ao funcionamento normal, com expectativa de aumento no fluxo de consumidores por conta das compras relacionadas à Páscoa, especialmente nos segmentos de alimentos e chocolates.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Alta no preço dos ovos chega a 20% com demanda maior no período da quaresma

Alta no preço dos ovos chega a 20% com demanda maior no período da quaresma

Preço dos ovos sobe até 20% com aumento da demanda na quaresma e ajuste na produção

O preço dos ovos registrou aumento no Brasil a partir de fevereiro e segue em alta no mês de março, com variação de até 20% em relação ao período anterior. O movimento ocorre em meio ao aumento da demanda durante a quaresma.

De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização foi observada em todas as regiões analisadas. Na média parcial de março, o ovo tipo extra branco apresentou uma das maiores altas do mercado.

Demanda cresce durante a quaresma e impacta preços

O aumento no preço dos ovos está relacionado ao crescimento da procura no período da quaresma, quando parte da população reduz o consumo de carne vermelha e busca outras fontes de proteína.

Segundo a pesquisadora do Cepea, Claudia Scarpeli, o comportamento é recorrente neste período do ano. Ela afirma que o aumento da demanda também coincide com a retomada da rotina após as férias e com o retorno das aulas.

De acordo com a pesquisadora, esses fatores contribuem para a elevação do consumo de alimentos considerados básicos, como os ovos.

Historicamente, a procura tende a crescer nas semanas que antecedem a Páscoa, especialmente no varejo. Nesse período, consumidores substituem outras proteínas por alternativas com menor custo.

Produção ajustada influencia oferta no mercado

Enquanto a demanda aumenta, a oferta de ovos passa por ajustes. No início do ano, o mercado registrou preços mais baixos, com a caixa contendo 30 dúzias sendo comercializada a cerca de R$ 89 em janeiro.

Diante desse cenário, produtores reduziram o ritmo de produção para evitar excesso de oferta.

Segundo o Cepea, o setor apresenta sensibilidade ao equilíbrio entre oferta e demanda. Quando há grande volume disponível, os preços tendem a recuar, levando os produtores a ajustarem a produção ao longo do ano.

Custos de produção seguem no radar do setor

Mesmo com a recuperação dos preços, os custos de produção continuam sendo monitorados pelos produtores.

A alimentação das aves, baseada principalmente em milho e farelo de soja, representa a maior parte das despesas. Além disso, há custos relacionados à embalagem e à logística.

O Cepea também acompanha possíveis impactos de fatores externos, como tensões internacionais, que podem influenciar o custo do frete e dos insumos.

Produção e consumo registram crescimento no país

Dados recentes apontam que o Brasil registrou produção de 4,95 bilhões de dúzias de ovos em 2025, o que representa crescimento de 5,7% em relação ao ano anterior.

O consumo também apresentou aumento, atingindo média de 288 ovos por habitante no país.

Segundo o Cepea, o comportamento do mercado ao longo do restante do ano dependerá do equilíbrio entre produção e consumo. Após o período da quaresma, o setor costuma passar por ajustes.

Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

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Preço dos medicamentos terá reajuste a partir desta quarta-feira (1°)

Preço dos medicamentos terá reajuste a partir desta quarta-feira (1°)

CMED define índices de aumento para remédios em 2026; veja as taxas

O mercado farmacêutico brasileiro passará por uma atualização de preços a partir desta quarta-feira, 1º de abril. A Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos (Cmed) estabeleceu que o reajuste anual variará entre 1,13% e 3,81%. O aumento médio projetado pelo órgão regulador é de 1,95%. Este índice situa-se abaixo da inflação oficial acumulada nos últimos 12 meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registrou 3,81% no período.

A aplicação dos novos valores depende da validação formal do governo federal. É importante ressaltar que, após a entrada em vigor dos índices, a alteração nos preços praticados ao consumidor final não ocorre de forma automática ou imediata nos pontos de venda.

Categorias de medicamentos e percentuais de aumento

A variação do reajuste é segmentada conforme o nível de concorrência dos produtos no mercado nacional. Estimativas elaboradas por entidades do setor e sindicatos da categoria indicam a seguinte divisão para a aplicação das altas:

Nível 1 (Alta concorrência): Medicamentos com maior oferta de fabricantes poderão ter elevação de até 3,81%.
Nível 2 (Concorrência média): Produtos classificados como intermediários têm autorização para aplicar alta de até 2,47%.
Nível 3 (Baixa concorrência): Remédios com menor número de concorrentes no mercado terão ajuste limitado a 1,13%.

A regulamentação dos preços é uma atribuição da CMED, que utiliza fórmulas baseadas na inflação, produtividade das empresas e custos de insumos para determinar o teto máximo permitido para a indústria.

Exceções à regra de reajuste anual da CMED

Nem todos os produtos farmacêuticos estão sujeitos ao teto definido pela resolução anual. De acordo com os dispositivos da Lei nº 10.742, de 2003, certas categorias possuem liberdade de preço ou regras distintas. Estão isentos deste reajuste obrigatório os medicamentos fitoterápicos, os fármacos homeopáticos e os medicamentos isentos de prescrição médica (MIPs) que apresentem alta concorrência no mercado.

A resolução oficial da CMED, contendo o detalhamento técnico de todos os percentuais e categorias, tem publicação prevista no Diário Oficial da União até esta terça-feira, 31 de março.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Aneel mantém bandeira verde em abril e conta de luz segue sem cobrança extra

Aneel mantém bandeira verde em abril e conta de luz segue sem cobrança extra

Agência manteve a bandeira tarifária verde para o próximo mês; volume de chuvas em março evitou acionamento intenso de usinas termelétricas

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a conta de luz continuará sem cobrança extra em abril. A agência manteve a bandeira tarifária verde para o próximo mês.

Com a decisão, os consumidores brasileiros não vão pagar custos adicionais nas faturas de energia elétrica. A bandeira verde está em vigor desde o início do ano.

O volume de chuvas em março garantiu um nível satisfatório nos reservatórios das usinas hidrelétricas. Esse cenário reflete uma geração favorável de energia no país.

A situação hídrica evita o uso intenso de usinas termelétricas. Essas usinas têm um custo de operação mais alto, o que encareceria a conta para o consumidor final.

O regime de chuvas se manteve em um patamar favorável durante todo o primeiro trimestre. Esse comportamento hidrológico contribuiu para a manutenção da bandeira verde desde janeiro.

A Aneel reforçou o pedido para o consumo responsável por parte da população. A agência afirma que a economia evita desperdícios e ajuda na sustentabilidade do setor elétrico brasileiro.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Governo do Estado decide seguir proposta federal e concede subsídio para diesel importado

Governo do Estado decide seguir proposta federal e concede subsídio para diesel importado

Medida visa conter impacto do diesel sobre preços de alimentos e fretes

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte decidiu aderir à proposta do Governo Federal que prevê a subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado. Do valor total, R$ 0,60 serão arcados pela União e a outra metade pelos estados.

A determinação da governadora Fátima Bezerra ocorreu na tarde desta sexta-feira (27), logo após a reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A maioria dos estados decidiu aderir à medida, que terá duração de dois meses.

Governo do RN segue maioria dos estados e aprova subvenção em reunião do Confaz

A decisão foi tomada no âmbito do Confaz, foro que reúne os secretários de Fazenda de todos os estados e do Distrito Federal para deliberar sobre questões tributárias e políticas fiscais.

Com a adesão, o Rio Grande do Norte se alinha à estratégia do governo federal para minimizar os efeitos da alta dos combustíveis no mercado interno. A subvenção temporária busca evitar repasses expressivos ao consumidor final.

Medida visa conter impacto do diesel sobre preços de alimentos e fretes

A subvenção ao diesel importado tem como objetivo conter a pressão sobre o preço do combustível ao consumidor e os efeitos dessa elevação também no custo final de outros produtos e serviços que dependem do diesel, como os alimentos, impactados pelo custo de produção e frete.

Os estados aguardam agora a publicação da Medida Provisória do Governo Federal com todas as regras para a implementação da subvenção. A MP também prevê a atuação dos órgãos de controle para garantir que o benefício chegue de fato à sociedade.

Governadora destaca sensibilidade do governo federal na construção da proposta

A governadora Fátima Bezerra avaliou positivamente a construção da proposta em conjunto com o governo federal e os demais estados.

“Uma decisão técnica muito importante, e aqui cabe destacar a sensibilidade do governo federal quanto ao tema, ao discutir com os estados e obter uma alternativa viável. E, claro, temos total interesse em contribuir para que os efeitos desse cenário internacional alheio à nossa vontade sejam minimizados à nossa população”, disse a governadora.

Secretário da Fazenda ressalta debate técnico no foro adequado

O secretário de Estado da Fazenda, Cadu Xavier, destacou que a discussão ocorreu no foro adequado, o Confaz, sem que qualquer decisão fosse tomada de forma unilateral.

Xavier ressaltou o papel técnico da discussão entre o Governo Federal e os estados no âmbito do conselho, garantindo que a construção da proposta levou em consideração as necessidades das unidades da federação.

A subvenção terá validade de dois meses a partir da publicação da Medida Provisória, que definirá as regras operacionais para que os estados possam implementar o subsídio e garantir a transparência na aplicação dos recursos.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Governo do RN deve R$ 363 milhões em consignados e servidores sofrem cobranças indevidas de bancos

Governo do RN deve R$ 363 milhões em consignados e servidores sofrem cobranças indevidas de bancos

Sindicatos acionaram Ministério Público e Tribunal de Contas; servidores relatam restrição de crédito e notificações de cartório mesmo com descontos em folha

A confirmação do Governo do Rio Grande do Norte sobre um passivo acumulado de R$ 363,3 milhões em consignados não repassados a instituições financeiras gerou alerta entre sindicatos que representam servidores públicos estaduais. A situação tem provocado impactos diretos na vida financeira dos trabalhadores, incluindo descontos duplicados, cobranças indevidas e restrição de crédito.

Estado se apropria de recursos privados, dizem entidades

De acordo com sindicatos ouvidos, a ausência de repasse dos valores descontados diretamente na folha de pagamento dos servidores representa uma apropriação indevida de recursos que pertencem aos trabalhadores. A prática tem gerado prejuízos de ordem moral e material, além de colocar os servidores em uma situação de angústia diante das cobranças realizadas pelas instituições financeiras.

Representantes de entidades sindicais apontam que, diante da falta de repasse por parte do Estado, algumas instituições financeiras têm realizado novas cobranças diretamente nas contas dos servidores. Em alguns casos, trabalhadores relatam a ocorrência de duplo desconto: o valor é retido pelo governo para suposto repasse ao banco, mas não é efetivamente transferido, enquanto a instituição financeira cobra novamente o mesmo débito.

A avaliação de uma das entidades é que a gestão estadual tem utilizado recursos privados dos servidores para manter compromissos fiscais, transferindo aos trabalhadores o ônus da inadimplência do Estado perante os bancos.

Servidores enfrentam cobranças e restrição de crédito

Mesmo entre servidores que têm as parcelas descontadas regularmente em folha, há relatos de dificuldades para renovar empréstimos ou acessar novas linhas de crédito. As cobranças chegam por e-mail, ligações telefônicas e cartas de cartório, com notificações que ameaçam a negativação do nome dos servidores que, na prática, seguem honrando mensalmente os compromissos assumidos.

Uma servidora aposentada, moradora do município de Equador, relatou que seu nome foi incluído no Serasa em virtude dos débitos acumulados pelo Governo. Os empréstimos foram realizados no segundo semestre de 2025 e os descontos ocorrem mensalmente na folha de pagamento. Desde novembro do ano passado, no entanto, ela passou a receber notificações de cartório referentes a um dos empréstimos, mesmo com os descontos sendo aplicados regularmente.

Em outra instituição financeira, a mesma servidora já não consegue acessar quaisquer linhas de crédito, ficando impedida de realizar novas operações financeiras em razão da dívida atribuída ao Estado.

Uma servidora aposentada da educação, de 62 anos, compartilhou situação semelhante. Ela relatou uma rotina de cobranças constantes relativas a um consignado feito há dois anos, cujos descontos deveriam estar na fase final de pagamento. Mensagens enviadas pelo banco por e-mail e WhatsApp apontam contas em atraso, embora os valores sigam sendo descontados mensalmente do contracheque.

Além do desconforto gerado pelas cobranças, a servidora destacou a impossibilidade de realizar novos empréstimos consignados ou renegociar o contrato existente, o que comprometeu sua organização financeira.

Sindicatos acionam órgãos de controle

Diante do cenário, entidades sindicais formalizaram denúncias ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN). O objetivo é buscar a responsabilização do Estado e a adoção de medidas que obriguem o governo a regularizar os repasses às instituições financeiras, interrompendo os prejuízos sofridos pelos servidores.

Uma das entidades que representa trabalhadores da saúde apontou que o problema atinge especialmente servidores com salários mais baixos, que recorrem ao consignado por necessidade diante de rendimentos insuficientes. Muitos acumulam vínculos e realizam plantões extras para garantir a subsistência.

A entidade informou que seu setor jurídico está elaborando uma ação coletiva, aprovada em assembleia de aposentados, para pedir a regularização dos repasses e a reabertura de novas linhas de crédito. A iniciativa busca reparar os danos causados pela ausência de repasses e garantir que os servidores não continuem arcando com as consequências da inadimplência do Estado.

Passivo de R$ 363 milhões

O débito acumulado de R$ 363,3 milhões em consignados não repassados foi confirmado pelo próprio Governo do Estado. O valor refere-se a descontos já realizados nas folhas de pagamento dos servidores públicos estaduais que não foram efetivamente transferidos às instituições financeiras credoras, gerando a cadeia de cobranças e restrições enfrentada pelos trabalhadores.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN/Ilustração

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CEI da Energia Solar realiza primeira reunião na Câmara de Natal

CEI da Energia Solar realiza primeira reunião na Câmara de Natal

O primeiro encontro da CEI trouxe um relatório preliminar para embasar o encaminhamento dos trabalhos, com dezenas de questionamentos e indícios que apontam falhas que impactam os usuários

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da energia solar, que vai investigar possíveis irregularidades nas cobranças desse sistema de energia no município, especialmente relacionadas aos consumidores que utilizam geração própria, realizou nesta quarta-feira (25) sua primeira reunião. Instalado na Câmara Municipal de Natal, o colegiado é composto pelos vereadores Kleber Fernandes (Republicanos), Pedro Henrique (PP), Daniel Santiago (PP), Herberth Sena (PV) e Daniell Rendall (Republicanos).

O primeiro encontro da CEI trouxe um relatório preliminar para embasar o encaminhamento dos trabalhos, com dezenas de questionamentos e indícios que apontam falhas que impactam os usuários. O presidente da Comissão, vereador Kleber Fernandes, informou que durante as atividades poderão ser convocadas ou convidadas pessoas e instituições, como a Neoenergia, subsidiária da Iberdrola, que controla a Cosern no Rio Grande do Norte.

“A reunião de hoje serviu para apresentar e aprovar um documento que constitui um levantamento de incongruências na Neoenergia, incluindo desincronização de dados, falta de transparência nas faturas, insegurança jurídica e hostilidade aos investimentos em energia solar. A Comissão irá investigar a situação, ouvir consumidores, empresas e entidades, a fim de produzir um parecer consistente para a sociedade e o Ministério Público”, disse Kleber.

De acordo com o vereador Pedro Henrique, vice-presidente da Comissão, o Legislativo natalense responde às preocupações da sociedade com a investigação. “Criamos um cronograma de ações com foco na proteção do consumidor e contamos com membros experientes para a produção de um debate qualificado. Queremos informações dos envolvidos, inclusive sobre a falta de acesso a dados públicos em tempos de avanços tecnológicos que ajudam a promover transparência”.

Já o vereador Daniel Santiago, relator da CEI, expressou apoio aos usuários de energia solar que estão enfrentando problemas como taxação inesperada, falta de transparência e falhas nos sistemas. “O Parlamento Municipal se propõe a debater essa situação, ouvir as partes envolvidas e buscar soluções. O objetivo é encontrar um consenso que beneficie consumidores e empresas, restaurando a confiança no investimento em energia solar e sustentabilidade”.

Também presente na reunião, a deputada estadual Cristiane Dantas (SDD) apoiou a iniciativa da Câmara de Natal de investigar o aumento das contas de luz. “Este colegiado vai ouvir Defensoria Pública, Ministério Público e outras instituições importantes, pois muitos consumidores investiram na energia solar com a expectativa de economia. Portanto, acompanharemos os desdobramentos desse trabalho e esperamos que a Neoenergia reveja a situação”, concluiu.

Foto: Verônica Macedo

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Banco Central prevê crescimento de 1,6% para o PIB em 2026

Banco Central prevê crescimento de 1,6% para o PIB em 2026

Inflação deve subir até o fim deste ano e voltar a cair até 2028

O Banco Central (BC) manteve em 1,6% a projeção de crescimento da economia em 2026. Em seu Relatório de Política Monetária, divulgado nesta quinta-feira (26), a autarquia destaca, entretanto, que a atual previsão para o Produto Interno Bruto (PIB – soma de todos os bens e serviços finais produzidos pelo país) está sujeita a “maior incerteza” diante dos potenciais efeitos dos conflitos no Oriente Médio.

“Se prolongado [o conflito], seus impactos predominantes, no país e no exterior, devem ser consistentes com um choque negativo de oferta, aumentando a inflação e reduzindo o crescimento, ainda que alguns setores da economia brasileira, especialmente o petrolífero, possam se beneficiar”, diz o relatório do BC.

“Se a distribuição de mercadorias continuar interrompida e a capacidade de produção reduzida na região por muito tempo, o impacto sobre os preços e a atividade pode ser duradouro e significativo”, acrescentou a autarquia.

O dado para o PIB é referente ao primeiro trimestre deste ano, sendo o mesmo valor daquele divulgado no relatório de dezembro. “A estabilidade da projeção de crescimento anual decorre do resultado do quarto trimestre de 2025, próximo ao esperado, e da manutenção da perspectiva de expansão trimestral moderada ao longo de 2026”, diz o relatório.

“Esse cenário é condicionado pela expectativa de política monetária em campo restritivo [juros altos], pelo baixo nível de ociosidade dos fatores de produção, pela perspectiva de desaceleração da economia global e pela ausência do impulso agropecuário observado em 2025”, explicou o BC.

Em 2025, o PIB do Brasil fechou em 2,3%, com expansão em todas as atividades, mas puxado principalmente pela agropecuária.

Segundo a autarquia, o cenário para 2026 incorpora também estimativas dos efeitos de medidas recentes com potencial de sustentar a demanda doméstica, como o aumento real do salário mínimo e a isenção ou o desconto no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil ou R$ 7 mil.

No mesmo sentido, o mercado de trabalho continua aquecido, com queda do desemprego e aumento dos salários.

O relatório do BC apresenta as diretrizes das políticas adotadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para a definição da taxa básica de juros, a Selic, e avalia a evolução recente e as perspectivas da economia, especialmente as projeções de inflação. A Selic é o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle.

De setembro de 2024 a junho de 2025, a Selic foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas cinco reuniões seguintes do Copom. Após esse período prolongado de manutenção da taxa em 15% ao ano, na semana passada, ele foi reduzida para 14,75% ao ano.

Diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.

Inflação

O BC ressalta que a inflação deve subir até o fim de 2026, recomeçando trajetória de queda até o horizonte relevante, mas ainda permanecendo acima da meta. A meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CNM) é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, isto é, de 1,5% a 4,5%.

Segundo a autarquia, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – referência oficial da inflação no país – deve terminar o ano em 3,6%, “em boa medida advinda do aumento dos preços do petróleo”.

A probabilidade de a inflação estourar o teto da meta (4,5%) em 2026 subiu de 23% para 30% neste Relatório de Política Monetária.

De acordo com o documento, a partir do ano que vem, a inflação volta a cair, chegando a 3,1% no último período considerado, referente ao terceiro trimestre de 2028. “No horizonte relevante de política monetária, ou seja, o terceiro trimestre de 2027, a inflação projetada é 3,3%”, diz o BC.

Crédito

A projeção para o crescimento do saldo do crédito ofertado tanto para pessoas físicas quanto para empresas em 2026 aumentou de 8,6% para 9%. O crescimento é puxado principalmente pelo desempenho acima do esperado do crédito livre a pessoas físicas e do direcionado a pessoas jurídicas. As projeções desses segmentos aumentaram 0,5 ponto percentual, para 9,5% e 11,5%, respectivamente.

No crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado ─ com regras definidas pelo governo ─ é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

Apesar do aumento, a projeção atualizada segue indicando desaceleração do crédito pelo segundo ano consecutivo. O saldo do crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN) cresceu 10,3% em 2025, abaixo da variação de 11,5% observada em 2024.

“A desaceleração esperada é consistente com o cenário prospectivo para a atividade econômica doméstica e com os efeitos correntes e defasados da política monetária [de aumento da Selic], em contexto de endividamento e comprometimento de renda elevados”, explicou o BC.

Contas externas

A projeção de déficit em transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países, foi reduzida em relação ao relatório anterior, passando de R$ 60 bilhões para US$ 58 bilhões (2,2% do PIB) em 2026, em função da melhora na projeção do saldo comercial, apoiado em crescimento das exportações superior ao das importações.

A elevação do valor projetado para as exportações vem da combinação de ligeiro aumento do volume esperado e, principalmente, da perspectiva de preços mais altos. Segundo o BC, a principal mudança em relação ao relatório de dezembro vem da alta dos preços de combustíveis como resultado do conflito no Oriente Médio, com impacto na projeção de exportação de petróleo.

Esse déficit externo estará financiado por capitais de longo prazo, principalmente pelos investimentos diretos no país (IDP), que têm projeção do fluxo líquido de entrada de US$ 70 bilhões (2,7% do PIB).

Por outro lado, o conflito no Oriente Médio eleva os riscos e a incerteza com a redução do fluxo comercial no Estreito de Ormuz, com possíveis repercussões no comércio internacional, nas cadeias de produção e nas condições financeiras globais.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Lula diz que governo apresentará solução para famílias endividadas

Lula diz que governo apresentará solução para famílias endividadas

Instrução foi dada pelo presidente ao novo ministro da Fazenda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quinta-feira (26), ter demandado ao novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que apresente soluções para o endividamento das famílias brasileiras. Segundo o presidente, essa solução precisa vir acompanhada de campanhas voltadas à educação financeira das pessoas, para que melhor planejem seus orçamentos.

Em visita à unidade industrial da montadora Caoa, em Anápolis (GO), Lula disse que, apesar de a economia do país estar bem, há ainda um problema a ser resolvido: “temos a sociedade brasileira um pouco endividada”.

De acordo com o presidente, algumas dívidas podem ser consideradas boas, como é o caso das que são adquiridas para a formação de patrimônio, como imóveis; ou que garantam qualidade de vida, como a aquisição de automóveis ou aparelhos domésticos.

O problema, segundo ele, é quando a dívida ou a prestação ficam maiores do que o que sobra de dinheiro no final do mês.

“Aí, a gente fica zangado e culpa quem? Culpa o governo. O mundo é assim. A gente culpa o governo por tudo que dá errado. Eu sei que, na cabeça das pessoas, funciona assim”, disse o presidente.

“Por isso, eu pedi ao ministro da Fazenda para a gente resolver o problema da dívida das pessoas”, acrescentou.

Busca por uma solução

Lula disse não querer que as pessoas deixem de se endividar “para ter uma coisa nova da vida”.

“O que nós queremos é ver como é que a gente faz para facilitar o pagamento daquilo que as pessoas devem, e como é que a gente pode começar a ensinar as pessoas a administrar o salário”, disse, ao falar também sobre os riscos de comprometer o orçamento futuro por meio do uso exagerado do cartão de crédito.

“Por isso o Dario Durigan está com a função de apresentar essa solução”, acrescentou.

Momento raro

Durigan assumiu o cargo de ministro da Fazenda após a saída de Fernando Haddad, que vai disputar as próximas eleições. Segundo o novo ministro, o país passa por um “momento raro”.

“Não é senso comum nem algo básico que um país cresça e se desenvolva gerando emprego; que tire as pessoas do Mapa da Fome e, ao mesmo tempo, mantenha a inflação sob controle. Estamos vivendo um momento raro”, disse o ministro.

Ele lembrou que o atual governo foi o que mais fez concessões na área de infraestrutura; e o que mais apostou no desenvolvimento do país.

“Ao mesmo tempo, foi o que mais passou recursos a estados e municípios. Isso também não é comum. É raro e mostra que nosso compromisso é com todos: com o meio ambiente, com o agronegócio, com a indústria, com a economia e com a democracia. Mais que tudo isso, nosso compromisso é para que o nosso povo viva com qualidade de vida.”

Produtividade e inovação

Segundo ele, um dos desafios a ser enfrentado pelo ministério é aumentar a produtividade e a inovação no país. Algo que, na avaliação do governo, abrange uma melhor formação de trabalhadores e, também, a redução da escala 6 por 1, que dará, aos brasileiros, o direito a folgar dois dias por semana.

Ainda nesse contexto, ele destacou os benefícios que a reforma tributária trarão para a produção no país, uma vez que dará mais eficiência e racionalidade ao pagamento de tributos.

“No ano que vem, vamos ganhar — e muito — em racionalidade, eficiência e celeridade na nossa economia. Isso aumenta a produtividade, com cada um de nós trabalhando melhor. Não necessariamente mais tempo, mas, no tempo de trabalho que a gente tem, com a gente entregando todo o nosso potencial”, argumentou.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Da Agência Brasil

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Preço da gasolina estabiliza após quatro semanas de alta em refinaria de Guamaré, mas diesel aumenta R$ 2,34

Preço da gasolina estabiliza após quatro semanas de alta em refinaria de Guamaré, mas diesel aumenta R$ 2,34

Diesel segue em alta pela quinta semana consecutiva

O preço da gasolina vendida às distribuidoras pela Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, permaneceu estável na atualização divulgada nesta quinta-feira (26) pela Brava Energia. A estabilização ocorre após quatro semanas consecutivas de aumentos no combustível.

Enquanto a gasolina interrompeu a sequência de altas, o diesel A S500 registrou nova elevação. O preço do combustível aumentou pela quinta semana seguida, acumulando R$ 2,34 de alta no período.

De acordo com a tabela divulgada, o diesel passou de R$ 3,28 em 19 de fevereiro para R$ 5,62 nesta quinta-feira (26). Na última semana, o aumento foi de R$ 0,10.

Gasolina acumulou R$ 1,31 de alta desde fevereiro

A Gasolina A, que teve seu preço iniciado em R$ 2,51 no dia 19 de fevereiro, saltou para R$ 3,82 na última semana e manteve o valor na atualização desta quinta-feira. A alta acumulada no período foi de R$ 1,31.

Confira a evolução dos preços nas últimas semanas:

Gasolina A (EXA)

  • 19/02 – R$ 2,51
  • 26/02 – R$ 2,59 (+ R$ 0,08)
  • 05/03 – R$ 2,89 (+ R$ 0,30)
  • 12/03 – R$ 3,19 (+ R$ 0,30)
  • 19/03 – R$ 3,82 (+ R$ 0,63)
  • 26/03 – R$ 3,82

Diesel A S500 (EXA)

  • 19/02 – R$ 3,28
  • 26/02 – R$ 3,32 (+ R$ 0,04)
  • 05/03 – R$ 4,07 (+ R$ 0,75)
  • 12/03 – R$ 5,07 (+ R$ 1,00)
  • 19/03 – R$ 5,52 (+ R$ 0,45)
  • 26/03 – R$ 5,62 (+ R$ 0,10)

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Páscoa 2026 deve impulsionar fluxo no varejo físico

Páscoa 2026 deve impulsionar fluxo no varejo físico

Pesquisa aponta 95% dos consumidores farão compras da data em lojas físicas; com foco em experiência, Natal Shopping aproveita celebração para atrair e encantar clientes

Páscoa 2026 deve impulsionar fluxo no varejo físico

A Páscoa de 2026 deve movimentar de forma significativa o varejo em todo o país. De acordo com levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, cerca de 106,8 milhões de consumidores devem ir às compras, com 65% dos brasileiros declarando intenção de consumir na data. O número representa um aumento nominal de 4,2 milhões de pessoas em relação ao ano passado.

Segundo o estudo, os ovos de chocolate industrializados lideram a preferência (56%), seguidos por bombons (50%) e barras (39%). Outro dado que chama atenção é o ticket médio estimado em R$253, com a aquisição de aproximadamente cinco itens por consumidor, indicando uma cesta de compras mais diversificada. Filhos (54%), mães (36%) e cônjuges (35%) estão entre os principais escolhidos para receber as sobremesas, enquanto a ideia de presentear a si mesmo já atinge 33% dos consumidores.

Páscoa 2026 deve impulsionar fluxo no varejo físico
Páscoa 2026 deve impulsionar fluxo no varejo físico

O cenário reforça a relevância da Páscoa para o varejo físico, que segue como principal canal de compras para 95% dos consumidores. Nesse contexto, no cenário local, o Natal Shopping se posiciona como um dos destinos preferidos para o natalense que busca variedade, conveniência e experiência em um único espaço.

Em parceria com a Americanas para a Páscoa 2026, o empreendimento oferece opções presenteáveis de grandes marcas de chocolates e também opções de lazer e entretenimento, cada vez mais valorizadas pelo público. Uma das atividades mais procuradas é a Toca do Coelho com a presença do protagonista – Ameriquinho, mascote da Americanas – e da elefanta Naty, mascote do shopping, prontos para interagir e tirar fotos com os visitantes. 

Além disso, oficinas artísticas também são uma atração à parte, com pintura e personalização de bolsas nos dias 28 de março e 04 de abril. Para aproveitar, basta resgatar o cupom no aplicativo do empreendimento para um dos horários disponíveis.

“A Páscoa é um período em que o consumidor busca mais do que a compra em si. Existe um apelo emocional e afetivo muito forte, e o shopping se torna um espaço que vai além da escolha cuidadosa dos presentes, mas onde pode se ter momentos de convivência e lazer”, destaca Felipe Furtado, superintendente do Natal Shopping.

Para a Americanas, a parceria com o Natal Shopping é uma oportunidade de ampliar a experiência dos clientes, especialmente em datas como a Páscoa. “Nosso objetivo é levar ao público interações que combinam entretenimento, conveniência e um sortimento ainda mais completo que vão além da compra e aproximam as famílias da nossa marca”, explica Aline Valiante, Head de Marketing da Americanas.

De acordo com a pesquisa da CNDL, 45% dos consumidores devem concentrar suas compras na semana da Páscoa, apesar de 82% afirmarem que pretendem pesquisar preços com antecedência. A internet aparece como aliada nesse processo para 62% dos brasileiros, mas apenas 25% devem finalizar a compra no ambiente digital, reforçando a força das lojas físicas na data.

SERVIÇO

O que: Coelho da Páscoa e Naty na Toca do Coelho
Onde: Piso L2, próximo à escada rolante do Cinépolis
Quando: 
28 e 29/3 – 18h às 19h
26 e 27/3 – 16h às 19h
02 e 03/4 – 16h às 19h
04/4 – 18h às 19h

Acesso gratuito, mediante resgate de cupom no aplicativo do Natal Shopping

Foto: Divulgação

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Governo do RN admite atraso de R$ 363 milhões em repasses de consignados a bancos

Governo do RN admite atraso de R$ 363 milhões em repasses de consignados a bancos

Secretário da Fazenda prestou esclarecimentos à Assembleia Legislativa e atribuiu problema à frustração de receitas; deputados cobraram plano concreto e criticaram descumprimento de prazo acordado em 2025

A Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizou, nesta quarta-feira (26), a primeira reunião de 2026 para tratar dos atrasos nos repasses de consignados a instituições financeiras. Convocado para prestar esclarecimentos, o secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, admitiu a existência do passivo e apresentou um documento detalhando a situação.

De acordo com o ofício entregue aos deputados, o valor total pendente de repasse às instituições financeiras soma R$ 363,3 milhões, referentes ao período de maio de 2023 a março de 2026. A reunião ocorreu em meio a cobranças de parlamentares por transparência e definição de um cronograma efetivo de regularização.

Frustração de receitas é apontada como causa

Durante sua fala, o secretário atribuiu os atrasos à frustração de receitas registrada em 2025, que chegou a R$ 474,5 milhões, impactando principalmente arrecadações de ICMS, IRRF e IPVA. Segundo ele, diante do cenário, o governo priorizou o pagamento integral da folha salarial e outras obrigações constitucionais.

“Não é a situação ideal, mas a gestão pública exige escolhas. A prioridade foi honrar os salários dos servidores e os repasses obrigatórios”, afirmou Carlos Eduardo Xavier.

O secretário também destacou que não há registro de negativação de servidores em órgãos de crédito em decorrência dos atrasos, uma vez que os valores continuam sendo descontados regularmente em folha. Segundo ele, eventuais encargos decorrentes do atraso são de responsabilidade do Estado, não dos servidores.

Deputados cobram plano concreto e criticam descumprimento de prazo

Durante o debate, o deputado Luiz Eduardo (SDD) relembrou que o problema foi reconhecido pelo governo ainda em 2025, com compromisso de regularização até dezembro daquele ano, o que não se concretizou. Ele também criticou a falta de transparência por parte de instituições financeiras e informou que o caso foi levado ao Tribunal de Contas e ao Banco Central, que já iniciou auditoria sobre a situação.

“Houve um compromisso público de regularização que não foi cumprido, e isso precisa ser esclarecido com transparência”, afirmou.

O parlamentar questionou ainda quem arcaria com eventuais prejuízos aos servidores. Em resposta, o secretário reafirmou que “não há cobrança adicional de juros para os servidores” e que o governo negocia a redução ou remissão de encargos junto às instituições financeiras.

Já o deputado Gustavo Carvalho (PL) cobrou mais clareza sobre a condução do tema e defendeu que a Assembleia do RN acompanhe de forma rigorosa a situação. “Estamos tratando de recursos descontados diretamente dos servidores. É preciso garantir que haja responsabilidade e transparência nesse processo”, declarou.

Prazo para quitação do passivo gera preocupação

O deputado Adjuto Dias (MDB) demonstrou preocupação com o prazo apresentado pelo governo para quitação do passivo, previsto para o final de 2026. Ele questionou a viabilidade do cronograma diante do histórico recente de atrasos e cobrou garantias concretas de cumprimento.

Em resposta, o secretário afirmou que o Estado trabalha com um plano de amortização gradual, que prevê o pagamento das parcelas correntes acrescido de valores adicionais mensais, com o objetivo de regularizar a situação ao longo deste ano.

Outro ponto levantado foi a base legal para a retenção temporária dos valores. O documento apresentado pelo governo informa que os contratos são regidos por convênios e decretos estaduais, que estabelecem prazo de até 40 dias para o repasse após o pagamento da folha.

Requerimento por contratos é aprovado

Ainda durante a reunião, o deputado Luiz Eduardo (SDD) apresentou requerimento verbal solicitando o envio dos contratos firmados entre o Governo do Estado e as instituições financeiras. O pedido foi aprovado pelos membros da comissão.

Também participaram da reunião os deputados Gustavo Carvalho (PL), Francisco do PT, Dr. Bernardo (PSDB), Ivanilson Oliveira (União Brasil), Ubaldo Fernandes (PSDB) e Neilton Diógenes (PP), além de representantes do governo estadual, como a controladora-geral Luciana Daltro e o procurador-geral do Estado, Antenor Roberto.

Foto: João Gilberto

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Procon Natal aponta alta de até 31,68% nos preços dos ovos de chocolate em 2026

Procon Natal aponta alta de até 31,68% nos preços dos ovos de chocolate em 2026

Levantamento mostra variação superior a 40% para um mesmo produto entre diferentes estabelecimentos da capital; órgão orienta consumidores a pesquisar antes de comprar

Uma pesquisa realizada pelo Procon Natal identificou aumento de até 31,68% nos preços dos ovos de chocolate em comparação com 2025. O percentual está bem acima da inflação oficial do período, que ficou em 4,26%. O levantamento foi feito entre os dias 9 e 20 de março em estabelecimentos da capital potiguar.

De acordo com o órgão, além da alta registrada, há grande variação de preços para um mesmo produto, que pode ultrapassar 40% entre diferentes lojas. O cenário, segundo o Procon, reforça a importância de pesquisar antes de comprar, especialmente em um período de maior demanda com a proximidade da Páscoa.

Variação superior a 40% para o mesmo produto

A pesquisa analisou 40 tipos de ovos de chocolate de marcas tradicionais, com diferentes gramaturas, além de caixas de bombons. Ao todo, 24 estabelecimentos foram visitados, entre supermercados, atacarejos e lojas especializadas.

Um dos exemplos apontados foi o ovo Garoto Negresco 240 g, encontrado por preços que variaram de R$ 52,99 a R$ 72,99 — diferença de 37,74%. Já produtos maiores, como o Diamante Negro Laka 500 g e o Lacta Favorito 560 g, chegaram a custar R$ 149, embora também tenham sido encontrados por valores menores.

