Meio ambiente

Currais Novos tem quatro tremores de terra registrados em março

Currais Novos tem quatro tremores de terra registrados em março

Registros ocorreram entre os dias 13 e 20; maior abalo foi de magnitude 1,9 mR, segundo o LabSis/UFRN

O município de Currais Novos, na região do Seridó potiguar, registrou quatro tremores de terra ao longo de março. Os dados são do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN).

Os abalos sísmicos ocorreram entre os dias 13 e 20 de março. Todos apresentaram baixa magnitude, variando de 1,6 a 1,9 mR. O maior tremor foi registrado no dia 19.

Confira a sequência de tremores de terra em Currais Novos:

  • 13 de março – 12h35: magnitude 1,7 mR
  • 17 de março – 12h37: magnitude 1,6 mR
  • 19 de março – 12h39: magnitude 1,9 mR (maior da sequência)
  • 20 de março – 12h43: magnitude 1,7 mR

De acordo com pesquisadores da UFRN, não há relatos de danos materiais ou feridos. Os tremores dificilmente são percebidos pela população devido à baixa magnitude dos abalos.

O Laboratório Sismológico mantém monitoramento contínuo da atividade sísmica no Rio Grande do Norte. A instituição destaca que os dados divulgados são preliminares e podem ser atualizados após análises mais detalhadas.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Deputado denuncia tentativa de venda irregular de terrenos estatais na Via Costeira em Natal

Deputado denuncia tentativa de venda irregular de terrenos estatais na Via Costeira em Natal

Ubaldo Fernandes (PSDB) classificou como “estarrecedor” o que vem sendo revelado sobre as áreas da Via Costeira. Tribunal de Contas do Estado adotou medida cautelar para suspender os atos de venda

A defesa do patrimônio público potiguar ganhou destaque na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, nesta quarta-feira (25), com a fala do deputado Ubaldo Fernandes (PSDB) que denunciou a tentativa de venda irregular de terrenos estatais na Via Costeira, área de alto valor turístico e econômico na capital do Estado.

Em seu pronunciamento, o parlamentar classificou como “estarrecedor” o que vem sendo revelado sobre as áreas da Via Costeira, um dos maiores patrimônios do Rio Grande do Norte. Segundo Fernandes, trata-se de uma região estratégica com enorme potencial turístico, econômico e social, acrescentando que os terrenos públicos foram cedidos há décadas, ainda durante o governo Lavoisier Maia.

O ponto central da denúncia reside na tentativa de comercialização de uma dessas áreas. “O que vemos são terrenos públicos cedidos há décadas, sem a devida contrapartida, prazos que foram sendo prorrogados sucessivamente, enquanto obras não saíram simplesmente do papel. E agora, para agravar ainda mais, nos deparamos com o fato classificado pelo próprio Tribunal de Contas do Estado (TCE) como um achado de extrema gravidade”, afirmou Ubaldo Fernandes, referindo-se a um anúncio de venda de um terreno na Via Costeira por R$ 30 milhões, que, na verdade, pertence ao Estado.

O deputado ressaltou a importância da atuação do órgão, que adotou uma medida cautelar para suspender os atos de venda. Para o representante, a ação do TCE demonstra “responsabilidade e compromisso com o interesse público”, ao exigir uma reavaliação completa dessas concessões. “O povo do Rio Grande do Norte quer e merece transparência nesse processo. Não podemos admitir que áreas públicas sejam tratadas como ativo privado, como reserva de valor ou objeto de especulação imobiliária”, declarou.

Ubaldo argumentou que a finalidade original dessas concessões sempre foi fomentar o desenvolvimento turístico, gerar empregos, renda e oportunidades, com a construção de hotéis e restaurantes. Contudo, a ausência de edificações e a ociosidade dos espaços desvirtuaram esse propósito. O parlamentar defendeu que o processo seja conduzido com total transparência, rigor técnico e respeito absoluto ao interesse público.

“Que haja sim, uma nova modelagem com licitações claras, abertas e competitivas, garantindo que essas áreas cumpram a sua verdadeira função social e econômica, pois é um bem do povo do Rio Grande do Norte. O patrimônio do povo não pode ser negociado à margem da lei”, concluiu Ubaldo Fernandes, garantindo que a Assembleia Legislativa seguirá acompanhando de perto a situação, cobrando respostas e defendendo o patrimônio potiguar.

Foto: Eduardo Maia/ALRN

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Inmet emite alerta de chuvas para 97 cidades do Rio Grande do Norte

Inmet emite alerta de chuvas para 97 cidades do Rio Grande do Norte

Alerta amarelo indica perigo potencial em cinco regiões do RN

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de acumulado de chuvas para 97 cidades do Rio Grande do Norte. O aviso começou a valer na manhã desta segunda-feira (23) e segue até 10h de quarta-feira (25).

O alerta é da cor amarela, que representa perigo potencial, o nível mais baixo no grau de severidade do órgão. O aviso atinge cidades das regiões Oeste, Alto Oeste, Central, Seridó e Costa Branca.

De acordo com o Inmet, o alerta amarelo prevê chuvas entre 20 a 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia. Há, segundo o instituto, baixo risco de alagamentos e pequenos deslizamentos em cidades com áreas de risco.

Onze cidades também estão sob alerta laranja

Onze dessas cidades também estão dentro de um outro alerta, de chuvas intensas, da cor laranja, que representa perigo. Nesse caso, a previsão é de chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora ou entre 50 e 100 milímetros por dia. O aviso laranja segue até 10h desta terça-feira (24).

O Inmet não divulgou a lista específica dos municípios incluídos em cada nível de alerta.

Recomendações do Inmet para a população

Diante das condições meteorológicas, o Inmet divulgou uma série de orientações para a população:

  • Evitar enfrentar o mau tempo;
  • Observar alteração nas encostas;
  • Evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada;
  • Em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, devido ao risco de queda e descargas elétricas;
  • Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
  • Se possível, desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia.

A população pode obter mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Cidades no alerta amarelo (acumulado de chuvas)

  • Acari
  • Assú
  • Afonso Bezerra
  • Água Nova
  • Alexandria
  • Almino Afonso
  • Alto do Rodrigues
  • Angicos
  • Antônio Martins
  • Apodi
  • Areia Branca
  • Campo Grande
  • Baraúna
  • Bodó
  • Caicó
  • Campo Redondo
  • Caraúbas
  • Carnaúba dos Dantas
  • Carnaubais
  • Cerro Corá
  • Coronel Ezequiel
  • Coronel João Pessoa
  • Cruzeta
  • Currais Novos
  • Doutor Severiano
  • Encanto
  • Equador
  • Felipe Guerra
  • Fernando Pedroza
  • Florânia
  • Francisco Dantas
  • Frutuoso Gomes
  • Governador Dix-Sept Rosado
  • Grossos
  • Ipanguaçu
  • Ipueira
  • Itajá
  • Itaú
  • Jaçanã
  • Janduís
  • Jardim de Piranhas
  • Jardim do Seridó
  • João Dias
  • José da Penha
  • Jucurutu
  • Lagoa Nova
  • Lajes
  • Lajes Pintadas
  • Lucrécia
  • Luís Gomes
  • Macau
  • Major Sales
  • Marcelino Vieira
  • Martins
  • Messias Targino
  • Mossoró
  • Olho d’Água do Borges
  • Ouro Branco
  • Paraná
  • Paraú
  • Parelhas
  • Patu
  • Pau dos Ferros
  • Pedro Avelino
  • Pendências
  • Pilões
  • Portalegre
  • Porto do Mangue
  • Rafael Fernandes
  • Rafael Godeiro
  • Riacho da Cruz
  • Riacho de Santana
  • Rodolfo Fernandes
  • Santana do Matos
  • Santana do Seridó
  • São Fernando
  • São Francisco do Oeste
  • São João do Sabugi
  • São José do Seridó
  • São Miguel
  • São Rafael
  • São Tomé
  • São Vicente
  • Serra do Mel
  • Serra Negra do Norte
  • Serrinha dos Pintos
  • Severiano Melo
  • Taboleiro Grande
  • Tenente Ananias
  • Tenente Laurentino Cruz
  • Tibau
  • Timbaúba dos Batistas
  • Triunfo Potiguar
  • Umarizal
  • Upanema
  • Venha-Ver
  • Viçosa

Cidades no alerta laranja (chuvas intensas)

  • Água Nova
  • Coronel João Pessoa
  • Doutor Severiano
  • José da Penha
  • Luís Gomes
  • Major Sales
  • Paraná
  • Riacho de Santana
  • São Miguel
  • Tenente Ananias
  • Venha-Ver

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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RN registra chuvas de granizo e neblina intensa em cidades do Seridó e Alto Oeste

RN registra chuvas de granizo e neblina intensa em cidades do Seridó e Alto Oeste

Granizo atinge cidades do Seridó

Cidades do Rio Grande do Norte registraram chuvas de granizo e neblina intensa neste domingo (22) e nesta segunda-feira (23). Os fenômenos foram gravados por moradores.

Pelo menos duas cidades tiveram chuvas de granizo no domingo, segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn): Jardim do Seridó e São Rafael, ambas na região do Seridó.

Em Jardim do Seridó, foram registradas chuvas de 12 milímetros até as 7h desta segunda-feira (23). Em São Rafael, o acumulado chegou a 45 milímetros.

Especialista explica fenômeno incomum no Nordeste

O chefe do Núcleo de Meteorologia da Emparn, Gilmar Bristot, afirmou que a chuva de granizo não é comum no Rio Grande do Norte e nem no Nordeste como um todo.

“Não é normal acontecer isso aqui no Nordeste porque nós temos uma faixa equatorial, e normalmente aqui as temperaturas são mais elevadas, o topo da atmosfera não é tão frio assim”, explicou.

Segundo o especialista, o fenômeno pode ocorrer em períodos chuvosos por conta do tipo de formação das nuvens.

“Mas, em momentos em que você tem estabilidades presentes com maior período chuvoso, pode acontecer em algumas regiões você ter uma formação das nuvens tipo Cumulonimbus, e essas nuvens serem bastante profundas e produzirem aí a condição de granizo ao invés de chuva”, completou.

Neblina intensa atinge Portalegre

Já a intensa neblina foi registrada na manhã desta segunda-feira em Portalegre, cidade distante 370 quilômetros de Natal. O município está a 642 metros acima do mar, sendo a sétima mais alta do estado.

O fenômeno foi causado pela evaporação da água da chuva que caiu sobre a cidade na noite anterior. Segundo a Emparn, o acumulado de chuva em Portalegre foi de 40 a 50 milímetros.

Fotos: Reprodução

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Pesquisadores da UFRN e IFPB desenvolvem tijolo sustentável com manipueira e obtêm patente no Brasil

Pesquisadores da UFRN e IFPB desenvolvem tijolo sustentável com manipueira e obtêm patente no Brasil

Tecnologia criada por Universidade Federal do Rio Grande do Norte e Instituto Federal da Paraíba utiliza resíduo da mandioca na produção de solo-cimento

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em parceria com o Instituto Federal da Paraíba (IFPB), desenvolveram um tijolo de solo-cimento produzido com manipueira, efluente resultante do processamento da mandioca. A inovação resultou em patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

O produto consiste em tijolos maciços ou vazados, fabricados por meio da substituição parcial ou total da água por manipueira no processo produtivo. A composição inclui solo classificado segundo a HRB-AASHTO, cimento Portland e o efluente orgânico.

Processo produtivo envolve prensagem e período de cura

Após a mistura dos materiais, o processo de fabricação inclui prensagem manual ou hidráulica. Em seguida, os tijolos passam por um período de cura de sete dias, etapa necessária para que o material atinja propriedades compatíveis com as normas vigentes.

Os testes laboratoriais indicaram que os tijolos apresentam resistência à compressão superior a 2 MPa, absorção de água inferior a 20% e perda de massa menor que 7%. Os resultados atendem às normas ABNT NBR 8491 e ABNT NBR 13553, que estabelecem requisitos para tijolos de solo-cimento.

Aplicação inclui construções residenciais e projetos sustentáveis

O uso da manipueira na produção dos tijolos reduz o consumo de água potável e oferece destinação a um resíduo que pode causar impactos ambientais quando descartado de forma inadequada. O processo produtivo é descrito como simples e de baixo custo, com possibilidade de aplicação em diferentes contextos.

Os tijolos podem ser utilizados em construções como residências unifamiliares, habitações de interesse social e projetos voltados à construção sustentável. A tecnologia também pode ser aplicada por comunidades rurais e associações de produtores ligadas à cadeia da mandioca.

Patente integra pesquisa acadêmica e aplicação tecnológica

De acordo com os pesquisadores envolvidos, a tecnologia busca integrar resultados científicos à aplicação prática. O professor Jônatas Macêdo de Souza, um dos inventores, afirma que a proposta envolve a redução de impactos ambientais, sociais e econômicos, além de apresentar alternativa para a construção civil.

O desenvolvimento da tecnologia ocorreu no âmbito de programas de pós-graduação da UFRN, com orientação do professor Wilson Acchar e colaboração de pesquisadores do IFPB.

A equipe também contou com a participação de Luciana Lucena, Vamberto Monteiro e Sóstenes Rêgo, que atuaram em etapas como análise, ensaios laboratoriais e validação tecnológica.

Estudos seguem em fase de validação para uso ampliado

Os pesquisadores já desenvolveram protótipos em escala laboratorial e semi-industrial, submetidos a ensaios de resistência mecânica, absorção e durabilidade. Os resultados indicam viabilidade técnica do material dentro dos parâmetros analisados.

O projeto segue em fase de aperfeiçoamento e validação em campo, etapa considerada necessária para futuras aplicações em escala comercial e industrial.

Além do desenvolvimento tecnológico, o grupo também participou da produção científica internacional sobre o tema, incluindo a publicação do livro Use of Cassava Wastewater and Scheelite Residues in Ceramic Formulations, que aborda o uso de resíduos agroindustriais na construção.

Fotos: Cícero Oliveira – Agecom/UFRN

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Inmet emite alerta de chuvas intensas para Natal e 150 cidades do Rio Grande do Norte

Inmet emite alerta de chuvas intensas para Natal e 150 cidades do Rio Grande do Norte

Previsão indica chuvas de até 50 mm e ventos de 60 km/h no RN

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou um alerta de chuvas intensas para Natal e outras 150 cidades do Rio Grande do Norte neste sábado (21). O aviso abrange municípios em todas as regiões do estado e aponta para condições meteorológicas que exigem atenção da população.

Conforme o comunicado do Inmet, a previsão é de chuvas que podem variar entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a até 50 milímetros por dia. Além do volume de água, o alerta também destaca a possibilidade de ventos intensos, com velocidades entre 40 e 60 km/h.

Apesar da força do fenômeno, o instituto classifica o risco como baixo para eventos como corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Veja as recomendações do Inmet para rajadas de vento

Diante da iminência das rajadas de vento, o Inmet orienta a população a adotar medidas de segurança. As recomendações incluem:

  • Não se abrigar debaixo de árvores, devido ao leve risco de queda e descargas elétricas;
  • Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
  • Evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

Em caso de emergência ou para mais informações, o instituto orienta que a população entre em contato com a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou com o Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193.

Estado já registrou quase 2 mil raios em 24 horas

O novo alerta de chuvas intensas ocorre poucos dias após o Rio Grande do Norte registrar um alto índice de descargas elétricas. Entre quarta (18) e quinta-feira (19), o estado contabilizou quase 2 mil raios em um período de cerca de 24 horas. As cidades de Mossoró e Baraúna lideraram as estatísticas de incidência de raios no período.

Saiba os municípios que estão no alerta amarelo:

  • Acari
  • Assú
  • Afonso Bezerra
  • Água Nova
  • Alexandria
  • Almino Afonso
  • Alto do Rodrigues
  • Angicos
  • Antônio Martins
  • Apodi
  • Areia Branca
  • Arez
  • Campo Grande
  • Baraúna
  • Barcelona
  • Bento Fernandes
  • Bodó
  • Bom Jesus
  • Brejinho
  • Caiçara do Norte
  • Caiçara do Rio do Vento
  • Caicó
  • Campo Redondo
  • Caraúbas
  • Carnaúba dos Dantas
  • Carnaubais
  • Ceará-Mirim
  • Cerro Corá
  • Coronel Ezequiel
  • Coronel João Pessoa
  • Cruzeta
  • Currais Novos
  • Doutor Severiano
  • Encanto
  • Espírito Santo
  • Extremoz
  • Felipe Guerra
  • Fernando Pedroza
  • Florânia
  • Francisco Dantas
  • Frutuoso Gomes
  • Galinhos
  • Goianinha
  • Governador Dix-Sept Rosado
  • Grossos
  • Guamaré
  • Ielmo Marinho
  • Ipanguaçu
  • Ipueira
  • Itajá
  • Itaú
  • Jaçanã
  • Jandaíra
  • Janduís
  • Boa Saúde
  • Jardim de Angicos
  • Jardim de Piranhas
  • Jardim do Seridó
  • João Câmara
  • João Dias
  • José da Penha
  • Jucurutu
  • Jundiá
  • Lagoa de Pedras
  • Lagoa de Velhos
  • Lagoa Nova
  • Lagoa Salgada
  • Lajes
  • Lajes Pintadas
  • Lucrécia
  • Luís Gomes
  • Macaíba
  • Macau
  • Major Sales
  • Marcelino Vieira
  • Martins
  • Maxaranguape
  • Messias Targino
  • Monte Alegre
  • Mossoró
  • Natal
  • Nísia Floresta
  • Olho d’Água do Borges
  • Ouro Branco
  • Paraná
  • Paraú
  • Parazinho
  • Parnamirim
  • Patu
  • Pau dos Ferros
  • Pedra Grande
  • Pedra Preta
  • Pedro Avelino
  • Pendências
  • Pilões
  • Poço Branco
  • Portalegre
  • Porto do Mangue
  • Pureza
  • Rafael Fernandes
  • Rafael Godeiro
  • Riacho da Cruz
  • Riacho de Santana
  • Riachuelo
  • Rio do Fogo
  • Rodolfo Fernandes
  • Ruy Barbosa
  • Santa Cruz
  • Santa Maria
  • Santana do Matos
  • Santo Antônio
  • São Bento do Norte
  • São Bento do Trairí
  • São Fernando
  • São Francisco do Oeste
  • São Gonçalo do Amarante
  • São João do Sabugi
  • São José de Mipibu
  • São José do Campestre
  • São José do Seridó
  • São Miguel
  • São Miguel do Gostoso
  • São Paulo do Potengi
  • São Pedro
  • São Rafael
  • São Tomé
  • São Vicente
  • Senador Elói de Souza
  • Senador Georgino Avelino
  • Serra Caiada
  • Serra do Mel
  • Serra Negra do Norte
  • Serrinha
  • Serrinha dos Pintos
  • Severiano Melo
  • Sítio Novo
  • Taboleiro Grande
  • Taipu
  • Tangará
  • Tenente Ananias
  • Tenente Laurentino Cruz
  • Tibau
  • Timbaúba dos Batistas
  • Touros
  • Triunfo Potiguar
  • Umarizal
  • Upanema
  • Várzea
  • Venha-Ver
  • Vera Cruz
  • Viçosa

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Chuvas atingem todas as regiões do RN; Encanto registra maior acumulado, com 72,8 mm

Chuvas atingem todas as regiões do RN; Encanto registra maior acumulado, com 72,8 mm

Oeste potiguar lidera ranking de acumulados de chuva

O Rio Grande do Norte registrou chuvas em todas as suas regiões entre as 7h da terça-feira (17) e as 7h desta quarta-feira (18). Os dados são do boletim pluviométrico divulgado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), que monitora as precipitações em todo o estado por meio de uma rede de estações e pluviômetros.

A região Oeste do estado foi a que apresentou os maiores volumes de chuva no período. O município de Encanto registrou o maior acumulado de todo o estado, com expressivos 72,8 mm. Ainda na região, outras cidades tiveram precipitações significativas, como Felipe Guerra (45,8 mm), José da Penha (44,2 mm) e Governador Dix-Sept Rosado (40,8 mm), confirmando a concentração das chuvas mais intensas nessa área.

Confira os acumulados por região do estado

Na região Central, a cidade de São João do Sabugi foi o destaque, com 30,8 mm. Outros municípios da região também registraram chuva, como Santana do Seridó (15,4 mm) e Jardim de Angicos (11,6 mm).

Já no Agreste potiguar, o maior índice foi observado em Sítio Novo, com 30 mm. A região também contabilizou precipitações em Bom Jesus (12,8 mm), Japi (9,2 mm) e Parazinho (5,4 mm).

Por fim, no Leste potiguar, onde está localizada a capital, os acumulados foram mais moderados. A cidade de Natal registrou 7,4 mm no período. Outros municípios da região também tiveram chuvas, como Pureza (6,8 mm), São Gonçalo do Amarante (5,8 mm), Goianinha (3,4 mm) e Parnamirim (2,8 mm).

Os dados foram coletados e sistematizados pela Emparn a partir de suas estações automáticas, pluviômetros manuais e plataformas de monitoramento distribuídas estrategicamente em todo o território estadual.

Fotos: Elisa Elsie

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Inmet emite novo alerta de chuvas intensas para todo o Rio Grande do Norte

Inmet emite novo alerta de chuvas intensas para todo o Rio Grande do Norte

Previsão indica ventos de até 60 km/h e volume de chuva de 50 mm por dia

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou, nesta terça-feira (17), um alerta de chuvas intensas válido para todas as regiões do Rio Grande do Norte. O comunicado, classificado na legenda amarela (que indica perigo potencial), tem vigência até o fim desta quarta-feira (18).

De acordo com o órgão, a previsão meteorológica para o período indica chuva entre 20 e 30 mm por hora, podendo atingir um acumulado de até 50 mm ao longo do dia. O alerta de chuvas intensas também prevê ventos fortes, com velocidade variando entre 40 e 60 km/h.

Previsão indica ventos de até 60 km/h e volume de chuva de 50 mm por dia

O alerta de chuvas intensas abrange, além do Rio Grande do Norte, outros 20 estados e o Distrito Federal. Apesar da classificação amarela ser a de menor severidade na escala do Inmet, o instituto destaca que há riscos associados ao fenômeno, embora considerados baixos.

Entre os potenciais transtornos estão a possibilidade de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos pontuais e descargas elétricas durante o período de tempestade.

Defesa Civil e Bombeiros orientam população sobre cuidados durante as chuvas

Diante do alerta de chuvas intensas, o Inmet divulgou uma série de recomendações à população para evitar acidentes. A principal orientação é que, em caso de rajadas de vento, as pessoas não se abriguem debaixo de árvores, devido ao risco leve de queda e de descargas elétricas.

Outra recomendação importante é evitar estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Durante o período de chuvas, o instituto também sugere que a população evite usar aparelhos eletrônicos conectados à tomada.

Para emergências ou mais informações sobre o alerta de chuvas intensas, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199, e o Corpo de Bombeiros, pelo número 193.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Inmet emite alerta de chuvas intensas para todo o RN nesta terça-feira (17)

Inmet emite alerta de chuvas intensas para todo o RN nesta terça-feira (17)

O grau de severidade estabelecido pelo Inmet para esta terça-feira é o nível amarelo, que representa perigo potencial

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou um novo alerta de chuvas intensas válido para todas as cidades do Rio Grande do Norte. O comunicado abrange a totalidade do território potiguar e tem vigência durante todo o dia desta terça-feira, 17 de março.

A população de todas as regiões do estado deve se preparar para um dia de tempo instável, com acumulados significativos de precipitação e possibilidade de ventos fortes, conforme os dados divulgados pelo órgão oficial de meteorologia.

Alerta amarelo indica perigo potencial de chuvas no RN

O grau de severidade estabelecido pelo Inmet para esta terça-feira é o nível amarelo, que representa perigo potencial. Este é o primeiro nível em uma escala de três (amarelo, laranja e vermelho) e indica que a população deve estar atenta, embora o cenário não configure alto risco de grandes desastres.

A classificação amarela é acionada quando há previsão de situações meteorológicas que podem se tornar perigosas para atividades cotidianas, como dirigir ou transitar a pé em áreas abertas.

Previsão de acumulado de chuva e ventos intensos

De acordo com as informações técnicas do Inmet, a previsão indica chuva entre 20 e 30 milímetros por hora. O alerta também considera a possibilidade de que o acumulado diário atinja até 50 milímetros.

Além da precipitação, o instituto alerta para a ocorrência de ventos intensos, com rajadas que podem variar entre 40 e 60 km/h. A combinação de chuvas em curto período e ventos fortes pode alterar a visibilidade nas estradas e a sensação térmica em todas as regiões do estado.

Baixo risco de alagamentos e descargas elétricas

Apesar do alerta, o Inmet destaca que o risco para incidentes de maior gravidade é considerado baixo. O órgão monitora, ainda assim, a possibilidade de ocorrências pontuais como:

  • Corte de energia elétrica em áreas isoladas.
  • Queda de galhos de árvores.
  • Alagamentos rápidos em locais com drenagem deficiente.
  • Descargas elétricas (raios).

A orientação é que a população mantenha a calma, mas adote medidas de precaução, especialmente em áreas abertas ou próximas a redes de energia.

Recomendações do Inmet para segurança durante as chuvas

Para minimizar os riscos durante as rajadas de vento e as precipitações, o Inmet divulgou uma lista de recomendações práticas à população potiguar. As orientações visam evitar acidentes comuns neste tipo de cenário meteorológico.

A principal recomendação é evitar se abrigar debaixo de árvores durante as chuvas, pois há leve risco de quedas e descargas elétricas. Em áreas urbanas, árvores podem atrair raios ou ter galhos rompidos pela força do vento.

Além disso, o instituto orienta que os motoristas não estacionem veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Estruturas altas e com pouca fixação podem ceder com as rajadas de vento, causando danos materiais.

Por fim, o Inmet recomenda que a população evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada durante tempestades, como medida de proteção contra possíveis surtos elétricos e curtos-circuitos.

Canais de emergência da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros

Em caso de necessidade de informações adicionais ou auxílio por conta das chuvas e ventos, o Inmet orienta a população a acionar os órgãos oficiais de emergência.

A Defesa Civil atende pelo telefone 199, e o Corpo de Bombeiros está disponível pelo número 193. Ambos os serviços estão preparados para atender ocorrências relacionadas a alagamentos, quedas de árvores e outros incidentes típicos do período chuvoso.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Alerta de chuvas intensas no RN: Inmet estende aviso para todas as cidades

Alerta de chuvas intensas no RN: Inmet estende aviso para todas as cidades

Órgão meteorológico amplia área de perigo potencial; ventos podem chegar a 60 km/h.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um novo aviso ampliando o alerta de chuvas intensas para todo o estado do Rio Grande do Norte. A partir das 0h deste sábado (14), todos os 167 municípios potiguares estão sob o aviso meteorológico de grau amarelo, que indica perigo potencial. Até esta sexta-feira (13), o alerta estava restrito a 67 cidades.

Previsão de chuvas e ventos para o RN no sábado

De acordo com o Inmet, a previsão indica acumulado de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a 50 mm ao longo do dia. Os ventos devem ser intensos, variando entre 40 e 60 km/h. O alerta é válido por todo o sábado (14), até o fim do dia.

Riscos e orientações de segurança durante o alerta

O órgão classifica o risco como baixo, mas não nulo, para ocorrências como cortes de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos pontuais e descargas elétricas. Diante da possibilidade de rajadas de vento, o Inmet orienta a população a seguir medidas de precaução.

Em caso de ventos fortes, evite se abrigar debaixo de árvores, devido ao risco leve de queda e de descargas elétricas. Também não é recomendado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Outra orientação importante é evitar o uso de aparelhos eletrônicos conectados à tomada durante as tempestades.

Canais de emergência da Defesa Civil e Bombeiros

Para situações de emergência relacionadas às chuvas, o Inmet recomenda que a população acione a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou o Corpo de Bombeiros, pelo número 193. Os órgãos estão disponíveis para fornecer informações e auxiliar a população em caso de necessidade.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Dia Mundial da Água desperdício invisível e expansão da IA criam pressão sobre a infraestrutura hídrica

Dia Mundial da Água: desperdício invisível e expansão da IA criam pressão sobre a infraestrutura hídrica

O Brasil concentra cerca de 12% da água doce superficial do planeta, mas perde aproximadamente 45% da água tratada antes que ela chegue ao consumidor final. O dado, do Ranking do Saneamento 2025, revela um paradoxo estrutural: mesmo sendo uma das nações mais ricas em recursos hídricos, o país enfrenta ineficiências que geram prejuízo superior a R$ 12 bilhões por ano e limitam a expansão do acesso ao abastecimento, recursos ainda inexistentes para cerca de 35 milhões de brasileiros.

Nesse momento em que o desperdício físico persiste, um novo vetor de atenção surge na economia: a expansão acelerada da inteligência artificial e da infraestrutura de data centers. O avanço da digitalização exige centros de processamento de alta capacidade, que dependem de sistemas contínuos de resfriamento e são frequentemente associados ao uso intensivo de água, especialmente em regiões de clima quente.

Estudo publicado em 2023 por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Riverside estimou que a geração de 20 a 50 interações em modelos de inteligência artificial pode consumir cerca de 500 ml de água, considerando o uso indireto ligado ao resfriamento dos servidores e à geração de energia. Embora não haja um número global consolidado sobre o impacto total da IA no consumo hídrico, especialistas apontam que a expansão de grandes centros de processamento tende a ampliar a demanda estrutural por recursos hídricos nas próximas décadas.

“O ambiente digital não é imaterial. Ele depende de infraestrutura física robusta, energia e água. Se não houver planejamento, a expansão tecnológica pode pressionar sistemas locais já sobrecarregados”, afirma Felipe Mendes, diretor comercial da T&D Sustentável, empresa especializada em eficiência hídrica que já economizou mais de 1,5 bilhão de litros.

Água virtual e custo invisível na economia

Além do desperdício visível nas redes de distribuição, o consumo indireto, conhecido como “água virtual”, amplia o desafio de gestão. O conceito se refere ao volume de água utilizado ao longo da cadeia produtiva de bens e serviços. Segundo a Water Footprint Network, a produção de uma única camiseta de algodão pode demandar até 2.000 litros de água ao longo de todo o processo produtivo.

Setores como agronegócio, construção civil, indústria de alimentos e manufatura concentram grande parte desse consumo indireto, muitas vezes sem que o custo hídrico esteja claramente refletido nas decisões estratégicas.

Em um ambiente de maior pressão regulatória e crescente exigência de investidores por métricas ESG consistentes, especialistas defendem que a água passe a ser tratada como ativo estratégico, e não apenas como insumo operacional. “A água deveria ter o mesmo nível de monitoramento aplicado à energia e a outros insumos críticos. Empresas que não medem seu consumo com precisão dificilmente conseguem reduzir perdas ou antecipar riscos”, diz Mendes.

Eficiência como estratégia econômica

A discussão ganha relevância no contexto de aumento da demanda digital, pressão climática e necessidade de modernização da infraestrutura urbana. As perdas no sistema de abastecimento ocorrem em paralelo à crescente atração de investimentos em data centers no país, impulsionados pela disponibilidade de energia renovável, posição geográfica estratégica e custos operacionais competitivos.

No entanto, existe um alerta de que a competitividade futura dependerá menos da abundância hídrica e mais da capacidade de gestão eficiente. Redução de perdas, monitoramento em tempo real e modernização das redes passam a ser fatores determinantes para evitar que o crescimento econômico e tecnológico se converta em sobrecarga estrutural.

Neste Dia Mundial da Água, celebrado no dia 22 de março, o debate ultrapassa a escassez física do recurso. O desafio central está na eficiência, na governança e na capacidade de integrar infraestrutura hídrica à nova economia digital. Em um cenário de transformação tecnológica acelerada, a gestão da água deixa de ser apenas questão ambiental e passa a integrar a agenda de competitividade e planejamento estratégico do país.

Foto: Divulgação

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Chuvas intensas atingem todas as regiões do RN; Inmet emite novo alerta

Chuvas intensas atingem todas as regiões do RN; Inmet emite novo alerta

Rio Grande do Norte tem chuvas acima de 60 mm em cidades da região Central

O Rio Grande do Norte registrou chuvas em praticamente todas as regiões do estado nas últimas 24 horas, entre as 7h da terça-feira (3) e o mesmo horário desta quarta-feira (4). Os dados são do setor de meteorologia da Empresa de Pesquisas Agropecuárias do Estado (Emparn), que monitora os acumulados pluviométricos em todo o território potiguar.

As precipitações foram significativas em diversos municípios, com destaque para Carnaúba dos Dantas, na região Central, que registrou o maior acumulado do período. Diante do cenário, a prefeitura de Santa Cruz, na região Agreste, adotou medidas preventivas para garantir a segurança da população.

Acumulado de chuvas por região do RN

De acordo com a Emparn, os índices pluviométricos variaram em todas as regiões do estado. Na região Central, os maiores volumes foram registrados em Carnaúba dos Dantas, com 61,3 mm, seguido por Fernando Pedroza, com 55,6 mm, e Caiçara do Rio do Vento, com 55 mm. Lagoa Nova acumulou 48 mm, Santana do Seridó 29,4 mm, Acari 25,6 mm, Jardim de Angicos 21,8 mm e São João do Sabugi 20 mm.

Na região Agreste, os principais acumulados foram em Sítio Novo, com 55 mm, Japi com 38 mm, Bom Jesus com 33,6 mm, Barcelona com 20,2 mm e Parazinho com 20 mm.

No Oeste potiguar, Martins registrou 52,4 mm, Governador Dix-Sept Rosado 32,6 mm, Serra do Mel 31,4 mm, Coronel João Pessoa 25,7 mm e Caraúbas 22,2 mm.

Já na região Leste, Pureza teve o maior volume, com 42,6 mm. Macaíba registrou 33,6 mm, Natal 26,7 mm e Taipu 20,2 mm.

Medidas em Santa Cruz e alerta do Inmet

Em Santa Cruz, na região Agreste, a prefeitura municipal suspendeu as aulas nas escolas localizadas na zona rural, bem como o transporte escolar nessa área. A decisão foi motivada pelas condições das estradas, que foram danificadas em decorrência das chuvas dos últimos dias. A medida visa prevenir acidentes e garantir a segurança de alunos e profissionais da educação.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um novo alerta de chuvas intensas para todo o estado do Rio Grande do Norte, válido até o fim desta quarta-feira (4). A previsão indica chuvas entre 20 e 30 mm por hora ou até 50 mm por dia, acompanhadas de ventos intensos, que podem chegar a 60 km/h.

De acordo com o Inmet, há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. Em caso de rajadas de vento, o órgão orienta a população a não se abrigar debaixo de árvores, devido ao leve risco de queda e descargas elétricas durante as tempestades.

Previsão para março e abril

Segundo a Emparn, as chuvas nos meses de março e abril devem variar entre índices acima de 100 mm na região Agreste, até valores próximos de 200 mm no Alto Oeste potiguar. A previsão indica que as precipitações devem continuar ocorrendo ao longo dos próximos meses, dentro do esperado para o período.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Previsão do tempo no RN indica chuvas dentro da normalidade até maio, diz Emparn

Previsão do tempo no RN indica chuvas dentro da normalidade até maio, diz Emparn

Previsão para março no RN indica chuvas acima de 200 mm no Alto Oeste; Emparn detalha previsão de chuvas para abril e maio no Rio Grande do Norte

A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) divulgou nesta segunda-feira (2) o boletim climático com a previsão do tempo para os meses de março, abril e maio no estado. De acordo com a análise da Unidade Instrumental de Meteorologia, o trimestre deverá apresentar chuvas dentro do padrão de normalidade para o período.

A previsão considera a persistência da tendência de aquecimento do Atlântico Sul, o resfriamento do Atlântico Norte e a atuação do fenômeno La Niña em intensidade fraca no Oceano Pacífico. Essas condições oceanográficas são determinantes para a formação de chuvas na região Nordeste.

Boletim da Emparn projeta volumes de chuva por região no trimestre

Para o conjunto do estado, a previsão trimestral é de 433,2 mm acumulados. As médias estimadas são de 159,7 mm em março, 164,8 mm em abril e 108,7 mm em maio.

A Emparn também apresentou a previsão de chuvas máximas acumuladas por mesorregião no trimestre:

Previsão para março no RN indica chuvas acima de 200 mm no Alto Oeste

Março está entre os meses mais chuvosos no Rio Grande do Norte e deverá registrar volumes dentro da média histórica. O boletim indica índices acima de 100 mm na região Agreste e superiores a 200 mm no Alto Oeste.

As precipitações nesse período são influenciadas principalmente pela Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), sistema meteorológico que atua como o principal gerador de chuvas na região durante os primeiros meses do ano.

Emparn detalha previsão de chuvas para abril e maio no Rio Grande do Norte

Para abril, a previsão também indica chuvas dentro da normalidade. Os acumulados devem variar acima de 100 mm no Agreste e ultrapassar 200 mm no Alto Oeste.

Em outra estimativa apresentada no boletim, abril poderá registrar volumes acima de 80 mm no Agreste, entre 50 e 80 mm no Seridó, de 80 a 100 mm no Oeste e acima de 200 mm no Leste.

Em maio, último mês do período chuvoso nas regiões Oeste e Central, a tendência é de redução nos volumes em comparação com os meses anteriores.

Meteorologista explica influência dos oceanos na previsão do RN

Segundo o meteorologista da Emparn, Gilmar Bristot, devido ao comportamento termodinâmico dos oceanos, com fenômeno La Niña numa intensidade fraca em atividade no Pacífico e Atlântico Norte um pouco mais aquecido que o Atlântico Sul, as chuvas máximas esperadas entre os meses de março e maio seguem o padrão apresentado no boletim.

“O comportamento dos oceanos Pacífico e Atlântico é determinante para a formação das chuvas no semiárido potiguar. A combinação atual favorece a ocorrência de precipitações dentro da média histórica”, explicou o meteorologista no documento divulgado pela Emparn.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Alerta vermelho do Inmet chuvas intensas colocam 36 cidades do RN em grande perigo

Alerta vermelho do Inmet: chuvas intensas colocam 36 cidades do RN em grande perigo

Defesa Civil orienta população sobre medidas de segurança; Veja a lista completa das cidades em alerta vermelho

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho de grande perigo para acumulado de chuvas em 36 cidades do Rio Grande do Norte. O aviso, que representa o mais alto nível de severidade da escala do órgão, tem validade até o fim do domingo, 1º de março, e atinge municípios das regiões Alto Oeste e Seridó potiguar.

De acordo com o Inmet, o alerta vermelho é acionado quando há previsão de chuva superior a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia. Nessa condição, há “grande risco de grandes alagamentos e transbordamentos de rios, grandes deslizamentos de encostas, em cidades com tais áreas de risco”.

Recomendações de segurança para a população

Diante da severidade do alerta, o Inmet orienta a população das áreas afetadas a adotar medidas de precaução imediatas. As principais recomendações incluem:

  • Desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia;
  • Observar alterações nas encostas;
  • Permanecer em local abrigado;
  • Em caso de situação de inundação ou similar, proteger os pertences da água envoltos em sacos plásticos.

Em situações de emergência, a orientação é acionar a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou o Corpo de Bombeiros, pelo 193.

Cidades do Alto Oeste e Seridó em alerta vermelho

O alerta vermelho abrange exclusivamente municípios das regiões Alto Oeste e Seridó potiguar. Confira a lista completa das 36 cidades sob o aviso de grande perigo:

  • Água Nova
  • Alexandria
  • Almino Afonso
  • Antônio Martins
  • Caicó
  • Coronel João Pessoa
  • Doutor Severiano
  • Encanto
  • Equador
  • Francisco Dantas
  • Frutuoso Gomes
  • Ipueira
  • Jardim de Piranhas
  • João Dias
  • José da Penha
  • Luís Gomes
  • Major Sales
  • Marcelino Vieira
  • Martins
  • Ouro Branco
  • Paraná
  • Parelhas
  • Pau dos Ferros
  • Pilões
  • Portalegre
  • Rafael Fernandes
  • Riacho de Santana
  • Santana do Seridó
  • São Francisco do Oeste
  • São João do Sabugi
  • São Miguel
  • Serra Negra do Norte
  • Serrinha dos Pintos
  • Tenente Ananias
  • Timbaúba dos Batistas
  • Venha-Ver

Alerta laranja atinge 147 municípios do estado

Além do alerta vermelho, o Inmet mantém um aviso de perigo, classificado na cor laranja, para 147 cidades do Rio Grande do Norte. O alerta vale até o fim deste sábado, 28, e inclui municípios que também estão na lista do alerta vermelho.

A previsão para essas áreas é de chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, com possibilidade de ventos intensos de 60 a 100 km/h. Segundo o órgão, há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Para situações de rajadas de vento, o Inmet recomenda não se abrigar debaixo de árvores devido ao risco de queda e descargas elétricas, evitar estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda e, se possível, desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia.

