Volta às aulas reacende alerta para a saúde emocional de adolescentes
Escolas investem em acolhimento para ajudar alunos do Ensino Médio a lidar com desafios do ano letivo; pesquisa revela altos índices de sofrimento emocional entre estudantes
Volta às aulas reacende alerta para a saúde emocional de adolescentes
Com o fim das férias e a volta às aulas, estudantes de todas as idades enfrentam desafios que vão além da organização do cotidiano escolar. Especialmente para aqueles que vão ingressar ou concluir o Ensino Médio, o retorno às atividades pode vir acompanhado de inseguranças, dificuldades de adaptação e até quadros de ansiedade, o que exige atenção redobrada à saúde emocional e uma atuação conjunta entre escola e família.
“É muito comum o aluno apresentar manifestações comportamentais de insegurança nessa etapa. Cabe aos professores e à equipe pedagógica estabelecer processos de acolhimento para que ele chegue ao espaço escolar com um maior sentimento de segurança e consiga se desenvolver da melhor maneira possível”, afirma Hilton Gomes, psicólogo responsável pelo acompanhamento da turma da terceira série do Ensino Médio do Colégio Ágora, na zona Sul de Natal.
Para facilitar esse retorno, a recepção deve ser pensada com muito cuidado. Estudos e orientações de especialistas mostram que a retomada da rotina com atenção às emoções favorece a aprendizagem, melhora a convivência e contribui para uma experiência escolar mais equilibrada. Na turma de Pré-Enem da instituição, por exemplo, os alunos foram recebidos com uma roda de conversa e palavras de incentivo.
“Nessa roda de conversa, a gente buscou fornecer um espaço seguro para que eles pudessem compartilhar suas experiências, anseios e reduzir a tensão, de forma que o corpo docente pudesse compreender como cada um estava se sentindo”, relata o psicólogo. Além disso, foi agendado um momento com as famílias desses alunos com o objetivo de facilitar a assimilação de como irá funcionar a nova rotina.
Para a diretora do Colégio Ágora, Monique Guedes, quando a escola olha para o aluno de forma integral, os resultados aparecem não apenas na aprendizagem, mas na convivência, na autonomia e na construção de projetos de vida. “Por isso, é um dos nossos pilares manter a escola como um ambiente seguro, de diálogo e apoio emocional para que o aluno consiga aprender, se relacionar e enfrentar as demandas do ano letivo com mais confiança”, afirma a educadora.

Saúde mental nas escolas
Uma pesquisa do Instituto Ayrton Senna, realizada em um estado de cada região do país, aponta que 79% dos alunos consultados apresentam um ou mais sintomas de depressão e ansiedade. Do total de entrevistados, 20,4% afirmam se sentir bastante ou totalmente infelizes ou deprimidos; 38,9% relataram se sentir bastante ou totalmente esgotados ou sob pressão; e 33,9% dos entrevistados revelam ter perdido o sono devido a preocupações.
Ainda segundo o levantamento, 22,1% dos estudantes indicam que têm perdido bastante ou totalmente a confiança em si mesmo; 22% indicam que tem se sentido bastante ou totalmente incapaz de superar as suas dificuldades; e 7,9% relataram que não estão conseguindo se concentrar em suas tarefas nem um pouco.
Neste cenário, a preparação psicológica dos estudantes precisa ser um trabalho contínuo ao longo do ano letivo. “Particularmente, eu tenho um horário semanal para entrar em sala para debater um pouco sobre autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. A gente fala um pouco sobre bases neurológicas da aprendizagem para compreender como se aprende melhor, e depois seguimos toda uma programação para que esse aluno tenha assistência o ano inteiro para lidar com quaisquer questões que surjam, como dificuldade de aprendizado, integração social, entre outros”, complementa Hilton Gomes.
Apoio da família
O envolvimento da família é apontado como fator essencial nesse processo. Entre as orientações aos pais estão o incentivo à prática de atividades físicas, a garantia de momentos de descanso e lazer, o estímulo a hobbies e a criação de espaços para conversas abertas e frequentes.
“É fundamental que os pais exerçam uma escuta ativa e validem os sentimentos desses jovens. Quando família e escola caminham juntas, conseguimos identificar sinais de alerta mais cedo e oferecer o suporte necessário para que o aluno enfrente os desafios do ano letivo de forma mais saudável”, finaliza o psicólogo.
Foto: Divulgação
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