Os ovos acompanhados de brinquedos também apresentaram variações expressivas. O modelo Lacta Hot Wheels, por exemplo, teve preços entre R$ 84,99 e R$ 119,99, uma diferença superior a 40%.

Aumento no preço médio por 100 gramas

O levantamento também mostrou que o preço médio do chocolate subiu, passando de R$ 23,62 para R$ 27,13 a cada 100 gramas. Segundo o Procon, fatores como o aumento do custo do cacau, a variação cambial, problemas climáticos nas regiões produtoras e a redução da produção nacional — que caiu mais de 20% em 2026, de acordo com a indústria — contribuíram para a elevação dos preços.

Orientações do Procon Natal para o consumidor

Diante do cenário, o Procon Natal orienta que os consumidores adotem algumas medidas antes de efetuar a compra:

  • Pesquisem preços em diferentes estabelecimentos
  • Verifiquem o prazo de validade dos produtos
  • Observem o peso líquido indicado na embalagem
  • Verifiquem as condições da embalagem, sem avarias ou violações

No caso de produtos com brinquedos, o órgão recomenda que os consumidores observem o selo do Inmetro e a indicação de faixa etária adequada.

O Procon também sugere alternativas para economizar, como optar por caixas de bombons, ovos artesanais ou utilizar aplicativos de comparação de preços. Em caso de divergência entre o valor anunciado e o cobrado no caixa, o consumidor tem direito de pagar o menor preço.

A pesquisa completa está disponível no site oficial do Procon Natal. Denúncias podem ser feitas pelo e-mail do órgão ou presencialmente na sede, localizada na Cidade Alta.

Foto: Alessandro Marques – Procon Natal

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Senac RN prorroga inscrições para vagas gratuitas em cursos presenciais e a distância

Senac RN prorroga inscrições para vagas gratuitas em cursos presenciais e a distância

Novo prazo segue até quinta-feira (26) e resultado será divulgado no dia 27 de março

O Senac RN prorrogou até quinta-feira (26) o prazo de inscrições para vagas gratuitas em cursos de qualificação profissional e técnicos, na modalidade presencial e também à distância. O resultado final das inscrições será divulgado no dia 27 de março, no site www.rn.senac.br.

Para participar, é necessário ter Ensino Médio completo para cursos técnicos, ou estar cursando para cursos de qualificação, além de atender aos demais requisitos previstos no edital.

Os candidatos aprovados para cursos presenciais deverão realizar a matrícula entre os dias 27 de março e 1º de abril, diretamente na unidade do Senac onde ocorrerá o curso, mediante apresentação dos documentos exigidos no edital. Para os cursos EAD, o aluno inicia a formação assim que a inscrição for aprovada.

As aulas presenciais serão realizadas nas unidades do Senac RN em Natal (Alecrim, Centro, Barreira Roxa, Zona Norte e Zona Sul), Assú, Caicó e Mossoró, fortalecendo a oferta de capacitação profissional em diferentes regiões do estado.

Todas as informações podem ser consultadas no site do Senac RN em www.rn.senac.br

Serviço

Vagas gratuitas – Cursos Senac

  • Inscrições: até 26 de março
  • Resultado: 27 de março
  • Matrículas (cursos presenciais): 27 de março a 4º de abril
  • Inscrições e edital: www.rn.senac.br

Foto: Divulgação

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Vagas para o RN: Projeto gratuito de aceleração e capacitação abre inscrições para microempreendedores do Norte e Nordeste

Vagas para o RN: Projeto gratuito de aceleração e capacitação abre inscrições para microempreendedores do Norte e Nordeste

Promovido pela Aliança Empreendedora, as inscrições para o treinamento presencial do ciclo 3 estão abertas até o dia 11 de abril e para o on-line até 17

O Projeto Negócio Raiz, realizado pela Aliança Empreendedora, com apoio da Youth Business International (YBI) e financiamento da Standard Chartered Foundation, está com inscrições abertas para seu terceiro ciclo de capacitação. A iniciativa, voltada para o fortalecimento do ecossistema empreendedor da sociobioeconomia nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, já beneficiou mais de 1.800 microempreendedores e busca ampliar ainda mais seu impacto em 2026.

Com previsão de mobilizar mais de 800 jovens microempreendedores, o novo ciclo vai oferecer capacitação tanto presencial quanto on-line. Das vagas disponíveis, mais de 250 serão destinadas a treinamentos presenciais, que ocorrerão em Manaus (AM), Macapá (AP), São Luís (MA), Caruaru (PE) e Camaragibe (PE), enquanto 650 empreendedores participarão de formações on-line, via WhatsApp, utilizando metodologia exclusiva desenvolvida pela Aliança Empreendedora.

“Apoiamos microempreendedores que são a base da nossa economia, compram e vendem dentro do seu bairro e da cidade, geram empregos e atendem necessidades do público. Assim, movimenta toda economia local e gera desenvolvimento. Além disso, trabalham com o que gostam e, no Negócio Raiz, são negócios que valorizam a cultura e saberes locais, ainda cuidam do contexto ambiental que estão inseridos. Então, capacitar essas pessoas que empreendem é uma forma de fazer com que melhorem a gestão de seus negócios e, consequentemente, levem esse impacto para toda comunidade, gerando mais renda e qualidade de vida, afirma Sidnei Pereira, responsável pelo relacionamento com empreendedores na Aliança Empreendedora.

As inscrições para os treinamentos presenciais estarão abertas entre os dias 26 de fevereiro e 11 de abril, com previsão de início das turmas em 23 de março. Já para os treinamentos on-line, os interessados podem se inscrever entre os dias 9 de março e 17 de abril, com as turmas ocorrendo em abril. As vagas são limitadas e as turmas serão montadas por ordem de inscrição, sendo selecionadas 150 pessoas para uma fase de aceleração que iniciará em junho, com uma live de abertura. Em novembro, cinco empreendedores de destaque vão participar de uma imersão presencial e receberão um investimento financeiro para o negócio.

Quem pode se inscrever?

Podem participar microempreendedores com idade entre 18 e 35 anos que possuam negócios atuantes, preferencialmente ligados à sociobioeconomia. O projeto está aberto para qualquer tipo de empreendimento, sendo que para as turmas on-line é necessário residir em qualquer estado do Norte e Nordeste, enquanto para o treinamento presencial é preciso residir ou ter fácil acesso as cidades de Macapá, São Luís, Manaus, Caruaru e Camaragibe para fazer formação presencial.

Alguns exemplos de negócios sociobioeconômicos incluem a produção ou venda de alimentos regionais como açaí, castanha, cacau e mel, comercialização de polpas com frutas locais, artesanato com matérias-primas naturais como palha, madeira e fibras, cosméticos e biojoias com ingredientes da floresta, turismo de experiência ligado à cultura local e moda sustentável com tecidos ou tingimentos naturais, entre outros.

Os interessados em participar do terceiro ciclo do Negócio Raiz podem se inscrever de acordo com a modalidade desejada: para as turmas presenciais, acesse www.negocioraiz.org.br/presencial, e para a formação on-line, no link www.negocioraiz.org.br.

Projeto já capacitou mais de 1.800 pessoas

Em 2025, o Negócio Raiz capacitou e acelerou microempreendedores que, mesmo atuando na informalidade em alguns casos, demonstraram grande potencial para impulsionar a economia local. Durante o ano, foram realizadas nove turmas de treinamento on-line via WhatsApp, beneficiando 828 participantes. Além disso, nove turmas presenciais sendo seis no Pará, nas cidades de Ananindeua, Belém, Marituba e Moju, e três na Bahia, em Salvador e Sobradinho, envolvendo 250 microempreendedores. Essas turmas contaram com o apoio do Governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria Estratégica de Articulação da Cidadania (SEAC), da Amazon People, da Associação de Canoeiros de Transporte Coletivo de Ilha de Maré, Prefeitura de Sobradinho (BA), além de lideranças locais.

Ao final, o projeto Negócio Raiz selecionou os oito jovens empreendedores de maior destaque para uma imersão em Brasília (DF), no mês de dezembro, e concedeu um capital semente de R$ 3 mil para investimento em seus negócios.

Sobre a Aliança Empreendedora

A Aliança Empreendedora acredita que todos e todas os brasileiros podem empreender de forma digna e justa, e usa o empreendedorismo como forma de transformar o Brasil. Em 20 anos já apoiou mais de 250 mil microempreendedores, recebendo em 2023 o Prêmio de Melhor ONG de Geração de Renda do Brasil. Neste sentido, capacita e apoia gratuitamente microempreendedores formais e informais em comunidades e periferias de todo o país, gerando inclusão e desenvolvimento econômico social, em parceria com empresas, governos, organizações sociais e interessados na causa. Saiba mais em: www.aliancaempreendedora.org.br.

Sobre a YBI

A Youth Business International (YBI) foi originalmente fundada como o braço internacional do The Prince’s Trust (atualmente King’s Trust), criado pelo Rei Charles III. Em 2000, a YBI tornou-se uma organização independente e hoje é a principal referência em empreendedorismo jovem, combinando influência global com expertises locais para apoiar jovens empreendedores ao redor do mundo na criação, expansão e sustentabilidade de seus negócios. Liderando uma rede em constante crescimento, com mais de 60 organizações de apoio ao empreendedorismo em 85 países, a YBI desenvolve e potencializa as soluções mais eficazes para ajudar jovens empreendedores a prosperar – desde o desenvolvimento de habilidades empresariais, incentivo à inovação e fortalecimento de talentos até a viabilização de acesso a mercados e a financiamento. Saiba mais em: https://youthbusiness.org/.

Sobre a Standard Chartered Foundation (SCF)

A Standard Chartered Foundation é uma organização filantrópica estabelecida pelo Standard Chartered em 2019. A fundação está comprometida em enfrentar as desigualdades, promovendo o empoderamento de jovens em situação de vulnerabilidade, especialmente mulheres e pessoas com deficiência. A Fundação define a estratégia e financia programas de empregabilidade e empreendedorismo juvenil nos mercados onde o Standard Chartered atua, apoiando jovens no acesso às habilidades, redes de contato e ao suporte necessários para conquistar trabalho digno e gerar oportunidades de emprego. A Standard Chartered Foundation é uma instituição beneficente registrada na Inglaterra e no País de Gales (número de registro 1184946). Saiba mais em: https://www.sc.com/en/about/investing-in-communities/scfoundation/

Fotos: Adriano Santos/Aliança Empreendedora

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Governo fiscalizou 1,1 mil postos de combustíveis para evitar abusos

Governo fiscalizou 1,1 mil postos de combustíveis para evitar abusos

Esforço é para coibir formação de carteis e crimes contra a economia

O governo federal aumentou a fiscalização sobre postos e distribuidoras de combustíveis para verificar o aumento abusivo de preço aos consumidores e a formação de cartéis em meio ao conflito provocado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Desde 9 de março, a fiscalização feita por meio da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e dos Procons estaduais e municipais percorreu 179 municípios em 25 estados e visitou 1.180 postos – de um universo de 41 mil postos.

Mais de 900 notificações foram aplicadas ao mercado de combustíveis, sendo 125 feitas a empresas distribuidoras.

Segundo o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom) já notificou empresas que correspondem a 70% do mercado de distribuição de combustíveis.

No total, 36 multas e interdições foram aplicadas a distribuidoras e postos.

“Esse ambiente de guerra de excepcionalidade não justifica práticas abusivas que estão sendo constatadas”, disse o ministro se referindo ao conflito no Oriente Médio e à elevação de preço nas bombas de diesel e gasolina.

O preço do barril de petróleo chegou ao pico de US$ 120 e momentos de maior volatilidade e há análises de mercado que não descartam elevações superiores, especialmente por causa da dificuldade de transporte do petróleo no Estreito de Omuz, por onde é comercializada cerca de 25% do volume global da mercadoria.

Lima e Silva também informou que foi assinada uma portaria criando uma força-tarefa para o monitoramento e a fiscalização dos mercados combustíveis “unindo e agregando” o trabalho da Senacon, da Polícia Federal e da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

Segundo ele, a portaria que será publicada no Diário Oficial da União também serve como “reforço normativo” para que outros órgãos dos estados e dos municípios possam participar “com o lastro institucional adequado” no combate ao aumento de preços nas distribuidoras e bombas, formação de cartel de postos e de crimes contra a economia popular.

Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília/Ilustração/Arquivo

Da Agência Brasil

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Setor de combustíveis alerta governo Lula sobre risco de desabastecimento no país

Setor de combustíveis alerta governo Lula sobre risco de desabastecimento no país

Entidades do setor de combustíveis cobram medidas após reajuste da Petrobras

Entidades que representam o setor de combustíveis no Brasil emitiram um alerta direto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (20). Em nota conjunta, as organizações apontaram o risco de desabastecimento no país diante dos impactos da crise internacional do petróleo e cobraram medidas imediatas.

O documento foi assinado por organizações como a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) e o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom). De acordo com o texto, as ações já implementadas pelo governo federal, como a redução de tributos sobre o diesel, não têm sido suficientes para conter a pressão nos preços ao consumidor final.

Segundo as entidades, o problema está relacionado à composição do diesel vendido nos postos. Enquanto as medidas de desoneração incidem sobre o diesel A, o produto comercializado nos postos é o diesel B, que consiste em uma mistura com biodiesel. Essa diferença, conforme o setor, dificulta o repasse integral dos benefícios e mantém o custo elevado para o consumidor.

Reajuste da Petrobras e leilões pressionam mercado

As entidades também destacaram o recente reajuste promovido pela Petrobras, que elevou o preço do diesel puro em R$ 0,38 por litro. O aumento impacta diretamente o valor final nas bombas, segundo o setor.

Além disso, o documento aponta que leilões realizados pela própria estatal têm registrado preços ainda mais altos, o que contribui para pressionar o mercado de combustíveis.

Cenário exige resposta rápida do governo federal

Diante do quadro atual, as entidades reforçaram que a combinação de fatores internacionais, custos internos e a política de preços pode agravar a situação. O setor alertou que esse cenário aumenta o risco de falta de combustível e exige uma resposta rápida do governo federal para evitar o desabastecimento.

Fotos: Pedro Ventura/Agência Brasília / Gabriel Jabur/Agência Brasília

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Lula confirma Dario Durigan na Fazenda, após saída de Haddad

Lula confirma Dario Durigan na Fazenda, após saída de Haddad

Troca ocorre com pré-candidatura de atual ministro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quinta-feira (19) que Dario Durigan será o novo ministro da Fazenda, substituindo Fernando Haddad, que deixará o cargo para disputar as próximas eleições.

O anúncio foi feito durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo, de forma informal, enquanto Lula cumprimentava autoridades presentes.

“Quero cumprimentar o companheiro Dario Durigan. Ele será o substituto do Haddad no Ministério da Fazenda. Pode olhar para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas”, declarou o presidente.

A confirmação ocorreu quando Lula lia a lista de participantes do evento. Ao citar Durigan, pediu que ele se levantasse e o apresentou como futuro titular da equipe econômica.

Durante o discurso, o presidente também fez um balanço do governo e destacou a atuação dos ministros ao longo do mandato.

“Haddad passará para a história como o ministro da Fazenda mais exitoso da história deste país por ter aprovado uma reforma tributária que estava parada há 40 anos”, afirmou Lula.

Saída confirmada

Mais cedo, Haddad confirmou que deixará o comando da pasta após mais de três anos no cargo. Oficialmente, Haddad não anunciou a que cargo concorrerá. Apenas disse que disputará as próximas eleições.

Nas últimas horas no cargo, Haddad classificou o momento de simbólico. “Hoje é um dia especial, um dia que eu estou deixando o Ministério da Fazenda”, disse.

A saída ocorre em meio à expectativa de que o ex-ministro anuncie sua pré-candidatura ao governo paulista na noite desta quinta-feira (19), em evento ao lado de Lula em São Bernardo do Campo.

Balanço econômico

Em seu discurso, Haddad destacou medidas adotadas durante sua gestão, com ênfase na articulação com o Congresso e na cooperação entre União, estados e municípios.

Segundo ele, o chamado pacto federativo foi essencial para os resultados econômicos recentes.

“O apoio do Congresso e a reconstrução do pacto federativo foram fundamentais para corrigir distorções tributárias e permitir crescimento com inclusão.”

O ex-ministro também citou ações como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, a tributação de rendas mais altas e o aumento de investimentos públicos como fatores que contribuíram para a melhora de indicadores econômicos.

Biografia

Atual secretário executivo da Fazenda, Durigan já atuava como principal articulador político da equipe econômica e deve dar continuidade à agenda fiscal do governo. Antes de assumir o posto de número dois do Ministério da Fazenda, em 2023, Durigan atuava no setor privado como responsável por políticas públicas do WhatsApp no Brasil, função exercida dentro da Meta Platforms desde 2020, grupo que também controla Facebook e Instagram.

Formado em Direito pela Universidade de São Paulo e mestre pela Universidade de Brasília, ele construiu carreira no setor público antes da experiência na tecnologia. Entre 2010 e 2011, trabalhou na Advocacia-Geral da União com foco em gestão estratégica. Em seguida, atuou como assessor jurídico na Casa Civil entre 2011 e 2015, durante administrações petistas.

Posteriormente, integrou a equipe de Haddad na Prefeitura de São Paulo como assessor especial, entre 2015 e 2016. Na sequência, exerceu a advocacia na Consultoria Jurídica da União em São Paulo até 2020, consolidando sua atuação na área pública e jurídica.

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Aumento do diesel no RN atinge transporte público e mobiliza caminhoneiros para possível paralisação

Aumento do diesel no RN atinge transporte público e mobiliza caminhoneiros para possível paralisação

Reajustes sucessivos na refinaria Clara Camarão elevam custos e ameaçam circulação de ônibus em Natal e Região Metropolitana

O preço do diesel acumula alta de cerca de 20% no Rio Grande do Norte após dois reajustes aplicados em menos de uma semana pela Refinaria Clara Camarão. A elevação nos valores do combustível já provoca impactos diretos no setor de transportes, com reflexos no sistema de transporte público de passageiros e na atividade dos caminhoneiros autônomos que atuam no estado.

Empresas de ônibus alertam para a possibilidade de cortes de linhas e redução de horários, especialmente em trajetos com menor demanda. A medida, caso concretizada, afetaria principalmente moradores de bairros periféricos de Natal, como regiões da Zona Norte e Zona Sul, além de passageiros de cidades da Região Metropolitana como Parnamirim e São Gonçalo do Amarante.

Paralelamente, caminhoneiros autônomos defendem uma paralisação da categoria em âmbito nacional como forma de pressionar por medidas que contenham a alta do diesel. A decisão sobre o movimento depende de deliberação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), que aguarda o resultado da Assembleia Geral dos Caminhoneiros marcada para quinta-feira (19) na sede do Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (SINDICAM).

Transporte público enfrenta risco de redução na oferta de ônibus

O aumento do diesel representa um impacto significativo na estrutura de custos das empresas de transporte público. De acordo com a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste, o combustível responde pela maior parcela das despesas operacionais do setor. Com a elevação dos preços, as margens das empresas ficam ainda mais apertadas, o que pode levar à suspensão de linhas de menor rentabilidade.

A entidade deve buscar diálogo com o Governo do Rio Grande do Norte para discutir alternativas emergenciais que evitem um colapso no sistema de transporte. Entre as medidas sugeridas estão a concessão de subsídios públicos, a realização de ajustes tarifários e a oferta de apoio financeiro direto às empresas operadoras.

Operadores do sistema já admitem a necessidade de revisar rotas, reduzir a frequência de viagens e priorizar as linhas mais lucrativas. Essa readequação pode resultar em menos ônibus circulando diariamente, dificultando o deslocamento da população que depende do transporte coletivo em Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e demais municípios da região metropolitana.

O setor alerta que, na ausência de intervenção rápida por parte do poder público, a tendência é de redução na oferta de serviços e possível aumento nas tarifas pagas pelos usuários. O cenário evidencia a necessidade de soluções imediatas para garantir a continuidade e a qualidade da mobilidade urbana no estado.

Caminhoneiros autônomos organizam mobilização nacional contra alta do diesel

No segmento do transporte de cargas, os reajustes consecutivos no preço do diesel também geram reação. Caminhoneiros autônomos do Rio Grande do Norte manifestam apoio a uma paralisação da categoria, que está sendo avaliada em âmbito nacional desde a semana passada.

A adesão ao movimento no estado depende do posicionamento da CNTTL, que aguarda a decisão da assembleia geral dos caminhoneiros. A orientação repassada pela Cooperativa de Caminhoneiros Autônomos do Rio Grande do Norte (Coopcam-RN) é que os profissionais locais aguardem a deliberação nacional, embora haja apoio à mobilização entre os autônomos que atuam no estado.

Entre os profissionais, a paralisação é vista como instrumento para pressionar o poder público e as autoridades competentes a adotarem medidas que contenham a escalada nos preços do diesel. O valor dos fretes não tem acompanhado o aumento dos custos operacionais, o que compromete a viabilidade financeira das viagens de longa distância.

Na Central de Abastecimento do Rio Grande do Norte (Ceasa), em Natal, caminhoneiros que realizam transporte de mercadorias de outros estados relatam que o custo adicional com diesel já impacta diretamente o valor dos fretes. O aumento é repassado ao longo da cadeia, chegando ao consumidor final.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas no Estado do Rio Grande do Norte (Sintrocern) avalia que uma eventual adesão à paralisação no estado deve ser limitada. A entidade considera que não há mobilização entre os trabalhadores vinculados ao sindicato e que o movimento tem caráter predominantemente político-partidário. O sindicato acompanhará os desdobramentos da assembleia nacional e, se houver paralisação, deverá analisar a pauta junto ao sindicato patronal.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Rio Grande do Norte (Setcern) informou que não participa da organização de uma greve, mas acompanha as discussões sobre os custos do setor.

Cenário nacional influencia preços no estado

O aumento do diesel no Rio Grande do Norte acompanha uma tendência verificada em todo o país, influenciada por fatores como a alta do petróleo no mercado internacional, a variação do câmbio e a política de preços praticada pela Petrobras. Apesar das tentativas do governo federal de conter os impactos sobre os combustíveis, os reajustes continuam pressionando o dia a dia de empresas e profissionais que dependem do transporte rodoviário.

A refinaria Clara Camarão, responsável pelo fornecimento no estado, aplicou dois aumentos consecutivos em um intervalo de sete dias, elevando o preço do diesel em cerca de 20% no período. O percentual acumulado supera a média nacional e acende alerta nos setores produtivos que têm no combustível um dos principais insumos para suas operações.

A definição sobre a paralisação nacional dos caminhoneiros deve ocorrer nos próximos dias. Caso a greve seja aprovada, o Rio Grande do Norte pode registrar adesão parcial, concentrada principalmente entre os autônomos, segmento mais impactado pela alta dos combustíveis. No transporte público, as empresas aguardam posicionamento do governo estadual sobre as alternativas emergenciais apresentadas pela federação do setor.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo/Ilustração

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Lula atribui aumento dos combustíveis a oportunismo de mercado e governo endurece fiscalização de fretes

Lula atribui aumento dos combustíveis a oportunismo de mercado e governo endurece fiscalização de fretes

Presidente critica agentes que “tiram proveito da desgraça” mesmo com isenções fiscais adotadas pelo governo federal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu o aumento dos combustíveis no país a práticas oportunistas no mercado. Em declaração realizada nesta quarta-feira (18), o chefe do Executivo afirmou que há pessoas “tirando proveito da desgraça” mesmo diante das medidas adotadas pelo governo para conter os preços.

Durante discurso, Lula questionou a alta de combustíveis como o etanol e a gasolina, mesmo com ações como a isenção de PIS/Cofins e a concessão de subsídios pelo governo federal. Para o presidente, não faz sentido que produtos que não dependem diretamente do petróleo tenham registrado elevação de preços, o que levanta críticas ao comportamento de agentes do setor.

Tensões internacionais impactam preço do petróleo no mercado global

O chefe do Executivo também relacionou o cenário de alta dos combustíveis à escalada de tensões internacionais, citando o impacto do conflito envolvendo o Irã. Segundo Lula, a disparada no preço do barril de petróleo no mercado global tem reflexos diretos no Brasil, apesar da distância geográfica do país em relação às zonas de conflito.

Lula ainda criticou as grandes potências mundiais, como Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido, responsabilizando-as pela instabilidade global e pelo impacto econômico indireto em países como o Brasil.

Governo avalia medidas mais duras para fiscalização de fretes

Em meio à pressão de caminhoneiros pela adoção de medidas que contenham a alta dos combustíveis, o governo federal também avalia endurecer a fiscalização no setor de transporte de cargas. O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que empresas que descumprirem regras de frete podem ter o registro suspenso.

A proposta inclui a ampliação da fiscalização eletrônica em parceria com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), com o objetivo de garantir o cumprimento das normas que regulamentam o transporte rodoviário de cargas no país.

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Gasolina e diesel sobem novamente no RN; litro pode chegar a R$ 8 nas bombas

Gasolina e diesel sobem novamente no RN; litro pode chegar a R$ 8 nas bombas

Gasolina tipo A tem aumento de 63 centavos na refinaria

A Brava Energia anunciou um novo reajuste nos preços da gasolina e do diesel comercializados na refinaria Clara Camarão, localizada no município de Guamaré, no Rio Grande do Norte. Os novos valores passam a valer a partir desta quinta-feira (19) e devem impactar diretamente o preço final ao consumidor nos postos de combustível do estado.

De acordo com comunicado enviado pela empresa, a gasolina tipo A — que serve como base para a composição do combustível vendido nos postos — terá aumento de R$ 0,63 por litro. O preço praticado pela refinaria passa dos atuais R$ 3,19 para R$ 3,82.

O reajuste representa uma alta de 19,7% no valor do produto na saída da refinaria Clara Camarão, que é gerida pela Brava Energia e não pela Petrobras. A unidade é responsável pelo abastecimento de parte significativa do mercado potiguar.

Diesel também sofre reajuste nos diferentes tipos

O comunicado da Brava Energia indica ainda reajustes para as diferentes variações do diesel comercializadas na refinaria. O diesel S-500, um dos mais utilizados no transporte de cargas e no abastecimento de veículos leves, terá aumento de R$ 0,45 por litro, passando de R$ 5,07 para R$ 5,52.

Já o diesel marítimo, utilizado embarcações, também sofrerá reajuste. O valor passará dos atuais R$ 5,07 para R$ 5,32 por litro, um acréscimo de R$ 0,25.

Consumidor pode pagar mais de R$ 8 nas bombas

Este é o segundo reajuste consecutivo anunciado pela Brava Energia em um intervalo de uma semana. Na semana passada, a gasolina e o diesel já haviam subido na refinaria Clara Camarão, o que elevou o preço médio nas bombas para mais de R$ 7,60 em diversos postos do Rio Grande do Norte.

Com o novo aumento no valor de refinaria, a expectativa é que o preço final ao consumidor potiguar ultrapasse a barreira dos R$ 8 por litro da gasolina em muitos estabelecimentos. O valor exato, no entanto, dependerá da política de preços de cada revendedor, que inclui ainda custos com distribuição, tributos e margem de lucro.

Refinaria Clara Camarão é gerida pela Brava Energia

A refinaria Clara Camarão, localizada no polo industrial de Guamaré, na região do Mato Grande, é um dos principais polos de processamento de petróleo e gás natural do Rio Grande do Norte. Diferentemente de outras unidades do país, a planta não é operada pela Petrobras, mas sim pela Brava Energia, que possui política própria de preços.

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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União propõe que estados zerem ICMS do diesel com compensação federal de 50%

União propõe que estados zerem ICMS do diesel com compensação federal de 50%

A proposta prevê que a medida tenha caráter estritamente temporário, com validade até o dia 31 de maio de 2026

A União propôs que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre a importação de diesel, como medida para conter a alta dos preços dos combustíveis. Em contrapartida, o governo federal se compromete a compensar 50% da perda de arrecadação dos entes federativos.

A proposta foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião virtual do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), realizada nesta quarta-feira (18). O órgão reúne os secretários estaduais de Fazenda e discute medidas para conter a escalada de preços após o agravamento da guerra no Oriente Médio.

Impacto fiscal pode chegar a R$ 6 bilhões em dois meses

Segundo cálculos da equipe econômica, a zeragem do ICMS pode gerar uma renúncia de receita da ordem de R$ 3 bilhões por mês para os estados. Desse total, R$ 1,5 bilhão seria coberto pelo governo federal por meio de compensações diretas.

A proposta prevê que a medida tenha caráter estritamente temporário, com validade até o dia 31 de maio de 2026. Caso adotada por todo o período, o impacto total pode chegar a R$ 6 bilhões, sendo metade arcada pela União e a outra metade suportada pelos estados como forma de contribuir para o equilíbrio do mercado.

Pressão externa e risco de desabastecimento motivam medida

A iniciativa ocorre em meio à disparada dos preços do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O aumento tem pressionado os custos do diesel no Brasil, que depende de importações para atender cerca de 30% do consumo interno.

Segundo Dario Durigan, o preço do diesel importado tem se descolado do valor praticado no mercado interno, o que pode comprometer o abastecimento em curto prazo caso não haja medidas para equilibrar a equação. “A nossa orientação é fazer isso, caso os estados concordem, porque isso é muito importante para garantir o abastecimento, para discutir essa oferta forte e firme de diesel no País”, declarou o secretário-executivo da Fazenda.

Decisão final depende de governadores em reunião presencial

A decisão final sobre a adoção da medida depende da aprovação dos governadores e deve ser discutida até o próximo dia 27, quando o Confaz realiza reunião presencial em São Paulo. A proposta surge após resistência inicial de estados a novos cortes de ICMS sem compensação financeira adequada.

O governo federal afirmou que não pretende impor a medida de forma unilateral, como ocorreu em 2022, quando o governo anterior reduziu o ICMS dos combustíveis e deixou para a atual gestão compensar, em 2023, os prejuízos dos estados. Durigan destacou a importância do diálogo federativo e da construção de consenso.

“Esses são os melhores esforços que a gente pode fazer dentro da linha que eu dei: responsabilidade fiscal, responsabilidade com a população, responsabilidade regulatória”, completou o secretário-executivo.

Medidas complementares e risco de greve

A proposta de zeragem do ICMS complementa ações já anunciadas pelo governo federal, como a redução de tributos federais incidentes sobre o diesel, entre eles o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), além da concessão de subsídios à produção interna de combustíveis.

Além disso, foi aprovado um acordo entre a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e 21 estados para compartilhamento em tempo real de notas fiscais de combustíveis. O objetivo é reforçar a fiscalização e coibir abusos de preços na ponta final da cadeia. Seis estados — Alagoas, Amazonas, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e São Paulo — pediram mais tempo para avaliar o acordo com a ANP.

O tema ganha urgência diante da possibilidade de uma paralisação nacional de caminhoneiros, motivada pela alta do diesel. O governo tenta evitar impactos no abastecimento e na inflação, cenário semelhante ao observado na greve de 2018. A equipe econômica afirma que as medidas buscam equilibrar responsabilidade fiscal com a necessidade de proteger consumidores e garantir oferta de combustível no país.

Fotos: Pedro Ventura/Agência Brasília

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Câmara de Natal recebe Neoenergia Cosern para esclarecer as mudanças na conta de energia

Câmara de Natal recebe Neoenergia Cosern para esclarecer as mudanças na conta de energia

O presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Eriko Jácome (PP), avaliou como positivo o encontro

Representantes da Neoenergia Cosern foram recebidos na Câmara Municipal de Natal nesta terça-feira (17) para apresentar aos vereadores um panorama da micro e minigeração distribuída (MMGD). Na ocasião, foram esclarecidas dúvidas sobre as mudanças no método de cobrança, que resultaram em aumento nas faturas de energia e reclamações da parte dos consumidores.

O presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Eriko Jácome (PP), avaliou como positivo o encontro. “Tivemos uma explicação técnica da Neoenergia, que trouxe todo o contexto para que possamos entender o problema. A partir de agora, teremos mais condições de debater o assunto”, afirmou.

Segundo a concessionária, cerca de 55 mil unidades consumidoras em Natal possuem sistemas de MMGD. Desse total, aproximadamente metade se conectou após 7 de janeiro de 2023, quando novos sistemas fotovoltaicos instalados passaram a ser enquadrados em um novo regime tarifário, conforme estabelecido pelo Marco Legal da Geração Distribuída (Lei nº 14.300/2022), com a cobrança gradual pelo uso da rede de distribuição.

Outro ponto abordado foi o sistema de rateio por ordem de prioridade, utilizado para a compensação dos créditos de energia excedente gerados pelos consumidores. O modelo havia gerado reclamações, mas, segundo a empresa, o problema foi solucionado por meio de ajustes internos. Além disso, a cobrança do ICMS sobre a energia também sofreu alterações recentes, mas a medida foi suspensa pelo Governo do Estado até o final deste ano.

“Tivemos a oportunidade de esclarecer pontos relevantes da fatura. Os aumentos estão amparados na legislação e a Neoenergia Cosern cumpre integralmente o marco legal da micro e minigeração de energia (Lei 14.300) e a legislação municipal de iluminação pública e do ICMS, cujos valores são repassados integralmente à Prefeitura e ao Governo do Estado”, explicou o superintendente de Operações da Neoenergia Cosern, Julio Giraldi.

O encontro contou ainda com a presença do secretário municipal de Finanças, Marcelo Oliveira, que detalhou sobre a cobrança da Contribuição de Iluminação Pública (CIP), outro fator que impactou as faturas. “A Cosip é cobrada com base no consumo de energia. O que acontecia antes é que, por limitações no sistema, a cobrança era feita após a compensação dos créditos da energia solar, o que reduzia significativamente a arrecadação. Com a atualização, a cobrança passou a considerar o consumo real, antes da compensação”, explicou.

O vereador Fúlvio Saulo (SDD), que conduziu a reunião, classificou o encontro como positivo e informou que o tema voltará a ser debatido na Câmara. “Nossa intenção foi minimizar dúvidas. Vamos ter uma audiência pública na próxima sexta-feira, com participação da sociedade, do Ministério Público, de engenheiros e de empresas do setor. O que percebemos é que houve uma combinação de fatores que resultou nos aumentos, por isso é fundamental ampliar o esclarecimento técnico”, disse.

Fotos: Francisco de Assis

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Lula avalia incluir em plano de governo a volta da Petrobras à distribuição de combustíveis

Antes da privatização da distribuidora da estatal, os valores praticados pela rede eram vistos como referência no mercado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia incluir no plano de governo para as eleições de 2026 a proposta de retorno da Petrobras ao mercado de distribuição de combustíveis. A medida é discutida dentro do governo federal em um contexto de impacto da guerra no Oriente Médio sobre o preço do petróleo e seus reflexos para os consumidores brasileiros.

A avaliação no Palácio do Planalto é que a presença de uma rede ligada à Petrobras poderia aumentar a concorrência entre os postos e ajudar a conter valores considerados elevados ao consumidor final.

Governo discute volta da Petrobras à distribuição para ampliar concorrência

Antes da privatização da distribuidora da estatal, os valores praticados pela rede eram vistos como referência no mercado. Mesmo controlando cerca de um terço da distribuição, a empresa influenciava a formação de preços e ajudava a limitar reajustes mais altos por parte de concorrentes.

A discussão sobre a volta da Petrobras ao setor ocorre em meio a pressões sobre os preços da gasolina e do diesel no Brasil, que sofrem influência direta das variações internacionais do petróleo. Dentro do governo, a avaliação é que ampliar a concorrência pode reduzir distorções e tornar mais rápida a chegada de reduções de preço ao consumidor.

Venda da BR Distribuidora e cláusula de não concorrência até 2029

A antiga BR Distribuidora foi vendida em 2019 e passou a se chamar Vibra Energia. No contrato de venda, foi incluída uma cláusula de não concorrência que impede a Petrobras de criar ou operar uma nova rede de postos que dispute diretamente o mesmo mercado até 2029.

Essa cláusula representa um obstáculo jurídico para a implementação imediata da proposta. Qualquer movimento da estatal no sentido de retornar ao setor de distribuição antes de 2029 precisaria respeitar os termos contratuais estabelecidos na época da privatização.

Governo amplia fiscalização da ANP e cobra repasse de reduções

Desde o início do atual governo, ministros têm reclamado que reduções no preço dos combustíveis feitas pela Petrobras demoram a chegar ao consumidor final. Na última semana, eles se reuniram com executivos do setor para cobrar que os postos repassem rapidamente ao público reduções de impostos e subsídios adotados pelo governo.

Como parte do pacote de medidas para o setor, o governo decidiu ampliar o papel da Agência Nacional do Petróleo (ANP) na fiscalização de possíveis abusos na formação de preços. Os postos deverão adotar sinalização clara sobre reduções de tributos e subsídios aplicados aos combustíveis. O descumprimento das regras pode resultar em multas que chegam a R$ 1 bilhão.

Impacto da guerra no Oriente Médio e preços ao consumidor

A discussão sobre a volta da Petrobras à distribuição ocorre em momento de pressão sobre os preços dos combustíveis no Brasil, influenciados pelo agravamento do conflito no Oriente Médio. O governo busca alternativas para mitigar os impactos das variações internacionais do petróleo sobre a inflação e o bolso dos consumidores.