Veja cidades no alerta laranja:

  • Acari
  • Assú
  • Afonso Bezerra
  • Água Nova
  • Alexandria
  • Almino Afonso
  • Alto do Rodrigues
  • Angicos
  • Antônio Martins
  • Apodi
  • Areia Branca
  • Augusto Severo
  • Baraúna
  • Barcelona
  • Bento Fernandes
  • Bodó
  • Bom Jesus
  • Caiçara do Norte
  • Caiçara do Rio do Vento
  • Caicó
  • Campo Redondo
  • Caraúbas
  • Carnaúba dos Dantas
  • Carnaubais
  • Ceará-Mirim
  • Cerro Corá
  • Coronel Ezequiel
  • Coronel João Pessoa
  • Cruzeta
  • Currais Novos
  • Doutor Severiano
  • Encanto
  • Equador
  • Felipe Guerra
  • Fernando Pedroza
  • Florânia
  • Francisco Dantas
  • Frutuoso Gomes
  • Galinhos
  • Governador Dix-Sept Rosado
  • Grossos
  • Guamaré
  • Ielmo Marinho
  • Ipanguaçu
  • Ipueira
  • Itajá
  • Itaú
  • Jaçanã
  • Jandaíra
  • Janduís
  • Januário Cicco
  • Japi
  • Jardim de Angicos
  • Jardim de Piranhas
  • Jardim do Seridó
  • João Câmara
  • João Dias
  • José da Penha
  • Jucurutu
  • Lagoa d’Anta
  • Lagoa de Pedras
  • Lagoa de Velhos
  • Lagoa Nova
  • Lagoa Salgada
  • Lajes
  • Lajes Pintadas
  • Lucrécia
  • Luís Gomes
  • Macaíba
  • Macau
  • Major Sales
  • Marcelino Vieira
  • Martins
  • Maxaranguape
  • Messias Targino
  • Monte Alegre
  • Monte das Gameleiras
  • Mossoró
  • Olho d’Água do Borges
  • Ouro Branco
  • Paraná
  • Paraú
  • Parazinho
  • Parelhas
  • Passa e Fica
  • Patu
  • Pau dos Ferros
  • Pedra Grande
  • Pedra Preta
  • Pedro Avelino
  • Pendências
  • Pilões
  • Poço Branco
  • Portalegre
  • Porto do Mangue
  • Pureza
  • Rafael Fernandes
  • Rafael Godeiro
  • Riacho da Cruz
  • Riacho de Santana
  • Riachuelo
  • Rio do Fogo
  • Rodolfo Fernandes
  • Ruy Barbosa
  • Santa Cruz
  • Santa Maria
  • Santana do Matos
  • Santana do Seridó
  • Santo Antônio
  • São Bento do Norte
  • São Bento do Trairí
  • São Fernando
  • São Francisco do Oeste
  • São Gonçalo do Amarante
  • São João do Sabugi
  • São José do Campestre
  • São José do Seridó
  • São Miguel
  • São Miguel do Gostoso
  • São Paulo do Potengi
  • São Pedro
  • São Rafael
  • São Tomé
  • São Vicente
  • Senador Elói de Souza
  • Serra Caiada
  • Serra de São Bento
  • Serra do Mel
  • Serra Negra do Norte
  • Serrinha
  • Serrinha dos Pintos
  • Severiano Melo
  • Sítio Novo
  • Taboleiro Grande
  • Taipu
  • Tangará
  • Tenente Ananias
  • Tenente Laurentino Cruz
  • Tibau
  • Timbaúba dos Batistas
  • Touros
  • Triunfo Potiguar
  • Umarizal
  • Upanema
  • Venha-Ver
  • Vera Cruz
  • Viçosa

Alerta amarelo: 33 cidades em perigo potencial

O Inmet também emitiu um alerta amarelo, de perigo potencial, para 33 cidades potiguares. O aviso vale até o fim deste sábado, 28, e prevê chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, além de ventos intensos de 40 a 60 km/h.

Nesses municípios, o risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas é considerado baixo. Ainda assim, o órgão orienta a população a evitar se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda e evitar o uso de aparelhos elétricos.

Veja cidades no alerta amarelo:

  • Arez
  • Baía Formosa
  • Brejinho
  • Canguaretama
  • Ceará-Mirim
  • Espírito Santo
  • Extremoz
  • Goianinha
  • Jundiá
  • Lagoa d’Anta
  • Lagoa de Pedras
  • Lagoa Salgada
  • Macaíba
  • Maxaranguape
  • Montanhas
  • Monte Alegre
  • Natal
  • Nísia Floresta
  • Nova Cruz
  • Parnamirim
  • Passa e Fica
  • Passagem
  • Pedro Velho
  • Rio do Fogo
  • Santo Antônio
  • São Gonçalo do Amarante
  • São José de Mipibu
  • Senador Georgino Avelino
  • Serrinha
  • Tibau do Sul
  • Várzea
  • Vera Cruz
  • Vila Flor

Situação de emergência e monitoramento

A Defesa Civil do Rio Grande do Norte e o Corpo de Bombeiros estão em alerta para atender possíveis ocorrências relacionadas às chuvas. A população deve acompanhar as atualizações dos órgãos oficiais e seguir as orientações de segurança para evitar acidentes.

O Inmet segue monitorando as condições meteorológicas e pode emitir novos alertas caso haja alteração no cenário previsto para os próximos dias.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Inmet emite alertas de chuvas intensas para todo o Rio Grande do Norte nesta sexta

Inmet emite alertas de chuvas intensas para todo o Rio Grande do Norte nesta sexta (27)

Alerta laranja atinge 70 cidades com risco de alagamentos e ventos de até 100 km/h; Alerta amarelo indica perigo potencial para todos os municípios potiguares

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu avisos de chuvas intensas que abrangem a totalidade dos municípios do Rio Grande do Norte nesta sexta-feira (27). Os alertas, que já estão em vigor, seguem ativos até as 23h59 de hoje. De acordo com o órgão, já há previsão de novos avisos para sábado (28) e domingo (1º).

São dois níveis de severidade distintos: um alerta de legenda amarela, considerado de perigo potencial, que vale para todas as 167 cidades potiguares, e um alerta de legenda laranja, de gravidade intermediária, que atinge especificamente 70 municípios do estado.

Alerta laranja: 70 cidades com risco de alagamentos e ventos de até 100 km/h

O aviso de legenda laranja indica perigo e abrange 70 municípios do Rio Grande do Norte. Para essas localidades, a previsão é de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou de 50 a 100 milímetros ao longo do dia, acompanhada de ventos intensos que podem variar de 60 a 100 quilômetros por hora.

Nesse cenário, há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. A orientação do Inmet para a população que vive nas áreas sob alerta laranja é que, se possível, desliguem os aparelhos elétricos e o quadro geral de energia como medida de prevenção.

Alerta amarelo: perigo potencial para todos os municípios potiguares

Já o alerta de legenda amarela, classificado como perigo potencial, tem validade para a totalidade dos municípios do Rio Grande do Norte. A previsão indica chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros ao longo do dia, com ventos variando de 40 a 60 quilômetros por hora.

Embora de menor severidade, o alerta amarelo também apresenta riscos, ainda que considerados baixos, de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Recomendações do Inmet para a população durante as chuvas intensas

Diante dos alertas emitidos, o Instituto Nacional de Meteorologia divulgou uma série de recomendações para que a população minimize os riscos durante o período de chuvas intensas.

Em caso de rajadas de vento, a orientação é que as pessoas não se abriguem debaixo de árvores, devido ao risco de queda e descargas elétricas. Também não é recomendado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

Outra recomendação importante é evitar o uso de aparelhos eletrônicos conectados à tomada durante as chuvas intensas. Para os moradores das 70 cidades que estão sob o alerta laranja, a orientação adicional é desligar os aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, se possível.

Para mais informações e em caso de emergência, a população pode contatar a Defesa Civil pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

Cidades sob alerta laranja

  • Acari
  • Açu
  • Água Nova
  • Alexandria
  • Almino Afonso
  • Antônio Martins
  • Apodi
  • Augusto Severo
  • Baraúna
  • Caicó
  • Caraúbas
  • Carnaúba dos Dantas
  • Coronel João Pessoa
  • Cruzeta
  • Doutor Severiano
  • Encanto
  • Equador
  • Felipe Guerra
  • Florânia
  • Francisco Dantas
  • Frutuoso Gomes
  • Governador Dix-Sept Rosado
  • Ipueira
  • Itaú
  • Janduís
  • Jardim de Piranhas
  • Jardim do Seridó
  • João Dias
  • José da Penha
  • Jucurutu
  • Lucrécia
  • Luís Gomes
  • Major Sales
  • Marcelino Vieira
  • Martins
  • Messias Targino
  • Mossoró
  • Olho d’Água do Borges
  • Ouro Branco
  • Paraná
  • Paraú
  • Parelhas
  • Patu
  • Pau dos Ferros
  • Pilões
  • Portalegre
  • Rafael Fernandes
  • Rafael Godeiro
  • Riacho da Cruz
  • Riacho de Santana
  • Rodolfo Fernandes
  • Santana do Matos
  • Santana do Seridó
  • São Fernando
  • São Francisco do Oeste
  • São João do Sabugi
  • São José do Seridó
  • São Miguel
  • São Rafael
  • Serra Negra do Norte
  • Serrinha dos Pintos
  • Severiano Melo
  • Taboleiro Grande
  • Tenente Ananias
  • Timbaúba dos Batistas
  • Triunfo Potiguar
  • Umarizal
  • Upanema
  • Venha-Ver
  • Viçosa

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Chuvas em Minas Gerais e Rio de Janeiro deixam mortos, desabrigados e estado de alerta

Chuvas em Minas Gerais e Rio de Janeiro deixam mortos, desabrigados e estado de alerta

Novo deslizamento em Juiz de Fora atinge três casas e deixa uma pessoa desaparecida; Rio de Janeiro: alertas extremos, deslizamentos e 80 ocorrências em todo o estado

As fortes chuvas que atingem as regiões Sudeste desde o início da semana provocaram uma tragédia em Minas Gerais e colocaram o Rio de Janeiro em estado de alerta máximo. Os temporais já causaram 64 mortes na Zona da Mata Mineira, deixaram milhares de desabrigados e levaram o governo federal a liberar recursos emergenciais para os municípios afetados. No Rio de Janeiro, deslizamentos, alagamentos e o acionamento de sirenes em áreas de risco mobilizam as equipes de defesa civil e bombeiros.

Tragédia em Minas Gerais: 64 mortos e 4,2 mil desabrigados na Zona da Mata

Os deslizamentos e enchentes causados pelas fortes chuvas que atingem a Zona da Mata Mineira desde segunda-feira (23) deixaram 64 mortos, dos quais 58 em Juiz de Fora e seis em Ubá, informou o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMG) na manhã desta sexta-feira (27). Ainda existem três desaparecidos em Juiz de Fora e dois em Ubá.

Em Juiz de Fora, os bombeiros estão mobilizados em três frentes de trabalho: bairros Paineiras, JK (Comunidade Parque Burnier) e Linhares. Nesta quinta-feira (26), houve um novo deslizamento, que atingiu três casas no Bairro Bom Clima, em Juiz de Fora, com o registro de uma vítima desaparecida.

Segundo a prefeitura de Juiz de Fora, há cerca de 4,2 mil desabrigados e desalojados e foram registradas 1.696 ocorrências pela Defesa Civil desde a última segunda-feira.

O governador Romeu Zema esteve na região e confirmou, em coletiva na terça-feira (24), as primeiras 24 mortes, número que cresceu drasticamente nos dias seguintes . “Em poucas horas, choveu quase o equivalente a um mês inteiro. Isso provocou deslizamentos severos”, afirmou o governador.

Alertas do Inmet para Minas Gerais

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém o alerta de perigo para chuvas intensas até às 23h59 desta sexta-feira na Zona da Mata, com chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou 50 e 100 mm/dia e ventos intensos (60-100 km/h) . Permanece o risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Rio de Janeiro: alertas extremos, deslizamentos e ocorrências em todo o estado

Cerca de 30 alertas extremos de chuva, com risco de inundações e deslizamentos, foram enviados para os municípios mais afetados no estado do Rio de Janeiro . Angra dos Reis, Paraty, Mangaratiba e Rio das Ostras receberam os avisos na tarde dessa quinta-feira (26).

O Corpo de Bombeiros do Rio foi acionado para mais de 80 ocorrências relacionadas às chuvas desde quinta-feira (26), sendo 33 apenas na madrugada e início da manhã desta sexta-feira (27) – a maioria de inundações, alagamentos e deslizamentos .

Em Angra dos Reis, um homem de 55 anos morreu após um deslizamento de terra no bairro Belém. A região foi uma das mais afetadas pelo temporal que atinge diferentes municípios do estado desde a tarde de quinta-feira . Em Cabo Frio, na Região dos Lagos, duas vítimas ficaram feridas após um desabamento em um restaurante na manhã desta sexta-feira (27).

O município de Angra dos Reis registrou 138 milímetros de chuva nas últimas 24 horas e 236 milímetros nas últimas 96 horas . Diante dos acumulados expressivos, a prefeitura iniciou a mobilização para evacuação preventiva em áreas inseridas no sistema de monitoramento, como medida diante da saturação do solo e do risco potencial de deslizamentos.

Sirenes acionadas e áreas de risco no Rio

Nesse período, 65 estações de sirenes foram acionadas para aviso de chuva e 30 para mobilização de comunidades em Angra dos Reis, Mangaratiba, Bom Jardim, Barra Mansa, Magé, Barra do Piraí, Teresópolis e Duque de Caxias.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, alertou nas redes sociais que será mais “um dia com muita chuva” e que os principais problemas, na capital, foram registrados no bairro de Santa Cruz na madrugada . “Hoje é dia de evitar deslocamentos que não sejam essenciais. Em caso de chuva forte abriguem-se em locais seguros. Peço atenção especial a moradores em áreas de risco em encostas. A chuva contínua encharca o solo e aumenta o risco de deslizamentos”, disse Paes.

Riscos hidrológicos e geológicos no estado do Rio

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden-RJ) informa que, neste momento, é muito alto o risco hidrológico em Macaé, Rio das Ostras, Paraty, Mangaratiba, Angra dos Reis, Santo Antônio de Pádua e Bom Jardim, e alto em Barra Mansa, Cachoeiras de Macacu, Silva Jardim, Cabo Frio, Armação dos Búzios, Porciúncula, Sumidouro, Sapucaia, São Sebastião do Alto e Campos dos Goytacazes.

Também é muito alto o risco geológico em Angra dos Reis e Mangaratiba e alto em Paraty, Nova Friburgo, Bom Jardim, Resende, Três Rios, Comendador Levy Gasparian e Macaé.

Governo federal libera R$ 6 milhões para ações de resposta em três estados

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, autorizou nesta sexta-feira (27) o repasse de R$ 6,196 milhões para ações de resposta em sete municípios atingidos por desastres naturais em Minas Gerais, Piauí e Rio Grande do Sul. As portarias com a liberação dos recursos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

Em Minas Gerais, os municípios de Ubá e Matias Barbosa, afetados pelas fortes chuvas desta semana, estão entre os contemplados. Também receberá recursos a cidade de Pescador. No Piauí, o repasse foi destinado a Vera Mendes. Já no Rio Grande do Sul, os valores serão direcionados a Vespasiano Corrêa, Passa Sete e Maquiné.

Ao todo, Vera Mendes (PI) receberá R$ 277.793,49; Vespasiano Corrêa (RS), R$ 122.350,00; Passa Sete (RS), R$ 3.221.700,00; Maquiné (RS), R$ 430.000,00; Pescador (MG), R$ 88.697,60; Ubá (MG), R$ 752.842,40; e Matias Barbosa (MG), R$ 1.057.100,00 e R$ 245.967,56, conforme as portarias publicadas.

Segundo o MIDR, os recursos foram autorizados com base em critérios técnicos, que consideram a magnitude dos desastres, o número de desabrigados e desalojados e as demandas apresentadas nos planos de trabalho encaminhados pelas prefeituras.

Como funciona o repasse para emergências

Municípios com reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública podem solicitar apoio financeiro ao MIDR para ações de defesa civil. Os pedidos devem ser feitos por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres.

A partir do envio dos planos de trabalho, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores propostos. Após a aprovação, a liberação dos recursos é formalizada por portaria publicada no Diário Oficial da União. A Defesa Civil Nacional também disponibiliza cursos a distância voltados à capacitação de agentes municipais e estaduais para o uso do sistema.

Previsão do tempo: chuvas continuam no Sudeste

O Sistema Alerta Rio informou que nesta sexta-feira, o tempo na capital fluminense segue instável devido à influência de um sistema de baixa pressão no litoral do estado. A previsão é de céu nublado a encoberto ao longo do dia, com chuva moderada em alguns pontos neste início de manhã e acumulados pontualmente significativos nas últimas 12h e 24h . A partir da tarde, a chuva variará entre fraca e moderada, com ventos moderados, ocasionalmente fortes. As temperaturas estarão em declínio, com máxima prevista de 29°C.

Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Civil do Rio de Janeiro, para as próximas horas, ainda são esperadas chuvas moderadas nas regiões da Baixada Fluminense, Baixada Litorânea, Serrana e Metropolitana. Para as demais regiões há previsão de chuvas fracas a moderadas.

Em Minas Gerais, o Inmet mantém o alerta de perigo para chuvas intensas até o fim do dia, com risco de novos acumulados significativos na Zona da Mata.

As equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros permanecem mobilizadas nos dois estados, com monitoramento contínuo das áreas de risco e prontas para atender novas ocorrências.

Fotos: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Sobe para 40 o número de mortos após temporais na Zona da Mata mineira; Inmet emite alerta de grande perigo

Sobe para 40 o número de mortos após temporais na Zona da Mata mineira; Inmet emite alerta de grande perigo

Juiz de Fora contabiliza 34 óbitos e 25 desaparecidos; Ubá registra seis mortos e dois desaparecidos. Defesa Civil alerta para novos deslizamentos e alagamentos nas próximas horas

O número de mortes em decorrência dos temporais que atingem a Zona da Mata mineira desde segunda-feira (23) chegou a 40, de acordo com o mais recente balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros na tarde desta quarta-feira (25). A região enfrenta o que especialistas classificam como um dos piores desastres naturais dos últimos anos no estado, com cidades inteiras em situação de emergência e centenas de famílias desabrigadas.

O levantamento aponta que o município de Juiz de Fora é o mais atingido até o momento. Na cidade, 34 pessoas morreram em decorrência das chuvas, enxurradas e deslizamentos de terra. Há ainda 25 desaparecidos, cujas buscas prosseguem com equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, embora as condições climáticas adversas dificultem os trabalhos de localização.

Em Ubá, também na Zona da Mata, o número de mortos chega a seis, com dois desaparecidos. As duas cidades concentram a totalidade das vítimas fatais registradas até agora, mas equipes de resgate permanecem em alerta em outras localidades da região, onde os danos materiais também são significativos.

Desabrigados e desalojados

Os impactos sociais dos temporais já são sentidos por centenas de famílias. Em Juiz de Fora, o poder público contabiliza 3 mil pessoas desabrigadas, ou seja, que precisaram deixar suas residências e foram acolhidas em abrigos temporários montados pela prefeitura e por entidades assistenciais. Além dessas, outras 400 pessoas estão desalojadas na cidade, tendo buscado abrigo na casa de parentes ou amigos.

Em Ubá, os números são menores, mas igualmente preocupantes para a estrutura municipal. São 26 pessoas desabrigadas e 178 desalojadas, segundo informações repassadas pela prefeitura ao Corpo de Bombeiros. A cidade também enfrenta problemas de abastecimento e vias interditadas.

Alerta de grande perigo para chuvas intensas

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de grande perigo para as regiões atingidas, válido até as 23h59 de sexta-feira (27). O aviso indica que as chuvas podem ser superiores a 60 milímetros por hora ou ultrapassar a marca de 100 milímetros em 24 horas, o que eleva significativamente o risco de novos desastres.

De acordo com o órgão, há elevado risco de grandes alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas em cidades situadas nas áreas de risco da Zona da Mata mineira. O alerta orienta a população a permanecer em local abrigado, observar qualquer alteração no solo das encostas e, em caso de emergência, acionar a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).

O Inmet informa ainda que fevereiro de 2026 está entre os meses mais chuvosos dos últimos anos em Minas Gerais, especialmente nas regiões Centro-Sul e Oeste do estado. Nas regiões Noroeste, Norte, Jequitinhonha e Mucuri, as chuvas foram menos frequentes, mas o acumulado até o momento já supera a média histórica para o período.

Juiz de Fora: 240% acima da média histórica

Os números pluviométricos em Juiz de Fora ilustram a gravidade da situação. Segundo medições oficiais, apenas entre os dias 22 e 24 de fevereiro, a cidade registrou 229,9 milímetros de chuva. Considerando todo o mês de fevereiro, até a manhã de terça-feira (24), o acumulado chegou a 579,3 mm.

O volume representa 240% acima da média climatológica para fevereiro, que é de 170,3 mm. A precipitação concentrada em poucos dias sobrecarregou o sistema de drenagem urbana e deixou o solo encharcado, favorecendo os deslizamentos de encostas e o transbordamento de córregos e ribeirões.

Risco de novos alagamentos e enxurradas

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) considera muito alta a possibilidade de permanência ou novas ocorrências de enxurradas, alagamentos em áreas de drenagem deficiente e inundações em Juiz de Fora e cidades vizinhas.

Os eventos podem ocorrer devido às atuais condições críticas da drenagem urbana, reflexo dos acumulados de chuva dos últimos dias e da saturação do solo na região. A previsão para os próximos dias indica a continuidade de pancadas de chuva generalizadas, com intensidade moderada a forte, o que mantém o estado de alerta máximo.

Recomendações das autoridades

Diante do cenário, o Inmet e a Defesa Civil reforçam as orientações à população das áreas afetadas:

  • Desligue aparelhos elétricos e o quadro geral de energia sempre que possível.
  • Observe atentamente qualquer alteração nas encostas próximas às residências, como surgimento de rachaduras, inclinação de árvores ou postes e movimentação de terra.
  • Permaneça em local abrigado durante os temporais.
  • Em caso de situação de inundação, proteja seus pertences da água envoltos em sacos plásticos.
  • Mantenha contato com os órgãos oficiais: Defesa Civil (telefone 199) e Corpo de Bombeiros (telefone 193).

As equipes de resgate seguem em campo nas áreas mais atingidas, mas alertam que as condições climáticas adversas podem dificultar o acesso a localidades isoladas e retardar o atendimento a novas ocorrências.

Fotos: Tomaz Silva/Agência Brasil

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Recinfo RN abre cursos gratuitos em Mossoró com vagas também para Assú e Baraúna

Recinfo RN abre cursos gratuitos em Mossoró com vagas também para Assú e Baraúna

Projeto TecnoSustentável RN oferece capacitações presenciais no SENAI Mossoró, com certificação oficial e oportunidade para moradores de Mossoró, Assú e Baraúna.

Recinfo RN abre cursos gratuitos em Mossoró com vagas também para Assú e Baraúna

A Recinfo RN está com inscrições abertas para cursos gratuitos de qualificação profissional por meio do Projeto TecnoSustentável RN, realizado em parceria com o SENAI Mossoró. As capacitações são presenciais, com vagas limitadas, certificação oficial do SENAI e formação de nível técnico com CBO, ampliando as oportunidades de inserção e crescimento no mercado de trabalho.

Além dos cursos de nível técnico, também será disponibilizado um curso de reparo e manutenção de computadores , destinado a quem tem interesse em iniciar na área, que também contará com certificação do SENAI.

Nesta etapa, as aulas presenciais acontecem exclusivamente no SENAI Mossoró e são totalmente gratuitas para a população. O Projeto TecnoSustentável RN contempla os municípios de Mossoró, Assú e Baraúna. Mesmo com os cursos sendo realizados apenas em Mossoró neste momento, a iniciativa está sendo amplamente divulgada em Assú e Baraúna para incentivar que moradores dessas cidades também participem das formações, aproveitando a proximidade geográfica e a oportunidade de capacitação gratuita.

Recinfo RN abre cursos gratuitos em Mossoró
Recinfo RN abre cursos gratuitos em Mossoró

Além dos cursos presenciais, o projeto também disponibiliza um curso online gratuito, voltado especialmente para professores e profissionais que desejam atuar como multiplicadores de conhecimento.

A iniciativa integra as ações do Projeto TecnoSustentável RN, aprovado pelo Edital de Apoio à Gestão de Resíduos Eletrônicos da Entidade Administradora da Faixa (EAF), instituição sem fins lucrativos criada por determinação da Anatel e vinculada ao Ministério das Comunicações.

📚 Cursos presenciais – SENAI Mossoró

🔧 Reparos de Desktop
Período: 02 a 13 de março de 2026

  • Turma Manhã
    Código: INI-RDE-001
    Inscrições:
    https://portaldoaluno.fiern.org.br/FrameHTML/web/app/Edu/PortalProcessoSeletivo/?c=3&f=1&ps=837&ai=7658&turma=INI-RDE-001#/es/inscricoeswizard/dados-basicos
  • Turma Tarde
    Código: INI-RDE-002
    Inscrições:
    https://portaldoaluno.fiern.org.br/FrameHTML/web/app/Edu/PortalProcessoSeletivo/?c=3&f=1&ps=837&ai=7660&turma=INI-RDE-002#/es/inscricoeswizard/dados-basicos

💻 Montador e Reparador de Computadores
Período: 16 de março a 18 de maio de 2026

  • Turma Manhã
    Código: QUA-MRC-015
    Inscrições:
    https://portaldoaluno.fiern.org.br/FrameHTML/web/app/Edu/PortalProcessoSeletivo/?c=3&f=1&ps=837&ai=7656&turma=QUA-MRC-015#/es/inscricoeswizard/dados-basicos
  • Turma Tarde
    Código: QUA-MRC-016
    Inscrições:
    https://portaldoaluno.fiern.org.br/FrameHTML/web/app/Edu/PortalProcessoSeletivo/?c=3&f=1&ps=837&ai=7657&turma=QUA-MRC-016#/es/inscricoeswizard/dados-basicos

🌐 Curso online gratuito

Curso de Multiplicadores – Plataforma Circulare
Curso 100% online e gratuito, especialmente indicado para professores e profissionais interessados em atuar como multiplicadores de conhecimento.

Inscrições:
https://circulare.com.br/multiplicadores/#forms

O Projeto TecnoSustentável RN reforça o compromisso da Recinfo RN com a inclusão digital, a educação profissional gratuita, a sustentabilidade e a geração de oportunidades, alinhando qualificação técnica e responsabilidade socioambiental.

As vagas são limitadas.

Sobre a Recinfo RN

Com mais de 15 anos de atuação, a Recinfo RN é referência no Rio Grande do Norte na coleta, triagem e reciclagem de resíduos eletroeletrônicos, desenvolvendo soluções completas em logística reversa e destinação ambientalmente adequada. A empresa atua com forte compromisso com a responsabilidade socioambiental, a inclusão produtiva e o fortalecimento de cadeias sustentáveis, por meio de projetos que unem educação, tecnologia e impacto social positivo.

Sobre a Entidade Administradora da Faixa (EAF)

A Entidade Administradora da Faixa (EAF) está destinando R$ 1 milhão em 10 projetos selecionados pelo edital de gestão de resíduos eletrônicos no Nordeste. As iniciativas, voltadas para a economia circular, educação ambiental e gestão responsável, vão beneficiar, ao todo, aproximadamente 50 cidades nos estados da Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. A ação está relacionada ao programa Siga Antenado, que instalou 5 milhões de novas parabólicas digitais no país entre 2024 e 2025 e promove a responsabilidade socioambiental por meio deste investimento nas iniciativas de descarte adequado de resíduos eletrônicos.

Foto: Divulgação

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Governo do RN anuncia licitação de R$ 9,8 milhões para recuperar Canal do Pataxó

Governo do RN anuncia licitação de R$ 9,8 milhões para recuperar Canal do Pataxó

Obra vai corrigir vazamentos e será realizada em etapas para não interromper abastecimento, e é a primeira grande intervenção estrutural desde a inauguração em 1996

O Governo do Rio Grande do Norte publicou nesta sexta-feira (20) o aviso de licitação para a recuperação do Canal do Pataxó, estrutura hídrica localizada entre os municípios de Itajá e Ipanguaçu, na região do Vale do Açu. O investimento previsto é de R$ 9,8 milhões, com recursos do orçamento geral do estado.

Primeira grande intervenção estrutural desde a inauguração em 1996

O Canal do Pataxó foi inaugurado em 29 de março de 1996, durante o governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Com nove quilômetros de extensão, a estrutura recebe águas da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, em Assú, e pereniza o Rio Pataxó.

Esta será a primeira grande intervenção estrutural desde a inauguração, há 29 anos. A governadora Fátima Bezerra destacou a importância da obra para a segurança hídrica da região. “É uma grande satisfação vermos essa licitação publicada, porque a recuperação do Canal do Pataxó é algo pelo qual lutamos desde quando era deputada federal”, afirmou.

Obra vai corrigir vazamentos e será realizada em etapas para não interromper abastecimento

O secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Paulo Varella, explicou que a recuperação será feita em etapas devido à complexidade da obra. O objetivo é não interromper o fornecimento de água para as cidades beneficiadas durante o período de execução.

“Essa será a primeira recuperação do Canal do Pataxó, que ficará praticamente novo, e a intervenção vai corrigir vazamentos”, destacou Varella. O prazo estimado para conclusão dos trabalhos é de 12 meses, contados a partir da assinatura do contrato com a empresa vencedora da licitação.

Canal beneficia municípios do Vale do Açu com água para consumo e atividades econômicas

O diretor-presidente do Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn), José Procópio de Lucena, enfatizou que o Canal do Pataxó tem importância estratégica que vai além do abastecimento humano. A estrutura é responsável por abastecer a Adutora Sertão Central Cabugi, que beneficia diversos municípios da região.

“Apesar dos problemas, como rompimentos e paredes danificadas, o canal nunca parou. É importante destacar que as águas do canal que beneficiam a população da região são utilizadas para irrigação, piscicultura, carcinicultura e abastecimento humano”, pontuou Lucena.

Na solenidade de inauguração em 1996, o então presidente Fernando Henrique Cardoso já destacava a importância da obra para atividades agrícolas e de piscicultura, evitando migrações forçadas para outras regiões do estado.

Licitação por concorrência eletrônica tem sessão marcada para 9 de março

De acordo com o edital publicado, a licitação será realizada por concorrência eletrônica para contratação de empresa especializada em manutenção e reparo, com fornecimento de materiais. A sessão pública está marcada para o dia 9 de março e será realizada por meio do endereço eletrônico www.gov.br/compras.

As empresas interessadas em participar devem atender aos requisitos técnicos estabelecidos no edital e apresentar a documentação necessária dentro do prazo estipulado.

Governo do RN investiu R$ 1,3 bilhão em infraestrutura hídrica entre 2019 e 2025

A recuperação do Canal do Pataxó faz parte de um conjunto de investimentos em infraestrutura hídrica realizados pelo Governo do Rio Grande do Norte. Entre 2019 e 2025, o estado investiu R$ 1,3 bilhão em obras e ações na área.

Uma das principais realizações nesse período foi a Barragem de Oiticica, inaugurada em 19 de março de 2025. O reservatório tem capacidade para armazenar 742,6 milhões de metros cúbicos de água, garantindo abastecimento para a região do Seridó.

Outra iniciativa importante é o Sistema Adutor do Agreste, atualmente em andamento, que vai beneficiar cerca de 500 mil moradores, levando água para 38 municípios da região.

O governo também ampliou a perfuração de poços, entregando mais de 600 unidades ao todo. Somente em 2025, foram disponibilizados 250 desses equipamentos para a população. Além disso, o programa Açude Mais Seguro atua na recuperação de reservatórios hídricos. Com recursos próprios, as obras já foram concluídas em 14 das 28 unidades selecionadas no estado.

Fotos: Humberto Sales/Arquivo Assecom / Carmem Felix – ASSECOM/RN

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Carnaval 2026: Idema divulga lista das 11 praias impróprias para banho no RN

Carnaval 2026: Idema divulga lista das 11 praias impróprias para banho no RN

Boletim de balneabilidade do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente aponta trechos impróprios em Natal, Parnamirim, Nísia Floresta, Tibau do Sul e Baía Formosa

Quem vai curtir o Carnaval no litoral potiguar precisa redobrar a atenção antes de entrar no mar. O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) divulgou, nesta sexta-feira (13), o mais recente boletim de balneabilidade, apontando que 11 trechos de praias estão impróprios para banho. A lista inclui pontos turísticos famosos em Natal, na região Metropolitana e no Litoral Sul do estado.

Onde ficam as praias impróprias no RN para o Carnaval 2026

De acordo com o relatório do Idema, os banhistas devem evitar o contato com a água nos seguintes locais, distribuídos por Baía Formosa, Tibau do Sul, Nísia Floresta, Parnamirim e na capital potiguar:

Baía Formosa

Bacupari (Rua Antônio Henrique Souto)
Porto (Praça da Conceição)

Tibau do Sul

Sibaúma (Restaurante Sabores do Mar)

Nísia Floresta

Pirangi do Sul (Igreja)
Foz do Rio Pirangi

Parnamirim

Rio Pirangi (Ponte Nova)
Rio Pirangi-Pium (Balneário Pium)

Natal

Areia Preta (Escadaria de Mãe Luiza)
Praia dos Artistas (Centro de Artesanato)
Praia do Meio (Quiosque 13)
Redinha (Rio Potengi)

Como funciona o monitoramento de balneabilidade no litoral potiguar

A análise que resulta na classificação das praias impróprias é realizada pelo Programa Água Azul, uma parceria entre o Idema, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RN (IFRN) e a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN (Funcern).

Durante o verão, o programa ampliou o número de pontos monitorados. Atualmente, são 51 trechos analisados ao longo de toda a costa do estado, abrangendo desde Tibau, no Oeste potiguar, até Baía Formosa, no Litoral Sul. Esse número é 18 pontos superior à média monitorada durante o restante do ano.

Critérios técnicos para definição das praias impróprias

A classificação da água como própria ou imprópria segue rigorosamente os critérios estabelecidos por uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). O órgão utiliza como parâmetro principal a quantidade de coliformes termotolerantes (popularmente conhecidos como coliformes fecais) presentes na água.

O boletim divulgado nesta sexta tem validade durante todo o feriado de Carnaval. A vigência se estende até a próxima quinta-feira (19), quando um novo levantamento será publicado pelo instituto na sexta-feira (20). O Idema recomenda que os turistas e moradores consultem a lista completa antes de escolher o local para mergulho, a fim de evitar riscos à saúde.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN / Danny Nunes/Idema

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Inmet emite alertas amarelo e laranja de chuvas intensas para todo o RN

Inmet emite alertas amarelo e laranja de chuvas intensas para todo o RN

Alertas seguem válidos até 23h59 desta terça-feira; Previsão indica risco de alagamentos, deslizamentos e transbordamentos

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta segunda-feira (9), dois alertas de chuvas intensas para o Rio Grande do Norte. Os avisos possuem níveis diferentes de severidade, sendo um alerta amarelo (perigo potencial) e um alerta laranja (perigo).

De acordo com o órgão, os alertas seguem válidos até as 23h59 da terça-feira (10) e indicam possibilidade de chuvas intensas em todo o território potiguar. Os riscos associados variam conforme a região, podendo incluir alagamentos pontuais, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios.

Alerta laranja do Inmet indica perigo em municípios do Alto Oeste do RN

O alerta laranja, classificado como de perigo, é o nível de maior severidade emitido pelo Inmet nesta atualização. Segundo o instituto, a previsão é de chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora, ou 50 a 100 milímetros por dia, abrangendo 30 municípios do Rio Grande do Norte, com maior concentração na região do Alto Oeste potiguar.

Conforme o Inmet, as condições meteorológicas previstas aumentam o risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios, especialmente em áreas com histórico de vulnerabilidade.

Recomendações do Inmet para áreas sob alerta laranja no RN

Diante do alerta laranja de chuvas intensas no RN, o Inmet orienta a população a evitar enfrentar o mau tempo, observar possíveis alterações em encostas e, sempre que possível, desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia.

As recomendações são válidas durante todo o período de vigência do alerta e têm como objetivo reduzir riscos associados a eventos meteorológicos intensos.

Alerta amarelo prevê chuva moderada e ventos em todo o estado

Além do alerta laranja, o Inmet também emitiu um alerta amarelo, classificado como de perigo potencial, que abrange todos os municípios do Rio Grande do Norte, inclusive aqueles que também estão sob alerta laranja.

Para este nível, a previsão indica chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora, ou até 50 milímetros por dia, além de ventos com intensidade entre 40 e 60 quilômetros por hora.

Riscos associados ao alerta amarelo de chuvas no RN

Segundo o Inmet, o alerta amarelo aponta baixo risco para ocorrências como queda de galhos de árvores, interrupções pontuais no fornecimento de energia elétrica, alagamentos e descargas elétricas.

Apesar do menor grau de severidade em relação ao alerta laranja, o instituto reforça que a população deve adotar medidas preventivas durante o período de vigência do aviso.

Orientações do Inmet para a população durante o alerta amarelo

Entre as orientações do Inmet para áreas sob alerta amarelo estão evitar abrigo sob árvores durante rajadas de vento, não estacionar veículos próximos a torres e placas e evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

O alerta amarelo permanece válido para todo o Rio Grande do Norte até o fim da noite da terça-feira (10).

Municípios em alerta laranja (perigo)

  • Água Nova
  • Alexandria
  • Antônio Martins
  • Apodi
  • Coronel João Pessoa
  • Doutor Severiano
  • Encanto
  • Francisco Dantas
  • Itaú
  • José da Penha
  • Luís Gomes
  • Major Sales
  • Marcelino Vieira
  • Martins
  • Paraná
  • Pau dos Ferros
  • Pilões
  • Portalegre
  • Rafael Fernandes
  • Riacho da Cruz
  • Riacho de Santana
  • Rodolfo Fernandes
  • São Francisco do Oeste
  • São Miguel
  • Serrinha dos Pintos
  • Severiano Melo
  • Taboleiro Grande
  • Tenente Ananias
  • Venha-Ver
  • Viçosa

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Inmet emite alerta laranja para todo o RN após chuvas acima de 100 mm e bloqueios de vias

Inmet emite alerta laranja para todo o RN após chuvas acima de 100 mm e bloqueios de vias

Aviso do Inmet prevê risco de alagamentos, deslizamentos e transtornos no trânsito em todas as regiões do estado

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja de chuvas intensas para todo o Rio Grande do Norte. O aviso entrou em vigor nesta sexta-feira (6) e segue válido até as 10h do domingo (8). O alerta prevê acumulados de até 100 milímetros por dia, além de ventos intensos.

Na quarta-feira anterior, o órgão já havia emitido um alerta amarelo, com previsão de chuvas de até 50 milímetros no estado. A elevação do nível do aviso ocorreu após a intensificação das áreas de instabilidade sobre a região.

Chuvas ultrapassam 50 mm em pelo menos seis cidades, segundo a Emparn

Até o início da tarde desta sexta-feira, a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) informou que ao menos seis municípios já haviam registrado volumes superiores a 50 milímetros.

Pedro Avelino apresentou o maior acumulado, com 122 milímetros. Em seguida aparecem Monte das Gameleiras (95 mm), Coronel Ezequiel (87 mm), Cerro Corá (69 mm), Sítio Novo (62 mm) e Upanema (59 mm).

Entre quinta (5) e sexta-feira (6), a Emparn contabilizou precipitações em 95 estações meteorológicas espalhadas pelo estado.

Alagamentos atingem ruas, casas e comércios em diferentes regiões

As chuvas provocaram alagamentos em vias urbanas, além da invasão de água em residências e estabelecimentos comerciais em municípios do interior e na capital. Em algumas áreas rurais, o volume registrado representa a primeira chuva significativa do ano.

Municípios que seguem em situação de seca extrema ou grave, como Assu e Santana do Seridó, continuam sendo monitorados, mesmo com registros pontuais de precipitação em outras localidades.

Defesa Civil monitora ocorrências e atende famílias afetadas

A Defesa Civil do Rio Grande do Norte acompanha os impactos das chuvas e informou a ocorrência de alagamentos, bloqueios de vias e danos estruturais em cidades como Ceará-Mirim, Boa Saúde, São Tomé e Natal.

Em Ceará-Mirim, o registro de 128 milímetros provocou o transbordamento de uma lagoa de captação, alagando ruas. Seis pessoas de uma mesma família precisaram deixar suas casas temporariamente e foram atendidas pela Defesa Civil Municipal e pela Assistência Social.

Em Boa Saúde, onde choveu 93 milímetros, o temporal derrubou o muro de uma residência. Três famílias foram realocadas provisoriamente.

Passagem molhada é bloqueada preventivamente em São Tomé

Em São Tomé, a passagem molhada Pedra Preta, que liga comunidades rurais à sede do município, sofreu danos devido à correnteza. A estrutura foi bloqueada de forma preventiva para evitar acidentes. Esse tipo de passagem permite a travessia de pequenos rios e riachos temporários durante o período chuvoso.

Lagoa transborda em Natal e causa transtornos em bairros

Na capital potiguar, a Lagoa do Jardim Primavera transbordou, causando alagamentos em ruas e transtornos para moradores da região. Segundo a Coordenação Estadual de Proteção e Defesa Civil, não houve necessidade de acionamento do Corpo de Bombeiros para ocorrências graves até o momento.

O órgão estadual segue acompanhando a situação e orientando os municípios afetados.

O que significa o alerta laranja do Inmet

O alerta laranja representa perigo e é o segundo nível na escala de severidade do Inmet. O nível amarelo indica perigo potencial, enquanto o alerta vermelho corresponde ao grau máximo, de grande perigo.

No alerta laranja, são previstas chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora ou de 50 a 100 milímetros por dia, além de ventos que podem variar entre 60 e 100 km/h.

Segundo o Inmet, há risco de alagamentos, queda de galhos de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica e descargas elétricas.