A proposta de incluir o tema no plano de governo de 2026 indica que a questão deve permanecer em debate nos próximos anos, especialmente considerando as limitações contratuais impostas pela cláusula de não concorrência e os desafios regulatórios do setor.

Fotos: Pedro Ventura/Agência Brasília / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Restituição do Imposto de Renda 2026: Receita divulga datas dos quatro lotes de pagamento

Restituição do Imposto de Renda 2026: Receita divulga datas dos quatro lotes de pagamento

Receita Federal anuncia regras do Imposto de Renda 2026 em entrevista coletiva

A Receita Federal definiu as datas de pagamento dos quatro lotes de restituições do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) referente ao ano-calendário de 2025. O cronograma foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) e prevê o crédito dos valores entre maio e agosto de 2026.

O primeiro lote da restituição do Imposto de Renda 2026 será creditado em 29 de maio. Os demais pagamentos ocorrerão em 30 de junho, 31 de julho e 28 de agosto, totalizando quatro lotes ao longo do período.

Calendário de restituição do IR 2026 tem quatro lotes entre maio e agosto

De acordo com o cronograma divulgado pela Receita Federal, as datas de restituição do Imposto de Renda 2026 ficaram assim estabelecidas:

  • 1º lote: 29 de maio de 2026
  • 2º lote: 30 de junho de 2026
  • 3º lote: 31 de julho de 2026
  • 4º lote: 28 de agosto de 2026

Os contribuintes que entregarem a declaração dentro do prazo e tiverem valores a receber serão incluídos nos lotes de acordo com a ordem de processamento e as prioridades legais.

Prioridade na restituição: declaração pré-preenchida e Pix garantem preferência

Além das prioridades estabelecidas por lei, a Receita Federal definiu critérios adicionais para recebimento antecipado da restituição do Imposto de Renda 2026. Terão preferência os contribuintes que utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição por meio do Pix.

A medida busca incentivar o uso da declaração pré-preenchida, que reduz erros no preenchimento, e do Pix, que agiliza o crédito dos valores na conta do contribuinte. As prioridades legais tradicionais, como idade avançada e deficiência, continuam valendo.

Receita Federal anuncia regras do Imposto de Renda 2026 em entrevista coletiva

A Receita Federal realiza entrevista coletiva nesta segunda-feira (16) às 10h para anunciar as novas regras do Imposto de Renda 2026. A entrevista contará com a participação do secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, que detalhará as mudanças e orientações para a declaração deste ano.

Na ocasião, serão apresentadas as novidades para o IRPF 2026, incluindo prazos, limites de obrigatoriedade e procedimentos para entrega da declaração. As informações oficiais orientam contribuintes e contadores sobre como proceder neste ano-calendário.

Quem deve declarar Imposto de Renda em 2026: limites e regras de obrigatoriedade

Estão obrigados a declarar o IRPF 2026, referente ao ano-calendário de 2025, a pessoa física residente no Brasil que se enquadrar em uma ou mais das seguintes situações:

  • Recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00;
  • Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 200.000,00;
  • Obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do Imposto;
  • Realizou operações de alienação em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas: a) cuja soma foi superior a R$ 40.000,00; ou b) com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto;
  • Relativamente à atividade rural: a) obteve receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00; ou b) pretenda compensar, no ano-calendário de 2025 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025;
  • Teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800.000,00;
  • Passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro;
  • Optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de cento e oitenta dias, contado da celebração do contrato de venda;
  • Optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física, nos termos do regime de transparência fiscal de entidade controlada;
  • Era titular, em 31 de dezembro, de trust e demais contratos regidos por lei estrangeira com características similares;
  • Relativamente ao capital investido em aplicações financeiras no exterior: a) auferiu rendimentos; ou b) pretenda compensar, no ano-calendário de 2025 ou posteriores, perdas de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025;
  • Auferiu lucros ou dividendos de entidades no exterior.

Fotos: Joédson Alves/Agência Brasil

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Gasolina em Natal lidera ranking de preços no Nordeste, aponta ANP

Gasolina em Natal lidera ranking de preços no Nordeste, aponta ANP

Preço médio da gasolina em Natal sobe R$ 0,41 em uma semana; Diesel também registra alta nos postos de Natal

O preço da gasolina em Natal atingiu um novo patamar e colocou a capital potiguar no topo do ranking nordestino. De acordo com um levantamento divulgado neste domingo (15) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do combustível na cidade é o mais alto entre todas as capitais da região.

A pesquisa da ANP, realizada entre os dias 8 e 14 de março, apontou que o preço médio da gasolina em Natal subiu de R$ 6,56 para R$ 6,97 em apenas uma semana, um aumento de R$ 0,41. O levantamento, que analisou 19 postos da capital, registrou uma variação de preços entre R$ 6,94 e R$ 7,09 no período.

Em pelo menos um posto da cidade, a situação é ainda mais crítica para o bolso do consumidor. Neste domingo (15), motoristas encontraram a gasolina comum sendo comercializada a R$ 7,75, um valor que supera em muito a média registrada pela agência reguladora.

Natal tem a gasolina mais cara entre as capitais do Nordeste

Com a média de R$ 6,97, Natal assume a liderança no ranking de preços da gasolina no Nordeste. A capital potiguar aparece à frente de Aracaju, que registrou média de R$ 6,83, Recife (R$ 6,79) e Salvador (R$ 6,65). Capitais como Fortaleza (R$ 6,47), João Pessoa (R$ 6,02) e São Luís (R$ 5,95) apresentaram médias significativamente mais baixas, evidenciando a disparidade de preços na região.

Segundo a ANP, o aumento na capital potiguar ocorre em meio a reajustes recentes implementados na refinaria Clara Camarão, localizada no município de Guamaré, no interior do estado.

Diesel também registra alta nos postos de Natal

O diesel, combustível essencial para o transporte de cargas e passageiros, também sofreu reajustes. A pesquisa da ANP mostra que o preço do diesel nos postos de Natal variou entre R$ 6,29 e R$ 7,19. O preço médio do combustível na capital ficou em R$ 6,60 na semana analisada. Considerando um levantamento mais amplo, que monitorou 21 postos em todo o estado, o preço médio do diesel no Rio Grande do Norte chegou a R$ 6,78.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Maioria dos brasileiros aprova mudança na escala de trabalho para modelo 5x2, aponta Datafolha

Maioria dos brasileiros aprova mudança na escala de trabalho para modelo 5×2, aponta Datafolha

Pesquisa Datafolha mostra que 71% dos brasileiros aprovam mudança na escala de trabalho

Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (15) aponta que 71% dos brasileiros são favoráveis à mudança na escala de trabalho para o modelo de cinco dias consecutivos de trabalho seguidos por dois de descanso, conhecido como escala 5×2. O levantamento indica que 27% dos entrevistados se posicionam contra a alteração.

O índice de aprovação registrou crescimento em relação à última pesquisa do instituto sobre o tema, realizada em dezembro de 2024, quando o apoio era de 64%. O atual levantamento ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios brasileiros entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A proposta em discussão no Congresso Nacional prevê a mudança na escala de trabalho para uma jornada de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias, sem redução salarial. O governo federal trata a pauta como prioritária e promoveu audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na última terça-feira (10) para debater o tema.

Apoio à mudança na escala de trabalho cresce e atinge 77% entre as mulheres

O levantamento do Datafolha revela diferenças significativas no apoio à mudança na escala de trabalho conforme o gênero e a rotina profissional dos entrevistados. As mulheres representam o grupo mais favorável à alteração legislativa, com 77% de aprovação. Entre os homens, o percentual de aceitação é de 64%.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou apoio à proposta e afirmou que a medida beneficia especialmente as trabalhadoras que acumulam funções domésticas com a atividade profissional. A declaração foi feita durante evento oficial na última semana.

A pesquisa também aponta variação no apoio conforme a rotina atual do trabalhador. Entre os entrevistados que trabalham até cinco dias na semana, a aprovação à mudança na escala de trabalho chega a 76%. Já no grupo que atua seis ou sete dias por semana, onde há maior presença de autônomos e empresários, o percentual de apoio cai para 68%.

Impacto da mudança na escala de trabalho divide opiniões sobre efeitos nas empresas

A percepção sobre os impactos da mudança na escala de trabalho para as empresas divide a opinião pública brasileira, segundo o Datafolha. Cerca de 39% dos entrevistados acreditam que a alteração trará efeitos positivos para as companhias. Outros 39% esperam consequências negativas para o setor empresarial.

Em relação à economia do país, metade dos consultados (50%) avalia que a mudança na escala de trabalho será benéfica. Os demais entrevistados não manifestaram opinião ou consideram que os impactos serão neutros ou negativos para o cenário econômico nacional.

A proposta de emenda à Constituição que trata da mudança na escala de trabalho tramita no Congresso Nacional e aguarda análise dos parlamentares. O texto estabelece a jornada de 40 horas semanais distribuídas em cinco dias de trabalho e dois de descanso, mantendo o mesmo patamar salarial dos trabalhadores.

O governo federal articula com lideranças partidárias para viabilizar a aprovação da matéria. Audiências públicas e reuniões com representantes de trabalhadores e empregadores têm sido realizadas para discutir os termos da proposta antes da votação em plenário.

A mudança na escala de trabalho, caso aprovada, alterará a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e estabelecerá novo regime para milhões de trabalhadores brasileiros. Atualmente, a legislação permite diferentes modelos de jornada, incluindo a escala 6×1, com seis dias de trabalho e um de descanso.

Fotos: Tânia Rêgo/Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil / Fernando Frazão/Agência Brasil

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Com tensão no Irã, dólar fecha em R$ 5,32, o maior valor desde janeiro

Com tensão no Irã, dólar fecha em R$ 5,32, o maior valor desde janeiro

Bolsa cai 0,91% e atinge nível mais baixo em quase dois meses

Em mais um dia de nervosismo por causa da escalada do conflito no Oriente Médio, o dólar encerrou nesta sexta-feira (13) no maior valor desde janeiro, impulsionado pelo aumento da aversão ao risco global. A bolsa caiu quase 1% e atingiu o nível mais baixo em quase dois meses.

A moeda norte-americana subiu 1,41% e fechou cotada a R$ 5,316. Na máxima do dia, por volta das 16h45, atingiu R$ 5,325.

O valor de fechamento é o mais alto desde 21 de janeiro e reflete um movimento global de busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar, diante do agravamento das tensões envolvendo o Irã e ataques conduzidos por Israel.

Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometendo intensificar ações militares contra o Irã ampliaram as preocupações sobre um conflito mais duradouro e seus efeitos sobre os preços da energia.

Na semana, o dólar acumulou valorização de 1,38%. Em março, a moeda já sobe 3,55%, revertendo parte da queda de 2,16% registrada em fevereiro. No acumulado de 2026, porém, o dólar ainda apresenta desvalorização de cerca de 3,15% frente ao real, depois de ter recuado mais de 6% nos primeiros meses do ano.

No mercado cambial brasileiro, o real apresentou o pior desempenho entre as principais moedas emergentes. Houve saída relevante de recursos do país e compra de dólares por investidores que aproveitaram a cotação barata, após o forte desempenho da moeda brasileira nos dois primeiros meses do ano.

Intervenção

Pela manhã, o BC realizou uma operação conhecida como “casadão”, vendendo US$ 1 bilhão no mercado à vista e ofertando 20 mil contratos de swap cambial reverso, operação equivalente à compra de dólar futuro. A intervenção ocorreu em meio a sinais de menor liquidez e pressão no chamado cupom cambial, que reflete a taxa de juros em dólar no país.

No exterior, o fortalecimento da moeda norte-americana também foi refletido pelo avanço do Dollar Index (DXY), indicador que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de moedas fortes. O índice superou a marca de 100 pontos pela primeira vez desde novembro de 2025 e encerrou o dia próximo de 100,5 pontos, acumulando alta superior a 1,6% na semana.

Segundo analistas, além da busca por proteção, o movimento também reflete mudanças nas expectativas para a política monetária dos Estados Unidos. A alta do petróleo e as incertezas sobre inflação têm levado investidores a reduzir apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve.

Mercado de ações

No mercado acionário brasileiro, o movimento de aversão ao risco também pressionou a bolsa. O Ibovespa caiu 0,91% e encerrou aos 177.653 pontos. Esse é o menor nível desde 22 de janeiro.

Ao longo da sessão, o indicador chegou a operar acima de 178 mil pontos, mas perdeu força na segunda metade do pregão e terminou próximo da mínima do dia.

Na semana, o índice acumulou recuo de 0,95%, após queda mais acentuada de 4,99% na semana anterior. Mesmo com o desempenho recente negativo, o Ibovespa ainda registra valorização de 10,26% no acumulado de 2026. Em março, no entanto, a baixa já chega a 5,9%.
Incertezas

O movimento de queda refletiu principalmente o aumento das incertezas geopolíticas, diante do risco de ampliação do conflito envolvendo o Irã. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de intensificar ataques contra o país elevaram a cautela entre investidores, especialmente às vésperas do fim de semana, quando os mercados permanecem fechados.

A tensão geopolítica também impulsionou o preço do petróleo. O contrato do petróleo do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, para maio avançou 2,67% e fechou a US$ 103,14 por barril, acumulando ganho semanal de cerca de 11%.

A commodity já sobe mais de 40% em março e aproximadamente 70% no ano.

Fotos: Valter Campanato/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Preço da gasolina chega a R$ 7,49 em Natal após novos reajustes na refinaria

Preço da gasolina chega a R$ 7,49 em Natal após novos reajustes na refinaria

Gasolina acumula alta de R$ 0,60 e diesel de R$ 1,75 nos últimos dois reajustes da refinaria Clara Camarão, em Guamaré; Sindipostos-RN aponta relação com conflito no Oriente Médio

Postos de combustíveis da Grande Natal registraram alta no preço da gasolina e do diesel após novo reajuste na refinaria Clara Camarão, localizada em Guamaré-RN. Em alguns locais, o preço da gasolina já chega a R$ 7,49, e o do diesel, R$ 7,59.

A refinaria atualizou os preços nesta quinta-feira (12). A atualização segue a política de revisão semanal adotada pela unidade, operada pela Brava Energia. Somados os dois últimos reajustes, a gasolina acumula uma alta de R$ 0,60, e o diesel de R$ 1,75.

Reajustes na refinária Clara Camarão

De acordo com os valores divulgados, o preço da gasolina passou de R$ 2,89, registrado em 5 de março, para R$ 3,19 por litro. O aumento representa uma alta de R$ 0,30 por litro no combustível comercializado na refinaria.

O reajuste foi ainda mais expressivo no diesel A S500. Na modalidade EXA, o valor saiu de R$ 4,07 para R$ 5,07, enquanto na modalidade LCT passou de R$ 4,08 para R$ 5,08. Em ambos os casos, o aumento foi de R$ 1,00 por litro.

A refinaria já havia registrado aumento nos preços na última semana, com a gasolina passando de R$ 2,59 para R$ 2,89 e o diesel saltando de R$ 3,32 na modalidade EXA para R$ 4,07 por litro, e na modalidade LCT de R$ 3,33 para R$ 4,08.

Fatores que influenciam os preços

Na avaliação do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados Petróleo do Rio Grande do Norte (Sindipostos-RN), o aumento tem relação com o conflito no Oriente Médio. A guerra entre Estados Unidos e Irã afetou o preço dos barris de petróleo, e a refinaria segue os preços praticados no mercado internacional.

De acordo com o Sindipostos-RN, a refinaria realiza reajustes toda quarta-feira, para cima ou para baixo, de acordo com as variações do mercado internacional.

Em nota, a Brava Energia esclareceu que os preços dos produtos derivados produzidos pela companhia seguem parâmetros de mercado, tais como o dólar, o valor de referência internacional do petróleo e custos logísticos para recebimento de derivados no Nordeste. A empresa afirmou que eventuais ajustes nos preços – para cima ou para baixo – são amparados por critérios técnicos e condições de mercado.

Preços nos postos da Grande Natal

Na tarde desta quinta-feira (12), uma reportagem esteve em quatro postos da avenida Maria Lacerda, em Nova Parnamirim, e observou preços de R$ 6,99 e R$ 7,49 para a gasolina, e R$ 7,48 e R$ 7,59 no diesel.

Os valores praticados nos postos refletem os sucessivos aumentos realizados pela refinaria nas últimas duas semanas.
Investigação da Senacon

Na última terça-feira (10), após alta registrada nos preços na semana anterior, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) enviou ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para investigar o aumento dos combustíveis.

O órgão busca apurar possíveis irregularidades na formação dos preços praticados pelas distribuidoras e revendedores.

Impacto para motoristas

O aumento nos combustíveis já afeta o bolso dos potiguares e altera a dinâmica de motoristas por aplicativo. Segundo relatos, o faturamento dos profissionais tem sido impactado pelo aumento dos custos operacionais.

Motoristas por aplicativo apontam que o valor gasto com combustível aumentou significativamente, reduzindo a margem de lucro por corrida realizada. A mudança no padrão de consumo também foi registrada, com parte dos condutores optando pelo etanol, que apresenta valor mais baixo em comparação à gasolina em alguns postos.

A diferença de preço entre os combustíveis tem levado motoristas a reavaliar a escolha na hora de abastecer, considerando o impacto no orçamento diário. O etanol é encontrado em alguns postos por valores inferiores a R$ 6,00, enquanto a gasolina ultrapassa os R$ 7,00 em diversos estabelecimentos.

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Governo Federal zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo

Governo Federal zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo

Guerra no Irã vem elevando os preços do barril no mercado global

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto presidencial nesta quinta-feira (12) zerando as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

“[As medidas são] para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come”, afirmou Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília.

As medidas foram anunciadas em caráter temporário – até dia 31 de dezembro deste ano – e justificadas por causa da alta do petróleo causada pela guerra no Irã, que vem obrigando países a liberarem estoques de emergência.

O corte dos impostos deve reduzir o valor do litro em R$ 0,32 na refinaria. Já a subvenção aos produtores e importadores deve ter impacto de mais R$ 0,32 por litro. Ao todo, as duas medidas devem reduzir o preço em R$ 0,64 por litro do diesel, segundo cálculos do Ministério da Fazenda.

A subvenção aos produtores e importadores será condicionada a uma comprovação de que o valor foi transferido para os consumidores finais.

Para compensar a perda na arrecadação e incentivar o refino de petróleo no Brasil, o governo passará a cobrar uma alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo.

Foi publicado ainda um segundo decreto, esse em cateter permanente, com medidas de fiscalização e transparência para combater o aumento abusivo dos preços dos combustíveis para fins de especulação.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou que a abusividade deve ser definida por critérios objetivos a serem desenhados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP):

“Nós criamos dois novos tipos para caracterizar a abusividade do distribuidor, tanto no caso de um armazenamento de combustível injustificado, quanto do aumento abusivo do preço que passa a ser fiscalizado pela ANP a partir de critérios objetivos que serão produto de uma resolução da agência.”

Impacto econômico

Com o imposto do PIS e Cofins zerado para o diesel, o governo espera perder R$ 20 bilhões em arrecadação. Já a subvenção ao diesel deve ter um impacto de R$ 10 bilhões no caixa da União.

O governo espera que esse valor seja compensado pelo imposto de exportação sob o petróleo, com previsão de arrecadar R$ 30 bilhões até o final do ano.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou na coletiva que as mudanças não alteram a política de preço da Petrobras, mantendo a previsibilidade e o retorno aos acionistas privados minoritários da estatal.

“Não estamos falando de nada que altera estruturalmente o país, nem do ponto de vista fiscal, nem do ponto de vista tarifário”, disse Haddad, acrescentando que a preocupação do governo é com o preço do diesel.

“A maior pressão que o mercado de combustível sofre hoje vem exatamente do diesel, não vem da gasolina. É com o diesel que nós estamos mais preocupados pelo fato do diesel afetar as cadeias produtivas de maneira muito enfática. Toda a colheita que está sendo feita agora da safra brasileira depende do diesel”, completou Haddad.

Fiscalização e Transparência

O governo ainda definiu referências objetivas para que a ANP e agências de defesa do consumidor possam atuar de forma mais eficiente no combate aos preços abusivos dos combustíveis.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, enfatizou que faltam hoje referências técnicas para impedir a manipulação dos preços para fins especulativos, “visto que esses abusos se tornaram recorrentes”.

“Quando a Petrobras, que tem a produção majoritária do Brasil – mais de 70% do mercado – reduz o preço, essa redução demora muito para chegar na bomba. Quando chega, ou chega só parcialmente, ou mesmo quando chega integralmente, chega semanas ou meses depois”, explicou o ministro.

Alíquota de exportação

A alíquota de exportação de 12% sobre o barril de petróleo, além de compensar a perda na arrecadação causada pelo subsídio ao Diesel, deve servir para incentivar os exportadores a deixarem parte da produção no mercado interno, em vez de buscarem exportar mais motivados pelo aumento do preço no mercado mundial.

“Como o preço do óleo bruto está disparando, se você não der uma medida compensatória que estimule quem produz óleo bruto a deixar nas refinarias brasileiras, ele vai colocar uma parcela ainda maior no mercado internacional, desabastecendo nossas refinarias”, comentou o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

BR Distribuidora

Os ministros criticaram ainda a privatização da BR Distribuidora, empresa que controla milhares de postos de combustíveis no país e que poderia se somar aos esforços para reduzir os impactos da alta do petróleo.

“infelizmente, o modelo criminoso de venda dos nossos ativos nacionais do governo anterior fez com que nós diminuíssemos a nossa produção de produtos refinados no Brasil – gasolina, diesel e gás natural. E, portanto, foi um crime de lesa pátria ao Brasil, aos brasileiros, desfazer da nossa BR Distribuidora”, comentou Rui Costa.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Ricardo Stuckert / PR

Da Agência Brasil

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Refinaria reajusta gasolina e diesel em mais de 5% no RN

A refinaria Clara Camarão, localizada em Guamaré, no Rio Grande do Norte, aplicou um novo reajuste nos preços da gasolina e do diesel comercializados nesta quinta-feira (12). O aumento faz parte da política de revisão semanal adotada pela unidade, que é operada pela Brava Energia.

De acordo com a tabela de preços divulgada pela refinaria, o litro da gasolina passou de R$ 2,89, valor praticado em 5 de março, para R$ 3,19. A alta representa um acréscimo de R$ 0,30 por litro no combustível vendido pela unidade potiguar.

O reajuste mais significativo ocorreu nos valores do diesel A S500. Na modalidade EXA (entrega por conta do comprador), o preço saltou de R$ 4,07 para R$ 5,07 por litro. Já na modalidade LCT (transferência de titularidade), o valor foi de R$ 4,08 para R$ 5,08. Em ambos os casos, o aumento foi de R$ 1,00 por litro.

Acumulado de altas chega a R$ 0,60 na gasolina e R$ 1,75 no diesel

A nova correção nos preços dos combustíveis ocorre uma semana após a refinaria já ter promovido uma rodada de aumentos. Na semana passada, a gasolina havia passado de R$ 2,59 para R$ 2,89, enquanto o diesel subiu de R$ 3,32 (EXA) para R$ 4,07, e de R$ 3,33 (LCT) para R$ 4,08.

Com os dois reajustes consecutivos realizados pela Refinaria Clara Camarão em março, a gasolina acumula uma alta total de R$ 0,60 por litro. O diesel, por sua vez, registra um aumento acumulado de R$ 1,75 por litro no período.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Endividamento atinge 44% dos bares e restaurantes do RN em janeiro, aponta Abrasel

Mais de 40% dos bares e restaurantes do Rio Grande do Norte estavam com pagamentos em atraso no mês de janeiro, de acordo com levantamento realizado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). A pesquisa também revelou que um em cada quatro estabelecimentos do setor operou no prejuízo no primeiro mês do ano.

O levantamento foi realizado com empresários do setor entre os dias 23 de fevereiro e 3 de março e ouviu estabelecimentos de diferentes regiões do estado. Os dados apontam um cenário de desafios financeiros para o setor no início de 2026.

De acordo com a pesquisa, 44% dos bares e restaurantes potiguares afirmaram ter pagamentos em atraso, o que caracteriza endividamento. O índice mostra que uma parcela significativa do setor enfrenta dificuldades para honrar compromissos financeiros.

Principais dívidas do setor são com impostos federais

Entre os estabelecimentos endividados, a pesquisa da Abrasel detalhou quais são as principais categorias de débitos. Os impostos federais lideram o ranking, sendo citados por 83% dos empresários com pagamentos em atraso.

Em seguida, aparecem os impostos estaduais, mencionados por 53% dos entrevistados endividados. Os empréstimos bancários representam a terceira principal fonte de dívida, apontada por 43% dos empresários do setor.

Um em cada quatro estabelecimentos teve resultado negativo

O levantamento também analisou a rentabilidade dos bares e restaurantes no mês de janeiro. Os dados mostram que 25% dos estabelecimentos registraram resultado negativo no período, ou seja, operaram no prejuízo.

Por outro lado, metade dos empresários (50%) afirmou ter obtido lucro em janeiro. Outros 24% relataram que o resultado do mês ficou em estabilidade, sem variação significativa em relação ao equilíbrio financeiro.

Faturamento menor que em dezembro para 45% dos empresários

A pesquisa da Abrasel também comparou o faturamento de janeiro com o mês anterior. Para 45% dos entrevistados, a receita de janeiro foi inferior à registrada em dezembro. Em contrapartida, 40% relataram crescimento no faturamento na comparação mensal, enquanto 13% apontaram estabilidade.

O presidente da Abrasel no Rio Grande do Norte, Thiago Machado, analisou os fatores que impactam o desempenho do setor no início do ano. Segundo ele, o período é tradicionalmente mais desafiador para bares e restaurantes.

“O início do ano é sempre mais desafiador, com muita gente viajando para as praias e, logo na sequência, o Carnaval. Além disso, há uma concentração de despesas típicas desse período, como IPTU, IPVA e gastos com a volta às aulas, o que acaba reduzindo o consumo”, afirma Machado.

Maioria dos estabelecimentos reajustou preços abaixo da inflação

A pesquisa abordou ainda a política de preços adotada pelos bares e restaurantes nos últimos 12 meses. Os dados indicam que 37% dos estabelecimentos não realizaram qualquer reajuste de preços no período.

Outros 54% afirmaram ter feito reajustes, mas em percentuais iguais ou inferiores à inflação acumulada. Apenas 9% dos empresários disseram ter aumentado os preços acima da inflação no último ano.

De acordo com a Abrasel, os números indicam que parte significativa dos empresários enfrenta dificuldades para repassar integralmente os custos aos consumidores, o que pode pressionar ainda mais as finanças dos estabelecimentos.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Deputados cobram CPI e convocação de secretário por atraso de R$ 600 mi em consignados

Deputados cobram CPI e convocação de secretário por atraso de R$ 600 mi em consignados

Valor retido dos servidores já ultrapassa R$ 600 milhões, diz sindicato; Deputado protocola pedido de CPI com apoio de oito parlamentares

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte voltou a pressionar o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, por explicações sobre o atraso no repasse de empréstimos consignados descontados dos servidores públicos. A retenção dos valores, que deveriam ser transferidos às instituições financeiras, já ultrapassa a marca de R$ 600 milhões, de acordo com o Sindicato dos Servidores da Administração Direta (Sinsp).

O problema atinge servidores que tiveram parcelas de empréstimos descontadas em folha desde julho de 2025, mas os valores não foram repassados ao Banco do Brasil. A situação bloqueou a contratação de novas operações de crédito consignado e expõe os funcionários ao risco de negativação por inadimplência.

Valor retido dos servidores já ultrapassa R$ 600 milhões, diz sindicato

Diante da dimensão do caso, o deputado Gustavo Carvalho (PL) formalizou o pedido de convocação do secretário para prestar esclarecimentos no Legislativo. O parlamentar também anunciou que irá protocolar um pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso. Segundo ele, a iniciativa já conta com o apoio de oito deputados.

A insatisfação é generalizada entre os parlamentares. O presidente da Comissão de Finanças e Fiscalização, Luiz Eduardo (PL), afirmou que a retenção dos valores prejudica diretamente os servidores, que ficam impossibilitados de honrar seus compromissos, e também afeta o comércio local, que depende do consumo desses trabalhadores.

Deputado protocola pedido de CPI com apoio de oito parlamentares

O deputado José Dias (PL) também engrossou o coro por uma solução imediata. Ele cobrou transparência do governo estadual e a regularização dos repasses como forma de resguardar o nome e a saúde financeira dos funcionários públicos que contrataram os empréstimos de boa-fé.

O secretário Cadu Xavier havia reconhecido publicamente os atrasos ao longo de 2025 e chegou a prometer a quitação total dos valores até dezembro do ano passado, o que não se concretizou.

Cobrança por transparência ocorre às vésperas de possíveis renúncias

A pressão política em torno do caso ganha contornos ainda mais delicados às vésperas das possíveis renúncias da governadora Fátima Bezerra (PT) e do próprio secretário Cadu Xavier, previstas para o mês de abril. A situação coloca a gestão estadual sob escrutínio e acende um alerta sobre a saúde financeira do estado e o cumprimento de suas obrigações com os servidores e o sistema financeiro.

Fotos: Carmem Félix/Governo do RN

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Nova lei pode garantir aumento para servidores e aposentados do RN; especialista alerta para revisão de enquadramento salarial

Nova lei pode garantir aumento para servidores e aposentados do RN; especialista alerta para revisão de enquadramento salarial

Lei Complementar nº 778/2025 altera regras de progressão funcional e revisão salarial no Rio Grande do Norte; a advogada Mylena Leite Ângelo, especialista em Direito do Servidor Público, explica que a norma pode gerar aumento de rendimentos e exige atenção dos servidores quanto ao enquadramento funcional.

A publicação da Lei Complementar nº 778/2025, sancionada pelo Governo do Rio Grande do Norte, trouxe mudanças relevantes na estrutura remuneratória de servidores públicos estaduais e pode representar aumento nos rendimentos de diversas categorias do funcionalismo. A legislação prevê revisão salarial, reajustes de vencimentos e alterações nos critérios de progressão funcional em carreiras da administração pública estadual.

As mudanças atingem servidores da administração direta e indireta do Estado, incluindo profissionais vinculados a órgãos como Secretaria da Fazenda (Sefaz), Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Controladoria-Geral do Estado, Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Junta Comercial do Estado (Jucern), Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fundase), Fundação José Augusto e Gabinete Civil, entre outros.

A advogada Mylena Leite Ângelo, especialista em Direito do Servidor Público e fundadora do escritório Mylena Leite Advocacia, explica que a nova legislação pode trazer reflexos financeiros importantes para milhares de servidores estaduais, mas exige atenção quanto à correta aplicação das novas regras pela administração pública.

“A Lei Complementar nº 778 representa um avanço ao promover a recomposição salarial em diversas carreiras do serviço público estadual. No entanto, é essencial que cada servidor verifique se foi corretamente enquadrado na nova estrutura remuneratória, pois erros administrativos podem ocorrer na aplicação da norma”, afirma.

Segundo a especialista, a legislação estabelece atualização de vencimentos em diferentes carreiras, além de disciplinar critérios de desenvolvimento funcional e progressão, o que pode gerar impactos positivos ao longo da trajetória profissional dos servidores.

“A lei traz reflexos importantes na remuneração, seja por meio de reajustes diretos, seja pela reorganização dos níveis da carreira. Isso pode significar aumento nos rendimentos mensais e também influenciar o desenvolvimento funcional do servidor ao longo do tempo”, destaca.

Outro ponto ressaltado pela advogada Mylena Leite Ângelo diz respeito ao enquadramento funcional realizado pelos órgãos públicos após a implementação da lei, etapa considerada fundamental para garantir que os valores sejam aplicados corretamente.

“É fundamental que o servidor analise se foi corretamente enquadrado na nova estrutura prevista pela legislação. Um erro administrativo pode resultar em perda financeira ao longo dos anos”, explica.

A especialista também chama atenção para os efeitos da nova legislação sobre aposentados e pensionistas, que historicamente enfrentam dificuldades na implementação de revisões remuneratórias.

“Muitos aposentados e pensionistas acabam sendo prejudicados porque os reajustes não são aplicados corretamente ou deixam de observar o que a lei determina. A própria legislação estabelece que os efeitos financeiros podem alcançar esses beneficiários, e isso precisa ser observado”, afirma Mylena Leite Ângelo.

Diante das mudanças trazidas pela nova legislação, a recomendação da advogada é que servidores ativos, aposentados e pensionistas analisem detalhadamente sua situação funcional e remuneratória.

“Sempre que há mudanças legislativas que alteram vencimentos ou critérios de progressão, é importante buscar orientação especializada em Direito do Servidor Público. Uma análise jurídica pode identificar eventuais erros de enquadramento e garantir que o servidor receba exatamente o que a lei determina”, orienta.

Para a advogada Mylena Leite Ângelo, a aplicação correta da Lei Complementar nº 778/2025 dependerá da análise individual da situação funcional de cada servidor, já que o enquadramento nas novas estruturas remuneratórias pode gerar diferenças nos vencimentos e reflexos na evolução das carreiras ao longo do tempo.

Para mais informações sobre direitos do servidor público, progressões funcionais e revisão salarial, acesse o perfil no Instagram: @mylenaleiteadvocacia.

Sobre a especialista

Mylena Leite Ângelo é advogada especialista em Direito do Servidor Público e fundadora do escritório Mylena Leite Advocacia. Fundado em 2012, o escritório atua nacionalmente com sede no Rio Grande do Norte. Com mais de 40 colaboradores e uma carteira superior a 15 mil clientes, já recuperou mais de R$ 100 milhões em direitos para profissionais da saúde e servidores públicos. Embora seja referência no Direito dos Servidores Públicos nas áreas de educação e saúde, também atua nas áreas trabalhista, previdenciária e administrativa.

Foto: Divulgação

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Aumento de combustíveis em Natal chega a R$ 7,19 e governo Lula pede apuração

Aumento de combustíveis em Natal chega a R$ 7,19 e governo Lula pede apuração

O objetivo da apuração é avaliar se há indícios de reajustes abusivos por parte das distribuidoras

O preço dos combustíveis na cidade de Natal registrou novo aumento no início de março, de acordo com pesquisa realizada pelo Procon Natal nesta segunda-feira (09). O levantamento identificou reajuste em todos os tipos de combustível comercializados na capital potiguar em comparação com o mês anterior. Em alguns postos, o preço da gasolina comum chegou a R$ 7,19, valor que acendeu alerta entre consumidores e motivou um pedido de apuração por parte do governo federal.

A pesquisa do Procon Natal constatou que, mesmo sem indícios de aumento por parte da Petrobras, os preços praticados nas bombas subiram. De acordo com o Núcleo de Pesquisa do órgão, o petróleo é negociado em dólar no mercado internacional, e a alta na cotação do barril, aliada à valorização da moeda americana, elevou o custo de toda a cadeia produtiva, com impacto especialmente no transporte e na logística.

O levantamento apontou que a maioria dos postos pesquisados pratica valores acima da média geral. Dos estabelecimentos analisados, 77% comercializam etanol acima do preço médio, 87% fazem o mesmo com a gasolina comum e 82% com o diesel comum. Os dados completos da pesquisa, incluindo a planilha com variações entre maior e menor preço por região, estão disponíveis no site do Procon Natal.

Variação de preços pode chegar a 17% entre bairros

Apesar do aumento generalizado, a pesquisa identificou diferenças significativas nos preços praticados entre os bairros da capital. O consumidor que pesquisar antes de abastecer pode encontrar uma economia considerável.

A gasolina comum e o etanol mais baratos foram encontrados no bairro das Rocas, na zona Leste, com preços de R$ 6,37 e R$ 5,37, respectivamente. Já o Diesel S-10 mais em conta foi localizado por R$ 6,38 no bairro do Alecrim, também na zona Leste. O gás veicular mais barato, de R$ 4,95, foi registrado na região Sul, no bairro de Lagoa Nova.

A maior variação percentual foi observada no etanol. O combustível foi encontrado com preços entre R$ 5,39 (no bairro do Potengi, zona Norte) e R$ 6,29, uma diferença de 17,13%, o que representa R$ 0,92 a mais no bolso do consumidor por litro. Para a gasolina comum, a diferença chegou a R$ 0,80 entre o menor preço (R$ 6,37, no bairro das Rocas) e o maior (R$ 7,19), uma economia potencial de 12,87%. No diesel S-10, a variação foi de R$ 0,81, com o menor preço a R$ 6,38 (bairro da Ribeira) e o maior a R$ 7,19.

Regiões com melhores preços médios

O estudo do Procon Natal também detalhou as médias de preço por região da cidade. A zona Leste apresentou os melhores preços médios para a gasolina comum (R$ 6,88), etanol (R$ 5,80) e gás veicular (R$ 5,04). Para o diesel comum, a melhor média foi encontrada na região Sul (R$ 6,53), enquanto o diesel S-10 teve o preço médio mais baixo na zona Oeste (R$ 6,57).

Governo federal aciona Cade para investigar distribuidoras

Paralelamente ao cenário de alta identificado pelo Procon Natal, o governo federal decidiu intervir. A Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, enviou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) solicitando a apuração do recente aumento nos preços dos combustíveis no Rio Grande do Norte, além de outros três estados e do Distrito Federal.

O objetivo é avaliar se há indícios de reajustes abusivos por parte das distribuidoras. A medida foi tomada após alertas de entidades representativas do setor, como o Sindipostos-RN, Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis Bahia, Minaspetro e Sulpetro. Essas organizações relataram que houve aumento nos valores de venda praticados pelas distribuidoras aos postos de combustíveis.

Cenário internacional e impacto no bolso do consumidor

De acordo com os sindicatos do setor, a elevação nos preços pode estar ligada ao avanço do preço do petróleo no mercado internacional, influenciado pelo conflito iniciado no Oriente Médio em fevereiro de 2026. Em publicação nas redes sociais, o Sindipostos-RN afirmou que o cenário global “liga um alerta para o mercado de combustíveis no Brasil”, destacando a possibilidade de impactos diretos para os consumidores do estado.

Até o momento, a Petrobras não divulgou mudanças nos preços praticados em suas refinarias. Ainda assim, o reflexo nos postos de Natal já é sentido. O aumento nos combustíveis impacta diretamente o custo de vida e o orçamento das famílias, uma vez que influencia não apenas os gastos com transporte, mas também diversos outros preços da economia. Especialistas avaliam que, se a instabilidade internacional continuar pressionando o valor do petróleo, novos aumentos podem ocorrer nos próximos meses, afetando principalmente motoristas e transportadores da região metropolitana de Natal.

Próximos passos da investigação e orientações ao consumidor

Agora, cabe ao Cade analisar o documento encaminhado pela Secretaria Nacional do Consumidor e verificar se existem indícios de práticas irregulares por parte das distribuidoras. A partir dessa análise, poderão ser adotadas medidas de fiscalização ou outras ações para evitar prejuízos injustificados aos consumidores.

Enquanto isso, o Procon Natal orienta os consumidores a continuarem atentos aos preços e a pesquisarem antes de abastecer. Caso identifiquem valores muito acima da média encontrada pela pesquisa, os cidadãos podem denunciar apresentando o cupom fiscal emitido pelo posto de combustível na sede do órgão, localizada na Rua Ulisses Caldas, nº 181, Cidade Alta, ou pelos canais de atendimento: (84) 98812-3865 e e-mail procon.natal@natal.gov.br, para que sejam adotadas as medidas administrativas cabíveis.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Dívidas de R$ 4,5 bi: dono do Pão de Açúcar pede recuperação extrajudicial

Dívidas de R$ 4,5 bi: dono do Pão de Açúcar pede recuperação extrajudicial

A empresa fez questão de esclarecer que ficam excluídas do processo as obrigações junto a fornecedores, parceiros e clientes, bem como todos os débitos trabalhistas

O GPA, holding que controla as redes de supermercados Pão de Açúcar e Extra, protocolou nesta terça-feira (10) um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas. A informação foi divulgada pela empresa, cujo nome formal é Companhia Brasileira de Distribuição, em um fato relevante enviado ao mercado. O anúncio provocou queda imediata no valor das ações da companhia na Bolsa de Valores brasileira (B3).

De acordo com o documento divulgado pela companhia, quase 40% dos passivos incluídos no plano de recuperação extrajudicial vencem em um período de até 12 meses. O plano abrange obrigações de pagamento sem garantia que não são consideradas dívidas correntes ou operacionais da empresa, totalizando os R$ 4,5 bilhões.

A empresa fez questão de esclarecer que ficam excluídas do processo as obrigações junto a fornecedores, parceiros e clientes, bem como todos os débitos trabalhistas. Essas categorias de credores não serão afetadas pela iniciativa e continuarão a ser pagas normalmente, segundo a estratégia apresentada pelo GPA.

Apoio de grandes bancos ao plano

A recuperação extrajudicial, diferentemente da recuperação judicial, é negociada diretamente com parte dos credores antes de ser protocolada. No caso do GPA, a empresa informou que já celebrou acordos com seus principais credores financeiros: Itaú, HSBC, Rabobank e BTG Pactual.

Esses bancos são titulares de 46% do total dos créditos sujeitos ao plano, o equivalente a R$ 2,1 bilhões. O percentual é superior ao quórum mínimo legal exigido de um terço dos créditos afetados para a aprovação de um plano de recuperação extrajudicial, o que dá à empresa uma base sólida para a negociação.

Suspensão de juros e prazo para negociação

A medida adotada pelo GPA prevê a suspensão do pagamento de juros e a paralisação de execuções judiciais relacionadas a essas dívidas por um período de 90 dias. Esse prazo, conhecido como stay period, é uma ferramenta comum em processos de recuperação para dar fôlego à empresa enquanto negocia com os credores.

Em comunicado, a companhia explicou sua expectativa para o período: “Nesse período, a companhia confia que conseguirá o apoio da maioria dos créditos sujeitos ao processo e espera chegar a uma solução estruturada que resolva simultaneamente a liquidez de curto prazo e a sustentabilidade financeira de longo prazo”.

Reação do mercado e queda das ações

O anúncio do pedido de recuperação extrajudicial teve impacto imediato no mercado financeiro. Os papéis do GPA abriram o pregão desta terça-feira em forte queda na B3. Por volta das 10h30, as ações ordinárias da companhia, que concedem direito a voto em assembleias, registravam baixa de 5,86%.

Ao longo da manhã, a queda perdeu um pouco de força, mas ainda mantinha o sinal negativo. Às 11h30, o tombo era de 2,93%. A volatilidade reflete a percepção dos investidores sobre o endividamento da empresa e os desafios para sua reestruturação financeira nos próximos meses.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Joédson Alves/Agência Brasil

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Reforma Tributária muda regras para aluguéis, mas impacto não será generalizado, avalia especialista

Reforma Tributária muda regras para aluguéis, mas impacto não será generalizado, avalia especialista

Contador esclarece o que muda com a nova tributação prevista na Lei Complementar nº 214/202 e quem pode ser afetado pelas novas regras

Reforma Tributária muda regras para aluguéis, mas impacto não será generalizado, avalia especialista

Nos últimos dias, circularam informações de que os aluguéis por temporada poderiam ficar até 44% mais caros a partir de 2026 em razão da Reforma Tributária. O impacto, segundo essas fontes, seria sentido especialmente por pessoas físicas que oferecem imóveis em plataformas como Airbnb e Booking. A estimativa, no entanto, foi contestada pela Receita Federal, que afirma que a interpretação não reflete corretamente as regras previstas na legislação.

A mudança decorre da Lei Complementar nº 214/2025, que regulamenta parte da Reforma Tributária e cria o novo modelo de tributação sobre consumo no país, com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A nova estrutura também alcança operações de locação, alterando a forma como determinados rendimentos imobiliários passam a ser tratados.

Para entender melhor o que de fato muda para proprietários de imóveis e inquilinos, conversamos com o contador Daniel Carvalho, diretor da Rui Cadete Consultores Associados.

Como funciona hoje a tributação sobre aluguéis de pessoas físicas?Atualmente, os valores recebidos por pessoas físicas com aluguel são tributados apenas pelo Imposto de Renda, recolhido mensalmente por meio do Carnê-Leão. Com a Reforma, determinadas operações poderão passar a se enquadrar também no regime da CBS e do IBS, dependendo do perfil do proprietário. Mas isso não significa que todos os locadores passarão a pagar novos tributos.

A Reforma cria um novo imposto sobre aluguel?Não. A Reforma não cria um imposto novo sobre aluguel. O que ocorre é a inclusão dessas operações no modelo de tributação sobre consumo, mas apenas para contribuintes que se enquadrem nos critérios estabelecidos pela lei.

Quais proprietários podem ser enquadrados nesse novo regime?Para que uma pessoa física seja considerada contribuinte do novo sistema, é necessário cumprir requisitos específicos. A regra geral é possuir mais de três imóveis alugados e ter receita anual com aluguéis superior a R$ 240 mil. Quem não se enquadrar nesses critérios continua sujeito apenas à tributação pelo Imposto de Renda.

Então pequenos proprietários não devem ser afetados?Exatamente. A legislação estabelece limites claros para caracterizar a atividade como econômica. Quem possui poucos imóveis e renda menor continuará tributado como já acontece hoje, apenas pelo Imposto de Renda.

Por que surgiu a informação de que os aluguéis poderiam subir até 44%?Houve uma interpretação equivocada de alguns pontos da reforma, principalmente em relação à locação por temporada. A Receita Federal já esclareceu que não há base nos dados para afirmar que haverá aumento generalizado dos aluguéis.

O que muda especificamente para os aluguéis por temporada?A legislação prevê que a locação por temporada, com duração de até 90 dias, pode ser equiparada à atividade de hospedagem (semelhante à hotelaria) em alguns casos. Mas isso só ocorre quando o locador já é considerado contribuinte do regime de IBS e CBS.

Essa regra vale para qualquer aluguel por temporada?Exatamente. A equiparação à atividade de hotelaria só ocorre quando o locador já está enquadrado como contribuinte do IBS e da CBS. Portanto, não é correto afirmar que todo aluguel por temporada será tributado dessa forma.

Quando essas mudanças começam a valer?2026 marca o início da transição da Reforma Tributária. Isso significa que o novo sistema começa a ser implementado gradualmente, mas a aplicação plena das regras ocorre de forma escalonada entre 2027 e 2033.

Isso significa que o impacto não será imediato?Sim. A Reforma estabelece um período de adaptação justamente para evitar impactos abruptos. O sistema antigo e o novo vão conviver por alguns anos até que a transição seja concluída.

Mesmo para quem for tributado pelo novo regime, qual tende a ser a carga tributária?A locação residencial conta com uma redução de 70% na base de cálculo do IBS e da CBS. Na prática, isso leva a uma alíquota efetiva estimada em cerca de 8% sobre o valor do aluguel, além da possibilidade de deduções por imóvel residencial alugado.

O que muda na fiscalização desses rendimentos?A tendência é de maior integração de informações. A Receita Federal passa a contar com sistemas que permitem cruzar dados de diferentes fontes, como declarações de imposto de renda, registros imobiliários e informações financeiras.

Qual é a principal recomendação para proprietários neste momento?A Reforma é complexa e envolve muitas regras de transição. Por isso, é importante analisar o texto da lei com cuidado antes de concluir que haverá aumento de custos no mercado imobiliário. A principal recomendação é sempre procurar um contador, com expertise nas novas regras, para analisar o caso e indicar os melhores caminhos.

Embora a reforma traga mudanças na forma de tributação das locações, especialistas e a própria Receita Federal reforçam que não há evidências de que haverá aumento generalizado nos preços dos aluguéis. Para a maioria dos pequenos proprietários, as regras atuais devem continuar praticamente as mesmas, ao menos durante os primeiros anos de transição do novo sistema tributário.

Foto: Divulgação

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Refinaria do RN aumenta gasolina e diesel em até 22,5% para distribuidoras

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Pressão do mercado internacional motivou reajuste; Consumidores de Natal já sentem alta nos postos

A refinaria Clara Camarão, localizada no município de Guamaré, no Rio Grande do Norte, promoveu um reajuste nos preços da gasolina e do diesel comercializados com as distribuidoras. A alteração, que entrou em vigor nesta quinta-feira (5), eleva o custo do litro da gasolina em 11,5% e do diesel em 22,5%, impactando diretamente a cadeia de combustíveis no estado.
Gasolina tem alta de R$ 0,30 por litro na refinaria

De acordo com os novos valores praticados pela unidade operada pela Brava Energia, o preço da gasolina passou de R$ 2,59, patamar registrado em 26 de fevereiro, para R$ 2,89. O aumento de R$ 0,30 por litro representa uma elevação percentual de 11,5% no valor de venda da refinaria para as distribuidoras.

Diesel sobe R$ 0,75 e tem reajuste de 22,5%

O diesel A S500 registrou uma alta mais acentuada. Na modalidade EXA, o combustível saltou de R$ 3,32 para R$ 4,07 por litro. Já na modalidade LCT, o preço foi de R$ 3,33 para R$ 8,08. Em ambas as situações, o aumento foi de R$ 0,75 por litro, o que equivale a uma variação positiva de 22,5%.

Pressão do mercado internacional motivou reajuste

O reajuste faz parte da atualização semanal de preços da refinaria e é atribuído à conjuntura do mercado internacional de petróleo. A recente escalada de tensões militares no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos e Irã, gerou temores quanto à oferta global da commodity. A região é uma das principais rotas de produção e escoamento de petróleo do mundo, e a instabilidade eleva os custos da matéria-prima, que são repassados às refinarias, inclusive a potiguar.

De acordo com a direção do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado (Sindipostos/RN), a refinaria Clara Camarão adota a política de preços alinhada às cotações internacionais. A expectativa de um reajuste já havia sido sinalizada pelo setor nos dias anteriores, considerando a valorização do barril observada após os ataques na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde transita cerca de 20% de todo o petróleo e gás produzido no mundo.

Consumidores de Natal já sentem alta nos postos

O reflexo do aumento já é perceptível para os motoristas em Natal. Uma pesquisa de preços realizada em diferentes regiões da capital potiguar mostra variações significativas. Em postos localizados no bairro de Lagoa Nova, o litro da gasolina comum já é comercializado próximo a R$ 7,00, enquanto o diesel é encontrado a R$ 6,59. Na Avenida Prudente de Morais, alguns estabelecimentos já ajustaram suas bombas para R$ 6,59. Já na região da Ribeira, é possível encontrar valores mais baixos, com a gasolina sendo vendida a R$ 6,34 em alguns locais.

A elevação dos preços pegou muitos condutores de surpresa pela rapidez com que foi repassada entre quarta e quinta-feira. A situação é motivo de preocupação para profissionais que dependem do veículo para trabalhar, como motoristas de aplicativo, que veem sua margem de lucro diminuir a cada reajuste. Aposentados e outros trabalhadores também avaliam o impacto no orçamento doméstico e consideram alternativas, como a mudança para o etanol, caso a diferença de preços se torne mais vantajosa.

Perspectivas para os preços dos combustíveis

O cenário para as próximas semanas permanece incerto. Representantes do setor de combustíveis no estado avaliam que não há uma perspectiva imediata de arrefecimento das tensões geopolíticas que influenciam o preço do petróleo. Há o receio de que novos aumentos sejam aplicados tanto pela refinaria Clara Camarão quanto pelas distribuidoras, enquanto perdurar o conflito e a instabilidade no Oriente Médio.

A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) também se manifestou sobre a situação. Em nota, a entidade alertou que os consumidores brasileiros estão expostos a uma disparidade nos preços dos combustíveis. A diferença pode ser ainda mais sentida em produtos como o óleo diesel, onde a variação pode superar R$ 1,00 por litro em algumas localidades, e na gasolina, com diferenças que podem ultrapassar R$ 0,40 por litro, dependendo da política de preços de cada distribuidora e região.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Gasolina volta a passar dos R$ 7 em postos de Natal; etanol chega a R$ 6,29

O preço da gasolina voltou a ultrapassar a marca dos R$ 7 na cidade de Natal. Motoristas da capital potiguar já encontram o litro do combustível sendo comercializado por até R$ 7,19 em alguns postos, um valor que acende o alerta sobre o impacto no orçamento doméstico e profissional.

O aumento foi registrado em diferentes regiões da cidade ao longo da semana. Além da gasolina comum e aditivada, outros combustíveis também apresentam valores elevados. O etanol é vendido por até R$ 6,29, enquanto o diesel chega a custar R$ 6,79 em determinados estabelecimentos da capital.

Gasolina acima de R$ 7 impacta renda de profissionais

A nova escalada de preços atinge diretamente os trabalhadores que utilizam o veículo como ferramenta de trabalho. Motoristas de aplicativo, taxistas e profissionais autônomos relatam dificuldades crescentes para manter a margem de lucro diante dos reajustes sucessivos.

Em Natal e na Região Metropolitana, onde grande parte dos deslocamentos depende do transporte individual, o efeito é imediato. Para esses profissionais, cada centavo a mais no litro representa um custo significativamente maior ao fim do mês, comprometendo a renda familiar.

Preços variam por bairro em Natal

Os valores cobrados não são uniformes e variam conforme a região da capital. Apesar das diferenças, já há registros consolidados de postos em Natal praticando preços acima dos R$ 7, confirmando o retorno do combustível a um patamar que preocupa o consumidor potiguar.

O cenário de gasolina acima de R$ 7 também pode refletir em outros setores, já que o custo do transporte influencia diretamente a cadeia de suprimentos e a formação de preços de serviços e produtos. O tema deve ganhar força nas discussões econômicas locais nas próximas semanas, especialmente se novos reajustes forem confirmados.

Foto: Reprodução

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Sinduscon/RN e Sebrae-RN divulgam resultados da construção civil no quarto trimestre de 2025

Sinduscon/RN e Sebrae-RN divulgam resultados da construção civil no quarto trimestre de 2025

Censo Imobiliário aponta crescimento expressivo nos lançamentos e vendas em Natal e região metropolitana, com valorização do metro quadrado e perspectivas positivas para 2026.

Sinduscon/RN e Sebrae-RN divulgam resultados da construção civil no quarto trimestre de 2025

O setor imobiliário de Natal e região metropolitana registrou crescimento no último trimestre de 2025, conforme revela o Censo Imobiliário, elaborado pela Brain Inteligência Estratégica, e encomendado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do RN (Sinduscon/RN) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RN), divulgado nesta quinta-feira (26).

Os dados mostraram avanço significativo no volume de unidades verticais lançadas no período. A variação entre o quarto trimestre de 2024 e o mesmo período de 2025 foi positiva, com aumento expressivo tanto em Natal quanto na região metropolitana.

Entre os bairros com maior concentração de lançamentos no quarto trimestre, destacam-se Capim Macio, Tirol e áreas de expansão em Parnamirim, com predominância de unidades de 2 e 3 dormitórios e produtos de médio padrão e luxo.

O levantamento indicou ainda forte crescimento nas vendas de unidades verticais no comparativo anual. A variação entre o quarto trimestre de 2024 e 2025 superou a marca de 100% em Natal, enquanto a região metropolitana registrou avanço ainda mais expressivo. No acumulado de 12 meses, as vendas mantiveram desempenho positivo de 41%, reforçando o aquecimento da demanda.

induscon/RN e Sebrae-RN divulgam resultados da construção civil
induscon/RN e Sebrae-RN divulgam resultados da construção civil

O estudo apontou que empreendimentos específicos contribuíram para picos de comercialização ao longo do período, demonstrando o impacto de projetos de grande porte no desempenho geral do mercado.

A oferta final de unidades verticais apresentou crescimento moderado no comparativo anual em Natal, indicando equilíbrio entre lançamentos e absorção do estoque. Já na região metropolitana, a tendência foi de redução da oferta, refletindo a velocidade das vendas e menor volume de novos produtos disponíveis.

O preço médio do metro quadrado vertical em Natal (R$ R$ 9.449/m²) continuou em trajetória de alta e encerrou o quarto trimestre de 2025 com valorização acumulada relevante. Desde 2022, o indicador registra crescimento consistente, tendo 17% de crescimento, apenas nos últimos 12 meses, o que reflete fatores como aumento de custos, qualificação dos empreendimentos e demanda aquecida.

Entre os bairros com maior valor por metro quadrado estão Petrópolis, Tirol e Areia Preta, enquanto regiões como Pajuçara e Cidade da Esperança aparecem entre os menores valores, evidenciando a diversidade de perfis e oportunidades no mercado local.

Segundo Lucas Finoti, consultor da Brain, 2025 foi um ano bastante positivo para o mercado imobiliário da capital e da região metropolitana. “Tivemos crescimento tanto nos lançamentos quanto nas vendas, alcançando recordes no período pós-pandemia. Um dos principais fatores que explicam esse desempenho é a estabilidade no nível de emprego no Brasil, com taxas de desemprego historicamente baixas. Esse cenário aumenta a confiança do comprador e impulsiona a decisão de aquisição do imóvel”, avaliou.

Perspectivas

O setor da construção civil encerrou 2025 com sinais de consolidação, impulsionado pelo crescimento das vendas, expansão dos lançamentos e valorização dos imóveis. A tendência é de continuidade do dinamismo, especialmente em produtos de médio padrão e em regiões de expansão urbana, mantendo a construção civil como um dos motores da economia local.

De acordo com Francisco Ramos, vice-presidente de Mercado Imobiliário do sindicato, o foco do setor agora é transformar o ambiente macroeconômico em novos projetos e ampliação do acesso à moradia. “A expectativa de queda da taxa Selic, maior disponibilidade de crédito imobiliário, recursos do FGTS em níveis recordes e poupança com liquidez relevante formam um cenário positivo, somado a uma demanda que segue aquecida”, pontuou.

“As empresas estão com projetos estruturados, aguardando o melhor momento para lançamentos. A redução dos juros deve estimular a aquisição de novos imóveis, especialmente com a chegada de novos empreendimentos enquadrados no “Minha Casa Minha Vida”. A prioridade é atender essa demanda que já está posta, mantendo o ritmo de crescimento e ampliando o acesso à moradia nos próximos anos”, enfatizou Ramos.

Para Marcelo Toscano, diretor de operações do Sebrae/RN, o bom desempenho da construção civil gera efeitos diretos em toda a cadeia produtiva, especialmente para os pequenos negócios.

“A construção civil é uma cadeia ampla e extremamente relevante para o Rio Grande do Norte, com impacto direto sobre os pequenos negócios — desde fornecedores e prestadores de serviço até empresas de tecnologia e logística. Quando o setor cresce, esse movimento se reflete em geração de renda, oportunidades e fortalecimento de toda a base empresarial que gira em torno da construção. Estamos trabalhando com capacitações, monitoramento e apoio à gestão para inserir cada vez mais o pequeno negócio dentro dessa cadeia. O objetivo é que essas empresas estejam preparadas para atender a demanda crescente, ganhar competitividade e participar ativamente do desenvolvimento da construção civil no estado”, concluiu.

Foto: Divulgação

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Loteria em Currais Novos registra três prêmios que somam R$ 5,5 milhões na Lotomania

Loteria em Currais Novos registra três prêmios que somam R$ 5,5 milhões na Lotomania

Cada aposta com 20 números leva prêmio de R$ 2.685.640,20; Currais Novos registra aposta única no país que não acertou nenhum número

Uma mesma loteria no Rio Grande do Norte registrou três prêmios que somam mais de R$ 5,5 milhões no concurso 2894 da Lotomania, realizado na noite desta segunda-feira (2). A Lotérica Potiguar, localizada em Currais Novos, na região Seridó, teve duas apostas vencedoras com acerto de 20 números e uma terceira aposta premiada na modalidade “não acertou nenhum número”.

De acordo com o resultado divulgado pela Caixa Econômica Federal, as duas apostas com 20 acertos em Currais Novos receberão cada uma o prêmio de R$ 2.685.640,20. Em todo o país, somente outra aposta acertou as 20 dezenas, registrada em Brasília.

As três apostas vencedoras em Currais Novos foram realizadas no formato simples e de forma física, diretamente na Lotérica Potiguar.

Aposta única no país não acerta nenhum número

Além das apostas com 20 acertos, outra aposta registrada na mesma lotérica ganhou prêmio de R$ 160.085,19 por não ter acertado nenhum dos 20 números sorteados. A Lotérica Potiguar foi a única no país com aposta vencedora nessa modalidade do concurso.
Outras premiações do concurso 2894

Ainda conforme o resultado da Lotomania, outras seis apostas em diferentes cidades do país tiveram 19 acertos e vão receber R$ 53.361,73 cada. Os números sorteados no concurso 2894 foram divulgados no site da Caixa.

Lotérica registra maior prêmio da história da cidade

A proprietária da Lotérica Potiguar, Karol Cunha, afirmou ao g1 RN que a premiação foi inédita para o estabelecimento e para a cidade. Segundo ela, o maior prêmio registrado até então havia sido de R$ 900 mil. Em 2024, a lotérica também teve três vencedores, mas em dias diferentes, com intervalo de aproximadamente três meses entre cada um.

De acordo com Karol, a lotérica não tem informações se as apostas são individuais ou se foram feitas por um grupo de apostadores. Também não é possível confirmar se os vencedores são todos residentes em Currais Novos, visto que a lotérica atende moradores de outras cidades da região e clientes de uma pousada próxima ao estabelecimento.

A proprietária relatou ainda que o movimento na lotérica aumentou significativamente após a divulgação dos resultados, com muitas pessoas apostando na expectativa de repetir a sorte dos vencedores.

Fotos: Tânia Rêgo/Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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MPRN denuncia 16 por fraudes que causaram prejuízo de R$ 3,8 milhões a bancos

MPRN denuncia 16 por fraudes que causaram prejuízo de R$ 3,8 milhões a bancos

Operação Amicis: líderes do esquema respondem por 65 crimes de falsidade ideológica; Contador forjava documentos para esquema de fraudes financeiras no RN

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ofereceu denúncia contra 16 pessoas envolvidas em um esquema sistemático de fraudes financeiras desmantelado pela operação Amicis, deflagrada pela Polícia Civil no ano passado. A investigação apura uma vasta rede de crimes contra a fé pública e contra o patrimônio que causou prejuízos superiores a R$ 3,8 milhões.

As vítimas principais são grandes instituições bancárias, como Banco do Brasil, Banco Bradesco e Banco do Nordeste, além de administradoras de consórcios como a Porto Seguro. O esquema focava na obtenção de vultosos empréstimos e no financiamento de veículos pesados e de luxo que jamais eram quitados.

Operação Amicis: líderes do esquema respondem por 65 crimes de falsidade ideológica

O volume de crimes imputados à cúpula da associação criminosa é grande. Os líderes centrais, João Eduardo Costa de Souza, conhecido como “Duda”, e a mulher dele, Layana Soares da Costa, respondem individualmente por 65 crimes de falsidade ideológica e 17 crimes de estelionato.

Além desses, ambos são acusados de liderar a associação criminosa, coordenando a criação de dezenas de empresas de fachada para ocultar patrimônio e lesar credores.

Marcelo Spyrides Cunha também ocupa uma posição de destaque na denúncia como colíder da associação criminosa. As provas telemáticas revelaram que ele atuava em estreita colaboração com Layana e João Eduardo, funcionando como um dos operadores financeiros estratégicos para a circulação de valores ilícitos através de talões de cheques e transferências de empresas de fachada.

Contador forjava documentos para esquema de fraudes financeiras no RN

O contador José Ildo Pereira Leonardo é considerado peça técnica indispensável para a manutenção do esquema. Ele foi denunciado por 42 crimes de falsidade ideológica, além de associação criminosa.

Segundo as investigações, José Ildo utilizava sua prerrogativa profissional para forjar documentos societários, inserir dados falsos em sistemas públicos e fabricar faturamentos milionários inexistentes para induzir instituições financeiras a erro.

O modus operandi do grupo criminoso era dividido em fases cíclicas. A primeira etapa consistia na falsidade ideológica, com a criação de empresas “fantasmas” em nome de laranjas e com endereços fictícios. Uma vez que a empresa possuía uma aparência de solidez, o grupo partia para a fase do estelionato, contratando créditos e consórcios. Após a liberação dos valores ou bens, os pagamentos eram interrompidos e os lucros desviados.

Laranjas cediam nomes para abertura de empresas de fachada em esquema no RN

O núcleo de interpostas pessoas, os chamados “laranjas”, era composto por indivíduos como Francisca Marília, Francisca Sulmara e Alessandro Nicolau. Estes réus respondem por diversos crimes de falsidade ideológica e estelionato por terem cedido seus nomes e CPFs para a abertura das empresas e para a aquisição de bens.

Em muitos casos, eram pessoas de baixa renda que recebiam promessas de recompensa para participar da fraude. A investigação demonstrou que o grupo não se limitava a crimes eventuais, mas operava um “estado de falsidade perene”.

O uso de um “rodízio de CNPJs” permitia que, assim que uma empresa ficasse excessivamente endividada ou sob suspeita, o grupo ativasse uma nova pessoa jurídica para dar continuidade aos golpes, mantendo o fluxo financeiro da rede de lojas explorada pelos líderes.

MPRN requer separação de processos e confisco de bens dos denunciados

Devido à extrema complexidade do caso e ao elevado número de réus, o MPRN requereu a separação do feito em quatro ações penais distintas. Esta medida visa garantir a celeridade processual e a eficiência da justiça, dividindo o processo pelos núcleos identificados: o Núcleo dos Líderes, o Núcleo Amigo Colaborador, o Núcleo Fungível (laranjas) e o Núcleo Contábil.

O MPRN também solicitou à Justiça o confisco por equivalência de bens e valores para garantir o ressarcimento das vítimas. Foram estipulados valores individuais de perdimento baseados no prejuízo direto causado por cada réu.

Destacam-se as cifras de R$ 844.876,56 atribuídas a Joyce Karolyne e R$ 776.972,12 vinculadas a Viviane Galvão, ambas utilizadas para a aquisição fraudulenta de frotas de veículos.

Dois investigados registraram queixa falsa após avanço das investigações

Além dos crimes econômicos, dois denunciados enfrentam acusações de comunicação falsa de crime. Victor Hugo Gomes Souza e Braz e Joyce Karolyne de Moura Alexandrino registraram boletins de ocorrência simulando serem vítimas de uso indevido de dados quando as investigações avançaram.

No entanto, a análise de dados telemáticos provou que ambos eram colaboradores conscientes e ativos nas fraudes operadas pela cúpula. A comunicação falsa de crime agravou a situação dos investigados no processo.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Conta de luz segue sem custo extra Aneel mantém bandeira verde em março

Conta de luz segue sem custo extra: Aneel mantém bandeira verde em março

Bandeira tarifária verde é mantida pela Aneel pelo terceiro mês consecutivo; Chuvas e nível de reservatórios justificam manutenção da bandeira verde em março

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira (27), a manutenção da bandeira tarifária verde para o mês de março. A decisão significa que os consumidores brasileiros não terão custos adicionais em suas faturas de energia elétrica pelo terceiro mês seguido.

A bandeira verde é acionada quando as condições de geração de energia no país são consideradas favoráveis, não exigindo o acionamento de usinas termelétricas mais caras, cujo custo é repassado ao consumidor por meio das bandeiras amarela ou vermelha.

Bandeira tarifária verde é mantida pela Aneel pelo terceiro mês consecutivo

Com a confirmação para março, a bandeira verde completa uma sequência iniciada em janeiro. Este cenário traz previsibilidade ao orçamento das famílias e empresas, que não precisarão se preocupar com um acréscimo na conta de luz referente ao consumo deste mês.

Chuvas e nível de reservatórios justificam manutenção da bandeira verde em março

De acordo com a nota técnica divulgada pela Aneel, o principal fator para a manutenção da bandeira verde foi o aumento no volume de chuvas observado durante o mês de fevereiro. As precipitações elevaram o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas, que são a principal fonte de geração de energia no país.

A agência ressaltou em seu comunicado: “Ainda que a bandeira seja verde e as condições de geração sejam favoráveis na maior parte do tempo, importante lembrar que pode haver despacho complementar de usinas termelétricas para garantir a robustez do sistema elétrico em situações operativas específicas.”

Entenda como funciona o sistema de bandeiras tarifárias da Aneel

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias é um mecanismo que reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica no Brasil. As cores das bandeiras (verde, amarela e vermelha) indicam se a energia está mais barata ou mais cara de ser gerada, considerando as condições do Sistema Interligado Nacional (SIN).

A cada mês, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reavalia as condições de operação e define a melhor estratégia de geração para atender à demanda. Com base nessa previsão de custos, a Aneel define a cor da bandeira tarifária.

Quando a bandeira é verde, a conta de luz não sofre acréscimo. Já nos casos de bandeira amarela ou vermelha (patamares 1 e 2), a fatura mensal vem com um custo extra a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Os valores atualmente em vigor, caso haja mudança de bandeira, são:

  • bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 kWh consumidos;
  • bandeira vermelha, patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 por 100 kWh;
  • bandeira vermelha, patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 por 100 kWh.

Calendário da Aneel prevê nova definição de bandeira tarifária para abril

Anualmente, ao final do período úmido, em abril, a Aneel realiza uma revisão mais ampla e define os valores das bandeiras tarifárias para o ciclo seguinte. Para o curto prazo, a agência segue um calendário mensal de anúncios. A próxima definição, que indicará a bandeira a ser aplicada em abril, está agendada para o dia 27 de março.

Fotos: Marcello Casal Jr./Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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BRAVA Energia recebe prêmio máximo na OTC Houston pelo projeto Atlanta

BRAVA Energia recebe prêmio máximo na OTC Houston pelo projeto Atlanta

Companhia é a primeira independente brasileira a conquistar o OTC Distinguished Achievement Award for Companies, o “Oscar” do setor de O&G offshore global

BRAVA Energia recebe prêmio máximo na OTC Houston pelo projeto Atlanta

A BRAVA Energia, uma das principais empresas independentes de petróleo e gás do país, alcançou um marco histórico para a indústria nacional. A companhia foi anunciada como a vencedora do OTC Distinguished Achievement Award for Companies de 2026 pelo desenvolvimento do Sistema Definitivo do Campo de Atlanta, localizado na Bacia de Santos. Trata-se da primeira vez que uma empresa independente brasileira recebe o prêmio.

O reconhecimento reforça os valores da Companhia, ao transformar estratégia em execução, combinando excelência técnica, disciplina de capital e eficiência operacional. “A conquista do Prêmio OTC evidencia como competência técnica e gestão responsável caminham juntas na construção de valor sustentável para os nossos acionistas e para a indústria brasileira” comenta Richard Kovacs, diretor presidente da BRAVA.

Para o diretor de operações offshore da BRAVA, Carlos Travassos, o prêmio coroa um ciclo de entregas consistentes. “O desenvolvimento de Atlanta demonstra a alta capacidade da BRAVA na implementação de projetos complexos de grande porte, garantindo resiliência e expertise operacional para o portfólio da companhia. A conquista do prêmio máximo da OTC é um marco transformador que reafirma nossa estratégia de geração de valor e envia uma mensagem positiva para toda a indústria independente brasileira”.

A premiação coloca a BRAVA em um patamar de excelência global, sendo a única empresa brasileira independente a desenvolver um sistema de produção em águas profundas desde a sua fase inicial (greenfield). O projeto Atlanta, que recebeu investimentos de cerca de US$ 1,2 bilhão, conta com o FPSO Atlanta, unidade com capacidade para produzir até 50 mil barris de óleo por dia e estocar até 1,6 milhão de barris.

Concedido anualmente pela Offshore Technology Conference (OTC), em Houston (EUA), o prêmio é considerado o “Oscar” da indústria global de petróleo e gás. Ele reconhece conquistas excepcionais em inovação tecnológica, liderança e contribuições ambientais no desenvolvimento offshore.

Inovação e eficiência em águas profundas

O reconhecimento reflete não apenas a escala do projeto, mas a inovação tecnológica e o compromisso com a sustentabilidade. O Sistema Definitivo de Atlanta implementou tecnologias de ponta, como a utilização de bombas multifásicas conectadas a dois poços cada e medidas de eficiência energética que evitaram a emissão de mais de 100 mil toneladas de CO2 durante a adaptação do FPSO.

Desde o primeiro óleo, em dezembro de 2024, Atlanta já produziu mais de 11,1 milhões de barris de óleo. A eficiência operacional do ativo foi evidenciada pelo alcance do recorde diário de produção de 45,5 mil barris, um marco que aproxima a operação da capacidade total da unidade. O desempenho do projeto é um pilar central na estratégia da BRAVA para maximizar valor aos seus investidores, gerando resultados sustentáveis no longo prazo.

Desafios técnicos

Localizado a cerca de 185 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, na Bacia de Santos, Atlanta é reconhecido como o campo de óleo pesado mais profundo do mundo, situado em uma lâmina d’água superior a 1.500 metros. O projeto destaca-se pela superação de desafios técnicos complexos, como a produção de petróleo de alta viscosidade (14º API) e acidez em um reservatório raso, em águas profundas.

A vitória da BRAVA Energia no OTC Distinguished Achievement Award for Companies sinaliza um novo momento para o setor de óleo e gás no Brasil, destacando o papel das empresas independentes no desenvolvimento da indústria offshore.

O Campo de Atlanta é operado pela BRAVA em parceria com a Westlawn Americas Offshore, detentora de 20% de participação.

Foto: Divulgação

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Insights globais, impacto local: Ancar traduz tendências da NRF para lojistas

Insights globais, impacto local: Ancar traduz tendências da NRF para lojistas

Iniciativa conecta lojistas aos principais aprendizados da maior feira de varejo do mundo, fortalecendo estratégias para o mercado local

Insights globais, impacto local: Ancar traduz tendências da NRF para lojistas

Pela 11ª vez, a Ancar, uma das cinco maiores empresas de shopping centers do Brasil, traz aos seus lojistas da capital potiguar os insights mais recentes da NRF Retail’s Big Show, a maior feira de varejo do mundo, que aconteceu em janeiro em Nova York. A iniciativa acontece por meio de encontro exclusivo realizado em Natal nesta quinta-feira (5) no Teatro Riachuelo, para reforçar o compromisso da companhia com a inovação, o desenvolvimento do varejo e o fortalecimento de seu ecossistema de parceiros.