Inmet e Bombeiros divulgam orientações de segurança à população

Diante do alerta, o Inmet recomenda que a população evite se abrigar debaixo de árvores, não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda e, se possível, desligue aparelhos elétricos e o quadro geral de energia.

O Corpo de Bombeiros orienta que as pessoas evitem sair de casa durante períodos de maior intensidade das chuvas, principalmente em áreas sujeitas a alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra e quedas de estruturas.

Entre as recomendações estão evitar transitar por ruas alagadas, não atravessar áreas inundadas a pé ou com veículos, manter distância de postes, fios elétricos e estruturas metálicas e redobrar a atenção em áreas de encosta.

Cemaden aponta risco hidrológico moderado em Natal e Extremoz

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) emitiu alerta de risco hidrológico moderado para Natal e Extremoz. O aviso indica possibilidade de alagamentos em áreas urbanas devido à sobrecarga do sistema de drenagem.

O Inmet reforça que os alertas têm caráter preventivo e são fundamentais para a preparação dos municípios, dos serviços de emergência e da população.

Canais de emergência permanecem disponíveis 24 horas

Em situações de emergência, o Corpo de Bombeiros atende pelo telefone 193, com funcionamento ininterrupto. A Defesa Civil também pode ser acionada pelo número 199 para orientações e registros de ocorrências.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Recinfo RN realiza lançamento da Educação Ambiental nas Escolas pelo Projeto TecnoSustentável RN em Mossoró, Assú e Baraúna

Recinfo RN realiza lançamento da Educação Ambiental nas Escolas pelo Projeto TecnoSustentável RN em Mossoró, Assú e Baraúna

Projeto contemplado com R$ 400 mil prevê implantação de 35 ecopontos e ações educativas sobre descarte correto de resíduos eletrônicos no RN.

Recinfo RN realiza lançamento da Educação Ambiental nas Escolas pelo Projeto TecnoSustentável RN em Mossoró, Assú e Baraúna

Após lançar uma das maiores iniciativas socioambientais já desenvolvidas no Rio Grande do Norte, a Recinfo RN dá início a uma nova etapa do Projeto TecnoSustentável RN, aprovado pelo Edital de Apoio à Gestão de Resíduos Eletrônicos da Entidade Administradora da Faixa (EAF) — instituição sem fins lucrativos criada por determinação da Anatel e vinculada ao Ministério das Comunicações — com o lançamento da Educação Ambiental nas Escolas nos municípios de Mossoró, Assú e Baraúna, entre os dias 9 e 11 de fevereiro.

Os encontros marcarão oficialmente o início das ações educativas do projeto nas escolas participantes e o fortalecimento das parcerias institucionais nos três municípios.

O Projeto TecnoSustentável RN foi contemplado com R$ 400 mil, o maior valor entre os projetos selecionados pelo edital, destinados integralmente à execução do próprio projeto no Rio Grande do Norte. A iniciativa tem como objetivo conscientizar a população sobre os impactos do lixo eletrônico, incentivar o descarte correto desses resíduos e fortalecer a logística reversa no estado, por meio de ações de educação ambiental, inclusão produtiva, treinamento de catadores e mobilização social.

Os encontros serão momentos de integração e apresentação da proposta do projeto, reunindo autoridades municipais, representantes das secretarias, gestores e diretores escolares, além da equipe técnica da Recinfo RN. Durante as atividades, serão apresentadas as diretrizes da educação ambiental nas escolas, o funcionamento do projeto e o papel das instituições envolvidas, além de espaço para diálogo e alinhamento das ações que serão desenvolvidas ao longo do ano letivo.

Recinfo RN realiza lançamento da Educação Ambiental nas Escolas pelo Projeto TecnoSustentável RN
Recinfo RN realiza lançamento da Educação Ambiental nas Escolas pelo Projeto TecnoSustentável RN

O TecnoSustentável RN já iniciou suas atividades com ações presenciais de mobilização, como o Pit Stop TecnoSustentável RN, realizado em janeiro nas três cidades, levando informação, atividades educativas e pontos temporários de coleta de lixo eletrônico à população. Como parte das ações estruturantes do projeto, estão sendo implantados 35 ecopontos permanentes, sendo 20 em Mossoró, 10 em Assú e 5 em Baraúna, inicialmente em escolas, com possibilidade de expansão para outras instituições públicas e privadas.

O projeto também atua diretamente com cooperativas de catadores, promovendo valorização profissional, inclusão produtiva e o fortalecimento das cadeias locais de reciclagem, contribuindo para a consolidação de um modelo sustentável de economia circular no Rio Grande do Norte.

Programação dos lançamentos

Mossoró
09 de fevereiro, às 14h
Estação das Artes Elizeu Ventania
Av. Rio Branco – Centro, Mossoró/RN

Assú
10 de fevereiro, às 8h30
Auditório da Secretaria Municipal de Educação

Baraúna
11 de fevereiro, às 8h30
Câmara Municipal de Baraúna

Com mais de 15 anos de atuação, a Recinfo RN é referência na coleta, triagem e reciclagem de resíduos eletroeletrônicos, desenvolvendo soluções completas em logística reversa e destinação ambientalmente adequada, com forte compromisso com a responsabilidade socioambiental e a inclusão social.

Realização: Recinfo RN
Apoio: Entidade Administradora da Faixa (EAF)

Sobre o Edital de Gestão de Resíduos Eletrônicos da EAF:
A Entidade Administradora da Faixa (EAF) está destinando R$ 1 milhão para 10 projetos selecionados pelo edital de gestão de resíduos eletrônicos no Nordeste. As iniciativas, voltadas à economia circular, educação ambiental e gestão responsável, vão beneficiar aproximadamente 50 cidades nos estados da Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

A ação está relacionada ao programa Siga Antenado, que instalou 5 milhões de novas parabólicas digitais no país entre 2024 e 2025, promovendo a responsabilidade socioambiental por meio do investimento em iniciativas de descarte adequado de resíduos eletrônicos.

Sobre a EAF:
A Entidade Administradora da Faixa (EAF) é uma instituição sem fins lucrativos criada por determinação da Anatel e vinculada ao Ministério das Comunicações. Entre suas atribuições estão a limpeza da faixa de 3,5 GHz, essencial para a operação do 5G no país; a execução dos programas Siga Antenado e Brasil Antenado; a implantação das infovias na região amazônica; e o desenvolvimento de redes privativas de comunicação para o Governo Federal.

Foto: Divulgação

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Inmet emite alerta de chuvas intensas para todo o RN

Inmet emite alerta de chuvas intensas para todo o RN

Aviso amarelo aponta possibilidade de chuvas fortes e ventos de até 60 km/h em todas as regiões do estado

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de chuvas intensas para todo o Rio Grande do Norte. O aviso começou a valer nesta quarta-feira e segue até as 10h do sábado (7), conforme boletim divulgado pelo órgão federal.

O alerta é classificado como perigo potencial, identificado pela cor amarela, que corresponde ao primeiro nível de severidade na escala adotada pelo Inmet.

Alerta amarelo é o primeiro nível na escala de severidade

De acordo com o Inmet, o sistema de alertas meteorológicos possui três níveis de severidade. O nível amarelo indica perigo potencial. Acima dele estão os níveis laranja, que representa perigo, e vermelho, classificado como grande perigo.

No caso do alerta em vigor no Rio Grande do Norte, a previsão é de chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia.

Previsão inclui ventos intensos em diferentes regiões do estado

Além do volume de chuva, o aviso do Inmet aponta a possibilidade de ventos intensos, com rajadas que podem variar entre 40 e 60 quilômetros por hora.

O alerta é válido para todas as regiões do estado, sem distinção entre áreas urbanas ou rurais.

Inmet avalia baixos riscos de danos associados às chuvas

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, os riscos associados ao alerta amarelo são considerados baixos. Entre os possíveis impactos estão corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos pontuais e descargas elétricas.

Apesar da classificação, o órgão reforça a necessidade de atenção durante o período de validade do aviso.

Chuvas já causaram transtornos em Natal no mês de fevereiro

Durante o mês de fevereiro, episódios de chuvas provocaram transtornos em Natal, conforme registros anteriores. As ocorrências envolveram alagamentos em vias da capital potiguar, situação monitorada por órgãos municipais e estaduais.

O novo alerta emitido pelo Inmet ocorre em meio a esse cenário de instabilidade climática.

Orientações do Inmet em caso de ventos fortes

Em caso de rajadas de vento, o Inmet orienta a população a não se abrigar debaixo de árvores, devido ao risco de queda e de descargas elétricas.

Outra recomendação é não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda, além de evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada durante o período de instabilidade.

Defesa Civil e Corpo de Bombeiros podem ser acionados

Para situações de emergência ou necessidade de informações adicionais, o Inmet recomenda que a população entre em contato com a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou com o Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193.

Os órgãos atuam de forma integrada no acompanhamento de ocorrências relacionadas a eventos climáticos no estado.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Reprodução

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Baleia cachalote é encontrada morta na Via Costeira, em Natal, e mobiliza equipes ambientais

Baleia cachalote é encontrada morta na Via Costeira, em Natal, e mobiliza equipes ambientais

Animal encalhou próximo a hotel e apresentava avançado estado de decomposição, segundo o Cemam

Uma baleia cachalote foi encontrada morta na faixa de areia da Via Costeira, em Natal, nas proximidades do Hotel Vila do Mar. A ocorrência foi confirmada pelo Centro de Estudos e Monitoramento Ambiental (Cemam), que foi acionado por volta das 16h10 do último sábado (31) para averiguar a situação.

Segundo o Cemam, o animal era um cachalote subadulto, com comprimento estimado entre 8 e 9 metros. No momento da chegada da equipe técnica ao local, foi constatado que a carcaça já se encontrava em avançado estado de decomposição, classificado como código 4, o que inviabilizou a realização de exames mais detalhados naquele primeiro momento.

Estado da carcaça limitou análises iniciais

Em razão do horário e das condições do animal, os técnicos realizaram inicialmente apenas um levantamento preliminar das condições da carcaça, além do planejamento logístico necessário para a execução do protocolo completo de atendimento.

A equipe retornou ao local na manhã deste domingo (1º), por volta das 7h30, quando deu início às etapas técnicas previstas, incluindo as coletas possíveis, compatíveis com o estado avançado de decomposição do animal.

Durante a avaliação, foram identificadas marcas compatíveis com mordidas de tubarão. De acordo com o Cemam, há indicativos de que essas lesões tenham ocorrido após a morte do cachalote.

Causa da morte permanece inconclusiva

Devido ao grau avançado de decomposição, não foi possível determinar a causa do encalhe nem do óbito do animal. O caso foi classificado como inconclusivo pela equipe técnica responsável pelo atendimento.

O Cemam informou que situações como essa podem estar associadas a diversos fatores, incluindo doenças, idade do animal, interações com atividades humanas ou causas naturais ainda não identificadas.

O cachalote é o maior cetáceo com dentes conhecido, podendo ultrapassar 18 metros de comprimento na fase adulta, sendo uma das espécies mais emblemáticas dos oceanos.

Destinação da carcaça ocorre com apoio do poder público

A destinação final da carcaça está sendo realizada com o apoio do poder público municipal. O procedimento envolve a retirada do animal da linha de maré, com o uso de retroescavadeira, seguida do enterramento adequado, conforme os protocolos técnicos adotados para esse tipo de ocorrência.

O Cemam destacou que o atendimento a animais marinhos encalhados é realizado de forma voluntária por sua equipe técnica e colaboradores.

RN registra 77 encalhes em pouco mais de um mês

A instituição informou ainda que, apenas nos primeiros 33 dias de 2026, foram registrados 77 encalhes de animais marinhos ao longo do litoral do Rio Grande do Norte, demonstrando a alta demanda por esse tipo de atendimento.

Em situações semelhantes, a orientação é que a população evite qualquer tipo de contato com o animal e acione imediatamente equipes especializadas. O canal de atendimento do Cemam funciona pelo telefone (84) 99943-0058.

Foto: Reprodução / Ben Phillips/Pexels / Rudy Kirchner/Pexels

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Idema aponta três praias impróprias para banho no litoral do RN neste fim de semana

Idema aponta três praias impróprias para banho no litoral do RN neste fim de semana

Trechos ficam em Baía Formosa e Natal, segundo boletim de balneabilidade do Idema

Três praias do litoral do Rio Grande do Norte estão classificadas como impróprias para banho neste fim de semana, de acordo com o boletim de balneabilidade divulgado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema).

Os trechos identificados estão localizados nos municípios de Baía Formosa, no Litoral Sul, e Natal, na região Leste do estado.

Trechos considerados impróprios

Segundo o Idema, os pontos com restrição para banho são:

  • Praia do Bacupari, na Rua Antônio Henrique Souto, em Baía Formosa
  • Praia do Porto, na Praça da Conceição, em Baía Formosa
  • Praia de Areia Preta, na Escadaria de Mãe Luíza, em Natal

O boletim tem validade até a próxima quinta-feira (5). Um novo relatório será divulgado na sexta-feira (6).

Monitoramento ampliado no verão

Durante o período de verão, o Idema intensifica o monitoramento da qualidade da água, analisando 51 pontos ao longo da faixa costeira do Rio Grande do Norte. O número representa um aumento de 18 pontos em relação ao monitoramento realizado ao longo do ano.

Os trechos avaliados estão distribuídos entre o litoral Oeste e o Litoral Sul do estado, abrangendo municípios de Tibau até Baía Formosa.

Critérios da análise

A classificação das praias é baseada na quantidade de coliformes termotolerantes, também conhecidos como coliformes fecais, presentes na água do mar. Os parâmetros seguem resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que estabelece os critérios para definir se as águas são próprias ou impróprias para banho.

Programa Água Azul

O monitoramento integra o Programa Água Azul, desenvolvido por meio de parceria entre o Idema, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) e a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN (Funcern).

Os boletins são divulgados semanalmente e orientam a população sobre as condições das praias monitoradas em todo o estado.

Fotos: Sandro Menezes/Governo do RN

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Natal Shopping destina corretamente mais de 280 toneladas de resíduos em 2025

Natal Shopping destina corretamente mais de 280 toneladas de resíduos em 2025

Empreendimento reforça compromisso ambiental com ações de reciclagem, compostagem e logística reversa ao longo do ano

Natal Shopping destina corretamente mais de 280 toneladas de resíduos em 2025

O Natal Shopping segue avançando em sua política de sustentabilidade e encerrou 2025 com um balanço expressivo na gestão de resíduos. Ao longo do ano, mais de 280 toneladas de materiais diversos foram recicladas, reaproveitadas ou destinadas de forma ambientalmente correta, resultado de um conjunto de ações que envolvem lojistas, operações internas e a participação dos clientes. O número superou em oito toneladas o registrado em 2024. 

Entre os principais volumes estão 108 toneladas de papelão e 58 toneladas de outros recicláveis, como ferro, cobre, papel branco, isopor e aerossóis. O shopping também destinou corretamente 16,5 toneladas de plástico, 3,1 toneladas de alumínio, 1,2 tonelada de vidro e 1,9 tonelada de lâmpadas fluorescentes, material que exige manejo específico para evitar impactos ambientais.

A logística reversa de resíduos especiais também teve destaque em 2025. Foram recolhidos 1,3 tonelada de lixo eletrônico, incluindo cartuchos de impressora, toners, teclados e monitores, além de 143 quilos de pilhas e baterias, 183 quilos de cápsulas de café e 13 quilos de bitucas de cigarro, todos encaminhados para empresas especializadas no tratamento desses materiais. Já os resíduos infectantes, provenientes das áreas de saúde, somaram 16 quilos, com destinação adequada conforme as normas sanitárias.

Natal Shopping destina corretamente mais de 280 toneladas de resíduos
Natal Shopping destina corretamente mais de 280 toneladas de resíduos

Resíduos orgânicos viram adubo

No eixo de reaproveitamento de resíduos orgânicos, apenas em 2025, o Natal Shopping destinou 94,8 toneladas de resíduos de alimentos para a compostagem, reduzindo significativamente o envio de rejeitos a aterros sanitários. 

O empreendimento alcançou esse número ao transformar os restos de comida descartados nas bandejas dos clientes em adubo e húmus orgânico, em uma parceria com a empresa Minhocário do Berg.

Outro resultado relevante foi o processamento de 116 litros de óleo de cozinha, transformados em matéria-prima para a fabricação de sabão, em parceria com iniciativas sociais. Todos os produtos gerados a partir dos resíduos orgânicos ficam à venda na loja Sustentabilidade Transforma, no piso L1, em frente à farmácia Pague Menos.

Educação ambiental

De acordo com Felipe Furtado, superintendente do empreendimento, os números refletem um trabalho contínuo de educação ambiental e investimento em infraestrutura para incentivar o descarte correto. 

“Realizamos um trabalho de duas vias, uma com apoio dos lojistas e outra com os clientes, que têm à sua disposição o Hub de Reciclagem, na Praça de Alimentação, para o descarte de materiais como plástico, papelão, alumínio, cápsulas de café, pilhas e óleo de cozinha usados em casa. Isso que faz a verdadeira diferença: mantermos o nosso compromisso com a redução dos impactos ambientais e também o incentivo a hábitos mais sustentáveis no dia a dia da população”, relata.

Além das práticas ambientais dentro das paredes do empreendimento, o Natal Shopping também aposta na educação como ferramenta de transformação. Por meio do projeto Naty nas Escolas, o empreendimento leva a mascote Naty para instituições públicas de ensino infantil, promovendo atividades educativas com foco em educação ambiental e atitudes conscientes.

A programação inclui a apresentação de uma peça teatral e a distribuição gratuita do livro “Naty e a Natureza”, com mensagens sobre uso racional da água, descarte correto do lixo e a valorização de patrimônios naturais e históricos da cidade, como o Parque das Dunas e o Forte dos Reis Magos. Gestores escolares que desejarem receber o projeto podem entrar em contato pelo e-mail: marketing.nat@natalshopping.com.br

Foto: Divulgação

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Inmet emite alerta de perigo para chuvas intensas em todo o RN

Inmet emite alerta de perigo para chuvas intensas em todo o RN

Aviso meteorológico prevê volumes elevados de chuva e ventos fortes em todas as regiões do estado

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou, nesta segunda-feira (26), um aviso de perigo para chuvas intensas que abrange todo o Rio Grande do Norte. O alerta meteorológico é válido até às 23h59 do mesmo dia.

De acordo com o comunicado, estão previstas precipitações entre 30 e 60 milímetros por hora ou volumes acumulados entre 50 e 100 milímetros por dia. O aviso também indica a ocorrência de ventos fortes, com velocidades estimadas entre 60 e 100 quilômetros por hora.

O Inmet informa que o cenário meteorológico pode provocar alagamentos, quedas de galhos de árvores, descargas elétricas e interrupções no fornecimento de energia elétrica, especialmente em áreas urbanas e regiões com maior vulnerabilidade estrutural.

O alerta engloba todas as regiões do território potiguar, incluindo o Leste, Agreste, Central e Oeste do estado. Além do Rio Grande do Norte, o aviso também abrange áreas de outros estados do Nordeste, como Paraíba, Pernambuco, Ceará, Piauí, Maranhão e Alagoas.

Entre as orientações divulgadas pelo instituto, está a recomendação para que a população não se abrigue debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de quedas e descargas elétricas. O órgão também orienta que veículos não sejam estacionados próximos a torres de transmissão de energia e placas de propaganda.

Outra recomendação do Inmet é que, sempre que possível, aparelhos elétricos sejam desligados e o quadro geral de energia seja desativado, como forma de reduzir riscos em caso de oscilações ou quedas no fornecimento de eletricidade.

O instituto reforça que, em situações de emergência relacionadas às condições climáticas, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo número 193.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Inmet emite alerta de baixa umidade para 72 municípios do RN

Inmet emite alerta de baixa umidade para 72 municípios do RN

Aviso de perigo potencial vale até às 21h da próxima segunda-feira (26) e atinge municípios das regiões Central e Oeste

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um aviso de baixa umidade do ar para 72 municípios do Rio Grande do Norte. O alerta atinge principalmente cidades das regiões Central e Oeste do estado.

Segundo o Inmet, a umidade relativa do ar deve variar entre 30% e 20% nos municípios incluídos no aviso. Esse índice é considerado baixo e pode representar risco à saúde humana, especialmente em períodos prolongados de exposição.

Aviso é classificado como perigo potencial

O alerta emitido pelo Inmet é classificado como de perigo potencial, identificado pela cor amarela. O aviso tem validade até às 21h da próxima segunda-feira (26).

A classificação amarela é a mais baixa utilizada pelo instituto. O Inmet também adota as classificações laranja, que indica perigo, e vermelha, que representa muito perigo, em situações de maior gravidade.

Riscos associados à baixa umidade do ar

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, o cenário previsto apresenta baixo risco de incêndios florestais e de problemas à saúde. Ainda assim, a condição de baixa umidade pode provocar desconfortos, principalmente em grupos mais sensíveis.

O órgão ressalta que a redução da umidade relativa do ar é comum em determinadas épocas do ano, especialmente em regiões do interior.

Recomendações do Inmet à população

O Inmet orienta a população dos municípios afetados a adotar algumas medidas preventivas durante o período de baixa umidade. Entre as recomendações estão:

  • Beber bastante líquido ao longo do dia
  • Evitar desgaste físico nas horas mais secas
  • Evitar exposição ao sol nos períodos mais quentes
  • Manter ambientes umidificados, sempre que possível

As orientações têm como objetivo reduzir possíveis impactos da baixa umidade à saúde.

Municípios no alerta do Inmet:

  • Acari
  • Açu
  • Água Nova
  • Alexandria
  • Almino Afonso
  • Antônio Martins
  • Apodi
  • Augusto Severo
  • Caicó
  • Caraúbas
  • Carnaúba dos Dantas
  • Coronel João Pessoa
  • Cruzeta
  • Currais Novos
  • Doutor Severiano
  • Encanto
  • Equador
  • Felipe Guerra
  • Florânia
  • Francisco Dantas
  • Frutuoso Gomes
  • Governador Dix-Sept Rosado
  • Ipueira
  • Itaú
  • Janduís
  • Jardim de Piranhas
  • Jardim do Seridó
  • João Dias
  • José da Penha
  • Jucurutu
  • Lagoa Nova
  • Lucrécia
  • Luís Gomes
  • Major Sales
  • Marcelino Vieira
  • Martins
  • Messias Targino
  • Olho d’Água do Borges
  • Ouro Branco
  • Paraná
  • Paraú
  • Parelhas
  • Patu
  • Pau dos Ferros
  • Pilões
  • Portalegre
  • Rafael Fernandes
  • Rafael Godeiro
  • Riacho da Cruz
  • Riacho de Santana
  • Rodolfo Fernandes
  • Santana do Matos
  • Santana do Seridó
  • São Fernando
  • São Francisco do Oeste
  • São João do Sabugi
  • São José do Seridó
  • São Miguel
  • São Rafael
  • São Vicente
  • Serra Negra do Norte
  • Serrinha dos Pintos
  • Severiano Melo
  • Taboleiro Grande
  • Tenente Ananias
  • Tenente Laurentino Cruz
  • Timbaúba dos Batistas
  • Triunfo Potiguar
  • Umarizal
  • Upanema
  • Venha-Ver
  • Viçosa

Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília / Tony Oliveira/ Agência Brasília

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Chuvas provocam alagamentos, quedas de árvore, falta de energia e transtornos no trânsito na Grande Natal

Chuvas provocam alagamentos, quedas de árvore, falta de energia e transtornos no trânsito na Grande Natal

Capital amanhece sob chuva com pontos de alagamento, via intransitável e semáforos em pane

Natal amanheceu sob chuva nesta terça-feira (20), com impactos registrados no trânsito, na mobilidade urbana, no fornecimento de energia elétrica e em áreas da infraestrutura da cidade. Boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) apontou pontos de alagamento, uma via classificada como intransitável, panes em semáforos e necessidade de atenção redobrada em importantes corredores viários da capital potiguar.

De acordo com a STTU, às 7h, a Avenida Solange Nunes era o único trecho considerado intransitável. Outros dez pontos apresentavam acúmulo de água, mas permaneciam liberados ao tráfego, sob monitoramento de agentes. Ao todo, 20 pontos foram observados em Natal no início da manhã, com atualizações constantes conforme a evolução das chuvas.

Cruzamentos e avenidas seguem liberados, mas exigem atenção dos motoristas

Entre os locais classificados como transitáveis com atenção estavam cruzamentos e vias de grande circulação, como a Avenida Capitão-Mor Gouveia com a Rua Adolfo Gordo, a Avenida Nevaldo Rocha com a Avenida Coronel Estevam, a Avenida Doutor João Medeiros Filho nas proximidades da Delegacia e do Partage Shopping, além da Avenida Hermes da Fonseca com a Rua Ângelo Varela e da Avenida Amintas Barros com a Rua Bom Pastor.

Nas principais vias estruturantes, o tráfego seguia sem interdições. A Avenida Senador Salgado Filho e a Ponte Newton Navarro apresentavam fluxo normal nos dois sentidos. Já na Avenida Felizardo Firmino Moura, principal ligação entre a zona Norte e o restante da cidade, o trânsito estava lento no sentido zona Sul e fluía melhor no sentido zona Norte, reflexo do aumento do volume de veículos no horário de pico associado às condições climáticas.

O boletim da STTU também registrou pane em dois conjuntos semafóricos, nos cruzamentos da Avenida Prudente de Morais com a Avenida Almirante Alexandrino de Alencar e com a Avenida Alberto Silva. Até o momento da divulgação, não havia registro de sinistros de trânsito relacionados à chuva. Agentes permaneceram em campo para orientar condutores e monitorar a situação viária.

Queda de árvore provoca interdição parcial na Avenida Campos Sales

Além dos transtornos no trânsito, uma árvore caiu na manhã desta terça-feira (20) na Avenida Campos Sales, no bairro Tirol, após as chuvas registradas desde a madrugada. Segundo informações repassadas no local, não houve veículos atingidos nem pessoas feridas.

Equipes da STTU foram acionadas e interditaram um trecho da via para controle do fluxo de veículos. Era aguardada a chegada de equipes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) e do Corpo de Bombeiros Militar para a retirada da árvore do canteiro e da pista.

Lagoa de captação transborda na zona Norte e afeta ruas e avenida

Na zona Norte de Natal, a lagoa de captação localizada na região do Jardim Primavera, no bairro Nossa Senhora da Apresentação, transbordou na manhã desta terça-feira (20) em razão das chuvas. Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), o transbordamento é agravado por uma cratera existente na Rua José Luís da Silva, que interrompeu o fluxo de água para a lagoa após chuvas ocorridas no ano passado.

O alagamento atingiu áreas do entorno, afetando moradores das ruas Nova Galileia, Couto Magalhães e Rizomar Correia dos Santos, além da Avenida Miguel de Cervantes. De acordo com a Seinfra, a Prefeitura iniciou uma obra de recuperação da drenagem da Rua José Luís da Silva, com investimento estimado em R$ 1 milhão e previsão de conclusão em até quatro meses.

Falta de energia atinge bairros das zonas Sul e Leste de Natal

Moradores de bairros das zonas Sul e Leste de Natal também registraram falta de energia elétrica durante a manhã. A Neoenergia Cosern informou que os desligamentos ocorreram de forma pontual, provocados pelo contato de objetos arremessados pelo vento com a rede elétrica.

Segundo a concessionária, o sistema desligou automaticamente por proteção, como medida de segurança. Equipes foram mobilizadas para atuar nas áreas afetadas. Até o momento, não foram divulgados dados sobre o número de clientes atingidos nem o tempo estimado para o restabelecimento total do serviço.

Emparn registra maior volume de chuva no Leste e Agreste do RN

Dados do boletim pluviométrico da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) indicaram que as chuvas entre as 7h da segunda-feira (19) e as 7h desta terça-feira (20) tiveram maior intensidade nas regiões Leste e Agreste do estado.

No Leste Potiguar, Macaíba registrou o maior acumulado do período, com 49,6 milímetros em 24 horas. São Gonçalo do Amarante somou 39,0 mm, Natal registrou 24,1 mm e Parnamirim, 23,1 mm. Outros municípios apresentaram volumes menores, enquanto São Miguel do Gostoso não registrou precipitação.

No Agreste Potiguar, Bom Jesus teve acumulado de 33,0 mm, seguido por Parazinho (13,2 mm), Santa Maria (11,0 mm), Boa Saúde (7,4 mm) e Sítio Novo (7,0 mm). Em municípios como Barcelona, Japi, Lagoa Salgada e São Pedro, os volumes foram baixos ou inexistentes.

Na região Central, Florânia registrou 32,0 mm, Lajes teve 24,4 mm e Fernando Pedroza somou 22,4 mm. No Oeste Potiguar, os volumes foram pontuais, com destaque para Jucurutu (8,0 mm), Martins (6,8 mm) e São Rafael (6,6 mm).

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Arquivo/Reprodução

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Inmet emite alerta de chuvas para 28 municípios do RN com previsão de ventos intensos

Inmet emite alerta de chuvas para 28 municípios do RN com previsão de ventos intensos

Aviso meteorológico é válido até quarta-feira e aponta risco de alagamentos e quedas de energia

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um aviso de chuvas para 28 municípios das regiões Oeste e Central do Rio Grande do Norte. O alerta entrou em vigor na manhã desta terça-feira (20) e segue válido até as 23h59 da quarta-feira (21), conforme publicação oficial do órgão.

De acordo com o Inmet, o aviso é classificado como perigo potencial, identificado pela cor amarela, que corresponde ao nível mais baixo na escala de alertas meteorológicos utilizada pelo instituto. A classificação também inclui os níveis laranja, que indica perigo, e vermelho, que representa grande perigo.

Segundo o comunicado, a previsão indica chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo atingir até 50 milímetros por dia. Além da precipitação, o alerta também aponta a possibilidade de ventos intensos, com velocidades estimadas entre 40 km/h e 60 km/h nas áreas atingidas.

Apesar da classificação de menor risco, o Inmet destaca que as condições meteorológicas podem provocar alagamentos pontuais, queda de galhos de árvores, descargas elétricas e interrupções no fornecimento de energia elétrica, especialmente em locais com infraestrutura mais vulnerável.

O instituto orienta que a população acompanhe as atualizações dos alertas meteorológicos e siga as recomendações de segurança divulgadas pelos órgãos oficiais, sobretudo em áreas sujeitas a alagamentos ou com histórico de ocorrências durante períodos de chuva intensa.

O aviso foi elaborado com base em dados de monitoramento atmosférico e modelos meteorológicos utilizados pelo Inmet, que mantém acompanhamento contínuo das condições climáticas no Rio Grande do Norte e em todo o país.

Municípios sob aviso do Inmet

  • Assu
  • Afonso Bezerra
  • Alto do Rodrigues
  • Angicos
  • Apodi
  • Areia Branca
  • Augusto Severo
  • Baraúna
  • Caraúbas
  • Carnaubais
  • Felipe Guerra
  • Galinhos
  • Governador Dix-Sept Rosado
  • Grossos
  • Guamaré
  • Ipanguaçu
  • Itajá
  • Jucurutu
  • Macau
  • Mossoró
  • Paraú
  • Pendências
  • Porto do Mangue
  • Santana do Matos
  • São Rafael
  • Serra do Mel
  • Tibau
  • Upanema

Foto: Elisa Elsie/Governo do RN/Ilustração

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Idema apura festas em lanchas e uso irregular dos Parrachos de Pirangi

Idema apura festas em lanchas e uso irregular dos Parrachos de Pirangi

Vídeos mostram aglomerações, festas em lanchas e consumo de bebidas alcoólicas

Vídeos que circularam nas redes sociais na noite da quarta-feira (15) mostrando aglomerações, festas em lanchas, consumo de bebidas alcoólicas e apresentações musicais nos Parrachos de Pirangi levaram o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) a se manifestar oficialmente sobre a situação.

As imagens registradas mostram embarcações concentradas na área, com grande número de pessoas e atividades que levantaram questionamentos sobre o uso regular do espaço ambientalmente sensível.

Em nota oficial, o Idema informou que tomou conhecimento das denúncias relacionadas à utilização irregular da área e que irá adotar as providências cabíveis. Entre as ações previstas estão a verificação do licenciamento ambiental dos empreendimentos náuticos que atuam nos Parrachos de Pirangi e a fiscalização do cumprimento das condicionantes ambientais estabelecidas.

O órgão ambiental destacou que a área pertence à União, o que exige uma atuação integrada entre diferentes instituições com responsabilidade sobre o local. Diante disso, o Idema informou que irá articular o apoio da Capitania dos Portos, responsável pela fiscalização da capacidade e das condições de segurança das embarcações.

Além da Capitania dos Portos, o Idema também pretende contar com a atuação da Polícia Ambiental, bem como de órgãos federais como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), para a realização de uma ação conjunta na região.

De acordo com a nota, a iniciativa busca assegurar que as atividades desenvolvidas nos Parrachos de Pirangi estejam em conformidade com a legislação ambiental vigente e com as normas que regulam o uso turístico e náutico da área.

O Idema ressaltou ainda que os Parrachos de Pirangi estão atualmente em fase de estudos técnicos ambientais com vistas à criação de uma Unidade de Conservação Federal. O processo está sendo conduzido com o objetivo de estabelecer regras mais específicas para o uso da área e deverá resultar na gestão do espaço pelo ICMBio.

A criação da unidade de conservação tem como finalidade conciliar a atividade turística com a preservação ambiental, considerando a importância ecológica da região e a necessidade de ordenamento do uso do espaço.

Os Parrachos de Pirangi são uma das principais atrações turísticas do litoral do Rio Grande do Norte e, durante o período de alta estação, registram aumento significativo no fluxo de visitantes e embarcações.

Foto: Reprodução / Reprodução/Redes Sociais

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Previsão climática indica retorno das chuvas no RN a partir da segunda quinzena de janeiro

Previsão climática indica retorno das chuvas no RN a partir da segunda quinzena de janeiro

Boletim da EMPARN detalha volumes previstos por região do Rio Grande do Norte

A ocorrência de chuvas no Rio Grande do Norte deve se intensificar a partir da segunda quinzena de janeiro, de acordo com a previsão climática divulgada pela Unidade Instrumental de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN).

O prognóstico divulgado pela instituição abrange os meses de janeiro, fevereiro e março de 2026. Segundo o boletim, as chuvas previstas para o período variam entre as categorias “normal” e “abaixo do normal”, conforme os parâmetros climatológicos utilizados pela EMPARN.

A escassez de chuvas registrada na primeira quinzena de janeiro foi atribuída à atuação desfavorável da Oscilação Intrassazonal Madden-Julian (OMJ). De acordo com o documento técnico, essa condição atmosférica reduziu a formação de sistemas capazes de provocar precipitações no estado durante o início do mês.

Ainda segundo a EMPARN, esse cenário tende a mudar ao longo da segunda quinzena de janeiro, quando a atuação da OMJ passa a favorecer a ocorrência de chuvas em diferentes regiões do Rio Grande do Norte.

O boletim meteorológico também destaca que os meses de janeiro e fevereiro correspondem ao período da pré-estação chuvosa no estado. Durante esse intervalo, a formação de chuvas depende da atuação de sistemas meteorológicos de curta duração, como Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCANS), Linhas de Instabilidade (LI) e Frentes Frias (FF).

A EMPARN ressalta que a ocorrência ou não de chuvas associadas a esses sistemas está diretamente relacionada ao posicionamento e à intensidade de cada fenômeno, além das condições atmosféricas predominantes no momento de sua atuação.

Para o mês de fevereiro, a previsão indica que a Oscilação Intrassazonal Madden-Julian deverá favorecer a ocorrência de chuvas principalmente nas primeiras semanas do mês. Já a segunda quinzena de fevereiro dependerá da atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), sistema responsável por grande parte das chuvas no Nordeste durante o primeiro semestre do ano.

No mês de março, considerado historicamente o mais chuvoso do primeiro trimestre no Rio Grande do Norte, as precipitações estarão diretamente associadas às condições termodinâmicas dos Oceanos Pacífico e Atlântico, conforme aponta o boletim da EMPARN.

A instituição também divulgou a previsão de volumes acumulados de chuva para o período de janeiro a março de 2026, com dados detalhados por microrregiões do estado.

Para a região Oeste, a previsão é de 76,7 milímetros em janeiro, 116,5 milímetros em fevereiro e 197,5 milímetros em março. Na região Central, os volumes estimados são de 59,3 milímetros em janeiro, 93,2 milímetros em fevereiro e 155,1 milímetros em março.

No Agreste potiguar, a previsão indica 45,9 milímetros de chuva em janeiro, 69,6 milímetros em fevereiro e 119,2 milímetros em março. Já na região Leste, os volumes esperados são de 59,8 milímetros em janeiro, 92,2 milímetros em fevereiro e 166,9 milímetros em março.

Considerando a média estadual, a EMPARN projeta para o Rio Grande do Norte um acumulado de 60,4 milímetros em janeiro, 92,9 milímetros em fevereiro e 159,7 milímetros em março.

A EMPARN reforça que as previsões climáticas são baseadas em modelos meteorológicos e podem sofrer alterações conforme a evolução das condições atmosféricas ao longo do período analisado.

Fotos: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Boletim aponta quatro praias impróprias para banho no RN

Boletim aponta quatro praias impróprias para banho no RN

Relatório indica trechos impróprios em Natal, Parnamirim e Maxaranguape

Quem pretende frequentar o litoral do Rio Grande do Norte deve observar as informações mais recentes sobre a qualidade da água do mar. O Boletim de Balneabilidade, divulgado nesta sexta-feira (9), apontou que quatro praias do estado estão impróprias para banho, de acordo com os critérios técnicos adotados no monitoramento ambiental.

Os trechos classificados como impróprios estão localizados nos municípios de Parnamirim, Natal e Maxaranguape. Conforme o boletim, os pontos que apresentaram índices acima do permitido são: Rio Pirangi (Ponte Nova) e Balneário Pium, em Parnamirim; Praia de Areia Preta, em Natal; e o trecho próximo ao Mercado Público de Maracajaú, em Maxaranguape.

Critérios utilizados no boletim de balneabilidade

O levantamento considera análises laboratoriais da água do mar, com foco na concentração de coliformes termotolerantes, além de observações em campo relacionadas ao lançamento de efluentes nas áreas monitoradas. Esses indicadores são utilizados para avaliar se o local oferece condições adequadas para atividades de recreação de contato direto, como banho e práticas esportivas aquáticas.

De acordo com os parâmetros estabelecidos, quando os níveis de contaminação ultrapassam os limites definidos, o trecho é classificado como impróprio para banho. O objetivo do monitoramento é orientar a população e reduzir riscos associados à exposição à água contaminada.

Praias impróprias identificadas no RN

No município de Parnamirim, dois pontos foram classificados como impróprios. O primeiro é o Rio Pirangi, na altura da Ponte Nova, local monitorado regularmente devido à influência de cursos d’água e áreas urbanizadas próximas. O segundo ponto é o Balneário Pium, área que também apresenta histórico de acompanhamento contínuo por parte dos órgãos ambientais.

Em Natal, o trecho da Praia de Areia Preta entrou na lista de locais impróprios. A praia é uma das mais conhecidas da capital potiguar e integra o monitoramento permanente da balneabilidade devido à sua localização em área urbana.

Já em Maxaranguape, o ponto considerado impróprio está localizado nas proximidades do Mercado Público de Maracajaú, região que recebe fluxo de moradores, comerciantes e visitantes. O trecho é acompanhado regularmente por causa da influência de atividades humanas e da infraestrutura local.

Riscos associados ao banho em áreas impróprias

O boletim alerta que o banho de mar em áreas classificadas como impróprias pode representar risco à saúde, especialmente em função da presença de microrganismos associados à contaminação fecal. Entre os problemas que podem ocorrer estão infecções gastrointestinais, além de outros agravos relacionados ao contato com água contaminada.

A recomendação é que banhistas evitem o contato direto com a água nesses pontos até que novas análises indiquem a regularização da qualidade. O monitoramento contínuo permite a atualização frequente das informações, possibilitando que a população acompanhe eventuais mudanças na classificação das praias.

Situação geral das praias do estado

Apesar da identificação de trechos impróprios, o boletim divulgado nesta sexta-feira aponta que a maior parte das praias do Rio Grande do Norte permanece própria para banho. O relatório contempla diversos pontos do litoral potiguar e indica que, fora os locais citados, os demais apresentam condições dentro dos padrões estabelecidos.

O acompanhamento da balneabilidade é realizado de forma periódica e os resultados são divulgados para orientar moradores e turistas que utilizam as praias do estado. As análises seguem protocolos técnicos e critérios definidos pelos órgãos responsáveis pelo controle ambiental e pela vigilância da qualidade da água.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN

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Encalhe de golfinhos no RN mobiliza equipes ambientais na Grande Natal

Encalhe de golfinhos no RN mobiliza equipes ambientais na Grande Natal

Ocorrência foi registrada na praia de Redinha Nova, em Extremoz; um dos animais morreu e passará por necrópsia

Um encalhe de golfinhos foi registrado no final da tarde deste domingo (4) na praia de Redinha Nova, localizada no município de Extremoz, na Região Metropolitana de Natal. De acordo com informações apuradas no local, cerca de dez animais ficaram presos na faixa de areia, sendo que pelo menos um deles morreu após o ocorrido.

A situação foi percebida por moradores e frequentadores da praia, que identificaram os animais na área rasa do mar. Parte dos golfinhos foi devolvida à água com auxílio da população que estava no local no momento do encalhe.

Registros feitos por testemunhas mostram os animais concentrados próximos à beira-mar, com dificuldade de locomoção em razão da baixa profundidade da água. O encalhe chamou a atenção de comerciantes e banhistas que estavam na praia no período da tarde.

Atuação de equipes ambientais e de resgate

Após o registro do encalhe, equipes do Corpo de Bombeiros e pesquisadores ambientais se deslocaram até a praia de Redinha Nova para acompanhar a ocorrência. A orientação repassada no local foi para que os animais fossem reconduzidos ao mar o mais rapidamente possível, procedimento que foi realizado.

Mesmo com a atuação das equipes técnicas, um dos golfinhos não resistiu. O animal ainda apresentava sinais vitais no momento em que os pesquisadores e médicos-veterinários chegaram ao local, mas morreu pouco tempo depois.

O corpo foi recolhido e encaminhado para análise. Uma necrópsia será realizada nesta segunda-feira (5) com o objetivo de identificar possíveis causas relacionadas ao encalhe e à morte do animal.

Monitoramento do litoral continua

Após o episódio, equipes ambientais mantiveram o monitoramento do litoral da região, considerando a possibilidade de novos encalhes. Esse acompanhamento é realizado como medida preventiva, já que episódios desse tipo podem ocorrer de forma sucessiva, dependendo das condições ambientais e oceânicas.

Segundo informações técnicas repassadas pelos pesquisadores responsáveis pelo atendimento da ocorrência, os animais pertencem ao grupo Stenella, um gênero de golfinhos que habita águas oceânicas e costeiras. A identificação da espécie específica ainda será realizada após análises mais detalhadas.

Encalhes de golfinhos e investigação das causas

O encalhe de golfinhos é um fenômeno registrado em diferentes regiões do litoral brasileiro e pode estar associado a diversos fatores, como alterações nas condições do mar, desorientação, doenças, interações com atividades humanas ou mudanças ambientais.

No caso registrado em Extremoz, a causa do encalhe ainda não foi determinada. A necrópsia do animal morto poderá fornecer informações que ajudem os pesquisadores a compreender os fatores envolvidos na ocorrência.

A praia de Redinha Nova é uma área conhecida pela presença de fauna marinha, incluindo registros frequentes de tartarugas marinhas, especialmente em períodos de desova. Episódios envolvendo golfinhos são menos comuns na região, segundo relatos de moradores e comerciantes locais.

Importância do acionamento de órgãos especializados

Em situações de encalhe de animais marinhos, a recomendação é acionar imediatamente os órgãos ambientais, o Corpo de Bombeiros ou instituições de pesquisa. A intervenção inadequada pode comprometer a sobrevivência dos animais e dificultar o trabalho de investigação das causas.

No episódio deste domingo, a atuação conjunta entre população, equipes de resgate e pesquisadores permitiu o retorno da maioria dos golfinhos ao mar e o recolhimento adequado do animal que morreu.

As equipes ambientais seguem acompanhando a área para observar possíveis novos registros e garantir a segurança tanto da fauna marinha quanto das pessoas que frequentam a praia.

Foto: Reprodução

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Cinco trechos do litoral da Grande Natal estão impróprios para banho neste fim de semana, aponta Idema

Cinco trechos do litoral da Grande Natal estão impróprios para banho neste fim de semana, aponta Idema

Boletim de balneabilidade analisou 51 pontos e identificou áreas com níveis elevados de coliformes fecais

Pelo menos cinco trechos do litoral da Região Metropolitana de Natal estão classificados como impróprios para banho neste fim de semana, segundo o Boletim da Balneabilidade das Praias do Rio Grande do Norte divulgado nesta sexta-feira (2) pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema).

De acordo com o levantamento, ao todo foram analisados 51 trechos de praias e rios monitorados no estado. Desse total, 46 pontos foram considerados próprios para banho, enquanto cinco apresentaram condições fora dos parâmetros estabelecidos pelas normas ambientais vigentes.

Os trechos classificados como impróprios para banho são:

  • Foz do Rio Pirangi, em Nísia Floresta
  • Rio Pirangi (Ponte Nova), em Parnamirim
  • Rio Pirangi-Pium (Balneário Pium), em Parnamirim
  • Praia de Areia Preta (Escadaria de Mãe Luíza), em Natal
  • Maracajaú (próximo ao Mercado Público), em Maxaranguape

O boletim é elaborado dentro do Programa Água Azul, iniciativa que tem como objetivo informar banhistas, moradores e turistas sobre as condições sanitárias das praias e áreas de banho monitoradas no Rio Grande do Norte.

Segundo o Idema, as análises têm como base a verificação da quantidade de coliformes termotolerantes presentes nas amostras de água coletadas semanalmente nos pontos monitorados. Esses micro-organismos são utilizados como indicadores da qualidade sanitária da água e da possível presença de contaminação de origem fecal.

A classificação segue os critérios estabelecidos pela Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que define os padrões para avaliação da balneabilidade em águas brasileiras. Conforme a norma, os pesquisadores consideram os resultados obtidos ao longo de cinco semanas consecutivas de coleta.

Se dois ou mais desses resultados apresentarem concentração superior a mil coliformes fecais por 100 mililitros de água, o trecho passa a ser classificado como impróprio para banho. Além disso, se na análise mais recente for identificado um índice superior a 2.500 coliformes fecais por 100 mililitros, apenas esse resultado já é suficiente para enquadrar o ponto como impróprio.

O estudo é desenvolvido em parceria entre o Idema, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) e a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN (Funcern). As coletas seguem um cronograma semanal e os dados são disponibilizados ao público por meio dos boletins oficiais.

O Programa Água Azul orienta que a população evite o banho em áreas classificadas como impróprias, especialmente após períodos de chuva, quando há maior possibilidade de carreamento de resíduos para rios, lagoas e áreas costeiras.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN/Ilustração

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STF tem placar de 3 votos a 0 contra marco temporal

STF tem placar de 3 votos a 0 contra marco temporal

Cristiano Zanin registrou seu voto em plenário virtual

O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou mais um voto pela inconstitucionalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas. O caso é julgado em sessão do plenário virtual da Corte.

Com o voto do ministro Cristiano Zanin, a Corte tem placar de 3 votos a 0 contra a restrição. Mais cedo, os ministros Gilmar Mendes, relator, e Flavio Dino também proferiram voto no mesmo sentido.

A votação começou hoje e ficará aberta até quinta-feira (18), às 23h59. Faltam sete votos.

Entenda

Dois anos após a Corte declarar o marco inconstitucional, os ministros voltaram a analisar o tema.

Em 2023, o STF considerou que o marco temporal é inconstitucional. Além disso, o marco também foi barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou parte da Lei 14.701/2023 , na qual o Congresso validou a regra. Contudo, os parlamentares derrubaram o veto de Lula.

Dessa forma, voltou a prevalecer o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

Após a votação do veto presidencial, o PL, o PP e o Republicanos protocolaram no STF ações para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal.

Por outro lado, entidades que representam os indígenas e partidos governistas também recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese.

Senado

Em paralelo ao julgamento do Supremo, o Senado aprovou na semana passada a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/23 que insere a tese do marco temporal na Carta Magna.

Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF

Da Agência Brasil

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Volta a chover em São Paulo e número de pessoas sem luz aumenta

Volta a chover em São Paulo e número de pessoas sem luz aumenta

Às 19h30, havia cerca de 710 mil clientes sem abastecimento

A região metropolitana de São Paulo registrou chuvas e ventania do final da manhã até o meio da tarde desta sexta-feira (12). Com chuva, ainda que mais branda do que a observada nos últimos dias, voltou a aumentar o número de pessoas sem energia na região.

A concessionária Enel chegou a informar que 600 mil clientes estavam sem energia hoje. Com as chuvas, causadas por um sistema de baixa pressão, esse número chegou a 750 mil clientes. Em checagem no site da concessionária de energia, às 19h30, a informação era de cerca de 710 mil clientes sem abastecimento. Os bombeiros informaram que houve 175 chamados para quedas de árvores nessa sexta-feira.

Alguns destes clientes estão recebendo mensagens da concessionária informando que seu problema é de “difícil resolução”. Parte deles aguarda mais de 48 horas por uma solução. É o caso dos moradores de um condomínio na Raposo Tavares, que ainda enfrentam problemas.

Por conta da falta de luz, alguns grupos de moradores têm se mobilizado nas últimas horas e protestado, interrompendo o trânsito. Moradores do Jardim de Abril atearam fogo a pneus, interrompendo o fluxo na Avenida Politécnica, na zona oeste. Moradores do Bixiga protestaram próximo da Avenida Nove de Julho, no centro da cidade, mesma região em que um grupo de 50 pessoas fechou a Avenida Brigadeiro Luís Antônio.

Durante o dia, o prefeito da capital, Ricardo Nunes, disse que a empresa colocou menos de 50 veículos para fazer reparos nas ruas. A assessoria da Enel fala em 1,5 mil equipes atuando e atribui a demora à excepcionalidade do ciclone que atingiu a região. Nunes voltou a falar em rever a concessão, federal, embora não tenha apresentado alternativas consistentes em seus discursos e entrevistas sobre o tema.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil / Paulo Pinto/Agência Brasil

Da Agência Brasil

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Senado pauta PEC do Marco Temporal antes de julgamento no STF

Senado pauta PEC do Marco Temporal antes de julgamento no STF

Votação ocorre em meio a tensões entre Congresso e Supremo sobre demarcações de terras indígenas

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluiu na pauta desta terça-feira (9) a votação da PEC do Marco Temporal para as terras indígenas. A análise ocorre um dia antes do julgamento do tema no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).

A movimentação reforça o clima de tensão entre o Congresso Nacional e o STF, agravado após decisão liminar do ministro Gilmar Mendes que dificultou a abertura de processos de impeachment contra integrantes da Corte. Mendes é o relator do caso do Marco Temporal no Supremo e, no ano passado, criou uma comissão para buscar um texto de consenso sobre a legislação referente ao tema.

O debate ganhou força após articulação da Frente Parlamentar da Agropecuária, que defendeu em 2023 um projeto de lei estabelecendo que as demarcações de terras indígenas se limitem às áreas ocupadas por povos originários até a promulgação da Constituição, em outubro de 1988. A proposta foi aprovada pela Câmara e pelo Senado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o texto, mas os parlamentares derrubaram o veto.
Em setembro daquele ano, o STF declarou a tese do marco temporal inconstitucional.

A PEC em votação no Senado pretende inserir o marco temporal na Constituição. A proposta é de autoria do senador Dr. Hiran (PP-RR) e estava parada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Nesta semana, após a decisão de Gilmar Mendes sobre a Lei do Impeachment, Alcolumbre cobrou “reciprocidade efetiva” do Supremo e afirmou esperar “respeito do Judiciário ao Poder Legislativo, suas prerrogativas constitucionais e a legitimidade das decisões do Parlamento”.

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado / Roque de Sá/Agência Senado / Jane de Araújo/Agência Senado

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MPF aciona Justiça para suspender leis sobre uso da Via Costeira de Natal

MPF aciona Justiça para suspender leis sobre uso da Via Costeira de Natal

Ação civil pública contesta leis municipais e estaduais e pede plano de gestão ambiental para a Via Costeira

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação civil pública para garantir a proteção das áreas de preservação permanente da Via Costeira de Natal e do ecossistema presente na região. O objetivo é impedir que alterações recentes em legislações municipais e estaduais permitam ocupações que possam comprometer a integridade ambiental do local. A ação também solicita a elaboração e implementação de um Plano de Proteção e Gestão Ambiental da Via Costeira de Natal.

A ação foi proposta contra o Município de Natal, a Câmara Municipal, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema/RN). O MPF contesta legislações que, segundo o órgão, contrariam normas federais como o Código Florestal e a Lei da Mata Atlântica, além de licenças emitidas sem respaldo ambiental adequado.

Os procuradores da República Camões Boaventura e Victor Mariz afirmam que intervenções na Via Costeira devem ser avaliadas sob aspectos ecológicos, sociais, culturais e econômicos. Para eles, leis que reduziram a proteção de áreas de preservação permanente devem ser suspensas e posteriormente declaradas nulas.

O MPF aponta ilegalidades em atos normativos que tratam de temas fora da competência municipal ou estadual, que divergem de legislações federais e que tramitaram sem cumprir exigências legais. Entre as normas contestadas estão trechos do Plano Diretor de Natal (Lei Complementar nº 208/2022), da Lei Municipal nº 7.801/2024, da Lei Estadual nº 12.079/2025 e da Instrução Normativa Municipal nº 002/2025-GS/Semurb. O órgão também menciona mudanças propostas no Projeto de Lei nº 662/2025.

A Lei nº 7.801/2024, aprovada em regime de urgência, alterou regras para construções em Áreas Especiais de Interesse Turístico e Paisagístico, permitindo intervenções em terrenos considerados de preservação permanente. Esses espaços, segundo o MPF, deveriam permanecer sem edificações por sua função ambiental.

A Via Costeira possui mais de 1,3 milhão de metros quadrados e cerca de 9 km entre as praias de Ponta Negra e Areia Preta. Apesar da presença de hotéis e empreendimentos turísticos, a região ainda contém áreas sem edificações. Laudos do MPF e de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) identificam que o local é formado por ecossistemas de restinga e dunas, responsáveis por controle de erosão, infiltração de água da chuva e suporte à fauna e flora.

Os estudos indicam que a ocupação intensiva pode intensificar processos erosivos, com risco de danos irreversíveis. A situação da praia de Ponta Negra, onde foi executada uma obra de engorda ao custo de mais de R$ 110 milhões, é citada como referência. O Estudo de Impacto Ambiental desse projeto aponta avanço da erosão em direção à Via Costeira.

A proximidade com o Parque das Dunas, maior reserva de Mata Atlântica sobre dunas do país, também é mencionada. O MPF afirma que alterações no uso do solo podem gerar impactos no parque. Além disso, a região faz limite com os bairros de Areia Preta e Praia do Meio, considerados suscetíveis a erosão e movimentos de massa.

O MPF reforça que eventos climáticos extremos e elevação do nível do mar devem ser considerados na legislação que define parâmetros de ocupação. O órgão afirma que a demora na suspensão das normas pode resultar em prejuízos ambientais e financeiros, incluindo pressão imobiliária crescente e custos futuros com obras de contenção.

A investigação foi iniciada após representação enviada por mais de 20 organizações da sociedade civil. Em 2024, o MPF e o Ministério Público do RN recomendaram a suspensão de novas autorizações de construção na área, sem sucesso. A Prefeitura de Natal publicou, em outubro, uma instrução normativa flexibilizando ainda mais regras de licenciamento.

A ação pede a suspensão de trechos de leis e de licenças concedidas desde o Plano Diretor de 2022, exceto as que comprovem conformidade com o Código Florestal. O MPF também requer a proibição de novas licenças que violem áreas de preservação e a criação do plano de proteção ambiental da Via Costeira. O processo tramita sob o número 0040934-67.2025.4.05.8400.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Recinfo lança programa para transformar a gestão de resíduos eletrônicos no RN

Recinfo lança programa para transformar a gestão de resíduos eletrônicos no RN

Iniciativa financiada pelo Ministério das Comunicações leva educação ambiental, ecopontos e inclusão produtiva para Mossoró, Assú e Baraúna.

Recinfo lança programa para transformar a gestão de resíduos eletrônicos no RN

A Recinfo RN dará início a uma das maiores iniciativas socioambientais já desenvolvidas no estado: o Projeto TecnoSustentável RN, aprovado pelo Edital de Apoio à Gestão de Resíduos Eletrônicos da EAF – braço social do Ministério das Comunicações. A proposta conquistou o maior valor de investimento entre todos os projetos selecionados, totalizando R$ 400 mil, e será implantada nas cidades de Mossoró, Assú e Baraúna, com foco em educação ambiental, inclusão produtiva e fortalecimento da economia circular.

Voltado para escolas, estudantes e a comunidade em geral, o TecnoSustentável RN tem como missão estimular o descarte correto de resíduos eletroeletrônicos e ampliar a conscientização sobre os impactos do lixo tecnológico no meio ambiente. Para isso, o projeto realizará ações educativas, oficinas práticas, campanhas de engajamento e atividades de mobilização, formando jovens multiplicadores e sensibilizando toda a sociedade.

Como uma das ações estruturantes, serão implantados 35 ecopontos para coleta de lixo eletrônico, distribuídos da seguinte forma: 20 em Mossoró, 10 em Assú e 5 em Baraúna. As caixas coletoras serão instaladas inicialmente em escolas, mas a Recinfo está aberta a novas parcerias com instituições públicas e privadas interessadas em receber um ecoponto gratuitamente, bastando manifestar interesse e realizar sua própria campanha de arrecadação.

O projeto também atuará diretamente com as cooperativas de catadores das três cidades, promovendo valorização profissional, inclusão produtiva e o fortalecimento das cadeias locais de reciclagem — parte fundamental para consolidar um modelo sustentável de logística reversa.

Recinfo lança programa para transformar a gestão de resíduos eletrônicos no RN
Recinfo lança programa para transformar a gestão de resíduos eletrônicos no RN

Outro eixo central do TecnoSustentável RN é a implantação de um Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC). A proposta está em fase de articulação com o SESI Mossoró, que poderá receber o espaço. No local, pretende-se realizar capacitações em: desmontagem e triagem de eletrônicos, separação adequada de placas, testes e reaproveitamento de peças e possível montagem de computadores recondicionados. Se viabilizados, os computadores reconstituídos serão destinados às cooperativas parceiras, ampliando a capacidade operacional e tecnológica desses grupos.

Reconhecendo o potencial transformador do projeto e visando garantir continuidade às ações no interior do estado, a Recinfo anunciou também a abertura de uma sede oficial em Mossoró. A nova unidade dará suporte operacional ao projeto e reforçará o compromisso da empresa em fortalecer a economia circular na região, mesmo após a conclusão do TecnoSustentável RN.

Com foco em impacto socioambiental, inovação e formação cidadã, o TecnoSustentável RN transforma a logística reversa do lixo eletrônico em ferramenta de desenvolvimento, conectando escolas, cooperativas, instituições e a população em torno de um propósito comum: cuidar do meio ambiente e promover oportunidades sustentáveis.

Fotos: Divulgação

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Congresso derruba 52 vetos ao PL do Licenciamento Ambiental; veja como votou a bancada do RN

Congresso derruba 52 vetos ao PL do Licenciamento Ambiental; veja como votou a bancada do RN

Parlamentares potiguares se dividem em votação que restabelece trechos do projeto

Congresso derruba 52 vetos ao PL do Licenciamento Ambiental; bancada do RN se divide na votação

O Congresso Nacional derrubou 52 dos 63 vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei que flexibiliza ou elimina regras do licenciamento ambiental no Brasil. A votação ocorreu na quinta-feira (27) e restabeleceu trechos do texto original do PL, apoiado por setores do agronegócio e por segmentos empresariais. A bancada federal do Rio Grande do Norte se dividiu na análise dos vetos.

Segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), dos oito deputados federais do Rio Grande do Norte, seis votaram contra os vetos presidenciais e dois votaram a favor. Entre os senadores potiguares, dois foram contrários aos vetos e uma votou pela manutenção deles.

Entre os parlamentares que votaram a favor dos vetos, ou seja, acompanharam a posição do governo federal, estão os deputados federais Fernando Mineiro (PT) e Natália Bonavides (PT), além da senadora Zenaide Maia (PSD).

Já entre os que votaram contra os vetos, posicionando-se pela derrubada, estão os deputados general Girão (PL), Sargento Gonçalves (PL), João Maia (PP), Robinson Faria (PP), Benes Leocádio (União) e Carla Dickson (União). No Senado, votaram contra os vetos Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (PSDB).

Dispositivos retomados após a derrubada dos vetos

Com a derrubada dos vetos, diversos pontos do PL foram restabelecidos. Um dos dispositivos retomados é o que permite o autolicenciamento para obras de porte médio, por meio da chamada Licença por Adesão e Compromisso (LAC). Nessa modalidade, o empreendedor assume compromissos formais e obtém a licença sem a necessidade dos estudos ambientais exigidos atualmente.

Outro trecho retomado transfere para estados e Distrito Federal a definição de parâmetros ambientais do licenciamento, antes atribuída à União. A mudança descentraliza a regulamentação e altera o domínio federal sobre determinadas etapas do processo.

Também foram derrubados vetos que mantinham a participação de órgãos ambientais como o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) em etapas do licenciamento. Com isso, as atribuições desses órgãos são reduzidas no acompanhamento e na emissão de pareceres sobre empreendimentos.

O Congresso ainda restabeleceu dispositivos que limitam a consulta a povos indígenas e comunidades quilombolas em áreas afetadas por obras sujeitas a licenciamento. As exigências para consulta prévia previstas antes dos vetos do governo federal deixam de valer com a decisão do Legislativo.

Alterações sobre a Mata Atlântica

Outro ponto de destaque foi a derrubada do veto que impedia a retirada da Mata Atlântica de um regime de proteção mais rigoroso. Com isso, ficam reduzidas as exigências para supressão de vegetação nativa no bioma, que hoje preserva cerca de 24% de sua cobertura original.

Esse item tem sido tratado por organizações ambientais e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) como uma das mudanças mais sensíveis do texto, pela relevância da Mata Atlântica para conservação e pelo histórico de pressão econômica sobre a região. O PL enfrenta críticas de entidades ambientais, que apontam riscos na flexibilização de regras de licenciamento.

Apoios e divergências sobre o PL

O texto do PL do Licenciamento Ambiental tem recebido apoio de setores ligados ao agronegócio e a atividades produtivas que dependem de autorização para obras e empreendimentos. Esses segmentos argumentam que a flexibilização trará mais celeridade aos processos. Por outro lado, organizações ambientais e o MMA manifestam contrariedade à proposta, citando possíveis impactos da redução de etapas de análise.

A derrubada dos vetos altera de forma significativa a aplicação das normas ambientais no país e redistribui responsabilidades entre União, estados e Distrito Federal.

Foto: José Cruz/Agência Brasil / Fernando Frazão/Agência Brasil

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Incêndio atinge Estação Ecológica do Seridó e mobiliza equipes por mais de 24 horas

Incêndio atinge Estação Ecológica do Seridó e mobiliza equipes por mais de 24 horas

Fogo começou na tarde de segunda (24) e exigiu atuação contínua das equipes; Operação utilizou combate direto, indireto e ações aéreas com mais de 13 mil litros de água

Um incêndio de grandes proporções atingiu a área de vegetação da Estação Ecológica do Seridó, localizada em Serra Negra do Norte, no interior do Rio Grande do Norte. O Corpo de Bombeiros confirmou que a ocorrência teve início na tarde de segunda-feira (24) e avançou rapidamente pela vegetação seca da unidade de conservação.

A corporação informou, na tarde desta terça-feira (25), que as equipes já atuavam no combate às chamas havia quase um dia. A última atualização daquele dia foi feita às 16h30, indicando que o trabalho permanecia em andamento para evitar a formação de novos focos. O avanço do incêndio exigiu atuação contínua durante toda a noite de segunda-feira e ao longo da manhã de terça.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a propagação do fogo ocorreu de forma acelerada devido ao cenário de vegetação seca. Diante da magnitude do incêndio, as equipes utilizaram diferentes técnicas de combate. Foram empregados métodos diretos e indiretos, além do uso de equipamentos adequados para áreas de difícil acesso, já que o terreno da estação ecológica apresenta trechos acidentados.

Três equipes estiveram empenhadas na operação terrestre, atuando tanto na contenção quanto no resfriamento dos pontos ainda quentes. Para reforçar o trabalho, foi solicitado apoio aéreo na manhã de terça-feira (25). A Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social disponibilizou o helicóptero Potiguar 01, que passou a integrar a operação.

O apoio aéreo foi realizado por meio de um balde com capacidade para 540 litros de água por viagem. A aeronave realizou 35 lançamentos, totalizando mais de 13 mil litros de água diretamente sobre as áreas em combustão. O objetivo foi ampliar o controle sobre os focos e evitar que novas ignições se formassem na região atingida.

Ainda conforme o Corpo de Bombeiros, o incêndio afetou uma área de preservação ambiental, o que levou a corporação a concentrar esforços para minimizar impactos sobre a fauna e a flora locais. A operação foi planejada para impedir que o fogo se expandisse para outras partes da estação ecológica.

Ao longo da terça-feira, as equipes mantiveram o monitoramento constante da área. Os bombeiros destacaram que o trabalho só seria encerrado quando houvesse segurança de que todos os focos haviam sido eliminados e que não existiam riscos de reignição. Esse procedimento, segundo a corporação, é padrão em incêndios de vegetação que ocorrem em unidades de conservação.

O Corpo de Bombeiros reforçou que a continuidade das ações era necessária para garantir a estabilização da área atingida. A operação permaneceu ativa durante todo o dia, com equipes distribuídas tanto na linha de frente do combate quanto no controle de possíveis novos pontos de calor.

A corporação informou que seu efetivo seguia no local no final da tarde de terça-feira, com profissionais dedicados ao trabalho de controle total da área atingida. O monitoramento incluía a avaliação constante dos focos remanescentes, a eliminação de brasas e o resfriamento de trechos vulneráveis.

A Estação Ecológica do Seridó é uma unidade federal de preservação ambiental, o que aumenta a necessidade de atuação preventiva em situações como essa. O Corpo de Bombeiros destacou que todas as ações estavam sendo conduzidas com o objetivo de reduzir danos ambientais e evitar o agravamento da situação.

Foto: Reprodução

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Reservatórios do RN registram queda de 39,8% no volume armazenado, aponta Igarn

Reservatórios do RN registram queda de 39,8% no volume armazenado, aponta Igarn

Itans opera com 0,06% da capacidade e Passagem das Traíras registra 0,03%

O volume de água armazenada nos reservatórios do Rio Grande do Norte está em 40,29%, redução de 39,8% em comparação com os 66,95% registrados em 14 de novembro de 2024. Os dados foram divulgados pelo Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn) nesta segunda-feira (24). Dos 5.291.480.649 metros cúbicos de capacidade total, os 69 reservatórios monitorados acumulam 2.132.027.539 m³. Entre eles, 30 registram menos de 20% da capacidade e 19 têm entre 20% e 40%.

O reservatório de Itans, em Caicó, está entre os que apresentam menor volume, com 0,06% da capacidade total de 75.876.405 m³, armazenando 49.115 m³. Já a barragem Passagem das Traíras, localizada em São José do Seridó, possui o menor percentual entre os açudes monitorados, com 0,03% da capacidade, acumulando 17.210 m³ de um total de 49.702.393 m³. Do total de reservatórios analisados pelo Igarn, 54 registram volume inferior a 50%.

As duas maiores barragens do Rio Grande do Norte também apresentam níveis reduzidos. A Armando Ribeiro Gonçalves, situada no Vale do Açu, opera com 48,03% da capacidade, podendo acumular até 2,373 bilhões de metros cúbicos. A barragem de Oiticica, localizada em Jucurutu, registra 14,77% do volume, com capacidade de aproximadamente 742,6 milhões de metros cúbicos.

O Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas indica que 83,83% dos municípios do RN apresentaram algum nível de seca em outubro, equivalente a 140 municípios. A categoria mais frequente foi a seca grave, presente em 37,13% dos municípios, totalizando 62 localidades. Apenas 16,17% dos municípios não registraram seca relativa no período. A incidência de seca grave se concentrou nas regiões do Alto Oeste e do Seridó.

A Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (Faern) avalia que os níveis atuais dos reservatórios representam risco para setores dependentes da disponibilidade de água. A entidade afirma que os impactos são perceptíveis na agricultura e na pecuária. Em nota, a Faern relata que produtores de agricultura de sequeiro registram perdas relacionadas à irregularidade das chuvas, reduzindo ciclos produtivos e produtividade. No setor da fruticultura irrigada, a redução do volume útil dos reservatórios tem ampliado custos operacionais devido ao aumento no bombeamento e no consumo de energia.

O presidente da Faern, José Vieira, afirma que são necessárias políticas públicas de gestão de recursos hídricos para manter a competitividade da fruticultura irrigada, garantir a continuidade da agricultura familiar e viabilizar condições para que a pecuária atravesse períodos de estiagem. Ele destaca a necessidade de planejamento e de ações voltadas ao enfrentamento de períodos de seca recorrentes.

Em 1º de outubro, o Governo do RN reconheceu situação de seca em 147 municípios após a redução das chuvas em 2025. Na ocasião, foram anunciadas medidas para enfrentamento à estiagem no semiárido potiguar. Entre as ações previstas estão a perfuração e instalação de 500 poços até abril de 2026, a construção de 2.500 cisternas e a recuperação e instalação de sistemas de dessalinização.

No setor agrícola, o Governo informou que mantém projeto da Emparn para produção de feno subsidiado, voltado a pequenos produtores. O Estado também anunciou a distribuição de palma forrageira, destinada ao consumo imediato dos rebanhos e ao fornecimento de mudas para alimentação futura dos animais.

O abastecimento da zona rural de 76 municípios ocorre por meio do Programa Operação Carro-Pipa. A reportagem solicitou informações atualizadas à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) e à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (Sedraf) sobre ações de enfrentamento à crise hídrica e medidas voltadas ao setor agrícola, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Arquivo/IGARN

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Incêndio na Blue Zone da COP30 provoca evacuação e suspensão das atividades

Incêndio na Blue Zone da COP30 provoca evacuação e suspensão das atividades

Foco de incêndio atinge área da conferência em Belém; público é retirado e negociações são temporariamente suspensas

Incêndio na Blue Zone da COP30 provoca evacuação e suspensão das atividades

Um foco de incêndio atingiu, nesta quarta-feira, a área da Blue Zone da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém. O incidente levou à evacuação completa do público presente e à suspensão temporária das atividades do evento, que se encontra na fase final das negociações internacionais.

A organização da COP30 confirmou que não há registro de feridos. A evacuação ocorreu logo após o início do fogo, e equipes de segurança atuaram para isolar a área afetada.

Segundo as primeiras informações divulgadas pelo ministro do Turismo, Celso Sabino, o incêndio teria começado na área do estande da China, instalada dentro da Blue Zone. Essa área é uma das mais movimentadas da conferência, por abrigar delegações oficiais, negociadores e representantes de diversos países.

Sabino explicou que as estruturas utilizadas nos pavilhões possuem lonas antichamas, o que contribuiu para evitar a propagação das chamas para outras instalações do evento. O controle da situação ocorreu de forma rápida, de acordo com avaliação inicial das equipes responsáveis pela segurança.

O ministro afirmou que a retomada das atividades depende da avaliação técnica das equipes de inspeção e segurança:
“Em breve vamos saber se os trabalhos recomeçarão aqui na Blue Zone ainda hoje ou a partir de amanhã”, declarou.

As delegações participantes aguardam orientações sobre o possível retorno da agenda do dia. A Coordenação da COP30 mantém monitoramento da área para determinar se há condições de restabelecer o acesso e dar continuidade às negociações.

A Blue Zone é a área oficial sob gestão da Organização das Nações Unidas (ONU), onde ocorrem as negociações formais sobre clima. Por concentrar grande parte das atividades diplomáticas e reuniões multilaterais, a suspensão temporária afeta diretamente o andamento da conferência, especialmente em sua etapa final, quando acordos e resoluções costumam ser fechados.

Até o momento, o Ministério do Turismo reforça que não há relatos de feridos e que a evacuação ocorreu de maneira preventiva, seguindo protocolos de segurança estabelecidos para eventos internacionais de grande porte. As causas do incêndio ainda serão apuradas.

A expectativa é de que a organização divulgue nas próximas horas um posicionamento sobre a continuidade da programação e sobre o impacto da ocorrência no cronograma das negociações da COP30.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

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COP30 entra na segunda semana com baixa adesão financeira e impasse global

COP30 entra na segunda semana com baixa adesão financeira e impasse global

Conferência em Belém soma US$ 300 bilhões em promessas, apenas 23% do valor necessário para ações climáticas na próxima década.

COP30 entra na segunda semana com baixa adesão financeira e impasse global

A COP30 iniciou sua segunda semana em Belém com desafios para alcançar as metas de financiamento climático propostas pela presidência brasileira. Até o momento, governos e instituições anunciaram cerca de US$ 300 bilhões, valor que representa apenas 23% do montante considerado necessário para sustentar ações globais na próxima década.

O cenário evidencia o impasse entre países desenvolvidos e nações em desenvolvimento, já que os maiores aportes não vieram de Estados, mas de bancos multilaterais. Dez grandes bancos de desenvolvimento concentram as principais promessas, totalizando aproximadamente R$ 1,6 trilhão em recursos até 2030.

Distribuição dos recursos anunciados

Do total previsto, US$ 185 bilhões devem ser direcionados a países em desenvolvimento, incluindo aqueles que abrigam florestas tropicais. Para essa parcela, os próprios bancos devem aportar US$ 120 bilhões, enquanto outros US$ 65 bilhões deverão ser captados no mercado privado por meio de operações estruturadas.

As economias desenvolvidas também estão contempladas, com mais US$ 115 bilhões anunciados pelas instituições multilaterais. Desse valor, US$ 50 bilhões sairão diretamente dos bancos e o restante será obtido junto ao setor privado. A estratégia busca atrair investidores para o financiamento climático por meio de instrumentos inovadores, como títulos de adaptação, certificados sustentáveis compatíveis com regras islâmicas e mecanismos de garantia e mitigação de riscos.

COP30 entra na segunda semana
COP30 entra na segunda semana

Desafios para a transição verde

Apesar das cifras apresentadas, representantes dos bancos afirmam que a transição para uma economia verde não depende apenas de recursos financeiros, mas também de planejamento estratégico. Segundo eles, é necessário priorizar regiões e populações mais vulneráveis, como pequenos Estados insulares ameaçados pelo aumento do nível do mar.

A conferência entra na reta final pressionada por lacunas financeiras e pela necessidade de fechar acordos até o encerramento dos trabalhos. Sem compromissos mais robustos por parte dos países ricos, as metas de financiamento climático permanecem distantes do ideal para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.

Expectativas para os próximos dias

A presidência brasileira da COP30 defende que os aportes sejam ampliados para garantir a implementação de projetos de mitigação e adaptação em escala global. A expectativa é que novas negociações ocorram nos próximos dias, envolvendo governos, instituições financeiras e representantes do setor privado.

A conferência também discute mecanismos para tornar os investimentos mais atrativos, reduzindo riscos e garantindo retorno aos investidores. Entre as propostas estão a criação de fundos de garantia e o fortalecimento de instrumentos financeiros sustentáveis.

Com a segunda semana em andamento, a COP30 segue como espaço central para definir estratégias de financiamento climático e estabelecer compromissos que possam acelerar a transição para uma economia de baixo carbono.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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COP30 encerra primeira semana com impasses e cobrança da ONU ao Brasil

COP30 encerra primeira semana com impasses e cobrança da ONU ao Brasil

Financiamento climático e metas de emissões seguem travados; ONU pede ajustes na segurança após invasão na Blue Zone

COP30 encerra primeira semana com impasses e cobrança da ONU ao Brasil

A COP30 encerrou sua primeira semana de negociações em Belém com poucos avanços e um cenário marcado por impasses entre as delegações. Os principais temas em discussão — financiamento climático e metas de redução de emissões — permanecem sem consenso, refletindo o tradicional embate entre países desenvolvidos e nações do Sul Global.

As economias mais ricas defendem compromissos mais robustos e relatórios frequentes sobre emissões, enquanto países em desenvolvimento afirmam que não ampliarão suas metas sem garantias concretas de recursos financeiros. Essa divergência tem dificultado o progresso das negociações e ampliado a tensão nos bastidores.

Delegações de países vulneráveis acusam as economias centrais de não cumprirem compromissos anteriores relacionados ao financiamento climático. Esses representantes argumentam que a transição para uma economia de baixo carbono não pode recair sobre nações que já enfrentam os maiores impactos das mudanças climáticas. Como anfitrião, o Brasil busca mediar as diferenças e anunciou a ampliação das rodadas de encontros bilaterais ainda neste sábado, quando uma nova plenária deve atualizar o andamento das conversas.

COP30 encerra primeira semana
COP30 encerra primeira semana

Cobrança da ONU ao Brasil

A organização do evento também foi alvo de críticas. A ONU enviou uma carta ao governo brasileiro, ao presidente da COP30 e ao governador do Pará cobrando ajustes imediatos após a invasão de manifestantes à área oficial de negociações, conhecida como Blue Zone, na última terça-feira (11). O documento apontou falhas de segurança e classificou o episódio como uma situação atípica para conferências climáticas.

Além da invasão, delegações relataram problemas estruturais desde o início da conferência, incluindo falhas no sistema de refrigeração, falta de água em banheiros e dificuldades logísticas. Esses pontos foram destacados como fatores que prejudicam a dinâmica das negociações.

Após o ofício da ONU, a Casa Civil informou que não participou das decisões relacionadas à segurança durante o protesto. O órgão ressaltou que a proteção da Blue Zone é responsabilidade do UNDSS, departamento das Nações Unidas encarregado da área. O governo brasileiro afirmou que todos os pedidos da ONU estão sendo atendidos e que, em conjunto com o governo do Pará e o UNDSS, reforçou os perímetros de segurança e revisou o efetivo policial para evitar novas falhas.

Próximos passos

Com a primeira semana concluída, as negociações entram em uma fase decisiva. A expectativa é que os próximos dias tragam avanços nas discussões sobre financiamento climático e metas de emissões, pontos centrais para o sucesso da conferência. O Brasil, como país anfitrião, continuará atuando para reduzir as tensões entre os blocos e garantir que as conversas avancem antes do encerramento do evento.

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil/Divulgação/Palácio do Planalto

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Maior cajueiro do mundo é reconhecido como patrimônio do Rio Grande do Norte

Maior cajueiro do mundo é reconhecido como patrimônio do Rio Grande do Norte

Lei estadual oficializa o Cajueiro de Pirangi como patrimônio natural, histórico e turístico do RN

Maior cajueiro do mundo é reconhecido como patrimônio do Rio Grande do Norte

O Cajueiro de Pirangi, localizado no município de Parnamirim, foi oficialmente reconhecido como patrimônio natural, paisagístico, ambiental, histórico e turístico material do Rio Grande do Norte. A lei que concede essa classificação foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (11).

A árvore é registrada pelo Guiness Book, o Livro dos Recordes, como o maior cajueiro do mundo desde 1994, quando sua área era estimada em cerca de 8,5 mil metros quadrados. Atualmente, o local é considerado um dos principais pontos turísticos do estado. Segundo dados do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), responsável pela administração do espaço, mais de 350 mil turistas visitaram o cajueiro em 2024.

História e características

A idade do cajueiro é estimada em 136 anos, com base em relatos históricos da população local. A tradição oral indica que a árvore foi plantada em dezembro de 1888 por um pescador chamado Luiz Inácio de Oliveira. Registros fotográficos de quase sete décadas mostram moradores utilizando a sombra da árvore, que na época era conhecida como “o polvo” devido à forma dos galhos.

Enquanto um cajueiro comum vive em média 50 anos, o Cajueiro de Pirangi continua frutificando e servindo de abrigo para diversas espécies, como lagartos, timbus, aves migratórias, abelhas gigantes e formigas. A longevidade da árvore é atribuída a um processo chamado mergulhia, no qual os galhos crescem lateralmente, tocam o solo e criam novas raízes, originando outros galhos. Apesar disso, o caule e a raiz principal permanecem vivos.

A safra de cajus geralmente ocorre entre novembro e janeiro, podendo se estender até março em algumas ocasiões.

maior cajueiro do mundo
maior cajueiro do mundo

Debate sobre poda

Em 2025, a árvore se tornou alvo de um debate após decisão judicial que determinou a realização de poda, algo inédito até então. Até o momento, apenas manejos sanitários foram feitos para combater pragas como cupins. O Idema considera a poda necessária, mas biólogos e trabalhadores da região manifestaram preocupação sobre possíveis impactos na longevidade e nas características da árvore.

Estima-se que cerca de 1,2 mil metros da planta ultrapassem a área cercada, alcançando plataformas que conduzem os galhos por cima das ruas e próximos a residências e estabelecimentos comerciais.

Foto: Divulgação/Caroline Macedo/Idema

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Conferência internacional discute metas climáticas, financiamento e transição energética em meio a cenário global desafiador

COP30 começa em Belém com alerta da ONU sobre ritmo insuficiente

Conferência internacional discute metas climáticas, financiamento e transição energética em meio a cenário global desafiador

COP30 começa em Belém com alerta da ONU sobre ritmo insuficiente

A COP30 teve início oficialmente nesta segunda-feira (10), em Belém, com a presença de líderes globais e representantes de mais de 190 países. A conferência ocorre em um contexto de avanços tecnológicos e investimentos em energia limpa, mas também de preocupações crescentes sobre o ritmo da transição climática. Relatório recente da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que as atuais trajetórias de emissões podem levar o planeta a um aquecimento entre 2,3°C e 2,5°C, acima do limite de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris.

Dados da Agência Internacional de Energia indicam crescimento nas fontes renováveis, como solar e eólica, além de aumento nas vendas de veículos elétricos. Em 2024, os investimentos em energia limpa somaram US$ 2,2 trilhões. No entanto, especialistas alertam que esses avanços ainda não são suficientes para substituir os combustíveis fósseis. A demanda por carvão, por exemplo, deve permanecer elevada até 2027, especialmente na Ásia.

Durante a Cúpula de Líderes, realizada nos dias 6 e 7 de novembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o multilateralismo e propôs mecanismos globais de financiamento climático, incluindo taxação mínima para super-ricos e grandes corporações. O secretário-geral da ONU, António Guterres, criticou empresas que lucram com a crise climática. O presidente do Chile, Gabriel Boric, rebateu declarações negacionistas feitas por Donald Trump, ausente da conferência.