A curadoria do evento fica por conta do FFX Group, formado por Mariana Carvalho, Guga Shifino e Tiago Mello, responsáveis por traduzir as principais tendências em estratégias aplicáveis à realidade do mercado brasileiro. O objetivo é transformar conhecimento em oportunidades concretas de crescimento e inovação para os lojistas, consolidando a Ancar como pioneira no compartilhamento de inteligência estratégica no setor.

A iniciativa tem como foco antecipar tendências, fomentar o networking e impulsionar a evolução do varejo nos empreendimentos administrados pela Ancar. Neste ano, o evento contará com a presença dos gestores da Ancar: Marcos e Marcelo Carvalho, co-presidentes, e Evandro Ferrer, CEO da companhia.  Em Natal, a administradora é responsável pela gestão do Natal Shopping e do Midway Mall, recentemente acrescentado ao seu portfólio. 

Diferencial competitivo do varejo phygital

Durante o evento, serão apresentados os principais movimentos que estão redesenhando o varejo global, com destaque para o uso estratégico da inteligência artificial na personalização da jornada do consumidor, a integração cada vez mais fluida entre canais físicos e digitais, a evolução da experiência em loja como diferencial competitivo e o papel dos dados na tomada de decisão.  

Também devem ganhar espaço temas como eficiência operacional, novos modelos de negócio, sustentabilidade aplicada ao varejo e a importância da cultura organizacional como motor de inovação e crescimento.

“Estar à frente na leitura das transformações do varejo é uma premissa para nós. Levar esse conteúdo aos nossos parceiros lojistas fortalece o ecossistema dos shoppings e amplia a capacidade de inovação e adaptação dos negócios”, afirma Cecília Ligiéro, diretora de Marketing e Inovação da Ancar Ivanhoe. “Mais do que compartilhar conteúdo, esses encontros promovem troca de experiências, conexões estratégicas e alinhamento com o que há de mais atual no cenário global do varejo”, completa.

Os insights têm sido apresentados aos lojistas e parceiros da companhia em primeira mão, desde janeiro, por meio de rodadas estratégicas em nove capitais brasileiras. A agenda de encontros exclusivos para convidados incluiu São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre e Fortaleza. Após Natal, será a vez de Cuiabá e Porto Velho.

A iniciativa também reforça a visão estratégica da Ancar sobre o papel dos shopping centers como hubs de convivência, consumo e inovação, além de evidenciar o cuidado da companhia com o desenvolvimento contínuo de seus lojistas e parceiros. Todo o conteúdo apresentado nos encontros será disponibilizado na UAI Lojista – Universidade Ancar Ivanhoe Lojista, plataforma digital exclusiva da rede, ampliando o alcance dos aprendizados e democratizando o acesso às principais tendências do varejo global.

Foto: Divulgação

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Tarifaço dos EUA: Brasil é o país com maior redução de taxas, mas setores do RN mantêm cautela

Tarifaço dos EUA: Brasil é o país com maior redução de taxas, mas setores do RN mantêm cautela

Relatório aponta queda de 13,6 pontos percentuais na tarifa média brasileira após decisão da Suprema Corte americana. Pescado e sal marinho, importantes para a economia potiguar, ganham nova perspectiva, mas vigência de 150 dias gera incerteza

As alterações na política tarifária anunciadas pelo governo do presidente americano, Donald Trump, devem beneficiar o Brasil, que passa a ter a maior redução nas tarifas médias de exportação para os Estados Unidos. No entanto, para setores estratégicos da economia do Rio Grande do Norte, como a pesca e a indústria do sal, o cenário ainda é de cautela diante das incertezas sobre a duração e os efeitos práticos da medida.

Na sexta-feira (20), Trump fixou em 10% a nova tarifa global, elevando-a para 15% no dia seguinte. O ajuste ocorreu após a Suprema Corte dos EUA derrubar, por 6 votos a 3, a taxação de 50% que havia sido imposta a diversos parceiros comerciais no ano anterior. A nova alíquota de 15% entra em vigor nesta terça-feira (24) e é válida para todos os mercados que mantêm relações comerciais com os Estados Unidos.

Brasil lidera ranking de redução tarifária

De acordo com um relatório da Global Trade Alert, organização independente que monitora políticas de comércio internacional, o Brasil será o país mais beneficiado com a mudança. A expectativa é de uma queda de 13,6 pontos percentuais na tarifa média incidente sobre os produtos brasileiros. Em seguida, aparecem China (recuo de 7,1 pontos) e Índia (queda de 5,6 pontos).

Para a economia potiguar, a redução da alíquota chega em boa hora para itens importantes da pauta de exportação. Pescado e sal marinho, que ficaram de fora das negociações que aliviaram o tarifaço para alguns produtos em novembro do ano passado, continuavam sob a taxação de 50% e agora passam a ter uma nova perspectiva de competitividade no mercado americano.

Setor de pesca e sal monitoram impactos

A mudança na política tarifária é vista com otimismo controlado pelos representantes dos setores produtivos do Rio Grande do Norte. A avaliação é de que a alíquota de 15%, por ser linear para todos os países, evita a perda de competitividade que existia com a taxação diferenciada de 50%.

No entanto, a vigência da nova medida por apenas 150 dias gera preocupação, especialmente para segmentos que trabalham com contratos de longo prazo. A cadeia produtiva do sal, por exemplo, opera com planejamentos estendidos e depende de previsibilidade para firmar acordos comerciais. A indefinição sobre o que ocorrerá após esse período limita a capacidade de tomada de decisão dos exportadores.

Da mesma forma, o setor pesqueiro, que enfrenta um momento complicado em sua cadeia produtiva, aguarda os desdobramentos práticos da decisão. Os compradores americanos ainda não sinalizaram como irão reagir à nova alíquota, o que mantém o ambiente de negócios em compasso de espera.

Cenário nacional e impacto para o RN

Em âmbito nacional, o governo brasileiro comemorou a decisão da Suprema Corte americana. A nova alíquota de 15%, por ser igual para todos os países, mantém as condições de competitividade dos produtos brasileiros no mercado dos Estados Unidos. Em alguns setores específicos, como combustível, carne, café, celulose, suco de laranja e aeronaves, a tarifa foi zerada.

A Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern) projeta que o impacto para o mercado local tende a ser moderadamente positivo no curto prazo. Setores como pesca, sal, confeitaria e pedras de construção, que registraram queda de 25% nas exportações, com déficit de cerca de US$ 18 milhões, podem recuperar parte dessas perdas. Para produtos como manga e castanha de caju, que tiveram a tarifa ajustada de 10% para 15%, a expectativa é de manutenção dos volumes já contratados.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que acompanha os desdobramentos com atenção e cautela, dado o impacto significativo que medidas como essa têm sobre a parceria comercial entre Brasil e Estados Unidos. Estimativas apontam um potencial impacto positivo de até US$ 21,6 bilhões para o país, com perspectiva de ampliação do volume exportado sem incidência da tarifa máxima.

O cenário que se desenha aponta para uma oportunidade de recuperação gradual da balança comercial com os EUA, mas ainda exige prudência diante das incertezas jurídicas e comerciais que marcam o atual contexto internacional.

Fotos: Sandro Menezes/Governo do RN/Ilustração

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Imposto de Renda: prazo para emitir recibos de saúde de 2025 termina no domingo (28)

Imposto de Renda: prazo para emitir recibos de saúde de 2025 termina no domingo (28)

Documento eletrônico é obrigatório e garante a validação automática das despesas médicas na declaração; após o prazo, não haverá emissão retroativa

Imposto de Renda: prazo para emitir recibos de saúde de 2025 termina no domingo (28)

Médicos, psicólogos, fisioterapeutas, dentistas e demais profissionais de saúde que atuam como autônomos têm até o próximo domingo (28) para emitir os recibos referentes aos atendimentos realizados em 2025 pelo sistema Receita Saúde. O documento substitui definitivamente o recibo em papel e é indispensável para a validação das despesas médicas na Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF).

Desde o ano passado, a Receita Federal tornou obrigatório o uso do Recibo Eletrônico de Serviços de Saúde – Receita Saúde para profissionais de saúde que prestam serviços como pessoa física. A legislação permite a emissão até o último dia de fevereiro do ano seguinte ao da prestação do serviço. Assim, os recibos relativos ao ano-calendário de 2025 podem ser gerados até 28 de fevereiro de 2026.

Após essa data, conforme explica o contador Daniel Carvalho, diretor da Rui Cadete Consultores Associados, não será mais possível emitir recibos referentes a 2025. Segundo ele, a ausência do documento eletrônico pode comprometer a comprovação das despesas médicas declaradas pelos pacientes e gerar inconsistências na malha fina, com possíveis solicitações de esclarecimentos tanto ao profissional quanto ao contribuinte.

“O profissional de saúde precisa estar atento à emissão dos recibos dentro do prazo legal. A regularização evita inconsistências, notificações e transtornos futuros. Por outro lado, do ponto de vista do paciente, o recibo eletrônico é o que possibilita a validação automática das despesas médicas na declaração do Imposto de Renda. Sem isso, o contribuinte pode enfrentar dificuldades na comprovação do gasto junto ao Fisco”, alerta.

Daniel recomenda que a conferência seja feita com antecedência. “O ideal é que o contribuinte verifique, com antecedência, se já recebeu todos os recibos, e que o profissional confirme se todos os atendimentos de 2025 foram devidamente registrados no sistema. Não é aconselhável deixar essa checagem para o período da declaração, pois, depois do prazo, não há possibilidade de emissão retroativa”, orienta.

Imposto de Renda: prazo para emitir recibos de saúde de 2025 termina no domingo (28)
Imposto de Renda: prazo para emitir recibos de saúde de 2025 termina no domingo (28)

O que pode e o que não pode ser abatido no Imposto de Renda

Nas despesas com saúde, não há limite de valor para dedução no Imposto de Renda. O contribuinte pode abater integralmente os valores pagos, desde que devidamente comprovados. A Receita Federal considera como despesas dedutíveis:

  • Consultas médicas (clínico geral e especialistas);
  • Planos de saúde;
    Internações hospitalares, incluindo UTI e cirurgias;
  • Medicamentos utilizados exclusivamente durante internação;
  • Atendimentos com psicólogos;
  • Tratamentos odontológicos, incluindo próteses e ortodontia (exceto clareamento dental);
  • Sessões de fisioterapia;
  • Exames médicos e laboratoriais (sangue, imagem, entre outros).

“Mas é importante lembrar que não entram na dedução gastos com despesas já cobertas por seguro, custos com acompanhantes, remédios comprados em farmácia, mesmo com receita, nem passagens e hospedagens em viagens para tratamento”, pontua o diretor da Rui Cadete.

A declaração do Imposto de Renda 2026 deve seguir o calendário tradicional, com início previsto para meados de março e término no fim de maio.

Foto: Divulgação

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RN registra menor taxa de desocupação da história em 2025, aponta IBGE

RN registra menor taxa de desocupação da história em 2025, aponta IBGE

Taxa de desocupação no RN atinge 8,1% e supera marca do ano anterior

O Rio Grande do Norte fechou o ano de 2025 com a menor taxa anual de desocupação desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012. O índice ficou em 8,1%, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados nesta sexta-feira (20).

O resultado representa uma queda em relação a 2024, quando a taxa havia sido de 8,7%. Em 2020, ano mais crítico da pandemia de Covid-19, o estado chegou ao ápice da série, com 16,3% de desocupação. No início da medição, em 2012, o índice era de 10,8%.

No cenário nacional, 20 unidades da federação também registraram as menores taxas anuais da série em 2025. O país fechou o ano com desocupação média de 5,6%, recuando 1,1 ponto percentual em relação a 2024 (6,6%) e também atingindo o melhor resultado da série histórica.

Comparativo com outros estados e desempenho regional

Entre as maiores taxas de desocupação do país em 2025, destacam-se Piauí (9,3%), Bahia e Pernambuco (ambos com 8,7%) e Amazonas (8,4%). Já as menores taxas foram registradas em Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%).

Governo do RN atribui resultado a políticas de incentivo

O secretário adjunto da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação do RN (Sedec), Hugo Fonseca, avaliou que a redução gradativa da desocupação a partir de 2022 reflete políticas públicas adotadas pelas esferas federal e estadual. Segundo ele, os avanços se intensificaram entre 2023, quando a taxa era de 10,9%, e 2025, com a menor marca da série.

Fonseca destacou o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do RN (Proedi) como uma das ações responsáveis pelo cenário. Entre 2019 e 2025, o programa concedeu regime diferenciado de ICMS para estimular a atividade industrial, resultando em crescimento de 89% do setor e adesão média de 43 novas empresas por ano.

Ambiente de negócios e geração de empregos formais

O secretário adjunto afirmou que o resultado é fruto da articulação entre governo e setor produtivo. “O governo atua gerando um ambiente de negócios mais seguro, seja do ponto de vista jurídico, mas também fiscal e ambiental”, disse.

Os dados da PNAD Contínua se somam a outros indicadores positivos para o estado. Conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Rio Grande do Norte gerou 15.870 novos postos de trabalho formais ao longo de 2025.

Fotos: Carmem Felix/Sandro Menezes/Assecom/RN

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Abono salarial começa a ser pago nesta segunda (16); confira se você tem direito

Abono salarial começa a ser pago nesta segunda (16); confira se você tem direito

Benefício referente ao ano-base 2024 contempla trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos e pode chegar a R$ 1.621, com pagamentos até dezembro

Abono salarial começa a ser pago nesta segunda (16); confira se você tem direito

Milhares de trabalhadores brasileiros têm um motivo a mais para comemorar neste Carnaval. O primeiro lote do Abono Salarial PIS-Pasep 2026 começa a ser pago nesta segunda-feira (16) para trabalhadores nascidos em janeiro. O benefício, referente ao ano-base 2024, segue um calendário que se estende até 30 de dezembro, conforme o mês de nascimento do beneficiário. A consulta pode ser feita pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal Gov.br.

Nesta etapa inicial, o governo federal libera cerca de R$ 2,5 bilhões. Ao todo, o programa deve contemplar aproximadamente 1,8 milhão de trabalhadores da iniciativa privada inscritos no Programa de Integração Social (PIS) e 217,2 mil servidores públicos vinculados ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), totalizando R$ 32,3 bilhões, com pagamentos organizados de acordo com o mês de nascimento do beneficiário.

Segundo a especialista em questões trabalhistas e previdenciárias e diretora da DPi, Anna Karenina Dantas, a liberação escalonada do benefício exige atenção redobrada dos trabalhadores. “Muita gente tem direito ao abono, mas acaba não recebendo por falta de informação ou por inconsistências cadastrais. Consultar a Carteira de Trabalho Digital é essencial para não perder o prazo”, alerta.

Abono salarial começa a ser pago nesta segunda
Abono salarial começa a ser pago nesta segunda

Como consultar se tem direito ao abono salarial

Para verificar se tem direito ao benefício, o trabalhador deve:

  • baixar o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital no celular;
  • conferir se o app está atualizado;
  • fazer login com a senha do Gov.br;
  • acessar o menu “Benefícios” e, em seguida, “Abono Salarial”.

O valor do abono varia conforme o tempo de trabalho no ano-base, e o cálculo é feito a partir do salário mínimo vigente, dividido por 12 e multiplicado pela quantidade de meses trabalhados em 2024. Neste ano, o benefício pode variar de R$ 136 a R$ 1.621. “O abono não é um valor fixo para todos. Ele reflete o tempo efetivamente trabalhado, o que ainda gera dúvidas frequentes entre os beneficiários”, explica Karenina.

Têm direito ao Abono Salarial em 2026 os trabalhadores cadastrados no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, que tenham recebido remuneração média mensal de até R$ 2.766 no período trabalhado, tenham exercido atividade remunerada por, no mínimo, 30 dias em 2024 (consecutivos ou não) e estejam com os dados do vínculo empregatício corretamente informados pelo empregador no eSocial.

Em caso de dúvidas, o trabalhador pode buscar atendimento pelos canais do Ministério do Trabalho e Emprego, nas superintendências regionais do Trabalho ou pela central Alô Trabalho, no telefone 158.

Foto: Divulgação

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Declaração do Imposto de Renda 2026 exige atenção às mudanças e preparação antecipada

Declaração do Imposto de Renda 2026 exige atenção às mudanças e preparação antecipada

De acordo com Kennedy Paiva, professor da UnP, organizar os documentos com antecedência pode evitar contratempos no momento de prestar contas com o leão.

Declaração do Imposto de Renda 2026 exige atenção às mudanças e preparação antecipada

Com novas regras e atualizações trazidas pela Lei nº 214/2025, os contribuintes que vão declarar o Imposto de Renda em 2026, referente ao ano-calendário 2025, precisam ficar atentos às mudanças e iniciar a organização dos documentos com antecedência para evitar transtornos com a Receita Federal. O período de entrega da declaração costuma ter início no mês de março, conforme calendário divulgado anualmente pelo órgão.

Segundo Kennedy Paiva, professor da área de Gestão e Negócios da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, a preparação antecipada é fundamental para evitar contratempos na hora de prestar contas com o leão.

“Começar a se preparar com antecedência para o Imposto de Renda é fundamental, pois permite reunir toda a documentação com calma, evitar o estresse de última hora e identificar pendências a tempo. Além disso, a organização prévia reduz o risco de erros que podem levar à malha fina ou gerar multas por atraso, e quem entrega a declaração mais cedo geralmente recebe a restituição mais rápido”, pontua o professor.

Novas regras para 2026

As mudanças também atingem a declaração de investimentos, especialmente no que diz respeito a criptomoedas e outros ativos digitais. Novas exigências detalham como essas aplicações devem ser informadas, além de regras específicas para investimentos realizados fora do Brasil. A ampliação da declaração pré-preenchida, que estará ainda mais completa, também é apontada como um avanço, facilitando o preenchimento, embora a conferência dos dados continue sendo indispensável.

Investimentos

Kennedy Paiva chama atenção para o fato de que rendimentos e operações financeiras seguem entre os pontos que mais geram dúvidas na hora de declarar. “Aluguéis recebidos, ganhos com a venda de imóveis, ações ou criptomoedas, aplicações financeiras, dividendos e renda de trabalho autônomo ou informal exigem atenção, porque qualquer inconsistência pode gerar problemas com a Receita. Por isso, em muitos casos, é importante procurar apoio profissional”, orienta o especialista.

Deduções

As despesas dedutíveis também merecem atenção dos contribuintes, já que podem reduzir o imposto a pagar ou aumentar o valor da restituição. Gastos com educação, despesas médicas, contribuições previdenciárias e informações sobre dependentes estão entre os pontos que exigem maior cuidado no preenchimento. Mesmo quem está isento de declarar deve manter a documentação organizada, pois a Receita Federal pode solicitar comprovantes posteriormente.

Segundo Kennedy Paiva, despesas com saúde, educação, Previdência Social e previdência privada do tipo PGBL podem ser utilizadas como dedução, assim como dependentes e pensão alimentícia judicial. “É fundamental guardar todos os documentos por pelo menos cinco anos, mesmo para quem está isento, porque a Receita pode pedir esses comprovantes dentro desse período. Além disso, erros como omitir rendimentos, informar dados incorretos de dependentes ou declarar despesas sem comprovação estão entre os principais motivos que levam o contribuinte à malha fina”, conclui o docente da UnP.

Foto: Divulgação

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RN começa 2026 com caixa negativo de R$ 3 bilhões e gasto com pessoal acima do limite da LRF

RN começa 2026 com caixa negativo de R$ 3 bilhões e gasto com pessoal acima do limite da LRF

Relatório de Gestão Fiscal enviado ao Tesouro Nacional aponta indisponibilidade financeira e descumprimento do teto de gastos com folha de pagamento

O Rio Grande do Norte iniciou o ano de 2026 com um cenário fiscal crítico. Dados do Relatório de Gestão Fiscal do último quadrimestre de 2025, enviado pelo próprio governo estadual ao Tesouro Nacional no fim de janeiro, mostram que o Estado está com caixa negativo de R$ 3 bilhões. A situação coloca a administração estadual em alerta redobrado neste último ano de mandato da governadora Fátima Bezerra (PT).

O quadro potiguar é considerado um dos mais delicados do País, não apenas pela indisponibilidade financeira, mas também pelo fato de o Executivo estadual ter ultrapassado o limite de gastos com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A combinação dos dois fatores amplia os riscos fiscais e políticos em ano pré-eleitoral.

Caixa negativo compromete capacidade de pagamento do Estado

O conceito de caixa negativo, ou indisponibilidade de caixa, considera os chamados recursos não vinculados — aqueles que não são carimbados por lei para áreas específicas, como saúde e educação. Esses recursos indicam a real disponibilidade financeira do Estado para quitar despesas e assumir novos compromissos.

Estar com caixa negativo não paralisa automaticamente a máquina pública, mas demonstra que o governo não dispõe de recursos suficientes para honrar despesas herdadas de exercícios anteriores, os chamados restos a pagar, e ainda arcar com novos gastos. Na prática, isso pode levar à necessidade de contenção de despesas, adiamento de pagamentos e revisão de contratos para evitar o agravamento do desequilíbrio fiscal.

O valor negativo de R$ 3 bilhões significa que o Estado encerrou 2025 com mais compromissos financeiros do que recursos disponíveis em caixa, uma situação que exige ajustes ao longo de 2026 para que as contas possam ser equilibradas até o fim do mandato.

Gasto com pessoal ultrapassa teto legal da LRF

Além do caixa negativo, o Rio Grande do Norte também descumpriu o limite de gastos com pessoal imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. De acordo com o relatório enviado ao Tesouro Nacional, o Poder Executivo estadual comprometeu 56,41% da Receita Corrente Líquida com a folha de pagamento.

O teto permitido pela LRF para o Poder Executivo estadual é de 49%. O descumprimento desse limite pode gerar uma série de sanções ao Estado. Entre as penalidades previstas estão restrições a transferências voluntárias da União e impedimentos para contratar novos empréstimos com garantia federal.

Caso não haja reenquadramento nos limites legais, o RN pode enfrentar dificuldades adicionais para obter aval da União em operações de crédito, o que limita ainda mais a capacidade de investimento da administração estadual. A situação exige medidas de contenção de despesas com pessoal, que podem incluir a não realização de concursos, a redução de jornada ou até mesmo a demissão de servidores comissionados e temporários.

O que diz a Lei de Responsabilidade Fiscal

Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, é proibido aos governantes assumir novas despesas sem que haja recursos suficientes em caixa para quitá-las, especialmente nos meses finais da gestão. Também é vedado deixar dívidas para o sucessor sem a devida previsão orçamentária.

O descumprimento dessas regras pode configurar irregularidade fiscal e sujeitar o gestor a penalidades, incluindo a inelegibilidade e a responsabilização por crime de responsabilidade, dependendo da gravidade da situação apurada pelos órgãos de controle.

No caso do Rio Grande do Norte, a combinação de caixa negativo com gasto de pessoal acima do limite coloca a administração estadual em posição delicada diante da LRF e dos órgãos de fiscalização, como o Tribunal de Contas do Estado e o Tesouro Nacional.

Nova regra fiscal entra em vigor em 2027

Uma mudança legislativa aprovada no ano passado impõe uma restrição adicional para os Estados que não conseguirem equilibrar as contas. A partir de 1º de janeiro de 2027, entes federativos que não tiverem dinheiro suficiente em caixa para honrar compromissos do ano anterior e outras obrigações financeiras ficarão impedidos de conceder ou ampliar benefícios tributários.

Isso significa que, para encerrar o mandato com as contas no azul e evitar novas limitações a partir do próximo ano, o governo do RN terá de promover ajustes fiscais ao longo de 2026. A medida afeta diretamente a capacidade do Estado de utilizar incentivos fiscais como ferramenta de política econômica e desenvolvimento regional.

Situação nacional e outros Estados com caixa negativo

Além do Rio Grande do Norte, outros entes federativos também iniciaram o ano com caixa negativo, como Minas Gerais, Alagoas, Rio Grande do Sul, Tocantins, Acre e o Distrito Federal. Entre eles, Minas Gerais apresentou o pior resultado nominal, com déficit de R$ 11,3 bilhões em caixa.

Ainda assim, o caso potiguar chama atenção pela combinação de indisponibilidade financeira com o estouro do limite de pessoal, um cenário que amplia os riscos fiscais e políticos. Enquanto alguns Estados enfrentam apenas um dos problemas, o RN precisa lidar simultaneamente com a falta de caixa e o descumprimento do teto de gastos com folha.

O governo do Rio Grande do Norte não se manifestou sobre os números divulgados no relatório até o momento. A reportagem segue acompanhando o assunto e aguarda posicionamento oficial da administração estadual sobre as medidas que pretende adotar para reequilibrar as contas e se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal ao longo de 2026.

Foto: Elisa Elsie/Governo do RN/Ilustração/Arquivo / Sandro Menezes/Governo do RN/Ilustração

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Greve geral na Argentina cancela voos com partida e chegada em Natal

Greve geral na Argentina cancela voos com partida e chegada em Natal

Paralisação de 24 horas contra reforma trabalhista de Javier Milei afeta operações da JetSMART e GOL no Aeroporto de São Gonçalo do Amarante

Passageiros que embarcariam de Natal para a Argentina nesta quinta-feira (19) foram surpreendidos com o cancelamento de voos no Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante. A paralisação é reflexo da greve geral convocada na Argentina contra a reforma trabalhista do governo de Javier Milei.

A paralisação, com duração de 24 horas, conta com adesão de sindicatos que representam pilotos, funcionários de aeroportos e trabalhadores responsáveis pelo abastecimento das aeronaves, o que comprometeu as operações aéreas em todo o território argentino e afetou voos com origem e destino ao Brasil.

Quatro voos cancelados no Aeroporto de Natal

De acordo com informações da administração aeroportuária, foram cancelados quatro voos nesta quinta-feira. Dois deles eram partidas: um da JetSMART, previsto para 11h35, e outro da GOL, marcado para 12h30. Ambos tinham como destino Buenos Aires, na Argentina.

Também foram cancelados dois voos de chegada: um da GOL, previsto para 10h25, e um da JetSMART, com chegada programada para as 10h35. As duas companhias operam rotas regulares entre Natal e Buenos Aires.

Os cancelamentos atingiram diretamente passageiros que planejavam viajar para a Argentina ou retornar ao Rio Grande do Norte nesta quinta-feira. A orientação das empresas é para que os clientes consultem os canais oficiais e busquem alternativas de remarcação ou reembolso.

Greve na Argentina afeta operações aéreas

A greve geral convocada na Argentina tem como alvo a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei. A paralisação envolve diversas categorias profissionais, com destaque para os setores de transporte e aviação civil.

A adesão de pilotos, tripulantes, funcionários de aeroportos e trabalhadores de abastecimento de aeronaves comprometeu a realização de voos com partida, chegada ou conexão em aeroportos argentinos. Dezenas de voos entre Brasil e Argentina foram cancelados ou reprogramados ao longo do dia, afetando companhias aéreas que operam a rota.

Além da JetSMART e da GOL, outras empresas que realizam voos entre os dois países também anunciaram ajustes em suas malhas aéreas em razão da paralisação. A orientação para passageiros com viagens programadas para os próximos dias é acompanhar a situação junto às companhias.

O que dizem as companhias aéreas

A JetSMART informou, por meio de nota, que precisou ajustar parte de seu itinerário devido à paralisação na Argentina. A empresa oferece aos passageiros afetados pelos cancelamentos a possibilidade de remarcar a viagem sem custo adicional ou diferença tarifária para voos até 15 de março de 2026.

A companhia orienta os clientes a acessarem o site oficial ou entrarem em contato com o serviço de atendimento ao consumidor para verificar as opções disponíveis e realizar a remarcação.

Já a GOL informou que está comunicando os clientes por e-mail e SMS sobre os cancelamentos. A empresa oferece duas opções aos passageiros afetados: remarcação sem custo para outras datas ou reembolso integral do valor pago pela passagem.

A GOL reforça que os passageiros devem buscar os canais oficiais da companhia para obter informações detalhadas sobre os procedimentos de remarcação ou reembolso, bem como para esclarecer dúvidas sobre voos futuros.

Orientações para passageiros com voos cancelados

Passageiros que tinham viagem marcada a partir de Natal com destino à Argentina, ou que aguardavam a chegada de voos vindos do país vizinho, devem consultar diretamente a companhia aérea para verificar a situação do voo e as alternativas disponíveis.

Especialistas em direito do passageiro recomendam que os viajantes guardem todos os comprovantes de contato com a empresa, incluindo protocolos de atendimento, e-mails e mensagens, para eventual necessidade de reclamação posterior ou solicitação de indenização por danos, caso se aplique.

Em casos de cancelamento, as companhias aéreas são obrigadas a oferecer assistência material aos passageiros, que pode incluir alimentação, hospedagem e transporte, dependendo do tempo de espera para a remarcação do voo.

A administração do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante informa que os passageiros devem buscar informações diretamente com as empresas aéreas nos balcões de atendimento ou pelos canais oficiais de cada companhia. A situação dos voos para os próximos dias ainda pode sofrer alterações, dependendo do desdobramento da greve geral na Argentina.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN/Ilustração

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Toffoli deixa caso Master e STF escolhe novo relator; entenda os próximos passos

Toffoli deixa caso Master e STF escolhe novo relator; entenda os próximos passos

Em reunião de três horas, ministros decidem por unanimidade validar decisões de Toffoli, mas aceitam seu pedido para deixar o caso após relatório da Polícia Federal apontar menções em conversas de Daniel Vorcaro

O ministro Dias Toffoli não é mais o relator do inquérito que investiga as fraudes no Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Após uma reunião de aproximadamente três horas convocada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, Toffoli formalizou o pedido de saída do caso na noite desta quinta-feira (12). O ministro André Mendonça foi sorteado como o novo relator e comandará os próximos passos da investigação a partir de agora.

A decisão ocorre um dia após a Polícia Federal entregar a Fachin um relatório com menções ao nome de Toffoli encontradas em mensagens no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O conteúdo do documento está sob segredo de Justiça.

Em nota oficial conjunta, os dez ministros do STF afirmaram que não há motivos para suspeição ou impedimento de Toffoli e reconheceram a “plena validade dos atos praticados” por ele até o momento na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos vinculados ao caso Master. O texto ressalta que a saída ocorreu “a pedido do Ministro Dias Toffoli”.

Reunião tensa no STF termina com saída negociada

A reunião que selou a mudança na relatoria foi marcada por momentos de tensão, segundo relatos de ministros ouvidos pela imprensa. Fachin iniciou o encontro lendo trechos do relatório da Polícia Federal. Em seguida, Toffoli fez uma defesa ponto a ponto, apresentou documentos e buscou rebater as informações que ampliaram a pressão sobre sua permanência no comando do processo.

Inicialmente, o ministro sinalizou que não queria abrir mão do caso. No entanto, ao perceber resistência entre os colegas e a avaliação predominante de que as pressões internas e externas não cessariam, Toffoli aceitou a saída como a melhor solução institucional para conter o desgaste. O gesto foi interpretado como um “alívio geral” e permitiu a construção de um meio-termo, no qual os ministros redigiram conjuntamente a nota que oficializou a decisão, negando a suspeição mas acolhendo o pedido de afastamento .

Ao deixar a reunião, Toffoli afirmou aos jornalistas que o clima foi “excelente” e que a decisão foi “tudo unânime”

André Mendonça assume relatoria em sorteio eletrônico

Com a vaga aberta, a Presidência do STF promoveu a redistribuição do caso por meio de sorteio eletrônico ainda na noite de quinta-feira. O ministro André Mendonça foi o escolhido para ser o novo relator do inquérito que apura as supostas fraudes no Banco Master.

Mendonça, que já é relator de outro inquérito no STF sobre descontos indevidos em benefícios do INSS, terá agora a responsabilidade de conduzir os próximos desdobramentos da investigação. Caberá a ele decidir, entre outros pontos, sobre a permanência do caso no STF e a revisão de decisões anteriores de Toffoli que foram alvo de críticas.

O relatório da PF: indícios de crimes e fundamentação jurídica

O documento enviado pela Polícia Federal ao presidente do STF teve um papel central na crise. De acordo com apurações da imprensa, o relatório apontou a possível existência de indícios de crimes nos fatos envolvendo o ministro e também citou a necessidade de análise sobre sua suspeição para permanecer como relator.

A PF fundamentou seu envio com base no artigo 33 da Lei Orgânica da Magistratura (Loman). O dispositivo determina que, “quando, no curso de investigação, houver indício da prática de crime por parte do magistrado, a autoridade policial […] remeterá os respectivos autos ao Tribunal ou órgão especial competente para o julgamento, a fim de que prossiga na investigação” . A corporação também se apoiou em artigo do regimento interno do STF que trata dos procedimentos para declarar suspeição de ministros.

O relatório não fez um pedido direto de suspeição, mas apontou a existência de elementos para que a medida fosse considerada. Fachin, ao receber o documento, tratou-o como um pedido de suspeição e abriu um processo interno (AS 244), dando vista a Toffoli para defesa e, posteriormente, à Procuradoria-Geral da República . A reunião dos ministros foi a etapa seguinte para deliberar sobre o tema.

Conexões com resort e mensagens apreendidas

O conteúdo do relatório da PF refere-se a mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, apreendido durante buscas da Operação Compliance Zero. As conversas, que estão sob sigilo, incluem diálogos entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, discutindo pagamentos para a empresa Maridt Participações, da qual Dias Toffoli é sócio.

A Maridt foi uma das proprietárias do resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR). Em setembro de 2021, a empresa vendeu sua participação no empreendimento para o fundo Arllen, que, segundo investigações, pertencia a Fabiano Zettel. O negócio teria gerado pagamentos à Maridt, e há menções a repasses que ocorreram até 2025, ano em que a transação foi concluída.

Em nota divulgada mais cedo na quinta-feira, Toffoli confirmou ser sócio da Maridt, classificou a empresa como familiar e administrada por parentes. O ministro afirmou que “jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel” e que “desconhece o gestor do Fundo Arllen, bem como jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro”.

Decisões de Toffoli no caso Master podem ser revistas

A atuação de Toffoli à frente do inquérito desde novembro de 2025 gerou uma série de controvérsias e questionamentos. Uma das decisões mais criticadas ocorreu em janeiro de 2026, quando ele determinou que todo o material apreendido pela Polícia Federal na segunda fase da operação fosse lacrado e armazenado no STF, sob o argumento de evitar riscos às provas.

Após vaivéns, o ministro autorizou que as provas ficassem sob a guarda da Procuradoria-Geral da República, mas investigadores manifestaram preocupação com o acesso e a possível contaminação ou nulidade do material . Toffoli também foi criticado por ter puxado a investigação para o STF, acatando pedido da defesa de um diretor do Master com base na citação de um deputado federal sem relação direta com o núcleo principal da apuração.

Outro episódio que gerou desgaste foi a viagem de Toffoli a Lima, no Peru, em um jatinho do empresário Luiz Pastore para assistir à final da Libertadores, em novembro de 2025. No voo, estava também Augusto Arruda Botelho, advogado de um dos diretores do Master. O ministro confirmou a viagem, mas afirmou a interlocutores que não discutiu o processo.

Agora, com André Mendonça na relatoria, ele terá o poder de revisar essas decisões. O novo relator pode, por exemplo, determinar a devolução das investigações à primeira instância, rever o sigilo imposto ao processo e decidir sobre o acesso da PF e da PGR às provas apreendidas.

Defesa de Vorcaro critica vazamentos

A defesa de Daniel Vorcaro também se manifestou sobre o caso. Em nota, os advogados do banqueiro expressaram “preocupação com o vazamento seletivo de informações, que acaba por gerar constrangimentos indevidos, favorecer ilações e a construção de narrativas equivocadas, além de prejudicar o pleno exercício do direito de defesa”.

O Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025. As investigações da Polícia Federal apuram um suposto esquema de fraudes que pode chegar a R$ 17 bilhões, envolvendo a concessão de créditos falsos e a tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB).

Fotos: José Cruz/Agência Brasil / Bruno Peres/Agência Brasil / Rovena Rosa/Agência Brasil

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Varejo do RN tem 2ª maior queda do país em janeiro, de 7,6%

Varejo do RN tem 2ª maior queda do país em janeiro, de 7,6%

Estado potiguar registrou retração de 7,6% na comparação com janeiro de 2025, atrás apenas do Rio Grande do Sul (-10,2%). Cenário nacional foi de queda generalizada, com exceção do Amapá

O comércio varejista do Rio Grande do Norte registrou a segunda maior queda do país em janeiro de 2026. De acordo com o Índice do Varejo Stone, que mede o desempenho do setor, o estado teve uma retração de -7,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O desempenho só não foi pior que o do Rio Grande do Sul, que apresentou queda de -10,2% no período.

Os dados, compilados no mais recente relatório da Stone sobre o mercado varejista brasileiro, mostram que todos os estados da federação registraram variação negativa em janeiro, com exceção do Amapá, que cresceu 2,9%. O índice “restrito” utilizado na pesquisa exclui os segmentos de materiais de construção, veículos e peças e o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (atacarejo).

No ranking nacional, as menores retrações foram observadas no Maranhão (-0,1%), Pará (-0,4%), Piauí (-1,0%) e Roraima (-1,1%). Além do Rio Grande do Norte e do Rio Grande do Sul, as maiores quedas ocorreram no Amazonas (-7,3%), Santa Catarina (-6,5%), São Paulo e Distrito Federal (-6,4%) e Espírito Santo (-6,2%).

Análise do cenário nacional e local

O resultado negativo do Rio Grande do Norte está alinhado a uma tendência observada em todo o território nacional. No panorama geral, o índice restrito recuou -0,9% em janeiro na comparação com dezembro. Já na análise anual, ante janeiro de 2025, a queda foi mais acentuada, chegando a -5,6%.

De acordo com análise do Conselho Regional de Economia (Corecon/RN), a retração observada no estado é reflexo de um movimento comum no primeiro mês do ano, quando os consumidores reduzem os gastos para equilibrar as finanças após as despesas das festas de fim de ano. O cenário de queda, no entanto, foi generalizado e atingiu todos os segmentos comerciais pesquisados, incluindo combustíveis, farmácias, vestuários e calçados.

Fatores macroeconômicos pressionam consumo

Além da sazonalidade, fatores macroeconômicos contribuíram para o desempenho negativo do varejo. O índice aponta o mercado de crédito como um elemento predominante para a redução no consumo. Com a taxa Selic mantida em 15% ao ano, o custo do crédito se elevou, impactando diretamente o orçamento das famílias já comprometido com dívidas.

O início do ano também é marcado por despesas extras com tributos, como IPVA e IPTU, que pressionam ainda mais a capacidade de compra da população. A combinação entre juros elevados e endividamento das famílias torna o consumidor mais seletivo, segundo a análise do Corecon/RN.

Desempenho por setor e perspectivas de recuperação

Em todo o país, apenas um segmento registrou variação positiva em janeiro. O setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentou alta de 1,4% no período. Apesar do crescimento, o setor também sofreu os efeitos da retração geral, com uma leve redução no faturamento dos supermercados, de acordo com a análise econômica.

Para os próximos meses, a expectativa é de um cenário de recuperação gradual. Entre os fatores que podem contribuir para a melhora do desempenho do varejo estão a desvalorização do dólar frente ao real, a queda da inflação e o início da redução gradual da taxa Selic, previsto para março.

Outro fator que deve injetar recursos na economia é a isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil, medida que entrou em vigor em 2026. A avaliação do Corecon/RN é de que o comércio e o setor de serviços, que respondem por mais de 72% da economia potiguar, seguem como forças latentes e devem apresentar recuperação a partir do segundo semestre.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Varejo sem fricção em 2026: pesquisa sobre comportamento do consumidor revela as exigências de cada geração na jornada de compra

Varejo sem fricção em 2026: pesquisa sobre comportamento do consumidor revela as exigências de cada geração na jornada de compra

Estudo do Reclame AQUI em parceria com a FFX, apresentado em Nova Iorque, durante a NRF mostra que Millennials priorizam preço, Geração Z quer experiência e Boomers exigem atendimento humano. Mas, independentemente da geração, 47% dos consumidores já adotam uma jornada híbrida e a principal exigência é reduzir esforço, atrito e perda de tempo na hora de comprar

Varejo sem fricção em 2026: pesquisa sobre comportamento do consumidor revela as exigências de cada geração na jornada de compra

Em um cenário em que a tecnologia deveria facilitar o consumo, comprar tem se tornado uma tarefa cada vez mais trabalhosa para o consumidor. Essa é uma das principais conclusões da nova pesquisa do Reclame AQUI, realizada em parceria com a FFX e apresentada na sede do Google, em Nova Iorque, nesta quarta-feira (14), durante o encerramento da NRF 2026 (National Retail Federation) – o maior e mais importante evento global do varejo. O estudo revela que, mais do que experiências sofisticadas, o consumidor brasileiro exige em 2026 uma jornada de compra sem fricção, tanto no ambiente físico quanto no digital.

De acordo com o levantamento, 47% dos consumidores já equilibram suas compras entre lojas físicas e online, consolidando a jornada híbrida como padrão. A disputa entre canais perde relevância diante de um novo desafio para as marcas: oferecer o melhor dos dois mundos com o mínimo de esforço para o cliente. Frustrações com preço, desorganização e atendimento continuam sendo fatores decisivos para afastar consumidores do varejo presencial.

“Em 2026, a inovação que o cliente mais valoriza é a ausência de esforço. E o trabalho das empresas é como usar a tecnologia não para impressionar, mas para resolver os problemas reais. Se a sua jornada (física ou digital) exige “trabalho” do consumidor, você não está competindo; você está mandando o cliente para o concorrente”, analisa o CEO e cofundador do Reclame AQUI, Edu Neves.

A pesquisa mostra ainda que o consumidor assume um papel cada vez mais crítico e racional, usando a tecnologia para comparar preços e informações antes de decidir. A loja física passa a ser um espaço de validação da escolha feita no digital, o que eleva a régua de exigência das marcas em todos os pontos de contato.

Diferença entre gerações

Os dados evidenciam diferenças geracionais importantes. Entre os principais motivos que afastam 57% dos consumidores das lojas físicas está a percepção de preços piores em relação ao online, uma frustração especialmente forte entre os Millennials (nascidos entres 1981 a 1996), que não hesitam em usar o ponto de venda como showroom e finalizar a compra pelo celular. Já a Geração Z (1997-2012), mais jovem e nativa digital, aponta a dificuldade em encontrar produtos e a desorganização como grandes barreiras. O esforço de deslocamento/estacionamento (42%)  e a dificuldade em encontrar os produtos (32%) também aparecem entre os motivos em geral.

Quando questionados sobre o que os faria visitar mais as lojas físicas, as respostas reforçam o abismo geracional. Millennials buscam preços mais competitivos e benefícios exclusivos no ponto de venda. A Geração Z deseja uma experiência mais agradável, com possibilidade de testar e provar produtos. Boomers (nascidos antes de 1965) valorizam atendimento humano, com funcionários treinados e postura consultiva, enquanto a Geração X (1965-1980) destaca o imediatismo de levar o produto na hora como principal diferencial do varejo físico.

Outro ponto relevante do estudo é a relação do consumidor com a Inteligência Artificial. Embora a tecnologia seja vista como aliada para reduzir atritos, o controle ainda permanece com o humano. Apenas 14% dos consumidores aceitariam que um assistente de IA comparasse opções e finalizasse uma compra de forma autônoma, grupo majoritariamente composto pela Geração Alpha (nascidos a partir de 2010). A maioria prefere manter a decisão final: 33% fazem questão de aprovar todas as etapas do processo e 24% aceitariam a IA apenas até a recomendação, sem automatizar a compra.

A utilidade da tecnologia no ponto físico também varia conforme a idade. Boomers valorizam informações de estoque em tempo real antes de sair de casa. A Geração Z prioriza agilidade no pagamento, com PIX e NFC para evitar filas. Millennials enxergam no self-checkout um caminho para mais autonomia e eficiência.

Além da experiência, a confiança segue como fator central de conversão. A pesquisa aponta que 65% dos consumidores consideram a reputação da marca decisiva na hora da compra, enquanto apenas 8% decidem por recomendações de influenciadores. Reviews orgânicos e a nota no Reclame AQUI funcionam como prova social e selo de segurança antes do clique e da visita à loja. Se a marca não transmite confiança no digital, ela sequer entra no conjunto de escolha do consumidor para o ambiente físico.

“A pesquisa deixa claro que cada geração tem uma dor e um desejo diferente. Ignorar essas nuances é o caminho mais curto para não estar entre as marcas preferidas. Vence aquela que se tornar uma facilitadora, usando dados e tecnologia para entregar conveniência no online e uma experiência inteligente e humana no físico. Ainda é sobre pessoas, o elemento humano ainda é um diferencial, a tecnologia é o meio”, salienta Neves.

Os dados apresentados durante o fechamento da NRF fazem parte do e-book “Consumir está dando trabalho? A jornada híbrida e a confiança do consumidor em 2026.”

A pesquisa Reclame AQUI + FFX foi realizada entre os dias 30 de dezembro de 2025 e 2 de janeiro de 2026, com mais de 2,1 mil participantes, por meio do site do Reclame AQUI.

Foto: Divulgação

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Sinduscon/RN realiza 1ª assembleia geral ordinária de 2026 com foco em planejamento, habitação e fortalecimento do setor

Sinduscon/RN realiza 1ª assembleia geral ordinária de 2026 com foco em planejamento, habitação e fortalecimento do setor

Sindicato reuniu diretoria e associados para alinhar metas de 2026 e fortalecer competitividade da construção civil no RN.

Sinduscon/RN realiza 1ª assembleia geral ordinária de 2026 com foco em planejamento, habitação e fortalecimento do setor

Na tarde desta terça-feira (10), o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon/RN) realizou, na Casa da Indústria, sua primeira assembleia geral ordinária de diretoria e associados. 

Durante a reunião, o Sinduscon/RN apresentou um balanço das ações desenvolvidas nos meses de dezembro de 2025 e janeiro de 2026, além do seu planejamento estratégico, que irá orientar as iniciativas da entidade nos próximos períodos, com foco no fortalecimento institucional e na competitividade do setor. 

Temas relevantes para o ambiente de negócios também foram discutidos, como atualizações jurídicas, negociações vigentes com a Coopercon/RN, além do Programa RN + Moradia – uma iniciativa voltada à ampliação do acesso à habitação no estado. O momento também contou com a apresentação da estrutura do atacado da Caixa Econômica Federal, fundamental para o financiamento de empreendimentos imobiliários, e dos serviços do Sistema FIERN, por meio do IEL, SESI e SENAI. 

Segundo Sérgio Azevedo, presidente do Sinduscon/RN, o encontro reafirmou o compromisso do sindicato com a transparência, a representatividade e a atuação conjunta entre o setor produtivo, instituições e poder público. 

Sinduscon/RN realiza 1ª assembleia geral ordinária de 2026
Sinduscon/RN realiza 1ª assembleia geral ordinária de 2026

“Tivemos participação massiva, com mais de cinquenta associados, o que demonstra o engajamento do setor. Discutimos temas centrais para a construção civil, apresentamos resultados concretos das ações do Sinduscon e avançamos no planejamento estratégico para 2026. A presença do diretor da CEHAB, trazendo o fluxo e o status do programa RN + Moradia, e do gerente da Caixa Econômica Federal, com novidades sobre a estrutura da Caixa no atacado, foi fundamental, assim como as discussões sobre negociações coletivas, atualizações jurídicas e outras pautas estruturantes. Saímos alinhados e convictos de que o diálogo institucional é o caminho para gerar investimento, emprego e desenvolvimento do nosso estado”, concluiu. 

Foto: Divulgação

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Servidor público pode reduzir carga horária de trabalho sem corte salarial para cuidar de dependente com autismo após decisão do STF

Servidor público pode reduzir carga horária de trabalho sem corte salarial para cuidar de dependente com autismo após decisão do STF

Decisão do STF consolida direito previsto em lei federal e amplia aplicação para estados e municípios garantindo redução de carga horária sem compensação e sem prejuízo da remuneração; Mylena Leite Ângelo explica fundamentos, alcance e como exigir o direito

Servidor público pode reduzir carga horária de trabalho sem corte salarial para cuidar de dependente com autismo após decisão do STF

Servidor público pode reduzir jornada sem corte salarial para cuidar de dependente com autismo após decisão do STF. O direito está expressamente previsto no art. 98, § 3º, da Lei nº 8.112/1990, que assegura horário especial ao servidor que tenha cônjuge, filho ou dependente com deficiência, quando comprovada a necessidade por laudo médico oficial, sem exigência de compensação e sem prejuízo da remuneração. Como o Transtorno do Espectro Autista é reconhecido como deficiência para todos os efeitos legais pela Lei nº 12.764/2012 e pela Lei nº 13.146/2015, a redução de carga horária aplica-se integralmente aos casos de autismo.

O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no Tema 1.097 da Repercussão Geral ao fixar tese de que é constitucional conceder jornada especial a servidor público que tenha filho ou dependente com deficiência, independentemente de compensação de horário. A decisão reforça a aplicação também para servidores estaduais e municipais, mesmo quando não houver previsão idêntica na legislação local, com fundamento nos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da proteção à pessoa com deficiência.

A advogada Mylena Leite Ângelo, especialista em Direito do Servidor Público e fundadora do escritório Mylena Leite Advocacia, explica que servidor público pode reduzir jornada sem corte salarial para cuidar de dependente com autismo sempre que houver comprovação técnica da necessidade. Segundo Mylena Leite Ângelo, a redução de jornada ou redução de carga horária não é ato discricionário da administração pública, mas cumprimento obrigatório de norma federal com respaldo constitucional. “Havendo laudo médico que comprove o diagnóstico de autismo e a necessidade de acompanhamento contínuo, o direito deve ser assegurado. A negativa administrativa pode contrariar entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal”, afirma Mylena Leite Ângelo.

O alcance do direito não se limita apenas a filhos. A Lei 8.112 menciona cônjuge, filho ou dependente com deficiência, o que amplia a proteção jurídica para responsáveis legais por pessoa com autismo. Na prática, o servidor deve apresentar laudo médico atualizado, demonstrar a necessidade de acompanhamento em terapias ou tratamentos e formalizar requerimento administrativo, podendo ser submetido à junta médica oficial do órgão. Em decisões judiciais pelo país, a redução de carga horária tem sido concedida de forma proporcional à necessidade comprovada, especialmente quando o acompanhamento ocorre em horário comercial.

Servidor público pode reduzir carga horária de trabalho sem corte salarial para cuidar de dependente com autismo após decisão do STF
Servidor público pode reduzir carga horária de trabalho sem corte salarial para cuidar de dependente com autismo após decisão do STF

O tema ganha relevância diante do aumento dos diagnósticos de autismo. Dados do CDC indicam prevalência estimada de 1 caso de TEA a cada 36 crianças. O crescimento da demanda por terapias multidisciplinares em horário comercial impacta diretamente famílias e servidores públicos responsáveis pelo acompanhamento. Para Mylena Leite Ângelo, a consolidação do entendimento pelo STF traz segurança jurídica e impõe dever de adequação aos entes federativos. “Servidor público pode reduzir jornada sem corte salarial para cuidar de dependente com autismo quando comprova a necessidade. Esse direito tem base legal expressa e respaldo constitucional”, conclui Mylena Leite Ângelo.

Para mais informações sobre redução de carga horária para servidor público que acompanha pessoa com autismo, fundamentos legais e orientações práticas, Mylena Leite Ângelo disponibiliza conteúdos explicativos em seu perfil no Instagram, acesse: @mylenaleiteadvocacia.

Notas

Art. 98, § 3º, da Lei nº 8.112/1990 prevê horário especial ao servidor que tenha cônjuge, filho ou dependente com deficiência, sem compensação e sem prejuízo da remuneração, mediante comprovação da necessidade.

Lei nº 12.764/2012 institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e reconhece a pessoa com TEA como pessoa com deficiência para todos os efeitos legais.

Lei nº 13.146/2015, Estatuto da Pessoa com Deficiência, reforça a proteção integral e a igualdade de direitos.

STF, Tema 1.097 da Repercussão Geral, fixou tese favorável à concessão de jornada especial a servidor público com filho ou dependente com deficiência, independentemente de compensação.

Sobre a especialista

Mylena Leite Ângelo é advogada especialista em Direito do Servidor Público e está à frente do escritório Mylena Leite Advocacia. Fundado em 2012, o escritório atua nacionalmente com sede no Rio Grande do Norte. Com mais de 40 colaboradores e uma carteira superior a 15 mil clientes, já recuperou mais de R$ 100 milhões em direitos para profissionais da saúde e servidores públicos. Embora seja referência no Direitos dos Servidores públicos na área de educação e saúde, também atua nas áreas trabalhista, previdenciária e administrativa.

Foto: Divulgação

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Aeroporto de Natal reajusta tarifas de embarque e conexão a partir de março de 2026

Aeroporto de Natal reajusta tarifas de embarque e conexão a partir de março de 2026

Tarifa de embarque doméstico e internacional terá novos valores; Conexões passam a ter cobrança única para voos nacionais e internacionais

O Aeroporto Internacional de Natal terá reajuste nas tarifas cobradas dos passageiros a partir do dia 10 de março de 2026. A informação consta em comunicado divulgado pela concessionária Zurich Airport no site oficial do terminal. As alterações envolvem principalmente as tarifas de embarque e de conexão, com novos valores aplicados a voos domésticos e internacionais.

O reajuste tem como base uma portaria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicada no Diário Oficial da União em dezembro de 2025, conforme previsto no contrato de concessão do aeroporto.

Tarifa de embarque doméstico e internacional terá novos valores

Com a atualização, a tarifa de embarque doméstico passará de R$ 46,20 para R$ 48,26. Já a tarifa de embarque internacional será reajustada de R$ 80,90 para R$ 84,51, conforme os valores divulgados pela concessionária.

As tarifas de embarque são cobradas diretamente dos passageiros e integram o valor final das passagens aéreas comercializadas pelas companhias.

Tarifa de conexão também sofre reajuste no Aeroporto de Natal

A tarifa de conexão, cobrada por passageiro, também terá novo valor. O custo passará de R$ 14,00 para R$ 14,62, sendo aplicado de forma única tanto para voos domésticos quanto para voos internacionais.

De acordo com as informações disponíveis, os novos valores constam no Anexo 4 do Contrato de Concessão nº 004/ANAC/2023, que estabelece as regras de atualização tarifária do terminal.

Último reajuste ocorreu em fevereiro de 2025, segundo concessionária

Segundo dados disponíveis no site do Aeroporto Internacional de Natal, o último reajuste nas tarifas aeroportuárias ocorreu em 17 de fevereiro de 2025. O novo aumento segue o calendário e os critérios definidos pela Anac no contrato de concessão firmado com a operadora do aeroporto.

Reajuste também atinge tarifas cobradas das companhias aéreas

Além das tarifas percebidas diretamente pelos passageiros, o reajuste anunciado para março de 2026 também abrange custos operacionais pagos pelas companhias aéreas que utilizam o terminal.

A tarifa de pouso por tonelada, por exemplo, será alterada tanto em operações domésticas quanto internacionais. Em voos domésticos, o valor passa de R$ 14,32 para R$ 14,96. Já em voos internacionais, a tarifa sobe de R$ 38,15 para R$ 39,85.

Tarifas de permanência de aeronaves são atualizadas

As tarifas de permanência de aeronaves também tiveram atualização. Os valores variam conforme o tipo de voo e o porte da aeronave, com cobrança diferenciada para permanência no pátio de manobras e nas áreas de estadia do aeroporto.

Os novos valores passam a valer na mesma data do reajuste das demais tarifas, conforme informado pela concessionária.

Serviços de carga e armazenagem entram no reajuste tarifário

O reajuste das tarifas no Aeroporto Internacional de Natal alcança ainda os serviços de armazenagem e capatazia de cargas. Para a carga importada, a tarifa de capatazia por quilo passa de R$ 0,0835 para R$ 0,0872, com aumento também no valor mínimo cobrado pelo serviço.

As tarifas de armazenagem seguem percentuais progressivos aplicados sobre o valor da mercadoria, variando conforme o tempo de permanência no terminal de cargas. Há ainda valores específicos para cargas de alto valor, cargas em trânsito e mercadorias destinadas à exportação, conforme previsto na tabela tarifária atualizada.

Fotos: Sandro Menezes/Governo do RN

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Abertura de empresas cresce no RN em 2025 com liderança dos MEIs, mostra boletim oficial

Abertura de empresas cresce no RN em 2025 com liderança dos MEIs, mostra boletim oficial

Microempreendedores individuais lideram saldo de abertura de empresas no Rio Grande do Norte em 2025

O Rio Grande do Norte registrou crescimento no saldo de abertura de empresas em 2025, conforme dados do Boletim Empresarial elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), em parceria com a Junta Comercial do Estado do Rio Grande do Norte (JUCERN). O levantamento aponta aumento no número de empresas formalizadas e saldo positivo em todos os portes empresariais e regiões do estado.

De acordo com o boletim, o desempenho reflete a ampliação da formalização de negócios e a manutenção de registros empresariais ativos ao longo do período analisado. O saldo positivo foi observado entre microempreendedores individuais, microempresas, empresas de pequeno porte e empresas de maior porte.

MEIs concentram maior saldo de novas empresas

Os microempreendedores individuais (MEIs) foram responsáveis pela maior parte do saldo empresarial registrado em 2025. Segundo os dados, o grupo apresentou saldo positivo de 18.859 empresas, concentrando a maior parcela das novas formalizações no estado.

Além dos MEIs, outros portes empresariais também apresentaram crescimento. As microempresas registraram saldo positivo de 2.155 novos registros. As empresas de pequeno porte contabilizaram 1.375, enquanto as empresas de maior porte somaram 580 novas empresas no período.

Segundo a SEDEC, os números indicam continuidade no registro de empresas ativas e manutenção das atividades formais nos diferentes segmentos econômicos do estado.

Setor de serviços responde pela maior parte do saldo empresarial

A análise por setor econômico mostra que o setor de serviços concentrou 75% do saldo empresarial registrado em 2025 no Rio Grande do Norte. O comércio respondeu por 14% do crescimento, enquanto a indústria representou 11% do saldo total.

Entre os segmentos com maior número de registros líquidos estão Transporte, Armazenagem e Correio, com saldo de 3.296 empresas; Comércio, com 3.278; e Atividades Administrativas e Serviços Complementares, com 2.962 novos registros.

Também apresentaram saldo positivo setores como serviços profissionais, alojamento e alimentação, educação e saúde, conforme o levantamento divulgado pela SEDEC e JUCERN.

Empresário Individual lidera registros por natureza jurídica

No recorte por natureza jurídica, o modelo de Empresário Individual apresentou o maior saldo de registros em 2025, com 16.493 novas empresas. As Sociedades Limitadas também registraram crescimento, com saldo positivo de 6.314 empresas no período.

Outros formatos jurídicos, como sociedades anônimas, cooperativas e consórcios, também apresentaram saldos positivos, mantendo participação no conjunto de registros empresariais do estado.

Região Metropolitana de Natal concentra maior número de novos registros

Os dados territoriais do Boletim Empresarial indicam concentração do saldo empresarial na Região Metropolitana de Natal. A capital potiguar liderou o levantamento, com saldo positivo de 7.728 empresas em 2025.

Na sequência aparecem os municípios de Parnamirim, com 2.739 novos registros, e Mossoró, com 2.552. Também foram registrados saldos positivos em São Gonçalo do Amarante, Extremoz e Macaíba.

No interior do estado, municípios como Currais Novos, Ceará-Mirim, Assu e Caicó apresentaram crescimento no número de empresas formalizadas, conforme os dados consolidados no boletim.

Dados integram monitoramento da atividade empresarial no estado

Segundo a SEDEC, os dados do Boletim Empresarial integram o acompanhamento contínuo da atividade econômica no Rio Grande do Norte. A parceria com a JUCERN reúne informações sobre abertura, encerramento e manutenção de empresas, a partir de registros oficiais.

O levantamento é utilizado como base para análise do comportamento empresarial no estado e acompanhamento da formalização de negócios nos diferentes setores e regiões.

Fotos: Carmem Felix/Raiane Miranda/Governo do RN/Ilustração

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Sinduscon/RN participa da primeira reunião de governança do Ecossistema de Inovação Local da Construção Civil

Sinduscon/RN participa da primeira reunião de governança do Ecossistema de Inovação Local da Construção Civil 

Encontro no Sebrae/RN, em Natal, marca início prático do projeto 

Sinduscon/RN participa da primeira reunião de governança do Ecossistema de Inovação Local da Construção Civil 

Na tarde desta quinta-feira (05), o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon/RN) participou da primeira reunião de governança do Ecossistema de Inovação Local da Construção Civil (ELI Construção Civil). A iniciativa representa um avanço estratégico para o fortalecimento da inovação, da competitividade e do desenvolvimento sustentável do setor no estado. 

A reunião teve como principal objetivo dar início à execução das ações estratégicas definidas durante a construção do ELI, em 2025, consolidando um modelo colaborativo que integra construtoras, entidades representativas, instituições de ensino e pesquisa, ambientes de inovação, poder público e agentes de fomento. 

De acordo com Adelle Nogueira, consultora do Sebrae/RN e consultora sênior dos Agentes Locais de Inovação em Ecossistemas, o encontro teve como foco a estruturação da governança, a validação do plano de ação e o desdobramento das ações que irão impulsionar o desenvolvimento do setor. 

“Hoje estruturamos a governança, alinhamos regras, princípios e normas, revisitamos alguns pontos que já foram debatidos anteriormente pelo grupo. Além disso, validamos as ações do plano de intervenção. Após essa validação, avançamos para o desdobramento dessas ações no formato 5W2H, detalhando a justificativa de cada ação, os indicadores que esperamos alcançar e como tudo isso será executado”, explica a consultora. 

Sinduscon/RN participa da primeira reunião de governança do Ecossistema de Inovação Local da Construção Civil
Sinduscon/RN participa da primeira reunião de governança do Ecossistema de Inovação Local da Construção Civil

Débora Melo, agente local de inovação responsável por acompanhar de perto a governança, enfatiza o trabalho colaborativo do projeto. “É importante lembrar que este é um ecossistema setorial, que envolve todo o Rio Grande do Norte. Embora a atuação esteja concentrada na Grande Natal, sempre que houver eventos e agendas estratégicas, vamos buscar essa integração em todo o estado”, pontua. 

Durante o encontro, foi reforçado o papel da governança como guardiã do propósito do ecossistema, com a responsabilidade de criar condições favoráveis à implementação das ações prioritárias, ao acompanhamento de indicadores, ao estímulo à cultura de inovação e à realização de ajustes estratégicos, sempre que necessário. 

Além do Sinduscon/RN, Sebrae/RN e Fiern, participam da governança do ELI Construção Civil instituições como Senai, Coopercon, Metrópole Parque UFRN, ITNC/IFRN, Pax, CREA/RN, Idema, Corpo de Bombeiros, Banco do Nordeste e Caixa Econômica Federal. 

Com vigência inicial de dois anos, a governança do ELI Construção Civil prevê a implementação de ações voltadas ao intercâmbio de boas práticas entre construtoras, à digitalização de processos, à adoção de tecnologias como o BIM, à integração entre indústria e varejo e ao desenvolvimento de soluções inovadoras para os principais desafios do setor. Ao final desse período, o modelo poderá ser renovado, assegurando a continuidade e a evolução do ecossistema. 

Para Ismália Carvalho, diretora executiva do Sinduscon/RN, essa primeira reunião representou um avanço importante para a construção civil do nosso estado. “A estruturação dessa agenda colaborativa, com metas claras e foco em inovação, modernização dos processos e integração entre os diversos atores do setor, é fundamental para acompanhar resultados, alinhar interesses e garantir que as iniciativas previstas no plano de ação gerem impactos concretos e sustentáveis para a indústria da construção civil potiguar”, finalizou. 

Foto: Divulgação

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Exportações caem e superávit do RN recua 66,5% em janeiro de 2026

Exportações caem e superávit do RN recua 66,5% em janeiro de 2026

Frutas seguem como principal item exportado pelo estadol; Ouro entra na pauta e responde por parcela relevante das vendas

A balança comercial do Rio Grande do Norte iniciou o ano de 2026 com saldo positivo, porém em nível inferior ao registrado tanto no fim de 2025 quanto no início do ano anterior. Em janeiro, o estado exportou US$ 77,9 milhões, uma queda de cerca de 30% em relação ao mesmo mês de 2025.

No mesmo período, as importações somaram US$ 56,3 milhões, com crescimento de 18% na comparação anual. O resultado foi um superávit de US$ 21,6 milhões, valor 66,5% menor que o registrado em janeiro de 2025, quando o saldo havia sido de US$ 64,6 milhões.

Exportações recuam em relação a 2025 e dezembro

Em janeiro de 2025, as exportações potiguares haviam alcançado US$ 112,3 milhões, com crescimento de 22% frente a 2024. Já em dezembro de 2025, o estado exportou US$ 109,2 milhões e importou US$ 34,5 milhões, cenário distinto do observado no início de 2026.

Mesmo com o saldo positivo, o Rio Grande do Norte ocupou a 19ª posição no ranking nacional de exportações, respondendo por 0,34% das vendas externas brasileiras no mês.

Frutas lideram pauta, mas ouro ganha espaço em 2026

As frutas e nozes frescas ou secas permaneceram como principal item da pauta exportadora potiguar em janeiro, com US$ 31,4 milhões, o equivalente a 40,3% do total exportado. O segmento, no entanto, apresentou queda de 13,9% em relação ao mesmo período de 2025.

A principal novidade do mês foi o ouro não monetário, que respondeu por 38,3% das exportações, com US$ 29,8 milhões. O produto não havia sido exportado em janeiro do ano anterior.

Já as exportações de óleos combustíveis somaram US$ 9,5 milhões, registrando queda de 84,7% em relação a janeiro de 2025.

Canadá e Suíça lideram crescimento entre destinos

Entre os destinos das exportações do RN, o Canadá liderou as compras, com US$ 17,3 milhões, crescimento superior a 2.700%. A Suíça aparece em seguida, com US$ 13,2 milhões, variação superior a 20 mil por cento, crescimento associado às exportações de ouro.

Em contrapartida, houve retração em mercados tradicionais. As vendas para os Países Baixos caíram 35,9%, para US$ 12,8 milhões. Os Estados Unidos reduziram as compras em 68,9%, somando US$ 2,8 milhões. Reino Unido e Espanha também apresentaram quedas.

Importações crescem com foco em bens industriais

O crescimento das importações foi impulsionado principalmente por bens industriais. O principal item foi o de geradores elétricos giratórios e suas partes, que somaram US$ 11,6 milhões, após praticamente não aparecerem na pauta em janeiro de 2025.

Também tiveram peso relevante os óleos combustíveis, com US$ 10,5 milhões, e componentes eletrônicos, como válvulas e transistores, que somaram US$ 6,7 milhões. As importações de trigo e centeio mantiveram estabilidade, com US$ 6,3 milhões.

Brasil registra superávit maior em janeiro

Enquanto o RN apresentou superávit menor, o Brasil registrou saldo positivo de US$ 4,34 bilhões em janeiro, o segundo melhor resultado da série histórica para o mês. As exportações brasileiras somaram US$ 25,15 bilhões, enquanto as importações recuaram 9,8% na comparação anual.

Projeções indicam superávit elevado para 2026

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta para 2026 um superávit comercial entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões. Já o Boletim Focus, do Banco Central, estima saldo em torno de US$ 67,65 bilhões.

Foto: Divulgação/Governo do RN/Arquivo

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Gasolina e diesel sobem na refinaria de Guamaré e novos preços passam a valer nesta semana

Gasolina e diesel sobem na refinaria de Guamaré e novos preços passam a valer nesta semana

Reajuste divulgado pela Brava Energia altera valores da gasolina A e do diesel A S500 no Rio Grande do Norte

O preço da gasolina e do diesel produzidos na refinaria de Guamaré, no Rio Grande do Norte, foi reajustado nesta semana. As informações constam em atualização divulgada nesta quinta-feira (5) pela Brava Energia, empresa responsável pela operação da unidade.

De acordo com os dados oficiais, a gasolina A teve aumento de R$ 0,01 por litro, enquanto o diesel A S500 registrou reajuste de R$ 0,09 nas duas modalidades comercializadas: EXA e LCT.

Gasolina A registra leve aumento no valor de referência

No caso da gasolina A, o preço passou de R$ 2,52, valor praticado em 29 de janeiro, para R$ 2,53 por litro. A variação foi de R$ 0,01 no período, conforme a tabela de preços divulgada pela Brava Energia.

A gasolina A é o produto base comercializado pelas refinarias e serve como referência para a formação do preço final da gasolina vendida ao consumidor, após a adição de etanol anidro e a incidência de tributos.

Diesel A S500 tem maior variação nas duas modalidades

O diesel A S500 apresentou a maior variação entre os combustíveis reajustados. Na modalidade EXA, o preço passou de R$ 3,19 para R$ 3,28 por litro, representando aumento de R$ 0,09.

Na modalidade LCT, o valor subiu de R$ 3,21 para R$ 3,30 por litro, também com acréscimo de R$ 0,09. As duas modalidades são comercializadas pela refinaria de Guamaré e atendem diferentes perfis de compradores no mercado de combustíveis.

Valores servem como referência para o mercado

Os preços praticados na refinaria de Guamaré funcionam como referência para o mercado de combustíveis e podem influenciar o valor final pago pelos consumidores nos postos, a depender de fatores como carga tributária, custos logísticos, despesas de transporte, além das margens de distribuição e revenda.

A Brava Energia realiza atualizações periódicas nos preços dos combustíveis produzidos na refinaria potiguar. As divulgações ocorrem, em regra, todas as quintas-feiras, com publicação oficial dos novos valores praticados.

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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APER acompanha diálogo com Cosern sobre faturamento da energia solar no RN

APER acompanha diálogo com Cosern sobre faturamento da energia solar no RN

Neoenergia Cosern anuncia reforço no atendimento presencial e agenda novo encontro para março após queixas sobre cobranças na energia solar.

APER acompanha diálogo com Cosern sobre faturamento da energia solar no RN

Após a repercussão das queixas de consumidores e empresários sobre o aumento nas contas e mudanças no faturamento da energia solar, a Neoenergia Cosern divulgou nota oficial informando que iniciou diálogo com representantes do setor no Rio Grande do Norte. A concessionária confirmou a realização de uma reunião com a Associação Potiguar de Energias Renováveis (APER) e empresas do segmento para esclarecer dúvidas relacionadas aos clientes de Micro e Minigeração Distribuída (MMGD).


Segundo a distribuidora, entre as medidas anunciadas está o reforço no atendimento presencial aos consumidores que buscam esclarecimentos sobre faturamento e compensação de energia. A iniciativa ocorre em meio à mobilização de clientes e empresários, que cobram mais transparência nas cobranças e chegaram a anunciar protestos em Natal diante das recentes mudanças que impactaram as faturas.


A Neoenergia Cosern também informou que um novo encontro com representantes do setor solar já está agendado para o início de março, indicando que o tema seguirá em debate nas próximas semanas.


Enquanto isso, consumidores continuam relatando dificuldades relacionadas à contabilização da energia, incidência de impostos e valores finais considerados elevados.


Para o presidente da APER, Williman Oliveira, a associação segue atuando de forma firme em defesa do setor e dos consumidores.
“A APER está sempre atenta às necessidades dos seus associados e ao bom atendimento dos clientes da geração distribuída. Temos buscado o diálogo permanente com a Cosern para que as demandas sejam resolvidas de forma célere e justa”, destacou.

Foto: Divulgação

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Nova regra do Imposto de Renda deve beneficiar 158 mil potiguares a partir deste mês

Nova regra do Imposto de Renda deve beneficiar 158 mil potiguares a partir deste mês

Medida isenta quem ganha até R$ 5 mil e cria faixa de transição, com descontos progressivos, para rendimentos de até R$ 7.350; especialista explica impactos no contracheque

Cerca de 158,5 mil trabalhadores potiguares devem ser beneficiados com as novas regras do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), já a partir dos salários pagos em fevereiro. A medida isenta totalmente contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil e prevê descontos progressivos para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350, alterando a retenção na fonte e elevando o valor líquido recebido.

De acordo com dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal (CETAD), mais de 98 mil potiguares que ganham até R$ 5 mil por mês deixam de pagar Imposto de Renda a partir deste mês. Outros 60,4 mil contribuintes, com rendimentos na faixa intermediária, passam a ter redução gradual no imposto descontado em folha. Com isso, o número de pessoas isentas de IR no estado sobe de 146,7 mil para 244,7 mil.

Para Anna Karenina Dantas, diretora da DPi, consultoria especializada em soluções trabalhistas e previdenciárias, o principal diferencial da mudança está no impacto imediato sobre a renda mensal. “Essa atualização não fica apenas no campo da expectativa futura. Ela altera a retenção na fonte e já aparece no contracheque de fevereiro, o que faz diferença real no orçamento das famílias”, afirma.

Nova regra do Imposto de Renda deve beneficiar 158 mil potiguares
Nova regra do Imposto de Renda deve beneficiar 158 mil potiguares

Segundo ela, embora a isenção mensal traga alívio financeiro, é fundamental compreender que a apuração do imposto continua sendo anual. “A nova tabela reorganiza a cobrança ao longo do ano, mas não elimina o ajuste anual. Quem tem mais de uma fonte de renda, recebe valores variáveis ou possui deduções específicas precisa acompanhar com atenção para evitar surpresas na declaração”, alerta Karenina.

A legislação mantém a lógica da tributação progressiva para rendimentos acima de R$ 5 mil, na qual o desconto ocorre de forma escalonada – até R$ 7.350. Deduções legais, como contribuição previdenciária oficial e dependentes informados corretamente à fonte pagadora, seguem sendo consideradas no cálculo da base tributável. O 13º salário continua sujeito à tributação exclusiva na fonte, também observando os novos parâmetros.