COP30 começa em Belém
COP30 começa em Belém

A NDC brasileira prevê redução de 59% a 67% das emissões até 2035, com meta de desmatamento ilegal zero até 2030. O plano inclui ainda a neutralidade climática até 2050 e políticas estruturadas no Plano de Transformação Ecológica. Especialistas avaliam que as metas são factíveis, mas ainda abaixo do potencial ambiental do país.

A conjuntura internacional também apresenta desafios. Conflitos armados, a saída temporária dos Estados Unidos do Acordo de Paris e o aumento das emissões de CO2 em 2024 colocam em xeque a urgência da agenda climática. Até o momento, menos de 80 países atualizaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), que representam 64% das emissões globais. A Índia, terceira maior emissora, ainda não apresentou suas metas.

Em carta divulgada no sábado (9), o presidente-designado da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, convocou os países a transformar Belém em um ciclo de ação climática. A preparação para a conferência incluiu encontros como a Conferência de Bonn, na Alemanha, e a Pré-COP, realizada em Brasília.

Três temas principais devem orientar as negociações: adaptação climática, transição justa e implementação do Balanço Global do Acordo de Paris. A adaptação envolve medidas para lidar com eventos extremos, como o tornado que atingiu Rio Novo do Iguaçu, no Paraná. A transição justa busca garantir que trabalhadores de setores poluentes tenham oportunidades em novas áreas da economia. O Balanço Global, iniciado na COP28 em Dubai, apresenta recomendações para superar os desafios climáticos.

O financiamento é considerado o principal obstáculo nas negociações. Sem recursos adequados, a transição para uma economia de baixo carbono se torna inviável. Para enfrentar esse desafio, foi apresentado o plano estratégico “Mapa do Caminho de Baku a Belém”, com objetivo de viabilizar US$ 1,3 trilhão por ano em financiamento climático.

Na agenda brasileira, destaca-se o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), lançado durante a Cúpula do Clima. O fundo conta com promessas de mais de US$ 5,5 bilhões para proteção das florestas tropicais em cerca de 70 países. Pelo menos 20% dos recursos devem ser destinados a comunidades tradicionais e povos indígenas.

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

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Governo federal já desembolsou R$ 382 milhões para realização da COP30 em Belém

Governo federal já desembolsou R$ 382 milhões para realização da COP30 em Belém

Maior parte dos recursos foi destinada à Organização dos Estados Ibero-Americanos, responsável pela estrutura do evento climático da ONU

Governo federal já desembolsou R$ 382 milhões para realização da COP30 em Belém

A Presidência da República já executou R$ 382,3 milhões em despesas para a realização da COP30, conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que tem início nesta segunda-feira (10), em Belém (PA). O evento é considerado o principal fórum internacional da ONU voltado ao debate sobre mudanças climáticas e requer uma estrutura complexa e de alto custo logístico.

As informações são da coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles. Segundo os dados divulgados, a maior parte dos recursos foi repassada à Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), instituição contratada para organizar o encontro.

Organização dos Estados Ibero-Americanos recebeu R$ 323,7 milhões

De acordo com a publicação, a OEI recebeu R$ 323,7 milhões dos recursos já desembolsados. O contrato firmado com a entidade, inicialmente orçado em R$ 423,5 milhões, foi fechado por R$ 478,3 milhões, incluindo uma taxa de 5% destinada à própria organização pelo serviço de gestão do evento.

A partir desses repasses, a OEI contratou o Grupo DMDL para realizar a montagem das estruturas temporárias no antigo Aeroclube de Belém, que foi adaptado para sediar parte das atividades da conferência. Além disso, o Consórcio Pronto RG foi contratado para a operação logística e coordenação técnica do evento.

Repasses à ONU e ao governo do Pará

Além da contratação da OEI, a Presidência da República destinou R$ 38,3 milhões à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). O valor foi previamente acordado para cobrir custos operacionais da conferência, como infraestrutura internacional e suporte técnico às delegações participantes.

Outro repasse significativo foi feito ao governo do Estado do Pará, que recebeu R$ 20,3 milhões para garantir transporte exclusivo aos participantes da COP30. O valor cobre a locação e operação de ônibus que atenderão 15 linhas especiais na região metropolitana de Belém, restritas ao uso de delegações e convidados oficiais, sem acesso para o público em geral.

Estrutura e investimentos para o evento climático da ONU

Os gastos concentram-se na montagem de uma estrutura temporária voltada à recepção de delegações internacionais, autoridades ambientais, organizações multilaterais e representantes da sociedade civil.

A COP30 contará com acordos internacionais, painéis de negociação climática, debates sobre metas de descarbonização e iniciativas de sustentabilidade global. A previsão é que o evento reúna representantes de dezenas de países, consolidando Belém como centro das discussões climáticas mundiais durante toda a semana da conferência.

O volume de recursos já empenhados e repassados indica a dimensão do esforço administrativo e financeiro conduzido pelo governo federal para assegurar o funcionamento da conferência, considerada uma das maiores já realizadas na região Norte.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Inmet emite alertas de baixa umidade para mais de 100 cidades do RN

Inmet emite alertas de baixa umidade para mais de 100 cidades do RN

Avisos do tipo amarelo indicam perigo potencial e valem até domingo (9) em municípios do interior e da região central do estado

Inmet emite alertas de baixa umidade para mais de 100 cidades do RN

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois alertas de baixa umidade que atingem mais de 100 municípios do Rio Grande do Norte. O primeiro aviso segue válido até 21h deste sábado (8), enquanto o segundo começa às 10h de domingo (9) e se estende até 21h do mesmo dia.

Os avisos são classificados como de perigo potencial, representados pela cor amarela, o menor nível na escala de severidade do órgão.

Segundo o Inmet, durante o período de validade dos alertas, a umidade relativa do ar deve variar entre 30% e 20%, valores considerados baixos e que exigem atenção quanto à saúde e ao risco de incêndios florestais.

O instituto recomenda que a população beba bastante líquido, evite desgaste físico nas horas mais secas e não se exponha ao sol nos períodos mais quentes do dia. Em casos de emergência, o Inmet orienta que os moradores entrem em contato com a Defesa Civil (199) ou com o Corpo de Bombeiros (193).

Os dois alertas abrangem municípios de diferentes regiões do estado. De acordo com o Inmet, o alerta amarelo indica que há baixo risco à saúde e possibilidade moderada de incêndios florestais, especialmente em áreas de vegetação seca.

A condição de baixa umidade é comum nesta época do ano, quando o estado enfrenta temperaturas mais elevadas e longos períodos sem chuva. A redução na umidade relativa do ar pode causar ressecamento da pele, desconforto nos olhos e irritação nas vias respiratórias, sendo importante manter hidratação constante e buscar locais arejados.

O Inmet mantém o acompanhamento contínuo das condições meteorológicas e pode atualizar ou estender os alertas conforme a variação dos índices de umidade nos próximos dias.

Municípios em alerta de baixa umidade no sábado (8)

  • Acari
  • Afonso Bezerra
  • Água Nova
  • Alexandria
  • Almino Afonso
  • Alto do Rodrigues
  • Angicos
  • Antônio Martins
  • Apodi
  • Assú
  • Augusto Severo
  • Baraúna
  • Barcelona
  • Bento Fernandes
  • Bodó
  • Caicó
  • Caiçara do Rio do Vento
  • Campo Redondo
  • Caraúbas
  • Carnaubais
  • Carnaúba dos Dantas
  • Cerro Corá
  • Coronel Ezequiel
  • Coronel João Pessoa
  • Cruzeta
  • Currais Novos
  • Doutor Severiano
  • Encanto
  • Equador
  • Felipe Guerra
  • Fernando Pedroza
  • Florânia
  • Francisco Dantas
  • Frutuoso Gomes
  • Governador Dix-Sept Rosado
  • Ipanguaçu
  • Ipueira
  • Itajá
  • Itaú
  • Jaçanã
  • Jandaíra
  • Janduís
  • Januário Cicco
  • Japi
  • Jardim de Angicos
  • Jardim de Piranhas
  • Jardim do Seridó
  • João Câmara
  • João Dias
  • José da Penha
  • Jucurutu
  • Lagoa Nova
  • Lagoa de Velhos
  • Lajes
  • Lajes Pintadas
  • Lucrécia
  • Luís Gomes
  • Macau
  • Major Sales
  • Marcelino Vieira
  • Martins
  • Messias Targino
  • Monte das Gameleiras
  • Mossoró
  • Olho d’Água do Borges
  • Ouro Branco
  • Paraná
  • Paraú
  • Parelhas
  • Patu
  • Pau dos Ferros
  • Pedra Preta
  • Pedro Avelino
  • Pendências
  • Pilões
  • Portalegre
  • Rafael Fernandes
  • Rafael Godeiro
  • Riacho da Cruz
  • Riacho de Santana
  • Riachuelo
  • Rodolfo Fernandes
  • Ruy Barbosa
  • Santa Cruz
  • Santa Maria
  • Santana do Matos
  • Santana do Seridó
  • Senador Elói de Souza
  • Serra Caiada
  • Serra Negra do Norte
  • Serra de São Bento
  • Serra do Mel
  • Serrinha dos Pintos
  • Severiano Melo
  • São Bento do Trairí
  • São Fernando
  • São Francisco do Oeste
  • São José do Campestre
  • São José do Seridó
  • São João do Sabugi
  • São Miguel
  • São Paulo do Potengi
  • São Rafael
  • São Tomé
  • São Vicente
  • Sítio Novo
  • Taboleiro Grande
  • Tangará
  • Tenente Ananias
  • Tenente Laurentino Cruz
  • Timbaúba dos Batistas
  • Triunfo Potiguar
  • Umarizal
  • Upanema
  • Venha-Ver
  • Viçosa

Municípios em alerta de baixa umidade no domingo (9)

  • Acari
  • Assú
  • Afonso Bezerra
  • Água Nova
  • Alexandria
  • Almino Afonso
  • Angicos
  • Antônio Martins
  • Apodi
  • Augusto Severo
  • Barcelona
  • Bento Fernandes
  • Bodó
  • Caiçara do Rio do Vento
  • Caicó
  • Campo Redondo
  • Caraúbas
  • Carnaúba dos Dantas
  • Cerro Corá
  • Coronel Ezequiel
  • Coronel João Pessoa
  • Cruzeta
  • Currais Novos
  • Doutor Severiano
  • Encanto
  • Equador
  • Felipe Guerra
  • Fernando Pedroza
  • Florânia
  • Francisco Dantas
  • Frutuoso Gomes
  • Governador Dix-Sept Rosado
  • Ipanguaçu
  • Ipueira
  • Itajá
  • Itaú
  • Jaçanã
  • Janduís
  • Japi
  • Jardim de Angicos
  • Jardim de Piranhas
  • Jardim do Seridó
  • João Câmara
  • João Dias
  • José da Penha
  • Jucurutu
  • Lagoa de Velhos
  • Lagoa Nova
  • Lajes
  • Lajes Pintadas
  • Lucrécia
  • Luís Gomes
  • Major Sales
  • Marcelino Vieira
  • Martins
  • Messias Targino
  • Monte das Gameleiras
  • Mossoró
  • Olho d’Água do Borges
  • Ouro Branco
  • Paraná
  • Paraú
  • Parelhas
  • Patu
  • Pau dos Ferros
  • Pedra Preta
  • Pedro Avelino
  • Pilões
  • Portalegre
  • Rafael Fernandes
  • Rafael Godeiro
  • Riacho da Cruz
  • Riacho de Santana
  • Riachuelo
  • Rodolfo Fernandes
  • Ruy Barbosa
  • Santa Cruz
  • Santana do Matos
  • Santana do Seridó
  • São Bento do Trairí
  • São Fernando
  • São Francisco do Oeste
  • São João do Sabugi
  • São José do Campestre
  • São José do Seridó
  • São Miguel
  • São Paulo do Potengi
  • São Rafael
  • São Tomé
  • São Vicente
  • Senador Elói de Souza
  • Serra Caiada
  • Serra de São Bento
  • Serra Negra do Norte
  • Serrinha dos Pintos
  • Severiano Melo
  • Sítio Novo
  • Taboleiro Grande
  • Tangará
  • Tenente Ananias
  • Tenente Laurentino Cruz
  • Timbaúba dos Batistas
  • Triunfo Potiguar
  • Umarizal
  • Upanema
  • Venha-Ver
  • Viçosa

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

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Número de feridos chega a 750 após passagem de tornado pelo Paraná

Número de feridos chega a 750 após passagem de tornado pelo Paraná

Rio Bonito do Iguaçu está praticamente destruída, diz prefeito

O governo do Paraná informou que, até o início da tarde deste sábado (8), 750 pessoas foram atendidas em unidades de Saúde do estado em decorrência da passagem de um tornado por cidades paranaenses. O fenômeno provocou a morte de seis pessoas.

O município mais atingido foi Rio Bonito do Iguaçu, que fica a cerca de 400 quilômetros de Curitiba. Dados da Defesa Civil paranaense estimam que até 90% da área urbana da cidade foram atingidos.

Segundo as informações oficiais, a maior parte dos feridos foi atendida em duas unidades hospitalares, uma unidade básica de saúde (UBS) e uma faculdade de Laranjeiras do Sul.

Casos mais graves estão sendo encaminhados para o Hospital Universitário de Cascavel e para o Hospital Regional de Guarapuava. Quatro pessoas precisaram passar por cirurgia.

Em Rio Bonito do Iguaçu, “as estruturas de saúde estão todas colapsadas”, disse o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto. Segundo o gestor, apenas um centro de saúde da cidade está aberto. “Um grande movimento das prefeituras do entorno somou uma força tarefa para manter funcionando”, acrescentou o secretário.

Tornado

O fenômeno climático atingiu a região Centro-Sul do Paraná na noite de sexta-feira e foi classificado como tornado de categoria F3, com ventos de até 250 quilômetros por hora, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

O governador do Paraná, Ratinho Jr., foi para a cidade de manhã cedo. Além dos esforços para o atendimento de desabrigados e feridos, ele anunciou uma parceria com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) para agilizar o levantamento dos estragos e antecipar os esforços de reconstrução, principalmente, de casas.

O número total de desabrigados ainda não foi calculado pelas autoridades. Até o início da manhã, entretanto, a Defesa Civil calculava 10 mil pessoas impactadas pelos ventos, com 28 desabrigados e 1 mil desalojados.

“Agora vamos realizar esse levantamento para que possamos ajudá-las de alguma forma, seja com linhas de crédito, seja com apoio para reconstrução ou para cobrir prejuízos em diversos setores. A cidade está praticamente destruída, o que torna impossível fazer um levantamento detalhado neste momento”, disse o prefeito de Rio Bonito do Iguaçu, Sezar Augusto Bovino.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o envio imediato de equipes da Defesa Civil Nacional especializadas no trabalho de acolhimento das vítimas e de reconstrução. A comitiva federal é liderada pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que irá acompanhar os trabalhos no local.

O Ministério da Saúde enviou uma equipe da Força Nacional do SUS ao município paranaense. A equipe é composta por cinco profissionais especializados, entre eles, um especialista em saúde mental em desastres, um médico sanitarista, um enfermeiro, um analista de recursos logísticos e um analista de incidentes e reconstrução assistencial.

Os profissionais irão atuar na reativação dos serviços de saúde, no apoio à gestão local e na resposta assistencial e psicossocial imediata, garantindo a retomada segura e rápida do atendimento integral à população afetada.

A expectativa para os próximos dias é que uma massa de ar frio derrube as temperaturas no Paraná e em Santa Catarina. Em Rio Bonito do Iguaçu, epicentro do tornado, a temperatura deve oscilar entre 13 e 22 graus Celsius (°C) neste sábado (8), mas a medição mínima pode chegar a 11°C no domingo (9).

Foto: Ari Dias/AEN / Jonathan Campos/AEN

Da Agência Brasil

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Calor extremo: Caicó registra 39,8°C e fica entre as cidades mais quentes do Brasil

Calor extremo: Caicó registra 39,8°C e fica entre as cidades mais quentes do Brasil

Inmet aponta temperaturas acima da média no Seridó potiguar; meteorologista explica causas e prevê chuvas apenas na segunda quinzena de novembro

Calor extremo: Caicó registra 39,8°C e fica entre as cidades mais quentes do Brasil

A cidade de Caicó, localizada na região Seridó do Rio Grande do Norte, registrou temperatura máxima de 39,8°C nesta terça-feira (4), segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Com o registro, o município ficou entre os três lugares mais quentes do país ao longo do dia, ficando atrás apenas de Ibotirama (BA) e Picos (PI), que atingiram 39,9°C.

Além de Caicó, outro município potiguar que apresentou altas temperaturas foi Ipanguaçu, que chegou a 38,9°C. O calor intenso tem sido uma constante nos primeiros dias de novembro, especialmente nas regiões Seridó, Médio Oeste e Alto Oeste potiguar, segundo a Empresa de Pesquisas Agropecuárias do Rio Grande do Norte (Emparn).

De acordo com o meteorologista Gilmar Bristot, o início do mês tem apresentado temperaturas entre um e dois graus acima da média para o período. A principal causa é a ausência de nebulosidade e a radiação solar direta, que eleva o aquecimento do solo e, consequentemente, a temperatura do ar.

Falta de nebulosidade e baixa umidade intensificam calor

O fenômeno que provoca o aumento da temperatura está relacionado à falta de nuvens no céu, o que permite uma radiação solar mais intensa sobre o solo. Essa condição faz com que o calor seja absorvido e mantido por mais tempo, elevando as máximas diárias.

A umidade relativa do ar também tem sido um fator agravante. No Seridó, o índice chegou a 19%, um valor considerado muito baixo e que intensifica a sensação térmica de calor. Segundo o Inmet, níveis abaixo de 30% já demandam cuidados especiais com a saúde e hidratação.

O meteorologista destaca que essa combinação de alta radiação solar, baixa umidade e ausência de nebulosidade deve se manter nos próximos dias, mantendo o quadro de calor intenso sobre o interior potiguar.

Previsão aponta temperaturas elevadas e chance de chuva no fim do mês

Apesar do calor persistente, a Emparn prevê que chuvas isoladas podem ocorrer na segunda quinzena de novembro, o que deve contribuir para reduzir as temperaturas e aumentar a umidade do ar.

Até lá, a tendência é que o interior do Rio Grande do Norte continue registrando temperaturas próximas ou acima dos 39°C, especialmente em áreas mais secas. A orientação dos órgãos meteorológicos é manter hidratação constante e evitar exposição prolongada ao sol nos horários de pico.

Os registros de calor em Caicó reforçam o cenário de anomalias térmicas observadas em boa parte do Nordeste nos últimos dias. O Inmet segue monitorando as condições climáticas na região e alerta para a possibilidade de novos recordes de temperatura caso as condições atmosféricas permaneçam inalteradas.

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília / Tony Oliveira/Agência Brasília

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Governo e Prefeitura de Natal farão reuniões mensais sobre Parque Linear

Governo e Prefeitura de Natal farão reuniões mensais sobre Parque Linear

Projeto na Avenida Roberto Freire ainda não tem cronograma definido e depende de elaboração técnica

Governo e Prefeitura de Natal farão reuniões mensais sobre Parque Linear

A Prefeitura de Natal e o Governo do Estado do Rio Grande do Norte decidiram realizar reuniões mensais para acompanhar o desenvolvimento do projeto do Parque Linear previsto para a Avenida Engenheiro Roberto Freire. A iniciativa visa promover o diálogo entre as partes envolvidas e garantir o alinhamento técnico e legal necessário para a execução do projeto.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) já iniciou os trâmites legais para a elaboração do projeto, incluindo cotação de preços, chamamento público nacional, processo licitatório e período de contestações legais. Após essas etapas, o processo seguirá com a homologação do contrato, contratação da empresa responsável e elaboração do projeto. Até o momento, não há cronograma definido para a conclusão dessas fases.

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Thiago Mesquita, as reuniões mensais terão como foco o acompanhamento do andamento do projeto. As discussões técnicas mais aprofundadas só ocorrerão após a apresentação do projeto definitivo. O município ainda não possui um projeto básico com estudos complementares e ambientais concluídos.

Na última reunião entre os órgãos envolvidos, a Prefeitura propôs uma pausa nas decisões, destacando que qualquer avaliação sobre a viabilidade ou compatibilidade do projeto é prematura sem a consolidação de um projeto formal. O município encaminhou ao Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA) e ao Conselho Gestor do Parque das Dunas apenas um conceito inicial, com ideias sobre os equipamentos que poderiam ser implantados na área.

O IDEMA e o Conselho Gestor do Parque das Dunas emitiram uma nota oficial afirmando que o projeto seria incompatível com as diretrizes do plano de manejo vigente. A Prefeitura contestou a afirmação, argumentando que não há um projeto formalizado que possa ser avaliado quanto à compatibilidade.

De acordo com o secretário, não há negociações formais entre a Prefeitura e o Governo do Estado. O que está ocorrendo é um diálogo mediado pelo Ministério Público, tanto na esfera federal quanto estadual. O município já participou de duas audiências sobre o tema: uma exclusiva da Prefeitura e outra com a presença do IDEMA e do Conselho Gestor.

Governo e Prefeitura de Natal farão reuniões mensais
Governo e Prefeitura de Natal farão reuniões mensais

O diálogo entre as partes tem sido considerado positivo, contribuindo para o alinhamento de interesses e para a construção de um projeto que respeite as diretrizes do novo plano de manejo do Parque das Dunas. O secretário reforçou que o avanço técnico nas discussões depende da formalização do projeto, o que permitirá a avaliação de possíveis ajustes e negociações.

O conceito inicial do Parque Linear prevê a implantação de equipamentos urbanos ao longo da Avenida Roberto Freire, respeitando os limites estabelecidos pelo plano de manejo. A proposta está condicionada à conformidade com as normas ambientais que regem o uso da área.

Desde o lançamento da proposta, surgiram divergências entre a Prefeitura e o IDEMA quanto à localização do parque. O IDEMA apontou que a área de 10 hectares cedida ao município pelo Exército Brasileiro não coincide com o trecho sugerido pelo órgão ambiental. Segundo o IDEMA, a área não está em conformidade com o plano de manejo do Parque das Dunas.

A Prefeitura respondeu que não pode alterar o local do projeto sem nova autorização do Exército, proprietário do terreno. O município reafirmou o compromisso de seguir o regramento do plano de manejo e destacou que as decisões sobre o futuro do Parque Linear dependem da elaboração de um projeto técnico e formalizado.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Maré vermelha muda cor da água em praias de Tibau do Sul

Maré vermelha muda cor da água em praias de Tibau do Sul

Fenômeno registrado entre as praias do Golfinho e de Cacimbinhas desperta curiosidade de moradores e turistas; Idema investiga ocorrência natural

Maré vermelha muda cor da água em praias de Pipa, no Rio Grande do Norte

Um trecho entre as praias do Golfinho e de Cacimbinhas, localizadas no município de Tibau do Sul, litoral sul do Rio Grande do Norte, apresentou nesta semana coloração avermelhada nas águas do mar. O fenômeno chamou a atenção de moradores e turistas que visitam a região de Pipa, um dos principais destinos turísticos do estado.

Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o mar com tons avermelhados e alaranjados em vários pontos da faixa litorânea. As publicações têm gerado curiosidade e especulações sobre a causa da mudança na cor da água.

De acordo com informações do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), a alteração pode estar relacionada a um fenômeno natural conhecido como “maré vermelha”, provocado pela proliferação de microalgas.

Idema vai enviar equipe técnica para analisar o fenômeno

Em nota oficial, a assessoria de imprensa do Idema informou que a direção técnica do órgão vai encaminhar uma equipe ao local para avaliar a situação e coletar amostras da água. Segundo o instituto, os técnicos devem confirmar se o fenômeno é, de fato, a maré vermelha, que ocorre em diversas regiões do litoral brasileiro e em outros países.

“A direção técnica disse que vai encaminhar uma equipe ao local para avaliar. Ao que tudo indica, é um fenômeno natural chamado de maré vermelha e é provocado pela proliferação de algas”, informou o Idema.

O órgão ambiental também deve realizar uma análise laboratorial para determinar quais espécies de algas estão envolvidas e se há algum risco para os banhistas ou para o ecossistema marinho local.

O que é a maré vermelha

A maré vermelha é um fenômeno natural causado pela multiplicação acelerada de microalgas — organismos microscópicos que vivem em ambientes aquáticos. Em determinadas condições ambientais, como aumento da temperatura da água, incidência solar intensa e presença de nutrientes, essas algas podem se proliferar rapidamente, alterando a coloração do mar.

Dependendo da espécie de alga predominante, a cor pode variar entre vermelho, marrom e alaranjado. Embora nem todas as marés vermelhas sejam tóxicas, algumas espécies podem produzir substâncias nocivas aos peixes e outros organismos marinhos, além de afetar a qualidade da água e causar mortalidade de peixes em casos mais severos.

A investigação do Idema busca justamente identificar se o fenômeno em Pipa tem potencial de impacto ambiental ou se trata apenas de um evento sazonal e inofensivo.

Fenômeno chama atenção de turistas em Pipa

O registro da maré vermelha em Pipa vem sendo amplamente divulgado por turistas que frequentam as praias do Golfinho e de Cacimbinhas. Nos vídeos e fotos publicados nas redes sociais, é possível ver manchas avermelhadas próximas à faixa de areia e sobre as ondas.

A alteração visual despertou curiosidade e dúvidas entre os visitantes. Alguns internautas chegaram a questionar se o fenômeno teria relação com resíduos industriais ou esgoto, hipótese que, até o momento, não tem qualquer comprovação.

O município de Tibau do Sul e o Idema ainda não divulgaram orientações oficiais sobre restrição de banho ou interdição das áreas afetadas. As análises do órgão ambiental devem indicar se haverá necessidade de medidas adicionais.

Foto: Tibau Notícias/@tibau_noticias_pipa

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Inmet emite alerta de baixa umidade para 40 cidades do RN

Inmet emite alerta de baixa umidade para 40 cidades do RN

Aviso é de nível amarelo e vale até as 10h de domingo (2); umidade pode cair para até 20% em regiões do Alto Oeste potiguar

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de baixa umidade para 40 municípios do Rio Grande do Norte. O aviso é de nível amarelo, que indica perigo potencial, e está em vigor das 10h deste sábado (1º) até as 10h de domingo (2).

De acordo com o órgão, a umidade relativa do ar deve variar entre 20% e 30% durante o período. A condição climática eleva o risco de incêndios florestais e pode provocar problemas respiratórios e desconforto físico na população.

O Inmet orienta que a população beba bastante líquido, evite atividades físicas intensas nas horas mais secas e não se exponha ao sol nos momentos de maior calor.

Em situações de emergência, o instituto recomenda acionar a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).

Segundo o Inmet, o nível amarelo é o primeiro da escala de severidade, seguido pelos alertas laranja (perigo) e vermelho (grande perigo). Apesar de representar risco menor, a condição requer atenção, principalmente de pessoas com problemas respiratórios, idosos e crianças.

O órgão reforça que a baixa umidade está associada à redução de chuvas e à intensificação da massa de ar seco, fenômeno comum durante o período de estiagem no interior do Nordeste. A situação deve permanecer até o início da próxima semana, com possibilidade de novas atualizações.

O Inmet mantém monitoramento contínuo e atualiza seus boletins meteorológicos no site oficial (inmet.gov.br) e nas redes sociais.

Municípios sob alerta de baixa umidade

  • Água Nova
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  • Almino Afonso
  • Antônio Martins
  • Apodi
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  • Doutor Severiano
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  • José da Penha
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Semurb define regras para construções na Via Costeira em Natal; MP questiona lei

Semurb define regras para construções na Via Costeira em Natal; MP questiona lei

Licenciamento de empreendimentos de uso misto na Via Costeira deve seguir critérios de preservação e gabarito; MP pede nulidade da lei

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) publicou nesta quinta-feira (30) uma instrução informativa que estabelece critérios para o licenciamento de empreendimentos de uso misto — construções comerciais e residenciais — na Via Costeira, em Natal.

A lei que permite construções na Via Costeira e em outras quatro áreas de interesse turístico e paisagístico (AEITPs) foi sancionada pela prefeitura em dezembro do ano passado. O objetivo da instrução informativa, segundo a Semurb, é esclarecer os procedimentos para empreendedores interessados na área.

Conforme a instrução, o licenciamento deve obedecer prioritariamente aos seguintes princípios: preservação paisagística e acesso público à praia; cumprimento do gabarito máximo de 15 metros; apresentação de projeto de contenção costeira; observância do lote mínimo de 2.000 m², quando aplicável; e cumprimento das demais prescrições urbanísticas, ambientais e de acessibilidade previstas na legislação em vigor.

A área regulamentada pela lei abrange o trecho da Via Costeira entre a Praia de Areia Preta e o Centro de Convenções.

O secretário titular da Semurb, Thiago Mesquita, explicou que a instrução foi motivada pelo número crescente de consultas prévias sobre construções na Via Costeira. “Essa normativa vem para poder trazer esclarecimentos. O que motivou esse documento? Exatamente o número já significativo de entradas na secretaria, de consultas prévias. Queremos saber qual é o regramento, o que é que o novo Plano Diretor fala sobre a Via Costeira, e o que é que a lei das áreas especiais de interesse turístico e paisagístico”, disse.

Mesquita acrescentou que a regra busca dar transparência para investidores e para os analistas da Semurb responsáveis pela avaliação dos projetos. Segundo o secretário, o controle dos lotes para construções deve ser feito pela Procuradoria Geral do Estado, já que os terrenos são concessões do governo do RN.

Na mesma quinta-feira (30), o Ministério Público do Rio Grande do Norte entrou com uma ação na Justiça pedindo a nulidade da lei que dispõe sobre o uso e ocupação do solo em AEITPs, como a Via Costeira. A ação civil pública foi apresentada pela 45ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Natal.

O MP solicitou, em tutela de urgência, a suspensão imediata de novas licenças urbanísticas e alvarás de construção, para evitar impactos cumulativos à malha urbana e ao meio ambiente. Alega que a legislação promove alterações não previstas no Plano Diretor de Natal, incluindo a elevação do potencial construtivo de 1,0 para até 5,0 em determinadas áreas, e apresenta vícios procedimentais, como ausência de estudos técnicos e de participação popular.

Segundo o MP, a lei não foi submetida ao Conselho de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (CONPLAM) e não houve consulta prévia às comunidades tradicionais de pescadores e pescadoras artesanais. O órgão afirma ainda que não foram apresentados estudos urbanísticos ou ambientais para embasar a lei.

Na ação, o Ministério Público solicitou a elaboração de um cronograma para nova regulamentação das AEITPs, apontando a necessidade de atendimento aos requisitos de validade e participação democrática previstos na legislação municipal.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN/Ilustração

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Prefeitura e Idema negociam criação de Parque Linear na Zona Sul de Natal

Prefeitura e Idema negociam criação de Parque Linear na Zona Sul de Natal

Projeto será implantado em área do Parque das Dunas e depende de licenciamento ambiental

Prefeitura e Idema negociam criação de Parque Linear na Zona Sul de Natal

A Prefeitura de Natal e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) realizaram uma reunião nesta quarta-feira (29) para discutir o projeto de implantação do Parque Linear na Zona Sul da capital potiguar. O espaço está previsto para ser construído às margens da Avenida Engenheiro Roberto Freire, em área pertencente à unidade de conservação do Parque das Dunas.

O encontro contou com mediação do Ministério Público e teve como objetivo alinhar os aspectos técnicos e legais da proposta, que desde seu anúncio, no meio do ano, gerou divergências entre o município e o órgão ambiental estadual.

Área de proteção integral

O Idema apontou que a área cedida pelo Exército à Prefeitura de Natal está localizada dentro de uma zona de proteção integral do Parque das Dunas, o que impõe restrições legais à ocupação e uso do espaço. A proposta inicial do município previa a criação do Parque Linear, conceito que permanece como referência no projeto, embora o nome oficial ainda esteja em discussão.

Segundo Thales Dantas, diretor técnico do Idema, o projeto será analisado com base no plano de manejo da unidade de conservação. “Vamos entrar numa perspectiva de negociação nesse processo, mas o mais importante para a população é que sim, vai haver um parque”, afirmou.

Prefeitura e Idema negociam criação de Parque Linear
Prefeitura e Idema negociam criação de Parque Linear

Licenciamento ambiental

O secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Thiago Mesquita, explicou que o projeto está sendo desenvolvido pela Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) e ainda se encontra em fase conceitual. A próxima etapa será a contratação dos estudos técnicos e projetos executivos, que permitirão o início do processo de licenciamento ambiental.

“O município tem explicado que o avanço maior vai se dar quando a gente conseguir, através da Seinfra, fazer o processo licitatório, contratar os projetos, os estudos. Isso é que vai dar um apontamento maior para o futuro licenciamento, que tem que ser compatível com a legislação ambiental municipal, estadual e federal”, disse Mesquita.

Ele reforçou que o Parque Linear será implantado com cumprimento das prerrogativas legais e diálogo entre os entes envolvidos.

Estrutura prevista

A proposta inicial do município prevê a criação de um espaço público com ciclovia, áreas de lazer voltadas para crianças e idosos, além de um parque sensorial destinado a pessoas com transtorno do espectro autista. O objetivo é integrar lazer, qualidade de vida e educação ambiental.

A iniciativa será financiada com recursos de emenda parlamentar já garantidos, segundo a gestão municipal.

Próximos passos

Uma nova reunião entre os órgãos envolvidos está marcada para o início de dezembro, quando deve começar formalmente o processo de licenciamento ambiental. A expectativa é que os estudos técnicos definam os limites e as possibilidades de intervenção na área, respeitando as diretrizes do Parque das Dunas.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Reprodução/Caroline Macedo/Idema

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Prefeitura de Natal quer licenciar Parque Linear, mas Idema aponta impedimento legal

Prefeitura de Natal quer licenciar Parque Linear, mas Idema aponta impedimento legal

Projeto ambiental enfrenta impasse sobre competência de licenciamento e localização do terreno

Prefeitura de Natal quer licenciar Parque Linear, mas Idema aponta impedimento legal

A Prefeitura de Natal pretende solicitar ao Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) a delegação de competência para realizar o licenciamento ambiental do Parque Linear, previsto para ser implantado às margens da avenida Engenheiro Roberto Freire. O pedido será formalizado após a conclusão do projeto executivo e dos estudos técnicos pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra).

O secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Thiago Mesquita, afirma que a Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) possui equipe técnica qualificada e experiência em processos de licenciamento, o que justificaria o pleito com base na Lei Complementar 140.

Projeto do Parque Linear

O Parque Linear será instalado em um terreno de 10 hectares cedido pelo Exército Brasileiro à Prefeitura. O projeto prevê áreas verdes, trilhas ecológicas, pistas de caminhada e ciclismo, anfiteatro, espaços esportivos e ações de educação ambiental. A proposta busca promover qualidade de vida, turismo e conscientização ambiental, respeitando o zoneamento e as diretrizes do plano de manejo do Parque das Dunas.

Impedimento legal

O Idema, no entanto, afirma que a legislação não permite a transferência da atribuição de licenciamento, por se tratar de uma unidade de proteção integral sob gestão estadual. Segundo o diretor técnico do Idema, Thales Dantas, uma nota técnica da Unidade de Gestão da Biodiversidade (UGBio) concluiu pela impossibilidade de delegação, com base na Lei Complementar 140.

O instituto ainda não foi oficialmente procurado pela Prefeitura, mas reforça que o licenciamento é de competência exclusiva do Estado. Dantas afirma que o processo será conduzido com prioridade e isenção técnica, destacando que não há conflito entre os entes envolvidos.

Prefeitura de Natal quer licenciar Parque Linear
Prefeitura de Natal quer licenciar Parque Linear

Reunião técnica

Uma reunião foi convocada pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público Estadual para esta quarta-feira (29), com o objetivo de buscar uma solução técnica consensual. Participarão representantes do Governo do Estado, Idema, Prefeitura de Natal, Seinfra e Semurb.

Proposta de mudança de área

O Idema propôs a mudança do local do parque para uma área classificada como Zona de Uso Intensivo 2 (ZUI2), dentro do Parque das Dunas. A nova área, com aproximadamente 16 hectares, permitiria construções e atividades compatíveis com as regras de preservação ambiental. O órgão argumenta que parte do terreno originalmente indicado está em zona de preservação integral, onde são proibidas construções e grande fluxo de visitantes.

Impasse sobre o terreno

Thiago Mesquita afirma que qualquer mudança na localização depende da concordância do Exército Brasileiro, proprietário do terreno. Segundo ele, as tratativas com o Exército levaram cerca de quatro anos, e uma alteração exigiria nova autorização, reiniciando o processo junto à Advocacia-Geral da União (AGU) e outros órgãos federais.

O secretário destaca que o diálogo entre as instituições está avançado e que o município está empenhado em garantir que o projeto respeite o plano de manejo do Parque das Dunas. O projeto ainda está em fase de desenvolvimento.

Viabilidade técnica

O Idema considera viável a implantação do parque na área proposta, desde que respeitadas as diretrizes ambientais. A infraestrutura necessária, como esgotamento sanitário e fornecimento de energia, é compatível com a zona indicada, que já apresenta características de ocupação urbana.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Prefeitura reafirma criação de Parque Linear em Natal e critica postura do Idema

Prefeitura reafirma criação de Parque Linear em Natal e critica postura do Idema

Gestão municipal defende projeto com base em estudos ambientais e compensações legais

Prefeitura reafirma criação de Parque Linear em Natal e critica postura do Idema

A Prefeitura de Natal reafirmou que o município contará com um Parque Linear na região da Avenida Engenheiro Roberto Freire, zona Sul da capital. A declaração foi feita em resposta à nota técnica divulgada pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), que apontou incompatibilidade ambiental na área inicialmente proposta.

Segundo a administração municipal, o projeto está sendo desenvolvido com base em estudos sobre a flora, fauna e na avaliação ambiental e legal da área. A gestão defende que a tipologia do parque será definida conforme os resultados desses estudos.

A Prefeitura criticou a postura do Idema, classificando-a como contrária ao diálogo e ao desenvolvimento sustentável. O município também argumenta que o instituto desconsidera valores constitucionais como lazer, turismo, geração de renda e a vontade popular expressa na revisão do Plano Diretor de Natal, que indicou a criação de um equipamento público voltado à qualidade de vida na região.

Prefeitura reafirma criação de Parque Linear
Prefeitura reafirma criação de Parque Linear

Compensação ambiental

A gestão municipal informou que eventuais supressões vegetais serão compensadas em dobro, conforme o princípio da compensação ambiental. Como exemplo, foi citado o caso do Shopping RioMar, em Recife, construído sobre área de mangue com aplicação de medidas compensatórias.

A Prefeitura também mencionou a legislação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC – Lei 9.985/2000), que incentiva a implantação de equipamentos públicos em áreas naturais, desde que respeitadas as normas de preservação. Foram citados como referência o Bosque dos Namorados e as trilhas do Parque das Dunas.

Planejamento urbano

A administração municipal reforçou que o projeto busca conciliar preservação ambiental com lazer e desenvolvimento sustentável. A proposta está alinhada com os objetivos do Plano Diretor e visa atender à demanda da população por espaços públicos de convivência e bem-estar.

A Prefeitura garantiu que Natal contará com um parque urbano equilibrado, planejado para integrar os valores ambientais e sociais da cidade.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração/

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Governo dá início à licitação para obras do Costeira Parque na Via Costeira

Governo dá início à licitação para obras do Costeira Parque na Via Costeira

Projeto prevê parque público com infraestrutura de lazer, esporte e cultura em área de 34 mil m²

Governo dá início à licitação para obras do Costeira Parque na Via Costeira

O Governo do Rio Grande do Norte publicou o aviso de licitação para contratação da empresa responsável pela execução das obras do Costeira Parque, novo parque urbano que será implantado na Via Costeira, em Natal. O projeto será desenvolvido no terreno do antigo Vale das Cascatas, também conhecido como “Bosque dos Pinheiros”.

Segundo informações oficiais, o projeto contará com recursos da ordem de R$ 22 milhões, já assegurados para sua execução. A fiscalização e o acompanhamento das obras ficarão sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN).

O Governo do Estado afirma que o projeto será realizado com respeito às normas ambientais vigentes, garantindo compatibilidade com a preservação da área.

Estrutura do Costeira Parque

O Costeira Parque terá área total de aproximadamente 34 mil metros quadrados e será voltado à promoção de atividades de lazer, esporte, cultura e convivência. O planejamento inclui:

  • Estacionamento com capacidade para 185 veículos
  • Bicicletário
  • Quadras de areia
  • Pista de skate e patins
  • Academia ao ar livre
  • Playground infantil
  • Espaço para artesanato
  • Área para camping e piquenique
  • Pista para caminhada e corrida

A estrutura de apoio contará com lanchonetes, área administrativa e um Posto do Corpo de Bombeiros. O parque será equipado para atender tanto à população local quanto aos turistas que visitam a capital potiguar.

Governo dá início à licitação para obras
Governo dá início à licitação para obras

Objetivos do projeto

De acordo com a Secretaria de Estado da Infraestrutura, o projeto visa ampliar a oferta de espaços públicos voltados ao lazer e à recreação, além de fortalecer a infraestrutura turística da cidade. A obra também contempla a solução de drenagem da área, contribuindo para a melhoria das condições urbanas da região.

A sessão pública da concorrência está marcada para o dia 6 de novembro. A empresa vencedora será responsável pela execução completa do projeto, conforme especificações técnicas e ambientais estabelecidas pelo Governo do Estado.