Para as empresas, Karenina explica que a mudança demanda ajustes operacionais, especialmente na parametrização da folha de pagamento. “É essencial revisar as parametrizações da folha de pagamento e garantir que os dados cadastrais dos trabalhadores estejam atualizados. Uma aplicação incorreta da tabela pode gerar retenções indevidas ou diferenças a compensar no ajuste anual”, destaca a diretora da DPi.

Além do impacto individual, a especialista ressalta que a ampliação da isenção contribui para um ambiente econômico mais equilibrado. “Quando o trabalhador passa a receber mais líquido, há reflexos no consumo, na formalização e na previsibilidade das relações de trabalho. Mas isso só funciona bem quando empresas, contadores e trabalhadores estão alinhados e bem orientados sobre as regras”, conclui.

As mudanças passam a valer para o ano-calendário de 2026 e terão seus efeitos consolidados na declaração de ajuste anual a ser entregue em 2027. Até lá, a recomendação dos especialistas é acompanhar de perto os contracheques, os informes de rendimentos e eventuais variações no imposto retido ao longo do ano.

Foto: Divulgação

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Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2) em todo o país

Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2) em todo o país

Reajuste de 6,79% foi oficializado por decreto federal e já vale para trabalhadores, aposentados e pensionistas

O novo salário mínimo no valor de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores em todo o país. O valor corresponde ao contracheque referente ao mês de janeiro e já incorpora o reajuste definido pelo governo federal.

O aumento foi oficializado por meio do Decreto nº 12.797/2025, que estabeleceu o novo piso nacional a partir deste ano.

Reajuste foi de 6,79%, equivalente a R$ 103

Em relação ao valor anterior, o salário mínimo teve um reajuste de 6,79%, o que representa um acréscimo de R$ 103. A atualização segue a política de valorização do salário mínimo adotada pelo governo federal.

Essa política considera dois principais indicadores econômicos: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação, e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Política de valorização segue limites do arcabouço fiscal

O cálculo do reajuste do salário mínimo observa os parâmetros estabelecidos pelo novo arcabouço fiscal. De acordo com as regras vigentes, o aumento real do piso salarial não pode ultrapassar o limite de 2,5% acima da inflação registrada no ano anterior.

Com isso, o reajuste aplicado respeita os limites fiscais definidos em lei, ao mesmo tempo em que incorpora o crescimento econômico medido pelo PIB.

Aposentados e pensionistas do INSS já recebem novo valor

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo salário mínimo no último dia 26. O pagamento segue o calendário oficial da Previdência Social e ocorre conforme o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador.

De acordo com o cronograma divulgado pelo INSS, os pagamentos com o novo valor seguem até esta sexta-feira (6).

Valor impacta benefícios atrelados ao piso nacional

O salário mínimo serve como referência para o pagamento de diversos benefícios previdenciários e assistenciais. Com o novo valor em vigor, passam a ser atualizados automaticamente os benefícios que utilizam o piso nacional como base de cálculo.

O novo salário mínimo também é utilizado como parâmetro em contratos de trabalho, pisos salariais e outros instrumentos legais que adotam o valor mínimo nacional como referência.

Valor pode ser conferido no contracheque

Os trabalhadores podem conferir o novo valor do salário mínimo no contracheque referente ao mês de janeiro. No caso dos beneficiários do INSS, a informação consta no demonstrativo de pagamento disponibilizado pelos canais oficiais da Previdência Social.

O decreto que oficializou o reajuste estabelece a vigência do novo piso a partir do início do ano, com reflexos diretos nos pagamentos realizados a partir deste mês.

Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo / Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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Empresas e clientes do setor solar anunciam protesto contra cobranças da Neoenergia Cosern em Natal

Empresas e clientes do setor solar anunciam protesto contra cobranças da Neoenergia Cosern em Natal

Manifestação do setor de energia solar está marcada para o dia 6 de fevereiro em frente à sede da concessionária

Clientes, integradores e vendedores de equipamentos de energia solar anunciaram a realização de um protesto em frente à sede da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), em Natal. A manifestação está prevista para a próxima sexta-feira, dia 6 de fevereiro, a partir das 8h, e é motivada por reclamações relacionadas a cobranças e a procedimentos operacionais atribuídos à concessionária.

De acordo com a organização do ato, mais de 250 empresas que atuam no setor de energia solar já confirmaram participação na mobilização. O protesto também deve reunir consumidores que afirmam ter sido impactados por mudanças recentes no sistema de cobrança adotado pela Cosern, especialmente no que se refere à geração distribuída de energia elétrica.

Os organizadores informam que a mobilização tem caráter pacífico e busca chamar a atenção para situações que, segundo eles, vêm afetando empresas e clientes que utilizam sistemas de geração própria de energia solar. A principal reivindicação é a revisão de procedimentos administrativos e operacionais que estariam resultando em prejuízos financeiros aos consumidores.

Entre os pontos listados pelos manifestantes estão mudanças no sistema de cobrança sem comunicação prévia aos clientes. Segundo os relatos, essas alterações teriam gerado cobranças inesperadas, dificultando o planejamento financeiro de consumidores e empresas do setor.

Outro ponto citado é o desligamento de unidades geradoras de energia solar sem explicações consideradas suficientes por parte da concessionária. De acordo com os organizadores, há registros de sistemas desconectados da rede elétrica sem que os responsáveis pelas unidades recebessem informações claras sobre os motivos ou prazos para regularização.

Também são mencionados parcelamentos de valores que teriam sido realizados sem o consentimento dos clientes. Conforme os relatos, consumidores teriam identificado parcelamentos em faturas de energia sem solicitação prévia ou autorização expressa.

A falta de compensação de créditos para unidades beneficiárias é outro item apontado pelos organizadores do protesto. Segundo eles, consumidores que produzem energia solar e injetam excedente na rede estariam enfrentando dificuldades para ter os créditos corretamente compensados em outras unidades cadastradas.

Além disso, há reclamações relacionadas a atrasos tanto na compensação quanto na cobrança de unidades geradoras. De acordo com os manifestantes, esses atrasos estariam provocando inconsistências nas faturas e dificultando a conferência dos valores cobrados mensalmente.

Outro ponto de insatisfação envolve a cobrança da taxa de iluminação pública. Segundo os organizadores, consumidores com geração própria de energia solar estariam sendo cobrados pela taxa, mesmo nos casos em que consideram não haver consumo compatível com o valor lançado nas contas.

Os participantes do ato afirmam que a geração de energia solar não é o fator que gera os conflitos, mas sim falhas administrativas e operacionais atribuídas à concessionária. A mobilização tem como objetivo cobrar esclarecimentos, maior transparência nos processos e a correção das situações relatadas.

Até o momento da divulgação do protesto, a Cosern não havia se manifestado oficialmente sobre a mobilização nem sobre as reclamações apresentadas por clientes, integradores e empresas do setor de energia solar.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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RN cria quase 16 mil empregos formais em 2025 e fecha o ano com saldo positivo

RN cria quase 16 mil empregos formais em 2025 e fecha o ano com saldo positivo

O desempenho foi sustentado pela geração de postos de trabalho em diferentes setores produtivos da economia potiguar

O mercado de trabalho formal do Rio Grande do Norte encerrou o ano de 2025 com saldo positivo de 15.870 empregos com carteira assinada, conforme dados consolidados no Boletim de Empregabilidade elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC). O resultado decorre de 257.414 admissões e 241.544 desligamentos registrados ao longo do período.

O desempenho foi sustentado pela geração de postos de trabalho em diferentes setores produtivos da economia potiguar, com destaque para Serviços, Indústria, Comércio e Agropecuária, responsáveis pela maior parte do saldo positivo observado no ano.

Serviços lideram geração de empregos no RN

O setor de Serviços apresentou o maior saldo de empregos formais em 2025, com a criação de 5.218 novos vínculos. Dentro do segmento, o agrupamento que reúne Administração Pública, Defesa, Seguridade Social, Educação, Saúde Humana e Serviços Sociais respondeu por 2.780 vagas, concentrando a maior parcela do crescimento setorial.

Comércio registra mais de 4,7 mil novas vagas

O Comércio também registrou saldo positivo, com a criação de 4.722 empregos formais ao longo de 2025. O desempenho do setor foi impulsionado principalmente pelo Comércio Varejista, responsável por 3.470 postos de trabalho, representando a maior contribuição dentro do segmento.

Indústria amplia postos de trabalho em 2025

A Indústria encerrou o ano com saldo positivo de 5.036 empregos formais. As Indústrias de Transformação responderam por 1.676 vagas, com destaque para o segmento de Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios, que concentrou parte relevante das admissões no setor industrial.

Agropecuária mantém saldo positivo no interior do estado

A Agropecuária contribuiu com 1.093 novos empregos formais, impulsionada pelas atividades de Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Aquicultura, segmentos que mantêm participação na geração de trabalho e renda em municípios do interior do Rio Grande do Norte.

Municípios com maior saldo de empregos formais

No recorte territorial, os municípios com os maiores saldos positivos de empregos formais em 2025 foram:

  • Natal: +7.108 vagas
  • Parnamirim: +2.167 vagas
  • São Gonçalo do Amarante: +1.800 vagas
  • Macaíba: +1.070 vagas
  • Extremoz: +535 vagas

Os dados indicam concentração da geração de empregos nos principais polos urbanos, com disseminação do crescimento para municípios da Região Metropolitana e entorno.

Segundo a equipe técnica da SEDEC, os resultados observados em 2025 confirmam a manutenção de uma trajetória positiva do mercado de trabalho formal no Rio Grande do Norte, com destaque para a diversificação produtiva e a participação dos setores de Serviços, Comércio e Indústria.

Boletim de Empregabilidade: https://tinyurl.com/yvzwp5kx

Fotos: Daniel Herrera – Sedec/RN / Assecom/RN

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Copom mantém Selic em 15% ao ano apesar do recuo da inflação

Copom mantém Selic em 15% ao ano apesar do recuo da inflação

Decisão foi tomada por unanimidade e era esperada pelo mercado financeiro

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 15% ao ano. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (28) e já era esperada pelo mercado financeiro.

Esta é a quinta reunião consecutiva em que o Copom mantém os juros básicos no mesmo patamar. A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano.

A decisão ocorreu em um contexto de recuo da inflação e de redução da cotação do dólar, mas sem alteração na política monetária. O colegiado responsável pela decisão estava desfalcado, após o fim do mandato de dois diretores no final de 2025.

Expiraram os mandatos dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, deve encaminhar as indicações dos substitutos apenas após o retorno do Congresso Nacional, previsto para fevereiro.

A trajetória recente da Selic começou a se alterar em setembro de 2024, após a taxa ter alcançado 10,5% ao ano em maio daquele ano. Desde então, o Copom iniciou um ciclo de elevação dos juros, que levou a Selic a 15% ao ano na reunião de junho do ano passado.

Desde essa reunião, a taxa vem sendo mantida no mesmo patamar.

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para o controle da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2025, o IPCA fechou o ano em 4,26%, o menor resultado anual desde 2018.

Com esse resultado, a inflação ficou dentro do teto da meta contínua estabelecida para o período. Pelo novo modelo de meta contínua, em vigor desde janeiro, a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Dessa forma, o limite inferior da meta é de 1,5% e o superior é de 4,5%. A apuração da meta passou a ser realizada mensalmente, com base na inflação acumulada em 12 meses.

Em janeiro de 2026, por exemplo, a inflação acumulada desde fevereiro de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em fevereiro, a base de comparação passa a considerar o período iniciado em março de 2025, e assim sucessivamente.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de dezembro, o Banco Central reduziu para 3,5% a previsão de inflação para 2026. A autoridade monetária informou que a estimativa será revista, considerando o comportamento recente do dólar e da inflação.

A próxima edição do relatório, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, está prevista para o fim de março.

As projeções do mercado financeiro seguem acima da meta central. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal divulgada pelo Banco Central com instituições financeiras, a inflação oficial deve encerrar o ano em 4%, valor levemente acima do teto da meta. Há um mês, a estimativa era de 4,05%.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Número de decolagens no Aeroporto de Natal cai 12,5% em 2025

Número de decolagens no Aeroporto de Natal cai 12,5% em 2025

Dados mostram redução nos voos domésticos e estabilidade nas operações internacionais; Alterações na malha aérea impactaram o número de decolagens em 2025

O Aeroporto Internacional de Natal registrou queda de 12,5% no número de decolagens em 2025 em comparação com o ano anterior. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam que foram realizadas 8.236 decolagens no terminal potiguar ao longo de 2025, contra 9.415 operações registradas em 2024.

A redução foi influenciada, principalmente, pela diminuição dos voos domésticos.

Voos domésticos concentraram a maior retração

Segundo os dados da Anac, as decolagens de voos domésticos caíram 13,4% no período analisado. Em 2024, o Aeroporto de Natal contabilizou 8.858 decolagens nacionais, número que caiu para 7.669 em 2025.

As operações internacionais apresentaram estabilidade, passando de 557 voos em 2024 para 567 em 2025, mantendo fluxo semelhante entre os dois anos.

Principais destinos dos voos partindo de Natal

Entre os voos domésticos com origem em Natal, o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) concentrou 30,6% das decolagens, permanecendo como o principal destino.

Na sequência, aparecem:

  • Recife (PE), com 13%
  • Brasília (DF), com 12,2%

No cenário internacional, Portugal concentrou 58,20% das decolagens, seguido por passageiros em conexão (27,34%) e pela Argentina (14,8%).

Volume de passageiros permaneceu estável

Apesar da redução no número de decolagens, o volume total de passageiros — considerando pousos e decolagens — se manteve estável em 2,4 milhões ao longo de 2025, representando um aumento de aproximadamente 1% em relação a 2024.

Do total de passageiros, 2,3 milhões utilizaram voos domésticos, enquanto 123 mil realizaram viagens internacionais.

Oferta de assentos também apresentou queda

Ainda conforme a Anac, o Aeroporto de Natal registrou uma queda de 5,8% na oferta de assentos em pousos e decolagens no ano passado. O dado acompanha as alterações observadas na malha aérea ao longo do período.

Alterações na malha aérea influenciaram os números

A administradora do terminal, Zurich Airport Brasil, informou que a redução nas decolagens ocorreu em razão de ajustes operacionais realizados pelas companhias aéreas ao longo de 2025.

Entre as mudanças registradas estão o encerramento de rotas diretas para Congonhas (SP) e Galeão (RJ), além da redução de frequências para Guarulhos e Brasília. Também foi registrada a suspensão da operação diária entre Natal e Fernando de Noronha.

Avaliações do setor de turismo e aviação

Órgãos ligados ao turismo estadual avaliam que a redução nas decolagens pode impactar a competitividade do Rio Grande do Norte em relação a outros destinos, considerando fatores como oferta de assentos, tarifas e conectividade aérea.

Representantes do setor apontam que o cenário está relacionado a ajustes operacionais das companhias aéreas, custos do setor e estratégias comerciais adotadas no mercado nacional.

Demanda turística e comportamento do consumidor

Entidades do trade turístico observam que, mesmo com a redução no número de decolagens, as companhias têm operado com aeronaves de maior capacidade e mantido taxas de ocupação elevadas.

Também é apontada uma mudança no comportamento do consumidor, com maior planejamento das viagens e busca por melhor relação entre custo e disponibilidade de voos.

Fotos: Sandro Menezes/Governo do RN

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Planejamento estratégico justifica desempenho positivo das confecções potiguares, analisa empresária do segmento

Planejamento estratégico justifica desempenho positivo das confecções potiguares, analisa empresária do segmento

Ao contrário dos demais setores, indústria têxtil do RN registrou crescimento de 98% em novembro de 2025, comparado com o mesmo período do ano anterior

Planejamento estratégico justifica desempenho positivo das confecções potiguares, analisa empresária do segmento

Em um mês marcado pela retração da indústria potiguar, o desempenho do setor de confecções potiguar em novembro de 2025 reforçou o papel estratégico da cadeia têxtil na sustentação da economia estadual. Na contramão dos demais setores da indústria, a confecção de artigos do vestuário e acessórios do RN cresceu 98% quando comparada ao mesmo mês do ano anterior, enquanto os demais setores recuaram 2,3%,  a menor queda registrada ao longo do ano.  

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada pelo IBGE na última semana. O resultado reflete diretamente a importância do planejamento estratégico construído com antecedência de empresas locais como a Del Rayssa, referência em moda íntima em todo o Nordeste. 

De acordo com Fátima Menezes, CEO da marca, o investimento em modernização, qualificação de pessoas e otimização de processos foram o segredo para enfrentar o cenário econômico desafiador para a indústria. 

“Nós entendemos que o mercado passaria por um momento desafiador e, por isso, antecipamos investimentos em tecnologia, capacitação da equipe e melhoria dos processos produtivos. Isso nos permitiu ganhar eficiência, manter a competitividade e contribuir para o fortalecimento do setor de confecções potiguar mesmo em um contexto econômico adverso”, destaca a empresária.

Planejamento estratégico justifica desempenho positivo das confecções potiguares
Planejamento estratégico justifica desempenho positivo das confecções potiguares

Adaptação aos novos cenários

Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), o cenário projetado para 2026 exige das empresas uma transformação profunda na forma como desenvolvem seus talentos. A vantagem competitiva deve envolver o fortalecimento da mão de obra para garantir a capacidade de adaptação a contextos dinâmicos e incertos; o trabalho em equipes multidisciplinares; o hibridismo técnico, que combina competências digitais e conhecimentos tradicionais; a educação profissional e o aprendizado contínuo, além da valorização de experiências práticas. 

A esse conjunto, soma-se o investimento em inteligência emocional e liderança, habilidades essenciais para gerir pessoas e processos em ambientes tecnológicos cada vez mais complexos, garantindo a produtividade e a sustentabilidade dos negócios.

Em sintonia com as novas tendências do mercado, Fátima Menezes projeta para 2026 um crescimento de 15% na produção e nas vendas da Del Rayssa.

“O fortalecimento da Del Rayssa está diretamente ligado à nossa capacidade de acompanhar essas transformações do mercado. Temos investido continuamente em mão de obra qualificada, tecnologia de ponta e na modernização da nossa indústria, com máquinas cada vez mais eficientes e processos bem estruturados. Esse conjunto nos permite ganhar escala, aumentar a produtividade e manter a qualidade que o mercado exige, projetando um futuro sólido e sustentável para a empresa”, finaliza Fátima Menezes.

Foto: Divulgação

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PIB do RN deve crescer entre 1,1% e 2,3% em 2026, aponta Sedec

PIB do RN deve crescer entre 1,1% e 2,3% em 2026, aponta Sedec

Nota técnica aponta cenário de crescimento moderado do PIB potiguar em 2026

A economia do Rio Grande do Norte deve registrar crescimento entre 1,1% e 2,3% em 2026, segundo projeção da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (Sedec-RN). A estimativa consta na Nota Técnica nº 01/2026, divulgada nesta segunda-feira (27), que apresenta cenários para a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

De acordo com o documento, o crescimento projetado é classificado como moderado e acompanha as tendências nacional e regional, em um contexto de expansão moderada da economia brasileira.

Projeção considera cenário macroeconômico nacional

A nota técnica leva em conta o ambiente macroeconômico projetado para o país, marcado por política monetária ainda restritiva e menor dinamismo dos investimentos. Dados da Resenha Regional de Economia – Nordeste, do Banco do Brasil, divulgada em dezembro de 2025, indicam que o PIB do Brasil deve crescer entre 1,5% e 2,2% em 2026.

Para o Nordeste, a expectativa é de crescimento próximo à média nacional, variando entre 1,3% e 2,0%, sustentado principalmente pelo setor de serviços.

Setores de serviços e indústria têm maior peso na projeção

Segundo a Sedec-RN, o desempenho do setor de serviços e da indústria será determinante para a materialização do cenário mais favorável de crescimento econômico. O setor de serviços responde por cerca de 75% do PIB estadual, enquanto a indústria representa aproximadamente 20%.

A agropecuária corresponde a cerca de 5% da economia potiguar, conforme dados das Contas Regionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Cenários projetados variam conforme desempenho setorial

O cenário base apresentado na nota técnica aponta crescimento de 1,1%, sustentado por premissas conservadoras, com desempenho mais moderado da indústria, compensado pela expansão dos serviços e da agropecuária.

Já o cenário mais favorável, que projeta crescimento de até 2,3%, está condicionado à melhora do desempenho setorial, especialmente nos segmentos de indústria e serviços, que possuem maior peso na composição do PIB estadual.

Indústria extrativa e políticas de estímulo

O estudo reconhece desafios enfrentados pela indústria extrativa, em especial no segmento de petróleo. No entanto, aponta que parte desses impactos pode ser compensada pela diversificação da base industrial e pela adoção de políticas de estímulo ao desenvolvimento, como o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (PROEDI).

A nota técnica destaca que a projeção adota uma faixa de crescimento como forma de reconhecer as incertezas do cenário macroeconômico e ampliar a transparência das estimativas oficiais.

Riscos associados ao cenário econômico

Entre os principais riscos apontados estão o desempenho da economia nacional, as condições de crédito, o ritmo dos investimentos produtivos, a evolução do mercado de trabalho e dificuldades setoriais específicas, como a retração da indústria extrativa.

Segundo a Sedec-RN, a atuação do governo estadual inclui ações voltadas ao fortalecimento do ambiente de negócios, estímulo à diversificação produtiva, atração de investimentos, apoio à inovação e melhoria das condições para o setor de serviços, especialmente nos segmentos de comércio, atividades empresariais e serviços às famílias.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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CUB da construção civil registra alta em dezembro 

CUB da construção civil registra alta em dezembro 

Indicador calculado pelo Sinduscon/RN fechou o mês cotado a R$ 2.005,99, com variação positiva de 0,47%.

CUB da construção civil registra alta em dezembro 

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon/RN) divulgou os dados do Custo Unitário Básico da Construção (CUB/m²) referentes ao mês de dezembro de 2025. O indicador encerrou o período cotado em R$ 2.005,99, o que representa uma alta de 0,47% em comparação com o mês anterior. 

O valor do metro quadrado considera o Padrão Médio R8N, que corresponde a um edifício residencial de padrão normal, com oito pavimentos e unidades de dois quartos. Esse padrão é utilizado como referência para a composição do índice no estado. 

O cálculo do CUB é realizado mensalmente pelo Sinduscon/RN com base nas informações repassadas pelas construtoras, refletindo a variação de preços dos principais materiais e serviços empregados na construção civil. 

Por isso, o CUB/m² é reconhecido como o principal parâmetro de referência dos custos do setor. Amplamente utilizado por construtoras, incorporadoras, engenheiros e arquitetos, o índice serve de base para o planejamento financeiro, elaboração de orçamentos e análise da viabilidade econômica de novos empreendimentos. 

Foto: Divulgação

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Planejamento estratégico sem indicadores compromete a competitividade das empresas

Planejamento estratégico sem indicadores compromete a competitividade das empresas

Consultoras Empresariais explicam por que mensurar resultados deixou de ser opção e se tornou fator decisivo para a execução da estratégia nos negócios.

Planejamento estratégico sem indicadores compromete a competitividade das empresas

Em um ambiente corporativo cada vez mais volátil, incerto e competitivo, o planejamento estratégico deixou de ser um exercício pontual para se consolidar como um processo contínuo. Ainda assim, muitas empresas cometem um erro recorrente: dedicam tempo à definição de estratégias, mas falham ao estruturar métodos eficientes de monitoramento e mensuração de resultados — um fator determinante para a competitividade no mercado.

Segundo Alliny Correia, Consultora Empresarial, com atuação em gestão estratégica, desenvolvimento organizacional, liderança e gestão de projetos, e sócia da Consultoria Sophie, planejar sem indicadores é um risco estratégico. “Planejar sem mensurar é como traçar uma rota sem painel de controle. A empresa até sabe onde quer chegar, mas não consegue identificar com precisão se está no caminho certo, se precisa corrigir o rumo ou se está alocando recursos de forma eficiente”, afirma.

Os indicadores de desempenho, nesse contexto, deixam de ser apenas instrumentos técnicos e passam a ocupar um papel central na estratégia. Eles traduzem objetivos em dados concretos, permitem acompanhar o progresso das metas, avaliar o desempenho de projetos e apoiar decisões com base em fatos, e não apenas em percepções. Além disso, bons indicadores ajudam a antecipar riscos, identificar gargalos operacionais e revelar oportunidades de melhoria antes que se tornem problemas maiores.

De acordo com Mariana Cedraz, Consultora Empresarial, estatística e especialista em análise de dados, Business Intelligence e gestão de equipes, também sócia da Consultoria Sophie, outro erro comum é o excesso de métricas ou a escolha de indicadores que não dialogam com a estratégia do negócio. “Monitorar tudo pode ser tão ineficaz quanto não monitorar nada. O desafio está em definir poucos indicadores-chave, realmente relevantes e alinhados às prioridades estratégicas da empresa. Cada indicador precisa responder a uma pergunta essencial: isso nos aproxima ou nos afasta dos nossos objetivos?”, explica.

No acompanhamento de projetos estratégicos, a mensuração se torna ainda mais relevante. Projetos são os mecanismos que transformam a estratégia em ação concreta. Sem um acompanhamento consistente, correm o risco de se desconectar do plano estratégico e se tornarem iniciativas isoladas, com baixo impacto nos resultados do negócio.

Para as especialistas da Consultoria Sophie, mensurar não basta. É fundamental compartilhar os indicadores, discutir os resultados com as equipes e criar rituais de acompanhamento. Esse processo é decisivo para consolidar uma cultura genuinamente orientada a resultados. “Quando as pessoas entendem o porquê dos indicadores, passam a utilizá-los como instrumentos de melhoria contínua, e não como mecanismos de controle”, reforça Alliny Correia.

O monitoramento estruturado também fortalece a governança e a cultura de responsabilidade compartilhada. Ao trabalhar indicadores de forma colaborativa, líderes estimulam autorresponsabilidade, aprendizado contínuo e decisões mais maduras. Os resultados deixam de ser responsabilidade exclusiva da gestão e passam a ser construídos coletivamente, com foco na execução do plano estratégico.

Mensurar, portanto, não significa apenas controlar, mas aprender. Indicadores devem servir como base para reflexão, ajustes e decisões. Planejamentos não precisam ser engessados. A mensuração contínua permite revisões inteligentes, mantendo a estratégia viva e conectada à realidade do mercado.

“A mensuração cria clareza, direciona prioridades e ajuda as empresas a tomarem decisões mais conscientes e alinhadas à sua estratégia”, destaca Alliny Correia, Consultora Empresarial em gestão estratégica.

“Estratégias bem-sucedidas combinam visão de futuro com disciplina de execução. Isso exige indicadores claros, metas bem desdobradas, comunicação simples das prioridades e ciclos curtos de análise e decisão”, conclui Mariana Cedraz, Consultora Empresarial e especialista em análise de dados e Business Intelligence.

Para mais informações, dicas e conteúdos sobre o tema, acesse o Instagram: @consultesophie

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Inadimplência atinge mais de 1,2 milhão de potiguares, terceiro maior índice do NE

Inadimplência atinge mais de 1,2 milhão de potiguares, terceiro maior índice do NE

Levantamento da Serasa mostra que 49,65% da população adulta do estado está com o nome negativado; em um ano, cerca de 100 mil pessoas passaram a integrar essa lista

Inadimplência atinge mais de 1,2 milhão de potiguares, terceiro maior índice do NE

Cerca de 1,24 milhão de potiguares encerraram 2025 com algum tipo de dívida em atraso. Dados do Mapa da Inadimplência no Brasil, da Serasa, indicam que 49,65% da população adulta do Rio Grande do Norte estava inadimplente em dezembro, acima dos 45,65% registrados no mesmo mês de 2024. A variação representa 100 mil novos inadimplentes em 12 meses.

O número ajuda a dimensionar o impacto das dívidas sobre o orçamento das famílias no estado. A virada do ano costuma concentrar despesas obrigatórias, como impostos, material escolar e reajustes de serviços, o que tende a aumentar a pressão financeira sobre quem já enfrenta dificuldades para manter as contas em dia.

Além do crescimento no total de inadimplentes, o levantamento detalha a composição dessas dívidas. Bancos e cartões de crédito concentram 26,1% dos débitos, seguidos por contas básicas, como água, luz e gás (22,1%), e por financeiras (19,6%). O valor médio de cada dívida é de R$ 1.593,27, indicador que ajuda a explicar a dificuldade de regularização para parte dos consumidores sem um planejamento financeiro estruturado.

Inadimplência atinge mais de 1,2 milhão de potiguares
Inadimplência atinge mais de 1,2 milhão de potiguares

O cenário observado no estado acompanha uma tendência nacional. Em dezembro, o Brasil chegou a 81,2 milhões de inadimplentes, o maior número já registrado na série histórica, após 12 meses consecutivos de alta. A maior concentração de pessoas com o nome negativado está na faixa etária entre 41 e 60 anos (35,6%), seguida pelos grupos de 26 a 40 anos, acima de 60 anos e jovens entre 18 e 25 anos.

Para o consultor de negócios da Central Sicredi Nordeste, Erli Bandeira, os números reforçam a importância da organização financeira como ponto de partida para a reversão do endividamento. “Quando o consumidor entende exatamente quanto ganha, quanto gasta e onde estão os principais compromissos financeiros, ele passa a ter condições reais de tomar decisões mais equilibradas e evitar o acúmulo de novas dívidas”, afirma.

Segundo o especialista, outro aspecto relevante é a definição de prioridades. “Não é possível resolver tudo de uma vez. Priorizar dívidas com juros mais altos, renegociar prazos e valores e, ao mesmo tempo, criar o hábito de guardar pequenas quantias mensalmente já produz efeito. Mesmo valores baixos, quando organizados, ajudam a reduzir a dependência do crédito”, diz Erli.

Bandeira destaca que, para quem busca avançar na regularização das contas para uma estratégia de longo prazo, a divisão do orçamento pode ajudar. “No planejamento financeiro, uma referência bastante utilizada é a organização da renda em blocos percentuais. Um modelo simples é destinar cerca de 30% da renda para despesas essenciais, como moradia, água, luz e alimentação”, explica.

“Outros 30% podem ser direcionados a compromissos financeiros e objetivos, como pagamento de dívidas, educação ou aquisição de bens, enquanto os 40% restantes ficam para poupança, investimentos e despesas pessoais. Essa estrutura facilita o controle do orçamento e a visualização dos limites de gasto”, completa o consultor.

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Micro e pequenas empresas têm até 30 de janeiro para aderir ao Simples Nacional

Micro e pequenas empresas têm até 30 de janeiro para aderir ao Simples Nacional

Prazo vale para empresas em atividade e para novos negócios que não fizeram a adesão no momento de inscrição do CNPJ; RN tem mais de 200 mil negócios enquadrados no Simples

Micro e pequenas empresas têm até 30 de janeiro para aderir ao Simples Nacional

Microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) interessadas em ingressar no Simples Nacional em 2026 devem redobrar a atenção aos prazos e às novas regras de adesão. Para negócios que já estão em funcionamento, o pedido poderá ser realizado exclusivamente durante este mês de janeiro, até o próximo dia 30. Uma vez deferida, a adesão produzirá efeitos retroativos a 1º de janeiro.

Já no caso das empresas em início de atividade, a regra mudou a partir de 1º de dezembro de 2025, com a entrada em vigor do Módulo Administração Tributária (MAT), e a escolha pelo Simples Nacional deve ocorrer simultaneamente à inscrição do CNPJ. Para Roza Diniz, gestora Contábil e Fiscal da Rui Cadete Consultores Associados, o regime segue sendo uma opção estratégica para micro e pequenas empresas.

“Além de concentrar tributos em uma única guia, o Simples diminui o volume de obrigações acessórias e torna a gestão fiscal mais simples, o que impacta diretamente a rotina do empreendedor. No entanto, a decisão precisa ser planejada e respeitar rigorosamente os prazos. Quem perder o período de solicitação, só poderá tentar novamente no ano-calendário seguinte”, explica a contadora.

Micro e pequenas empresas têm até 30 de janeiro para aderir ao Simples Nacional
Micro e pequenas empresas têm até 30 de janeiro para aderir ao Simples Nacional

O pedido de adesão é feito exclusivamente de forma online, por meio do Portal do Simples Nacional, e é irretratável para todo o ano-calendário. Após a solicitação, o sistema realiza uma checagem automática de pendências junto à Receita Federal, aos estados e aos municípios. Empresas com débitos ou inconsistências cadastrais passam por análise e somente terão a opção confirmada após a regularização.

“Por isso, é tão importante manter as obrigações fiscais em dia e contar com uma assessoria contábil qualificada, capaz de antecipar riscos, orientar correções e evitar que o empresário perca oportunidades por detalhes burocráticos”, orienta Roza.

Empresas que já são optantes pelo Simples Nacional não precisam renovar a adesão anualmente. A exclusão do regime acontece apenas em situações específicas, como solicitação voluntária do contribuinte ou existência de irregularidades fiscais. Já aquelas excluídas em 2025 por débitos, poderão solicitar nova opção em janeiro de 2026, desde que regularizem todas as pendências.

De acordo com Dados do Sebrae-RN, o Rio Grande do Norte tem 271.634 pequenos negócios em atividade, sendo 209.273 enquadrados no Simples Nacional. Esse universo (formado por microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte) responde por 36,6% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e concentrou 96,23% dos postos de trabalho formais criados no estado até outubro de 2025.

“No caso do microempreendedor individual que foi excluído do Simples Nacional e desenquadrado do Simei, o retorno ao regime exige dois procedimentos: primeiro, a solicitação de opção pelo Simples Nacional e, em seguida, a opção pelo Simei”, explica a contadora da Rui Cadete.

O acompanhamento da solicitação pode ser feito diariamente por meio do serviço “Acompanhamento da Formalização da Opção pelo Simples Nacional”. O resultado final da adesão está previsto para a segunda quinzena de fevereiro.

Foto: Divulgação

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Gasolina tem dois reajustes em uma semana na refinaria de Guamaré

Gasolina tem dois reajustes em uma semana na refinaria de Guamaré

Gasolina A acumula alta próxima de R$ 0,18 por litro e Diesel A S500 registra aumento a partir de 22 de janeiro

A Brava Energia, controladora da unidade de produção da Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, promoveu novos reajustes nos preços dos combustíveis comercializados na unidade entre os dias 15 e 22 de janeiro de 2026. A refinaria é responsável pelo fornecimento de uma parcela relevante do mercado de combustíveis do Rio Grande do Norte, atendendo distribuidores que atuam em diferentes regiões do estado.

No período, a Gasolina A foi alvo de dois reajustes consecutivos, enquanto o Diesel A S500 registrou aumento em um dos movimentos realizados neste intervalo.

Gasolina A tem dois aumentos consecutivos no intervalo de sete dias

O primeiro reajuste da Gasolina A entrou em vigor no dia 15 de janeiro, quando o preço praticado na refinaria passou de R$ 2,4287 para R$ 2,5662 por litro. A variação representou um acréscimo de R$ 0,1375 por litro no valor do combustível comercializado na unidade de Guamaré.

Já o segundo aumento foi aplicado a partir desta quinta-feira, 22 de janeiro, elevando o preço da Gasolina A para R$ 2,6015 por litro. Nesse novo movimento, a variação registrada foi de R$ 0,0353 por litro em relação ao valor anterior.

Com a soma dos dois reajustes realizados no intervalo de uma semana, a Gasolina A acumulou uma elevação próxima de R$ 0,18 por litro no preço de retirada na refinaria.

Diesel A S500 registra aumento no segundo reajuste

No caso do Diesel A S500, não houve alteração no primeiro movimento de reajuste realizado em 15 de janeiro. O aumento para este produto ocorreu apenas no segundo ajuste, com vigência a partir de 22 de janeiro de 2026.

O preço do Diesel A S500, que vinha sendo praticado a R$ 3,1965 por litro, passou para R$ 3,2375. A variação corresponde a um acréscimo de R$ 0,0410 por litro no valor praticado na refinaria de Guamaré.

Reajustes ocorrem no nível da refinaria

Os reajustes anunciados pela Brava Energia ocorrem no nível da refinaria, incidindo sobre os preços praticados na saída da unidade de produção. Esses valores servem de base para a cadeia de distribuição, que inclui etapas como transporte, armazenamento e comercialização por distribuidoras e postos revendedores.

A Refinaria Clara Camarão desempenha papel relevante no abastecimento do mercado potiguar, sendo uma das principais fornecedoras de combustíveis no estado. Alterações nos preços praticados na unidade impactam os custos ao longo da cadeia logística do setor.

Período concentra reajustes em curto intervalo

Os dois reajustes da Gasolina A ocorreram em um intervalo de sete dias, concentrando as alterações de preço entre a metade e o final do mês de janeiro. Já o Diesel A S500 teve alteração apenas no segundo ajuste, aplicado simultaneamente ao segundo aumento da gasolina.

Os valores informados correspondem exclusivamente aos preços praticados na refinaria, sem considerar tributos, margens de distribuição ou revenda, que são definidos em etapas posteriores da cadeia de comercialização.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Ilustração

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Aposentadoria do servidor público pode ser revisada após a publicação e exige atenção permanente

Aposentadoria do servidor público pode ser revisada após a publicação e exige atenção permanente

A advogada especialista em Direito do Servidor Público, Mylena Leite Ângelo, alerta que erros de cálculo, cortes indevidos e interpretações equivocadas da lei têm afetado servidores federais, estaduais e municipais já aposentados em todo o país.

Aposentadoria do servidor público pode ser revisada após a publicação e exige atenção permanente

Para muitos servidores públicos, a publicação do ato de aposentadoria representa o fim definitivo da vida funcional e o início de um período de estabilidade. No entanto, a realidade tem sido diferente para milhares de aposentados que só percebem problemas quando o valor do benefício diminui ou quando vantagens deixam de constar no contracheque.

A publicação da aposentadoria não encerra, necessariamente, a relação jurídica entre o servidor público e a administração. Pelo contrário: é após essa etapa que se tornam mais frequentes revisões administrativas, correções de cálculo e reavaliações de vantagens que impactam diretamente a renda mensal do aposentado.

Levantamentos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que ações envolvendo aposentadorias e pensões de servidores públicos estão entre as demandas mais recorrentes no Judiciário na área de Direito Administrativo, impulsionadas principalmente por erros no cálculo dos proventos e pela retirada de direitos já consolidados.

Segundo a advogada Mylena Leite Ângelo, o principal erro do servidor é acreditar que a aposentadoria publicada é imutável.

“A publicação do ato não significa blindagem jurídica. A administração pública possui o dever de autotutela, reconhecido pelas Súmulas 346 e 473 do Supremo Tribunal Federal, o que permite revisar seus próprios atos. O problema é que essas revisões nem sempre respeitam o direito adquirido e a segurança jurídica do servidor”, afirma.

Entre as falhas mais comuns estão erros na base de cálculo dos proventos, exclusão indevida de gratificações incorporadas, aplicação incorreta das regras de paridade e integralidade e atrasos no pagamento do benefício. Em muitos casos, o prejuízo financeiro só é percebido meses ou anos depois.

A especialista destaca que a Constituição Federal impõe limites claros à atuação da administração pública.

“O artigo 37 da Constituição estabelece princípios como legalidade e irredutibilidade de vencimentos. Qualquer redução de benefício sem respaldo legal pode e deve ser questionada. O servidor aposentado continua protegido pelo ordenamento jurídico”, explica.

Outro fator que ampliou a insegurança jurídica foi a Emenda Constitucional nº 103/2019, responsável por profundas mudanças no sistema previdenciário. Embora a norma preserve o direito adquirido e traga regras de transição, sua aplicação prática tem gerado interpretações divergentes dentro dos próprios órgãos públicos.

“É comum encontrarmos aposentadorias concedidas após a reforma sendo calculadas com base em regras que não se aplicavam àquele servidor. Sem uma conferência técnica do ato de aposentadoria, o erro se perpetua e compromete a renda do aposentado por tempo indeterminado”, alerta Mylena Leite Ângelo.

A advogada reforça que o acompanhamento jurídico após a aposentadoria não é excesso de cautela, mas uma medida de proteção financeira.

“A aposentadoria não é um ponto final automático. Ela inaugura uma nova fase da relação com o Estado, que exige atenção, análise do ato publicado e conferência contínua dos valores pagos”, conclui.

Com atuação nacional, Mylena Leite Ângelo observa crescimento expressivo de demandas envolvendo aposentadorias já publicadas, o que evidencia que a insegurança jurídica após a concessão do benefício é uma realidade enfrentada por servidores públicos em todo o país.

Para saber mais, acesse o Instagram: @mylenaleiteadvocacia

Foto: Divulgação

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RN lidera ranking negativo e é o estado que menos investiu no Nordeste em 2025

RN lidera ranking negativo e é o estado que menos investiu no Nordeste em 2025

Dados da Secretaria do Tesouro Nacional mostram queda nos investimentos e pressão fiscal no Rio Grande do Norte

O Rio Grande do Norte foi o estado que menos investiu entre as unidades da federação do Nordeste no período de janeiro a outubro de 2025. Os dados constam em levantamento da Secretaria do Tesouro Nacional e indicam que apenas 3% da receita estadual foi destinada a investimentos no período analisado.

No comparativo regional, a Paraíba aplicou 11% da receita em investimentos, enquanto o Ceará destinou 7%. O desempenho do Rio Grande do Norte ficou abaixo de todos os demais estados nordestinos no mesmo intervalo de tempo.

Além do percentual da receita, o estado também apresentou o pior resultado em investimento per capita na região. O valor executado foi de R$ 106,55 por habitante, número inferior ao montante previsto no orçamento anual, que era de R$ 460,40 por pessoa.

Em relação ao mesmo período de 2024, os investimentos do Rio Grande do Norte registraram queda de 40,8%. O recuo é observado tanto nos valores globais quanto na média por habitante, conforme os dados consolidados pelo Tesouro Nacional.

De acordo com análise da Aequus Consultoria, os números refletem a fragilidade fiscal enfrentada pelo estado nos últimos anos. Desde 2019, o Rio Grande do Norte mantém classificação Capag C na avaliação de Capacidade de Pagamento, indicador utilizado pelo Tesouro Nacional para medir a situação fiscal dos entes federativos.

A nota Capag C limita o acesso do estado a operações de crédito com garantia da União. Em 2024, segundo o levantamento, 43% dos investimentos realizados dependeram de operações de crédito, o que evidencia a restrição de recursos próprios para investimentos diretos.

O Rio Grande do Norte também encerrou o período com o menor volume de investimentos empenhados por habitante entre os estados do Nordeste, reforçando o desempenho abaixo da média regional.

Um dos principais fatores apontados para o cenário é o elevado comprometimento da receita com despesas de pessoal. Até outubro de 2025, 73% das despesas estaduais foram destinadas ao pagamento da folha salarial e encargos. No Poder Executivo, esse percentual já ultrapassa o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Economistas avaliam que o baixo nível de investimento compromete a capacidade do estado de atrair novos empreendimentos e pode contribuir para a estagnação econômica, especialmente quando comparado ao desempenho de estados vizinhos, como Ceará e Paraíba, que apresentaram indicadores mais elevados de aplicação de recursos em investimentos.

Em nota, o governo do Rio Grande do Norte informou que o investimento total realizado em 2025 alcançou R$ 605 milhões, valor considerado o terceiro maior dos últimos 16 anos. Especialistas, no entanto, apontam que, apesar do volume nominal, o cenário fiscal permanece pressionado, sobretudo em função da elevada rigidez das despesas correntes.

Foto: Demis Roussos/Arquivo / Sandro Menezes/Governo do RN/Ilustração

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Caso Banco Master expõe embates entre STF, TCU, Polícia Federal e Receita Federal

Caso Banco Master expõe embates entre STF, TCU, Polícia Federal e Receita Federal

Liquidação do Banco Master provoca cobranças a órgãos de controle, decisões judiciais controversas e reação de senador contra ministros do STF

Dois meses após a liquidação do Banco Master, a atuação de órgãos responsáveis pela fiscalização e investigação do caso passou a ser alvo de críticas públicas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Contas da União (TCU). Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Banco Central foram formalmente acionados para prestar esclarecimentos sobre sua conduta no episódio. A Polícia Federal também entrou no centro do debate institucional.

As cobranças surgiram em meio ao avanço das apurações que envolvem executivos do banco, empresários e pessoas próximas à direção da instituição financeira. Segundo a Polícia Federal, o Banco Master teria emitido cerca de R$ 12 bilhões em títulos considerados falsos, o que levou à deflagração de operações, prisões e cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Toffoli aponta inércia da Polícia Federal e determinações são revistas

No âmbito do STF, o ministro Dias Toffoli criticou a atuação da Polícia Federal ao apontar “falta de empenho” e “inércia” na condução das investigações. As declarações ocorreram no contexto da autorização da prisão de Fabiano Zettel, cunhado do controlador do banco, Daniel Vorcaro, além da realização de buscas contra o empresário Nelson Tanure.

Inicialmente, Toffoli determinou que todo o material apreendido ficasse sob custódia do Supremo Tribunal Federal. A decisão provocou reação de juristas e integrantes do meio jurídico, que questionaram a medida. Horas depois, o ministro recuou e autorizou a transferência das provas diretamente para a Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável pela condução das investigações criminais.

Questionamento no TCU sobre liquidação do banco gera impasse institucional

No Tribunal de Contas da União, o ministro Jhonatan de Jesus tentou revisar a decisão do Banco Central que determinou a liquidação do Banco Master. O argumento apresentado foi o de possível precipitação por parte da autoridade monetária. A iniciativa, no entanto, extrapolou as atribuições do TCU, que não possui competência para rever atos regulatórios do Banco Central.

Após reunião entre o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ficou definido que a inspeção do tribunal será limitada. O acordo prevê que não haverá acesso a informações protegidas por sigilo bancário ou fiscal, restringindo o escopo da análise do órgão de controle externo.

Contratos, investimentos e abertura de inquérito sigiloso

Durante as investigações conduzidas pela Polícia Federal, foi localizado no celular de Daniel Vorcaro um contrato no valor de R$ 129 milhões com o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes. Além disso, veio a público que um fundo ligado ao Banco Master realizou investimentos em um resort que já pertenceu a familiares do ministro Dias Toffoli.

Após a divulgação dessas informações, Alexandre de Moraes determinou a abertura de uma investigação sigilosa para apurar possível quebra irregular de sigilo fiscal e bancário. O inquérito tem como foco a atuação da Receita Federal e do Coaf, diante da suspeita de acessos indevidos a dados protegidos por lei.

Senador acusa ministros do STF de abuso de poder

A reação política ao caso ganhou destaque com declarações do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes estariam praticando um “abuso de poder escancarado” ao, segundo ele, tentar constranger e intimidar a Polícia Federal e a Receita Federal.

Vieira criticou diretamente a decisão de Moraes de instaurar inquérito para apurar um suposto vazamento de dados sigilosos envolvendo ministros do STF. De acordo com o senador, as investigações miram acessos a informações fiscais e bancárias relacionadas ao próprio Moraes e a Toffoli, incluindo dados sobre o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e negócios de familiares de Toffoli ligados ao Banco Master.

Críticas à abertura de inquérito e atuação da PF

Na avaliação do senador, a abertura do inquérito seria uma reação às revelações que causaram constrangimento institucional. Vieira afirmou que, diante da impossibilidade de explicar relações com investigados e transações financeiras de alto valor, os ministros estariam buscando deslocar o foco das apurações para a origem do vazamento das informações.

No mesmo contexto, Dias Toffoli voltou a criticar publicamente a Polícia Federal pela demora na deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master. O ministro chegou a responsabilizar a corporação por eventuais prejuízos à apuração. Inicialmente, também determinou que os materiais apreendidos permanecessem lacrados sob guarda do STF, decisão que foi revertida posteriormente, com autorização para envio direto à Procuradoria-Geral da República.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil / Pedro França/Agência Senado

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Vendas do varejo do RN crescem 1,5% em novembro, aponta IBGE

Vendas do varejo do RN crescem 1,5% em novembro, aponta IBGE

Dados da Pesquisa Mensal do Comércio mostram crescimento nas vendas e na receita do estado

As vendas do comércio varejista do Rio Grande do Norte cresceram 1,5% em novembro de 2025, na comparação com outubro, já com ajuste sazonal. O resultado interrompeu dois meses de desempenho praticamente estável no estado, após variações de 0,4% em outubro e 0,1% em setembro.

Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além do avanço no volume de vendas, a receita nominal do varejo potiguar também apresentou crescimento no período, com alta de 1,2%.

Tanto o desempenho das vendas quanto da receita ficou acima da média nacional. No Brasil, o comércio varejista registrou crescimento de 1% em novembro, tanto no volume de vendas quanto na receita nominal.

Comparação anual mostra avanço mais intenso no RN

Na comparação com novembro de 2024, o comércio varejista do Rio Grande do Norte apresentou crescimento mais expressivo. O volume de vendas avançou 8,3%, enquanto a receita nominal registrou alta de 11,5%.

O indicador do varejo abrange, principalmente, o comércio de bens não duráveis e semiduráveis, como hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, segmentos que influenciaram o desempenho do setor no estado.

Varejo ampliado também registra crescimento

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo tradicional, segmentos como veículos, motocicletas, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o Rio Grande do Norte também apresentou crescimento em novembro.

Na comparação com outubro, o volume de vendas do varejo ampliado cresceu 0,7%, enquanto a receita nominal avançou 0,8%. Já no comparativo com novembro do ano anterior, o crescimento foi de 2,9% no volume de vendas e de 6,6% na receita nominal.

Acumulado do ano e dos últimos 12 meses

No acumulado de janeiro a novembro de 2025, o volume de vendas do varejo potiguar apresentou alta de 4,5%, enquanto a receita nominal cresceu 9,7% em relação ao mesmo período de 2024.

No acumulado dos últimos 12 meses, o volume de vendas do varejo no Rio Grande do Norte registrou crescimento de 4,1%. A receita nominal manteve avanço de 9,3%, repetindo o mesmo patamar observado em outubro.

No varejo ampliado, o acumulado do ano apresentou alta de 2,4% no volume de vendas e de 8,0% na receita nominal. Já no acumulado de 12 meses, o crescimento foi de 2,3% no volume e de 7,9% na receita.

Principais números do RN em novembro de 2025

  • Varejo: +1,5% (vendas) | +1,2% (receita)
  • Brasil: +1,0% (vendas) | +1,0% (receita)
  • Varejo ampliado: +0,7% (vendas) | +0,8% (receita)

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Receita Federal nega taxação do Pix e alerta para notícias falsas

Receita Federal nega taxação do Pix e alerta para notícias falsas

Órgão afirma que não há cobrança de imposto nem fiscalização de transações individuais

A Receita Federal voltou a desmentir informações falsas que circulam nas redes sociais sobre suposta cobrança de impostos ou monitoramento de transações financeiras realizadas por meio do Pix. Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (14), o órgão afirmou que não existe tributação sobre o sistema de pagamentos instantâneos nem fiscalização das movimentações com esse objetivo.

Segundo a Receita, mensagens que mencionam “taxa do Pix” ou “imposto sobre transferências” não têm fundamento. O órgão esclarece que o Pix é apenas um meio de pagamento, assim como dinheiro em espécie, cartão ou transferência bancária, e não gera, por si só, qualquer tipo de tributo.

Esclarecimento sobre norma citada em boatos

As informações falsas fazem referência à Instrução Normativa nº 2.278, publicada em agosto do ano passado, como se o texto autorizasse o rastreamento de transações individuais. De acordo com o Fisco, a norma não trata de taxação nem de monitoramento financeiro.

A Receita informou que a instrução normativa apenas estende às fintechs e instituições de pagamento as mesmas obrigações de transparência já aplicadas aos bancos tradicionais desde 2015, dentro das regras de prevenção à lavagem de dinheiro e à ocultação de patrimônio.

Segundo o órgão, as informações repassadas não detalham valores individuais, nem permitem identificar a origem ou a natureza dos gastos realizados pelos cidadãos.

Disseminação de desinformação

Os boatos voltaram a ganhar força nas redes sociais após a publicação de conteúdos que afirmam a retomada de monitoramento do Pix pelo governo. A Receita informou que já havia emitido alertas semelhantes anteriormente, reforçando que não há mudanças na política tributária relacionadas ao sistema de pagamentos instantâneos.

O órgão afirma que esse tipo de conteúdo busca gerar pânico financeiro, desinformar a população e enfraquecer a confiança em um dos principais meios de pagamento do país. A Receita também alerta que a disseminação dessas mensagens favorece a atuação de grupos criminosos e a monetização de conteúdos enganosos.

Relação com o Imposto de Renda

No mesmo comunicado, a Receita destacou informações verdadeiras que vêm sendo distorcidas. Desde janeiro, pessoas com rendimento mensal de até R$ 5 mil estão isentas do Imposto de Renda, enquanto rendas de até R$ 7.350 contam com desconto no valor devido.

O órgão esclareceu que essas alterações não possuem qualquer relação com Pix, monitoramento de transações financeiras ou criação de novos tributos.

Alerta sobre golpes

A Receita Federal alertou que a propagação de boatos sobre impostos e Pix cria um ambiente favorável à aplicação de golpes. Criminosos utilizam a desinformação para enviar mensagens falsas por redes sociais, telefone e aplicativos de mensagens, solicitando pagamentos indevidos ou dados pessoais.

A orientação do órgão é evitar o compartilhamento de conteúdos sem fonte confiável e buscar informações em canais oficiais ou veículos de imprensa profissional. Mensagens que solicitam pagamentos ou dados relacionados ao Pix devem ser tratadas como tentativas de golpe.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil / Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

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Código do Contribuinte reacende debate sobre alta inadimplência no RN

Código do Contribuinte reacende debate sobre alta inadimplência no RN

Nova lei define direitos e deveres na relação com o Fisco e endurece regras para o devedor contumaz em um cenário de endividamento recorde das empresas potiguares

Código do Contribuinte reacende debate sobre alta inadimplência no RN

Sancionada na última sexta-feira (9), a Lei Complementar nº 225/2026, que institui o Código de Defesa do Contribuinte, entra em vigor em um contexto de elevado endividamento empresarial no Rio Grande do Norte. Dados da Serasa Experian indicam que o estado apresenta a maior dívida média por empresa no Nordeste, o que, segundo especialistas, reforça a necessidade de atenção das empresas à gestão fiscal e financeira.

O Código de Defesa do Contribuinte estabelece normas gerais para a atuação da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Nesse sentido, a legislação consolida direitos e deveres dos contribuintes e endurece as regras para o combate ao chamado “devedor contumaz”, ou seja, aquele que mantém inadimplência tributária reiterada e injustificada como estratégia de negócio.

Segundo o contador e diretor da Rui Cadete Consultores Associados, Gustavo Vieira, a nova lei cria critérios mais objetivos para diferenciar situações de inadimplência estrutural de dificuldades financeiras pontuais. “O Código deixa claro que nem todo contribuinte inadimplente pode ser tratado como devedor contumaz, o que traz maior previsibilidade para empresas que enfrentam problemas momentâneos de caixa”, afirma.

No âmbito federal, conforme as novas regras, a caracterização do devedor contumaz ocorre quando a dívida tributária irregular atinge valor igual ou superior a R$ 15 milhões ou supera 100% do patrimônio conhecido do contribuinte. Para estados e municípios, os critérios poderão ser definidos em legislação própria; na ausência de norma específica, contudo, aplica-se o padrão federal.

No Rio Grande do Norte, o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian aponta que, em setembro de 2025, mais de 90 mil empresas estavam inadimplentes. A dívida média por CNPJ chegou a R$ 22.953,89 (a maior da região Nordeste) e o volume total de débitos negativados ultrapassou R$ 2 bilhões. Em comparação com o mesmo período de 2024, o número de empresas inadimplentes no estado cresceu 22,31%.

Código do Contribuinte reacende debate sobre alta inadimplência no RN
Código do Contribuinte reacende debate sobre alta inadimplência no RN

Código de Defesa do Contribuinte

A legislação estabelece de forma sistematizada direitos do contribuinte, como o recebimento de comunicações claras, o acesso integral a processos administrativos fiscais, o direito ao contraditório e à ampla defesa, além da exigência de decisões administrativas em prazo razoável. De acordo com o diretor da Rui Cadete, a consolidação desses direitos tende a impactar a relação entre empresas e administração tributária.

“Ao organizar esses direitos em uma lei complementar, o Código reduz incertezas e pode contribuir para a diminuição de litígios”, avalia Gustavo. 

A norma também reforça deveres, como o cumprimento das obrigações tributárias principais e acessórias, a prestação de informações corretas ao Fisco e a guarda de documentos fiscais pelo prazo legal. Ao mesmo tempo, impõe obrigações à administração tributária, incluindo a redução da litigiosidade, a priorização de soluções cooperativas e a atuação com boa-fé e segurança jurídica.

“A lei permite que o contribuinte apresente elementos, como prejuízo financeiro recente ou impactos decorrentes de calamidade pública, por exemplo, para explicar as razões da inadimplência. Isso, no entanto, não elimina a responsabilidade das empresas com a própria gestão. Planejamento financeiro, controle de custos e uma boa assessoria fiscal e contábil continuam sendo determinantes para evitar a inadimplência e ganham ainda mais relevância com o novo Código”, finaliza o contador.

Foto: Divulgação

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FÉRIAS: Especialista orienta consumidores sobre cuidados na compra de pacotes de viagem

FÉRIAS: Especialista orienta consumidores sobre cuidados na compra de pacotes de viagem

Consumidores devem redobrar atenção a contratos, cancelamentos e possíveis golpes nas compras on-line

FÉRIAS: Especialista orienta consumidores sobre cuidados na compra de pacotes de viagem

O período de férias costuma impulsionar a busca por pacotes de viagem, acompanhada de promoções e facilidades de pagamento. No entanto, para que a experiência não se transforme em frustração, o consumidor precisa ir além do preço na hora de fechar negócio. Eduarda Vale, professora do curso de Direito da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, alerta que alguns cuidados básicos fazem toda a diferença para garantir segurança e tranquilidade durante a viagem.

Segundo a especialista, avaliar apenas o valor pode ser um erro. “Além do preço, o consumidor deve observar a reputação da empresa e conferir detalhadamente tudo o que está incluído no pacote”, orienta.

Ela destaca que itens como regras de cancelamento e remarcação, categoria e localização da hospedagem, horários e conexões dos voos, condições de alimentação, traslados e a existência de seguro-viagem ou assistência precisam ser analisados com atenção. “Esses cuidados ajudam a evitar imprevistos e influenciam diretamente na qualidade da experiência”, acrescenta.

Outro ponto essencial é verificar se a agência ou plataforma é confiável. A professora explica que o consumidor deve confirmar se a empresa possui CNPJ ativo, buscar avaliações em sites como Reclame Aqui e consumidor.gov.br e observar comentários recentes de outros clientes. “Também é importante conferir se a empresa oferece canais de atendimento oficiais e acessíveis. Preços muito abaixo do mercado devem acender um alerta, pois podem indicar riscos ou até golpes”, ressalta.

No momento da contratação, o consumidor tem direito à informação clara e completa. De acordo com a docente, todos os detalhes do pacote podem e devem ser exigidos antes da compra. “Categoria do hotel, horários de voo, regras de bagagem, tipos de alimentação, traslados e passeios precisam constar formalmente no contrato ou nos vouchers. O que está documentado é o que garante os direitos do consumidor caso algo não seja cumprido”, explica.

Alterações no pacote também merecem atenção. Caso a agência mude itens essenciais, como hotel ou data da viagem, o consumidor não é obrigado a aceitar. “Ele pode concordar com a substituição, recusar e solicitar o reembolso integral ou exigir o cumprimento da oferta original. Se a mudança causar prejuízos, como perda de dias de viagem ou hospedagem inferior à contratada, também é possível pedir indenização pelos danos sofridos”, orienta a docente da UnP.

Compras on-line

Nas compras feitas pela internet, especialmente em promoções de última hora, a atenção deve ser redobrada. “É essencial certificar-se de que o site é seguro, conferir avaliações recentes da empresa, ler atentamente as regras de cancelamento, evitar formas de pagamento arriscadas, como PIX para pessoas físicas, e guardar prints da oferta. Além disso, é importante desconfiar de promoções com preços muito abaixo do mercado, pois podem indicar golpes”, alerta.

Para identificar possíveis golpes, a especialista explica que alguns indícios são comuns. “Golpes geralmente se caracterizam por preços muito abaixo do mercado, sites sem informações claras, ausência de CNPJ, perfis recentes nas redes sociais, erros evidentes no site, pressão para pagamento imediato e falta de canais de contato confiáveis. Sempre que uma oferta parece boa demais para ser verdadeira, é um sinal de alerta”, reforça Vale.

Por fim, a professora destaca a importância de guardar toda a documentação relacionada à viagem. Contratos, comprovantes de pagamento, vouchers, e-mails, protocolos de atendimento, entre outros, são fundamentais para garantir os direitos do consumidor. “Caso se sinta lesado, o consumidor pode recorrer a canais como o Procon, o consumidor.gov.br, a Justiça, por meio do Juizado Especial Cível, e a ANAC, quando o problema envolver companhias aéreas. Esses órgãos são importantes aliados para assegurar que os direitos do consumidor sejam respeitados”, conclui.

Foto: Divulgação

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Conselho de Administração da BRAVA Energia elege Richard Kovacs como Diretor Presidente e Alexandre Cruz Presidente do Conselho de Administração

Conselho de Administração da BRAVA Energia elege Richard Kovacs como Diretor Presidente e Alexandre Cruz Presidente do Conselho de Administração

Executivos assumem novos cargos após sucessão consensuada e alinhada às diretrizes estratégicas da empresa

Conselho de Administração da BRAVA Energia elege Richard Kovacs como Diretor Presidente e Alexandre Cruz Presidente do Conselho de Administração

A BRAVA Energia anunciou, nesta segunda-feira (12), que o Conselho de Administração da Companhia elegeu Richard Kovacs para o cargo de Diretor Presidente. A escolha ocorreu após a renúncia de Décio Oddone, conforme processo de sucessão previamente planejado. A eleição de Kovacs assegura a continuidade da estratégia de longo prazo da Companhia, bem como a preservação de sua cultura de disciplina de capital, segurança operacional e eficiência.

“Em 2025 atingimos recordes de produção e eficiência operacional, com forte crescimento de produção e estabilidade operacional nos principais ativos da Brava. Meu objetivo é garantir que a Companhia esteja focada em resultados, na gestão eficiente do nosso portfólio e na redução do custo de produção. As mudanças na liderança demonstram a confiança dos acionistas na tese de investimento da Brava e a nossa convicção em destravar valor para os stakeholders no curto, médio e longo prazo”, afirma Kovacs.

Richard Kehrer Kovacs é formado em Economia pela PUC-SP e possui longa experiência nos setores financeiro e de energia, atuando em cargos de liderança, estruturação comercial e desenvolvimento de novos negócios. Foi Diretor-Presidente da Ebrasil LNG, Diretor Comercial da Ebrasil Energia e membro do Conselho de Administração da Ocyan. Era presidente do Conselho de Administração da Brava desde agosto de 2025.

Com o objetivo de garantir uma transição coordenada e alinhada às diretrizes estratégicas e de governança da Companhia, Décio Oddone permanecerá no cargo até o dia 31 de janeiro. Richard Kovacs assumirá o cargo em seguida, em 1º de fevereiro.

“Tenho muito orgulho de ter participado do processo de criação da Brava e de seu desenvolvimento inicial. Ao longo desse período, o foco esteve na melhoria contínua das operações e na manutenção de uma posição financeira sólida, fundamentos importantes para que a Companhia possa seguir destravando seu potencial em benefício de seus stakeholders. Encerro este ciclo no contexto de um processo de transição consensuado, construído de forma alinhada e serena”, diz Décio Oddone.

Em razão da eleição, Kovacs renunciou ao cargo de Presidente do Conselho de Administração, permanecendo como membro. Adicionalmente, Alexandre Cruz foi eleito para o cargo de Presidente do Conselho de Administração, com posse nesta segunda-feira (12), em substituição a Richard Kovacs.

“Acreditamos que há muitas oportunidades a serem exploradas com foco na geração de caixa, otimização do endividamento e a continuidade da estratégia da Companhia” comenta Alexandre Cruz.

Alexandre Cruz é graduado em Economia pela USP, em Direito pela PUC-SP e possui pós-graduação pela FGV. Atualmente, exerce o cargo de CEO e é um dos fundadores da gestora de investimentos JiveMauá, tendo também atuado anteriormente na Ernst & Young e no Banco Santander.

Foto: Divulgação

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Aposentados da saúde cobram 13º salário atrasado em ato público na Governadoria

Aposentados da saúde cobram 13º salário atrasado em ato público na Governadoria

O ato reúne aposentados, pensionistas e representantes sindicais que reivindicam o cumprimento do pagamento anunciado anteriormente pelo governo

Aposentados e pensionistas da saúde estadual realizam, na manhã desta segunda-feira (12), um ato público em frente à Governadoria do Rio Grande do Norte, em Natal, para cobrar do governo estadual o pagamento do 13º salário, que, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN), permanece em atraso.

A mobilização teve início às 9h e ocorre de forma conjunta com outras entidades sindicais que representam servidores públicos estaduais. O ato reúne aposentados, pensionistas e representantes sindicais que reivindicam o cumprimento do pagamento anunciado anteriormente pelo governo.

Sindsaúde afirma que governo sinalizou pagamento para sexta-feira

De acordo com o Sindsaúde/RN, o Governo do Estado havia sinalizado que o pagamento do 13º salário dos aposentados e pensionistas da saúde seria efetuado na sexta-feira (9). No entanto, segundo a entidade, os valores não foram creditados nas contas dos beneficiários na data informada.

O sindicato afirma que o atraso afeta diretamente o orçamento dos aposentados e pensionistas que dependem do pagamento para custear despesas mensais. A entidade destaca que os servidores cobrados dedicaram décadas ao serviço público estadual na área da saúde.

Contato com Secretaria de Administração

Ainda segundo o Sindsaúde/RN, na tarde da sexta-feira (9), a direção sindical entrou em contato com o secretário adjunto de Administração, Carlos Cerveira, para obter esclarecimentos sobre o pagamento.

Conforme relato do sindicato, o secretário adjunto informou que a folha de pagamento dos aposentados e pensionistas da saúde estadual já estaria pronta. De acordo com essa informação, a liberação dos valores dependeria apenas de autorização da Secretaria de Planejamento do Estado.

Apesar da informação repassada à entidade sindical, o Sindsaúde afirma que o pagamento não foi efetuado até o início da mobilização desta segunda-feira.

Ato reúne outras categorias do serviço público

O protesto realizado em frente à Governadoria conta com a participação de outras entidades sindicais que representam servidores estaduais. As categorias se unem para pressionar o governo a regularizar o pagamento do 13º salário dos aposentados e pensionistas da saúde.

Segundo os organizadores, o objetivo do ato é dar visibilidade à situação e cobrar uma posição oficial do governo estadual sobre a liberação dos recursos.

Reivindicação por definição de prazo

Durante a mobilização, os manifestantes reivindicam uma definição clara de prazo para o pagamento do benefício. O sindicato afirma que aguarda um posicionamento formal do Governo do Rio Grande do Norte sobre quando os valores serão creditados.

Até o momento da realização do ato, não havia divulgação oficial por parte do governo estadual sobre a data de pagamento do 13º salário dos aposentados e pensionistas da saúde.

Fotos: Reprodução

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13º dos servidores do RN é pago parcialmente e sindicatos convocam protesto

13º dos servidores do RN é pago parcialmente e sindicatos convocam protesto

Ativos já receberam; parte de aposentados e pensionistas terá valores creditados na segunda-feira (12), segundo o Executivo estadual

O Governo do Rio Grande do Norte iniciou nesta sexta-feira (9) o pagamento do 13º salário dos servidores públicos estaduais. Conforme apuração confirmada pela imprensa local, os valores começaram a ser creditados de forma escalonada, com depósitos realizados ao longo do dia, de acordo com o processamento da folha por órgão.

Segundo informações, a maior parte dos servidores já recebeu o pagamento. Informações do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado (Sinsp/RN) indicaram que todos os servidores ativos tiveram os valores creditados ainda na sexta-feira, enquanto aposentados e pensionistas permaneciam sem receber.

Governo confirma pagamento parcial e anuncia conclusão

Após cobranças de aposentados e pensionistas, o Governo do Estado confirmou que concluiu o pagamento do 13º salário dos servidores ativos e que efetuou o pagamento de parte dos inativos também na sexta-feira (9). Em nota oficial divulgada no sábado (10), o Executivo estadual informou que o pagamento integral será concluído na segunda-feira (12).

Segundo o governo, já receberam o benefício 100% dos servidores ativos, além de todos os aposentados do sistema de segurança pública, incluindo Polícia Militar (PM), Corpo de Bombeiros Militar (CBM), Polícia Civil (PCRN), Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP) e Polícia Científica (PCI-RN). Também foram pagos os pensionistas da PM e do CBM.

Ainda conforme a nota, o valor do 13º salário dos demais servidores públicos estaduais será disponibilizado ao longo da segunda-feira, encerrando o calendário de pagamento.

Histórico do calendário e decisões judiciais

Em 24 de dezembro, o Governo do RN havia confirmado que o pagamento do 13º salário sofreria atraso, estabelecendo o dia 9 de janeiro como data para depósito dos valores referentes a servidores ativos, aposentados e pensionistas. A definição considerou, segundo o Executivo, o cenário financeiro do Estado.

Antes disso, o secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, havia informado que o pagamento poderia ocorrer em duas etapas, com conclusão até o dia 10 de janeiro, a exemplo de anos anteriores.

Apesar do calendário anunciado, a 1ª Vara da Fazenda Pública de Natal havia determinado que o Estado quitasse o 13º salário dos servidores da Saúde e da Segurança Pública até o fim de 2025.

Sindicatos convocam ato público

Diante do não pagamento integral do 13º salário na sexta-feira (9), entidades sindicais convocaram um Ato Público Unificado para a manhã da segunda-feira (12), a partir das 9h, em frente à Governadoria, no Centro Administrativo.

Até a manhã do sábado (10), nove sindicatos haviam confirmado participação: Sinsp, Sinai, Sindsaúde, Sinte-RN, Astran, Sindppen, Aduern, Sinter/Sefaz e Sindpci.

O Sinte-RN e outras entidades afirmaram que parte de suas bases, especialmente aposentados e pensionistas, não recebeu o pagamento conforme o cronograma anunciado.

Reclamações de aposentados e pensionistas

O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde/RN) denunciou o atraso no pagamento do 13º salário de aposentados e pensionistas da área da saúde. Segundo a entidade, o pagamento havia sido prometido para a sexta-feira (9), o que não ocorreu.

Na tarde do mesmo dia, representantes do sindicato relataram contato com o secretário adjunto de Administração, Carlos Cerveira, que informou que a folha estava pronta e aguardava autorização da Secretaria de Planejamento para liberação do pagamento.

O Sinsp/RN informou que aposentados e pensionistas continuaram relatando a ausência do crédito e que não foi apresentado prazo oficial para regularização até então.

Prorrogação do desconto do IPTU em Natal

Em razão do atraso no pagamento do 13º salário estadual, a Prefeitura do Natal decidiu prorrogar o prazo para pagamento antecipado do IPTU 2026 com desconto. O anúncio foi feito pelo prefeito Paulinho Freire (União Brasil) nas redes sociais.

Inicialmente previsto para a sexta-feira (9), o prazo foi estendido até o dia 16 de janeiro, conforme decreto publicado em edição extra do Diário Oficial do Município. A medida vale para contribuintes que estavam quites com o município até 30 de dezembro de 2025.

Segundo a prefeitura, o objetivo foi atender pedidos de servidores estaduais, aposentados e pensionistas que aguardavam o crédito do 13º salário para efetuar o pagamento do imposto.

Os boletos podem ser reemitidos pelos portais oficiais da Secretaria Municipal de Finanças (Sefin) e pelo sistema Directa, além de atendimento digital via WhatsApp. O IPTU pode ser pago por PIX, convênios bancários, cartão de crédito e canais digitais do Banco do Brasil.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN

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BRAVA Energia registra crescimento sólido e alcança produção média de 81,3 mil boe/d em 2025

BRAVA Energia registra crescimento sólido e alcança produção média de 81,3 mil boe/d em 2025

Resultado representa alta de 46% em relação a 2024, com recordes históricos nos campos de Papa-Terra e Atlanta e pico de produção no terceiro trimestre.

BRAVA Energia registra crescimento sólido e alcança produção média de 81,3 mil boe/d em 2025

A BRAVA Energia encerrou o ano de 2025 consolidando sua trajetória de crescimento e eficiência operacional. A produção média anual da Companhia atingiu 81,3 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia, o que representa um salto significativo de 46% em relação à média registrada em 2024, que foi de 55,7 mil boe/d. Os campos de Papa-Terra (bacia de Campos) e Atlanta (bacia de Santos) foram os principais destaques do ano, registrando os seus melhores resultados anuais históricos de produção e eficiência operacional.

O desempenho ao longo de 2025 foi marcado por recordes sucessivos, com destaque para o terceiro trimestre, quando a produção atingiu o pico de 91,8 mil boe/d.

No segmento offshore, a evolução foi impulsionada pela conclusão da primeira fase do projeto Atlanta. A produção do ativo saltou de uma média de 18,8 mil boe/d no 1T25 para 30 mil boe/d no 3T25.

Já no onshore, a estabilidade operacional e as campanhas de revitalização nos complexos Recôncavo e Potiguar garantiram uma base sólida de produção, com média anual de 33,3 mil boe/d.

No último mês do ano, a BRAVA Energia registrou uma produção média de 74,6 mil boe/d. O volume reflete a entrega de 45,6 mil boe/d do segmento offshore e 29 mil boe/d da operação onshore, mantendo a consistência operacional da Companhia.

Foto: Divulgação

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