Foto: Elisa Elsie/Divulgação/Governo do Estado

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Governo propõe ao Município de Natal nova área para Parque Linear

Governo propõe ao Município de Natal nova área para Parque Linear

Idema sugere local alternativo fora da zona de preservação integral do Parque das Dunas

Governo propõe ao Município de Natal nova área para Parque Linear

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), emitiu nota oficial sobre a proposta da Prefeitura de Natal para implantação de um Parque Linear às margens da Avenida Engenheiro Roberto Freire. A análise técnica, baseada na Nota Técnica nº 001/2025 da Unidade de Gestão da Biodiversidade (UGBio), concluiu que a área inicialmente sugerida pelo município não é compatível com os critérios ambientais exigidos para esse tipo de intervenção.

Segundo o Idema, aproximadamente 60% da área proposta está localizada na Zona Primitiva 3 (ZP3) do Parque das Dunas, destinada à preservação integral. Nessa zona, são proibidas construções permanentes e atividades que gerem grande fluxo de visitantes, conforme determina o Plano de Manejo vigente.

Como alternativa, o Governo do Estado sugeriu a utilização de uma área também situada às margens da Avenida Roberto Freire, classificada como Zona de Uso Intensivo 2 (ZUI2). Essa região possui cerca de 16 hectares e está prevista no novo Plano de Manejo como espaço apto à instalação de equipamentos voltados ao lazer, cultura e esportes, respeitando as normas de preservação ambiental. O modelo proposto segue o exemplo do Bosque dos Namorados, localizado na Zona de Uso Intensivo 1 (ZUI1).

Governo propõe ao Município de Natal nova área
Governo propõe ao Município de Natal nova área

Licenciamento ambiental

O Governo reforçou que qualquer intervenção dentro dos limites do Parque das Dunas está sujeita ao licenciamento ambiental exclusivo do Idema, conforme estabelece a legislação federal. A nota também destacou o compromisso do Estado com o diálogo entre os entes públicos envolvidos — incluindo a Prefeitura de Natal, o Exército e os Ministérios Públicos — para garantir que as ações sejam sustentáveis, legais e benéficas à sociedade.

Costeira Parque

Paralelamente à discussão sobre o Parque Linear, a Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN) publicou aviso de licitação para contratação da empresa responsável pela execução das obras do Costeira Parque, novo parque urbano a ser implantado na Via Costeira, em Natal.

A sessão pública da concorrência está marcada para o dia 6 de novembro. O projeto contará com investimentos de aproximadamente R$ 22 milhões e será desenvolvido em uma área de 34 mil metros quadrados, correspondente ao antigo Vale das Cascatas.

O Costeira Parque incluirá:

  • Estacionamento para 185 veículos
  • Bicicletário
  • Quadras de areia
  • Pista de skate e patins
  • Academia ao ar livre
  • Playground infantil
  • Espaço para artesanato, camping e piquenique
  • Pista para caminhada e corrida
  • Lanchonetes
  • Área administrativa
  • Posto do Corpo de Bombeiros

A obra será fiscalizada pela SIN e tem como objetivo ampliar a infraestrutura urbana e turística da capital potiguar. Segundo a secretaria, o projeto contempla soluções de drenagem e equipamentos voltados ao lazer, convívio e recreação da população local e dos visitantes.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Petrobras recebe licença do Ibama para perfurar Margem Equatorial

Petrobras recebe licença do Ibama para perfurar Margem Equatorial

Autorização permite início imediato da perfuração no bloco FZA-M-059, em águas profundas do Amapá

Petrobras recebe licença do Ibama para perfurar Margem Equatorial

A Petrobras recebeu autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para iniciar a perfuração de um poço de pesquisa exploratória na Margem Equatorial. A licença foi anunciada nesta segunda-feira (20) e permite o início imediato das operações no bloco FZA-M-059, localizado em águas profundas do Amapá.

A área de perfuração está situada a 175 quilômetros da costa e a 500 quilômetros da foz do rio Amazonas. A operação tem duração estimada de cinco meses e tem como objetivo obter dados geológicos para avaliar a presença de petróleo e gás em escala economicamente viável. A Petrobras informou que não haverá produção de petróleo nesta fase inicial.

A licença foi concedida após a conclusão da Avaliação Pré-Operacional (APO), última etapa do processo de licenciamento ambiental. A APO incluiu simulações de emergência e planos de resposta com foco na proteção da fauna local.

A Petrobras declarou que cumpriu todos os requisitos exigidos pelo Ibama, incluindo a realização de estudos de impacto ambiental (EIA/RIMA), três audiências públicas e 65 reuniões técnicas em mais de 20 municípios do Pará e do Amapá. Também foram realizadas vistorias nas estruturas de resposta à emergência e na unidade marítima de perfuração.

Petrobras recebe licença do Ibama
Petrobras recebe licença do Ibama

Entre as exigências adicionais atendidas pela empresa está a construção de um novo centro de atendimento à fauna no município de Oiapoque (AP), que se soma ao já existente em Belém (PA). O Ibama informou que essas medidas foram fundamentais para a viabilização ambiental do projeto, considerando as características sensíveis da região da Bacia da Foz do Amazonas.

Durante a perfuração, será realizado um novo exercício simulado de resposta a emergências, com foco nas estratégias de atendimento à fauna.

A Margem Equatorial é considerada uma nova fronteira energética do país. A região ganhou destaque após descobertas de petróleo nas costas da Guiana, Guiana Francesa e Suriname. No Brasil, a área se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá.

A busca pela licença de exploração na Bacia da Foz do Amazonas começou em 2013, quando a britânica BP venceu a licitação da área. Em 2021, a concessão foi transferida para a Petrobras. Até então, a estatal só tinha autorização para perfurar poços na costa do Rio Grande do Norte.

Em 2023, o Ibama negou a licença para a perfuração na Foz do Amazonas, o que levou a Petrobras a solicitar reconsideração. Após ajustes no projeto e novas exigências ambientais, a licença foi finalmente concedida.

A Petrobras estima que a espera pela autorização custou cerca de R$ 4 milhões por dia. Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) aponta que o volume potencial recuperável da Bacia da Foz do Amazonas pode chegar a 10 bilhões de barris de óleo equivalente. Para comparação, o Brasil possui atualmente 66 bilhões de barris entre reservas provadas, prováveis e possíveis, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A exploração na Margem Equatorial é defendida por setores do governo, incluindo o Ministério de Minas e Energia e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que atuou para acelerar a liberação da licença. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também manifestou apoio à autorização.

Ambientalistas, por outro lado, expressam preocupação com os possíveis impactos ambientais e apontam contradições com a agenda de transição energética. A Petrobras argumenta que a produção de petróleo na região é estratégica para garantir a autossuficiência energética do país na próxima década.

Foto: Cezar Fernandes/Divulgação/Petrobrás

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Idema abre seleção com 30 bolsas de pesquisa e extensão em Natal e Mossoró

Idema abre seleção com 30 bolsas de pesquisa e extensão em Natal e Mossoró

Processo seletivo oferece 30 vagas imediatas e cadastro reserva, com inscrições abertas até 18 de outubro de 2025

Idema abre seleção com 30 bolsas de pesquisa e extensão em Natal e Mossoró

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) lançou um edital de processo seletivo simplificado para a concessão de bolsas de pesquisa e extensão, em caráter temporário. O certame oferece 30 vagas imediatas, além de cadastro reserva, com remunerações que variam entre R$ 3.000 e R$ 4.250, conforme o nível de titulação do candidato.

As bolsas estão vinculadas ao Projeto de Fortalecimento Institucional da Gestão Ambiental e Territorial, iniciativa voltada ao aprimoramento das ações de planejamento, controle e monitoramento ambiental no estado. O processo seletivo ocorre em parceria com a Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Funcitern).

Distribuição das vagas e áreas contempladas

Das 30 vagas imediatas, 24 são destinadas a Natal e 6 ao município de Mossoró. Os candidatos selecionados deverão cumprir carga horária de 30 horas semanais, com possibilidade de viagens e deslocamentos dentro do estado, conforme as necessidades do projeto.

O edital contempla diversas áreas do conhecimento, entre elas:

  • Engenharia Ambiental
  • Engenharia Civil
  • Ciências Biológicas
  • Direito
  • Comunicação Social (Jornalismo, Rádio e TV)
  • Gestão Ambiental
  • Agronomia
  • Engenharia Florestal
  • História
  • Antropologia
  • Pedagogia, entre outras.

As bolsas serão distribuídas conforme o nível de formação dos profissionais, abrangendo graduação, especialização, mestrado e doutorado.

Inscrições e etapas da seleção

As inscrições estão abertas e devem ser realizadas exclusivamente pela internet até 18 de outubro de 2025, conforme as orientações do edital disponível nos canais oficiais do Idema e da Funcitern.

O processo seletivo será composto por duas etapas:

  • Análise curricular, com verificação da formação acadêmica e da experiência profissional do candidato;
  • Entrevista, etapa que avaliará a adequação do perfil às atividades previstas no projeto.

Os candidatos classificados dentro do número de vagas disponíveis serão convocados para assinatura do Termo de Compromisso e Concessão de Bolsa, que formaliza a participação no programa.

Prazo e vigência do projeto

O resultado final do processo seletivo será divulgado no dia 24 de novembro de 2025. A vigência das bolsas se estenderá até 31 de agosto de 2026, de acordo com o cronograma estabelecido pelo Idema e pela Funcitern.

O Projeto de Fortalecimento Institucional da Gestão Ambiental e Territorial tem como objetivo consolidar práticas e instrumentos de gestão ambiental no Rio Grande do Norte, fortalecendo o planejamento e a execução de políticas públicas relacionadas à sustentabilidade e ao ordenamento territorial.

Os profissionais selecionados atuarão no suporte técnico, pesquisa aplicada, comunicação institucional e gestão de informações ambientais, conforme as demandas definidas pelas equipes do Idema.

Foto: João Vital/Governo do RN / Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Conselho do Parque das Dunas e Prefeitura de Natal divergem sobre implantação do Parque Linear na área da unidade de conservação

Conselho do Parque das Dunas e Prefeitura de Natal divergem sobre implantação do Parque Linear na área da unidade de conservação

Conselho Gestor aponta incompatibilidade ambiental e legal do projeto, enquanto Semurb defende que proposta está amparada pela legislação federal e seguirá estudos e licenciamento técnico

Conselho do Parque das Dunas e Prefeitura de Natal divergem sobre implantação do Parque Linear na área da unidade de conservação

O Conselho Gestor do Parque Estadual das Dunas de Natal se posicionou contra a proposta de implantação do Projeto Parque Linear, planejado pela Prefeitura de Natal para ser instalado em uma área de 10 hectares na Zona Sul da cidade, margeando a Avenida Engenheiro Roberto Freire. Em ofício datado de 3 de setembro de 2025, o Conselho encaminhou ao secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), Thiago Nunes Mesquita, um parecer técnico apontando que a obra seria incompatível com as normas vigentes da unidade de conservação.

Segundo o documento, a proposta do Parque Linear sobrepõe-se a zonas de uso restrito, definidas no Plano de Manejo do Parque das Dunas, aprovado pela Portaria IDEMA nº 384, de 26 de julho de 2025. A principal objeção está relacionada à Zona Primitiva 3 (ZP-3), área destinada à preservação integral dos atributos naturais, onde são permitidas apenas atividades de pesquisa científica autorizada, monitoramento ambiental e visitação pública controlada.

As normas dessa zona de proteção restringem a abertura de trilhas não previstas no plano, a construção de estruturas permanentes e a realização de atividades recreativas de grande porte. Para o Conselho Gestor, essas restrições inviabilizam a execução do projeto nos moldes apresentados pela Prefeitura.

Prefeitura defende compatibilidade legal e ambiental

Em resposta, o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal, Thiago Mesquita, defende que a proposta é compatível com uma unidade de conservação e que será executada dentro dos parâmetros legais e ambientais previstos. Ele destaca que a iniciativa está amparada pela Lei Federal nº 9.985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), e permite a implantação de estruturas voltadas ao uso público controlado em áreas de proteção integral, como o próprio Parque das Dunas.

De acordo com a Prefeitura, o projeto pretende utilizar apenas 0,9% da área total do Parque das Dunas, que tem 1.172 hectares. O terreno escolhido, de 10 hectares, foi cedido pelo Exército Brasileiro e teria histórico de uso para atividades de treinamento militar e práticas esportivas, encontrando-se atualmente em estágio de regeneração ambiental.

O Parque Linear está previsto para incluir ciclovias, trilhas de caminhada, espaços de convivência, equipamentos esportivos e estruturas para práticas de arborismo, além de ações voltadas à educação ambiental. Segundo a Semurb, o projeto será acompanhado por estudos técnicos, licenciamentos ambientais e audiências públicas.

Parque Linear de Natal
Parque Linear de Natal

Licenciamento e medidas de compensação

A Semurb informou que o processo de licenciamento será conduzido pelo município, conforme prevê a legislação federal, uma vez que o impacto é considerado local. O projeto deverá respeitar as normas do Plano de Manejo do Parque das Dunas e as condicionantes impostas pelos órgãos ambientais estaduais.

Estão previstas medidas compensatórias, como reflorestamento, programas de monitoramento ambiental, compensações ecológicas e ações de mitigação de impacto em uma faixa de dois quilômetros ao longo da Avenida Roberto Freire, com adentramento de 50 metros na área do parque.

A proposta da Prefeitura inclui também o plantio de espécies nativas da Mata Atlântica, com a previsão de dobrar o número atual existente na área, como forma de compensação por eventuais supressões de vegetação necessárias à execução da obra.

Divergência com o Idema

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema-RN) vem manifestando restrições à implantação do Parque Linear. O órgão estadual argumenta que o espaço pretendido pela Prefeitura está inserido em uma área de preservação definida pelo Código Florestal Brasileiro, o que limita a construção de novas estruturas e a ocupação do solo.

A Semurb aguarda um pronunciamento oficial do Idema e do Conselho Gestor sobre as condicionantes do Plano de Manejo. A secretaria também pretende manter o diálogo técnico para buscar uma solução que permita a intervenção nas áreas já antropizadas, sem supressão significativa de vegetação.

A Prefeitura de Natal reforça que o objetivo do Parque Linear é criar um espaço público voltado ao lazer, esporte, convivência e educação ambiental, conciliando o uso urbano controlado com a preservação do ecossistema local.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/ Caroline Macedo/IDEMA

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Comunidades caninas ganham espaço e transformam percepção sobre pets no Brasil

Comunidades caninas ganham espaço e transformam percepção sobre pets no Brasil

“Clube das Patas” é um exemplo de como grupos promovem integração, bem-estar animal e mudanças na percepção social sobre animais de estimação

Comunidades caninas ganham espaço e transformam percepção sobre pets no Brasil

De grupos no WhatsApp a encontros presenciais em praças e espaços pet friendly, as comunidades caninas têm conquistado espaço no Brasil, terceiro país com a maior população de animais de estimação no mundo, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). Mais do que socialização entre os animais, esses grupos aproximam pessoas, criam laços de amizade e ajudam a reforçar a percepção de que os pets são parte da família.

A co-fundadora do Clube das Patas, Bruna Felícia, 28 anos, lembra que tudo começou em encontros casuais na praça do bairro com seus cães. Hoje, a comunidade se organiza nas redes sociais e via grupo de WhatsApp voltado para trocas de experiências, doações e ações de apoio mútuo.

“Mais do que diversão para os pets, o clube representa acolhimento para os tutores. Queremos crescer nas parcerias, oferecer descontos, carteirinhas, uniformes e tornar a comunidade cada vez mais forte. O importante é reforçar que os animais são parte da família e merecem respeito e cuidado”, reforça Bruna.

A manicure Bárbara, de 23 anos, explica como o grupo transformou a rotina da família e da sua cadela, Aurora. “A socialização melhorou o comportamento da minha cadela, diminuindo a agressividade e aumentando a interação com outros cães. Além disso, criamos uma rede de amizade e apoio. Acredito que as comunidades ajudaram a mudar a visão da sociedade sobre os pets, mostrando que eles são membros da família”, pontua a tutora.

Comunidades caninas ganham espaço
Comunidades caninas ganham espaço

No último domingo (21), o espaço do Vila Pet, marca pioneira na assistência funeral pet no RN, foi palco de um desses encontros, reunindo cães de diferentes portes e raças em uma programação especial de socialização, atividades e troca de experiências entre tutores associados ao Clube das Patas, comunidade canina potiguar que nasceu há dois anos de forma espontânea e hoje conecta dezenas de tutores.

A programação fez parte da primeira edição do “Vila Pet Convida”, projeto que promove lazer e integração entre tutores e animais. Para Bruno Gondim, supervisor de marketing do Vila Pet, receber encontros como este reforça o propósito de criar espaços de cuidado e convivência. 

“Nosso objetivo é apoiar a comunidade pet, oferecendo espaços de lazer, socialização e troca de experiências. Queremos construir um calendário regular de eventos e aproximar cada vez mais a marca das comunidades, valorizando a convivência e o cuidado com os animais”, finaliza.

Foto: Divulgação

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Boletim aponta um trecho impróprio para banho nas praias do RN

Boletim aponta um trecho impróprio para banho nas praias do RN

Relatório do Idema indica que apenas Areia Preta, em Natal, está fora dos padrões de balneabilidade

Boletim aponta um trecho impróprio para banho nas praias do RN

O Boletim da Balneabilidade das praias do Rio Grande do Norte, divulgado nesta sexta-feira (12), apontou que apenas um trecho está impróprio para banho. O ponto indicado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema) fica em Areia Preta, nas proximidades da Escadaria de Mãe Luiza, em Natal.

O monitoramento realizado pelo programa acompanha 33 trechos do litoral potiguar, distribuídos em pontos da região metropolitana de Natal, entre os municípios de Nísia Floresta e Extremoz.

As coletas de amostras de água são classificadas a partir da quantidade de coliformes termotolerantes presentes. O levantamento faz parte do Programa Água Azul, que tem como objetivo informar banhistas e turistas sobre as condições das praias monitoradas.

O estudo é desenvolvido em parceria pelo Idema, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RN (IFRN) e a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN (Funcern).

De acordo com os órgãos responsáveis, os resultados são atualizados semanalmente, possibilitando acompanhamento contínuo das condições de balneabilidade nas praias do estado.

Foto: Danny Nunes/IDEMA/Ilustração

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96% dos municípios do RN registram seca em julho, segundo Emparn

96% dos municípios do RN registram seca em julho, segundo Emparn

Monitor de Secas aponta predominância de seca moderada e grave no estado

96% dos municípios do RN registram seca em julho, segundo Emparn

O Monitor de Secas, ferramenta desenvolvida pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), revelou que 96,4% dos municípios do RN enfrentaram algum grau de seca durante o mês de julho.

Segundo o levantamento, 36,54% das cidades potiguares registraram seca grave, enquanto 43,11% apresentaram seca moderada. Outros 16,76% foram classificados com seca fraca. Não houve registros de seca extrema (S3) ou seca excepcional (S4). Apenas 3,59% dos municípios não apresentaram sinais de estiagem.

Entre os municípios com seca grave estão Caicó, Pau dos Ferros, Parelhas e Jucurutu, totalizando 61 cidades. Já 72 municípios, incluindo Mossoró, Macau, Assú, Santa Cruz e João Câmara, foram classificados com seca moderada.

A classificação dos tipos de seca utilizada pelo Monitor de Secas é baseada em impactos observados na agricultura, pastagens, recursos hídricos e abastecimento. A seca fraca é caracterizada por veranicos de curto prazo que afetam o plantio e o crescimento de culturas. A seca moderada envolve danos às culturas e pastagens, níveis baixos em reservatórios e poços, além de restrições voluntárias de uso de água. A seca grave indica perdas prováveis em culturas e pastagens, escassez de água comum e restrições impostas ao uso.

O Monitor de Secas é atualizado mensalmente e acompanha a evolução da estiagem em todo o território nacional. A ferramenta é utilizada como base para formulação de políticas públicas e estratégias de mitigação dos impactos da seca, que podem afetar tanto o curto prazo — como a produção agrícola — quanto o longo prazo, incluindo o abastecimento de água e o equilíbrio ambiental.

A análise considera dados meteorológicos, imagens de satélite, informações sobre o armazenamento de água em reservatórios e indicadores de impacto na vegetação. A metodologia permite identificar a severidade da seca e sua distribuição geográfica, auxiliando gestores públicos na tomada de decisões.

No contexto do Rio Grande do Norte, os dados de julho indicam uma situação de alerta, especialmente nas regiões do Seridó, Alto Oeste e Central, onde a seca grave predomina. A presença de seca moderada em municípios de grande porte como Mossoró e Assú também é relevante, considerando o impacto potencial sobre a economia local e o abastecimento urbano.

A Emparn reforça que o acompanhamento contínuo da situação climática é essencial para orientar ações emergenciais e estruturais. O Monitor de Secas também contribui para o planejamento de medidas de apoio à agricultura familiar, à gestão de recursos hídricos e à proteção ambiental.

A ausência de seca extrema ou excepcional no estado em julho representa um alívio parcial, mas não elimina a necessidade de atenção às áreas mais afetadas. A tendência de seca moderada e grave em mais de 79% dos municípios exige monitoramento constante e articulação entre os governos estadual e federal para mitigar os efeitos da estiagem.

Foto: Divulgação/Emparn/Reprodução/Redes Sociais

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Governo do RN avalia decreto de emergência por seca

Governo do RN avalia decreto de emergência por seca

Estado pode oficializar situação de emergência após relatórios sobre abastecimento e chuvas; 10 municípios correm risco de colapso hídrico

Governo do RN avalia decreto de emergência por seca

O Governo do Rio Grande do Norte está em processo de avaliação para decretar situação de emergência por seca em todo o estado. A medida está sendo considerada após o reconhecimento federal de emergência em 75 municípios potiguares. O Gabinete Civil solicitou relatórios técnicos a órgãos estaduais como a Caern, Emparn, Semarh, Igarn, Sedraf, Seplan, Sape, entre outros, para embasar a decisão.

A documentação requisitada inclui dados sobre abastecimento de água, registros pluviométricos e níveis de armazenamento hídrico, abrangendo o período de fevereiro a julho de 2025. A última vez que o estado decretou emergência por seca foi em dezembro de 2021.

governo do RN avalia decreto de emergência
governo do RN avalia decreto de emergência

Segundo relatório da Caern, até janeiro de 2026, dez municípios podem enfrentar colapso hídrico. Alguns deles, como Ouro Branco, Jardim do Seridó e Carnaúba dos Dantas, já apresentam risco iminente de colapso a partir de setembro. A lista inclui:

  • Ouro Branco
  • São José do Seridó
  • Jardim do Seridó
  • Carnaúba dos Dantas
  • Parelhas
  • Luís Gomes
  • Riacho de Santana
  • Água Nova
  • Tenente Ananias
  • Equador

Esses municípios somam uma população de 108.312 pessoas potencialmente afetadas pela escassez de água.

Dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn) indicam que a quadra chuvosa de 2025 ficou abaixo da média nas regiões Oeste e Seridó. Algumas localidades registraram redução de até 70% nos volumes esperados, especialmente nos meses de março e abril. A oscilação da temperatura no Oceano Pacífico foi apontada como fator que contribuiu para a diminuição das chuvas.

O Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn) informa que os 69 reservatórios e barragens do estado operam com apenas 46% da capacidade total. Atualmente, o volume armazenado é de 2,4 bilhões de m³, enquanto a capacidade máxima é de 5,2 bilhões de m³.

O reconhecimento federal da situação de emergência permite que os municípios solicitem recursos ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para ações de defesa civil. As prefeituras devem enviar planos de trabalho por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). Após análise técnica, os valores são liberados por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União.

Entre as ações que podem ser financiadas estão:

  • Compra de cestas básicas
  • Distribuição de água mineral
  • Refeições para trabalhadores e voluntários
  • Kits de limpeza residencial
  • Kits de higiene pessoal
  • Kits de dormitório

A audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do RN (ALRN) nesta quarta-feira (20) discutiu temas relacionados à agricultura familiar e à seca. Representantes de federações agrícolas e de trabalhadores rurais destacaram a importância do decreto estadual para acelerar políticas públicas voltadas ao suporte forrageiro, acesso a crédito e perfuração de poços.

Foto:  Fernando Frazão/Agência Brasil

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Praias do RN acumulam 44 toneladas de lixo por dia

Praias do RN acumulam 44 toneladas de lixo por dia

Levantamento da Urbana aponta descarte irregular em áreas turísticas de Natal; zona Leste lidera em volume de resíduos

Praias do RN acumulam 44 toneladas de lixo por dia


As praias urbanas do Rio Grande do Norte acumulam, em média, 44 toneladas de lixo por dia, segundo dados da Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana). O volume representa cerca de 8% de toda a produção de resíduos sólidos da capital potiguar. A coleta é realizada diariamente por equipes da Urbana, com atuação contínua em áreas turísticas e litorâneas.

O levantamento aponta que a zona Leste de Natal concentra o maior volume de resíduos, com média mensal de 681 toneladas entre janeiro e junho deste ano. Essa região inclui trechos como Mãe Luiza, Praia dos Artistas, Praia do Meio e Praia do Forte. Já o bairro de Ponta Negra, outro ponto turístico da cidade, registrou uma média mensal de 460 toneladas de lixo recolhido, abrangendo áreas como a avenida Roberto Freire, Via Costeira e o Morro do Careca.

Na praia da Redinha, localizada na zona Norte, a média mensal de resíduos coletados foi de 201 toneladas. A coleta é realizada em turnos consecutivos, com atuação de 48 garis por dia, distribuídos entre manhã, tarde, noite e madrugada. A limpeza ocorre todos os dias da semana, incluindo domingos e feriados.

A Urbana também retomou a instalação de placas de conscientização ambiental nas praias, com o objetivo de orientar a população e turistas sobre o descarte correto de resíduos. Além disso, está em avaliação a implementação de lixeiras subterrâneas nas áreas litorâneas da capital. O modelo prevê sensores que indicam quando o recipiente está cheio, acionando a central da Urbana para retirada do lixo.

Projetos sociais e organizações não governamentais também atuam na limpeza das praias e na conscientização ambiental. A Associação de Proteção e Conservação Ambiental Cabo de São Roque (APC Cabo de São Roque) realizou cinco ações de limpeza em 2025, recolhendo 557 kg de resíduos em praias do litoral Norte e Sul do Estado. As atividades incluem mutirões, exposições educativas e campanhas de preservação da vida marinha.

praias do RN acumulam lixo
praias do RN acumulam lixo

Outro projeto em atividade é o Onda Limpa, desenvolvido pelo Instituto Federal de Ciência, Educação e Tecnologia do RN (IFRN). A iniciativa tem como objetivo formar multiplicadores entre os estudantes, promovendo ações educativas sobre resíduos sólidos urbanos. Desde o início do projeto, há um ano e seis meses, foram coletadas mais de uma tonelada de resíduos em praias da Grande Natal.

As ações de limpeza e educação ambiental são realizadas em parceria com voluntários e instituições de ensino, com programação que inclui palestras, museus itinerantes e atividades lúdicas. Os mutirões de limpeza fazem parte da estratégia de enfrentamento ao descarte irregular e da preservação dos ecossistemas costeiros.

Foto:  Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração/Adriano Abreu

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poda do maior cajueiro do mundo

Poda do maior cajueiro do mundo é adiada para fevereiro

Idema confirma adiamento por causa da floração e frutificação da árvore localizada em Pirangi

poda do maior cajueiro do mundo, localizado em Pirangi do Norte, no município de Parnamirim, foi oficialmente adiada para fevereiro de 2026. A decisão foi anunciada pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), que justificou o adiamento pelo início do período de floração da árvore.

Floração e frutificação impedem intervenção

Segundo o Idema, o cajueiro entrou em fase de floração, que se estende até novembro. Em seguida, entre dezembro e janeiro, ocorre o período de frutificação. Por esse motivo, não será possível realizar a poda sem comprometer a saúde da planta.

Poda foi determinada pela Justiça

A intervenção foi determinada pela Justiça em maio de 2024, em uma ação que tramita há mais de uma década. O processo judicial foi motivado por reclamações de moradores sobre o avanço da árvore para fora da área delimitada, afetando ruas e propriedades próximas.

Cajueiro ocupa cerca de 10 mil m²

O cajueiro de Pirangi é reconhecido desde 1994 pelo Guiness Book como o maior do mundo, com aproximadamente 10 mil metros quadrados de extensão. A árvore é um dos principais pontos turísticos do litoral potiguar e recebe milhares de visitantes anualmente.

Investimento previsto para a poda

O Idema prevê investimento de R$ 200 mil para realizar a poda, que poderá durar até seis meses. Durante o período de floração e frutificação, o órgão realizará manejo fitossanitário para combater pragas como cupins.

Cronograma foi afetado por exigências judiciais

O adiamento também ocorreu devido à necessidade de apresentar uma agenda de atividades a diversas instituições, como a Câmara de Vereadores de Parnamirim, o Ministério Público, representantes do trade turístico e comerciantes locais. Essa etapa prolongou o cronograma inicial.

Debate público sobre a poda

A possível poda gerou debates entre autoridades, ambientalistas e moradores. Audiências públicas foram realizadas em junho para discutir os impactos da intervenção. Parte dos participantes defende a poda como medida preventiva, enquanto outros alertam para riscos à longevidade da árvore.

Técnicos defendem manejo fitossanitário

O Idema afirma que a poda será realizada com técnicas adequadas para preservar a estrutura da árvore. O manejo fitossanitário é considerado necessário para garantir o desenvolvimento saudável da planta e evitar acidentes com galhos que avançam sobre vias públicas.

Foto: Caroline Macedo/Idema

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Inmet emite alerta de ventos costeiros para 23 municípios do RN

Inmet emite alerta de ventos costeiros para 23 municípios do RN

Aviso de perigo potencial é válido até quarta-feira (20), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de ventos costeiros para 23 municípios do Rio Grande do Norte. O aviso, classificado como de perigo potencial, foi divulgado nesta segunda-feira (18) e tem validade até as 10h da quarta-feira (20).

De acordo com o Inmet, os ventos poderão provocar movimentação de dunas de areia e atingir construções localizadas na faixa litorânea potiguar. O fenômeno também pode impactar atividades na orla, especialmente em áreas abertas e expostas.

Municípios em alerta

O aviso do Inmet abrange 23 cidades do Rio Grande do Norte. A lista inclui:

  • Areia Branca
  • Baraúna
  • Caiçara do Norte
  • Carnaubais
  • Galinhos
  • Grossos
  • Guamaré
  • Jandaíra
  • João Câmara
  • Macau
  • Mossoró
  • Parazinho
  • Pedra Grande
  • Pedro Avelino
  • Pendências
  • Porto do Mangue
  • Pureza
  • Rio do Fogo
  • São Bento do Norte
  • São Miguel do Gostoso
  • Serra do Mel
  • Tibau
  • Touros

Orientações do Inmet

O Inmet orienta que moradores e trabalhadores das áreas afetadas sigam as recomendações de segurança. O alerta destaca risco para construções na orla e para a movimentação de dunas, que pode afetar estradas e acessos às praias.

A previsão é que os ventos atuem com maior intensidade em pontos específicos do litoral, o que exige atenção redobrada de pescadores, banhistas e pessoas que circulam em áreas descobertas.

Classificação do alerta

O nível de perigo potencial, segundo a classificação do Inmet, indica que há possibilidade de ocorrência de fenômenos meteorológicos que podem gerar riscos à população, mas ainda em menor intensidade do que nos níveis laranja (perigo) e vermelho (grande perigo).

O alerta segue válido até as 10h da quarta-feira (20), quando será reavaliado pelo órgão conforme a atualização dos dados meteorológicos.

Foto: Guilherme Christmann/Pexels / Robyn W/Pexels

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Lula sanciona lei do licenciamento ambiental com 63 vetos

Lula sanciona lei do licenciamento ambiental com 63 vetos

Para governo, vetos garantem proteção ambiental e segurança jurídica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta sexta-feira (8), com vetos, o polêmico projeto de lei (PL) aprovado pelo Congresso Nacional que elimina ou reduz exigências para o licenciamento ambiental no Brasil.

Lula vetou 63 dos 400 dispositivos propostos pelo PL do Licenciamento Ambiental ou PL da Devastação – como vinha sendo chamado por ambientalistas – aprovado pela Câmara no último dia 17.

O Planalto informou que os vetos garantem “proteção ambiental e segurança jurídica” e foram definidos após escutar a sociedade civil.

Apoiado pelo agronegócio e setores empresariais, o PL vinha sendo denunciado por organizações ambientalistas e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) como grave retrocesso ambiental.

Ao explicar os vetos do presidente Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, a ministra do meio ambiente, Marina Silva, informou que essa foi uma decisão coletiva do governo.

“Foi um trabalho que, no nosso entendimento, mantém o diálogo com o Congresso Nacional, fazendo com que a gente assegure a integridade do licenciamento ambiental e consiga fazer processos que ganhem celeridade sem a perda da qualidade do licenciamento que é fundamental para proteção do meio ambiente em um contexto de crise climática, perda de biodiversidade e de processos de desertificação”, explicou.

Uma medida provisória (MP) e um outro projeto de lei com urgência constitucional também foram assinados por Lula nesta sexta, para recompor, em parte e com outras redações, os dispositivos vetados.

A MP editada trata exclusivamente da modalidade de Licenciamento Ambiental Especial (LAE), que permitia um licenciamento simplificado para projetos e obras consideradas “estratégicas” pelo governo.

Apesar de manter a nova modalidade criada pelo projeto, o governo vetou a possibilidade desse tipo de processo ser realizada com fase única. Marina Silva explicou que a LAE estabelecida pela MP não exclui etapas.

“O LAE passará a ser acionado para estabelecer projetos prioritários, que terão equipes destinadas a dar celeridade aos licenciamentos, mas não se permitirá licenciamento simplificado, ou monofásico”, informou.

A secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que a decisão dos vetos envolveu todo o governo, e não apenas um ministério. Ainda segundo Belchior, o trabalho do governo foi guiado por quatro diretrizes principais.

“As diretrizes são: garantir a integridade do processo de licenciamento; dar segurança jurídica para os empreendimentos e investidores responsáveis; assegurar os direitos dos povos indígenas e comunidades quilombolas, e incorporar dispositivos que tornem o licenciamento mais ágil sem prejudicar sua eficiência”, explicou.

Potencial poluidor

O governo vetou ainda a possibilidade de licenciamento simplificado para empreendimentos de médio potencial poluidor, o que inclui modalidade de licenciamento por autodeclaração.

Com isso, a Licença por Adesão e Compromisso (LAC) fica mantida apenas para obras de baixo impacto ambiental.

“Evita que empreendimento de risco relevante, como barragens de rejeitos, realizem licenciamento simplificado sem análise técnica adequada. O PL do Executivo [assinado hoje], além de restringir a LAC para baixo potencial de impacto, acrescenta limites ao procedimento autodeclaratório”, informou o Planalto.

Unidades da federação

O governo também vetou dispositivos que transferiam, “de forma ampla”, para os estados e o Distrito Federal (DF), a responsabilidade por definir os parâmetros e critérios para licenciamentos. Com os vetos, o governo estabeleceu que os estados devem respeitar “padrões nacionais”.

Também foi vetada a possibilidade de retirar a Mata Atlântica do regime de proteção especial para supressão de floresta nativa.

“[O bioma] já se encontra em situação crítica, com apenas 24% de sua vegetação nativa remanescente”, justificou o Planalto.

Povos tradicionais e produtores rurais

Outro veto do presidente Lula derrubou o dispositivo que limitava as consultas a comunidades indígenas e quilombolas para empreendimentos realizados em suas áreas.

Pelo PL, apenas as comunidades com o território homologado ou titulado teriam que ser consultadas. Com o veto, os grupos indígenas e quilombolas que tenham iniciado o processo de reconhecimento devem ser consultados.

“A limitação proposta no texto do PL aprovado deixaria de fora uma série de povos e territórios em fase de reconhecimento pela Funai e pela Fundação Palmares, contrariando a Constituição Federal”, justificou o governo.

Também foi derrubado pelos vetos o dispositivo que dispensava o licenciamento ambiental para produtores rurais com Cadastro Ambiental Rural (CAR) ainda pendente de análise pelos órgãos estaduais

“A medida protege o meio ambiente, uma vez que somente serão dispensados do licenciamento os proprietários rurais que tiveram o CAR analisado”, informou o Executivo.

Impactos indiretos

O governo vetou ainda dispositivo que limitava ações de compensação apenas aos impactos diretos ao meio ambiente, excluindo os chamados impactos indiretos.

“A medida assegura que, sempre que houver nexo de causalidade entre o empreendimento e os impactos ambientais – diretos ou indiretos -, possam ser exigidas medidas adequadas de mitigação, compensação ou controle, preservando a efetividade do licenciamento ambiental”, explicou o Executivo.

Unidades de Conservação

O presidente Lula vetou ainda o artigo que retirava o caráter vinculante para os pareceres de órgãos gestores de Unidades de Conservação no licenciamento de empreendimentos que afetem diretamente a unidade ou sua zona de amortecimento.

Ou seja, a manifestação do órgão gestor de um parque nacional, de acordo com o PL do Legislativo, não precisaria ser considerado obrigatoriamente para emissão do licenciamento. Com o veto, os órgãos das Unidades de Conservação terão poder real sobre o processo.

“A medida reforça a importância da avaliação técnica especializada na proteção de áreas ambientalmente sensíveis, assegurando que os impactos sobre Unidades de Conservação sejam devidamente analisados e considerados nas decisões de licenciamento”, destacou o governo.

Instituições Financeiras

Outro veto do presidente Lula manteve a responsabilidade de instituições financeiras na concessão de crédito em casos de danos ambientais em projetos por elas financiados.

“A medida reforça a importância de que o crédito seja condicionado ao cumprimento da legislação ambiental, estimulando a prevenção de danos e alinhando o financiamento ao desenvolvimento sustentável. O PL do Executivo [enviado ao Congresso] estabelece que o financiador deve exigir do empreendedor o licenciamento ambiental antes de conceder crédito”, informou o Executivo.

Foto: Jose Cruz/Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil / Fernando Frazão/Agência Brasil / Tânia Rêgo/Agência Brasil

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RN sanciona Marco Legal do Hidrogênio Verde para atrair investimentos e consolidar transição energética

RN sanciona Marco Legal do Hidrogênio Verde para atrair investimentos e consolidar transição energética

Nova lei estadual define incentivos e diretrizes para cadeia produtiva do hidrogênio verde e indústria de baixo carbono

O Governo do Rio Grande do Norte sancionou, nesta quinta-feira (31.jul.2025), o Marco Legal do Setor de Hidrogênio Verde e da Indústria Verde. A legislação tem como objetivo criar um ambiente regulatório favorável para o desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis, atraindo investimentos e consolidando o estado como referência em transição energética no Brasil e no exterior.

O texto sancionado define conceitos técnicos relacionados ao hidrogênio verde e à chamada indústria verde, que se baseia na transformação de energia renovável em produtos com baixa emissão de carbono, como aço verde, e-combustíveis, e-metanol, amônia e fertilizantes nitrogenados.

O novo marco legal cria o Programa Norte-Rio-Grandense de Hidrogênio Verde e da Indústria Verde (PNRH2V), que se apoia em princípios como mitigação de emissões de gases do efeito estufa, inovação tecnológica, segurança jurídica, neoindustrialização e responsabilidade socioambiental.

Incentivos e regimes especiais

Entre os instrumentos previstos, a lei institui incentivos fiscais por meio do PROEDI (Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do RN) e do novo regime RNVerde, voltado especificamente para empresas da cadeia do hidrogênio verde. Para obter os benefícios tributários, as companhias precisam comprovar o uso de energia renovável em seus processos produtivos.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento do Estado, Alan Silveira, o próximo passo será regulamentar a legislação e estruturar a implementação do programa, que inclui convocação do comitê gestor, criação de infraestrutura, atração de parcerias internacionais e capacitação profissional.

Estrutura de governança e certificação

O Comitê Gestor do programa será coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e contará com representantes de 21 órgãos e instituições. A lei também prevê a criação de mecanismos de certificação internacional do hidrogênio verde, apoio a pesquisas, desenvolvimento de tecnologias e estímulo ao uso de fontes hídricas alternativas, como água dessalinizada e de reúso.

A governadora Fátima Bezerra destacou o caráter estratégico da legislação, apontando a criação de um ambiente seguro e atrativo para investidores do setor. O diretor regional do SENAI-RN, Rodrigo Mello, ressaltou que o RN já possui uma das energias renováveis mais competitivas do país e que consome apenas 10% da própria capacidade instalada.

Para o presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Darlan Santos, o novo marco representa um avanço essencial. Segundo ele, o RN agora conta com a base legal necessária para iniciar a produção e comercialização do hidrogênio verde com respaldo jurídico.

Foto: Sandro Menezes/Assecom

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Prefeitura do Natal assina concessão com Exército para implantação de Parque Linear na Av. Roberto Freire

Prefeitura do Natal assina concessão com Exército para implantação de Parque Linear na Av. Roberto Freire

Terreno de 10 hectares na Avenida Roberto Freire será transformado em novo espaço urbano da capital potiguar

A Prefeitura do Natal e o Exército Brasileiro formalizaram, na última sexta-feira (25.jul.2025), a assinatura do termo de concessão que autoriza o uso de um terreno localizado às margens da Avenida Engenheiro Roberto Freire, destinado à implantação do Parque Linear de Natal. O ato foi realizado no Palácio Felipe Camarão, sede do Executivo municipal.

O espaço concedido ao município possui cerca de 10 hectares e será utilizado para a criação de um novo parque urbano, com foco em preservação ambiental e uso comunitário. A solenidade contou com a presença do prefeito Paulinho Freire, da vice-prefeita Joanna Guerra, de secretários municipais, do senador Styvenson Valentim e de representantes do Exército Brasileiro.

Durante o evento, o prefeito Paulinho Freire destacou a importância do projeto para a capital. “Neste espaço, vamos aliar a preservação ambiental com a oferta de lazer para as famílias da cidade. Agradeço ao Exército e ao senador Styvenson pelo apoio à concretização dessa proposta”, declarou.

O general de Brigada Alessandro da Silva, representando o Exército Brasileiro, comentou a cessão do terreno. “Estamos destinando o espaço para um equipamento público voltado à sociedade. Acreditamos que o parque contribuirá para a qualidade de vida e o turismo da região”, afirmou o militar.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Thiago Mesquita, também ressaltou os impactos positivos do novo parque. Segundo ele, o projeto representa um avanço na política ambiental e urbana da cidade. “Será um espaço de preservação ecológica, mas também de lazer e desenvolvimento para a população”, afirmou.

O projeto do Parque Linear será desenvolvido com a participação da sociedade civil e do Conselho Gestor do Parque das Dunas. A proposta inclui áreas para educação ambiental, trilhas, práticas esportivas, espaços de lazer e jardim sensorial. A Prefeitura ainda não divulgou prazos para o início das obras ou a conclusão da estrutura.

A cessão do terreno ocorre como parte de um plano mais amplo de revitalização e expansão das áreas verdes de Natal, integrando políticas de meio ambiente, mobilidade urbana e turismo sustentável.

A administração municipal informou que os próximos passos envolvem o detalhamento técnico do projeto, obtenção de licenças ambientais e captação de recursos para a execução da obra.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Magnus Nascimento/Prefeitura de Natal/Divulgação

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Justiça determina consulta à comunidade da Redinha sobre projeto turístico e Prefeitura de Natal recorre da decisão

Justiça determina consulta à comunidade da Redinha sobre projeto turístico e Prefeitura de Natal recorre da decisão

TRF5 obriga consulta prévia à comunidade tradicional da Redinha; Prefeitura apresenta recurso e afirma que projeto respeita legislação

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) concedeu decisão liminar determinando que a Prefeitura de Natal realize uma consulta prévia, livre e informada (CPLI) com a comunidade tradicional da Redinha, na Zona Norte da capital potiguar, sobre as intervenções urbanísticas do projeto do Complexo Turístico da Redinha.

A ação foi movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que alegou que pescadores artesanais, marisqueiras, ribeirinhos, barraqueiros e pequenos comerciantes da região — todos reconhecidos pela União como comunidade tradicional — foram excluídos dos processos decisórios sobre as obras.

A liminar marca a primeira vez no Rio Grande do Norte em que o Judiciário reconhece o direito de uma comunidade tradicional de ser consultada formalmente antes da execução de um projeto que impacte diretamente seu território.

Segundo o MPF, as obras incluem reformas no mercado público, construção de quiosques e espaço para embarcações. A reforma do mercado foi concluída sem consenso com os comerciantes locais, que não teriam recebido assistência adequada após o desalojamento. Além disso, os antigos quiosques foram demolidos, e as novas estruturas ainda não foram entregues.

A decisão do desembargador federal Walter Nunes destaca que a consulta deveria ter ocorrido desde o início da intervenção estatal, como condição para qualquer deliberação que afetasse a comunidade e seu território. O despacho judicial determina que, durante a consulta, sejam discutidas medidas consensuais para a readequação da implementação e gestão do complexo.

O MPF argumenta que a continuidade do processo de concessão do mercado à iniciativa privada, sem a consulta obrigatória, poderia agravar os danos à comunidade. A Justiça Federal do RN deu prazo de cinco dias para que a Prefeitura informe quais medidas está adotando para cumprir a ordem judicial.

Prefeitura recorre e afirma que projeto cumpre legislação

Em nota divulgada à imprensa, a Prefeitura de Natal confirmou a apresentação de um recurso judicial, na forma de embargo de declaração, com o objetivo de esclarecer os limites e implicações da decisão proferida pelo TRF5. O Município afirmou que a consulta às comunidades tradicionais está prevista na legislação, mas defendeu que esse mecanismo democrático não impede a continuidade do projeto, desde que os direitos da população sejam respeitados e impactos sejam mitigados.

Segundo o comunicado, a Parceria Público-Privada (PPP) para o Mercado da Redinha tem como objetivo a transferência da prestação de serviço à iniciativa privada por tempo determinado, com foco na organização do espaço público, inclusão produtiva e valorização cultural local.

Ainda conforme a Prefeitura, os atuais permissionários e ocupantes da área afetada estão recebendo tratamento prioritário, com direito de permanência temporária e possibilidade de prorrogação, como forma de garantir continuidade de renda e segurança jurídica aos envolvidos.

A gestão municipal afirma que cumpre todas as normas legais e reitera o compromisso com uma transição dialogada, respeitando a história da Redinha e os marcos legais que regulam a relação com comunidades tradicionais.

Próximos passos

O TRF5 já determinou a realização da CPLI e aguarda a manifestação da Prefeitura sobre as providências adotadas. O MPF segue acompanhando o caso e ressalta que eventuais medidas unilaterais, sem consulta à comunidade afetada, não atendem aos parâmetros legais nacionais e internacionais relacionados aos direitos de povos e comunidades tradicionais.

A Prefeitura aguarda resposta sobre o recurso judicial interposto e afirma que as decisões futuras sobre o projeto dependerão da interpretação do Judiciário quanto ao alcance da liminar.

Foto: Magnus Nascimento/Prefeitura de Natal

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Seca atinge 84% das cidades do RN e compromete produção agropecuária

Seca atinge 84% das cidades do RN e compromete produção agropecuária

Monitor de Secas aponta avanço da seca grave no Oeste potiguar; 73 cidades estão em situação de emergência

Levantamento divulgado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), por meio do Monitor de Secas, revela que 84,4% dos municípios potiguares enfrentam algum nível de seca. Os dados de junho foram apurados em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA) e órgãos locais.

O mapeamento mostra que houve avanço da seca grave na região Oeste e crescimento da seca moderada no Centro-Oeste e Oeste do estado. A classificação indica que a maior parte do território potiguar sofre com as categorias Seca Moderada (34,1%) e Seca Grave (30,5%). Já a Seca Fraca foi registrada em 19,8% dos municípios. Apenas 15,6% das cidades não apresentaram seca relativa.

Apesar do cenário crítico, não há registros de Seca Extrema ou Excepcional até o momento.

Além da seca, o Rio Grande do Norte enfrenta uma crise hídrica que levou 73 municípios a obterem o reconhecimento federal de situação de emergência, conforme informações da Defesa Civil Nacional. A escassez de chuvas tem causado impactos diretos na produção agropecuária, atingindo lavouras de milho, feijão e a pecuária de corte e leiteira.

A Federação da Agricultura e Pecuária do RN (Faern) relatou perdas significativas e aumento da insegurança alimentar nas regiões Seridó, Central e Oeste, onde os volumes de chuvas ficaram até 50% abaixo da média.

O setor da agricultura familiar é um dos mais afetados. Mesmo com o crescimento da bacia leiteira desde 2016, a seca pode comprometer os avanços. Segundo o secretário estadual de Agricultura, Guilherme Saldanha, atividades como carcinicultura e agricultura irrigada não devem ser prejudicadas. No entanto, há preocupação com a pecuária leiteira, ovinocultura, caprinocultura e produção de cana-de-açúcar.

Repasses federais

Para mitigar os impactos, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) aprovou R$ 1,7 milhão para apoiar municípios nordestinos em situação de emergência. O Rio Grande do Norte tem 73 cidades beneficiadas.

Veja o ranking de estados com maior número de municípios reconhecidos em emergência por seca em 2024:

  • Piauí: 126 municípios
  • Paraíba: 107 municípios
  • Pernambuco: 100 municípios
  • Bahia: 95 municípios
  • Rio Grande do Norte: 73 municípios
  • Ceará: 31 municípios
  • Alagoas: 31 municípios
  • Sergipe: 11 municípios
  • Maranhão: 4 municípios

A situação atual reforça a necessidade de políticas públicas voltadas para adaptação climática e investimentos em infraestrutura hídrica no estado.

Foto: Hudson Heldes/Governo do RN/Ilustração / Renato Araújo/Agência Brasília / Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

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Idema inicia plano para remoção de jacarés da lagoa de Maracajaú

Idema inicia plano para remoção de jacarés da lagoa de Maracajaú

Animais serão transferidos para rios da região para conter superpopulação e garantir segurança de moradores e visitantes

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) anunciou, nesta quarta-feira (16.jul.2025), a adoção de um plano emergencial para remoção de aproximadamente 60 jacarés-de-papo-amarelo da lagoa de Maracajaú, localizada no município de Maxaranguape, no litoral Norte do estado.

A medida tem como objetivo controlar a superpopulação da espécie e reduzir riscos à segurança de moradores e visitantes. Os animais serão realocados para três rios da região: um em Touros, outro em Ceará-Mirim e o terceiro no Rio Punaú, em Rio do Fogo.

A operação será acompanhada por um grupo de trabalho interinstitucional, cuja formalização ocorrerá por meio de decreto municipal. A decisão foi tomada durante reunião pública realizada no auditório do Ecoposto da Área de Proteção Ambiental dos Recifes de Corais (APARC), com a presença de representantes do Ibama, Batalhão de Polícia Ambiental, Prefeitura de Maxaranguape, Assembleia Legislativa do RN e Câmara Municipal.

Segundo técnicos do Idema, a retirada dos animais visa preservar tanto a segurança da população quanto o equilíbrio ecológico da área. A presença excessiva de jacarés na lagoa foi atribuída à reprodução acelerada e ao hábito de moradores de alimentar os animais, comportamento que compromete o instinto natural da espécie e pode levar à perda do medo de humanos.

De acordo com o biólogo Marcelo Silva, supervisor do núcleo de fauna do Idema, cada fêmea da espécie pode colocar até 50 ovos, dos quais cerca de 30 filhotes costumam sobreviver até a fase adulta. Esse fator levou os especialistas a identificar o risco de um crescimento descontrolado da população de jacarés no local.

Durante o anúncio, o Idema fez um alerta à população para que evite alimentar os animais. A prática pode desestabilizar o ecossistema e aumentar a possibilidade de incidentes. O órgão reforça que os jacarés são animais silvestres e devem viver em habitat natural, com alimentação adequada e comportamento preservado.

A retirada será realizada por profissionais especializados em manejo de fauna silvestre. A operação integra uma estratégia mais ampla de educação ambiental e monitoramento contínuo da lagoa, com o objetivo de evitar novos surtos populacionais.

Além da remoção dos animais adultos, o Idema manterá ações de observação das áreas de desova, controle de nascimentos e orientação à comunidade local. A autarquia também planeja reforçar atividades educativas sobre convivência segura com a fauna silvestre.

O plano foi elaborado em consonância com os princípios de proteção ambiental e normas de segurança pública, levando em consideração tanto o bem-estar animal quanto a preservação dos ecossistemas costeiros da região Norte do estado.

Foto: Reprodução/Idemaa

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Mortandade de peixes em afluentes de Poço Branco é investigada por suspeita de contaminação

Mortandade de peixes em afluentes de Poço Branco é investigada por suspeita de contaminação

Polícia Civil apura denúncias de pulverização próxima à barragem; pescadores cobram medidas

Uma sequência de mortandades de peixes registrada desde o início de 2025 em afluentes que abastecem a barragem de Poço Branco, no Rio Grande do Norte, está sendo investigada pela Polícia Civil. A barragem é o quarto maior reservatório do estado e fonte de subsistência para centenas de pescadores.

Trabalhadores da pesca relatam preocupação com a possível contaminação da água, levantando suspeitas sobre pulverizações realizadas com drones em uma fazenda localizada nas proximidades da barragem. A Colônia de Pescadores do município formalizou denúncia junto à Secretaria de Turismo e Meio Ambiente de Poço Branco, solicitando providências.

Entre as reivindicações apresentadas está a realização de uma análise da água do reservatório, com foco na identificação de possíveis resíduos de agrotóxicos. A entidade também solicita o cumprimento das normas de distanciamento entre áreas de pulverização e corpos d’água, que, segundo regulamentação, devem respeitar uma distância mínima de 250 metros para mananciais de uso não potável e de 500 metros para os que servem ao abastecimento humano.

A fazenda mencionada na denúncia possui terrenos que se estendem por até 10 quilômetros ao longo do leito do rio. Há preocupação de que a pulverização esteja ocorrendo ao longo de toda a extensão da propriedade, afetando o ecossistema da barragem.

A atividade pesqueira na região envolve 160 pescadores cadastrados na Colônia de Poço Branco, além de outros 300 trabalhadores não registrados formalmente. A comunidade teme impactos na fauna aquática e possíveis riscos à saúde pública, caso haja contaminação do pescado e da água utilizada pela população local.

Em resposta, a Secretaria de Turismo e Meio Ambiente de Poço Branco informou que uma vistoria foi realizada na quinta-feira (10.jul.2025), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema). O órgão ainda não divulgou os resultados da fiscalização nem informações sobre a propriedade suspeita.

A Polícia Civil também esteve no local para verificar a veracidade das informações e investigar os relatos iniciais. Questionada sobre prazos para conclusão das apurações, a corporação não apresentou estimativas nem detalhou suspeitas relacionadas à fazenda investigada.

Foto: Reprodução/Redes sociais

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Comissão vai acompanhar manejo e poda do Cajueiro de Pirangi

Comissão vai acompanhar manejo e poda do Cajueiro de Pirangi

Trabalho será realizado pelo Idema em cumprimento a decisão judicial de 2024

Uma comissão será formada para acompanhar o processo de poda e manejo do Cajueiro de Pirangi, no município de Parnamirim, Rio Grande do Norte. A ação será executada pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema), conforme determinação judicial proferida em 2024, em um processo movido por moradores e comerciantes da região.

A criação da comissão foi definida durante duas audiências públicas realizadas na Câmara Municipal de Parnamirim. O grupo será composto por representantes do Idema, da Procuradoria Geral do Estado (PGE-RN), do Ministério Público do RN (MPRN), da Prefeitura de Parnamirim, da Câmara Municipal, da Associação de Moradores de Pirangi, além de guias de turismo e empresários locais.

O objetivo da comissão será fiscalizar o cronograma e a execução do manejo fitossanitário da árvore. Segundo o Idema, o prazo estipulado pela Justiça para conclusão do serviço é de 120 dias, com encerramento previsto até dezembro deste ano.

O Cajueiro de Pirangi possui atualmente mais de 9.500 metros quadrados de copa e é considerado o maior cajueiro do mundo. Parte de sua estrutura ultrapassa a área cercada, avançando sobre ruas, casas e estabelecimentos comerciais. Estima-se que aproximadamente 1.200 metros da planta invadam as vias públicas do entorno.

O serviço de poda será limitado às áreas excedentes, com foco nos galhos que interferem no tráfego e ocupam trechos de avenida. Essa será a primeira vez, em cerca de 136 anos, que a árvore passará por um manejo fitossanitário sistematizado. Intervenções anteriores restringiram-se a cortes pontuais, voltados ao controle de pragas.

A empresa contratada para realizar o serviço é a Engemaia & CIA LTDA, com base em contrato de 12 meses firmado com o Idema no valor de R$ 389,8 mil. O escopo inclui manejos de árvores, podas, adubação, trituração e transporte de resíduos. O mesmo contrato também contempla demandas do Parque das Dunas e da sede do Idema, em Natal. O órgão ambiental não especificou quanto do valor será destinado especificamente ao Cajueiro de Pirangi.

A Prefeitura de Parnamirim informou que não faz parte da execução da decisão judicial, pois a responsabilidade sobre a administração do cajueiro é estadual, via Idema. No entanto, o município acompanhará todo o processo de poda, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, exigindo relatórios de execução.

A árvore é um dos principais pontos turísticos do estado e recebe cerca de 300 mil visitantes por ano. Em 1994, o Cajueiro de Pirangi foi reconhecido pelo Guinness Book como o maior do mundo. Em 2012, a Associação de Moradores de Pirangi do Norte (Amopin) construiu um caramanchão de 120 metros para elevar os galhos e liberar o fluxo de veículos na Avenida Deputado Márcio Marinho.

Foto: Divulgação/Idema / Celly Maia/Assecom-RN / Caroline Macêdo/Assecom-RN

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Frente fria provoca queda de temperatura e céu nublado em Natal

Frente fria provoca queda de temperatura e céu nublado em Natal

Previsão indica ventos fortes, mínimas abaixo do normal e possibilidade de chuvas até a segunda quinzena de julho

O município de Natal tem registrado dias com céu nublado e baixa incidência de sol, acompanhados por ventos fortes e temperaturas mínimas abaixo do normal, especialmente durante as madrugadas e no início das manhãs. De acordo com a Unidade Instrumental de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), o período é marcado por um padrão de clima que reduz o aquecimento da superfície, gerando um resfriamento maior do solo.

A variação térmica decorre da menor absorção e liberação de calor pelo solo sob condições de nebulosidade persistente. Com o aumento na velocidade dos ventos, há um constante movimento de renovação do ar, contribuindo para uma sensação térmica mais fria em diversos pontos da capital potiguar.

Para os próximos dias, a previsão da EMPARN indica uma tendência de queda ainda maior nas temperaturas mínimas, especialmente entre os dias 10 e 13 de julho. As temperaturas mais baixas devem atingir tanto a capital quanto regiões serranas do interior do estado.

Em áreas como Lagoa Nova e Martins, situadas em regiões mais elevadas, são previstas mínimas variando entre 16 °C e 18 °C. Para Natal, a expectativa é de que as temperaturas fiquem entre 19 °C e 20 °C nesse mesmo período, influenciadas pela cobertura de nuvens e pela ação dos ventos mais intensos.

Segundo o levantamento realizado pela EMPARN, o cenário atmosférico atual, com céu nublado e presença de ventos constantes, impacta diretamente o balanço de energia no solo, limitando o aquecimento durante o dia e favorecendo a perda de calor durante a noite. Isso explica os registros recentes de temperaturas mínimas mais baixas do que a média histórica para o período.

A previsão também indica continuidade de chuvas com pancadas isoladas nos próximos dias, especialmente no litoral e na região Agreste do estado. A expectativa da EMPARN é que o padrão chuvoso se mantenha até a segunda quinzena de julho, com possibilidade de aumento no volume acumulado em comparação aos últimos dias.

O prognóstico da unidade de meteorologia aponta para uma combinação de fatores que sustentam o atual padrão climático, incluindo a circulação atmosférica em níveis mais baixos da troposfera e a influência de sistemas meteorológicos que favorecem o transporte de umidade do oceano para o continente.

Com o solo menos aquecido, o ar próximo à superfície se mantém mais frio, situação que pode persistir em dias com cobertura de nuvens mais espessa e ventos constantes. Esse cenário reduz as máximas diárias e provoca maior sensação de frio, especialmente nas madrugadas e no início das manhãs.

As temperaturas previstas para as regiões serranas do estado representam um comportamento típico de inverno, com valores mais baixos em cidades situadas em altitudes elevadas. Mesmo em Natal, o resfriamento deve se intensificar durante o período indicado pela EMPARN, acompanhado pela manutenção de ventos fortes, que seguem atuando sobre o litoral potiguar.

A EMPARN também monitora o avanço das frentes frias no litoral do Nordeste e seus efeitos indiretos sobre o Rio Grande do Norte. Esses sistemas, mesmo sem atuar diretamente com força máxima no estado, conseguem alterar a circulação de ventos e provocar instabilidades que resultam em pancadas de chuva e queda das temperaturas mínimas.

A previsão para a segunda quinzena de julho inclui aumento na frequência e intensidade das precipitações, sobretudo em áreas litorâneas e agrestes, o que pode resultar em acumulados mais significativos até o fim do mês. A EMPARN segue acompanhando as condições meteorológicas e deverá divulgar novos boletins atualizados conforme a evolução dos sistemas atmosféricos.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Prefeitura de Natal publica lei que unifica regras das Zonas de Proteção Ambiental

Prefeitura de Natal publica lei que unifica regras das Zonas de Proteção Ambiental

Lei Complementar nº 261/2025 disciplina uso e ocupação do solo em oito ZPAs com novas regras de preservação ambiental

A Prefeitura do Natal publicou nesta sexta-feira (4.jul.2025) no Diário Oficial do Município (DOM) a Lei Complementar nº 261/2025, que unifica as normas urbanísticas e ambientais das Zonas de Proteção Ambiental (ZPA) 1, 3, 4, 5, 7, 8, 9 e 10. A medida tem o objetivo de disciplinar o uso e a ocupação do solo, consolidando regras voltadas à preservação ambiental, urbanização sustentável e proteção de ecossistemas sensíveis.

Segundo a Prefeitura, a lei busca harmonizar desenvolvimento urbano e preservação ambiental, oferecendo segurança jurídica a empreendimentos e protegendo recursos como dunas, manguezais, rios e lagoas. O texto define subzonas específicas (preservação, conservação e uso restrito) em cada ZPA, especificando usos permitidos, como pesquisa científica, recuperação ambiental, lazer de baixo impacto, educação ambiental e pesca artesanal em comunidades tradicionais.

Atividades proibidas e proteção de ecossistemas

A lei proíbe atividades poluentes como deposição de resíduos, aterros sanitários, uso de agrotóxicos e instalação de indústrias de médio ou alto impacto. Também disciplina o uso em áreas de Preservação Permanente (APP), incluindo proteção de recursos hídricos e dunas, com previsão de criação de parques ecológicos, mirantes e unidades de conservação.

Entre os instrumentos previstos estão programas de reflorestamento, inventários de fauna e flora, monitoramento ambiental, recuperação de nascentes e campanhas de educação ambiental. A legislação revoga normas anteriores sobre as ZPAs incluídas e consolida o Plano Diretor Municipal (Lei Complementar nº 208/2022), prevendo revisão técnica obrigatória a cada cinco anos ou antes, em caso de interesse público.

Principais parâmetros urbanísticos

Entre os índices urbanísticos, a lei estabelece:

  • Área mínima do lote: 7.500 m² em subzonas de Preservação, 320 m² em Conservação e 200 m² em Uso Restrito.
  • Coeficiente de aproveitamento máximo: 0,08 (Preservação), 0,6 (Conservação) e 1 (Uso Restrito).
  • Taxa de permeabilidade mínima: 90% em Preservação, 40% em Conservação e 30% em Uso Restrito, podendo chegar a 20% com sistemas de infiltração.
  • Gabaritos máximos variados por ZPA: 0 a 12 m (ZPA 7), até 7,5 m ou até 60 m (ZPA 8), e até 4 m (ZPA 10).

A lei também prevê incentivos como outorga onerosa e transferência de potencial construtivo, vinculados a contrapartidas de arborização e implantação de sistemas de infiltração.

Regularização fundiária e usos diferenciados

A lei estabelece regras para regularização fundiária prioritária em subzonas de preservação em casos de interesse público, áreas consolidadas ou baixo impacto ambiental, mediante estudos técnicos e licenciamento. Para Habitação de Interesse Social (HIS), prevê a revisão de parâmetros, como taxa de ocupação de até 50% e permeabilidade mínima de 50% na ZPA 10.

As subzonas de Uso Restrito (SUR) definem usos urbanos controlados:

  • SUR-1: urbanização com permeabilidade mínima (40% na ZPA 1), saneamento adequado.
  • SUR-2: destinada a equipamentos públicos ou urbanização em áreas parcialmente ocupadas (exemplo: Hospital Municipal na ZPA 1).
  • SUR-3: usos institucionais, serviços e projetos de HIS em áreas de risco.

As Subzonas de Preservação (SP) destinam-se à proteção integral de dunas, mangues, lagoas, rios e vegetação nativa, permitindo apenas atividades como pesquisa, lazer de baixo impacto e pesca artesanal. Já as Subzonas de Conservação (SC) têm função intermediária, protegendo recursos naturais, mas permitindo usos compatíveis com sua característica.

Destaques por ZPA

  • ZPA 1: Pitimbu, Candelária, Cidade Nova. Hospital Municipal previsto na SUR-2.
  • ZPA 3: Rio Pitimbu e Cidade Satélite. Cordões de dunas e terraços fluviais protegidos.
  • ZPA 4: Cordões dunares dos Guarapes. Usos como compostagem e parque solar mediante estudo.
  • ZPA 5: Dunas e lagoas de Ponta Negra. Proibição de construção em margens de lagoas até cota de 35 m.
  • ZPA 7: Forte dos Reis Magos e entorno. Uso para turismo, cultura e lazer com limites de altura.
  • ZPA 8: Manguezais do Potengi/Jundiaí. Regularização fundiária em áreas consolidadas.
  • ZPA 9: Lagoas, dunas e Rio Doce. Ecoturismo e HIS fora de APPs.
  • ZPA 10: Farol de Mãe Luíza. Gabarito máximo de 4 m na área especial de proteção paisagística.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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Operação fiscaliza ocupações irregulares em área de mangue na Zona Oeste de Natal

Operação fiscaliza ocupações irregulares em área de mangue na Zona Oeste de Natal

Ação da Semurb lavra autos de infração e aplica multas em APP no bairro Nordeste

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) deflagrou nesta quarta-feira (2.jul.2025) uma operação na comunidade da Baixada, no bairro Nordeste, Zona Oeste de Natal, com o objetivo de identificar ocupações e atividades irregulares em área de mangue, classificada como Área de Proteção Permanente (APP) e protegida por lei.

Segundo a Semurb, a operação atende a uma ação do Ministério Público e contou com apoio de diversos órgãos municipais e estaduais. Participaram equipes da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semdes), Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), Polícia Militar, Polícia Civil e Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP).

Durante a ação, fiscais ambientais vistoriaram áreas ocupadas e lavraram 11 autos de infração. Também foram emitidas duas notificações por exercício de atividades sem a devida autorização ou licença ambiental. As multas aplicadas foram classificadas como de natureza grave, com valores variando entre R$ 2,7 mil e R$ 10,7 mil.

As vistorias constataram a presença de sucatas, construções irregulares, criadouros de porcos, galinhas e animais ungulados como cavalos e vacas, além de áreas aterradas e grande quantidade de lixo. A Semurb informou que toda ocupação não residencial ou destinada à criação de animais em área de mangue deverá ser desmobilizada, por se tratar de local ambientalmente frágil.

Os fiscais ambientais também inspecionaram as condições de armazenamento de materiais, identificando resíduos sólidos descartados de forma irregular, materiais contaminantes e desmatamento de manguezal. Foi observada ainda a possibilidade de contaminação do solo e a existência de resíduos dispostos sem controle, além de indícios de funcionamento de matadouros clandestinos.

Durante a operação, dois cavalos foram apreendidos em situação de maus-tratos e encaminhados para o curral municipal. A Semurb informou que os responsáveis pelas ocupações e atividades irregulares foram intimados a comparecer à sede da Secretaria no dia 15 de julho para apresentar esclarecimentos e receber prazos para a desocupação.

A área fiscalizada está inserida na Zona de Proteção Ambiental (ZPA-8), que proíbe qualquer tipo de uso ou intervenção sem autorização específica. A Semurb reforçou que as ações visam garantir a proteção do ecossistema local, caracterizado por manguezais que desempenham papel importante para o equilíbrio ambiental.

A fiscalização também avaliou o risco de contaminação ambiental, com atenção à presença de resíduos químicos, criação inadequada de animais e descarte irregular de materiais. As equipes verificaram a disposição dos objetos, a organização das áreas e os potenciais danos ao meio ambiente.

A Semurb disponibiliza canais de comunicação para denúncias da população sobre irregularidades ambientais. As denúncias podem ser feitas pela Ouvidoria da Secretaria, pelo WhatsApp (84) 3616-9829, telefone (84) 3616-9813 ou e-mail ouvidoria.semurb@natal.rn.gov.br, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. Em finais de semana e feriados, denúncias podem ser registradas pelo Ciosp, pelo número 190.

A Secretaria informou que as ações de fiscalização continuarão em outras áreas da cidade, com foco na identificação e responsabilização por ocupações e atividades que violem normas ambientais e urbanísticas.

Foto: Fiscalização Ambiental/Semurb

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MPF recorre para garantir consulta à comunidade tradicional sobre obras na Redinha

MPF recorre para garantir consulta à comunidade tradicional sobre obras na Redinha

Recurso pede que população costeira seja ouvida antes de medidas sobre concessão e gestão do complexo turístico

O Ministério Público Federal (MPF) recorreu ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) para assegurar o direito de consulta prévia e participação da comunidade tradicional costeira nas decisões relacionadas às obras e à gestão do complexo turístico da Redinha, localizado em Natal.

O recurso foi apresentado após a Justiça Federal do Rio Grande do Norte negar pedido de liminar em maio. O MPF argumenta que a medida judicial é urgente, pois as obras estão em estágio avançado e a gestão da área foi concedida à iniciativa privada por meio de lei municipal sancionada em dezembro de 2024.

O complexo abrange o mercado público, quiosques da praia e espaço de embarcação. A reforma do mercado foi finalizada, mas permanece inativo. Os quiosques foram demolidos e não foram reconstruídos, deixando comerciantes desalojados sem alternativa.

Segundo o MPF, as intervenções impactam diretamente na subsistência e nos modos de vida de ribeirinhos, pescadores artesanais, marisqueiras e pequenos comerciantes. A ausência de consulta prévia teria violado a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário.

O recurso também cita laudo antropológico do próprio MPF, estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), autodeclaração da comunidade e atos da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) como evidências do reconhecimento formal da comunidade como tradicional. A SPU concedeu Termos de Autorização de Uso Sustentável (Taus), instrumento que requer consulta prévia antes de qualquer intervenção.

O MPF sustenta que a continuidade das obras sem consulta poderá tornar os danos irreversíveis, inclusive com prejuízos a investimentos públicos já realizados, como é o caso do mercado público da Redinha, que permanece sem funcionamento.

Foto: Magnus Nascimento/Prefeitura de Natal/Ilustração

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Volumes dos reservatórios do RN encerram junho com 48,88% da capacidade

Volumes dos reservatórios do RN encerram junho com 48,88% da capacidade

Relatório do Igarn aponta queda em relação a 2023, quando nível estava em 76,56%

O Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn) divulgou nesta terça-feira (1º.jul.2025) o Relatório dos Volumes dos Principais Reservatórios do Estado, com dados referentes ao encerramento do mês de junho. De acordo com o levantamento, os mananciais potiguares acumulam atualmente 48,88% da capacidade total de armazenamento. No mesmo período do ano passado, o índice era de 76,56%.

O Igarn realiza o monitoramento de 69 reservatórios em todo o território potiguar. Juntos, esses mananciais armazenam 2.585.640.866 metros cúbicos de água, de uma capacidade total de 5.290.123.351 metros cúbicos.

O maior reservatório do estado, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, localizada na região do Vale do Açu, apresenta volume de 1.390.725.913 m³, o que corresponde a 58,60% da sua capacidade máxima de 2.373.066.000 m³.

A barragem Oiticica, situada em Jucurutu e considerada o segundo maior manancial do RN, acumula 103.352.479 m³, equivalente a 13,92% da capacidade total de 742.632.840 m³. Já a barragem Santa Cruz do Apodi registra 393.577.850 m³, correspondendo a 65,93% de sua capacidade de 599.712.000 m³.

Entre os reservatórios com volumes mais expressivos, destacam-se as lagoas de Extremoz, Pium (Nísia Floresta), Jiqui (Parnamirim) e Boqueirão (Touros), todas com 100% da capacidade. A lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta, está com 51.882.252 m³, representando 61,57% do volume total.

Atualmente, três reservatórios monitorados pelo Igarn apresentam volumes superiores a 80% de sua capacidade:

  • Riacho da Cruz II: 92,78%
  • Açude Público de Encanto: 81,92%
  • Dinamarca (Serra Negra do Norte): 84,41%

Por outro lado, 11 reservatórios estão em situação crítica, com volumes inferiores a 10% da capacidade total. São eles:

  • Passagem das Traíras (São José do Seridó): 0,03%
  • Itans (Caicó): 0,43%
  • Jesus Maria José (Tenente Ananias): 2,32%
  • Mundo Novo (Caicó): 2,39%
  • Esguicho (Ouro Branco): 3,39%
  • Sabugi (São João do Sabugi): 4,53%
  • Brejo (Olho D’Água do Borges): 4,52%
  • Carnaúba (São João do Sabugi): 5,38%
  • Lulu Pinto (Luís Gomes): 5,64%
  • Tourão (Patu): 7,76%
  • Japi II (São José do Campestre): 8,10%

O Igarn mantém o monitoramento constante desses mananciais, com o objetivo de informar a população e apoiar a gestão dos recursos hídricos no estado. O relatório atualizado mensalmente indica o nível de segurança hídrica em diferentes regiões potiguares e orienta decisões sobre o uso racional da água.

Os dados completos podem ser consultados no site oficial do Igarn, onde são disponibilizados detalhes técnicos e históricos de cada reservatório monitorado no Rio Grande do Norte.

Foto: Divulgação/Igarn / Sandro Menezes/Governo do RN / Raffael Vieira

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Ibama concede primeira licença prévia para projeto de energia eólica offshore no Brasil

Ibama concede primeira licença prévia para projeto de energia eólica offshore no Brasil

Projeto será instalado em Areia Branca (RN) com previsão de dois aerogeradores no mar e uso interno no Porto-Ilha

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emitiu nesta terça-feira (24.jun.2025) a primeira licença prévia para um projeto de energia eólica offshore no Brasil. O empreendimento será localizado no litoral do município de Areia Branca, no estado do Rio Grande do Norte, e tem como objetivo testar a geração de energia por meio de aerogeradores instalados em alto-mar.

A concessão da licença prévia representa o reconhecimento da viabilidade ambiental do projeto em sua fase de planejamento. A autorização, no entanto, não permite a execução de obras ou instalação de equipamentos no local. A continuidade do projeto está condicionada ao cumprimento das exigências estabelecidas pelo Ibama para as próximas etapas do licenciamento ambiental.

O licenciamento do Ibama segue um processo dividido em três fases: licença prévia, licença de instalação e licença de operação. Após a emissão da licença prévia, os responsáveis devem elaborar um plano de gestão ambiental e solicitar a licença de instalação, que autoriza o início das obras.

Localização e estrutura do projeto

O projeto, denominado Sítio de Testes de Aerogeradores Offshore, será instalado entre 15 e 20 quilômetros da costa de Areia Branca. Está prevista a instalação de dois aerogeradores: um com capacidade de 8,5 megawatts (MW) e outro com 16 MW, totalizando 24,5 MW de potência instalada.

A energia produzida será destinada ao consumo interno do Porto-Ilha, estrutura localizada no município e utilizada para operação portuária de embarque de sal. A condução do projeto está sob responsabilidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Rio Grande do Norte (Senai/RN), que atua na coordenação técnica e articulação institucional.

Avaliação ambiental e medidas exigidas

Durante o processo de análise, o Ibama identificou impactos ambientais associados ao projeto. Como resultado, foram recomendadas ações para o fortalecimento do plano de gestão ambiental, que contempla 13 programas específicos. Entre os programas estão:

  • Monitoramento de fauna marinha;
  • Avaliação de ruídos subaquáticos;
  • Comunicação social com as comunidades envolvidas;
  • Capacitação e qualificação profissional;
  • Acompanhamento da execução e mitigação dos impactos.

Essas medidas serão obrigatórias para a solicitação da licença de instalação e têm como finalidade assegurar que o desenvolvimento da atividade ocorra em conformidade com critérios de sustentabilidade e de proteção ambiental.

Perspectivas de execução

O projeto ainda passará por etapas de detalhamento técnico e atração de parcerias privadas. Está prevista a realização de um chamamento público para captação de empresas interessadas em investir no empreendimento. Segundo estimativas técnicas do Senai/RN, serão necessários 18 meses para a finalização dos estudos complementares e desenvolvimento dos projetos de engenharia.

Após essa etapa, o cronograma prevê um prazo de 36 meses até a entrada em operação dos aerogeradores. O planejamento contempla a assinatura de acordos de cooperação ainda em 2025, a depender do andamento das autorizações e da mobilização de recursos.

Este é o primeiro projeto do tipo a receber licença prévia no país e pode servir como referência para outros empreendimentos de energia eólica offshore em território nacional, segmento em expansão dentro da matriz energética brasileira.

Foto: Annelies Brouw/Pexels / lange x/Pexels / Enrique/Pexels

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Encalhe de contêiner e manchas de óleo em praia de Extremoz mobilizam órgãos ambientais

Encalhe de contêiner e manchas de óleo em praia de Extremoz mobilizam órgãos ambientais

Idema, IBAMA, Marinha e MPF acompanham impactos do naufrágio da embarcação Harmonia no litoral Norte do RN

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) informou que diversas instituições estão mobilizadas para monitorar e mitigar impactos ambientais decorrentes do naufrágio da embarcação Harmonia, ocorrido após sua partida do Recife com destino a Fernando de Noronha. A embarcação transportava carga destinada à recuperação da pista do aeroporto da ilha.

Após o naufrágio, um contêiner encalhou nas proximidades das praias de Graçandu e Barra do Rio, no litoral norte do estado, no município de Extremoz. Moradores também relataram a presença de manchas de óleo na faixa costeira, o que acionou a pronta resposta de órgãos ambientais e de defesa civil.

Ações de monitoramento

O Idema mobilizou equipes internas para vistoria técnica na área afetada e iniciou articulações com órgãos federais. Segundo o diretor-geral do órgão, Werner Farkatt, o Instituto acionou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que enviou uma equipe de plantão ao local.

O Projeto Cetáceos Costa Branca, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), e o Centro de Estudos e Monitoramento Ambiental (CEMAM) também foram acionados para monitorar possíveis impactos sobre a fauna marinha, especialmente a contaminação por óleo ou resíduos liberados pela embarcação.

O foco das equipes está na contenção de danos ambientais e na proteção da biodiversidade costeira, em cooperação com a Defesa Civil do Estado, a Prefeitura de Extremoz e demais instituições envolvidas.

Atuação da Marinha e do IBAMA

A Marinha do Brasil, por meio do 3º Distrito Naval, está conduzindo a investigação sobre as causas do naufrágio da embarcação Harmonia e sobre o conteúdo transportado. Segundo o Idema, o manifesto da embarcação não indicava presença de óleo ou derivados, o que levantou questionamentos sobre o conteúdo real da carga.

Por tratar-se de uma ocorrência em águas marítimas, a responsabilidade primária recai sobre o Governo Federal, especialmente o IBAMA, enquanto o Governo do Estado atua de forma complementar, colaborando com as ações de prevenção e resposta a possíveis contaminações.

Acompanhamento do Ministério Público Federal

O Ministério Público Federal (MPF) também acompanha a situação. O procurador Victor Mariz informou a instauração de procedimento para monitoramento do caso. Na noite da quarta-feira (18.jun.2025), uma reunião foi realizada na Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte (CPRN), com a presença dos proprietários da embarcação, técnicos do IBAMA e representantes da CPRN.

Durante a reunião, foram discutidas e definidas as medidas que os responsáveis pelo navio devem adotar, tanto em relação à mitigação dos impactos ambientais quanto às obrigações ligadas à segurança da navegação.

Situação em monitoramento

O Idema reforça que segue articulado com os demais órgãos públicos para garantir respostas efetivas diante do encalhe do contêiner e do surgimento de manchas de óleo. As instituições envolvidas permanecem em campo para monitoramento constante da área.

O caso segue em análise e novas atualizações devem ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos técnicos e das apurações conduzidas pelas autoridades ambientais e marítimas.

Fotos: Divulgação/IDEMA

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Parques ambientais do RN divulgam funcionamento no feriado de Corpus Christi

Parques ambientais do RN divulgam funcionamento no feriado de Corpus Christi

Idema informa horários de visitação no Parque das Dunas, Cajueiro de Pirangi e Parque Estadual Mata da Pipa nesta quinta-feira (19)

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) divulgou os horários de funcionamento das unidades de conservação sob sua gestão durante o feriado de Corpus Christi, nesta quinta-feira, 19 de junho. A programação inclui o Parque das Dunas, em Natal; o Cajueiro de Pirangi, em Parnamirim; e o Parque Estadual Mata da Pipa, localizado no município de Tibau do Sul.

Horários de funcionamento

Segundo o Idema, o Parque das Dunas e o Cajueiro de Pirangi funcionarão normalmente durante o feriado, com acesso liberado ao público das 7h30 às 17h. Já o Parque Estadual Mata da Pipa (Pemp) estará fechado para visitação nesta quinta-feira (19), reabrindo ao público na sexta-feira (20), em seu horário regular.

Confira abaixo os detalhes do funcionamento:

Parque das Dunas (Natal)

Data: 19 de junho (quinta-feira)
Horário: 07h30 às 17h
Entrada: R$ 1,00

Cajueiro de Pirangi (Parnamirim)

  • Data: 19 de junho (quinta-feira)
  • Horário: 07h30 às 17h
  • Entrada: R$ 8,00
  • Crianças de 7 a 12 anos: meia-entrada
  • Estudantes, professores e idosos: meia-entrada (com comprovação documental)

Parque Estadual Mata da Pipa (Tibau do Sul)

  • Data: 19 de junho (quinta-feira): fechado
  • Data: 20 de junho (sexta-feira): reabre em horário regular

Sobre as unidades de conservação

O Parque das Dunas é uma das principais áreas verdes urbanas de Natal e abriga trilhas, espaços para atividades físicas e ações de educação ambiental. O Cajueiro de Pirangi é conhecido por abrigar o maior cajueiro do mundo, sendo um ponto turístico tradicional do litoral sul do estado. O Parque Estadual Mata da Pipa, localizado em área de Mata Atlântica, é voltado para conservação ambiental e visitação educativa e recreativa.

Essas unidades de conservação desempenham papel importante na proteção do meio ambiente e no fomento ao turismo ecológico, sendo administradas pelo Idema, órgão responsável por coordenar as ações de sustentabilidade ambiental no estado do Rio Grande do Norte.

Serviço – Feriado Corpus Christi (19/06)

Parque das Dunas (Natal): funcionamento normal, das 07h30 às 17h – entrada R$ 1,00

Cajueiro de Pirangi (Parnamirim): funcionamento normal, das 07h30 às 17h – entrada R$ 8,00 (meia para crianças, estudantes, professores e idosos com comprovação)

Parque Estadual Mata da Pipa (Tibau do Sul): fechado na quinta-feira (19), reabre na sexta-feira (20)

Mais informações podem ser obtidas nos canais oficiais do Idema ou nas administrações locais dos parques.

Fotos: Caroline Macêd/Celly Maia/Divulgação/IDEMA

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Jiboia é resgatada em residência na cidade de Caicó

Jiboia é resgatada em residência na cidade de Caicó

Animal foi encontrado na manhã de domingo (8) e devolvido à natureza após ação do Corpo de Bombeiros

Uma jiboia foi encontrada na manhã do último domingo (8.jun.2025) dentro de uma residência localizada na Avenida Josino Carneiro, em Caicó, na região do Seridó potiguar. O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) foi acionado pelos moradores do imóvel e realizou o resgate do animal de forma segura.

Segundo informações dos bombeiros, o réptil estava no interior da casa e não apresentava comportamento agressivo. A equipe utilizou equipamentos apropriados para realizar a captura da serpente, evitando riscos tanto para os moradores quanto para o próprio animal.

Devolução à natureza

Após a captura, a jiboia foi colocada em um recipiente seguro e, conforme os protocolos ambientais, foi solta em uma área de mata nativa, distante da zona urbana. A operação seguiu os padrões de proteção ambiental estabelecidos para preservação da fauna silvestre.

O Corpo de Bombeiros reforça que, ao identificar a presença de animais silvestres, a população deve evitar contato direto e acionar imediatamente os serviços de emergência por meio do número 193.

Espécie não é venenosa

De acordo com especialistas, a jiboia não é um animal peçonhento. A espécie é comum em áreas rurais e mata atlântica, e costuma evitar o contato com seres humanos. Seu modo de ataque baseia-se na constrição, ou seja, enrola-se em torno da presa até imobilizá-la.

As jiboias geralmente se alimentam de pequenos roedores, aves ou répteis e desempenham papel importante no equilíbrio ecológico, ajudando no controle populacional de outras espécies.

Atendimentos semelhantes no RN

Ocorrências de animais silvestres em áreas urbanas têm se tornado mais frequentes devido à expansão de áreas residenciais e à redução de habitat natural. O Corpo de Bombeiros do RN atua em diversos resgates de serpentes, tamanduás, iguanas e outras espécies em diferentes municípios do estado.

O protocolo de atendimento exige que o animal seja devolvido a uma área preservada, sem intervenção letal, salvo em casos extremos de risco à vida humana. A população pode registrar ocorrências semelhantes pelo canal direto de emergência ou via aplicativo de serviços integrados da corporação, onde disponível.

Foto: Divulgação/CBRN / Antonio Di Giacomo/Pexels / Giulia Botan/Pexels

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Lula diz que ligará para Trump para garantir presença na COP30 em Belém

Lula diz que ligará para Trump para garantir presença na COP30 em Belém

Presidente brasileiro afirma que convidará pessoalmente o ex-presidente dos EUA para a conferência do clima

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou neste sábado (7.jun.2025) que pretende convidar pessoalmente o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para participar da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em novembro, em Belém (PA).

Durante coletiva de imprensa em Paris, Lula afirmou que, se Trump não confirmar presença até perto do evento, fará uma ligação pessoal: “Se até perto [da conferência] o Trump não confirmar que vem, eu, pessoalmente, vou ligar para ele e falar: ‘Ô, cara, Trump, a COP é aqui no Brasil, vamos discutir esse negócio’”, declarou.

A COP30 reunirá chefes de Estado e representantes de quase 200 países para discutir metas e ações de enfrentamento às mudanças climáticas. Segundo Lula, o Brasil está organizando uma reunião preparatória entre os chefes de Estado, com dois dias de antecedência à abertura da conferência, para aprofundar os debates.

Lula destacou a importância da participação dos Estados Unidos na conferência, afirmando que o país “poluiu muito e ainda polui”, referindo-se à responsabilidade histórica das grandes potências industriais nas emissões de carbono.

COP30 será realizada no Brasil

Esta será a primeira vez que a conferência do clima será realizada na região amazônica. Belém sediará o evento entre os dias 30 de novembro e 12 de dezembro. A escolha da capital paraense tem como objetivo colocar os desafios da Amazônia e dos países em desenvolvimento no centro do debate climático.

Durante a COP30, os países deverão apresentar metas de redução de emissões mais ambiciosas para cumprir o Acordo de Paris, que estabelece o limite de aumento da temperatura média global em 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais.

Participação dos Estados Unidos e políticas de Trump

Donald Trump, durante seu mandato como presidente dos EUA, anunciou a retirada do país do Acordo de Paris, decisão revertida posteriormente por Joe Biden. Trump também promoveu medidas que flexibilizaram regras ambientais nos Estados Unidos, incluindo a expansão da exploração de combustíveis fósseis.

O governo brasileiro busca garantir a presença de lideranças internacionais, mesmo as mais controversas, como Trump, a fim de fortalecer a participação global no evento e pressionar países desenvolvidos a contribuírem financeiramente com a mitigação das mudanças climáticas.

Lula defende financiamento climático por países ricos

O presidente brasileiro reiterou que os países industrializados têm responsabilidade histórica e devem financiar ações climáticas nos países em desenvolvimento. “O mundo rico tem uma dívida tão contenciosa com o meio ambiente porque se industrializou há mais de 200 anos. Se industrializaram à custa da carbonização do planeta e têm que pagar um pouco agora para descarbonizar”, disse Lula.

Segundo ele, o Brasil pretende liderar o debate sobre justiça climática e financiamento climático durante a COP30.

Investimentos franceses no Brasil

A declaração de Lula ocorreu durante visita oficial à França, onde o presidente também anunciou a previsão de investimentos de R$ 100 bilhões por empresários franceses no Brasil até 2030. A viagem tem como foco o fortalecimento das relações comerciais e políticas com o governo francês.

Licenciamento ambiental

Durante a coletiva, Lula também foi questionado sobre o projeto de lei aprovado no Senado que flexibiliza regras de licenciamento ambiental no Brasil. O presidente afirmou que ainda aguardará a tramitação do projeto na Câmara dos Deputados e que poderá exercer seu direito de veto.

“É muito difícil um presidente da República dar palpite de uma coisa que está sendo votada na Câmara. Eu tenho direito de vetar. Então, deixa acontecer, deixa ver como o debate na Câmara evolui”, afirmou.

Ele destacou que ministros do governo ligados ao tema devem participar do debate com os parlamentares, buscando aperfeiçoamentos no texto.

Críticas ao projeto

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, já se manifestou publicamente contra o projeto. Em pronunciamento recente em rede nacional de rádio e TV, ela afirmou que a proposta representa risco à legislação ambiental brasileira. “Não podemos permitir que, em nome da agilização das licenças ambientais, seja desferido um golpe mortal em nossa legislação”, disse.

A tramitação do projeto segue sob atenção de ambientalistas, representantes do setor produtivo e do governo federal, que buscam um equilíbrio entre a proteção ambiental e o desenvolvimento econômico.

Foto: Ricardo Stuckert/PR / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Dia do Meio Ambiente: setor funerário adota práticas cada vez mais sustentáveis

Dia do Meio Ambiente: setor funerário adota práticas cada vez mais sustentáveis

“Ações refletem uma mudança de paradigma em um setor historicamente conservador”, diz Alessandra Vila sobre as transformações ambientais no segmento

No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta quinta-feira (5), um setor pouco lembrado nas discussões sobre sustentabilidade chama a atenção pelo avanço em práticas responsáveis: o funerário. Tradicionalmente associado a rituais marcados pelo impacto ambiental, o segmento tem passado por uma transformação significativa, em âmbito nacional e regional.

A busca por alternativas menos agressivas ao meio ambiente tem levado empresas a repensarem desde o tipo de sepultamento até o destino de resíduos produzidos durante os serviços. Entre as principais mudanças estão a adoção de urnas biodegradáveis, o incentivo à cremação com menor emissão de poluentes e a implantação de cemitérios verticais, que otimizam o uso do solo e reduzem o risco de contaminação dos lençois freáticos.

Os chamados “cemitérios ecológicos” evitam práticas como irrigação constante e usam sistemas tecnológicos que filtram resíduos da decomposição antes da dispersão no solo, contribuindo para a conservação dos recursos hídricos e do entorno ambiental. A inovação é uma resposta às exigências crescentes da sociedade por modelos mais sustentáveis, inclusive no momento da despedida.

Transformação ambiental em âmbito local

No Rio Grande do Norte, uma referência em iniciativas ambientais no setor é a Empresa Vila, que tem adotado medidas concretas para integrar os princípios de ESG (Ambiental, Social e Governança) à sua atuação. Na unidade Mossoró, por exemplo, o cemitério vertical administrado pela empresa opera com o sistema Eco No-leak, projetado para evitar o vazamento de líquidos da decomposição, protegendo o solo e o lençol freático.

Já a unidade Caicó, se destaca por funcionar 100% com energia solar, posicionando-se como uma das poucas no setor funerário do país a operar exclusivamente com fonte limpa e renovável. “A transição para energia solar em nossas operações representa mais do que uma escolha tecnológica, é um posicionamento”, afirma Alessandra Vila, CEO da empresa.

Outra frente importante é a gestão de resíduos. Desde 2024, a empresa implementou um programa de coleta seletiva que já destinou corretamente mais de cinco toneladas de materiais recicláveis e orgânicos, frutos de um projeto piloto iniciado na Grande Natal.

Em parceria com o Minhocário Berg, parte dos resíduos orgânicos, como flores e restos alimentares, vem sendo transformada em fertilizantes naturais. Uma nova composteira está em construção, com previsão de oferecer adubo gratuitamente à população local.

“As ações refletem um movimento que vai além da compensação de impactos ambientais: trata-se de uma mudança de paradigma em um setor historicamente conservador”, finaliza Alessandra Vila.

Foto: Divulgação

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Projeto de restauração da Caatinga avança nos estados de Pernambuco e RN

Projeto de restauração da Caatinga avança nos estados de Pernambuco e RN

Unidades demonstrativas de restauração ecológica no sertão do Pajeú (PE) e restauração produtiva no sertão do Apodi (RN) servirão de modelos de produção sustentável no semiárido

Restaurar a riqueza natural da Caatinga é o objetivo de uma nova iniciativa de restauração que começa a ser implementado neste mês de maio nos estados de Pernambuco e Rio Grande do Norte. Ao todo, 38 espécies nativas — incluindo carnaúba, pajeú, emburana, angico, jurema, mulungu, juazeiro e a craibeira — serão cultivadas em duas unidades demonstrativas de um hectare cada, com o apoio do WRI Brasil e em parceria com a Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú, a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), a Associação para o Desenvolvimento Sustentável Empreender Para Reforçar Emprego e Renda (ADSERER), o Redário e o Cepan.

Cada experimento de restauração ecológica tem um hectare de área. No Sertão do Pajeú, está sendo utilizada a técnica da muvuca com o plantio de mudas. Serão intercaladas linhas de semeadura direta com linhas de mudas, de modo que será possível fazer uma análise comparativa entre o uso de mudas e sementes nas ações de restauração. A opção pela muvuca, técnica na qual as sementes não são separadas por espécies, mas misturadas entre si, visa reproduzir a forma como as plantas ocorrem naturalmente na paisagem. Tanto as mudas como as sementes são obtidas de organizações locais, como a própria Rede de Mulheres, o Redário e a Rede de Sementes do Pajeú.

“Essa primeira etapa de implantação da unidade demonstrativa de restauração ecológica no Pajeú foi de muita troca de experiência”, diz Apolônia da Silva, educadora social da Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú. “A Rede buscou trazer para o projeto o olhar das mulheres, uma vez que são elas que desempenham esse papel importante de restauração da Caatinga.”

Já no Sertão do Apodi (RN), a restauração será produtiva, por meio da implantação de um sistema agroflorestal (SAF) com espécies melíferas, que serão inseridas na áreas também por meio de sementes e mudas, o que viabiliza a criação de abelhas nativas (meliponicultura) e fortalece a segurança alimentar e a geração de renda. O SAF permitirá o cultivo de alimentos para o consumo das famílias e a comercialização de excedentes.

Essas áreas piloto equilibram a restauração da natureza, a produção de valor e inclusão de grupos sociais. “As unidades demonstrativas destacam o potencial da restauração em gerar renda e faz sentido para as comunidades locais”, diz Luciana Alves, Coordenadora de Projetos e Pesquisa do WRI Brasil. “O caso da Rede de Sementes do Pajeú exemplifica como a estruturação de redes como essa fortalece mecanismos de comercialização, mobiliza comunidades e gera renda a partir da restauração”.

As iniciativas são fruto do estudo “Restauração de Paisagens e Florestas no Bioma Caatinga”, baseado na metodologia Avaliação das Oportunidades de Restauração (ROAM), desenvolvida pelo WRI. O estudo identifica áreas prioritárias para ações de recuperação que integrem conservação ambiental, inclusão social e produção sustentável.

O projeto integra o Programa Raízes da Caatinga, conduzido pela IDH em parceria com o WRI Brasil e a Diaconia, que apoia municípios nos estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba a construir pactos pela produção sustentável, proteção da vegetação nativa e fortalecimento da governança territorial em paisagens da Caatinga. A ação está alinhada às metas do pilar Proteger dos Pactos Pajeú Sustentável e Apodi Sustentável, que integram a estratégia territorial desse programa, visando fortalecer a governança e impulsionar soluções baseadas na natureza no semiárido nordestino.

Entre as espécies que serão plantadas nas duas unidades demonstrativas estão: Emburana (Amburana cearenses), angico (Anadenanthera colubrina), pereiro (Aspidosperma pyrifolium), aroeira-preta (Astronium urundeuva), catingueira (Cenostigma pyramidale), pombeiro-vermelho (Combretum lanceolatum), mofunfo (Combretum leprosum), carnaúba (Copernicia prunifera), xique-xique (Crotalaria sp.), mucunã (Dioclea grandiflora), mulungu (Erythrina velutina), ipê-roxo (Handroanthus impetiginosus), pau-mocó (Luetzelburgia auriculata), jurema-branca (Mimosa ophthalmocentra), angico-de-bezerro (Pityrocarpa moniliformis), embiratanha(Pseudobombax marginatum), saboneteiro (Sapindus saponaria), juazeiro (Sarcomphalus joazeiro), baraúna(Schinopsis brasiliensis), craibeira (Tabebuia aurea), pau-jaú (Triplaris gardneriana) e jaramataia (Vitex gardneriana), entre outras.

Sobre o WRI Brasil

O WRI Brasil é um instituto de pesquisa que trabalha em parceria para gerar transformação. Atua no desenvolvimento de estudos e implementação de soluções para que as pessoas tenham o essencial para viver, para proteger e restaurar a natureza, pelo equilíbrio do clima e por comunidades resilientes. Alia excelência técnica à articulação política e trabalha com governos, empresas, academia e sociedade civil.
O WRI Brasil faz parte do World Resources Institute (WRI). Fundado em 1982, o WRI conta com cerca de 1,7 mil profissionais pelo mundo, com escritórios no Brasil, China, Colômbia, Índia, Indonésia, México e Estados Unidos, além de escritórios regionais na África e na Europa.

Foto: BEN HUR MONRAHATTY

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Ibama aplica R$ 2 milhões em multas por desmatamento da Mata Atlântica no RN

Ibama aplica R$ 2 milhões em multas por desmatamento da Mata Atlântica no RN

Operação Mata Viva embarga mais de 1.600 hectares e identifica infrações ambientais em todo o estado

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) lavrou 25 autos de infração por desmatamento na Mata Atlântica no Rio Grande do Norte ao longo do mês de maio. As multas aplicadas totalizam quase R$ 2 milhões, conforme balanço divulgado nesta terça-feira (28).

A ação faz parte da Operação Mata Viva, que tem como foco o combate ao desmatamento e à degradação ambiental no bioma da Mata Atlântica dentro do território potiguar. A iniciativa busca responsabilizar administrativamente os infratores e estabelecer medidas para a reparação dos danos causados ao meio ambiente.

De acordo com o órgão federal, os resultados preliminares da operação já apontam para um cenário crítico de conservação ambiental no estado. Além das multas, foram aplicados 33 embargos acautelatórios em áreas degradadas, o que equivale à interdição de mais de 1.600 hectares de Mata Atlântica desmatados nos últimos cinco anos. A operação resultou ainda na emissão de 15 notificações e um termo de suspensão de atividades em locais considerados de impacto ambiental significativo.

Os embargos visam impedir a continuidade de práticas ilegais nessas áreas, interrompendo obras, plantações e demais atividades que possam agravar o processo de degradação. As áreas embargadas seguem sob monitoramento ambiental, podendo passar por processos de recuperação obrigatória conforme a legislação.

Dados de 2023 do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica indicam que o Rio Grande do Norte perdeu quase toda a cobertura original do bioma. Do total de cerca de 6.400 km² existentes originalmente — o que corresponde a aproximadamente 13% da área territorial do estado — restam atualmente apenas 2,5%.

O Ibama classifica o estado como um dos mais críticos em termos de conservação da Mata Atlântica no Brasil. A redução drástica da vegetação nativa é atribuída principalmente à expansão da agropecuária e, mais recentemente, à urbanização acelerada, à especulação imobiliária e ao crescimento desordenado do setor turístico em áreas costeiras e interioranas.

Segundo o coordenador da operação no estado, analista ambiental Frederico Fonseca, a fiscalização tem como prioridade a responsabilização dos responsáveis e a garantia de que os danos ambientais não apenas cessem, mas sejam revertidos, na medida do possível.

— Estamos atuando firmemente para proteger os remanescentes de Mata Atlântica no estado, um bioma fundamental para a biodiversidade, para o equilíbrio climático e para a qualidade de vida das populações locais — declarou Fonseca.

A Operação Mata Viva será mantida de forma contínua, com novas ações programadas para o segundo semestre. O Ibama reforça que denúncias de crimes ambientais podem ser realizadas por meio do canal Linha Verde, disponível no site do órgão.

A fiscalização integra uma estratégia nacional de combate aos crimes ambientais que afetam os biomas brasileiros. A Mata Atlântica, reconhecida como Patrimônio Nacional pela Constituição Federal e como Reserva da Biosfera pela Unesco, possui legislação própria que restringe o desmatamento e exige compensações ambientais.

Foto: Divulgação/IBAMA

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Boletim aponta cinco trechos de praias e rios impróprios para banho na Grande Natal

Boletim aponta cinco trechos de praias e rios impróprios para banho na Grande Natal

Areia Preta, Rio Pirangi e outros pontos estão fora dos padrões de balneabilidade, segundo relatório do Idema

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) divulgou nesta sexta-feira (23.mai.2025) o mais recente boletim de balneabilidade, informando que cinco trechos de praias e rios da Grande Natal estão classificados como impróprios para banho.

Na capital potiguar, o único local contraindicado para banhistas é a Praia de Areia Preta, especificamente na altura da Escadaria de Mãe Luíza. O local apresentou índices de coliformes termotolerantes acima do permitido, conforme os critérios definidos na Resolução n.º 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).

O município de Parnamirim apresenta dois pontos considerados impróprios: o Rio Pirangi, na Ponte Nova, e o Rio Pirangi-Pium, no trecho conhecido como Balneário Pium. Esses locais registraram níveis de contaminação que ultrapassam os limites estabelecidos pela legislação ambiental.

Em Extremoz, o trecho da Av. Pitangui, na região de Pitangui, também foi incluído na lista de locais inadequados para banho. Já em Nísia Floresta, o ponto classificado como impróprio é a Foz do Rio Pirangi.

O levantamento analisou um total de 33 pontos de coleta distribuídos nas zonas litorâneas e fluviais da Região Metropolitana de Natal. O critério de análise considera a concentração de coliformes termotolerantes nas águas, indicadores de contaminação fecal que colocam em risco a saúde de banhistas.

O boletim de balneabilidade é elaborado por meio do Programa Água Azul, uma parceria entre o Idema, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) e a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN (FUNCERN). A divulgação é feita semanalmente no site oficial do Idema e no aplicativo Praia Limpa, plataforma nacional de monitoramento das condições sanitárias das praias.

Critérios de balneabilidade

A Resolução CONAMA n.º 274/2000 estabelece que um ponto é considerado próprio para banho quando apresenta, no máximo, 1.000 coliformes termotolerantes por 100 mililitros de água, em 80% ou mais das amostras coletadas durante cinco semanas consecutivas. Valores acima desse limite classificam o local como impróprio, indicando a presença de micro-organismos nocivos à saúde.

Locais impróprios para banho oferecem risco de infecções, especialmente em crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade. Entre as doenças relacionadas à exposição a essas águas estão gastroenterites, infecções de pele e doenças respiratórias.

Importância do monitoramento

A divulgação regular dos boletins de balneabilidade permite que a população e os turistas se informem sobre os locais adequados para o lazer. O monitoramento contínuo é fundamental para a preservação da saúde pública e para a gestão ambiental das regiões litorâneas.

O Idema recomenda que os banhistas consultem os boletins antes de frequentar praias, rios ou lagoas, principalmente após períodos de chuvas intensas, que aumentam o risco de contaminação da água por esgoto doméstico ou resíduos sólidos urbanos.

A lista completa dos pontos analisados e sua classificação atual está disponível no portal do Idema (www.idema.rn.gov.br) e no app Praia Limpa, disponível para dispositivos Android e iOS.

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN/Ilustração / Danny Nunes/IDEMA

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MPF e MPRN promovem audiência sobre uso das áreas desocupadas da Via Costeira

MPF e MPRN promovem audiência sobre uso das áreas desocupadas da Via Costeira

Encontro ocorre no dia 3 de junho e discutirá propostas de uso com foco ambiental e social

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) irão realizar uma audiência pública no dia 3 de junho, em Natal, para discutir o futuro das áreas desocupadas da Via Costeira. O evento, intitulado “Vamos pensar juntos a Via Costeira”, ocorrerá a partir das 9h, no auditório do MPRN, no bairro de Candelária.

A audiência pública Via Costeira tem como objetivo reunir representantes do poder público, entidades ambientais, setor privado e sociedade civil para discutir propostas de uso da área, considerada como Área de Preservação Permanente (APP), conforme perícia técnica do MPF com base no Código Florestal.

A Via Costeira de Natal tem cerca de 9 km de extensão entre as praias de Areia Preta e Ponta Negra, abrange 132 hectares e está localizada ao lado do Parque das Dunas. Apesar de menos de 50% da área estar ocupada, a região enfrenta crescente pressão do setor imobiliário.

Os Ministérios Públicos buscam garantir que qualquer intervenção nas áreas desocupadas respeite os critérios legais de preservação ambiental e o interesse público. A discussão tem como foco a sustentabilidade, o uso racional do território e o ordenamento patrimonial.

A audiência será aberta ao público. Quem quiser se manifestar pode enviar e-mail com antecedência para o endereço prrn-audiencia-viacosteira@mpf.mp.br. Os organizadores recomendam o uso de transporte público ou por aplicativo devido à limitação de estacionamento no local.

Em setembro de 2024, MPF e MPRN já haviam emitido recomendação a órgãos estaduais e municipais sobre a necessidade de medidas para controle ambiental e uso adequado da Via Costeira.

Foto: thimhz/VisualHunt / Mário Monte/VisualHunt.com

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Natal Shopping disponibiliza Hub de Reciclagem para descarte de itens de papelão, plástico, metal e outros materiais

Natal Shopping disponibiliza Hub de Reciclagem para descarte de itens de papelão, plástico, metal e outros materiais

Empreendimento direcionou 272 toneladas de resíduos para reciclagem em 2024, com apoio de clientes e lojistas

Em alusão ao Dia da Reciclagem, celebrado neste sábado (17), o Natal Shopping reforça seu compromisso com o meio ambiente e convida o público a adotar hábitos sustentáveis por meio de ações permanentes como o Hub de Reciclagem, instalado na Praça de Alimentação. Aberto a toda a comunidade, o espaço funciona como ponto de coleta para papelão, plásticos, metais, pilhas, eletroeletrônicos, cápsulas de café, lâmpadas fluorescentes e óleo de cozinha usado.

A iniciativa, que integra as práticas do pilar de ESG do empreendimento, tem ajudado o shopping a atingir resultados expressivos: apenas em 2024, 272 toneladas foram recicladas com envolvimento de clientes lojistas e apoio do NAT. Foram 103 toneladas de papelão, 11 toneladas de plástico, 121 litros de óleo de cozinha usado e 117 toneladas de resíduos orgânicos.

O Hub está disponível durante o horário de funcionamento do shopping e recebe constantemente a visita de clientes que já aderiram à prática. Outro destaque entre as ações é o espaço Sustentabilidade Transforma, também localizado na Praça de Alimentação. Em parceria com o Minhocário de Berg, o empreendimento transforma restos de comida descartados nas bandejas dos clientes em adubo e húmus orgânico, que são comercializados na loja sustentável.

Com essas e outras iniciativas, o Natal Shopping reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e com o papel ativo na formação de uma sociedade mais consciente. “Abraçamos a sustentabilidade como um pilar importante da nossa atuação porque queremos ser um espaço que vai além das compras: um agente de mudança positiva para o meio ambiente e para a comunidade, e com nossos pequenos passos, incentivamos para que cada um faça sua parte”, destaca Felipe Furtado, superintendente do shopping.

Educar para transformar

Além das práticas ambientais, o Natal Shopping também aposta na educação como ferramenta de transformação. Por meio do projeto Naty nas Escolas, o empreendimento leva a mascote Naty para instituições públicas de ensino infantil, promovendo atividades educativas com foco em educação ambiental e atitudes conscientes.

A programação inclui a apresentação de uma peça teatral e a distribuição gratuita do livro “Naty e a Natureza”, com mensagens sobre uso racional da água, descarte correto do lixo e a valorização de patrimônios naturais e históricos da cidade, como o Parque das Dunas e o Forte dos Reis Magos. Gestores escolares que desejarem receber o projeto podem entrar em contato pelo e-mail: marketing.nat@natalshopping.com.br

Fotos: Divulgação

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Dia Mundial da Reciclagem: conheça a Receita do Futuro, estratégia do McDonald's para iniciativas sustentáveis

Dia Mundial da Reciclagem: conheça a Receita do Futuro, estratégia do McDonald’s para iniciativas sustentáveis

Substituição de embalagens plásticas, ações de reciclagem e programa de doação fazem parte do projeto; no RN, mais de 1,2 toneladas de alimentos já foi doada

Em celebração ao Dia Mundial da Reciclagem, neste sábado (17), a Arcos Dorados reforça seu compromisso com a gestão responsável de resíduos e a promoção da economia circular em seus restaurantes no Brasil. A companhia, que opera a rede McDonald’s no país e conta com uma estratégia socioambiental, a Receita do Futuro, já implementou uma série de iniciativas sustentáveis que envolvem substituição de embalagens plásticas, ações de reciclagem e programa de doação de alimentos, que evitam desperdícios em sua operação.

Os avanços refletem a solidez e a priorização dessa agenda, que anualmente reduz em média 3 mil toneladas de plástico de sua operação, em toda a América Latina. No Brasil, em 2023, a companhia implementou um programa de logística reversa de reciclagem de copos, em parceria com a indústria IBEMA, que até fevereiro deste ano, reciclou mais de 600 mil copos.

Pensando na experiência do cliente, a rede busca constantemente alternativas que possam reduzir o impacto ambiental e que gere conscientização, promovendo a educação ambiental. Para incentivar ainda mais a separação e a reciclagem de resíduos entre os clientes, alguns restaurantes contam com novas lixeiras educativas. Esses recipientes possuem compartimentos separados para líquidos, papel e papelão, PET, orgânicos, não recicláveis e molhos não usados, incentivando tanto os clientes quanto os funcionários a participarem do descarte responsável de resíduos e das ações de reciclagem.

Os colaboradores também são impactados diretamente pela reciclagem, já que mais de 500kg de uniformes sem condições de uso foram transformados em mais de 700 aventais, que atualmente são utilizados pelos funcionários nas unidades de McCafé.

“Cada ação conta quando falamos sobre unir forças por um futuro mais sustentável. Sabemos que mudanças significativas começam com escolhas conscientes no dia a dia, tanto das empresas quanto das pessoas. Por isso, na Arcos Dorados, temos o compromisso de ir além da operação: queremos ser agentes de transformação. Investimos continuamente em soluções que promovam a reciclagem, reduzam o desperdício e fortaleçam a economia circular, sempre com o envolvimento dos nossos clientes, colaboradores e parceiros. Acreditamos que só é possível gerar impacto positivo quando todos caminham juntos nessa jornada”, explica Marie Tarrisse, Gerente Sênior de Impacto Social e Desenvolvimento Sustentável da Divisão Brasil da Arcos Dorados

Iniciativas envolvem doação e reciclagem de alimentos

Em relação à preparação de seus ingredientes, a rede já garante que 100% dos seus 1.179 restaurantes no país reciclam o óleo utilizado nas cozinhas, o que representa 2,5 milhões de litros destinados à produção de biodiesel e produtos de limpeza.

Ainda, para reduzir o desperdício de em todas as etapas da operação, desde 2023, o McDonald’s mantém um programa de valorização dos alimentos. A iniciativa destina a doação de produtos fora do padrão comercial da marca — mas ainda em perfeitas condições para o consumo — a ONGs parceiras, como por exemplo extremidades do tomate, casquinhas com avarias, entre outros. Desde então, mais de 65 toneladas de alimentos foram reaproveitadas e transformadas em mais de 300 mil pratos de comida, que ajudaram a alimentar pessoas em situação de vulnerabilidade social. No RN, o projeto já doou 1.226 kgs de alimentos para a região.

O compromisso da Arcos Dorados também abrange os resíduos orgânicos. Em 2024, 93 toneladas foram compostadas com o apoio de parceiros e diretamente em três unidades do McDonald’s, que operam in loco sistemas próprios de compostagem, com máquinas e métodos especializados. A matéria orgânica é transformada em adubo e fertilizante, utilizados na horta dos restaurantes, onde são cultivados diversos vegetais que são compartilhados com os funcionários. Além disso, todos os meses, crianças e adolescentes de escolas públicas visitam os restaurantes para aprender sobre a economia circular dos alimentos. Somente em 2024, cerca de 400 estudantes de mais de 10 escolas participaram do projeto.

Essas iniciativas reforçam o compromisso da companhia em ser parte ativa na construção de operações mais sustentáveis e na conscientização de milhares de pessoas envolvidas em sua cadeia, desenvolvendo e implementando práticas que respeitem o meio ambiente.

Sobre a Arcos Dorados

A Arcos Dorados é a maior franquia independente do McDonald’s do mundo e a maior rede de serviço rápido de alimentação da América Latina e Caribe. A companhia conta com direitos exclusivos de possuir, operar e conceder franquias locais de restaurantes McDonald’s em 20 países e territórios dessas regiões. Atualmente, a rede possui mais de 2.400 restaurantes, entre unidades próprias e de seus franqueados, que juntos empregam mais de 100.000 funcionários (dados de 31/12/2024). A empresa também está comprometida com o desenvolvimento das comunidades em que opera com a oferta de oportunidades de primeiro emprego formal aos jovens e com o impacto ambiental positivo por meio de sua Receita do Futuro. A Arcos Dorados está listada na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE: ARCO). Para saber mais sobre a Companhia por favor visite o nosso site: www.arcosdorados.com

Foto: Divulgação

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Reservatórios do RN encerram abril com 51,58% da capacidade total, aponta Igarn

Reservatórios do RN encerram abril com 51,58% da capacidade total, aponta Igarn

Barragens Armando Ribeiro Gonçalves e Santa Cruz do Apodi concentram maior volume; 11 reservatórios seguem em estado crítico

O volume das reservas hídricas superficiais do Rio Grande do Norte fechou o mês de abril com 51,58% da capacidade total de armazenamento. A informação consta no Relatório dos Volumes dos Principais Reservatórios do RN, divulgado nesta quarta-feira (30.abr.2025) pelo Instituto de Gestão das Águas do Estado (Igarn).

O relatório aponta que, dos 5,29 bilhões de metros cúbicos de capacidade total, os mananciais monitorados acumulam atualmente 2,72 bilhões de metros cúbicos.

Principais reservatórios

A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior manancial do estado, acumula 1,47 bilhão de metros cúbicos, equivalente a 62,21% da sua capacidade. Em seguida, aparece a barragem Oiticica, com 101,7 milhões de m³, o que representa 13,70% da capacidade total de 742,6 milhões de m³.

Outros importantes mananciais apresentam os seguintes volumes:

  • Barragem Santa Cruz do Apodi: 408,4 milhões de m³ (68,11%)
  • Barragem Umari (Upanema): 214,7 milhões de m³ (73,33%)

Reservatórios com 100% da capacidade

Dois reservatórios atingiram volume máximo:

  • Riacho da Cruz II: 9.604.200 m³
  • Dinamarca (Serra Negra do Norte): 2.724.425 m³

Reservatórios com mais de 70% de volume

Nove reservatórios superam a marca de 70% da capacidade:

  • Poço Branco: 72,37%
  • Trairi (Tangará): 71,09%
  • Açude de Cruzeta: 81,83%
  • Campo Grande (São Paulo do Potengi): 72,60%
  • Encanto: 73,40%
  • Riachão (Rodolfo Fernandes): 80,10%
  • Pinga (Cerro Corá): 72,98%

Reservatórios em estado de alerta

Onze reservatórios seguem com volumes inferiores a 10% da capacidade:

  • Itans (Caicó): 0,61%
  • Sabugi (São João do Sabugi): 5,95%
  • Passagem das Traíras (São José do Seridó): 0,03%
  • Esguicho (Ouro Branco): 4,45%
  • Carnaúba (São João do Sabugi): 7,38%
  • Japi II (São José do Campestre): 9,04%
  • Jesus Maria José (Tenente Ananias): 3,01%
  • Tourão (Patu): 9,64%
  • Brejo (Olho D’Água do Borges): 5,36%
  • Gangorra (Rafael Fernandes): 8%
  • Mundo Novo (Caicó): 2,67%
  • Lulu Pinto (Luís Gomes): 8,81%

O monitoramento dos volumes é realizado de forma contínua e serve de base para ações estratégicas no gerenciamento dos recursos hídricos no estado.

Foto: Humberto Sales

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Operação Argos Panoptes: PF investiga grupo que espionava ações do Ibama no combate à pesca ilegal no RN

Operação Argos Panoptes: PF investiga grupo que espionava ações do Ibama no combate à pesca ilegal no RN

Informante agia no Iate Clube de Natal e repassava dados sobre saídas de equipes de fiscalização, segundo Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (29.abr.2025), a Operação Argos Panoptes, com o objetivo de investigar a atuação de um grupo suspeito de dificultar fiscalizações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) contra práticas de pesca ilegal no Rio Grande do Norte.

A investigação aponta que os integrantes do grupo criminoso utilizavam um informante posicionado no Iate Clube de Natal para monitorar e repassar informações sobre as saídas de equipes do Ibama. A tática visava antecipar as ações de fiscalização ambiental, permitindo que infratores evitassem autuações e apreensões durante as operações.

A operação contou com a participação de oito agentes da Polícia Federal e resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão, autorizado pela 2ª Vara Federal do Rio Grande do Norte. O material apreendido será analisado para identificar outros envolvidos e aprofundar as investigações sobre o funcionamento da rede de apoio ao grupo investigado.

O nome da operação faz referência à figura mitológica Argos Panoptes, um gigante da mitologia grega descrito como tendo cem olhos e que vigiava tudo à sua volta, inclusive enquanto dormia. A escolha remete ao sistema de vigilância utilizado pelos investigados, que monitoravam as atividades do Ibama para beneficiar práticas ilícitas.

Os envolvidos são investigados por crimes ambientais e associação criminosa. Segundo a Polícia Federal, os principais delitos apurados são a extração ou exploração ilegal de recursos naturais e a formação de associação criminosa. As tipificações estão previstas nos artigos 153, §1º-A, do Código Penal e 69 da Lei nº 9.605/1998, que trata de crimes ambientais.

A prática de pesca ilegal e a exploração irregular de recursos naturais geram impactos ambientais significativos, afetando espécies marinhas, ecossistemas e a sustentabilidade da atividade pesqueira legal. A ação policial busca desarticular mecanismos de proteção informal que garantiam impunidade a práticas predatórias no litoral potiguar.

A Operação Argos Panoptes segue em andamento. A Polícia Federal informou que novas diligências poderão ser realizadas nas próximas semanas com base nas informações colhidas.

Foto: Polícia Federal/Divulgação

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Cajueiro de Pirangi, Parque das Dunas e Parque Mata da Pipa terão funcionamento diferenciado no feriadão

Cajueiro de Pirangi, Parque das Dunas e Parque Mata da Pipa terão funcionamento diferenciado no feriadão

Idema divulga horários das unidades de conservação no Rio Grande do Norte durante os feriados de abril; Cajueiro de Pirangi terá programação especial para crianças e visitantes

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) divulgou os horários de funcionamento das unidades de conservação ambiental sob sua gestão durante o feriadão que compreende a Semana Santa (18 de abril) e o feriado de Tiradentes (21 de abril).

As unidades administradas pelo Idema incluem o Parque das Dunas, em Natal; o Cajueiro de Pirangi, em Parnamirim; e o Parque Estadual Mata da Pipa, localizado em Tibau do Sul. Cada espaço terá uma programação específica para o período, incluindo mudanças nos dias de funcionamento e atividades voltadas ao público.

Parque das Dunas funcionará normalmente durante o feriado

O Parque das Dunas, em Natal, estará aberto normalmente para visitação entre os dias 17 e 20 de abril, das 7h30 às 17h. A exceção será a segunda-feira (21), quando o parque estará fechado para manutenção, conforme rotina semanal.

A entrada no Parque das Dunas custa R$ 1,00, e o espaço é um dos principais atrativos naturais da capital potiguar, com trilhas ecológicas, áreas de convivência e ações de educação ambiental.

Cajueiro de Pirangi terá programação cultural e educativa

Já o Cajueiro de Pirangi, em Parnamirim, manterá seu horário habitual de funcionamento durante todo o feriadão, de 17 a 21 de abril, das 7h30 às 17h. A entrada custa R$ 8,00, com direito à meia-entrada para crianças de 7 a 12 anos, estudantes, professores e idosos com documentação comprobatória.

Durante o período, o espaço oferecerá atividades especiais voltadas ao público infantil, com destaque para apresentações culturais e ações educativas. A programação inclui atrações musicais, oficinas e interação com a Horta Educativa e a Cajucultura.

Programação especial no Cajueiro de Pirangi

Quarta-feira, 16 de abril

  • Atividades de Páscoa com escolas de Pium e Pirangi
  • Apresentação musical com Júlio César (a partir das 8h)
  • Atividades com as crianças: das 9h às 16h
  • Plantio de sementes de cenoura na Horta Educativa
  • Atividades infantis na Cajucultura
  • Cajukê (karaokê para crianças)

Sexta-feira, 18 de abril

  • Apresentação musical com Dan Silva Acústico, das 8h às 11h

Sábado, 19 de abril

  • Show de Júlio César, das 8h às 11h

O Cajueiro de Pirangi é conhecido por abrigar o maior cajueiro do mundo e oferece visitas guiadas, mirante com vista para o litoral e espaço de lazer em meio à natureza.

Parque Mata da Pipa terá dias fechados no feriado

O Parque Estadual Mata da Pipa, situado no município de Tibau do Sul, terá alterações significativas no funcionamento durante o período. A unidade estará fechada nos dias 18 (sexta-feira), 20 (domingo) e 21 (segunda-feira). Nos demais dias, o acesso será limitado ao horário das 9h às 15h.

A entrada no Parque Mata da Pipa é gratuita e o local abriga trilhas em meio à mata atlântica preservada, além de atividades voltadas à educação ambiental.

Horários do Parque Mata da Pipa

  • Quinta-feira, 17/04: das 9h às 15h
  • Sexta-feira, 18/04: fechado (feriado)
  • Sábado, 19/04: das 9h às 15h
  • Domingo, 20/04: fechado
  • Segunda-feira, 21/04: fechado
  • Terça-feira, 22/04: funcionamento normal, das 8h às 17h

Unidades oferecem alternativas de lazer durante o feriadão no RN

Os três espaços administrados pelo Idema oferecem à população e turistas opções de lazer ao ar livre no Rio Grande do Norte, com ênfase na preservação ambiental, educação ecológica e atividades culturais. As visitas seguem normas de conservação, com limites de horário e regras para garantir a segurança e integridade das áreas protegidas.

Durante o feriado prolongado, a recomendação é que os visitantes programem suas visitas com antecedência, respeitem os horários de abertura e estejam atentos às atividades disponíveis em cada unidade.

Foto: Caroline Macêdo

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